1998 - Acervo Santista

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Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 09/12/1998, quarta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – Semifinal – Jogo 3/3
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 37.370
Renda: N/D
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos (SE).
Cartões amarelos: Claudiomiro e Élder (S); Batata, Gilmar e Didi (C).
Cartão vermelho: Viola (S, 39-2).
Gols: Viola (41-1) e Edílson (11-2).

CORINTHIANS
Nei; Índio, Batata, Gamarra e Silvinho; Gilmar, Vampeta, Rincón e Marcelinho Carioca; Edílson (Cris) e Didi (Dinei).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Zetti; Baiano, Jean, Argel e Athirson; Claudiomiro, Élder, Jorginho (Bechara) e Róbson Luís (Maezono); Messias (Alessandro) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Corinthians mantém tradição e leva vaga

Equipe empata em 1 a 1 com o Santos e chega à decisão do Brasileiro pela terceira vez seguida em anos de Copa

O Corinthians manteve uma pequena tradição e chegou às finais do Campeonato Brasileiro pela terceira vez seguida em anos de Copa do Mundo.

Em 1990, foi campeão em cima do São Paulo (seu único título nacional) e, em 1994, perdeu a decisão para o Palmeiras. Em ambas, o adversário jogava pelo empate, em decisões em dois jogos. Ontem à noite, no Pacaembu, o time do técnico Wanderley Luxemburgo empatou com o Santos em 1 a 1.

O jogo foi tão apertado que a torcida só comemorou depois do apito final. Desde o início, o Santos mostrou um comportamento completamente diferente da última partida, quando esteve mais preocupado em brigar com os adversários e reclamar do juiz.

Desta vez, Leão montou o time correndo riscos calculados. Com Argel e Jean na zaga, pois Claudiomiro foi deslocado para o meio-campo para cobrir o lugar de Narciso, suspenso, o técnico mandou o lateral-esquerdo Athirson jogar como zagueiro, deixando um espaço pela direita.

Para evitar que o Corinthians usasse o espaço, mandou o meia Messias jogar aberto na esquerda, para segurar o lateral-direito Índio e o meia Vampeta.

Robson Luís, na direita, fez o mesmo, mas foi superado sempre pelo lateral-esquerdo Silvinho, o melhor do Corinthians no primeiro tempo.

Já o Corinthians, embora Silvinho estivesse acima de sua média, puxando contra-ataques e até finalizando uma vez ao gol de Zetti (que pôs a escanteio), teve seu trabalho prejudicado pela má noite dos volantes.

Do lado direito do time corintiano, Vampeta não conduziu o time como de hábito. Errou vários lançamentos e pouco atacou.

No meio, Gilmar mostrou a vontade de sempre. Correu, deu chutões, mas, no ataque, deixou clara sua falta de técnica. Ao chutar o ar, em vez da bola, aos 41min, permitiu que o Santos fizesse o contra-ataque que resultou no gol de Viola.

Foi a única vez que Silvinho não conseguiu voltar a tempo para proteger a defesa e também a única jogada de Robson Luís no primeiro tempo.

Mas a grande decepção corintiana foi seu líder, Rincón. No início, discutiu com os companheiros. Aos poucos, à medida em que errava mais e mais passes, ficou quieto. No final, nem mais corria. Os jogadores, visivelmente, evitavam passar-lhe a bola.

Do meio para a frente, Edílson foi o destaque, especialmente em tabelas com Silvinho e Marcelinho. No final, cansou de sofrer faltas e dos erros dos colegas e sumiu. Didi simplesmente não acertou nenhuma jogada e ainda ficou várias vezes adiantado.

O meia-atacante Marcelinho teve duas chances em cobranças de falta, mas o goleiro Zetti conseguiu encaixar ambos os chutes.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com mais vontade e um pouco melhor.

Aos 11min, a defesa santista tomou a bola, mas errou um passe. A bola sobrou para Índio, que serviu Edílson. Este driblou um zagueiro e, de bico, empatou.

Após o gol, Leão fez Alessandro entrar no lugar de Messias e passou Robson Luís para a esquerda. Leão, mais nervoso, começou a pedir cartão amarelo em quase toda falta corintiana.

Em seguida, Luxemburgo cansou-se dos erros de Didi e o trocou pelos de Dinei. Até a saída Didi prejudicou o time. Demorou tanto que levou cartão amarelo.

A partir dos 20min, Leão começou a colocar todas as opções de ataque, o cearense Bechara e depois o japonês Maezono.

