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Data: 19/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 46º rodada (última)
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Renda: R$ 445.000,00
Público: 36.000
Árbitro: Leonardo Garciba (RS)
Auxiliares: Sérgio Buttes Cordeiro Filho (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartão amarelo: Ygor (V).
Gols: Ricardinho (05-1), Elano (30-1); Marco Brito (1-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano (Marcinho); Robinho (Basílio) e Deivid (William)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VASCO
Everton; Henrique, Fabiano (Gomes) e Daniel; Claudemir, Ygor, Coutinho, Júnior (Rubens), Rodrigo Souto (Rafael) e Diego; Marco Brito
Técnico: Joel Santana



Santos vence o Vasco e conquista o bicampeonato brasileiro

Completo, inclusive com o atacante Robinho, o Santos venceu o Vasco por 2 a 1, neste domingo, no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), e tornou-se bicampeão do Campeonato Brasileiro, na última rodada da competição.

Com o triunfo, o time da Baixada Santista, clube que mais liderou o torneio (20 das 46 rodadas), totalizou 89 pontos. O Atlético-PR, único outro time que poderia levantar o troféu, ficou no 1 a 1 com o Botafogo, em Curitiba.

Herói do primeiro título santista, conquistado em 2002, Robinho voltou a ser o centro das atenções na partida decisiva por voltar ao time. O joigador ficou seis partidas afastado devido ao seqüestro de sua mãe, Marina, que terminou nna sexta após 41 dias.

O título nacional de 2004 rendeu ao Santos a melhor seqüência no topo do Brasileiro na história. Após ter sido campeão há dois anos, também foi vice em 2003, no primeiro ano da fórmula que premiou a equipe que computou mais pontos após turno e returno. Com isso, o time superou o São Paulo, que foi duas vezes vice e uma campeão entre 1989 e 1991.

O Santos também terminou a irretocável campanha deste ano com um recorde. Chegou a 103 gols e superou em um tento a marca do Cruzeiro, campeão em 2003, na época com Luxemburgo no comando.

Neste ano, Luxemburgo chegou a seu quinto título nacional e ampliou o recorde de treinador que mais conquistou Brasileiros na história. Além de ter ganho em 2003, foi campeão com o Palmeiras em 1993 e 1994 e com o Corinthians em 1998.

Apesar disso, o futuro de Luxemburgo na Vila Belmiro em 2005 ainda é incerto. Ele recebe R$ 400 mil por mês no Santos, mas tem proposta da MSI (Media Sports Investiments) para ir para o Corinthians, onde ganharia cerca de R$ 600 mil.

Outro que pode ter feito sua despedida do Santos é Robinho. O jogador tem propostas de clubes da Europa, como o Real Madrid, da Espanha.

Apesar disso, o presidente santista, Marcelo Teixeira quer a permanência do craque para o primeiro semestre de 2005, quando o clube irá disputar a Libertadores. O contrato de Robinho com o Santos vai até 2008 e multa rescisória de US$ 50 milhões.

1º tempo

Com o estádio cheio (mais de 36 mil torcedores) o Santos teve pela frente o Vasco, rival que após ter se livrado da ameaça de rebaixamento e garantido sua permanência na elite do Nacional na rodada passada, quando venceu o Atlético-PR (1 a 0), deu mostras de que não iria endurecer o jogo contra o Santos.

Prova disso, foi a ausência do craque do time carioca, o meia sérvio Petkovic, que estaria se transferindo para o Fluminense. Além disso, o técnico Joel Santana escalou a equipe com três zagueiros, seis no meio e apenas um na frente.

Apesar da falta de ritmo de jogo, Robinho –que jogou até os 20 minutos do segundo tempo para a entrada de Basílio–, teve a primeira chance de gol da partida. Aos 2min, Robinho, de cabeça, quase marcou, mas o goleiro vascaíno Everton defendeu à queima roupa.

“Graças a Deus ficou tudo bem. Meu negócio é jogar futebol”, dizia Robinho, antes do jogo, em referência ao fim do seqüestro de sua mãe, Maria de Souza, que ficou 41 dias no cativeiro e foi libertada na última sexta. Durante esse período, Robinho deixou de atuar em seis jogos do time no Nacional. Ele é co-artilheiro do time ao lado do atacante Deivid, ambos com 21 gols.

Aos 5min, o Santos chegou ao gol após cobrança de falta perto da área. O meia canhoto Ricardinho, capitão do time, colocou a bola no ângulo esquerdo.

O Vasco só assustou aos 14min, com Junior que arriscou da entrada da área, mas errou a mira.

O segundo gol santista surgiu aos 29min, quando Preto Casagrande cruzou da direita e Elano, de dentro da área, cabeceou para o fundo das redes. Na comemoração, ele homenageou Narciso, com uma camiseta com o nome do zagueiro, que está internado por problemas de saúde.

2º tempo

Aos 14min da etapa final, Robinho marcou após receber lançamento e pedalar para cima do goleiro Everton, mas o bandeira Paulo Ricardo Conceição, anulou o gol ao anotar impedimento inexistente do atacante, que estava na mesma linha do marcador.

Um minuto depois, o atacante vascaíno Marco Brito cortou o zagueiro e diminuiu.

O Santos teve que passar mandar o jogo no interior depois que o STJD lhe tirou o mando pelo mau comportamento de sua torcida, que lançou fogos de artifício e copos d’água no gramado da Vila Belmiro. Com isso, além de pagar multa, o Santos foi obrigado a jogar a 150 km de sua sede, no mínimo.

São Caetano 0 x 3 Santos

Data: 12/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º Turno – 45ª rodada (penúltima)
Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, SP.
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (Fifa-SP)
Público: 11.616
Renda: R$ 144.414,00
Cartões amarelos: Gustavo, Lúcio Flávio, Marco Aurélio, Marcinho e Triguinho(SC). Mauro, Leonardo, Fabinho, Bóvio e Deivid (S).
Cartões vermelhos: Marcelo Mattos (SC)
Gols: Elano, aos 32 min do primeiro tempo, Ricardinho de pênalti, aos 7 min e Basílio aos 16min do segundo tempo

SÃO CAETANO
Silvio Luiz; Paulo Miranda, Thiago Martinelli, Gustavo e Triguinho; Mineiro, Marcelo Mattos, Marco Aurélio (Éder) e Lúcio Flávio; Marcinho e Warley (Neto Mineiro).
Técnico: Péricles Chamusca

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Bóvio), Ricardinho e Elano (Marcinho); Deivid e Basílio (William).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Santos vence o São Caetano e fica a uma vitória do título do Brasileiro-2004

A vitória de 3 a 0 sobre o São Caetano, neste domingo, no estádio Anacleto Campanella, no ABC, deixou o Santos na liderança e muito próximo do título do Campeonato Brasileiro-2004, quando resta apenas uma rodada para o final da competição.

O time da Baixada, dirigido por Vanderlei Luxemburgo, chegou aos 86 pontos na tabela de classificação, um a mais do que o Atlético-PR, que também neste domingo perdeu para o Vasco, 1 a 0, no Rio.

Na última rodada, dia 19, o Santos, que perdeu o mando de jogo, enfrentará o Vasco, em São José do Rio Preto (SP). Com uma vitória, será campeão sem depender do resultado dos paranaenses. Em Belo Horizonte, o São Caetano jogará contra o Atlético-MG.

O time do ABC entrou em campo tentando esquecer o julgamento no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que lhe tirou 24 pontos no caso da morte do zagueiro Serginho. Sua diretoria recorreu e, caso recupere os pontos, voltará a ter chances de classificação na Taça Libertadores-2005. Atualmente, tem 53 pontos.

No início da partida, as primeiras chances de gol foram criadas pelo São Caetano. Aos 16min, o zagueiro Marco Aurélio, impedido, abriu o placar, mas o gol foi corretamente anulado pelo árbitro Rodrigo Martins Cintra.

Aos 23min, em sua melhor chance na etapa inicial, o time do ABC quase abriu o placar com o meio-campista Lúcio Flávio, que acertou a trave de Mauro numa cobrança de falta. Pouco depois, Mineiro avançou pela direita e chutou forte, assustando o goleiro santista.

O Santos, no entanto, foi mais eficiente quando chegou ao ataque. O meio-campista Elano, de volta à equipe depois de se recuperar de uma contusão no tornozelo direito, abriu o placar aos 32min. Ele pegou uma sobra de bola dentro da área adversária e chutou forte, sem defesa para Silvio Luiz.

Aos 38min, Elano quase ampliou num chute cruzado, no último lance de perigo da etapa inicial.

Logo aos 7min da etapa final, o Santos tratou de consolidar a vitória. Léo invadiu a área do São Caetano e foi derrubado por Marco Aurélio. Ricardinho cobrou com categoria e ampliou o resultado.

Aos 16min, Léo escapou pela esquerda e cruzou para Basílio desviar de cabeça. Depois, o Santos administrou o resultado com uma adversário que mostrou pouca força ofensiva.

Santos 5 x 1 Grêmio

Data: 05/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º Turno – 44ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Público: 12.620
Renda: R$ 169.571,00
Árbitro: Edílson Soares da Silva (RJ)
Cartões amarelos: Alex Xavier e Baloy (G).
Gols: Ricardinho (07-1), Ávalos (13-1), Baloy (23-1), Ricardinho (26-1), Deivid (28-1); Basílio (26-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Zé Elias), Marcinho e Ricardinho (Bóvio); Deivid (Luizinho) e Basílio.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO
Márcio; Lucianinho, Baloy, Alex Xavier e Douglas; Cocito, Luciano Santos e Bruno Coutinho (Yan); Marcelinho (Renato), Roberto Santos e Claudio Pitbull (Anderson).
Técnico: Claudio Duarte



Santos goleia o Grêmio, mas continua atrás do líder Atlético-PR

O Santos goleou o rebaixado Grêmio por 5 a 1, neste domingo, no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), mas a vitória de virada do Atlético-PR sobre o São Caetano (5 a 2), em Curitiba, frustrou as pretensões santistas de reassumir a liderança do Brasileiro.

Após 44 rodadas e restando só mais duas para o fim da competição, o vice-líder Santos chegou a 83 pontos e continua dois atrás do time paranaense, que só depende de suas forças para ser campeão nacional.

Para o Santos erguer o troféu, será preciso vencer o São Caetano, no próximo domingo, no ABC, e o Vasco, no dia 19 (local a definir), além de torcer por um tropeço do primeiro colocado.

Com a derrota do São Caetano, somente Atlético-PR, Santos e São Paulo, que venceu o Vitória (4 a 1), em Salvador, e continua em terceiro com 81 pontos, permanecem como concorrentes ao título.

Para o Grêmio, apesar do vexaminoso resultado negativo, a partida não significou muita coisa: o time já fora rebaixado na 43ª rodada e continua na lanterna, com 39 pontos.

Neste domingo, Santos ganhou seu terceiro duelo fora da Vila Belmiro por imposição do STJD. Antes, havia goleado o Fluminense (5 a 0), também em São José do Rio Preto, e batido o Goiás (2 a 1), em Presidente Prudente.

Em ritmo de treino, o Santos, que teve cinco desfalques (Antônio Carlos, André Luís, Elano, Robinho e William), consolidou sua vitória com menos de 30 minutos de jogo. O primeiro tempo acabou com cinco gols no total, sendo quatro santistas.

O Santos marcou dois logo de cara. O meia Marcinho tocou para o atacante Basílio, que recebeu nas costas dos defensores, invadiu a área e trombou com o goleiro Márcio, num lance duvidoso em que o juiz Edílson Soares da Silva assinalou pênalti.

Aos 7min, o meia Ricardinho cobrou a penalidade no canto direito. Márcio ainda tocou na bola, que acabou entrando.

“O pênalti foi piada. Eu nem encostei no Basílio. O Santos merece o resultado, mas o pênalti não existiu”, reclamou Márcio.

Aos 13min, foi a vez de o zagueiro Ávalos pegar um rebote e fuzilar: 2 a 0. O Grêmio diminuiu com o zagueiro Baloy, aos 23min. Ele aproveitou o vacilo da defesa santista e surgiu como elemento surpresa para marcar.

Mas aos 26min, Ricardinho recebeu passe de Léo, matou no peito e tocou de pé esquerdo para o fundo das redes para fazer 3 a 1. Dois minutos depois, Basílio deu o drible da vaca em Baloy pela direita e cruzou na medida para Deivid, que pegou de voleio e ampliou: 4 a 1.

No segundo tempo, Basílio fez mais um aos 26min e fechou o placar em 5 a 1.

Paysandu 1 x 1 Santos

Data: 28/11/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º Turno – 43ª rodada
Local: Estádio do Mangueirão, em Belém, PA.
Público: 24.385
Renda: R$ 284.174,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Cartões amarelos: Alexandre Fávaro, Lecheva, Alexandre, Ernani e Leonardo (P); Ávalos, Antonio Carlos e André Luiz (S).
Gols: Alonso (07-1); William (35-2).

PAYSANDU
Alexandre Fávaro; Maurinho, Alex Pinho, Flávio Tanajura e Alonso; Lecheva, Sandro, Alexandre e Ernani (Luis Fernando); Zé Augusto e Leonardo (Balão)
Técnico: Vágner Benazzi

SANTOS
Mauro; Ávalos, Antônio Carlos (Marcinho) e André Luiz; Flávio, Fabinho (William), Zé Elias (Paulo César), Ricardinho e Léo; Deivid e Basílio
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos empata com o Paysandu, mas segue próximo do Atlético-PR

O Santos “apenas” empatou por 1 a 1 com o Paysandu, neste domingo, no estádio Mangueirão, em Belém (PA), e perdeu a chance de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. O time paulista saiu atrás no placar, mas o atacante William, aos 35min do segundo tempo, igualou.

A equipe de Vanderlei Luxemburgo, no entanto, foi favorecida pelo empate do líder Atlético-PR, que ficou no 3 a 3 com o Grêmio, em Erechim (RS), após estar vencendo a partida por 3 a 0. Se tivesse vencido, o Santos seria líder, pois superaria o Atlético-PR no número de vitórias.

Antes de chegar à igualdade, o Santos desperdiçou um pênalti e teve dois gols anulados. Com o resultado, o Santos permanece na vice-liderança, com 80 pontos –dois a menos do que o Atlético-PR.

Restando três rodadas para o fim da competição, o Santos não poderá mais contar com o apoio integral de sua torcida, já que foi punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com a perda de mandos de campo e terá de jogar seus jogos restantes longe da Vila Belmiro.

No próximo domingo (dia 5 de dezembro), os santistas irão enfrentar o Grêmio, em São José do Rio Preto (SP), no estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão. No dia 12, pegam o São Caetano, no ABC, e no dia 19 encerram sua participação contra o Vasco em local ainda a definir.

Com a partida deste domingo, o Santos completou 43 dias sem atuar na Vila Belmiro. A última partida em casa foi no dia 16 de outubro, quando venceu a Ponte Preta por 4 a 0.

Já o Paysandu, que agora não ganha há seis rodadas, chegou aos 49 pontos e não afastou o fantasma da zona de rebaixamento. Os paraenses recebem o desesperado Guarani no dia 5.

O jogo

Dentro de campo, os problemas de Luxemburgo começaram pelas ausências do atacante Robinho, com problemas pessoais, e dos meias Preto Casagrande, suspenso, e Elano, machucado. Os desfalques foram sentidos logo no início do primeiro tempo.

Aos 7min, após uma bela jogada pela direita, com direito até a “drible da vaca” sobre seu marcador, o atacante Leonardo cruzou na medida para o lateral Alonso, já dentro da área, marcar de cabeça: 1 a 0.

Um minuto depois, Basílio deu o troco, também de cabeça, após cruzamento da esquerda, mas o juiz anulou o gol, aceitando a marcação de impedimento do auxiliar.

A melhor chance do Santos chegar ao empate aconteceu aos 14min, quando Alexandre Fávaro derrubou o atacante Deivid dentro a área e o árbitro assinalou pênalti. O goleiro paraense ainda levou cartão amarelo pela falta.

Alexandre Fávaro defendeu a primeira cobrança de Deivid, caindo no canto direito. O santista ainda pegou o rebote e marcou, mas o juiz mandou voltar, alegando invasão dos jogadores do Paysandu. Ai foi a vez do goleiro paraense voltar a brilhar na segunda cobrança, dessa vez no canto esquerdo.

No segundo tempo, o Santos voltou a errar nas finalizações. E quando marcava não valia. Assim como na etapa inicial o juiz anulou um gol, dessa vez de William, alegando impedimento, aos 18min.

Mas aos 35min, o insistente William mudou a história ao aproveitar, agora em condição legal, o cruzamento da esquerda do meia Ricardinho: 1 a 1.

Coritiba 0 x 1 Santos

Data: 21/11/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 42ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 9.972
Renda: R$ 136.524,00
Árbitro: Wagner Tardelli (FIFA RJ)
Auxiliares: Aristeu L. Tavares (FIFA RJ) e Hilton M. Rodrigues (FIFA RJ)
Cartão amarelo: André Luis e Flávio (S)
Cartão vermelho: Aristizabal (C)
Gol: Deivid, aos 20min do segundo tempo

CORITIBA
Fernando; Reginaldo Nascimento, Flávio, Miranda e Adriano; Roberto Brum, Ataliba (Pepo), Capixaba e Ricardo; Tuta (Jucemar) e Laércio (Aristizábal)
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Mauro; Ávalos, Antônio Carlos e André Luís; Flávio, Fabinho, Zé Elias (Marcinho), Ricardinho e Léo (Márcio); Basílio (Luis Augusto) e Deivid
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos supera desfalques, vence o Coritiba e mantém perseguição ao Atlético-PR

O Santos superou os desfalques. Sem Robinho, Elano, Paulo César e Léo (que só jogou até os 40min do primeiro tempo), o clube paulista venceu o Coritiba por 1 a 0 neste domingo, no estádio Couto Pereira.

