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Sport Recife 3 x 1 Santos

Data: 15/11/1998, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas de finais – Jogo 1 de 3
Local: Estádio Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 11.295 pagantes
Renda: R$ 137.925,00
Árbitro: Luciano Augusto de Almeida (DF).
Cartões amarelos: Russo (SR); Argel, Narciso, Eduardo Marques e Viola (S).
Gols: Róbson (20-2), Wallace (23-2), Lima (49-2, de pênalti) e Argel (60-2).

SPORT RECIFE
Bosco; Russo, Alexandre Lopes, Ronaldo e Edson; Sangaletti, Wallace, Lima e Jackson; Leonardo (Valdomiro) e Irani (Róbson).
Técnico: Mauro Fernandes

SANTOS
Zetti; Baiano, Jean, Argel e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Élder) e Robson Luís; Messias (Jorginho) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Sport vence Santos em meio a tumulto

Jogo é interrompido por 21 minutos após discussão entre o santista Viola e um fotógrafo, à margem do campo

O Sport venceu ontem o Santos por 3 a 1, em Recife, no primeiro confronto das equipes pelas quartas-de-final do Brasileiro. Com o resultado, o time pernambucano só precisará vencer mais um jogo para passar às semifinais.

A derrota obriga o Santos a obter pelo menos um empate na próxima partida, na Vila Belmiro. Com isso, forçaria a realização de um terceiro confronto, em Santos.

Houve confusão em campo e o jogo foi paralisado por 21 minutos no segundo tempo. Jornalistas, policiais e jogadores se envolveram no conflito, criado após a marcação de um pênalti a favor do time pernambucano.

O Sport começou a partida melhor, aproveitando o toque de bola rápido de seu meio de campo. O time perdeu pelo menos quatro chances de gol no primeiro tempo.

A melhor delas foi desperdiçada por Ronaldo, aos 33min. Zetti não conseguiu interceptar um cruzamento na pequena área e o zagueiro cabeceou a bola na trave.

Com um esquema cauteloso, o Santos procurava congestionar a intermediária. Os meias Eduardo Marques e Messias auxiliavam Marcos Basílio na marcação de Jackson, Leonardo e Wallace.

Isolado na frente, Viola era pouco acionado. O time paulista só criou duas chances de gol na primeira etapa, em contra-ataques desperdiçados pelo próprio Viola e Robson Luis.

“Nossa intenção era jogar no contra-ataque, mas não poderíamos recuar tanto”, disse o técnico do Santos, Leão, no intervalo.

No segundo tempo o treinador santista substituiu Messias pelo meia Jorginho, na tentativa de melhorar o toque de bola da equipe. Foi o Sport, no entanto, quem voltou a perder gols, principalmente com Jackson, Irani e Leonardo.

Apesar da pressão, o time pernambucano só fez seu primeiro gol aos 20min, por intermédio de Robson, que havia entrado minutos antes no lugar de Irani. Jackson lançou Leonardo e o atacante tocou de calcanhar para o centroavante chutar e marcar.

Três minutos depois, novamente Jackson lançou para Wallace fazer o segundo gol. Aos 28min, o lateral Russo foi derrubado na área por Zetti e houve confusão.

Os jogadores do Sport reclamaram pênalti e os santistas, impedimento. Viola foi reclamar com o bandeirinha e iniciou discussão com um fotógrafo.
A Polícia Militar entrou em campo para abafar a confusão e o o jogo acabou sendo paralisado.

Apesar do grande tumulto, nenhum jogador foi expulso. Apenas o meia Sangaletti, do Sport, recebeu um cartão amarelo por ter discutido com o juiz ao entender que ele tivesse anulado a marcação do pênalti.

No reinício da partida, o meia Lima, na cobrança do pênalti sofrido por Russo, marcou o terceiro gol do time pernambucano.

Com uma hora de jogo, o zagueiro Argeu, de cabeça, descontou para o Santos. O time paulista ainda perdeu mais uma chance, nos instantes finais da partida. Viola, de cabeça, arrematou um cruzamento na trave do goleiro Bosco.

