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Santos 3 x 1 Santa Cruz

Data: 03/12/2006, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.577 pagantes
Renda: R$ 51.205,00
Árbitro: Antonio Hora Filho (SE)
Auxiliares: Antonio da Cruz dos Santos e Almirdrovandro da Silva Lima (ambos de SE).
Cartões amarelos: Zé Roberto (S); Osmar e Jorge Henrique (SC).
Gols: Osmar (12-1), Wellington Paulista (20-1); Junior (27-2) e Wellington Paulista (35-2).

SANTOS
Fábio Costa; André, Domingos, Ronaldo e Kléber; Fabinho (André Luiz), Cléber Santana, Zé Roberto e Rodrigo Tabata (Jonas); Rodrigo Tiuí (Junior) e Wellington Paulista.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

SANTA CRUZ
Anderson; Osmar, Sidrailson, Hugo e Max (Jairo); Adriano dos Santos (Ivson), Júnior Maranhão, Jamesson e Jorge Henrique; Nenê e Mirandinha (Elvis).
Técnico: Fito Neves



Santos se despede do Brasileiro com vitória sobre Santa Cruz

Classificado para a Copa Libertadores, o Santos entrou em campo neste domingo com objetivo de terminar a temporada de maneira positiva. E conseguiu. Mesmo com dificuldades, o time alvinegro ganhou do rebaixado Santa Cruz por 3 a 1, de virada. Dessa forma, encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro satisfazendo a torcida que compareceu à Vila Belmiro e apoiou a equipe durante todo o jogo.

“Era o nome do Santos que estava em jogo. Por isso, tínhamos que ter bastante motivação para sair com a vitória. Ainda mais porque a partida foi em nosso estádio. No final, foi um resultado muito bom para nós”, comemorou o lateral-esquerdo Kleber.

Com o triunfo, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo termina o Nacional na quarta colocação, com 64 pontos, 14 a menos que o campeão São Paulo. Já o clube pernambucano fica na última posição, com 28 pontos, e voltará a disputar a segunda divisão em 2007.

A vitória deste domingo também serviu para ratificar a condição do Santos de melhor mandante do campeonato. Isso porque nenhuma outra equipe somou tantos pontos em casa como o time da Baixada. Foram 16 triunfos, dois empates e duas derrotas, totalizando 47 pontos dos 57 disputados.

O Santa Cruz, por sua vez, encerra a competição com média oposta a do Santos. Fora de seus domínios, a equipe tricolor venceu apenas uma partida (contra o Fortaleza), tendo o pior aproveitamento como visitante entre todos os times da Série A.

Mesmo com a seqüência ruim, o rebaixamento e os problemas extra-campo, como atraso nos salários, os jogadores tentam manter o otimismo para o ano que vem. “Sabíamos que seria mais um jogo difícil, mas tentamos esquecer tudo. Essa é a nossa profissão e também queremos honrar o nome do clube no futuro”, comentou o meia Jorge Henrique.

Santos e Santa Cruz entrarão em férias e irão voltar a campo somente para a disputa dos campeonatos estaduais de 2007. A estréia do time da Baixada no Paulistão acontece no dia 17 de janeiro, contra o Barueri. Já o clube tricolor enfrentará o Estudantes, no dia 14 do mesmo mês, pelo Pernambucano.

O jogo

Empurrados pela torcida, os anfitriões começaram o confronto imprimindo um forte ritmo de jogo, avançando com intensidade pelas laterais. O time visitante, por sua vez, ficou recuado no início do jogo, apostando nos contra-ataques.

E foi assim que a equipe recifense abriu o placar. Após recuperar a bola no meio-de-campo, Max avançou pela esquerda e rolou para o meio da área. A defesa alvinegra não afastou a jogada, e Osmar apareceu livre de marcação para completar para o fundo das redes.

Mesmo com o gol, o Santos não se desesperou e manteve a superioridade na partida. Assim, o empate não demorou. Aos 20min, André Oliveira avançou pela direita e cruzou para dentro da área. Wellington Paulista se esticou para trás e cabeceou no ângulo direito para igualar o marcador.

Aos poucos, o Santa Cruz começou a sair com mais intensidade e ter um pouco mais de domínio da posse de bola. Mesmo assim, a equipe da casa permaneceu superior. Aos 37min, Zé Roberto tabelou com Rodrigo Tabata na entrada da área, deu lindo drible no zagueiro e tocou para o gol. Anderson se esticou o braço e conseguiu impedir o segundo gol santista.

No segundo tempo, o time da Baixada voltou com o mesmo ritmo em busca da virada. Aos 3min, Cléber Santana arriscou chute de fora da área e obrigou o goleiro a espalmar a bola para o meio. Wellington Paulista aproveitou o rebote, mas o juiz paralisou a jogada marcando impedimento do atacante.

Com o decorrer da partida, os anfitriões seguiram com domínio no setor ofensivo, mas também desperdiçaram muitas chances. A maior delas aconteceu aos 14min, quando Rodrigo Tiuí invadiu a área pela direita e cruzou rasteiro para a entrada da pequena área. Sem nenhuma marcação, Fabinho errou o chute de pé esquerdo e mandou a bola muito à esquerda da meta de Anderson.

A virada santista saiu apenas aos 27min. Após tabela com Jonas na lateral-direita, Cléber Santa invadiu a área, se livrou da marcação e cruzou rasteiro. A bola foi parar nos pés do atacante Júnior, que só teve o trabalho de completar ao lado da segunda trave para marcar.

Empolgado, o clube da casa se soltou mais depois do gol e fechou o placar aos 34min. Wellington Paulista recebeu lançamento na entrada da área, se livrou do zagueiro e bateu de bico no meio do gol para ampliar e decretar o triunfo na Vila Belmiro.

Fábio Costa chega aos 200 jogos com a camisa do Santos

A partida contra o Santa Cruz significou mais que o encerramento do ano para um jogador do Santos em especial. O goleiro Fábio Costa completou, somadas as suas duas passagens pela Vila Belmiro, 200 jogos pelo clube.

“Eu estou muito feliz, essa é uma marca importante”, disse o goleiro antes do jogo. “Esta é uma marca importante, principalmente porque poucos jogadores têm a oportunidade de conquistar algo assim”, completou o goleiro que, no elenco atual do Santos, é o jogador com mais partidas pelo clube.

Vindo do Vitória-BA, Fábio Costa chegou ao clube da baixada santista em 2000, junto com Carlos Germano, para solucionar os problemas da meta santista. Reserva no início, o atleta baiano esperou a sua vez e assumiu a condição de titular em 2001, com a saída de Germano.

A partir de então, o goleiro se firmou na meta santista, e foi peça fundamental na conquista do título nacional de 2002. Depois disso, ainda participou dos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2003. A partir de dezembro daquele ano, porém, Fábio Costa trocou a Vila Belmiro pelo Parque São Jorge, e atuou pelo Corinthians até o fim de 2005.

No começo deste ano, no entanto, o goleiro foi apresentado como reforço santista, e reassumiu a camisa número um do Santos. Desde então, Fábio só saiu da condição e titular quando esteve suspenso ou lesionado.

“Ainda espero que possam vir mais duzentos jogos e que eu consiga ajudar o Santos no que eu puder”, disse o goleiro, que atuou nesta tarde com uma camisa especial, com a inscrição “200 jogos” na frente e nas costas do uniforme.

Santos 1 x 1 Vasco

Data: 26/11/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: estádio São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 17.219 pagantes
Renda: R$ 239.094,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Auxiliares: José Javel Silveira e José Otávio Dias Bitencourt (ambos do RS)
Cartões amarelos: André Oliveira, Rodrigo Tabata, Reinaldo e André Luis (S); Andrade, Fábio Braz e Fábio Junior (V).
Gol: Domingos (21-1) e Leandro Amaral (38-1).

VASCO
Cássio; Claudemir, Fábio Braz, Dudar e Diego; Ygor, Andrade, Ramon (Madson) e Morais (Abedi); Jean (Fábio Junior) e Leandro Amaral
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Fábio Costa; André Oliveira, Ávalos, Domingos e Carlinhos; Fabinho (André Luiz), Cléber Santana, Zé Roberto, Rodrigo Tabata (Heleno); Reinaldo e Wellington Paulista (Rodrigo Tiuí)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Vasco e Santos empatam e ficam em situações distintas

Vasco e Santos entraram em campo podendo garantir juntos uma vaga para a Libertadores 2007. No entanto, o empate por 1 a 1 em São Januário, pela 37ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, serviu apenas para a equipe visitante alcançar este objetivo.

Isso porque o Paraná derrotou o São Caetano por 2 a 0 fora de casa e complicou a situação da equipe carioca na competição nacional. A igualdade no marcador levou o Vasco para 58 pontos, na sexta colocação, com um ponto a menos que o clube paranaense e três a menos que os paulistas.

Desta forma, para atingir seu objetivo, o time do Rio terá que vencer o Figueirense, em Santa Catarina, no jogo decisivo e torcer para que o Paraná, que joga em casa, não triunfe frente ao São Paulo.

Já o Santos apenas cumpre tabela contra o Santa Cruz, lanterna da competição, na Vila Belmiro. Na última rodada, todos os jogos acontecem no próximo domingo, às 16h.

“O objetivo era o título. Não conseguimos esse título, mas conquistamos essa vaga na Libertadores, que é importante”, lembrou o técnico Vanderlei Luxemburgo.

No primeiro tempo, o Vasco teve mais volume de jogo, mas pouco levou perigo ao gol de Fábio Costa, sendo ‘punido’ por um gol do zagueiro Domingos, de cabeça. O time do Rio conseguiu chegar ao empate nos minutos finais por intermédio de Leandro Amaral.

Contudo, o time carioca voltou para o segundo tempo com o ímpeto renovado e exigiu boas defesas de Fábio Costa. No entanto, o Santos quase chegou à vitória em jogadas de contra-ataque, mas Cássio garantiu pelo menos um ponto ao clube vascaíno.

Nos acréscimos, Fábio Junior ainda perdeu um gol feito, ao completar um cruzamento de Claudemir pela linha de fundo.

“O time jogou muito melhor e poderia ter ganhado o jogo. Agora temos que pensar no próximo jogo e vencer o Figueirense”, lamentou o goleiro Cássio.

O jogo

O técnico Vanderlei Luxemburgo alterou o esquema tático de sua equipe – deixou o 3-5-2 e apostou na formação com dois zagueiros – para tentar pressionar o time carioca. No entanto, a primeira boa chance de gol foi do Vasco.

Aos 4min, o meia Ramon recebeu passe de Leandro Amaral dentro da área pela esquerda, mas chutou em cima de Fábio Costa. No lance seguinte, o lateral direito Claudemir invadiu a área, só que mais uma vez a bola sobrou com o goleiro santista.

A partir daí, o Santos conseguiu equilibrar a partida e assustou com Reinaldo, as 13min. Mas aos 21min, o ataque do time visitante contou com a colaboração de um defensor. O zagueiro Domingos aproveitou um escanteio bem cobrado por Zé Roberto e abriu o placar de cabeça.

No entanto, o gol não abateu o Vasco. Cinco minutos depois, Ramon exigiu grande defesa de Fábio Costa, em conclusão da entrada da área. Aos 36min, Andrade teve uma oportunidade em sua especialidade: cobranças de falta de longa distância.

O jogador cobrou com violência e o goleiro do Santos conseguiu desviar pela linha de fundo. Dois minutos depois, Leandro Amaral fez valer a pressão vascaína e igualou o marcador aproveitando sobra dentro da área.

“A equipe teve um poder de reação maior e conseguiu empatar o jogo. Vamos vir para o segundo tempo em busca da vitória”, indicou o meia Ramon na saída para os vestiários.

