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Santos 1 x 0 Corinthians

Data: 13/10/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro (Copa do Brasil) – 29ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 26.428 pessoas (24.123 pagantes e 2.305 não pagantes).
Renda: R$ 778.974,50
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Auxiliares: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE).
Cartões amarelos: Gabriel, Gustavo Henrique, Derlis González (S); Emerson Sheik e Gabriel (C).
Gols: Gabriel (21-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri (Renato); Arthur Gomes (Derlis González), Carlos Sánchez (Eduardo Sasha), Diego Pituca e Bruno Henrique; Gabriel.
Técnico: Cuca

CORINTHIANS
Walter; Léo Santos (Thiaguinho), Pedro Henrique, Marllon e Carlos Augusto; Gabriel e Douglas; Pedrinho, Mateus Vital (Clayson) e Emerson Sheik (Danilo); Jonathas.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca e Santos vence o Corinthians no clássico do Pacaembu

O Santos contou com uma grande jogada individual de Arthur Gomes e o faro de gol de Gabriel, artilheiro do Campeonato Brasileiro, para vencer o clássico contra o Corinthians, na noite deste sábado, no estádio do Pacaembu. Mesmo diante de um valente time misto do rival, o time da Baixada comemorou como se fosse um título após o apito final do árbitro Péricles Bassols, com jogadores invadindo o campo.

O resultado leva a equipe aos 42 pontos na tabela da competição nacional, sete a mais do que o clube do Parque São Jorge, dono de atuação digna apesar do revés. Cada vez mais com o sinal de alerta contra o rebaixamento ligado, o Timão estagnou nos 35 pontos e pode fechar a rodada apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento.

O jogo

O jogo começou com o Corinthians apostando na rapidez de Pedrinho e Mateus Vital para surpreender a marcação do adversário. Bastante organizado para um time com tantas mudanças, o Alvinegro teve uma chance clara de abrir o placar ainda aos quatro minutos. Léo Santos saiu jogando com um drible no meio das pernas de Bruno Henrique, foi ao ataque e recebeu bola na medida de Pedrinho. O zagueiro, improvisado na lateral, cruzou, Jonathas furou e a bola ficou com Vital, que cortou Ferraz e chutou para fora.

O lance, que chegou a silenciar por alguns momentos o estádio do Pacaembu, deu confiança aos corintianos, que não recuaram nem aceitaram a pressão adversária. À medida em que o tempo foi passando e Carlos Sánchez, com muita calma, tomou conta do meio-campo, porém, o Peixe conseguiu reter mais a posse de bola. Foi a senha para que os donos da casa conseguissem abrir o placar.

Depois de lance polêmico na saída de bola, com Vital reclamando de falta de Gustavo Henrique após perder a bola, o Peixe inverteu o jogo e conseguiu lateral. Na cobrança, Arthur Gomes mostrou qualidade para girar sobre a primeira marcação de Douglas, fintou Carlos e chutou para o meio da área. Walter desviou, mas a bola ficou nos pés de Gabriel, que soltou a bom com o pé esquerdo para estufar a rede.

Mesmo com a torcida incentivando e a chuva caindo forte para animar a galera nas arquibancadas, o Peixe preferiu recuar ao seu campo de defesa e apostar no contra-ataque com a rapidez dos seus pontas. Com a posse de bola, mas sem profundidade já que Jonathas sofria até para dominar a bola, o Corinthians não conseguiu ameaçar o gol de Vanderlei até o intervalo, mantendo o placar em 1 a 0.

Apesar de ter levado perigo com a dupla Pedrinho e Léo Santos no primeiro tempo, o técnico Jair Ventura optou por dar descanso ao seu zagueiro titular no intervalo. Thiaguinho voltou para a etapa final como lateral, numa clara demonstração de preferência do comandante pelo jogo da quarta-feira do que pelo clássico. O Peixe, em vantagem, voltou com a mesma formação e ideia de jogo, esperando o rival na defesa.

Jonathas, ainda que com muita dificuldade com a bola nos pés, passou a disputar bem pelo alto e deu profundidade ao time do Corinthians. No melhor lance criado, mesmo com um passe mais forte do que o necessário, deixou Mateus Vital em boa condição dentro da área. O meia, porém, demorou a tomar a decisão, tentou levar para o pé direito e acabou desarmado em cima da hora por Luiz Felipe.

Cuca sentiu que seu time precisava de mais poder ofensivo e mandou a campo o paraguaio Derlis Gonzáles na vaga de Arthur Gomes, visivelmente cansado. Logo em seu primeiro lance, Derlis recebeu passe sem querer de Dodô, que errou um chute para o gol, e ficou em boa condição na área. O atacante ajeitou e soltou um chute forte com o pé direito, a bola bateu em Pedro Henrique e saiu pela linha de fundo.

Os minutos finais foram de muita intensidade, com direito a sete minutos de acréscimo adicionados pelo árbitro. O Corinthians quase empatou em cruzamento de Carlos que Gabriel cabeceou ao lado do gol de Vanderlei. Na resposta, Derlis chutou forte, Walter espalmou e Bruno Henrique, no rebote, carimbou o goleiro mais uma vez. No último lance, Clayson bateu falta na área, a defesa fez linha de impedimento péssima e Marllon cabeceou para fora.

Bastidores – Santos TV:

Cuca celebra atuação do Santos em vitória no clássico: “Só elogios”

Cuca deixou o Estádio do Pacaembu satisfeito com o que viu na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians, na noite deste sábado, em clássico válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o treinador se mostrou cada vez mais contente com o trabalho feito na Vila Belmiro.

“É a 14ª partida que eu faço. Só tenho elogios. Tivemos dois ou três tropeços no começo, mas agora a equipe está muito firme, com variação de jogadas. O mérito é de todos esses meninos, que tem jogado com afinco. Estão envolvidos com as situações do clube. É gratificante quando o trabalho flui assim”, celebrou.

Sobre a partida, Cuca admitiu que o Santos encontrou dificuldades diante de um Corinthians praticamente todo reserva. Mas exaltou a leitura da equipe, que abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo com Gabriel e depois soube administrar o resultado.

“A gente sabia que era um jogo duro. Apesar de não ser o mesmo, o Corinthians tem jogadores do mesmo nível, que às vezes são titulares. Demoramos um pouco para entender o Corinthians. Eles tiveram possibilidades em contra-ataques. Depois tomamos conta do jogo em posse de bola”, avaliou, antes de prosseguir.

