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Santos 5 x 1 Atlético-PR

Data: 06/12/2015, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.836 torcedores
Renda: R$ 124.970,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE)
Auxiliares: Sergio Campelo Gomes (MA) e Ubiratan Bruno Viana (RN).
Cartões amarelos: Deivid (A).
Gols: Cleberson (11-1), Geuvânio (13-1), Gabriel (28-1); Gabriel (14-2), Gêuvanio (34-2) e Vitor Bueno (28-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Leonardo), Gustavo Henrique e Zeca; Alison (Fernando Medeiros), Leandrinho, Serginho (Vitor Bueno) e Lucas Lima; Gabriel e Geuvânio.
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-PR
Rodolfo; Eduardo (Barrientos), Vilches, Cleberson e Roberto; Otávio, Deivid, Bruno Pereirinha (Hernane) e Sidcley (Bruno Mota); Crysan e Walter.
Técnico: Cristóvão Borges



Após vice, Santos goleia o Atlético-PR com show dos Meninos da Vila

Em seu 12º jogo seguido debaixo de chuva e novamente com o gramado da Vila Belmiro em péssimas condições, o Santos encerrou o ano com uma goleada arrasadora diante de seu torcedor, depois de ter os sonhos de alcançar o G4 no Campeonato Brasileiro e conquistar a Copa do Brasil frustrados. Com dois gols de Geuvânio, dois de Gabriel (o primeiro deles em posição de impedimento) e um de Vitor Bueno, o Peixe fez 5 a 1, de virada, em cima do Atlético-PR, que chegou a abrir o placar com o zagueiro Cleberson.

O resultado fez com que Dorival Júnior terminasse a temporada com 17 vitórias e apenas um empate no estádio Urbano Caldeira, desde que assumiu a equipe. Já o Furacão vê quebrada a sua série de seis partidas sem perder. Assim, o alvinegro praiano fecha o Brasileirão na 7ª posição, com 58 pontos. Enquanto o rubro-negro paranaense termina em 10º lugar, com 51 pontos.

Agora, as duas equipes entram definitivamente de férias. No Santos, a apresentação está marcada para o dia 6 de janeiro, uma quarta-feira, e a expectativa é saber quantos jogadores deixarão o clube até lá. Muitos devem ser devolvidos de empréstimo ou apenas dispensados com o fim de seus contratos, casos de Werley, Nilson, Marquinhos, Marquinhos Gabriel, Leandro e Chiquinho. Outros, como Gabriel, Geuvânio e Lucas Lima, podem acabar negociados nesta janela de transferências.

O jogo

Quem esperava um jogo arrastado, sem grande interesse dos atletas, foi surpreendido com a partida na Vila Belmiro. Com muitos garotos em campo, já que tanto Santos como Atlético-PR costumam dar muitas oportunidades para jogadores oriundos das categorias de base, o confronto começou quente.

O Furacão deu de ombros para o fato de atuar como visitante e resolveu ditar o início do confronto, quando o Peixe ainda sentia o desentrosamento e tentava arrumar, principalmente, a sua marcação.

E logo aos 11 minutos, o rubro-negro paranaense chegou ao seu gol. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Cleberson subiu sozinho no meio da área e cabeceou para baixo, no canto direito de Vladimir, que nada pôde fazer.

Mas a respostas santista veio apenas dois minutos depois. Gabriel enfiou linda bola para Geuvânio, que furou na cara do goleiro Rodolfo e acabou dando sorte, ficando com o gol vazio para empatar.

O jogo ganhou velocidade e o Santos passou a equilibrar as ações. Mesmo assim, o segundo gol atleticano não saiu porque Crysan perdeu uma oportunidade incrível. Otávio fez linda jogada individual pelo meio e abriu para Walter, que de primeira cruzou na cabeça do centroavante. Cryzan, porém, tirou de mais e a bola saiu pela linha de fundo.

E, como diz o ditado, quem não faz, toma. Aos 28, Geuvânio retribuiu a assistência de Gabriel e, pela ponta direita, fez o passe rasteiro, cruzado, achando o camisa 10 livre na segunda trave para virar o jogo. O atacante santista estava em posição irregular no lance, mas o auxiliar nada marcou e o Peixe tomou a dianteira no placar.

Nos últimos 15 minutos da primeira etapa, o alvinegro praiano jogou mais solto. Lucas Lima e Werley desperdiçaram boas chances de aumentar a vantagem, enquanto Walter foi quem levou mais perigo a Vladimir em chutes de longa distância.

A segunda etapa veio com uma cara diferente. O ímpeto dos dois times ainda era o mesmo, mas agora o Santos é quem ditava o ritmo. Logo aos 3 minutos, Leandrinho puxou contra-ataque e deu lindo passe de trivela para Gabriel, que percebeu o goleiro adiantado e bateu por cobertura. Rodolfo, no entanto, conseguiu se recuperar e evitou um golaço na Vila.

Mas, aos 14 não teve jeito. De tanto pressionar, o Peixe chegou ao terceiro gol. Lucas Lima rolou para Victor Ferraz na direita. O lateral cruzou para trás e, depois de dois desvios, a bola ficou limpa para Gabriel só empurrar para as redes.

Com o jogo definido, Dorival Júnior resolveu dar oportunidade para mais jovens jogadores que aparecem como promessas da base santista. Fernando Medeiros e Vitor Bueno entraram nas vagas de Alison e Serginho, respectivamente.

E a dupla entrou com fome de mostrar serviço. Logo na primeira participação, Fernando Medeiros iniciou a jogada no meio de campo e tocou para Gabriel, que achou Vitor Bueno na área. Gol e goleada do Peixe.

E não parou por ai. O menino Vitor Bueno entrou endiabrado. O garoto, com direito a passe de calcanhar, fez linda tabela com Lucas Lima, foi ao fundo e rolou para Geuvânio marcar o quinto. Show dos ‘Meninos da Vila’, que ainda ouviram os poucos torcedores que compareceram ao estádio gritarem o famoso ‘olé’ e aplaudirem a equipe após o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Mordido, Gabriel enaltece o Santos e evita polêmica com palmeirenses

O Santos entrou em campo ainda com o peso de ter perdido a final da Copa do Brasil na última quarta-feira de forma dramática, nos pênaltis. A queda representou o adeus ao sonho de disputar a Libertadores da América de 2016 e ainda rendeu muitas provocações e declarações polêmicas, algumas até ofensivas, dos atletas palmeirenses. Mesmo assim, neste domingo, a equipe de Dorival Júnior deu um show na Vila Belmiro e encerrou o ano com uma vitória por 5 a 1 em cima do Atlético-PR, fechando o Campeonato Brasileiro em 7º lugar.

Tudo isso mexeu com Gabriel, que brilhou em cima do Furacão com dois gols e duas assistências. O camisa 10, sem muitos sorrisos, fez questão de valorizar o clube que defende e explicou o motivo de tanto empenho mesmo sem nada a disputar nesta 38ª rodada.

“Não tem por que não jogar. O que passou, passou. Não tem motivação maior do que jogar no melhor do Brasil. Tri-mundial, Tri-Libertadores, Tri-Paulista, oito Brasileiros. É a nossa alegria jogar futebol e é isso que estamos fazendo”, comentou o camisa 10, sem esconder que a equipe sentiu tudo o que foi dito após a final da Copa do Brasil.

“Cada um fala o que quer. Todo mundo tem boca para falar mesmo. Não tenho o que falar deles (jogadores do Palmeiras). Todo mundo sabe do nosso time, como que é, da nossa amizade”, afirmou, apesar de nitidamente aborrecido, evitando estender as polêmicas.

Agora oficialmente de férias, Gabriel certamente será alvo de muita especulação na janela de transferências que se aproxima. Esta temporada valorizou ainda mais o jogador de 19 anos, que não garante sua permanência no Peixe.

“Deus que sabe”, resumiu, encerrando a entrevista ao Sportv.

Dorival elogia equipe e faz análise positiva da campanha santista

Quem esperava um Santos ainda abatido pela derrota na última quarta viu um time determinado e que goleou o Atlético-PR por 5 a 1 mesmo sem suas grandes estrelas em campo. Gabriel, Geuvânio e Vitor Bueno brilharam e fizeram Dorival Júnior muito feliz no último jogo do ano.

“É prazeroso ver um time com oito garotos iniciando uma partida, mantendo o nível muito parecido com o que o time apresentou lá atrás, com a equipe muito composta. Ver a equipe atuando assim depois de três dias de um revés como aquele (contra o Palmeiras), normal que gerasse uma dúvida. Eu fico satisfeito de ver a busca a todo momento”, comentou o treinador.

Entre tantos jogadores que sequer foram relacionados, o treinador admitiu que Nilson era o único com condições de jogo. Mas, como o jogador não deve ficar para 2016 e a torcida ainda não engoliu o gol perdido pelo centroavante na primeira final contra o Palmeiras, Dorival preferiu preservar o atleta.

“O Ricardo (Oliveira) está com um problema no joelho, não conseguia fazer os movimentos. Marquinhos Gabriel até tentou ir a campo ontem (sábado), mas não conseguia trabalhar com o pé esquerdo, uma pequena contratura. Braz vocês sabem (lesão). Renato vinha com o tornozelo se arrastando nas últimas dez rodadas de uma maneira muito intensa. Thiago Maia foi aquele choque ele teve no jogo com o Palmeiras, que ele teve inclusive que sair da partida. A exceção foi o Nilson. Apenas preservamos ele de uma situação desagradável diante de tudo o que aconteceu na última partida”, explicou o técnico.

A temporada de 2015, então, se encerrou. No Santos, fica um gosto amargo pelo time não ter conquistado o título da Copa do Brasil e também não ter conseguido se manter no G4 do Campeonato Brasileiro. Porém, Dorival Júnior não quer que o time seja refém do próprio sucesso, já que tais objetivos eram impensáveis no primeiro semestre.

“Acho que é uma equipe que há dez meses não tinha perspectiva nenhuma, era uma somatória de incertezas, insegurança. Ninguém sabia o que poderia acontecer. E você finaliza o ano com uma final de Paulista, final de Copa do Brasil e chega brigando por Libertadores via Brasileiro. Acho que foi uma no positivo, ainda que há alguns dias atrás tenhamos perdido o título da Copa do Brasil. Mas, se perdemos é porque a equipe fez por onde, fez por merecer. Detalhes tiraram o título”, finalizou.

Dorival Júnior troca reforços pela manutenção do elenco para 2016

Fim de 2015 e os planos para a próxima temporada já começaram no Santos. Após a perda do título da Copa do Brasil, na quarta, o técnico Dorival Júnior já participou de duas reuniões com a diretoria alvinegra e algumas ações já começaram a ser executadas na prática. Neste domingo, o treinador revelou, sem citar nomes, que já conversou com alguns atletas que não ficaram na Baixada em 2016.

“Isso tudo vai ser muito bem respeitado. São profissionais acima de tudo e que foram importantes em algum momento. Já estamos conversando, alguns jogadores já foram comunicados da posição que tomamos ontem (sábado), já chamei para conversar”, confessou o comandante santista.

Mesmo assim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que seu pedido à diretoria do Peixe é pela manutenção dos principais jogadores da equipe. O técnico reconhece a dificuldade em segurar jogadores que se valorizaram nesta temporada, mas cobra o esforço e abre mão até de reforços.

“Estamos começando a analisar tudo o que vem acontecendo ao longo do ano. Já vínhamos conversando, agora um pouco mais forte, algumas coisas já andando, possíveis chegadas e saídas. Eu gostaria muito que a equipe fosse mantida. Muito mais que contratações, gostaria que o presidente priorizasse a manutenção da equipe para termos um 2016 ainda mais fortes”, afirmou, explicando que gastar com contratações será sua última alternativa.

“Apostas eventuais podem acontecer, uma ou duas posições que não encontrarmos nas categorias de base, ai sim, mas eu gostaria muito que fosse priorizado a permanência desses jogadores”, completou.

O caso de Lucas Lima é o mais emblemático nesta situação. O camisa 20 deixou o gramado da Vila Belmiro neste domingo reconhecendo que pode ter feito sua despedida do clube. O meia não nega o sonho de jogar na Europa, admite ter propostas e deve abrir uma grande lacuna na equipe alvinegra para a próxima temporada.

“Nós conversamos com a grande maioria dos jogadores. Eles sabem o quanto eles são importantes nessa equipe. O Brasil é o único país que você monta uma equipe e de repente perde todo mundo. Sei que devem estar acontecendo propostas, não só pra ele, como para outros, mas nós temos que fazer todas as forças possíveis e imagináveis para manter esse elenco”, avisou Dorival, sonhando com uma temporada positiva para o Peixe.

“Fatalmente, com a manutenção e a vinda de um ou dois, temos a possibilidade de ir para 2016 em igualdade de condições com as grandes equipes do Brasil. Vamos aguardar. É uma pena se isso se confirmar”, encerrou.

Derrota na final ainda repercute no Santos: “não tem como explicar”

O Santos encerrou o ano com uma goleada acachapante em cima do Atlético-PR na tarde deste domingo pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, o assunto Copa do Brasil ainda é o principal tema entre os torcedores e até mesmo dentro do elenco alvinegro. Dorival Júnior busca explicações para uma atuação tão abaixo do que o time vinha apresentado, mas fica sem resposta para o revés diante do Palmeiras no Palestra Itália.

“Só quem jogou bola tem noção do que é e não sabe explicar. Eu senti com 1 minuto de jogo que o jogo seria completamente diferente do que foi na Vila. A bola sai dos nossos pés e de repente, com 15 segundos, o Palmeiras está tendo uma oportunidade de gol. Equilibramos um pouco a partida, mas foi muito pouco para aquilo que vínhamos jogando”, analisou, citando até “os Deuses do futebol”, frase que ganhou fama pela boca de Mano Menezes.

“Estávamos sentindo alguma coisa anormal que estava acontecendo, mas não conseguimos a recuperação, que nos daria a condição real de lutar de igual para igual, como sempre fizemos, mas, de repente, naquela noite os Deuses estavam voltados para o time do Palmeiras e as coisas foram direcionadas a que a própria competição se definisse como acabou acontecendo, mesmo com a campanha maravilhosa que o Santos acabou fazendo”, lamentou.

O técnico santista também sabe que as críticas em cima de sua escolha em colocar apenas reservas na partida contra o Coritiba, quando o Peixe tinha a oportunidade de retomar sua posição no G4 do Campeonato Brasileiro, ainda não foram bem digeridas. Depois disso, o clube se complicou na tabela e também fracassou na tentativa de conquistar uma vaga na Libertadores do ano que vem via Brasileirão.

“Nós trouxemos a equipe titular até quando sentimos que não dava mais, que foi contra o Coritiba. Conversamos com a comissão, diretoria, ouvimos os jogadores. Não abrimos mão do campeonato. Contra o Coritiba, fomos a campo em busca do resultado, fomos até superiores, e, de repetene, você acaba perdendo a decisão da Copa do Brasil”, disse.
“Tudo foi feito pensando no melhor. Com a chegada (da fase final) das duas competições, era impossível que tivéssemos o mesmo rendimento. Muitas finais finais, muito próximo. Isso é um absurdo. Muito mal pensando. Acredito que o Santos sai de 2015 muito feliz com o desempenho”, completou.

E realmente quando teve de optar, o Santos decidiu priorizar a Copa do Brasil, afinal, a competição lhe renderia mais que vaga, e sim um título acompanhado de uma premiação de R$ 4 milhões. Porém, a queda nos pênaltis para o alviverde da Capital frustrou os planos e nitidamente ainda está entalada na garganta dos santistas.

“Se o Santos tivesse jogado dentro de uma normalidade, não tenho dúvidas que o Palmeiras encontraria muito mais dificuldades. Não aconteceu e Palmeiras tornou a situação favorável de crescer dentro da própria partida e, empurrados por 40 mil torcedores, é natural que tivessem competência para resolver o jogo. Não podemos tirar o mérito, mas o Santos não teve uma grande noite”, concluiu o técnico do Peixe.


Vídeos: Reportagem Globo Esporte e pênaltis na íntegra.

Palmeiras 2 x 1 Santos – 4 x 3 pênaltis

Data: 02/12/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Final – Jogo de volta
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 39.660 pagantes
Renda: R$ 5.336.631,25
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Matheus Sales, João Pedro e Dudu (P); Gabriel (S).
Gols: Dudu (11-2), Dudu (39-2) e Ricardo Oliveira (41-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz (Werley) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel (Geuvânio) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Com gol de Prass, Palmeiras bate Santos nos pênaltis e festeja tricampeonato

A moderna arena do Palmeiras pulsou como o velho Estádio Palestra Itália na noite desta quarta-feira. Depois de vencer o Santos por 2 a 1 no tempo normal, o time da casa ganhou por 4 a 3 nos pênaltis com o goleiro Fernando Prass na cobrança decisiva e conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil, primeiro título após a reforma do campo.

O atacante Dudu, vilão do vice paulista diante do próprio Santos, marcou os dois do Palmeiras. Nos minutos finais, Ricardo Oliveira fez o gol que provocou os pênaltis. Nas cobranças, além de defender o chute de Gustavo Henrique, Fernando Prass anotou o gol do título.

Fechado para reformas entre 2010 e 2014, o Palestra Itália foi reinaugurado em novembro do ano passado e diante do Santos recebeu 39.660 torcedores, um recorde da nova arena. Palco da conquista da Copa Libertadores 1999, o estádio não abrigava uma festa de título desde a conquista do Campeonato Paulista 2008.

Com o triunfo sobre o Santos, a Sociedade Esportiva Palmeiras comemora seu 12º título nacional, um recorde. Além do tri da Copa do Brasil (1998, 2012 e 2015), o clube ganhou a Taça Brasil (1960 e 1967), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969), o Campeonato Brasileiro (1972, 1973, 1993 e 1994) e a Copa dos Campeões (2000).

O título é especial para Marcelo Oliveira, derrotado nas três decisões anteriores que disputou da Copa do Brasil (em 2011 e 2012 pelo Coritiba e em 2014 pelo Cruzeiro). Com o feito, ele se junta a Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari na galeria de técnicos campeões pelo Palmeiras desde 1977 – Flávio Murtosa, auxiliar do gaúcho, também triunfou.

Se não teve regularidade para brilhar nos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras jogou o suficiente para bater adversários como Cruzeiro, Internacional e Fluminense nas séries eliminatórias da Copa do Brasil. Assim, além do título, o primeiro da gestão de Paulo Nobre, iniciada em 2013, garantiu uma vaga na Copa Libertadores 2016.

O jogo

Trajado com meias e calções brancos, como na final do histórico Campeonato Paulista 1993, o Palmeiras quase saiu na frente antes do minuto inicial. Pouco depois da saída de bola, Arouca cabeceou, Barrios desviou e Gabriel Jesus, livre, bateu para defesa do goleiro Vanderlei.

Inteligentemente, o Santos procurou explorar a fragilidade do jovem João Pedro na marcação. Aos sete minutos, Zeca desceu pela esquerda e cruzou para Marquinhos Gabriel finalizar. Após grande defesa de Fernando Prass, Victor Ferraz apanhou o rebote e acertou a trave.

O Palmeiras, como há muito não se via, ditou o ritmo do jogo e criou boas chances de marcar. Em uma oportunidade clara, aos 27 minutos, Robinho cruzou da direita para Lucas Barrios. O centroavante esperou o quique da bola e cabeceou para defesa de Vanderlei.

Gradualmente, o Santos aumentou o volume de jogo e equilibrou as ações, mas não conseguiu levar perigo a Fernando Prass até o final do primeiro tempo. Lesionado, o zagueiro David Braz foi substituído por Werley ainda na etapa inicial. Assim como Gabriel Jesus, trocado por Rafael Marques.

O marcador inalterado no primeiro tempo preocupou a torcida alviverde, mas o Palmeiras manteve a frieza e finalmente abriu o placar aos 11 minutos da etapa complementar. Lucas Barrios fez pivô e tocou para Robinho entrar na área. O meia cruzou e Dudu apenas empurrou para o gol. De tipoia, Gabriel Jesus deixou o banco para comemorar na beira do gramado.

Lucas Barrios, lesionado, saiu para entrada de Cristaldo. Em seguida, o técnico Marcelo Oliveira colocou Lucas Taylor no lugar de João Pedro, advertido com o amarelo. Dorival Júnior, por sua vez, tirou Thiago Maia e Gabriel e lançou Paulo Ricardo e Geuvânio.

O Palmeiras fez o segundo aos 39 minutos do segundo tempo. Em cobrança de falta pelo lado direito do ataque, Robinho levantou na área. De cabeça, Vitor Hugo desviou para o meio. Dudu acompanhou a jogada e completou para o fundo das redes.

A alegria alviverde durou pouco, já que o Santos fez sua torcida vibrar no setor visitante dois minutos depois. No lance que provou a decisão por pênaltis, Marquinhos Gabriel cobrou escanteio pelo lado esquerdo do ataque, Werley desviou de calcanhar e a bola sobrou livre para finalização certeira de Ricardo Oliveira.

Pelo Santos, Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira converteram seus pênaltis. Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique desperdiçaram. Pelo Palmeiras, Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass marcaram. Rafael Marques errou. E a Sociedade Esportiva Palmeiras ganhou por 4 a 3.

Bastidores – Santos TV:

Frustrado, Renato admite: “Sabíamos que isso poderia acontecer”

A perda do título da Copa do Brasil para o Palmeiras na noite desta quarta-feira caiu como um balde de água gelada sobre o Santos. Depois de uma recuperação incrível no Campeonato Brasileiro e uma campanha irretocável na Copa do Brasil, o Peixe termina o ano sem a vaga no G4 e sem o título nacional. Sendo assim, também sem uma vaga na próxima Copa Libertadores da América. Após o jogo. Renato, jogador mais experiente do elenco santista, com 36 anos, reconheceu que a equipe estava ciente do risco quando resolver priorizar apenas as finais diante do Verdão.

“Difícil, complicado. A gente sabia que poderia acontecer, mas a equipe está de parabéns, lutou até o final, mas, infelizmente, não conseguimos ser campeões”, comentou o volante, já na saída de campo, enquanto os palmeirenses iniciavam a comemoração.

Todos os outros jogadores do Peixe deixaram o campo rapidamente e em silêncio. Renato foi o único a falar antes de descer aos vestiários. O clima era de muita decepção, principalmente pelo futebol que a equipe apresentou no Palestra Itália.

Agora, o Santos finaliza a temporada no próximo domingo, contra o Atlético-PR, às 17 horas, na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Em sétimo lugar na tabela de classificação, o clube luta apenas para entrar direto na fase de oitavas de final da Copa do Brasil no próximo ano.

Dorival chama Vila de “brejo” e assume responsabilidade pela derrota

Com um semblante sereno, obviamente nada feliz, mas, ao mesmo tempo, tranquilo, Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva ainda no Palestra Itália, logo depois do Santos acabar derrotado pelo Palmeiras nos pênaltis e, assim, perder a chance de título da Copa do Brasil. O treinador fez questão de chamar toda a responsabilidade pelo resultado negativo, mas fez algumas ressalvas em uma tentativa de explicar os motivos que colaboraram para o clube não alcançar seu objetivo ao fim da temporada.

“Futebol você perde num todo e a responsabilidade é do treinador, não dos jogadores. Assumo essa condição. Fizemos nosso melhor e realmente não foi uma grande noite. De todo o período que aqui estou, foi a partida mais abaixo em relação ao que a equipe vinha atuando e fomos penalizados com o resultado. A maneira como perdemos marca muito, porque a campanha era irrepreensível. Aguardávamos um final diferente, por tudo que o Santos havia produzido”, confessou o treinador, que só mudou a fisionomia, para mais sisuda, quando questionado se a equipe alvinegra teria caído de produção nesta reta final. Neste momento, não faltou reclamações até para a Vila Belmiro.

“Não, pelo seguinte: nós tivemos um campo muito pesado, praticamente jogamos em um barro, em um brejo contra o Flamengo. Foi a única partida que jogamos abaixo. Fomos para Joinville, Curitiba, novamente campos encharcados, pesados. Faríamos a final na quarta, tomamos todas as medidas possíveis. Fomos ao limite”, explicou, refutando criticar as últimas atuações do Peixe.

“Tudo foi debatido, conversado para as decisões e não vi a equipe caindo de produção. Fez uma boa partida na primeira final e estava preparada na segunda partida. Tem dia que não acontece, não produzimos. O Palmeiras tem méritos e fez o resultado”, exclamou.

Outro ponto que deixou Dorival Júnior mais incomodado do que o próprio resultado adverso nesta quarta-feira foi a crítica sobre a escolha da comissão técnica em mandar apenas os reservas nas duas últimas rodadas do Brasileiro, quando o Santos acabou derrotado em ambos e viu a chance de conquistar uma vaga no G4 ir por água abaixo, para apostar tudo na Copa do Brasil, que também não veio.

“Quem fala isso desconhece os fatos, o dia a dia. Jogamos 12 jogos com gramado enxercado, pesado. Pegamos a Vila com um campo pisoteado. Os jogadores não suportam. Braz acabou sentindo hoje. Jogamos quinta e domingo. O Palmeiras quarta e sábado, 24 horas de diferença. Não tirei jogadores em momento nenhum, até o momento que eles me pediram. As pessoas que falam, falam com desconhecimento de causa. Não tem ideia do que é você ficar torcendo para os jogadores não se machucarem”, esbravejou o treinador.

Dorival tenta explicar derrota, mas admite Santos perdido em campo

Dorival Júnior proporcionou uma cena rara no futebol brasileiro. Logo após conceder entrevista coletiva, o treinador do Peixe interrompeu a entrevista do técnico campeão, Marcelo Oliveira, e o parabenizou pela conquista da Copa do Brasil em cima do seu Santos. A cena rendeu aplausos de todos que estavam na sala de imprensa. O treinador do Palmeiras agradeceu ao gesto de Dorival, que mais cedo teve dificuldades para explicar os verdadeiros motivos para a derrota do Peixe por 2 a 1, no Palestra Itália, que acabou com o sonho de título e de uma vaga na Libertadores depois das cobranças de pênaltis.

“(O Palmeiras) prevaleceu em volume. Não conseguimos a troca de passes que sempre tivemos. Em alguns momentos, sentimos a desorganização. O Santos não jogou com a leveza que vinha jogando. Estávamos preparados, fizemos uma semana excelente. Infelizmente, foi uma noite em que as coisas não aconteceram, bem na partida mais importante”, lamentou o técnico.

Diante da falta de argumentos, Dorival Júnior preferiu reconhecer os méritos do alviverde da Capital, mas sem antes deixar de lembrar as possibilidades que o Peixe teve de construir uma vitória na Vila Belmiro, na primeira final, que lhe desse mais tranquilidade para a decisão.

“Criamos muito na primeira partida, procuramos jogar, envolvê-los em todos os sentidos, tivemos a penalidade, possibilidades reais. Não fomos felizes. Talvez fosse o momento do Palmeiras. Foi uma noite muito boa, as coisas encaixaram. O Santos não se achou. Temos que reconhecer que o Palmeiras foi mais eficiente e tem que ser parabenizado”, afirmou.

Por fim, o comandante santista refutou fazer qualquer tipo de crítica sobre a ideia de seus dirigentes em alterar a data da primeira decisão, o que acabou, aparentemente, favorecendo o rival, que teve oportunidade de recuperar jogadores como Arouca, enquanto o Santos, ao invés de enfrentar o Palmeiras embalado pelas vitórias, chegou para o “jogo do ano” com um sobrepeso em função da impossibilidade de alcançar o G4 do Brasileiro a uma rodada do fim do Campeonato Brasileiro.

“É hipótese. Prefiro não falar. Não sei o que aconteceria. Temos que reconhecer o valor do Palmeiras, mereceu. Se deu muito bem nos pênaltis. Tivemos uma campanha equilibrada no ano. O Santos passou por grandes adversários, se credenciou a chegar e talvez merecesse melhor sorte”, finalizou.

Rafa Marques chama R. Oliveira de “mau caráter” e Dudu ironiza “pastor”

Os jogadores do Palmeiras não pouparam críticas ao atacante santista Ricardo Oliveira após a conquista do título da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, no Palestra Itália. Inconformado com a provocação feita pelo centroavante no último encontro das equipes no Brasileirão, Dudu acusou o rival de se aproveitar de um discurso religioso para mascarar suas atitudes fora do gramado. O alviverde afirmou que comportamento adotado por Oliveira não é condizente com a função de pastor exercida por ele em igrejas evangélicas.

“Desse cara aí eu nem falo. Eu nem falo. O cara fala que é pastor e faz umas coisas dessas, tenta humilhar as pessoas de alguma forma. A pessoa tem que ter mais respeito. O cara tem uma carreira brilhante, não precisa ficar falando essas coisas e dizendo que é pastor para cobrir os erros dele. É uma coisa muito feia”, disse Dudu, em referência a uma careta que Ricardo Oliveira fez para provocar o goleiro Fernando Prass ao anotar um dos gols na vitória por 2 a 1 do Santos sobre o Palmeiras, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro.

A revolta do elenco palmeirense era tamanha que os jogadores imitaram a faceta do santista ao posarem para a foto do título. O atacante Rafael Marques chegou a pegar uma máscara do centroavante com um torcedor para usá-la na comemoração da conquista. “Foi pela falta de respeito que ele teve por nós. Ele tem que aprender a respeitar meus companheiros, não importa qual seja o resultado da minha equipe. Ele extrapolou no último jogo contra nós no Brasileiro. Isso mostra o quanto ele, além de ser mau caráter, também é mentiroso”, disparou.

Dudu, autor de dois gols na final, ainda pegou um microfone durante a volta olímpica e puxou um dos gritos da torcida para provocar o rival. “Santos o c…! Lugar de peixe é dentro do aquário”, gritou o atacante, acompanhado em seguida pela massa alviverde. Ao conceder entrevista, o jogador lembrou que o Palmeiras está classificado à Copa Libertadores e desejou sorte ao Santos na disputa do Campeonato Paulista.

“Quando o Santos passou pelo São Paulo, eles falaram que iriam ser campeões. Falaram que iriam humilhar a gente nos dois jogos. As coisas não são assim. Futebol é dentro de campo e tem que ser jogado. Para ganhar é preciso mostrar os motivos que te fazem ser campeão. Então, no ano que vem, quando eles forem jogar com a gente, eu acho que não vão falar mais isso. Vão ter mais um pouco de respeito. E boa sorte para eles no primeiro semestre. Eles vão jogar o Campeonato Paulista, estavam tão crentes de que iam disputar a Libertadores e que iriam nos humilhar nos dois jogos. As pessoas precisam ter mais respeito e humildade”, provocou o atacante.

Com vice e sem vaga no G4, Santos vai deixar de ganhar R$ 7,2 milhões

“Nadou, nadou, nadou… e morreu na praia”. A metáfora é antiga, mas resume bem a forma como o Santos encerra seu ano. Depois de se reerguer no primeiro semestre, passando por um início de temporada repleto de turbulências extra-campo e muita desconfiança, e que acabou ficando marcado pelo título do Campeonato Paulista, o alvinegro praiano encerra seus trabalhos, ainda com uma partida a realizar, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, antes das férias coletivas, com um gosto amargo na boca. A perda da Copa do Brasil e o insucesso na tentativa de ficar com uma vaga no G4 do nacional por pontos corridos já surtem efeito negativo imediato no clube. Com o fracasso nestas duas competições, o Peixe vai deixar de embolsar pelo menos R$ 7,2 milhões.

A derrota para o Palmeiras no Palestra Itália na grande decisão da Copa do Brasil fará com que o prêmio pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao campeão, de R$ 4 milhões, seja destinado aos cofres alviverdes. O vice-campeonato renderá apenas a metade do valor ao time da Vila Belmiro.

E depois de findar o jejum de cinco anos e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, o time de Dorival Júnior não conseguiu se manter no posto por mais de seis rodadas. Quando faltavam apenas quatro jogos para o fim da competição, a equipe emendou uma série de um empate e duas derrotas e caiu na tabela. Neste domingo, na partida de despedida, contra o Atlético-PR, em casa, servirá apenas para tentar amenizar o prejuízo.

Caso sustentasse a quarta posição, o Santos receberia R$ 3,2 milhões da CBF. Agora, dependendo de uma combinação de resultados, o máximo que o clube arrecadará com premiação são R$ 2,2 milhões, com um quinto lugar. Em um pior cenário, que é a oitava colocação (não há possibilidade do time terminar a competição abaixo disso), ‘apenas’ R$ 1,2 milhão serão repassados ao alvinegro praiano. Mantendo sua sétima colocação de momento, R$ 1,3 milhão serão pagos, com um acréscimo de R$ 100 mil se a equipe ficar em sexto lugar.

A ausência na próxima edição da Copa Libertadores da América também acaba frustrando planos do departamento de marketing para uma alavancada e valorização da marca em 2016. Confirmando-se a classificação do São Paulo no domingo, contando que Corinthians e Palmeiras já asseguraram suas vagas na competição continental, o Peixe terá muita dificuldade em atrair patrocinadores e parceiros com todos seus rivais locais tendo uma possibilidade de exposição muito maior na mídia.

Desde janeiro de 2013, o clube não chega a um acordo de no mínimo uma temporada para o espaço nobre da camisa. O famoso patrocinador master.

Apesar de “impacto”, Dorival pede calma e segue otimista para 2016

Perda de título para um rival costuma acarretar em desdobramentos internos e uma pressão muitas vezes insustentável para técnicos, jogadores e até dirigentes. No Santos, mesmo depois do fim do sonho de conquistar sua segunda Copa do Brasil e de ficar com uma vaga na próxima Libertadores da América, Dorival Júnior tenta minimizar a queda e prefere destacar o que enxerga de positivo diante deste cenário.

“Só lembrar o começo do ano. Terminamos um ano com uma equipe reconhecidamente forte. Infelizmente, não conquistamos a segunda final, mas chegamos com uma equipe montada, com jogadores numa crescente, despontando, aparecendo muito bem na temporada. Não vejo situação de desespero. Muito diferente do ano passado”, comparou o treinador, relembrando uma temporada que se encerrou cheia de incertezas e que antecedeu um momento de instabilidade muito grande no clube, com uma debandada de atletas, ações na Justiça e atrasos salariais.

Mesmo assim, Dorival não tentou mascarar as consequências de uma derrota que joga todo o esforço de um semestre inteiro por água abaixo. Para o treinador, ser vice realmente tem um peso muito grande no Brasil.

“Impacto sempre tem. No nosso pais, só se reconhece o primeiro. Foi o que falei para o Marcelo (Oliveira) na quarta passada. O segundo é a pior colocação, talvez pior que o último. Nunca é reconhecido, mas desvalorizado. Erramos em algum momento, alguém vai errar para o outro chegar a ser campeão. Perdemos. Mas não podemos baixar a cabeça”, comentou.

O plano era disputar a competição mais importante do continente. Agora, as coisas mudam um pouco. Os objetivos do Peixe para 2016 serão mais uma vez buscar essa vaga, pensando em 2017, mas principalmente tentar acabar com o jejum de 11 anos e conquistar o título Brasileiro, competição na qual o alvinegro praiano sequer conseguir obter um resultado melhor que um sétimo lugar nos últimos sete anos.

“Não muda o planejamento. Temos muitas coisas definidas. Conversamos nos últimos três, quatro meses. Chegamos a coisas muito mais boas do que ruins. Pegamos qualquer time de igual para igual. Tem que sair fortalecido. Mesmo que seja uma derrota doída, tem que se fazer presente em 2016. Algumas coisas serão corrigidas. O Santos se vê preparado para um ano muito melhor”, projetou Dorival Júnior, tentando manter seus jogadores e sua torcida animados com o futuro do time.


Vasco 1 x 0 Santos

Data: 29/11/2015, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 10.614 pagantes
Renda: 478.380,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).
Cartões amarelos: Rafael Silva e Andrezinho (V); Léo Cittadini e Vanderlei (S).
Gol: Nenê (45-1).

VASCO
Martín Silva; Madson, Rafael Vaz, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho (Guiñazu), Serginho, Andrezinho (Bruno Gallo) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Rafael Silva).
Técnico: Jorginho

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, Leonardo e Chiquinho; Ledesma (Vitor Bueno), Leandrinho, Léo Cittadini (Lucas Otávio) e Marquinhos (Leandro); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Vasco derrota o Peixe e respira na Série A até o dia 6

O Vasco conseguiu uma suada (e molhada) vitória por 1 a 0 sobre o Santos, neste domingo, em São Januário, em jogo que demorou mais de uma hora para ser iniciado devido ao temporal que caiu sobre a cidade do Rio de Janeiro. Com o resultado, conquistado devido a um gol de pênalti sofrido e convertido pelo meia Nenê, os cariocas conseguem se manter vivos na última rodada, que será disputada no dia 6 de dezembro.

A situação dos cruz-maltinos, no entanto, segue bastante complicada no torneio. O Coritiba, rival da próxima rodada, por exemplo, já não pode mais ser alcançado pela equipe. Com 43 pontos contra 40 dos comandados de Jorginho, os paranaenses têm duas vitórias a mais, inalcançáveis pelo critério de desempate. O Peixe, por sua vez, dá adeus a qualquer chance de G4, ficando a quatro do São Paulo, quarto colocado com 59 pontos.

Na próxima rodada, além de ter de vencer os paranaenses, o Gigante da Colina torce para Avaí e Figueirense não vencerem Corinthians e Fluminense, respectivamente. Os santistas, por sua vez, nem querem saber do duelo ante o Furacão, no mesmo dia na Vila. As atenções estão todas voltadas para a decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

O jogo

Aos cinco minutos, Daniel Guedes cruzou boa bola na área e Nilson ganhou de Rodrigo, testando no canto de Martín Silva. O uruguaio saltou e foi buscar a bola no canto direito, praticando uma bela defesa. Pouco depois, foi a vez do Vasco ter uma grande chance para chamar de sua. Após escanteio cobrado na área e três toques de cabeça, a bola ficou limpa para Jorge Henrique. No bico da pequena área, ele bateu de esquerda e mandou forte, cruzado. A bola, porém, passou à direita do gol de Vanderlei, para desespero dos vascaínos.

Depois do início equilibrado, os anfitriões conseguiram tomar controle da partida, apostando no embalo da torcida e na falta de entrosamento dos reservas santistas. Comandados por Nenê e Andrezinho, que trabalharam a bola com qualidade no meio-campo, os cariocas criaram chances tanto em chutes de média distância quanto em escapadas de velocidade. Na melhor delas, Riascos recebeu na frente de Vanderlei e tentou encobrir o goleiro, mas a bola saiu lentamente pela linha de fundo.

O volume de jogo, no entanto, indicava que o Vasco não tardaria em conseguir o gol inaugural. E ele veio com um pênalti, já quase no encerramento da etapa. Após bola erguida na área, Nenê conseguiu dominar livre, na lateral da pequena área. Vanderlei deu um carrinho alto para tentar abafar o lance e o meia deu um toque tirando do goleiro. Na sequência, o vascaíno pulou e não foi atingido, mas o árbitro Leandro Vuaden marcou pênalti pela violência da entrada do arqueiro.

Com categoria, o próprio Nenê deslocou o goleiro e mandou no canto direito, explodindo o estádio, àquela altura aflito pela vitória do Coritiba sobre o Palmeiras, que rebaixava o clube mesmo com um empate ante o Peixe. Festa que se estendeu durante todo o intervalo, em clima contagiante.

Toda a empolgação demonstrada, no entanto, não conseguiu ser repetida na etapa final. Mostrando certo cansaço e nervosismo, os jogadores do time da casa recuaram e não conseguiram mais ficar com a bola. Melhor com a entrada do bom Vitor Bueno, o Peixe passou a levar perigo em descidas pela esquerda e, aos 20 minutos, chegou a levar bastante perigo com Leandro, outro que saiu do banco.

Praticamente aceitando que não teria condições de manter o ritmo adotado no primeiro tempo, os anfitriões se dedicaram apenas a gastar o tempo. Cada tiro de meta, lateral ou escanteio demorava a ser batido, principalmente os que estavam a cargo do experiente Nenê.

Auxiliados pela segurança do goleiro Martin Silva, os donos da casa foram bastante efetivos na proposta de jogo, conseguindo afastar todos os lances de perigo do time da Baixada. Dessa forma, restou à torcida apenas contar os minutos até o fim do jogo e celebrar a sobrevida na competição.

Vanderlei contesta pênalti para o Vasco: “Nem ia pegar no Nenê”

O goleiro Vanderlei saiu de campo revoltado com a marcação do pênalti que deu a vitória ao Vasco por 1 a 0 sobre o Santos. Autor do carrinho que resultou na anotação da infração pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden, o arqueiro não se conteve em entrevista concedida ainda no gramado na descida para o intervalo, apenas alguns minutos depois do tento adversário.

“Não preciso nem falar nada do pênalti. Quem for ver a imagem vai poder acompanhar que eu não toquei no Nenê. Ele jogou a bola por cima e pulou. Infelizmente, o (Leandro) Vuaden entrou na dele e marcou”, afirmou o arqueiro, mostrando a mesma indignação ao ser interpelado por uma repórter que questionou se, mesmo não encostando no vascaíno, seu carrinho não tenha sido violento demais.

“Eu ia pegar nele onde? Eu nem ia pegar no Nenê. Quando eu dei o carrinho ele tocou por cima de mim e eu recolhi a perna esquerda para não encostar”, assegurou o jogador do alvinegro praiano, único titular escalado por Dorival Júnior no embate.

Depois do jogo, ele manteve a opinião de que nada havia acontecido, mas reconheceu a inferioridade da equipe em relação aos donos da casa. Agora, ele se junta aos outros titulares, que treinaram neste domingo em Santos, para a preparação visando à decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, às 22h (de Brasília), contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

Dorival defende opção pela Copa do Brasil após perder G4

A derrota dos reservas do Santos por 1 a 0 para o Vasco, em São Januário, neste domingo, pôs fim a qualquer chance do alvinegro de alcançar o G4 do Campeonato Brasileiro, pois o time, com 55 pontos, não pode mais alcançar o São Paulo, quarto colocado com 59. Incomodado com os questionamentos sobre a decisão de priorizar a Copa do Brasil, ele justificou a opção pelo torneio de mata-mata.

“Agora estamos indo para uma segunda partida. Seguramos até onde deu (priorizar alguma das competições). O momento de definição delas aconteceu ao mesmo instante. É impossível se manter nas duas com a mesma intensidade que vínhamos tendo”, revelou o treinador, que terá de esperar mais um dia para se juntar aos titulares, que ficaram treinando em Santos.

O voo de retorno do Rio para São Paulo estava marcado para a noite deste domingo, mas o atraso de cerca de uma hora e 15 minutos no embate contra o Cruz-Maltino fez com que a delegação que viajou à capital fluminense tivesse de dormir lá antes de aparecer no CT Rei Pelé.

Confiante na possibilidade de conquistar mais um título para o Peixe em 2015 e apagar de vez qualquer crítica pela priorização da Copa do Brasil, Dorival fez questão de negar qualquer favoritismo dos seus comandados no duelo marcado para quarta-feira, no Palestra Itália. Como venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, a equipe joga apenas por um empate.

“É um clássico, duas equipes que fizeram campanhas muito regulares. Fizeram a final do Paulista, brigaram pela vaga na Libertadores e chegaram à final da Copa do Brasil. Fizemos um primeiro jogo muito equilibrado. De 180, saímos de 90 minutos com um resultado positivo. Vamos jogar na casa do Palmeiras, mas o Santos vai estar preparado, vai fazer um grande jogo e eu confio muito nessa garotada”, encerrou.

Jogadores do Santos deixam Brasileiro de lado por “jogo da vida”

O Campeonato Brasileiro já havia deixado de ser prioridade para o Santos, e agora será completamente esquecido. Ainda no gramado de São Januário, após a derrota por 1 a 0 para o Santos, os jogadores mostraram foco total na decisão da Copa do Brasil contra o Palmeiras.

“O sonho de todo jogador é participar de jogos grandes, de finais de campeonato. A gente trabalha muito para isso. Vamos botar o Campeonato Brasileiro de lado para fazer uma grande partida, nosso jogo da vida, do ano. E, se Deus quiser, sair com o título na quarta-feira”, afirmou Vanderlei.

O goleiro foi o único titular escalado para o confronto com o Vasco. Em um time recheado de reservas, até aqueles que não entrarão em campo contra o Palmeiras deixaram São Januário pensando no duelo decisivo. “Agora, é virar a chave e pensar na Copa do Brasil”, disse o beque Leonardo.

O Santos saiu na frente na final, triunfando por 1 a 0 na Vila Belmiro. No Palestra Itália, jogará pelo empate para conquistar o título e poderá apostar na disputa por pênaltis caso seja derrotado por um gol de diferença. Foi justamente nos tiros da marca penal que o time praiano levou o Campeonato Paulista deste ano, em cima do próprio Palmeiras.

“A equipe está preparada para fazer um grande jogo. Estamos muito tranquilos, sabemos da responsabilidade. Podemos fechar o ano com dois títulos, um ano que começamos desacreditados. O grupo deu a volta por cima e está focado para fazer um grande jogo na quarta”, disse o zagueiro Werley.

Santos 1 x 0 Palmeiras

Data: 25/11/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.116 pagantes
Renda: R$ 1.631.560,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP) substituído por Marcelo Aparecido de Souza (SP).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Renato, Ricardo Oliveira, Gabriel e Victor Ferraz (S); Fernando Prass, Matheus Sales, Barrios, Arouca, Lucas e Dudu (P).
Cartão vermelho: Lucas (P)
Gol: Gabriel (33-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia (Nilson), Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Geuvânio), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales (Amaral) e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Kelvin); Barrios (Rafael Marques).
Técnico: Marcelo Oliveira



Gabigol marca após perder pênalti e Santos sai na frente do Palmeiras

Santistas ficam a um empate do título

O Santos iniciou a briga pelo título da Copa do Brasil de maneira bem-sucedida na noite desta quarta-feira. Gabigol desperdiçou uma cobrança de pênalti na Vila Belmiro, mas se redimiu ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras. Assim, o time alvinegro depende de um empate para conquistar o título.

O segundo confronto está marcado para as 22 horas (de Brasília) da próxima quarta-feira, no Estádio Palestra Itália, com ingressos já esgotados. Diferentemente do restante da Copa do Brasil, na decisão os gols anotados como visitante não têm peso diferenciado.

A exemplo da final do Campeonato Paulista, em que Dudu perdeu pênalti no Palestra Itália, Gabigol falhou na Vila Belmiro. O Santos dominou o jogo sem correr maiores riscos, mas conseguiu marcar o gol da vitória apenas a 12 minutos do fim do tempo regulamentar, com a redenção de seu camisa 10.

O duelo realizado na noite desta quarta-feira foi o sexto entre os clubes na temporada. Até o momento, o Santos, campeão paulista sobre o rival, venceu quatro jogos, todos na Vila Belmiro, e o Palmeiras levou a melhor duas vezes, ambas no Palestra Itália.

A decisão reúne os dois maiores ganhadores de títulos nacionais. O Palmeiras detém 11 taças do gênero, entre elas a Copa do Brasil (1998 e 2012). Já o Santos ostenta nove conquistas, inclusive a Copa do Brasil (2010), com Dorival Júnior no comando. Marcelo Oliveira, por sua vez, amarga três vices do torneio.

O jogo

A primeira partida da final da Copa do Brasil teve um começo eletrizante na Vila Belmiro. Logo aos dois minutos, o Palmeiras teve falta do lado esquerdo e Robinho levantou na área. O goleiro Vanderlei deu rebote e o zagueiro Jackson, de cabeça, perdeu boa chance de abrir o placar.

Pouco depois, Lucas Lima quase marcou gol olímpico. Após nova cobrança de escanteio santista, aos quatro minutos, Arouca puxou a camisa de Ricardo Oliveira e o árbitro Luiz Flavio de Oliveira deu o pênalti. Na cobrança, Gabigol acertou a trave esquerda de Fernando Prass.

Espremida em seu setor, a torcida palmeirense comemorou a cobrança ineficiente de Gabigol como se fosse um gol. Aos 12 minutos, porém, os visitantes ficaram preocupados. Gabriel Jesus sofreu falta banal no campo de defesa, sentiu lesão no ombro e precisou ser substituído por Kelvin.

A despeito do pênalti perdido por Gabigol no começo da partida, o Santos manteve o domínio das ações com facilidade. O Palmeiras, como de costume, incapaz de articular boas jogadas a partir do meio de campo, apostou em lançamentos e chutões, sem sucesso.

O meia Lucas Lima foi participativo, mas o Santos não conseguiu movimentar o placar durante o primeiro tempo. Na última oportunidade do time da casa, Victor Ferraz fez boa jogada pela direita e cruzou para finalização de Ricardo Oliveira. Fernando Prass, milagrosamente, evitou o gol duas vezes.

Matheus Sales, advertido com o cartão amarelo na etapa inicial, acabou substituído por Amaral no intervalo, o que não foi suficiente para impedir uma nova chance do Santos logo aos dois minutos. Gabigol recebeu de Lucas Lima e chutou para mais uma defesa de Prass.

O Palmeiras procurou responder rápido e Dudu lançou Barrios dentro da área. O centroavante, tocado por trás pelo zagueiro David Braz, caiu e pediu pênalti, mas não foi atendido por Luiz Flavio de Oliveira. Aos 22 minutos, o árbitro solicitou a própria substituição e Marcelo Aparecido de Souza assumiu o apito.

Sem criatividade, o Palmeiras jogava para empatar. Aos 33 minutos, o Santos finalmente foi premiado por sua imposição e impetuosidade. Gabigol recebeu de Ricardo Oliveira na ponta da área, driblou o volante Amaral e definiu com categoria diante de Fernando Prass.

Aos 42 minutos, o lateral direito Lucas foi expulso por chutar a bola em cima de Lucas Lima, que entrou em campo pendurado por dois amarelos. Na última oportunidade do jogo, já nos acréscimos, Ricardo Oliveira driblou Fernando Prass e a bola sobrou limpa para Nilson, que conseguiu chutar para fora. Assim que o juiz apitou o fim, houve confusão entre os dois times.

Reportagem do Globo Esporte:

Após perder pênalti, Gabriel avisou Dorival que iria decidir a final

Gabriel por pouco não se tornou vilão da grande final da Copa do Brasil entre Santos e Palmeiras. No primeiro duelo entre os rivais, disputado na noite desta quarta-feira, o camisa 10 santista desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo e perdeu uma grande oportunidade na etapa final, ao ficar cara a cara com Fernando Prass, que acabou evitou o gol. Mesmo assim, o jovem de 19 anos não se abalou e teve cabeça boa para se manter focado para marcar um belo gol e garantir a vitória do Peixe na Vila Belmiro por 1 a 0.

“Não sofri, não. Tenho confiança, todo mundo me apoiou, confio no meu potencial. Acontece, já tive experiência assim, já vi gente passar por isso”, explicou Gabriel, falando sobre a bola que explodiu na trave em sua cobrança de pênalti.

“Bati forte, no canto. Tentei tirar dele, mas a bola acabou pegando na trave. Faz parte. Eu acho que bati bem, mas Deus é maravilhoso comigo, me abençoou com esse gol. Foi um belo jogo”.

Depois da partida, Dorival Júnior comentou como o jogador se comportou no vestiário e revelou que nem precisou falar com seu atacante.

“Eu não tive que falar nada para ele. Não abri a boca. Ele é um cara com personalidade. O jogador, quando perde um pênalti, um gol, ele sabe muito bem. Ficar falando mais vai causar um certo desequilíbrio. E ele falou: ‘professor, vou decidir esse jogo’”, afirmou o técnico, explicando que o jogador segue como batedor mesmo após a falha.

“Desde que o Ricardo (Oliveira) perdeu pênaltis em seguida, o Gabriel assumiu, foi feliz nas últimas cobranças. Ele bateu muito bem. O Fernando foi para o lado da bola, infelizmente ela tocou na trave, mas ela foi com força, no canto. A trave que interferiu diretamente”, opinou Dorival.

Agora, com a vantagem de jogar pelo empate no Allianz Parque, Gabriel avisa que o Peixe não vai se apegar ao regulamento e promete um time ofensivo mesmo na casa palmeirense, na próxima quarta-feira.

“A gente criou, como pode criar lá e fazer gols. A imprensa quer falar que a gente é favorito, que vai fazer três, quatro (gols). É um jogo muito difícil. Quarta é fazer um grande jogo lá. A gente pode jogar para ganhar como ganhou aqui”, finalizou o artilheiro isolado da Copa do Brasil, agora com 8 gols.

Lucas Lima reclama de cera, mas santistas valorizam vitória magra

Fernando Prass foi o grande nome da primeira final a Copa do Brasil. O goleiro palmeirense não conseguiu evitar a derrota, mas manteve seu time vivo na briga pelo título. Após o jogo da noite desta quarta, na Vila Belmiro, os jogadores do Peixe evitaram reclamar, mas admitiram que poderiam ter construído uma vantagem maior do que o 1 a 0 que ficou no placar depois dos primeiros 90 minutos.

