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Santos 1 x 0 Chapecoense

Data: 19/07/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.533 pagantes
Renda: R$ 155.900,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO).
Cartões amarelos: Lucas Lima, Matheus Ribeiro, Vanderlei e Vecchio (S); Lucas Mineiro e Fabrício Bruno (C).
Gol: Vecchio (15-2).

SANTOS
Vanderlei; Matheus Ribeiro, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Yuri (Alison), Vecchio e Lucas Lima; Copete, Thiago Ribeiro e Kayke (Arthur Gomes).
Técnico: Levir Culpi

CHAPECOENSE
Jandrei; Apodi, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Diego Renan; Lucas Marques, Moisés Ribeiro, Lucas Mineiro (Lourency) e Seijas (Túlio de Melo); Arthur Caike (Wellington Paulista) e Luiz Antônio.
Técnico: Vinícius Eutrópio



Vecchio decide, Santos vence a Chape e segue entre os líderes do Brasileirão

Taffarel, preparador de goleiros da Seleção Brasileira, esteve na Vila Belmiro para acompanhar de perto Vanderlei, nesta quarta-feira. O campeão mundial de 1994 deve até ter se animado com o camisa 1, que fez boas defesas e não levou gols. Porém, quem roubou a cena foi Emiliano Vecchio. Surpresa no time titular de Levir, o meia marcou seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com a vitória, o alvinegro chegou aos 27 pontos e manteve-se na terceira colocação do torneio. Já a o Verdão do Oeste segue estacionada nos 18 e pode encostar na zona de rebaixamento até o final da rodada.

O jogo:

Com a entrada de Vecchio no lugar de Leandro Donizete, o técnico Levir Culpi tinha a intenção de fazer o Santos ser mais ofensivo na Vila. Porém, quem começou assustando foi a Chapecoense. Em menos de três minutos, o goleiro Vanderlei foi obrigado a defender chutes e Lucas Mineiro e Diego Renan.

O Peixe, por sua vez, mantinha a posse de bola, mas não conseguia chegar com qualidade do gol do Verdão do Oeste. Abusando dos lançamentos longos, alvinegro só tirou um ‘UH’ dos torcedores aos 27 minutos, quando Lucas Lima acertou lindo passe para Kayke. O atacante avançou, mas bateu muito mal com a perna esquerda e isolou a melhor chance santista em todo o primeiro tempo.

A boa oportunidade não fez a equipe de Levir se animar. Sentindo bastante a ausência de Bruno Henrique, suspenso pelo terceiro amarelo, o Santos seguiu apostando nas bolas longas e viu diversos impedimentos serem anotados na Vila, principalmente com Copete e Kayke.

Já a Chape parecia satisfeita com o empate e buscava chegar apenas em contra-ataques rápidos, porém, o time comandado por Vinícius Eutrópio só conseguiu assustar mesmo nas duas chances iniciais e a primeira etapa terminou em um fraco 0 a 0.

Após o intervalo, as duas equipes voltaram com o mesmo padrão, mas dando sustos maiores aos goleiros. Assim como na etapa inicial, a primeira chance foi da Chape. Logo aos dois minutos, Seijas soltou uma bomba da entrada da área e a bola explodiu no travessão.

Porém, o Santos voltou com mais gana de vencer e conseguiu furar o bloqueio do Verdão em várias oportunidades. De tanto martelar, o Peixe abriu o placar aos 15 minutos. Lucas Lima deu lindo passe para Vecchio dentro da área. O argentino driblou o goleiro Jandrei e, mesmo sem ângulo, bateu firme para colocar o alvinegro em vantagem no marcador. Após o gol, o argentino teve seu nome gritado por toda a torcida no estádio.

No decorrer da segunda etapa, a Chape se lançou ao ataque, mas parou em Vanderlei. O camisa 1 fez diversas defesas importantes, garantiu a vitória santista e deixou uma boa impressão em Taffarel.

Bastidores – Santos TV:

Vecchio vibra com vitória do Santos ‘na raça’ e diz: “Nem sei como fiz o gol”

Emiliano Vecchio passou por uma verdadeira reviravolta no Santos. Após ficar afastado por Dorival Júnior e quase ser emprestado pelo Peixe, o argentino ‘renasceu’ no clube com a chegada de Levir Culpi e marcou o gol da vitória santista sobre a Chapecoense, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar de comemorar bastante seu primeiro tento com a camisa do alvinegro, o meia precisará acompanhar o lance novamente pela TV para saber o que aconteceu. Afinal, Vecchio admitiu que não viu como a bola entrou na meta de Jandrei.

“Nem eu sei como fiz o gol (risos). Vi que o goleiro saiu e que não tinha passe. Como contra o Atlético-PR errei, hoje fui feliz. Para nós era um jogo muito importante para nos aproximar do Grêmio. A Chape é um grande time. Às vezes se ganha jogando bem, outras se ganha na raça”, vibrou o argentino na saída do gramado.

A escalação do meia foi uma surpresa de Levir no jogo desta quarta-feira. Com apenas 15 jogos com a camisa santista, Vecchio ganhou a chance como titular na vaga de Leandro Donizete, que foi mal contra o Vasco, no último final de semana, no Engenhão.