O Corinthians só criava jogadas de contra-ataque, que esbarravam no goleiro-líbero Zetti e nos erros de Dinei e até de Edílson.

Aos 39min, Viola encenou uma falta, reclamou e levou o terceiro cartão amarelo. Gritou mais e levou o vermelho. Os jogadores do Santos cercaram o juiz, que se irritou e mandou a polícia retirar o artilheiro do Campeonato Brasileiro (21 gols, com o de ontem).

Depois da expulsão, os dois times quase só deram chutões.

Santistas adotam postura conformista

Os jogadores santistas mostravam-se conformados com a eliminação do Brasileiro.

Segundo o meia Jorginho, o time não merecia mais do que a igualdade. “Infelizmente, nenhuma das equipes mostrou um bom futebol hoje (ontem). O empate foi o resultado mais justo”, afirmou o meia, ainda no gramado.

Já o zagueiro Jean tinha opinião diferente, mas a mesma postura conformista em relação à eliminação.
“Graças a Deus o Santos mostrou uma melhor determinação e um melhor futebol. Nós saímos mostrando que temos capacidade para chegar aonde chegamos”, afirmou.

Em relação à expulsão do atacante Viola, Jean não considera que foi determinante para o resultado final. “Não influenciou muito. O que dificultou mesmo foram as oportunidades desperdiçadas”, afirmou.



Corinthians e Santos testam nervosismo

Técnicos deixam duelo tático de lado e partem para guerra emocional em busca de vaga na final do Brasileiro

Mais do que um duelo tático, Corinthians e Santos fazem um “confronto psicológico” hoje à noite, no estádio do Pacaembu, para decidir quem vai para a final do Campeonato Brasileiro. Ao Corinthians, basta um empate para a classificação.

O técnico Wanderley Luxemburgo trocou o coletivo que realizaria ontem pelo que chamou de “papo-treino”, para, na base da conversa, manter os jogadores do Corinthians com a mesma motivação que demonstraram na última partida, vencida por 2 a 0, depois de o time ter perdido por 2 a 1 no primeiro jogo das semifinais.

Já o treinador santista Emerson Leão optou pelo segredo e pelo mau humor para tentar reverter o que considerou um desequilíbrio na segunda partida.

Ontem pela manhã, Leão comandou um treino secreto. No dia anterior, o clube divulgara que o time treinaria apenas à tarde.

Além disso, exigiu postura de arrependimento dos atletas pela exibição no último domingo. “Eu quero que o jogador fique preocupado. Eu prefiro uma cara amarrada, mas consciente, a muitos sorrisos e esquecimento do dever”, justificou o treinador.

Luxemburgo tem opinião parecida quanto a esse aspecto. Ele disse que quer o seu time tranquilo, mas não calmo. “Essa ansiedade, esse frio na barriga de todos nós, faz parte do clima de decisão. Já conhecemos o Santos nos dois primeiros jogos, mas temos que estar preparados, porque esta terceira partida certamente será diferente”, disse ele, acompanhado da psicóloga Suzy Fleury, que vem comandando o trabalho emocional no time.

“É bom viver essa tensão controlável”, disse ela.

O clima de tensão no Santos pôde ser notado na viagem do time a São Paulo, com o ônibus cercado por cinco motos e três carros da polícia. Além disso, cerca de 20 seguranças acompanham a delegação em São Paulo. A sisudez adotada se reflete também nos atletas.

Na segunda-feira, Narciso, expulso no domingo, se recusou a dar entrevistas e teve que ser contido pelo lateral Ânderson quando se exaltou com um repórter.

Ontem pela manhã, após o treino secreto, os jogadores evitaram as entrevistas. “Eu prefiro uma postura mais séria, com mais responsabilidade, a um sorriso”, aprovou o técnico santista.

Emerson Leão não considera, no entanto, que o time levará a atitude para dentro de campo, repetindo o nervosismo que apresentou no domingo, no Pacaembu. “Agora a história deve ser outra. Eu também não esperava esse desequilíbrio que o time mostrou no domingo”, afirmou.

Em relação ao treinamento secreto, Leão minimizou a estratégia. “Eu estou respondendo tudo o que vocês me perguntam, então não tem nada de secreto.”

Já os jogadores aprovaram a tática. Segundo o volante Claudiomiro, é um fator que pode contar a favor do time. “É bom, pois o adversário fica mais preocupado”, disse ele.

