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Dirigente prometeu aproximar o torcedor do clube e criar um parque temático

Depois de diversas confusões, o Santos finalmente tem um presidente eleito para o trênio de 2015-2017. Com 1.321 votos, Modesto Roma Júnior, jornalista de 62 anos, residente na cidade praiana, foi eleito o mandatário santista na noite deste sábado (13), pela chapa de número quatro, para suceder Odílio Rodrigues.

No total 14 urnas de papel contabilizaram os votos, sendo dez na Vila Belmiro e quatro na Federação Paulista de Futebol, em São Paulo. Na capital paulista, 1.110 pessoas votaram, sendo que José Carlos Peres venceu, com 407 votos.

Modesto Roma Júnior, da Chapa 4 (Santos Gigante), venceu a eleição com 1.321 votos, ele ficou à frente de José Carlos Peres, da Chapa 1 (Santos Vivo), que teve 1.139 sufrágios. Fernando Silva, da Chapa 5 (Mar Branco), ficou em terceiro lugar, com 1.077. Na quarta colocação ficou Orlando Rollo, da Chapa 3 (Pense Novo Santos), com 855. O quinto e último lugar ficou com Nabil Khaznadar, representante da situação, da Chapa 2 (Avança Santos), com 735 votos.

Desde o início de sua campanha, Modesto demonstrou que queria fazer mudanças no organograma do clube. Uma de suas principais propostas é trazer um CEO, que é ele Dagoberto Santos, que já atuou no Peixe na gestão de Marcelo Teixeira, ex-presidente que lançou a candidatura de Roma.

Além disso, o candidato da chapa quatro quer trazer o sócio do Santos com eventos, principalmente a Sanfest e também criar um parque temático do alvinegro. Mas os maiores desafios serão, claro, em relação ao futebol profissional: a renovação de contrato de Robinho e o que fazer com Leandro Damião.

Confusão nas urnas

No último dia 6, data inicial do pleito, as urnas eletrônicas apresentaram problemas técnicos. Depois disso, a Assembléia Eleitoral definiu que a votação seria com urnas de papel. No entanto, o delegado da mesa 7, José Ananias da Silva, foi acusado de depoistar dois papéis de uma vez, o que terminou com a eleição suspensa e com os papéis incinerados.

Uma semana depois, data remarcada para o pleito, as urnas eletrônicas foram novamente descardas após falhas técnicas e a votação aconteceu por cédulas de papel.


Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 16/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.094 pagantes
Renda: R$ 126.115,00
Árbitro: Alinor Silva da Paixão (MT)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Alison (S); Henrique (C).
Gol: Ricardo Goulart (07-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Bruno Uvini e Caju (Zeca); Alison, Renato e Lucas Lima; Rildo (Thiago Ribeiro), Robinho e Gabriel (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Samudio; Nilton, Lucas Silva (Henrique) e Marquinhos; Ricardo Goulart (Willian Farias), Willian (Éverton Ribeiro) e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Ricardo Goulart marca e Cruzeiro bate o Santos na Vila para consolidar liderança

Gol único marcado no início do segundo tempo deu vitória ao líder do campeonato que mantém boa distância para rivais

Engasgado com o Cruzeiro após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil, o Santos não conseguiu por em prática seus planos de vingança neste domingo. O time paulista acabou perdendo por 1 a 0 para os mineiros na Vila Belmiro, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi anotado por Ricardo Goulart no segundo tempo.

O resultado levou o Cruzeiro, líder do torneio, a 70 pontos, ficando ainda mais perto do bicampeonato. Já o Santos permaneceu na parte intermediária da tabela do Brasileirão, com os mesmos 46 pontos da rodada anterior, e a série dos alvinegros sem vitórias aumentou para seis jogos.

O jogo

O início de partida na Vila Belmiro pareceu promissor, com as duas equipes saindo para jogo. Entretanto, os dois times encontraram dificuldades para entrar na área adversária, criando poucas oportunidades claras de gol.

Quem mais se mostrava ineficiente era o líder do campeonato. Com Éverton Ribeiro no banco, a equipe mostrou pouco entrosamento e abusou de cruzamentos para a área no primeiro tempo. A melhor chance veio em um chute de Nilton de fora da área, que passou perto do gol de Aranha e levou perigo.