“Fizemos o gol, viemos para o intervalo com o 1 a 0 e, no segundo tempo, fomos melhores, mais encorpados, dando poucas possibilidades ao Corinthians e vencemos, que era o que mais importava”, acrescentou.

Por fim, Cuca explicou a opção de ter começado com Arthur Gomes em detrimento do paraguaio Derlis González. O jovem atacante foi decisivo ao fazer jogada individual na linha de fundo e cruzar para Gabriel anotar o único gol do clássico.

“Tenho treinado o Arthur no meio. Ele fez a ponta, trocou com o (Carlos) Sánchez, mas a jogada foi bonita, individual, e resultou no gol. Como o Derlis tinha ido para a seleção paraguaia, treinamos com o Arthur e sentimos confiança nele”, concluiu.

Com a vitória, o Santos segue firma na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2019. O time chegou aos 42 pontos, somente três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. O Galo joga neste domingo, contra o América-MG, na Arena Independência.

Elogiada por Cuca, defesa do Santos é a menos vazada do returno

A solidez defensiva tem sido a marca do Santos de Cuca. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no último sábado, no Pacaembu, o Peixe chegou ao seu terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols – antes havia vencido Atlético-PR e Vitória pela contagem mínima.

Com três tentos em dez jogos, é também a equipe que menos vezes foi vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro, empatada com o Palmeiras, que lidera a competição. Feito que arranca elogios do treinador.

“É uma equipe segura, uma das melhores defesas do segundo turno. É o coletivo. É a solidificação que tem, a diminuição de espaço. Eles saem para o jogo com qualidade também. Dá a expectativa de acabar bem o jogo”, explicou Cuca, que ainda vê margem para o time evoluir.

“Tem coisas a melhorar: a junção do meio ao ataque, a finalização de média distância quase inexiste. Com as vitórias, é mais fácil corrigir. O que tenho gostado é o comprometimento dos jogadores. Eles sentem o campeonato. O trabalho fica mais fácil, eles interagem bem”, declarou.

Capitão do Santos, o lateral direito Victor Ferraz destacou a organização da equipe alvinegra e a dificuldade que ela impõe aos adversários. “Somos um time que realmente joga junto. A gente ataca e defende juntos. Somos um time extremamente compactado”, avaliou.

“As outras equipes têm poucas chances de gol contra a gente. Isso é fruto de muito trabalho e dedicação nos treinamentos. A gente fica muito feliz, principalmente eu como defensor, de ficar mais um jogo sem tomar gol”, celebrou.

Titular contra o Corinthians, o zagueiro Luiz Felipe corroborou a análise do companheiro de defesa e também fez questão de dividir os méritos com todos.

“A gente tem um monte de zagueiro de qualidade, já estamos há um bom tempo mantendo uma regularidade, sem tomar gols – ficamos dez jogos invictos, oito sem tomar gol. Isso é fruto de muito trabalho. Não só da zaga, o time todo corre, o time todo marca”, ressaltou.

Em dez jogos, Santos iguala no returno a pontuação do primeiro turno

A reação do Santos no Campeonato Brasileiro sob o comando do técnico Cuca é incontestável. Com 42 pontos na tabela, o Peixe já sonha, inclusive, em brigar por uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. Depois da vitória de sábado no clássico contra o Corinthians, os números do Peixe trouxeram uma curiosidade.

Nos dez jogos do segundo turno do Brasileiro, o Santos já somou a pontuação conquistada em todo o primeiro turno. Foram 21 pontos na metade inicial da competição, com cinco vitórias, seis empates e oito derrotas, um saldo de gols negativo – foram 21 marcados e 23 sofridos. O time chegou, inclusive, a temer pela zona de rebaixamento.

No segundo turno, a equipe de Cuca ganhou os mesmos 21 pontos, mas com seis vitórias, três empates e somente uma derrota – para o Cruzeiro no Mineirão. O ataque não está entre os mais poderosos, foram 12 gols marcados, mas a defesa é o grande destaque do time – apenas três sofridos.

No returno, a campanha do Santos é a segunda melhor do Campeonato Brasileiro. Perde apenas para o Palmeiras, que soma 23 pontos em dez jogos e, devido a essa grande arrancada, caminha como o principal favorito ao título do torneio nacional.

Gabigol homenageia Robinho e despista sobre futuro no Santos

Autor do gol da vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians, o atacante Gabriel Barbosa homenageou Robinho em sua comemoração no Estádio do Pacaembu. Após balançar as redes do goleiro Walter, o camisa 10 correu em direção às arquibancadas amarelas, pedalou e caiu no chão simulando uma falta.

A encenação foi uma alusão ao lance em que Robinho deu oito pedaladas para cima do ex-volante Rogério e sofreu pênalti, convertido por ele mesmo na vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, pela final do Campeonato Brasileiro de 2002. Robinho atualmente joga no Sivasspor, da Turquia.

O gol de Gabriel saiu aos 20 minutos do primeiro tempo, após grande jogada individual de Arthur Gomes, que foi até a linha de fundo e cruzou. A bola desviou antes de parar nos pés de Gabigol, que empurrou para as redes.

“Foi um gol bonito, no coletivo. Não foi só eu nem o Arthur, foi o time todo. Foi em homenagem ao parceiro Robinho. A gente se fala bastante, saudade dele”, afirmou ao Premiere, no intervalo do jogo.

Após a partida, Gabriel desconversou ao ser questionado sobre o seu futuro. Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 14 gols, ele está emprestado pela Inter de Milão até o final do Brasileirão de 2018.

“Faltam nove jogos, tem muita coisa para acontecer ainda. É muito complicado. Todos sabem da força que fiz para voltar, mas não depende só de mim. Tenho contrato com um clube lá de fora ainda. Tem que ter calma, depois a gente resolve isso”, declarou.

Com a vitória, o Santos segue firme na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2019. Agora, o time soma 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro time dentro do G6.

Uma classificação à próxima edição do torneio continental, contudo, pode facilitar na permanência de Gabriel. “Confesso que isso (artilharia) não é algo que tire meu sono. Quero deixar o Santos na Libertadores se eu sair. E se eu ficar, jogar ela”, concluiu.

