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O treinador Serginho foi demitido do Santos. A comunicação foi feita pelo diretor Clodoaldo, na Vila Belmiro.

Com a resolução, a diretoria santista adiantou em dois dias seu posicionamento sobre o incidente ocorrido com o técnico, que seria discutido apenas na segunda-feira.

Serginho agrediu um repórter no estádio Pacaembu, após a derrota para o Corinthians, na quarta-feira. Ainda nos vestiários, desferiu uma cabeçada no repórter Gilvan Ribeiro, que trabalha no jornal “Diário Popular”, após este ter supostamente ironizado o treinador pelo resultado.

Segundo Serginho, toda confusão que culminou com a agressão foi iniciada pelo fato do conselheiro Alberto Francisco de Oliveira ter ido ao vestiário santista para criticar o atacante Guga.
“Ele estava bêbado e começou a falar besteiras”, disse Guga. O fato irritou Serginho.

A Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro havia pedido garantias à Polícia Civil para que os jornalistas pudessem falar com Serginho sem correr riscos, hoje na partida do time contra o Fluminense.

Técnico diz que está arrependido

O técnico Serginho disse às 16h30 de ontem na Vila Belmiro que estava “arrependido” pela agressão contra o jornalista Gilvam Ribeiro, anteontem à noite no vestiário do Santos, no Pacaembu.

“Eu não via a hora de vir falar com a imprensa para poder pedir desculpas publicamente. Um homem sabe quando erra. O difícil é vir a público e admitir o erro”, afirmou Serginho.

Segundo ele, o culpado pela agressão ao jornalista foi o conselheiro do Santos, Alberto Francisco de Oliveira, conhecido como Alemão.
“Momentos antes da briga, o Alemão entrou no vestiário e foi discutir com o Guga. Isso eu não aceito. Ninguém, à minha exceção, vai tomar satisfação com o jogador”, afirmou.

Serginho disse que ficou nervoso com a entrada do conselheiro no vestiário do Santos. “Eu parei a entrevista que estava dando e fui repreender o Alemão. Aí fiquei nervoso e fiz aquela besteira.”

Serginho classificou a agressão a Ribeiro como “um ato impensado”. Ele disse que pretende pedir desculpas pessoalmente a Ribeiro.

“Fiz uma grande besteira. Se ele aceitar quero encontrá-lo para pedir desculpas e pagar qualquer despesa que ele tenha tido por minha causa”.

O técnico também culpou o árbitro da partida, Antônio Cláudio Perin, na qual o Santos foi derrotado pelo Corinthians, por 2 a 1.

“Eu nem sabia que tinha sido expulso. Foi o Clodoaldo –diretor de futebol do Santos– que me avisou no vestiário”, afirmou o treinador santista. “O juiz de anteontem é um despreparado”, disse.

Serginho disse que o Santos foi “garfado pelo árbitro”. “Eu não reclamo do resultado, mas sim do fato de que ele é um juiz fraco”, afirmou.

O técnico do Santos disse estar calmo. “Hoje eu estou tranquilo por estar aqui podendo pedir desculpas a todos vocês.” E fez uma previsão. “Isso não vai se repetir. Espero que ele me perdoe”, afirmou.


Santos 1 x 2 Corinthians

Data: 16/11/1994, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª fase – Grupo F – 12ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 13.087 pagantes
Renda: R$ 83.009,00
Árbitro: Antônio Cláudio Perin (SP)
Cartões amarelos: Branco, Gralak, Zé Elias e Daniel (C): Maurício Copertino, Índio, Gallo, Giovanni e Júnior (S).
Gols: Marques (06-1) e Tupãzinho (37-1); Neto (13-2).

SANTOS
Gilberto; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Dinho (Giovanni), Gallo, Carlinhos e Neto; Macedo e Guga (Marcelinho).
Técnico: Serginho Chulapa

CORINTHIANS
Ronaldo (Ricardo Pinto); Leandro Silva, Gralak, Henrique e Branco (Daniel Franco); Zé Elias, Marcelinho Paulista, Embu (Wilson Mano) e Souza; Tupãzinho e Marques.
Técnico: Jair Pereira



Corinthians ganha do Santos no Pacaembu

O Corinthians conquistou sua primeira vitória e quebrou a invencibilidade do Santos no returno da segunda fase. Ontem, no Pacaembu, o time do técnico Jair Pereira derrotou a equipe santista por 2 a 1.