Enquanto isso, o Santos se saia melhor, com uma envolvente troca de passes entre Robinho, Lucas Lima e Gabriel. Em uma das jogadas do trio, Gabriel teve a bola do primeiro tempo: saiu frente a frente com Fábio, tentou driblar o goleiro e foi alcançado por Manoel. Na hora do chute, o atacante, já com ângulo reduzido, se desequilibrou e mandou sem força para fora.

Na volta para o segundo tempo, a partida voltou muito mais truncada em relação ao primeiro. Foram sete minutos de muita entrega no meio de campo e pouca técnica, até que Ricardo Goulart avançou em velocidade, tabelou com Willian e chutou com categoria para abrir o placar.

Melhor no duelo até então, o Peixe pareceu sentir o baque do gol cruzeirense. As boas tabelas que estava conseguindo até o momento deram lugar a erros de passe e faltas desnecessárias no restante do segundo tempo. Os toques também foram substituídos por cruzamentos na área. Por outro lado, o Cruzeiro, sem pressa, rodava a bola na defesa.

Enderson Moreira ainda tentou fazer mudanças no time, promovendo a entrada de Thiago Ribeiro, Zé Carlos e Jorge Eduardo, respectivamente no lugar de Rildo, Caju e Gabriel. Mas as alterações surtiram pouco efeito e a vitória cruzeirense se manteve. Ainda houve tempo para um milagre de Fábio: em cobrança de falta de Robinho, Neto alcançou a bola, mas parou no goleiro celeste.

Já na casa dos 40 minutos, era visível o cansaço da equipe paulista, que pouco conseguiu produzir. Observando o Cruzeiro prender a bola no ataque, por pouco o Santos não cedeu o segundo gol: Willian Farias, dentro da área, mandou no travessão, já aos 46.



Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Cruzeiro 1 x 0 Santos

Data: 29/10/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.220 presentes (25.714 pagantes)
Renda: R$ 1.029.363,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Cartões amarelos: Edu Dracena e Mena (S).
Gol: Willian (10-1).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto); Julio Baptista (Marcelo Moreno).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Gabriel (Serginho), Rildo (Jorge Eduardo) e Robinho (Leandro Damião).
Técnico: Enderson Moreira



Cruzeiro vence por 1 a 0 e leva vantagem à Vila Belmiro

Willian marcou o único gol do jogo logo aos 10 minutos. Raposa pode empatar no jogo de volta

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro deu um bom passo, nesta quarta-feira, para chegar também à final da Copa do Brasil. Jogando no Mineirão, contou com um gol de Willian logo no início da partida para vencer o Santos, por 1 a 0, nesta noite, e sair na frente na semifinal da competição. Os mineiros ainda ficaram reclamando de um gol de Ricardo Goulart muito mal anulado pela arbitragem.

Na volta, quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença. Novo 1 a 0, agora para os santistas, leva a decisão para os pênaltis. O Cruzeiro joga pelo empate e avança até com uma derrota por um gol de saldo, desde que marcando pelo menos um na casa do adversário.

O jogo

Sem poder contar com Marquinhos, Alisson e Marcelo Moreno (este último poupado), o técnico Marcelo Oliveira deu uma oportunidade a Willian no time titular e se deu bem. O meia parecia disposto a jogar e, logo aos 4 minutos, criou boa chance. Deu drible da vaca em Cicinho, levantou a bola com a coxa e bateu para fora.

Willian buscava o jogo e foi premiado aos 10 minutos. Ele chutou muito mal, David Braz cortou de forma ainda pior e a bola voltou para o meia, que dessa vez pegou com primazia na bola, colocando no cantinho direito de Aranha para abrir o placar.

Aos 18, quase veio o segundo gol. Novamente a jogada foi de Willian, que concluiu uma linha de passe rolando para o meio. Julio Baptista, jogando de centroavante, chegou atrasado na bola.

Por 30 minutos, só deu Cruzeiro, que pressionou o Santos no seu campo de defesa e não deixou os paulistas ameaçarem o gol de Aranha. O primeiro chute santista foi só aos 34, quando Lucas Lima bateu falta na barreira. Nem a desacelerada celeste, porém, fez o Santos jogar bola.