PM agride santistas no campo

Pelo menos dois jogadores santistas, Viola e Argel, e o técnico do time, Emerson Leão, sofreram agressões de policiais militares e fotógrafos no segundo tempo do jogo de ontem, no estádio da Ilha do Retiro.

A confusão começou aos 28min, logo após a marcação do pênalti contra o Santos. Viola começou a discutir com um fotógrafo e a Polícia Militar, até então à margem do campo, decidiu intervir.

Viola passou a discutir com policiais e recebeu pelo menos dois golpes de cacetete na cabeça, dentro da grande área.

O zagueiro Argel, um dos líderes do grupo de jogadores santistas, tomou a frente da confusão e também foi agredido por policiais com golpes na cabeça.

Com a invasão de campo por policiais, repórteres e fotógrafos, o jogo foi paralisado pelo juiz Luciano Augusto Almeida.

Tanto o técnico santista, Leão, como seu colega do Sport, Mauro Fernandes, entraram no gramado para separar seus jogadores da confusão. Enquanto gritava com o árbitro, Leão foi agredido por um fotógrafo com sua máquina.

Ainda durante o jogo, o treinador santista teria insinuado que Almeida pode ter problemas se for apitar na Vila Belmiro algum dos dois jogos restantes de sua equipe nas quartas-de-final. O estádio do Santos teve capacidade de público liberada para 26 mil pessoas e receberá a próxima partida entre as duas equipes nessa fase, no próximo domingo.

“O bandeirinha atrapalhou o lance. Ele levantou a bandeira, o Zetti parou, mas o juiz mandou seguir”, disse Leão, técnico do Santos, sobre o lance que deu origem ao terceiro gol do Sport.

“A polícia de Recife é despreparada. Isso não existe no futebol”, disse indignado o centroavante Viola, após enfrentar policiais militares no estádio da Ilha do Retiro.



Sport e dependência da Vila desafiam Santos em Recife (Em 15/11/1998)

Equipe paulista não vence uma partida há 50 dias fora de seu estádio

O Santos terá que mostrar hoje sua capacidade de superar a “dependência em relação à Vila Belmiro” para vencer o Sport, em Recife, em seu primeiro confronto das quartas-de-final do Brasileiro.

Por ter feito melhor campanha, os santistas terão o mando do segundo e do terceiro jogo. Este ocorrerá se os dois primeiros não tiverem o mesmo vencedor.

No início da competição, o Santos finalmente mostrou que era capaz de vencer fora de seu estádio, um dos maiores problemas nas temporadas anteriores, especialmente em 1997, sob o comando de Wanderley Luxemburgo.

Nas primeiras 14 rodadas do Brasileiro deste ano, o Santos fez sete jogos fora -conseguiu cinco vitórias, um empate e uma derrota.

A situação se inverteu nos últimos 50 dias. A última vitória santista ocorreu no dia 26 de setembro, 2 a 0 sobre o Corinthians, no Pacaembu, em São Paulo.

Desde então, como visitante, o time fez quatro jogos, com dois empates (1 a 1 com o Coritiba e 2 a 2 com o América-RN) e duas derrotas (3 a 1 para o Vasco e 2 a 1 para o Botafogo).

Para o técnico Emerson Leão, os frequentes desfalques, motivados por contusões e suspensões, fizeram o time perder parte da capacidade de jogo coletivo demonstrada no início da competição, qualidade mais marcante do Santos.

“Temos de admitir que perdemos um pouco no conjunto. Éramos um time mais batedor, mais compacto”, declarou o treinador.

O Santos teve a seu favor, segundo o técnico, o fato de não figurar no início entre os favoritos para a conquista do título. “No começo, ganhamos mais fora também porque o pessoal não acreditava muito no Santos.”

Para o zagueiro Argel, para voltar a vencer, o time terá de aplicar a mesma fórmula usada na metade inicial do Brasileiro -eficiência na marcação e nos contragolpes. “Foi assim que ganhamos tantos jogos fora da Vila Belmiro.”

O problema para recuperar o conjunto acontece porque dois dos jogadores-chave, o próprio Argel e o meia Jorginho, ficaram quase dois meses parados, por lesões, e só voltaram ao time na quinta-feira, quando a equipe perdeu para o Botafogo, em Niterói.

Leão também está insatisfeito com os substitutos de Aristizábal e Lúcio, que sofrem contusões, que os tiraram da competição. Os mais criticados no último jogo foram o meia Robson Luiz e o atacante Alessandro, a quem Leão atribuiu a culpa pelo segundo gol carioca.

Por isso, há possibilidade de o time sofrer modificações no meio-campo e no setor ofensivo. O meia Eduardo Marques, que vinha substituindo Jorginho, mas não atuou contra o Botafogo, pode jogar ao lado do próprio Jorginho.

O meia Messias, que no Rio atuou na lateral esquerda, também pode jogar.

Viola nega pretensão de ser artilheiro

A eliminação do Atlético-MG aumentou a chance de o atacante Viola se tornar, pela primeira vez, o artilheiro do Brasileiro. Ele tem 17 gols, um a menos do que Valdir, do time mineiro.

Mesmo nessa situação, Viola nega que esteja preocupado com a disputa. “Independentemente de ser artilheiro, quero ser campeão”, afirma.

Repórter – Quando o campeonato começou, o Santos não era apontado como um dos favoritos. Ainda continua assim?
Viola – Com trabalho e dedicação, provamos que somos um time grande, mesmo sem estrelas. Mas ainda corremos por fora.

Repórter – Quais são, então, os favoritos?
Viola – Acho que todos têm chances de vencer e poder disputar a Libertadores.

Repórter – A eliminação do Atlético-MG te ajuda a superar o Valdir e se tornar o artilheiro do campeonato?
Viola – Nunca me preocupei em ser artilheiro, em estar brigando com alguém. Uma equipe que quer ser campeã não pode depender só do centroavante. Do lateral-direito ao ponta-esquerda, todos têm de fazer gols.

Repórter – No Santos, o único jogo em que foi vaiado foi justamente contra o Sport (0 a 0), quando perdeu um pênalti. Isso cria um desafio especial para a próxima partida?
Viola – Desafio, nunca. O problema com aquela meia dúzia não aconteceu mais. Todos perceberam que eram pessoas que queriam nos prejudicar.

Repórter – Nos jogos em que não marcou gols, você disse que a bola não chegara ao ataque. Isso muda com a volta do Jorginho?
Viola – Não me lembro de ter dito isso, mas é lógico que o Jorginho tem uma experiência boa, vinha jogando com um entrosamento maior. Mas, se a bola não chegar, vou tentar buscar, abrir espaços para que meus companheiros também possam fazer gols.


Botafogo 2 x 1 Santos

Data: 12/11/1998, quinta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 23ª rodada (última)
Local: Estádio Caio Martins, em Niterói, RJ.
Público: 433 pagantes
Renda: R$ 4.330,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG).
Cartões amarelos: Sérgio Manoel e Pingo (B); Maezono (S).
Cartão vermelho: Sandro (S, 34-2).
Gols: Túlio (32-1) e Viola (40-1); Jean (17-2, contra).

BOTAFOGO
Wágner; César Prates, Grotto, Gonçalves e Lúcio Vágner; Pingo, França, Fábio Augusto e Sérgio Manoel; Bebeto e Túlio.
Técnico: Valdir Espinosa

SANTOS
Zetti; Sandro, Argel, Jean e Messias; Marcos Bazílio, Narciso, Jorginho (Maezono) e Róbson Luís (Bechara); Viola e Adiel (Alessandro).
Técnico: Emerson Leão



Santos cai, mas mantém a vantagem

Com um gol contra do zagueiro Jean, o Santos foi derrotado pelo Botafogo, por 2 a 1, ontem à tarde, em Niterói (RJ), mas manteve a vantagem de jogar as últimas partidas das quartas-de-final do Brasileiro em casa. Com o resultado, o Santos termina a primeira fase com 41 pontos e enfrentará o Sport.

O time ainda teria dois recursos julgados na noite de ontem, após o fechamento desta edição, em razão da escalação do atacante Aristizábal contra Atlético-MG e Palmeiras. Os times entendem que o jogador atuou de forma irregular e pediam os pontos das partidas, o que poderia mudar a situação do Santos no torneio.

O jogo

Sem contar com alguns titulares, o time santista jogou mal e não conseguiu vencer o fraco Botafogo, que já estava eliminado.

“Hoje (ontem), o nosso time estava mudo, o que não pode ocorrer. Mas temos tempo para acertar”, disse o técnico Emerson Leão, irritado com a atuação da equipe.

A partida começou sonolenta. Com os destinos já definidos na competição, os dois times adotaram cautela no início.

O jogo seguiu lento até os 32min, quando Túlio abriu o marcador.

O gol do Botafogo serviu para animar a partida. O Santos se lançou para o ataque, e o empate não demorou. Aos 40min, o atacante Viola marcou. Ele aproveitou cruzamento de Adiel e fez o seu 17º gol na competição.

No segundo tempo, os dois times voltaram devagar. O jogo continuou sem emoção até que, aos 17min, o santista Jean marcou contra o segundo gol do time carioca.

Em desvantagem no placar, o Santos voltou a se lançar ao ataque. Assim, o jogo ficou mais emocionante nos minutos finais. Apesar de seu time estar fechado na defesa, o botafoguense Bebeto acertou a bola no travessão aos 24min.

Imaginando que precisava vencer para continuar entre os quatro primeiros colocados, Leão mexeu na equipe. Ele colocou Bechara e o japonês Maezono no time. As mudanças não deram resultado.

Time perde estádio para igreja

Com sua classificação em quarto lugar, o Santos terá que contornar um compromisso firmado com a Igreja Católica se quiser atuar em seu estádio na segunda partida das quartas-de-final.

O Santos joga em casa a segunda partida contra o Sport, no dia 22, mas para essa data já está marcada uma cerimônia católica na Vila Belmiro, cedida meses atrás para a Diocese de Santos.

Nesse dia, o gramado e as arquibancadas do estádio serão utilizados para a celebração da Festa de Cristo-Rei, na qual receberão o crisma (confirmação do batismo) 2.280 pessoas.

Segundo o padre Antonio Alberto Finotti, coordenador diocesano de pastoral e responsável pelo evento, são esperadas, incluindo familiares, 20 mil pessoas no local, que anteontem foi liberado pela Prefeitura de Santos para receber em jogos de futebol até 25.229 torcedores.

“Não há chance de modificar a data”, afirmou o padre Finotti.

A partir de segunda-feira, informou, estão previstas chamadas publicitárias em emissoras de TV da região. A cerimônia está marcada para começar às 8h30, com duração prevista de pelo menos três horas.

A alternativa em discussão entre a direção do Santos e a coordenação do evento é a possibilidade de antecipação do jogo para o sábado. Segundo o padre Finotti, essa solução geraria dificuldades para a organização do evento.



Santos joga no Rio de olho em tribunal ( Em 12/11/1998 )

Embora tenha se classificado em campo com duas rodadas de antecedência, o Santos enfrenta o Botafogo hoje em Niterói (RJ) necessitando de pelo menos um ponto para não correr o risco de ficar fora das quartas-de-final do Brasileiro.

Terceiro colocado, o time vai desabar na tabela se perder para o Botafogo e for derrotado no Tribunal da CBF, que julga hoje os recursos de Atlético-MG e Palmeiras.

Os dois clubes querem os pontos que perderam para o Santos no empate em 4 a 4 (Atlético-MG) e na derrota por 1 a 0 (Palmeiras) porque consideram que o atacante colombiano Aristizábal atuou irregularmente nessas duas partidas.

Na hipótese de ocorrerem duas derrotas santistas -no campo e no tribunal-, a desclassificação irá se consumar caso Atlético-MG, Cruzeiro e Flamengo vençam seus jogos, e o clube carioca ganhe os pontos que reivindica do Botafogo devido à suposta escalação irregular de um atleta no empate em 1 a 1.

Se isso acontecer, Santos e Cruzeiro terminarão a fase de classificação empatados em oitavo lugar, com 37 pontos e dez vitórias. A última vaga será então decidida pelo critério de saldo de gols.

“Minha obrigação e a dos jogadores é entrar em campo para vencer. Não dá para administrar (o resultado) porque o futuro para o Santos é sempre incerto”, afirmou o técnico Emerson Leão.

O time tem muitos desfalques, embora Argel e Jorginho voltem, após longo período inativos. O zagueiro Sandro será lateral-direito.

Para não correr o risco de perder jogadores por cartão amarelo, Leão decidiu poupar os “pendurados” Baiano, Athirson, Eduardo Marques e Alessandro.

O lateral Gustavo Nery, que substituiria Athirson, foi cortado da delegação após a derrota por 3 a 1 dos titulares para os reservas ontem. Irritado devido a uma falha que resultou no segundo gol do time reserva, Leão resolveu sacar o jogador e improvisar o meia Messias na posição porque, segundo afirmou, Gustavo não estava cumprindo suas determinações.

“Por causa de uma jogada errada, ele me tirou. É claro que fico aborrecido”, afirmou o jogador.

Time aguarda troca de juiz

Os dirigentes santistas aguardavam ainda ontem uma resposta da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ao ofício por meio do qual pediram a mudança do árbitro que apitará a partida de hoje à tarde contra o Botafogo, em Niterói (RJ).

Para os santistas, a escalação do mineiro Márcio Rezende de Freitas é uma “afronta”, devido aos episódios da decisão do Brasileiro-95. Na ocasião, o jogo final entre Santos e Botafogo, no estádio do Pacaembu, terminou empatado em 1 a 1, e os santistas afirmam terem sido prejudicados pelo juiz.

“Espero que ele tenha vergonha na cara, não apareça para apitar essa partida, e o árbitro reserva o substitua”, afirmou o presidente em exercício do Santos, José Paulo Fernandes.

Entre os botafoguenses, a situação é vista com ironia. O atacante Túlio, que marcou, em posição irregular, o gol que deu o título de 95 ao Botafogo, a escalação do juiz tem o objetivo de promover o jogo.

“Não dava para esperar outra coisa deste Brasileiro confuso. A CBF deve ter feito isso para promover a partida.”

A boa notícia que o Santos recebeu ontem foi a da liberação da Vila Belmiro pela Prefeitura de Santos para 25.229 pagantes, capacidade que permite a utilização do estádio nas quartas-de-final. Agora, resta a homologação pela CBF do parecer.


Santos 3 x 1 Goiás

Data: 01/11/1998, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 22ª rodada (penúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.832 pagantes
Renda: R$ 108.630,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Cartões amarelos: Jean e Claudiomiro (S); Aloísio, Célio Silva e Ronildo (G).
Gols: Narciso (15-1) e Alessandro (32-1); Ranielli (32-2) e Bechara (38-2).

SANTOS
Zetti; Baiano, Jean, Claudiomiro (Gustavo Nery) e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Messias) e Róbson Luis; Alessandro (Bechara) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

GOIÁS
Ricardo Pinto; Luiz Paulo, Célio Silva, Gito e Ronildo; Reidner, Túlio, Richard (Alex) e Fernandão; Araújo e Aloísio (Ranielli).
Técnico: Carlos Alberto Silva



Santos vence após “jejum’ em outubro

Resultado coloca time em terceiro no Brasileiro

Depois de passar o mês de outubro inteiro sem vitórias no Brasileiro (quatro empates e duas derrotas), o Santos espantou a má fase e bateu o Goiás, ontem, na Vila Belmiro, por 3 a 1. O resultado colocou o time em terceiro lugar, com o mesmo número de pontos (41) do Palmeiras. O ataque santista passou a ser o melhor da competição -com 45 gols.

O Santos não teve dificuldades para construir o placar de 2 a 0 no primeiro tempo. Desde o início, a equipe tinha o domínio territorial da partida, acuando o time do Goiás em seu campo.

O Santos conseguiu seu primeiro gol aos 15min. Depois de ter driblado Célio Silva, Alessandro foi derrubado pelo zagueiro. Athirson cobrou a falta, colocando a bola na cabeça de Narciso: 1 a 0.