Renato vibra com vitória em último clássico contra o Corinthians

O volante Renato disputou na noite deste sábado, no Estádio do Pacaembu, o seu último clássico contra o Corinthians na carreira. Aos 39 anos, ele irá se aposentar ao término da temporada. O Santos venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel Barbosa.

Após a partida, o jogador e diretor-executivo de futebol do Peixe usou as redes sociais para agradecer ao clube, aos jogadores e à torcida. Renato começou a partida entre os reservas e só entrou em campo aos 29 minutos do segundo tempo, no lugar de Yuri.

“Obrigado, Santos! Foi meu último clássico contra o maior rival. Não saiu o gol, mas foi com vitória! Parabéns equipe e torcedores”, escreveu Renato, no Twitter.

Com o resultado, o Santos segue no sétimo lugar, agora com 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. Os comandados de Cuca voltam a campo no próximo dia 22, uma segunda-feira, às 20 horas (de Brasília), para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Vitória 0 x 1 Santos

Data: 05/10/2018, sexta-feira, 21h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada
Local: Estádio do Barradão, em Salvador, BA.
Público: 7.478 pagantes
Renda: R$ 57.716,00
Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS)
Auxiliares: Mauricio Coelho Silva Penna e Michael Stanislau (RS).
Cartões amarelos: Ramon e Fabiano (V); Alison e Carlos Sánchez (S).
Cartão vermelho: Mauricio Cordeiro (V).
Gol: Carlos Sánchez (08-1).

VITÓRIA
Ronaldo; Jeferson, Ramon, Lucas Ribeiro e Fabiano; Willian Farias, Rodrigo Andrade (Maurício Cordeiro) e Yago (Lucas Fernandes); Erick (Wallyson), Rhayner e Léo Ceará.
Técnico: Carpegiani

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Renato), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Derlis González (Rodrygo), Bruno Henrique (Bryan Ruiz e Gabriel.
Técnico: Cuca



Santos vence o Vitória e fica mais perto de do G6 no Brasileirão

O Santos não brilhou, mas venceu o Vitória por 1 a 0 na noite desta sexta-feira, em Salvador, e ficou mais perto de entrar no G-6, zona de classificação para a Libertadores da América em 2019. O gol foi marcado por Carlos Sánchez, aos oito minutos.

Com os três pontos na Bahia, o Peixe agora é o sétimo colocado, com 39 pontos, seis atrás do Atlético-MG. O Vitória segue em 17º, com 29 pontos e na zona do rebaixamento.

O jogo

A proposta do Santos foi clara desde o primeiro minuto: se postar na defesa e buscar o contra-ataque. E deu certo. Já aos oito minutos, Yago errou na saída de bola, Dodô virou para Carlos Sánchez e o meia arriscou de fora da área. O chute desviou em Lucas Ribeiro e matou o goleiro Ronaldo.

O gol poderia ter dado tranquilidade para o Peixe, mas não foi assim: os visitantes não tiveram controle do jogo, que ficou aberto, e o Vitória teve chances para empatar, como no chute de Yago no travessão, aos 22 minutos.

Com espaços, o ataque santista alternou entre a lentidão e a displicência e desperdiçou oportunidades, principalmente com Gabigol. Aos 39, Diego Pituca lançou, Bruno Henrique ganhou pelo alto e o artilheiro do Campeonato Brasileiro, sozinho na entrada da área, demorou para reagir – tempo suficiente para Jeferson cortar.

O Vitória voltou melhor para o segundo tempo e, durante os 20 primeiros minutos, não viu o Santos atacar. Os donos da casa, porém, esbarraram na falta de criatividade no meio-campo.

Depois de sucessão de cruzamentos do Peixe entre os minutos 20 e 23, os baianos quase empataram. Aos 25, Alison desviou cruzamento para trás e o goleiro Vanderlei fez grande defesa. Na sequência, Lucas Fernandes fez fila e foi travado de forma providencial por Diego Pituca no momento da finalização.

Aos 36 minutos, Maurício Cordeiro deixou o braço em Diego Pituca e foi expulso. Mesmo assim, o Vitória não abdicou do ataque e buscou o gol até o fim – sem sucesso. O Santos, mesmo sem inspiração, garantiu os três pontos para levar na bagagem.

Bastidores – Santos TV:

Cuca valoriza vitória do Santos e faz apelo à CBF para ter Rodrygo

O Santos não teve uma atuação vistosa e Cuca sabe, mas o técnico valorizou demais os três pontos conquistados diante do Vitória na noite desta sexta-feira, em Salvador, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Tem que valorizar muito o resultado aqui. A dificuldade contra time que luta contra sair de baixo, da zona de rebaixamento… Vimos pouco antes o Internacional, na coliderança, passar dificuldade e perder para o Sport. Cada um tem uma luta, lutamos pela Libertadores e eles para permanecer na primeira divisão. Não dá para dizer qual luta é maior. Vitória teve bons momentos na partida, principalmente no segundo tempo, e soubemos valorizar a vitória parcial que foi até o final. Não fizemos grande jogo, mas suficiente para vencer e nesse momento do campeonato é o mais importante. Às vezes abdicamos de ter grande jogo e perder, como contra o Cruzeiro, em busca de jogo seguro, com menos riscos e buscando resultado. Fomos a 39 pontos, passamos o Cruzeiro com jogo a mais, quatro do Corinthians e um tempo atrás estávamos lá atrás. Temos que valorizar tudo que esses jogadores estão fazendo”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

O treinador ainda explicou a opção por Rodrygo no banco de reservas e fez um apelo à CBF pela liberação do atacante de amistosos contra o Chile pela seleção brasileira sub-20.

“Foi pensada, treinamos com Derlis, Rodrygo sentiu um pouco o adutor depois do jogo contra o Atlético-PR. Resolvemos deixá-lo fora para não perdê-lo contra o Corinthians. Preservamos para não perder contra o Corinthians, e aí não conseguimos liberação da seleção sub-20. Vamos ver. Vou sempre servir o melhor que eu posso a seleção, Felipão, Edu, Tite, mas eles precisam pensar na nossa luta pela Libertadores e a perda do Rodrygo. Faço o pedido e poderei ajudar com o maior prazer do mundo, mas peço bom senso nesse jogo para que ele fique nessa partida contra o Corinthians”, completou Cuca.

Carlos Sánchez e Derlis González foram liberados do Uruguai e Paraguai, respectivamente, e o Santos aguarda resposta pelo pedido feito à CBF nos próximos dias.

Bruno Henrique elogia Cuca e reforça sonho por Libertadores no Santos

Bruno Henrique enalteceu o trabalho do técnico Cuca após o triunfo do Santos por 1 a 0 sobre o Vitória na noite desta sexta-feira, em Salvador, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O atacante destacou a trajetória do treinador e apontou a confiança como fator preponderante para o Peixe sair da zona do rebaixamento e sonhar com voos mais altos.

“Cuca é um cara abençoado no futebol, que tem carreira linda, com títulos, então chegou para ajudar e levantar esse grupo, que precisava. Conseguiu fazer bom papel com cada um de nós”, disse o camisa 11, ao Premiere.

Os três pontos deixam o Santos na sétima colocação, com 39 pontos, seis atrás do Atlético-MG, primeira equipe na zona de classificação para a Libertadores. Vale lembrar que, dependendo do resultado dos brasileiros na Copa do Brasil e Libertadores, o G-6 pode virar G-7 e até G-8.

“Vitória é muito importante para seguirmos sonhando com a Libertadores. Vamos buscar cada ponto para chegarmos lá”, completou Bruno Henrique.


Santos 1 x 0 Atlético-PR

Data: 30/09/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.802 pagantes
Renda: R$ 141.257,00
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Auxiliares: Jean Marcio dos Santos e Vinicius Melo de Lima (RN).
Cartões amarelos: Paulo André, Lucho González, Nikão, Léo Pereira e Márcio Azevedo (A).
Gol: Carlos Sánchez (51-2, de pênalti).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu (Luiz Felipe), Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez; Rodrygo, Bruno Henrique (Kaio Jorge) e Eduardo Sasha (Derlis González)
Técnico: Cuca

ATLÉTICO-PR
Santos; Diego, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Lucho González (Bruno Guimarães) e Wellington; Raphael Veiga, Marcinho (Rony), Nikão (Marcio Azevedo) e Marcelo Cirino
Técnico: Tiago Nunes



Na marra, Santos vence o Atlético-PR na Vila e fica mais perto do G-6

Na marra, o Santos venceu o Atlético-PR por 1 a 0 na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado por Carlos Sánchez, de pênalti, aos 51 minutos do segundo tempo. A penalidade em Dodô foi duvidosa e gerou muita reclamação.

O Peixe desperdiçou várias chances e só marcou no fim, quando tudo caminhava para o empate. Os três pontos fazem o alvinegro ficar mais perto da Libertadores da América em 2019, agora na oitava colocação, com 36. O Furacão caiu para o 12º lugar e está mais longe da competição continental.

O jogo

O Santos se lançou ao ataque desde o primeiro minuto e pressionou o Atlético-PR durante 20 minutos. Os visitantes equilibraram a partida por pouco tempo e depois voltaram a sofrer, sem conseguir contra-atacar. E o Peixe voltou a sofrer com um problema recorrente: o das finalizações.

Aos 15 minutos, Carlos Sánchez recebeu de Victor Ferraz e bateu forte, para boa defesa de Santos. Aos 36, também pela direita, Rodrygo avançou e chutou forte para outra defesa segura do goleiro atleticano.

Sem espaço para contra-atacar, o Atlético-PR assustou em duas finalizações de longe de Nikão: primeiro aos dois minutos e depois aos 43.

O cenário não foi alterado para o segundo-tempo, mas o Santos teve ainda mais dificuldade para criar jogadas diante de um Atlético-PR mais cauteloso.

Aos oito minutos, os santistas sofreram um susto. Nikão cobrou falta e Vanderlei falhou ao dar rebote para a pequena área. Lucho González fez o gol, mas a arbitragem assinalou o impedimento de forma correta.

Aos 12 minutos, o Santos voltou a pressionar, primeiro com Bruno Henrique, que por pouco não aproveitou cruzamento de Victor Ferraz, e na sequência por duas vezes com Carlos Sánchez, para duas boas defesas de Santos aos 13 e aos 15.

O jogo ficou mais aberto depois das chances do Santos. O Atlético-PR finalizou com Marcinho, por cima do gol, e, na volta, aos 17, Rodrygo chutou de esquerda para Santos defender de novo.

A emoção só voltou ao jogo no minuto 37, quando Nikão cruzou e Marcelo Cirino cabeceou perto da trave de Vanderlei. E quando tudo caminhava para o empate, Dodô sofreu pênalti e Carlos Sánchez, aos 51 minutos, bateu com categoria para converter.

Bastidores – Santos TV:

Após vitória, Cuca cita “espiritualidade” em Santos e pede clássico na Vila

Após a vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Atlético-PR neste domingo, na Vila Belmiro, o técnico Cuca voltou a fazer um pedido ao presidente José Carlos Peres: clássico contra o Corinthians, dia 13, na Baixada Santista.

O treinador cita seus motivos, ratifica o desejo dele e do elenco e deixa a decisão “para quem manda”.

“Conversamos com o presidente há alguns dias. Sabemos da força em São Paulo, torcida muito maior, ninguém quer dividir o Santos em dois, apenas tecnicamente falando, nó nos sentimos mais fortalecidos em casa. Que adversário desça a serra, venha na espiritualidade da Vila. É opinião da comissão e de todos os jogadores, mas quem manda é o presidente”, disse Cuca.

“Estamos no nosso habitat, concentramos a 5 minutos, no clima, sabemos do campo, torcida, família. Adversário viaja, pega comboio, entra nessa espiritualidade e é importantíssima. Pequenos fatores fazem diferença. É diferente de viajar, pegar hotel em SP, espera dia inteiro, vai ao Pacaembu onde nunca treina e às vezes joga. Por isso não jogamos tão bem lá quanto aqui. Temos que jogar às vezes lá, é minha opinião, mas clássico tem que ser na Vila, a não ser por necessidade ou outra e somos funcionários e vamos acatar. No Paulista, com Corinthians foi lá. Vamos torcer para que seja aqui. Se não for aqui, vai ser no Pacaembu”, completou.

Em uma das respostas, Cuca cometeu um “ato falho” ao citar o clássico na Vila. Um repórter o questionou e ele brincou.

“Temos condição de um certo alívio em vencer e agora encaminhar os próximos jogos. Vitória na sexta e depois o Corinthians na Vila… Pescou, né?”, concluiu.

Kaio Jorge vibra por estreia no Santos: “Não há palavras”

Aos 16 anos, Kaio Jorge estreou como jogador profissional do Santos na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR neste domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A joia entrou aos 36 minutos do segundo tempo, no lugar de Bruno Henrique, e teve atuação discreta. Ele foi promovido neste mês ao elenco profissional.

“Hoje foi minha estreia pelo Santos, clube que me formou e hoje me deu a oportunidade de iniciar uma História como jogador Profissional. Não há palavras que descrevam esse sentimento, apenas a gratidão e o compromisso de que a cada dia vou me dedicar e honrar esse manto”, publicou Kaio nas suas redes sociais.

Cuca explicou a entrada do garoto. Sem Gabigol, suspenso, e Felippe Cardoso lesionado, o técnico sentiu a necessidade de um centroavante.

“Quando saiu o Sasha, sem condição dos 90 minutos, foi onde deu e estava caindo de produção com desgaste e campo pesado. Precisávamos de centroavante, tentamos com Bruno Henrique, não foi suficiente, precisávamos de um, o jogo pedia, estávamos cruzando muito. Precisávamos de definição. Era ele ou Yuri Alberto, optamos por ele para vê-lo pela primeira vez. Tudo é experiência, ele tem futuro promissor. Não é jogo de aparecer muito, Atlético jogou fechado e explorando contra-ataque, jogo perigoso, e não tem como pressionar e não dar contra-ataque. Tiveram duas ou três, mas soubemos comandar o jogo no campo adversário. O caminho era cruzar, por dentro estava congestionado, achamos superioridade numérica pelo lado direito e por ali cruzávamos, por isso colocamos centroavante para colocar a bola para dentro porque estava passando muito”, explicou Cuca.

Kaio Jorge tem contrato de formação até janeiro de 2020 e o primeiro acordo profissional está apalavrado. Falta o empresário voltar da Europa para assinar com o Santos.


Santos 1 x 1 Vasco

Data: 27/09/2018, quinta-feira, 20h00.
Competicão: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.985 presentes (11.190 pagantes e 1.795 não pagantes).
Renda: R$ 318.336,50
Árbitro: Wagner Reway (Fifa-MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Bruno Cosendey, Fabrício e Andrey (V).
Cartão vermelho: Andrey (V).
Gols: Diego Pituca (43-1) e Andres Rios (34-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Daniel Guedes), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruiz); Rodrygo, Bruno Henrique (Derlis González) e Gabriel.
Técnico: Cuca

VASCO
Martín Silva; Rafael Galhardo (Marrony), Luiz Gustavo, Leandro Castán e Henrique; Willian Maranhão, Andrey e Bruno Cosendey (Giovanni Augusto); Yago Pikachu (Oswaldo Henríquez), Fabrício e Andrés Rios.
Técnico: Alberto Valentim



Santos sai na frente, recua e só empata com o Vasco no Pacaembu

O Santos só empatou em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em jogo atrasado da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe fez um bom primeiro tempo e foi para o intervalo com vantagem após o gol de Diego Pituca, mas recuou muito no segundo tempo, deu campo para o Vasco, desperdiçou algumas chances e perdeu dois pontos ao ver Andrés Rios balançar as redes na parte final partida.

Com o empate, o Santos continuou na 11ª colocação, com 33 pontos, enquanto o Vasco estacionou na 16ª posição, com 29. O Peixe perdeu a chance de encostar na zona de classificação para a Libertadores em 2019 e os cariocas seguem perto da zona do rebaixamento.

O jogo

Aos 20 segundos, a partida já teve fortes emoções. Gabigol se desentendeu com Leandro Castán numa disputa pela lateral. E antes do placar apontar um minuto, o camisa 10 fez uma falta em Bruno Cosendey, recebeu o terceiro cartão amarelo e desfalcará o Santos contra o Atlético-PR, no domingo, na Vila Belmiro.

O calor das primeiras ações, porém, não continuaram. Enquanto o Peixe buscava propor o jogo a todo tempo, o Vasco se resguardava na defesa à procura dos contra-ataques. Só aos 10 minutos veio a primeira chance, quando Dodô cobrou bem o escanteio e Gustavo Henrique acertou a trave.

Três minutos depois, Alison fez falta boba em Yago Pikachu. Rafael Galhardo cobrou bem e Vanderlei espalmou para escanteio. Aos 20, Willian Maranhão recuou na fogueira, o goleiro Martín Silva dividiu com Gabigol em um carrinho e ninguém do Santos aproveitou o rebote.

Aos 22 minutos, foi Carlos Sánchez quem assustou em cobrança de falta que raspou o travessão. E a emoção só voltou ao Pacaembu nos minutos finais, depois do alvinegro retomar as rédeas do jogo e reencontrar os espaços no gramado.

No minuto 41, Sánchez cruzou e Bruno Henrique cabeceou muito perto da trave. E dois minutos depois, o gol saiu. E numa jogada de manual do time dirigido por Cuca: Gabigol saiu da área para abrir espaço, tocou para Rodrygo, Victor Ferraz puxou, mas o atacante cruzou no segundo pau. Carlos Sánchez, sem ângulo, foi cirúrgico ao ajeitar para Diego Pituca, na pequena área, empurrar para o fundo das redes e marcar seu primeiro gol pelo Peixe.

No primeiro minuto do segundo tempo, o Santos esteve perto de ampliar. Bruno Henrique avançou pelo meio, cortou para a ponta esquerda e chutou cruzado, perto da trave de Martin. Depois disso, foi o Vasco quem assustou.

Mais corajoso, o time carioca foi para cima e viu um Peixe estruturado à procura dos espaços para contra-atacar. Aos 12 minutos, Henrique avançou bem e cruzou para Rios. O atacante, na pequena área, chutou em cima da defesa.

No minuto 18, o Santos voltou a ficar perto do gol. Em linda arrancada, Gabigol conduziu a bola desde a defesa, parou, driblou e chutou colocado de fora da área para boa defesa do goleiro vascaíno. Aos 21, Bruno Henrique tabelou com Gabriel e chutou mais uma vez perto da trave.

Dois minutos depois, veio a resposta do Vasco. Giovanni Augusto encontrou Pikachu livre na área. O meia encobriu o Vanderlei e viu Robson Bambu salvar antes da bola ultrapassar a linha. E entre os 30 e 31′, o empate ficou perto novamente.

