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Dirigente prometeu aproximar o torcedor do clube e criar um parque temático

Depois de diversas confusões, o Santos finalmente tem um presidente eleito para o trênio de 2015-2017. Com 1.321 votos, Modesto Roma Júnior, jornalista de 62 anos, residente na cidade praiana, foi eleito o mandatário santista na noite deste sábado (13), pela chapa de número quatro, para suceder Odílio Rodrigues.

No total 14 urnas de papel contabilizaram os votos, sendo dez na Vila Belmiro e quatro na Federação Paulista de Futebol, em São Paulo. Na capital paulista, 1.110 pessoas votaram, sendo que José Carlos Peres venceu, com 407 votos.

Modesto Roma Júnior, da Chapa 4 (Santos Gigante), venceu a eleição com 1.321 votos, ele ficou à frente de José Carlos Peres, da Chapa 1 (Santos Vivo), que teve 1.139 sufrágios. Fernando Silva, da Chapa 5 (Mar Branco), ficou em terceiro lugar, com 1.077. Na quarta colocação ficou Orlando Rollo, da Chapa 3 (Pense Novo Santos), com 855. O quinto e último lugar ficou com Nabil Khaznadar, representante da situação, da Chapa 2 (Avança Santos), com 735 votos.

Desde o início de sua campanha, Modesto demonstrou que queria fazer mudanças no organograma do clube. Uma de suas principais propostas é trazer um CEO, que é ele Dagoberto Santos, que já atuou no Peixe na gestão de Marcelo Teixeira, ex-presidente que lançou a candidatura de Roma.

Além disso, o candidato da chapa quatro quer trazer o sócio do Santos com eventos, principalmente a Sanfest e também criar um parque temático do alvinegro. Mas os maiores desafios serão, claro, em relação ao futebol profissional: a renovação de contrato de Robinho e o que fazer com Leandro Damião.

Confusão nas urnas

No último dia 6, data inicial do pleito, as urnas eletrônicas apresentaram problemas técnicos. Depois disso, a Assembléia Eleitoral definiu que a votação seria com urnas de papel. No entanto, o delegado da mesa 7, José Ananias da Silva, foi acusado de depoistar dois papéis de uma vez, o que terminou com a eleição suspensa e com os papéis incinerados.

Uma semana depois, data remarcada para o pleito, as urnas eletrônicas foram novamente descardas após falhas técnicas e a votação aconteceu por cédulas de papel.


Jogos inesquecíveis


Vitória 0 x 1 Santos

Data: 07/12/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio do Barradão, em Salvador, BA.
Público: 8.326 pagantes
Renda: R$ 57.520,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS-ASP-FIFA).
Assistentes: Fabio Pereira (TO-FIFA) e Rafael da Silva Alves (RS-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Alison, Cicinho e Aranha (S).
Gol: Thiago Ribeiro (48-2).

VITÓRIA
Gatito Fernandéz; Ayrton, Kadu, Ednei e Richarlyson; José Welison, Neto Coruja, Cáceres (Willie) e Marcinho (Juan); Vinícius (Beltrán) e Edno.
Técnico: Ney Franco

SANTOS
Aranha, Daniel Guedes (Serginho), Neto (Edu Dracena), David Braz e Caju; Alison, Renato (Alan Santos) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Gabriel (Cicinho) e Leandro Damião.
Técnico: Enderson Moreira


Santos bate Vitória no Barradão e garante Palmeiras na Série A

Como o Palmeiras ficou apenas no 1 a 1 com Atlético-PR, em São Paulo, o Vitória precisava apenas ganhar em sua casa para se livrar do rebaixamento, mas perdeu por 1 a 0

A rivalidade histórica entre Santos e Palmeiras foi deixada de lado neste domingo e o Peixe, que já não tinha o que almejar no Campeonato Brasileiro , venceu por 1 a 0, no estádio do Barradão, em Salvador, em duelo válido pela 38ª e última rodada da competição, e segurou, assim, o Verdão na Série A. Como o Palmeiras ficou apenas no 1 a 1 com o Atlético-PR, em São Paulo, o Vitória precisava apenas vencer em sua casa para se livrar do rebaixamento, mas o time errou demais, criou poucas chances e não teve forças para se manter na elite do futebol nacional.

Na tabela de classificação, o Vitória acabou com 38 pontos, em 17º lugar, enquanto o time de Vila Belmiro fechou o ano em 9º, com 53 pontos marcados.