Eutrópio vê resultado injusto e Chape ofensiva na Vila Belmiro

A Chapecoense venceu apenas uma das últimas nove partidas que disputou. Após a derrota desta quarta-feira contra o Santos, na Vila Belmiro, o técnico Vinicius Eutrópio repetiu um discurso comum nos últimos jogos, e julgou que o resultado foi injusto.

“Jogar como jogamos com o Santos, acredito que o placar foi injusto pela postura que o time teve fora de casa e jogando de igual para igual criando as melhores oportunidades. Prova disso foi que o Vandelei foi aplaudido até depois que terminou o jogo. Eu fico esperançoso porque a gente mantém esse nível de um jogo bom no domingo passado, fizemos esse, é uma maratona, mas a gente está demonstrando que queremos mais no campeonato”, afirmou o treinador, antes de seguir sua análise.

“Vamos ficar batendo nisso porque o placar foi injusto por tudo o que fizemos, Vamos para casa chateados com o placar, mas ficamos esperançosos para que a equipe mantenha esse nível. É esse nível que temos que manter”, completou.

Apesar de duas chances claras criadas logo nos primeiros minutos, a Chapecoense passou a maior parte da partida apenas se defendendo. Para Eutrópio, porém, o Verdão teve uma formação ofensiva e o gol sofrido se deveu a um lance brilhante de Lucas Lima, que encontrou uma assistência para o argentino Vecchio.

“O time foi ofensivo. O que se pontua com os princípios de jogo e como se acha os espaços para concluir. Nós fizemos isso. Pode ser com três, pode ser com um, depende. O importante é o seu propósito e a estratégia de jogo. Hoje, por exemplo, funcionou muito bem. Tivemos mais chances que o Santos na casa do Santos. Os jogadores chegaram para reforçar mais e ajudar esse elenco que aqui já está”.

“É natural em algum momento do jogo o Lucas Lima achar um passe. O que tenho que pontuar mesmo é o nível de concentração que o time não estava tendo, tomando gols no final, gols bobos. Contra o Sport fizemos um jogo maravilhoso em 94 minutos e em dois minutos nos desconcentramos. Contra o São Paulo foi um jogo bem concentrado”, finalizou.


Vasco 0 x 0 Santos

Data: 16/07/2017, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, RJ.
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Público: portões fechados
Auxiliares: Helcio Araújo Neves e José Ricardo Guimarães Coimbra (ambos do PA).
Cartões amarelos: Rafael Marques, Wellingtone e Thalles (V); Leandro Donizete, Bruno Henrique e Daniel Guedes (S).
Cartão vermelho: Daniel Guedes (S).

VASCO
Martín Silva; Madson, Paulão, Rafael Marques e Ramon; Jean, Wellington (Bruno Paulista), Yago Pikachu (Guilherme Costa), Wagner e Nenê (Paulo Vitor); Thalles.
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
João Paulo; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Leandro Donizete (Alison), Yuri e Lucas Lima; Copete (Matheus Ribeiro), Bruno Henrique e Kayke (Vecchio).
Técnico: Levir Culpi



Sem torcida e com pouco futebol, Vasco e Santos não saem do zero

Quem comeu um belo almoço com a família neste domingo e decidiu assistir Vasco e Santos logo na sequência, fatalmente deve ter tirado alguns cochilos. Com o Engenhão vaziou após uma punição do STJD, Peixe e Cruz-Maltino judiaram da bola, principalmente no primeiro tempo, e não saíram do 0 a 0, em confronto válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Assim como o jogo, o empate foi ruim para as duas equipes. O Alvinegro Praiano chegou 24 pontos, seguiu na terceira colocação, mas não diminuiu a diferença para o líder Corinthians, que ficou no 2 a 2 com o Atlético-PR no último sábado e parou com 36. Já o Cruz-Maltino terminou com 20 pontos e não conseguiu encostar nas primeiras posições do torneio.

O jogo:

Atuar com estádio completamente vazio já é uma coisa que desanima os participantes de uma partida de futebol. Nitidamente influenciados pela ausência dos torcedores, Vasco e Santos fizeram um primeiro tempo sofrível no Engenhão.

O início de jogo foi tão fraco que a primeira oportunidade boa só aconteceu aos 15 minutos, quando Nenê cruzou na cabeça de Rafael Marques, que mandou por cima do gol do jovem João Paulo.

Porém, a chance perdida não ‘acordou’ nenhum dos times e o embate seguiu com pouca emoção. O Peixe, por sua vez, só assustou Martín Silva aos 28 minutos. Após belo lançamento de Lucas Lima, Kayke invadiu a área, mas chutou fraquinho e Paulão afastou com facilidade.

Já aos 36 minutos, Yago Pikachu cobrou a falta com categoria e a bola passou rente ao travessão, assustando os santistas e acabando com a fraquíssimo primeiro tempo no Nilton Santos.

Após o intervalo, o Vasco finalmente despertou e passou a pressionar um acuado Peixe. Logo aos cinco minutos, Nenê cruzou muito bem e Thalles cabeceou firme, porém, a redonda passou ao lado do gol de João Paulo e não entrou.

