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Goiás 0 x 3 Santos

Data: 08/12/2013, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 25.238 pagantes
Renda: R$ 354.655,00
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC)
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Durval (S).
Cartão vermelho: Hugo (G)
Gols: Cícero (05-1) e Montillo (44-1); Montillo (32-2).

GOIÁS
Renan; Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Amaral, Dudu Cearense (Ramon), Eduardo Sasha (Roni), Hugo e Renan Oliveira (Welinton Júnior); Walter (Léo Bonatini).
Técnico: Luís Fernando Flores (auxiliar)

SANTOS
Aranha; Cicinho, Gustavo Henrique, Durval e Eugenio Mena (Emerson); Alison (Alan Santos), Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro (Everton Costa).
Técnico: Claudinei Oliveira



Goiás é derrotado pelo Santos e perde chance de chegar à Libertadores

Dois gols de Montillo e outro de Cícero deram a vitória ao time paulista, que deixa goianos fora do G4 do Brasileiro

Em partida disputada neste domingo no Estádio Serra Dourada, válida pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Goiás foi derrotado pelo Santos, por 3 a 0 (um de Cícero e dois de Montillo) e perdeu, além da quarta colocação na tabela de classificação, a oportunidade de disputar a Copa Libertadores em 2014.

O Goiás, que só precisava da vitória para se garantir na quarta colocação, foi prejudicado pelo resultado do Botafogo, que venceu o Criciúma e entrou no G4. A equipe comandada por Enderson Moreira permaneceu com 59 pontos e terminou a competição na sexta posição.

Por sua vez, o Santos, que não brigava por mais nada, ganhou uma posição e terminou o Brasileirão na sétima colocação, com 57 pontos. Esta é a melhor campanha da equipe paulista desde 2007, quando o time comandado por Vanderlei Luxemburgo ficou com o vice-campeonato, atrás apenas do campeão e arquirrival São Paulo.

O jogo

Antes do pontapé inicial, foi respeitado um minuto de silêncio, em homenagem ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que faleceu na última quinta-feira. Nos primeiros instantes da partida, os jogadores das duas equipes ficaram trocando passes, dando sequência aos protestos orquestrados pelo movimento Bom Senso FC, que pleiteia, entre outras melhorias, a mudança do calendário do futebol brasileiro.

O Santos abriu o placar aos cinco minutos de jogo. Após jogada pela direita, a defesa tirou mal e Arouca ficou com a sobra. O volante levantou na medida para Cícero, que cabeceou para baixo, marcando seu 16º gol no Campeonato Brasileiro.

No lance seguinte, o Goiás teve a chance de empatar. Dudu Cearense arriscou da entrada da área e a bola passou perto da trave direita defendida por Aranha, que já desistira do lance. Aos 18, Dudu cobrou falta na cabeça de Rodrigo, que cabeceou tirando de Aranha. Cicinho, em cima da linha, salvou o que seria o gol de empate.

Aos 33 minutos, após sobra de escanteio, o zagueiro Rodrigo lançou Hugo na grande área. Em posição duvidosa, o meia apareceu livre atrás dos zagueiros santistas, mas colocou muita força na finalização e mandou a bola por cima do gol.

O segundo gol santista saiu aos 44 minutos. Emerson avançou pela esquerda e tocou na área para Thiago Ribeiro. O atacante santista protegeu da marcação e rolou para Montillo, que aparecia atrás. O argentino acertou forte chute de primeira no canto direito de Renan.

Uma falha de Aranha, aos seis minutos da segunda etapa, quase proporcionou o primeiro gol ao Goiás. Rodrigo bateu falta com força no meio do gol, o goleiro santista espalmou para o meio da área e, no rebote, Vítor, dentro da pequena área, chutou por cima do travessão.

Aos 14 minutos, Cícero dominou na entrada da área, iludiu a marcação da defesa esmeraldina e finalizou de direita, acertando a trave de Renan. No contra-ataque seguinte, Thiago Ribeiro dominou na ponta esquerda, puxou para o meio e finalizou. A bola passou muito perto do poste esquerdo adversário.

O terceiro gol santista foi marcado aos 32 minutos. Em rápido contra-ataque, Geuvânio recebeu no meio e viu Montillo invadindo a área pela direita livre de marcação. Com um chute cruzado, de primeira, o argentino venceu o goleiro Renan e marcou seu segundo tento na partida.

Aos 45 minutos, Hugo se desentendeu com o meia Roni, seu companheiro de equipe, e recebeu o cartão vermelho de forma direta.

Em sua despedida, Durval comemora vitória com ‘honra e dignidade’

Zagueiro não terá seu contrato renovado e fez sua última partida pelo Santos no triunfo diante do Goiás

A partida entre Goiás e Santos, disputada neste domingo, no Estádio Serra Dourada, e vencida pelos paulistas por 3 a 0, marcou a despedida do zagueiro Durval. O jogador de 33 anos, que não terá seu contrato renovado pela diretoria, deixou o gramado comemorando o resultado, que garantiu ao Santos a sétima colocação no Campeonato Brasileiro, com 57 pontos.

“Não tínhamos nada a perder. Precisávamos terminar (o Brasileiro) com honra e dignidade. O 3 a 0 ficou de bom tamanho”, declarou Durval.

Contratado no começo de 2010, Durval fez neste domingo sua 249ª partida com a camisa do Santos. Em quatro anos, o zagueiro conquistou seis títulos – três Paulistas (2010, 2011 e 2012), uma Copa do Brasil (2010), uma Libertadores (2011) e uma Recopa Sul-Americana (2012).

A chegada da delegação santista a São Paulo deverá ocorrer nesta madrugada. A reapresentação do elenco está marcada para o próximo dia 6, no CT Rei Pelé, quando o Santos iniciará a preparação para o Campeonato Paulista, que começa dia 18 de janeiro.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos

Santos 2 x 1 Atlético-PR

Data: 01/12/2013, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Público: 11.431 pagantes
Renda: R$ 235.940,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE).
Cartões amarelos: Edu Dracena e Alan Santos (S); Marcelo e Bruno Silva (A).
Gols: Marcelo (27-1) e Cícero (33-1); Cícero (31-2).

