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O técnico Wanderley Luxemburgo confirmou ontem que vai assumir o Santos no Campeonato Paulista. Problemas políticos no seu antigo clube, o Palmeiras, fizeram o técnico optar pela mudança.

Luxemburgo condicionava a continuidade de seu trabalho no Palmeiras à permanência de Seraphim Del Grande, vice-presidente do clube, no comando do departamento de futebol.

Del Grande, porém, confirmou ontem que rompeu com o presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, e deixou o comando do futebol (leia texto abaixo).
O técnico vai assinar um contrato de dois anos, recebendo um salário de R$ 100 mil mensais.

Além de comandar o departamento de futebol, Luxemburgo vai supervisionar o futebol amador. Esse era um dos grandes planos de Luxemburgo no Palmeiras, vetado sistematicamente pelo presidente Contursi.

Reunião

A contratação de Luxemburgo foi definida numa reunião ontem à tarde, na sede da Unicór, patrocinadora do Santos.

Participaram do encontro Samir Abdul-Hack, presidente do Santos, Ricardo Duprat, diretor da Unicór, e Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ministro dos Esportes e “conselheiro” do Santos.

Luxemburgo foi o último a chegar na sede da Unicór, às 14h. Ele estava acompanhado de seu segurança particular, Lafaiete Pietoso.

Antes do início da reunião, foi servido um almoço com comidas árabes e picanha. Os participantes da reunião saíram do prédio da Unicór sem dar entrevistas.


Santos 2 x 2 Bragantino

Data: 03/11/1996, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – turno único – 17ª rodada
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, em São Paulo, SP.
Público: 1.740 pagantes
Renda: R$ 18.400,00
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ).
Cartões amarelos: Andradina e Jamelli (S); Jandílson e Márcio (B).
Gols: Kelly (37-1; Kelly (16-2), Camanducaia (41-2) e Alessandro (47-2).

SANTOS
Edinho; Sandro, Jean, Narciso e Baiano (Camanducaia); Carlinhos, Vágner (Élder), Robert (Andradina) e Jamelli; Alessandro e Edgar Baez.
Técnico: Orlando Lelé

BRAGANTINO
Marcelo; Viana, Marcão, Jandílson e Biro-Biro; Caniggia, Rubens (Esquerdinha), Maurinho, Kelly (Claudinho); Márcio e Edílson (Alex).
Técnico: Antônio Pardal



Santos comemora empate nos descontos

Sem os laterais Ânderson e Marcos Adriano, suspensos, o Santos foi surpreendido pelo Bragantino no Ibirapuera, tendo enormes dificuldades para empatar por 2 a 2.

O técnico Orlando Pereira, que substitui o demitido José Teixeira, improvisou, sem sucesso, o zagueiro Sandro, na direita, e o volante Baiano, na esquerda.

A equipe falhava seguidamente na marcação, permitindo que o Bragantino criasse boas chances.

O goleiro Edinho evitou o primeiro gol do time de Bragança aos 9min, quando espalmou chute de Edílson, e aos 31min, tirando a bola da linha do gol com o pé.

A melhor chance santista na etapa inicial veio com Alessandro, que chutou na trave aos 32min.

O primeiro gol do Bragantino foi aos 38min, com Kelly, de cabeça.

O Santos voltou para o segundo tempo com Camanducaia no lugar de Baiano, mudando o esquema do 4-4-2 para o 3-5-2 (três zagueiros, cinco meias e dois atacantes), com Vágner como ala direita.

A alteração não surtiu efeito. Apático, o time continuou sendo dominado pelo Bragantino, que explorava bem os contra-ataques.

Aos 16min, Kelly, chutando por cobertura, ampliou para 2 a 0.

A reação do Santos veio nos minutos finais. Aos 41min, Camanducaia descontou. Aos 47min, Alessandro, completando jogada iniciada pela esquerda do ataque santista, empatou.

A situação

O empate foi um alívio para o Santos, que chegou a comemorar o resultado ao entrar no vestiário. “A rodada acabou sendo favorável para a gente”, disse o técnico Pereira.

Com 18 pontos, a equipe ainda corre risco de rebaixamento, mas foi “ajudada” pelas derrotas de Criciúma, que tem 11, Bahia, 13, e Fluminense, 16.