O lateral-direito Claudemir quase confirmou as palavras de seu companheiro logo no primeiro minuto da etapa final, mas, da altura do bico da pequena área, concluiu para fora uma jogada individual.

Seis minutos mais tarde, Andrade cobrou falta da intermediária, Fábio Costa deu rebote e afastou o perigo com um bico na bola. Aos 9min, um lance polêmico. Leandro Amaral, na linha da grande área, foi deslocado com o braço por Cléber Santana, mas Leonardo Gaciba mandou a jogada seguir.

Entretanto, aos 22min, quase que o zagueiro Dudar ‘entrega’ o jogo. O jogador errou ao tentar dominar a bola, mas Wellington Paulista adiantou demais a bola, que sobrou nas mãos de Cássio.

O goleiro vascaíno apareceu bem na partida aos 34min, desviando de soco uma cobrança de falta de Rodrigo Tiuí. O Vasco ainda tentou pressionar e Fábio Junior perdeu gol feito aos 47min, mas cabeceu pela linha de fundo.

Cruzeiro 1 x 1 Santos

Data: 19/11/2006, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público e renda: N/D
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Nilson Alves Carrijo (DF)
Cartões amarelos: André Luís, Fábio Santos, Wagner, Gladstone e Martinez (C); Domingos, Kléber e Rodrigo Tabata (S).
Cartão vermelho: Luiz Alberto (S)
Gols: Kléber (24-2) e Gladstone (42-2).

CRUZEIRO
Fábio; Gladstone, André Luís e Eliézio (Ferreira); Gabriel, Fábio Santos (Léo Silva), Martinez, Élson e Leandro; Wagner e Diego (Kerlon).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Felipe; Domingos (Rodrigo Tabata), Luiz Alberto e Ronaldo Guiaro; André Oliveira, Heleno, Cléber Santana, Zé Roberto e Kléber; Reinaldo e Jonas (Wellington Paulista) (Manzur).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Goleiro falha, Santos cede empate ao Cruzeiro e deixa Vasco se aproximar

Em partida fraca tecnicamente, Cruzeiro e Santos ficaram no empate em 1 a 1, neste domingo, no Mineirão, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time paulista segue na briga por vaga na Copa Libertadores, mas permitiu a aproximação dos concorrentes. A equipe mineira briga agora somente pela Copa Sul-Americana.

Bem longe de suas tradições, Santos e Cruzeiro fizeram uma partida ruim neste domingo. Os técnicos Vanderlei Luxemburgo e Oswaldo de Oliveira optaram por esquemas mais defensivos, atuando no 3-5-2. Com isso, o jogo ficou ruim e sem empolgar. Os gols saíram somente no segundo tempo: o lateral-esquerdo Kléber marcou de cabeça aos 24min, mas Gladstone empatou aos 42min, numa falha do jovem goleiro Felipe, substituto de Fábio Costa, machucado.

Com o empate, o Santos foi a 6o pontos e permaneceu em quarto lugar na tabela. O time paulista segue na briga por vaga na Copa Libertadores, mas viu a diferença para o Vasco, que venceu o São Caetano nesta rodada, cair de cinco para três pontos.

O Santos só depende dele mesmo para ficar com uma das vagas na Libertadores – o São Paulo, que se sagrou campeão brasileiro neste domingo, o Grêmio e o Internacional já têm vaga na competição continental. A equipe paulista precisa vencer o Vasco, em São Januário, no próximo final de semana. Na última rodada, enfrenta o Santa Cruz, em casa.

O Cruzeiro chegou a 50 pontos e subiu para o oitava lugar. A equipe mineira está fora da briga pela Copa Libertadores, uma vez que ficou a sete pontos do Vasco, que é o quinto colocado na tabela com 57 pontos. O time celeste disputa agora somente um lugar na Copa Sul-Americana. Nas duas últimas rodada, enfrenta o campeão São Paulo, no Morumbi, e o Botafogo, no Mineirão.

