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Santos 4 x 1 Flamengo

Data: 16/12/1964
Competição: Taça Brasil
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Renda: Cr$ 21.500 mil
Árbitro: Armando Marques
Gols: Pelé (20-1); Pelé (16-2), Paulo Chôco (28-2), Coutinho (33-2) e Pelé (38-2).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito (Geraldino) e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe.

FLAMENGO
Marcial; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Evaristo; Amauri, Airton, Berico (Paulo Chôco) e Carlos Alberto.



Pelé brilhou, fez três e Santos derrotou Fla por 4 a 1

O Santos venceu o Flamengo por 4 a 1 à noite, no Pacaembu, na primeira partida das finais da Taça Brasil, numa partida em que Pelé voltou a luzir como figura maior, marcando três gols, e em que o Flamengo jogou bem, só se descontrolando quando sofreu o terceiro gol no final.

O primeiro tempo terminou com 1 a 0 e o campo muito encharcado prejudicou demais o desenvolvimento das ações no segundo tempo, influindo inclusive em dois gols, o de Coutinho sofrido por Marcial e o tento do Flamengo.

Um gol de Pelé
Num início em que os dois times se equivaliam, coube ao Flamengo fazer a primeira jogada de perigo, quando o ataque trocou passes e lançou Amauri em profundidade, para o ponteiro penetrar e chutar com violência para fora. A esta altura, Pelé já marcava a sua presença e deu um lindo drible de corpo em Evaristo, sendo aplaudido e perdendo na seqüência para o armador do Flamengo. Mengálvio dava o ritmo ao time do Santos, jogando solto, enquanto Pelé recuava e caia para a esquerda buscando abrir uma brecha na linha de zagueiros rubro-negra.

Aos 20-1, Pelé, que hpa poucos instantes dera um chute surpreendente mesmo cercado por três adversários, penetrou e livrou-se de Evaristo, marcando 1 a 0 para o Santos.

Daí para frente o Flamengo tentou o ataque, com o Santos procurando lançamentos longos. O Flamengo trocou Berico por Paulo Chôco, que se entende melhor com Airton, e o ataque melhorou, pondo a defesa do Santos em dificuldade algumas vezes. Quase no final do primeiro tempo, Zito saiu passando Lima para o meio e entrando Geraldino na lateral esquerda.

Muitos gols
O segundo tempo mostrou-se com o Santos firmando-se mais ainda para impor uma larga superioridade, mesmo que o Flamengo (que conseguiu além do gol, duas bolas nas traves de Gilmar) jogasse mal, a não ser nos últimos 12 minutos.

Pelé aumentou para 2 a 0 aos 16′, batendo uma falta de fora da área com um chute fortíssimo. Marcial chegou a agarrar, mas patinando na lama e com a bola encharcada, soltou-a e ela foi às redes.

Aos 28′ Evaristo encobriu bem a barreira batendo com absoluta perfeição uma falta e Gilmar chegou a agarrar a bola, mas, como Marcial no gol anterior, soltou-a, de tão escorregadia, e Paulo Chôco entrou com raiva e marcou.

Aos 33′, Pelé faz uma de suas jogadas excepcionais, cobrindo Ditão e dando meio gol a Coutinho que não teve outro trabalho senão entrar e dar um leve toque de pé para fazer o terceiro gol, quando Marcial soltou a bola. Aos 38′, Coutinho dá um bom lançamento a Pelé, que chutou rasteiro, de fora da área, no canto esquerdo de Marcial, fazendo o quarto e último gol.

Santos 3 x 2 Portuguesa

Data: 13/12/1964
Competição: Campeonato Paulista – 30ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 17.197 pagantes
Renda: Cr$ 18.823.000,00
Árbitro: Armando Marques.
Gols: Pepe (07-2), Toninho (24-2), Ditão (31-2), Ismael (35-2, contra) e Wilson Silva (35-2, contra).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto e Lima; Zito e Haroldo; Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

PORTUGUESA DE DESPORTOS
Orlando; Jair Marinho, Ditão e Edilson; Pampolini e Wilson Silva; Almir, Dida, Henrique, Nair e Ivair.
Técnico:


Santos 6 x 0 São Bento

Data: 09/12/1964
Competição: Campeonato Paulista – 29ª rodada (penúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: Cr$ 4.938.800
Árbitro: Albino Zanferrari.
Gols: Pelé (29-1), Pelé (36-1), João Carlos (08-2, contra), Coutinho (26-2), Pelé (30-2) e Mengálvio (31-2).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto e Lima; Zito e Haroldo; Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

SÃO BENTO
Chicão; João Carlos, Julião e Salvador; Nestor e Gibe; Raimundinho, Norberto, Bira, Nei e Gilson.
Técnico:


Jogos inesquecíveis


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Santos 7 x 4 Corinthians

Data: 06/12/1964, domingo.
Competição: Campeonato Paulista – 2º turno – 19ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 54.476 pagantes (recorde do campeonato)
Renda: Cr$ 36.437.800,00
Árbitro: Armando Marques
Gols: Ferreirinha (06-1), Coutinho (17-1), Bazzani (27-1) e Coutinho (33-1); Pelé (04-2), Pelé (11-2, de pênalti), Pelé (16-2, de pênalti), Silva (35-2), Coutinho (38-2), Pelé (44-2) e Silva (45-2, de pênalti).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

CORINTHIANS
Heitor; Ari Ercilio, Batista e Ari Clemente; Amaro e Clóvis; Luizinho, Ferreirinha, Silva, Flávio e Bazzani (Batista aos 30-2)
Técnico: Osvaldo Brandão


Santos arrasador faz sete e fica a três pontos do título!

