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Jogos inesquecíveis



Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Inédito intervalo histórico no Pacaembu: jogadores permaneceram no gramado com a torcida.

Santos 5 x 2 Fluminense

Data: 10/12/1995, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 28.090 pagantes (tobogã interditado)
Renda: R$ 336.289,00
Árbitro: Sidrack Marinho
Cartões amarelos: Marcos Adriano e Carlinhos (S); Ronald e Aílton (F).
Cartão vermelho: Ronaldo Marconato (S).
Gols: Giovanni (25-1), Giovanni (29-1); Macedo (06-2), Rogerinho (07-2), Camanducaia (16-2), Marcelo Passos (38-2) e Rogerinho (40-2).

SANTOS
Edinho; Marquinhos Capixaba, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos (Pintado); Camanducaia (Batista) e Macedo (Marcos Paulo).
Técnico: Cabralzinho.

FLUMINENSE
Wellerson; Ronald, Lima, Alê (Gaúcho) e Cássio; Vampeta, Otacílio, Aílton e Rogerinho; Renato Gaúcho e Valdeir (Leonardo).
Técnico: Joel Santana.



Santos aplica goleada histórica e está na final

Jogando com grande velocidade e disposição, o Santos conseguiu derrotar o Fluminense por 5 a 2 e garantir sua vaga na final. Além de classificar o Santos, o resultado foi histórico, foi a maior vitória do time sobre o Fluminense em campeonatos nacionais.

A primeira boa chance santista ocorreu aos 5’, quando Marcelo Passos chutou de fora da área e o goleiro Wellerson defendeu.
Aos 16’, Carlinhos obrigou Wellerson a outra defesa difícil.

O Fluminense levou perigo aos 19’, quando Valdeir lançou Renato Gaúcho pelo meio, mas Marcos Adriano interceptou o chute.
Aos 24’, camanducaia foi derrubado por Otacílio na área. Giovanni cobrou o pênalti aos 25’ e marcou.

O gol descontrolou o Fluminense. Aos 29’, Giovanni recebeu na entrada da área, livrou-se de Alê e tocou a meia altura, no canto esquerdo, fazendo 2 a 0.

Aos 35’, Macedo emendendou no travessão ao receber cruzamento de Gallo sobre a área. No último minuto do primeiro tempo, Camanducaia acertou a trave direita de Wellerson.

No intervalo, os jogadores santistas permaneceram no campo para não deixar a torcida esfriar.

Logo aos 5’, Macedo recebeu de Giovanni na área e chutou de esquerda, fazendo 3 a 0. No minuto seguinte, porém, Rogerinho diminuiu o placar, marcando de cabeça após uma bola que bateu no travessão.

O Santos recuperou a diferença aos 16’: Giovanni aproveitou a falha de Alê, entrou na área e dividiu com Wellerson. A bola sobrou para Camanducaia, que, livre, tocou para a rede.

Aos 38’, Marcelo passos recebeu lindo passe de calcanhar de Giovanni e marcou um golaço de fora da área. Dois minutos depois, Rogerinho ainda reduziu.


Vídeos: (1) O choro de Renato Gaúcho e (2) Jornalista Milton Neves se emociona no intervalo do jogo.

Torcida adota cabelo vermelho

Além dos gastos com ingresso, transporte e alimentação, o torcedor santista reservou dinheiro para tratar o visual e pagar promessas de classificação do time.

Por preços que variam de R$ 0,40 a R$ 22,00, muitos santistas pintaram o cabelo de vermelho ou desenharam o símbolo do time na nuca, como fizeram os jogadores Giovanni e Robert, após passarem às semifinais.

Nem o fim do jogo encerra a festa

Mesmo sabendo que o time precisava vencer o Fluminense por três gols de diferença, a torcida santista se deslocou ao estádio do pacaembu para incentivar o time.

Ao final, os mais de 28 mil torcedores (o tobogã estava interditado) do time comemoraram a classificação para a final do Campeonato Brasileiro, permanecendo por cerca de dez minutos cantando nas arquibancadas. O otimismo dos torcedores impressionava mesmo antes da partida.




Abaixo, o maravilhoso texto do Torero refere-se a épica partida disputada em 10/12/1995 pelas semifinais do Campeonato Brasileiro.

A maior das batalhas por Thorben Knudsen

A Terra

Eu estava lá. E vou contar para meus filhos. Foi uma batalha inesquecível. A batalha de Kiergard não foi mais nobre, a de Frömsted não foi mais sangrenta. Eu estava lá. E vou contar para meus filhos. Naquela tarde o vento não soprou e a Lua ficou parada no meio do céu para olhar a grande luta. Os dois exércitos se enfrentaram sobre a grama verde do verão. Mas depois da batalha o verde tornara-se vermelho, tanto foi o sangue derramado pelos combatentes. Naquele tarde não anoiteceu, porque o Sol não quis se pôr para não perder nenhum lance da grande batalha. Eu estava lá, e vou contar para meus filhos.

