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Sucesso só na estatística, Oliveira perde o emprego

Com índices até melhores do que os do time campeão brasileiro de Luxemburgo, treinador é considerado tranqüilo demais por torcida e dirigentes dos Santos

Oswaldo de Oliveira não é mais técnico do Santos. Em uma reunião na madrugada de ontem, a diretoria da Vila Belmiro cedeu à pressão da torcida e decidiu pela saída do treinador, cuja situação ficou insustentável após o empate em 3 a 3 com o América, anteontem, pelo Campeonato Paulista.

O gerente do futebol santista, Luiz Henrique de Menezes, fez o anúncio oficial do desligamento de Oliveira pela manhã de ontem.

Para ocupar o cargo, a diretoria santista trabalha com uma lista de nomes na qual figuram o ex-corintiano Tite, o preferido, e Celso Roth, ex-Goiás, mas as negociações ontem ainda não haviam chegado a um desfecho.
Oliveira deixa o time em segundo no Paulista -sete pontos atrás do São Paulo, a seis rodadas do fim- e em terceiro no seu grupo na Libertadores, na qual teve duas derrotas em três jogos.

O fato de ambas terem sido nas altitudes andinas -contra o Bolívar, em La Paz, e a LDU, em Quito- nunca sensibilizou a torcida, que não vê o troféu desde 1963.

Comparado com o Santos do técnico Vanderlei Luxemburgo, campeão brasileiro do ano passado, o de Oliveira nem aparece tão mal nos números. Na verdade, em alguns pontos, até melhora.

O aproveitamento de pontos de Oliveira em seus 16 jogos (Paulista e Libertadores ) é de 64,6%, superando os 61,5% de Luxemburgo em 52 partidas -de Libertadores, Brasileiro e Sul-Americana.

O recém-demitido ainda obteve uma média de gols por jogo superior que o atual técnico do Real Madrid -2,38 contra 2,10.
Se comparado apenas o desempenho de ambos só contra times que disputaram o Brasileiro-04 e estão presentes no Paulista deste ano, o Santos de Oliveira melhorou nas virtudes ofensivas.

O índice de passes certos com Oliveira ficou em 88,2%, segundo o Datafolha, diante de Corinthians, Palmeiras, Guarani, Ponte Preta e São Caetano -faltou apenas enfrentar o São Paulo. Com Luxemburgo, o time teve 84,9% de acerto nos dois turnos do Nacional contra todos esses times.

Nas finalizações certas, o time de Oliveira bate o de Luxemburgo -8,8 contra 6,6 por jogo-, e a média de gols por jogo é quase igual -o demitido alcançou 1,80, contra 1,83 do antecessor.

O sistema defensivo do time do litoral, no entanto, apresentava uma queda. Com Luxemburgo, havia mais desarmes -121,7 por jogo, contra 119 de Oliveira- e mais empenho no antijogo: a média de faltas cometidas por partida era de 21,8, contra 18,2.

A maior crítica, no entanto, era ao temperamento. Enquanto Luxemburgo era visto à beira do campo, gritando com os atletas, a tranqüilidade de Oliveira nos momentos mais difíceis irritava torcida e parte da diretoria.

Fonte: Jornal Folha de SP

Figueirense 3 x 1 Santos

Data: 04/12/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 42ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 6.385 pagantes
Renda: R$ 39.492,00
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Sérgio Buttes C. Filho (RS) e Luiz Roberto P. Guaranha (RS)
Cartões amarelos: Vinícius (F); Heleno, Carlinhos, Rogério e Alexandre (S).
Cartão vermelho: Bóvio (S)
Gol: Alexandre (10-1); Henrique (20-2), Luiz Alberto (23-2) e Márcio Martins (30-2).

