2008 - Acervo Santista

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Santos 0 x 0 Náutico

Data: 07/12/2008, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.121 pagantes
Renda: R$ 79.612,00
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF).
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas e César Augusto Vaz (ambos do DF).
Cartões amarelos: Kléber Pereira (S); Felipe, Titi e Adriano (N).

SANTOS
Fábio Costa; Pará, Domingos, Adaílton e Kléber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Róbson (Lima) e Bida; Molina (Fábio Santos) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes

NÁUTICO
Eduardo; Adriano (Everaldo), Vágner e Titi; Ruy, Derley, Ticão, Willian (Eré) e Anderson Santana; Clodoaldo e Felipe (Geraldo).
Técnico: Roberto Fernandes



Peixe e Timbu ficam no zero. Pior para o time da casa. E para Kléber Pereira

Santos está fora da Copa Sul-Americana, e Kléber ganha companhia na ponta da tabela de artilheiros. Já Náutico se livra da queda

Um fim de Brasileirão melancólico para o Santos e de alívio para o Náutico. Jogando pessimamente, o Peixe não conseguiu furar o bloqueio da equipe de Recife e o jogo disputado neste domingo à tarde, na Vila Belmiro, não saiu de um magro 0 a 0, num jogo sofrível. Com o resultado, o Santos, com 45 pontos, está fora da Copa Sul-Americana, pois foi ultrapassado pelo Atlético-PR, que leva a melhor no número de vitórias. Já o Náutico, com o pontinho suado, foi a 44 e se livrou do rebaixamento. Kléber Pereira foi alcançado por Washington e Keirrison e terá de dividir o posto de artilheiro do Brasileirão. Todos com 21 gols.

O Santos entrou em campo perseguindo dois objetivos: garantir a vaga na Sul-Americana e consagrar Kléber Pereira artilheiro do Brasileirão. No entanto, a obsessão pela segunda meta acabou atrapalhando a realização da primeira. Durante toda a primeira etapa, todo jogador santista que recebia a bola procurava o atacante, que, muitas vezes, não estava bem posicionado. Até mesmo as faltas, normalmente cobradas por Molina ou Kleber, ficaram a cargo de Kléber Pereira, que não conseguia acertar o alvo.

O Peixe até pressionou no início e, aos 14 minutos, perdeu uma chance incrível, quando Pará entrou livre pela direita e cruzou para o lateral Kleber, que recebeu na entrada da pequena área e chutou. O goleiro Eduardo defendeu à queima-roupa.

A apenas um empate da sobrevivência na Série A, o Timbu se trancava atrás e buscava espaço para contra-atacar. E aos poucos, foi assustando o time da casa. O Santos marcava muito mal, principalmente pelo lado esquerdo de sua defesa. Kleber tentava ajudar no meio-campo e abandonava o seu setor, dando espaços para o Náutico avançar por ali. Tanto que Fábio Costa salvou o Peixe em duas oportunidades: aos 28 e aos 35 minutos da primeira etapa, ambos em chutes de Felipe.

Para piorar, o sistema de som da Vila Belmiro anunciava a vitória parcial do Atlético-PR sobre o Flamengo, em Curitiba, e o gol de Keirrison, do Coritiba, sobre o Sport, em Recife. O Peixe só não estava fora da Sul-Americana porque o Ipatinga vencia o Fluminense. Já Kléber via o atacante do Coxa alcançá-lo na ponta da tabela de artilheiros, ambos com 21 gols.

Apesar de jogar mal, o Santos conseguia, vez ou outra, envolver a defesa do time de Recife. O gol santista poderia ter saído aos 45 minutos. Em uma falta cobrada por Kléber Pereira, o goleiro Eduardo bateu roupa e a bola sobrou para Robinho. Sozinho, o meia tentou colocar de cabeça e errou o alvo. Nada dava certo.

O segundo tempo se manteve igual. Com o Santos tentando pressionar, mas errando passes demais. Já o Náutico mal passava do meio-campo. Apenas se defendia, tirando todos os espaços do Alvinegro. Para piorar, o Furacão ampliava sobre o Flamengo e o Fluminense, com Washigton, empatava com o Ipatinga. O Peixe, a essa altura, estava fora da Sul-Americana, e Kléber Pereira já dividia a artilharia com dois concorrentes.

