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Jogos inesquecíveis


Corinthians 2 x 3 Santos

Data: 15/12/2002, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 74.586 pagantes
Renda: R$ 1.152.809,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Fabinho, Fábio Luciano e Fabrício (C); Maurinho e Fábio Costa (S).
Gols: Robinho (37-1); Deivid (30-2), Anderson (39-2), Elano (43-2) e Léo (47-2).

CORINTHIANS
Doni; Rogério, Fábio Luciano, Ânderson e Kléber; Fabinho (Fabrício), Vampeta e Renato; Deivid, Guilherme (Leandro) e Gil.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Robert/Michel); Robinho e William (Alexandre).
Técnico: Emerson Leão



Santos conquista o Brasileiro e sai da fila de 18 anos

O Brasileiro-2002 coroou neste domingo o time de melhor futebol do campeonato. O Santos bateu novamente o Corinthians em jogo emocionante no Morumbi, por 3 a 2, e conquistou seu primeiro título importante nos últimos 18 anos.

A equipe da Vila Belmiro, campeã paulista de 1984, também não levantava uma taça de âmbito nacional havia 34 anos, desde que venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968.

Comandado por Emerson Leão, o time encantou o país com toques rápidos, uma forte marcação, muita garra e a genialidade da dupla teen Diego, 17, e Robinho, 18.

“Fui várias vezes campeão como jogador, até em Mundial. Mas o êxtase da minha carreira foi hoje”, disse Leão.

O Santos, que entrou em campo sem seu maior artilheiro (Alberto com 12 gols estava suspenso), sofreu um baque logo aos 2min de jogo. O meia Diego sentiu distensão muscular na coxa esquerda em seu primeiro lance e deixou o campo.

Entrou Robert, único remanescente da final de 1995, quando perdeu para o Botafogo.

Daí começou a brilhar um coadjuvante que passou a jogar somente nos mata-matas. O goleiro Fábio Costa fez três defesas espetaculares, em cabeçadas à queima-roupa de Guilherme (duas) e Fábio Luciano.

No final do primeiro tempo, ressurgiu outro herói. Robinho recebeu a bola e começou a “dançar” em frente ao lateral Rogério. Tocou na frente e sofreu pênalti, que o próprio atacante cobrou para abrir o placar.

No segundo tempo, o Corinthians virou com Deivid e Ânderson, ambos de cabeça.

Faltando apenas um gol para o título do rival, Robinho voltou a ser o diferencial.

Em dois contra-ataques, definiu a vitória. No primeiro, o atacante driblou Fábio Luciano e tocou para Elano apenas completar para o gol. E, no segundo, tentou passar por Vampeta e Rogério, a bola sobrou para Léo, que passou por um zagueiro e chutou no ângulo.

Feitos

Além do fim do jejum de 18 anos, o Santos de 2002 entrou para a história como o time mais novo a sagrar-se campeão brasileiro, com média de 22 anos e cinco meses.

O meia Diego se tornou o jogador mais novo a levantar o mais prestigiado troféu do país, aos 17 anos, nove meses e 13 dias. Diego “roubou” o título do ex-atacante Careca, que ganhou pela primeira vez o título da competição em 1978 pelo Guarani, aos 17 anos, dez meses e oito dias.

A equipe da Vila Belmiro se tornou o maior carrasco do Corinthians na história. Nunca o time do Parque São Jorge fora derrotado cinco vezes seguidas por um arqui-rival numa mesma temporada.

Emerson Leão se redimiu da passagem frustrada pela seleção brasileira e atingiu sua 100ª vitória em Brasileiros. Também conquistou como técnico (bicampeão) o sucesso que obteve como jogador (tricampeão).

Leão: “Título não poderia ser de outro”

Treinador afirma que sua equipe não se abalou quando o Corinthians fez 2 x 1 na partida deste domingo, no Morumbi.

O técnico do Santos, Emerson Leão, afirmou após a vitória por 3 x 2 que sua equipe – mesmo tendo terminado a fase de classificação do Brasileiro em 8º lugar – mereceu conquistar a competição.

“Jogamos seis vezes e vencemos cinco. O título não poderia ficar com outra equipe”, disse Leão, referindo-se ao desempenho do time no “mata-mata”.

“Sofremos 2 x 1 e não ficamos nervosos. Eles (os jogadores) estão de parabéns. Não mostraram em nenhum momento que estavam abalados. O nosso emocional foi fundamental para passar pelo São Paulo, Grêmio e Corinthians”, comentou.

O treinador considerou fundamental as duas vitórias diante do São Paulo.

“Não ganhamos o título hoje, contra o Corinthians. Tínhamos certeza do título ao passar pelo São Paulo. Para mim, eles ainda são o melhor time do Brasileiro. Por isso, ganhamos muito confiança ao passar por eles”, disse Leão.

Para o comandante santista, o mérito da conquista esteve na simplicidade da equipe. “Apesar de serem jovens, sempre atuaram da mesma maneira”.

Questionado sobre a saída de Diego no início do primeiro tempo, Leão disse que o reserva Robert foi um dos melhores jogadores em campo. “Ele foi sensacional. Sua partida foi irrepreensível”.

Leão também respondeu aos torcedores, que mantinhas as faixas de ponta cabeça nos estádios. “Agora não vai ter mais faixa de cabeça para baixo. Somos um time que representa uma cidade e todos agora estão em festa”, afirmou o treinador, que completou.

“Não vamos comemorar na Avenida Paulista. Vamos para a Vila Belmiro, que é nossa casa”, emendou.

Seleção Brasileira

Emerson Leão também falou sobre uma possível volta ao comando da Seleção Brasileira. “Com ele lá, não voltou nunca mais”, comentou, referindo-se ao presidente Ricardo Teixeira.

Mas Leão foi mais incisivo. Disse que o título deste domingo (15) foi um dos dias mais felizes de sua vida.

“Estou sentindo felicidade ao contrário de quando me deram facada na seleção”, disse, lembrando de quando foi demitido por Teixeira, logo após a Copa das Confederações de 2001.

“As feridas do meu coração vão se fechar com essas crianças do Santos”, falou.

Gil afirma que o Santos mereceu a vitória

O atacante Gil, do Corinthians, acredita que o Santos mereceu a vitória na final do Campeonato Brasileiro. O time santista fez 3 a 2 no rival e conquistou o inédito título.

“(O título) ficou com a equipe que mereceu. Não podemos desmerecer a equipe deles. Ficou com quem mereceu, mas eu queria que o troféu fosse para o Parque São Jorge”, disse.

Segundo o atacante corintiano, o Santos parou o lado esquerdo do Corinthians. “Esse é um mérito que o Santos conseguiu ter. Parou o nosso lado forte e conseguiu o título. Mas temos que sair daqui de cabeça erguida”, afirmou.

Gil lembrou que o Corinthians precisou abrir-se em campo quando vencia por 2 a 1 e acabou sofrendo mais dois gols e perdendo o jogo decisivo.

“Conseguimos fazer os gols, mas depois de um certo momento, a gente se abriu e demos o contra-ataque para o Santos”, disse Gil, autor do cruzamento para Deivid marcar um dos gols corintianos.

O atacante do Corinthians também agradeceu ao apoio da torcida. “A torcida reconhece nosso esforço, nosso trabalho. E nós reconhecemos o apoio deles. A torcida está nos apoiando e precisa nos apoiar agora na Libertadores”, terminou.



Veja abaixo o vídeo do jogo na íntegra:
Crédito: Canal do youtube de wagnermendesjr


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1 e 2.

Santos 2 x 0 Corinthians

Data: 08/12/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 58.534
Renda: R$ 858.099,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Preto (S), Alberto(S) e Renato(C)
Gols: Alberto (15-1) e Renato (43-2).

SANTOS:
Fábio Costa; Michel, Preto, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Alberto.
Técnico: Emerson Leão.

CORINTHIANS:
Doni; Rogério, Fábio Luciano, Scheidt e Kléber; Vampeta, Fabrício e Renato (Leandro); Deivid (Marcinho), Guilherme e Gil.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.


Santos vence por 2 a 0 e está próximo de sair da fila

O Santos deu hoje um importante passo para conquistar o inédito título do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Corinthians por 2 a 0, no estádio do Morumbi, em São Paulo.Para sagrar-se campeão do Brasileiro pela primeira vez, o Santos pode até perder a partida de volta por um gol de diferença.

Caso o Corinthians vença por dois gols de vantagem, o time do Parque São Jorge conquistará seu quarto título do Nacional, uma vez que a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira possui ao seu favor a vantagem de jogar por dois resultados iguais por ter terminado à frente do adversário na fase de classificação (o Corinthians terminou em terceiro e o Santos em oitavo).

O Santos não conquista um título de expressão há quase dezoito anos. A última ocasião aconteceu em dezembro de 1984, quando o comandado pelo técnico Chico Formiga ganhou o Campeonato Paulista em cima do próprio Corinthians, com um gol anotado pelo atacante Serginho Chulapa.

Mesmo não podendo jogar em casa devido os laudos apresentado pela da prefeitura de Santos e da Polícia Militar que mostraram que o estádio da Vila Belmiro tem capacidade para 20 mil torcedores (o regulamento da competição estabele que estádio possua 25 mil lugares), o Santos partiu para cima do Corinthians logo no início do jogo, apesar da forte chuva que assolou a cidade de São Paulo.

A primeira chance de gol da equipe da Baixada Santista ocorreu logo aos 3min. O meia Diego fez boa jogada e deixou Alberto na cara do goleiro Doni. Mas o juiz Antônio Pereira da Silva marcou impedimento.

Oito minutos depois, Léo invadiu a área pela meia direita e chutou cruzado, Doni espalmou e, no rebote, quando Alberto ía concluir o bandeirinha marcou novo impedido do time santista.

Mas o gol do Santos não demorou para sair. Aos 16min, Diego deu um passe perfeito para Alberto, que só tocou na saída do goleiro Doni, fazendo o primeiro gol do jogo e o seu 12ª no Brasileiro.

Minutos depois do gol, o atacante Robinho acertou uma entrada violenta no tornozelo de Deivid, mas o juiz mandou seguir a jogada e nem mostrou o amarelo ao jogador santista.

O Corinthians só levou perigo ao gol santista aos 28min. Vampeta tocou para Rogério, o lateral tocou para Guilherme livre, mas o atacante chutou por cima do gol de Fábio Costa.

Aos 36min, Alberto recebeu passe de Michel e marcou novamente, mas Antônio Pereira da Silva marcou mais um impedimento.

Apesar de trabalhar a bola como mandava o técnico Parreira, o Corinthians não conseguiu vencer a boa marcação santista, que quase amplia o placar aos 41min novamente com Alberto, que novamente marcou, só que em impedimento.

No segundo tempo, o Corinthians voltou melhor e quase empatou a partida com Guilherme aos 7min. O atacante recebeu livre na área, mas na hora do chute foi travado pelo zagueiro Alex.

A pressão aumentou e Kléber quase igualou o placar aos 12min. O lateral corintiano tentou o cruzamento e quase mandou direto para o gol de Fábio Costa que só olhou a bola passar ao lado do gol.

O Santos só foi ao ataque aos 15min. Diego tocou para Robinho, que, livre na área driblou o goleiro Doni e no momento de concluir o zagueiro Fábio Luciano afastou o perigo, chutando a bola para o escanteio.

Três minutos depois, os santistas tiveram nova chance com o meia Elano que bateu de primeira o cruzamento de Léo, mas Doni fez a defesa.

Aos 28min, Alberto invadiu a área, driblou Doni e tentou cavar o pênalti. O árbitro Antônio Pereira da Silva não marcou nada e ainda deu cartão amarelo para o santista. Foi o seu terceiro do atacante e ele não jogará a partida decisiva no próximo domingo.

O Santos se fechava atrás e nos contra-ataques levava muito perigo ao gol corintiano. Aos 43min, Robinho aproveitou e lançou para Renato, o volante com muita calma tocou por cima do goleiro Doni e deu números finais a partida.

Fontes: Jornal Folha de São Paulo e Revista Lance.


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1, 2 e 3.

Grêmio 1 x 0 Santos

Data: 04/12/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 31.396
Renda: R$ 278.605,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Tinga, Adriano e Roger (G); Maurinho, André Luís e Paulo Almeida (S).
Cartões vermelhos: Samuel e Maurinho
Gol: Rodrigo Fabri (23-2).

GRÊMIO:
Grêmio: Danrlei; Adriano, Samuel e Roger; Ânderson Lima, Gavião (César), Tinga (Lauro), Rodrigo Fabri e Gilberto; Luís Mário (Émerson) e Rodrigo Mendes.
Técnico: Tite

SANTOS:
Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Alexandre); Robinho (Robert) e Alberto.
Técnico: Emerson Leão


Santos perde, mas vai à final e à Libertadores-03

Apesar de ter jogado o tempo todo pressionado pelo Grêmio e pela torcida gaúcha, o Santos conseguiu perder apenas pelo placar mínimo no estádio Olímpico, em Porto Alegre, e se classificou para a final do Campeonato Brasileiro de 2002.

Seu adversário na decisão é o Corinthians, que virou sobre o Fluminense por 3 a 2. O primeiro jogo deve ser na Vila Belmiro, no domingo.

O clube da Baixada Santista podia perder por dois gols de diferença, pois havia ganho por 3 a 0 no jogo de ida, no último domingo.

Por um lado, o Grêmio também comemorou. Obteve a quarta e última vaga na Libertadores-03, graças ao Corinthians, que já tinha vaga no torneio (campeão da Copa do Brasil). O Fluminense teve desempenho inferior.

O resultado deixou os meninos da Vila com chance de conquistar o inédito título do Brasileiro e tirar o time da fila. O último triunfo importante foi em 1984, quando o clube venceu o Campeonato Paulista, ao superar o Corinthians.

Essa será a terceira vez que a equipe da Baixada vai à final. Em 1983, perdeu para o Flamengo de Zico. E, em 95, foi superado por outro carioca, o Botafogo, em arbitragem tumultuada Márcio Rezende de Freitas.

Pela terceira vez na história, o Santos elimina o Grêmio em semifinais de torneios nacionais. As duas ocasiões anteriores ocorrem pela Taça Brasil.

Em 1959, goleou os gaúchos por 4 a 1 na Vila Belmiro e, na partida de volta, ficou no empate sem gols. Quatro anos depois, venceu os dois jogos: 3 a 1 e 4 a 3. Nas duas ocasiões, enfrentou o Bahia na final, mas só conquistou o título em 63.

O único gol da partida foi anotado aos 23min do segundo tempo. Rodrigo Mendes fez bela jogada pela direita e cruzou na área. Rodrigo Fabri bateu de primeiro e fez seu 19º tento no torneio, assumindo, junto com o são-paulino Luis Fabiano, a liderança da artilharia.

Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1, 2 e 3.

Santos 3 x 0 Grêmio

Data: 01/12/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 20.000
Renda: R$ 290.966,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Cartões amarelos: Robinho, André Luís, Diego, Claudiomiro, Adriano, Elton e Rodrigo Mendes.
Cartão vermelho: Ânderson Polga
Gols: Alberto (37-1); Alberto (23-2) e Robinho (34-2).

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Michel; Paulo Almeida, Renato, Robert (Douglas) e Diego; Alberto e Robinho.
Técnico: Emerson Leão

GRÊMIO
Danrlei; Claudiomiro, Ânderson Polga, Adriano e Ânderson Lima; Émerson, Lauro (Elton), Roberto e Rodrigo Fabri (Samuel); César (Fernando) e Rodrigo Mendes.
Técnico: Tite


Golaços deixam o Santos perto da final

Com três belos gols, o Santos manteve neste domingo o tabu de nunca perder na Vila Belmiro para o Grêmio.

Para atingir sua terceira final (perdeu as decisões de 83 e 95 para Flamengo e Botafogo, respectivamente), a equipe paulista pode perder por até dois gols de diferença na quarta-feira, às 21h40, no estádio Olímpico.

Alberto foi o grande destaque da partida. Primeiro, abriu o placar num forte chute de fora da área e depois ampliou com um gol de “letra”. Na primeira fase, o atacante já havia marcado um dos mais bonitos gols do campeonato, de bicicleta, contra o Corinthians.

Maior revelação do Nacional, Robinho também fez sua parte. O técnico Tite incumbiu o pentacampeão Anderson Polga a segui-lo o tempo todo, mas não conseguiu.

Além de conseguir chutar bolas de muito perigo, forçou a expulsão do zagueiro gaúcho, que não joga a partida de volta. Para finalizar, decretou a vitória encobrindo o goleiro Danrlei.

O jogo

Necessitando fazer um bom resultado para não precisar decidir a vaga em Porto Alegre, o Santos, que contou com a grande presença dos seu torcedores (foram vendidos todos os 20 mil ingressos), partiu para cima desde de o início.

Aos 12min, o time da Baixada Santista quase abriu o marcador. Depois de um lançamento na área do Grêmio, o goleiro Danrlei saiu mal, e a bola ficou com Robinho, que chutou na rede, pelo lado de fora.

O Grêmio, que não contava com a presença de cinco titulares (Roger, Gilberto, Tinga, Gavião e Luís Mário) se preocupava apenas em segurar as descidas do rápido ataque santista e só conseguiu chegar ao gol de Fábio Costa aos 29min, quando César arriscou de fora da área, mas a bola foi longe do gol.

Sem criatividade e sendo pressionado durante todo o tempo, Tite colocou Fernando no lugar de César. Mas a alteração de nada adiantou.

Aos 37min o Santos que chegou ao primeiro gol. Alberto bateu forte de fora da área e acertou o ângulo direito de Danrlei.

Na etapa complementar o Santos continuou pressionando e quase chegou ao segundo gol aos 9min. Paulo Almeida chutou de fora da área, e Danrlei se esticou para espalmar a bola para escanteio.

Dois minutos depois Robinho passou por Ânderson Lima e pelo zagueiro Polga e na hora de concluir chutou para fora.

Mas não demorou para o Santos ampliar. Aos 23min Maurinho cruzou rasteiro e Alberto, de “letra”, empurrou para o fundo das redes.

Quatro minutos depois a situação do Grêmio ficou ainda pior. Ânderson Polga entrou com violência em Robinho e foi expulso.

Aos 30min Alberto perdeu a chance de marcar o seu terceiro gol na partida. Depois de receber um passe dentro da área e ficar sozinho frente a frente com Danrlei, o atacante tentou driblar o goleiro gremista, mas acabou sendo desarmado.

O Santos chegou ao terceiro gol aos 34min. O zagueiro André Luís lançou a bola na área e Robinho, de primeira, deu um leve toque para encobrir o goleiro Danrlei.

Nos acréscimos Robinho quase marcou o seu segundo gol no jogo. Ele recebeu um passe sozinho na área e chutou para o Danrlei fazer grande defesa.

Essa foi a segunda vitória do Santos sobre o Grêmio neste Brasileiro. Na primeira fase a equipe comandada pelo técnico Emerson Leão venceu os gaúchos por 2 a 0, na Vila Belmiro.

Fontes: Jornal Folha de São Paulo e Revista Lance.


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1, 2 e 3.

São Paulo 1 x 2 Santos

Data: 28/11/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 64.946
Renda: R$ 984.660,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (Fifa-PE)
Cartões amarelos: Ricardinho, Luis Fabiano, Ameli e Fábio Simplício (SP); Elano, Fábio Costa e Léo (S).
Gols: Luis Fabiano (04-1); Léo (14-2) e Diego (47-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Rafael (Júlio Baptista), Ameli, Jean e Gustavo Nery; Júlio Santos (Adriano), Fábio Simplício, Ricardinho e Kaká; Reinaldo (Leandro) e Luis Fabiano.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Alexandre) e Diego; Robinho e Alberto (Marcão).
Técnico: Emerson Leão


Santos elimina o melhor time do Nacional e pega o Grêmio nas semifinais

Melhor equipe da primeira fase do Campeonato Brasileiro, o São Paulo foi eliminado na noite desta quinta-feira pelo jovem time do Santos, último entre os oito classificados, que venceu por 2 a 1 no Morumbi.

Os santistas, que já haviam vencido o primeiro confronto do mata-mata por 3 a 1, na Vila Belmiro, agora pegam o Grêmio na semifinal. A primeira partida acontece no domingo, em Santos.

Com a eliminação, o São Paulo -que tem o melhor ataque e um dos times mais estelares da competição- completou 11 anos sem vencer o principal torneio do país, o que configura o seu maior jejum na história do Brasileiro.

Já o Santos volta à uma semifinal após quatro anos, foi eliminado em 98 pelo Corinthians.

As duas maiores revelações santistas -o atacante Robinho, 17, e o meia Diego, 18- participaram diretamente dos gols do time hoje: o primeiro fez bela tabela com Léo, que marcou, e o segundo decretou a vitória.

“Apostamos no valor jovem. Demos a confiança e eles estão retribuindo”, afirmou o técnico do Santos, Emerson Leão, que considerou uma injustiça o São Paulo ficar fora do Brasileiro.

Nem tanto pela técnica, mas principalmente pelas faltas e pela tensão, a partida de hoje lembrou o confronto entre São Paulo e Santos no mesmo Morumbi pela primeira fase do Brasileiro, vencido pelo primeiro por 3 a 2.

Enquanto o santista Diego, que naquele jogo comemorou um gol pisando no escudo são-paulino, era hostilizado pela torcida do rival -que ocupava quase 80% do Morumbi-, os jogadores se digladiavam em campo. A partida teve 62 faltas -a média do Brasileiro é de 52-, e o Santos bateu mais (35 a 27).

Embora a truculência tenha começado nos primeiros minutos, o juiz Wilson de Souza Mendonça só mostrou cartão após os 30min.

Ironicamente, no primeiro jogo do campeonato em que conseguiu repetir uma escalação duas vezes seguidas, o técnico Oswaldo de Oliveira viu sua formação ideal ruir, aos 27min, quando Reinaldo, que torceu o tornozelo, teve de dar lugar a Leandro.

Menos mal que o seu time já havia aberto o placar, logo aos 5min, com o artilheiro Luis Fabiano. Mas o Santos fazia uma marcação dura, dificultando as penetrações dos são-paulinos.

Time que mais desarma do Brasileiro, o Santos confirmou a característica hoje: fez 155, contra 138 do adversário.

Já o São Paulo, que terminara a primeira fase com a melhor pontaria do torneio, pecou no fundamento hoje, concluiu 22 vezes, mas errou a pontaria, só acertando seis (27%).

Se o primeiro tempo foi feio e truculento, a etapa final não foi muito diferente, mas o Santos aproveitou melhor os contra-ataques. No primeiro indício da evolução do time, Robinho ficou livre na cara de Rogério logo aos 5min, mas desperdiçou. Pouco depois, auxiliou com classe Léo a empatar o jogo.

Nem as bolas de Jean e Ricardinho no travessão alteraram os “meninos da Vila”.

Aos 45min, quando parecia certo que a vaga na semifinal estava garantida, a torcida do Santos começou a gritar “olé” e a cantar refrões para celebrar o time. Mal sabia que o melhor estava por vir, com o gol do outro destaque do time, Diego, o escolhido para Judas pelos são paulinos.

Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.