O Corinthians iniciou a partida marcando sob pressão a saída de bola santista. Os volantes Marcelinho Souza, Zé Elias e Embu marcavam individualmente os meias Neto e Carlinhos e o atacante Macedo.

No ataque corintiano, os “baixinhos” –com menos de 1,70– Tupãzinho, Souza e Marques trocavam passes rápidos e ganhavam as principais jogadas da alta e pesada defesa do Santos.

Logo aos 6min, Souza fez tabela com Tupãzinho, que tocou para Marques livre abrir o placar.

O Santos não tinha penetração no ataque. Guga e Macedo ausentes não eram opção para Neto.

Apesar de diminuir o ritmo após 25min, o Corinthians conseguia criar as melhores chances para ampliar o resultado.

O lateral Branco fez ótimo lançamento para Marques pela esquerda. O atacante invadiu e retribuiu o passe do primeiro gol para Tupãzinho: 2 a 0, aos 37min.

Em desvantagem no placar, o time de Serginho foi para o ataque e aos 41min teve o lance mais polêmico do jogo. Neto fez boa jogada pela esquerda e reclamou falta do zagueiro Henrique dentro da área. O juiz nada marcou.

Ao final da primeira etapa, o goleiro Ronaldo e o lateral Branco se chocaram. Os dois foram substituídos no intervalo. Branco foi levado ao Hospital Santa Catarina com suspeita de fratura nas costelas. Ronaldo, com dores no ombro esquerdo e na coluna cervical, foi substituído por Ricardo Pinto.

No segundo tempo, o técnico Serginho atendeu o pedido da torcida e colocou o meia-atacante Giovanni. Com a alteração, Neto ficou livre para armar os contra-ataques santistas, enquanto Giovanni distribuía os passes no meio-campo.

Em um desses lances, Neto foi lançado, invadiu a área, driblou Gralak e diminuiu: 2 a 1.

Agressão põe em risco no Santos cargo de Serginho

Pelé disse às 14h de ontem à reportagem que a posição de Serginho como técnico do clube ficou “abalada” após o tumulto ocorrido anteontem no vestiário do Santos, no Pacaembu, após perder do Corinthians por 2 a 1.

Serginho agrediu com uma cabeçada o repórter Gilvam Ribeiro, da TVA e do ‘Diário Popular’. O jornalista sofreu um corte no supercílio do olho direito. “Foi lamentável. Isso pode prejudicar o time no campeonato”.

Repórter – O que você acredita que possa acontecer com Serginho?
Pelé – Ele deverá receber uma pena dura pelo incidente.

Repórter – Como fica agora a situação de Serginho como treinador do Santos?
Pelé – Está abalada. Nós escolhemos o Serginho pela sua liderança junto aos jogadores. Nós sempre soubemos que ele não é um técnico estrategista, mas o seu espírito de liderança pode se comprometer com esse tipo de ação.
Além disso, é a segunda vez que ele se envolve em um caso semelhante. Em Campinas, com um bom advogado, nós conseguimos contornar a situação. Agora eu já não sei o que vem pela frente.

Repórter – Você, que assistiu ao jogo de anteontem, acredita que a atuação do árbitro possa ser usado pelo Serginho como desculpa para o seu comportamento?
Pelé – O juiz (Antônio Cláudio Perin) teve algumas falhas, mas nada que justificasse a atitude do nosso técnico contra um profissional da imprensa.

Repórter – Você acha que os problemas enfrentados na parte administrativa possam ter afetado o técnico do Santos?
Pelé – Não acredito que o comportamento de Serginho tenha sido motivado pela crise administrativa. Acho, sim, que o ocorrido anteontem pode acabar prejudicando o time de agora em diante. O pior é que esse não era o momento para acontecer esse fato lamentável.

Repórter – Por que?
Pelé – Pelo fato de o time estar na liderança do campeonato. Além disso, os problemas da diretoria estão se resolvendo aos poucos. Isso mancha ainda mais o Santos.

Repórter – Você acha que o ex-presidente Kodja será afastado definitivamente?
Pelé – É ele ou eu. Ele tem que pagar todos os prejuízos que trouxe ao clube. Se não puder e for comprovada a sua culpa, então que seja preso.


