Navegando Posts marcados como 1959

Santos 12 x 1 Ponte Preta

Data: 19/11/1959, quinta-feira.
Competição: Campeonato Paulista – Returno – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: Cr$ 166.725,00
Árbitro: Telemaco Pompeu
Gols: Coutinho (01-1), Pepe (12-1), Pepe (16-1) e Coutinho (45-1); Coutinho (10-2), Pepe (13-2), Célio (21-2), Agnaldo (26-2), Coutinho (27-2), Coutinho (30-2), Pepe (32-2), Mingão (35-2, contra) e Agnaldo (37-2).

SANTOS
Manga; Dalmo, Pavão e Mourão; Formiga e Zito; Dorval, Jair, Coutinho, Agnaldo e Pepe.
Técnico: Lula

PONTE PRETA
Valter; Mingão, Derem e Bradi; Wilse e Pitico; Nivaldo, Célio, Paulinho, Jansen e Dinho.
Técnico:



Fonte: http://acervo.folha.com.br/fdn/1959/11/20/2//5377141

Juventus 0 x 4 Santos

Data: 02/08/1959
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, em São Paulo, SP.
Renda: Cr$ 626.025,00 (recorde no campo do Juventus)
Árbitro: Sebastião Mairiques
Gols: Pelé (24-1); Pelé (07-2), Dorval (26-2) e Pelé (42-2).

JUVENTUS
Mão de Onça; Julinho, Homero e Pando (Cássio); Lima e Clóvis; Lanzoninho, Zeola, Buzone, Cássio e Rodrigues.
Técnico:

SANTOS
Manga; Ramiro, Pavão e Mourão; Formiga e Zito; Dorval, Jair, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

Ocorrências: Aos 24-2 Pando contundiu-se num choque com Pelé e deixou o gramado para não mais voltar.



Confusão marca homenagem ao gol de Pelé “que todo mundo viu”

29/08/2006 – Bruno Doro, Uol Esporte.

Quem passava na Rua Javari nesta terça-feira se espantava. O estádio do Juventus, normalmente um local calmo, ainda mais às terças de manhã, estava agitado. Os mais saudosos afirmavam, para quem quisesse ouvir, que a Javari estava de volta aos seus dias de glória. O motivo? Pelé.

O jogador, que, quando ainda atuava, atraía milhares de pessoas ao campo da Mooca, na zona de leste de São Paulo, estava de volta. Junto com ele, um burburinho de torcedores, curiosos e jornalistas se acotovelavam para chegar perto do “Atleta do Século”.

Pelé voltou à Rua Javari para a inauguração de um busto em homenagem ao seu gol mais bonito. No dia dois de agosto de 1959, ele deu três chapéus em jogadores do Juventus antes de marcar para o Santos.

Se depender dos relatos de quem afirma estar nas arquibancadas, naquele dia a Rua Javari teve seu recorde de público. “Tenho que admitir que eu, particularmente, não estava lá. Mas eu garanto que tinham umas 100 mil pessoas no estádio”, brinca o presidente do Juventus, Armando Raucci. Detalhe: a capacidade atual do estádio é de 7000 pagantes.

Nesta terça, o público era um pouco menor do que naquela tarde. Centenas de pessoas tomaram o hall de entrada. Uma área reservada para imprensa e personalidades estava lotada. Dezenas de camêras de TV e fotógrafos brigavam espaço próximo ao busto.

Quando Pelé chegou, com pouco mais de meia hora de atraso, a confusão foi total. Pessoas foram “esmagadas” contra a parede e as jogadoras do time de futebol feminino do Juventus, que deveriam fazer um cordão de isolamento simbólico na área da homenagem, foram atropeladas.

Ao lado de seu busto e com pouco espaço para respirar, devido aos inúmeros jornalistas no local, Pelé agradeceu a homenagem. “Eu não esperava por uma recepção como essa, tão ŽcalorosaŽ. Até parece que eu marquei o gol ontem, e pela seleção brasileira”.

Depois de muita demora, Pelé finalmente inaugurou o busto e foi ao centro do campo, para dar o pontapé à partida entre os times de masters do Juventus e um combinado de ex-jogadores famosos.

Ao lado de seu busto e com pouco espaço para respirar, devido aos inúmeros jornalistas no local, Pelé agradeceu a homenagem. “Eu não esperava por uma recepção como essa, tão ŽcalorosaŽ. Até parece que eu marquei o gol ontem, e pela seleção brasileira”.

Depois de muita demora, Pelé finalmente inaugurou o busto e foi ao centro do campo, para dar o pontapé à partida entre os times de masters do Juventus e um combinado de ex-jogadores famosos.

Novamente, o caos se instalou. Pessoas foram apertadas contra paredes e alguns até mesmo abrirarm salas que estavam trancadas, apenas com a força da multidão que tentava chegar perto do ídolo. Para entrar no campo, personalidades e jornalistas foram barrados. Presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Pólo del Nero nem mesmo tentou entrar, deixando o evento antes do final.