O Bragantino, com 15, é o antepenúltimo. Os dois últimos caem para a Série B.

O presidente José Roberto Bonuci, do Bragantino, comandará uma caravana para Aparecida do Norte, dia 25, se seu time escapar do rebaixamento.

Torcida pede retorno do técnico Serginho Chulapa

A torcida do Santos passou grande parte do jogo de ontem pedindo a contratação de Serginho Chulapa como técnico do time.

Ex-treinador do Santos, Serginho comandou, no primeiro semestre, a Portuguesa Santista, que subiu da Série A-2 para a A-1 do Campeonato Paulista.

A diretoria admite contratar Serginho para a temporada 97, mas deve continuar com Orlando Pereira até o final do Brasileiro.

Irritada com a atuação da equipe, torcedores do Santos chegaram a gritar “olé” quando o adversário tocava a bola.

Os jogadores do Bragantino, apesar de chateados por terem cedido o empate no final, não acharam ruim o resultado. “Jogamos fora de casa”, lembrou o goleiro Marcelo.

Se o Bragantino escapar do rebaixamento, a Lousano, que assumiu o departamento de futebol do clube, deverá permanecer até 97. Caso contrário, fica até dezembro. A empresa se comprometeu a pagar os salários dos jogadores, que estavam atrasados desde setembro, até o final do ano. A folha de pagamento do Bragantino chega a R$ 100 mil por mês.



Santos parte para o ‘matar ou morrer’ no Ibirapuera (Em 03/11/1996)

O Santos apresentará um time taticamente remodelado na partida de hoje à tarde contra o Bragantino, no Ibirapuera, em São Paulo.

O técnico Orlando Pereira, que assumiu anteontem no lugar de José Teixeira, decidiu armar a equipe com um único volante, dois armadores e três atacantes. “Agora, é matar ou morrer”, declarou Pereira, em referência à necessidade de uma vitória para escapar do rebaixamento.

A nova armação do time modifica totalmente a maneira de jogar adotada por José Teixeira, que privilegiava a marcação e os cuidados defensivos, o que o transformou em alvo das vaias da torcida.

A equipe terá no meio-campo o volante Carlinhos e os meias Vágner, pela direita, e Robert, pela esquerda. Na frente, jogarão Alessandro, Jamelli e o paraguaio Baez.

Nas laterais, devido às suspensões de Ânderson e Marcos Adriano, serão improvisados o zagueiro Sandro e o volante Baiano. Marcos Assunção, suspenso, fica de fora.

Sérgio é o goleiro titular, segundo Pereira, mas poderá dar lugar a Edinho caso não se recupere de pancada que sofreu no tornozelo.


Cruzeiro 2 x 1 Santos

Data: 24/11/1996, domingo,
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 18.520 pagantes
Renda: R$ 153.787,50
Árbitro: Wagner Azevedo (RJ).
Cartões amarelos: Marcos Assunção, Rogério Seves e Élder (S); Fabinho e Cleison (C).
Gols: Paulinho McLaren (12-1) e Aílton (23-1); Marcos Assunção (22-2).

SANTOS
Sergio; Marcos Adriano, Jean (Edgar Baez), Ronaldo Marconato e Daniel; Rogério Seves, Marcos Assunção, Élder e Vagner (Baiano); Camanducaia e Alessandro.
Técnico: Orlando Pereira

CRUZEIRO
Dida; Vitor, Luizão, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Aílton e Palhinha (Da Silva); Paulinho McLaren (Leo) e Cleisson (Tico).
Técnico: Levir Culpi



Cruzeiro bate o Santos em BH e garante a primeira colocação

O Cruzeiro bateu o Santos ontem, por 2 a 1, em Belo Horizonte, e terminou a fase de classificação do Brasileiro em primeiro lugar. Vai pegar nas quartas-de-final a Portuguesa, que ficou com a oitava vaga para a próxima fase.

Já classificado, o time mineiro foi ao ataque para garantir a primeira colocação ainda no primeiro tempo, já que o Santos -sem sete titulares- não ofereceu muita resistência. Somente na segunda etapa as coisas se inverteram.

Os dois gols do Cruzeiro aconteceram no primeiro tempo. Aos 12min, Paulinho recebeu lançamento de Palhinha, o goleiro Sérgio não conseguiu cortar o cruzamento, e o atacante marcou.