A pressão vascaína aumentou no decorrer da segunda etapa, ainda mais após a expulsão infantil de Daniel Guedes, aos 38 minutos do segundo tempo. Porém, o Cruz-Maltino não conseguiu furar a retranca santista e a partida terminou mesmo em um 0 a 0 horrível.

Levir lamenta ‘jogo sem graça’ e teme saída de mais jogadores do Santos

A venda de Thiago Maia ao Lille, da França, por R$ 51 milhões de reais, abalou o ambiente do Santos no último sábado. Após a transferência, o volante nem viajou com a delegação e ficou fora do empate em 0 a 0 contra o Vasco, neste domingo, no Engenhão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Após a igualdade com o time carioca, o técnico Levir Culpi afirmou que o Peixe tem condições de repor a saída do jovem de 20 anos, mas não descartou a possibilidade de perder mais jogadores para o futebol europeu.

“Não existe essa promessa (de não vender mais ninguém). Acho difícil alguém prometer. Chega o mercado europeu, com dinheiro… Se coloca no lugar do atleta, do clube e um dinheiro tão grande. Quase todos os clubes estão com problemas financeiras. Às vezes a venda equilibra. O Santos tem um elenco que pode se refazer com a venda de um ou outro jogador. É claro que se alguém vier pegar um jogador, que venha com dinheiro”, disse Levir Culpi em entrevista coletiva.

Já sobre o duelo contra o Cruz-Maltino, o comandante santista lamentou o fato do Engenhão estar fechado para a torcida após punição do STJD e também criticou a atuação dos dois times.

“Há muito tempo não participava de um jogo tão sem graça. Espero que as leis sejam cumpridas. Está difícil controlar as coisas. Quem errou tem que pagar. Mas o jogo hoje não teve graça nenhuma. O bom que nem a torcida do Vasco e nem a do Santos me xingou”, brincou o treinador.

Braz critica jogo do Santos sem torcida no Engenhão: “Uma várzea”

Atuar em um estádio completamente vazio é uma coisa que desanima os participantes de uma partida de futebol. Apesar do discurso inicial de que ‘não faz diferença’, os jogadores de Vasco e Santos sentiram bastante a ausência da torcida e fizeram um jogo sofrível no Engenhão, que fatalmente acabou empatado em 0 a 0 e não foi bom para nenhuma das equipes.

O zagueiro David Braz, que costuma ‘puxar’ a torcida do Peixe nas partidas disputadas na Vila Belmiro, lamentou o fato do estádio carioca estar completamente vazio e pediu um outro tipo de punição aos clubes.

“Isso é uma várzea. O que fizeram aqui (fechar os portões) estragou o espetáculo. Tem que dar outra multa.”, esbravejou o camisa 14 na saída do gramado.

A partida aconteceu sem a presença de torcedores após o clube carioca ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela briga ocorrida no clássico contra o Flamengo, em São Januário.


Atlético-MG 0 x 1 Santos

Data: 12/07/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 12.949
Renda: R$ 333.473,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Michael Correia (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Vecchio e Daniel Guedes (S).
Gols: Daniel Guedes (48-2).

ATLÉTICO-MG
Victor; Marcos Rocha, Gabriel, Bremer e Fábio Santos; Yago (Valdívia), Rafael Carioca, Elias, Cazares e Marlone (Robinho); Fred (Rafael Moura).
Técnico: Roger

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz, Jean Mota, Leandro Donizete (Alison), Thiago Maia, Vecchio, Thiago Ribeiro (Vladimir), Bruno Henrique, Kayke (Serginho).
Técnico: Levir Culpi



Nos acréscimos, Santos faz golaço de falta e bate o Galo em BH

O empate já não era um bom resultado para o Atlético. A derrota, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Independência, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, deve acarretar uma pesada crise, mais uma que Roger Machado terá de enfrentar no clube. Já Levir Culpi que não tem nada com isso, volta para São Paulo feliz da vida, com a permanência garantida no G4.

O Galo lutou bastante pelo resultado. Criou algumas chances, chegou com perigo em várias situações e teve um pênalti para conseguir fazer seu gol, mas nada disso foi possível. Os gritos ao término do jogo eram de “time sem vergonha”. O resultado é péssimo para o Atlético. A equipe que vinha em crescimento, fica na 10ª colocação, com 17 tentos somados. Já o Peixe alcança a vice-liderança, com 23 pontos.

O jogo

O duelo começou bastante animado na noite fria em Belo Horizonte. Com menos de cinco minutos, as duas equipes já tinham chegado com perigo contra as metas de Victor e Vanderlei.

Por jogar em casa, o Galo era mais forte em campo e tomava as principais ações. O Santos tinha a postura de se defender e depois sair em velocidade, aproveitando a capacidade de Thiago Maia e Bruno Henrique nas pontas.

Após os 10 minutos de jogo só deu Galo. O Santos se mostrava completamente recuado, esperando o contra-ataque enquanto o Atlético trocava passes na entrada da área santista tentando espaços.