Os Homens

Eu estava lá, e vou contar para meus filhos que, de todos os combatentes, o mais valoroso era o Homem-de-Cabelos-Vermelhos. Ninguém corria como ele, ninguém se esquivava dos golpes dos adversários como ele, ninguém matava como ele. E naquela tarde ele fez sua melhor luta. Naquela tarde, o Homem-de-Cabelos-Vermelhos, que já ídolo, quase virou Deus. Mas havia outros, havia muitos outros. Na retaguarda, como última esperança, como último homem a defender a bandeira, estava o Príncipe-de-Cabeça-Sem-Pelos, o filho do Rei. E no flanco esquerdo havia o Anão-Gigante, ágil como um coelho, esperto como uma raposa e traiçoeiro como um rato. Mas havia outros, havia muitos outros. Havia um com o nome de Galo, mas que merecia ser chamado de Tigre, outro a quem chamavam Pequeno-Carlos, mas que devia ser chamado Carlos-Gigante, e um de nome Passos, mas que dava saltos. E ainda havia Marcos, que tem o nome no plural porque aparece em vários lugares ao mesmo tempo. Eu vi todos estes homens, e vou contar para meus filhos.

A Luta

A missão destes homens era quase impossível. Eles tinham que derrubar três vezes a bandeira inimiga. Não uma nem duas, mas três. Parecia impossível, mas “impossível” era uma palavra que esses guerreiros não sabiam falar (principalmente Macedo, o gago). E já na primeira metade da luta a bandeira inimiga havia ido ao chão duas vezes. O Homem-de-Cabelo-Vermelho já havia feito parte do milagre. Houve então uma trégua. Os inimigos, vestidos de verde, se recolheram para descansar, beber água feito mulheres e orar por melhor sorte. Mas os homens de branco não. Os homens de branco ficaram no campo de batalha. Há quem diga que eles ficaram lambendo o sangue dos inimigos que havia caído pela grama, mas isso eu não vi. E o povo dos guerreiros de branco gritava e urrava. Então, na segunda metade do combate o milagre aconteceu por completo. Mesmo com menos homens, o exército de branco derrubou mais uma vez a bandeira inimiga. E outra, e mais uma. E no final da luta a bandeira dos homens-de-verde já havia caído cinco vezes. E quando a guerra acabou o povo de branco andava de joelhos, se abraçava e se beijava. Homens que não se conheciam cumprimentavam-se como irmãos e cantavam hinos de guerra. E os guerreiros foram para o meio do campo da batalha e deram-se as mãos. Então o Homem-de-Cabelo-Vermelho ficou no meio do círculo e levitou até a altura de um pinheiro. E seus cabelos pegaram fogo e só então, com inveja, o Sol se pôs. Eu estava lá, e vou contar para meus filhos.

Autor: JOSÉ ROBERTO TORERO, jornalista da Folha de São Paulo, santista de coração.



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Data: 07/12/1995
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Competição: Campeonato Brasileiro
Público: 38.678
Árbitro: Antônio
Gols: Giovanni (S), Renato Gaúcho, Ronald, Leonardo e Cadu (F).

FLUMINENSE: Wellerson, Ronald, Lima, Sorley (Gaúcho) e Cássio; Vampeta, Otacílio, Aílton e Rogerinho (Leonardo); Renato Gaúcho e Valdeir (Cadu).
Técnico: Joel Santana

SANTOS: Edinho, Marquinhos Capixaba (Macedo), Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Gallo, Vágner, Robert e Marcelo Passos (Pintado); Jamelli e Giovanni.
Técnico: Cabralzinho

Cartões amarelos: Sorley (F) e Giovanni (S).
Cartões vermelhos: Robert e Jamelli (S).

Este foi o primeiro confronto da semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995 é no Maracanã. Após duas expulsões o Santos fica atordoado e é goleado pelo Fluminense de Renato Gaúcho & Cia. No jogo de volta no Pacaembu o alvinegro praiano precisaria vencer por três gols de vantagem para obter a classificação para as finais já que teve melhor campanha que o Flu na fase de classificação.

Data: 03/12/1995
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 22.524 pessoas
Renda: N/D
Gols: Marcelo Passos e Giovanni (S).
Cartões amarelos: Leo Percovich, Renato Carioca e Anderson Lima (G). Carlinhos, Vagner, Giovanni e Camanducaia (S).
Cartão vermelho: Valdeir (G)

GUARANI
Leo Percovich, Anderson Lima, Davi, Renato Carioca e Silvinho; Julio Cesar, Sergio Soares, Valdeir e Fernando Diniz; Alex e Leonardo Goiano.
Técnico: Nicanor de Carvalho

SANTOS
Edinho, Marquinho Capixaba, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos (Camanducaia), Vagner e Robert (Marcelo Passos); Giovanni e Jamelli.
Técnico: Cabralzinho

Na última rodada do 2º turno o Santos vence a quinta partida seguida fazendo 2×0 no Guarani no Pacaembu, confirmando a melhor campanha e classificando-se para a épica semifinal contra o Fluminense.

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Data: 29/11/1995
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Competição: Campeonato Brasileiro
Público: 20.300 pessoas
Cartões amarelos: Marcelo Silva e Marcos Paulo (S). Wilson Gottardo, Guto, Jamir, Leandro Ávila (B).
Gols: Vagner, Giovanni e Jamelli (S), Dauri (B) diminuiu no final.

SANTOS
Edinho, Marquinhos Capixaba, Narciso, Marcelo Silva e Marcos Paulo; Gallo, Carlinhos, Vagner e Robert (Camanducaia); Giovanni e Jamelli.
Técnico: Cabralzinho.

BOTAFOGO
Wagner, Wilson Goiano, Gonçalves, Eilson Gottardo e Guto (Dauri); Leandro Ávila, Beto, Jamir e Sérgio Manoel; Narcisio (Iranildo) e Túlio (Moisés).
Técnico: Paulo Autuori



Sem Marcio Rezende de Freitas, o Bosta era isso aí. O amaldiçoado timeco do título solitário e da série B levou um passeio na Vila na penúltima rodada do 2º turno.