Aos 23min, o volante Fabinho avançou e lançou Palhinha pela direita. Dentro da área, o meia tocou para Aílton fazer 2 a 0.

A disposição que faltou ao Santos na primeira etapa sobrou na segunda. O time marcou forte no meio-campo e procurou atacar pelas pontas, com velocidade.

Dessa forma, aos 22min, o Santos marcou o seu gol. Camanducaia foi ao fundo e cruzou para trás. Marcos Assunção chutou e marcou. A equipe, porém, não teve forças para empatar a partida.



Santos vai improvisar no adeus (Em 24/11/1996)

Sem sete titulares e à espera da reformulação que a diretoria prometeu começar nesta semana, o Santos cumpre tabela hoje, no Mineirão, contra o Cruzeiro.

O time não terá o goleiro Edinho, o lateral Ânderson, os zagueiros Sandro e Narciso e o volante Carlinhos (machucados), e os meias Robert e Jamelli, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

O técnico Orlando Pereira terá que improvisar. Devido à falta de opções, a defesa terá cinco jogadores, dos quais três zagueiros -Jean, Ronaldo e Daniel.

O lateral-esquerdo Marcos Adriano será deslocado para a direita. O meia Vágner, que retorna após cumprir suspensão, será o responsável pela armação das jogadas para os atacantes Camanducaia e Alessandro.

Para 97, a diretoria quer trazer jogadores experientes, donos do próprio passe, visando reduzir o custo das contratações.

A avaliação é de que o atual grupo de jogadores é muito jovem e necessita de atletas veteranos, capazes de comandar e incentivar a equipe dentro de campo.

O técnico Orlando Pereira não tem garantida sua permanência, mas não há consenso entre os diretores sobre o treinador ideal para assumir o controle do time. Entre os nomes cogitados estão os de Cilinho, Mário Sérgio e Carlos Alberto Parreira.

A diretoria tenta acertar excursão para a África ainda este ano. Se ela não acontecer, os jogadores devem ter férias antecipadas.

Cruzeiro ataca para chegar em primeiro no Brasileiro

O Cruzeiro vai escalar um time ofensivo na partida de hoje contra o Santos, em Belo Horizonte (MG), para tentar a vitória, que lhe garante o primeiro lugar entre os 24 times que disputam o Campeonato Brasileiro.

O time mineiro é o único que depende apenas de seus esforços para terminar a fase de classificação na liderança. O Cruzeiro tem 41 pontos, e seus adversários mais próximos, Palmeiras e Guarani, têm 40. Em seguida aparecem os Atléticos (Mineiro e Paranaense), com 39.

“A vitória vai coroar a nossa campanha. Vamos com tudo para cima do Santos”, disse o técnico cruzeirense, Levir Culpi.

O treinador afirmou que, depois de uma semana em que “as coisas não deram certo”, a equipe mineira ainda tem condições de seguir vencendo.

O time perdeu o primeiro jogo da final da Supercopa para o Vélez Sarsfield (Argentina), em casa, na quarta-feira, com um gol de pênalti marcado pelo goleiro paraguaio Chilavert nos últimos minutos.

Na quinta, foi a vez de perder jogando com os reservas, pelo mesmo placar, para o São Paulo, no estádio do Morumbi.

“O Cruzeiro ainda está com forças para reverter a situação contra o Vélez e disputar o título brasileiro”, disse Culpi. “É o momento de superação para atingirmos os dois objetivos”, acrescentou.

Segundo Culpi, o fato de o time disputar a 75ª partida neste ano, estar na final da Supercopa e em primeiro lugar no Brasileiro mostra a força que os jogadores do Cruzeiro têm.

A partir de hoje, a ordem é esquecer a Supercopa e pensar apenas no Brasileiro, já que a segunda partida contra o Vélez Sarsfield será somente no dia 4 de dezembro, na Argentina.

Até lá, já terão terminado as quartas-de-final. Caso o Cruzeiro passe também por essa fase, o time voltaria a jogar pela Supercopa antes da semifinal.

Improvisação

O time mineiro não terá hoje dois jogadores da equipe considerada titular. O zagueiro Gilmar e o volante Donizete estão suspensos. Gélson, também zagueiro, se contundiu.

