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Dirigente prometeu aproximar o torcedor do clube e criar um parque temático

Depois de diversas confusões, o Santos finalmente tem um presidente eleito para o trênio de 2015-2017. Com 1.321 votos, Modesto Roma Júnior, jornalista de 62 anos, residente na cidade praiana, foi eleito o mandatário santista na noite deste sábado (13), pela chapa de número quatro, para suceder Odílio Rodrigues.

No total 14 urnas de papel contabilizaram os votos, sendo dez na Vila Belmiro e quatro na Federação Paulista de Futebol, em São Paulo. Na capital paulista, 1.110 pessoas votaram, sendo que José Carlos Peres venceu, com 407 votos.

Modesto Roma Júnior, da Chapa 4 (Santos Gigante), venceu a eleição com 1.321 votos, ele ficou à frente de José Carlos Peres, da Chapa 1 (Santos Vivo), que teve 1.139 sufrágios. Fernando Silva, da Chapa 5 (Mar Branco), ficou em terceiro lugar, com 1.077. Na quarta colocação ficou Orlando Rollo, da Chapa 3 (Pense Novo Santos), com 855. O quinto e último lugar ficou com Nabil Khaznadar, representante da situação, da Chapa 2 (Avança Santos), com 735 votos.

Desde o início de sua campanha, Modesto demonstrou que queria fazer mudanças no organograma do clube. Uma de suas principais propostas é trazer um CEO, que é ele Dagoberto Santos, que já atuou no Peixe na gestão de Marcelo Teixeira, ex-presidente que lançou a candidatura de Roma.

Além disso, o candidato da chapa quatro quer trazer o sócio do Santos com eventos, principalmente a Sanfest e também criar um parque temático do alvinegro. Mas os maiores desafios serão, claro, em relação ao futebol profissional: a renovação de contrato de Robinho e o que fazer com Leandro Damião.

Confusão nas urnas

No último dia 6, data inicial do pleito, as urnas eletrônicas apresentaram problemas técnicos. Depois disso, a Assembléia Eleitoral definiu que a votação seria com urnas de papel. No entanto, o delegado da mesa 7, José Ananias da Silva, foi acusado de depoistar dois papéis de uma vez, o que terminou com a eleição suspensa e com os papéis incinerados.

Uma semana depois, data remarcada para o pleito, as urnas eletrônicas foram novamente descardas após falhas técnicas e a votação aconteceu por cédulas de papel.


Jogos inesquecíveis


Vitória 0 x 1 Santos

Data: 07/12/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio do Barradão, em Salvador, BA.
Público: 8.326 pagantes
Renda: R$ 57.520,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS-ASP-FIFA).
Assistentes: Fabio Pereira (TO-FIFA) e Rafael da Silva Alves (RS-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Alison, Cicinho e Aranha (S).
Gol: Thiago Ribeiro (48-2).

VITÓRIA
Gatito Fernandéz; Ayrton, Kadu, Ednei e Richarlyson; José Welison, Neto Coruja, Cáceres (Willie) e Marcinho (Juan); Vinícius (Beltrán) e Edno.
Técnico: Ney Franco

SANTOS
Aranha, Daniel Guedes (Serginho), Neto (Edu Dracena), David Braz e Caju; Alison, Renato (Alan Santos) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Gabriel (Cicinho) e Leandro Damião.
Técnico: Enderson Moreira


Santos bate Vitória no Barradão e garante Palmeiras na Série A

Como o Palmeiras ficou apenas no 1 a 1 com Atlético-PR, em São Paulo, o Vitória precisava apenas ganhar em sua casa para se livrar do rebaixamento, mas perdeu por 1 a 0

A rivalidade histórica entre Santos e Palmeiras foi deixada de lado neste domingo e o Peixe, que já não tinha o que almejar no Campeonato Brasileiro , venceu por 1 a 0, no estádio do Barradão, em Salvador, em duelo válido pela 38ª e última rodada da competição, e segurou, assim, o Verdão na Série A. Como o Palmeiras ficou apenas no 1 a 1 com o Atlético-PR, em São Paulo, o Vitória precisava apenas vencer em sua casa para se livrar do rebaixamento, mas o time errou demais, criou poucas chances e não teve forças para se manter na elite do futebol nacional.

Na tabela de classificação, o Vitória acabou com 38 pontos, em 17º lugar, enquanto o time de Vila Belmiro fechou o ano em 9º, com 53 pontos marcados.

O jogo

Apesar de apenas cumprir tabela, o Santos começou melhor a partida deste domingo, no Barradão. Logo aos 3 minutos, Gabriel cruzou para

Aos 9, Airton soltou uma bomba de fora da área e viu Aranha espalmar para escanteio. Na sequência, Marcinho arriscou chute cruzado, mas a bola foi direto pela linha de fundo. Mas a torcida do Vitória fez festa mesmo foi gol o anúncio do gol do Atlético-PR em cima do Palmeiras. Porém, dois minutos depois o alto-falante também anunciou o gol do Bahia em cima do Coritiba e voltou a calar o Barradão.

Com o rubro-negro baiano dando muito espaço, o Peixe chegava com facilidade. Aos 16, Damião fez o pivô e Gabriel acertou a trave, cara a cara.

Na segunda etapa, a única mudança foi o empate o Coxa com o Bahia, em Curitiba. Mesmo precisando apenas de um gol para escapar do rebaixamento e se manter na Série A, já que o empate no Allianz Parque lhe favorecia, o Vitória não encontra forças, muitos jogadores acusaram cansaço, se arrastaram em campo e pouco criaram chances perigosas. O goleiro Aranha praticamente não foi exigido.

Por outro lado, o Santos jogava apenas por profissionalismo, encaixou na segunda etapa, um ataque com Leandro Damião, que saiu frente a frente com o goleiro, mas novamente não aproveitou a chance.

O único gol do jogo saiu já nos acréscimos, quando o alvinegro praiano teve muito espaço e soube aproveitar. Caju fez a assistência e Thiago Ribeiro bateu para marcar. Com isso, O Vitória volta a disputar a Série B do Brasileirão no próximo ano, enquanto o Santos entra de férias de olhos nas eleições presidenciais do próximo sábado.

Abaixo o momento emocionante para os palmeirenses do gol de Thiago Ribeiro, onde o alviverde escapou do terceiro rebaixamento em 12 anos (2002, 2012 e 2014).





Palmeiras 1 x 1 Atlético-PR

Data: 07/12/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 33.151 pagantes
Renda: R$ 2.976.260,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Jose Antônio Chaves Franco Filho (ambos do RS).
Assistentes adicionais: Francisco de Paula dos Santos Silva Neto e Diego Almeida Real (ambos do RS).
Cartões amarelos: Cristaldo (P) e Dráusio (A).
Gols: Ricardo Silva (09-1) e Henrique (20-1, de pênalti).

PALMEIRAS
Fernando Prass; João Pedro, Nathan (Victorino), Lúcio e Victor Luis; Gabriel Dias, Renato, Wesley (Cristaldo) e Valdivia; Mazinho (Mouche) e Henrique Dourado.
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-PR
Weverton; Mário Sérgio, Dráusio, Ricardo Silva e Olaza; Otávio; Paulinho Dias, Nathan (Matteus), Marcos Guilherme; Coutinho e Dellatorre (Pedro Paulo).
Técnico: Claudinei Oliveira


Foi sorte! Palmeiras empata e segue na Série A graças aos resultados dos rivais

Mesmo jogando em casa, time de Dorival Júnior não conseguiu vencer e ficou apenas no 1 a 1 com o Atlético-PR

Foi com emoção. O Palmeiras só dependia dele para assegurar permnência na Série A do Campeonato Brasileiro. Mas quem disse que essa tarefa seria fácil de ser cumprida? Mesmo empurrado por mais de 33 mil torcedores, o time alviverde foi mais na raça do que na técnica para seguir na elite e garantir o empate por 1 a 1 com o Atlético-PR , neste domingo, no Allianz Parque.

Por oito minutos e 1 a 0 contra no placar, o Palmeiras se viu na zona de rebaixamento e acumulando a terceira queda em sua história. O artilheiro Henrique, de pênalti, aliviou a tensão com um gol de pênalti.

