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Santos 1 x 2 Cruzeiro

Data: 06/12/2009, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.942 pagantes
Renda: R$ 100.585,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)
Cartões amarelos: Eli Sabiá (S); Leonardo Silva e Jonathan (C).
Cartões vermelhos: Jonathan (C)
Gols: Wellington Paulista (04-1); Neymar (25-2) e Kléber (30-2).

SANTOS
Felipe; Pará (Felipe Azevedo), Edu Dracena, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique; Neymar e Kléber Pereira (André).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Gil e Diego Renan (Kléber); Elicarlos, Henrique, Marquinhos Paraná e Fernandinho (Cláudio Caçapa); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Thiago Heleno).
Técnico: Adilson Batista



Cruzeiro vence o Santos e chega à Libertadores, com derrota do Palmeiras

No jogo que marcou a despedida de Vanderlei Luxemburgo, no dia seguinte à eleição de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, candidato de oposição, o Santos não conseguiu a vitória que desejava o treinador para terminar o Brasileiro com dignidade. A festa foi do Cruzeiro, que conseguiu um triunfo dramático, por 2 a 1, com o gol salvador marcado por Kléber, que saiu do banco, em sua primeira partida após a cirurgia de púbis. O Gladiador, que se desentendeu com torcedores celestes, por causa de seu “carinho” com o Palmeiras, foi responsável pela eliminação do alviverde, que perdeu para o Botafogo, por 2 a 1, no Engenhão.

A partida valia muito para o Cruzeiro, que entrou em campo com o objetivo de buscar sua vaga à Libertadores, pela terceira vez consecutiva, o que acabou acontecendo, e não influenciaria em nada a situação do Santos, já garantido à Copa Sul-Americana, começou com tumultos do lado de fora do estádio. Houve enfrentamento de torcedores santistas e cruzeirenses, coma necessidade de a Polícia Militar utilizar balas de borracha para conter o tumulto.

Sem perder longe de Belo Horizonte há quatro meses, o Cruzeiro precisava vencer o Santos e contar com derrota de Palmeiras ou São Paulo, que enfrentaram, respectivamente, Botafogo, no Engenhão, e Sport, no Morumbi. O time cruzeirense fez a sua parte e ficou na torcida por um resultado que o levasse à Libertadores. A partida celeste acabou bem antes do jogo no Engenhão, quando o Botafogo vencia por 2 a 0. O Palmeiras ainda diminuiu o placar, mas não conseguiu o empate que o colocaria na competição internacional.

Do lado do Santos, o futuro do técnico Vanderlei Luxemburgo era a grande indagação. “O último jogo é hoje. Ficou bem posicionado durante a eleição que eles não me queriam e eu não queria trabalhar com a oposição. Como ganhou o Luis Álvaro, que já deu declaração que não vai trabalhar comigo, como eu também não trabalharia, vamos terminar de forma digna”, afirmou Luxemburgo, que admitiu conversas com o Atlético-MG, rival celeste, mas não quis se aprofundar no tema. “Vamos pensar no jogo”, disse.

O Cruzeiro marcou logo no início do primeiro tempo, aos 4min, com Wellington Paulista. Depois disso teve de superar grande pressão do Santos, agravada pela expulsão de Jonathan, aos 15 minutos do segundo tempo, chegando a ceder o empate. Aí surgiu a estrela de Kléber, que não jogava desde que “brigou” com a torcida celeste e, em seu primeiro lance, balançou as redes de Felipe.

O jogo

No primeiro tempo, logo aos 4min, Marquinhos Paraná lançou o lateral-direito Jonathan, que atuou com liberdade, e cruzou a bola para o artilheiro do time no Brasileiro, Wellington Paulista, marcar o seu 14º gol. No minuto seguinte, o mesmo jogador desperdiçou a chance de ampliar.

O Cruzeiro dominava a partida, seguindo sua cartilha para jogar como visitante: marcando forte e saindo rapidamente nos contra-ataques. Foi assim nos primeiros 15 minutos, quando o time de Adilson Batista podia ter ampliado sua vantagem. Aos poucos, no entanto, o time santista que demonstrava sinais de nervosismo, começou a equilibrar a situação.

De dominado, o Santos passou a jogar em igualdade de condições, na metade da etapa inicial, até chegar à condição de dominador. O time da casa passou a pressionar, criando e desperdiçando chances para empatar. Tanto que finalizou oito vezes contra o gol de Fábio, enquanto os visitantes concluíram cinco vezes.