O Galo, porém, não conseguia encontrar espaços para fazer seu gol. A melhor jogada atleticana aconteceu aos 25 minutos. Cazares recebeu a bola na área, encontrou Elias em ótimas condições que finalizou, mas parou em Vanderlei.

No contra-ataque, o Santos agrediu duramente o Atlético. Bruno Henrique recebeu na área, driblou Marcos Rocha e caiu na área. O árbitro Marcelo de Lima Henrique entendeu que o pênalti existiu e apontou a mão direita para a marca de penalidade. Na cobrança de Kayke, entretanto, Victor fez defesa firme e o empate seguiu.

O técnico Roger Machado reclamava bastante com o meia Cazares, pedindo mais profundidade do jogador, que ele ficasse mais aberto nas pontas. O Galo seguiu trocando passes em busca de espaços. O Peixe ainda com a estratégia do contra-ataque em velocidade. No fim do primeiro tempo, Bruno Henrique mandou uma bola na trave.

No finalzinho, o Galo teve uma chance de abrir o placar. Cazares saiu na frente e Leandro Donizete tropeçou no atleticano e o árbitro Marcelo de Lima Henrique entendeu que o pênalti existiu. Na cobrança, Fred mandou nas mãos de Vanderlei.

Na volta para a etapa final, o Santos voltou mais aberto, querendo atacar mais. Tanto que a primeira grande chance do segundo tempo foi de Kayke, mas Bremer ficou com a bola.

O Galo, quando atacava, ainda encontrava problemas, pois o Santos, nesta situação, se fechava. Ainda assim algumas chances foram criadas.

Mas a equipe da casa não conseguia abrir o placar. Por isso, Roger Machado mandou para o campo Robinho e Rafael Moura, na vaga de Marlone e Fred, nas mesmas posições, porém, jogadores descansados.

No finalzinho um banho de água fria. Em bela cobrança de falta, Daniel Guedes colocou no ângulo de Victor e saiu para o abraço.

Herói no Horto, Guedes desencanta e aproveita chance no Santos

Após quase sair do Santos no início do ano, Daniel Guedes vem recuperando seu espaço no clube. Com a saída de Dorival Júnior, o lateral-direito voltou a ser relacionado, ‘tomou’ de Matheus Ribeiro o posto de primeiro reserva e vem dando conta do recado quando é solicitado pelo técnico Levir Culpi.

Na noite desta quarta-feira, o jovem de 23 anos foi decisivo. Quando o duelo contra o Atlético-MG caminhava para o 0 a 0, Guedes acertou linda cobrança de falta e garantiu a vitória do Peixe no estádio Independência, em Belo Horizonte, em confronto válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O tento foi o primeiro do atleta como profissional.

“Há muito tempo vinha pedindo a Deus para ter oportunidades, e hoje fiz o gol da vitória. É uma coisa que eu vinha buscando. Sabíamos que jogar aqui no Horto é muito difícil, eles colocam muita pressão. Sabíamos que tínhamos que fazer os gols nas poucas oportunidades que aparecessem. Perdemos algumas, mas fui feliz. Porém, a vitória é mais importante”, vibrou Daniel Guedes na saída do gramado.

O lateral-direito assumiu a titularidade contra o Galo após Victor Ferraz sentir dores no joelho e ser cortado pelo departamento médico. Caso o titular não esteja liberado nos próximos dias, Guedes seguirá no time contra o Vasco, no domingo, às 16h (de Brasília), no estádio Nilton Santos.

Levir ainda vê Santos ‘precisando melhorar’, mas diz: “Uma vitória dessas une”

Santos e Atlético-MG fizeram um jogo aberto no estádio Independência, nesta quarta-feira, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. As duas equipes criaram oportunidades e chegaram até a perder pênaltis (Fred parou em Vanderlei e Kayke não venceu Victor). Porém, quando a partida caminhava para o 0 a 0, Daniel Guedes acertou linda cobrança de falta e garantiu a vitória do Peixe no Horto.

O técnico Levir Culpi fez questão de elogiar o futebol apresentado pelos dois clubes em Belo Horizonte, lamentou o gol solitário e também reafirmou que o alvinegro ainda não está no ponto ideal.

“Foi um jogo muito aberto, com muitas possibilidades de gols.Vi duas equipes que jogam buscando a vitória. O Atlético tem um timaço. Nós fomos felizes na hora de botar a bola para dentro. A partida merecia um 4 a 3, pena que foi só 1 a 0. Os jogadores chegaram exaustos nos vestiários e isso é bom”.

“Uma vitória dessas une. A vitória tem efeito na questão emocional, assim como a derrota. Já vi vários times que nascem na vitória e vão embora (decolam). Vivemos muito em cima do emocional. Acho perfeitamente possível (deslanchar). Precisamos melhorar um pouco para ser campeão”, explicou o comandante santista.




Santos 3 x 2 São Paulo

Data: 09/07/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.322 pagantes
Renda: R$ 422.935,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Copete, David Braz e Lucas Lima (S); Lucas Pratto, Lucas Fernandes e Júnior Tavares (SP).
Gols: Copete (43-1); Copete (08-2), Copete (21-2), Shaylon (30-2) e Robert Arboleda (41-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Thiago Maia, Renato (Leandro Donizete) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Arthur Gomes), Copete (Vladimir Hernández) e Kayke.
Técnico: Levir Culpi

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Buffarini (Wesley), Arboleda, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Petros e Jonatan Gomez; Marcinho (Shaylon), Lucas Pratto e Denilson (Lucas Fernandes).
Técnico: Pintado (interino)



Com três de Copete, Santos entra no G4 e São Paulo vira vice-lanterna

Em clássico de dois times em lados opostos na tabela, o Santos se saiu melhor que o São Paulo, que chegou ao sétimo jogo seguido sem vitórias – cinco derrotas e dois empates. Na noite deste domingo, o time alvinegro fez valer o apoio da Vila Belmiro para vencer por 3 a 2 e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, mantendo o Tricolor na famigerada zona do rebaixamento.

Com três gols do colombiano Jonathan Copete, o Santos ultrapassou o Palmeiras e assumiu o quarto lugar, com 20 pontos ganhos. Já o São Paulo, que teve seus tentos anotados por Shaylon e pelo estreante Arboleda, perdeu duas posições e caiu para o 19º e penúltimo lugar, com míseros 11 pontos.

O jogo

Pressionando a saída de bola adversária, o Santos começou melhor e teve duas chances de abrir o placar logo aos nove minutos. Primeiro, Lucas Lima recebeu na esquerda e cruzou rasteiro para Thiago Maia chutar. A bola desviou e saiu em escanteio. Na cobrança, Lucas Veríssimo subiu sozinho e testou perigosamente, mas acima do gol de Renan Ribeiro.

Ligeiramente melhor na partida, o Santos desperdiçou, aos 37 minutos, uma chance incrível abrir 1 a 0: após boa trama de Lucas Lima e Thiago Maia na esquerda, a bola sobrou para Copete, livre na pequena área, isolar por cima do gol. O Tricolor respondeu pouco depois, com Denilson, que cortou o zagueiro na esquerda e arriscou de longe, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Seis minutos depois, o atacante colombiano se redimiu diante da torcida alvinegra. Pela direita, Copete iniciou a jogada e passou para Kayke, que chutou de fora da área. A bola saiu sem tanta força, mas Renan Ribeiro espalmou para frente e o camisa 36 só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol, levando o Peixe em vantagem para o segundo tempo.

O Santos voltou para a etapa final em cima e não demorou a marcar o segundo gol. Aos oito minutos, em rápido contra-ataque, Thiago Ribeiro roubou a bola no campo de defesa, Thiago Maia driblou o marcador e passou para Kayke, que cruzou na medida para Copete, em grande noite, testar no contrapé de Renan Ribeiro, anotando o seu segundo tento no San-São.

Buscando reagir na partida, o São Paulo adiantou a marcação e esboçou uma pressão sobre o time da casa, mas continuou errando no último passe. E quem fez o terceiro gol da noite foi mais uma vez Copete. Após fazer ótima jogada individual na esquerda, Jean Mota cruzou para o colombiano, que bateu com uma espécie de voleio, sem chances para o arqueiro tricolor.

Logo em seguida, o time do Morumbi teve a oportunidade que queria para voltar para o jogo. Em jogada individual, Pratto invadiu a área e sofreu falta de David Braz. Na cobrança, o próprio argentino bateu, deslocou Vanderlei, mas mandou na trave esquerda. Cinco minutos depois, aos 30, o São Paulo finalmente diminuiu graças a dois jogadores que haviam acabado de entrar. Lucas Fernandes recebeu na esquerda e chutou forte. No rebote de Vanderlei, Shaylou tocou para a rede.

No apagar das luzes, aos 41 minutos, a bola ficou respingando na área do Santos após cobrança de falta e caiu nos pés de Arboleda, que fuzilou no ângulo esquerdo de Vanderlei. Os jogadores alvinegros reclamaram bastante de toque na mão de Petros, mas o juiz validou o gol que não evitou a derrota tricolor.

Bastidores – Santos TV:

Com queimadura na barriga, Copete celebra “noite dos sonhos” na Vila

O Santos teve no colombiano Jonathan Copete a sua grande figura na noite deste domingo, no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. Autor dos três gols na vitória por 3 a 2 do Peixe, um no primeiro e dois no segundo tempo, o jogador fez questão de mostrar uma queimadura na barriga, sofrida em um acidente doméstico, mostrando que jogava sem as melhores condições.

“Estou machucado, mas queria jogar, fazer as coisas bem. Agora é descansar”, disse o jogador, que explicou ter se lesionado ao cozinhar dentro de casa, com uma panela de pressão. “Foi um acidente que eu sofri, mas é algo que eu tenho que superar para jogar”, continuou.

A “revelação” do machucado foi na celebração do primeiro tento, quando tirou a camisa do Santos e uma segunda pele branca, que estava manchada de sangue. Ao levantar a vestimenta, mostrou uma grande marca de queimadura.

“A oportunidade foi muito boa de marcar três gols, o mais importante é que o time lutou até o final e conseguiu essa vitória”, explicou o atleta, bastante exaltado até pelos companheiros ao conseguir ser tão importante mesmo com os claros impeditivos no seu corpo.