Com isso, o time comandado pelo técnico Wanderley Luxemburgo segue na luta pelo título do Campeonato Brasileiro. Afinal, chegou a 79 pontos e assegurou a segunda colocação. Mais do que isso, manteve a pressão em cima do líder Atlético-PR, que tem 81.

Agora, o Santos tem quatro rodadas para descontar esta diferença em relação ao clube paranaense. Na reta final, o Campeonato Brasileiro segue completamente indefinido.

E o Coritiba, mesmo com a derrota, tem motivos para comemorar. Durante a semana, muito se falou que o clube poderia fazer “corpo mole” diante do Santos para prejudicar o arqui-rival Atlético-PR, o outro candidato ao título.

Apesar da derrota, a equipe paranaense brigou muito e mostrou vontade. Porém, isso não foi suficiente para tirar o Coritiba da 13ª posição do Brasileiro, com os mesmos 54 pontos.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo. O Coritiba joga dentro de casa, no Couto Pereira, contra o Vitória. O Santos viaja para Belém e encara o Paysandu no estádio Mangueirão.

O jogo
A lista de desfalques do Santos para o jogo deste domingo contou com alguns dos principais destaques da equipe. O clube paulista não contava com o atacante Robinho, com problemas particulares, e com o meia Elano, lesionado. Além disso, durante a madrugada, o lateral-direito Paulo César começou a sentir fortes dores abdominais e foi internado.

Assim, os visitantes mostraram falta de entrosamento no início do confronto com o Coritiba. O resultado disso foi um alto indíce de passes errados. Ricardinho, responsável pela armação do Santos, pouco tocou na bola nos primeiros minutos.

Prova disso é que o Santos só chegou ao gol em lances de longa distância. Foi assim a 1min, quando Zé Elias arriscou de fora da área e mandou por cima da meta. Aos 19min, André Luís cobrou falta da intermediária e também errou o alvo, à esquerda de Fernando.

E o Coritiba mostrou muito respeito pelo vice-líder do Brasileirão. O time da casa começou muito fechado, concentrado na parte defensiva. Na frente, o centroavante Tuta estava completamente isolado e exigia pouco da defesa paulista.

A melhor oportunidade do primeiro tempo aconteceu aos 32min. Depois de boa trama no meio-campo, Léo lançou a bola para Deivid dentro da área. O camisa 9 do Santos concluiu de pé direito e carimbou o travessão de Fernando.

O lance animou o time visitante, que cresceu dentro de campo. Aos 40min, Ricardinho cobrou falta da direita e colocou a bola na cabeça de Antônio Carlos. O experiente zagueiro desviou e a bola passou à direita do goleiro do Coritiba.

Entretanto, quando vivia bom momento dentro de campo, o Santos sofreu outra baixa: o lateral-esquerdo Léo sentiu uma lesão e foi substituído por Márcio. Assim, o clube paulista perdeu uma de suas principais opções na saída de bola.

O Santos teve muito trabalho para assimilar a perda de Léo. O Coritiba evoluiu e teve a única oportunidade do primeiro tempo. Aos 44min, depois de grande jogada individual, o lateral-esquerdo Adriano cruzou para Tuta. O centroavante tocou de cabeça e Mauro defendeu com segurança.

O ímpeto ofensivo do Coritiba, contudo, não se repetiu no início do segundo tempo. O time local voltou a recuar e apenas esperou o Santos em seu campo. Entretanto, a equipe paulista não encontrou espaços para criar e chegar ao gol.

A situação só mudou quando o técnico Wanderley Luxemburgo resolveu alterar a estrutura tática da equipe. Ele tirou o volante Zé Elias, que errou muitos passes, e colocou o atacante Marcinho. Além disso, recuou um pouco o meia Ricardinho.

Atuando em uma faixa diferente do campo, Ricardinho começou a aparecer mais. E foi dos pés do capitão santista que nasceu o primeiro gol do jogo. Aos 19min, ele fez lindo lançamento para a área e o zagueiro Miranda desviou de cabeça. A bola foi em direção ao gol e Fernando defendeu. No rebote, Deivid empurrou para as redes.

O Coritiba ficou atordoado com o gol. E antes mesmo de se recuperar, teve outro problema: aos 22min, Aristizábal cometeu falta dura sobre o zagueiro Antônio Carlos e levou o cartão amarelo. Depois, por reclamação, acabou sendo excluído de campo.

Com um jogador a menos e atrás no placar, o Coritiba não demonstrou poder de reação. Melhor para o Santos, que apenas administrou o resultado e trocou passes até o apito do árbitro carioca Wagner Tardelli Azevedo