“Pelas oportunidades que a gente teve, poderia sair com placar melhor. Infelizmente não aconteceu, mas levamos uma vantagem lá para a Arena. Claro que não vamos jogar só com a vantagem, vamos lá pra ganhar”, comentou o zagueiro David Braz, que teve pouco trabalho, já que o Verdão sequer finalizou uma bola a gol em todo o jogo.

Já Lucas Lima saiu de campo com um discurso sincero e de quem se incomodou com a postura de seu rival nesta quarta, sem esconder a frustração por ter vencido ‘apenas’ por um gol de diferença.

“Foi muito pouco, pô. A equipe deles só veio para se defender. Com 1 minuto de jogo eles já estavam enrolando lateral. A gente sabia que seria assim, fizemos o dever de casa, porque não tem nada ganho. Agora é fazer um grande jogo lá”, afirmou o camisa 20, que estava pendurado com dois cartões amarelos, mas conseguiu passar o confronto sem problemas com a arbitragem.

Victor Ferraz, que fez sua primeira partida inteira depois de dois meses afastado por causa de uma lombalgia, valorizou a vitória conquistada depois de um jogo muito brigado, com diversos lances ríspidos, discussões e uma expulsão (Lucas, do Palmeiras).

“Não tem essa de atropelar. É um jogo de paciência. É Santos e Palmeiras, final e Copa do Brasil, clássico. É jogo nervoso mesmo. A gente já conhece eles, eles nos conhecem, nosso grupo está de parabéns, nossa torcida também. Agora é fazer um grande jogo lá e levantar a taça”, bradou o lateral santista.

Dorival esbraveja e acusa arbitragem de amarrar o jogo: “um absurdo”

Se de um lado os palmeirenses deixaram o gramado da Vila Belmiro revoltados com a não marcação de um pênalti em Lucas Barrios no segundo tempo, no lado santista o descontentamento com a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira, que acabou substituído por Marcelo Aparecido devido a uma lesão, também foi grande. O técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva bastante irritado com a atuação dos homens do apito depois da vitória do Peixe por 1 a 0 em cima do Verdão, na primeira decisão da Copa do Brasil.

“(O jogo) foi amarrado, truncado. Não deixaram correr. Tivemos 40% de bola rolando no primeiro tempo. Um absurdo. E foi o que aconteceu. Infelizmente é assim, não tem jeito. Evitam algumas atitudes, deixam correr a coisa. Não foi uma má arbitragem, não influenciou no resultado, mas é muito pouco de bola rolando para um jogo. Isso é um absurdo”, esbravejou o treinador.

Além da reclamação pela forma como os árbitros conduziram o clássico, na opinião do técnico, contribuindo para o descontrole emocional dos atletas em campo, Dorival também ficou se mostrou muito irritado com uma jogada em que o zagueiro alviverde Jackson teria desferido uma cotovelada em Ricardo Oliveira.

“Os dois árbitros estavam bem atrás da linha da bola. Impossível que não tenham visto. Gosto muito do Marcelo (Aparecido, que estava como quarto árbitro ainda), muito competente, muito sério, mas a jogada foi muito nítida. Houve um favorecimento do Palmeiras, era jogada para desclassificação do Jackson”, afirmou o comandante alvinegro.

Análise
Falando sobre o jogo, Dorival Júnior viu um confronto de poupa técnica, mas elogiou a postura do seu time dentro das circunstâncias.

“Uma disputa muito grande, perde e ganha, jogo truncado, amarrado, mas fizemos uma grande partida, uma vantagem importante para uma partida de 180 minutos”, comentou, antes de explicar a entrada de Nilson já nos minutos finais. “É lógico, você está buscando. O Palmeiras perdeu um homem, tentei de todas as formas, até o último momento. Tivemos a chance do segundo gol, ele não foi feliz na conclusão, uma pena”, completou, lembrando do lance inacreditável desperdiçado pelo centroavante, que antecedeu o apito final.

Quando questionado sobre se o jogo poderia tomar outro rumo, caso Gabriel convertesse o pênalti logo aos cinco minutos do primeiro tempo, Dorival Júnior refutou analisar uma situação que não se concretizou.

“Muito difícil analisar em cima de hipótese, mas acho que dificilmente o Palmeiras mudaria o jeito de atuar, assim como o Santos não mudaria se tivesse feito o gol. É circunstancial, é muito difícil, mas não acho que o Palmeiras não teria mudado, porque se prepararam para uma partida como essa”, ponderou.

Placar magro ofusca massacre do Peixe nas estatísticas da 1ª final

Os primeiros 90 minutos da decisão da Copa do Brasil já se foram. Em partida marcada por lances fortes, discussões e poucas jogadas vistosas em uma partida de futebol, o Santos abriu vantagem ao decretar o placar de 1 a 0 na Vila Belmiro. O resultado, porém, não diz muito o que foi o clássico da noite desta quarta. O time de Dorival Júnior ditou o ritmo do jogo o tempo inteiro, criou chances claras de gol e fez de Fernando Prass, goleiro palmeirense, o jogador com atuação mais destacada no confronto.

Para começar, o Peixe teve o controle das ações por ter obtido a posse da bola em 57% do tempo. Já o alviverde da Capital mais uma vez abusou dos ‘chutões’. Aliás, neste quesito a equipe de Marcelo Oliveira foi superior, e com sobras. Foram expressivos 55 lançamentos durante o jogo, sendo que 39 não terminaram nos pés dos jogadores palmeirenses ou deram sequência nas jogadas. Neste ponto, o Santos tentou menos, mas também errou a maioria. Foram apenas seis lançamentos certos e 22 equivocados.

Mas, o ponto que o torcedor santista deve estar se lamentando até agora é o fundamento de finalização. O time de Dorival Júnior concluiu em gol 17 vezes. Dez acertaram o alvo para apenas um gol marcado. Três destes lances são os mais emblemáticos da final: a cobrança de pênalti de Gabriel, que explodiu na trave; a defesa de Fernando Prass com os pés, após o mesmo Gabriel ficar livre, cara a cara com o goleiro; e a conclusão para fora de Nilson, já aos 50 minutos do segundo tempo, sem goleiro, de dentro da pequena área. Por outro lado, o Palmeiras conseguiu a proeza de chutar apenas cinco bolas a gol e errar o alvo em todas as tentativas.

A troca de passes também foi um ponto alto do Santos frente ao seu rival nesta decisão de Copa do Brasil. O alvinegro praiano acertou 297 vezes e errou 29, enquanto o Verdão conseguiu tocar a bola sem problemas apenas 185 vezes. Foram 33 passes errados dos jogadores palmeirenses.

Na questão da disciplina e dos escanteios, o Peixe também saiu ‘vencedor’. Foram nove corners contra três em seu campo de defesa. E apenas quatro cartões amarelos contra sete do Palmeiras, além de um cartão vermelho mostrado para o lateral Lucas, que está fora da segunda final, na próxima quarta-feira, no Allianz Parque.

Apesar disso, os santistas foram mais faltosos, com 29 interceptações ilegais, no critério da arbitragem, contra 17 do Palmeiras, que ainda realizou 16 desarmes corretos. Os jogadores do Peixe conseguiram 11 desarmes bem sucedidos.

Coritiba 1 x 0 Santos

Data: 22/11/2015, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: portões fechados devido a punição do STJD.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Luis Cáceres, Carlinhos e Walisson (C); Paulo Ricardo, Neto Berola e Ledesma (S).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gol: Henrique Almeida (12-2).

CORITIBA
Wilson; Leandro Silva, Walisson, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Luis Cáceres (Guilherme Parede), Thiago Lopes e Juan; Kleber (Ícaro) e Henrique Almeida.
Técnico: Pachequinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho; Ledesma, Leandrinho, Serginho (Neto Berola) e Lucas Lima (Léo Cittadini); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Com time reserva, Peixe perde para o Coritiba e vê G4 mais longe

O Santos perdeu uma grande oportunidade de voltar ao G4 do Campeonato Brasileiro neste domingo. Depois de assistir o São Paulo ser goleado pelo Corinthians, o Peixe tinha a chance de recuperar seu posto diante do Coritiba. Mas, com todos os titulares de linha, com exceção de Lucas Lima, poupados, o Peixe não teve forças mais uma vez como visitante. Apesar de jogar com os portões do Estádio Couto Pereira fechados, em função de uma punição imposta pelo STJD, a equipe Coxa-Branca venceu a segunda partida seguida e deixou a zona de rebaixamento graças a derrota do Avaí para o Fluminense no mesmo horário.

O único gol do jogo foi marcado pelo artilheiro do time paranaense. Henrique Almeida foi às redes aos 12 minutos do segundo tempo, após linda jogada individual de Thiago Lopes. Com isso, o Coxa chegou aos 40 pontos e subiu para a 15ª colocação. Já o Santos estacionou nos 55 pontos, agora na 6ª posição, sendo ultrapassado pelo Inter, que venceu o Grêmio e alcançou os mesmos 56 pontos do São Paulo, que permanece no G4 após a 36ª rodada.

Agora, o Santos ‘vira a chave’ e passa a pensar exclusivamente na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o alvinegro praiano recebe o Palmeiras às 22 horas, na Vila Belmiro, para o primeiro duelo da grande final da competição por mata-mata, que além do título, pode render a tão sonhada vaga na próxima Libertadores. Pelo Brasileirão, o Peixe visita o Vasco no domingo, às 17 horas, em jogo marcado para São Januário.

Já o Coritiba terá a semana inteira para recuperar seus atletas e se preparar para mais uma decisão na luta contra o descenso. A equipe paranaense visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18 horas do domingo. Como o Verdão é justamente o adversário do Peixe nas finais da Copa do Brasil, é grande a chance do Coxa novamente enfrentar uma equipe formada por jogadores reservas, pois três dias depois acontecerá o segundo e decisivo clássico paulista.

O jogo

Antes mesmo da bola rolar, Dorival Júnior explicou a opção de escalar um time repleto de reservas em uma partida tão importante para o time no Campeonato Brasileiro. “Nós jogamos com um campo ruim na quinta, fatalmente teremos o mesmo gramado na quarta. Ontem, alguns jogadores me colocaram essa situação, de que estão sentindo. O Palmeiras jogou ontem (sábado). Então, não tive dúvidas (para poupar). É mais do que bom senso e tínhamos que tomar essa decisão em um momento decisivo”, disse o treinador, já ciente de que seu concorrente direto, o São Paulo, havia levado uma goleada do Corinthians e não poderia mais pontuar na rodada.

Mas, o jogo foi quem acabou pagando caro por isso nos primeiros 45 minutos. O Peixe até ditou o ritmo do confronto com o desesperado Corinthians. Os paranaenses, sem poder contar com a força de sua torcida em função de uma punição imposta pelo STJD, passou quase todo o tempo marcando atrás da linha da bola, claramente preocupado em não sair atrás no placar.

Mesmo assim, as duas melhores chances de gol no jogo foram do Coxa. Primeiro, logo aos cinco minutos, quando Henrique Almeida recebeu cruzamento de Carlinhos e bateu de primeira. A bola assustou Vanderlei, mas saiu à direita no goleiro santista.

A outra oportunidade aconteceu só aos 35. Kléber recebeu na entrada da área, de costas para o gol e só rolou para Cáceres, que bateu forte. A bola desviou em Ledesma e fugiu do alcance do camisa 1 alvinegro, que só pôde torcer antes de ver a bola raspar sua trave esquerda.

Lucas Lima, o único titular de linha do Peixe em campo, foi o destaque da equipe. O meia sofreu com a forte marcação, porém, mesmo assim, participou das poucas jogadas que o time criou. Geuvânio também tentou algumas jogadas ao seu estilo, mas, sem sucesso. Para piorar, a chuva arreou forte e dificultou o toque de bola dos santistas em um campo muito molhado.

“O campo é bom, mas está encharcado, choveu muito. Temos que ficar espertos porque pode ser um jogo perigoso. Já estávamos esperando”, comentou o camisa 20 do Santos.

Para a segunda etapa, o Coritiba voltou diferente. Na escalação e na postura. O técnico Pachequinho resolveu se arriscar e colocou o atacante Guilherme Parede no lugar do meio-campista Cáceres. E o time entendeu o recado, partindo para cima do Santos assim que o árbitro reiniciou o confronto no Couto Pereira.

Vanderlei precisou trabalhar em uma tentativa de pressão dos donos da casa, que abusaram das bolas aéreas. Na sequência, ainda aos 3 minutos, Thiago Lopes soltou a bomba de longe e obrigou o goleiro santista a espalmar para longe.

A resposta do Peixe veio aos 8 minutos. Sem conseguir entrar na fechada defesa do Coritiba, Neto Berola também arriscou de fora da área. A bola passou perto, mas o goleiro Wilson só acompanhou a saída da bola.

O jogo ganhou velocidade. Com as duas equipes precisando da vitória e a clara falta de entrosamento do Peixe, a partida ficou aberta, com seguidos contra-ataques. E em uma saída de bola errada dos paulistas, Henrique Almeida quase abriu o placar, mas novamente Vanderlei evitou o gol.

E o gol que estava ficando maduro acabou saindo aos 12 minutos. Thiago Lopes fez jogada individual e entrou no meio da zaga santista. Antes de ser barrado, o jogador encontrou Henrique Almeida livre, quase dentro da pequena área. O centroavante não perdoou e, de perna esquerda, deslocou Vanderlei para abrir o placar e marcar seu 11º gol neste Brasileirão, retificando a posição de artilheiro isolado do Coxa na competição.

O gol deixou o jogo imprevisível. O Santos partiu para o ataque e voltou a assustar em nova finalização de longe. Mas os espaços entre a defesa e o ataque só aumentaram e a defesa do Peixe passou a ter de segurar a equipe Coxa-Branca praticamente no ‘mano a mano’ em todas as jogadas.

Nos minutos finais, o Santos pressionou, chegou a acertar a trave em cabeada de Nilson e viu Wilson salvar o Coxa em duas oportunidades. Desta forma, o árbitro encerrou o jogo e a festa foi mesmo dos donos da casa, que comemoraram muito a saída da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Santos viu o G4 ficar mais longe e caiu para 6º.

Dorival revela pedido de titulares e não joga a toalha na briga pelo G4

O Santos entrou em campo neste domingo ciente dos resultados de seus concorrentes na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. A derrota do São Paulo deu ao Peixe a chance de retomar seu posto e, consequentemente, deixar o Internacional, que bateu o Grêmio, para trás. Porém, Dorival mandou a campo uma equipe toda reserva, a exceção do goleiro Vanderlei e o meia Lucas Lima. No final, a derrota de 1 a 0 não só evitou que o time entrasse no G4 novamente, como também o fez cair para a 6ª colocação. Por isso, o técnico do Santos teve de explicar sua escolha em Curitiba.

“Com as chuvas que têm caído em Curitiba, seria impossível jogar com a equipe titular. Ontem (sábado), ao fim do treino, os jogadores se reuniram e vieram em direção a nós (comissão técnica). Pediram para que nós modificássemos a equipe por não estarem recuperados. Natural, como teremos um jogo mais físico do que técnico na quarta, porque nosso gramado está muito complicado, eu não poderia tomar outra decisão”, afirmou o treinador.

Lucas Lima, que deixou o campo no segundo tempo depois de correr muito e até se destacar entre os santistas, refutou a possibilidade da pressão em cima do Peixe ter aumentado para as finais da Copa do Brasil depois do tropeço diante do Coxa.

“Não pressiona, não. Já há pressão natural. Estamos focados. O jogo é muito importante, principalmente jogando em casa. Nossa obrigação é essa mesmo e queremos muito ser campeões”, disse o meia.
Dorival inclusive falou sobre a escolha de escalar Lucas Lima entre os titulares e aproveitou para lamentar a lesão de Serginho, que o obrigou a mudar de estratégia ainda no primeiro tempo.

“O Lucas fez a saída para a Seleção Brasileira, atuou pouco, então, ele precisava de um pouco de trabalho. Já era definido que ele jogasse de 60 a 70 minutos, no máximo. Da mesma forma o Victor (Ferraz), já estava tudo programado. Não esperava ter perdido o Serginho naquele momento, tivemos que fazer uma alteração muito precoce e isso ai complicou um pouco daquilo que eu imaginava. Eu tive que inverter as alterações. E eu optei até em função do gol do Coritiba, por uma posição que resguardasse a gente para quarta-feira”, explicou, antes de defender a forma como armou sua equipe para o duelo deste domingo, no Couto Pereira.

“Custou o resultado? Olha, nós jogamos, criamos as melhores oportunidades, tivemos muita posse de bola, procuramos o jogo a todo momento. O Coritiba foi feliz, com dois ou três ataques que conseguiu encaixar e acabou fazendo o gol e nós não tivemos como recuperar”.
Por fim, Dorival Júnior concluiu que não errou em arriscar neste domingo com uma formação alternativa diante de uma equipe que entrou em campo para uma verdadeira final, já que luta contra o rebaixamento. Agora, mesmo faltando apenas duas rodadas, o treinador não joga a toalha.

“Hoje também era uma decisão. Tivemos que fazer uma opção, os próprios jogadores solicitaram. Jogamos quinta em campo sem condições, não recuperaríamos para o jogo de quarta. Então, acredito que a atitude foi correta. Vamos em busca (da vaga no G4) nesses dois jogos dificílimos, mas o Santos estará preparado. Vamos lutar até o último momento. Complicou? Sim, talvez. Não dependemos mais das nossas forças, mas acreditamos que podemos estar ali brigando pela quarta colocação”, encerrou o comandante santista.