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Sucesso só na estatística, Oliveira perde o emprego

Com índices até melhores do que os do time campeão brasileiro de Luxemburgo, treinador é considerado tranqüilo demais por torcida e dirigentes dos Santos

Oswaldo de Oliveira não é mais técnico do Santos. Em uma reunião na madrugada de ontem, a diretoria da Vila Belmiro cedeu à pressão da torcida e decidiu pela saída do treinador, cuja situação ficou insustentável após o empate em 3 a 3 com o América, anteontem, pelo Campeonato Paulista.

O gerente do futebol santista, Luiz Henrique de Menezes, fez o anúncio oficial do desligamento de Oliveira pela manhã de ontem.

Para ocupar o cargo, a diretoria santista trabalha com uma lista de nomes na qual figuram o ex-corintiano Tite, o preferido, e Celso Roth, ex-Goiás, mas as negociações ontem ainda não haviam chegado a um desfecho.
Oliveira deixa o time em segundo no Paulista -sete pontos atrás do São Paulo, a seis rodadas do fim- e em terceiro no seu grupo na Libertadores, na qual teve duas derrotas em três jogos.

O fato de ambas terem sido nas altitudes andinas -contra o Bolívar, em La Paz, e a LDU, em Quito- nunca sensibilizou a torcida, que não vê o troféu desde 1963.

Comparado com o Santos do técnico Vanderlei Luxemburgo, campeão brasileiro do ano passado, o de Oliveira nem aparece tão mal nos números. Na verdade, em alguns pontos, até melhora.

O aproveitamento de pontos de Oliveira em seus 16 jogos (Paulista e Libertadores ) é de 64,6%, superando os 61,5% de Luxemburgo em 52 partidas -de Libertadores, Brasileiro e Sul-Americana.

O recém-demitido ainda obteve uma média de gols por jogo superior que o atual técnico do Real Madrid -2,38 contra 2,10.
Se comparado apenas o desempenho de ambos só contra times que disputaram o Brasileiro-04 e estão presentes no Paulista deste ano, o Santos de Oliveira melhorou nas virtudes ofensivas.

O índice de passes certos com Oliveira ficou em 88,2%, segundo o Datafolha, diante de Corinthians, Palmeiras, Guarani, Ponte Preta e São Caetano -faltou apenas enfrentar o São Paulo. Com Luxemburgo, o time teve 84,9% de acerto nos dois turnos do Nacional contra todos esses times.

Nas finalizações certas, o time de Oliveira bate o de Luxemburgo -8,8 contra 6,6 por jogo-, e a média de gols por jogo é quase igual -o demitido alcançou 1,80, contra 1,83 do antecessor.

O sistema defensivo do time do litoral, no entanto, apresentava uma queda. Com Luxemburgo, havia mais desarmes -121,7 por jogo, contra 119 de Oliveira- e mais empenho no antijogo: a média de faltas cometidas por partida era de 21,8, contra 18,2.

A maior crítica, no entanto, era ao temperamento. Enquanto Luxemburgo era visto à beira do campo, gritando com os atletas, a tranqüilidade de Oliveira nos momentos mais difíceis irritava torcida e parte da diretoria.

Fonte: Jornal Folha de SP

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, 41 anos, foi reeleito para mais um mandato (2006-2007) à frente do clube da Vila Belmiro. Ele ficará no cargo até dezembro de 2007. É a quinta gestão de Teixeira à frente do clube, a quarta consecutiva.

Teixeira derrotou o candidato da oposição (chapa 1 – Resgate Santista), o engenheiro e jornalista Paulo Schiff, por 1.335 votos a 748 votos. Houve dois votos nulos, totalizando 2.085 votos. Pelos estatutos do clube, 10.167 associados estavam aptos a votar.

Após ser declarado vencedor, Teixeira não quis falar sobre contratações para o próximo ano. Disse que trataria do assunto apenas a partir de hoje. Para o cargo de treinador, o nome mais cotado para assumir é o de Muricy Ramalho, atual técnico do Inter.


Figueirense 3 x 1 Santos

Data: 04/12/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 42ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 6.385 pagantes
Renda: R$ 39.492,00
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Sérgio Buttes C. Filho (RS) e Luiz Roberto P. Guaranha (RS)
Cartões amarelos: Vinícius (F); Heleno, Carlinhos, Rogério e Alexandre (S).
Cartão vermelho: Bóvio (S)
Gol: Alexandre (10-1); Henrique (20-2), Luiz Alberto (23-2) e Márcio Martins (30-2).