Não foi por competência, mas o Palmeiras se salvou de mais uma queda por conta da vitória por 1 a 0 do Santos sobre o Vitória , no Barradão, e a virada do Coritiba por 3 a 2 contra o Bahia . A mentalidade precisa mudar, ou 2015 será novamente um ano de sofrimento. Com os resultados da rodada, os dois representantes da Bahia na elite estão rebaixados para a segunda divisão.

O jogo

Para o jogo que custava a permanência do Palmeiras na elite do futebol brasileiro, o técnico Dorival Junior não repetiu a escalação do time, mais uma vez, e surpreendeu ao colocar o jovem zagueiro Gabriel Dias improvisado no meio de campo e Victor Luis de volta à posição de origem, na lateral esquerda. As mudanças tinham um único propósito: vencer.

Com o Atlético-PR recheado de reservas, a missão parecia ser fácil. Mas na prática….O Atlético-PR diminuia com eficiência os espaços do Palmeiras e demonstrava perigo, sobretudo quando a bola passava pelos pés de Dellatorre. Era o prenúncio do balde de água fria.

Aos nove minutos, Dellatorre fintou Lúcio e arriscou o chute. Fernando Prass espalmou e, no rebote, Gabriel Dias tirou em cima da linha o gol que seria de Douglas Coutinho. Na sequência, nem as preces que se concentravam nas arquibancadas foram suficientes para evitar o gol dos visitantes. Após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo, Ricardo Silva subiu mais do que Lúcio e colocou a bola para o fundo das redes.

Com a desvantagem no placar, a vida do Palmeiras passou a complicar ainda mais. Dois minutos depois, o Bahia abriu o placar contra o Coritiba, no Couto Pereira, e colocou o Palmeiras na zona de rebaixamento. A partir daí, o cronônometro dos telões do Allianz Parque foram retirados e a torcida cantava cada vez mais alto na intenção de afastar a apreensão que os poucos tomava conta. E o nervosismo não estava restrito somente à torcida. O time de Dorival Júnior demonstrava dificuldade para chegar à meta de Weverton. Aos 18 minutos, Gabriel Dias chutou, e Dráusio com o braço afastou. O árbitro Leandro Vuaden foi avisado pelo assistente adicional e assinalou o pênalti. Na cobrança, Henrique bateu com categoria e igualou o placar. Gol do artilheiro e o primeiro do Palmeiras no novo estádio.

Naquela altura, o Bahia vencia por 2 a 0 e pressionava ainda mais o Palmeiras, mesmo não o ultrapassando com o empate em São Paulo. Valdivia, que mesmo não estando 100% recuperado de um edema na coxa esquerda, virou uma a esperança e era a cada coro mais aclamado pelos torcedores. A liderança dentro de campo era nítida. Embora se esforçasse para mostrar o melhor caminho para os companheiros, eles pareciam barrados pela limitação técnica. Renato bem que tentou, mas o placar continuou inalterado no fim da primeira etapa.

Na volta do intervalo, o Palmeiras continuou com a mesma formação. Mas bastaram sete minutos para Dorival mudar de ideia e colocar o atacante argentino Cristaldo no lugar de Wesley. O volante, que tem contrato até fevereiro de 2015, foi muito insultado na saída do gramado. Nathan, que estava bem no jogo, se machucou e precisou ser substituído por Victorino.

Com a nova composição, o Palmeiras não esboçava reação. A melhor oportunidade foi aos 23 minutos, quando Valdivia deu um belo passe para Cristaldo, que chutou e viu Weverton desviar de peito. E aí foi uma chance atrás da outra desperdiçada. O ataque não funcionou, e jogo terminou em 1 a 1. No fim, a torcida xingou o presidente Paulo Nobre e criticou muito os jogadores do elenco.

No Palestra, torcida vibra com gol santista e xinga Nobre e Palmeiras

Equipe apenas empatou com o Atlético-PR em casa e se salvou do rebaixamento porque o Vitória foi derrotado pelo Santos

O último ato da torcida do Palmeiras no ano de seu centenário foi comemorando o gol de um rival paulista. Quando Thiago Ribeiro marcou o gol da vitória do Santos, nos acréscimos diante do Bahia, em Salvador, os palmeirenses vibraram e se abraçaram. A vaga na primeira divisão do Brasileiro estava garantida, apesar do time e de Paulo Nobre.

