Navegando Posts marcados como Alberto


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1 e 2.

Santos 2 x 0 Corinthians

Data: 08/12/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 58.534
Renda: R$ 858.099,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Preto (S), Alberto(S) e Renato(C)
Gols: Alberto (15-1) e Renato (43-2).

SANTOS:
Fábio Costa; Michel, Preto, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Alberto.
Técnico: Emerson Leão.

CORINTHIANS:
Doni; Rogério, Fábio Luciano, Scheidt e Kléber; Vampeta, Fabrício e Renato (Leandro); Deivid (Marcinho), Guilherme e Gil.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.


Santos vence por 2 a 0 e está próximo de sair da fila

O Santos deu hoje um importante passo para conquistar o inédito título do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Corinthians por 2 a 0, no estádio do Morumbi, em São Paulo.Para sagrar-se campeão do Brasileiro pela primeira vez, o Santos pode até perder a partida de volta por um gol de diferença.

Caso o Corinthians vença por dois gols de vantagem, o time do Parque São Jorge conquistará seu quarto título do Nacional, uma vez que a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira possui ao seu favor a vantagem de jogar por dois resultados iguais por ter terminado à frente do adversário na fase de classificação (o Corinthians terminou em terceiro e o Santos em oitavo).

O Santos não conquista um título de expressão há quase dezoito anos. A última ocasião aconteceu em dezembro de 1984, quando o comandado pelo técnico Chico Formiga ganhou o Campeonato Paulista em cima do próprio Corinthians, com um gol anotado pelo atacante Serginho Chulapa.

Mesmo não podendo jogar em casa devido os laudos apresentado pela da prefeitura de Santos e da Polícia Militar que mostraram que o estádio da Vila Belmiro tem capacidade para 20 mil torcedores (o regulamento da competição estabele que estádio possua 25 mil lugares), o Santos partiu para cima do Corinthians logo no início do jogo, apesar da forte chuva que assolou a cidade de São Paulo.

A primeira chance de gol da equipe da Baixada Santista ocorreu logo aos 3min. O meia Diego fez boa jogada e deixou Alberto na cara do goleiro Doni. Mas o juiz Antônio Pereira da Silva marcou impedimento.

Oito minutos depois, Léo invadiu a área pela meia direita e chutou cruzado, Doni espalmou e, no rebote, quando Alberto ía concluir o bandeirinha marcou novo impedido do time santista.

Mas o gol do Santos não demorou para sair. Aos 16min, Diego deu um passe perfeito para Alberto, que só tocou na saída do goleiro Doni, fazendo o primeiro gol do jogo e o seu 12ª no Brasileiro.

Minutos depois do gol, o atacante Robinho acertou uma entrada violenta no tornozelo de Deivid, mas o juiz mandou seguir a jogada e nem mostrou o amarelo ao jogador santista.

O Corinthians só levou perigo ao gol santista aos 28min. Vampeta tocou para Rogério, o lateral tocou para Guilherme livre, mas o atacante chutou por cima do gol de Fábio Costa.

Aos 36min, Alberto recebeu passe de Michel e marcou novamente, mas Antônio Pereira da Silva marcou mais um impedimento.

Apesar de trabalhar a bola como mandava o técnico Parreira, o Corinthians não conseguiu vencer a boa marcação santista, que quase amplia o placar aos 41min novamente com Alberto, que novamente marcou, só que em impedimento.

No segundo tempo, o Corinthians voltou melhor e quase empatou a partida com Guilherme aos 7min. O atacante recebeu livre na área, mas na hora do chute foi travado pelo zagueiro Alex.

A pressão aumentou e Kléber quase igualou o placar aos 12min. O lateral corintiano tentou o cruzamento e quase mandou direto para o gol de Fábio Costa que só olhou a bola passar ao lado do gol.

O Santos só foi ao ataque aos 15min. Diego tocou para Robinho, que, livre na área driblou o goleiro Doni e no momento de concluir o zagueiro Fábio Luciano afastou o perigo, chutando a bola para o escanteio.

Três minutos depois, os santistas tiveram nova chance com o meia Elano que bateu de primeira o cruzamento de Léo, mas Doni fez a defesa.

Aos 28min, Alberto invadiu a área, driblou Doni e tentou cavar o pênalti. O árbitro Antônio Pereira da Silva não marcou nada e ainda deu cartão amarelo para o santista. Foi o seu terceiro do atacante e ele não jogará a partida decisiva no próximo domingo.

O Santos se fechava atrás e nos contra-ataques levava muito perigo ao gol corintiano. Aos 43min, Robinho aproveitou e lançou para Renato, o volante com muita calma tocou por cima do goleiro Doni e deu números finais a partida.