FIGUEIRENSE
Dalton, Bruno (Bolívia), Vinícius, Édson e Edno (Márcio Martins); Moreira, Henrique, Rodrigo Souto e Fernandes; Alexandre, Tiago Silvy (Cláudio).
Técnico: Adílson Batista

SANTOS
Saulo; Zé Leandro, Rogério, Luiz Alberto e Carlinhos (Alexandre); Heleno, Bóvio, Luciano Henrique (Edmílson) e Léo Lima; Basílio (Diego) e Cláudio Pitbull.
Técnico: Serginho Chulapa (interino)



Por 2006, Figueirense vence o Santos em Santa Catarina

Valendo por 2006, o Figueirense venceu o Santos por 3 a 1, neste domingo à tarde, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Os dois times apenas cumpriram tabela na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Figueirense e Santos foram para a partida já sem pretensões na atual competição. O time catarinense estava livre do rebaixamento, enquanto o paulista tinha sua vaga garantida na Copa Sul-Americana. Por isso, as duas equipes entraram com times bastante modificados.

No Figueirense, a principal ausência foi de Edmundo. Destaque do time no Brasileirão, o jogador levou o terceiro cartão amarelo um jogo antes, contra o Brasiliense. Aquela partida, inclusive, pode ter sido a despedida de Edmundo do clube, já que ele está muito próximo de voltar ao Palmeiras.

O Santos, que foi comandado pelo interino Serginho Chulapa mais uma vez, encerrou seu ano negro. Após conquistar o Brasileirão em 2004, o time alvinegro decepcionou no Paulistão, Libertadores, Copa Sul-Americana e na atual edição do nacional.

Com a vitória, o Figueirense encerra o Brasileirão em boa fase, com quatro vitórias em seus últimos cinco jogos. Já o Santos, em crise, perdeu seu sexto jogo em seus últimos oito no campeonato, incluindo a goleada por 7 a 1 sofrida diante do Corinthians.

Em casa e com público regular, o Figueirense mostrou mais disposição no primeiro tempo e criou boas chances, marcando uma vez, com Alexandre. O Santos, abusando das jogadas mais duras, teve Bóvio expulso nos acréscimos.

Na etapa final, o jogo ficou um pouco mais equilibrado, mas com leve domínio catarinense. O time da casa ainda marcou um golaço, com Henrique, enquanto Luiz Alberto, cobrando falta, diminuiu para o Santos. Márcio Martins fechou o placar.

O jogo

Melhor no jogo, o Figueirense colocou velocidade no início da partida e abriu o placar aos 10min. Fernandes chutou para o gol e Saulo defendeu. Alexandre pegou o rebote, mas o goleiro santista salvou outra vez. Em novo rebote, o mesmo Alexandre completou para o gol.

Mesmo com a desvantagem no placar, o time santista não conseguiu sair para o jogo. Os donos da casa continuaram melhor, com mais domínio e posse de bola. No entanto, não conseguiram criar novas oportunidades de gol.

Cometendo muitas faltas, o Santos, além de não ameaçar o gol do Figueirense, ainda complicou-se mais no final do primeiro tempo. Bóvio fez falta dura no meio-campo e recebeu o cartão vermelho diretamente.

No segundo tempo, os gols saíram em maior número. O Figueirense ampliou aos 20min, em lindo chute de fora da área de Henrique. Três minutos depois, Luiz Alberto, cobrando falta, diminuiu para o Santos.

Apesar do gol santista, o Figueirense continuou melhor em campo e pressionando. O terceiro gol catarinense também saiu em cobrança de falta. Márcio Martins chutou forte, a bola desviou em Alexandre e entrou.

Chulapa lamenta as falhas do Santos

Após a derrota por 3 a 1 para o Figueirense, treinador criticou erros do time, neste domingo, no Orlando Scarpelli.

A partida não poderia mudar em nada o futuro do Santos no Campeonato Brasileiro. Mas a derrota por 3 a 1 para o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, não agradou ao técnico interino Serginho Chulapa.

Após o confronto, o último no certame nacional, o comandante lamentou os erros da equipe, sobretudo nos gols marcados pelos catarinenses através de Alexandre, Henrique e Márcio Martins.

“Quando o adversário tem méritos na jogada, não posso questionar. Mas entregamos de bandeja todos os gols deles”, disse.

Com a derrota na região Sul, o Peixe não atingiu seu único objetivo na rodada final: chegar ao sexto lugar. Para piorar, a equipe despencou para a décima posição, rendimento bem abaixo ao do ano passado, quando ficou com o título.

A partir de segunda-feira, o presidente Marcelo Teixeira deve começar a definir o futuro do elenco e também sair em busca de um novo treinador. O próprio Serginho Chulapa corre por fora para ser efetivado no cargo.

O ex-atacante, porém, tem contra si Vanderlei Luxemburgo, demitido neste domingo do Real Madrid e sonho declarado da diretoria. Vadão, rebaixado com o Verdy Tokyo, do Japão, também surge com força.

Férias e futuro incerto

O Santos foi para campo ‘em férias’. Vários jogadores foram liberados pela diretoria antecipadamente. Giovanni, Fabinho, Geílson e Paulo César estavam suspensos e não poderiam jogar, assim como Zé Elias, Ávalos, Gavião, Kléber e Mauro.

A ausência mais significativa, porém, foi do meia Ricardinho. O jogador teria condições de atuar, mas também foi liberado, o que aumentou a especulação em torno de sua permanência na Vila Belmiro. No entanto, sua situação só deverá ser resolvida depois do dia dez de dezembro, data das eleições presidenciais no Santos.

Santos 2 x 1 Botafogo

Data: 27/11/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 41ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.590 pagantes
Renda: R$ 130.000,00
Árbitro: Giulliano Bozzano (DF)
Auxiliares: Renato Miguel Vieira e Enio Ferreira de Carvalho (ambos do DF)
Cartões amarelos: Frontini, Giovanni, Paulo César, Wendel, Geílson e Fabinho (S); Reinaldo, Ruy, Rafael Marques e Ramon (B).
Cartão vermelho: Scheidt (B)
Gols: Geílson (13-1); Rogério (06-2) e Ruy (46-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César (Wendel), Rogério, Luiz Alberto e Kleber; Fabinho, Rossini (Léo Lima), Bóvio (Luciano Henrique) e Giovanni; Geílson e Frontini.
Técnico: Serginho Chulapa

BOTAFOGO
Lopes; Ruy, Rafael Marques, Scheidt e Oziel; Thiago Xavier (Zé Roberto), Diguinho, Juca e Ramon (Asprilla); Caio (Ricardinho) e Reinaldo.
Técnico: Celso Roth



Santos bate Botafogo e vai à Copa Sul-Americana

O desinteresse do Santos foi superior à empolgação do Botafogo nesta 41ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, a equipe paulista venceu a carioca por 2 a 1, garantiu vaga na Copa Sul-Americana e deixou o lugar do rival na competição ameaçado.

Com este resultado, o clube santista chegou aos 59 pontos, na nona colocação, e não pode mais ficar fora dos onze primeiros. Já o Botafogo segue com 56 pontos, precisando da vitória na última rodada para garantir-se no certame internacional sem depender de outros resultados.

Sem apresentar um futebol empolgante, ambas as equipes fizeram um duelo de fraco nível técnico, mas que representou ao Santos o fim de um jejum de seis partidas sem vencer (a última vitória havia sido sobre o Vasco, em 26 de outubro) e de três sem marcar gols (o último grito de gol santista tinha acontecido na vexatória derrota por 7 a 1 para o rival Corinthians).

“Faltou um pouco mais de capricho nas finalizações. Criamos muitas oportunidades de gols, mas fiquei chateado porque poderíamos ter construídos um placar até melhor”, declarou o técnico interino do Santos, Serginho Chulapa.

Do lado do Botafogo, a derrota comprovou a irregularidade do time nesta reta final de Nacional. Tal oscilação vem impedindo que o time carioca garanta de vez vaga na Copa Sul-Americana. Há seis rodadas, o clube vence uma partida e perde a seguinte – a última seqüência de duas vitórias aconteceu em outubro, quando passou por Coritiba e Ponte Preta.

“Taticamente fizemos uma boa partida, mas tecnicamente nem tanto”, avaliou o comandante do Botafogo, Celso Roth.