Goleiros

O controle emocional do Corinthians e do Santos dentro de campo, que para os dois técnicos pode decidir a partida, deve começar nos goleiros.

“O Luxemburgo tem frisado bastante que a tranquilidade será fundamental nesse jogo e que ela tem que partir do goleiro Nei para contagiar todo o time”, afirmou o preparador de goleiros do Corinthians, Paulo César Gusmão.

Segundo ele, esse trabalho vem surtindo efeito. “O Nei está conseguindo manter a regularidade no campeonato. Ele está sabendo se manter tranquilo, segurando a bola no momento certo. Enfim, ele está sabendo comandar, e isso é fundamental neste momento”, completou.

Segundo o goleiro Zetti, a sequência de jogos decisivos do Santos, recentemente campeão da Copa Conmebol, foi responsável pelo nervosismo mostrado no último domingo. O goleiro considera que o time está “estressado”.

“Nós tivemos muitas partidas decisivas. Isso trouxe um estresse muito grande. Pode ser que o lado emocional tenha saído um pouco do lugar e alguns jogadores tenham perdido o controle”, disse.

O segredo para reverter a situação hoje, segundo Zetti, será ir para cima com inteligência. “Não podemos ter pressa para marcar, e alguns jogadores, principalmente os mais experientes, têm que chamar a responsabilidade”, afirmou.

Leão fará mais 2 mudanças

O técnico Emerson Leão deve promover três alterações para o jogo de hoje em relação à equipe que enfrentou o Corinthians como titular no último domingo.

Devido à expulsão do meia Narciso, o técnico decidiu adiantar o volante Claudiomiro, que vinha jogando improvisado na zaga, para o meio-campo. Para o setor defensivo, Leão pretende optar por Jean ao lado de Argel.

Além disso, fará mais duas mudanças. No meio-campo, deve colocar Jorginho no lugar de Eduardo Marques. Na frente, Messias deve substituir Alessandro.

O técnico esperava, no entanto, que a diretoria conseguisse um efeito suspensivo para Narciso, mas no final da tarde o advogado santista que cuida do caso, Sílvio Bittencourt, acabou com as esperanças do treinador. “Infelizmente, ele não poderá jogar amanhã (hoje)”, disse.

O volante Claudiomiro não mostra preocupação em retornar à posição de origem na partida mais importante do Santos no torneio. “Não aumenta em nada a minha tarefa. Eu já estou acostumado a jogar nessa posição.”

O atleta considera, além disso, que as alterações não são motivadas pela demonstração de nervosismo do time no último jogo.

“O Santos não tem razão para se desesperar sob pressão. Nós jogamos na Argentina com 50 mil pessoas gritando nas nossas orelhas e saímos de lá com o título”, afirmou, referindo-se à recente decisão da Conmebol.


Santos 2 x 1 Corinthians

Data 29/11/1998, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – Semifinais – 1º jogo de 3
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Sidrack Marinho (SE)
Cartões amarelos: Claudiomiro e Narciso (S).
Gols: Gamarra (01-1), Robson Luís (33-1) e Viola (36-2).

SANTOS
Zetti; Baiano, Argel, Claudiomiro e Athirson; Marcos Bazílio (Élder), Narciso, Eduardo Marques (Jorginho) e Róbson Luís; Alessandro (Messias) e Viola.
Técnico: Émerson Leão

CORINTHIANS
Nei; Índio, Gamarra, Batata e Silvinho; Gilmar, Vampeta, Rincón e Marcelinho Carioca; Edílson (Amaral) e Didi (Dinei).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



De virada, Santos derrota Corinthians

Mais ofensiva desde o início, equipe de Leão aproveita falha de Nei, faz 2 a 1 e assume vantagem nas semifinais

O Santos obteve ontem importante vitória contra o Corinthians, por 2 a 1, na Vila Belmiro, assumindo vantagem em relação ao time de Luxemburgo nas semifinais do Brasileiro. Obtido de virada, o resultado deixa os santistas a uma vitória ou dois empates da decisão.

O segundo jogo será no próximo fim-de-semana, em São Paulo, no estádio do Pacaembu. Para jogar pelo empate na terceira partida, o Corinthians terá de vencer domingo que vem. Se perder, não haverá o terceiro confronto entre eles.

Ontem, na Vila, os santistas foram mais ofensivos do que os corintianos, que entraram em campo dispostos a empatar.

Com três atacantes na maior parte do jogo, a equipe dirigida por Leão dava espaços para os contra-ataques do Corinthians, mas o time de Luxemburgo não soube explorá-los com eficiência, já que seu meio-campo -principalmente Vampeta e Rincón- foi apático.