Portuguesa 0 x 0 Santos

Data: 12/11/1994, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro- 2ª fase – Grupo F – 11ª rodada
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 16.544 pagantes
Renda: R$ 100.458,00
Árbitro: Alfredo dos Santos Loebeling (SP)
Cartões amarelos: Marcio Griggio e Tiba (P); Carlinhos, Gilberto e Júnior (S).
Cartões vermelhos: Jorjão e Paulinho Kobayashi (04-2); Luis Simplício (30-2).

PORTUGUESA
Paulo César; Ednam, Jorjão, Ildo e Zé Roberto; Norberto, Luís Simplício, Márcio Griggio (Gilmar Francisco) e Caio; Tiba e Paulinho McLaren.
Técnico: Candinho

SANTOS
Gilberto; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Marcelo Fernandes (Paulinho Kobayashi), Cerezo, Carlinhos e Neto (Giovanni); Macedo e Guga.
Técnico; Serginho Chulapa



Goleiros asseguraram o empate no Canindé

Os goleiros Gilberto, do Santos, e Paulo César, da Portuguesa, garantiram o empate para o clássico de anteontem, no Canindé.

“Mostrei para aqueles que me criticavam o meu valor”, disse Gilberto. “Só joguei três partidas no Campeonato Paulista e o Pepe me tirou do time.”

Gilberto foi transferido para o Santos no começo do ano, junto com o volante Dinho e o atacante Macedo, vindos do São Paulo. Os três jogadores foram trocados pelo volante Axel.

“Vou ficar dez jogos invictos e repetir a marca que tive no Sport”, disse o goleiro, se referindo ao seu ex-clube. “Estou calando a boca de muita gente, que não confiava na minha capacidade”, afirmou.

A melhor participação de Gilberto aconteceu aos 9min do 2º tempo, ao defender dois chutes seguidos do meia Márcio Griggio.

“Foram duas bolas difíceis, pois ele chutou sem marcação”, disse Gilberto, que está há cinco jogos sem tomar gol.

Gilberto substituiu Edinho, que perdeu a vaga por deficiência técnica depois da derrota para o Bahia, em Salvador, (3 a 2).

Já Paulo César completou 451 minutos sem sofrer gol. “A nossa defesa está atuando bem desde o começo do campeonato”, afirmou o goleiro, que sofreu seu último gol contra o Fluminense, na derrota por 2 a 1, no Rio.

Serginho e Candinho já fazem contas

O empate entre Portuguesa e Santos anteontem (0 a 0) no Canindé agradou aos técnicos dos dois times. “Um clássico regional é sempre difícil”, disse o técnico Candinho, da Portuguesa.

Após o jogo, o treinador já fazia contas, pensando na classificação para a próxima fase do Brasileiro. “Agora precisamos de mais seis pontos para garantir a classificação para as quartas-de-final.” “Com esses pontos, nos classificaremos pelo índice técnico ou pela conquista do primeiro lugar no returno”, afirmou.

Para o técnico Serginho, o Santos tem que ganhar os dois jogos que fará em casa do total de quatro que ainda tem nesta fase. O Santos enfrenta Corinthians e Guarani, em São Paulo, e sai para jogar contra Fluminense e Grêmio.

A Portuguesa também tem mais duas partidas no Canindé: Palmeiras e Paraná. Vai ao Rio enfrentar o Botafogo e a Porto Alegre pegar o Grêmio. Com o empate, o time de Candinho completou 30 jogos invicto no Canindé. A Portuguesa não perde no estádio desde setembro de 93, quando foi derrotada pelo América mineiro, por 2 a 1.

A partida contra o Santos foi marcada pelo equilíbrio e pelos passes errados. Os dois times tiveram rendimento semelhante. O Santos errou 64 dos 300 passes feitos (21%). A Portuguesa, falhou em 68 dos 366 passes (19%).

“Meu time só jogou 45 minutos”, disse o técnico Serginho, se referindo ao melhor desempenho da equipe na etapa final.

“Tivemos todas as chances de conseguir a vitória no primeiro tempo”, afirmou Candinho.