FIGUEIRENSE
Dalton, Bruno (Bolívia), Vinícius, Édson e Edno (Márcio Martins); Moreira, Henrique, Rodrigo Souto e Fernandes; Alexandre, Tiago Silvy (Cláudio).
Técnico: Adílson Batista

SANTOS
Saulo; Zé Leandro, Rogério, Luiz Alberto e Carlinhos (Alexandre); Heleno, Bóvio, Luciano Henrique (Edmílson) e Léo Lima; Basílio (Diego) e Cláudio Pitbull.
Técnico: Serginho Chulapa (interino)



Por 2006, Figueirense vence o Santos em Santa Catarina

Valendo por 2006, o Figueirense venceu o Santos por 3 a 1, neste domingo à tarde, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Os dois times apenas cumpriram tabela na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Figueirense e Santos foram para a partida já sem pretensões na atual competição. O time catarinense estava livre do rebaixamento, enquanto o paulista tinha sua vaga garantida na Copa Sul-Americana. Por isso, as duas equipes entraram com times bastante modificados.

No Figueirense, a principal ausência foi de Edmundo. Destaque do time no Brasileirão, o jogador levou o terceiro cartão amarelo um jogo antes, contra o Brasiliense. Aquela partida, inclusive, pode ter sido a despedida de Edmundo do clube, já que ele está muito próximo de voltar ao Palmeiras.

O Santos, que foi comandado pelo interino Serginho Chulapa mais uma vez, encerrou seu ano negro. Após conquistar o Brasileirão em 2004, o time alvinegro decepcionou no Paulistão, Libertadores, Copa Sul-Americana e na atual edição do nacional.

Com a vitória, o Figueirense encerra o Brasileirão em boa fase, com quatro vitórias em seus últimos cinco jogos. Já o Santos, em crise, perdeu seu sexto jogo em seus últimos oito no campeonato, incluindo a goleada por 7 a 1 sofrida diante do Corinthians.

Em casa e com público regular, o Figueirense mostrou mais disposição no primeiro tempo e criou boas chances, marcando uma vez, com Alexandre. O Santos, abusando das jogadas mais duras, teve Bóvio expulso nos acréscimos.

Na etapa final, o jogo ficou um pouco mais equilibrado, mas com leve domínio catarinense. O time da casa ainda marcou um golaço, com Henrique, enquanto Luiz Alberto, cobrando falta, diminuiu para o Santos. Márcio Martins fechou o placar.

O jogo

Melhor no jogo, o Figueirense colocou velocidade no início da partida e abriu o placar aos 10min. Fernandes chutou para o gol e Saulo defendeu. Alexandre pegou o rebote, mas o goleiro santista salvou outra vez. Em novo rebote, o mesmo Alexandre completou para o gol.

Mesmo com a desvantagem no placar, o time santista não conseguiu sair para o jogo. Os donos da casa continuaram melhor, com mais domínio e posse de bola. No entanto, não conseguiram criar novas oportunidades de gol.

Cometendo muitas faltas, o Santos, além de não ameaçar o gol do Figueirense, ainda complicou-se mais no final do primeiro tempo. Bóvio fez falta dura no meio-campo e recebeu o cartão vermelho diretamente.

No segundo tempo, os gols saíram em maior número. O Figueirense ampliou aos 20min, em lindo chute de fora da área de Henrique. Três minutos depois, Luiz Alberto, cobrando falta, diminuiu para o Santos.

Apesar do gol santista, o Figueirense continuou melhor em campo e pressionando. O terceiro gol catarinense também saiu em cobrança de falta. Márcio Martins chutou forte, a bola desviou em Alexandre e entrou.

Chulapa lamenta as falhas do Santos

Após a derrota por 3 a 1 para o Figueirense, treinador criticou erros do time, neste domingo, no Orlando Scarpelli.

A partida não poderia mudar em nada o futuro do Santos no Campeonato Brasileiro. Mas a derrota por 3 a 1 para o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, não agradou ao técnico interino Serginho Chulapa.

Após o confronto, o último no certame nacional, o comandante lamentou os erros da equipe, sobretudo nos gols marcados pelos catarinenses através de Alexandre, Henrique e Márcio Martins.

“Quando o adversário tem méritos na jogada, não posso questionar. Mas entregamos de bandeja todos os gols deles”, disse.

Com a derrota na região Sul, o Peixe não atingiu seu único objetivo na rodada final: chegar ao sexto lugar. Para piorar, a equipe despencou para a décima posição, rendimento bem abaixo ao do ano passado, quando ficou com o título.