A partida desta tarde marcou também o retorno do Santos à Vila Belmiro depois da punição recebida do STJD por causa da invasão no clássico remarcado contra o Corinthians. Só que a recepção da torcida não foi tão boa, já que diversos protestos aconteceram na arquibancada.

Santos e Botafogo encerram suas participações neste Campeonato Brasileiro no próximo domingo, dia 4 de dezembro, às 16h. O time paulista encara o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Já a equipe carioca recebe o Fortaleza, no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O jogo

O desinteresse do Santos contagiou o primeiro tempo da partida deste domingo contra o Botafogo. Apesar do maior ímpeto ofensivo do time carioca no começo do jogo, as chances não apareceram e os primeiros dez minutos foram sonolentos e de baixo nível técnico.

Aos 11min, porém, o atacante Geílson foi oportunista e abriu o placar na Vila Belmiro. Após cruzamento rasteiro de Kleber pela esquerda, o jogador se antecipou ao zagueiro Scheidt e desviou para o gol. O botafoguense negou a falha e elogiou o santista: “Foi mérito dele”.

O gol não mudou em nada o panorama da partida. O Santos continuou apresentando um futebol nada empolgante, e o Botafogo tocando melhor a bola, mas sem criatividade para chegar ao gol adversário. “Precisamos de um pouco mais de rapidez” analisou o meia Ramon, no intervalo.

A única chance mais real de gol do alvinegro carioca aconteceu aos 17min, quando o lateral-direito Ruy avançou pela ponta e cruzou para Reinaldo. Antes que o atacante chegasse na bola para cabecear, o goleiro Mauro afastou o perigo.

Na segunda etapa, o técnico interino do Santos, Serginho Chulapa, fez duas alterações: entraram Wendel e Léo Lima nos lugares de Paulo César e Rossini, respectivamente. E a equipe paulista foi para o ataque logo de cara. Mas o inusitado é que foi com a dupla de zaga.

Logo aos 6min, Luiz Alberto fez ótima jogada pela esquerda e cruzou para a pequena área. O atacante Frontini furou e o defensor Rogério, sem marcação alguma, chutou forte cruzado, sem chances para o goleiro Lopes.

Com o domínio da segunda etapa, o time da Vila Belmiro passou a atacar mais e manter o rival no campo de defesa. A situação do Botafogo se complicou ainda mais aos 22min, quando o zagueiro Scheidt fez falta em Léo Lima e levou o cartão vermelho.

Depois disso, porém, o Santos se acomodou com o resultado e administrou a posse de bola. O Botafogo recompôs a defesa com a entrada de Asprilla no lugar de Ramon, perdeu criatividade no meio-de-campo e conseguiu reagir apenas aos 46min, com gol de Ruy. Mas já era tarde.

Ovada da torcida

Irritada com a seqüência de maus resultados do Santos, que antes desta vitória sobre o Botafogo vinha de seis jogos sem vencer, a torcida santista protestou de maneira nada civilizada neste domingo.

No intervalo da partida, alguns torcedores arremessaram ovos contra os jogadores do Santos que caminhavam para o vestiário. “Temos de ficar tranqüilos em campo. E a torcida também tem que ficar tranqüila na arquibancada”, comentou o zagueiro Luiz Alberto.

Romildo Correa dá adeus

Citado por Edílson Pereira de Carvalho como um dos possíveis árbitros envolvidos com a máfia do apito, Romildo Correa encerrou a carreira de forma surpreendente, nesta tarde de domingo, na Vila Belmiro.

Aos 25min do segundo tempo, ele adentrou ao gramado, retirou o uniforme de cor azul que carregava o emblema da CBF, o estendeu no centro do gramado e dirigiu-se aos vestiários.

Por baixo, Correa vestia uma outra camisa com as seguintes frases: “Romildo: inocente, mas punido” e “CBF e FPF: chega”.

“Estou enojado. Fui afastado sem ter cometido nenhuma irregularidade. A arbitragem está manchada. Estou deixando o futebol por isso”, afirmou Correa, que foi afastado pela CBF à época da acusação e só voltou a trabalhar neste final de semana como quarto árbitro.

Brasiliense 1 x 0 Santos

Data: 19/11/2005, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 40ª rodada
Local: Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga, DF.
Público e renda: N/D
Árbitro: Edson Esperidião (ES)
Auxiliares: José Ricardo M. Linhares (ES) e Robson Guijansque (ES).
Cartões amarelos: Deda e Cássio (B); Matheus, Giovanni, Fabinho e Ricardinho (S).
Cartão vermelho: Matheus (S)
Gols: Igor (13-1).