O time da Portuguesa fez 21 finalizações. O destaque foi o meia Márcio Griggio, que acertou quatro das cinco vezes em que finalizou na partida.

O maior obstáculo do time santista foi a ausência de seus volantes titulares (Dinho e Gallo, suspensos).

Serginho critica o meia Kobayashi

“Tive vontade de lhe dar uns petelecos.” Esta foi a reação do técnico Serginho, do Santos, após a expulsão do meio-campo Paulinho Kobayashi.

“O time estava perdendo no setor de meio-campo. Então resolvi colocá-lo para melhorar o passe da equipe. Ele entra e faz aquilo. Não é possível”, disse o técnico santista revoltado.

Paulinho Kobayashi, que entrou na partida no intervalo em substituição a Marcelo Fernandes, foi expulso aos 3min após trocar empurrões com o zagueiro Jorjão. O Santos tinha uma cobrança de falta, próxima à área do Santos, e o jogador santista tentava dificultar a visão do goleiro Paulo César, se posicionando à frente da barreira da Portuguesa.

“Não era lance para expulsão”, disse Kobayashi, constrangido no vestiário depois do jogo. “Não interessa. Foi infantilidade da parte dele”, disse Serginho. “Você tem o intervalo para alterar a equipe e todo o trabalho é jogador fora”, afirmou.

O técnico Candinho também não economizou críticas a Jorjão e Luís Simplício, seus jogadores expulsos. “Poderíamos ter conseguido a vitória, se os jogadores não fossem expulsos de besteira”, afirmou o treinador da Portuguesa. “Com dois pontos hoje poderíamos, praticamente, garantir a classificação”, disse. “Erros assim são inadmissíveis “, completou.

Segundo Candinho, “a Portuguesa tinha 80% do domínio da partida e se tivesse um prosseguimento normal, com certeza, venceria o adversário”.

A preocupação do treinador é com a próxima partida. O atacante Tiba recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Palmeiras, quarta-feira no Canindé.

O volante Norberto é dúvida para o clássico. O jogador saiu de campo machucado. O volante Simão e o zagueiro Jorginho voltam ao time, depois de cumprirem suspensão.

No Santos, o técnico Serginho poderá contar com os retornos dos volantes Dinho e Gallo para o jogo com o Corinthians, no Pacaembu, também na quarta-feira.

A diretoria do Santos divulga hoje o resultado da auditoria feita sobre o caso do “Telebingo do Peixe”.


Santos 1 x 0 Internacional

Data: 09/11/1994, quarta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª fase – Grupo F – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.819 pagantes
Renda: R$ 42.813,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Cartões amarelos: Maurício Copertino, Dinho e Gallo (S); Luís Carlos Wink, Admílson e Paulinho (I).
Cartão vermelho: Caíco (I).
Gol: Macedo (40-1).

SANTOS
Edinho; Índio, Marcelo Fernandes, Maurício Copertino e Silva; Dinho, Gallo, Carlinhos (Giovanni) e Neto (Paulinho Kobayashi); Macedo e Guga.
Técnico: Serginho Chulapa

INTERNACIONAL
Sérgio; Admílson (Paulinho), Argel, Adílson e Zinho; Ânderson Luís, Luis Carlos Wink, Luís Fernando Gomes e Caíco; Leandro e Mazinho Loyola (Itamar).
Técnico: Cláudio Duarte


Santos 3 x 0 Vasco

Data: 05/11/1994, sábado
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª fase – Grupo F – 9ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 9.465 pagantes
Renda: R$ 58.275,00
Árbitro: Ivo Tadeu Scatolla (PR).
Cartões amarelos: Índio e Júnior (S); Cláudio Gomes (V).
Gols: Neto (01-1), Macedo (34-1); Paulinho Kobayashi (28-2).

SANTOS
Gilberto; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Dinho, Gallo, Carlinhos e Neto (Paulinho Kobayashi); Macedo e Guga (Demétrios).
Técnico: Serginho Chulapa

VASCO
Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Sidnei e Cláudio Gomes (Bruno Carvalho); Leandro Ávila, Preto, William e Gian; João Paulo e Jardel (Hernande).
Técnico: Sebastião Lazaroni



Santistas querem deixar a Vila Belmiro

Os jogadores do Santos querem trocar a Vila Belmiro pelo Pacaembu. A goleada sobre o Vasco por 3 a 0, sábado à tarde, ressaltou uma qualidade que o time julgava de poder desprezível, mas que foi ressaltada pelo bom gramado do estádio paulistano.

