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Santos 1 x 2 Cruzeiro

Data: 06/12/2009, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.942 pagantes
Renda: R$ 100.585,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)
Cartões amarelos: Eli Sabiá (S); Leonardo Silva e Jonathan (C).
Cartões vermelhos: Jonathan (C)
Gols: Wellington Paulista (04-1); Neymar (25-2) e Kléber (30-2).

SANTOS
Felipe; Pará (Felipe Azevedo), Edu Dracena, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique; Neymar e Kléber Pereira (André).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Gil e Diego Renan (Kléber); Elicarlos, Henrique, Marquinhos Paraná e Fernandinho (Cláudio Caçapa); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Thiago Heleno).
Técnico: Adilson Batista



Cruzeiro vence o Santos e chega à Libertadores, com derrota do Palmeiras

No jogo que marcou a despedida de Vanderlei Luxemburgo, no dia seguinte à eleição de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, candidato de oposição, o Santos não conseguiu a vitória que desejava o treinador para terminar o Brasileiro com dignidade. A festa foi do Cruzeiro, que conseguiu um triunfo dramático, por 2 a 1, com o gol salvador marcado por Kléber, que saiu do banco, em sua primeira partida após a cirurgia de púbis. O Gladiador, que se desentendeu com torcedores celestes, por causa de seu “carinho” com o Palmeiras, foi responsável pela eliminação do alviverde, que perdeu para o Botafogo, por 2 a 1, no Engenhão.

A partida valia muito para o Cruzeiro, que entrou em campo com o objetivo de buscar sua vaga à Libertadores, pela terceira vez consecutiva, o que acabou acontecendo, e não influenciaria em nada a situação do Santos, já garantido à Copa Sul-Americana, começou com tumultos do lado de fora do estádio. Houve enfrentamento de torcedores santistas e cruzeirenses, coma necessidade de a Polícia Militar utilizar balas de borracha para conter o tumulto.

Sem perder longe de Belo Horizonte há quatro meses, o Cruzeiro precisava vencer o Santos e contar com derrota de Palmeiras ou São Paulo, que enfrentaram, respectivamente, Botafogo, no Engenhão, e Sport, no Morumbi. O time cruzeirense fez a sua parte e ficou na torcida por um resultado que o levasse à Libertadores. A partida celeste acabou bem antes do jogo no Engenhão, quando o Botafogo vencia por 2 a 0. O Palmeiras ainda diminuiu o placar, mas não conseguiu o empate que o colocaria na competição internacional.

Do lado do Santos, o futuro do técnico Vanderlei Luxemburgo era a grande indagação. “O último jogo é hoje. Ficou bem posicionado durante a eleição que eles não me queriam e eu não queria trabalhar com a oposição. Como ganhou o Luis Álvaro, que já deu declaração que não vai trabalhar comigo, como eu também não trabalharia, vamos terminar de forma digna”, afirmou Luxemburgo, que admitiu conversas com o Atlético-MG, rival celeste, mas não quis se aprofundar no tema. “Vamos pensar no jogo”, disse.

O Cruzeiro marcou logo no início do primeiro tempo, aos 4min, com Wellington Paulista. Depois disso teve de superar grande pressão do Santos, agravada pela expulsão de Jonathan, aos 15 minutos do segundo tempo, chegando a ceder o empate. Aí surgiu a estrela de Kléber, que não jogava desde que “brigou” com a torcida celeste e, em seu primeiro lance, balançou as redes de Felipe.

O jogo

No primeiro tempo, logo aos 4min, Marquinhos Paraná lançou o lateral-direito Jonathan, que atuou com liberdade, e cruzou a bola para o artilheiro do time no Brasileiro, Wellington Paulista, marcar o seu 14º gol. No minuto seguinte, o mesmo jogador desperdiçou a chance de ampliar.

O Cruzeiro dominava a partida, seguindo sua cartilha para jogar como visitante: marcando forte e saindo rapidamente nos contra-ataques. Foi assim nos primeiros 15 minutos, quando o time de Adilson Batista podia ter ampliado sua vantagem. Aos poucos, no entanto, o time santista que demonstrava sinais de nervosismo, começou a equilibrar a situação.