Henrique cruzou e Giovanni Augusto, sozinho, se desprendeu de Dodô e cabeceou torto. Na sequência, Andrey chutou com perigo por cima do travessão. E aos 33, a pressão dos visitantes surtiu efeito. Pikachu cruzou da direita para Rios, sozinho, cabecear e ver Vanderlei estático. Robson Bambu errou na marcação do argentino.

Nos minutos finais, mesmo com a expulsão de Andrey aos 43, o Santos não teve força para desempatar. O Vasco, valente, volta para o Rio de Janeiro com um ponto na bagagem a ser comemorado.

Gabigol vê Santos melhor e volta a reclamar de chances perdidas

Gabigol viu a falta de pontaria como motivo, mais uma vez, de um tropeço do Santos no Campeonato Brasileiro. Depois de perder chances e ser derrotado para o Cruzeiro no último domingo, o Peixe repetiu o roteiro no empate em 1 a 1 com o Vasco nesta quinta-feira, no Pacaembu.

O alvinegro foi bem e abriu o placar no primeiro tempo, com Diego Pituca, mas recuou na segunda etapa e viu os cariocas reagirem.

“Foi um erro nosso de marcação, obviamente que é o time inteiro que erra. Tomamos o gol inesperado. Fomos bem melhores, criamos muitas chances, mas não conseguimos fazer o gol para acabar com o jogo”, disse Gabriel, ao Premiere.

“É complicado jogar contra quem fica todo atrás. Fizemos o gol para podermos recuar e ter o contra-ataque, mas não fizemos o gol, que nem no último jogo e acabamos levando”, completou.

Gabigol levou o terceiro cartão amarelo com menos de um minuto de jogo no Pacaembu e desfalcará o Santos contra o Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cuca lamenta 2º tempo do Santos em empate: “Não encaixou”

O técnico Cuca lamentou o segundo tempo do Santos no empate em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em jogo atrasado da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois de abrir o placar aos 43 minutos, com Diego Pituca, o Peixe voltou mal para a etapa final, deu espaço para os cariocas e perdeu dois pontos em casa.

“Primeiro tempo muito bom, merecemos vencer. Não demos o campo para o Vasco jogar. No intervalo, falamos isso para os jogadores. Manter o nível de concentração, por 1 a 0 é perigoso. Mas Vasco começou a criar chances, tomar conta do meio-campo. Cedemos espaço, marcação não foi ajusta no segundo tempo. Não diminuímos o espaço deles. Fazemos poucas faltas. O adversário pôde empatar. Empataram merecidamente no final. Quando tiramos o Bruno e colocamos o Derlis era para forçar no lado direito. Às vezes, não encaixa o jogo. Não encaixou para o Derlis. Perdemos a faixa de campo. Rodrygo e Sánchez usando o mesmo setor. Jogo pedia uma cadência. Colocamos o Bryan para dar isso e tiramos o Sánchez. Abrindo Rodrygo e não deu certo. Tentamos colocar mais uma armador, uma última alternativa. Colocando Guedes. Empate foi justo. Temos que rever”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

O treinador mostrou preocupação para a diferença de quatro pontos para a zona do rebaixamento e cobrou a vitória contra o Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Nós nos últimos três jogos não vencemos. Temos de olhar para baixo, sair dessa situação. E se a gente pensa em Libertadores, domingo é jogo para vencer. Jogo difícil, mas temos de fazer por onde”, completou.

Cuca foge de polêmica, mas diz que Santos joga melhor na Vila

Após o empate em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, Cuca evitou polêmica sobre a divisão de jogos entre Santos e São Paulo, mas disse que o Peixe joga melhor na Vila Belmiro.

O presidente José Carlos Peres prometeu ao técnico e ao elenco jogar o clássico contra o Corinthians, no dia 13, na Vila Belmiro. A partida, porém, será no Pacaembu. Havia um acordo com uma emissora de televisão e a promessa do primeiro mosaico da torcida no estádio da capital.

“Preocupa. Joguei aqui (Pacaembu) contra Independiente, Grêmio e hoje. Nós não conseguimos, em nenhum dos três jogos, fazer jogos bons, como fazemos na Vila. Temos de buscar o motivo disso. Temos de jogar bem aqui também”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Hoje qualquer coisa que se venha a falar pode prejudicar qualquer situação. Vou me abster disso. O nosso presidente sabe o que é bom para nós. Sabe a ideia dos jogadores, da comissão técnica. Ele vai resolver o que é melhor para o Santos”, completou.

O retrospecto no Pacaembu não é bom e o número de torcedores decepcionou nesta quinta – 12.985 -, mas o alvinegro pediu todos os mandos até o final do Campeonato Brasileiro na capital, a não ser o compromisso diante do Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada.

O pedido do elenco e recomendações da Polícia Militar podem alterar o planejamento, mas o objetivo é atuar em pelo menos quatro dos cinco últimos jogos do Brasileirão no Pacaembu.

Cuca vê Santos atrás dos rivais para 2019 por conta da política do clube

Cuca gostaria de iniciar o planejamento do Santos para 2019, mas o caos político o atrapalha. O associado decidirá entre a permanência ou o impeachment do presidente José Carlos Peres em assembleia no próximo sábado, na Vila Belmiro. Se o “sim” for escolhido, o vice Orlando Rollo assumirá até o fim do mandato, em dezembro de 2020.

Com gosto por montar elencos, o técnico gostaria de indicar reforços, pensar em renovações e adiantar os passos para a próxima temporada – o que não é possível agora.

“Sim, é o meu trabalho. Detectei as necessidades que temos. Todo time tem. A gente teria de ganhar tempo em relação aos demais. Só estamos no Brasileirão, mas temos uma indefinição na nossa chefia. Não podemos fazer nada. Gosto de montar times. Agora tem que ver de que forma as coisas vão acontecer. A gente também está com uma incógnita muito grande em relação ao futuro. Ninguém sabe o que vai acontecer”, disse Cuca, após o empate em 1 a 1 com o Vasco.

O treinador, porém, não quis culpar a política do Peixe pelo tropeço na última quinta-feira, no Pacaembu, diante dos cariocas.

“Vamos ver. O dia D é sábado. Vamos ver domingo como a gente joga. A resposta tem de ser domingo, se influencia ou não (lado político). A gente blinda, faz o que pode. Não posso culpar um mau resultado hoje porque estamos com um problema político. O Vasco também tem isso e conseguiu fazer um bom jogo. Não vamos se apegar a subterfúgios, a álibis, pra gente dizer o porque não jogou bem no segundo tempo. Temos de jogar melhor. Ter uma regularidade. Geralmente a gente tem tido. Hoje ela não veio. Vou buscar o porquê”, completou.