“Foi a noite dele, tem nem o que falar, jogador que nos ajuda bastante, muito feliz por ele. Não falou para ninguém do machucado, jogou os dois jogos, a gente vê a raça e a disposição dele nessas horas”, concluiu.

Levir elogia clássico, vê vitória justa e diz que o Peixe vai melhorar

O técnico Levir Culpi deixou o gramado da Vila Belmiro contente com a vitória do Santos por 3 a 2 sobre o São Paulo, na noite deste domingo, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sorridente ao comentar o “justo” triunfo, na sua opinião, ele reconheceu, porém, que a equipe podia ter uma atitude melhor ao abrir três gols de vantagem frente a um rival.

“Jogo muito equilibrado, um meio campo com muito combate. Foi muito bacana de assistir. Sofremos um pouco por alguns erros que cometemos. São Paulo também. Mas o time fica ligado e agora joga todo para cima”, comentou o treinador, pedindo uma atuação mais linear dos seus comandados.

“Falta estabilidade nos 90 minutos. Eu acho que é o entendimento dos jogadores na questão tática. Precisamos chamar o torcedor e ter mais vibração. O Santos terá muita disputa. No conjunto podemos crescer tecnicamente e taticamente. Estamos estudando com vídeos e conhecendo um pouco de cada um. Temos tudo para crescer”, observou Levir.

Outro ponto que mereceu atenção de Levir foi o público de 10.322 torcedores que esteve nas arquibancadas da Vila. Triste por achar que o embate merecia mais pessoas no estádio, ele reconheceu que, talvez, o maior culpado seja o próprio Peixe.

“Acho pouca gente para um jogo dessa magnitude. É clássico. Talvez tenha sido problema com o time. Talvez o time não esteja jogando dentro do que a torcida espero. Mas sei que os jogadores se sentem muito melhor com a presença do torcedor. Com o torcedor causa pressão. A conta não fechou direito, mas apesar do pouco tempo, acho que é questão de chamar o torcedor e mostrar que queremos resultados”, disse, confiante na boa influência dos santistas sobre o elenco.

“A torcida tem uma força extra e pode levar o time à vitória. É muito importante e não tem graça jogar clássico com pouca torcida. Espero estarmos juntos. A caminhada é difícil e sem a torcida até podemos ganhar, mas não tem graça”, concluiu Levir.

Lucas Lima e Copete levam terceiro cartão e não encaram o Atlético-MG

O Santos celebrou uma vitória por 3 a 2 sobre o São Paulo na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas já sabe que não poderá com dois importantes figuras no meio de semana. Por terem levado o terceiro cartão amarelo, o colombiano Jonathan Copete e o meia Lucas Lima não poderão enfrentar o Atlético-MG, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Independência.

O primeiro amarelado foi o artilheiro do clássico, com três gols, justamente na celebração do seu primeiro tento. Incomodado com uma queimadura grande na sua barriga, Copete fez questão de tirar sua camisa e uma segunda pele branca, com manchas de sangue, para mostrar o machucado com o qual tinha de lidar enquanto jogava.

Lucas, por sua vez, acabou sendo advertido já no segundo tempo, ao fazer falta no zagueiro equatoriano Arboleda, em dividida que estava claramente mais para o defensor do que para ele, no campo de ataque. Questionado sobre o assunto, o técnico Levir Culpi lamentou as baixas.

“Estou feliz com algumas coisas que ele está fazendo e triste com algumas coisas que ele está fazendo. Tirar a camisa é uma delas”, disse o treinador com relação a Copete. “Ele é especial, tem qualidades diferentes. É um cara que joga bem na bola aérea. É um cara muito interessante”, concluiu o comandante.

Sem os dois, Levir terá dois dias de treinamento para definir os jogadores que irá utilizar em Belo Horizonte. A expectativa, porém, é que o atacante Bruno Henrique, cortado do clássico, retorne à formação inicial frente aos atleticanos.

Pintado divide culpa por crise e crê em reação de Cueva com Dorival

A crise está, definitivamente, instalada no Morumbi. Com a derrota por 3 a 2 para o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, o São Paulo caiu para a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com meros 11 pontos, e chegou ao sétimo jogo seguido sem vitórias. Para Pintado, que comandou o time de forma interina no clássico, a responsabilidade pela má fase do clube tem que ser compartilhada com todos.

A declaração do auxiliar, dada após a partida, contradiz o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que afirmou na última terça-feira, um dia depois da demissão de Rogério Ceni, que a diretoria não tinha responsabilidade pelo mau momento da equipe.

“O presidente é a autoridade máxima do clube. Todos nós temos responsabilidade aqui dentro, ninguém pode fugir, escapar ou se esconder. Não dá para carregar em uma pessoa só. Todos nós temos de carregar porque todos estamos trabalhando, estamos incomodados e queremos sair dessa situação. E vamos sair. Não precisamos criar mais problemas, precisamos sair dessa situação e a solução é no campo”, bradou Pintado, no gramado do estádio santista.

