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Santos 0 x 1 São Paulo

Data: 05/11/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.369 pagantes
Renda: R$ 209.375,00
Árbitro: Paulo César Oliveira
Cartões amarelos: Domingos e Zé Roberto (S); Miranda (SP).
Gol: Mineiro (31-1).

SANTOS
Fábio Costa; André, Domingos, Ávalos e Kléber; Heleno, André Luís (Wellington Paulista), Cléber Santana (Rodrigo Tiuí) e Zé Roberto; Rodrigo Tabata e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO PAULO
Rogério; André Dias, Fabão e Miranda; Ilsinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior (Richarlyson); Leandro (Thiago) e Lenílson.
Técnico: Muricy Ramalho



São Paulo vence o Santos e mantém vantagem na liderança

O São Paulo recuperou sua auto-estima e provou ser um visitante indigesto no atual Nacional-06. Derrotou o Santos por 1 a 0, em plena Vila Belmiro, e manteve sua vantagem na liderança da competição, ficando cada vez mais próximo do seu quarto título nacional.

Faltando cinco rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro, o time do Morumbi chegou aos 67 pontos, cinco a mais do que o vice-líder Internacional, que ganhou o clássico contra o Grêmio por 1 a 0, no Olímpico.

Além de se aproximar de uma conquista que não vê desde 1991, o resultado positivo fora de casa ocorre três dias após um empate inesperado dentro de casa para a Ponte Preta diante de quase 60 mil pessoas.

Um dia antes do clássico, o técnico Muricy Ramalho havia afirmado a importância de uma vitória contra um concorrente direto pelas primeiras posições na classificação.

E mais: reforça ainda mais sua excelente campanha fora de casa. Até o momento, atuou 17 vezes como visitante. Foram sete vitórias, somando essa contra o Santos, e apenas três derrotas.

O triunfo é ainda mais representativo ao se analisar o adversário. Até o início da 33ª rodada, os comandados por Vanderlei Luxemburgo tinham o melhor desempenho como mandante na competição. Essa foi apenas a segunda derrota em 17 confrontos.

Com o resultado, o Santos permanece com 55 pontos, cada vez mais distante do título, e foca suas atenções em uma vaga na Taça Libertadores do próximo ano.

Depois de duas derrotas seguidas, o Santos vai buscar sua reabilitação no Nacional-06 na próxima quarta-feira, contra o Internacional, em Porto Alegre. Um dia depois, o São Paulo recebe o Botafogo, no Morumbi.

O jogo

Os dois técnicos esconderam suas escalações até o último momento. O suspense só foi desvendado quando os times entraram em campo. Todos com novidades.

Luxemburgo até cogitou em deixar Fábio Costa, recuperado de uma contusão no ombro, no banco de reservas. No entanto, Fábio Costa não só começou o clássico como foi capitão.

Do lado do São Paulo, Muricy Ramalho iniciou o duelo com três zagueiros –Fabão, André Dias e Miranda. Por outro lado, optou pela entrada de Lenílson no lugar de Aloísio, suspenso, no ataque.

Apesar de toda a expectativa criada principalmente após o empate do São Paulo contra a Ponte Preta, o clássico deste domingo foi marcado pela cautela inicial dos treinadores. Os times começaram com apenas um atacante –Leandro, pelo São Paulo, e Reinaldo, pelo Santos.

O meio-campo ficou congestionado. Oportunidades de gol eram raras. Para se ter idéia, a primeira chance apareceu aos 29min. E o São Paulo foi eficiente.

A defesa santista não acompanhou o volante Mineiro, que recebeu de Lenílson e tocou com tranquilidade no canto direito de Fábio Costa.

Atrás no placar, Vanderlei Luxemburgo não pensou duas vezes. Primeiro sacou André Luiz e colocou mais um atacante –Wellington Paulista. Antes mesmo do encerramento da etapa inicial, outra alteração. Cléber Santana, que sentiu uma lesão, deu lugar para outro jogador com estilo ofensivo –Rodrigo Tiuí.