O jogo

Apesar de apenas cumprir tabela, o Santos começou melhor a partida deste domingo, no Barradão. Logo aos 3 minutos, Gabriel cruzou para

Aos 9, Airton soltou uma bomba de fora da área e viu Aranha espalmar para escanteio. Na sequência, Marcinho arriscou chute cruzado, mas a bola foi direto pela linha de fundo. Mas a torcida do Vitória fez festa mesmo foi gol o anúncio do gol do Atlético-PR em cima do Palmeiras. Porém, dois minutos depois o alto-falante também anunciou o gol do Bahia em cima do Coritiba e voltou a calar o Barradão.

Com o rubro-negro baiano dando muito espaço, o Peixe chegava com facilidade. Aos 16, Damião fez o pivô e Gabriel acertou a trave, cara a cara.

Na segunda etapa, a única mudança foi o empate o Coxa com o Bahia, em Curitiba. Mesmo precisando apenas de um gol para escapar do rebaixamento e se manter na Série A, já que o empate no Allianz Parque lhe favorecia, o Vitória não encontra forças, muitos jogadores acusaram cansaço, se arrastaram em campo e pouco criaram chances perigosas. O goleiro Aranha praticamente não foi exigido.

Por outro lado, o Santos jogava apenas por profissionalismo, encaixou na segunda etapa, um ataque com Leandro Damião, que saiu frente a frente com o goleiro, mas novamente não aproveitou a chance.

O único gol do jogo saiu já nos acréscimos, quando o alvinegro praiano teve muito espaço e soube aproveitar. Caju fez a assistência e Thiago Ribeiro bateu para marcar. Com isso, O Vitória volta a disputar a Série B do Brasileirão no próximo ano, enquanto o Santos entra de férias de olhos nas eleições presidenciais do próximo sábado.

Abaixo o momento emocionante para os palmeirenses do gol de Thiago Ribeiro, onde o alviverde escapou do terceiro rebaixamento em 12 anos (2002, 2012 e 2014).





Palmeiras 1 x 1 Atlético-PR

Data: 07/12/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 33.151 pagantes
Renda: R$ 2.976.260,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Jose Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS).
Assistentes adicionais: Francisco de Paula dos Santos Silva Neto e Diego Almeida Real (ambos do RS).
Cartões amarelos: Cristaldo (P) e Dráusio (A).
Gols: Ricardo Silva (09-1) e Henrique (20-1, de pênalti).

PALMEIRAS
Fernando Prass; João Pedro, Nathan (Victorino), Lúcio e Victor Luis; Gabriel Dias, Renato, Wesley (Cristaldo) e Valdivia; Mazinho (Mouche) e Henrique Dourado.
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-PR
Weverton; Mário Sérgio, Dráusio, Ricardo Silva e Olaza; Otávio; Paulinho Dias, Nathan (Matteus), Marcos Guilherme; Coutinho e Dellatorre (Pedro Paulo).
Técnico: Claudinei Oliveira


Foi sorte! Palmeiras empata e segue na Série A graças aos resultados dos rivais

Mesmo jogando em casa, time de Dorival Júnior não conseguiu vencer e ficou apenas no 1 a 1 com o Atlético-PR

Foi com emoção. O Palmeiras só dependia dele para assegurar permnência na Série A do Campeonato Brasileiro. Mas quem disse que essa tarefa seria fácil de ser cumprida? Mesmo empurrado por mais de 33 mil torcedores, o time alviverde foi mais na raça do que na técnica para seguir na elite e garantir o empate por 1 a 1 com o Atlético-PR , neste domingo, no Allianz Parque.

Por oito minutos e 1 a 0 contra no placar, o Palmeiras se viu na zona de rebaixamento e acumulando a terceira queda em sua história. O artilheiro Henrique, de pênalti, aliviou a tensão com um gol de pênalti.

Não foi por competência, mas o Palmeiras se salvou de mais uma queda por conta da vitória por 1 a 0 do Santos sobre o Vitória , no Barradão, e a virada do Coritiba por 3 a 2 contra o Bahia . A mentalidade precisa mudar, ou 2015 será novamente um ano de sofrimento. Com os resultados da rodada, os dois representantes da Bahia na elite estão rebaixados para a segunda divisão.

