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Santos 1 x 2 Palmeiras

Data: 02/11/2008, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.240 pagantes
Renda: R$ 362.250,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP, aspirante Fifa).
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Kléber Pereira, Adaílton, Roberto Brum, Pará e Bida (S); Jumar, Alex Mineiro, Kléber, Bruno e Sandro Silva (P).
Gols: Kléber (01-1); Bruno (01-2, contra) e Léo Lima (45-2).

SANTOS
Fábio Costa; Wendel, Adaílton, Fabiano Eller e Kleber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida e Molina (Robson); Cuevas (Lima, depois Pará) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes

PALMEIRAS
Bruno; Élder Granja, Gustavo, Martinez e Leandro; Pierre, Jumar (Denílson), Evandro (Sandro Silva) e Diego Souza (Léo Lima); Kléber e Alex Mineiro.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com gol no fim, Palmeiras vence Santos e fica na cola do São Paulo

Um gol de Léo Lima aos 45min do segundo tempo manteve o Palmeiras firme na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. O time alviverde venceu o Santos por 2 a 1 na Vila Belmiro, foi a 61 pontos e, com o empate do Grêmio e a derrota do Cruzeiro, assumiu a segundo colocação na tabela. O São Paulo é o líder, com 62 pontos.

“Esse foi o gol do título. Tenho sorte e sempre faço gols decisivos”, celebrou Léo Lima.

Já o Santos segue com 40 pontos, na 13ª posição, e terminou a rodada cinco pontos acima da zona de rebaixamento.

“O time jogou bem, mas não conseguiu matar o jogo. Clássico se decide em detalhes, e tomamos um gol no começo e outro no final do jogo. Peço desculpas à torcida pela derrota”, lamentou o capitão santista Fábio Costa.

O clássico teve dois gols relâmpagos. Logo a 1min da etapa inicial, Kléber abriu o placar para os visitantes, e os donos da casa responderam a 1min do segundo tempo, gol contra do goleiro Bruno, após dividida com Kléber Pereira, artilheiro do Brasileirão com 21 gols.

Quando tudo indicava que o resultado seria 1 a 1, Leandro cruzou na área, a bola desviou, cruzou toda a área, e Léo Lima deu um carrinho no segundo pau para fazer o gol do triunfo.

O gol do Santos causou polêmica. O auxiliar Vicente Romano Neto achou que Kléber Pereira usou a mão, mas o árbitro Wilson Seneme validou lance. O técnico Vanderlei Luxemburgo invadiu o campo e foi expulso. “Essa é maior sacanagem que eu já vi. Eu entrei em campo para ajudar, falar para o meu time jogar bola”, esbravejou o treinador palmeirense.

O jogo

A partida começou movimentada. No primeiro lance de ataque, Evandro recebeu pela direita e viu Kléber entrar sozinho na área. Ele fez a assistência, e o camisa 30 palmeirense bateu na saída de Fábio Costa e abrir o placar.

Após o gol, os donos da casa partiram pra cima, e o goleiro Bruno, que substituiu o titular Marcos, começou a brilhar no clássico.

Com 15 minutos de clássico, o atleta de 24 anos, que realizou a sua primeira partida como titular no Campeonato Brasileiro, realizou três boas defesas.

O time da capital suportou a pressão inicial e equilibrou o jogo até os 35min, quando o Santos voltou a ter presença no ataque, e mais uma vez Bruno evitou o empate.

Os santistas deixaram o campo reclamando da arbitragem. “Vai esperar quebrar a perna de alguém para dar falta e cartão”, criticou o lateral-esquerdo Kléber. Só no primeiro tempo, foram quatro amarelos para os visitantes.

Do outro lado, os palmeirenses falaram em mudança de postura na etapa final. “A gente não pode chamar o Santos. Temos que sair mais para o jogo e aproveitar os contra-ataques”, analisou Bruno.

Vanderlei Luxemburgo mudou para o segundo tempo e sacou o meia Evandro para a entrada do volante Sandro Silva. Logo no primeiro minuto, o Santos empatou.

Luxemburgo promoveu mais duas alterações para buscar o triunfo fora de casa. Uma delas foi a entrada de Denílson no lugar de Jumar. Entretanto, acostumado a entrar bem nos jogos, o pentacampeão mundial não decidiu a partida dessa vez.

A melhor chance de gol foi do alvinegro da Baixada. Kléber Pereira driblou o goleiro Bruno, mas chutou na rede pelo lado de fora. O Palmeiras não perdoou e obteve os três pontos aos 45min, com um gol de Léo Lima, que substituiu Diego Souza.


Sport Recife 1 x 1 Santos

Data: 30/10/2008, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Ilha do Retiro, no Recife, PE.
Público: 19.782 pagantes
Renda: R$ 69.960,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa/RS)
Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos (Fifa/RN) e José Antonio Chaves Franco Filho (RS).
Cartão amarelo: Moacir (SR); Fábio Santos e Domingos (S).
Gols: Fumagalli (30-1) e Kleber Pereira (45-1).

SPORT RECIFE
Magrão; Sidny, Igor, Durval e Dutra; Moacir, Fábio Gomes (Kássio), Júnior Maranhão e Fumagalli (Wilson); Carlinhos Bala (Lúcio Curió) e Roger.
Técnico: Nelsinho Batista

SANTOS
Fábio Costa, Pará, Domingos, Adaílton e Fábio Santos; Adriano (Fabão), Kléber, Molina (Michael) e Wendel; Robson (Adoniran) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes



Santos suporta pressão e arranca empate contra o Sport

Sport e Santos fizeram um bom jogo, nesta quinta-feira, no estádio da Ilha do Retiro, no Recife, e empataram em 1 a 1. O resultado não altera a posição das duas equipes, que estão situadas no meio da tabela. O time da casa é o 11º colocado, agora com 42 pontos, e o Alvinegro paulista vem logo atrás, com 40. É o sétimo jogo sem vitória do Rubro-Negro pernambucano.

“O Santos não perdeu dois pontos, mas sim conquistou um ponto. Nenhuma equipe de São Paulo ganhou”, destacou o técnico santista Márcio Fernandes, frisando que São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Portuguesa não obtiveram êxito em Recife neste ano.

Na próxima rodada, o Sport sai para enfrentar o ameaçado Atlético-PR, em Curitiba, enquanto o Santos faz o clássico paulista contra o Palmeiras, na Vila Belmiro. Os dois jogos acontecem no domingo, às 17h (de Brasília).

Apesar de as duas equipes atuarem de forma aberta, com predominância das jogadas em velocidade, o primeiro chute de maior perigo aconteceu apenas aos 9 minutos. Roger recebeu uma bola pelo alto, na entrada da área, e, de peito, deixou para o volante Moacir. O camisa 5 chutou de primeira, rasteiro, mas a bola passou a cerca de dois metros da trave de Fábio Costa.

As equipes não conseguiam criar jogadas de penetração e as jogadas de ataque surgiam apenas através dos disparos de longa distância. Foi assim que o time da casa, com Fumagalli, Júnior Maranhão e Sidny, e os visitantes, com Kleber Pereira, se arriscaram em buscar o gol até os 25 minutos, mas sem muito perigo para os goleiros.

O técnico Márcio Fernandes entrou com Pará na lateral-direita e o jogador do Santos perdeu a maioria dos embates com o lateral-esquerdo Dutra, do Sport. Com isso, o treinador optou por deslocar Pará para o meio e colocar Wendel no setor. A substituição parece ter dado ainda mais espaço ao time da casa, que passou a explorar cada vez mais as jogadas pela esquerda do seu ataque.

Aos 27, Carlinhos Bala recebeu um bom passe de Dutra, na esquerda, e cruzou na pequena área. Roger se deslocou bem e conseguiu chegar à bola, de cabeça, sem marcação. Mas, desequilibrado, não conseguiu concluir para dentro do gol.

Dois minutos depois, o volante Fábio Gomes se aventurou ao ataque, também pela esquerda, e após tabelar com Dutra achou Roger em boa posição, dentro da área. O camisa 9 matou a bola e foi derrubado por um carrinho desferido por Adriano. Na cobrança, aos 30, Fumagalli deslocou Fábio Costa para fazer 1 a 0 Sport.

Na única vez em que conseguiu chegar ao ataque de forma efetiva, o Santos marcou o gol de empate. Aos 45 minutos, Molina penetrou na área, pela direita, deu um bom drible sobre o marcador e chutou quase à queima roupa de Magrão. O goleiro do Sport defendeu no reflexo e, na sobra, Kleber Pereira pegou a bola em um bonito sem pulo, para fazer 1 a 1. Foi o 21º gol do artilheiro santista.

O segundo tempo começou com o Sport em cima, na tentativa de mostrar que o gol “achado” pelo Santos havia sido mero acaso. Logo aos dois minutos, Sidny chutou rasteiro e obrigou Fábio Costa a desviar para escanteio. Um minuto depois, Fumagalli ajeitou uma bola para Júnior Maranhão, que encheu o pé. Fábio Costa, na caída e com apenas uma mão, mandou outra vez pela linha de fundo e evitou o segundo gol rubro-negro.

O Sport seguia no ataque e outros dois chutes assustaram o camisa 1 do Santos. Aos 7 minutos, com Júnior Maranhão, e aos 9, com Roger, praticamente do mesmo lugar, a entrada da área, o time da casa esteve bem próximo de desempatar o jogo, mas a bola raspou a trave de Fábio Costa. Aos 13, mais uma boa chance do Rubro-Negro do Recife. Sidny esperou o quanto pôde para deixar Fumagalli na cara do gol. O meia virou bem e chutou alto, mas a bola explodiu no travessão.

Na tentativa de conter o ímpeto do Sport, Márcio Fernandes colocou o Santos no 3-5-2, com a entrada do zagueiro Fabão na vaga do volante Adriano. Aos 16, dois minutos após a mudança, Molina cabeceou na frente de Magrão e perdeu uma chance clara.

Nelsinho deu a resposta ao treinador do Santos ao colocar sua equipe ainda mais à frente. Ele tirou um dos três volantes, Fábio Gomes, e efetivou o meia Kássio. Na sequência, pôs dois atacantes, Wilson e Lúcio Curió, nas vagas de Fumagalli e Carlinhos Bala. O Sport voltou a se fazer mais presente no ataque, mas sem a mesma intensidade.

Com muita vontade, Curió fez algumas boas jogadas com Roger. Em uma delas, aos 28, Roger matou no peito e o estreante da noite chutou prensado. O troco do Santos veio aos 30, com um chute de Kleber Pereira que raspou a trave de um já batido Magrão.

Nos últimos minutos, o jogo se tornou franco e o Santos também passou a buscar mais o ataque. Kleber Pereira teve outra chance, aos 34, mas a bola subiu muito.


Santos 3 x 0 Figueirense

Data: 25/10/2008, sábado, 18h20.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.573 pagantes
Renda: R$ 150.052,00
Árbitro: Alício Pena Júnior (Fifa/MG)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Rodrigo Otávio Baeta (MG).
Cartões amarelos: Adaílton, Bida e Rodrigo Souto (S); Leandro Carvalho, Alex e Ramon (F).
Gols: Molina (38-1), Bida (40-1); Rodrigo Souto (18-2).

SANTOS
Fábio Costa; Pará, Adaílton, Fabão e Kleber; Rodrigo Souto, Roberto Brum (Adriano), Bida e Molina (Lima); Robson (Michael) e Kléber Pereira
Técnico: Márcio Fernandes

FIGUEIRENSE
Wilson; Alex, Bruno Perone (Leandro Carvalho) e Asprilla; Diogo, Gomes, William Matheus, Ramon (Edu Sales) e Marquinho; Wellington Amorim (Rodrigo Fabri) e Tadeu
Técnico: Mário Sérgio



Santos vence Figueirense e ratifica distância do rebaixamento

O Santos venceu o Figueirense por 3 a 0 neste sábado, na Vila Belmiro, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado deixa a equipe do técnico Márcio Fernandes ainda mais tranqüila com relação ao rebaixamento, na 12 ª colocação, com 39 pontos, sete a mais do bloco da “degola”.

Os gols da vitória alvinegra, que também deixou o time dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana, foram de Molina, Bida e Rodrigo Souto. Destaque também para o goleiro Fábio Costa, que defendeu um pênalti batido por Tadeu quando o jogo estava 0 a 0. Já os catarinenses ficaram em situação delicada, com 34, apenas duas posições acima da zona do descenso.

O Santos não teve os zagueiros Domingos e Fabiano Eller, punidos pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), e Wendel, suspenso. Com isso, Fabão e Adaílton começaram pela primeira vez juntos uma partida. Em contrapartida, o artilheiro Kléber Pereira estava de volta depois de cumprir suspensão, apesar de não ter marcado gol.

O jogo

O Figueirense começou o jogo bem melhor, marcando forte no meio-de-campo e pressionando o Santos desde o início. Acuado, o Peixe abusava dos chutões sem direção. Kléber Pereira, isolado na frente, não pegava na bola. O cenário era todo favorável à equipe catarinense. Aos 27 minutos, um lance capital: o atacante Tadeu se enroscou com Adaílton dentro da área e caiu. O árbitro marcou pênalti.

Mas aí apareceu Fábio Costa. Voltando a pisar o gramado da Vila Belmiro após três meses se recuperando de uma lesão (a última vez havia sido no dia 13 de julho, contra o Botafogo), o capitão defendeu a cobrança de Tadeu, que chutou rasteiro e sem força no canto esquerdo.

A partir daí é como se um novo jogo tivesse começado. Após levar o susto do pênalti, o Peixe se assentou, passou a controlar a posse de bola e empurrou o Figueira para o seu campo. O jogo mudou de lado e o time da casa foi mais efetivo. Aos 38, Bida e Rodrigo Souto vieram tabelando desde o meio-de-campo. A bola sobrou para Róbson, que tentou o chute a bol. No bate-rebate, ela acabou sobrando para Molina afundar de pé esquerdo.

A torcida santista ainda comemorava o gol, quando Souto e Bida acertaram outra boa jogada. Desses vez, Souto viu o companheiro entrando na área e acertou um belo passe. Bida matou no peito e, com categoria, acertou o ângulo direito com um chute certeiro.

O Figueira até tentou tomar a inciativa mais uma vez no início da segunda etapa. Dessa vez, porém, o Peixe estava mais esperto. Não deu chance para a equipe catarinense e, com a bola nos pés, criou várias chances. Rodrigo Souto, que comandava o meio-de-campo santista com muita categoria marcou o seu gol aos 17 minutos. Em cobrança de escanteio executada por Molina, o volante completou de primeira, de pé direito e marcou o terceiro.

A partir daí, com a partida praticamente liqüidada, começou ao mutirão para fazer o artilheiro Kléber Pereira marcar o seu gol. Todo santista que pegava a bola lançava para o atacante, que tentava de esquerda, de direita, brigava com a zaga, mas não conseguia acertar sequer o gol. Aos 33, Kléber perdeu sua melhor chance. Fabão cobrou falta com violência, o goleiro espalmou,e o atacante, de frente para o gol, chutou por cima.

Foi a primeira vez após sete jogos consecutivos na Vila Belmiro que Kléber deixa o gramado sem balançar a rede.


Botafogo 0 x 1 Santos

Data: 18/10/2008, sábado, 18h20.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 20.634 pagantes
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Carlos Berkenbrock (SC)
Cartões amarelos: Renato Silva e André Luís (B); Domingos, Roberto Brum e Wendel (S).
Gol: Molina (26-2).

BOTAFOGO
Renan, Thiaguinho, Renato Silva, André Luís e Triguinho; Diguinho, Túlio, Lúcio Flávio (Zárate) e Carlos Alberto (Marcelinho); Jorge Henrique e Wellington Paulista (Lucas Silva).
Técnico: Ney Franco

SANTOS
Fábio Costa, Wendel, Domingos, Adaílton (Fabão) e Kleber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida (Pará) e Molina; Cuevas (Robson) e Lima.
Técnico: Márcio Fernandes



Com gol de Molina, Santos volta a vencer fora de casa contra Bota

Peixe escapa do risco de degola e afasta a equipe do Rio de Janeiro da briga pela vaga na Libertadores

O Santos voltou a vencer fora de casa neste sábado pelo Campeonato Brasileiro. Enfrentando o Botafogo, no Engenhão, o Peixe mostrou que está deixando para trás o fantasma do rebaixamento ao superar a equipe carioca. O gol marcado pelo meia Molina decretou o segundo triunfo dos paulistas longe de casa, que não venciam uma vitória fora da Vila Belmiro desde 30 de julho, quando o Peixe bateu o Internacional, por 1 a 0.

Com o resultado, o Santos se afastou da zona do rebaixamento, se consolidando na 13° posição, com 36 pontos, dentro do grupo dos times que estariam classificados para a próxima Sul-americana. O Botafogo permanece na sexta colocação, com 46 pontos.

Na próxima rodada, os dois clubes voltam a jogar no sábado. O Botafogo vai até Minas Gerais, onde encara a partir das 16 horas, encara o Ipatinga. Já o Santos recebe o Figueirense, às 18h20 (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Para este compromisso o Peixe não poderá contar com o lateral Wendel, que recebeu o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão automática.

O jogo
A partida começou com as duas equipes se estudando bastante. A primeira chance de gol surgiu por parte dos visitantes. Aos 13 minutos, Bida puxou o contra-ataque e tocou para Rodrigo Souto, que deixou Lima na cara do gol. O substituto de Kléber Pereira chegou a driblar o goleiro Renan, mas mandou a bola por cima do gol na hora da finalização.

Recuperado do susto, o Botafogo resolveu incomodar Fábio Costa. Com 16, Thiaguinho tabelou com Carlos Alberto e cruzou para Wellington Paulista. O centroavante do time carioca bateu para boa defesa do arqueiro santista. No minuto seguinte foi a vez de Renan trabalhar, espalmando um chute forte de longa distância do volante Bida.

A partida continuava equilibrada, com as duas equipes dando trabalho aos goleiros. Aos 21, Wellington Paulista limpou a marcação e finalizou para mais uma defesa de Fábio Costa.

O Peixe não se intimidou e respondeu aos 29. Wendel cruzou na medida para Lima, que antecipou a chegada do zagueiro e de carrinho quase marcou o primeiro gol do time da Vila Belmiro. Renan, demonstrando ter bastante reflexo, desviou pela linha de fundo.

Iguais no placar, Botafogo e Santos viram dois seus principais atletas deixarem o campo contundidos. Pelos cariocas, Lúcio Flávio sentiu uma lesão muscular, dando lugar ao centroavante argentino Zarate. Do lado santista, Nelson Cuevas teve um problema no músculo adutor na coxa direita. O meia Róbson entrou na vaga do avante paraguaio.

Aos 44 minutos, a última chance do primeiro tempo. Thiaguinho levantou a bola na área e mais uma vez Wellington Paulista apareceu para finalizar. De cabeça, o centroavante botafoguense exigiu uma grande intervenção de Fábio Costa, que mostrou estar totalmente recuperado da contusão que o afastou durante três meses dos gramados.

Na volta do intervalo, a primeira chance foi dos donos da casa. Aos 11, André Luiz subiu sozinho e cabeceou ao lado do gol. O Peixe não demorou para responder. Três minutos após, Kléber encontrou Róbson na entrada da área. O meio-campista bateu fraco, no meio do gol, para defesa de Renan.

Vendo o time da Vila Belmiro controlar as ações no meio-campo, o técnico Ney Franco colocou Fábio no lugar de Wellington Paulista procurando reequlibrar a posse de bola. O Santos continuava jogando melhor e criava boas oportunidades para fazer o gol. Aos 26, os santistas chegaram lá. Molina bateu com precisão uma falta na lateral, encobrindo Renan e anotando o seu quarto tento na competição.

Agüentando a pressão dos cariocas, o Peixe ainda teve algumas chances de marcar o segundo gol, com o atacante Lima e o meia Róbson, porém o placar permaneceu inalterado até o apito final do árbitro.

“Eu comemorei para desabafar mesmo. Há um mês não estava passando por momentos muito bons, mas agora as coisas estão melhorando de novo. Bati forte e fechado para que o goleiro não pudesse pegar. Acho que bati como tinha que ser e peguei o goleiro de surpresa”, explicou Molina após celebrar seu gol com a torcida santista.

Enquanto isso, o Botafogo, que ainda luta por uma vaga na Copa Libertadores da América de 2009, parou nos 46 pontos e viu seu sonho ficar mais distante de ser realizado.

“Foi lamentável, principalmente o nosso segundo tempo. Temos que esquecer a derrota, pois temos um grupo qualificado para chegar em algum lugar respeitável dentro do Campeonato Brasileiro”, lamentou Diguinho após o duelo.


Grêmio 2 x 0 Santos

Data: 08/10/2008, quarta-feira, 22h00
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 30.463 pagantes
Renda: R$ 511.770,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa/RJ) e Ricardo Maurício Ferreira (RJ)
Cartões amarelos: Morales e Jean (G); Fabiano Eller, Kleber Pereira e Domingos (S).
Cartão vermelho: Fabiano Eller (S)
Gols: Morales (02-1) e Soares (49-2).

GRÊMIO
Victor; Jean (Amaral), Réver e William Thiego; Felipe Mattioni, Rafael Carioca, William Magrão (Orteman), Douglas Costa e Hélder; Soares e Morales (Reinaldo).
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Douglas; Wendel, Fabiano Eller, Domingos e Fábio Santos (Carleto); Souto, Brum, Bida (Pará) e Molina (Tiago Luís); Cuevas e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes



Grêmio vence o Santos, 2 a 0, e reassume a liderança isolada

O Grêmio reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro com a vitória de 2 a 0 sobre o Santos, na noite desta quarta-feira, no Olímpico. Beneficiado pelo empate do Palmeiras com o Figueirense (0 a 0), o time gaúcho volta a ficar isolado na frente, ao mesmo tempo em que mantém o adversário em situação complicada na metade inferior da tabela de classificação.

Chegando aos 56 pontos, o Tricolor retoma o primeiro lugar depois de duas rodadas. Faltando nove jogos para o final da competição, o clube gaúcho abre vantagem sobre o alviverde paulista (54) e desponta na briga pelo título. O próximo compromisso será contra a Portuguesa (19/10), em São Paulo.

Por sua vez, o Santos segue com mau retrospecto como visitante (só venceu longe da Vila Belmiro uma vez), pára nos 33 pontos e vê os adversários da zona do rebaixamento se aproximarem. Para aumentar o temor dos torcedores, terá mais um compromisso fora de casa no dia 18/10, contra o Botafogo.

O jogo

O Grêmio começou indo pra cima, e só precisou de dois minutos para abrir o placar. Num chute de Soares que rebateu na defesa, a bola sobrou limpa para o centroavante Morales, oportunista, que não perdoou: 1 a 0. O Santos errava passes e corria riscos atrás, mas sem se intimidar tentava atacar, com Cuevas dando trabalho à zaga.

Melhor na marcação, os donos da casa tinham mais posse de bola, mas por vezes era envolvido pelas rápidas triangulações do adversário, o que tornava o confronto equilibrado.

Fábio Santos quase fez gol olímpico aos 36min, na melhor chance alvinegra, que terminou o primeiro tempo melhor, mas sem conseguiu igualar o placar.

Na saída do vestiário o goleiro Victor não mostrava satisfação com o resultado parcial.

“A equipe deles é perigosa, tem qualidade na frente. Se dermos meio metro de espaço complica para a gente”, alertou.

A qualidade técnica não era a mesma na etapa final, com as duas equipes exagerando nos chutões para a frente, e quem tinha mais paciência para trabalhar a jogada era o Santos. O Grêmio dava espaço e tentava matar a partida no contra-ataque.

Com o alvinegro aberto, pressionando em busca do gol de empate, o confronto ganhou velocidade e emoção, com boas chances para os dois lados.

Victor fez milagre aos 45, quando espalmou um chute de Carleto que ia no ângulo esquerdo.

No rebote de uma falta cobrada por Douglas Costa, Soares, aos 49, fez 2 a 0 e fechou com chave de ouro a festa da torcida.