Pelé marca quatro e Coutinho marca três. Sete gols, sete anos e o tabu continua.

O Santos manteve a liderança isolada do Campeonato Paulista ao golear o Corinthians por 7 a 4, tirou as esperanças dos corintianos serem campeões esse ano e domingo enfrentarão a Portuguesa para talvez conquistar o título, pois um simples empate lhe dará esse direito, isto se passar (o que é quase certo) pelo São Bento, depois de amanhã, na Vila Belmiro.

Pelé com os 4 gols que fez a contra o Corinthians passou a ter 31 na artilharia, 10 à frente de Flávio, que parou nos 21 porque está a muitos jogos sem fazer gol. O Santos venceu o jogo com uma atuação magnífica da dupla Pelé-Coutinho, principalmente no segundo tempo. O Corinthians resistiu bem o primeiro tempo, quando chegou a estar em vantagem por duas vezes e depois cedeu o empate, mas no período final, pela melhor estruturação tática e técnica do adversário, não pode evitar a goleada.

Os gols

1º Tempo

6min – Contra-ataque corintiano pelo meio, Clóvis toca a bola para Silva, este passa para Ferreirinha que dribla Lima e chuta com efeito para fazer o gol.
17min – Pelé passa por Ferreirinha, dribla Clóvis, tabela com Coutinho que enche o pé e empata a partida.
27min – Ismael recua para Gilmar que vacila e solta a bola. Bazzani aproveita a falha e faz o segundo gol corintiano.
33min – Nova tabela entre Pelé e Coutinho pelo meio. A defesa corintiana não sabe o que fazer para bloquear a jogada. A bola é tocada para Pepe na entrada da área que chuta com força e empata novamente o jogo.

2º Tempo

4min – Pelé aproveita cruzamento em cobrança de falta de Tonico e, de cabeça, coloca o Santos pela primeira vez na frente no placar.
11min – Coutinho sofre pênalti de Ari Ercílio. Pelé bate com categoria e faz mais um para o time da Vila Belmiro.
16min – Outro pênalti. Desta vez sobre Melgálvio, que depois de driblar dois corintianos é derrubado na área. Pelé com muita calma ampliou o placar. Santos 5 x 3 Corinthians.
31min – Escanteio pela direita. Ferreirinha bate, Silva sobe e marca de cabeça fazendo o terceiro gol do Corinthians, reacendendo as esperanças mosqueteiras.
38min – Toninho faz boa jogada pela direita e chuta mal para o gol, mas Coutinho aproveita a falha da defesa adversária, apanha o rebote e faz o sexto gol santista.
44min – Mais uma tabela entre Coutinho e Pelé, que vai desmontando a defesa corintiana e ganhando terreno até o toque final. Mais uma vez Pelé, colocando com categoria no canto direito de Heitor.
45min – Silva é derrubado por Modesto na área. Pênalti que o próprio Silva cobrou, diminuindo para o Corinthians.

Santos dá 300 mil e elogia os corintianos
Sem “carnaval”, mas com muita alegria, dirigentes e jogadores santistas comemoraram nos vestiários a vitória de ontem sobre o Corinthians, que, na opinião geral, foi justíssima sob todos os aspectos e decisiva na conquista do título. Faziam questão de frisar que o Corinthians lutou com muita lealdade e soube perder como um time “grande”.

Lula elogiou muito a atuação dos corinthianos, alegando que não fosse a atuação infernal da dupla Pelé-Coutinho, o resultado poderia te sido diferente. Declarou que o Santos no segundo período pôde render muito mais, quando Lima passou a marcar Ferreirinha mais de perto, evitando o trabalho quase perfeito que o atleta adversário realizou em todo o primeiro tempo e que produziu efeitos satisfatórios.

Pelé e Gilmar também afirmaram que o time melhorou na etapa final, quando evitou-se que Ferreirinha jogasse livre. Acham que o Corinthians lutou muito “mas teve que cair ante a maior categoria do Santos”, como salientou Gilmar.

Polícia
Coutinho que assinalou 3 gols e cumpriu excelente trabalho declarou que “os corinthianos foram adversários leais e perigosos. Tiveram um ataque penetrante e uma defesa boa, mas o azar é pegar o Santos que é um caso de polícia… Ismael sentia-se aliviado por ter dado a Coutinho o passe para a o segundo gol. “Compensei o gol que proporcionei ao Corinthians quando procurei atrasar para o Gilmar”, disse.

Vitória de campeão
Para o presidente Athiê Jorge Cury, a vitória obtida pelo Santos foi “autêntica vitória de campeão”, valorizada em muito pela disposição com que se apresentaram os alvinegros da capital. Se Deus quiser seremos campeões. Segundo o presidente santista, o prêmio pelos 7 a 4 será de 300 mil cruzeiros. Dizendo que “poderia dar azar”, não quis revelar quanto será pago em caso de conquista do título.

Concentração
Os santistas voltarão à concentração, na Vila Belmiro, amanhã à noite. Na terça-feira haverá um individual pela manhã, encerrando os preparativos para o jogo de quarta-feira à tarde em Santos contra o São Bento.

Para esse jogo Lula declarou que fará retornar à lateral esquerda Geraldino, em lugar de Lima. Este substituirá Zito, que será poupado para o jogo com a Portuguesa.

Fiel carrega Brandão depois de sofrer com 7
Moralmente, Osvaldo Brandão deixou o Pacaembu vitorioso. A “fiel torcida” reconheceu o seu trabalho e demonstrou no vestiário, logo após o encerramento do jogo, que marcou o seu retorno ao Corinthians.
Tão logo abriram-se as portas os torcedores procuraram o técnico para expressar-lhe o seu reconhecimento. Osvaldo Brandão foi carregado em triunfo nos vestiários sob os acordes de “Salve o Corinthians”. O técnico, emocionadíssimo, não sabia como agradecer.

Impossibilitada de comemorar uma grande vitória sobre o Santos há sete anos, a “fiel torcida” preferiu esquecer o marcador adverso e comemorar a vitória dos aspirantes, que se sagraram campeões paulistas de 1964. Esses receberam abraços e foram cumprimentados efusivamente. Os titulares, quando os vestiários se abriram, já haviam se retirado, apenas Ari e Silva ainda estavam trocando de roupa e receberam muitos cumprimentos. Com a sonora derrota o Corinthians abandonou qualquer chance de título.

Detalhes técnicos
Quanto à situação do Corinthians em si, Osvaldo Brandão declarou que gostou bastante da equipe no primeiro tempo, “quando tivemos oportunidade até de marcar mais algum gol”. No segundo tempo a equipe perdeu-se após a marcação do terceiro gol, esfriou-se e ficou um pouco intranqüila.

Além disso, Brandão se queixou do árbitro que não teria assinalado um penal cometido por Modesto no primeiro tempo. “Tivéssemos marcado mais um gol no primeiro tempo e no segundo as coisas seriam diferentes.”
Osvaldo Brandão disse também que ficou satisfeito num aspecto: “O espírito de luta hoje foi outro. O Corinthians voltou a suar a camisa.” Além disso lamentou sua falta de sorte. “Tive de formar uma equipe improvisada, fazendo nada menos do que três alterações só na defesa. Augusto, Eduardo e O****. Tive que recuar Clóvis e lançar mão de Ercilio , Ari e Batista. É lógico que a defesa sentiu bastante estas mudanças. No ataque não havia ponta direita: fui obrigado a lançar mão do Ferreirinha e um sistema tático diferente.”

Notas:
Quando Pelé se desdobrava para o lado de Ari Ercilio, o pavor do corintiano era indescritível. Usava de todos recursos. No final do jogo arrancou a correntinha de Pelé. Ainda bem que foi só a correntinha, o “safanão” foi de arrancar o pescoço.

Brandão foi cumprimentar Lula após o jogo. E mordeu os lábios de raiva. Sabem lá o que são 18 gols em menos de duas semanas? ( Nota explicativa: Em 22/11/1964, Brandão era o técnico adversário em Santos 11×0 Botafogo-SP na Vila Belmiro. Em 06/12/1964, já estava no Corinthians neste 7 x 4 para o Santos.

Pelé saiu do estádio protegido por forte escolta policial. Fez quatro gols, ajudou a fazer outros dois e por tudo isso, chegaram a temer por “agressão”. No fim, tudo ficou no susto.

Áudio: Ouça abaixo o áudio desta partida, narrada por Fiori Giglioti.

Galeria de fotos:





Créditos:
– Texto: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/12/07/156//4439594
– Áudio: Rádio Bandeirantes, site do Milton Neves.
– Vídeo: TV Tupi. Disponibilizado por Wesley Miranda.

Santos 5 x 2 Juventus

Data: 02/12/1964
Competição: Campeonato Paulista – 27ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.655 pagantes
Renda: Cr$ 3.950.600,00
Árbitro: Romualdo Arppi Filho.
Gols: Pelé (11-1), Pelé (20-1), Toninho (35-1); Rodarte (25-2), Coutinho (28-2), Toninho (31-2) e Rodarte (42-2).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto e Geraldino; Lima e Haroldo; Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

JUVENTUS
Claudinei; Dario, Milton e Diógenes; Hidalgo e Clóvis; Valdir, Rodarte, Quarenta, Rafael e Gelson.
Técnico: