Navegando Posts marcados como 2014

Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 16/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.094 pagantes
Renda: R$ 126.115,00
Árbitro: Alinor Silva da Paixão (MT)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Alison (S); Henrique (C).
Gol: Ricardo Goulart (07-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Bruno Uvini e Caju (Zeca); Alison, Renato e Lucas Lima; Rildo (Thiago Ribeiro), Robinho e Gabriel (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Samudio; Nilton, Lucas Silva (Henrique) e Marquinhos; Ricardo Goulart (Willian Farias), Willian (Éverton Ribeiro) e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Ricardo Goulart marca e Cruzeiro bate o Santos na Vila para consolidar liderança

Gol único marcado no início do segundo tempo deu vitória ao líder do campeonato que mantém boa distância para rivais

Engasgado com o Cruzeiro após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil, o Santos não conseguiu por em prática seus planos de vingança neste domingo. O time paulista acabou perdendo por 1 a 0 para os mineiros na Vila Belmiro, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi anotado por Ricardo Goulart no segundo tempo.

O resultado levou o Cruzeiro, líder do torneio, a 70 pontos, ficando ainda mais perto do bicampeonato. Já o Santos permaneceu na parte intermediária da tabela do Brasileirão, com os mesmos 46 pontos da rodada anterior, e a série dos alvinegros sem vitórias aumentou para seis jogos.

O jogo

O início de partida na Vila Belmiro pareceu promissor, com as duas equipes saindo para jogo. Entretanto, os dois times encontraram dificuldades para entrar na área adversária, criando poucas oportunidades claras de gol.

Quem mais se mostrava ineficiente era o líder do campeonato. Com Éverton Ribeiro no banco, a equipe mostrou pouco entrosamento e abusou de cruzamentos para a área no primeiro tempo. A melhor chance veio em um chute de Nilton de fora da área, que passou perto do gol de Aranha e levou perigo.

Enquanto isso, o Santos se saia melhor, com uma envolvente troca de passes entre Robinho, Lucas Lima e Gabriel. Em uma das jogadas do trio, Gabriel teve a bola do primeiro tempo: saiu frente a frente com Fábio, tentou driblar o goleiro e foi alcançado por Manoel. Na hora do chute, o atacante, já com ângulo reduzido, se desequilibrou e mandou sem força para fora.

Na volta para o segundo tempo, a partida voltou muito mais truncada em relação ao primeiro. Foram sete minutos de muita entrega no meio de campo e pouca técnica, até que Ricardo Goulart avançou em velocidade, tabelou com Willian e chutou com categoria para abrir o placar.

Melhor no duelo até então, o Peixe pareceu sentir o baque do gol cruzeirense. As boas tabelas que estava conseguindo até o momento deram lugar a erros de passe e faltas desnecessárias no restante do segundo tempo. Os toques também foram substituídos por cruzamentos na área. Por outro lado, o Cruzeiro, sem pressa, rodava a bola na defesa.

Enderson Moreira ainda tentou fazer mudanças no time, promovendo a entrada de Thiago Ribeiro, Zé Carlos e Jorge Eduardo, respectivamente no lugar de Rildo, Caju e Gabriel. Mas as alterações surtiram pouco efeito e a vitória cruzeirense se manteve. Ainda houve tempo para um milagre de Fábio: em cobrança de falta de Robinho, Neto alcançou a bola, mas parou no goleiro celeste.

Já na casa dos 40 minutos, era visível o cansaço da equipe paulista, que pouco conseguiu produzir. Observando o Cruzeiro prender a bola no ataque, por pouco o Santos não cedeu o segundo gol: Willian Farias, dentro da área, mandou no travessão, já aos 46.



Corinthians 1 x 0 Santos

Data: 09/11/2014, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio Itaquerão, em São Paulo, SP.
Público: 31.089 pessoas
Renda: R$ 1.886.861,00
Árbitro: Vinicius Furlan (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Carlos Augusto Nogueira Júnior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Fagner e Elias (C); Victor Ferraz e Edu Dracena (S).
Gol: Guerrero (07-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias (Bruno Henrique), Petros, Renato Augusto (Danilo); Malcom (Luciano) e Guerrero.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Aranha; Victor Ferraz (Cicinho); Bruno Uvini, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Serginho (Leandro Damião) e Lucas Lima; Rildo e Gabriel (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira



Guerrero marca contra o Santos, e Corinthians faz a trinca em Itaquera

Atacante peruano marcou logo no início da partida e decidiu mais um clássico a favor do Corinthians em Itaquera

Foram três jogos ausente. Mas bastou sete minutos para Paolo Guerrero justificar o delírio da torcida ao ter seu nome anunciado no telão da Arena Corinthians , neste domingo, em Itaquera. O peruano marcou seu terceiro gol em três clássicos no novo estádio corintiano e, com o placar de 1 a 0, o Timão venceu o Santos e confirmou os 100% de aproveitamento em casa contra seus principais rivais neste Campeonato Brasileiro.

