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Santos 1 x 1 Fortaleza

Data: 27/09/2020, domingo, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC).
Auxiliares: Alex dos Santos e Thiaggo Americano Labes.
VAR: Rafael Traci
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (S); Romarinho (F).
Gols: Madson (41-1) e Gabriel Dias (02-2).

SANTOS
João Paulo; Madson (Pará), Alex, Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Jean Mota (Carlos Sánchez) e Arthur Gomes (Raniel); Marinho, Soteldo (Lucas Braga) e Kaio Jorge (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuca

FORTALEZA
Felipe Alves; Gabriel Dias, Jackson, Paulão e Carlinhos; Felipe (Fragapane), Juninho e David (Marlon); Romarinho, Osvaldo (Ronald) e Wellington Paulista (Yuri César).
Técnico: Rogério Ceni



Santos sai na frente, mas cede empate ao Fortaleza na Vila Belmiro

Neste domingo, Santos e Fortaleza se enfrentaram na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em jogo movimentado, com boas chances para ambos os lados, as equipes ficaram no empate em 1 a 1. Madson abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Gabriel Dias deixou tudo igual na segunda etapa.

Com o resultado, o Peixe fica com 17 pontos conquistados e segue na oitava colocação da tabela. O Sport tem mesma pontuação, mas fica na frente pelo número de vitórias (5 a 4). Com um ponto a menos, o Leão do Pici aparece logo atrás, na nona posição.

O jogo

Jogando em casa, o Santos levou o primeiro perigo ao gol defendido por Felipe Alves logo aos sete minutos de partida. Após cobrança de escanteio de Soteldo, Paulão cabeceou para trás, e a bola sobrou para Marinho, que emendou de primeira. O goleiro tricolor caiu bem e espalmou.

O Fortaleza respondeu aos 11 minutos, em chute de Osvaldo que passou à esquerda, próximo da meta santista. Pouco depois, novamente foi a vez do Santos de ameaçar. Felipe Jonatan recebeu cruzamento longo de Madson e bateu forte, mas mandou para fora.

Aos 30 minutos, o Leão do Pici assustou ao acertar uma bola na trave. Osvaldo fez o cruzamento para a área, Welligton Paulista não conseguiu encostar, e a bola carimbou o poste, mas o auxiliar assinalou impedimento. Aos 40, Kaio Jorge desviou de cabeça e também mandou na trave.

Marcando em cima e forçando muitos erros de passe dos adversários, o Santos conseguiu tirar o zero do placar aos 41. Em cobrança de falta, Marinho alçou na área leonina, Madson acertou um belo peixinho e balançou as redes para colocar os donos da casa em vantagem antes do intervalo.

Com Yuri César no lugar de Wellington Paulista, a equipe comandada por Rogério Ceni voltou ligada e chegou ao empate logo aos dois minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Juninho, o zagueiro Gabriel Dias subiu sozinho e completou de cabeça para deixar tudo igual na Vila Belmiro.

O Peixe quase retomou a liderança do marcador aos cinco minutos, em bela jogada de Arthur Gomes. O camisa 23 recebeu na área, deu um chapéu em Paulão, outro em Carlinhos, e bateu, exigindo boa defesa de Felipe Alves. Cinco minutos depois, Marinho tentou um voleio na pequena área após cruzamento de Soteldo e mandou perto da trave.

Ao longo da segunda etapa, o cansaço começou a afetar os jogadores de ambos os times. O Alvinegro tentou pressionar em busca do gol da vitória e até criou boas chances, mas o Fortaleza conseguiu segurar o ímpeto santista. Assim, o empate persistiu até o apito final.

Cuca fala em “jogo ideal” do Santos, mas lamenta chances desperdiçadas

Apesar do empate em casa contra o Fortaleza, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca afirmou que o Santos fez o “jogo ideal” na Vila Belmiro. Em entrevista coletiva virtual, o comandante elogiou a atuação do Peixe e afirmou estar contente com a produção do elenco alvinegro na partida.

“Foi o jogo ideal. esse é o jogo. A gente tem jogado assim quase todos os jogos. Mesmo nas derrotas a gente tem sido melhor que o adversário, tido mais posse de bola. Estamos construindo um padrão de jogo bacana, interessante. Tem dias que o jogador não consegue jogar na alta intensidade que eles têm. Tem fatores que atrapalham, cansaço, desgaste, dor, então temos que saber que eles são seres humanos. Estou contente com o que eles produziram hoje”, declarou o treinador.

No entanto, Cuca lamentou as diversas chances perdidas pelo Santos, que poderiam dar a vitória aos donos da casa. Na segunda etapa, o Alvinegro Praiano chegou perto de voltar a ter vantagem no placar, mas os atacantes não conseguiram completar para as redes.

“Nós mexemos, jogamos o time mais para frente. Depois dos 15, 20 minutos, eles tiveram até uma ou outra chance, mas nós perdemos gols incríveis, com Soteldo, Raniel, Marinho, com todos os atacantes, porque criamos muitas chances. Ao meu ver, era para termos vencido, uma partida que tivemos grande parte do controle, sofremos alguns contra-ataques que é natural sofrer, e não fomos felizes na finalização. Esse foi o fator que nos tirou dois pontos”, explicou.

Além disso, o técnico santista também apontou a ausência de Lucas Veríssimo, com edema na panturrilha, como determinante para o gol marcado pelo Fortaleza. Gabriel Dias deixou tudo igual aos três minutos da etapa final, após cobrança de escanteio de Juninho.

“Eles fizeram o gol em uma bola que não tínhamos nosso pilar, nossa estrutura maior, que é o Lucas (Veríssimo). Ele é o homem que pega essa bola. Nosso homem da bola foi tirado pelo jogador deles, e eles fizeram o gol aos três minutos”, disse.

Com o resultado, o Santos fica com 17 pontos conquistados e segue na oitava colocação da tabela do Brasileirão.

Cuca cita chances criadas e vê “jogo bem jogado” contra o Fortaleza

Após o empate entre Santos e Fortaleza no último domingo, o técnico Cuca avaliou a atuação de sua equipe. O treinador citou as chances de gol criadas pelo Peixe, mas reconheceu o bom desempenho defensivo do time de Rogério Ceni.

De acordo com Cuca, o desgaste pela sequência de jogos não atrapalhou o desempenho do Santos, que conseguiu criar chances suficientes para sair de campo com a vitória.

“Não, o desgaste não atrapalhou. Eu trabalhei com dois meias, o Arthur e o Jean Mota, um centroavante, mais dois pontas, então era para criar por dentro. No segundo tempo ainda mais com as entradas do Lucas Lourenço, do Sánchez, tentando fazer o jogo. No primeiro tempo fomos bem pelo lado direito, no segundo foi trabalhado mais pelo esquerdo porque foi onde se encontrou espaço, e uma vez no fundo de campo, você tem que fazer o cruzamento”, disse o treinador.

“Desses cruzamentos nós tivemos muitas oportunidades, com Jean Mota, Marinho, Raniel, uma de cabeça muito clara. Diversas com o próprio Madson chegando na linha de fundo, e a gente errando o último movimento. Então, foi criando muitas alternativas de jogo, foi um jogo bem jogado, em que o adversário se postou muito bem defensivamente e teve ainda alguns contra-ataques perigosos”, completou.

Ainda falando sobre a criação de jogadas, Cuca negou que sinta falta de um meia armador do elenco, relembrando também que o Peixe está impedido de fazer contratações por conta de uma punição da Fifa.

“Eu estou contente com o que tenho. Tenho esses meninos e estou fechado com eles. Não adianta falar que não tem isso, não tem aquilo, até porque não pode contratar, então não vai resolver nossa vida. Meu grupo é esse aí e está bom”, concluiu.

Cuca diz que Santos não tem time titular e reforça rodízio : “Vou usar todo mundo”

O técnico Cuca comentou as alterações nos onze iniciais do Santos que enfrentaram o Fortaleza, no empate por 1 a 1 na noite de domingo, em relação ao time que entrou em campo na Copa Libertadores e venceu o Delfín na quinta-feita.

Foram três mudanças: na lateral-direita, saiu Pará e entrou Madson; na zaga, saiu Lucas Veríssimo e entrou Alex; no meio-campo, saiu Sánchez e entrou Jean Mota.

“Do jeito que a gente está jogando, viajando, se desgastando, a gente não tem uma titularidade. A gente tem diversos jogadores que a gente vai usando”, afirmou o treinador.

“A gente tem essa maratona de jogos e não vai parar por aí. Eu jogo quinta-feira à noite no Paraguai, aí viajo do Paraguai à Goiânia para jogar no domingo. Então, sai de madrugada de Goiânia para ir pegar o Corinthians. Na quarta, volta, troca de roupa e pega o Grêmio. Então, vou usar todo mundo, não tem onze titulares. Eles têm trabalhado bem, não temos perdido jogador por lesão, graças a Deus, senão seria bem pior”, completou.

Sobre Kaio Jorge, que começou jogando pela segunda partida consecutiva, Cuca se mostrou satisfeito com o desempenho do garoto de apenas 18 anos. “Ele está cooperando muito, abrindo espaço, vindo buscar, às vezes tem jogado como segundo atacante com o Raniel, cabeceou uma bola na trave hoje. Daqui a pouco a bola dele entra, e ele pega mais confiança”, disse.

O mesmo vale para outro jovem do elenco, o zagueiro Alex. Cuca já adiantou que ele será titular no jogo do meio de semana contra o Olimpia, pela Libertadores. “Ele vai jogar e vamos ver o companheiro dele. Não tenho Luan Peres, nem Lucas Veríssimo, o Alison está machucado, então vamos ver. Vou fazer o melhor que eu puder. Quinta-feira é decisão”, ressaltou.

Santos tem pior início de Brasileirão como mandante dos últimos 20 anos

Antes grande arma do Santos, a Vila Belmiro não vem fazendo a diferença para o Peixe na temporada de 2020. Com o empate de domingo contra o Fortaleza, o Alvinegro Praiano registrou o pior início de Campeonato Brasileiro como mandante dos últimos 20 anos.

Em sete partidas disputadas na Vila nesta edição da competição nacional, a equipe comandada pelo técnico Cuca conquistou apenas dez pontos. Foram duas vitórias (contra Athletico-PR e Atlético-MG), quatro empates (contra RB Bragantino, Vasco, São Paulo e Fortaleza) e uma derrota (contra o Flamengo).

Em 1999, o Santos somou nove pontos nos sete jogos iniciais como mandante no Brasileirão (duas vitórias, três empates e duas derrotas). Desde então, o Peixe sempre fez mais de dez pontos nas sete primeiras partidas em que teve o mando de campo, não necessariamente na Vila Belmiro.

O duelo com os cearenses também representou o terceiro jogo seguido do Alvinegro sem vitória na Baixada Santista, incluindo o empate com o Olimpia, pela Copa Libertadores. Com Cuca, a equipe paulista venceu apenas duas vezes, empatou cinco e perdeu uma em oito compromissos na Baixada, totalizando um aproveitamento de 45,83%.

Cuca lamenta crise política no Santos e pede mais paz: “Querendo ou não, afeta em campo”

Após o empate em 1 a 1 no domingo contra o Fortaleza, o Santos terá uma segunda-feira decisiva na política do clube.

Como adiantou a Gazeta Esportiva, o Conselho Deliberativo vota hoje o parecer do pedido de afastamento imediato do presidente José Carlos Peres e de sete membros do Comitê de Gestão: Anilton Perão, Bruno Carbone, Estevam Juhas, Fábio Gaia, Matheus Rodrigues, Paulo Schiff e Pedro Dória.

O técnico Cuca, em coletiva pós-jogo, revelou incômodo em relação ao momento. “Eu, particularmente, tive um dia muito ruim, porque amanhã a gente tem um dia conturbado aqui no Santos, pode ocorrer uma série de coisas politicamente, e a gente está à mercê disso. Por mais que o Doria, o Mateus, o Jorge estejam com a gente, estejam trabalhando junto, amanhã tudo pode acontecer e, de repente, cambiar tudo”, comentou.

A Comissão de Inquérito e Sindicância concordou com o Conselho Fiscal sobre irregularidades na gestão de Peres. O Peixe teve as contas de 2019 reprovadas – houve superávit de R$ 23,5 milhões de superávit no ano passado, mas o clube contou com contabilização da venda de Rodrygo ao Real Madrid, da Espanha, por R$ 190 mi.

“Passei falando com advogado, muitas vezes pensando que está um peso muito grande e que as coisas têm que se organizar também para que fora de campo a gente tenha um pouco mais de paz. Querendo ou não, afeta dentro, a gente fica sabendo de tudo que ocorre, e isso também afeta um pouco. Vamos torcer para que as coisas andem de um jeito que seja bom para o Santos e que a gente fique ileso disso, para quinta-feira fazer um jogo decisivo com o Olimpia”, ressaltou Cuca.

Cuca explica escolha de Marinho como capitão: “Prêmio pelo que ele tem representado”

O atacante Marinho carregou a faixa de capitão do Santos pela primeira vez no empate contra o Fortaleza, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva virtual, o técnico Cuca explicou que a escolha veio como “prêmio” pelo momento do camisa 11 e pelo que ele representa para o Peixe.

“É um prêmio pelo que ele vive e pelo que ele tem representado também. É um jogador que tem muitos ‘memes’ com ele, mas é um cara que tem uma liderança perante o grupo, então ele mereceu a faixa. Uma pena ela não ter vindo com a vitória”, declarou o comandante.

Cuca também afirmou ter conversado com o jogador por conta das brincadeiras envolvendo seu nome. Na saída do gramado, Marinho quebrou o silêncio após um tempo sem dar entrevistas e afirmou que quer “ser lembrado apenas pelo trabalho e não por ‘meme’”,

“Eu já falei com ele. O Marinho é um pacote. É aquele Marinho extrovertido, alegre, brincalhão, que o povo brinca, e isso faz ele ter empatia de todo mundo. Isso ele não pode perder. Agora, junto disso tem um jogador que é uma liderança também. Eu já conversei sobre isso com ele. Ele não pode ficar bravo, ele tem que curtir essas coisas. Eu curto um monte de coisa minha. Faz parte do pacote”, disse o treinador.

Marinho diz que quer ser lembrado pelo trabalho no Santos e não por “meme”

Marinho quebrou o silêncio ao dar entrevista logo depois do empate do Santos com o Fortaleza, na Vila Belmiro, neste domingo.

Em grande fase com a camisa do Peixe, o atacante sabe que se tornou também um personagem folclórico no futebol e, por isso, tem preferido evitar os microfones.

“O silêncio é justamente para focar mais pelo meu trabalho, para todo mundo falar do Marinho pelo que ele faz em campo. Respeito a todos vocês da imprensa, mas era o momento, para que meu nome venha a ser lembrado apenas pelo meu trabalho e não por ‘meme’, mas pelo trabalho que venho fazendo”.

Na entrevista ao Premiere, o camisa 11 aproveitou para explicar os minutos em que ficou no gramado do Estádio Nilton Santos, sozinho, depois do empate por 0 a 0 com o Botafogo, na rodada anterior do Campeonato Brasileiro.

“A gente fica mal. Pelo que a gente criou, eu fico mal quando a gente perde, empata. Pra mim foi um empate com gosto de derrota, fiquei num momento meu ali, porque às vezes você chega no vestiário e quer quebrar tudo, eu fiquei irritado comigo mesmo, algumas jogadas que, de repetente, poderia ter caprichado mais”.

Ciente de que havia certa expectativa pela sua convocação à Seleção Brasileira, Marinho evitou falar em frustração por não ter sido lembrado pelo técnico Tite na última lista.

“Uma coisa que não me frustra, Deus sabe de todas as coisas, sigo trabalhando no Santos, tenho que fazer meu melhor aqui e, se tiver que acontecer, vai ser um lucro muito grande”.

Marinho não foi convocado, mas ostentou a faixa de capitão do Santos pela primeira vez neste sábado.

“O orgulho maior é vestir essa camisa. Complicado falar, a emoção é grande, ser capitão do time. Costumo falar que capitão são os 11 jogadores que estão aqui, buscando, trabalhando”.

Apesar da boa fase, o experiente santista não conseguiu levar a equipe alvinegra a uma vitória em cima do Fortaleza.

“A gente acabou saindo ganhando, tomamos gol muito cedo no segundo tempo, criamos oportunidades, mas vamos seguir, já temos que virar a chave, porque já tem Libertadores na quinta-feira”.


Delfín-EQU 1 x 2 Santos

Data: 24/09/2020, quinta-feira, 23h00.
Competição: Copa Libertadores – Grupo G – 4ª rodada
Local: Estádio Jocay, em Manta, Equador.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Kevin Ortega (PER).
Auxiliares: Michael Orue e Jonny Bossio (ambos do PER).
Cartões amarelos: Cangá e Nazareno Valencia (D); Lucas Veríssimo e Marinho (S).
Cartão vermelho: Rodríguez (D).
Gols: Marinho (18-1); Rojas (29-2) e Jean Mota (36-2).

DELFÍN SC (EQU)
Corozo; Jonathan Gonzalez (Cifuente), Cangá, Carlos Rodriguez e Geovanny Nazareno; Charles Velez, João Ortiz, Villalva (Rojas) e Corozo; Garcés e Valencia (Benítez).
Técnico: Miguel Ángel Zahzú

SANTOS
João Paulo; Pará, Lucas Veríssimo (Alex Nascimento), Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Carlos Sánchez (Lucas Lourenço) e Arthur Gomes (Raniel); Marinho, Kaio Jorge (Jean Mota) e Soteldo.
Técnico: Cuca



Santos vence o Delfín e encaminha vaga nas oitavas da Libertadores

Com um a mais desde o primeiro tempo, o Santos venceu o Delfín por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Equador, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe abriu o placar com Marinho, não aproveitou as chances criadas e sofreu na etapa final, quando o Delfín empatou com o Rojas. Só que o Alvinegro reagiu rápido e desempatou com Jean Mota.

O Santos segue líder do Grupo G, agora com 10 pontos e com vaga encaminhada nas oitavas de final, dependendo de um empate. O Defensa y Justicia tem seis, o Olimpia cinco e o Delfin segue na lanterna com um.

O jogo

O Santos dominou a etapa inicial do início ao fim. Teve 63% de posse de bola, criou as principais chances e só sofreu um pouco em contra-ataques.

Soteldo, que havia tentado duas vezes, conseguiu a assistência na terceira boa jogada pela esquerda. Ele cruzou na cabeça de Marinho no segundo pau. 1 a 0 para o Peixe aos 18 minutos.

O Alvinegro seguiu em cima, mas o goleiro Corozo pouco trabalhou. A situação ficou mais tranquila quando Rodríguez recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso com 40 jogados.

O Santos quase ampliou aos cinco minutos. Felipe Jonatan cruzou, a bola passou por todo mundo e chegou em Marinho. O camisa 11, sozinho, exagerou na força.

Aos 10, o Delfín respondeu. Valencia cruzou na segunda trave, Corozo cabeceou no segundo pau. A bola passou perto da trave direita do goleiro João Paulo.

O Santos não aproveitou os espaços, diminuiu o ritmo e levou o empate de uma equipe inferior tecnicamente e com um a menos em campo.

No minuto 29, Corozo fez jogada individual, ganhou o bate-rebate e a bola sobrou limpa para Rojas empurrar para o fundo das redes. 1 a 1 em Manta.

O Peixe acordou e conseguiu o desempate aos 36 minutos jogados, quando Raniel fez boa jogada pela direita e Jean Mota, segundos depois de entrar, finalizou no segundo pau. 2 a 1.

Nos minutos finais, o Alvinegro administrou a vitória e agora tem vaga encaminhada nas oitavas de final da Libertadores da América.

Bastidores – Santos TV:

Cuca valoriza vitória do Santos no Equador, mas diz: “Não precisávamos sofrer”

Cuca valorizou a vitória do Santos sobre o Delfín no Equador, mas lamentou o susto no segundo tempo da partida válida pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe controlou o jogo desde o primeiro minuto, abriu o placar com Marinho e ficou com um a menos ainda na etapa inicial. Nos 45 minutos finais, porém, não aproveitou as chances, sofreu o empate com Rojas e reagiu depois do susto. Jean Mota desempatou.

“Importante de hoje é a vitória. Jogo muito bem jogado dentro do possível, mas poderíamos ter aproveitado as chances. Não precisávamos sofrer”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Tivemos que mexer, coloquei dois meias, Jean Mota e Lucas Lourenço. Entraram bem. Jean no primeiro toque fez o gol da vitória”, completou.

O Santos segue líder do Grupo G, agora com 10 pontos e com vaga encaminhada nas oitavas de final, dependendo de um empate. O Defensa y Justicia tem seis, o Olimpia cinco e o Delfin segue na lanterna com um.

Na próxima rodada, o Peixe visitará o Olimpia, quinta, no Paraguai. O Delfin, eliminado, jogará novamente em casa contra o Defensa y Justicia.

Marinho valoriza “família” do Santos após vitória no Equador: “Feliz por tudo”

Um dos destaques do jogo, Marinho valorizou a vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Delfín na noite desta quinta-feira, no Equador, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O camisa 11 fez o primeiro gol. Jean Mota desempatou após o susto do Delfín. Com os três pontos, o Peixe lidera o Grupo G, com 10, e fica a um empate da classificação às oitavas de final. O Alvinegro ainda enfrentará Olímpia (no Paraguai) e Defensa y Justicia (na Vila Belmiro).

“É uma família incrível, um grupo fantástico. Glória a Deus pela grande partida. Feliz por tudo”, disse Marinho, em entrevista para a Conmebol.

“Grande jogada do Soteldo. Eu, como oportunista, estava no lugar certo e pude fazer o gol. Agora teremos mais um jogo difícil (Olimpia). Temos que desfrutar essa vitória de hoje e pensar jogo a jogo”, completou o atacante.

Jean Mota, do Santos, faz um gol após 15 meses e diz: “Me dá confiança para prosseguir”

Jean Mota foi o herói da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Delfín na última quinta-feira, no Equador, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O meia entrou aos 35 minutos do segundo tempo e, segundos depois, apareceu no segundo pau para aproveitar cruzamento de Raniel e desempatar.

“Sabíamos que seria difícil. Tínhamos que igualar na vontade. Tivemos chances, não matamos, mas não deixamos de nos doar. Ponto forte dessa equipe é a vontade e união de todos. Por isso conquistamos esses três pontos”, disse Jean.

“Todos são importantes. Elenco forte, eu busco meu espaço em todos os jogos. É um gol que me dá confiança para prosseguir. Temos muitos jogos e terei outras oportunidades. Campeonato é longo, mais de uma competição”, completou.

Jean Mota foi alvo do Bahia, mas a negociação não avançou.

“Sempre declarei que queria ficar. Tenho mais dois anos de contrato. Sempre há especulações, mas sou jogador do Santos e vou honrar a camisa. Se não contarem mais comigo, vou seguir meu caminho. Mas enquanto tiver contrato, vou honrar”, concluiu.

Cuca vê Kaio Jorge polivalente no Santos: “Sabe fazer um 8 ou 10”

Cuca vê Kaio Jorge capaz de desempenhar mais de uma função no Santos. O jogador de 18 anos é centroavante desde as categorias de base.

Kaio foi titular na vitória por 2 a 1 sobre o Delfín, no Equador, e no segundo tempo recuou para Raniel atuar como camisa 9.

“Eu sinto que ele não é um centroavante centroavante, sabe fazer um 8 ou 10, vir de trás, às vezes precisa de centroavante para jogar e ter a qualidade técnica aflorada. Por isso coloquei Raniel, para matar o jogo e deixei o Kaio Jorge”, explicou Cuca.

Kaio Jorge treinou e atuou como ponta sob o comando de Jesualdo Ferreira. Com Cuca, tem sido incentivado a jogar também mais recuado, no meio-campo.


Botafogo 0 x 0 Santos

Data: 20/09/2020, domingo, 18h15.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Sidmar dos Santos Meuer (ambos do PR).
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Gatito, Fernando, Caio Alexandre e Davi Araújo (B); Carlos Sánchez (S).

BOTAFOGO
Gatito Fernández; Fernando (Barrandeguy), Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luís (Hugo); Rentería (Luiz Otávio), Caio Alexandre (Rafael Forster) e Davi Araújo (Honda); Rhuan, Kalou e Matheus Babi.
Técnico: Paulo Autuori

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Jean Mota (Tailson) e Carlos Sánchez (Ivonei); Marinho, Arthur Gomes (Lucas Lourenço) e Raniel (Kaio Jorge).
Técnico: Cuca



Santos joga melhor, mas esbarra em Gatito e só empata com o Botafogo

O Santos criou as melhores chances, mas só empatou em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe esbarrou na falta de pontaria e na ótima atuação do goleiro Gatito. Os donos da casa chegaram com perigo em raras oportunidades. O Alvinegro finalizou cinco vezes mais.

Com o empate, o Santos é o sétimo colocado no Brasileirão, com 16 pontos. O Botafogo ocupa o 18º lugar, com 10, e segue na zona do rebaixamento.

O jogo

Os primeiros minutos foram equilibrados, de estudo de parte a parte. Logo depois, o Santos melhorou e criou as principais chances de gol.

Arthur Gomes, o melhor da etapa inicial, deu trabalho para Gatito em cruzamento rasteiro aos 7′. No minuto 13, Arthur tabelou com Marinho e encobriu o goleiro do Botafogo. A zaga afastou na linha, mas o lance foi invalidado por impedimento.

Aos 16, Arthur Gomes apareceu de novo. Ele soltou uma bomba com a perna direita para Gatito espalmar. No escanteio, o goleiro ia fazendo uma lambança, mas conseguiu evitar o “gol contra”.

Quando o placar marcava 22, os donos da casa criaram a primeira oportunidade clara. Davi Araújo recebeu lançamento, conseguiu encobrir o goleiro João Paulo e Luan Peres afastou.

Aos 33, Arthur, de novo ele, recebeu pela esquerda, clareou o lance e bateu colocado, muito perto da trave esquerda de Gatito Fernández.

E no minuto 38, rolou uma polêmica da arbitragem. Caio Alexandre fez falta dura em Diego Pituca e o juiz Igor Benevenuto, sem pensar duas vezes, deu cartão vermelho. O VAR foi consultado e, após checagem no vídeo, a decisão foi alterada. Amarelo para o botafoguense.

Desta vez, a primeira chance foi do Botafogo. Aos quatro minutos, Marcelo Benevenuto subiu mais que todo mundo e ficou perto de abrir o placar.

Depois, o Santos pressionou. Aos 11, o zagueiro Luan Peres mostrou categoria e bateu colocado com perigo. No escanteio, Marinho ajeitou para a pequena área e ninguém apareceu. A bola sobrou para Sánchez, que finalizou bonito para grande defesa de Gatito.

Quando o placar marcava 29 jogados no Engenhão, Carlos Sánchez cruzou bem e Kaio Jorge cabeceou bonito. A bola passou raspando a trave novamente.

Aos 35, Felipe Jonatan fez boa jogada individual e cruzou. O jovem Kaio Jorge, na pequena área, girou e bateu por cima do travessão. Já nos acréscimos, Madson inverteu e Ivonei, sozinho, obrigou Gatito a fazer outro milagre.

Nos minutos finais, o Santos seguiu na pressão, mas não conseguiu a vitória. O Peixe foi bem melhor que o Botafogo, mas não impediu o empate.

Bastidores – Santos TV:

Cuca ‘esquece’ punições do Santos e diz: “Eu cuido dos meninos e só”

O Santos foi punido pela segunda vez na Fifa e não pode contratar jogadores em função da dívida de R$ 30 milhões com o Hamburgo, da Alemanha, e outros R$ 18 milhões com o Huachipato, da Venezuela. Enquanto isso, Cuca tenta pensar apenas em campo.

O técnico valoriza os Meninos da Vila e não cria expectativa por reforços.

“Eu cuido dos meninos e só, não quero saber de mais nada. Meu trabalho foi tentar ajustar os casos na Justiça do Everson e Sasha (reforços do Atlético-MG), deu certo. Quitamos parte das pendências e não penso em reforço porque tenho que cuidar dos meninos. Me queixo de nada. Vou dar meu máximo, não vou lamentar punição. Colocar culpa em um ou outro… Isso não ajudaria. No dia 30 de setembro, não se pode mais contratar ou vender via Estatuto. São 10 dias. Tirando sábado e domingo, sobram oito”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

Como a Gazeta Esportiva publicou, Cuca conversou com o zagueiro Laércio e o meio-campista Elias e falou sobre a possibilidade de não esperarem pela regularização.

E como citou o treinador na entrevista, o Estatuto Social prevê anuência do Conselho Deliberativo a partir de outubro, três meses antes da eleição. A relação do presidente José Carlos Peres é ruim com a maior parte dos conselheiros.

Marinho desabafa sozinho após empate do Santos, e Cuca diz: “Torcedor tem que valorizar”

Marinho chamou a atenção não apenas durante o jogo, mas principalmente depois do apito final de Botafogo 0 x 0 Santos no último domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O camisa 11 ficou no gramado por alguns minutos e foi o último do elenco a sair. Ele falou sozinho, socou o gramado, olhou para o céu e abriu os braços e, por fim, sentou no campo, na chuva, por alguns minutos.

Em entrevista coletiva, o técnico Cuca valorizou o atacante.

“Chorou, socou o gramado, ficou desolado. E não é só ele. São todos. O torcedor tem que valorizar esse tipo de profissional. Esses meninos, e Marinho também, com espírito jovem, passam dificuldade enorme. Ninguém reclama de atraso ou outras coisas”, disse Cuca.

“Estamos construindo uma família. Quando fazemos partida tão bela e não ganhamos, entra o emotivo. Por essa razão imagino o motivo de ter ficado bravo. E como fazemos tudo e mais um pouco, também fico sentido. Temos que valorizar o jogo ao invés de reclamar”, completou.

Cuca elogia Arthur Gomes e valoriza jogo do Santos: “Controladíssimo”

Cuca elogiou Arthur Gomes, um dos destaques no empate do Santos em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O atacante substituiu Soteldo e criou várias chances, principalmente no primeiro tempo.

“Jogamos com dois meias (Carlos Sánchez e Jean Mota), tivemos mais criatividade, mais jogo pelo meio. Arthur Gomes fez uma grande partida. Faltou fazer o gol. Se faz o gol, coroa uma atuação tão bela como a de hoje. Empate deixa uma dúvida mesmo com essa atuação. Procuro diferenciar resultado da atuação. Atuação foi muito boa. Resultado muito ruim”, disse Cuca, em entrevista coletiva. .

“Poderíamos ter feito o gol e termos uma vitória tranquila. Infelizmente não fizemos o gol e perdemos dois pontos. Era jogo para ter vencido. Estamos consolados pelo jogo que fizemos. Fizemos jogo ruim contra o Internacional, nos outros tivemos mais posse e no mínimo igualdade com os adversários. Jogamos muito, perdemos oportunidades e Gatito foi o melhor não à toa. Um jogo muito bem jogado da nossa parte. Jogo controladíssimo, com posse de bola, com movimentações interessantes, bonitas, envolvendo adversário e criando muitas chances, tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Mais de 20. Saímos tristes por deixar dois pontos aqui”, completou.


Santos 0 x 0 Olimpia-PAR

Data: 15/09/2020, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo G – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Leodán Gonzalez (URU)
Auxiliares: Nicolas Taran e Richard Trinidad (ambos do URU).
Cartões amarelos: Marinho (S); Candia e De La Cruz (O).
Cartões vermelhos: Rodrigo Rojas (O).

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Jean Mota); Alison (Lucas Lourenço), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Marinho, Soteldo e Raniel (Marcos Leonardo).
Técnico: Cuca

OLIMPIA (PAR)
Azcona; Otálvaro, Leguizamón, Alcaraz e Torres; Ortiz, Rodrigo Rojas, Candia (De La Cruz) e Alejandro Silva (Derlis González); Camacho (Caballero) e Roque Santa Cruz (Pitta).
Técnico: Daniel Garnero



Santos pressiona Olimpia, mas não consegue sair do 0 a 0 no retorno da Libertadores

O Santos não conseguiu vencer o Olimpia, nesta terça-feira na Vila Belmiro, pela retomada da Libertadores. Defendendo a liderança do grupo, o Peixe pressionou os paraguaios, mas saiu com empate por 0 a 0.

Em jogo travado com muitas faltas dos visitantes, a equipe de Cuca atuou por boa parte do segundo tempo com um homem a mais, mas não conseguiu tirar proveito da superioridade numérica para furar o bloqueio do adversário.

Com o resultado, o Peixe manteve a liderança do grupo G, mas perdeu o aproveitamento de 100%. Os santistas têm sete pontos, após duas vitórias e um empate, contra cinco do Olimpia, que aparece na segunda colocação.

O jogo

Com pouca criação no início, o Santos viu o Olimpia criar a primeira chance de gol da partida. Aos nove minutos, Ortiz finalizou de fora da área para boa defesa de João Paulo.

O Peixe só conseguiu chegar aos 24 minutos. Marinho fez belo lançamento para Soteldo na ponta esquerda, o venezuelano cruzou para trás e encontrou Diego Pituca após corta-luz de Raniel. O volante pegou de primeira, mas o chute saiu no meio do gol, para defesa fácil de Azcona.

Em seguida, aos 26, o Olimpia recebeu com pancada de Pitta do bico da área, para mais uma intervenção de João Paulo.

A principal chance santista veio aos 37 minutos. Soteldo recebeu na ponta esquerda, deixou com Raniel e correu para receber a devolução dentro da área. O venezuelano bateu na saída do goleiro mas a bola pegou no pé direito da trave e por pouco não entrou.

De volta do intervalo, o Santos se postou no campo de ataque e passou a pressionar o Olimpia em busca do gol. A maior parte da criação surgiu pelas pontas, com Marinho pela direita e Soteldo pela esquerda.

Aos dez minutos, o venezuelano escapou pela lateral da área e cruzou na segunda trave para Sánchez, que ajeitou com o peito para Raniel. O atacante não conseguiu alcançar a bola e perdeu boa chance de marcar.

Aos 20, Rodrigo Rojas fez falta dura, por trás, em Marinho na entrada da área, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Na cobrança, Sánchez acertou a barreira e desperdiçou outra boa oportunidade.

Com um homem a mais, o Peixe não conseguiu transformar a superioridade em chances para marcar. Os paraguaios esfriaram o jogo com faltas e a equipe de Cuca não encontrou os espaços.

Na parte final, entraram Lucas Lourenço, Marcos Leonardo e Jean Mota para reforçar o ataque, mas o Peixe não chegou mais nenhuma vez com perigo à meta paraguaia.

Nos minutos finais, Jean Mota cobrou falta com perigo aos 40, Pituca arriscou chute de fora da área aos 43 e Madson tentou batida cruzada já nos acréscimos, mas nada surtiu efeito. 0 a 0 na Vila Belmiro.

Confrontos – Santos TV:

Santos apela para cruzamentos e só acerta dois: “Era o que sobrava”, diz Cuca

Diante da forte marcação do Olimpia (PAR), o Santos apelou para os cruzamentos na Vila Belmiro. E a estratégia não funcionou no empate em 0 a 0, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe cruzou 28 vezes na área. E acertou duas delas, de acordo com o Sofascore. Apenas Marinho (um de oito) e Pará (um de três) foram corretos no fundamento.

“Era o que sobrava, cruzamento. Por dentro estavam fechados. Queriam que afunilássemos. Jogo é diferente. Até entender a arbitragem se fica nervoso, o pau come. Para lá e para cá, é preciso entrar no espírito da Libertadores. Olimpia não perde nada aos grandes times que vão disputar competição a nível de ganhar. Time de tradição, forte, equipe muito boa”, disse o técnico Cuca, em entrevista coletiva.

“Tenho três lances na cabeça. O primeiro que fizemos a parede, a única certa. Jogo estava pedindo essa jogada, lado de campo estava fechado e por dentro tínhamos tabela. Quando aconteceu com Raniel e Soteldo, bola bateu na trave. E no segundo tempo duas chances, uma que Sánchez ajeitou e Raniel não definiu e uma última com Madson, com Marcos Leonardo livre e na hora de cruzar erra o cruzamento. Pecamos nesse passe final, três chance claríssimas. Se acertássemos uma delas, teríamos ganhado”, completou.

Cuca vê desequilíbrio no elenco do Santos e lamenta noite ruim do meio-campo

Cuca avaliou o empate do Santos em 0 a 0 com o Olimpia na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O técnico destacou o desequilíbrio no elenco para encontrar variações táticas e lamentou o jogo ruim do meio-campo diante dos paraguaios.

“Difícil. Quando se tem opções para mudar taticamente a equipe, dois centroavantes ou dois armadores (…). Temos dificuldades. Bom plantel, mas sem equilíbrio em alguns setores. Não preciso dizer, vocês sabem. Buscamos criar essas oportunidades”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Conseguimos chegar nesse jogo com a equipe principal. Raniel ficou 10 dias parado (em quarentena em função do novo coronavírus), há uma queda física e técnica. Mas tecnicamente não fizemos grande jogo no meio-campo, na criação, na individualidade. Nos faltou isso”, completou.

Madson e Lucas Lourenço? Cuca explica titularidade para Pará e Alison no Santos

Parte da torcida do Santos pede por Madson e Lucas Lourenço no time titular, com Pará e Alison no banco de reservas e Diego Pituca como primeiro volante. Cuca, neste momento, discorda.

O técnico valoriza Pará e Alison, capitães do elenco. Ambos foram substituídos no segundo tempo do empate em 0 a 0 com o Olimpia.

“Discordo que Madson seja mais ofensivo. Madson tem fundo melhor, Pará entra muito bem na diagonal e por dentro, por termos um ponta aberto. Aproveita mais esse espaço que Madson. Motivo de ter jogado é esse. Saiu machucado e era titular, questão de coerência e confiança no jogador”, disse Cuca, antes de falar sobre Alison.

“Depende da maneira que se joga. Se jogar com poucos atacantes, não tem problema. Mas pela maneira com que se joga, time fica vulnerável sem um defensor no meio-campo. Nós tiramos o Alison durante o jogo. Melhorou depois que ele saiu? Quantas chances tivemos a mais? Não se trata de culpar um jogador”, completou.

Líder do Grupo G da Libertadores da América com sete pontos, o Santos voltará a campo para enfrentar o Botafogo, domingo, no Engenhão, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Soteldo vê bom jogo do Santos contra o Olimpia: “Esse é o caminho”

Yeferson Soteldo gostou da atuação do Santos no empate em 0 a 0 com o Olimpia na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

O Peixe teve um a mais na metade final do segundo tempo e, mesmo assim, não conseguiu vencer. O Alvinegro segue líder do Grupo G, agora com sete pontos.

“No começo não estávamos ligados. Sabemos que a Libertadores não é como o Brasileiro, é mais difícil, o árbitro não apita tudo. Depois a gente entendeu, começou a jogar, eles passaram dos 30 minutos do 1º tempo até o fim com todo mundo atrás.
Não foi suficiente, mas a gente tentou, jogou bem. Todos os caras hoje jogaram muito bem, fiquei contente, no segundo tempo mais que tudo. Hoje não deu certo, mas esse é o caminho”, à Conmebol TV.


Santos 2 x 2 São Paulo

Data: 12/09/2020, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP).
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Cartões amarelos: Soteldo, Luan Peres (S); Igor Vinícius, Hernanes (SP).
Gols: Gabriel Sara (07-1), Madson (29-1) e Gabriel Sara (37-1); Marinho (45-2)

SANTOS
João Paulo; Madson, Lucas Veríssimo, Alison, Luan Peres; Diego Pituca, Carlos Sánchez (Marinho), Arthur Gomes (Wagner Leonardo); Soteldo (Jean Mota), Lucas Braga e Marcos Leonardo (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuca

SÃO PAULO
Volpi; Igor Vinícius; Diego Costa, Léo e Reinaldo; Tchê Tchê (Luan), Sara, Hernanes (Brenner), Igor Gomes, Vitor Bueno (Paulinho Boia) e Luciano.
Técnico: Fernando Diniz



Santos e São Paulo empatam em clássico eletrizante na Vila Belmiro

Neste sábado, Santos e São Paulo fizeram um clássico muito movimentado e empataram por 2 a 2, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Muito criticado pela torcida nos últimos jogos, Gabriel Sara marcou os dois gols do Tricolor, enquanto Madson e Marinho, de falta, balançaram as redes para Peixe.

O clássico teve um primeiro tempo eletrizante. O Tricolor iniciou o jogo dominante, marcando com Gabriel Sara logo no início e criando chances para ampliar. No entanto, na primeira chegada do Santos, Madson marcou de cabeça e deixou tudo igual. Quando o Peixe crescia na partida, o São Paulo construiu boa jogada pela direita e Sara marcou seu segundo gol.

O segundo tempo foi menos animado, mas sem cair no marasmo. O Peixe voltou melhor e mais intenso do intervalo, conseguindo chegar ao gol de empate em cobrança de falta de Marinho, contando com a colaboração de Volpi. Pouco antes, a partida foi paralisada por conta de uma falha parcial no sistema de iluminação na Vila Belmiro.

Com o resultado, o Santos chegou aos 15 pontos, na sexta posição. Enquanto isso, o São Paulo foi aos 18 pontos, na segunda colocação.

O jogo

O São Paulo começou melhor em campo e levou perigo desde o início. Primeiro, Reinaldo avançou com liberdade e finalizou em cima de João Paulo. Logo em seguida, aos sete minutos, Luan Peres tentou sair jogando e foi desarmado por Gabriel Sara, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro para abrir o placar.

Mesmo com a vantagem no placar, o Tricolor continuou no campo de ataque, conseguindo recuperar diversas bolas na intermediária ofensiva. Além de chutes de Vitor Bueno e Hernanes facilmente defendidos por João Paulo, Igor Vinícius perdeu grande chance ao receber lançamento de Tchê Tchê dentro da área e chutar para fora.

Mesmo acuado na partida, o Santos conseguiu empatar aos 29 minutos da primeira etapa. Sánchez bateu escanteio com precisão pela direita e Madson subiu entre dois defensores para testar e balançar as redes. Pouco depois, quase a virada: após escanteio da esquerda, Gabriel Sara desviou contra a própria meta e exigiu boa defesa de Volpi.

O Santos voltou a ter grande chance com Soteldo, que fez fila na entrada da área, entortou Léo e finalizou rasteiro, exigindo boa defesa de Volpi. No entanto, aos 37, o Tricolor conseguiu uma boa escapada e voltou a marcar. Gabriel Sara fez belo lançamento para Igor Vinícius, que avançou pela direita e cruzou rasteiro para o meia que iniciou a jogada. Sara chegou batendo de primeira e fez seu segundo gol no jogo.

Cuca mexeu duas vezes no intervalo e o Santos voltou mais intenso, levando perigo logo no início. Diego saiu jogando errado pela direita, Soteldo roubou a bola e cruzou na medida para Sánchez que testou livre à esquerda da meta de Volpi. O jogo esfriou nos minutos seguintes e o Peixe só voltou a chegar nos 20, quando Lucas Lourenço arriscou chute perigoso de fora da área.

Como o sistema de iluminação da Vila Belmiro teve uma queda, a partida ficou paralisada por cerca de 15 minutos. Logo no retorno, Marinho sofreu uma falta na intermediária e ele mesmo bateu. Volpi decidiu inverter a barreira e, na finalização forte do atacante do Peixe, ficou sem reação no meio do gol, aceitando o chute. 2 a 2 no placar.

Bastidores – Santos FC:

Cuca justifica Marinho no banco e parabeniza time por reação contra o São Paulo

Após ficar em desvantagem no marcador duas vezes, o Santos conseguiu buscar o empate contra o São Paulo na noite deste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na Vila Belmiro, o técnico Cuca justificou a decisão de começar com Marinho no banco e parabenizou seu time pela reação no clássico.

No primeiro tempo, o São Paulo saiu na frente por meio de Gabriel Sara, o Santos empatou com Madson e o mesmo Sara marcou novamente. Na etapa complementar, em uma falha do goleiro Tiago Volpi, Marinho determinou o placar final em cobrança de falta.

“De uma maneira geral, acho que o time no segundo tempo foi muito bem. Não é fácil dominar um jogo como dominamos na segunda etapa, sair duas vezes atrás e buscar o resultado duas vezes. Então, o time está de parabéns, mesmo não tendo vencido”, afirmou Cuca.

Responsável por sete gols e três assistências nas primeiras 10 rodadas do Campeonato Brasileiro, Marinho é o principal jogador do Santos nesta temporada. Após começar no banco de reservas, ele foi colocado por Cuca no lugar de Carlos Sanchez durante o segundo tempo e evitou a derrota do time mandante.

“Hoje, era um jogo importantíssimo e, terça-feira, não é menos importante”, disse Cuca, sobre o duelo contra o Olímpia, pela Copa Libertadores. “Sendo líder, você tem que jogar com o máximo de força. O Marinho sentiu um desconto no adutor e eu pretendia nem usá-lo aqui, mas o jogo pediu e tivemos que colocar”, justificou.

Veríssimo admite primeiro tempo ruim e valoriza melhora na etapa complementar

Em um clássico movimentado na Vila Belmiro, Santos e São Paulo empataram por 2 a 2 na noite deste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na saída do gramado, o zagueiro Lucas Veríssimo admitiu o primeiro tempo abaixo do esperado e valorizou a evolução na metade final.

No primeiro tempo, o São Paulo saiu na frente por meio de Gabriel Sara, o Santos empatou com Madson e o mesmo Sara marcou novamente. Na etapa complementar, em uma falha do goleiro Tiago Volpi, Marinho determinou o placar final em cobrança de falta.

“Realmente, a gente não fez um grande primeiro tempo e o time deles foi superior. Mas, ainda assim, criamos. O professor puxou um pouco no vestiário e fizemos um grande segundo tempo. É claro que a gente errou bastante ainda e vamos corrigir para que não aconteça novamente”, disse Veríssimo em entrevista ao Premiere.

O empate diante do São Paulo na Vila Belmiro mantém o Santos ainda sem vencer clássicos nesta temporada. Com o resultado diante do rival, o time alvinegro contabiliza 15 pontos ganhos e figura no sexto lugar da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Elogiado por Cuca, meia de 19 anos comemora nova chance no time profissional

Colocado durante o segundo tempo do clássico contra o São Paulo, disputado na noite deste sábado, Lucas Lourenço teve sua segunda chance no time profissional do Santos. Aos 19 anos, o jovem meia celebrou a nova oportunidade no Campeonato Brasileiro e ganhou elogios do técnico Cuca na Vila Belmiro.

“Ele é chato. Menino, mas maduro. É malandro, prende a bola. É pequeno, mas sabe usar o corpo e tem inteligência. Colocou uma bola na diagonal para o Madson que só um meia consegue. Vai evoluir, é lógico. Tem 19 anos e muito chão ainda pela frente. Está engatinhando”, disse Cuca.

Em 2018, Lucas Lourenço foi escalado pelo mesmo treinador durante o confronto com o Sport, disputado na Ilha do Retiro. Na noite do último sábado, o meia substituiu Marcos Leonardo na etapa complementar do clássico encerrado com empate por 2 a 2.

“Estou muito feliz por reestrear e por estrear na Vila Belmiro como profissional. Nesses dois anos, segui trabalhando forte e não baixei a cabeça. Hoje, surgiu a oportunidade. Agradeço ao professor e ao grupo, que me recebeu superbem. Agora, vamos para cima”, disse o garoto, sincero.

“Nas primeiras bolas, você fica um pouco ansioso, mas, depois, acaba entrando no jogo. Para mim, foi importante receber o apoio de todos e me senti muito à vontade. Estou muito feliz pela oportunidade. É agarrar e, se Deus quiser, não sair mais”, afirmou Lucas Lourenço.