O jogo

Para o jogo que custava a permanência do Palmeiras na elite do futebol brasileiro, o técnico Dorival Junior não repetiu a escalação do time, mais uma vez, e surpreendeu ao colocar o jovem zagueiro Gabriel Dias improvisado no meio de campo e Victor Luis de volta à posição de origem, na lateral esquerda. As mudanças tinham um único propósito: vencer.

Com o Atlético-PR recheado de reservas, a missão parecia ser fácil. Mas na prática….O Atlético-PR diminuia com eficiência os espaços do Palmeiras e demonstrava perigo, sobretudo quando a bola passava pelos pés de Dellatorre. Era o prenúncio do balde de água fria.

Aos nove minutos, Dellatorre fintou Lúcio e arriscou o chute. Fernando Prass espalmou e, no rebote, Gabriel Dias tirou em cima da linha o gol que seria de Douglas Coutinho. Na sequência, nem as preces que se concentravam nas arquibancadas foram suficientes para evitar o gol dos visitantes. Após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo, Ricardo Silva subiu mais do que Lúcio e colocou a bola para o fundo das redes.

Com a desvantagem no placar, a vida do Palmeiras passou a complicar ainda mais. Dois minutos depois, o Bahia abriu o placar contra o Coritiba, no Couto Pereira, e colocou o Palmeiras na zona de rebaixamento. A partir daí, o cronônometro dos telões do Allianz Parque foram retirados e a torcida cantava cada vez mais alto na intenção de afastar a apreensão que os poucos tomava conta. E o nervosismo não estava restrito somente à torcida. O time de Dorival Júnior demonstrava dificuldade para chegar à meta de Weverton. Aos 18 minutos, Gabriel Dias chutou, e Dráusio com o braço afastou. O árbitro Leandro Vuaden foi avisado pelo assistente adicional e assinalou o pênalti. Na cobrança, Henrique bateu com categoria e igualou o placar. Gol do artilheiro e o primeiro do Palmeiras no novo estádio.

Naquela altura, o Bahia vencia por 2 a 0 e pressionava ainda mais o Palmeiras, mesmo não o ultrapassando com o empate em São Paulo. Valdivia, que mesmo não estando 100% recuperado de um edema na coxa esquerda, virou uma a esperança e era a cada coro mais aclamado pelos torcedores. A liderança dentro de campo era nítida. Embora se esforçasse para mostrar o melhor caminho para os companheiros, eles pareciam barrados pela limitação técnica. Renato bem que tentou, mas o placar continuou inalterado no fim da primeira etapa.

Na volta do intervalo, o Palmeiras continuou com a mesma formação. Mas bastaram sete minutos para Dorival mudar de ideia e colocar o atacante argentino Cristaldo no lugar de Wesley. O volante, que tem contrato até fevereiro de 2015, foi muito insultado na saída do gramado. Nathan, que estava bem no jogo, se machucou e precisou ser substituído por Victorino.

Com a nova composição, o Palmeiras não esboçava reação. A melhor oportunidade foi aos 23 minutos, quando Valdivia deu um belo passe para Cristaldo, que chutou e viu Weverton desviar de peito. E aí foi uma chance atrás da outra desperdiçada. O ataque não funcionou, e jogo terminou em 1 a 1. No fim, a torcida xingou o presidente Paulo Nobre e criticou muito os jogadores do elenco.

No Palestra, torcida vibra com gol santista e xinga Nobre e Palmeiras

Equipe apenas empatou com o Atlético-PR em casa e se salvou do rebaixamento porque o Vitória foi derrotado pelo Santos

O último ato da torcida do Palmeiras no ano de seu centenário foi comemorando o gol de um rival paulista. Quando Thiago Ribeiro marcou o gol da vitória do Santos, nos acréscimos diante do Bahia, em Salvador, os palmeirenses vibraram e se abraçaram. A vaga na primeira divisão do Brasileiro estava garantida, apesar do time e de Paulo Nobre.

Ao fim do empate por 1 a 1 com o Atlético-PR, que deixava o Palmeiras dependendo que o Vitória não vencesse, a torcida deixou de apoiar como fez ao longo dos 90 minutos. Primeiramente, vaiaram e, depois, gritavam que “time sem vergonha”. O alvo pessoal era Nobre.

“O Paulo Nobre, seu imbecil, pega esse time e vai para a p… que o pariu”, gritavam, ainda reclamando que o presidente acabou com o centenário do clube. De seu camarote, Nobre ouvia tudo acompanhando o duelo entre Santos e Vitória.