Além disso, a vitória nesta 33ª rodada praticamente exclui qualquer chance do Peixe chegar à Libertadores da América de 2015. A derrota no clássico quatro dias após a eliminação na Copa do Brasil deixa o clima pesado no time de Vila Belmiro e Enderson Moreira cada vez mais ameaçado no cargo.

O placar levou o Corinthians aos 57 pontos e à quinta colocação na tabela de classificação, com a mesma pontuação de Grêmio e Atlético-MG. Já o Santos estaciona na oitava posição, com 46 pontos, a nove do G-4 com apenas cinco rodadas para o fim da competição.

O jogo:

Com a bola em jogo, o clássico teve um início truncado, com os visitantes até tomando mais a iniciativa, porém, com o Corinthians bem postado em campo. E no primeiro lance de perigo, Paolo Guerrero mostrou que está mesmo em grande fase.

Aos 7 minutos, Bruno Uvini, que falhou no meio de semana contra o Cruzeiro, tentou driblar Renato Augusto, perdeu a bola no campo de defesa, acabou sendo driblado e viu o meia servir Guerrero, dentro da área. 1 a 0 Corinthians.

Renato Augusto cobrou falta na área. Victor Ferraz cabeceou para trás e quase marcou contra. Na sequência, Elias lançou o mesmo Renato Augusto, que enfiou para Ralf. O volante cruzou rasteiro na área, e Edu Dracena salvou o Peixe. Aos 37, Malcom teve uma boa oportunidade de marcar, mas se atrapalhou com a bola e finalizou para fora.

Já caminhando para o fim da primeira etapa, o jogo perdeu ritmo. Os goleiros pouco trabalhavam e o ‘perde e ganha’ prevalecia. Lucas Lima era o único santista um pouco mais incisivo no time de Vila Belmiro, mas era pouco. Com o apito do árbitro, as equipes desceram para os vestiários e Bruno Uvini tentou explicar a jogada do gol corintiano.

Precisando correr atrás do resultado, o técnico Enderson Moreira resolveu mexer na equipe já no intervalo. Com o cargo ameaçado, o treinador sacou Serginho e mandou Leandro Damião para o jogo, aramando o Santos com três atacantes novamente. Com isso, o Peixe partiu para cima do Timão e tentou abafar o time de Mano Menezes.

Aos 5 minutos, Bruno Uvini chutou de dentro da área. A bola bateu no cotovelo de Guerrero, mas o braço estava junto ao corpo e o árbitro não atendeu ao pedido de pênalti dos santistas. E a pressão do Santos parou por ai.

Aos 6, o camisa 9 corintiano fez linda jogada individual e tocou para Renato Augusto. O meia bateu forte e Aranha fez linda defesa. No rebote, Guerrero pegou de voleio e o camisa do Santos fez uma defesa espetacular. Cinco minutos depois, Renato Augusto, mais uma vez pela direita e dentro da área, bateu forte e Aranha salvou de novo.

Mesmo acuado em campo, o Santos conseguiu resistir à pressão do Corinthians e por pouco não calou o estádio. Após jogada pela esquerda, aos 22, Gabriel escorou de primeira e perdeu uma chance incrível. O lance acordou o Peixe em busca do empate e o clássico voltou a ficar equilibrado, em Itaquera.

E o Timão não ampliou por muito pouco. Desta vez não foi Aranha e sim a trave que salvou o Peixe. Luciano, em seu primeiro lance após entrar na vaga de Malcom, quase comprovou de vez a fama de talismã quando entra na etapa final. Fagner também fez boa jogada já aos 40 minutos e quase surpreendeu o camisa 1 do Santos.

Entregue em campo, abatido ainda pela eliminação na Copa do Brasil, o Santos já não encontrava forças e pouco ficava com a bola no fim da partida. Assim, ficou mais fácil para o Corinthians confirmar sua terceira vitória nos três clássicos que fez em Itaquera, mantendo o time vivo na briga por uma vaga na Libertadores da América do ano que vem.