SANTOS
Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena (Edu Dracena), Gustavo Henrique e Mena; Alan Santos, Marcos Assunção (Renato Abreu), Cícero e Montillo; Thiago Ribeiro e Geuvânio.
Técnico: Claudinei Oliveira

ATLÉTICO-PR
Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Bruno Silva (Roger), João Paulo (Zezinho) e Everton; Marcelo e Ederson (Dellatorre).
Técnico: Vagner Mancini



Show de Cícero dá vitória ao Santos e complica Atlético-PR na briga pelo G4

Apesar do resultado, time paranaense ainda depende apenas do próprio resultado na última rodada para conquistar a vaga na Libertadores 2014

O Atlético-PR visitou o Santos em partida disputada em São José do Rio Preto precisando apenas de um empate para selar a classificação antecipada para a Copa Libertadores da América. O Furacão chegou a sair na frente do placa no Teixeirão, mas a atuação de gala de Cícero, que chegou aos 14 gols no Campeonato Brasileiro, deu a vitória de virada ao Peixe por 2 a 1 na 37ª rodada.

Os rubro-negros saíram em vantagem quando o time praiano era melhor em bela cabeçada de Marcelo após passe de Ederson. Também pelo alto, Cícero empatou ainda no primeiro tempo. Na reta final do segundo tempo, o meia fez golaço por cobertura e definiu a virada alvinegra. Com o resultado, os paranaenses param nos 61 pontos e podem perder a terceira posição para Goiás, Botafogo ou Vitória no próximo final de semana. O time da Vila Belmiro chega aos 54 em oitavo.

Na 38ª e última rodada da competição nacional, o Atlético-PR atua como mandante na Arena Joinville para encarar o Vasco da Gama às 17 horas (de Brasília) do próximo domingo. No mesmo horário, o Santos encerra suas atividades na frustrante temporada ao visitar o Goiás no Serra Dourada, em Goiânia.

O jogo

Prejudicadas pelo gramado ruim no interior de São Paulo, as duas equipes demoraram para conseguir colocar a bola no chão e a primeira chance de perigo saiu apenas aos 15 minutos. Geuvânio pegou rebote após levantamento de Walter Montillo e por pouco não conseguiu encobrir o goleiro Weverton.

Três minutos depois, a jovem revelação do Peixe voltou para ajudar a defesa, mas foi driblado por Ederson no bico esquerdo da área. O artilheiro do Brasileirão soltou uma bomba de perna direita e Aranha espalmou por cima do gol. Também com chute forte pela ponta, Thiago Ribeiro levantou a torcida alvinegra aos 26 minutos.

O Furacão saiu jogando rápido com o tiro de meta de Weverton até a bola encontrar Ederson pela meia direita. O centroavante mostrou que também pode trabalhar como garçom, levantou a cabeça e cruzou na medida para o meio da área santista. Marcelo passou como um raio entre os beques praianos e testou com estilo para acertar o ângulo direito de Aranha.

Em desvantagem no placar, o Santos passou a pressionar os atleticanos, que montaram forte barreira defensiva na entrada da área. Thiago Ribeiro e Alan Santos trocaram passes até a bola passar por Montillo e chegar em Geuvânio. O garoto acionou Cicinho na linha de fundo e o lateral direito cruzou por cima de Weverton para Cícero subir mais que João Paulo e empatar aos 33 minutos.

Na volta do intervalo, foi novamente o Peixe que chegou com perigo pela primeira vez. Com um minuto de etapa complementar, Montillo girou na grande área e bateu à direita de Weverton. A resposta rubro-negra saiu aos oito em chute de fora da área do lateral direito Léo e aos 12 com Everton perdendo boa chance após passe de Marcelo.

Vágner Mancini resolveu lançar Dellatorre na vaga de Ederson e a mudança quase surtiu efeito segundos após ser feita. O atacante cruzou rasteiro, Gustavo Henrique se atrapalhou e Aranha fez milagre para evitar o gol contra. O jovem beque se redimiu aos 27 minutos ao receber de Montillo e soltar pancada por cima da meta de Weverton.

O desespero começou a tomar conta do Atlético-PR e o Peixe soube aproveitar. Durval acertou lançamento primoroso do campo defensivo e encontrou Cícero nas costas da zaga. O meia-atacante comprovou a boa fase e tocou por cobertura para virar a partida no Teixeirão com um golaço e fazer a alegria da torcida no último jogo com mandante no ano.

Claudinei agradece elenco por empenho e supera campanha de Muricy

Técnico chegou aos 54 pontos no Brasileirão e tem um a mais do que o time treinado por Muricy Ramalho no ano passado

Ao bater o Atlético-PR de virada por 2 a 1 neste domingo, o Santos já superou a campanha do ano passado no Campeonato Brasileiro. Com 54 pontos, o Peixe ainda precisa encarar o Goiás na última rodada, mas já tem um ponto a mais do que o time treinado por Muricy Ramalho em 2012 e se garantiu como melhor equipe paulista na competição.

Atualmente no rival São Paulo, Muricy conduziu Neymar e companhia à décima colocação com 50 pontos. Na edição deste ano, o treinador deixou a Vila Belmiro com apenas um ponto conquistado na Série A. Claudinei Oliveira assumiu como interino, agradou no início do trabalho, mas mesmo com o resultado melhor do que o antecessor não será mantido no cargo para 2014.

“Representa muito para mim superar uma campanha do Muricy, um megacampeão. Ainda por cima não tive o Neymar, que é um dos melhores jogadores do mundo e já tinha ido para o Barcelona. Não sei se é pouco ou muito para a diretoria, mas para mim foi um ano positivo. Longe das tradições do clube, mas para mim foi muito bom pelos números”, ressaltou.

Para chegar aos 54 pontos, o comandante alvinegro precisou pedir ao elenco que não desanimasse nas rodadas finais do Brasileirão, mesmo já sem chances de classificação à Copa Libertadores da América. A conversa surtiu efeito e o Peixe venceu os dois últimos compromissos. Contra o Atlético-PR, principalmente, Claudinei se mostrou emocionado com a entrega do grupo em campo.