Quando Kléber teve uma chance clara para marcar, aos 26, o goleiro Eduardo atrapalhou, fazendo uma grande defesa em chute cruzado do goleador.

Com o péssimo desempenho do time em campo e com a perspectiva de não ver o time, sequer, na Copa Sul-Americana em 2009, a torcida santista, que compareceu em bom número (mais de 14 mil pessoas foram à Vila), perdeu a paciência. Houve muitas vaias e até alguns xingamentos ao técnico Márcio Fernandes, principalmente quando ele sacou Molina para a entrada de Fábio Santos, aos 35 minutos da etapa final.

Aos 38, o lance que resumiu a partida. Lima, que entrara na vaga de Róbson, recebeu pela ponta direita. Em vez de chutar a gol, ele recuou para Kléber Pereira marcar. O artilheiro, porém, errou o chute. Pegou tão mal que a bola foi em direção à linha lateral e sequer chegou a sair.

Ao fim da partida, para “coroar” o show de incompetência, o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, se desentendeu com o quarto árbitro, Élcio Paschoal Borborema, foi para cima, tentou acertar um soco no regra três e acabou expulso.

Ao fim do jogo, tristeza e abatimento dos santistas. E festa, muita festa entre os jogadores do Timbu. A permanência na Série A foi comemorada como um título.


Atlético-MG 0 x 0 Santos

Data: 30/11/2008, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 58.391 pagantes
Renda: R$ 383.212,50
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa/SC)
Auxiliares: Katiuscia Mayer Berger Mendonça (Fifa/ES) e Carlos Berkenbrock (SC)

ATLÉTICO-MG
Edson, Sheslon, Leandro Almeida, Welton Felipe e Raphael Aguiar; Francis, Márcio Araújo (Beto), Elton e Renan Oliveira; Marques (Pedro Paulo) e Castillo (Petkovic).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Fábio Costa; Wendel (Pará), Domingos, Fabão e Fábio Santos; Rodrigo Souto, Roberto Brum, Kleber e Molina (Thiago Luís); Robson (Adriano) e Lima.
Técnico: Márcio Fernandes



No Mineirão, Galo e Peixe comemoram o cômodo empate de 0 a 0

Atlético está na Copa Sul-Americana e Peixe quase livra da queda para a Série B

Diante de mais de 58 mil pagantes no Mineirão, Atlético-MG e Santos, sem mostrar um futebol à altura do grande público, não passaram de um empate sem gols neste domingo, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro 2008. Apesar do resultado ruim em casa, o time mineiro garantiu vaga na Copa Sul-Americana em 2009.

Já a equipe paulista praticamente se livrou do rebaixamento. Apenas uma tragédia fará com que o Santos jogue a Série B em 2009. O time alvinegro teria que perder para o Náutico em casa, o Atlético-PR precisaria vencer o Flamengo em Curitiba, e o Figueirense golear o Internacional para tirar uma diferença de 17 gols saldo.

Com o empate, o Santos permaneceu em 14º lugar e foi a 44 pontos, três a mais que o Figueirense, que é o primeiro da zona de rebaixamento com 41 pontos.

Antes da partida ocorreu um momento de solidariedade. Jogadores de Atlético e Santos entraram em campo exibindo faixa na qual pedem doações às vítimas das chuvas em Santa Catarina

A partida teve um sabor especial para o atacante Marques, de 35 anos. O ídolo atleticano se tornou o jogador que mais vezes (190) vestiu a camisa alvinegra em Campeonato Brasileiro. Ele ultrapassou o ex-lateral-esquerdo Paulo Roberto Prestes, que disputou 189 jogos pela principal competição nacional.

Marques tentou ajudar o Atlético, mas acabou pedindo para sair no segundo tempo e deu lugar ao jovem Pedro Paulo. O experiente atacante disse que faltou iniciativa à equipe mineira, uma vez que atuava diante da torcida.

O jogo

O Atlético começou bem melhor, ameaçando muito mais. O atacante Castillo, em três lances seguidos, assustou a zaga santista: bolas passando próximas à trave, Fábio Costa sendo exigido, bate-rebate na área…

O Santos, mais contido, só se soltou na segunda metade do primeiro tempo. Aos 25 minutos, Kleber foi acionado na esquerda e invadiu a área sem marcação. Mas o chute parou nas mãos do goleiro Edson.