BRASILIENSE
Eduardo; Dida, Dema, Jairo e Cássio; Deda (Salvino), Vampeta, Pituca e Marcelinho Carioca (André Turatto); Iranildo (Dill) e Igor.
Técnico: Márcio Bittencourt

SANTOS
Mauro; Zé Leandro, Matheus, Luiz Alberto e Kleber; Fabinho, Rossini (Rivaldo), Ricardinho e Luciano Henrique (Cláudio Pitbull); Giovanni (Rogério) e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista



Brasiliense vence apático Santos e respira

O Brasiliense agoniza, mas ainda sobrevive. Neste sábado, a equipe do Distrito Federal derrotou o desinteressado Santos por 1 a 0, em Brasília, e continua com remotas chances de se livrar do rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

“Eu sou baiano e acredito sempre em milagre”, disse o volante Vampeta, do Brasiliense.

Para que consiga o “milagre” de permanecer na elite, o time – que foi para os 41 pontos e deixou a lanterna com o Atlético-MG -, precisa vencer os próximos dois jogos que ainda realizará e torcer por tropeços do Figueirense, Coritiba, Paysandu e Atlético-MG.

Aliás, na próxima rodada terá pela frente um concorrente direto pela degola. A tabela marca o confronto contra o Figueirense para domingo, novamente na Boca do Jacaré. Depois, na última rodada o confronto será contra a Ponte Preta, em Campinas.

Já o Santos acumulou o sexto jogo seguido sem vitória. Desde de o dia 27 de outubro, quando venceu o Vasco por 3 a 1, a equipe não triunfa. De lá para cá foram cinco derrotas e apenas um empate.

Sem aspiração alguma no certame, o time segue com 56 pontos, agora na décima colocação e, mesmo com os péssimos resultados recentes, deverá garantir vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem.

“Infelizmente é mais um jogo sem vencer. E para quem está trabalhando o ano todo é complicado”, falou o meia Ricardinho.

Esta noite, o técnico Nelsinho Baptista deu oportunidade para alguns garotos no time titular, como Matheus, Zé Leandro e Rossini. Mas, contagiados pela sonolência dos veteranos Ricardinho e Giovanni, pouco produziram. Matheus, aliás, foi expulso no início do segundo tempo.

Na próxima rodada o Santos enfrenta o Botafogo, em São Paulo, no domingo. Depois encerrará sua participação no certame fora de casa, contra o Figueirense, dia 4 de dezembro.

O jogo

Antes de a bola rolar, os jogadores do Brasiliense se agarravam à remota possibilidade para não cair. “Temos três jogos e precisamos de nove pontos, além de secar os outros. É difícil, mas vamos lutar”, disse o atacante Igor.

Foi justamente o centroavante que abriu o placar logo aos 13min. Após cruzamento de Cássio, Igor subiu mais que Luiz Alberto e cabeceou com estilo, no ângulo esquerdo de Mauro.

O gol não mudou o panorama do jogo, que desde o inicio tinha um time interessado nele – o Brasiliense – e um Santos desinteressado e que errou muitos passes. Entretanto, como os anfitriões também não apresentaram um futebol vistoso, o belo gol de Igor foi o único alento de um sonolento primeiro tempo.

“Estamos deixando eles jogarem. Precisamos adiantar a marcação e ter mais autoridade em campo”, bradou o meia santista Luciano Ratinho.

Contudo, o Santos não mudou sua postura e seguiu apático em campo. Nem o fato de Nelsinho Baptista ter tirado Rossini e colocado Rivaldo melhorou a equipe, que teve Matheus expulso logo aos 15min, por falta violente em Igor.

Para recompor o time, Nelsinho Baptista sacou o inoperante meia Giovanni, que foi muito vaiado pelos poucos torcedores santistas no estádio, e colocou o zagueiro Rogério.

Com um homem a mais, o Brasiliense perdeu ótima oportunidade para ampliar aos 23min, quando Igor entrou cara a cara e chutou em cima de Mauro. Depois disso, os donos da casa pararam de forçar e apenas seguraram a vitória, que os deixam com chances de escapar do rebaixamento.