A partir de segunda-feira, o presidente Marcelo Teixeira deve começar a definir o futuro do elenco e também sair em busca de um novo treinador. O próprio Serginho Chulapa corre por fora para ser efetivado no cargo.

O ex-atacante, porém, tem contra si Vanderlei Luxemburgo, demitido neste domingo do Real Madrid e sonho declarado da diretoria. Vadão, rebaixado com o Verdy Tokyo, do Japão, também surge com força.

Férias e futuro incerto

O Santos foi para campo ‘em férias’. Vários jogadores foram liberados pela diretoria antecipadamente. Giovanni, Fabinho, Geílson e Paulo César estavam suspensos e não poderiam jogar, assim como Zé Elias, Ávalos, Gavião, Kléber e Mauro.

A ausência mais significativa, porém, foi do meia Ricardinho. O jogador teria condições de atuar, mas também foi liberado, o que aumentou a especulação em torno de sua permanência na Vila Belmiro. No entanto, sua situação só deverá ser resolvida depois do dia dez de dezembro, data das eleições presidenciais no Santos.

Santos 2 x 1 Botafogo

Data: 27/11/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 41ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.590 pagantes
Renda: R$ 130.000,00
Árbitro: Giulliano Bozzano (DF)
Auxiliares: Renato Miguel Vieira e Enio Ferreira de Carvalho (ambos do DF)
Cartões amarelos: Frontini, Giovanni, Paulo César, Wendel, Geílson e Fabinho (S); Reinaldo, Ruy, Rafael Marques e Ramon (B).
Cartão vermelho: Scheidt (B)
Gols: Geílson (13-1); Rogério (06-2) e Ruy (46-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César (Wendel), Rogério, Luiz Alberto e Kleber; Fabinho, Rossini (Léo Lima), Bóvio (Luciano Henrique) e Giovanni; Geílson e Frontini.
Técnico: Serginho Chulapa

BOTAFOGO
Lopes; Ruy, Rafael Marques, Scheidt e Oziel; Thiago Xavier (Zé Roberto), Diguinho, Juca e Ramon (Asprilla); Caio (Ricardinho) e Reinaldo.
Técnico: Celso Roth



Santos bate Botafogo e vai à Copa Sul-Americana

O desinteresse do Santos foi superior à empolgação do Botafogo nesta 41ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, a equipe paulista venceu a carioca por 2 a 1, garantiu vaga na Copa Sul-Americana e deixou o lugar do rival na competição ameaçado.

Com este resultado, o clube santista chegou aos 59 pontos, na nona colocação, e não pode mais ficar fora dos onze primeiros. Já o Botafogo segue com 56 pontos, precisando da vitória na última rodada para garantir-se no certame internacional sem depender de outros resultados.

Sem apresentar um futebol empolgante, ambas as equipes fizeram um duelo de fraco nível técnico, mas que representou ao Santos o fim de um jejum de seis partidas sem vencer (a última vitória havia sido sobre o Vasco, em 26 de outubro) e de três sem marcar gols (o último grito de gol santista tinha acontecido na vexatória derrota por 7 a 1 para o rival Corinthians).

“Faltou um pouco mais de capricho nas finalizações. Criamos muitas oportunidades de gols, mas fiquei chateado porque poderíamos ter construídos um placar até melhor”, declarou o técnico interino do Santos, Serginho Chulapa.

Do lado do Botafogo, a derrota comprovou a irregularidade do time nesta reta final de Nacional. Tal oscilação vem impedindo que o time carioca garanta de vez vaga na Copa Sul-Americana. Há seis rodadas, o clube vence uma partida e perde a seguinte – a última seqüência de duas vitórias aconteceu em outubro, quando passou por Coritiba e Ponte Preta.

“Taticamente fizemos uma boa partida, mas tecnicamente nem tanto”, avaliou o comandante do Botafogo, Celso Roth.

A partida desta tarde marcou também o retorno do Santos à Vila Belmiro depois da punição recebida do STJD por causa da invasão no clássico remarcado contra o Corinthians. Só que a recepção da torcida não foi tão boa, já que diversos protestos aconteceram na arquibancada.