Ao fim do empate por 1 a 1 com o Atlético-PR, que deixava o Palmeiras dependendo que o Vitória não vencesse, a torcida deixou de apoiar como fez ao longo dos 90 minutos. Primeiramente, vaiaram e, depois, gritavam que “time sem vergonha”. O alvo pessoal era Nobre.

“O Paulo Nobre, seu imbecil, pega esse time e vai para a p… que o pariu”, gritavam, ainda reclamando que o presidente acabou com o centenário do clube. De seu camarote, Nobre ouvia tudo acompanhando o duelo entre Santos e Vitória.

Com a derrota dos baianos e a confirmação do Palmeiras na elite, o torcedor parou de xingar por alguns minutos para cantar que Valdivia, um dos poucos que ficou em campo e que atuou sem condições físicas por conta de dores na coxa esquerda, “é um terror”. Só o chileno pareceu ser poupado.

Durante a partida, a torcida pegou no pé apenas de Lúcio, dono de atuação desastrosa, e Wesley, xingado desde antes do apito inicial por conta de sua dificuldade para renovar com o clube. Felipe Menezes, Juninho e Diogo, que não saíram do banco, também foram vaiados ao serem anunciados pelo sistema de som.

Acompanhe os momentos finais, o alívio dos torcedores e o desabafo dos jogadores palmeirenses.

Santos 2 x 0 Botafogo

Data: 30/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.269 pagantes
Renda: R$ 126.750,00
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Auxiliares: Fabio Pereira (TO) e Marrubson Melo Freitas (DF).
Cartões amarelos: Caju (S) e Júnior César (B).
Gols: Leandro Damião (03-2) e Leandro Damião (44-2).

SANTOS
Aranha; Daniel Guedes, David Braz, Edu Dracena e Caju; Alison, Renato, Lucas Lima; Gabriel (Serginho), Thiago Ribeiro (Diego Cardoso) e Robinho (Leandro Damião).
Técnico: Enderson Moreira

BOTAFOGO
Jefferson; Regis, Dankler, André Bahia e Junior César; Airton, Gabriel, Andreazzi (Murilo) e Ronny (Gegê), Bruno Correa (Maikon) e Yuri Mamute.
Técnico: Vagner Mancini



Damião dá vitória ao Santos e faz Botafogo rever Série B após 12 anos

Time remendado por Vagner Mancini visitou o Santos na Vila Belmiro, foi derrotado por 2 a 0, com gols de Leandro Damião e está rebaixado no Campeonato Brasileiro

O calvário do Botafogo chegou ao fim neste domingo, sem qualquer tipo de surpresa. O ano, que seria da redenção do clube com o retorno a Libertadores, terminou de forma melancólica, com a queda à segunda divisão. O time remendado por Vagner Mancini visitou o Santos na Vila Belmiro, e foi derrotado por 2 a 0, com gols de Leandro Damião. Após 12 anos, o clube de General Severiano revê a Série B do Campeonato Brasileiro .

O resultado apenas confirmou o que já era previsto. Em um ano com polêmicas dentro e fora de campo, o Botafogo teve o seu rebaixamento confirmado com uma rodada de antecedência. O time carioca permanece com 33 pontos, pode chegar apenas a 36, sendo que o Palmeiras, primeiro time fora da degola, já soma 39.

O Santos, por sua vez, chegou aos 50 pontos, e, sem maiores pretensões na competição, fica na nona colocação. Na última rodada, porém, o time da Vila visita o Vitória, equipe que luta contra o Palmeiras para fugir do rebaixamento. O Botafogo se despede da competição contra o Atlético-MG.

O jogo

A necessidade do resultado era do Botafogo, mas foi o Santos que esteve perto de marcar logo aos dois minutos de jogo. Gabriel dominou livre na entrada da área, emendou o chute de perna direita, e a bola passou muito perto da trave direita de Jefferson. A partida parecia fácil para os anfitriões.

O time da Vila Belmiro, como mandante, era melhor, mas não caprichava no momento de colocar no fundo das redes. Aos nove, Gabriel apareceu livre no lado direito, fez o cruzamento fechado e David Braz perdeu a chance praticamente embaixo das traves. O susto, porém, não acordou o Botafogo.