Para o segundo tempo, o Santos voltou mais agressivo. Até acertou a trave de Rogério Ceni, com menos de 1min. E ainda fez um gol, anulado pela arbitragem, em uma jogada confusa.

Aos 14min, Rodrigo Tiuí, impedido, recebeu lançamento e chutou cruzado. O meia Zé Roberto, em posição legal, marcou, porém o árbitro Paulo César de Oliveira anotou impedimento.

Em vantagem no placar, o São Paulo esteve recuado em boa parte da etapa final, tentando explorar os contra-ataques. Mesmo com três atacantes, o Santos tentou pressionar. Porém, faltou organização, o que facilitou a marcação adversária até o final do jogo.


Juventude 3 x 2 Santos

Data: 01/11/2006, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, RS.
Público: 4.921
Renda: R$ 23.935,00
Árbitro: Alício Pena Júnior (MG)
Cartões amarelos: Antônio Carlos, Fernando, Ederson, Bruno e Christian (J); Cléber Santana e Wellington Paulista (S).
Cartão vermelho: Luiz Alberto (S)
Gols: Christian (16-1) e Rodrigo Tabata (40-1); Igor (09-2, contra), Alexandre (12-2) e Raulen (25-2).

JUVENTUDE
André; Igor, Fabrício, Antônio Carlos e Wellington (Raulen); Renan, Fernando, Alexandre (Ederson) e Márcio Azevedo; Bruno (Leandrinho) e Christian.
Técnico: Ivo Wortmann

SANTOS
Felipe; André, Manzur, Luiz Alberto e Kléber; Heleno (Leandro), André Luis (Carlinhos), Cléber Santana e Rodrigo Tabata; Reinaldo e Wellington Paulista (Rodrigo Tiuí).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos perde em Caxias e segue sem vencer fora de SP

O Santos foi até Caxias do Sul e perdeu por 3 a 2 para o Juventude, nesta quarta-feira, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, e segue sem vencer jogos fora de seu Estado durante a competição.

A derrota praticamente elimina as chances da equipe de conquistar o título nacional, já que agora permanece 55 pontos, oito a menos que o líder São Paulo, que amanhã enfrenta a Ponte Preta, no Morumbi.

O time da Baixada segue lutando por uma vaga na Taça Libertadores, e por essa disputa foi beneficiado pelas derrotas de Grêmio e Vasco na rodada. O Juventude, com a vitória, foi a 42 pontos.

Para a partida de hoje, o técnico Vanderlei Luxemburgo não pôde contar com o meia Zé Roberto. Os zagueiros Ronaldo Guiaro e Domingos também foram desfalques. O primeiro foi suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos e o segundo cumpriu pena imposta pela Justiça Desportiva.

O técnico Vanderlei Luxemburgo desfez o esquema 3-5-2 e montou o time com dois zagueiros, colocando no meio-campo André Luiz, Heleno, Tabata e Cléber Santana.

O jogo

O Santos começou a partida acuado e via o Juventude ter mais atitude ofensiva. O time da casa criou boa chance aos 10min, quando após cobrança de escanteio, Fabrício cabeceou na trave, pegou o rebote e chutou para fora.

Mas o time gaúcho não demoraria para abrir o marcador. Aos 15min, Christian recebeu livre na esquerda e chutou forte, sem chances para o goleiro Felipe: 1 a 0.

O Santos assustou pela primeira vez aos 28min, quando Wellington Paulista arriscou de fora da área, e a bola bateu no travessão, e Rodrigo Tabata pegou o rebote, mas chutou travado.

O time paulista voltou melhor na segunda etapa e virou o placar. Aos 9min, Reinaldo deu bom passe para Rodrigo Tabata, que chutou por cobertura, e a bola bateu no travessão e no zagueiro Igor e entrou.

Mas o Juventude não deu nem tempo para os visitantes comemorarem. Três minutos depois, Alexandre recebeu bola dentro da área e chutou forte de esquerda: 2 a 2.

No momento em que o jogo ficou equilibrado, o time de Caxias conseguiu virar o marcador. Aos 25min, Raulen chutou forte de fora da área, e o goleiro Felipe não conseguiu defender: 3 a 2.


Santos 1 x 0 São Caetano

Data: 28/10/2006, sábado, 18h10.
Competição Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.080 pagantes
Renda: R$ 130.000,00
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (RJ)
Auxiliares: Ednilson Corona e Evandro Luís Silveira (ambos de SP)
Cartões amarelos: Wellington Paulista e Ronaldo Guiaro (S); Márcio Hahn, Élton e Cléber (SC).
Gol: Rodrigo Tabata (20-2).

SANTOS
Felipe; Luiz Alberto, Manzur e Ronaldo Guiaro (André Luiz); André Oliveira, Heleno, Zé Roberto (Ávalos), Rodrigo Tabata e Kléber, Reinaldo e Wellington Paulista (Carlinhos).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO CAETANO
Mauro; Alessandro, Cléber, Gustavo (Gustavo Gaúcho) e Cláudio (Mádson); Márcio Hahn, Júlio César, Jonas e Elton; Leandro Lima (Dinélson) e Marcelinho.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence o São Caetano, e sonho segue vivo

O Santos mantém vivo o sonho de conquistar o título do Campeonato Brasileiro. Mesmo com dificuldades, o time da Baixada venceu o São Caetano por 1 a 0, na Vila Belmiro, e não se distanciou dos primeiros colocados. O triunfo deste sábado também serviu para afundar o clube do ABC paulista e praticamente selar seu destino rumo à Série B da próxima temporada.

“Ainda pensamos no título brasileiro porque somos capazes de conquistá-lo. É claro que se ele não vier, nossa segunda meta será a Copa Libertadores. Só que para atingirmos esses objetivos precisamos continuar vencendo e somando pontos”, decretou o meia Zé Roberto.

A vitória garantiu que o Santos retomasse a terceira colocação da tabela, com 55 pontos. Agora, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo fica a um ponto do segundo lugar Internacional e oito atrás do líder São Paulo, que venceu o Figueirense por 2 a 0, também neste sábado.

O resultado aumenta a crise do São Caetano e coloca o time ainda mais próximo da segunda divisão. A equipe do técnico Dorival Júnior permanece na penúltima posição, com os mesmos 26 pontos, a nove do Fluminense, último colocado fora da zona de rebaixamento.

“Lutamos bastante, mas foi um jogo complicado. Criamos várias chances e não as aproveitamos. A vitória era muito importante e sabemos que precisamos reverter isso. Precisaremos vencer todas as partidas até o fim da competição”, lamentou o meia Élton.

E o motivo para essa situação dramática da equipe do ABC paulista é a má seqüência dos últimos meses. Nas 12 partidas válidas pelo segundo turno, a equipe somou 11 derrotas e conquistou apenas um ponto, em empate sem gols contra o Fortaleza, dia 3 de setembro.

Agora, ambos os clubes terão três dias para trabalhar já que voltarão a campo na quarta-feira pelo Campeonato Brasileiro. O Santos enfrentará o Juventude, às 21h45, em Caxias do Sul. No mesmo horário, o São Caetano jogará contra o Fluminense no Anacleto Campanella.

O jogo

Com inúmeros desfalques suspensos e lesionados, o time do ABC paulista não optou por uma postura defensiva e deixou claro desde antes do jogo que buscaria as laterais para tentar furar o bloqueio santista. E quando a bola rolou, os donos da casa tiveram maior domínio da posse de bola, o que dificultou a tática da equipe de Dorival Júnior.

Porém, com o decorrer do jogo, a estratégia do São Caetano começou a fazer efeito. Aos 17min, Leandro Lima recebeu passe livre na direita, invadiu a área santista e chutou forte no alto. Atento, o goleiro Felipe se esticou e mandou a bola para escanteio, frustrando a jogada dos visitantes.

A resposta do Santos chegou na base dos cruzamentos e chutes de longe, que não surtiram o efeito esperado graças à boa participação do goleiro Mauro. O clube visitante não tinha o mesmo tempo com a bola que o adversário, mas também conseguiu chegar com perigo.