Logo a 1min de jogo, o Corinthians surpreendeu os santistas, abrindo a contagem com Gamarra, de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio de Marcelinho.

Com a desvantagem no marcador, os santistas lançaram-se ao ataque, criando as melhores chances de gol. Aos 5min, por exemplo, Alessandro passou para Eduardo Marques, que chutou com perigo. Nei espalmou para escanteio.

Aos 25min, foi a vez de Róbson Luís desperdiçar boa chance e, no minuto seguinte, quem chutou para fora foi o atacante Viola.

O empate santista aconteceu aos 34min, quando Róbson Luís, aproveitando falha de marcação da defesa corintiana -em especial do zagueiro Gamarra-, chutou, ainda de fora da área, e anotou o gol.

Depois do empate, o Corinthians passou a explorar mais os contra-ataques, desperdiçando grande chance com o lateral Silvinho, que chutou no travessão.

No intervalo, Emerson Leão, que, como de costume, reclamou muito da arbitragem no primeiro tempo, pediu para que Athirson voltasse mais rapidamente para a defesa, não dando tanto espaço a Marcelinho.

Para o segundo tempo, as duas equipes modificaram seus ataques. O Santos colocou Messias em lugar de Alessandro, e o Corinthians, Dinei no de Didi, tentando ganhar maior movimentação ofensiva.

Em vez de o jogo melhorar, no entanto, piorou. Enquanto o Corinthians continuava com dificuldades para contra-atacar, parando na marcação santista, o time de Leão ia ao ataque, mas criava poucas jogadas de perigo.

Numa delas, Viola empurrou a bola com as mãos, tentando fazer o gol e enganar o juiz. Mas Sidrack Marinho não lhe deu amarelo, que seria o terceiro e o deixaria de fora do próximo jogo.

A melhor chance do Corinthians aconteceu em cobrança de falta de Marcelinho, aos 23min, que Zetti defendeu com dificuldades.

Aos 36min, numa falha de Nei, que rebateu mal cobrança de escanteio, Argel cabeceou, e Viola, também de cabeça, virou para o Santos.

Com a vantagem no marcador, o Santos apenas administrou o resultado, deixando o tempo passar e esperando o apito final de Sidrack Marinho.

Luxemburgo é alvo de chuva de moedas na Vila

Uma estratégia adotada ontem na Vila Belmiro serviu para amenizar a hostilidade dos santistas ao técnico Vanderlei Luxemburgo, ex-treinador do clube.

Mesmo assim, ele foi alvo de uma chuva de moedas ao entrar em campo. Em coro, os torcedores o chamavam de mercenário.

Por determinação da diretoria do Santos e da Polícia Militar da Baixada Santista, o trecho da arquibancada inferior atrás do banco de reservas corintiano ficou destinado aos torcedores do time do Parque São Jorge, evitando um contato direto com os santistas.

Os corintianos ficaram instalados em um trecho que somava cerca de 5.000 lugares, ocupando também parte das arquibancadas inferiores, além das arquibancadas e das cadeiras especiais situadas atrás do gol de fundo.

“Minha integridade física está em jogo. Tenho família. Minhas filhas estão em casa preocupadas comigo. Fui agredido”, disse Luxemburgo irritado, protestando contra o incentivo à violência “por parte de pessoas que deveriam ter mais responsabilidade”.

O técnico disse que ainda é amigo dos diretores do Santos, que tiveram a idéia de dividir os espaços para evitar maiores constrangimentos a Luxemburgo.

“Jogar moedas é uma maneira que o torcedor tem de se expressar. Não sei se é correto, mas é uma forma de se expressar”, disse o jogador santista Jorginho.

A PM se surpreendeu com a torcida corintiana na revista feita em 15 ônibus na via Anchieta.

“Foi um fato atípico. Revistamos minuciosamente os ônibus e não encontramos nada que pudesse causar danos”, afirmou o subtenente Andrezza, que coordenou a operação.

Os PMs foram orientados a permitir a entrada no estádio da Vila Belmiro de torcedores vestindo camisa de torcidas organizadas. “Podem entrar com qualquer camisa, mas com faixas não”, disse.