De dominado, o Santos passou a jogar em igualdade de condições, na metade da etapa inicial, até chegar à condição de dominador. O time da casa passou a pressionar, criando e desperdiçando chances para empatar. Tanto que finalizou oito vezes contra o gol de Fábio, enquanto os visitantes concluíram cinco vezes.

Kléber Pereira, que teve três chances de finalizar de dentro da área cruzeirense, não voltou para o segundo tempo. Luxemburgo optou pelo jovem André. E foi ele quem teve a primeira chance na etapa final, ao completar jogada de Madson, mas bateu torto. O Cruzeiro, que havia voltado com a mesma formação, teve uma alteração logo aos 8min. Fernandinho, que substituiu a Gilberto como armador, deixou o campo, para a entrada de Caçapa, com o time mineiro passando a jogar com três zagueiros.

A pressão era total do Santos, que ficou com um jogador a menos, quando Jonathan foi expulso aos 15 min. Imediatamente, Luxemburgo colocou um jogador ofensivo, Robson, no lugar do volante Rodrigo Mancha, enquanto Adilson Batista fechou de vez o time mineiro. Ele tirou Wellington Paulista e escalou um quarto zagueiro: Thiago Heleno.

De tanto pressionar, o Santos acabou empatando a partida. O gol do time paulista foi marcado por Neymar, aos 25 minutos, mas a entrada do Gladiador Kléber alterou o cenário. O jogador fez o gol do desempate, em sua primeira jogada, e correu para abraçar o técnico Adilson Batista. Depois disso, o time mineiro conseguiu administrar o triunfo e ficou na expectativa pelo término do jogo entre Botafogo e Palmeiras.


Avaí 2 x 2 Santos

Data: 29/11/2009, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC.
Público: 8.761 pagantes
Renda: R$ 47.184,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e Jose Antonio Chaves Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: Léo Gago e Anderson (A); Paulo Henrique e Edu Dracena (S).
Cartões vermelhos: Adaílton (S)
Gols: Cristian (03-1), Cristian (06-1), Kléber Pereira (27-1); Paulo Henrique Ganso (39-2).

AVAÍ
Eduardo Martini; Rafael, Augusto e Anderson; Luís Ricardo (Leonardo), Ferdinando, Léo Gago, Caio, Eltinho (Uendel); Muriqui e Cristian (Fabinho Capixaba).
Técnico: Silas

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson (Edu Dracena) e Paulo Henrique; Neymar (Felipe Azevedo) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com um a menos, Santos arranca empate com o Avaí e ofusca despedida de Silas

A festa estava armada na Ressacada. Após uma campanha surpreendente no Campeonato Brasileiro e de garantir vaga na Copa Sul-Americana, a torcida do Avaí encheu o estádio para comemorar e se despedir de Silas. Tudo dava certo e o time vencia por 2 a 0, mas o Santos, mesmo com um homem a menos, conseguiu reagir e, nos minutos finais, empatou a partida ‘estragando’ a festa.

Com a Ressacada cheia, as comemorações começaram antes mesmo do apito incial. Os jogadores entraram em campo com camisas e erguendo uma faixa em agradecimento à torcida com os dizeres: “Obrigado torcida. 2009 foi bom, 2010 será melhor”.

Silas, que já havia anunciado que em 2010 não estará mais no comando da equipe e já negocia sua transferência para o Grêmio, foi o mais assediado. “Só quero agradecer e ganhar o jogo”, disse, emocionado. No final do duelo, o objetivo não foi alcançado, mas o comandante foi ovacionado, teve o nome gritado e deu até volta olímpica. Nas arquibancadas era possível ver a faixa “Boa sorte Silas”.

Apesar do gosto de derrota, o Avaí foi a 54 pontos na tabela de classificação e, em nono, já tem assegurada a vaga na Copa Sul-Americana, algo inédito na história do clube.

Já o Santos, irregular durante toda a competição, mostra força na reta final após golear o Coritiba por 4 a 0 na semana passada. Assim, o time foi a 49 pontos, o suficiente para também se garantir na competição continental. Mas tem suas atenções voltadas mais para as eleições presidenciais no final da próxima semana.

Na rodada de encerramento do Campeonato Brasileiro, os times apenas cumprem tabela. O Santos recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro, enquanto o Avaí pega o Náutico.

Com o clima festivo, o Avaí começou arrasador. Logo aos 2 minutos, Léo chegou atrasado e fez falta em Cristian na área. Ele próprio cobrou o pênalti e abriu o marcador. Três minutos mais tarde, após bela jogada de Muriqui, Felipe defendeu, mas Cristian aproveitou e fez o segundo.

O Avaí continuou pressionando, marcando a saída de bola do Santos, que errava muitos passes. As únicas tentativas saíam dos pés de Madson. Até que Rafael derrubou Rodrigo Mancha na área aos 27 min. Na cobrança, Kléber Pereira converteu e diminuiu.

No segundo tempo, o Avaí parecia que liquidaria o duelo. Cristian fez boa jogada e por pouco não marcou o seu terceiro gol. Mas o jogo ficou equilibrado e o Santos cresceu na partida, mesmo com um a menos, já que Adaílton havia sido expulso,. Aos 39 minutos do segundo tempo, conseguiu o empate com Paulo Henrique.


Santos 4 x 0 Coritiba

Data: 22/11/2009, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.942 pagantes
Renda: R$ R$ 52.270,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Léo e Madson (S); Rodrigo Heffner, Pereira e Jeci (C).
Gols: Madson (22-1), Kléber Pereira (25-1); Neymar (19-2) e Neymar (43-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo (Triguinho); Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira (Jean).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CORITIBA
Vanderlei; Rodrigo Heffner, Pereira (Marcos Aurélio), Jeci e Luciano Amaral; Jaílton, Leandro Donizete, Makelele e Carlinhos Paraíba (Thiago Gentil); Marcelinho e Rômulo.
Técnico: Ney Franco



Em tarde inspirada, Santos goleia e complica o Coritiba

Madson, Kléber Pereira e Neymar (duas vezes) ajudaram o Peixe a se livrar matematicamente do rebaixamento, ainda um tormento para o Coxa

O Santos entrou em campo contra o Coritiba, neste domingo, na Vila Belmiro, pressionado pela possibilidade — ainda que remota — de rebaixamento e pelo clima instável por conta das eleições presidenciais do clube, marcadas para dezembro. Mas, em uma jornada inspirada, os santistas não deram chances aos paranaenses e venceram por 4 a 0, gols de Madson, Kléber Pereira e Neymar (2).

Com este resultado, o Peixe chegou a 48 pontos e, apesar de permanecer na 12° colocação do Campeonato Brasileiro, está definitivamente livre do fantasma da degola e cada vez mais próximo de um lugar na Copa Sul-americana do ano que vem. Já o Coxa, na 14° posição, segue ameaçado pelo rebaixamento, com 44 pontos.

O jogo

O Santos começou o duelo mostrando que estava determinado a voltar a ganhar dentro da Vila Belmiro, após pouco mais de dois meses – o último triunfo havia sido sobre o Santo André, por 1 a 0, no dia 13 de setembro.

Logo aos nove minutos, o meia Paulo Henrique Lima quase abriu o placar. O lateral Pará cruzou na medida para Ganso, que cabeceou no ângulo de Vanderlei. Bem posicionado, o goleiro alviverde se esticou e conseguiu evitar o gol.

Pouco depois, Kléber Pereira recebeu uma boa enfiada de bola, invadiu a grande área livre e soltou a bomba. O centroavante levou azar e a bola acabou passando por cima da trave do Coritiba.

Mas, aos 22, finalmente o predomínio e a insistência do Peixe acabaram premiados. Em cobrança de falta, Madson cobrou a falta, a bola passou por todo mundo e acabou entrando no ângulo direito de Vanderlei, que nada pôde fazer para evitar o primeiro tento santista.

Se aproveitando do bom momento na partida e da fragilidade do adversário, os donos da casa chegaram ao segundo gol. Após jogada ensaiada de falta, entre Madson e Paulo Henrique Lima, o ‘baixinho’ encontrou Kléber Pereira sozinho, sem marcação. O camisa 9 dominou a bola no peito e, dentro da grande área, finalizou com força, sem chances para Vanderlei: 2 a 0 para o Alvinegro Praiano.

Sem saber como fazer para sua equipe reagir em campo, o técnico Ney Franco chegou a tirar, ainda no primeiro tempo, o zagueiro Pereira para a entrada de Marcos Aurélio. A mudança acabou sendo em vão, porque o Santos continuou impondo o seu ritmo de jogo.

Com 33, Neymar poderia ter definido a disputa. O jovem atacante recebeu grande passe de Ganso, porém, na hora de concluir, acabou pegando fraco na bola, para a defesa de Vanderlei.

Antes do intervalo, os santistas ainda tiveram duas boas oportunidades para definir o encontro, com Madson. Aos 37, o ‘baixinho’ ia marcando um golaço, mas o goleiro Vanderlei estava atento e com agilidade, conseguiu evitar que Madson o driblasse e fizesse mais um gol. E, com 45, o meia tocou para fora, dentro da pequena área, uma assistência precisa de Pará, depois de um lançamento de Neymar.

Na etapa complementar, no entanto, o Peixe não deu chances ao seu adversário. Com 19, Neymar recebeu belo passe de Madson e, mesmo marcado, conseguiu empurrar a bola para o fundo das redes.

Entregue no gramado da Vila, o Coritiba praticamente assistia o Alvinegro Praiano jogar. Aos 24, Neymar sofreu pênalti de Jeci. Na cobrança, Kléber Pereira parou na boa intervenção do arqueiro Vanderlei, que fez a defesa em dois tempos.

Apesar de ter desperdiçado uma penalidade, o Santos ainda teve fôlego para marcar mais um gol. Aos 43, Ganso deu um passe milimétrico para Neymar. Com inteligência, o camisa 7 deu um chute no ar, enganando o goleiro coxa branca, antes de mandar a bola por cima dele, anotando o quarto gol santista no confronto, para delírio da torcida alvinegra.


Internacional 3 x 1 Santos

Data: 15/11/2009, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 12.944 pagantes
Renda: R$ 212.015,00
Árbitro: Arílson Bispo da Anunciação (BA)
Auxiliares: Belmiro da Silva e José Carlos Oliveira dos Santos (ambos da BA).
Cartões amarelos: Guiñazu e Daniel (I); Kléber Pereira (S).
Gols: Danilo Silva (25-1), Marquinhos (28-1); Neymar (18-2), D’Alessandro (39-2)

INTERNACIONAL
Lauro; Danilo Silva (Daniel), Índio, Bolívar e Kléber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e D’Alessandro; Marquinhos e Alecsandro (Glaydson).
Técnico: Mário Sérgio

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Souto, Rodrigo Mancha, Madson (Felipe Azevedo) e Paulo Henrique; Neymar (André) e Kléber Pereira (Jean).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Inter vence o Santos por 3 a 1 no Beira-Rio e retorna ao G-4

Em um confronto movimentado e indefinido até o final, o Internacional suou mas fez as pazes com a torcida no Beira-Rio ao vencer o Santos por 3 a 1, neste domingo, retornando ao G-4 do Campeonato Brasileiro. Danilo Silva, Marquinhos e D’Alessandro foram os autores dos gols que deixaram a equipe na zona de classificação para a Copa Libertadores, restando apenas três rodadas para o fim da temporada.

Depois de fazer dois gols no primeiro tempo, o Inter viu Neymar descontar na etapa final, o que deixou o confronto tenso até o gol de D’Alessandro, aos 39min. O resultado, muito comemorado, leva o clube aos 56 pontos, igualando o Atlético-MG, mas ganhando a quarta colocação pelo melhor saldo. Na próxima rodada, os dois times de enfrentam no Mineirão, em um encontro que pode consolidar uma vaga no G-4.

Sem muitas ambições, o Santos fica nos 45 pontos, na 12ª colocação, e corre o risco de ficar fora inclusive da zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Na 36ª rodada o time volta para casa, onde receberá o Coritiba, na busca pela recuperação.

Apesar de ter começado a partida mostrando iniciativa e criando boas chances, o Inter não tinha o apoio da torcida, que mostrava insatisfação com o momento de instabilidade da equipe na competição. O clima mudou aos 25min, quando Alecsandro fez grande assistência para Danilo Silva, que entrou na área em velocidade, se atirou na bola e conseguiu o chute certeiro no canto direito: 1 a 0.

A torcida ainda fazia festa quando viu Marquinhos ampliar o placar, aos 28. Depois de uma confusão na área, ele pegou a sobra e quase na pequena área chutou forte, rasteiro, para fazer 2 a 0. O Santos parecia desinteressado, tinha dificuldade para chegar no ataque. Com a vantagem, o time colorado se manteve melhor e ainda teve chances de ampliar no fim do primeiro tempo.

Descontente com a falta de marcação da equipe paulista, Paulo Henrique Ganso reclamou no intervalo. “Também temos de marcar forte. Não aproveitamos as bolas paradas, mas no segundo tempo temos de conseguir para empatar”. Do outro lado, Giuliano pedia seriedade para confirmar a vitória. “Fomos bem, mas precisamos fazer o terceiro antes de pensar em administrar”, salientou.

O segundo tempo iniciou eletrizante. As duas equipes criaram boas chances, sendo que o Inter acertou a trave duas vezes, com Alecsandro e Neymar.

O duelo ficou ainda mais emocionante quando Neymar, aos 18min, aproveitou um cruzamento de Jean e fez 2 a 1. O Inter se fechou para garantir o resultado, e o alívio só veio aos 39min, quando D’Alessandro fez jogada individual e acertou o chute no canto esquerdo, fazendo 3 a 1 e fechando o placar.


Santos Laguna 2 x 1 Santos

Data: 11/11/2009, quarta-feira.
Competição: Amistoso Internacional
Local: Estádio Território Santos Modelo, em Torreón, México.
Público: 30.000 pagantes
Árbitro: Marco Rodríguez
Cartão amarelo: Adaílton (S)
Gols: Matías Vuoso (06-1); Jean (43-2) e Ochoa (48-2).

SANTOS LAGUNA
Oswaldo Sánchez; Estrada (Pedro Quiñonez), Figueroa (Paco Torres), Santiago (Cristian Sanchez) e Mares; Jiménez (Mosqueda), Arce, Rodríguez (González) e Luduenã (Cárdenas); Matías Vuoso (Ochoa) e Darwin Quintero.
Técnico: Sergio Bueno

SANTOS
Felipe; Pará (Luizinho), Adaílton (Edu Dracena), Eli Sabiá (Astorga) e Triguinho (Léo); Rodrigo Mancha (Felipe Azevedo); Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima (Jean); Neymar (Gil) e Kléber Pereira (André).
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Em inauguração de estádio mexicano, Santos perde por 2 a 1 do xará

O Santos caiu por 2 a 1 diante do clube mexicano Santos Laguna em confronto encerrado na madrugada desta quinta-feira. O duelo marcou a inauguração do Estádio Território Santos Modelo, que fica em Torreon (ao norte do México), com capacidade para cerca de 30 mil pessoas, e começou com cerca de 50 minutos de atraso por causa da bonita festa, que contou com apresentação do cantor Ricky Martin.

Ao contrário do que possa parecer, o Santos Laguna tem o nome inspirado na cidade de Santa Cruz e possui as cores verde, branco e preto em seu uniforme.

Convidado pela equipe mexicana, Pelé deu o pontapé inicial na partida, que contou com uma série de eventos antes do seu início. O jogo só começou após um discurso do presidente do México, Felipe Calderón, um show do cantor porto-riquenho Ricky Martin, além de apresentações de artistas locais. O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, também prestigiou a inauguração do estádio.

O jogo

A partida começou com o Santos fazendo valer sua melhor qualidade técnica e pressionando o adversário. No entanto, apesar de ter começado com duas boas descidas ao ataque, o Peixe recebeu um duro golpe logo nos minutos iniciais do confronto.

Aos seis minutos, Darwin Quintero encontrou Matías Vuoso na grande área. O atacante dominou com estilo e finalizou de bico ao gol. A bola passou debaixo das pernas de Eli Sabiá e enganou o goleiro Felipe, que nada pôde fazer. E Vuoso entrou para a história do Santos Laguna como o autor do primeiro gol do novo estádio de seu clube.

Mas o Alvinegro Praiano não se abateu e quase chegou ao empate. Aos 12, Kléber Pereira recebeu um lançamento de Neymar, protegeu bem a bola do goleiro mexicano Oswaldo Sánchez e bateu para o gol. Atenta, a zaga mexicana afastou o perigo. Pará ainda tentou o gol no rebote, porém Sánchez estava atento e fez a defesa, sem dar rebote.

Com 22, mais uma chance para o time da Vila Belmiro. Em triangulação do ataque brasileiro, o meia Paulo Henrique Lima arriscou um chute de fora da área, exigindo mais uma intervenção de Oswaldo Sánchez. O arqueiro do Laguna ainda viria a trabalhar mais uma vez, em boa cabeçada de Neymar, que aproveitou um cruzamento de Triguinho, dois minutos depois.

Após sofrer com uma forte pressão santista, que tinha um maior controle da posse de bola, dominando as ações no meio-campo, os donos da casa conseguiram responderam à altura. Em jogada ensaiada de escanteio, aos 30, Luduenã cortou a marcação e arrematou com força. Rápido, Felipe conseguiu espalmar a bola e evitar o segundo gol dos mexicanos.

Antes do intervalo, o Santos teve mais uma oportunidade para deixar tudo igual no placar. Descendo com rapidez pelo lado esquerdo, Triguinho surpreendeu a zaga mexicana ao cruzar uma bola para cabeçada de Kléber Pereira. O centroavante procurou finalizar fora do alcance de Oswaldo Sánchez. Mas o goleiro mexicano provou que estava em uma noite inspirada ao evitar novamente o gol de empate dos brasileiros.

Depois da conversa com o técnico Wanderley Luxemburgo e com cinco modificações, o Peixe voltou para a etapa complementar da mesma atitude que terminou o primeiro tempo: atacando.

Aos sete, Róbson cruzou a bola para a entrada da pequena área, Oswaldo Sánchez cortou parcialmente e, se antecipando aos atacantes alvinegros, se agarrou à bola, evitando, assim, o gol de empate dos santistas.

Entretanto, apesar de encurralar os anfitriões em seu campo de defesa, os brasileiros viram o seu xará mexicano assustar novamente. Aos 17, Quintero fintou Léo, deixando o ala esquerdo no chão, antes de buscar o ângulo de Felipe que, atento, espalmou a bola para escanteio.

O Santos continuava a ameaçar o gol dos mexicanos. Com 27, Adaílton foi ao ataque, em cobrança de escanteio, e quase deixou a sua marca. Pouco depois, aos 33, Gil exigiu uma boa defesa de Oswaldo Sanchéz em arremate cruzado. No rebote, André não conseguiu vencer o arqueiro do Santos Laguna.

No fim do amistoso, ainda houve tempo para dois gols. Aos 43, Jean se aproveitou do rebote de um chute de André, que bateu no travessão, para completar para o fundo das redes, deixando o placar empatado.

Só que os mexicanos não desistiram e chegaram à vitória, aos 48. O atacante Ochoa recebeu uma enfiada de bola precisa e, na saída de Felipe, marcou o gol do triunfo do Santos Laguna, para delírio dos 30 mil torcedores que compareceram a inauguração da nova arena.

O confronto desta quinta-feira também marcou a estreia do zagueiro Edu Dracena com a camisa santista. Apresentado há mais de um mês como reforço, o jogador demorou para estrear porque recuperava a melhor condição física, prejudicada pelo tempo que ele ficou afastado por causa de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, sofrida em abril.

Depois de retornar do México nesta sexta-feira, o Santos fará um único treino neste sábado à tarde, já em Porto Alegre, visando a partida do próximo domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio. O duelo valerá pela 35.ª rodada do Campeonato Brasileiro.