Com a derrota dos baianos e a confirmação do Palmeiras na elite, o torcedor parou de xingar por alguns minutos para cantar que Valdivia, um dos poucos que ficou em campo e que atuou sem condições físicas por conta de dores na coxa esquerda, “é um terror”. Só o chileno pareceu ser poupado.

Durante a partida, a torcida pegou no pé apenas de Lúcio, dono de atuação desastrosa, e Wesley, xingado desde antes do apito inicial por conta de sua dificuldade para renovar com o clube. Felipe Menezes, Juninho e Diogo, que não saíram do banco, também foram vaiados ao serem anunciados pelo sistema de som.

Acompanhe os momentos finais, o alívio dos torcedores e o desabafo dos jogadores palmeirenses.

Atlético-PR 1 x 1 Santos

Data: 19/11/2014, quarta-feira, 19h30.
Competiçao: Campeonato Brasileiro –
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Árbitro: Arnoldo Vasconcelos Figarela (RO-CBF-2)
Auxiliares: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO-ESP-1) e Janette Mara Arcanjo (MG-FIFA)
Cartões amarelos : Cleberson e Sueliton (A); Alan Santos (S).
Gols: Robinho (27-1) e Cleberson (05-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Sueliton (Mário Sérgio), Gustavo, Cleberson e Lucas Olaza; Deivid (Hernani), Paulinho Dias, Bady; Cléo, Dellatorre (Douglas Coutinho) e Marcelo.
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Lucas Lima e Souza (Alan Santos); Robinho e Leandro Damião (Rildo).
Técnico: Enderson Moreira



Atlético-PR e Santos empatam jogo de pouca pretensão em Curitiba

Cleberson e Robinho marcaram na partida que terminou 1 a 1, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada

Atlético Paranaense e Santos começaram a rodada distantes tento do G4 quanto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Terminarão do mesmo jeito. O empate em 1 a 1 na Arena da Baixada, sem emoção, mostrou duas equipes medianas que o máximo que conseguiriam era ficar mesmo no meio da tabla de classificação. Com o resultado, os dois times chegaram aos 47 pontos, com campanhas semelhantes, mas pequena vantagem no número de gols marcados pelos paulistas.

O Peixe demorou a entrar no jogo, mas quando o fez abriu o placar aos 27 minutos do primeiro tempo, com Robinho, que chutou da entrada da área ara balançar as redes. Depois do intervalo, os cinco minutos, Cleberson aproveitou escanteio e testou firme para deixar tudo igual.

O jogo

O Furacão entrou em campo com duas mudanças, as entrada de Lucas Olaza e Delatorre, já dentro do projeto do técnico Claudinei oliveira de fazer observações pra 2015. Com a bola rolando, as equipes tentavam explorar as laterais, mas encontravam as marcações bem posicionadas. Aos seis minutos, Marcelo arriscou de longe e a bola foi pela linha de fundo, com algum perigo.

Os donos da casa tinham maior volume de jogo. Aos 10 minutos, Cléo subiu mais do que a zaga e testou para fora. Aos 11 minutos, Dellatorre recebeu na área, tentou o chute e carimbou a defesa. O Peixe mostrava muita dificuldade para sair da defesa. Aos 23 minutos, Bady cobrou escanteio e Cleberson desviou para boa defesa de Aranha. Os paulistas acordaram e, aos 25 minutos, Robinho levantou e Cicinho apareceu para tocar para fora.

O castigo chegou para o time o rubro-negro aos 27 minutos, Robinho recebeu lançamento e, no quicar da bola, arrematou no cantinho para balançar as redes e abrir o placar. Aos 34 minutos, Souza cobrou falta e Weverton deixou a meta para dividir com a defesa e afastar a bola. Mais Santos no ataque, aos 40 minutos, com Cicinho, que chutou rasteiro, cruzado, e errou o alvo.

Para a segunda etapa, o Atlético voltou com Hernani no lugar de Deivid. Aos quatro minutos, Hernani lançou Marcelo, Caju se atrapalhou, mas conseguiu se recuperar e recuar para Aranha. Mas, no lance seguinte, Bady cobrou escanteio e Cleberson subiu para cabecear firme e deixar tudo igual. Souza tentou responder aos 10 minutos, em cobrança de falta à esquerda de Weverton.