A partir daí, os times passaram a se alternar no ataque. Aos 30, Castillo teve mais uma chance de cabeça. Mas a melhor oportunidade do jogo foi com o santista Lima. Aos 33, o atacante recebeu completamente livre na área atleticana. Mas se enrolou com a bola e a conclusão não saiu das melhores, para sorte de Edson, que dominou o lance.

Antes do intervalo, Fábio Costa ainda precisou trabalhar mais uma vez. Aos 37, Elton, da pequena área, chutou forte para a defesa do goleiro santista.

Após o descanso, as duas equipes pareciam menos afoitas para buscar o gol. Querendo mais atitude, a torcida do Galo, que encheu o Mineirão com mais de 59 mil pessoas, pediu Petkovic e foi logo atendida. O técnico Marcelo Oliveira tirou Castillo para a entrada do sérvio. Do lado paulista, Márcio Fernandes, que já tinha trocado Wendel por Pará, também substituiu Robinho por Adriano.

Apesar das mexidas, as oportunidades de gol foram diminuindo com o passar do tempo. Nem as novas substituições deram muito resultado: entraram Pedro Paulo e Beto no Atlético e Tiago Luís no Santos. O time da casa ainda teve um gol mal anulado. Aos 25 minutos, Renan Oliveira tocou por cobertura, Domingos só tirou a bola depois que ela já tinha cruzado a linha, mas o árbitro errou e assinalou impedimento do atleticano.

Na próxima rodada, o Galo, sem mais pretensões, irá até Porto Alegre enfrentar o Grêmio, que ainda tem chances de título, no estádio Olímpico. Já o Peixe receberá o Náutico, ameaçado pelo rebaixamento, na Vila Belmiro. O Santos não está totalmente livre, mas só cairá se perder para o Timbu, se o Atlético-PR vencer o Flamengo, em Curitiba, e se o Figueirense golear o Internacional, em Florianópolis, precisando ainda descontar uma diferença de 16 gols de saldo dos santistas.


Coritiba 5 x 1 Santos

Data: 22/11/2008, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Árbitro: Giuliano Bozzano (DF)
Auxiliares: Renato Miguel Vieira (DF) e João Patrício Araújo (GO)
Cartões amarelos: Marlos e Bernardi (C); Molina (S).
Gols: Keirrison (26-1); Keirrison (02-2), Molina (10-2), Ariel (24-2), Keirrison (31-2) e Keirrison (35-2).

CORITIBA
Vanderlei; Tiago Bernardi, Rodrigo Mancha e Felipe; Arílton, Alê, Carlinhos Paraíba, Marlos e Ricardinho; Ariel (Guaru) e Keirrison (Henrique Dias).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Fábio Costa; Wendel (Pará), Adaílton, Domingos e Kleber; Rodrigo Souto, Brum, Bida (Cuevas) e Molina; Miachel (Adriano) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes



Coxa goleia com 4 gols de Keirrison e Peixe segue ameaçado

Atacante do Coritiba chega a 20 gols e é o novo vice-artilheiro. Já o Santos segue na luta para espantar o perigo de queda

Com quatro gols de Keirrison, o Coritiba goleou o Santos por 5 a 1, neste sábado, no Couto Pereira, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Alviverde garantiu matematicamente sua classificação para a Copa Sul-Americana. O Santos, que sonha com uma vaga no torneio continental, continuou fora da zona de classificação e ainda não conseguiu espantar de vez o risco de rebaixamento.

O artilheiro Keirrison, que não marcava há sete jogos, mostrou que é o “carrasco” do Peixe. Foi seu sétimo gol contra o time paulista, somente neste Brasileiro. No primeiro turno, na Vila Belmiro, ele marcou os três da vitória por 3 a 1.

Com o resultado, o Coxa voltou a vencer após três partidas e atingiu o sexto lugar, com 53 pontos. Na próxima rodada, o time volta a jogar em casa, domingo (30), às 16h, contra o Vasco.

O Santos não conseguiu evoluir na tabela e segue em 13º, com 43 pontos. Também no domingo (30) joga no Mineirão, diante do Atlético-MG, às 16h.