Após a saída do “Rei do Futebol”, a confusão também foi embora. Restavam os veteranos que disputaram a partida e alguns dos “100 mil” que viram o gol em pessoa. Além do público, mais um detalhe já virou folclórico: o placar do jogo.

“Olha, já ouvi que foi 3 a 1, que foi 4 a 0, não lembro muito bem”, diz o ex-jogador Claudinei, que jogava no Juventus na época, mas não disputou o jogo. “Foi 4 a 0, tenho certeza. Só foi 3 a 1 se o gol que o Pelé marcou foi contra”, brinca Lanzone.

A unanimidade fica por conta da beleza do gol: “Pelo menos contra o Juventus, foi o mais bonito”, garante Elias Pássaro, massagista do time na época.

Torcida cogita, mas não protesta

Alguns torcedores do Juventus pensaram em protestar contra a homenagem e tentaram organizar, através do site de relacionamentos “Orkut”, uma manifestação em frente ao estádio. Afinal, é inusitado um clube homenagear um atleta que marcou um gol contra seu próprio time.

O protesto, porém, não saiu do mundo virtual. “Acho que não tem nada de estranho em homenagear o Pelé por ter marcado um gol contra o nosso time. O Péle é o maior jogador de futebol de todos os tempo e transcende tudo isso”, diz o presidente do clube.

Lembranças do seu Arnesto

Todo mundo já ouviu o “Samba do Arnesto”, sucesso do compositor Adoniram Barbosa. O “homenageado” da música, Ernesto Paulella, é uma das milhares de pessoas que estavam na Rua Javari para o gol mais bonito da carreira de Pelé. Amparado por seus familiares, Ernesto Paulella, com mais de 90 anos, foi à inauguração do busto e ainda se lembra da partida.

“Foi um feito memorável. Os juventinos estavam jogando de igual para igual com o Santos, apesar da derrota. Mas a torcida estava pegando no pé do Pelé. De repente, ele vira para a arquibancada e faz um sinal de ‘Espera um pouquinho’. Depois, dominou a bola no peito, deu três chapéus. Chapelou até o Mão de Onça, que era o goleiro. Ele emudeceu a torcida. Depois, começamos a aplaudir também”, lembra.

Barcelona 1 x 5 Santos

Data: 29/06/1959
Competição: Amistoso
Local: Camp Nou, em Barcelona, Espanha.
Gols: Dorval (04-1), Coutinho (10-1) e Evaristo de Macedo (15-1); Pelé (11-2), Dorval (19-2) e Pelé (26-2).

BARCELONA
Larraz; Rife e Bartoli; Pinto (Martínez), Verges e Recaman; Villaverde (Hermes), Kocsis, Evaristo, Ribelles e Czibor.
Técnico:

SANTOS
Lalá; Getúlio, Pavão (Ramiro) e Mourão; Ramiro (Formiga) e Zito; Dorval (Alfredinho), Jair Rosa Pinto (Álvaro), Coutinho, Pelé (Afonsinho) e Pepe.
Técnico: Lula


Santos 7 x 1 Internazionale Milano

Data: 26/06/1959
Competição: Torneio de Valência (triangular) – Decisão
Local: Valência, Espanha.
Público: 60.000 pessoas
Gols: Coutinho (17-1) e Pepe (30-1, de pênalti); Pelé (03-2), Pelé (08-2), Pelé (23-2), Pelé (24-2), Angelillo (26-2) e Pepe (31-2).

SANTOS
Lalá; Getúlio, Pavão e Mourão; Ramiro e Zito (Formiga); Dorval, Jair (Álvaro), Coutinho, Pelé (Afonsinho) e Pepe.
Técnico: Lula

O Valência CF, da cidade espanhola que lhe empresta o nome, organizou o Torneio de Valência convidando o Santos FC e a Internazionale Milano (Itália) para a disputa do triangular.

Na estréia, contra o Valência, um empate com uma chuva de gols: 4 a 4! Pelo Santos marcaram: Dorval, Pelé, Coutinho e Pepe.

A decisão aconteceu contra a Internazionale, de Milão, e o Santos ficou com o título. O time italiano, possuidor de enorme fama e prestígio na Europa jamais poderia imaginar que o desfecho do jogo seria uma sonora goleada, mas foi: 7 a 1!

Abaixo estão as fichas técnicas dos dois jogos desta competição.

24/06/1959 – Santos 4 x 4 Valência – Torneio de Valência – Espanha
26/06/1959 – Santos 7 x 1 Internazionale Milano – Torneio de Valência – Espanha

Campanha:

02 jogos
01 vitória
01 empate
00 derrota
11 gols pró
05 gols contra
06 saldo

Artilheiros do Santos FC:

05 gols – Pelé
03 gols – Pepe
02 gols – Coutinho
01 gol – Dorval