O jogo era muito truncado, sem emoções, refletindo bem a campanha dos dois times no Brasileirão. Arouca e Lucas Lima trocaram bola na entrada da área, e o meia santista arrematou por cima da meta, aos 16 minutos. Nova aposta de Claudinei Oliveira, Douglas Coutinho fez sua primeira jogada aos 21 minutos, cruzando nas mãos de Aranha.

As equipes pareciam desinteressadas, sem criar nada substancial. Aos 29 minutos, Lucas Lima chutou da entrada da área, mas pegou totalmente torto na bola. O troco veio aos 35 minutos, com Mário Sérgio que recebeu ótimo lançamento, mas não alcançou a bola. Hernani teve a grande chance de garantir a vitória rubro-negra, aos 40 minutos, mas o chute, que ainda teve desvio pelo caminho, bateu na trave. Igualdade dentro de campo que se repete na classificação. Nas arquibancadas, o torcedor atleticano não engoliu bem o resultado e protestou.


Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 16/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.094 pagantes
Renda: R$ 126.115,00
Árbitro: Alinor Silva da Paixão (MT)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Alison (S); Henrique (C).
Gol: Ricardo Goulart (07-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Bruno Uvini e Caju (Zeca); Alison, Renato e Lucas Lima; Rildo (Thiago Ribeiro), Robinho e Gabriel (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Samudio; Nilton, Lucas Silva (Henrique) e Marquinhos; Ricardo Goulart (Willian Farias), Willian (Éverton Ribeiro) e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Ricardo Goulart marca e Cruzeiro bate o Santos na Vila para consolidar liderança

Gol único marcado no início do segundo tempo deu vitória ao líder do campeonato que mantém boa distância para rivais

Engasgado com o Cruzeiro após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil, o Santos não conseguiu por em prática seus planos de vingança neste domingo. O time paulista acabou perdendo por 1 a 0 para os mineiros na Vila Belmiro, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi anotado por Ricardo Goulart no segundo tempo.

O resultado levou o Cruzeiro, líder do torneio, a 70 pontos, ficando ainda mais perto do bicampeonato. Já o Santos permaneceu na parte intermediária da tabela do Brasileirão, com os mesmos 46 pontos da rodada anterior, e a série dos alvinegros sem vitórias aumentou para seis jogos.

O jogo

O início de partida na Vila Belmiro pareceu promissor, com as duas equipes saindo para jogo. Entretanto, os dois times encontraram dificuldades para entrar na área adversária, criando poucas oportunidades claras de gol.

Quem mais se mostrava ineficiente era o líder do campeonato. Com Éverton Ribeiro no banco, a equipe mostrou pouco entrosamento e abusou de cruzamentos para a área no primeiro tempo. A melhor chance veio em um chute de Nilton de fora da área, que passou perto do gol de Aranha e levou perigo.

Enquanto isso, o Santos se saia melhor, com uma envolvente troca de passes entre Robinho, Lucas Lima e Gabriel. Em uma das jogadas do trio, Gabriel teve a bola do primeiro tempo: saiu frente a frente com Fábio, tentou driblar o goleiro e foi alcançado por Manoel. Na hora do chute, o atacante, já com ângulo reduzido, se desequilibrou e mandou sem força para fora.

Na volta para o segundo tempo, a partida voltou muito mais truncada em relação ao primeiro. Foram sete minutos de muita entrega no meio de campo e pouca técnica, até que Ricardo Goulart avançou em velocidade, tabelou com Willian e chutou com categoria para abrir o placar.

Melhor no duelo até então, o Peixe pareceu sentir o baque do gol cruzeirense. As boas tabelas que estava conseguindo até o momento deram lugar a erros de passe e faltas desnecessárias no restante do segundo tempo. Os toques também foram substituídos por cruzamentos na área. Por outro lado, o Cruzeiro, sem pressa, rodava a bola na defesa.

Enderson Moreira ainda tentou fazer mudanças no time, promovendo a entrada de Thiago Ribeiro, Zé Carlos e Jorge Eduardo, respectivamente no lugar de Rildo, Caju e Gabriel. Mas as alterações surtiram pouco efeito e a vitória cruzeirense se manteve. Ainda houve tempo para um milagre de Fábio: em cobrança de falta de Robinho, Neto alcançou a bola, mas parou no goleiro celeste.

Já na casa dos 40 minutos, era visível o cansaço da equipe paulista, que pouco conseguiu produzir. Observando o Cruzeiro prender a bola no ataque, por pouco o Santos não cedeu o segundo gol: Willian Farias, dentro da área, mandou no travessão, já aos 46.



Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.