Aos 27min, Marcelinho realizou boa jogada individual pela direita e cruzou para o meio. Felipe resvalou na bola e, na sobra, Cláudio desperdiçou ótima oportunidade ao mandar em cima de André Oliveira, que salvou o clube da Baixada.

Já os anfitriões tiveram sua principal chance de marcar aos 44min, quando o ala Kléber cobrou falta de esquerda da entrada da área. No entanto, Mauro novamente fez boa defesa, se esticando no ângulo esquerdo para evitar o primeiro gol alvinegro.

No segundo tempo, o Santos voltou mais organizado dentro de campo, mas ainda assim encontrou muitas dificuldades para passar pela marcação do São Caetano. A principal opção continuou sendo os chutes de longa distância, que também chegaram a assustar o rival.

Aos 10min, o meia Rodrigo Tabata recebeu passe na intermediária e avançou até a entrada da área, de onde arriscou chute para o gol. A bola passou muito perto da meta de Mauro, mas saiu acima, raspando o travessão.

Mas a equipe de Dorival Júnior não recuou e também foi atrás da vitória. Oito minutos depois, Élton fez grande jogada pelo meio e saiu na cara do gol. Contudo, Felipe se adiantou bem e fez grande defesa.

O Santos finalmente balançou as redes aos 20min. Reinaldo arrancou pela direita, foi à linha de fundo e levantou na cabeça de Tabata, que só teve o trabalho de colocar para o fundo do gol. Depois disso, o São Caetano se mandou para o ataque, mas não fez o suficiente para evitar o revés e ainda viu o adversário chegar outras vezes, próximo de ampliar o resultado.


Santos 2 x 1 Figueirense

Data: 21/10/2006, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.343 pagantes
Renda: R$ 59.844,00
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-RJ)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares e Hilton Moutinho Rodrigues (ambos Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Zé Roberto, Manzur, Cléber Santana (S); Marquinhos Paraná, Cícero (F).
Gols: Rodrigo Tabata (22-1); Wellington Paulista (03-2) e Soares (22-2).

SANTOS
Felipe; Manzur, Ronaldo Guiaro e Luiz Alberto; André Oliveira, Cléber Santana, Zé Roberto, Rodrigo Tabata (André Luiz – 31’/2ºT) e Kléber; Wellington Paulista (Rodrigo Tiuí – 26’/2ºT) e Reinaldo (Jonas – 10’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FIGUEIRENSE
Andrey, Flávio, Vinícius, Thiago Prado e Édson (Alexandre – 10’/2ºT); Rodrigo Souto (Henrique – 35’/2ºT), Carlos Alberto, Marquinhos Paraná e Cícero; Soares e Schwenck.
Técnico Waldemar Lemos



Santos inicia nova meta e vence rival direto

Até a rodada passada do Campeonato Brasileiro, o Santos tinha o líder São Paulo como principal rival e o título como meta. No entanto, o revés diante do Botafogo mudou a realidade da equipe paulista, que “esqueceu” momentaneamente a taça e planeja primeiro se consolidar na zona de classificação para a Copa Libertadores de 2007. Neste sábado, no início de sua fase com objetivo mais modesto, o time da Vila Belmiro venceu o Figueirense por 2 a 1 em sua casa e aumentou sua diferença para um rival direto.

“O Figueirense é um dos candidatos às vagas na Copa Libertadores do ano que vem e isso mostra que eles têm qualidade. Por causa disso e pela postura deles, que foram ousados hoje [sábado], foi um jogo muito complicado. Mas conseguimos vencer, nos recuperamos depois da derrota para o Botafogo e aumentamos a vantagem”, comemorou o meio-campista Zé Roberto, que atuou como segundo volante neste sábado.

O triunfo deste sábado levou o Santos a 52 pontos. Assim, o time alvinegro assumiu momentaneamente a terceira colocação do Campeonato Brasileiro e garantiu sua permanência na zona de classificação para a Libertadores por mais uma rodada.

Além da seqüência na faixa dos times que garantem vaga no torneio sul-americano, o Santos aumentou sua vantagem para o Figueirense e reduziu muito as chances de o time catarinense se classificar. A derrota deste sábado manteve a equipe alvinegra com 43 pontos, na sétima colocação. “A Libertadores não dá mais. Agora precisamos trabalhar para vencer nossos jogos e garantir pelo menos a Sul-Americana”, admitiu o meia Cícero.

O alento do time catarinense, a despeito do pessimismo quanto à possibilidade de classificação para a Libertadores, é que o Figueirense jogou bem contra o Santos. “Nós criamos chances, diminuímos a vantagem deles e poderíamos ter até empatado o jogo. Enfrentamos uma grande equipe. E infelizmente, não conseguimos sair com um resultado positivo”, analisou o atacante Soares, autor do gol dos visitantes neste sábado.

Diante de um adversário de qualidade e com muitos desfalques (Fábio Costa, Denis, Maldonado e Heleno não puderam atuar), o Santos soube se valer do fato de atuar em casa. A vitória deste sábado foi a quarta consecutiva da equipe paulista em seus domínios, com apenas um gol sofrido nesses jogos.

“A Vila Belmiro sempre vai ser uma arma importante. Estamos fazendo uma boa campanha e contamos com o apoio dos torcedores. Isso reflete nos resultados e dá mais ânimo para a equipe buscar forças e continuar na briga até pelo título. Nós ainda acreditamos”, garantiu o meia Rodrigo Tabata, que fez o primeiro gol do Santos neste sábado.

As duas equipes voltarão a campo no próximo sábado. O Figueirense receberá o líder São Paulo no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, às 16h. Mais tarde, às 18h10, o Santos receberá o São Caetano na Vila Belmiro.

O jogo

A principal justificativa do técnico Vanderlei Luxemburgo para ter escalado o Santos no 3-5-2 neste sábado foi dar mais liberdade aos alas Kleber e André Oliveira (que é meia e atuou improvisado). No entanto, a marcação eficiente do Figueirense impediu que a equipe paulista usasse os lados do campo e deixou a partida extremamente lenta nos primeiros minutos. “Esperávamos uma pressão intensa, mas isso não aconteceu. O problema é que faltou velocidade na nossa saída de bola e não conseguimos encaixar os contra-golpes”, analisou Waldemar Lemos, comandante dos catarinenses.

Quando a marcação do Figueirense falhou e os alas do Santos tiveram espaço, contudo, o time da casa foi fatal. Kleber recebeu na esquerda aos 22min e fez um lindo lançamento para Rodrigo Tabata, do meio-campo para a grande área. O camisa 8 só teve o trabalho de tocar por baixo do goleiro Andrey para abrir o placar na Vila Belmiro. “Ele se movimentou bem, criou o espaço e facilitou o passe”, minimizou Kleber.

O gol parecia ser a chave para o Figueirense abandonar a postura extremamente recuada e dar espaços para o Santos dominar o jogo. Só que quando a equipe catarinense avançou, o time da casa se perdeu. “Nós começamos a encontrar dificuldades na movimentação e na marcação, e assim eles puderam tocar a bola com tranqüilidade”, resumiu o meio-campista Zé Roberto, que não conseguiu acertar a divisão da cobertura com Cléber Santana e ofereceu espaço para o meia Cícero articular jogadas para os visitantes.

Entretanto, o Figueirense não conseguiu aproveitar seu bom momento em campo e não criou oportunidades claras para empatar o jogo. “Faltou um pouco de profundidade”, admitiu o atacante Soares. Além disso, o time catarinense teve pouca participação ofensiva do centroavante Schwenck, que se mostrou mais preocupado em tentar cavar faltas do que com o desempenho ofensivo.

O equilíbrio do confronto durou até os 3min do segundo tempo. Rodrigo Tabata lançou da meia direita, por cima da zaga, para Wellington Paulista. O atacante recebeu dentro da área, deixou a bola tocar no gramado e concluiu de pé direito, no ângulo direito do goleiro Andrey.

Ao contrário do que havia acontecido no primeiro tempo, porém, o gol não animou o Figueirense. Em vez disso, fez com que o Santos passasse a dominar totalmente a partida na Vila Belmiro. Tanto é que o meia Rodrigo Tabata chutou uma bola da intermediária aos 16min e acertou a trave esquerda.

No momento em que o Santos era superior, o Figueirense descontou. Schwenck cruzou da direita para Soares, que desviou de primeira e venceu o goleiro Felipe. “Foi um vacilo muito grande da defesa. Ele não podia ter ficado tão livre”, reclamou o zagueiro Manzur, da equipe paulista.

O gol do Figueirense precedeu um momento de baixo nível técnico no confronto deste sábado. Um pouco pelo recuo do Santos e muito pela falta de potencial ofensivo do Figueirense, o jogo ficou extremamente lento e o placar não foi mais movimentado na Vila Belmiro.


Botafogo 4 x 3 Santos

Data: 14/10/2006, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 8.794 pagantes
Renda: R$ 116.938,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS-Fifa)
Auxiliares: José Otávio Dias Bitencourt e José Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS).
Cartões amarelos: Asprilla (B); Ronaldo Guiaro, Wellington Paulista, Heleno e Carlinhos (S).
Gols: Asprilla (19-1), Kleber (31-1) e Reinaldo (43-1); Wellington Paulista (06-2), Reinaldo (33-2), Zé Roberto (38-2) e Juca (40-2).

BOTAFOGO
Max; Asprilla, Juninho e Rafael Marques (Thiaguinho); Joílson, Diguinho (Juca), Claiton, Zé Roberto e Junior Cesar; Wando (Marcelinho) e Reinaldo.
Técnico: Cuca

SANTOS
Felipe, Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Manzur (Rodrigo Tabata); Paulo, Heleno (Carlinhos), Cléber Santana, Zé Roberto e Kléber; Wellington Paulista e Rodrigo Tiuí (Reinaldo).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Em jogo dramático, Botafogo derrota o Santos

O sonho do Santos em conquistar o Campeonato Brasileiro de 2006 ficou ainda mais distante. Mas o do Botafogo, em se livrar do rebaixamento, mais próximo de acontecer. Em jogo emocionante na noite deste sábado, pela 29ª rodada do certame, no Maracanã, os cariocas levaram a melhor e venceram por 4 a 3, com dois gols no fim.

“A gente não se despediu do título ainda porque não acabou a competição, mas ficou muito distante. O São Paulo está bem estruturado e deve ganhar o Brasileiro”, admitiu o técnico do time paulista, Vanderlei Luxemburgo.

O resultado deixa o Santos estagnado nos 49 pontos, agora dez atrás do líder São Paulo, que derrotou o Juventude nesta noite, e dois atrás do Grêmio, que venceu o São Caetano e roubou a vice-liderança. Faltando apenas nove rodadas para o fim da competição, a tarefa santista ficou dramática.

Ainda mais se a defesa continuar falhando da forma como falhou diante do Botafogo. Sem poder contar com o lateral-direito Denis, que está machucado e só volta aos gramados no ano que vem, Luxemburgo escalou o Santos no 3-5-2 e colocou o jovem Paulo na ala direita.

“A opção pelo terceiro zagueiro é para o menino [Paulo] não ficar exposto”, explicou antes da partida o treinador.

Contudo, não foi o que aconteceu. Nervoso, Paulo levou a pior no duelo com Júnior César e não conseguiu conter o ímpeto ofensivo do ala-esquerdo carioca. Além disso, os zagueiros não deram a cobertura necessária e ainda foram muito mal na bola aérea.

Nem mesmo a boa entrada de Reinaldo – que não jogava havia mais de dois meses – no segundo tempo foi capaz de evitar a derrota. O jogador retornou bem, deu passe para um gol e marcou outro, mas insuficientes devido aos muitos erros defensivos.

Alheio aos problemas paulistas, o Botafogo, em partida brilhante, fez sua parte e pulou para os 40 pontos, se firmando no grupo dos classificados para a Copa Sul-Americana e afastando o medo do técnico Cuca em ser rebaixado.