Como os outros dois zagueiros reservas (Jean e João Carlos) foram suspensos na última partida, Culpi terá que improvisar o volante Luizão na defesa. Nas outras posições, jogam todos os titulares.

O Santos, por sua vez, não terá sete jogadores da equipe principal


Santos 0 x 3 Paraná

Data: 20/11/1996, quarta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – turno único – 22ª rodada
Local: Estádio Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público: 464 pagantes
Renda: R$ 3.543,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO).
Gols: Osmar (37-1); Régis (15-2, de pênalti) e Claudinho (33-2).

SANTOS
Edinho (Sérgio); Marcos Adriano, Daniel, Gustavo Nery e Robert; Marcos Assunção, Élder, Carlinhos (Edgar Baez) e Jamelli; Camanducaia (Andradina) e Alessandro.
Técnico: Orlando Lelé

PARANÁ
Regis; Marquinhos Capixaba, Lamonica, Ageu e Vaguinho; Sidnei, Reginaldo, Paulo Miranda e Osmar (Claudinho); Flávio e Aléssio (Roger).
Técnico: Rubens Minelli



O jogo

O Santos perdeu o goleiro Edinho, machucado, logo no início e voltou a jogar mal. O destaque do Paraná, que chegou aos 27 pontos, alcançando o Santos, foi o goleiro Régis. Ele fez o segundo gol da equipe, de pênalti.


Santos 3 x 2 Atlético-PR

Data: 17/11/1996, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – turno único – 21ª rodada
Local: Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, em São Paulo, SP.
Público: 1.843 pagantes
Renda: R$ 20.120,00
Árbitro: Ubiraci Damásio de Oliveira
Cartões amarelos: Andradina e Robert (S); Pierkaski e Dedé (A).
Cartões vermelhos: Vagner (S); Paulo Rink, Roberto Ramos e Reginaldo (A).
Gols: Pierkaski (10-1), Alessandro (19-1), Paulo Rink (35-1) e Ronaldo Marconato (41-1); Alessandro (45-2).

SANTOS
Edinho; Marcos Adriano (Andradina), Jean (Vágner), Ronaldo Marconato e Daniel; Marcos Assunção, Élder, Robert e Jamelli; Camanducaia (Edgar Baez) e Alessandro.
Técnico: Orlando Lelé

ATLÉTICO-PR
Ivan; Alberto, Reginaldo, Jorge Luís e Branco; Alex, Roberto Ramos, Jean Carlo (Andrei) e Piekarski (Clóvis); Paulo Rink e Oséas (Dedé).
Técnico: Evaristo Macedo



Atlético-PR vê perseguição na derrota para o Santos

O Santos superou ontem o Atlético-PR por 3 a 2, tirando-o da liderança do Brasileiro. Com 27 pontos, os santistas não têm mais esperança de classificação, mas estão livres do rebaixamento. O Atlético, com 39, tem vaga assegurada para a segunda fase.

O jogo, tumultuado, teve quatro expulsões, três para o Atlético, uma para o Santos.

Os paranaenses foram mais perigosos no primeiro tempo. O meia Pierkaski armava as principais jogadas do time, tabelando com os atacantes Paulo Rink e Oséas.

Aos 10min, Jean Carlo tocou para Oséas, que passou para o polonês Pierkaski anotar 1 a 0.

Aos 19min, Alessandro, aproveitando rebatida de Ivan, empatou para o Santos.

Aos 35min, o Atlético aproveitou falha da defesa santista para chegar aos 2 a 1. Jean Carlo cobrou escanteio, Oséas tocou de cabeça e Paulo Rink, também de cabeça, marcou.

O Santos empatou novamente aos 41min. Quem anotou foi Ronaldo, cobrando falta. A barreira atleticana abriu, e o goleiro Ivan pulou atrasado.
No segundo tempo, quando a partida ficou mais tensa, ocorreram as expulsões.

Aos 18min, Vágner agrediu Paulo Rink no chão e os dois foram expulsos. Aos 22min, Roberto Ramos recebeu cartão vermelho por reclamação. Aos 33min, Reginaldo, que já tinha amarelo, cometeu falta e também foi expulso.

Com oito atletas em campo, o Atlético permitiu a virada santista. Aos 45min, Robert chutou na trave e, no rebote, Alessandro, de cabeça, marcou o gol da vitória.