O jogo

O Santos começou fechado, jogando em seu campo de defesa, dificultando bastante o jogo do Coritiba, que tinha mais posse de bola e tentava pressionar.

O Peixe se defendia, mas quando atacava o fazia com perigo. Em duas jogadas seguidas, o time praiano só não abriu o placar porque o goleiro Vanderlei não permitiu. Aos 14 minutos, após um cruzamento, Felipe desviou contra, mas o goleiro fez a defesa. Dois minutos depois, o arqueiro fez duas defesas em seqüência. A primeira num chute de Rodrigo Souto e depois no rebote, nos pés de Kléber Pereira.

Numa jogada rápida, porém, o Coritiba abriu o placar. Marlos escapou pela direita e cruzou para Keirrison, que se antecipou à zaga e desviou de primeira, no canto direito de Fábio Costa.

O Coritiba não deu chance para o Santos reagir no segundo tempo. Aos 2 minutos, o jovem ala Arilton avançou pela direita e cruzou para Keirrison completar e ampliar o placar. Sem se abater, o Santos se soltou em busca do gol e diminuiu aos 10 minutos. Molina tabelou na entrada da área invadiu e bateu de bico. A bola bateu na trave esquerda e entrou.

O Santos partiu com tudo para buscar o empate e abriu espaços para o contra-ataque do Coxa. Aos 24 minutos, novamente Marlos avançou e rolou para Ariel completar e fazer o terceiro.

Ficou fácil. Aos 28 minutos, Arilton invadiu a área e foi derrubado por Adaílton. Pênalti, que Keirrison cobrou e ampliou para 4 a 1.

Em grande noite, o artilheiro coxa-branca ainda fez mais um, seu quarto gol na partida. Ricardinho invadiu a área e cruzou para Keirrison, sozinho, empurrar e fechar a goleada histórica. Foi 20º gol do atacante, que encostou em Kléber Pereira, artilheiro do Brasileiro, com 21 gols.

O grande destaque do jogo, deixou a partida antes do final, por sentir um contusão. “Acho que fui iluminado. O Santos tem títulos, o melhor do mundo jogou lá. Graças a Deus eu tive esta felicidade de fazer quatro gols”, comentou.


Santos 1 x 0 Internacional

Data: 16/11/2008, domingo, 19h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.731 pagantes
Renda: R$ 119.071,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: José Amilton Pontarolo e José Carlos Dias Passos (ambos do PR).
Cartões amarelos: Kleber, Wendel e Roberto Brum (S); Bustos, Orozco e Taison (I).
Gol: Gustavo Nery (24-2, contra).

SANTOS
Douglas; Wendel, Adaílton, Domingos e Kleber (Adriano); Roberto Brum, Pará, Bida e Molina (Quiñonez); Cuevas (Michael) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes

INTERNACIONAL
Lauro; Bustos, Danny Morais, Orozco e Gustavo Nery; Sandro, Maycon, Rosinei e Taison (Walter); Daniel Carvalho e Guto.
Técnico: Tite



Santos reencontra vitória ao bater reservas do Inter com ‘gol estranho’

Quiñonez erra chute, mas acerta Gustavo Nery e deixa o Peixe em situação cômoda na luta para fugir do rebaixamento

O Santos venceu o time reserva do Internacional-RS por 1 a 0 neste domingo, na Vila Belmiro, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado deixa os alvinegros na 13ª colocação, com 43 pontos, dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Com relação ao rebaixamento, a equipe do litoral abriu seis pontos para a zona da degola. Já os gaúchos ficaram em sétimo, com 51. O único gol do jogo foi marcado contra, pelo lateral Gustavo Nery, após chute do equatoriano Quiñonez, que contou com a sorte e o desvio da bola no jogador colorado antes de chegar as redes.

O Santos tentava reencontrar a vitória depois de ter empatado com o Sport, em Recife, e perdido para Palmeiras, em casa, e Vasco, no Rio de Janeiro. O técnico Márcio Fernandes, porém, tinha os desfalques de Fábio Costa e Rodrigo Souto, suspensos, além de Fabiano Eller, machucado.

O Internacional entrou com um time formado por jogadores reservas. Dos titulares, apenas o goleiro Lauro.