O jogo

O primeiro tempo no Mineirão foi de pouca emoção e não chegou a empolgar. As duas equipes entraram em campo bem fechadas – os dois técnicas escalaram os times com três zagueiros. Apesar de atuar com apenas um atacante nato, o Cruzeiro chegou mais e finalizou sete vezes, sendo duas a gols, enquanto o Santos chutou apenas uma bola, com Jonas, para a defesa do goleiro Fábio.

Com menos um minuto de bola rolando, o meia Wagner fez boa jogada individual pela direita e penetrou na área, mas finalizou mal para fora. O Cruzeiro voltou a assustar aos 13min, quando Diego chutou forte de longe e deu trabalho ao goleiro Felipe, que rebateu a bola, mas a defesa santista afastou o perigo.

O Santos respondeu um minuto depois. Jonas fez boa jogada da entrada da área, mas chutou a bola em direção ao goleiro Fábio, que defendeu firme. A partir daí o Cruzeiro passou a pressionar e criou oportunidades para abrir o placar. Duas delas com Gabriel, que, no entanto, não acertou o gol.

Sem conseguir articular uma jogada, para o desespero de Vanderlei Luxemburgo, o Santos ainda sofreu uma baixa no primeiro tempo. O atacante Jonas deixou o campo machucada aos 29min. Wellington Paulista substituiu o companheiro. Mas o time santista continuou sem criação no ataque.

O segundo tempo começou equilibrado, mas com o mesmo futebol tecnicamente fraco da etapa final. As duas equipes esforçavam-se mais para marcar, erravam muitos passes e pouco criavam jogadas de gol. Irritada, a torcida do Cruzeiro começou a pedir raça e a xingar o técnico Oswaldo de Oliveira e a diretoria.

Luxemburgo decidiu mudar e abriu mão do esquema 3-5-2, colocando o meia Rodrigo Tabata no lugar do zagueiro Domingos. Oswaldo de Oliveira também alterou o Cruzeiro, mas fez uma substituição óbvia e promoveu a entrada de Kerlon, a pedido da torcida, na vaga do atacante Diego.

O Santos conseguiu abrir o placar no Mineirão aos 24min. Zé Roberto cruzou da esquerda e colocou a bola na cabeça do lateral-esquerdo Kléber, que mandou para o fundo das redes. Oswaldo de Oliveira voltou a mudar o Cruzeiro: o atacante Ferreira entrou no lugar do zagueiro Eliézio.

Mas foi o Santos que chegou com perigo novamente. Wellington Paulista recebeu na frente e chutou em cima do goleiro Fábio, que salvou o Cruzeiro de levar o segundo.

Quando a partida parecia decidida, o Cruzeiro empatou com o zagueiro Gladstone, em cobrança de falta, com a colaboração do goleiro Felipe, que falhou feio no lance. O time celeste saiu de campo vaiado pela torcida.

Santos 1 x 0 Paraná

Data: 11/11/2006, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.234 pagantes
Renda: R$ 71.684,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Assistentes: José Javel Silveira e José Otávio Dias Bitencourt (ambos de RS)
Cartões amarelos: Adriano (S); Beto, Batista e Edmilson (P)
Cartão vermelho: Adriano (S)
Gol: Rodrigo Tabata (44-1).

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto, Ávalos (Fabinho) e Ronaldo; André, Heleno, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Adriano) e Kléber; Reinaldo e Wellington Paulista (Manzur).
Técnico: Wanderley Luxemburgo

PARANÁ
Flávio; Alex (Peter), Edmílson, Gustavo e Edinho (Maicossuel); Pierre, Batista, Beto e Sandro; Cristiano (Gérson) e Leonardo.
Técnico: Caio Júnior



Santos encerra série negativa e vence ‘decisão’ contra Paraná

Três rodadas sem vencer (duas derrotas e um empate) mudaram o astral do Santos. Antes candidato ao título, o time alvinegro viu ameaçada a classificação para a Copa Libertadores de 2007. Mas se recuperou neste sábado, com um triunfo sobre um rival direto. Jogando na Vila Belmiro, a equipe mandante superou o Paraná por 1 a 0 e se manteve no grupo que garante vaga no torneio continental.

“Como diz aquela frase repetida tantas vezes, o jogo contra o Paraná valia seis pontos. Não só por se tratar de um rival direto, mas exatamente porque abrimos seis pontos de vantagem para eles [o time paranaense é o melhor entre os que não estão na zona de classificação para a Libertadores]. A três rodadas do fim, essa é uma vantagem importante”, enalteceu o treinador santista Vanderlei Luxemburgo.

O êxito deste sábado levou o Santos a 59 pontos ganhos no Campeonato Brasileiro. Com isso, o placar projetou a equipe alvinegra para a terceira colocação da tabela (um ponto à frente do Grêmio, que tem uma partida a menos). O Paraná ficou estagnado nos 53 pontos, foi ultrapassado pelo Vasco e caiu da quinta para a sexta posição.

“Estamos em uma fase decisiva do campeonato e o espírito dos jogadores está bom. Perdemos dois jogos decisivos na seqüência [o Paraná havia sido superado pelo Vasco na rodada passada] e isso é complicado. Mas vamos seguir em busca desse sonho enquanto tivermos chance e precisamos trabalhar muito para isso”, cobrou o treinador Caio Júnior, do Paraná.

As duas derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, ambas como visitante, confirmaram o momento ruim que o Paraná vive longe de seus domínios. O time tricolor não vence fora de casa desde o dia 8 de outubro, quando fez 3 a 1 sobre o Santa Cruz. Desde então, visitou quatro rivais e angariou três derrotas e um empate.

Mal fora de casa, o Paraná contrasta com o rendimento do Santos como mandante. O time alvinegro sofreu apenas duas derrotas em sua casa neste Campeonato Brasileiro (para o Vasco e para o São Paulo). Nas outras partidas, somou 13 vitórias e dois empates.

As duas equipes voltarão a campo apenas no domingo, dia 19 de novembro. O Paraná receberá o vice-líder Internacional no estádio Durival de Brito, em Curitiba, às 16h. Mais tarde, às 18h10, o Santos visitará o Cruzeiro no Mineirão, em Belo Horizonte.

O jogo

Pressionado por ter passado três jogos sem triunfar, o técnico Vanderlei Luxemburgo optou por uma formação cautelosa para o Santos neste sábado. Escalado com três zagueiros, o time paulista teve pouca participação ofensiva de seus laterais e abusou de lançamentos longos para os atacantes Reinaldo e Wellington Paulista.

“Foi até por causa da velocidade deles que eu optei por essa dupla. Na partida anterior, quando precisávamos segurar um pouco mais a bola na frente, coloquei o Jonas como titular”, lembrou o técnico alvinegro.

Só que os lançamentos longos do Santos ainda foram mais do que o Paraná fez no primeiro tempo. O time visitante foi montado por Caio Júnior no 4-4-2, mas o volante Pierre recuou para compor o sistema defensivo.

A idéia da equipe tricolor era conter os avanços alvinegros, sobretudo pelas laterais. Mas o que realmente aconteceu foi uma pressão dos mandantes, que tiveram muito espaço para trocar passes.

Prova disso é que o Santos teve quatro oportunidades claras para marcar na etapa inicial. A primeira aconteceu logo aos 6min, em jogada individual de Cléber Santana que o goleiro Flávio defendeu. Aos 14min, Wellington Paulista foi lançado na direita, invadiu a área e chutou à direita.

O lance mais trabalhado pela equipe mandante aconteceu aos 38min, quando Rodrigo Tabata e Fabinho tabelaram pela esquerda. O camisa 16 cruzou rasteiro para trás, Reinaldo chutou de pé direito e um desvio no meio do caminho quase matou Flávio, que havia pulado para o canto esquerdo. Dois minutos depois, Kléber desceu pela esquerda e cruzou para Wellington Paulista, que girou o corpo e acertou a trave esquerda.

A insistência do Santos em jogadas trabalhadas foi premiada em um lance inusitado. Rodrigo Tabata cobrou falta da esquerda para a área aos 43min do primeiro tempo, Cléber Santana não conseguiu alcançar de cabeça e Flávio cometeu uma falha incrível, deixando a bola passar ao lado de sua mão esquerda.

“Eu tentei cruzar e fui feliz”, comemorou o santista. “Além de o Cléber Santana não ter desviado, eu fui enganado quando a bola bateu no chão”, admitiu Flávio, cabisbaixo depois do erro.

Em desvantagem, o técnico Caio Júnior resolveu mudar o Paraná. Durante o intervalo, ele tirou o atacante Cristiano (que estava acompanhando demais os volantes do Santos) e colocou Gerson em campo. “O Luxemburgo escalou uma equipe cautelosa e com muita movimentação no meio. A idéia foi preencher um pouco mais esse setor”, explicou o comandante tricolor.

Com mais gente no meio-campo, o Paraná interrompeu a pressão que o Santos havia exercido no primeiro tempo. Contudo, o time tricolor não conseguiu aproveitar isso para atacar e derrubou o nível técnico da partida na Vila Belmiro. “As duas equipes estavam muito concentradas na marcação e em não errar”, contou o zagueiro paranista Edmílson.

Depois de alguns minutos de equilíbrio, porém, o Santos voltou a pressionar. Os dois melhores lances foram protagonizados pelo centroavante Reinaldo, aos 36min (quando ele recebeu toque de cabeça de Wellington Paulista e chutou forte, exigindo grande defesa de Flávio) e aos 38min (quando ele invadiu a área com liberdade pela esquerda e chutou à direita do goleiro).

Contudo, o bom momento do Santos no segundo tempo ruiu aos 37min. O volante Adriano, que havia entrado no lugar de Rodrigo Tabata, levou seu segundo amarelo e foi expulso. Com isso, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi obrigado a trocar Wellington Paulista pelo zagueiro Manzur. E assim, o Paraná cresceu e dominou o jogo nos minutos finais, mas sem eficiência para chegar ao empate.

Internacional 0 x 0 Santos

Data: 08/11/2006, quarta-feita, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 26.559 pagantes
Renda: R$ 188.275,00
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Auxiliares: Alessandro Rocha (Fifa/BA) e Helberth Costa Andrade (MG)
Cartões amarelos: Adriano (I); Heleno, Zé Roberto, Ávalos e André Luís (S).

INTERNACIONAL
Renan; Ceará, Índio, Ediglê e Hidalgo (Fabinho); Edinho (Léo), Wellington Monteiro, Adriano (Pinga) e Alex; Luiz Adriano e Iarley.
Técnico: Abel Braga

SANTOS
Fábio Costa; Ávalos, Luiz Alberto e Ronaldo Guiaro; André Oliveira, Heleno (Rodrigo Tabata), Cléber Santana, Zé Roberto e Kléber; Reinaldo (André Luís) e Jonas (Wellington).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Inter só empata com o Santos e título fica mais distante

O Internacional, jogando em casa, com o apoio de sua torcida, não conseguiu derrotar o Santos, na noite desta quarta-feira, partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto acabou num empate em 0 a 0 e com isso o sonho do clube gaúcho de conquistar o título da competição ficou distante.

O time soma, agora, 63 pontos, quatro a menos que o líder São Paulo, mas esse ainda terá de jogar na noite desta quinta-feira, em casa, contra o Botafogo, no complemento da rodada, e poderá se distanciar na ponta.

Já o Santos, com o empate, segue sem vencer fora do estado de São Paulo na competição, mas ainda assim vai mantendo sua vaga na Libertadores da América. Totaliza 56 pontos, agora na 4ª posição, faltando apenas quatro rodas para o término da temporada. Foi ultrapassado pelo Grêmio, que venceu o Juventude em Caxias do Sul – e chegou aos 58.