Durante a semana, o treinador disse que o time carioca tinha de se preocupar apenas em não cair, para depois pensar em alçar vôos maiores. Com o triunfo desta noite, o Bota abre oito pontos de vantagem em relação ao Corinthians, que tem um jogo a menos e encabeça a zona do descenso.

“Esses três pontos são muito importantes e aliviam bem a nossa situação, mas só quando a gente chegar aos 47 estaremos tranqüilos. A partir daí as coisas vão começar a fluir com mais naturalidade”, disse Cuca, após o jogo.

“Foi uma vitória que lava a alma do torcedor e tem o gostinho de um título. Foi uma partida memorável e que com certeza a nossa torcida não vai esquecer tão cedo”, completou o treinador.

Os times voltam a jogar somente no próximo fim de semana. No sábado, o Santos receberá o Figueirense às 18h10, na Vila Belmiro. No dia seguinte, o Botafogo enfrenta o São Caetano, novamente no Maracanã, às 18h10.

O jogo

O Botafogo começou pressionando o Santos e antes dos 10min Wando e Juninho, em chutes de fora da área, assustaram. Apesar de acuado, os visitantes contaram com o talento de Zé Roberto para levar perigo. Aos 16min, o meia deu passe de calcanhar e deixou Kléber na cara do gol, mas Max defendeu.

O troco carioca veio aos 19min, com mais eficiência. Júnior César levantou na área e Asprilla apareceu sozinho no meio dos defensores paulistas para cabecear forte e abrir o placar.

Mesmo mal posicionado, o Santos contou com boa jogada individual de Wellington Paulista para empatar. Aos 31min, o atacante invadiu a área, driblou Juninho e chutou cruzado. Max espalmou para frente e Kléber pegou de primeira, marcando com categoria.

Entretanto, aos 43min a defesa paulista voltou a vacilar. Júnior César chegou sem marcação à linha de fundo e cruzou no meio da área. Reinaldo subiu mais que a defesa do Santos e cabeceou no canto esquerdo de Felipe. A bola ainda chegou a tocar na trave antes de entrar.

Irritado com a atuação de seu time, o técnico Vanderlei Luxemburgo fez duas alterações no intervalo e desmanchou o esquema 3-5-2. O treinador tirou o zagueiro Manzur e o atacante Rodrigo Tiuí, colocando o meia Rodrigo Tabata e o centroavante Reinaldo.

“Estou bem fisicamente e com muita vontade de jogar. Espero ajudar o time a virar esse jogo”, disse Reinaldo, que não atuava desde o dia 6 de agosto, devido a uma lesão no joelho.

E foi Reinaldo que aproveitou bobeira de Diguinho e, em lindo passe, logo aos 6min, deixou Wellington Paulista na cara do gol. O atacante não perdoou Max e empatou o jogo, com chute forte, no alto, entre o goleiro e a trave.

Empolgado, o Santos quase virou aos 11min, quando Kleber entrou cara a cara com Max e chutou rasteiro, mas o goleiro defendeu com os pés. Aos 20min, Max novamente salvou o Botafogo, defendendo chute à queima-roupa de Ronaldo Guiaro.

O Bota só foi assustar aos 24min, em outra bola alçada na área do Santos. Felipe saiu mal e Reinaldo desviou de cabeça, mas Carlinhos, em cima da linha, impediu o gol.

Mas, aos 34min, em contra-ataque, Zé Roberto deixou Reinaldo na cara do gol. O atacante tocou com categoria e virou o jogo para o Santos.

Contudo, a alegria paulista durou apenas quatro minutos. Em novo cruzamento na área do Santos, Zé Roberto subiu sem marcação e empatou o jogo. A igualdade deu novo ânimo aos donos da casa e Juca levou ao delírio os torcedores aos 40min.

Em cobrança de falta da intermediária, o volante chutou forte, no meio do gol, mas o goleiro Felipe foi mal no lance e permitiu a virada carioca.