Após derrota no clássico, Aranha lamenta falta de “cancha” do Santos

A derrota para o Corinthians neste domingo, por 1 a 0 , em Itaquera, praticamente acabou com as aspirações do Santos na temporada 2014. O time de Enderson Moreira ainda sonhava em alcançar o G4 e conquistar uma vaga na próxima Libertadores da América, mas o gol de Guerrero vai fazer com que o Alvinegro praiano cumpra tabela até o fim do Campeonato Brasileiro.

“Acho que a gente tem que honrar a camisa do Santos. A gente não tem pretensões no campeonato, mas tem nossa dignidade, tem que tentar acabar o campeonato bem, com o maior número de pontos possíveis, honrosamente”, disse Edu Dracena.

Para o capitão, o time do Santos é muito jovem e por isso acabou pecando em momentos decisivos. “Acho que é um time em formação ainda, um time que peca em algumas situações, mas é natural para uma equipe que está em formação. Tem que levar em experiência para que ano que vem isso não atrapalhe a equipe”, completou o zagueiro.

Na mesma linha de análise, o experiente goleiro Aranha, o melhor santista em campo neste domingo, falou sobre imaturidade. “Nossa equipe, no meu modo de ver, é uma equipe equilibrada, joga de igual para igual com todos os times, mas ainda não é uma equipe madura, ‘canchada’, como a gente fala. E, nestes jogos decisivos, isso acaba fazendo falta”, disse o camisa 1.

Bruno Uvini, grande vilão santista na partida por ter perdido a bola para Renato Augusto no lance que decidiu o clássico com o gol de Guerrero, lamentou sua falha.

“Clássico se decide em detalhes. Eu errei uma bola no começo do jogo, a gente mostrou poder de reação, mas aqui é difícil virar contra eles, o time merecia até um empate”, explicou o zagueiro, muito criticado por ter falhado também na última quarta-feira, contra o Cruzeiro, na eliminação do peixe na Copa do Brasil.


Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Santos 1 x 2 Internacional

Data: 02/11/2014, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.907 pagantes
Renda: R$ 170.950,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos e Luiz Carlos Silva Teixeira (ambos da BA).
Cartões amarelos: Cicinho e Edu Dracena (S); Alisson, Alan Patrick, Fabrício e Jorge Henrique (I).
Gols: Aránguiz (24-1); Gabriel (17-2) e Aránguiz (35-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena; Arouca, Alison (Renato) e Lucas Lima; Gabriel (Leandro Damião), Robinho e Rildo (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

INTERNACIONAL
Alisson; Cláudio Winck, Alan Costa, Ernando e Fabrício; Willians, Aránguiz, Alan Patrick (Bertotto), Jorge Henrique e D’Alessandro (Welington Paulista); Nilmar (Ygor).
Técnico: Abel Braga



Internacional vence Santos na Vila pela 1ª vez na história e volta ao G4

Com dois gols do chileno Aránguiz, equipe gaúcha sobe para a terceira colocação e fica três pontos do vice-líder São Paulo

O Internacional conseguiu quebrar um tabu histórico neste domingo. A equipe colorada visitou o Santos na Vila Belmiro e venceu por 2 a 1, resultado que representa o primeiro triunfo dos gaúchos no estádio santista. Além disso, a equipe comandada por Abel Braga segue firme na briga pelo G4 do Campeonato Brasileiro , enquanto os paulistas voltam a focar nas semifinais da Copa do Brasil.

Para dar o importante passo em busca de uma vaga na Libertadores da próxima temporada, Internacional contou com a qualidade de seus jogadores sul-americanos. No primeiro gol, Aránguiz marcou depois de receber passe açucarado do argentino D’Alessandro. No segundo tempo, depois de sofrer o empate, o chileno voltou a aparecer para garantir o triunfo.

A vitória deixou o Internacional na terceira colocação, ainda mais perto de garantir uma vaga na competição continental. O time colorado agora soma 56 pontos, com seis rodadas para o fim, e tem um compromisso fundamental no próximo final de semana. No domingo, às 17 horas (de Brasília), a equipe de Abel Braga faz o clássico diante do Grêmio, que também sonha com Libertadores.

O Santos, por sua vez, permanece com 46 pontos, apenas na oitava colocação, e volta suas atenções à Copa do Brasil, caminho escolhido pela equipe para chegar à Libertadores. Na próxima quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), o Peixe recebe o Cruzeiro, na Vila Belmiro, pela segunda partida das semifinais da Copa do Brasil. O desafio é reverter a vantagem dos mineiros, que venceram por 1 a 0 em BH.

O jogo

Mesmo com a decisão contra o Cruzeiro na próxima quarta-feira, Enderson Moreira preferiu escalar o time titular. O Inter, por sua vez, sabia da importância do resultado para seguir firma na briga pela Libertadores. Desta forma, a partida na Vila Belmiro foi movimentada desde os primeiros minutos. O time da casa tinha mais presença no ataque, porém falta objetividade para definir as jogadas.

Os espaços deixados pelo Santos eram bem aproveitados pelo Inter, que quase chegou ao primeiro gol logo aos oito minutos, mas Nilmar não alcançou o cruzamento rasteiro. D’Alessandro também deu trabalho aos 12, em chute de fora da área que obrigou boa defesa de Aranha. No lance seguinte, Robinho apareceu livre na cara do goleiro e chutou à esquerda da meta colorada.

Aos 14, o Santos carimbou o travessão com Bruno Uvini, e Gabriel chegou a balançar as redes. O atacante, no entanto, foi flagrado em posição de impedimento. Sem marcar, o time da Vila foi castigado. Lucas Lima errou o passe no meio de campo, D’Alessandro ligou o contra-ataque, encontrou Aránguiz livre na área, o chileno levou para a perna esquerda e abriu o placar aos 24.

O gol colorado não mudou a cara do jogo. O Internacional seguiu com a sua estratégia de permanecer no campo de defesa, esperando o momento certo para atacar, enquanto o Santos tinha dificuldades para chegar efetivamente com perigo. Os donos da casa ainda mostravam maior desorganização em campo, mostrando que Enderson Moreira teria trabalho nos vestiários para buscar a virada.

O treinador alvinegro tentou dar mais qualidade ao meio de campo no segundo tempo. Renato entrou na vaga de Alison, mas a presença de um jogador mais experiente não acalmou os ânimos do time santista. Edu Dracena foi amarelado logo aos quatro minutos e Arouca, na sequência, cometeu falta perigosa que quase originou o segundo gol colorado.

Com o passar do tempo, o Santos conseguiu se organizar. O time da casa, que já trabalhava a bola no meio de campo durante o primeiro tempo, passou a transformar a posse de bola em chances de gols. Aos 13, Robinho recebeu no lado esquerdo, saiu da marcação ao dominar no peito, invadiu a área com liberdade, mas errou o chute, sem levar perigo à meta de Alisson.

Abel Braga não escondia sua irritação com a postura defensiva do Colorado. O treinador temia pelo empate, o que não demorou a acontecer. Aos 17, Cicinho saiu livre no lado direito, arrumou espaço para o cruzamento, Gabriel se antecipou à marcação já na pequena área e apareceu para desviar ao fundo das redes, deixando tudo igual na Vila Belmiro.

O empate fez o Santos crescer na partida. O Inter já não conseguia ligar os contra-ataques e o final de jogo foi dominado pelo time da casa. Robinho recebeu de Lucas Lima, saiu na cara de Alisson, mas foi travado bno momento do chute. Na sequência, Edu Dracena desviou de cabeça no meio da área, Rildo ficou livre na pequena área, porém conseguiu chutar para fora.

Apesar do amplo domínio, o Santos novamente pecava no momento da finalização e acabou sendo castigado. Ao dividir uma bola na intermediária, Mena jogou para trás, Aranha pegou com as mãos e o árbitro marcou o recuou, para a irritação dos jogadores alvinegros. Na cobrança do tiro indireto, Aránguiz bateu rasteiro com força, o chute passou por baixo da barreira e balançou as redes.

Robinho ameniza derrota do Santos na Vila: “Estamos preocupados com quarta”

Jogador exaltou volume de jogo do time e espera não perder chances de gol diante do Cruzeiro, pela semi da Copa do Brasil

Pela primeira vez na história, o Santos perdeu para o Internacional na Vila Belmiro. Apesar de reencontrar o Cruzeiro na quarta-feira, pelo segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil, Enderson Moreira não quis dar descanso aos seus jogadores, colocou o time titular, mas não evitou o revés por 2 a 1. O pensamento dos atletas, no entanto, era diferente. Logo após o apito final, Robinho deixou o gramado alegando que o foco é na decisão contra os mineiros.