Santos e Botafogo encerram suas participações neste Campeonato Brasileiro no próximo domingo, dia 4 de dezembro, às 16h. O time paulista encara o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Já a equipe carioca recebe o Fortaleza, no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O jogo

O desinteresse do Santos contagiou o primeiro tempo da partida deste domingo contra o Botafogo. Apesar do maior ímpeto ofensivo do time carioca no começo do jogo, as chances não apareceram e os primeiros dez minutos foram sonolentos e de baixo nível técnico.

Aos 11min, porém, o atacante Geílson foi oportunista e abriu o placar na Vila Belmiro. Após cruzamento rasteiro de Kleber pela esquerda, o jogador se antecipou ao zagueiro Scheidt e desviou para o gol. O botafoguense negou a falha e elogiou o santista: “Foi mérito dele”.

O gol não mudou em nada o panorama da partida. O Santos continuou apresentando um futebol nada empolgante, e o Botafogo tocando melhor a bola, mas sem criatividade para chegar ao gol adversário. “Precisamos de um pouco mais de rapidez” analisou o meia Ramon, no intervalo.

A única chance mais real de gol do alvinegro carioca aconteceu aos 17min, quando o lateral-direito Ruy avançou pela ponta e cruzou para Reinaldo. Antes que o atacante chegasse na bola para cabecear, o goleiro Mauro afastou o perigo.

Na segunda etapa, o técnico interino do Santos, Serginho Chulapa, fez duas alterações: entraram Wendel e Léo Lima nos lugares de Paulo César e Rossini, respectivamente. E a equipe paulista foi para o ataque logo de cara. Mas o inusitado é que foi com a dupla de zaga.

Logo aos 6min, Luiz Alberto fez ótima jogada pela esquerda e cruzou para a pequena área. O atacante Frontini furou e o defensor Rogério, sem marcação alguma, chutou forte cruzado, sem chances para o goleiro Lopes.

Com o domínio da segunda etapa, o time da Vila Belmiro passou a atacar mais e manter o rival no campo de defesa. A situação do Botafogo se complicou ainda mais aos 22min, quando o zagueiro Scheidt fez falta em Léo Lima e levou o cartão vermelho.

Depois disso, porém, o Santos se acomodou com o resultado e administrou a posse de bola. O Botafogo recompôs a defesa com a entrada de Asprilla no lugar de Ramon, perdeu criatividade no meio-de-campo e conseguiu reagir apenas aos 46min, com gol de Ruy. Mas já era tarde.

Ovada da torcida

Irritada com a seqüência de maus resultados do Santos, que antes desta vitória sobre o Botafogo vinha de seis jogos sem vencer, a torcida santista protestou de maneira nada civilizada neste domingo.

No intervalo da partida, alguns torcedores arremessaram ovos contra os jogadores do Santos que caminhavam para o vestiário. “Temos de ficar tranqüilos em campo. E a torcida também tem que ficar tranqüila na arquibancada”, comentou o zagueiro Luiz Alberto.

Romildo Correa dá adeus

Citado por Edílson Pereira de Carvalho como um dos possíveis árbitros envolvidos com a máfia do apito, Romildo Correa encerrou a carreira de forma surpreendente, nesta tarde de domingo, na Vila Belmiro.

Aos 25min do segundo tempo, ele adentrou ao gramado, retirou o uniforme de cor azul que carregava o emblema da CBF, o estendeu no centro do gramado e dirigiu-se aos vestiários.

Por baixo, Correa vestia uma outra camisa com as seguintes frases: “Romildo: inocente, mas punido” e “CBF e FPF: chega”.

“Estou enojado. Fui afastado sem ter cometido nenhuma irregularidade. A arbitragem está manchada. Estou deixando o futebol por isso”, afirmou Correa, que foi afastado pela CBF à época da acusação e só voltou a trabalhar neste final de semana como quarto árbitro.

Brasiliense 1 x 0 Santos

Data: 19/11/2005, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 40ª rodada
Local: Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga, DF.
Público e renda: N/D
Árbitro: Edson Esperidião (ES)
Auxiliares: José Ricardo M. Linhares (ES) e Robson Guijansque (ES).
Cartões amarelos: Deda e Cássio (B); Matheus, Giovanni, Fabinho e Ricardinho (S).
Cartão vermelho: Matheus (S)
Gols: Igor (13-1).

BRASILIENSE
Eduardo; Dida, Dema, Jairo e Cássio; Deda (Salvino), Vampeta, Pituca e Marcelinho Carioca (André Turatto); Iranildo (Dill) e Igor.
Técnico: Márcio Bittencourt

SANTOS
Mauro; Zé Leandro, Matheus, Luiz Alberto e Kleber; Fabinho, Rossini (Rivaldo), Ricardinho e Luciano Henrique (Cláudio Pitbull); Giovanni (Rogério) e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista



Brasiliense vence apático Santos e respira

O Brasiliense agoniza, mas ainda sobrevive. Neste sábado, a equipe do Distrito Federal derrotou o desinteressado Santos por 1 a 0, em Brasília, e continua com remotas chances de se livrar do rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

“Eu sou baiano e acredito sempre em milagre”, disse o volante Vampeta, do Brasiliense.

Para que consiga o “milagre” de permanecer na elite, o time – que foi para os 41 pontos e deixou a lanterna com o Atlético-MG -, precisa vencer os próximos dois jogos que ainda realizará e torcer por tropeços do Figueirense, Coritiba, Paysandu e Atlético-MG.

Aliás, na próxima rodada terá pela frente um concorrente direto pela degola. A tabela marca o confronto contra o Figueirense para domingo, novamente na Boca do Jacaré. Depois, na última rodada o confronto será contra a Ponte Preta, em Campinas.

Já o Santos acumulou o sexto jogo seguido sem vitória. Desde de o dia 27 de outubro, quando venceu o Vasco por 3 a 1, a equipe não triunfa. De lá para cá foram cinco derrotas e apenas um empate.

Sem aspiração alguma no certame, o time segue com 56 pontos, agora na décima colocação e, mesmo com os péssimos resultados recentes, deverá garantir vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem.

“Infelizmente é mais um jogo sem vencer. E para quem está trabalhando o ano todo é complicado”, falou o meia Ricardinho.

Esta noite, o técnico Nelsinho Baptista deu oportunidade para alguns garotos no time titular, como Matheus, Zé Leandro e Rossini. Mas, contagiados pela sonolência dos veteranos Ricardinho e Giovanni, pouco produziram. Matheus, aliás, foi expulso no início do segundo tempo.

Na próxima rodada o Santos enfrenta o Botafogo, em São Paulo, no domingo. Depois encerrará sua participação no certame fora de casa, contra o Figueirense, dia 4 de dezembro.

O jogo

Antes de a bola rolar, os jogadores do Brasiliense se agarravam à remota possibilidade para não cair. “Temos três jogos e precisamos de nove pontos, além de secar os outros. É difícil, mas vamos lutar”, disse o atacante Igor.

Foi justamente o centroavante que abriu o placar logo aos 13min. Após cruzamento de Cássio, Igor subiu mais que Luiz Alberto e cabeceou com estilo, no ângulo esquerdo de Mauro.

O gol não mudou o panorama do jogo, que desde o inicio tinha um time interessado nele – o Brasiliense – e um Santos desinteressado e que errou muitos passes. Entretanto, como os anfitriões também não apresentaram um futebol vistoso, o belo gol de Igor foi o único alento de um sonolento primeiro tempo.

“Estamos deixando eles jogarem. Precisamos adiantar a marcação e ter mais autoridade em campo”, bradou o meia santista Luciano Ratinho.

Contudo, o Santos não mudou sua postura e seguiu apático em campo. Nem o fato de Nelsinho Baptista ter tirado Rossini e colocado Rivaldo melhorou a equipe, que teve Matheus expulso logo aos 15min, por falta violente em Igor.

Para recompor o time, Nelsinho Baptista sacou o inoperante meia Giovanni, que foi muito vaiado pelos poucos torcedores santistas no estádio, e colocou o zagueiro Rogério.