Cruzeiro 2 x 1 Santos

Data: 23/09/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 9.029 presentes (5.583 pagantes e 3.446 não pagantes)
Renda: R$ 78.179,50
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliar: Helton Nunes e Neuza Ines Back (ambos de SC).
Cartões amarelos: Murilo (C); Victor Ferraz e Dodô (S).
Gols: Gabriel (15-1); Sassá, (01-2) e Raniel (37-2).

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Manoel, Murilo (Léo) e Egídio; Ederson (Robinho), Ariel Cabral, Bruno Silva, Rafael Sóbis (Sassá) e David; Raniel.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Robson Bambu e Dodô; Alison (Yuri), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruíz); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca



Cruzeiro supera problemas e bate o Santos de virada no Mineirão

Era um jogo cheio de adversidades para o Cruzeiro: o adversário, o Santos, chegou ao Mineirão, na noite deste domingo, com um histórico de nove jogos sem perder e oito duelos sem sofrer um gol. Além disso, diante dos próximos importantes compromissos, o técnico Mano Menezes mandou a campo seu time alternativo, com várias alterações. Mas a vontade de vencer falou mais alto e a Raposa bateu o Peixe, por 2 a 1, de virada.

O Santos foi melhor no primeiro tempo e deixou o gramado com o placar favorável. Além disso, com grandes chances. Na etapa final, Sassá e Raniel comandaram o time celeste nos gols para a vitória de virada no Gigante da Pampulha. Apesar do resultado, o Peixe perdeu grandes chances e poderia ter feito mais gols.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou a 37 pontos, na sétima colocação. À distância para o G6 ainda é grande, o Atlético-MG, sexto, tem 42 tentos. O Santos tem 32 pontos, na 10ª posição.

O jogo

O técnico Mano Menezes achou por bem mandar ao campo uma escalação alternativa. Sua equipe tem uma importante decisão no duelo contra o Palmeiras, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, e, diante disso, os jogadores reservas são melhores opções para não correr riscos desnecessários.

A opção reserva do Cruzeiro se mostrou bastante útil. A Raposa adiantava a marcação e dava trabalho para a defesa do Santos conseguir jogar. Com isso, o Peixe se defendia mais, observava a Raposa em seus ataques. O time celeste jogava bastante pela esquerda nos primeiros minutos.

E quanto o Cruzeiro era melhor em campo o Santos chegou ao seu gol. Em cruzamento na área, aos 15 minutos de jogo, Gabriel Barbosa, Gabigol, de cabeça, mandou para o fundo das redes.

No jogo passado, o zagueiro Murilo teve uma grande oportunidade e não conseguiu fazer. O técnico Mano Menezes tratou o assunto como “a falta de sorte” que o defensor vive. Ela voltou no duelo contra o Santos, neste domingo. Isso porque a Raposa passou a pressionar em busca do empate. Aos 23, em cruzamento na área, Murilo subiu mais que todo mundo e desviou de cabeça. A bola pegou no pé da trave e voltou no goleiro.

O Cruzeiro mostrou uma deficiência na sua busca pelo empate. O excesso de passes errados. Isso acontece pela falta de entrosamento do time reserva celeste que não tem costume de jogar junto. O Santos percebeu a situação e passou a pressionar a saída de bola do Cruzeiro.

Outra situação que se mostrou ruim na primeira etapa foi a parceria entre Raniel e David. Rafael Sóbis também não mostrava mais a qualidade que teve em outros tempos – atualmente mais lento e pesado, pouco soma para o grupo.

Com os erros do Cruzeiro e o Peixe pressionando no ataque, a equipe de Cuca passou a ser mais frequente no ataque e levava mais perigo. Aos 41, com Gabigol, o Santos quase levou problemas para o goleiro Fábio. Em bola dominada na área, ele chutou e o arqueiro celeste conseguiu defender.

Na volta do intervalo, o técnico Mano Menezes fez duas alterações. Colocou Robinho em campo, isso deixaria o time mais organizado para buscar o ataque. Além disso, o treinador azul mandou para o duelo o atacante Sassá, no lugar de Rafael Sóbis, dando mais velocidade e força.

No primeiro lance Sassá empatou. Em jogada pelo lado, Edilson cruzou e o atacante testou a bola para colocar no fundo das redes.

Mesmo após o gol, o Santos seguiu melhor na partida. O time de Cuca conseguia se defender bem e buscava o jogo com qualidade. O comando de ataque tinha Gabigol.

Aos 13 minutos, Gabigol teve grande chance. Em contra-ataque do Peixe, a bola chegou nele. O jovem avançou dentro da área e chutou. O goleiro Fábio defendeu e no rebote o atacante novamente manda no arqueiro celeste.

Aos 33 o Santos perdeu um gol incrível. Em ótima jogada na área, Gabigol deixou o zagueiro Manoel na saudade e chutou. No rebote de Fábio, Bruno Henrique errou um gol impressionante.

Quem não faz…

Aos 38 o Cruzeiro virou. Em ótima jogada pela esquerda, Raniel colocou a cabeça na bola e no cantinho. O tento mostrou dedo do técnico Mano Menezes, que colocou Sassá e Robinho no jogo e os atletas foram fundamentais durante a etapa complementar para a virada.

Cuca vê derrota injusta e exalta atuação de Fábio: “Pegou bolas incríveis”

O técnico Cuca não escondeu o abatimento após a derrota para o Cruzeiro neste domingo, no Mineirão, por 2 a 1. Após a partida, o treinador santista concedeu entrevista coletiva e garantiu que sua equipe merecia ter vencido o jogo. Apesar de ter criado uma série de oportunidades para balançar as redes, o Peixe acabou parando no goleiro Fábio, que, para o comandante alvinegro, foi o melhor homem em campo.

“Hoje foi um dia em que as coisas em termos de finalização não deram certo, porque esse foi o jogo em que mais criamos em termos de chances claras. Geralmente, se faz pelo menos um gol, mas não fizemos nenhum. Méritos para o Fábio, que pegou bolas incríveis, defendendo chutes do Gabriel. Então, são jogos assim em que você vai ganhando e perdendo gols, que fica o receio de você tomar o gol, já que não fez. Foram duas jogadas aéreas que nós não conseguimos neutralizar, e o Cruzeiro fez os gols. Mas, no geral, acho que fomos melhores e merecíamos a vitória”, afirmou Cuca.