No final de semana o time paulista volta para casa, onde o aproveitamento é muito bom, e recebe o Paraná, que é um adversário direto nesta guerra por uma vaga na maior competição da América. Enquanto isso o Inter outra vez jogará no Beira-Rio, contra o Fortaleza, mas é provável que alguns jogadores sejam poupados, dependendo do resultado do São Paulo nesta quinta.

O jogo

Como era previsível, o Inter começou o confronto tentando impor pressão e buscando abrir vantagem no placar bem cedo. O Santos se fechava com eficiência, mas não conseguia sequer se aproximar da área do time gaúcho.

Aos 12min, num cruzamento do lateral-esquerdo Hidalgo, o meia Adriano teve a primeira chance de marcar, mas a bola acabou saindo desviada para a linha de fundo, à direita da meta de Fábio Costa. O time paulista tentou dar resposta aos 15, num chute de longa distância, por Reinaldo, sem nenhum perigo.

A partir de então o jogo ficou mais aberto, com investidas ofensivas de ambos os lados, equilibrado, embora não surgissem as chances claras de gol.

O Inter investia mais pela ponta direita, insistindo nos bons cruzamentos do peruano Hidalgo, como aos 28min, quando a bola chegou no segundo pau e Ceará, que se infiltrara em velocidade, errou a conclusão, mandando desviado à esquerda da meta.

Aos 32 o Santos, que não se encolhia, também chegou com perigo, quando Kléber mandou cruzamento para a pequena área e o goleiro Renan, do Inter, teve enorme dificuldade para segurar a bola, que chegava aos pés de Zé Roberto.

O revezamento nas tentativas se manteve, mas só o Inter acertou a meta inimiga. Aos 37, quando o atacante Iarley dominou no meio de campo, avançou em velocidade e bateu de fora da área, no canto direito, mas Fábio Costa fez boa defesa; e aos 45, outra vez de longe, com Alex, obrigando o goleiro do Santos a uma intervenção ainda mais difícil.

Apesar desses chutes o visitante tinha até maior controle da bola, fato que foi assim resumido pelo meia Zé Roberto: “Tivemos dificuldade no começo, mas conseguimos nos posicionar bem, terminamos superiores e a tendência é melhorar no segundo tempo”.

Esse sentimento foi admitido ate mesmo por alguns jogadores do Inter, como atacante Iarley: “Eles estão com mais posse de bola e nós muito atrás”.

O técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo , trocou o time no intervalo. Heleno sentiu lesão e entrou RodrigoTabata. Mas o confronto seguiu em equilíbrio e com as defesas se impondo aos ataques adversários.

Aos 10min Alex, arriscou um chute de fora da área e a bola desviou no zagueiro, raspando o poste esquerdo da meta santista, dando sinais de que o Inter partia para cima, para o tudo ou nada, pois o empate seria terrível para sua pretensão de seguir na disputa pelo título do campeonato.

Os treinadores, em busca da vitória, começaram a investir em trocas. Antes dos 20min Luxemburgo mandou Wellington no lugar de Jonas e Abel Braga respondeu colocando Pinga e tirando Adriano.

O tempo foi passando e nada de objetivo acontecia para que o placar saísse do 0 a 0. A torcida vermelha se impacientava nas arquibancadas, sem vislumbrar o lance que poderia resolver o jogo a seu favor.

A última tentativa de Abel de mudar o panorama da partida foi tomada aos 37min, quando mandou o atacante Léo para substituir o volante Edinho. Era o tudo ou nada. E logo no seu primeiro movimento, o jogador que entrada tabelou com Luiz Adriano e esse chutou forte, para nova defesa de Fábio Costa, seguro o tempo inteiro.

O único ponto conseguido acabou sendo pouco para quem precisava de três. O Santos, por sua vez, pela forma como administrou o final da partida, gostou do que conseguiu.