Kléber Pereira, que teve três chances de finalizar de dentro da área cruzeirense, não voltou para o segundo tempo. Luxemburgo optou pelo jovem André. E foi ele quem teve a primeira chance na etapa final, ao completar jogada de Madson, mas bateu torto. O Cruzeiro, que havia voltado com a mesma formação, teve uma alteração logo aos 8min. Fernandinho, que substituiu a Gilberto como armador, deixou o campo, para a entrada de Caçapa, com o time mineiro passando a jogar com três zagueiros.

A pressão era total do Santos, que ficou com um jogador a menos, quando Jonathan foi expulso aos 15 min. Imediatamente, Luxemburgo colocou um jogador ofensivo, Robson, no lugar do volante Rodrigo Mancha, enquanto Adilson Batista fechou de vez o time mineiro. Ele tirou Wellington Paulista e escalou um quarto zagueiro: Thiago Heleno.

De tanto pressionar, o Santos acabou empatando a partida. O gol do time paulista foi marcado por Neymar, aos 25 minutos, mas a entrada do Gladiador Kléber alterou o cenário. O jogador fez o gol do desempate, em sua primeira jogada, e correu para abraçar o técnico Adilson Batista. Depois disso, o time mineiro conseguiu administrar o triunfo e ficou na expectativa pelo término do jogo entre Botafogo e Palmeiras.


Depois de nove anos, o Santos tem um novo presidente. Neste sábado, o sociólogo Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro venceu as eleições do clube e substitui Marcelo Teixeira no comando do clube alvinegro. O pleito, aliás, foi marcado por muita confusão envolvendo simpatizantes de situação e oposição.

Ribeiro venceu as eleições com 1.882 votos, contra 1.129 de Teixeira. Também foram registrados 12 votos nulos e um branco. No total, 3.024 santistas aptos a votar foram às urnas neste sábado.

Durante a apuração, enquanto ainda vencia Teixeira por uma boa vantagem, Ribeiro já prometia uma revolução no clube. “Nós vamos fazer uma varredura no Santos”, disse o agora presidente santista, mantendo o discurso feito na campanha.

Também durante a apuração, Teixeira reconheceu a desvantagem no número de votos em relação a Ribeiro e deixou as dependências do Santos antes mesmo de o processo ser concluído. A ação do agora ex-presidente, aliás, deve ser a mesma do técnico Vanderlei Luxemburgo, que prometeu deixar o Santos em caso de derrota da situação nas urnas.

Eleito presidente do Santos em 2000, Marcelo Teixeira “colocou a mão no bolso” e montou um time repleto de medalhões naquele ano, com nomes como Rincón, Márcio Santos, Galván, Carlos Germano e Valdo, mas a equipe não rendeu como ele esperava – apesar do vice paulista daquela temporada.

Em 2002, porém, o Santos revelou a geração de Robinho, Diego, Paulo Almeida, Alex e Elano, foi campeão brasileiro e consagrou Teixeira ao quebrar um jejum desde 1984 sem o clube conquistar um título relevante. Outro título brasileiro veio dois anos depois, em 2004, sob o comando de Luxemburgo – amigo de Teixeira.

No ano de 2003, com Emerson Leão, o Santos voltou a sonhar com títulos internacionais. A equipe praiana chegou à decisão da Copa Libertadores, mas parou no Boca Juniors, de Tevez.

Nos anos de 2006 e 07, o clube foi bicampeão paulista, mas já não conseguiu repetir no Brasileiro as campanhas do passado. Na Libertadores de 2006, a equipe perdeu a semifinal para o Grêmio.

Nos últimos dois anos, Teixeira não conseguiu mais fazer boas campanhas no Brasileiro e a sua imagem se desgastou perante a torcida. O último suspiro foi o vice-campeonato paulista desde ano, quando perdeu a decisão para o Corinthians de Ronaldo.

Santistas brigam em eleição e chegam a paralisar apuração

Uma confusão entre torcedores e membros da oposição do Santos interrompeu por alguns minutos a apuração dos votos da eleição presidencial do clube, neste sábado. Concorrendo ao cargo contra Marcelo Teixeira e eleito novo presidente alvinegro ao término da briga, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro liderava a contagem dos votos santistas.

A briga se sucedeu depois que urna 5 foi aberta. Integrantes de uma das torcidas organizadas do Santos partiram para cima dos oposicionistas e o clima ficou pesado nas dependências do clube – muitas cadeiras, inclusive, foram quebradas. A apuração das urnas foi retomada por volta das 20h20 (de Brasília).

Luiz Alvaro de Oliveira Ribeiro liderava a disputa até a abertura das cinco primeiras urnas com 918 votos, contra 532 de Marcelo Teixeira, que presidia o clube desde 2000. Com a volta da apuração, a oposição fechou a eleição com 1.882 votos, contra 1.129 da situação.


Avaí 2 x 2 Santos

Data: 29/11/2009, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC.
Público: 8.761 pagantes
Renda: R$ 47.184,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e Jose Antonio Chaves Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: Léo Gago e Anderson (A); Paulo Henrique e Edu Dracena (S).
Cartões vermelhos: Adaílton (S)
Gols: Cristian (03-1), Cristian (06-1), Kléber Pereira (27-1); Paulo Henrique Ganso (39-2).

AVAÍ
Eduardo Martini; Rafael, Augusto e Anderson; Luís Ricardo (Leonardo), Ferdinando, Léo Gago, Caio, Eltinho (Uendel); Muriqui e Cristian (Fabinho Capixaba).
Técnico: Silas

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson (Edu Dracena) e Paulo Henrique; Neymar (Felipe Azevedo) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com um a menos, Santos arranca empate com o Avaí e ofusca despedida de Silas

A festa estava armada na Ressacada. Após uma campanha surpreendente no Campeonato Brasileiro e de garantir vaga na Copa Sul-Americana, a torcida do Avaí encheu o estádio para comemorar e se despedir de Silas. Tudo dava certo e o time vencia por 2 a 0, mas o Santos, mesmo com um homem a menos, conseguiu reagir e, nos minutos finais, empatou a partida ‘estragando’ a festa.

Com a Ressacada cheia, as comemorações começaram antes mesmo do apito incial. Os jogadores entraram em campo com camisas e erguendo uma faixa em agradecimento à torcida com os dizeres: “Obrigado torcida. 2009 foi bom, 2010 será melhor”.

Silas, que já havia anunciado que em 2010 não estará mais no comando da equipe e já negocia sua transferência para o Grêmio, foi o mais assediado. “Só quero agradecer e ganhar o jogo”, disse, emocionado. No final do duelo, o objetivo não foi alcançado, mas o comandante foi ovacionado, teve o nome gritado e deu até volta olímpica. Nas arquibancadas era possível ver a faixa “Boa sorte Silas”.

Apesar do gosto de derrota, o Avaí foi a 54 pontos na tabela de classificação e, em nono, já tem assegurada a vaga na Copa Sul-Americana, algo inédito na história do clube.

Já o Santos, irregular durante toda a competição, mostra força na reta final após golear o Coritiba por 4 a 0 na semana passada. Assim, o time foi a 49 pontos, o suficiente para também se garantir na competição continental. Mas tem suas atenções voltadas mais para as eleições presidenciais no final da próxima semana.

Na rodada de encerramento do Campeonato Brasileiro, os times apenas cumprem tabela. O Santos recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro, enquanto o Avaí pega o Náutico.

Com o clima festivo, o Avaí começou arrasador. Logo aos 2 minutos, Léo chegou atrasado e fez falta em Cristian na área. Ele próprio cobrou o pênalti e abriu o marcador. Três minutos mais tarde, após bela jogada de Muriqui, Felipe defendeu, mas Cristian aproveitou e fez o segundo.

O Avaí continuou pressionando, marcando a saída de bola do Santos, que errava muitos passes. As únicas tentativas saíam dos pés de Madson. Até que Rafael derrubou Rodrigo Mancha na área aos 27 min. Na cobrança, Kléber Pereira converteu e diminuiu.

No segundo tempo, o Avaí parecia que liquidaria o duelo. Cristian fez boa jogada e por pouco não marcou o seu terceiro gol. Mas o jogo ficou equilibrado e o Santos cresceu na partida, mesmo com um a menos, já que Adaílton havia sido expulso,. Aos 39 minutos do segundo tempo, conseguiu o empate com Paulo Henrique.


Santos 4 x 0 Coritiba

Data: 22/11/2009, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.942 pagantes
Renda: R$ R$ 52.270,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Léo e Madson (S); Rodrigo Heffner, Pereira e Jeci (C).
Gols: Madson (22-1), Kléber Pereira (25-1); Neymar (19-2) e Neymar (43-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo (Triguinho); Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira (Jean).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CORITIBA
Vanderlei; Rodrigo Heffner, Pereira (Marcos Aurélio), Jeci e Luciano Amaral; Jaílton, Leandro Donizete, Makelele e Carlinhos Paraíba (Thiago Gentil); Marcelinho e Rômulo.
Técnico: Ney Franco



Em tarde inspirada, Santos goleia e complica o Coritiba

Madson, Kléber Pereira e Neymar (duas vezes) ajudaram o Peixe a se livrar matematicamente do rebaixamento, ainda um tormento para o Coxa

O Santos entrou em campo contra o Coritiba, neste domingo, na Vila Belmiro, pressionado pela possibilidade — ainda que remota — de rebaixamento e pelo clima instável por conta das eleições presidenciais do clube, marcadas para dezembro. Mas, em uma jornada inspirada, os santistas não deram chances aos paranaenses e venceram por 4 a 0, gols de Madson, Kléber Pereira e Neymar (2).

Com este resultado, o Peixe chegou a 48 pontos e, apesar de permanecer na 12° colocação do Campeonato Brasileiro, está definitivamente livre do fantasma da degola e cada vez mais próximo de um lugar na Copa Sul-americana do ano que vem. Já o Coxa, na 14° posição, segue ameaçado pelo rebaixamento, com 44 pontos.

O jogo

O Santos começou o duelo mostrando que estava determinado a voltar a ganhar dentro da Vila Belmiro, após pouco mais de dois meses – o último triunfo havia sido sobre o Santo André, por 1 a 0, no dia 13 de setembro.

Logo aos nove minutos, o meia Paulo Henrique Lima quase abriu o placar. O lateral Pará cruzou na medida para Ganso, que cabeceou no ângulo de Vanderlei. Bem posicionado, o goleiro alviverde se esticou e conseguiu evitar o gol.

Pouco depois, Kléber Pereira recebeu uma boa enfiada de bola, invadiu a grande área livre e soltou a bomba. O centroavante levou azar e a bola acabou passando por cima da trave do Coritiba.

Mas, aos 22, finalmente o predomínio e a insistência do Peixe acabaram premiados. Em cobrança de falta, Madson cobrou a falta, a bola passou por todo mundo e acabou entrando no ângulo direito de Vanderlei, que nada pôde fazer para evitar o primeiro tento santista.

Se aproveitando do bom momento na partida e da fragilidade do adversário, os donos da casa chegaram ao segundo gol. Após jogada ensaiada de falta, entre Madson e Paulo Henrique Lima, o ‘baixinho’ encontrou Kléber Pereira sozinho, sem marcação. O camisa 9 dominou a bola no peito e, dentro da grande área, finalizou com força, sem chances para Vanderlei: 2 a 0 para o Alvinegro Praiano.

Sem saber como fazer para sua equipe reagir em campo, o técnico Ney Franco chegou a tirar, ainda no primeiro tempo, o zagueiro Pereira para a entrada de Marcos Aurélio. A mudança acabou sendo em vão, porque o Santos continuou impondo o seu ritmo de jogo.

Com 33, Neymar poderia ter definido a disputa. O jovem atacante recebeu grande passe de Ganso, porém, na hora de concluir, acabou pegando fraco na bola, para a defesa de Vanderlei.

Antes do intervalo, os santistas ainda tiveram duas boas oportunidades para definir o encontro, com Madson. Aos 37, o ‘baixinho’ ia marcando um golaço, mas o goleiro Vanderlei estava atento e com agilidade, conseguiu evitar que Madson o driblasse e fizesse mais um gol. E, com 45, o meia tocou para fora, dentro da pequena área, uma assistência precisa de Pará, depois de um lançamento de Neymar.

Na etapa complementar, no entanto, o Peixe não deu chances ao seu adversário. Com 19, Neymar recebeu belo passe de Madson e, mesmo marcado, conseguiu empurrar a bola para o fundo das redes.

Entregue no gramado da Vila, o Coritiba praticamente assistia o Alvinegro Praiano jogar. Aos 24, Neymar sofreu pênalti de Jeci. Na cobrança, Kléber Pereira parou na boa intervenção do arqueiro Vanderlei, que fez a defesa em dois tempos.

Apesar de ter desperdiçado uma penalidade, o Santos ainda teve fôlego para marcar mais um gol. Aos 43, Ganso deu um passe milimétrico para Neymar. Com inteligência, o camisa 7 deu um chute no ar, enganando o goleiro coxa branca, antes de mandar a bola por cima dele, anotando o quarto gol santista no confronto, para delírio da torcida alvinegra.


Internacional 3 x 1 Santos

Data: 15/11/2009, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 12.944 pagantes
Renda: R$ 212.015,00
Árbitro: Arílson Bispo da Anunciação (BA)
Auxiliares: Belmiro da Silva e José Carlos Oliveira dos Santos (ambos da BA).
Cartões amarelos: Guiñazu e Daniel (I); Kléber Pereira (S).
Gols: Danilo Silva (25-1), Marquinhos (28-1); Neymar (18-2), D’Alessandro (39-2)

INTERNACIONAL
Lauro; Danilo Silva (Daniel), Índio, Bolívar e Kléber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e D’Alessandro; Marquinhos e Alecsandro (Glaydson).
Técnico: Mário Sérgio

SANTOS
Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Souto, Rodrigo Mancha, Madson (Felipe Azevedo) e Paulo Henrique; Neymar (André) e Kléber Pereira (Jean).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Inter vence o Santos por 3 a 1 no Beira-Rio e retorna ao G-4

Em um confronto movimentado e indefinido até o final, o Internacional suou mas fez as pazes com a torcida no Beira-Rio ao vencer o Santos por 3 a 1, neste domingo, retornando ao G-4 do Campeonato Brasileiro. Danilo Silva, Marquinhos e D’Alessandro foram os autores dos gols que deixaram a equipe na zona de classificação para a Copa Libertadores, restando apenas três rodadas para o fim da temporada.

Depois de fazer dois gols no primeiro tempo, o Inter viu Neymar descontar na etapa final, o que deixou o confronto tenso até o gol de D’Alessandro, aos 39min. O resultado, muito comemorado, leva o clube aos 56 pontos, igualando o Atlético-MG, mas ganhando a quarta colocação pelo melhor saldo. Na próxima rodada, os dois times de enfrentam no Mineirão, em um encontro que pode consolidar uma vaga no G-4.

Sem muitas ambições, o Santos fica nos 45 pontos, na 12ª colocação, e corre o risco de ficar fora inclusive da zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Na 36ª rodada o time volta para casa, onde receberá o Coritiba, na busca pela recuperação.

Apesar de ter começado a partida mostrando iniciativa e criando boas chances, o Inter não tinha o apoio da torcida, que mostrava insatisfação com o momento de instabilidade da equipe na competição. O clima mudou aos 25min, quando Alecsandro fez grande assistência para Danilo Silva, que entrou na área em velocidade, se atirou na bola e conseguiu o chute certeiro no canto direito: 1 a 0.

A torcida ainda fazia festa quando viu Marquinhos ampliar o placar, aos 28. Depois de uma confusão na área, ele pegou a sobra e quase na pequena área chutou forte, rasteiro, para fazer 2 a 0. O Santos parecia desinteressado, tinha dificuldade para chegar no ataque. Com a vantagem, o time colorado se manteve melhor e ainda teve chances de ampliar no fim do primeiro tempo.

Descontente com a falta de marcação da equipe paulista, Paulo Henrique Ganso reclamou no intervalo. “Também temos de marcar forte. Não aproveitamos as bolas paradas, mas no segundo tempo temos de conseguir para empatar”. Do outro lado, Giuliano pedia seriedade para confirmar a vitória. “Fomos bem, mas precisamos fazer o terceiro antes de pensar em administrar”, salientou.

O segundo tempo iniciou eletrizante. As duas equipes criaram boas chances, sendo que o Inter acertou a trave duas vezes, com Alecsandro e Neymar.

O duelo ficou ainda mais emocionante quando Neymar, aos 18min, aproveitou um cruzamento de Jean e fez 2 a 1. O Inter se fechou para garantir o resultado, e o alívio só veio aos 39min, quando D’Alessandro fez jogada individual e acertou o chute no canto esquerdo, fazendo 3 a 1 e fechando o placar.