“A gente criou muito e jogamos bem. Agora, espero que os gols que não saíram hoje possam sair na quarta-feira. Estamos preocupados com a quarta-feira. Tenho certeza que a bola vai entrar”, declarou o atacante, que desperdiçou chances claras, principalmente no segundo tempo, que poderia mudar o resultado do confronto na Vila.

O Santos teve maior presença de ataque ao longo dos 90 minutos, saiu atrás no placar, mas buscou o empate e dominava o adversário no segundo tempo. Robinho ficou livre dentro da área, teve espaço para o chute, porém chutou longe da meta do time gaúcho. Na sequência, o atacante ainda saiu na cara de Alisson e foi travado pela marcação.

Rildo também teve a chance de virar a partida e jogou pela linha de fundo, mas as chances desperdiçadas ainda foram amenizadas pelos santistas. Mesmo com o segundo gol do Internacional e a confirmação da vitória colorada na Vila Belmiro, o discurso do capitão Edu Dracena também ressaltou a importância do duelo contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira.

“Quarta-feira é o jogo mais importante na temporada. Espero que a bola possa entrar na quarta. Gostaria de aproveitar para pedir a paciência do torcedor desde o início, pois será um jogo tão difícil como foi hoje. Quero pedir para o torcedor vir à Vila e cantar até o final”, destacou o defensor santista.

Aranha questiona critério de árbitro em lance crucial na derrota do Santos

Suposto recuo de bola originou tiro livre indireto dentro da área do Santos na partida contra o Inter que acabou em gol

O lance crucial na derrota do Santos para o Internacional, domingo, gerou muita dúvida e discussão no clube paulista. O árbitro Jaílson Freitas assinalou tiro livre indireto, dentro da área, ao interpretar que o goleiro Aranha não poderia ter agarrado com as mãos a bola recuada por Mena. Na cobrança, o Inter marcou o gol da vitória.

“Perguntei a todos sobre o recuo e ninguém me disse com certeza. A regra deixa uma interrogação, no meu entendimento. Se está bem especificado, não tem o que falar”, comentou Aranha, nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre a jogada.

O goleiro disse também que não viu o lance na televisão, pois evita assistir programas esportivos, e também não conversou com o lateral chileno após o jogo. Na jogada, Mena deu um alto do meio-campo em direção ao gol santista.

“A bola veio, esperei o quique e peguei. O juiz tomou a decisão dele. Fui para pegar com a mão, ia segurar um pouco, não sei se está certo, ninguém tem certeza. O Mena muito menos. Não foi a intenção dele recuar”, explicou o camisa 1.

Técnico do Santos discute com repórter em pergunta sobre eliminação na quarta

Enderson Moreira não gostou de ser questionado sobre a desvantagem da equipe na semifinal da Copa do Brasil

A simples menção de que o Santos pode ser eliminado na próxima quarta-feira já é capaz de irritar Enderson Moreira. Neste domingo, ao ser questionado sobre o futuro da equipe na temporada em caso de queda para o Cruzeiro nas semifinais da Copa do Brasil, o treinador não escondeu o seu descontentamento, desviou o foco da resposta e discutiu com o repórter responsável pela pergunta.

Na entrevista coletiva após a derrota para o Internacional , o comandante santista falava sobre a compreensão demonstrada pela torcida até o momento, mesmo com mais um resultado negativo na Vila Belmiro. Desta forma, Enderson Moreira foi questionado se haveria a mesma paciência nas arquibancadas caso o time alvinegro fosse eliminado na quarta.

“Você está colocando que se não ocorrer a classificação, vai acontecer uma tragédia. Você está incitando a violência?”, respondeu o treinador, sem pensar na possibilidade de eliminação. A questão, entanto, abordava o futuro da equipe na temporada, já que a queda para o Cruzeiro deve minar o sonho do torcedor alvinegro de chegar à Libertadores na próxima temporada.

Logo na sequência, após um claro desconforto na sala de imprensa da Vila Belmiro, o treinador voltou a mostrar irritação com mais questão. Após o apito final e a confirmação da derrota, o time se reuniu no centro do gramado, com o próprio treinador, e teve uma última conversa antes de entrar para o vestiário, recebendo o reconhecimento da torcida pela entrega.

Enderson, então, foi questionado se a atitude havia sido combinada antes do jogo. “Ensaiar? A gente não ensaia comemoração, não ensaia reunir todo mundo no final, é uma questão de todo grupo. Estamos focados, o time jogou com inspiração, transpiração, não podemos falar absolutamente nada, são resultado que acontecem”, rechaçou o treinador.

Escalação

No meio do confronto semifinal da Copa do Brasil, Enderson Moreira deu indícios de que poderia atuar com um time misto neste domingo, contra o Internacional, na Vila Belmiro. O treinador, no entanto, surpreendeu a todos no anúncio da escalação. Sem se preocupar com o jogo na quarta-feira, colocou em campo todos os titulares à disposição.

“A gente não pode abandonar o Campeonato Brasileiro. Hoje era um confronto direto, poderíamos diminuir a distancia, então não poderíamos desistir disso. Todos os jogadores mostraram recuperação plena para o jogo de hoje, assim não se justificava a retirada de algum deles por causa do desgaste físico” justificou o treinador do Santos, que agora está a oito pontos do G4.


Cruzeiro 1 x 0 Santos

Data: 29/10/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.220 presentes (25.714 pagantes)
Renda: R$ 1.029.363,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Cartões amarelos: Edu Dracena e Mena (S).
Gol: Willian (10-1).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto); Julio Baptista (Marcelo Moreno).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Gabriel (Serginho), Rildo (Jorge Eduardo) e Robinho (Leandro Damião).
Técnico: Enderson Moreira



Cruzeiro vence por 1 a 0 e leva vantagem à Vila Belmiro

Willian marcou o único gol do jogo logo aos 10 minutos. Raposa pode empatar no jogo de volta

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro deu um bom passo, nesta quarta-feira, para chegar também à final da Copa do Brasil. Jogando no Mineirão, contou com um gol de Willian logo no início da partida para vencer o Santos, por 1 a 0, nesta noite, e sair na frente na semifinal da competição. Os mineiros ainda ficaram reclamando de um gol de Ricardo Goulart muito mal anulado pela arbitragem.

Na volta, quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença. Novo 1 a 0, agora para os santistas, leva a decisão para os pênaltis. O Cruzeiro joga pelo empate e avança até com uma derrota por um gol de saldo, desde que marcando pelo menos um na casa do adversário.

O jogo

Sem poder contar com Marquinhos, Alisson e Marcelo Moreno (este último poupado), o técnico Marcelo Oliveira deu uma oportunidade a Willian no time titular e se deu bem. O meia parecia disposto a jogar e, logo aos 4 minutos, criou boa chance. Deu drible da vaca em Cicinho, levantou a bola com a coxa e bateu para fora.

Willian buscava o jogo e foi premiado aos 10 minutos. Ele chutou muito mal, David Braz cortou de forma ainda pior e a bola voltou para o meia, que dessa vez pegou com primazia na bola, colocando no cantinho direito de Aranha para abrir o placar.

Aos 18, quase veio o segundo gol. Novamente a jogada foi de Willian, que concluiu uma linha de passe rolando para o meio. Julio Baptista, jogando de centroavante, chegou atrasado na bola.

Por 30 minutos, só deu Cruzeiro, que pressionou o Santos no seu campo de defesa e não deixou os paulistas ameaçarem o gol de Aranha. O primeiro chute santista foi só aos 34, quando Lucas Lima bateu falta na barreira. Nem a desacelerada celeste, porém, fez o Santos jogar bola.

Na volta do intervalo, o Santos se mostrou mais ofensivo e perdeu duas ótimas chances. Na primeira, Lucas Lima colocou força demais na bola e isolou por cima. Depois, foi Robinho quem tinha o gol aberto, após falha de Fábio, e acabou chutando em cima de Dedé.

Entre um lance e outro, o Cruzeiro teve gol mal anulado. Num contra-ataque fulminante, Julio Baptista chutou, Aranha deu rebote e Ricardo Goulart fez. O bandeirinha apontou um impedimento de Julio Baptista que não existiu.

Na busca do empate, Enderson Moreira colocou em campo jogadores campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Serginho e Jorge Eduardo. O Santos foi para o ataque e teve chance com Alison, que arriscou de longe, depois de passe de Jorge Eduardo, e mandou pouco acima do travessão.

Praticamente no último lance, o Cruzeiro, que foi inferior ao Santos no segundo tempo, quase empatou. Mayke cruzou bem, Dagoberto apareceu no segundo pau, mas Cicinho tirou o gol que parecia certo.