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Santos 0 x 0 Paraná

Data: 16/11/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 39ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público e renda: partida com portões fechados.
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: César Augusto de O. Vaz (DF) e Rogério M. Oliveira (DF)
Cartões amarelos: Frontini e Geílson (S); Beto (P).

SANTOS
Mauro; Zé Leandro, Rogério, Matheus e Carlinhos (Wendell); Fabinho, Rossini, Luciano Henrique (Rivaldo), Ricardinho; Frontini (Giovanni) e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista

PARANÁ
Flávio; Neto, Daniel Marques, Aderaldo e Edinho; Pierre (Rafael Muçamba), Beto, Mario César e Thiago Neves (Éder); Borges e Sandro.
Técnico: Luiz Carlos Barbieri



Em crise, Santos só empata com o Paraná

Mostrando um futebol igual a sua fase, o Santos não saiu de um empate sem gols com o Paraná nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e amargou mais uma rodada sem vitória no Campeonato Brasileiro. O jogo foi realizado na capital devido à punição imposta ao time do litoral, que cumpriu nesta noite o terceiro e último jogo da suspensão.

Pela primeira vez de volta ao estádio em que sofreu a vexatória goleada por 7 a 1 para o Corinthians, há duas partidas, o Santos não conseguiu amenizar a difícil fase que o atormenta. Vindo de quatro derrotas, o atual campeão nacional vai encerrando de maneira melancólica sua participação.

A três rodadas do fim do Brasileirão, a equipe alvinegra possui 56 pontos e continua em oitavo lugar, na modesta briga por uma vaga na Copa Sul-Americana. O Paraná, com dois pontos a mais, aparece logo acima na classificação e mais perto do torneio internacional.

Se o time paranaense não consegue a reabilitação após perder por 2 a 0 para o Botafogo, o clima na Vila Belmiro segue da mesma maneira: tenso. Tentando superar os problemas internos para melhorar na reta final, o Santos continua exibindo o abatimento resultante das goleadas sofridas para Corinthians e Internacional.

Com Giovanni no banco de reservas até o decorrer do segundo tempo, quem mais se destacou no time de Nelsinho Baptista foi Mauro. O goleiro defendeu pênalti do artilheiro Borges na etapa final e salvou o Santos de novo vexame na competição.

“Tivemos todas as condições de sair com o resultado, com uma penalidade a nosso favor, mas infelizmente não fizemos o gol”, lamentou Flávio, camisa 1 dos visitantes.

As equipes voltam a campo neste final de semana pela 40ª rodada. No sábado, o Santos vai até o Distrito Federal, onde encara o desesperado Brasiliense no estádio Serejão, em Brasília. O Paraná, por sua vez, recebe o Flamengo no domingo, no Pinheirão, na capital paranaense.

O jogo

Precisando desesperadamente da vitória, o Santos começou a partida pressionando a saída do Paraná. E por pouco não abriu o placar logo com sete minutos de bola rolando. Zé Leandro cruzou da direita, a defesa falhou e Rogério completou de cabeça, assustando Flávio.

Aos 13min, foi a vez de Luciano Henrique levar perigo à meta paranista. O armador chutou de fora da área e a bola saiu à direita de Flávio. No outro lado do campo, Mauro só começou a trabalhar efetivamente depois dos 24min, quando afastou cruzamento perigoso.

Neto foi quem teve a primeira grande oportunidade do time tricolor na etapa inicial. Ele invadiu a área pela direita, ameaçou o cruzamento, mas acabou definindo para surpreender Mauro. O goleiro, porém, mostrou estar atento e colocou a bola pela linha de fundo.

O lance animou os visitantes, que passaram a chegar facilmente à área santista, mas pecando demais nas finalizações. Borges, aos 42min, perdeu gol claro ao fazer domínio na área e concluir à esquerda de Mauro. A bola ainda tocou a trave antes de sair.

O time de Nelsinho Baptista, nitidamente abatido, sofreu com a falta de criatividade no meio-campo. Com Giovanni no banco de reservas, o setor de armação, composto por Ricardinho e Luciano Henrique, mostrou pouco serviço nos primeiros 45 minutos.

Após o intervalo, os times voltaram mais lentos e valorizando a posse de bola. E em uma rápida troca de Carlinhos com Geílson pela esquerda, a bola sobrou para Rossini. Na entrada da área, aos 8min, ele disparou forte, de primeira, e Flávio encaixou bem.

A resposta dos paranaenses foi aos 15min. Beto invadiu a área pela direita e chutou cruzado para boa defesa de Mauro. O goleiro santista voltou a brilhar três minutos depois. Borges sofreu falta dentro da área e partiu para a cobrança de pênalti. No entanto, ele bateu quase no meio do gol e Mauro salvou o Santos.

Com Éder no lugar de Thiago Neves, o Paraná passou a pressionar nos minutos finais. Borges, após cruzamento da direita, e Éder, em disparo de fora da área, ganharam da defesa alvinegra, mas não souberam transformar as chances em gol.

O Santos também melhorou com a entrada de Giovanni no meio, porém não o suficiente para obter a vitória. Nos acréscimos, a equipe paranaense mais uma vez ficou muito perto de superar Mauro. Neto cobrou falta com categoria, a bola tocou o travessão e a linha do gol, mas não entrou.

A seqüência santista:
Data – Adversário – Placar
30/10 – Cruzeiro – 1 x 2
02/11 – Ponte Preta – 1 x 2
06/11 – Corinthians – 1 x 7
13/11 – Inter-RS – 0 x 4
16/11 – Paraná – 0 x 0



Nelsinho minimiza descarte a Giovanni

Treinador preferiu fazer testes diante do Paraná Clube, e combinou previamente que ídolo ficaria no banco de reservas.