“Mostramos que somos uma equipe técnica, que sabe tocar a bola bem e rápido”, disse o meia Neto, um dos favorecidos.

O gramado mal cuidado e recheado de buracos da Vila Belmiro prejudica, segundo o meia, as jogadas técnicas. Já o campo do Pacaembu, que ao menos não é tão esburacado, favoreceu as qualidades do time.

A mudança do local de jogo –que deve acontecer também na partida contra o Corinthians, no próximo dia 17– foi determinada pela CBF, que não viu garantias de segurança no estádio santista.

“Na Vila, quando recebo a bola, tenho que ficar olhando sua trajetória, para não ser surpreendido. Só depois é que levanto a cabeça para fazer um lançamento”, reclama Neto.

A construção de jogadas facilitou os jogadores velozes, como o atacante Macedo. “No estádio do Santos, não arrisco correr atrás de longos lançamentos porque não sei para onde vai a bola. No Pacaembu, ao contrário, as jogadas funcionaram.”

Também o técnico Serginho aprovou a mudança de campo, percebendo um crescimento no rendimento de sua equipe.
“Foi mais fácil para o time repetir as jogadas ensaiadas que nos próprios treinamentos”, disse.

Todos os elogios, porém, ainda não convenceram os dirigentes, que pretendem lutar pela realização dos jogos na Vila Belmiro para diminuir os custos.
“Não temos nenhuma intenção de deixar nosso estádio”, disse o diretor Clodoaldo Santana.

Time melhora troca de passes

Os números colhidos pelo Datafolha comprovam a eficiência do time do Santos em um campo de jogo mais bem conservado. A equipe do técnico Serginho acertou 344 dos 424 passes que deu durante a partida, totalizando uma porcentagem favorável de 81%.

“É uma evolução, porque normalmente ficamos na média dos 70%”, disse o meia Neto, que disputou apenas o 1º tempo, mas acertou 18 dos 22 passes que deu.

A confiança em praticar um bom futebol favoreceu também a incidência de desarmes –os santistas promoveram 86 desarmes completos, contra 45 incompletos e uma recuperação de bola.

O Santos liderou também os índices de violência. O time cometeu 26 faltas durante a partida, recebendo apenas 8. Desse total, boa parte foi chute por trás (nove) e empurrão (nove), faltas passíveis de punição com um cartão amarelo e até expulsão.

“O que acontece é que o time se sentiu motivado a jogar, exagerando um pouco em algumas jogadas”, disse o volante Dinho.

Serginho promove a tática do ‘bateu, levou’

O técnico Serginho decidiu transferir para os jogadores seu método incomum de tratamento. Ele quer que o time se estimule em campo, xingando e até denunciando aqueles que julgam não estar ajudando a equipe.

“Quero que os jogadores se cobrem durante a partida. Tem que haver gritaria, um apontando os erros do outro para que eu possa fazer a correção. E, aquele que for dedurado, tem que comentar sobre os outros também.”

Serginho não teme que o método provoque desunião no time ou mesmo permita a instalação do caos no comportamento.

“Eles me conhecem e sabem que tenho o controle total sobre o time. Vou ouvir todas as reclamações, mas a decisão final é minha”, disse o treinador.
Um exemplo do “método Serginho” foi perceptível na partida contra o Vasco. Inconformado com o pouco aproveitamento do lateral Índio pela ponta, no 2º tempo, o treinador o criticou.

Índio aproximou-se do banco de reservas e disse ao treinador que, com a saída de Neto no intervalo, o meio-campo tinha diminuído os lançamentos para aquela ponta. Imediatamente, Serginho chamou o volante Gallo e passou a crítica ao jogador, que passou para os outros meio-campistas.
Em seguida, Índio voltou a ser acionado. O Datafolha computou 47 bolas recebidas pelo jogador na partida, o segundo maior índice (perdeu apenas para as 50 recebidas por Gallo).

“Não ligo se o jogador errar lançamentos ou passes. Mostra que está tentando. Só não vou admitir má vontade de ninguém”, disse Serginho.