Mesmo assim, os colorados tinham jogadores conhecidos do público paulista, como o lateral-esquerdo Gustavo Nery, que já passou pela Vila Belmiro, e o atacante Daniel Carvalho.

Com a possibilidade de a próxima Sul-Americana dar uma vaga ao campeão na Libertadores a partir do ano que vem, os santistas passaram a valorizar ainda mais a classificação para o torneio, em um ano que os títulos não apareceram na Baixada Santista.

O jogo

A necessidade de buscar mais uma vitória para escapar definitivamente da briga contra o rebaixamento fez o Santos começar o jogo pressionando. Com amplo domínio, o Peixe encurralou a garotada colorada, mas sem levar grande perigo ao gol de Lauro, principalmente pelo excesso de erros de passe nas proximidades da grande área. Kléber Pereira, como sempre, não teve muito espaço.

Mas, com o passar do tempo, o Inter passou a se arriscar. Aproveitando o espaço na intermediária alvinegra, os gaúchos só não ficaram em vantagem no placar por um erro da arbitragem, aos 15. Guto, que havia perdido uma oportunidade cara-a-cara no minuto anterior, recebeu de Daniel Carvalho em condição legal, fez o gol, mas Héber Roberto Lopes marcou impedimento. O jogador estava em condição legal.

Os passes preciosos de Daniel Carvalho continuaram dando trabalho aos paulistas. Aos 18, foi a vez do zagueiro Orozco perder ótima chance. O atacante bateu falta para a área, Douglas rebateu e o defensor chutou por cima com muito perigo. A resposta do Santos veio aos 29, quando Kléber Pereira recebeu livre na área, mas Lauro fechou bem o ângulo e defendeu.

O Inter, contudo, continuou melhor. Aos 34, Taison por pouco não marcou um golaço ao bater de fora da área e quase acertar o ângulo esquerdo. Três minutos mais tarde, Daniel Carvalho bateu escanteio, Gustavo Nery cabeceou sem marcação e Bida salvou no canto esquerdo sofre a linha.

No segundo tempo, o Santos conseguiu corrigir algumas falhas na defesa e reapareceu mais ligado, mas sem criar. Molina, a esperança da torcida, pouco produziu e esteve bem abaixo. Assim, o técnico Márcio Fernandes sacou o colombiano para a entrada de Quiñonez e colocou Michael no lugar de Cuevas.

E, no primeiro lance, Michael quase colocou o Peixe na frente, aos 15, em uma rápida troca de bola na entrada da área. Ele recebeu lindo passe de cabeça de Kléber Pereira pelo lado esquerdo e chutou. Com o braço esquerdo, Lauro desviou e evitou o gol.

Se o futebol não estava ajudando, o Santos chegou ao gol contando com a sorte. Aos 24 minutos, Quiñonez arriscou de fora da área sem a pontaria de sempre. A bola sairia pela lateral, mas desviou em Gustavo Nery no meio do caminho e entrou no canto esquerdo de Lauro, que nada pôde fazer.

O gol fez o Internacional diminuir o ritmo e praticamente não levar mais perigo ao gol de Douglas. Tanto que o Santos continuou com o domínio do jogo, mas sem incomodar, principalmente pela baixa produção do artilheiro Kléber Pereira, sempre preso na marcação.

O atacante Kléber Pereira, artilheiro do Brasileiro, com 21 gols marcados, passou em branco, mas elogiou o companheiro equatoriano, autor do gol da vitória. “No mundo do futebol não existe jogador que não serve para o grupo. A estrela dele (Quiñonez) brilhou hoje. Ele treina com muita seriedade e foi recompensado”, afirmou.


Vasco 1 x 0 Santos

Data: 08/11/2008, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 21.310 pagantes
Renda: R$ 277.790,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Altemir Hausmann (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Alex Teixeira (V); Kléber Pereira, Rodrigo Souto e Fábio Costa (S).
Gol: Edmundo (27-2)

VASCO
Rafael, Jorge Luiz, Eduardo Luiz e Odvan (Edmundo); Wagner Diniz, Jonílson, Mateus (Leandro Bomfim), Madson e Rodrigo Antônio; Alex Teixeira (André) e Leandro Amaral.
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Fábio Costa, Domingos, Fabiano Eller e Adriano; Wendel, Rodrigo Souto, Bida (Uéslei), Molina (Pará) e Kleber; Cuevas (Lima) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes



Superior, Vasco bate Santos e deixa a zona de rebaixamento do Brasileiro

A torcida mais uma vez compareceu em peso e o domínio da partida foi completo. Apesar da noite inspirada do goleiro Fábio Costa, o Vasco foi recompensado, quebrou o jejum de quatro partidas sem triunfar em casa e deixou a zona de rebaixamento ao vencer o Santos por 1 a 0, neste sábado, em São Januário, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Edmundo, de pênalti, fez o gol salvador dos mandantes, que falou ao final do encontro.