Com um homem a mais, o Brasiliense perdeu ótima oportunidade para ampliar aos 23min, quando Igor entrou cara a cara e chutou em cima de Mauro. Depois disso, os donos da casa pararam de forçar e apenas seguraram a vitória, que os deixam com chances de escapar do rebaixamento.

Luiz Alberto diz: ‘os meninos sentem’

Zagueiro diz que garotada do Peixe sente a pressão e não consegue render o que poderia.

Após mais um fracasso nesta reta final do Brasileirão, os jogadores do Santos procuravam explicações para o péssimo momento do time. Cabisbaixo, o zagueiro Luiz Alberto lamentou a forma com que jovens estão sendo aproveitados.

Para o defensor, os garotos que estão sendo lançado neste momento estão sentindo a enorme pressão que a equipe está sofrendo e não conseguem render o que poderiam.

“Os meninos sentem muito, porque têm uma oportunidade boa, mas num momento ruim como esse que o Santos está passando. Depois do clássico contra o Corinthians, no qual perdemos por um placar mais dilatado, o time caiu bastante de rendimento. Acho que isso tudo pesa para os meninos”, disse Luiz Alberto, que não quis citar nomes.

Entretanto, o zagueiro garante que a má fase irá acabar e diz que cabe a ele e aos demais jogadores mais rodados tranqüilizar os jovens.

“Estamos aí para dar muita força para a garotada. No que eles precisarem podem contar comigo, pois sei como eles estão se sentindo. Precisamos ajudar o Santos a voltar a vencer”, completou o zagueiro.

Nelsinho não fala, e diretoria o garante

Treinador não quis dar entrevistas após derrota para o Brasiliense. Diretor de futebol falou que pretende mantê-lo na equipe.

O técnico Nelsinho Baptista, do Santos, se recusou a dar entrevistas depois da derrota para o Brasiliense neste sábado, o sexto jogo sem vitórias (cinco derrotas e um empate). Se o treinador não quis falar sobre sua permanência ou não na Vila, a diretoria falou.

“O problema não é o treinador. O time todo atuou muito mal e sabemos que não foi por culpa do técnico. A nossa intenção é mantê-lo no comando da equipe, assim como conversei com o presidente Marcelo Teixeira”, declarou o diretor de futebol, Francisco Lopes.

Abatido com mais esta derrota, Nelsinho Baptista entrou diretamente no ônibus do clube depois que saiu do vestiário. Presente na conversa pós-jogo com o comandante, o meia Ricardinho resumiu com poucas palavras o sentimento de todos: “Ele está chateado como todo mundo está”.

O volante Fabinho, por sua vez, falou um pouco mais e, assim como a diretoria alvinegra, defendeu o treinador, jogando para o elenco santista a culpa pela má seqüência no Brasileiro.

“Quando um time grande não vence a cobrança é normal. Tenho escutado falar do técnico, mas é fácil culpar o Nelsinho. Nos não estamos assimilando o que ele passa e a culpa é nossa”, completou o meio-campista.

Elenco do Peixe não encontra explicação

Jogadores tentam, mas não conseguem explicar os péssimos resultados. Meta é vencer os jogos que restam.

“Não sei o que está acontecendo”. A frase, dita por Ricardinho após a derrota para o Brasiliense, foi repetida por todos os jogadores santistas que deram entrevistas após mais um resultado negativo.

Sem vencer há seis jogos e acumulando cinco derrotas e um empate nesta sequência, o elenco do Peixe tenta achar explicações para o péssimo momento, mas não consegue.

“Infelizmente foi mais uma rodada sem vencer. Para a gente que trabalha o ano todo fica complicado. Sinceramente não sei o que está acontecendo. A motivação que temos nesse momento é por sermos profissionais e defender o Santos”, disse Ricardinho.

“A situação está complicada, não tem nem o que falar. Temos que ter dignidade e respeito pelo clube. Quando as coisas não dão certo temos pelo menos que correr”, emendou o zagueiro Luiz Alberto.