Apesar de ter enxergado uma superioridade notável do Santos mesmo jogando no Mineirão, Cuca não deixou de dar os méritos da vitória cruzeirense ao goleiro Fábio, que vive ótimo momento na temporada, sendo extremamente decisivo para o time celeste, que, além de brigar por uma vaga no G6 do Brasileirão, também luta para chegar à final da Copa do Brasil e à semifinal da Libertadores.

“Hoje, pela importância das defesas que ele fez, foi o melhor em campo, porque pegou quatro, cinco bolas à queima roupa. Se entra uma dessas, a gente ganha o jogo. O Cruzeiro foi ganhar o jogo perto dos 40 minutos. Paramos para fazer as trocas, o Cruzeiro bateu rápido a falta e acabou fazendo o gol”, prosseguiu Cuca.

“Lamento muito pela partida que nós fizemos. Se você vem aqui e perde, caso o Cruzeiro tenha sido melhor que você, natural. Teve uma bola que saí comemorando, não vi ninguém comemorando, por que? Porque ela não entrou. Temos que trabalhar agora para que essa bola volte a entrar. O torcedor fica triste, lógico, também ficaria”, concluiu o treinador santista, surpreso com a falta de sorte do seu time neste domingo.

Santos reclama de suposto pênalti não marcado em Gabigol

O Santos saiu de campo incrédulo com a quantidade de chances desperdiçadas neste domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Passada a vitória celeste por 2 a 1, o técnico Cuca reconheceu a grande atuação do goleiro Fábio, que salvou diversas vezes sua equipe, mas não esqueceu de um suposto pênalti não marcado em cima de Gabigol.

Logo no início do segundo tempo, Rodygo ganhou disputa de bola com Murilo na linha de fundo e fez o cruzamento rasteiro para Gabigol, que chegou livre para finalizar. Ao dominar a bola, porém, o camisa 10 a deixou escapar um pouco, enquanto Bruno Silva vinha com tudo por trás dele. O volante cruzeirense tropeçou e acabou tocando no tornozelo do atacante santista, dentro da área, o que fez com que ele prontamente fosse ao chão.

“Também tivemos um pênalti não marcado. Não é choro, mas, se o juiz marca, poderíamos ter saído com a vitória. Outro dia jogamos aqui, não jogamos muito bem, e saímos com a vitória. Eles têm um elenco bom, mas hoje merecíamos vencer. Infelizmente, perdemos”, disse o técnico Cuca.

Após o lance, o zagueiro Murilo teve de ser substituído por Léo. Na disputa com Rodrygo, o defensor cruzeirense acabou caindo no chão e deslocando o ombro. Após receber atendimento médico, ficou definido que seria melhor ele não permanecer na partida, evitando um agravamento do problema.

Dodô lamenta derrota decidida no fim: “Perdemos para nós mesmos”

Dodô foi bastante crítico após a derrota do Santos para o Cruzeiro no Mineirão, por 2 a 1. Na saída de campo, o lateral-esquerdo preferiu deixar os méritos do rival de lado e garantiu que o Peixe, que não perdia no Brasileiro havia sete rodadas, voltará para casa com o resultado negativo graças à falta de atenção do time nos minutos finais.

“O sentimento é que perdemos para nós mesmos. Tivemos inúmeras chances de matar o jogo, fazer 2 a 0, 2 a 1. É complicado, porque fizemos um jogo bom, acabamos pagando por uma desatenção. Temos que refletir, treinar bastante finalização para não voltarmos a cometer os mesmos erros do início do Brasileiro, em que jogávamos melhor, mas não vencíamos”, disse Dodô ao Premiere.

O jogador santista também comentou sobre a falta de eficiência da equipe no segundo tempo, quando teve diversas oportunidades para assegurar o resultado positivo, mas não converteu. Em uma dessas chances, inclusive, Bruno Henrique acabou cabeceando para fora após ótima defesa do goleiro Fabio em jogada individual de Gabigol.

“A gente espera que não prejudique, sabemos que os nossos atacantes têm que ter confiança na cara do gol. Tivemos inúmeras chances, não aproveitamos, mas agora é erguer a cabeça, descansar e na quinta-feira, lá no Pacaembu, aproveitar as chances e sair com os três pontos para dar um ânimo maior pra buscarmos o nosso principal objetivo, que é a Libertadores”, completou Dodô.

Ausência de Gustavo Henrique expõe problemas na defesa do Santos

O Santos mostrou ter sentido bastante a falta de Gustavo Henrique no último domingo, na derrota para o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo o técnico Cuca escondeu a importância do zagueiro santista, que não pôde atuar em Belo Horizonte por ter de cumprir suspensão automática após levar o terceiro cartão amarelo no empate sem gols com o São Paulo.

“Eu não ia falar nada sobre esquema, porque não foi perguntado, mas ele é importantíssimo, principalmente no jogo aéreo. Acho que faz falta, é um jogador com quem estamos acostumados a jogar”, afirmou Cuca, que acabou colocando Robsom Bambu para jogar ao lado de Luiz Felipe.

No último domingo, os dois gols cruzeirenses foram consequência de jogadas aéreas. No primeiro, Sassá apareceu nas costas da zaga para cabecear no cantinho, vencendo Vanderlei. Já no segundo, a defesa do Peixe vacilou ainda mais, deixando um enorme espaço na área para Raniel receber passe de cabeça de David e também de cabeça estufar as redes.

Com o resultado, o Santos viu ir embora uma sequência de nove jogos sem derrota – desconsiderando o revés simbólico para o Independiente na Libertadores, que, na prática, terminou em 0 a 0. Além disso, havia oito jogos que o Peixe não sofria um gol.

“Dói mais, porque a gente merecia ganhar o jogo. Se o futebol tivesse mérito, mas não tem. Você tem que começar a construir uma invencibilidade novamente, perdemos uma invencibilidade de novo jogos, oito sem tomar gol. Vamos trabalhar para fazer um bom jogo contra o Vasco, já pedindo a força do torcedor. Merecemos as críticas, mas não podemos criticar os meninos porque eles perderam gols, ninguém perde por querer. Se estivéssemos em uma noite feliz, teríamos ganhado o jogo”, completou Cuca.