“Estou cheio de dor mas feliz. Nos últimos jogos, a torcida fez uma festa bonita, mas nos descontrolamos e perdemos ou empatamos. Estamos melhorando a cada jogo. Vamos dormir fora da zona de rebaixamento”, disse.

Antes do final do embate, grande parte dos jogadores do Santos cercaram o árbitro da partida para reclamar do pênalti assinalado em cima do volante Jonílson. “Não adianta falar neste momento, pois posso tomar uma suspensão. Não foi pênalti nunca. Todos viram”, revelou o meia colombiano Molina.

Com o resultado, o time da Colina alcançou os 37 pontos e a 15ª posição. Já o Santos, que ainda não afastou o perigo de rebaixamento e vê mais longe uma vaga na Copa Sul-Americana, é o 13º, com 40. O Gigante da Colina voltará a campo nesta quarta-feira quando enfrentará o Atlético-MG, às 22h (de Brasília), no Mineirão, pela 35ª rodada da competição. Já o Peixe só retornará no dia 16, contra o Internacional, às 19h10, na Vila Belmiro.

Vasco domina primeiro tempo e Fabio Costa brilha

O Vasco iniciou o confronto de forma inteligente e avançou a sua marcação impedindo que o Santos saísse para o jogo. A equipe da casa perdeu grande chance logo aos dois minutos nos pés de Alex Teixeira. Porém, como de costume, uma das zagas mais vazadas da competição seguia falhando e Kléber Pereira acertou a trave inimiga em lance despretensioso.

Porém, o Cruzmaltino mostrava aplicação e explorava os espaços cedidos com os avanços do lateral Kleber. Em uma delas Wagner Diniz deixou Jorge Luiz livre para desperdiçar suas oportunidades. Se o Vasco tentava chegar pela direita, o Santos tentava fazia o mesmo explorando a dobradinha Cuevas-Molina.

Apesar da instabilidade do trio defensivo do Vasco, o Santos não conseguia ameaçar com efetividade o gol defendido por Rafael. Kléber Pereira atuava de forma muito isolada e não tinha grandes chances. Do outro lado, Madson, Wagner Diniz e Matheus se destacavam no primeiro tempo.

Uniformes trocados e gol de Edmundo no segundo tempo

Na volta para a segunda etapa, as duas equipes voltaram com uniformes diferentes a pedido do árbitro. Apesar da mudança nos trajes, o panorama seguiu e o Cruzmaltino era o “senhor do duelo”. Leandro Amaral perdeu duas chances incríveis. Rafael, que era mero espectador do confronto até então, fez bela defesa em cabeçada de Molina aos sete.

A inoperância do time do Santos e a necessidade de um resultado positivo por parte do Cruzmaltino levaram Renato Gaúcho a promover a entrada de Edmundo no lugar de Odvan aos 13 minutos da etapa final. Aos 18, um lance que evidenciou a ansiedade do time da casa. Querendo cobrar rápido um escanteio, Leandro Amaral chutou a bandeirinha.

Contudo, aos 24, o árbitro Elmo Alves Resende Cunha marcou pênalti de Domingos em Jonílson. Edmundo foi para a cobrança e deslocou o inspirado Fábio Costa. Com o revés, o Santos se mandou com tudo para cima do adversário. Lima obrigou Rafael a salvar os mandantes. Aos 40, Kléber Pereira arrematou para o arqueiro cruzmaltino encaixar. Lima novamente assustou aos 48.

A maior aplicação do Vasco lhe rendeu a segunda vitória consecutiva e um pequeno alívio em relação ao rebaixamento. Já ao Santos restava assimilar o tropeço fora de casa e investir suas atenções no confronto diante do Internacional.