Para ao menos terminar com dignidade o Brasileirão, o Santos terá duas oportunidades para vencer. No próximo fim-de-semana, o time recebe o Botafogo, e no dia 4 de dezembro encerra o certame contra o Figueirense, fora de casa.

Nessas duas partidas, os atletas esperam voltar a vencer e passar uma borracha neste segundo turno do Campeonato Brasileiro.

“Ninguém entra para perder e ninguém gosta de perder. O Santos tem que disputar títulos e estar na Libertadores. Temos de reverter essa situação e vencer esses dois jogos, para entrarmos zerados em 2006”, disse o volante Fabinho.

Santos 0 x 0 Paraná

Data: 16/11/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 39ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público e renda: partida com portões fechados.
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: César Augusto de O. Vaz (DF) e Rogério M. Oliveira (DF)
Cartões amarelos: Frontini e Geílson (S); Beto (P).

SANTOS
Mauro; Zé Leandro, Rogério, Matheus e Carlinhos (Wendell); Fabinho, Rossini, Luciano Henrique (Rivaldo), Ricardinho; Frontini (Giovanni) e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista

PARANÁ
Flávio; Neto, Daniel Marques, Aderaldo e Edinho; Pierre (Rafael Muçamba), Beto, Mario César e Thiago Neves (Éder); Borges e Sandro.
Técnico: Luiz Carlos Barbieri



Em crise, Santos só empata com o Paraná

Mostrando um futebol igual a sua fase, o Santos não saiu de um empate sem gols com o Paraná nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e amargou mais uma rodada sem vitória no Campeonato Brasileiro. O jogo foi realizado na capital devido à punição imposta ao time do litoral, que cumpriu nesta noite o terceiro e último jogo da suspensão.

Pela primeira vez de volta ao estádio em que sofreu a vexatória goleada por 7 a 1 para o Corinthians, há duas partidas, o Santos não conseguiu amenizar a difícil fase que o atormenta. Vindo de quatro derrotas, o atual campeão nacional vai encerrando de maneira melancólica sua participação.

A três rodadas do fim do Brasileirão, a equipe alvinegra possui 56 pontos e continua em oitavo lugar, na modesta briga por uma vaga na Copa Sul-Americana. O Paraná, com dois pontos a mais, aparece logo acima na classificação e mais perto do torneio internacional.

Se o time paranaense não consegue a reabilitação após perder por 2 a 0 para o Botafogo, o clima na Vila Belmiro segue da mesma maneira: tenso. Tentando superar os problemas internos para melhorar na reta final, o Santos continua exibindo o abatimento resultante das goleadas sofridas para Corinthians e Internacional.

Com Giovanni no banco de reservas até o decorrer do segundo tempo, quem mais se destacou no time de Nelsinho Baptista foi Mauro. O goleiro defendeu pênalti do artilheiro Borges na etapa final e salvou o Santos de novo vexame na competição.

“Tivemos todas as condições de sair com o resultado, com uma penalidade a nosso favor, mas infelizmente não fizemos o gol”, lamentou Flávio, camisa 1 dos visitantes.

As equipes voltam a campo neste final de semana pela 40ª rodada. No sábado, o Santos vai até o Distrito Federal, onde encara o desesperado Brasiliense no estádio Serejão, em Brasília. O Paraná, por sua vez, recebe o Flamengo no domingo, no Pinheirão, na capital paranaense.

O jogo

Precisando desesperadamente da vitória, o Santos começou a partida pressionando a saída do Paraná. E por pouco não abriu o placar logo com sete minutos de bola rolando. Zé Leandro cruzou da direita, a defesa falhou e Rogério completou de cabeça, assustando Flávio.

Aos 13min, foi a vez de Luciano Henrique levar perigo à meta paranista. O armador chutou de fora da área e a bola saiu à direita de Flávio. No outro lado do campo, Mauro só começou a trabalhar efetivamente depois dos 24min, quando afastou cruzamento perigoso.

Neto foi quem teve a primeira grande oportunidade do time tricolor na etapa inicial. Ele invadiu a área pela direita, ameaçou o cruzamento, mas acabou definindo para surpreender Mauro. O goleiro, porém, mostrou estar atento e colocou a bola pela linha de fundo.