Na volta do intervalo, o Santos se mostrou mais ofensivo e perdeu duas ótimas chances. Na primeira, Lucas Lima colocou força demais na bola e isolou por cima. Depois, foi Robinho quem tinha o gol aberto, após falha de Fábio, e acabou chutando em cima de Dedé.

Entre um lance e outro, o Cruzeiro teve gol mal anulado. Num contra-ataque fulminante, Julio Baptista chutou, Aranha deu rebote e Ricardo Goulart fez. O bandeirinha apontou um impedimento de Julio Baptista que não existiu.

Na busca do empate, Enderson Moreira colocou em campo jogadores campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Serginho e Jorge Eduardo. O Santos foi para o ataque e teve chance com Alison, que arriscou de longe, depois de passe de Jorge Eduardo, e mandou pouco acima do travessão.

Praticamente no último lance, o Cruzeiro, que foi inferior ao Santos no segundo tempo, quase empatou. Mayke cruzou bem, Dagoberto apareceu no segundo pau, mas Cicinho tirou o gol que parecia certo.


Santos 1 x 0 Bahia

Data: 09/10/2014, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.184 pagantes
Renda: R$ 141.420,00
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS).
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Lucio Beiersdorf Flor (ambos do RS).
Cartões amarelos: David Braz (S); Kieza (B).
Gol: Leandro Damião (10-1).

SANTOS
Vladimir; Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Caju; Souza, Arouca e Lucas Lima; Patito (Gabriel), Gauvânio (Rildo) e Leandro Damião (Leandrinho).
Técnico: Enderson Moreira

BAHIA
Marcelo Lomba; Railan, Lucas Fonseca, Demerson e Pará; Fahel (Diego Macedo), Rafael Miranda, Léo Gago (Marcos Aurélio) e Emanuel Biancucchi; Kieza e William Barbio (Maxi Biancucchi).
Técnico: Gilson Kleina



Damião joga bem, Santos vence Bahia e sonha com a Libertadores

Para Leandro Damião, uma resposta de como pode ser útil para o Santos. Para o próprio Santos, uma esperança cada vez mais forte de entrar de vez na briga pela Libertadores da América.

Com um início de jogo envolvente, a equipe comandada por Enderson Moreira derrotou o Bahia nesta quinta-feira na Vila Belmiro por 1 a 0, em partida válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O único gol foi marcado pelo já citado centroavante santista, ainda na primeira etapa.

Com o triunfo, o terceiro consecutivo e o quarto nos últimos cinco duelos, o clube paulista chega aos 42 pontos, na sétima colocação e se aproxima mais do G-4: agora, apenas quatro pontos separam o time do Grêmio, quarto na competição. Já o Bahia, que vinha em um bom momento, é o 15º, com 30 pontos.

O jogo

Bastaram 35 segundos para o Santos mostrar a força que caracterizou seu começo de partida, quando Geuvânio chutou com perigo no gol de Marcelo Lomba. E foram necessários dez minutos para o placar ser aberto.

Patito Rodríguez, estreando como titular neste Brasileiro, cruzou da esquerda. Damião se antecipou à zaga e desviou de cabeça. A bola ainda tocou em Demerson antes de entrar: 1 a 0 para o Santos.

O gol coroou logo cedo na partida uma de suas melhores atuações pelo time da Vila Belmiro. Participativo, com bom posicionamento e até mesmo um quase-gol de bicicleta, Damião deu um trabalho gigantesco para os defensores do adversário, principalmente na primeira etapa.

De certa forma, uma resposta positiva às pesadas críticas do ex-presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, que o chamou de ‘pangaré’ pelo alto valor investido em sua contratação e o retorno avaliado como pequeno dentro dos gramados.

O começo intenso do Santos, porém, arrefeceu depois. O Bahia, mesmo nervoso em campo, chegou a ter mesmo a ter uma boa oportunidade para empatar. Aos 29 minutos, Rafael Miranda, livre na pequena área, chutou para fora a chance de igualar o marcador.

No segundo tempo, o Santos voltou novamente com mais ímpeto ofensivo. O time criou boas oportunidades, mas Patito, Geuvânio e Gabriel – este, na frente de Marcelo Lomba – não conseguiram aumentar a vantagem. O Bahia chegou a ameaçar em bolas paradas, mas o clube mandante conseguiu se segurar e vencer.

Bastidores – Santos TV: