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Santos 1 x 2 Ponte Preta

Data: 18/11/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 25ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: R$ 48.385,00
Público: 6.268 pagantes
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Cléber (S); Macedo, Carlos Alexandre, Mineiro e Marco Aurélio (PP).
Gols: Russo (17-1) e Washington (39-1, de pênalti); Adrianinho (46-2).

SANTOS
Pitarelli; Russo (William), Preto, Cléber e Léo; Marcelo Silva, Renato, Elano e Robert; Marcelinho Carioca (Canindé) e Viola.
Técnico: Cabralzinho

PONTE PRETA
Alexandre; Carlos Alexandre, Rodrigo, Ronaldão e Elivelton; Roberto, Mineiro, Humberto (Luiz Carlos) e Piá (Marco Aurélio); Macedo (Adrianinho) e Washington.
Técnico: Oswaldo Alvarez



Ponte vence de virada na Vila, assume o 8º lugar e elimina o Santos

A Ponte Preta conquistou um grande resultado nesta tarde ao derrotar o Santos, de virada, por 2 a 1, na Vila Belmiro. Com a vitória, a equipe de Campinas, além de aumentar suas chances de classificação, eliminou o Santos, um dos que ainda estavam na disputa.

O resultado neste domingo fez a Ponte chegar à oitava posição, com 41 pontos, mesma soma do Bahia, sétimo colocado. Mas o time de Salvador leva vantagem no número de vitórias: 12 contra 11. O Internacional caiu para nono, com 40.

Os santistas permaneceram com 35, mas mesmo que vençam os dois próximos jogos (Fluminense, no Rio, e Vasco, em casa), chegarão somente a 11 triunfos.

O Santos chegou a dar esperanças a seus torcedores com o gol do lateral-direito Russo, logo aos 17min, após falha da defesa adversária.

Mas aos 41min, o zagueiro Cléber derrubou Washington na área. O atacante e artilheiro do Nacional cobrou bem o pênalti e marcou seu 18º gol na competição.

Nos acréscimos da segunda etapa, Adrianinho marcou o gol da vitória da Ponte.

O time de Oswaldo Alvarez voltar a jogar no próximo domingo, em casa, contra o Sport. Depois, decide a vaga contra o Coritiba, na capital paranaense.


Internacional 3 x 0 Santos

Data: 15/11/2001, quinta-feira, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 24ª rodada
Local: Estádio do Beira Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 28.411 pagantes
Renda: R$ 339.180,00
Árbitro: Alvaro Azevedo Quelhas
Cartão vermelho: Fábio Costa (S).
Gols: Luiz Cláudio (21-1), Carlinhos (34-2, de pênalti) e Jackson (47-2).

INTERNACIONAL
João Gabriel; Bruno (Barão), Gilmar Lima, Ronaldo e Wederson; Duilio, Carlinhos, Leandro Guerreiro e Jackson; Daniel Carvalho (Leandrão) e Luiz Cláudio (Diogo).
Técnico: Carlos Alberto Parreira

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Galván (Pitarelli) e Pereira; Valdir (Leandro), Marcelo Silva, Renato, Canindé e Elano; Marcelinho Carioca (Paulo Almeida) e Viola.
Técnico: Cabralzinho



Santos perde no Sul e se distancia da classificação

Derrotada pelo Inter, equipe cai para o 12º lugar e fica mais longe de obter uma vaga para a 2ª fase do Brasileirão

O Internacional derrotou o Santos por 3 a 0, em Porto Alegre, e chegou aos 40 pontos no Campeonato Brasileiro, aproximando-se da classificação para a próxima fase.

O time da Vila Belmiro, com esse resultado, caiu para o 12º lugar, com 35 pontos, e reduziu suas chances de ficar entre os oito mais bem colocados que passam à fase seguinte do torneio.

No domingo, o Santos enfrenta a Ponte Preta, nona colocada com 38 pontos e seu rival direto na disputa por uma vaga, em casa. Já o Inter, sexto colocado, pegará o desesperado Flamengo.