Sem qualquer criatividade para trabalhar a bola no ataque, os cariocas no máximo arriscavam de fora da área, sem pontaria. O jeito era contar com sua defesa, que também batia cabeça. Robinho saiu na cara de Jefferson aos 28, tentou o chute colocado, e viu o goleiro botafoguense fazer boa defesa para salvar seu time.

O domínio era completo do Santos, mas ainda faltava o gol. Na última chance de perigo do primeiro tempo, aos 41, Gabriel aproveitou a falha da defesa adversária, e acertou a trave de Jefferson ao desviar de cabeça. Após o lance, Dankler e Andreazzi chegaram a trocas empurrões, sintetizando a fase do Botafogo.

Sem movimentarem o marcador, os dois treinadores resolveram mudar. No Botafogo, Maikon entrou no lugar de Bruno Corrrea, mas foi a alteração santista que surtiu efeito com poucos minutos de bola rolando. Por causa do desgaste físico, Enderson Moreira sacou Robinho e mandou Leandro Damião a campo para decidir.

Contestado ao longo de sua passagem na Vila Belmiro, principalmente pelo valor desembolsado pelo clube praiano na negociação, o atacante precisou de apenas três minutos para fazer o que justamente se espera dele. Damião girou sobre o marcador dentro da área, ainda levou para a perna direita, e marcou um golaço.

Vagner Mancini não tinha mais nada a perder, então tentou deixar sua equipe mais ofensiva para buscar o empate. O Santos, por sua vez, esperou o adversário se mover, aproveitando os espaços deixados no campo de defesa botafoguense para talvez ampliar o resultado. A estratégia quase deu resultado.

Já no fim, Renato recebeu dentro da área, desviou de cabeça e Jefferson salvou mais uma vez. O goleiro, porém, não evitou o já prenunciado rebaixamento. Aos 44, Daniel Guedes fez linda jogada pela direita, invadiu a área, fez o cruzamento rasteiro, e Leandro Damião apareceu para definir o resultado.

Bastidores – Santos TV:



Santos 0 x 1 São Paulo

Data: 23/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Arena Pantanal, em Cuiabá, MT.
Público: 33.247 torcedores
Renda: R$ 2.402.315,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Márcio Luiz Augusto (ambos de SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima, Thiago Ribeiro, Edu Dracena e Alison (S); Osvaldo (SP).
Gol: Boschilia (09-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Souza (Geuvânio) e Lucas Lima; Robinho (Leandro Damião) e Gabriel (Thiago Ribeiro).
Técnico: Enderson Moreira

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Paulo Miranda, Antônio Carlos, Edson Silva e Reinaldo; Auro (Denilson), Hudson, Boschilia (Michel Bastos) e Ademilson; Alexandre Pato (Luis Fabiano) e Osvaldo.
Técnico: Muricy Ramalho



São Paulo supera o Santos em Cuiabá e garante vaga na Libertadores

Em jogo fraco e com muitos erros, equipe de Muricy Ramalho levou a melhor e venceu por 1 a 0, com gol de Boschilia

Cansado pelo excesso de jogos e viagens, além de se preservar para a semifinal da Copa Sul-americana de quarta-feira, contra o Atlético Nacional, da Colômbia, o S ão Paulo mandou a campo um time inteiro reserva para encarar o Santos . Mesmo assim, o time de Muricy Ramalho venceu o clássico na Arena Pantanal, em Cuiabá, por 1 a 0, graças a gol do jovem Boschilia.

Com o resultado, o Tricolor já está garantido na próxima Copa Libertadores da América, em 2015. Já o Peixe chega a nove jogos sem vitória e cumpre tabela nos dois jogos restantes do Campeonato Brasileiro.

Na próxima rodada, a penúltima do Brasileirão, o Santos recebe o Botafogo na Vila Belmiro, as 17 horas de domingo. No mesmo dia e horário, o Tricolor recebe o Figueirense no Morumbi. Antes disso, porém, o São Paulo decide uma vaga na final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional de Medelin, quarta-feira, as 22 horas, também no estádio da Capital paulista.

Desde o apito inicial do árbitro, ficou claro que o maior obstáculo das duas equipes seria o calor de 30ºC e a umidade que chegou a 62% durante o jogo na Arena Pantanal, em Cuiabá. E, também em função do forte calor, Santos e São Paulo não apresentaram um futebol digno da tradição do clássico San-São.

Nas poucas oportunidades que foram criadas, primeiro Gabriel reclamou de pênalti após receber passe dentro da área. A reclamação do santista foi de um puxão de Reinaldo, mas o juiz mandou o jogo seguir.

Sem qualquer emoção, a partida teve uma parada técnica aos 22 minutos para os jogadores se hidratarem e, após o reinicio, quem teve a oportunidade de abrir o placar foi o São Paulo. Já aos 40 minutos, Aranha fez linda defesa após chute forte de Ademilson. Na pressão dentro da área, Pato não alcançou a bola para escorar cruzamento e Hudson, da marca do pênalti, furou desperdiçando grande chance de marcar.

Na segunda etapa, o Santos voltou com Geuvânio e Thiago Ribeiro nas vagas de Gabriel e Souza. Geuvânio não atuava há um mês, desde a derrota para o Fluminense, na 30ª rodada. Enquanto isso, Thiago não atuava desde a vitória por 2 a 0 sobre o Goiás, na 25ª rodada. Do outro lado, Luis Fabiano entrou no lugar de Alexandre Pato, mais uma vez muito apagado.

Diferente da primeira etapa, o jogo pegou fogo no segundo tempo. Geuvânio, logo aos 7 minutos, ficou cara a cara com Rogério Ceni após furada de Edson Silva, porém, bateu fraco.

E o castigo veio dois minutos depois. Boschilia tabelou com Luis Fabiano, Reinaldo fez a assistência e o jovem bateu cruzado, sem chances para Aranha. A bola ainda bateu no pé da trave antes de entrar.

Em seguida, Geuvânio acertou um petardo de fora da área. A bola explodiu no travessão. Na sequência, Caju entrou na diagonal, recebeu passe de letra de Robinho, mas bateu fraco e Rogério pegou sem dificuldade. Lucas Lima também teve uma grande oportunidade de empatar, mas praticamente atrasou para o camisa 1 Tricolor.

Depois de mais uma parada técnica, desta vez aos 21 do segundo tempo, a partida caiu de ritmo. Leandro Damião ainda entrou no time do Peixe e Michel Bastos e Denilson foram chamados por Muricy, mas o placar não foi mais alterado e o São Paulo saiu de campo vitorioso mesmo com um time basicamente reserva. Já o Peixe, chegou ao nono jogo sem vitória.

Lucas Lima lamenta falta de capricho nas finalizações em derrota do Santos

Meia reclama dos erros do time e critica o fato de todos os chutes terem sido “em cima do Rogério Ceni”

A derrota no clássico deste domingo para o São Paulo por 1 a 0, na Arena Pantanal, em Cuiabá, somou mais um tropeço na série sem vitórias do time de Enderson Moreira. Agora, já são nove partidas sem sair de campo com o placar favorável. E, para o meia Lucas Lima, o Santos mais uma vez falhou no quesito finalização.

O próprio camisa 20 e também Geuvânio, Caju e Thiago Ribeiro tiveram chances claras de marcar ao menos um gol no rival da capital, mas pecaram no momento da definição. “Tivemos muitas chances de fazer gol e não fizemos. Finalizamos todas em cima do Rogério. Se tivéssemos caprichado mais, sairíamos com a vitória”, reclamou Lucas Lima.

Mais experiente, Arouca deixou o campo nitidamente irritado com o novo revés e se esquivou após ser questionado sobre o planejamento para o próximo ano.

“Isso não cabe a mim. Acho que pessoas lá de cima sabem muito bem”, disse o atleta, se referindo ao Comitê Gestor do clube. Além disso, Arouca comentou mais uma vez o problema de salários atrasados no elenco. “O presidente sempre foi bem claro, está se esforçando ao máximo. E nós estamos lutando, nos esforçando nos jogos, vamos fazer o Santos terminar com dignidade”, garantiu.


Atlético-PR 1 x 1 Santos

Data: 19/11/2014, quarta-feira, 19h30.
Competiçao: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Árbitro: Arnoldo Vasconcelos Figarela (RO-CBF-2)
Auxiliares: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO-ESP-1) e Janette Mara Arcanjo (MG-FIFA)
Cartões amarelos : Cleberson e Sueliton (A); Alan Santos (S).
Gols: Robinho (27-1) e Cleberson (05-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Sueliton (Mário Sérgio), Gustavo, Cleberson e Lucas Olaza; Deivid (Hernani), Paulinho Dias, Bady; Cléo, Dellatorre (Douglas Coutinho) e Marcelo.
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Lucas Lima e Souza (Alan Santos); Robinho e Leandro Damião (Rildo).
Técnico: Enderson Moreira



Atlético-PR e Santos empatam jogo de pouca pretensão em Curitiba

Cleberson e Robinho marcaram na partida que terminou 1 a 1, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada

Atlético Paranaense e Santos começaram a rodada distantes tento do G4 quanto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Terminarão do mesmo jeito. O empate em 1 a 1 na Arena da Baixada, sem emoção, mostrou duas equipes medianas que o máximo que conseguiriam era ficar mesmo no meio da tabla de classificação. Com o resultado, os dois times chegaram aos 47 pontos, com campanhas semelhantes, mas pequena vantagem no número de gols marcados pelos paulistas.

O Peixe demorou a entrar no jogo, mas quando o fez abriu o placar aos 27 minutos do primeiro tempo, com Robinho, que chutou da entrada da área ara balançar as redes. Depois do intervalo, os cinco minutos, Cleberson aproveitou escanteio e testou firme para deixar tudo igual.

O jogo

O Furacão entrou em campo com duas mudanças, as entrada de Lucas Olaza e Delatorre, já dentro do projeto do técnico Claudinei oliveira de fazer observações pra 2015. Com a bola rolando, as equipes tentavam explorar as laterais, mas encontravam as marcações bem posicionadas. Aos seis minutos, Marcelo arriscou de longe e a bola foi pela linha de fundo, com algum perigo.

Os donos da casa tinham maior volume de jogo. Aos 10 minutos, Cléo subiu mais do que a zaga e testou para fora. Aos 11 minutos, Dellatorre recebeu na área, tentou o chute e carimbou a defesa. O Peixe mostrava muita dificuldade para sair da defesa. Aos 23 minutos, Bady cobrou escanteio e Cleberson desviou para boa defesa de Aranha. Os paulistas acordaram e, aos 25 minutos, Robinho levantou e Cicinho apareceu para tocar para fora.

O castigo chegou para o time o rubro-negro aos 27 minutos, Robinho recebeu lançamento e, no quicar da bola, arrematou no cantinho para balançar as redes e abrir o placar. Aos 34 minutos, Souza cobrou falta e Weverton deixou a meta para dividir com a defesa e afastar a bola. Mais Santos no ataque, aos 40 minutos, com Cicinho, que chutou rasteiro, cruzado, e errou o alvo.

Para a segunda etapa, o Atlético voltou com Hernani no lugar de Deivid. Aos quatro minutos, Hernani lançou Marcelo, Caju se atrapalhou, mas conseguiu se recuperar e recuar para Aranha. Mas, no lance seguinte, Bady cobrou escanteio e Cleberson subiu para cabecear firme e deixar tudo igual. Souza tentou responder aos 10 minutos, em cobrança de falta à esquerda de Weverton.

O jogo era muito truncado, sem emoções, refletindo bem a campanha dos dois times no Brasileirão. Arouca e Lucas Lima trocaram bola na entrada da área, e o meia santista arrematou por cima da meta, aos 16 minutos. Nova aposta de Claudinei Oliveira, Douglas Coutinho fez sua primeira jogada aos 21 minutos, cruzando nas mãos de Aranha.

As equipes pareciam desinteressadas, sem criar nada substancial. Aos 29 minutos, Lucas Lima chutou da entrada da área, mas pegou totalmente torto na bola. O troco veio aos 35 minutos, com Mário Sérgio que recebeu ótimo lançamento, mas não alcançou a bola. Hernani teve a grande chance de garantir a vitória rubro-negra, aos 40 minutos, mas o chute, que ainda teve desvio pelo caminho, bateu na trave. Igualdade dentro de campo que se repete na classificação. Nas arquibancadas, o torcedor atleticano não engoliu bem o resultado e protestou.