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Santos 1 x 2 Internacional

Data: 02/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.907 pagantes
Renda: R$ 170.950,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos e Luiz Carlos Silva Teixeira (ambos da BA).
Cartões amarelos: Cicinho e Edu Dracena (S); Alisson, Alan Patrick, Fabrício e Jorge Henrique (I).
Gols: Aránguiz (24-1); Gabriel (17-2) e Aránguiz (35-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena; Arouca, Alison (Renato) e Lucas Lima; Gabriel (Leandro Damião), Robinho e Rildo (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

INTERNACIONAL
Alisson; Cláudio Winck, Alan Costa, Ernando e Fabrício; Willians, Aránguiz, Alan Patrick (Bertotto), Jorge Henrique e D’Alessandro (Welington Paulista); Nilmar (Ygor).
Técnico: Abel Braga



Internacional vence Santos na Vila pela 1ª vez na história e volta ao G4

Com dois gols do chileno Aránguiz, equipe gaúcha sobe para a terceira colocação e fica três pontos do vice-líder São Paulo

O Internacional conseguiu quebrar um tabu histórico neste domingo. A equipe colorada visitou o Santos na Vila Belmiro e venceu por 2 a 1, resultado que representa o primeiro triunfo dos gaúchos no estádio santista. Além disso, a equipe comandada por Abel Braga segue firme na briga pelo G4 do Campeonato Brasileiro , enquanto os paulistas voltam a focar nas semifinais da Copa do Brasil.

Para dar o importante passo em busca de uma vaga na Libertadores da próxima temporada, Internacional contou com a qualidade de seus jogadores sul-americanos. No primeiro gol, Aránguiz marcou depois de receber passe açucarado do argentino D’Alessandro. No segundo tempo, depois de sofrer o empate, o chileno voltou a aparecer para garantir o triunfo.

A vitória deixou o Internacional na terceira colocação, ainda mais perto de garantir uma vaga na competição continental. O time colorado agora soma 56 pontos, com seis rodadas para o fim, e tem um compromisso fundamental no próximo final de semana. No domingo, às 17 horas (de Brasília), a equipe de Abel Braga faz o clássico diante do Grêmio, que também sonha com Libertadores.

O Santos, por sua vez, permanece com 46 pontos, apenas na oitava colocação, e volta suas atenções à Copa do Brasil, caminho escolhido pela equipe para chegar à Libertadores. Na próxima quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), o Peixe recebe o Cruzeiro, na Vila Belmiro, pela segunda partida das semifinais da Copa do Brasil. O desafio é reverter a vantagem dos mineiros, que venceram por 1 a 0 em BH.

O jogo

Mesmo com a decisão contra o Cruzeiro na próxima quarta-feira, Enderson Moreira preferiu escalar o time titular. O Inter, por sua vez, sabia da importância do resultado para seguir firma na briga pela Libertadores. Desta forma, a partida na Vila Belmiro foi movimentada desde os primeiros minutos. O time da casa tinha mais presença no ataque, porém falta objetividade para definir as jogadas.

Os espaços deixados pelo Santos eram bem aproveitados pelo Inter, que quase chegou ao primeiro gol logo aos oito minutos, mas Nilmar não alcançou o cruzamento rasteiro. D’Alessandro também deu trabalho aos 12, em chute de fora da área que obrigou boa defesa de Aranha. No lance seguinte, Robinho apareceu livre na cara do goleiro e chutou à esquerda da meta colorada.

Aos 14, o Santos carimbou o travessão com Bruno Uvini, e Gabriel chegou a balançar as redes. O atacante, no entanto, foi flagrado em posição de impedimento. Sem marcar, o time da Vila foi castigado. Lucas Lima errou o passe no meio de campo, D’Alessandro ligou o contra-ataque, encontrou Aránguiz livre na área, o chileno levou para a perna esquerda e abriu o placar aos 24.

O gol colorado não mudou a cara do jogo. O Internacional seguiu com a sua estratégia de permanecer no campo de defesa, esperando o momento certo para atacar, enquanto o Santos tinha dificuldades para chegar efetivamente com perigo. Os donos da casa ainda mostravam maior desorganização em campo, mostrando que Enderson Moreira teria trabalho nos vestiários para buscar a virada.

O treinador alvinegro tentou dar mais qualidade ao meio de campo no segundo tempo. Renato entrou na vaga de Alison, mas a presença de um jogador mais experiente não acalmou os ânimos do time santista. Edu Dracena foi amarelado logo aos quatro minutos e Arouca, na sequência, cometeu falta perigosa que quase originou o segundo gol colorado.

Com o passar do tempo, o Santos conseguiu se organizar. O time da casa, que já trabalhava a bola no meio de campo durante o primeiro tempo, passou a transformar a posse de bola em chances de gols. Aos 13, Robinho recebeu no lado esquerdo, saiu da marcação ao dominar no peito, invadiu a área com liberdade, mas errou o chute, sem levar perigo à meta de Alisson.

Abel Braga não escondia sua irritação com a postura defensiva do Colorado. O treinador temia pelo empate, o que não demorou a acontecer. Aos 17, Cicinho saiu livre no lado direito, arrumou espaço para o cruzamento, Gabriel se antecipou à marcação já na pequena área e apareceu para desviar ao fundo das redes, deixando tudo igual na Vila Belmiro.

O empate fez o Santos crescer na partida. O Inter já não conseguia ligar os contra-ataques e o final de jogo foi dominado pelo time da casa. Robinho recebeu de Lucas Lima, saiu na cara de Alisson, mas foi travado bno momento do chute. Na sequência, Edu Dracena desviou de cabeça no meio da área, Rildo ficou livre na pequena área, porém conseguiu chutar para fora.

Apesar do amplo domínio, o Santos novamente pecava no momento da finalização e acabou sendo castigado. Ao dividir uma bola na intermediária, Mena jogou para trás, Aranha pegou com as mãos e o árbitro marcou o recuou, para a irritação dos jogadores alvinegros. Na cobrança do tiro indireto, Aránguiz bateu rasteiro com força, o chute passou por baixo da barreira e balançou as redes.

Robinho ameniza derrota do Santos na Vila: “Estamos preocupados com quarta”

Jogador exaltou volume de jogo do time e espera não perder chances de gol diante do Cruzeiro, pela semi da Copa do Brasil

Pela primeira vez na história, o Santos perdeu para o Internacional na Vila Belmiro. Apesar de reencontrar o Cruzeiro na quarta-feira, pelo segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil, Enderson Moreira não quis dar descanso aos seus jogadores, colocou o time titular, mas não evitou o revés por 2 a 1. O pensamento dos atletas, no entanto, era diferente. Logo após o apito final, Robinho deixou o gramado alegando que o foco é na decisão contra os mineiros.

“A gente criou muito e jogamos bem. Agora, espero que os gols que não saíram hoje possam sair na quarta-feira. Estamos preocupados com a quarta-feira. Tenho certeza que a bola vai entrar”, declarou o atacante, que desperdiçou chances claras, principalmente no segundo tempo, que poderia mudar o resultado do confronto na Vila.

O Santos teve maior presença de ataque ao longo dos 90 minutos, saiu atrás no placar, mas buscou o empate e dominava o adversário no segundo tempo. Robinho ficou livre dentro da área, teve espaço para o chute, porém chutou longe da meta do time gaúcho. Na sequência, o atacante ainda saiu na cara de Alisson e foi travado pela marcação.

Rildo também teve a chance de virar a partida e jogou pela linha de fundo, mas as chances desperdiçadas ainda foram amenizadas pelos santistas. Mesmo com o segundo gol do Internacional e a confirmação da vitória colorada na Vila Belmiro, o discurso do capitão Edu Dracena também ressaltou a importância do duelo contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira.

“Quarta-feira é o jogo mais importante na temporada. Espero que a bola possa entrar na quarta. Gostaria de aproveitar para pedir a paciência do torcedor desde o início, pois será um jogo tão difícil como foi hoje. Quero pedir para o torcedor vir à Vila e cantar até o final”, destacou o defensor santista.

Aranha questiona critério de árbitro em lance crucial na derrota do Santos

Suposto recuo de bola originou tiro livre indireto dentro da área do Santos na partida contra o Inter que acabou em gol

O lance crucial na derrota do Santos para o Internacional, domingo, gerou muita dúvida e discussão no clube paulista. O árbitro Jaílson Freitas assinalou tiro livre indireto, dentro da área, ao interpretar que o goleiro Aranha não poderia ter agarrado com as mãos a bola recuada por Mena. Na cobrança, o Inter marcou o gol da vitória.

“Perguntei a todos sobre o recuo e ninguém me disse com certeza. A regra deixa uma interrogação, no meu entendimento. Se está bem especificado, não tem o que falar”, comentou Aranha, nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre a jogada.

O goleiro disse também que não viu o lance na televisão, pois evita assistir programas esportivos, e também não conversou com o lateral chileno após o jogo. Na jogada, Mena deu um alto do meio-campo em direção ao gol santista.

“A bola veio, esperei o quique e peguei. O juiz tomou a decisão dele. Fui para pegar com a mão, ia segurar um pouco, não sei se está certo, ninguém tem certeza. O Mena muito menos. Não foi a intenção dele recuar”, explicou o camisa 1.

Técnico do Santos discute com repórter em pergunta sobre eliminação na quarta

Enderson Moreira não gostou de ser questionado sobre a desvantagem da equipe na semifinal da Copa do Brasil

A simples menção de que o Santos pode ser eliminado na próxima quarta-feira já é capaz de irritar Enderson Moreira. Neste domingo, ao ser questionado sobre o futuro da equipe na temporada em caso de queda para o Cruzeiro nas semifinais da Copa do Brasil, o treinador não escondeu o seu descontentamento, desviou o foco da resposta e discutiu com o repórter responsável pela pergunta.

Na entrevista coletiva após a derrota para o Internacional , o comandante santista falava sobre a compreensão demonstrada pela torcida até o momento, mesmo com mais um resultado negativo na Vila Belmiro. Desta forma, Enderson Moreira foi questionado se haveria a mesma paciência nas arquibancadas caso o time alvinegro fosse eliminado na quarta.

“Você está colocando que se não ocorrer a classificação, vai acontecer uma tragédia. Você está incitando a violência?”, respondeu o treinador, sem pensar na possibilidade de eliminação. A questão, entanto, abordava o futuro da equipe na temporada, já que a queda para o Cruzeiro deve minar o sonho do torcedor alvinegro de chegar à Libertadores na próxima temporada.

Logo na sequência, após um claro desconforto na sala de imprensa da Vila Belmiro, o treinador voltou a mostrar irritação com mais questão. Após o apito final e a confirmação da derrota, o time se reuniu no centro do gramado, com o próprio treinador, e teve uma última conversa antes de entrar para o vestiário, recebendo o reconhecimento da torcida pela entrega.

Enderson, então, foi questionado se a atitude havia sido combinada antes do jogo. “Ensaiar? A gente não ensaia comemoração, não ensaia reunir todo mundo no final, é uma questão de todo grupo. Estamos focados, o time jogou com inspiração, transpiração, não podemos falar absolutamente nada, são resultado que acontecem”, rechaçou o treinador.

Escalação

No meio do confronto semifinal da Copa do Brasil, Enderson Moreira deu indícios de que poderia atuar com um time misto neste domingo, contra o Internacional, na Vila Belmiro. O treinador, no entanto, surpreendeu a todos no anúncio da escalação. Sem se preocupar com o jogo na quarta-feira, colocou em campo todos os titulares à disposição.

“A gente não pode abandonar o Campeonato Brasileiro. Hoje era um confronto direto, poderíamos diminuir a distancia, então não poderíamos desistir disso. Todos os jogadores mostraram recuperação plena para o jogo de hoje, assim não se justificava a retirada de algum deles por causa do desgaste físico” justificou o treinador do Santos, que agora está a oito pontos do G4.


Cruzeiro 1 x 0 Santos

Data: 29/10/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.220 presentes (25.714 pagantes)
Renda: R$ 1.029.363,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Cartões amarelos: Edu Dracena e Mena (S).
Gol: Willian (10-1).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto); Julio Baptista (Marcelo Moreno).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Gabriel (Serginho), Rildo (Jorge Eduardo) e Robinho (Leandro Damião).
Técnico: Enderson Moreira



Cruzeiro vence por 1 a 0 e leva vantagem à Vila Belmiro

Willian marcou o único gol do jogo logo aos 10 minutos. Raposa pode empatar no jogo de volta

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro deu um bom passo, nesta quarta-feira, para chegar também à final da Copa do Brasil. Jogando no Mineirão, contou com um gol de Willian logo no início da partida para vencer o Santos, por 1 a 0, nesta noite, e sair na frente na semifinal da competição. Os mineiros ainda ficaram reclamando de um gol de Ricardo Goulart muito mal anulado pela arbitragem.

Na volta, quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença. Novo 1 a 0, agora para os santistas, leva a decisão para os pênaltis. O Cruzeiro joga pelo empate e avança até com uma derrota por um gol de saldo, desde que marcando pelo menos um na casa do adversário.

O jogo

Sem poder contar com Marquinhos, Alisson e Marcelo Moreno (este último poupado), o técnico Marcelo Oliveira deu uma oportunidade a Willian no time titular e se deu bem. O meia parecia disposto a jogar e, logo aos 4 minutos, criou boa chance. Deu drible da vaca em Cicinho, levantou a bola com a coxa e bateu para fora.

Willian buscava o jogo e foi premiado aos 10 minutos. Ele chutou muito mal, David Braz cortou de forma ainda pior e a bola voltou para o meia, que dessa vez pegou com primazia na bola, colocando no cantinho direito de Aranha para abrir o placar.

Aos 18, quase veio o segundo gol. Novamente a jogada foi de Willian, que concluiu uma linha de passe rolando para o meio. Julio Baptista, jogando de centroavante, chegou atrasado na bola.

Por 30 minutos, só deu Cruzeiro, que pressionou o Santos no seu campo de defesa e não deixou os paulistas ameaçarem o gol de Aranha. O primeiro chute santista foi só aos 34, quando Lucas Lima bateu falta na barreira. Nem a desacelerada celeste, porém, fez o Santos jogar bola.