Os protestos

A atuação do juiz Ubiraci Damásio revoltou o Atlético, que pretende protestar junto à Comissão Nacional de Arbitragem.

“Foi uma atuação facciosa”, disse Munir Kaluf, supervisor de futebol atleticano. “O Paulo Rink foi agredido e foi expulso. O Roberto Ramos fez uma falta normal e também foi expulso. É palhaçada.”

O presidente Mário Petraglia também reclamou. “São dois pesos e duas medidas. Se está em campo o Corinthians ou o Flamengo é uma coisa. Se é o Atlético-PR, o respeito não é o mesmo.”

O técnico Evaristo de Macedo preferiu ironizar. “O juiz foi ótimo. Só decidiu o jogo.”

Time usa luto por Dondinho

O Santos jogou ontem com uma tarja preta na camisa em homenagem a João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé.

Samir Abdul-Hak, presidente do time, decretou três dias de luto no clube devido à morte de Dondinho, anteontem, em Santos.

O goleiro Edinho diz ter ficado emocionado quando foi respeitado um minuto de silêncio em memória de seu avô. “Fiquei com lágrimas nos olhos”, afirmou.

Antes do início da partida, alguns jogadores do Atlético-PR chegaram a procurar Edinho para lhe dar os pêsames.

O time paranaense entrou em campo com uma faixa condenando a violência da torcida do Fluminense, na partida da semana passada, no Rio de Janeiro. “Foi um dia de homenagens”, disse o atacante Paulo Rink. “O Santos homenageou o pai do Pelé, e a gente, o Ricardo Pinto.”

As críticas

Se Edinho se emocionou durante o minuto de silêncio por Dondinho, o goleiro deixou o estádio do Ibirapuera magoado com a própria torcida santista.
O goleiro foi hostilizado por alguns torcedores, que pediam a entrada do reserva Sérgio.

“Essas críticas magoam, porque são irracionais. Qualquer coisa que eu faça, lá vem um grupo chiar”, lamentou.

Além de Edinho, o presidente Abdul-Hak também foi criticado por parte da torcida. Assim que o jogo acabou, apesar da vitória santista, um grupo pedia sua saída da direção do clube.

A confusão

Não foram só homenagens e protestos que marcaram o jogo de ontem. Cenas confusas também.

Logo aos 6min de jogo, por exemplo, o zagueiro Jean machucou a cabeça e foi medicado à beira do gramado. Sem consultar o médico, Orlando Pereira o substituiu por Vágner.

Quando ia retornar ao campo, porém, o jogador percebeu que já tinha outro em seu lugar. Irritado, dirigiu-se ao vestiário.



‘Feridos do Rio’ desfalcam Atlético-PR contra Santos (Em 17/11/1996)

O Atlético-PR defende a liderança no Campeonato Brasileiro sem seus jogadores feridos na “batalha das Laranjeiras”, no domingo passado. Ele enfrenta o Santos, já eliminado, no estádio do Ibirapuera, em São Paulo.

O goleiro Ricardo Pinto levou uma paulada de um torcedor do Fluminense na cabeça e sofreu um traumatismo craniano, que exigiu até uma cirurgia no cérebro, para a drenagem de um coágulo. O meia Luiz Carlos levou um soco na boca, perdeu dois dentes e teve que sofrer uma cirurgia no local.
O goleiro não joga mais no Brasileiro, e o meia volta na próxima semana.

No lugar de Ricardo Pinto, que deve deixar o hospital onde está internado amanhã, entra Ivan, que também diz ter sido agredido pelo goleiro Léo, do Fluminense.

Ivan disse não ter medo de ocupar o lugar de Ricardo Pinto, que é ídolo em Curitiba. “Reconheço que o Ricardo Pinto é um excelente profissional e tem carisma, mas prometo cumprir o meu papel”, disse.

Santos

No clube paulista, o clima já é de fim de temporada. A equipe já não disputa mais nenhum título e nem está ameaçada de rebaixamento.

A diretoria já faz planos para a próxima temporada, que incluem rebaixamento de salários de alguns jogadores.

O técnico Orlando Pereira, que deve ser substituído no ano que vem, escalou dois atacantes velozes, Alessandro e Camanducaia. Ele voltou a adotar o sistema 4-4-2, com os laterais Ânderson e Marcos Adriano.