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Data: 19/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 46º rodada (última)
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Público: 36.000
Renda: R$ 445.000,00
Árbitro: Leonardo Garciba (RS)
Auxiliares: Sérgio Buttes Cordeiro Filho (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartão amarelo: Ygor (V).
Gols: Ricardinho (05-1) e Elano (30-1); Marco Brito (01-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano (Marcinho); Robinho (Basílio) e Deivid (William)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VASCO
Everton; Henrique, Fabiano (Gomes) e Daniel; Claudemir, Ygor, Coutinho, Júnior (Rubens), Rodrigo Souto (Rafael) e Diego; Marco Brito
Técnico: Joel Santana



Santos vence o Vasco e conquista o bicampeonato brasileiro

Completo, inclusive com o atacante Robinho, o Santos venceu o Vasco por 2 a 1, neste domingo, no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), e tornou-se bicampeão do Campeonato Brasileiro, na última rodada da competição.

Com o triunfo, o time da Baixada Santista, clube que mais liderou o torneio (20 das 46 rodadas), totalizou 89 pontos. O Atlético-PR, único outro time que poderia levantar o troféu, ficou no 1 a 1 com o Botafogo, em Curitiba.

Herói do primeiro título santista, conquistado em 2002, Robinho voltou a ser o centro das atenções na partida decisiva por voltar ao time. O joigador ficou seis partidas afastado devido ao seqüestro de sua mãe, Marina, que terminou nna sexta após 41 dias.

O título nacional de 2004 rendeu ao Santos a melhor seqüência no topo do Brasileiro na história. Após ter sido campeão há dois anos, também foi vice em 2003, no primeiro ano da fórmula que premiou a equipe que computou mais pontos após turno e returno. Com isso, o time superou o São Paulo, que foi duas vezes vice e uma campeão entre 1989 e 1991.

O Santos também terminou a irretocável campanha deste ano com um recorde. Chegou a 103 gols e superou em um tento a marca do Cruzeiro, campeão em 2003, na época com Luxemburgo no comando.

Neste ano, Luxemburgo chegou a seu quinto título nacional e ampliou o recorde de treinador que mais conquistou Brasileiros na história. Além de ter ganho em 2003, foi campeão com o Palmeiras em 1993 e 1994 e com o Corinthians em 1998.

Apesar disso, o futuro de Luxemburgo na Vila Belmiro em 2005 ainda é incerto. Ele recebe R$ 400 mil por mês no Santos, mas tem proposta da MSI (Media Sports Investiments) para ir para o Corinthians, onde ganharia cerca de R$ 600 mil.

Outro que pode ter feito sua despedida do Santos é Robinho. O jogador tem propostas de clubes da Europa, como o Real Madrid, da Espanha.

Apesar disso, o presidente santista, Marcelo Teixeira quer a permanência do craque para o primeiro semestre de 2005, quando o clube irá disputar a Libertadores. O contrato de Robinho com o Santos vai até 2008 e multa rescisória de US$ 50 milhões.

1º tempo

Com o estádio cheio (mais de 36 mil torcedores) o Santos teve pela frente o Vasco, rival que após ter se livrado da ameaça de rebaixamento e garantido sua permanência na elite do Nacional na rodada passada, quando venceu o Atlético-PR (1 a 0), deu mostras de que não iria endurecer o jogo contra o Santos.

Prova disso, foi a ausência do craque do time carioca, o meia sérvio Petkovic, que estaria se transferindo para o Fluminense. Além disso, o técnico Joel Santana escalou a equipe com três zagueiros, seis no meio e apenas um na frente.

Apesar da falta de ritmo de jogo, Robinho –que jogou até os 20 minutos do segundo tempo para a entrada de Basílio–, teve a primeira chance de gol da partida. Aos 2min, Robinho, de cabeça, quase marcou, mas o goleiro vascaíno Everton defendeu à queima roupa.

“Graças a Deus ficou tudo bem. Meu negócio é jogar futebol”, dizia Robinho, antes do jogo, em referência ao fim do seqüestro de sua mãe, Maria de Souza, que ficou 41 dias no cativeiro e foi libertada na última sexta. Durante esse período, Robinho deixou de atuar em seis jogos do time no Nacional. Ele é co-artilheiro do time ao lado do atacante Deivid, ambos com 21 gols.

Aos 5min, o Santos chegou ao gol após cobrança de falta perto da área. O meia canhoto Ricardinho, capitão do time, colocou a bola no ângulo esquerdo.

O Vasco só assustou aos 14min, com Junior que arriscou da entrada da área, mas errou a mira.

O segundo gol santista surgiu aos 29min, quando Preto Casagrande cruzou da direita e Elano, de dentro da área, cabeceou para o fundo das redes. Na comemoração, ele homenageou Narciso, com uma camiseta com o nome do zagueiro, que está internado por problemas de saúde.

2º tempo

Aos 14min da etapa final, Robinho marcou após receber lançamento e pedalar para cima do goleiro Everton, mas o bandeira Paulo Ricardo Conceição, anulou o gol ao anotar impedimento inexistente do atacante, que estava na mesma linha do marcador.

Um minuto depois, o atacante vascaíno Marco Brito cortou o zagueiro e diminuiu.

O Santos teve que passar mandar o jogo no interior depois que o STJD lhe tirou o mando pelo mau comportamento de sua torcida, que lançou fogos de artifício e copos d’água no gramado da Vila Belmiro. Com isso, além de pagar multa, o Santos foi obrigado a jogar a 150 km de sua sede, no mínimo.

São Caetano 0 x 3 Santos

Data: 12/12/2004, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 45ª rodada (penúltima)
Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, SP.
Público: 11.616
Renda: R$ 144.414,00
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (Fifa-SP)
Cartões amarelos: Gustavo, Lúcio Flávio, Marco Aurélio, Marcinho e Triguinho (SC); Mauro, Leonardo, Fabinho, Bóvio e Deivid (S).
Cartão vermelho: Marcelo Mattos (SC).
Gols: Elano (32-1); Ricardinho (07-2, de pênalti) e Basílio (16-2).

SÃO CAETANO
Silvio Luiz; Paulo Miranda, Thiago Martinelli, Gustavo e Triguinho; Mineiro, Marcelo Mattos, Marco Aurélio (Éder) e Lúcio Flávio; Marcinho e Warley (Neto Mineiro).
Técnico: Péricles Chamusca

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Bóvio), Ricardinho e Elano (Marcinho); Deivid e Basílio (William).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos vence o São Caetano e fica a uma vitória do título do Brasileiro-2004

A vitória de 3 a 0 sobre o São Caetano, neste domingo, no estádio Anacleto Campanella, no ABC, deixou o Santos na liderança e muito próximo do título do Campeonato Brasileiro-2004, quando resta apenas uma rodada para o final da competição.

O time da Baixada, dirigido por Vanderlei Luxemburgo, chegou aos 86 pontos na tabela de classificação, um a mais do que o Atlético-PR, que também neste domingo perdeu para o Vasco, 1 a 0, no Rio.

Na última rodada, dia 19, o Santos, que perdeu o mando de jogo, enfrentará o Vasco, em São José do Rio Preto (SP). Com uma vitória, será campeão sem depender do resultado dos paranaenses. Em Belo Horizonte, o São Caetano jogará contra o Atlético-MG.

O time do ABC entrou em campo tentando esquecer o julgamento no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que lhe tirou 24 pontos no caso da morte do zagueiro Serginho. Sua diretoria recorreu e, caso recupere os pontos, voltará a ter chances de classificação na Taça Libertadores-2005. Atualmente, tem 53 pontos.

No início da partida, as primeiras chances de gol foram criadas pelo São Caetano. Aos 16min, o zagueiro Marco Aurélio, impedido, abriu o placar, mas o gol foi corretamente anulado pelo árbitro Rodrigo Martins Cintra.

Aos 23min, em sua melhor chance na etapa inicial, o time do ABC quase abriu o placar com o meio-campista Lúcio Flávio, que acertou a trave de Mauro numa cobrança de falta. Pouco depois, Mineiro avançou pela direita e chutou forte, assustando o goleiro santista.

O Santos, no entanto, foi mais eficiente quando chegou ao ataque. O meio-campista Elano, de volta à equipe depois de se recuperar de uma contusão no tornozelo direito, abriu o placar aos 32min. Ele pegou uma sobra de bola dentro da área adversária e chutou forte, sem defesa para Silvio Luiz.

Aos 38min, Elano quase ampliou num chute cruzado, no último lance de perigo da etapa inicial.

Logo aos 7min da etapa final, o Santos tratou de consolidar a vitória. Léo invadiu a área do São Caetano e foi derrubado por Marco Aurélio. Ricardinho cobrou com categoria e ampliou o resultado.

Aos 16min, Léo escapou pela esquerda e cruzou para Basílio desviar de cabeça. Depois, o Santos administrou o resultado com uma adversário que mostrou pouca força ofensiva.

Santos forte

Por quatro rodadas o Santos perseguiu o Atlético-PR sem sucesso. A uma jornada do fim do torneio, atropelou o São Caetano, contou com a ajuda do Vasco, ultrapassou os paranaenses e colocou a mão na taça do Brasileiro.

O time de Vanderlei Luxemburgo viveu um domingo perfeito. Marcou 3 a 0 no São Caetano fora de casa, vibrou ao ver o então ameaçado Vasco brecar o Atlético-PR, festejou o fim do sonho são-paulino e agora depende apenas de seus pés diante, também, do Vasco, para chegar a seu segundo troféu brasileiro.

No domingo que vem, o Santos pode sair com o título de São José do Rio Preto até com uma derrota -basta que o Atlético-PR tropece diante do desesperado Botafogo na Arena da Baixada.

Contra o Vasco, Luxemburgo tenta aumentar sua invejável lista de recordes. Tetracampeão brasileiro, pode ampliar a dianteira como o técnico mais premiado do país -Rubens Minelli e Ênio Andrade levaram três vezes a taça.

O treinador santista pode ainda conquistar seu segundo título seguido e ver sua equipe superar o recorde de gols obtido pelo seu Cruzeiro em 2003.

Na ponta de baixo da tabela, cinco equipes ainda lutam para escapar do rebaixamento.

Técnico espera conquista “mais difícil” da vida

“Vou trabalhar para que esse título fique com o Santos. Com certeza vai ser a conquista mais difícil da minha carreira. Não vou deixar essa chance escapar.”

É com esse pensamento que o técnico Vanderlei Luxemburgo vai preparar a equipe para o último jogo do Brasileiro, no próximo domingo, contra o Vasco, em São José do Rio Preto, para ficar com o título.

Após a vitória de ontem no estádio Anacleto Campanella, Luxemburgo já traçou a sua estratégia de trabalho e disse que vai cobrar ainda mais de seus comandados. “O comprometimento agora vai ter de ser total. Quem tiver alguma diferença com o outro vai ter de superar porque cumprimos o nosso objetivo de chegar na última rodada dependendo só da gente. E sem clima de já ganhou. A vitória sobre o Vasco e o título vão refletir tudo o que fizemos durante o campeonato.”

E nem mesmo a informação divulgada pelas TVs dizendo que Eurico Miranda iria colocar um time misto para jogar contra o Santos em Rio Preto o fez desviar do foco. “Vou preparar o time para pegar o Vasco. E tenho certeza de que a torcida vai nos apoiar e vai tomar a cidade de Rio Preto para nos ajudar”, completou o técnico.

Ricardinho lidera time e cai nas graças da torcida

Número 8 às costas da camisa branca do Santos e faixa de capitão no braço esquerdo, Ricardinho deixou o estádio Anacleto Campanella como o mais celebrado jogador da equipe.

Com a conversão do pênalti sofrido por Léo, o meia marcou pela décima vez com a camisa do Santos e se tornou o autor do 100º gol da equipe da Vila Belmiro neste Brasileiro.

“Pênalti é sempre uma grande responsabilidade. Ainda mais hoje [ontem] porque estava só 1 a 0”, disse ele, que liderou a comemoração após os dois últimos gols e teve seu nome gritado pela torcida.

Próximo de conquistar seu terceiro título nacional – o primeiro fora do Corinthians-, o meia se destacou ontem. Ele foi o jogador mais acionado do Santos, com 30 bolas recebidas e teve o melhor aproveitamento de passes: 88,6%. O meia destacou-se ainda nos cruzamentos (sete), nos lançamentos (dois) e na marcação, com cinco desarmes.

O desempenho de Ricardinho marca sua volta por cima após a passagem pelo São Paulo, de onde saiu, em 2004, com sua imagem arranhada e seu futebol contestado e uma obscura passagem pelo Middlesbrough (ING).



Zé Elias relembra quando Luxemburgo irritou-se e deixou o treino por conta dos jogadores por 3 dias

Em 26/09/2019, durante o programa da ESPN, o ex-volante Zé Elias contou uma curiosidade sobre a semana que antecedeu esta partida.

Zé Elias relembrou que alguns jogadores do Santos cometeram atos de indisciplina que irritaram Luxemburgo. Irritado, o técnico então deixou os treinamentos sob responsabilidade dos jogadores por 3 dias, na reta final do Brasileirão de 2004, e ameaçou jogar o ocorrido para a imprensa caso eles não correspondessem em campo.

O Santos atropelou o São Caetano no Anacleto por 3 a 0 na penúltima rodada, tomou a liderança do Atlético-PR e acabou conquistando o título. Veja o vídeo abaixo.

Santos inicia seu mata-mata particular

Vitória na “partida de ida” no ABC credenciará time a enfrentar o Vasco com chances de chegar ao título nacional

O Brasileiro é de pontos corridos, mas para o Santos o campeonato ganhou em suas duas últimas rodadas circunstâncias de um mata-mata valendo o título.

O time de Vanderlei Luxemburgo encara o São Caetano hoje, às 16h, no Anacleto Campanella, dependendo só de si para ter o que fazer diante do Vasco, na última rodada, em São José do Rio Preto.

“É um mata-mata, só que a gente vai ter que vencer o São Caetano para ter o direito de fazer o jogo de volta contra o Vasco”, afirmou o meia Ricardinho, na concentração do time num hotel em Atibaia, interior paulista.

Se vencer, a equipe do litoral empurra a decisão do Brasileiro para a última rodada. Hoje, está a dois pontos do Atlético-PR e sabe há muitas rodadas que esperar tropeços de Washington e companhia é tarefa ingrata.

O único desfalque certo é o atacante Robinho (artilheiro da equipe com 21 gols, ao lado de Deivid), que enfrenta problemas particulares. Elano pode voltar à equipe depois de passar quase um mês fora por lesão no tornozelo. Ricardinho e Basílio, que sentiam dores musculares, devem atuar.

Se confirmar esse trio ao lado de Deivid, Luxemburgo terá em campo os responsáveis por 58 dos 98 gols do Santos no Brasileiro, o que aumenta as chances de a equipe alcançar a marca dos cem tentos no Anacleto Campanella.

Só não pode deixar um azulão pousar de novo em sua sorte. O Santos nunca venceu o São Caetano pelo Brasileiro. Até hoje, só um empate foi bom negócio para o atual vice-líder, em cinco jogos.

No retrospecto total, a balança ainda pende para o São Caetano. Em 13 jogos, foram cinco vitórias azuis contra quatro santistas.

Neste ano, a equipe do ABC foi particularmente cruel com o Santos. Em casa, eliminou-o do Paulista com uma goleada de 4 a 0 e, no primeiro turno do Brasileiro, venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, gol de Fabrício Carvalho.

Ricardinho, contudo, não tem medo do ocorrido contra o São Caetano. “Não são as partidas do passado que vão determinar se a gente vai ganhar ou perder. Tabu é uma palavra criada para falar de algo que vai ser quebrado. Pode demorar mais ou menos, mas uma hora acaba”, afirma o meia.

Diante do rival, Luxemburgo assume uma postura respeitosa. “O São Caetano é possivelmente a equipe que contratou melhor neste ano. Os caras vão jogar sem cinco titulares e, quando você olha o time deles, ainda vê uma equipe competitiva”, declarou o técnico.

O time do ABC, que disputava vaga na Taça Libertadores até perder 24 pontos no STJD na semana passada pelo caso Serginho, não terá Ceará, Dininho, Euller e Fabrício Carvalho, suspensos, e Anderson Lima, lesionado.

Os desfalques mais sentidos serão os dois últimos, já que a combinação das bolas paradas de Anderson Lima com o jogo aéreo de Fabrício Carvalho era a principal arma ofensiva do time de Péricles Chamusca. As novidades são a volta de Silvio Luiz ao gol, recuperado de lesão na coxa, e Warley e Marcinho atuando no ataque.


Santos 5 x 1 Grêmio

Data: 05/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º Turno – 44ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Público: 12.620
Renda: R$ 169.571,00
Árbitro: Edílson Soares da Silva (RJ)
Cartões amarelos: Alex Xavier e Baloy (G).
Gols: Ricardinho (07-1), Ávalos (13-1), Baloy (23-1), Ricardinho (26-1), Deivid (28-1); Basílio (26-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Zé Elias), Marcinho e Ricardinho (Bóvio); Deivid (Luisinho) e Basílio.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO
Márcio; Lucianinho, Baloy, Alex Xavier e Douglas; Cocito, Luciano Santos e Bruno Coutinho (Yan); Marcelinho (Renato), Roberto Santos e Claudio Pitbull (Anderson).
Técnico: Claudio Duarte



Santos goleia o Grêmio, mas continua atrás do líder Atlético-PR

O Santos goleou o rebaixado Grêmio por 5 a 1, neste domingo, no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), mas a vitória de virada do Atlético-PR sobre o São Caetano (5 a 2), em Curitiba, frustrou as pretensões santistas de reassumir a liderança do Brasileiro.

Após 44 rodadas e restando só mais duas para o fim da competição, o vice-líder Santos chegou a 83 pontos e continua dois atrás do time paranaense, que só depende de suas forças para ser campeão nacional.

Para o Santos erguer o troféu, será preciso vencer o São Caetano, no próximo domingo, no ABC, e o Vasco, no dia 19 (local a definir), além de torcer por um tropeço do primeiro colocado.

Com a derrota do São Caetano, somente Atlético-PR, Santos e São Paulo, que venceu o Vitória (4 a 1), em Salvador, e continua em terceiro com 81 pontos, permanecem como concorrentes ao título.

Para o Grêmio, apesar do vexaminoso resultado negativo, a partida não significou muita coisa: o time já fora rebaixado na 43ª rodada e continua na lanterna, com 39 pontos.

Neste domingo, Santos ganhou seu terceiro duelo fora da Vila Belmiro por imposição do STJD. Antes, havia goleado o Fluminense (5 a 0), também em São José do Rio Preto, e batido o Goiás (2 a 1), em Presidente Prudente.

Em ritmo de treino, o Santos, que teve cinco desfalques (Antônio Carlos, André Luís, Elano, Robinho e William), consolidou sua vitória com menos de 30 minutos de jogo. O primeiro tempo acabou com cinco gols no total, sendo quatro santistas.

O Santos marcou dois logo de cara. O meia Marcinho tocou para o atacante Basílio, que recebeu nas costas dos defensores, invadiu a área e trombou com o goleiro Márcio, num lance duvidoso em que o juiz Edílson Soares da Silva assinalou pênalti.

Aos 7min, o meia Ricardinho cobrou a penalidade no canto direito. Márcio ainda tocou na bola, que acabou entrando.

“O pênalti foi piada. Eu nem encostei no Basílio. O Santos merece o resultado, mas o pênalti não existiu”, reclamou Márcio.

Aos 13min, foi a vez de o zagueiro Ávalos pegar um rebote e fuzilar: 2 a 0. O Grêmio diminuiu com o zagueiro Baloy, aos 23min. Ele aproveitou o vacilo da defesa santista e surgiu como elemento surpresa para marcar.

Mas aos 26min, Ricardinho recebeu passe de Léo, matou no peito e tocou de pé esquerdo para o fundo das redes para fazer 3 a 1. Dois minutos depois, Basílio deu o drible da vaca em Baloy pela direita e cruzou na medida para Deivid, que pegou de voleio e ampliou: 4 a 1.

No segundo tempo, Basílio fez mais um aos 26min e fechou o placar em 5 a 1.

Paysandu 1 x 1 Santos

Data: 28/11/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 43ª rodada
Local: Estádio do Mangueirão, em Belém, PA.
Público: 24.385
Renda: R$ 284.174,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Cartões amarelos: Alexandre Fávaro, Lecheva, Alexandre, Ernani e Leonardo (P); Ávalos, Antonio Carlos e André Luiz (S).
Gols: Alonso (07-1); William (35-2).

PAYSANDU
Alexandre Fávaro; Maurinho, Alex Pinho, Flávio Tanajura e Alonso; Lecheva, Sandro, Alexandre e Ernani (Luis Fernando); Zé Augusto e Leonardo (Balão)
Técnico: Vágner Benazzi

SANTOS
Mauro; Ávalos, Antônio Carlos (Marcinho) e André Luiz; Flávio, Fabinho (William), Zé Elias (Paulo César), Ricardinho e Léo; Deivid e Basílio
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos empata com o Paysandu, mas segue próximo do Atlético-PR

O Santos “apenas” empatou por 1 a 1 com o Paysandu, neste domingo, no estádio Mangueirão, em Belém (PA), e perdeu a chance de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. O time paulista saiu atrás no placar, mas o atacante William, aos 35min do segundo tempo, igualou.

A equipe de Vanderlei Luxemburgo, no entanto, foi favorecida pelo empate do líder Atlético-PR, que ficou no 3 a 3 com o Grêmio, em Erechim (RS), após estar vencendo a partida por 3 a 0. Se tivesse vencido, o Santos seria líder, pois superaria o Atlético-PR no número de vitórias.

Antes de chegar à igualdade, o Santos desperdiçou um pênalti e teve dois gols anulados. Com o resultado, o Santos permanece na vice-liderança, com 80 pontos –dois a menos do que o Atlético-PR.

Restando três rodadas para o fim da competição, o Santos não poderá mais contar com o apoio integral de sua torcida, já que foi punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com a perda de mandos de campo e terá de jogar seus jogos restantes longe da Vila Belmiro.

No próximo domingo (dia 5 de dezembro), os santistas irão enfrentar o Grêmio, em São José do Rio Preto (SP), no estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão. No dia 12, pegam o São Caetano, no ABC, e no dia 19 encerram sua participação contra o Vasco em local ainda a definir.

Com a partida deste domingo, o Santos completou 43 dias sem atuar na Vila Belmiro. A última partida em casa foi no dia 16 de outubro, quando venceu a Ponte Preta por 4 a 0.

Já o Paysandu, que agora não ganha há seis rodadas, chegou aos 49 pontos e não afastou o fantasma da zona de rebaixamento. Os paraenses recebem o desesperado Guarani no dia 5.

O jogo

Dentro de campo, os problemas de Luxemburgo começaram pelas ausências do atacante Robinho, com problemas pessoais, e dos meias Preto Casagrande, suspenso, e Elano, machucado. Os desfalques foram sentidos logo no início do primeiro tempo.

Aos 7min, após uma bela jogada pela direita, com direito até a “drible da vaca” sobre seu marcador, o atacante Leonardo cruzou na medida para o lateral Alonso, já dentro da área, marcar de cabeça: 1 a 0.

Um minuto depois, Basílio deu o troco, também de cabeça, após cruzamento da esquerda, mas o juiz anulou o gol, aceitando a marcação de impedimento do auxiliar.

A melhor chance do Santos chegar ao empate aconteceu aos 14min, quando Alexandre Fávaro derrubou o atacante Deivid dentro a área e o árbitro assinalou pênalti. O goleiro paraense ainda levou cartão amarelo pela falta.

Alexandre Fávaro defendeu a primeira cobrança de Deivid, caindo no canto direito. O santista ainda pegou o rebote e marcou, mas o juiz mandou voltar, alegando invasão dos jogadores do Paysandu. Ai foi a vez do goleiro paraense voltar a brilhar na segunda cobrança, dessa vez no canto esquerdo.

No segundo tempo, o Santos voltou a errar nas finalizações. E quando marcava não valia. Assim como na etapa inicial o juiz anulou um gol, dessa vez de William, alegando impedimento, aos 18min.

Mas aos 35min, o insistente William mudou a história ao aproveitar, agora em condição legal, o cruzamento da esquerda do meia Ricardinho: 1 a 1.


Coritiba 0 x 1 Santos

Data: 21/11/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 42ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 9.972
Renda: R$ 136.524,00
Árbitro: Wagner Tardelli (FIFA-RJ)
Auxiliares: Aristeu L. Tavares e Hilton M. Rodrigues (ambos da FIFA-RJ)
Cartões amarelos: André Luis e Flávio (S).
Cartão vermelho: Aristizabal (C)
Gol: Deivid (20-2).

CORITIBA
Fernando; Reginaldo Nascimento, Flávio, Miranda e Adriano; Roberto Brum, Ataliba (Pepo), Capixaba e Ricardo; Tuta (Jucemar) e Laércio (Aristizábal).
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Mauro; Ávalos, Antônio Carlos e André Luís; Flávio, Fabinho, Zé Elias (Marcinho), Ricardinho e Léo (Márcio); Basílio (Luis Augusto) e Deivid.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos supera desfalques, vence o Coritiba e mantém perseguição ao Atlético-PR

O Santos superou os desfalques. Sem Robinho, Elano, Paulo César e Léo (que só jogou até os 40min do primeiro tempo), o clube paulista venceu o Coritiba por 1 a 0 neste domingo, no estádio Couto Pereira.

Com isso, o time comandado pelo técnico Wanderley Luxemburgo segue na luta pelo título do Campeonato Brasileiro. Afinal, chegou a 79 pontos e assegurou a segunda colocação. Mais do que isso, manteve a pressão em cima do líder Atlético-PR, que tem 81.

Agora, o Santos tem quatro rodadas para descontar esta diferença em relação ao clube paranaense. Na reta final, o Campeonato Brasileiro segue completamente indefinido.

E o Coritiba, mesmo com a derrota, tem motivos para comemorar. Durante a semana, muito se falou que o clube poderia fazer “corpo mole” diante do Santos para prejudicar o arqui-rival Atlético-PR, o outro candidato ao título.

Apesar da derrota, a equipe paranaense brigou muito e mostrou vontade. Porém, isso não foi suficiente para tirar o Coritiba da 13ª posição do Brasileiro, com os mesmos 54 pontos.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo. O Coritiba joga dentro de casa, no Couto Pereira, contra o Vitória. O Santos viaja para Belém e encara o Paysandu no estádio Mangueirão.

O jogo

A lista de desfalques do Santos para o jogo deste domingo contou com alguns dos principais destaques da equipe. O clube paulista não contava com o atacante Robinho, com problemas particulares, e com o meia Elano, lesionado. Além disso, durante a madrugada, o lateral-direito Paulo César começou a sentir fortes dores abdominais e foi internado.

Assim, os visitantes mostraram falta de entrosamento no início do confronto com o Coritiba. O resultado disso foi um alto indíce de passes errados. Ricardinho, responsável pela armação do Santos, pouco tocou na bola nos primeiros minutos.

Prova disso é que o Santos só chegou ao gol em lances de longa distância. Foi assim a 1min, quando Zé Elias arriscou de fora da área e mandou por cima da meta. Aos 19min, André Luís cobrou falta da intermediária e também errou o alvo, à esquerda de Fernando.

E o Coritiba mostrou muito respeito pelo vice-líder do Brasileirão. O time da casa começou muito fechado, concentrado na parte defensiva. Na frente, o centroavante Tuta estava completamente isolado e exigia pouco da defesa paulista.

A melhor oportunidade do primeiro tempo aconteceu aos 32min. Depois de boa trama no meio-campo, Léo lançou a bola para Deivid dentro da área. O camisa 9 do Santos concluiu de pé direito e carimbou o travessão de Fernando.

O lance animou o time visitante, que cresceu dentro de campo. Aos 40min, Ricardinho cobrou falta da direita e colocou a bola na cabeça de Antônio Carlos. O experiente zagueiro desviou e a bola passou à direita do goleiro do Coritiba.

Entretanto, quando vivia bom momento dentro de campo, o Santos sofreu outra baixa: o lateral-esquerdo Léo sentiu uma lesão e foi substituído por Márcio. Assim, o clube paulista perdeu uma de suas principais opções na saída de bola.

O Santos teve muito trabalho para assimilar a perda de Léo. O Coritiba evoluiu e teve a única oportunidade do primeiro tempo. Aos 44min, depois de grande jogada individual, o lateral-esquerdo Adriano cruzou para Tuta. O centroavante tocou de cabeça e Mauro defendeu com segurança.

O ímpeto ofensivo do Coritiba, contudo, não se repetiu no início do segundo tempo. O time local voltou a recuar e apenas esperou o Santos em seu campo. Entretanto, a equipe paulista não encontrou espaços para criar e chegar ao gol.

A situação só mudou quando o técnico Wanderley Luxemburgo resolveu alterar a estrutura tática da equipe. Ele tirou o volante Zé Elias, que errou muitos passes, e colocou o atacante Marcinho. Além disso, recuou um pouco o meia Ricardinho.

Atuando em uma faixa diferente do campo, Ricardinho começou a aparecer mais. E foi dos pés do capitão santista que nasceu o primeiro gol do jogo. Aos 19min, ele fez lindo lançamento para a área e o zagueiro Miranda desviou de cabeça. A bola foi em direção ao gol e Fernando defendeu. No rebote, Deivid empurrou para as redes.

O Coritiba ficou atordoado com o gol. E antes mesmo de se recuperar, teve outro problema: aos 22min, Aristizábal cometeu falta dura sobre o zagueiro Antônio Carlos e levou o cartão amarelo. Depois, por reclamação, acabou sendo excluído de campo.

Com um jogador a menos e atrás no placar, o Coritiba não demonstrou poder de reação. Melhor para o Santos, que apenas administrou o resultado e trocou passes até o apito do árbitro carioca Wagner Tardelli Azevedo.