Fontes: Jornal Folha de São Paulo e Revista Lance.


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1, 2 e 3.

Santos 3 x 0 Grêmio

Data: 01/12/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 20.000
Renda: R$ 290.966,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Cartões amarelos: Robinho, André Luís, Diego, Claudiomiro, Adriano, Elton e Rodrigo Mendes.
Cartão vermelho: Ânderson Polga
Gols: Alberto (37-1); Alberto (23-2) e Robinho (34-2).

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Michel; Paulo Almeida, Renato, Robert (Douglas) e Diego; Alberto e Robinho.
Técnico: Emerson Leão

GRÊMIO
Danrlei; Claudiomiro, Ânderson Polga, Adriano e Ânderson Lima; Émerson, Lauro (Elton), Roberto e Rodrigo Fabri (Samuel); César (Fernando) e Rodrigo Mendes.
Técnico: Tite


Golaços deixam o Santos perto da final

Com três belos gols, o Santos manteve neste domingo o tabu de nunca perder na Vila Belmiro para o Grêmio.

Para atingir sua terceira final (perdeu as decisões de 83 e 95 para Flamengo e Botafogo, respectivamente), a equipe paulista pode perder por até dois gols de diferença na quarta-feira, às 21h40, no estádio Olímpico.

Alberto foi o grande destaque da partida. Primeiro, abriu o placar num forte chute de fora da área e depois ampliou com um gol de “letra”. Na primeira fase, o atacante já havia marcado um dos mais bonitos gols do campeonato, de bicicleta, contra o Corinthians.

Maior revelação do Nacional, Robinho também fez sua parte. O técnico Tite incumbiu o pentacampeão Anderson Polga a segui-lo o tempo todo, mas não conseguiu.

Além de conseguir chutar bolas de muito perigo, forçou a expulsão do zagueiro gaúcho, que não joga a partida de volta. Para finalizar, decretou a vitória encobrindo o goleiro Danrlei.

O jogo

Necessitando fazer um bom resultado para não precisar decidir a vaga em Porto Alegre, o Santos, que contou com a grande presença dos seu torcedores (foram vendidos todos os 20 mil ingressos), partiu para cima desde de o início.

Aos 12min, o time da Baixada Santista quase abriu o marcador. Depois de um lançamento na área do Grêmio, o goleiro Danrlei saiu mal, e a bola ficou com Robinho, que chutou na rede, pelo lado de fora.

O Grêmio, que não contava com a presença de cinco titulares (Roger, Gilberto, Tinga, Gavião e Luís Mário) se preocupava apenas em segurar as descidas do rápido ataque santista e só conseguiu chegar ao gol de Fábio Costa aos 29min, quando César arriscou de fora da área, mas a bola foi longe do gol.

Sem criatividade e sendo pressionado durante todo o tempo, Tite colocou Fernando no lugar de César. Mas a alteração de nada adiantou.

Aos 37min o Santos que chegou ao primeiro gol. Alberto bateu forte de fora da área e acertou o ângulo direito de Danrlei.

Na etapa complementar o Santos continuou pressionando e quase chegou ao segundo gol aos 9min. Paulo Almeida chutou de fora da área, e Danrlei se esticou para espalmar a bola para escanteio.

Dois minutos depois Robinho passou por Ânderson Lima e pelo zagueiro Polga e na hora de concluir chutou para fora.

Mas não demorou para o Santos ampliar. Aos 23min Maurinho cruzou rasteiro e Alberto, de “letra”, empurrou para o fundo das redes.

Quatro minutos depois a situação do Grêmio ficou ainda pior. Ânderson Polga entrou com violência em Robinho e foi expulso.

Aos 30min Alberto perdeu a chance de marcar o seu terceiro gol na partida. Depois de receber um passe dentro da área e ficar sozinho frente a frente com Danrlei, o atacante tentou driblar o goleiro gremista, mas acabou sendo desarmado.

O Santos chegou ao terceiro gol aos 34min. O zagueiro André Luís lançou a bola na área e Robinho, de primeira, deu um leve toque para encobrir o goleiro Danrlei.

Nos acréscimos Robinho quase marcou o seu segundo gol no jogo. Ele recebeu um passe sozinho na área e chutou para o Danrlei fazer grande defesa.

Essa foi a segunda vitória do Santos sobre o Grêmio neste Brasileiro. Na primeira fase a equipe comandada pelo técnico Emerson Leão venceu os gaúchos por 2 a 0, na Vila Belmiro.

Fontes: Jornal Folha de São Paulo e Revista Lance.


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1 e 2.