Para não colocar mais lenha em uma fogueira que já aquece o Santos há algumas semanas, Nelsinho Baptista decidiu minimizar o descarte feito a Giovanni diante do Paraná Clube, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu.

O treinador explicou, em entrevista coletiva após a partida, que a ida do camisa 10 ao banco de reservas estava combinada com o jogador previamente, e que o intuito foi fazer observações.

“Eu respeito muito o Giovanni e confio muito nele. Nós conversamos ontem pela manhã, tomamos café juntos à noite e trocamos uma ótima idéia, e ele entendeu. Acredito que o Giovanni ainda ajudará muito ao Santos”, disse Nelsinho.

“É importante vencer sempre, mas diante da situação, fiquei satisfeito com este empate. Foi bom principalmente porque demos oportunidades aos jovens, e eu pude observar alguns deles”, emendou o técnico, referindo-se às dificuldades que culminaram com o empate sem gols.

Rossini, no meio-campo, Carlinhos, na lateral-esquerda e Frontini, no ataque, começaram como titulares. Rivaldo entrou no segundo tempo na vaga de Luciano Henrique.

“As alterações prejudicaram um pouco porque testamos jogadores que estavam sem jogar há algum tempo por causa de lesões. São os casos do Carlinhos e do Frontini, mas o Giovanni entrou em um momento muito importante e contribuiu”, analisou.

Nelsinho deixou claro que os últimos três jogos do Campeonato Brasileiro serão utilizados para a seqüência dos testes visando a formação do elenco para a próxima temporada, e afirmou que o período em Atibaia deu tranqüilidade ao grupo.

“Sem dúvida aproveitamos muito estes dias de treino lá. Foi ótimo para convivermos mais, treinar sem pressa e conversar. Além das conversas normais, tivemos contato pessoal com os atletas e isso sempre é bom. O momento é difícil, mas até o final do campeonato ele será também de observações”, afirmou.


Vídeos: (1) Gols e (2) entrevista com técnico Nelsinho Baptista.

Santos 0 x 4 Internacional

Data: 13/11/2005, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano, SP.
Público e renda: jogo realizado com portões fechados.
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (RS)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (RS) e Robson Guijansque (RS)
Cartões amarelos: Luiz Alberto e Zé Elias (S); Perdigão, Ceará e Gavilán (I).
Cartão vermelho: Kleber (S)
Gols: Alex (27-1) e Alex (37-1); Rafael Sobis (31-2) e Rafael Sóbis (45-2).

SANTOS
Mauro; Zé Leandro, Matheus, Luiz Alberto e Kleber; Fabinho (Zé Elias) (Bruno), Heleno, Wendel e Giovanni (Luciano Henrique); Pitbull e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista

INTERNACIONAL
Clemer; Ceará, Ediglê, Vinícius e Alex; Edinho, Gavilán, Tinga (Wellington) e Ricardinho (Márcio Mossoró); Fernandão (Iarley) e Rafael Sobis.
Técnico: Muricy Ramalho



Inter goleia desmotivado Santos e mantém sonho

O tempo é mais curto, mas o Internacional ainda sonha com o título do Campeonato Brasileiro. E para manter tais esperanças vivas, a equipe gaúcha fez sua parte na noite deste domingo e goleou o Santos por 4 a 0 no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, com portões fechados. O jogo fechou a 38ª rodada.

Diante de um Santos com poucos objetivos concretos e vítima de aparente desmotivação, o Inter não teve maiores dificuldades para conseguir o triunfo que o levou a 71 pontos na classificação. O time de Muricy Ramalho se mantém em segundo lugar e está a seis do líder Corinthians, restando quatro rodadas para o fim da competição.

“Soubemos aproveitar o momento do Santos, que não é dos melhores, e conseguimos alcançar uma grande vitória”, comemorou o meia Perdigão. “Apesar do placar mais folgado, o jogo foi complicado”, emendou.

No Santos, o clima ficou ainda mais tenso. Depois de ser humilhado na rodada anterior, quando foi goleado por 7 a 1 pelo arqui-rival Corinthians, o time paulista já descumpre a determinação de seu presidente, Marcelo Teixeira. Durante a semana, o dirigente cobrou cinco triunfos da equipe nas últimas cinco rodadas do Brasileiro.

A derrota ainda implica na pior seqüência da equipe litorânea desde o início do Nacional, em 1971. Pela primeira vez na história da competição, o Santos sofre quatro tropeços seguidos, já que vinha de resultados desfavoráveis contra Cruzeiro (1 x 2), Ponte Preta (1 x 2) e Corinthians (1 x 7).

Com 55 pontos e em oitavo lugar, o time de Nelsinho Baptista não briga por nada além de uma vaga na próxima Copa Sul-Americana, despedindo-se matematicamente das chances de voltar à Copa Libertadores em 2006.

O Internacional, por sua vez, esquece um pouco a derrota para o Boca Juniors na última quinta-feira, quando foi eliminado nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana com derrota por 4 a 1. Embora precise contar com a sorte e tropeços do Corinthians, a equipe gaúcha continua sua perseguição ao que seria seu quarto título do Brasileiro.

As duas equipes voltam a campo na noite desta quarta-feira. O Santos cumpre o terceiro jogo de suspensão da Vila Belmiro e recebe o Paraná no estádio do Pacaembu, na capital paulista, também com portões fechados. Já o Inter atua diante de sua torcida, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, contra o Brasiliense.

O jogo

As duas equipes começaram a partida de maneira parecida. Tentando fazer a ligação rápida entre defesa e ataque, Santos e Internacional mostraram postura ofensiva nos minutos iniciais, mas sem ameaçar muito as metas de Mauro e Clemer.

Pelos lados da equipe paulista, Geílson foi quem mais levou perigo ao gol gaúcho. Em sua primeira oportunidade, aos 17min, ele recebeu dentro da área e bateu com força, mas Tinga o prensou na hora do chute e desviou pela linha de fundo. Depois, ele completou cruzamento da direita de cabeça e assustou Clemer.

Já o Inter, com leve vantagem no meio-campo em termos de criação, chegou com mais facilidade à área santista, tendo dificuldade no momento das finalizações. Mesmo assim, conseguiu sair na frente no placar do Anacleto Campanella.

Aos 27min, Alex cobrou falta da entrada da área no canto direito baixo de Mauro, que, encoberto pela barreira “falsa” montada pelo time gaúcho, deixou a bola passar sob seus braços antes de furar a rede do gol santista.

O mesmo Alex ampliou a diferença dos gaúchos dez minutos mais tarde, em cobrança de pênalti. Rafael Sobis deu belo drible dentro da área sobre Giovanni e Luiz Alberto e acabou derrubado pelo zagueiro. Alex não desperdiçou a penalidade e marcou seu segundo gol no jogo.

No intervalo, Nelsinho Baptista tentou mexer com o brio da equipe fazendo duas alterações: ele colocou Luciano Henrique e Zé Elias, sacando Giovanni e Fabinho. As mexidas, no entanto, pouco surtiram efeito, principalmente devido à expulsão de Kléber aos 16min.

O lateral-esquerdo cometeu falta no meio-campo e foi punido com o amarelo. Nervoso, reclamou com o árbitro e recebeu o vermelho logo em seguida, deixando o Santos com um atleta a menos em campo. Se já estava perdido em igualdade numérica, o time paulista ficou ainda mais frágil.

Melhor para o Internacional, que passou administrar a vantagem com inteligência na etapa final. Sobrando em campo, a equipe gaúcha decretou a vitória aos 31min. Ceará arriscou de longe e Mauro deu rebote. Livre de maração, Rafael Sobis aproveitou a sobra e fez o terceiro.

O mesmo Rafael Sobis ainda teve tempo de fazer seu segundo gol no jogo. Aos 45min, após rápido contra-ataque, ele recebeu passe de Iarley, dominou com tranqüilidade e definiu a goleada gaúcha.

Nelsinho faz crítica ao antecessor Gallo

Treinador classifica como “horrível” trabalho feito antes de sua chegada à Vila Belmiro e pede paciência para reerguer equipe.

O técnico Nelsinho Baptista elegeu quem, para ele, foi fundamental para o momento crítico que o Santos passa atualmente. Segundo o comandante do Peixe, o planejamento feito por seu antecessor Gallo apresenta muitas falhas e os resultados estão aparecendo nesta reta final de Campeonato Brasileiro.

“Quem passou por aqui deixou um trabalho horrível. Estou tentando consertar o que foi feito e não estou conseguindo porque a coisa realmente é muito difícil”, disparou Nelsinho, que não acredita que sua imagem está sendo manchada devido à campanha santista.

O Peixe foi goleado por 4 a 0 pelo Internacional neste domingo e, na rodada anterior, levou 7 a 1 do arqui-rival Corinthians, resultados que eliminaram matematicamente as chances de a equipe alcançar uma vaga na próxima Copa Libertadores.

“Aceitei um desafio e sabia o que ia enfrentar, mas não tenho minha imagem arranhada, pois não fiz nada desse planejamento atual, apenas estou trabalhando com o que me deram”, emendou o treinador santista.

Agora, restando quatro rodadas para o fim do Nacional, Nelsinho aposta na paciência para tentar reerguer o Santos. “Precisamos ter paciência para conversar com os jogadores para fazermos o melhor possível nos últimos jogos. Se não tivermos capacidade e paciência para reverter essa situação ficará difícil”, disse.

Kleber é cobrado por expulsão em goleada

Lateral-esquerdo recebeu o cartão vermelho no início do segundo tempo, atrapalhando reação do Santos, segundo Nelsinho Baptista.

A expulsão de Kleber no início do segundo tempo da partida contra o Internacional, neste domingo, irritou o técnico Nelsinho Baptista. Segundo ele, o lateral-esquerdo comprometeu uma eventual reação do Santos, derrotado por 4 a 0 pela equipe gaúcho no Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul.

“Fui cobrá-lo porque não é possível perder um jogador como perdemos o Kleber, até porque ele estava muito bem no jogo. A perda dele para nós foi fundamental”, analisou o comandante do Peixe, que perdeu o camisa 3 por reclamação com o árbitro.

“Depois do intervalo, o time estava mais rápido em campo, com mais velocidade. Quando equilibramos o jogo, acabamos sofrendo a expulsão e o Inter cresceu novamente, fazendo mais dois gols”, argumentou.

Além de Kleber, outro experiente atleta do elenco alvinegro foi bastante exigido por Nelsinho. O meia Giovanni, ídolo da torcida do Santos, foi substituído ainda no intervalo da partida deste domingo por Luciano Henrique.

“Ele tem que render muito mais, porque o futebol moderno exige isso. Se o jogador não tem a movimentação ideal dentro da necessidade do jogo fica difícil”, comentou o treinador, visivelmente irritado.

Santos tenta achar causa de novo revés

Após segunda goleada consecutiva, jogadores buscam explicações para justificar queda da equipe na reta final do Brasileiro.

Depois de sofrer a quarta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro, algo inédito no Santos desde a criação do torneio, o elenco alvinegro tentou encontrar explicações para o momento crítico que o clube vive no final da temporada.