O lance animou os visitantes, que passaram a chegar facilmente à área santista, mas pecando demais nas finalizações. Borges, aos 42min, perdeu gol claro ao fazer domínio na área e concluir à esquerda de Mauro. A bola ainda tocou a trave antes de sair.

O time de Nelsinho Baptista, nitidamente abatido, sofreu com a falta de criatividade no meio-campo. Com Giovanni no banco de reservas, o setor de armação, composto por Ricardinho e Luciano Henrique, mostrou pouco serviço nos primeiros 45 minutos.

Após o intervalo, os times voltaram mais lentos e valorizando a posse de bola. E em uma rápida troca de Carlinhos com Geílson pela esquerda, a bola sobrou para Rossini. Na entrada da área, aos 8min, ele disparou forte, de primeira, e Flávio encaixou bem.

A resposta dos paranaenses foi aos 15min. Beto invadiu a área pela direita e chutou cruzado para boa defesa de Mauro. O goleiro santista voltou a brilhar três minutos depois. Borges sofreu falta dentro da área e partiu para a cobrança de pênalti. No entanto, ele bateu quase no meio do gol e Mauro salvou o Santos.

Com Éder no lugar de Thiago Neves, o Paraná passou a pressionar nos minutos finais. Borges, após cruzamento da direita, e Éder, em disparo de fora da área, ganharam da defesa alvinegra, mas não souberam transformar as chances em gol.

O Santos também melhorou com a entrada de Giovanni no meio, porém não o suficiente para obter a vitória. Nos acréscimos, a equipe paranaense mais uma vez ficou muito perto de superar Mauro. Neto cobrou falta com categoria, a bola tocou o travessão e a linha do gol, mas não entrou.

A seqüência santista:
Data – Adversário – Placar
30/10 – Cruzeiro – 1 x 2
02/11 – Ponte Preta – 1 x 2
06/11 – Corinthians – 1 x 7
13/11 – Inter-RS – 0 x 4
16/11 – Paraná – 0 x 0



Nelsinho minimiza descarte a Giovanni

Treinador preferiu fazer testes diante do Paraná Clube, e combinou previamente que ídolo ficaria no banco de reservas.

Para não colocar mais lenha em uma fogueira que já aquece o Santos há algumas semanas, Nelsinho Baptista decidiu minimizar o descarte feito a Giovanni diante do Paraná Clube, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu.

O treinador explicou, em entrevista coletiva após a partida, que a ida do camisa 10 ao banco de reservas estava combinada com o jogador previamente, e que o intuito foi fazer observações.

“Eu respeito muito o Giovanni e confio muito nele. Nós conversamos ontem pela manhã, tomamos café juntos à noite e trocamos uma ótima idéia, e ele entendeu. Acredito que o Giovanni ainda ajudará muito ao Santos”, disse Nelsinho.

“É importante vencer sempre, mas diante da situação, fiquei satisfeito com este empate. Foi bom principalmente porque demos oportunidades aos jovens, e eu pude observar alguns deles”, emendou o técnico, referindo-se às dificuldades que culminaram com o empate sem gols.

Rossini, no meio-campo, Carlinhos, na lateral-esquerda e Frontini, no ataque, começaram como titulares. Rivaldo entrou no segundo tempo na vaga de Luciano Henrique.

“As alterações prejudicaram um pouco porque testamos jogadores que estavam sem jogar há algum tempo por causa de lesões. São os casos do Carlinhos e do Frontini, mas o Giovanni entrou em um momento muito importante e contribuiu”, analisou.

Nelsinho deixou claro que os últimos três jogos do Campeonato Brasileiro serão utilizados para a seqüência dos testes visando a formação do elenco para a próxima temporada, e afirmou que o período em Atibaia deu tranqüilidade ao grupo.

“Sem dúvida aproveitamos muito estes dias de treino lá. Foi ótimo para convivermos mais, treinar sem pressa e conversar. Além das conversas normais, tivemos contato pessoal com os atletas e isso sempre é bom. O momento é difícil, mas até o final do campeonato ele será também de observações”, afirmou.