Luiz Alberto diz: ‘os meninos sentem’

Zagueiro diz que garotada do Peixe sente a pressão e não consegue render o que poderia.

Após mais um fracasso nesta reta final do Brasileirão, os jogadores do Santos procuravam explicações para o péssimo momento do time. Cabisbaixo, o zagueiro Luiz Alberto lamentou a forma com que jovens estão sendo aproveitados.

Para o defensor, os garotos que estão sendo lançado neste momento estão sentindo a enorme pressão que a equipe está sofrendo e não conseguem render o que poderiam.

“Os meninos sentem muito, porque têm uma oportunidade boa, mas num momento ruim como esse que o Santos está passando. Depois do clássico contra o Corinthians, no qual perdemos por um placar mais dilatado, o time caiu bastante de rendimento. Acho que isso tudo pesa para os meninos”, disse Luiz Alberto, que não quis citar nomes.

Entretanto, o zagueiro garante que a má fase irá acabar e diz que cabe a ele e aos demais jogadores mais rodados tranqüilizar os jovens.

“Estamos aí para dar muita força para a garotada. No que eles precisarem podem contar comigo, pois sei como eles estão se sentindo. Precisamos ajudar o Santos a voltar a vencer”, completou o zagueiro.

Nelsinho não fala, e diretoria o garante

Treinador não quis dar entrevistas após derrota para o Brasiliense. Diretor de futebol falou que pretende mantê-lo na equipe.

O técnico Nelsinho Baptista, do Santos, se recusou a dar entrevistas depois da derrota para o Brasiliense neste sábado, o sexto jogo sem vitórias (cinco derrotas e um empate). Se o treinador não quis falar sobre sua permanência ou não na Vila, a diretoria falou.

“O problema não é o treinador. O time todo atuou muito mal e sabemos que não foi por culpa do técnico. A nossa intenção é mantê-lo no comando da equipe, assim como conversei com o presidente Marcelo Teixeira”, declarou o diretor de futebol, Francisco Lopes.

Abatido com mais esta derrota, Nelsinho Baptista entrou diretamente no ônibus do clube depois que saiu do vestiário. Presente na conversa pós-jogo com o comandante, o meia Ricardinho resumiu com poucas palavras o sentimento de todos: “Ele está chateado como todo mundo está”.

O volante Fabinho, por sua vez, falou um pouco mais e, assim como a diretoria alvinegra, defendeu o treinador, jogando para o elenco santista a culpa pela má seqüência no Brasileiro.

“Quando um time grande não vence a cobrança é normal. Tenho escutado falar do técnico, mas é fácil culpar o Nelsinho. Nos não estamos assimilando o que ele passa e a culpa é nossa”, completou o meio-campista.

Elenco do Peixe não encontra explicação

Jogadores tentam, mas não conseguem explicar os péssimos resultados. Meta é vencer os jogos que restam.

“Não sei o que está acontecendo”. A frase, dita por Ricardinho após a derrota para o Brasiliense, foi repetida por todos os jogadores santistas que deram entrevistas após mais um resultado negativo.

Sem vencer há seis jogos e acumulando cinco derrotas e um empate nesta sequência, o elenco do Peixe tenta achar explicações para o péssimo momento, mas não consegue.

“Infelizmente foi mais uma rodada sem vencer. Para a gente que trabalha o ano todo fica complicado. Sinceramente não sei o que está acontecendo. A motivação que temos nesse momento é por sermos profissionais e defender o Santos”, disse Ricardinho.

“A situação está complicada, não tem nem o que falar. Temos que ter dignidade e respeito pelo clube. Quando as coisas não dão certo temos pelo menos que correr”, emendou o zagueiro Luiz Alberto.

Para ao menos terminar com dignidade o Brasileirão, o Santos terá duas oportunidades para vencer. No próximo fim-de-semana, o time recebe o Botafogo, e no dia 4 de dezembro encerra o certame contra o Figueirense, fora de casa.

Nessas duas partidas, os atletas esperam voltar a vencer e passar uma borracha neste segundo turno do Campeonato Brasileiro.

“Ninguém entra para perder e ninguém gosta de perder. O Santos tem que disputar títulos e estar na Libertadores. Temos de reverter essa situação e vencer esses dois jogos, para entrarmos zerados em 2006”, disse o volante Fabinho.