Indagado sobre os motivos pelos quais nem sequer relacionou Cueva para o San-São, Pintado disse que tomou a decisão de forma unilateral, com o respaldo da diretoria, que estaria à espera de uma oferta da Turquia pelo peruano. “Foi uma decisão técnica, uma decisão minha. Ele não iria iniciar a partida”, garantiu.

Assegurou ainda não haver problemas entre ele e Cueva, apostando em uma reação do camisa 10 sob o comando de Dorival Júnior, que assumirá a equipe nesta segunda-feira. “Ninguém dentro do São Paulo tem melhor relacionamento com ele do que eu. A gente se conhece desde o México, sempre conversamos. É óbvio que, quando o conjunto tem dificuldade, o jogador que é responsável por criar, ser o melhor e aparecer também tem dificuldade. Com certeza, ele terá uma reação, se quiser, para crescer junto, porque o São Paulo vai reagir”, afirmou.

“O Dorival conhece muito bem a qualidade dele, o que ele pode dar ao São Paulo. Vamos fazer tudo juntos, o time não pode depender só de um, dois ou três. O São Paulo precisa reagir junto. Dois não podem carregar dez, mas dez podem carregar dois ou três. Isso que é importante”, exclamou.

Sobre a indefinição na escalação de Rodrigo Caio, o auxiliar da comissão técnica fixa garantiu que isso não pesou no rendimento da equipe na Vila Belmiro. O zagueiro, que tem uma proposta de 18 milhões de euros (R$ 67,8 milhões) do Zenit, da Rússia, não desceu a serra com a delegação tricolor no último sábado. Neste domingo, porém, se junto ao grupo, já que os europeus ainda não se definiram em relação ao pagamento, que deve acontecer nesta semana.

“Não me atrapalhou porque trabalhamos com e sem o Rodrigo. Em nenhum momento foi descartado, tanto que treinou normalmente. Quando foi liberado para jogar, se incorporou normalmente”, encerrou.

No 19º e penúltimo lugar do Brasileiro, o São Paulo volta a campo nesta quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o lanterna Atlético-GO, no Morumbi. Será a estreia de Dorival Júnior, que será apresentado nesta segunda-feira, às 12h30, no CCT da Barra Funda.




Atlético-PR 2 x 3 Santos

Data: 05/07/2017, quarta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Vila Capanema, em Curitiba, PR.
Público: 13.770 pagantes
Renda: R$ 243.395,00
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Auxiliares: Marcelo Barraza e Claudio Rios (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Otávio, Thiago Heleno (A).
Gols: Nikão (06-1), Kayke (25-1); Bruno Henrique (11-2), Kayke (22-2) e Ederson (26-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Cascardo, Thiago Heleno, Paulo André e Sidcley; Otávio, Lucho Gonzalez (Pablo), Rosseto (Gefita), Coutinho (Carlos Alberto); Nikão e Ederson.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Vecchio); Copete, Bruno Henrique e Kayke (Fabián Noguera).
Técnico: Levir Culpi



De virada, Peixe bate o Furacão e consegue vantagem para volta

Em uma partida repleta de alternativas na Vila Capanema, em Curitiba, o Santos venceu o Atlético Paranaense por 3 a 2, pelo primeiro encontro valendo pelas oitavas de final da Libertadores da América. Com o resultado, a equipe alvinegra vai levar para a casa a vantagem de poder garantir a vaga para a sequência da competição mesmo com um empate.

O Furacão começou embalado e, aos seis minutos, Nikao aproveitou cruzamento para estufar a rede e abrir o placar. O Peixe chegou ao empate aos 25 minutos, com Kayke tocando por cima de Weverton. A virada veio na segunda etapa, com Bruno Henrique, aos 11 minutos, Kayke, com um golaço, aumentou a vantagem e Ederson descontou para o Rubro-Negro.

As equipes se encontram novamente para o jogo de volta no dia 10 de agosto, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos.

O jogo

O Furacão começou a partida pressionando, sufocando o Peixe. Aos dois minutos, Ederson fez a jogada individual e cruzou, mas ninguém conseguiu alcançar. A pressão deu resultado aos seis minutos, depois que Sidcley chegou pela lateral e cruzou rasteiro para Lucho, que furou, mas contou com a chegada de Nikão, que bateu de primeira e abriu contagem.

O gol animou ainda mais o torcedor, que empurrou o time para chegar perto do segundo, aos oito minutos, com Thiago Heleno subindo para testar por cima da meta de Vanderlei. A marcação rubro-negra estava adiantada, acuando o Santos. Aos 16 minutos, a primeira chegada de perigo da equipe alvinegra, com Kayke cabeceando para o meio da área e Bruno Henrique errando a finalização.

O Peixe equilibrou as ações e, aos 25 minutos, Jean Mota iniciou a jogada, trabalhando com Lucas Lima, que lançou Kayke. O atacante invadiu a área e tocou por cima de Weverton para deixar tudo igual. O jogo mudou depois do empate, ficando mais restrito ao meio-campo. Aos 32 minutos, Lucho recebeu na área foi travado e ficou pedindo pênalti, sem ser atendido. Aos 35 minutos, Vanderlei trabalhou bem ao parar cruzamento errado de Otávio. Furacão no ataque, aos 44 minutos, mas o chute de Lucho parou na trave após desvio de Vanderlei.