“Agradeço e muito a dedicação de todos os atletas. É só ver que ao terminar o jogo, todos eles estavam extenuados e caíram no chão. Cada um deu a vida, deu tudo, por eles mesmos e um pouquinho pelo pedido que fiz para sairmos honrados dos campeonato”, reconheceu o treinador, que reuniu os jogadores no centro do campo após a virada sobre o Furacão.

Para o atacante Thiago Ribeiro, o Santos seguirá com dedicação até o final da Série A para acabar com qualquer desconfiança sobre possível corpo-mole para beneficiar ou prejudicar adversários. Curiosamente, nas três rodadas derradeiras, o Peixe bateu o desesperado Fluminense e o Atlético-PR, que briga pela Libertadores. O Goiás, rival do próximo domingo, também sonha com a competição internacional.

“Nosso objetivo hoje é terminar na melhor condição possível. Temos que ter dignidade para ninguém falar depois que o Santos jogou meia-boca, que poderia ter ajudado outra equipe. Não temos que se preocupar com o problema dos outros. Estamos jogando para vencer e terminar com a melhor pontuação possível”, sentenciou.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 27/10/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 17.949 pagantes
Renda: R$ 587.694,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Fábio Rogério Baesteiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP).
Gols: Douglas (26-1); Gustavo Henrique (16-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena (Emerson); Alison, Arouca, Cícero e Montillo (Alan Santos); Willian José (Victor Andrade) e Everton Costa.
Técnico: Claudinei Oliveira

CORINTHIANS
Walter; Edenílson, Gil, Paulo André e Alessandro; Ralf, Guilherme (Rodriguinho), Diego Macedo (Alexandre Pato), Renato Augusto (Danilo) e Douglas; Emerson Sheik.
Técnico: Tite



Walter e a trave garantem empate nos 100 anos de Corinthians x Santos

No fim, Everton Costa chuta em cima do goleiro e Douglas carimba o poste. Em resultado ruim para ambos, Peixe ainda sonha com a Libertadores

De um lado, Walter. Do outro, a trave. Não se pode acusar Corinthians e Santos de não terem tentado a vitória no clássico em Araraquara. O goleiro do Timão evitou gol de Everton Costa, sozinho na área. Já Douglas, que já havia marcado um, carimbou o poste a minutos do fim. Esforço, brios… Mas nada que tenha evitado um desanimador 1 a 1. Ruim para ambos, que comemoram em 2013 os cem anos de um clássico que até valeu uma taça simbólica, conquistada pelo Timão nos critérios de desempate (cartões recebidos), mas representou pouco em termos de classificação no Brasileiro.

O placar foi ruim, mas perfeito para refletir as temporadas de um Timão, apesar dos títulos paulista e da Recopa, muito aquém do que se imaginava, e um Peixe que tenta se redescobrir após a saída de Neymar. No time alvinegro da capital, é tão difícil, mas tão sofrido fazer um gol, que Douglas comemorou o seu na maca, já que se chocou com Arouca ao cabecear. No praiano, ao menos ainda segue viva a chama da Libertadores. Se Grêmio ou Atlético-PR vencerem a Copa do Brasil, o G-4 vira G-5. Neste momento, cinco pontos separam o Santos do Goiás, quinto colocado.

Vaias antes e depois do clássico. Antes, só para Alexandre Pato, ainda resultado da cobrança de pênalti que dormiu nas mãos de Dida. Depois, para todos. O pacto que os corintianos haviam anunciado para vencerem todos os jogos até o fim de 2013 já cai por terra na primeira oportunidade. O time não vence duas seguidas no Brasileiro desde o início de agosto, quando bateu Grêmio e Criciúma.

Já eliminados da Copa do Brasil, os alvinegros paulistas vão descansar e treinar durante essa semana, e voltarão a campo somente no próximo domingo. O Timão vai a Salvador, onde enfrentará o Vitória, que também faz parte da briga por uma vaga na Libertadores. Já o Peixe terá um difícil compromisso contra o líder e quase campeão Cruzeiro, na Vila Belmiro. Ambas as partidas serão realizadas às 17h.

O jogo

Os corintianos revelaram um pacto para vencerem todos os jogos até o fim do ano após a eliminação na Copa do Brasil, nos pênaltis, na cavadinha de Pato, contra o Grêmio. Deviam ter feito pacto antes, pensaram os torcedores no primeiro tempo em Araraquara. Não que tenha sido uma maravilha, mas a disposição, a pegada, o ritmo da equipe ao menos lembrou, de longe, no fundo da memória, seus melhores momentos.

É verdade também que Paulo André teve atuação segura na defesa, e Renato Augusto deu toque de qualidade ao setor ofensivo. Talvez tenham sido os melhores. Mas o símbolo da mudança de atitude foi Emerson. Em temporada apagada, um dos heróis do inesquecível ano de 2012 correu demais. Começou o jogo pela esquerda, onde chutou com perigo para defesa de Aranha. Foi para a direita, e lá cruzou para Douglas marcar. E terminou como centroavante, perdendo chance incrível após ganhar de Cicinho.

O Santos se assustou com o ímpeto do rival. Talvez estivesse acostumado ao marasmo habitual. Encolhido, o Peixe deixou Willian José isolado à frente, e o resto do time foi sendo sufocado pela pressão do Corinthians, que sofreu no início pela ausência de um atacante com características para atuar dentro da área: Guerrero está machucado, e Pato machucou tanto a torcida com seu pênalti displicente que ficou no banco – e foi muito hostilizado.

Quando Cícero participou mais da partida, o Peixe cresceu. Ele apareceu na área para concluir de cabeça, sua especialidade, bom cruzamento de Mena. Walter espalmou. Aranha não teve a mesma sorte. Douglas cabeceou para o fundo do gol após passe de Sheik, e comemorou na maca, já que Arouca acertou, sem querer, seu nariz.

Edu Dracena, Gil, Everton Costa… Tantos poderiam ter decidido o clássico. Mas só Gustavo Henrique, zagueiro de 18 anos que talvez nem devesse estar na área do rival, conseguiu. Aproveitou o domínio errado de Everton Costa para ganhar de Walter e garantir o ponto do Peixe.

O Santos tinha de se soltar. Precisava avançar. Não havia o que fazer após 45 minutos de apenas uma chance. Os laterais passaram a atacar mais, com as coberturas de Arouca e Alison. Ao menos virou um clássico de verdade, equilibrado. Cícero continuou sendo o mais perigoso. Ele bateu falta com força, da entrada da área, e novamente parou em Walter.

Tite já havia avisado que Renato Augusto não aguentaria os 90 minutos, resultado de uma artroscopia no joelho direito. Mas os torcedores que não receberam o aviso reclamaram quando ele foi substituído por Danilo. Compreensível. O camisa 8 dá um toque diferente ao time. Fez muita falta na temporada ao se lesionar demais.

Edu Dracena cabeceou para fora, sozinho, após cobrança de falta de Montillo. Eram tantos jogadores do Santos livres que até ele deve ter pensado estar impedido. Não estava. Gil também estava sozinho, e também cabeceou para fora. Zagueiro-artilheiro só Gustavo Henrique.

O estádio ficou barulhento quando Tite chamou Alexandre Pato. Ele foi vaiado, aplaudido, fotografado, xingado… E entrou na vaga de Diego Macedo. Não fez nada de mais nem de menos. Apenas torceu. Torceu muito para que Everton Costa perdesse o gol. Lançado na área, ele estava livre, mas não se livrou de Walter. Chutou em cima do goleiro.

Pato torceu também para o chute de Douglas entrar. Não entrou. Carimbou a trave. Foi o último ato de um clássico que mereceu aplausos pela dedicação, não pela qualidade.

Corinthians leva título simbólico contra o Peixe por tomar menos cartões

Em ‘campeonato à parte’, pelos cem anos do clássico, Corinthians fica com título simbólico por levar um cartão amarelo a menos nas duas partidas

O Corinthians ganhou o título simbólico colocado em jogo na tarde deste domingo, na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara, pelo centenário do clássico contra o Santos. Com o empate por 1 a 1 – mesmo resultado da partida na Vila Belmiro, no dia 7 de agosto, o Timão levou a melhor por ter acumulado um cartão amarelo a menos que o rival no primeiro confronto. Caso as equipes também estivessem iguais neste critério, o título seria decidido no par ou ímpar (veja os melhores momentos do clássico deste domingo no vídeo acima).

O árbitro Leandro Pedro Vuaden não aplicou nenhum cartão na tarde deste domingo, no interior paulista. Assim, foram levadas em conta apenas as advertências da partida na Baixada. Pelo Timão, Douglas e Edenílson foram advertidos com cartões amarelos, enquanto Paulo André acabou expulso. Pelo Peixe, um amarelo a mais: Neilton, Alison e Edu Dracena, além de Willian José, que recebeu o vermelho.

Corinthians e Santos se enfrentam cinco vezes em 2013. Além dos dois empates nas partidas no Brasileirão, pelo Campeonato Paulista, foram três jogos: empate sem gols pela primeira fase, vitória por 2 a 1 do Timão no jogo de ida da final, no estádio do Pacaembu, e empate por 1 a 1 no jogo de volta, na Vila Belmiro – resultado que deu o título estadual à equipe comandada por Tite.

Santistas deixam o clássico lamentando oportunidades perdidas

Resultado de 1 a 1 com o Corinthians deixa a equipe mais distante de vaga na Libertadores

Os santistas deixaram o gramado da Fonte Luminosa neste domingo lamentando as chances perdidas quando o placar do clássico contra o Corinthians já marcava 1 a 1, que viria a ser o resultado final. O capitão Edu Dracena destacou oportunidade desperdiçada por ele aos 29 minutos do segundo tempo, quando subiu sozinho de cabeça, mas não conseguiu direcionar a finalização para o gol.

“Não poderia ter errado nunca. A gente podia ter matado o jogo naquele lance”, declarou Edu Dracena em entrevista à TV Bandeirantes.

Aos 36, o Peixe perdeu outra chance, desta vez nos pés de Everton Costa, que tabelou com Willian José e saiu na frente de Walter. O atacante santista finalizou em cima do goleiro corintiano.

“Tentei tirar (a bola) dele, mas infelizmente ele fez uma bela defesa. Só erra quem está ali dentro. Mas bola para a frente”, afirmou Everton Costa ao Premiere FC.

O empate deixou o Santos com 44 pontos, a oito do G-4. No próximo domingo, a equipe praiana enfrenta o líder do Brasileirão, Cruzeiro, na Vila Belmiro.

Gustavo Henrique celebra gol que garantiu empate contra o Corinthians

“Foi um bate-rebate, e a gente conseguiu fazer o gol”, avaliou o jovem zagueiro do Santos

O zagueiro Gustavo Henrique ganhou a posição de titular no Santos nesta edição do Campeonato Brasileiro, relegando Durval, que formava a dupla com Edu Dracena desde o início de 201,0 ao banco. E, neste domingo, quando fazia seu primeiro clássico contra o Corinthians como profissional, o defensor marcou o gol que garantiu o empate ao Peixe.

“Foi um bate-rebate, e a gente conseguiu fazer o gol. Eu vi que a bola estava vindo na minha direção, mas não consegui pegar, aí ela sobrou para o Everton (Costa), que chutou. Depois, consegui pegar o rebote”, disse o zagueiro.

O gol santista, marcado aos 16 minutos do segundo tempo, teve origem nos pés de Gustavo Henrique, que saiu do campo de defesa e tocou para Mena. O chileno foi à linha de fundo e cruzou. Everton Costa perdeu o domínio da bola e o próprio Gustavo Henrique, na verdade, finalizou. No rebote do goleiro Walter, o zagueiro mandou a bola para o fundo das redes.

“Eu imaginei que aquela bola poderia ira para a área. Como sou alto, resolvi me posicionar lá, e, graças a Deus, deu certo”, disse o zagueiro de 1,93m.

Claudinei minimiza influência de Zinho em substituição no time do Santos

“De maneira alguma. Ele está ali para tentar ajudar. Todos queremos vencer. Essa figura do auxiliar fora de campo não tem tanta influência nos jogos na Vila”, disse o treinador

O principal assunto da entrevista coletiva concedida pelo técnico do Santos, Claudinei Oliveira, após o empate nclássico contra o Corinthians , disputado neste domingo, em Araraquara, foi uma substituição. Aos 38 minutos, o treinador santista colocou o jovem Victor Andrade no lugar de Willian José, uma mudança que teria sido sugerida pelo gerente de futebol santista, Zinho, que acompanhava a partida no banco de reservas.

Arzul, preparador de goleiros do Santos, segundo as palavras do próprio Zinho, sugeriu ao dirigente a substituição de Willian José, que parecia cansado. O gerente de futebol, então, teria sugerido a mudança ao auxiliar técnico de Claudinei, Marcelo Fernandes.

“Ele (Zinho) não me chamou para passar orientação. O treinador normalmente trabalha com dois auxiliares técnicos, mas eu só tenho um. O Nei Pandolfo (antigo gerente de futebol) ficava na cabine e me passava o que via, porque debaixo a gente não tem a mesma visão. Hoje, não podemos mais usar o rádio. O Zinho chamou o Marcelo e falou que o jogador estava desgastado. Então, achei que era o momento de colocar o Victor e tirar o Willian José”, declarou Claudinei.

O treinador santista negou que Zinho interfira na escalação do time. “De maneira alguma. Ele está ali para tentar ajudar. Todos queremos vencer. Essa figura do auxiliar fora de campo não tem tanta influência nos jogos na Vila. O caso de hoje foi pontual. O trabalho do Zinho tem ajudado bastante. Aqui, não tem vaidade. É algo normal de quem quer ajudar. Pensar que alguém vai escalar o meu time é não me conhecer”.

Claudinei pede definição da diretoria sobre sua permanência no Santos

Técnico santista disse que não pode esperar até o dia 31 de dezembro, pois não quer ficar à margem do mercado, após as definições para a próxima temporada

Mesmo efetivado oficialmente desde o final de agosto, o técnico Claudinei Oliveira é frequentemente questionado sobre sua permanência no Santos em 2014. Na entrevista coletiva que concedeu em Araraquara, após o clássico deste domingo contra o Corinthians, o treinador santista pediu publicamente pela primeira vez que a diretoria se posicione em relação ao seu futuro.

“O presidente parece estar satisfeito com o meu trabalho, mas ainda não confirmou a minha permanência. Eles (dirigentes) devem julgar que o que eu fiz até agora não garante a minha permanência”, disse Claudinei.

Apesar de elogiar a atual comissão técnica santista, o gerente de futebol do clube praiano, Zinho, já disse em mais de uma oportunidade que a manutenção de Claudinei está condicionada aos resultados conquistados pela equipe. “Preciso definir a minha vida também, não posso esperar até o dia 31 de dezembro, porque senão não ouço outras propostas. Quando tiver uma definição, espero que me falem, para eu não ficar à margem do mercado em 31 de dezembro, depois que todos os clubes já tiverem definido seus treinadores”, declarou o técnico santista.

Claudinei Oliveira assumiu o comando do Santos no dia 31 de maio, após a demissão de Muricy Ramalho. O momento de maior turbulência por que passou o treinador foi após a goleada de 8 a 0 contra o Barcelona, no começo de agosto. A recuperação do time no Campeonato Brasileiro, no entanto, garantiu a permanência de Claudinei, que assinou novo contrato e ganhou reajuste salarial.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Portuguesa 3 x 0 Santos

Data: 06/10/2013, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 7.979 pagantes
Renda: R$ 211.730,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Auxiliares: Bruno Boschilia e Moisés Aparecido de Souza (ambos do PR).
Cartões amarelos: Rogério e Bergson (P); Vladimir e Mena (S).
Gols: Luis Ricardo (15-1); Gilberto (14-2) e Gilberto (21-2, de pênalti).

PORTUGUESA
Lauro; Luis Ricardo, Moisés Moura, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Bruno Henrique, Moisés e Souza (Corrêa); Bergson (Wanderson) e Gilberto (Henrique).
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Renê Júnior (Everton Costa), Arouca, Leandrinho (Léo) e Cícero; Thiago Ribeiro e Willian José (Giva).
Técnico: Claudinei Oliveira


Portuguesa atropela o Santos no Canindé e deixa o rival mais longe do G4

Com o resultado, os santistas caíram para a oitava posição, permanecendo nos 36 pontos. A Lusa, por sua vez, pula para o 10º lugar no Brasileirão, agora com 34 pontos ganhos

Depois de vencer o São Paulo, o Santos desperdiçou a chance de embalar no Campeonato Brasileiro . O time praiano foi derrotado pela Portuguesa por 3 a 0, na noite deste domingo, no Canindé. Luis Ricardo e Gilberto, com dois gols, marcaram os tentos do triunfo rubro-verde.

Com o resultado, os santistas caíram para a oitava posição, permanecendo nos 36 pontos. A Lusa, por sua vez, pula para o 10º lugar no Brasileirão, agora com 34 pontos ganhos.

O jogo

A primeira chance de gol da partida foi criada pelo Santos. Aos quatro minutos, o atacante Thiago Ribeiro tocou para Cícero. Dentro da grande área, o meia levou a melhor sobre a marcação e bateu cruzado, com a bola passando pelo goleiro Lauro e próxima à trave esquerda dos donos da casa.

A Portuguesa respondeu aos 11, com o atacante Gilberto chutando de fora da área, para boa defesa do goleiro Vladimir, em dois tempos. Com o jogo movimentado, a Lusa foi mais eficiente e abriu o placar, aos 15. O lateral-direito Luis Ricardo fez bom lance individual, antes de finalizar para o gol. Vladimir ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o tento rubro-verde: 1 a 0.

Além do gol, a Portuguesa se manteve melhor em campo, durante a maior parte do primeiro tempo. Porém, os donos da casa não conseguiram ampliar a vantagem no marcador. Já o Peixe encontrava dificuldades para criar perigo ao gol de Lauro. Aos 36, a equipe praiana ainda perdeu o volante Renê Júnior, com dores musculares. O atacante Everton Costa entrou em seu lugar.

No minuto seguinte, os santistas quase empataram quando, aos 37, Cícero tocou de cabeça, mas a bola saiu ao lado direito da meta defendida pelo arqueiro da Lusa. Antes do intervalo, aos 43, o meia Leandrinho chegou a anotar o empate, mas a arbitragem anulou a jogada, marcando impedimento.

Na volta para a etapa complementar, os alvinegros tentaram impor uma pressão ao adversário. Aos três minutos, o centroavante Willian José arriscou da entrada da área, exigindo boa defesa de Lauro. Apesar do ímpeto do Santos, a Portuguesa voltou a balançar as redes. Aos 14, o meia Bruno Henrique tocou por cima da defesa do Peixe e a bola foi para Gilberto. O atacante girou na frente de Vladimir, que trombou com o lateral-direito Cicinho e deixou o gol livre, para o segundo gol rubro-verde.

Os santistas quase descontaram no minuto seguinte, com o atacante Thiago Ribeiro acertando a trave. No rebote, Everton Costa desperdiçou a chance de diminuir a vantagem da Lusa. Sem o gol alvinegro, a Portuguesa aproveitou para consolidar a sua vitória, com mais um gol. Após pênalti cometido por Vladimir, Gilberto converteu e marcou o terceiro dos donos da casa, aos 21.

O Santos esteve perto do gol, aos 34, quando Léo, que entrou na vaga de Leandrinho, tabelou com Thiago Ribeiro, se projetando na área e pegando a sobra de primeira, mandando à direita de Lauro.
A Lusa quase alcançou o quarto gol, aos 38, quando Luis Ricardo partiu em direção à área, rolando a bola para trás, mas ninguém conclui o lance. A bola ainda volta para o lateral rubro-verde, que chutou para fora.

Santistas admitem que busca pelo G4 ficou difícil após derrota no Canindé

O revés para a Lusa deixou o time alvonegro na oitava posição, com 36 pontos, sete a menos do que o Botafogo, quarto colocado da Série A

A derrota de 3 a 0 para a Portuguesa , na noite deste domingo, no Canindé, fez com que os jogadores do Santos reconhecessem a dificuldade para a equipe alcançar o G4 do Campeonato Brasileiro. O revés para a Lusa deixou o time alvonegro na oitava posição, com 36 pontos, sete a menos do que o Botafogo, quarto colocado da Série A.

“Lógico que fica mais difícil. Se tivéssemos vencido hoje (domingo), teríamos encostado ainda mais no G4. Mas a gente tem que ter os pés no chão. Vamos vivenciar jogo após jogo, porém, com a derrota aqui fica muito difícil”, analisou o zagueiro e capitão santista, Edu Dracena.

O meio campista Léo também comentou o impacto da derrota para os rubro-verdes. Na opinião do experiente jogador, de 38 anos, os alvinegros cometeram muitos erros durante os 90 minutos, que custaram a conquista de um melhor resultado ao time praiano.

“Falta muita coisa ainda para a gente chegar ao G-4, mas erramos demais. Isso não pode acontecer. Não tivemos posse de bola e isso, também, atrapalhou bastante”, comentou Léo.

Claudinei admite má exibição contra Portuguesa e sai em defesa de Vladimir

Técnico disse que não iria culpar nenhum jogador pelo tropeço do domingo no Brasileirão

O técnico Claudinei Oliveira reconheceu que o Santos esteve em uma noite pouco inspirada na derrota para a Portuguesa , neste domingo, no Canindé. Para o treinador, a equipe praiana esteve abaixo do esperado e, por conta disso, o placar da partida (3 a 0) acabou sendo tão elástico a favor da Lusa.

“Realmente, nós não fizemos um bom jogo. Conversamos com os atletas após a partida e todos reconheceram que não estivemos bem. Sofremos o primeiro gol, mais tarde perdemos o (volante) Renê Júnior e tentamos colocar mais um atacante, que foi o Everton Costa, mas não deu certo. Ainda optamos pelo Léo e pelo Giva, mas não tivemos posse de bola. Existe também o mérito da Portuguesa. Agora, temos que trabalhar para recuperar esses pontos”, disse Claudinei, que aproveitou para sair em defesa do goleiro Vladimir.

O jovem arqueiro substituiu Aranha, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e teve a sua atuação questionada depois do confronto. O comandante alvinegro evitou críticas a Vladimir, descartando que o resultado tenha sido construído por conta de uma atuação ruim do goleiro.

“De maneira nenhuma vamos responsabilizar qualquer jogador pelos resultados. O futebol é feito de erros e acertos. A responsabilidade é sempre minha, eu escalo o time. O Aranha vinha de uma sequência boa e o Vladimir poderia sentir a falta de ritmo. Na minha opinião, isso não aconteceu. Ele até fez boas defesas no primeiro tempo. Ao meu ver, o Vladimir não teve participação direta no resultado”, concluiu.

O técnico também negou que tenha deixado o atacante Neílton no banco por um impasse contratual. O jogador tem vínculo até maio do ano que vem e, em novembro, já poderá assinar um pré-contrato com outro clube. Ele foi reserva e Claudinei escalou Everton Costa e Giva diante da Portuguesa.

“Primeiro, nós optamos pelo Everton, porque ele é forte fisicamente e pode recompor o meio-campo, acompanhando a subida do lateral e atacando pelo ‘corredor’ (lados do gramado). Depois optamos pelo Giva, que vem entrando bem e sendo mais utilizado do que o Neílton. Coloquei esses dois atletas porque, na minha opinião, o momento deles é melhor do que o vivido pelo Neílton”, comentou.

Claudinei aproveitou para destacar que, caso veja necessidade, irá colocar o jovem atacante em campo. “Por enquanto, não recebemos nenhuma determinação dos dirigentes e, enquanto for assim, o Neílton estará sempre à disposição. Assim que precisar e eu achar que devo, vamos colocá-lo para atuar. Quando precisar, ele vai ser utilizado, normalmente”, encerrou.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 3 x 0 São Paulo

Data: 02/10/2013, quarta-feira, 21h50.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.788 pagantes
Renda: R$ 210.816,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Marcio Eustáquio (MG) e Marcelo Van Gasse (SP),
Cartões amarelos: Cícero, Thiago Ribeiro e Aranha (S); Luis Fabiano (SP).
Cartão vermelho: Alison (S)
Gols: Edu Dracena (22-1); Thiago Ribeiro (12-2) e Léo (44-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Leandrinho (Everton Costa) e Cícero; Thiago Ribeiro (Léo) e Willian José (Renê Júnior).
Técnico: Claudinei Oliveira

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Douglas, Paulo Miranda, Edson Silva (Aloísio) e Reinaldo; Wellington, Rodrigo Caio, Jadson (Maicon) e Paulo Henrique Ganso; Osvaldo (Lucas Evangelista) e Luis Fabiano.
Técnico: Muricy Ramalho



Com um a menos, Santos vence clássico por 3 a 0 e devolve São Paulo à crise

Alison foi expulso no primeiro tempo, mas equipe santista soube aproveitar as chances para deixar o rival em situação ainda mais delicada no Brasileirão

Mesmo jogando boa parte do clássico com um a menos em campo – o volante Alison foi expulso no fim do primeiro tempo -, o Santos conquistou uma importante vitória diante do São Paulo, por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Edu Dracena, Thiago Ribeiro e Léo marcaram os gols no reencontro com o técnico Muricy Ramalho, demitido no fim de maio do clube praiano.

Os santistas pularam para o sexto lugar do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos. Já o São Paulo segue na 16ª posição da Série A, com 27 pontos.

O jogo

A primeira boa jogada da partida foi do Santos. Aos três minutos, o meia Cícero se livrou da marcação e arriscou de longa distancia, mas a bola saiu ao lado do gol de Rogério Ceni, sem oferecer maior perigo ao camisa 1 do São Paulo.

A resposta dos visitantes veio aos oito, quando o lateral-direito Douglas cruzou para a área, buscando Luis Fabiano. O centroavante bateu de primeira, exigindo grande defesa do goleiro Aranha.

Depois de uma sequência de três escanteios consecutivos a seu favor, a equipe praiana abriu o placar. Aos 22, o meia Leandrinho cobrou o tiro de canto com precisão, para a cabeçada firme do zagueiro Edu Dracena: 1 a 0 para os santistas.

No minuto seguinte, os alvinegros quase marcaram o segundo gol, mas Rogério Ceni defendeu um forte arremate do atacante Thiago Ribeiro, salvando os são-paulinos.

O São Paulo tentou responder aos 27, mas o volante Wellington bateu à direita do gol de Aranha, após receber a bola do meia Jadson.

O Santos também esteve perto do segundo gol quando, aos 34, Thiago Ribeiro driblou a marcação e chutou rasteiro, de fora da área. Sem precisão, a bola saiu à direita da meta de Ceni.

No fim do primeiro tempo, o Santos ficou com um jogador a menos em campo. O volante Alison fez falta dura em Douglas, recebendo o cartão vermelho, aos 42.

Antes do intervalo, o São Paulo quase empatou. Aos 47, o volante Rodrigo Caio exigiu boa defesa de Aranha e Douglas não aproveitou o rebote, chutando por cima do gol santista.

Na volta para a etapa complementar, os visitantes tentaram exercer uma pressão, mas o time praiano soube aproveitar os contra-ataques e chegou ao seu segundo gol. Aos 14, Thiago Ribeiro bateu no canto esquerdo de Rogério Ceni, após receber bom passe de Cicinho, estufando as redes são-paulinas.

Em desvantagem, o técnico Muricy Ramalho colocou os tricolores no ataque. O zagueiro Edson Silva saiu para a entrada de Aloísio, aos 16. O atacante Osvaldo também deixou o gramado, com Lucas Evangelista sendo o seu substituto.

Com as mudanças no São Paulo, o treinador santista, Claudinei Oliveira, também resolveu mexer na sua equipe. O atacante Everton Costa entrou no lugar de Leandrinho, aos 22. Três minutos mais tarde, Thiago Ribeiro saiu para a entrada do veterano Léo, fortalecendo o setor de meio-campo. Pouco depois, do lado visitante, Maicon substituiu Jadson.

Nos últimos minutos, os alvinegros ainda alcançaram o terceiro gol. Aos 44, Léo aproveitou cruzamento preciso de Cicinho, escorando a bola para o fundo das redes e decretando o placar final do clássico: 3 a 0 para o Santos.

Bastidores – Santos TV:

Edu Dracena enfatiza “resposta” após tropeços, e Thiago Ribeiro sonha com G4

Para o zagueiro, autor de um dos gols, a vitória no clássico também foi importante para dar um suporte a mais ao trabalho do técnico Claudinei Oliveira

Após empatar com o Náutico e ser derrotado pelo Atlético-MG, o Santos voltou a vencer no clássico diante do São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Satisfeito com o resultado, o zagueiro Edu Dracena, que abriu o caminho para o triunfo de sua equipe por 3 a 0 diante do time tricolor, valorizou a resposta dada pelos jogadores dentro de campo, contra um dos maiores rivais do Peixe.

“Não vínhamos de bons resultados e uma vitória contra o São Paulo dá moral. Além de jogarmos bem, foi uma vitória convincente. Todo mundo está de parabéns, pela dedicação integral. Todos marcaram e procuraram se ajudar em campo. Mesmo com um a menos (o volante Alison foi expulso no final do primeiro tempo), nós não demos espaço para o São Paulo”, afirmou o capitão santista.

Para Dracena, a vitória no clássico também foi importante para dar um suporte a mais ao trabalho do técnico Claudinei Oliveira, questionado por alguns torcedores após os recentes tropeços e, também, alvo de críticas do promotor de justiça Francisco Cembranelli, membro do Comitê de Gestão do clube.

“Algumas vezes, a gente escuta coisas que acaba nos chateando. Mas no futebol, isso é natural. A gente respeita as opiniões e procuramos lutar dentro de campo, fazer o nosso melhor. O importante é que vencemos um jogo importante e ele tem o apoio de todos nós, atletas, e da diretoria também”, concluiu.

Thiago Ribeiro sonha com o G4

Autor do segundo gol da vitória do Santos sobre o São Paulo, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, o atacante Thiago Ribeiro comemorou o fato de ter balançado as redes no clássico. O tento anotado pelo avante deixou o time mais calmo para administrar a vantagem com um jogador a menos e, ainda por cima, marcar mais um gol no fim da partida, sacramentando o resultado positivo diante do Tricolor Paulista.

“Fui feliz no chute. Quando vi a bola passando por todo mundo e o Rogério (Ceni) caminhando para o centro, bati no contrapé dele. Gosto desse tipo de bola, tirando do goleiro. Fui feliz no lance e fico feliz por ter feito o gol, pois deu tranqulidade ao time, já que estávamos com um a menos”, disse Thiago Ribeiro.

Com a vitória sobre os são-paulinos, os santistas pularam para a sexta posição no Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, apenas cinco atrás do Atlético-PR, último integrante do G4. No entanto, os alvinegros ainda precisam aguardar o complemento da rodada para saberem a exata colocação da equipe praiana – Atlético-MG e Internacional-RS jogam nesta quinta e, caso vençam seus respectivos compromissos, podem ultrapassar o Santos na tabela.

O atacante destacou a necessidade de o Peixe acumular uma série de vitórias dentro do Brasileirão. “Na nossa cabeça, a meta é chegar ao G4. Só que para alcançarmos esse objetivo, é preciso ter regularidade. Vencemos hoje (quarta), foi legal, mas temos que procurar ganhar da Portuguesa (domingo, no Canindé), para chegarmos lá em cima”, concluiu.

Claudinei não alimenta polêmica com dirigente do Santos e enaltece atletas

“O que falei para o doutor Francisco Cembranelli não foi irônico. Eu o vejo como um grande profissional, um promotor sério”, disse o treinador

Criticado pelo promotor de justiça Francisco Cembranelli, membro do Comitê de Gestão do Santos, após a derrota para o Atlético-MG, o técnico Claudinei Oliveira optou por não alimentar a polêmica com o dirigente, depois da vitória da equipe praiana sobre o São Paulo , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro.

Cembranelli chegou a declarar, em uma rede social, que o Peixe necessitava de um técnico com “t” maiúsculo. Claudinei, que já havia classificado o membro do Comitê Gestor como um promotor com “p” maiúsculo, um dia antes, minimizou o episódio e negou ter sido irônico em sua resposta.

“Não tenho nada para responder mais. O que falei para o doutor Francisco Cembranelli não foi irônico. Eu o vejo como um grande profissional, um promotor sério. Estou falando de coração, não tenho nada pessoal contra ele. Respeito a sua opinião. Eu, também, por vezes penso muitas coisas que não posso falar. Na minha função, eu tenho que ter discernimento, saber o que eu posso ou não dizer. Continuo sendo o mesmo cara, na derrota ou na vitória. A minha conduta não muda”, afirmou o treinador.

O comandante alvinegro ainda agradeceu ao empenho dos jogadores na vitória sobre o rival paulista e enalteceu o futebol apresentado, mesmo com o time atuando durante o fim do primeiro tempo e toda a segunda etapa com um atleta a menos – o volante Alison foi expulso, por falta dura no lateral-direito Douglas.

“A participação maior foi deles. Eles se doaram ao máximo, inclusive se dedicaram a mais pelo Alison, que sempre se dedicou bastante pela equipe e hoje (quarta) foi expulso. Foi uma partida digna de todos os elogios”, ponderou Claudinei, satisfeito com o resultado: “Foi uma vitória maiúscula”, completou.

Feliz na Vila Belmiro, Muricy se confunde e quase usa banco do Santos

Hoje no comando do São Paulo, técnico retorna ao estádio quatro meses após ter sido demitido do clube

Quatro meses depois de ter deixado a Vila Belmiro, Muricy Ramalho voltou ao estádio nesta quarta-feira sentindo-se como se ainda trabalhasse no Santos . Antes do início do clássico, o agora treinador do São Paulo dirigiu-se ao banco de reservas mandante e só se deu conta do engano quando já ia se sentando.

“Confundi mesmo, não é piada. Estava acostumado, fui sozinho. Foi muito estranho”, disse, negando espontaneamente que a atitude fosse um jogo de cena para reiterar sua identificação com o clube no qual trabalhou entre abril de 2011 ao fim de maio deste ano.

“Não faço tipo. Foi muito estranho o que fiz ali. É que fui muito feliz aqui. Muito feliz mesmo. Sou muito grato ao Santos e à torcida do Santos. Foi um dos melhores lugares em que trabalhei. Por isso fui sentar no banco ali”, explicou, já devidamente acomodado no local correto.

Pelo Santos, Muricy foi campeão paulista e da Libertadores, além de tê-lo levado ao vice-mundial e ao título da Recopa Sul-Americana. Foram 150 jogos ao todo no comando da equipe, com 72 vitórias, 42 empates e 36 derrotas.

Demitido do clube logo após a transferência de Neymar para o Barcelona, ele passou mais de três meses sem emprego até ser convidado para substituir Paulo Autuori no São Paulo (onde se sagrou tricampeão brasileiro) e tentar salvar o time do rebaixamento.

O resultado da partida desta quarta-feira, no entanto, não foi bom para o treinador. Mesmo com um jogador a mais desde o fim do primeiro tempo, o São Paulo foi derrotado por 3 a 0 (com dois gols na etapa final) e corre o risco de terminar a rodada entre os quatro últimos colocados.