Aos 32min, Baiano cruzou, e Alessandro, livre de marcação, completou para o gol. Enquanto Alessandro comemorava sozinho, os demais jogadores do Santos correram para abraçar Baiano, que até então fazia uma partida ruim, sendo vaiado pelos torcedores.

O Santos perdeu duas chances de ampliar o placar nos seis primeiros minutos da segunda etapa, com Robson Luiz e Viola.

O Goiás se animou a partir dos 32min, quando Ranielli diminuiu a diferença no placar, completando um cruzamento de cabeça.

Seis minutos depois, o meia Bechara, que havia entrado no lugar de Alessandro, cobrou falta no canto esquerdo de Ricardo Pinto, selando a vitória.

Equipe tenta disputa de playoffs na Vila

O Santos vai tentar um artifício para disputar no estádio da Vila Belmiro as partidas dos playoffs do Campeonato Brasileiro 1998. O regulamento da competição exige estádios com pelo 25 mil lugares nos playoffs.

A Vila Belmiro está liberada pela Polícia Militar para receber até 21.120 pagantes.

Para conseguir atuar na Vila, a diretoria do clube estuda a possibilidade de comprar os ingressos referentes à diferença entre a lotação permitida pela PM e a exigida pelo regulamento da competição.

“Não queremos nos valer disso, mas é uma possibilidade. Na pior das hipóteses, poderemos comprar alguns ingressos”, disse o técnico santista, Leão.

Se não puder atuar na Vila, o Santos mandará seus jogos na cidade de São Paulo, no Morumbi ou no Pacaembu.



Santos busca classificação e amarelos ( Em 01/11/1998 )

Time pretende assegurar contra o Goiás a vaga entre os quatro primeiros do Brasileiro-98 e “limpar” cartões

O Santos tem dois objetivos na partida de hoje à tarde contra o Goiás, na Vila Belmiro -vencer para garantir a classificação entre os quatro primeiros e administrar a situação da equipe com relação aos cartões amarelos.

A equipe tem 38 pontos. Para o técnico Emerson Leão, com mais três o time será pelo menos o quarto colocado, posição que ocupa atualmente na tabela. Se alcançar esse objetivo, o Santos terá a vantagem, na primeira etapa dos playoffs, de decidir em casa a vaga para a etapa seguinte.

Leão também prepara, a partir do jogo de hoje, uma estratégia para começar a fase decisiva do campeonato sem jogadores suspensos. “Teremos de fazer alguns acertos de cartões amarelos”, declarou.

O Santos tem seis “pendurados” com dois amarelos -Baiano, Gustavo, Claudiomiro, Eduardo Marques, Athirson e Alessandro.

Todos os jogadores dos clubes classificados iniciarão a etapa de playoffs sem cartões amarelos. Mas o atleta que completar uma série de três amarelos na última rodada da fase atual -restam duas- cumprirá a suspensão na primeira partida dos playoffs.

A rigor, o técnico não precisa orientar os jogadores a forçar o cartão diante do Goiás para que eles cumpram suspensão contra o Botafogo, no Rio, último jogo da equipe na primeira fase.

Caso nenhum dos “pendurados” receba o terceiro hoje, bastará ao treinador não escalá-los diante do Botafogo. Assim, eles entrarão no playoff sem cartões.

O problema é que o Santos precisa vencer hoje para obter a vaga entre os quatro primeiros sem depender do jogo contra o Botafogo. Por isso, Leão deverá decidir sobre os cartões somente durante a partida, dependendo das circunstâncias.

“Vamos agir de acordo com o que o treinador pedir, mas é perigoso ir para o último jogo pendurado”, afirmou o volante Claudiomiro, recordista de cartões amarelos do time (oito).

Para o Goiás, que está na 22ª posição, uma derrota hoje deixa o time praticamente rebaixado. A novidade do time é o atacante Aloísio, de volta à equipe depois de cumprir suspensão.

Viola não faz promessas

Depois de cumprir um jogo de suspensão por ter recebido o terceiro cartão amarelo, Viola volta hoje ao Santos sem prometer gols. Vice-artilheiro do Brasileiro, com 16 gols, o atacante não marca desde 15 de outubro, quando fez dois no empate em 3 a 3 contra o América-MG.

Segundo Viola, a queda de rendimento do Santos nas últimas rodadas do campeonato pode ser considerada normal.

“Todas as equipes que no começo tiveram alto índice de aproveitamento caíram. Isso aconteceu com Corinthians, Palmeiras e Santos. E outros times cresceram.”

Para ele, a ausência de Lúcio -que só poderá voltar a jogar em 99- não afetará a sua performance. “É lógico que o Lúcio foi um jogador que nos serviu muito. É um jogador que, além da velocidade e habilidade, também tinha presença de área e fazia seus gols.”


Santos 2 x 2 América-RN

Data: 28/10/1998
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 21ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio Machadão, em Natal, RN.
Árbitro: Luciano Augusto Almeida (DF)
Cartões amarelos: Gomes (A); Jean e Claudiomiro (S)
Gols: Zezinho (21-1) e Carioca (40-1); Fernandes (53s-2) e Alessandro (07-2).

AMÉRICA-RN
Gomes; Gilson, ROnald, Carlos Mota e Mingo (Flaviano); moisés, Carioca, Montanha e Biro-Biro; rogers (Moura) e Zezinho.
Técnico: Júlio César Leal

SANTOS
Zetti; Baiano, Jean, Claudiomiro e Gustavo; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Messias) e Róbson Luís (bechara); Fernandes e Alessandro (Maezono).
Técnico: Émerson Leão



Narciso impede vitória santista em Natal
No dia de sua volta à seleção, volante desperdiça dois penaltis; Santos se classifica e América-RN é rebaixado

No dia da primeira convocação para seleção brasileira em dois anos, o volante Narciso errou as cobranças de dois pênaltis em Natal (RN).

Os erros impediram que o Santos vencesse o América-RN, de virada. Essa foi a sexta partida consecutiva sem vitória da equipe santista. Com o resultado o Santos subiu para 38 pontos e assegurou a classificação. O América foi a 15 pontos e está rebaixada para disputar a Série B em 1999.

A exemplo do restante da equipe do Santos, o zagueiro Jean e o volante Narciso, convocados para seleção brasileira, tiveram o segundo tempo melhor que o primeiro.

Como nas últimas partidas, o Santos teve desfalques, desta vez foram sete: Viola, Lúcio, Jorginho, Athirson, Anderson, Argel e Élder.

O primeiro tempo foi de baixo nível técnico. O América, recuado, dava chutoes para tentar encontrar os atacantes Zezinho e Rogers num lance de sorte. E aos 21’deu certo. Na corrida o zagueiro Claudiomiro tropeçou e caiu. O atacane Zezinho ficou livre diante de Zetti e tocou rasteiro: 1 a 0.

Aos 39′, Claudiomiro fez pênalti, que Carioca converteu, apliando para 2 a 0.

No segundo tempo, o Santos com Messias, marcou aos 53 segundos. Gustavo foi à inha de fundo e cruzou para Fernandes diminuir de cabeça.

Aos 26′, o goleiro Gomes, num carrinho, fez penalti em Alessandro, num lance que a bola iria sair. Na sequência se redimiu e defendeu a cobrança de Narciso.

três minutos depois, novo pênalti contra o América, desta vez sobre Messias. Narciso bateu no outro canto e acertou a trave.


Santos 1 x 2 Paraná

Data: 24/10/1998, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.673 pagantes
Renda: R$ 85.925,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE).
Cartões amarelos: Narciso, Viola e Adiel (S); Milton, Fernando, Émerson, Raudinei e Gil Baiano (P).
Gols: Ânderson Lima (13-1); Raudnei (10-2) e Cairo (13-2).

SANTOS
Fernando Leão; Ânderson Lima (Sandro), Jean, Claudiomiro e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Maezono) e Róbson Luís; Alessandro (Adiel) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

PARANÁ
Marcelo; Wilson, Pedro Luiz, Mílton e Gil Baiano; Fernando, Reginaldo Vital, Émerson e Cairo (Tico); Fernando Diniz e Raudinei.
Técnico: Márcio Araújo



Santos faz a festa antes do jogo e Paraná, depois

Campeão da Conmebol começa vencendo, mas permite a reação do adversário, no segundo tempo

Fonte: Estadão


Santos busca recuperação embalado por conquista

Técnico Emerson Leão credita sequência sem vitórias a erros de juízes

Embalado pela conquista do título da Copa Conmebol, no meio da semana, o Santos tenta hoje à tarde contra o Paraná Clube, na Vila Belmiro, conseguir sua recuperação depois de quatro partidas sem vitórias no Brasileiro.

Terceiro colocado no torneio, com 37 pontos (ao lado do Corinthians), o time vem de três empates e uma derrota. Empatou com Coritiba (1 a 1), perdeu para o Vasco (3 a 1), e voltou a empatar, com América-MG (3 a 3) e Lusa (1 a 1).

Para o técnico Emerson Leão, apesar dos desfalques que vêm prejudicando o time, a série de jogos sem vitória tem uma única explicação -os erros dos árbitros.

O treinador afirmou que nos últimos jogos do Santos na Vila Belmiro não houve queda no desempenho do time, mas falhas dos juízes que impediram as vitórias.

Ele reclama de um gol em impedimento do América-MG e de dois supostos pênaltis não marcados no jogo contra a Lusa.

A escalação do pernambucano Wilson de Souza Mendonça para apitar a partida contra o Paraná acentuou ainda mais a contrariedade do técnico. “De novo? Acho um erro essa escalação. O Wilson já teve problemas com o Santos. Para que insistir?”, indagou.

A novidade da equipe na partida de hoje pode ser a estréia do meia-atacante Róbson Luis, recém-contratado do Bahia. Escalado no time titular, o jogador participou ontem à tarde pela primeira vez de um treinamento coletivo com os novos companheiros de clube.

O time também terá as voltas do zagueiro Jean e do atacante Viola, vice-artilheiro do Brasileiro, com 16 gols. Ambos não atuaram na decisão da Conmebol na Argentina (0 a 0) porque estavam suspensos.

Adversário

Mesmo tendo apenas empatado com o Corinthians na quarta-feira, o Paraná Clube foi favorecido por derrotas de seus concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento e ainda mantém a esperança. O clube acredita que precisa de sete pontos nos três jogos restantes.

Haverá algumas modificações em relação ao time que enfrentou o Corinthians. O lateral-direito Gil Baiano será improvisado no setor esquerdo. No gol, o reserva Marcelo será mantido.

No meio-campo, Hélcio e Luís Carlos, suspensos, dão lugar ao versátil Fernando, que vinha sendo usado na defesa, e a Arinélson, que havia sido barrado no jogo anterior por deficiência técnica.

Campeão da Conmebol quer vaga na Libertadores

O Santos está pleiteando à Confederação Sul-Americana sua inclusão na edição de 99 da Taça Libertadores da América, na condição de campeão da Conmebol.

O presidente do Santos, Samir Jorge Abdul-Hak, disse ontem que obteve do presidente da Confederação Sul-Americana, o paraguaio Nicolas Leóz, a promessa de que o assunto estará na pauta da próxima assembléia da entidade, possivelmente no mês que vem.

Leóz esteve em Rosario (Argentina) na última quarta-feira, assistindo a decisão da Conmebol entre Santos e Rosario Central.

Segundo Abdul-Hak, o presidente da confederação teria se comprometido a defender na assembléia a proposta de garantir vaga na Libertadores para o campeão da Conmebol. “Espero que isso aconteça, até para se reparar uma série de injustiças que já se cometeram contra nós”, disse Abdul-Hak.

Entre as “injustiças” às quais o santista se refere, está o fato de o Santos não ter sido convidado para disputar a Copa Mercosul.

Em 99, o Santos tem chances de participar da Supercopa dos Campeões da Libertadores, que foi suspensa neste ano.

“Eu achava que seria uma comemoração normal, nunca com carro aberto do Corpo de Bombeiros, com aquela multidão atrás, todo mundo na praça, nos prédios, na rua. Nunca tinha imaginado uma coisa dessas. Foi muito gratificante”, disse o lateral Athirson, sobre a comemoração do título da Conmebol.