Para a segunda etapa, as equipes voltaram sem modificações. Logo no primeiro minuto, Rosseto perdeu a bola para Thiago Maia, que encontrou Kayke que, sozinho, parou na defesa de Weverton. A resposta veio aos cinco minutos, em contra-ataque com Douglas Coutinho, que bateu cruzado, para fora. Porém, aos 11 minutos, Victor Ferraz fez a jogada, Weverton não agarrou o chute e Bruno Henrique, em cima da linha, empurrou para a rede para decretar a virada.

O Atlético voltou a pedir pênalti, aos 19 minutos, depois que Carlos Alberto fez fila e foi tocado por Jean Motta. O jogo seguiu. A partida voltou a ficar pegada e equilibrada. Até que, aos 22 minutos, Kayke recebeu cruzamento rasteiro e de letra apareceu para desviar e marcar um golaço na Vila. A torcida atleticana, mostrando irritação, começou a pedir a queda de Eduardo Baptista.

Porém, era um confronto com muitas alternativas e, aos 26 minutos, Sidcley cruzou, Rosseto escorou e Ederson apareceu para desviar e descontar para o Rubro-Negro. Aos 31 minutos, Lucas Lima cobrou falta, a defesa afastou e, na sobra, Bruno Henrique chutou cruzado em cima da zaga. Aos 38 minutos, Bruno Henrique invadiu a área, fez a fila e chutou pela linha de fundo. O Atlético estava aberto, mas não conseguia forçar, facilitando o trabalho do Peixe, que segurou a vantagem para a volta.

Kayke valoriza jogo ‘sábio’ do Santos e torce por dupla com Oliveira

A ‘decisão’ contra o Atlético-PR começou da pior maneira possível para os santistas. Antes mesmo dos 10 minutos de jogo, o Furacão já vencia por 1 a 0, na Vila Capanema. Porém, mesmo com a desvantagem no placar, o Santos soube manter a tranquilidade e buscou a virada por 3 a 2, nesta quarta-feira, no confronto de ida das oitavas de final da Libertadores.

E o triunfo no Paraná só foi possível graças a Kayke. Oportunista, o atacante marcou duas vezes, sendo que o último foi um golaço de letra. Porém, mesmo após a bela apresentação, o camisa 11 preferiu valorizar a partida inteligente do alvinegro.

“É um recurso (gol de letra). O Bruno Henrique foi feliz no drible. Vimos o gol rapidinho no vestiário após o jogo e fico feliz por ser auxiliado pelo Bruno, Copete, Lucas Lima. Fica mais fácil com eles. Temos que dar valor ao nosso jogo. Jogamos de forma sábia e saímos daqui com o que esperávamos”, explicou Kayke.

Vale lembrar que o camisa 11 só assumiu a titularidade do Peixe após problemas de Ricardo Oliveira. O centroavante sentiu contusão no tornozelo depois do clássico contra o Corinthians, no dia de 3 de junho. Além disso, ele também foi acometido com uma pneumonia.

Porém, o camisa 9 já está recuperado e voltou a treinar no CT Rei Pelé. Aproveitando a boa fase, Kayke não se intimida com o retorno de Oliveira e até projeta uma dupla de ataque com o capitão do santista. “Estou esperando pelo retorno do Ricardo. É um grande jogador e meu amigo. Já já ele voltará e podemos tranquilamente jogar juntos também”, disse.

Com a vitória, o Santos leva uma imensa vantagem para o jogo de volta. Agora, o Peixe pode até ser derrotado por 1 a 0 ou 2 a 1, na Vila Belmiro, no próximo dia 10 de agosto, que consegue a classificação para as quartas de final da Libertadores.

“Temos que esquecer a vantagem. Atlético-PR pode reverter, mas não podemos deixar. Ainda não passamos de fase”, concluiu Kayke.

‘Dono do jogo’, Lucas Lima valoriza dedicação do Santos: “Honramos”

Lucas Lima foi o ‘dono’ da partida entre Santos e Atlético-PR, nesta quarta-feira, na Vila Capanema. Inspirado, o camisa 10 chamou a responsabilidade, colocou a bola no chão e conduziu o Peixe na virada por 3 a 2 sobre o Furacão, no confronto de ida das oitavas de final da Libertadores.

O meia, inclusive, foi eleito o melhor em campo pelos organizadores da competição. Porém, mesmo assim, Lucas Lima acabou sendo substituído por Emiliano Vecchio aos 42 minutos do segundo tempo. Incomodado com a saída, ele chegou a reclamar com a comissão técnica, mas negou qualquer atrito com Levir Culpi e exaltou a raça dos santistas no Paraná.

“Foi mais uma situação que nossa defesa estava pedindo um volante para proteger mais o setor, foi só no calor da partida mesmo. O mais importante foi o empenho e a dedicação da nossa equipe, honramos aí com o apoio da nossa torcida maravilhosa e conseguimos um grande resultado”, disse o meia na saída do gramado.