O time do técnico Carlos Alberto Parreira começou o jogo tentando se impor ao rival.

Com uma formação que resguardava o setor defensivo da equipe e permitia que seus atacantes tivessem mais liberdade de ação, o Inter encurralou o adversário, especialmente por intermédio do atacante Daniel Carvalho.

Aos 5min, Jackson passou a bola para Carlinhos na entrada da área, que lançou Daniel Carvalho. Ele arrancou em velocidade pela esquerda, chegou ao fundo e cruzou. Fábio Costa evitou o gol do Inter ao fazer a intervenção no momento em que Jackson se preparava para concluir.

Em seguida, novamente com Daniel Carvalho, o melhor em campo, a equipe gaúcha chegou ao primeiro gol, aos 21min. O atacante do Inter driblou Galván e levantou a bola para Luiz Cláudio, que, quase sem ângulo, conseguiu uma bela conclusão por cobertura.

O Santos tentou reagir. Marcelinho foi até a linha de fundo, pela esquerda, e chutou com perigo. Depois disso, aos 37min, o meia-atacante santista, contundido, deixou o gramado.

No segundo tempo, o time comandado por Parreira recuou e deu espaços ao rival.

Em seguida, o treinador, percebendo a falha, orientou sua equipe a adiantar a marcação. Isso, porém, foi insuficiente para conter os atacantes adversários.

O Santos envolvia a defesa rival com facilidade e criou pelo menos duas boas oportunidades de gol, que não foram aproveitadas.

Apesar de estarem sendo pressionados, os gaúchos chegaram ao segundo gol. O atacante Diogo invadiu a área e foi derrubado por Galván. O juiz marcou pênalti, e Carlinhos ampliou o placar.

No lance, o goleiro santista Fábio Costa foi expulso após reclamar da marcação do árbitro Alvaro Azeredo Quelhas. Para a entrada do goleiro reserva Pitarelli, Cabralzinho tirou Gálvan.

A equipe gaúcha se aproveitou do fato de ter um jogador a mais que o adversário e continuou dominando a partida.

No final do jogo, Jackson entrou na área santista, driblou o zagueiro Pereira e chutou no canto direito de Pitarelli, fechando o placar a favor dos gaúchos.

Paulistas apostam no fator campo

Os jogadores do Santos deixaram o estádio ainda esperançosos na classificação. E para tanto querem vencer as duas partidas que têm para disputar na Vila Belmiro -contra Ponte Preta e Vasco.

“Eu ainda acredito muito na classificação. Sei que temos condições de vencer os jogos que temos em casa. Nosso time tem qualidade, e sei que na Vila vamos ganhar as nossas partidas”, afirmou o zagueiro Preto.

O goleiro Fábio Costa, que desfalca a equipe no próximo jogo porque terá de cumprir suspensão automática, foi fortemente repreendido por Cabralzinho devido à sua expulsão. Assim como os outros jogadores, ele discordou da marcação do pênalti.

Além de ter reclamado do juiz, o jogador bateu palmas ironicamente. “Parecia algo premeditado”, desabafou o atleta.


Santos 4 x 2 Cruzeiro

Data: 11/11/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 23ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.818 pagantes
Renda: 66.655,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Cartões amarelos: Léo, Cléber e Viola (S); João Carlos, Augusto Recife e Maicon.
Cartão vermelho: Ricardinho (C, 28-2).
Gols: Alex (23-1), Viola (24-1) e Marcelinho Carioca (28-1); Viola (14-2), Elano (30-2) e Oséas (39-2).

SANTOS
Fabio Costa; Preto, Galvan, Cléber (Pereira); Valdir, Renato, Marcelo Silva (Elano), Canindé e Léo (Leandro); Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho

CRUZEIRO
André, (Bosco), Maicon, Luizão, João Carlos, (Irineu), Sérgio Manoel, Augusto Recife, Ricardinho, Jorge Wagner, Alex (Adriano Chuva), Oséas e Jussiê.
Técnico: Marco Aurélio



Santos vence e espreita 8ª posição

Time bate Cruzeiro e já tem mesmo número de pontos que o Palmeiras, dono da última vaga

Com a vitória de 4 a 2 sobre o Cruzeiro, o Santos aumentou suas chances de classificação à próxima fase do Brasileiro. Está na décima posição, com 35 pontos, como o Palmeiras, em oitavo.

No último domingo, o time havia superado o Grêmio, em seu estádio, pelo mesmo placar. Na próxima quinta, a equipe enfrentará o Internacional, em Porto Alegre, sem dois titulares -o zagueiro Cléber e o lateral Léo, ambos suspensos por cartões amarelos.

O Santos preocupou sua torcida ao sair atrás no placar. Nos 20 primeiros minutos, o jogo transcorreu sob um temporal. Nesse período, as principais chances foram do Cruzeiro que, aproveitando os erros de passe do Santos, ameaçava nos contra-ataques.

Aos 6min, Maicon avançou pela direita, passou por Léo e acertou um forte chute na trave. O predomínio mineiro se consolidou aos 24min, com o gol de Alex. Em cobrança de escanteio de Ricardinho, o meia concluiu de cabeça.

Apesar de não ter conseguido até então ameaçar o gol de André, o Santos virou a partida em cinco minutos. Depois de dar a saída, obteve um escanteio que Marcelinho cobrou à meia altura, e Viola, aos 25min, marcou de cabeça.

Empurrado pela torcida, o time pressionou, e Renatinho, de cabeça, fez outro gol no minuto seguinte, mas o árbitro anulou, anotando falta de Cléber em André.

Aos 30min, o Santos virou. Após confusão na defesa cruzeirense, a bola sobrou para Marcelinho, que acertou um chute forte.
No intervalo, o técnico do Santos, Cabralzinho, partiu para cima do árbitro Heber Roberto Lopes, mas foi contido por policiais. Expulso minutos antes, supostamente por reclamação, o técnico havia se recusado a sair do banco.

De temperamento normalmente pacato, o treinador deixou o gramado revoltado com a decisão do juiz. Segundo afirmou, a expulsão foi injusta porque ele não teria reclamado, mas tentado orientar seus jogadores.

“Ele [o árbitro” falou que não queria conversa e me mandou tomar naquele lugar”, declarou.

Após o intervalo, o treinador tentou voltar ao banco junto com o auxiliar Serginho Chulapa, mas ambos foram obrigados a sair.
Com isso, Cabralzinho ficou assistindo à partida de uma das saídas do gramado. Correndo, o médico Jorge Merouço levava até o banco as instruções do treinador.

Mesmo sem técnico no banco, o Santos voltou melhor e ampliou o placar aos 14min. Em lance pela direita, o lateral Valdir cruzou a bola na área, e Viola completou.

O domínio santista se ampliou com a entrada de Elano no lugar do volante Marcelo Silva. O time passou a tocar a bola com facilidade, envolvendo a defesa mineira.

A situação se complicou ainda mais para o Cruzeiro com a expulsão do volante Ricardinho.

Com um jogador a menos, o time mineiro perdeu a capacidade de reação e ficou à mercê do toque de bola dos santistas, que, aos 30min, fizeram o quarto gol.

Após receber a bola na entrada da grande área, o meia Elano acertou um chute forte no canto esquerdo do goleiro Bosco.
Em um lance isolado, aos 39min, quando o Santos já havia relaxado a marcação, o Cruzeiro conseguiu marcar o segundo, com o atacante Oséas, que chutou fraco de fora da área, mas Fábio Costa não conseguiu interceptar.

Gol do Cruzeiro ajudou, afirma técnico santista

O técnico Cabralzinho atribuiu ao gol inicial do Cruzeiro o desempenho do Santos na partida de ontem. De acordo com o treinador, a equipe estava “sonolenta” antes de levar o gol, que, segundo ele, despertou o time.

“O gol do Cruzeiro foi até benéfico. Naquele momento, a equipe acordou e se superou para virar”, afirmou.

Para o treinador, se a reação não tivesse acontecido com rapidez, o nervosismo poderia ter dominado os jogadores e permitido ao rival assumir o controle do jogo.

“Caso tivéssemos deixado o Cruzeiro crescer na partida, seria uma grande desvantagem para nós”, disse.

O goleiro Fábio Costa afirmou que a segunda vitória consecutiva em casa devolveu a confiança ao grupo, que, após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians na Vila, foi ameaçado por membros de torcidas organizadas, que invadiram o CT Rei Pelé.

“Agora, espero que aqueles babacas que invadiram o CT estejam aqui para nos aplaudir”, declarou ele.

No Cruzeiro, a derrota expôs a crise do Cruzeiro, que, antes do jogo, já tinha se agravado pelo atrito entre o técnico Marco Aurélio e o volante Rincón, afastado do grupo por ter se recusado a ficar no banco de reservas.

Ao deixar o campo, o zagueiro Luizão criticou os companheiros: “Na hora em que o jogo fica difícil, todo mundo se esconde. Aí, nós passamos essa vergonha”.

“É preciso ter calma. Vou conversar com o Luizão. Temos de falar entre nós”, disse o técnico.


Portuguesa 0 x 0 Santos

Data: 08/11/2001, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 22ª rodada
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 20.305 pagantes
Renda: R$ 199.230,00
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP).
Cartões amarelos: Alexandre Chagas (P); Valdir e Lúcio (S).

PORTUGUESA
Carlos Germano; Alexandre Chagas, Silvio Criciúma, Élvis e Paulo Fabrício; Elson, Sandro Fonseca, Hernani e Evandro; Lúcio e Ricardo Oliveira.
Técnico: Candinho

SANTOS
Fábio Costa; Pereira, Preto e Cléber; Valdir, Marcelo Silva, Renato, Canindé (Elano) e Léo; Marcelinho Carioca e Viola (William).
Técnico: Cabralzinho



Santos e Lusa ficam distantes de vaga

Times empatam em 0 a 0 no Canindé e reduzem chances de classificação à próxima fase do Brasileiro

No jogo que consideravam fundamental para suas pretensões de classificação no Brasileiro, Lusa e Santos podem ter se condenado a, mais uma vez, “morrer antes mesmo de chegar à praia”.

A partida, disputada ontem, no Canindé, foi um dos dois jogos que terminaram com um 0 a 0 na rodada com maior média de gols deste Brasileiro (4,07 por partida).

Com o resultado, tanto o Santos como a Lusa viram suas chances de obter uma vaga para a próxima fase se tornarem muito remotas.

Desde o primeiro minuto, a torcida, que praticamente lotou o Canindé, pôde sentir o clima de decisão atribuído à partida pelos dois times por serem adversários diretos na disputa por um posto entre os oitos que se classificarão para a próxima fase.

Ambos esbanjavam técnica, num jogo muito movimentado e equilibrado no primeiro tempo.
O ritmo só diminuiu um pouco no início da etapa final, quando a Lusa passou a ter um ligeiro domínio sobre o Santos, criando mais oportunidades de gol.

Renato, dois minutos após o apito inicial, obrigou Carlos Germano a fazer sua primeira defesa.
O goleiro Fábio Costa foi acionado pouco depois, quando teve de defender uma cabeçada de Ricardo Oliveira, após cruzamento de Paulo Fabrício da esquerda.

Aos 21min, o mesmo atacante mandou uma bola na trave santista em cobrança de falta.
Enquanto a Lusa reclamava de um pênalti de Léo em Alexandre Chagas, derrubado na área, Marcelinho recebeu livre na direita, aos 24min, e deixou Viola livre. O atacante tentou encobrir o goleiro, mas errou o chute.

Marcelinho driblou três (Hernani, Élson e Sandro Fonseca), aos 29min, e cruzou na área, mas Viola novamente desperdiçou.

Ricardo Oliveira, aos 38min, conseguiu marcar, de cabeça, em uma bola cruzada na área do Santos, mas o gol foi anulado (leia texto nesta página).

Hernani interceptou, também de cabeça, outro cruzamento, aos 41min. No susto, Fábio Costa conseguiu dar um tapa e mandar a bola para escanteio.

O Santos, dois minutos depois, perdeu sua melhor chance. Marcelinho tocou para Canindé, que tentou passar para Viola, mas o atacante estava mal posicionado.

No segundo tempo, já perto dos 20min, quando o jogo parecia ter esfriado, as duas equipes voltaram a repetir o espetáculo digno de decisão do primeiro tempo, com praticamente uma chance para cada lado a cada minuto.

Substituído por William no final da partida, Viola saiu irritado com o técnico Cabralzinho.
Maioria no estádio da Lusa, a torcida santista deixou o Canindé chamando o treinador de burro.
No final de semana, o Santos jogará com o Cruzeiro, enquanto a Lusa pegará o Flamengo.

Candinho volta a reclamar da arbitragem

O técnico Candinho e os atletas da Lusa ficaram revoltados com a arbitragem ontem, principalmente no primeiro tempo, pela anulação de um gol e por um pênalti não marcado.
Antes do jogo, o treinador já havia manifestado a sua preocupação, dizendo que a Lusa vem sendo sistematicamente prejudicada pelos juízes nos últimos anos. Esse, para ele, é um dos motivos de a equipe sempre “”morrer na praia”.

O pênalti reclamado pela Lusa ocorreu aos 23min, quando o santista Léo derrubou Alexandre Chagas na área. O juiz Cléber Wellington Abade marcou apenas escanteio.

“”Foi um pênalti vergonhoso”, afirmou Candinho. “”Não sei se foi proposital, mas que o juiz errou, errou”, completou.

“”Não foi pênalti. O juiz estava perto e viu. Ele não se deixou influenciar pelo fato de a Lusa estar jogando em casa”, disse o goleiro Fábio Costa, do Santos.

O gol anulado da Lusa ocorreu aos 38min, marcado de cabeça por Ricardo Oliveira. O juiz alegou que o atacante havia empurrado o zagueiro Pereira.

“”Ele apitou o quê? Não pode anular um gol desses. O menino cabeceou sem encostar em ninguém”, disse Candinho.

“”Eu não empurrei. Não entendi o motivo de o gol ter sido anulado. Estou muito revoltado”, disse o atacante.


Santos 4 x 2 Grêmio

Data: 04/11/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 21ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.231 pagantes
Renda: R$ 52.080,00
Árbitro: Luciano Augusto Teotônio de Almeida (DF)
Cartões amarelos: Galván e Valdir (S); Marinho, Nenê, Pedrinho, Itaqui, Luís Mário e Fábio de Los Santos (G).
Gols: Marcelinho Carioca (09-1), Viola (20-1), Canindé (24-1), Marcelinho Carioca (33-1) e Luís Mário (34-1); Fábio de Los Santos (23-2).

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Galván (Pereira, 42-2) e Cléber; Valdir, Renato, Marcelo Silva, Canindé (Elano, 28-2) e Léo; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho

GRÊMIO
Danrlei; Marinho Nenê e Roger; Pedrinho (Rafael, 33-2), Émerson, Itaqui (Fábio de Los Santos, 00-2), Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário e Cláudio Pitbull (Rodrigo Fabri, 00-2).
Técnico: Tite



Marcelinho Carioca marca dois e reabilita o Santos na Vila

Vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio alivia clima de tensão sobre jogadores

Os primeiros gols de falta de Marcelinho no Santos surgiram no momento decisivo, e o time da Baixada Santista reabilitou-se no Brasileiro, ao vencer o Grêmio por 4 a 2 na Vila Belmiro.

Além de melhorar a classificação do time, a vitória amenizou o clima de pressão que a derrota da última semana, para o Corinthians, provocou nos jogadores.

Na partida de ontem, o Santos tomou a iniciativa com Marcelinho e Canindé, responsáveis pelas jogadas ofensivas da equipe. Com dois volantes com características ofensivas, o Santos começou marcando a saída de bola do Grêmio.

Explorando as laterais e atraindo a atenção dos zagueiros adversários, aos 6min, Marcelinho cobrou falta com efeito, e Danrlei espalmou. Três minutos depois, o mesmo Marcelinho cobrou outra falta, Danrlei falhou, e o Santos marcou o primeiro gol da partida.

O gol deu tranquilidade para a equipe santista tocar a bola, e, aos 20min, no lançamento de Cléber, o zagueiro Lelê falhou. A bola sobrou para Viola, que invadiu a área e chutou forte no canto.

Atordoado em campo, o Grêmio sentiu a falta de um articulador de jogadas no meio-campo.

Aos 23min, uma jogada entre Marcelinho e Viola quase resultou em gol. Um minuto depois, Canindé recebeu pela direita, livrou-se do zagueiro e chutou com o pé esquerdo.

Danrlei estava adiantado, e a bola bateu primeiro no travessão, depois no chão e entrou.

O Grêmio criou a primeira oportunidade de gol com o meia Zinho cobrando falta.

Aos 32min, o Santos ampliou. Marcelinho cobrou falta pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Marinho e tirou o goleiro Danrlei da jogada. Foi o segundo gol de Marcelinho na partida.

A torcida ainda fazia festa na arquibancada quando o Grêmio foi à frente e Luiz Mário aproveitou o vacilo da zaga rival para diminuir.

No segundo tempo, o Santos procurou administrar o marcador, criando a primeira jogada de perigo aos 9min, em uma cabeçada de Viola. Aos 21min, Preto cometeu falta em Luiz Mário. Zinho cobrou rápido para Delosantos, que chutou de pé esquerdo. A bola desviou em Galván e entrou.

A equipe gaúcha melhorou a marcação no meio-campo e o toque de bola, criando boas oportunidades. No entanto, esbarrou na atuação segura de Fábio Costa.

Com a derrota, o Grêmio perdeu uma invencibilidade de 12 jogos no Brasileiro. A última derrota tinha sido para a Ponte Preta, por 3 a 2, em agosto.

Para o técnico Tite, a equipe foi surpreendida com os gols no primeiro tempo, além da marcação forte e consistente do Santos.

Meia se redime contra seu rival “preferido”

O Grêmio sempre foi um adversário que trouxe alegria para Marcelinho. Quando jogava no Corinthians, marcou um gol que deu o título da Copa do Brasil, de 1995, em cima da equipe gaúcha em pleno estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Dessa vez, com a camisa do Santos, foi justamente contra o Grêmio que Marcelinho marcou o gol exigido pela torcida.
“O Grêmio faz parte da minha história vencedora. A galera cobrava os gols de falta, e fiz dois. Eles sempre aparecem nos momentos mais importantes. A vitória de hoje [ontem” é a arrancada do Santos no Brasileiro”, disse Marcelinho.

O atacante Viola, que voltou a marcar gols -o 10º no campeonato-, também sentiu-se aliviado com a vitória. “Sabíamos da nossa responsabilidade, e essa vitória traz tranquilidade. O grupo provou que tem competência. Teve garra, honrou a camisa. A pressão da torcida é compreensível, mas sabíamos do nosso potencial.”

Antes do início da partida, a torcida não gritou o nome de Viola, optando pelo coro: “Viola, joga bola e vai embora”.

O próximo jogo do Santos será contra a Lusa, na quinta, no Canindé. O técnico Cabralzinho não contará com o zagueiro Galván, suspenso.