Na volta do intervalo, o Santos se mostrou mais ofensivo e perdeu duas ótimas chances. Na primeira, Lucas Lima colocou força demais na bola e isolou por cima. Depois, foi Robinho quem tinha o gol aberto, após falha de Fábio, e acabou chutando em cima de Dedé.

Entre um lance e outro, o Cruzeiro teve gol mal anulado. Num contra-ataque fulminante, Julio Baptista chutou, Aranha deu rebote e Ricardo Goulart fez. O bandeirinha apontou um impedimento de Julio Baptista que não existiu.

Na busca do empate, Enderson Moreira colocou em campo jogadores campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Serginho e Jorge Eduardo. O Santos foi para o ataque e teve chance com Alison, que arriscou de longe, depois de passe de Jorge Eduardo, e mandou pouco acima do travessão.

Praticamente no último lance, o Cruzeiro, que foi inferior ao Santos no segundo tempo, quase empatou. Mayke cruzou bem, Dagoberto apareceu no segundo pau, mas Cicinho tirou o gol que parecia certo.


Santos 0 x 1 Fluminense

Data: 22/10/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.178 torcedores
Renda: R$ 142.010,00
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL-FIFA)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (SC-FIFA) e Carlos Berkenbrock (SC-ESP-1).
Cartões amarelos: Mena e Rildo (S); Guilherme Mattis (F).
Gol: Edson (45-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Mena; Alan Santos, Arouca e Robinho; Geuvânio (Patito Rodríguez), Gabriel (Leandro Damião) e Rildo (Souza).
Técnico: Enderson Moreira

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Jean, Marlon, Guilherme Mattis e Chiquinho; Valencia, Edson, Darío Conca e Wagner; Rafael Sobis (Kenedy) e Walter.
Técnico: Cristóvão Borges



Santos sofre gol no fim do segundo tempo e acaba derrotado pelo Flu

O Santos martelou, martelou, mas parou na falta de inspiração de seus atacantes e acabou sendo castigado aos 45 minutos do segundo tempo, quando Edson marcou o gol da vitória do Fluminense , na Vila Belmiro, em duelo pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro .

A vitória levou o Tricolor Carioca aos 48 pontos, a três da zona de classificação para a Libertadores da América. Já o Peixe estacionou nos 45, na sétima posição, e perdeu grande oportunidade de encostar no G-4 diante de seu torcedor e contra um adversário direto.

O jogo

Sem Lucas Lima, Robinho foi deslocado para o meio e Rildo ganhou chance, deixando o Santos com um ataque muito veloz. E logo no primeiro minuto de jogo, Gabriel teve grande chance de abrir o placar, após linda enfiada de Robinho, mas parou em Diego Cavalieri. Três minutos depois, Geuvânio cobrou falta e o goleiro do Fluminense trabalhou mais uma vez.

O Fluminense assustou apenas aos 8 minutos, após cobrança de escanteio, mas Aranha fez a defesa sem maiores dificuldades.

A resposta do Peixe veio aos 13, mais uma vez depois de boa jogada de Robinho. Geuvânio recebeu de frente para o gol, mas chutou fraco.

Mesmo deslocado para o meio de campo, o Rei das Pedaladas jogava fácil e carregava o jovem time do Santos. O problema é que Rildo não estava aproveitando a oportunidade dada por Enderson Moreira e era um dos piores em campo. E aos 26, os dois protagonizaram um grande lance. O camisa 7 foi mais rápido que a zaga do Tricolor Carioca e lançou Rildo, que carregou a bola até o gol, mas chutou para fora, desperdiçando uma chance incrível.

À partir da metade do primeiro tempo, o Santos não conseguiu manter o ritmo veloz. Robinho passou a ser marcado de mais perto e o Fluminense, que claramente sentia as ausências de Cícero, Diguinho e Ferd, começou a tocar mais a bola.

No último lance da etapa inicial, Gabriel perdeu mais uma clara oportunidade de abrir o placar. Após Robinho cobrar falta na área, a defesa do Flu afastou parcialmente e a bola acabou sobrando para Gabriel, cara a cara com Cavalieri, mas o camisa 10 bateu no travessão e ficou lamentando muito.

A segunda etapa começou bem diferente da primeira. Sem alterações, os times voltaram para o campo da Vila Belmiro mais cautelosos e o jogo seguiu bastante equilibrado. O Santos buscava envolver o Flu com a velocidade de seus atacantes, mas, com a noite ruim de Rildo, a lesão de Geuvânio, que acabara substituído por Patito, e Gabriel sem a eficiência conhecida, o Peixe dependia muito dos lances individuais de Robinho, que mesmo jogando bem, sofria com a ausência de Lucas Lima para dividir a responsabilidade na armação da equipe.

O Fluminense cadenciava e mostrava que podia ser perigoso se tivesse espaço. O time de Cristóvão Borges procurava tocar a bola e apostar em Conca e Walter para surpreender. Porém, o Tricolor também não estava em uma noite muito inspirada.

Afim de mudar a cara do time e do jogo, Enderson Moreira resolveu colocar Leandro Damião aos 20 minutos. O problema é que o treinador santista sacou Gabriel e não Rildo, que não estava bem no jogo. A torcida não perdoou e gritou: “burro, burro”. E após a alteração, o primeiro grande lance foi dos visitantes. Em contra-ataque rápido, Jean recebeu em velocidade, pela direita, e bateu forte, mas pela linha de fundo. A jogada assustou a torcida na Vila e o jogo ganhou mais emoção.

O Santos, em resposta, acelerou o duelo e a partida passou a ficar ‘lá e cá’, com as duas equipes se expondo e apostando nos contragolpes.

Aos 27 minutos, o Flu quase saiu na frente após cobrança de falta na área. Marlon chegou batendo de primeira, mas errou o alvo. Grande chance desperdiçada. Enderson, então, mais uma vez mexeu na equipe e colocou Souza no lugar e Rildo, que teve uma noite para esquecer. E o time cresceu. Voltou a controlar as ações, mas pecava demais nos passes e não conseguia criar uma boa oportunidade de gol.

E o castigo veio aos 45 minutos. Depois de jogada despretensiosa, Edson só escorou cruzamento, com um carrinho, e marcou o gol da vitória do Flu em plena Vila Belmiro. Após o apito final, muita vaia da torcida na Vila Belmiro.


Santos 1 x 0 Bahia

Data: 09/10/2014, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.184 pagantes
Renda: R$ 141.420,00
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS).
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Lucio Beiersdorf Flor (ambos do RS).
Cartões amarelos: David Braz (S); Kieza (B).
Gol: Leandro Damião (10-1).

SANTOS
Vladimir; Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Caju; Souza, Arouca e Lucas Lima; Patito (Gabriel), Gauvânio (Rildo) e Leandro Damião (Leandrinho).
Técnico: Enderson Moreira

BAHIA
Marcelo Lomba; Railan, Lucas Fonseca, Demerson e Pará; Fahel (Diego Macedo), Rafael Miranda, Léo Gago (Marcos Aurélio) e Emanuel Biancucchi; Kieza e William Barbio (Maxi Biancucchi).
Técnico: Gilson Kleina



Damião joga bem, Santos vence Bahia e sonha com a Libertadores

Para Leandro Damião, uma resposta de como pode ser útil para o Santos. Para o próprio Santos, uma esperança cada vez mais forte de entrar de vez na briga pela Libertadores da América.

Com um início de jogo envolvente, a equipe comandada por Enderson Moreira derrotou o Bahia nesta quinta-feira na Vila Belmiro por 1 a 0, em partida válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O único gol foi marcado pelo já citado centroavante santista, ainda na primeira etapa.

Com o triunfo, o terceiro consecutivo e o quarto nos últimos cinco duelos, o clube paulista chega aos 42 pontos, na sétima colocação e se aproxima mais do G-4: agora, apenas quatro pontos separam o time do Grêmio, quarto na competição. Já o Bahia, que vinha em um bom momento, é o 15º, com 30 pontos.

O jogo

Bastaram 35 segundos para o Santos mostrar a força que caracterizou seu começo de partida, quando Geuvânio chutou com perigo no gol de Marcelo Lomba. E foram necessários dez minutos para o placar ser aberto.

Patito Rodríguez, estreando como titular neste Brasileiro, cruzou da esquerda. Damião se antecipou à zaga e desviou de cabeça. A bola ainda tocou em Demerson antes de entrar: 1 a 0 para o Santos.

O gol coroou logo cedo na partida uma de suas melhores atuações pelo time da Vila Belmiro. Participativo, com bom posicionamento e até mesmo um quase-gol de bicicleta, Damião deu um trabalho gigantesco para os defensores do adversário, principalmente na primeira etapa.

De certa forma, uma resposta positiva às pesadas críticas do ex-presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, que o chamou de ‘pangaré’ pelo alto valor investido em sua contratação e o retorno avaliado como pequeno dentro dos gramados.

O começo intenso do Santos, porém, arrefeceu depois. O Bahia, mesmo nervoso em campo, chegou a ter mesmo a ter uma boa oportunidade para empatar. Aos 29 minutos, Rafael Miranda, livre na pequena área, chutou para fora a chance de igualar o marcador.

No segundo tempo, o Santos voltou novamente com mais ímpeto ofensivo. O time criou boas oportunidades, mas Patito, Geuvânio e Gabriel – este, na frente de Marcelo Lomba – não conseguiram aumentar a vantagem. O Bahia chegou a ameaçar em bolas paradas, mas o clube mandante conseguiu se segurar e vencer.

Bastidores – Santos TV:



Atlético-MG 3 x 2 Santos

Data: 25/09/2014, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 16.772 pagantes
Renda: R$ 306.245,00
Árbitro: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Ângelo Rudimar Bechi (SC).
Cartões amarelos: Carlos, Pierre e André (A); Alison, Edu Dracena e Neto (S).
Gols: Diego Tardelli (12-1) e Cicinho (23-1, contra); Tardelli (08-2), Thiago Ribeiro (14-2) e Geuvânio (38-2).

ATLÉTICO-MG
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Josué, Dátolo (André) e Guilherme (Pierre); Diego Tardelli e Carlos.
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca e Lucas Lima; Robinho (Geuvânio), Thiago Ribeiro (Victor Ferraz) e Leandro Damião (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Atlético-MG faz dever de casa, vence o Santos e entra no G4 do Brasileirão

Equipe mineira levou susto no fim, mas triunfou em Belo Horizonte e consolidou bom momento na competição

A rodada do Campeonato Brasileiro não poderia ter sido melhor para o Atlético-MG. Os adversários tropeçaram e o Galo fez o dever de casa ao derrotar o Santos por 3 a 2, nesta quinta-feira, no Independência. O triunfo garantiu os mineiros no G4 da competição nacional, superando Fluminense, Corinthians e Grêmio de uma única vez.

Os gols da partida foram marcados por Diego Tardelli, que balançou as redes por duas vezes, e Cicinho, que marcou contra, ao tentar interceptar cruzamento de Marcos Rocha. Thiago Ribeiro e Geuvânio anotaram os tentos santistas. Com o resultado, o Atlético-MG chega aos 40 pontos, mesma pontuação de Corinthians e Grêmio, mas é o quarto colocado, superando os paulistas no número de vitórias e os gaúchos no saldo de gols. O Santos estaciona nos 33.

O jogo

O duelo no Horto começou com as duas equipes buscando o ataque, o que gerou um duelo de muita movimentação. O excesso de passes errados, porém, foi responsável por impedir a continuidade de diversos ataques de atleticanos e santistas. A primeira oportunidade de real perigo foi do Peixe, com Leandro Damião, que livre dentro da área, cabeceou a esquerda do goleiro Victor.

Aparentando certa ansiedade, o Galo teve dificuldades para construir as jogadas habituais, principalmente pelos lados do campo. Percebendo o problema, a torcida alvinegra passou a apoiar o time nas cadeiras do Independência, e o resultado foi quase que imediato. Aos 12, Tardelli tentou um cruzamento pelo lado esquerdo, o atacante Carlos confundiu o goleiro Aranha e bola morreu direto nas redes do Peixe.

Apesar do gol do Galo, o Santos seguiu bastante agressivo, aproveitando bem as falhas de marcação e os espaços dados pelo Atlético-MG. Aos 23, no melhor momento dos visitantes na partida, o Galo chegou pela direita com cruzamento despretensioso de Marcos Rocha para a área, Cicinho tentou cortar e mandou contra o patrimônio, explodindo o Horto em alegria com os mineiros dilatando a vantagem.

O Santos tentou dar a resposta em um lance de cinema de Leandro Damião, que tentou diminuir de bicicleta, mas Victor se esticou todo e operou milagre para evitar o gol. Sem ter o que fazer, o time de Enderson Moreira se lançou todo ao ataque, com o Galo jogando nos contra-ataques, usando a velocidade de Tardelli e Carlos.

Aos 35, a estratégia dos donos da casa quase funcionou com Marcos Rocha dando passe açucarado para Carlos, que livre na área, pegou mal na bola e mandou longe do gol de Aranha. O jovem Carlos teve mais uma chance de marcar antes do intervalo, mas Aranha, bem colocado, fez a defesa quase no meio do gol.

O Peixe voltou animado para a etapa final, e logo aos três minutos, Geuvânio acertou a trave de Victor em tiro cruzado. O cenário no Horto mostrou um Santos mais presente no campo de ataque, com o Galo tentando controlar a partida priorizando a marcação e as jogadas em velocidade.

Protagonistas de suas equipes, Dátolo e Robinho deixaram o campo lesionados, o fez o duelo perder em qualidade técnica, mas não em vontade e dinamismo dos dois lados. Aos oito minutos, a jogada rápida do Atlético-MG funcionou com Guilherme batendo falta no meio de campo com rapidez, encontrando Tardelli livre no meio dos zagueiros santistas, o atacante teve tranquilidade para tocar na saída de Aranha, fazendo 3 a 0, no Horto.

O Santos não se deu por vencido em nenhum momento e aos 14, Tiago Ribeiro subiu mais que a zaga atleticana, e de cabeça, conseguiu em fim diminuir o prejuízo santistas, recolocando o time da Vila Belmiro na partida. O duelo do Galo contra o Peixe transcorreu com ótimas chances para os dois times, em excelente jogo na capital mineira.

Aos 27, o Santos teve uma chance clara de marcar com Geuvânio, que aproveitou boa troca de passes para finalizar contra a meta atleticana, mas Victor operou milagre para evitar o segundo gol dos paulistas. Aos 38, Geuvânio fez jogada individual, tirou Josué da jogada e acertou o canto de Victor, dando emoções até o apito final.

Enderson volta a defender Leandro Damião e nega “cadeira cativa” no Santos

“Qualquer jogador pode ir para o banco, não depende de investimento”, afirmou o técnico após derrota em Minas

Após mais uma derrota fora de casa, desta vez para o Atlético-MG, em Belo Horizonte, por 3 a 2 , Enderson Moreira voltou a ser questionado sobre a opção por manter Leandro Damião entre os titulares. Com apenas três gols no Campeonato Brasileiro, o camisa 9 mais uma vez passou em branco e acabou substituído no segundo tempo. E foi justamente após as entradas dos jovens Geuvânio e Gabriel que o time melhorou, marcou duas vezes e por pouco não chegou ao empate. Porém, para o técnico do Peixe, a equipe já estava bem no jogo mesmo antes das mudanças.

“Qualquer jogador pode ir para o banco de reservas. Eu discordo de você (repórter). O time que criou e poderia ter aberto o placar até os primeiros 30 minutos era a nossa equipe. Após isso, depois de 2 a 0, o Atlético ganhou mais confiança e a nossa equipe se abateu um pouco”, disse Enderson, negando que Damião seja escalado pelo alto investimento feito no jogador no início do ano (foi contratado por R$ 42 milhões junto ao Internacional, maior transferência da história entre clubes brasileiros). “Ninguém aqui está com cadeira cativa no time. Eu estou chegando, faz um mês que estou buscando o máximo, mas qualquer jogador pode ir para o banco, não depende de investimento. Eu penso no melhor para a equipe”, garantiu.

Leandro Damião chegou a ter boas oportunidades de deixar sua marca na derrota desta quinta-feira para o Galo, mas acabou desperdiçando uma grande chance de cabeça e viu Victor evitar o que seria um golaço de meia bicicleta, tudo ainda no primeiro tempo. Os lances serviram para Enderson Moreira defender seu centroavante das críticas.

“Criamos uma quatro boas oportunidades, bola na trave com Damião, uma com o Cicinho que ele poderia aproveitar melhor, outra de cabeça com o Damião também. A gente criou, mas não conseguiu transformar isso em gol e evidente que acaba pesando muito no resultado final”, explicou, evitando concordar com a tese de que seu time tenha melhorado apenas após a entrada de Geuvânio, Gabriel e Victor Ferraz. “Como eu falei, não foi só quando os meninos entraram que nosso time modificou”, concluiu.



Com retorno de Robinho, Santos vê bilheteria cair e faz cortes para pagar ídolo ( Em 25/09/2014)

Mesmo depois de repatriar o atacante e aumentar número de sócios-torcedores, clube tem sofrido com público pequeno na Vila Belmiro. A esperança é fechar com patrocinador máster

Depois de fechar 2013 com mais de R$ 40 milhões em dívidas, o Santos desafiou a matemática para repatriar o ídolo Robinho e agora assiste ao rombo financeiro aumentar. Com a responsabilidade de desembolsar mensalmente R$ 600 mil para quitar o salário do atacante, o clube já começou a atrasar os vencimentos de funcionários e fez cortes até em alimentação de atletas das categorias de base.

Com dois meses de atraso na folha salarial dos jogadores, o Santos só conseguiu fazer o pagamento de alguns funcionários que trabalham em departamentos diversos do clube dez dias depois da data. Conselheiros afirmam que a diretoria tem cortado refeições dos atletas da base para economizar e que, no último sábado, os garotos receberam apenas um “saquinho com um lanchinho”. Semana passada, por meio de nota oficial, o clube desmentiu os conselheiros e negou a prática.

A intenção do presidente Odílio Rodrigues era alavancar as vendas dos ingressos tendo Robinho na Vila Belmiro. O número de sócios-torcedores aumentou, porém, a meta da diretoria ainda não foi atingida. Antes de o atacante desembarcar em Santos, o time tinha uma média de público no Brasileirão de 8.936 torcedores; com ele, surpreendentemente, o número caiu para 7.396.

A renda de bilheteria, consequentemente, sofreu queda de R$ 50.664 do perído pré-Robinho para o e pós-Robinho. Antes da chegada dele, o clube tinha arrecadação líquida média de R$ 90.736,09; com ele, apenas R$ 40.071,89. Na Vila Belmiro, o atacante atuou nos duelos contra Corinthians, a estreia, Atlético-PR, Coritiba e Figueirense.

Já visando melhorar as cifras, o Santos faz promoção e vende ingressos para a partida contra o Goiás, domingo, no Pacaembu, a R$ 5. As entradas para o Tobogã custarão R$ 10, sendo que estudantes e sócios têm direito a meia-entrada. No jogo contra o Vitória, o mesmo foi feito e o clube colocou 14.205 no estádio – segundo melhor público do time no Brasileirão, atrás somente do duelo com o Atlético-MG, que teve 15.600 pagantes.

Mesmo com todos os problemas financeiros do Santos, Robinho já reiterou o desejo de permanecer. O Milan tem contrato com o brasileiro até 2016, e um novo empréstimo não está nos planos. Em 2010, o clube italiano pagou cerca de R$ 33 milhões por ele e ainda espera recuperar o investimento. Especula-se que o Orlando City, dos Estados Unidos, estaria disposto a contratá-lo para a disputa da MLS (Major League Soccer) na próxima temporada.

Se decidir brigar pela continuidade de Robinho, o time da Vila Belmiro terá de montar uma operação semelhante à de Neymar. À época, o clube recusou mais de R$ 100 milhões de Real Madrid e Barcelona e renovou com o craque, mediante um aumento de salário em 50% e da multa rescisória, que saltou de 35 milhões de euros para 45 milhões de euros. Patrocinadores (Banco do Brasil), marketing e plano de carreira ajudaram o Santos a honrar os compromissos com o então camisa 11. A idade avançada de Robinho (ele está com 30 anos), entretanto, atrapalha na busca por investidores.

Outro fator que complica o “fico” de Robinho é o momento político do clube. Com as eleições no fim do ano, a situação tem poucas chances de se manter no poder, uma vez que ao menos três opositores já confirmaram que concorrerão à presidência: Modesto Roma (Santos Sempre Santos), Orlando Rollo (Terceira Via Santista) e Vagner Lombardi (Resgate Santista). Uma aliança entre os grupos não está descartada.

A esperança da atual gestão é que Robinho contribua na exposição do Santos na TV Globo e ajude no acordo com um patrocinador máster, coisa que não acontece desde janeiro do ano passado. Restam apenas pouco mais de dois meses.

Robinho reitera desejo de continuar no Brasil: “Eu nasci para jogar no Santos”

Com contrato com o Milan até 2016, atacante reza para permanecer no Santos após o término do empréstimo

Eterno ídolo da torcida santista , Robinho pode alcançar a marca de 100 gols com a camisa do clube nesta quinta-feira, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Com 211 gols em sua carreira, 99 pelo time da Vila Belmiro, o camisa 7, em entrevista à Rádio Globo , admitiu que realmente tem um desempenho diferente quando atua pelo time de Vila Belmiro.

“Eu não acho, eu tenho certeza que eu nasci para jogar no Santos. Nos outros clubes eu não fui protagonista, mas fui bem. Eu me preparo bem para jogar em todos os clubes, tanto no Real Madrid quanto no Milan, mas no Santos as coisas sempre ocorreram de uma maneira diferenciada. Isso é coisa de Deus, tem que perguntar para Deus”, disse o atacante, hoje com 30 anos, e que pode acabar saindo do clube em 2015.

O Rei da Pedalada ainda manifestou o desejo de continuar no litoral paulista. “Tomara Deus que eu fique de vez, não precisa nem falar da minha vontade de ficar no clube em que eu cresci, mas a gente tem que respeitar o Milan, que fez um investimento para me comprar, e tenho mais outro ano de contrato”, comentou Robinho, sempre ressaltando sua preferência . “Se eu puder tomar a decisão, é lógico que eu vou querer ficar aqui, mas o Milan fez o investimento e eu tenho que respeitar. Se o Milan quiser me vender para outro clube, é mais complicado, mas vamos rezar para que isso não aconteça”, admitiu.

Robinho se destacou em 2002, com a geração que acabou com um jejum de títulos do Santos justamente em cima do Corinthians. Além disso, o craque se eternizou como o Rei das Pedaladas ao protagonizar o lance histórico em cima de Rogério, no Morumbi, na final do Campeonato Brasileiro. Agora, prestes a marcar seu 100º gol pelo Santos, Robinho brincou com o rival da capital ao narrar como gostaria que fosse o gol emblemático.

“Partiu Neymar, deu dois chapéus, tocou para Pelé, que driblou o time inteiro. Robinho, bem posicionado, só colocou para dentro. Santos 1 a 0 em cima do Corinthians, final da Libertadores, ano que vem”, disse, antes de rir .