Para o volante Fabinho, a goleada sofrida diante do Internacional neste domingo deveu-se principalmente às falhas individuais, sobretudo no primeiro tempo, quando o Peixe já perdia por 2 a 0. No primeiro gol, Mauro falhou em cobrança de falta. No segundo, Luiz Alberto cometeu pênalti sobre Rafael Sobis.

“Tivemos erros individuais e acabamos tomando os gols, mas isso é algo normal no futebol”, avaliou Fabinho. Mauro assumiu a falha no primeiro gol: “Toquei na bola, mas não consegui evitar o gol. Infelizmente aconteceu”.

Já o zagueiro Luiz Alberto não soube explicar a razão para o abatimento do time na partida contra os gaúchos. “Não sei o que está acontecendo, mas não é por culpa da pressão. Sabemos que somos profissionais e temos que fazer nosso trabalho”, disse o defensor, que teve a “companhia” de Wendel em seu discurso.

“Nossa situação é complicada. A única solução é correr”, resumiu o meio-campista do Peixe. Giovanni, por sua vez, evitou dar declarações após o apito inicial. Antes da partida, ele mostrou confiança em conseguir um bom resultado. No entanto, depois de primeiro tempo apagado, acabou substituído no intervalo por Luciano Henrique.

Corinthians 7 x 1 Santos

Data: 06/11/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 21.918 pagantes
Renda: R$ 323.254,00
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Rogério Carlos Rolim (PR)
Cartões amarelos: Rosinei, Bruno Octávio e Carlos Alberto (C); Kléber e Wendell (S).
Cartão vermelho: Rogério (S)
Gols: Rosinei (01-1), Geílson (08-1), Tevez (20-1) e Tevez (36-1); Tevez (08-2), Nilmar (12-2), Nilmar (32-2) e Marcelo Mattos (45-2).

CORINTHIANS
Fábio Costa; Eduardo Ratinho, Wendel, Marinho e Hugo; Marcelo Mattos, Bruno Octávio (Wescley), Rosinei (Dinélson) e Carlos Alberto, Nilmar e Tevez (Jô)
Técnico: Antônio Lopes

SANTOS
Saulo; Paulo César, Halisson (Wendell), Rogério e Kléber; Fabinho (Mateus), Heleno, Giovanni e Ricardinho; Geílson e Luizão (Basílio)
Técnico: Nelsinho Baptista



Corinthians dá show no clássico e fica a três vitórias da taça

Um domingo perfeito para o Corinthians. No dia em que Tevez deu seu maior show em um clássico e Nilmar fez sua melhor apresentação com a camisa alvinegra no Pacaembu, o time do Parque São Jorge goleou o arqui-rival Santos por sonoros 7 a 1 (o placar mais elástico de toda a competição), ouviu gritos de “é campeão” e ficou a apenas três vitórias da conquista do Campeonato Brasileiro 2005.

Esta foi a melhor partida do Corinthians nesta temporada. Desde o início de 2005, o milionário time do Parque São Jorge havia conquistado um placar tão elástico apenas no dia 5 de março, quando fez 6 a 1 no União São João em jogo válido pelo Campeonato Paulista.

Em um clássico, porém, nunca os jogadores contratados pelo MSI haviam conseguido tamanho destaque. Carlitos Tevez anotou três gols e ainda deu uma assistência para Rosinei. Nilmar fez outros dois (os dois primeiros dele pelo Corinthians no Pacaembu) e acertou um chute no travessão de Saulo.

Com a contundente goleada, o Corinthians chegou a 74 pontos e se manteve tranqüilo na liderança do Campeonato Brasileiro. A cinco rodadas do término do torneio, o time alvinegro precisa apenas de três vitórias para conquistar o título sem depender de outros resultados.

Para chegar a esta situação confortável, o time do Parque São Jorge contou neste domingo com a pior partida da defesa santista nesta temporada. Totalmente desarrumado, o clube da Vila Belmiro não conseguiu acertar a marcação sobre os jogadores rivais em nenhum momento. A dupla de zaga escalada por Nelsinho Baptista, aliás, colaborou para isso. Halisson perdeu a bola em dois gols do Corinthians, e Rogério foi expulso no início do segundo tempo.

O Santos volta a campo apenas no domingo, às 18h10, quando joga contra o Internacional no estádio Anacleto Campanella. O próximo compromisso do Corinthians no Campeonato Brasileiro é no mesmo dia, às 16h, quando o time paulista encara o Coritiba fora de casa. Antes disso, na quarta-feira, a equipe comandada por Antônio Lopes enfrenta o Pumas, no México, no jogo de volta das quartas-de-final da Copa Sul-Americana (venceu o primeiro, em São Paulo, por 2 a 1).

O jogo

Desde o início do confronto deste domingo, o Corinthians apostou em forte marcação sobre a saída de bola do Santos. “Vamos pressionar. Temos uma equipe voltada ao ataque e não adianta tentarmos jogar de outra maneira”, planejou o técnico Antônio Lopes.

A estratégia traçada pelo comandante dos donos da casa funcionou logo a 1min. Rosinei roubou a bola de Halisson no meio e lançou na esquerda para Carlitos Tevez. O camisa 10 cruzou rasteiro, de primeira, e o próprio Rosinei completou de pé esquerdo dentro da pequena área para inaugurar o marcador.

O domínio do Corinthians, contudo, durou apenas até o primeiro ataque do Santos. Na primeira vez em que chegou, o time do litoral empatou o placar. Ricardinho cobrou escanteio da esquerda aos 8min. Geílson subiu à frente de Bruno Octávio e cabeceou no canto direito de Fábio Costa.

Com a igualdade, o Santos cresceu e assumiu o controle do jogo. Porém, a marcação pressão do Corinthians funcionou novamente aos 20min. Halisson tentou estourar de pé esquerdo e jogou a bola nos pés de Rosinei, que carregou pela direita e cruzou rasteiro para Carlitos Tevez. O camisa 10 dominou dentro da área e chutou de pé direito para marcar.

A fragilidade da defesa do Santos possibilitou ao Corinthians mais um gol, aos 36min. Eduardo Ratinho cruzou da direita para Tevez, que dominou de costas para Rogério, girou para a esquerda e chutou cruzado. “Mantivemos um ritmo legal no primeiro tempo e conseguimos uma vantagem importante. Vamos tentar manter isso”, planejou o zagueiro Marinho durante o intervalo.

O que Marinho não esperava é que o Santos se desarrumasse tanto no segundo tempo. O técnico Nelsinho Baptista tirou o zagueiro Halisson, que foi muito mal no primeiro tempo, e colocou o meio-campista Wendell (Heleno foi deslocado para a defesa). Com isso, o time visitante se perdeu em campo e o Corinthians construiu a goleada.

Logo aos 8min, Carlos Alberto fez jogada individual pela direita e tocou rasteiro para Tevez na meia-lua. O camisa 10 tabelou com Nilmar, recebeu dentro da área e tocou na saída de Saulo para fazer seu terceiro gol no jogo.

A vantagem do Corinthians, que já era confortável, ficou ainda mais elástica aos 12min. Carlos Alberto chutou de fora da área, e Saulo não conseguiu segurar. A bola sobrou para Nilmar, que apenas desviou de primeira para as redes.

Satisfeito com a diferença no placar, o Corinthians apenas trocou passes lateralmente e administrou o jogo. Mesmo em ritmo extremamente lento, porém, o time da casa conseguiu o sexto gol aos 32min. Jô, que havia acabado de entrar, cruzou da esquerda. Nilmar se antecipou a Saulo e tocou de cabeça.

A goleada parecia definida, mas o Corinthians teve tempo para marcar mais um aos 45min. Marcelo Mattos cobrou falta com violência e colocou a bola no canto esquerdo baixo de Saulo, que nada pôde fazer para evitar o último gol dos donos da casa.

Nelsinho descarta boicote no Alvinegro

Treinador não acredita que jogadores tenham perdido propositalmente o clássico para o Santos, neste domingo.

A participação do Santos foi decepcionante neste domingo. Perdido em campo, o time da Vila Belmiro foi presa fácil para o Corinthians e sofreu uma goleada por 7 a 1 no clássico do Pacaembu. No entanto, apesar da apresentação muito abaixo das possibilidades da equipe alvinegra, o técnico Nelsinho Baptista descartou a hipótese de um boicote dos jogadores do Peixe.

“Não sinto nada nesse sentido por parte do grupo. O que houve aqui [no Pacaembu] hoje [domingo] foi lamentável, mas não acredito que o elenco que nós temos possa ter entrado em campo determinado a perder para ameaçar meu emprego”, garantiu Nelsinho.

Os jogadores também desmentiram a possibilidade de boicote a Nelsinho. “Eu não sei quem levantou essa hipótese, mas é uma pessoa que certamente não conhece esse grupo e não acompanha o trabalho que está sendo feito”, garantiu o capitão Ricardinho.

A hipótese de boicote surgiu após as críticas do meia Giovanni a uma decisão de Nelsinho, que dispensou quatro atletas na última quinta-feira. O treinador mandou embora o lateral-direito Flávio, o volante Bóvio, o meia Léo Lima e o atacante Diego.

“Não foi a primeira vez que jogadores deixam um elenco durante uma competição e nem vai ser a última. O que aconteceu em campo foi lamentável, mas não tem relação com os acontecimentos da semana”, sentenciou Ricardinho.

Nelsinho preferiu utilizar o nível do elenco santista para justificar a derrota deste domingo: “Não vi um boicote, mas vi limitações. Nossa equipe tem deficiências e isso ficou bastante evidente diante do Corinthians”.

Um exemplo de limitação do Santos, segundo Nelsinho, é a falta de opções para montar o setor defensivo. “Nós perdemos dois titulares da zaga [Ávalos e Luiz Alberto] e precisamos recorrer a dois garotos [Rogério e Halisson, titulares neste domingo]. A equipe sentiu a falta dos titulares”, admitiu.

Peixe não encontra acordo sobre erros

Jogadores não conseguem encontrar responsável por contundente derrota sofrida neste domingo e dividem opiniões sobre clássico.

Os dois primeiros gols marcados pelo Corinthians neste domingo, na vitória por sonoros 7 a 1 sobre o Santos, aconteceram em bolas que estavam dominadas pela defesa do Peixe. Por conta disso, os jogadores do time do litoral mostraram total desencontro quando tentaram justificar o revés.

Para o volante Fabinho, a culpa foi do sistema tático do Santos. “Nós só temos dois marcadores para três jogadores deles. Toda hora um homem do meio-campo deles avança e nós não estamos acompanhando. Assim fica complicado segurar”, analisou.

Como prova do quanto o Santos estava desarrumado, Fabinho citou a dificuldade na saída de bola: “Toda vez que um zagueiro dominava a bola, não tinha com quem sair. Faltou movimentação certa para escaparmos da pressão”.

Enquanto Fabinho optou por criticar o sistema tático do Peixe, o goleiro Saulo preferiu enaltecer os atacantes adversários. “Não acho que nós erramos. Foi mérito do Corinthians, que marcou com qualidade e teve eficiência na hora de finalizar”, ponderou.

E o zagueiro Halisson, que perdeu a bola para Rosinei nos dois primeiros gols marcados pelo Timão, admitiu a culpa pela derrota santista. “Foi uma infelicidade muito grande. Tentei fazer o melhor possível, mas não acertei. Isso acontece”, minimizou.

O defensor explicou que errou na saída de bola duas vezes devido ao lado do campo em que atuou: “Não sou canhoto e, nos dois lances, tentei afastar a bola com o pé esquerdo. Acabei errando, e eles aproveitaram isso”.

Com os sete gols sofridos neste domingo, o Santos chegou a 62 bolas em suas redes desde o início do Campeonato Brasileiro. O time da Vila Belmiro é o segundo mais vazado entre os dez primeiros colocados (supera apenas o Cruzeiro, que levou 63 gols) e o sétimo pior aproveitamento defensivo entre todas as equipes que disputam a Série A.

Ponte Preta 2 x 1 Santos

Data: 02/11/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 1.979 pagantes
Renda: N/D
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Auxiliares: José Cláudio Paranhos (RJ) e Elson Passos Sena Filho (RJ)
Cartões amarelos: Evando, Rafael Santos e Élson (PP); Fabinho, Rogério e Ricardinho (S).
Gols: Geílson (24-1); Izaías (23-2) e Tico (41-2).

PONTE PRETA
Lauro; Rafael Santos, Preto e Thiago Matias (Izaías); Rissutt, André Silva, Luciano Santos, Élson e Luciano Baiano (Rafael Ueta); Evando (Danilo) e Tico.
Técnico: Estevam Soares

SANTOS
Saulo; Ávalos (Halisson), Gavião e Rogério; Paulo César, Fabinho, Heleno, Ricardinho e Wendel; Basílio (Cláudio Pitbull) e Geílson (Frontini).
Técnico: Nelsinho Baptista



De virada, Santos perde e se distancia do G-4

Último campeão brasileiro, o Santos corre o risco de, em 2005, ano em que se desfez de suas principais estrelas, sequer se classificar para a Copa Libertadores. Nesta noite de quarta-feira, o time do litoral perdeu por 2 a 1, de virada, para a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, e se afastou da briga por uma das quatro vagas – duas delas para a repescagem.

“Eu agora vou conversar com os jogadores porque ainda faltam seis jogos e nós precisamos terminar o campeonato da melhor maneira possível. A Libertadores ficou mais longe, e há está chance da Sul-Americana”, disse o técnico Nelsinho Baptista.

O clube praiano continua com 55 pontos, mas cai da sexta para a sétima posição pela vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians. A diferença para o quarto colocado, no entanto, não diminuiu já que o Goiás foi derrotado em casa pelo Fluminense e segue com 61.

A Ponte Preta volta a sonhar com a inédita vaga na Copa Sul-Americana e afasta o risco de brigar pelo rebaixamento nas últimas rodadas. A equipe comandada por Estevam Soares tem 47 pontos e chega à 11ª colocação. O clube torce agora por uma derrota do Botafogo para o São Caetano, quinta-feira, no Rio de Janeiro, para continuar no mesmo posicionamento.

“O Estevam pediu mais atitude no intervalo e, felizmente, conseguimos virar no segundo tempo. Estávamos fugindo da Sul-Americana e encostando na zona de rebaixamento. Mas esse resultado vai nos dar mais tranqüilidade para pensar só na classificação”, afirmou o atacante Tico.

Com a vitória em casa, o time do interior paulista quebra uma série de três derrotas consecutivas e ameniza o clima pesado que rondou o Majestoso, principalmente depois da derrota para o Fluminense, na qual sofreu o último gol aos 46min do segundo tempo.

Este foi o segundo tropeço seguido do Santos que, na rodada passada, havia sido batido também por 2 a 1 pelo Cruzeiro, no Parque Antarctica. Agora, o clube terá a chance de se recuperar diante do arqui-rival Corinthians, domingo, às 16h, no Pacaembu.

A Ponte Preta volta a campo para enfrentar um candidato direto ao título. Também domingo, às 16h, a equipe vai a Porto Alegre pegar o Internacional, no estádio Beira-Rio.

O jogo

Apesar de precisarem vencer, os times começaram a partida em ritmo lento. A primeira oportunidade surgiu aos 9min, em jogada de bola parada em favor da Ponte Preta. Após cobrança de falta pela direita, Tico subiu de cabeça, mas mandou por cima da meta.

O Santos respondeu quatro minutos mais tarde. Paulo César fez o passe para a área, ninguém conseguiu concluir e por pouco a bola não engana Lauro, que conseguiu desviar antes que a defesa afastasse.

Aos 24min, a equipe do litoral abriu o placar. Depois de chute de Geílson, o goleiro ponte-pretano tentou evitar que a bola saísse pela linha de fundo, mas se atrapalhou e acabou cedendo escanteio. Na segunda batida, o mesmo Geílson cabeceou forte no canto direito e assinalou 1 a 0.

Fazendo péssima partida novamente, a Ponte Preta não conseguiu reagir. Com Élson apagado, o time praticamente não criou chances para os atacantes Tico e Evando. O goleiro Saulo teve trabalho apenas aos 43min, quando Rissutt cobrou falta e ele espalmou para fora.

O time da casa voltou para o segundo tempo da mesma maneira que terminou o primeiro. Objetivo, o Santos quase ampliou aos 10min. Wendel aproveitou cobrança de falta pela direita e cabeceou muito próximo ao gol rival.

A Ponte só conseguiu melhorar depois da entrada do atacante Izaías no lugar do zagueiro Thiago Matias. E, na primeira chance, ele marcou. Aos 23min, após cruzamento da direita, o jogador apareceu no meio da área e desviou para as redes.

Com a igualdade, o Santos foi para cima. Mesmo dominando a partida, a equipe não teve forças para criar boas jogadas e ainda teve de conviver com os contra-ataques do adversário.

Aos 41min, a Ponte chegou ao segundo. Rafael Santos foi ao ataque e cruzou da direita. Tico apareceu na área e cabeceou para virar o placar e garantir a vitória.

Lateral do Santos culpa os zagueiros

Paulo César, que teve atuação discreta em Campinas, vê falhas fatais da zaga na derrota para a Ponte Preta de virada.

O lateral-direito Paulo César deixou o gramado do estádio Moisés Lucarelli reclamando da defesa do Santos na derrota de virada por 2 x 1 para a Ponte Preta na noite desta quarta-feira.

O Peixe marcou com Geílson, de cabeça, no primeiro tempo, e levou dois gols na etapa complementar após erros de marcação de seus defensores Halisson e Rogério. O resultado derrubou a equipe da sexta para a sétima posição do Campeonato Brasileiro.

“Foi um erro do Rogério e do Halisson, que deveriam estar ali no lance. Bobeamos. Falhamos, e isso acontece. Agora não podemos nos abater”, analisou o lateral-direito.

Paulo César, assim com os defensores, teve atuação discreta na partida em que o Alvinegro praiano atuou no 3-5-2, criou poucas oportunidades de gols e utilizou quatro atacantes diferentes.

Os dois gols da Ponte Preta saíram de jogadas pela direita da defesa alvinegra. O primeiro foi resultado de cruzamento de Rafael Ueta, e o segundo fruto de passe de Rafael Santos para Tico virar o placar.

Para Ricardinho, o jogo foi muito feio

Meia reclama das movimentações de Santos e Ponte Preta na derrota do time do litoral na noite desta quarta-feira.

Foi reclamando que o meia Ricardinho deixou o estádio Moisés Lucarelli na noite desta quarta-feira, quando viu o seu time ser derrotado de virada por 2 x 1 pela Ponte Preta.

O jogador criticou bastante as movimentações das duas equipes, falou em “falta de estilo” e reclamou do ritmo da partida que derrubou o Peixe para a sétima posição do Campeonato Brasileiro.

“Foi um jogo feio, sem toque de bola e o adversário aproveitou esta situação. Foi muito truncado, sem movimentação nenhuma e sem ritmo. Este não é o nosso estilo de jogo”, desabafou Ricardinho.

O camisa 8 foi um dos poucos santistas que teve atuação destacada. O lateral-direito Paulo César deixou o gramado reclamando com os zagueiros e Geílson, apesar de ter marcado um gol, foi substituído. O Santos utilizou quatro atacantes diferentes em Campinas.

Neste final de semana a equipe enfrenta o Corinthians em clássico no Pacaembu, a seis jogos do final da competição.

Nelsinho já fala em Copa Sul-Americana

Treinador do Santos muda discurso após derrota para a Ponte Preta, e agora vê distante a vaga para a Copa Libertadores.

Se o planejamento do Santos era vencer a Ponte Preta na noite desta quarta-feira como última alternativa para se manter na briga para chegar à Copa Libertadores da América, a idéia de Nelsinho Baptista mudou.

O treinador alterou o discurso após a derrota por 2 x 1 de virada em Campinas, e admitiu que a vaga ao torneio latino ficou longe. O Peixe caiu da sexta para a sétima posição na tabela, onde soma 55 pontos.

“Eu agora vou conversar com os jogadores porque ainda faltam seis jogos e nós precisamos terminar o campeonato da melhor maneira possível”, disse Nelsinho.

“Independentemente de Libertadores ou Copa Sul-Americana, temos que terminar da melhor maneira que der. A Libertadores ficou mais longe, e há está chance da Sul-Americana”, emendou.

O treinador do Santos demonstrou tristeza com a campanha do clube no Nacional. O time não há duas rodadas, e com Baptista no comando alcançou apenas três vitórias em nove partidas. Foram quatro derrotas e dois empates.

“Hoje apresentamos falhas na marcação, e isso ao pode acontecer. Esperávamos que a campanha fosse melhor neste momento do campeonato, e agora não adianta reclamar. Precisamos trabalhar”, argumentou.

Santos 1 x 2 Cruzeiro

Data: 30/10/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público e renda: jogo realizado com portões fechados.
Árbitro: Carlos Eugenio Simon (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann e José Otávio Dias Bitencourt (ambos do RS)
Cartões amarelos: Kleber, Paulo César e Diego (S); Wagner (C).
Gols: Irineu (18-1) e Basílio (23-1); Alecsandro (13-2).

SANTOS
Saulo; Paulo César, Ávalos, Halisson e Kleber (Wendel); Fabinho (Cláudio Pitbull), Heleno, Ricardinho e Léo Lima (Diego); Basílio e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Irineu, Marcelo Batatais e Wagner; Fábio Santos, Diogo, Adriano e Kelly (Francismar); Diego (Marabá) e Alecsandro (Wando).
Técnico: Paulo César Gusmão



Cruzeiro ‘freia’ Santos e sonha com a Libertadores

O Cruzeiro manteve vivo o sonho de chegar à Libertadores ao vencer o Santos por 2 a 1, neste domingo, em São Paulo, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro – o jogo aconteceu no Parque Antarctica de portões fechados. Com o resultado, o time mineiro encostou um pouco mais na zona de classificação para o torneio sul-americano e ainda atrapalhou o alvinegro, que é um adversário direto na briga por uma vaga.

Com a vitória, o Cruzeiro foi a 54 pontos, pulou para a sétima posição e ficou a sete pontos do quarto colocado, o Goiás. Ao mesmo tempo, a equipe encostou no Santos, que ficou com 55 pontos, uma posição acima.

O resultado positivo deste domingo resgatou a esperança do Cruzeiro em chegar à Libertadores. O time passou a sonhar com essa possibilidade depois de ficar invicto por seis jogos, mas perdeu o jogo remarcado com o Paysandu, válido pelo primeiro turno, e se complicou.

Entretanto, o Cruzeiro venceu seus dois jogos seguintes, contra o Paysandu (segundo turno) e o Coritiba, e voltou a se encher de esperanças. Desta forma, a equipe conquistou sua terceira vitória seguida neste domingo e alimentou ainda mais a sua expectativa.

“Temos que pensar a cada jogo. Se a gente continuar com o aproveitamento nas últimas 11 partidas, temos uma grande possibilidade de conquistar uma vaga na Libertadores”, comentou o goleiro Fábio.

Enquanto isso, o Santos não conseguiu embalar depois do “trauma” da derrota para o Corinthians no clássico remarcado, válido pelo primeiro turno, que havia sido vencido pelo alvinegro praiano no dia 31 de julho.

O time se recuperou ao ficar invicto por três partidas – empatou com o Goiás e venceu os dois últimos jogos, contra São Paulo e Vasco. Mas a derrota deste domingo foi um balde de água fria na tentativa do Santos de dar uma arrancada rumo à Libertadores.

Santos e Cruzeiro voltam a campo na próxima quarta-feira, às 21h45, para a disputa da 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto o time paulista enfrenta a Ponte Preta, em Campinas, o mineiro encara o Corinthians, em Belo Horizonte.

O jogo

A ausência de torcida no Parque Antarctica pareceu ter esfriado os ânimos das equipes, que fizeram um jogo sonolento até os 15min, quando o Santos finalmente deu o primeiro susto. Geílson recebeu na grande área, driblou o goleiro Fábio e chutou, mas Irineu salvou de carrinho.

Entretanto, foi o Cruzeiro que abriu o placar aos 18min. Após cobrança de escanteio da esquerda, Irineu subiu mais alto do que os adversários e cabeceou no canto esquerdo de Saulo.

Mas o Santos não se abateu e empatou o jogo aos 23min. Geílson recebeu lançamento na ponta esquerda e cruzou na medida para Basílio, livre na grande área. Ele mergulhou de peixinho e colocou a bola no fundo do gol.

O jogo melhorou e o Cruzeiro chegou novamente com perigo aos 26min. Fábio Santos cruzou da direita, à meia altura e Jonathan, quase na pequena área, pegou de primeira. Mas o goleiro Saulo espalmou no susto e a defesa santista afastou para longe na seqüência.

O Santos voltou para o segundo tempo disposto a virar o jogo e criou uma boa chance logo aos 4min. Basílio recebeu livre na entrada área, mas chutou em cima de Fábio, que espalmou.

Mas numa falha individual, o Santos deu um gol de presente para o Cruzeiro, aos 13min. Ávalos pisou na bola e armou o contra-ataque para o adversário. Diego invadiu a grande área pela esquerda e rolou no meio para Alecsandro, que, totalmente livre, só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol.

O gol animou o Cruzeiro, que deu um susto aos 18min. Diego arrancou pela ponta esquerda, invadiu a grande área, deu um drible num adversário e chutou cruzado. A bola passou rente à trave esquerda de Saulo.

O Cruzeiro passou a criar várias chances de gol e tomou conta do jogo. Aos 25min, Irineu cruzou da direita para a grande área e Diego, livre, cabeceou para o chão, mas a bola quicou no gramado e encobriu o travessão de Saulo.

O Santos só acordou aos 34min. Após cruzamento da direita, Cláudio Pitbull pegou a sobra dentro da grande área e chutou rasteiro, mas Fábio espalmou. No rebote, a bola voltou para o atacante santista, mas o goleiro do Cruzeiro salvou de novo, garantindo a vitória para o seu time.

Jogo sem torcida

A partida entre Santos e Cruzeiro foi disputada no Parque Antarctica sem a presença de torcida em função de pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao alvinegro praiano.

O clube perdeu três mandos de campo e pagou multa de R$ 175 mil pela invasão de sua torcida ao gramado da Vila Belmiro durante clássico com o Corinthians, no dia 13 deste mês. Por isso, ainda vai enfrentar o Internacional e o Paraná Clube com portões fechados.

Peixe mantém meta, mas tempo é menor

Nelsinho Baptista mantém objetivo de completar 18 pontos nas dez últimas rodadas. Restam 12 pontos e sete jogos.

A derrota para o Cruzeiro neste domingo foi péssima para as pretensões do Santos no Campeonato Brasileiro. Além de ficar a seis pontos da zona de classificação para a Copa Libertadores da América, o time alvinegro viu os mineiros encostarem na briga pela vaga.

O tropeço, porém, não abalou muito o técnico Nelsinho Baptista, que mantém a mesma meta de duas rodadas atrás, quando iniciou a série dos dez últimos jogos da competição – na ocasião, vitória por 2 a 1 sobre o arqui-rival São Paulo.

“Nossa meta ainda são os 18 pontos [para chegar à Libertadores]. Dentro das dez [últimas] rodadas, queríamos seis vitórias. Agora terão de ser quatro triunfos em sete partidas”, declarou o comandante do Santos, que também venceu o Vasco nessa “caminhada final”.

Nelsinho Baptista não considerou que o cansaço do elenco tenha sido determinante para a derrota por 2 a 1 para o time de Belo Horizonte. Ele deu explicações táticas para o tropeço no estádio do Parque Antarctica – o Peixe jogou lá por causa de uma punição do STJD.

“Não faltou perna. No segundo tempo, nós tivemos de abrir o jogo [entrou um atacante no lugar de um volante] e isso proporciona espaços e contra-ataques ao adversário. Não foi um problema físico. Apenas não conseguimos traduzir em gols as chances”, comentou o treinador.