Santos 3 x 0 Sport Recife

Data: 25/11/1998, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas de finais – Jogo 3 de 3
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 25.229
Renda: N/D
Cartões amarelos: Claudiomiro, Marcos Bazílio e Élder (S); Russo, Alexandre Lopes, Lima e Leonardo (SR).
Cartão vermelho: Róbson (SR, 30/2).
Gols: Alessandro (24-1); Viola (05-2) e Viola (48-2).

SANTOS
Zetti; Baiano, Argel, Claudiomiro e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Élder) e Róbson Luís (Fernandes); Alessandro (Messias) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

SPORT RECIFE
Bosco; Russo, Alexandre Lopes, Ronaldo e Édson; Sangaletti (Leandro), Wallace Goiano, Lima e Jackson; Leonardo (Valdomiro) e Róbson.
Técnico: Mauro Fernandes



Santos faz 2 a 1 na série de melhor de três e se classifica para enfrentar o Corinthians nas semifinais.

Santos 2 x 1 Sport Recife

Data: 21/11/1998, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas de final – Jogo 2 de 3
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 25.229 pagantes
Renda: R$ 252.075,00
Árbitro: Jorge dos Santos Travassos (RJ)
Cartões amarelos: Baiano, Athirson e Viola (S); Édson, Russo e Jackson (SR).
Gols: Eduardo Marques (32-1); Róbson (16-2) e Róbson Luís (30-2).

SANTOS
Zetti; Baiano, Argel, Sandro e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso e Eduardo Marques; Alessandro (Messias), Viola e Róbson Luís.
Técnico: Emerson Leão

SPORT RECIFE
Bosco; Russo, Alexandre Lopes, Ronaldo e Édson; Sangaletti, Lima, Wallace Goiano e Jackson; Leonardo (Leandro) e Irani (Róbson).
Técnico: Mauro Fernandes



Era ma disputa em melhor de 3 jogos. Como o Sport havia vencido a primeira partida, se o Santos não ganhasse este jogo estaria eliminado.

Santos 2 x 2 América-RN

Data: 28/10/1998
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Machadão, em Natal, RN.
Árbitro: Luciano Augusto Almeida (DF)
Cartões amarelos: Gomes (A); Jean e Claudiomiro (S)
Gols: Zezinho (21-1) e Carioca (40-1); Fernandes (53s-2) e Alessandro (07-2).

AMÉRICA-RN
Gomes; Gilson, ROnald, Carlos Mota e Mingo (Flaviano); moisés, Carioca, Montanha e Biro-Biro; rogers (Moura) e Zezinho.
Técnico: Júlio César Leal

SANTOS
Zetti; Baiano, Jean, Claudiomiro e Gustavo; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Messias) e Róbson Luís (bechara); Fernandes e Alessandro (Maezono).
Técnico: Émerson Leão



Narciso impede vitória santista em Natal
No dia de sua volta à seleção, volante desperdiça dois penaltis; Santos se classifica e América-RN é rebaixado

No dia da primeira convocação para seleção brasileira em dois anos, o volante Narciso errou as cobranças de dois pênaltis em Natal (RN).

Os erros impediram que o Santos vencesse o América-RN, de virada. Essa foi a sexta partida consecutiva sem vitória da equipe santista. Com o resultado o Santos subiu para 38 pontos e assegurou a classificação. O América foi a 15 pontos e está rebaixada para disputar a Série B em 1999.

A exemplo do restante da equipe do Santos, o zagueiro Jean e o volante Narciso, convocados para seleção brasileira, tiveram o segundo tempo melhor que o primeiro.

Como nas últimas partidas, o Santos teve desfalques, desta vez foram sete: Viola, Lúcio, Jorginho, Athirson, Anderson, Argel e Élder.

O primeiro tempo foi de baixo nível técnico. O América, recuado, dava chutoes para tentar encontrar os atacantes Zezinho e Rogers num lance de sorte. E aos 21’deu certo. Na corrida o zagueiro Claudiomiro tropeçou e caiu. O atacane Zezinho ficou livre diante de Zetti e tocou rasteiro: 1 a 0.

Aos 39′, Claudiomiro fez pênalti, que Carioca converteu, apliando para 2 a 0.

No segundo tempo, o Santos com Messias, marcou aos 53 segundos. Gustavo foi à inha de fundo e cruzou para Fernandes diminuir de cabeça.

Aos 26′, o goleiro Gomes, num carrinho, fez penalti em Alessandro, num lance que a bola iria sair. Na sequência se redimiu e defendeu a cobrança de Narciso.

três minutos depois, novo pênalti contra o América, desta vez sobre Messias. Narciso bateu no outro canto e acertou a trave.