Santos 3 x 1 São Paulo

Data: 24/11/2002, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 18.627
Renda: R$ 253.359,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Cartões amarelos: Robert e Preto (S); Rafael (SP).
Gols: Alberto (30-1) e Kaká (46-1); Robinho (06-2) e Diego (21-2).

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo (Preto); Paulo Almeida, Renato, Elano (Alexandre) e Diego (Robert); Robinho e Alberto.
Técnico: Emerson Leão

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Rafael, Ameli, Jean e Gustavo Nery (Jorginho Paulista/ Wilson); Júlio Santos, Fábio Simplício, Ricardinho e Kaká; Reinaldo e Luís Fabiano.
Técnico: Oswaldo de Oliveira.


Santos vence o São Paulo e está perto das semifinais

Em apenas 90 minutos, o Santos transformou hoje em pó a vantagem que o São Paulo ganhou depois de uma das mais brilhantes campanhas da sua trajetória na história do Brasileiro.

O Santos venceu o São Paulo por 3 a 1 na Vila Belmiro e pode perder por até um gol de diferença na próxima quinta-feira no Morumbi, que mesmo assim estará nas semifinais do Campeonato Brasileiro. De quebra, derrubou a invencibilidade de 12 jogos do rival, que vinha de 10 vitórias seguidas.

Além de ver quebrada uma série de dez vitórias seguidas, seu recorde no Nacional, o São Paulo corre sério risco agora de ser eliminado por um time que terminou a fase de classificação com 13 pontos a menos.

A derrota aconteceu para um rival que estava em baixa. Com cinco derrotas nos últimos nove jogos da primeira fase, o Santos só classificou-se às finais, na oitava colocação, com a ajuda de outros resultados na última rodada.

Contra o Santos, o ataque que ameaçava quebrar o recorde de gols em uma edição do Nacional não funcionou. Com exceção de Kaká, os demais jogadores ofensivos do São Paulo tiveram atuação apagada.

A dupla Luis Fabiano e Reinado, que marcou 30 gols na fase de classificação, passou em branco e ainda pouco incomodou. Segundo o Datafolha, os dois finalizaram apenas quatro vezes, sendo que três foram para fora.

De um modo geral, a pontaria são-paulina foi péssima. Em 13 conclusões, só duas foram na direção do gol do adversário.

Já o trio ofensivo do Santos não decepcionou. Alberto, Robinho e Diego marcaram os gols que fizeram o time reverter a vantagem que o rival tinha até hoje.

O Santos abriu o placar, aos 31min, depois que Elano, na entrada da pequena área, disputou a bola com três defensores são-paulinos. A bola sobrou para Alberto, que chutou de perna esquerda no canto esquerdo de Rogério.

Graças a Kaká, o São Paulo, que não teve o lateral-direito Gabriel, machucado, não foi para o intervalo em desvantagem no placar. Aos 46min, o meia-atacante arrancou pelo lado direito da defesa rival, ganhou a disputa com Paulo Almeida e chutou forte. Fábio Costa, que voltava ao time depois de meses machucado, ainda tocou na bola, mas não evitou o gol.

Além de não acompanhar o desempenho ruim de seus companheiros, Kaká, dessa vez, não repetiu os lances violentos de outros confrontos. Sem cometer uma falta sequer, ele também não reclamou da arbitragem e terminou a partida sem levar cartões -na primeira fase acumulou nove amarelos e um vermelho.

Durante o primeiro tempo, o clima dentro de campo não lembrou em nada o que aconteceu na primeira fase, quando o jogo entre os dois times, vencido pelo São Paulo por 3 a 2, teve um nível de tensão inédito na competição.

Foram poucas faltas (24), discussões entre os jogadores e reclamações com o juiz gaúcho Carlos Eugênio Simon, que assim não precisou mostrar o cartão amarelo em nenhuma oportunidade.

O segundo tempo começou novamente com o São Paulo um pouco melhor. Mas, aos 6min, foi o Santos que conseguiu marcar. Depois de passe do lateral-direito Maurinho, Robinho chutou forte, no ângulo, para desempatar. O jovem atacante, além do gol, ajudou na marcação -fez seis faltas, recorde da partida.

Com seu time em desvantagem, novamente Kaká tomou para si a responsabilidade de comandar o São Paulo à frente. Como o são-paulino levava seguidamente vantagem, Emerson Leão, técnico santista, alterou sua equipe, trocando Elano por Alexandre.

A substituição deu resultado. Mais seguro na defesa, o time da casa começou a atacar com mais eficiência e acabou marcando o terceiro, aos 22min, com Diego, que antes de vazar Rogério tirou Ameli da direção da bola com um drible de corpo.

Na comemoração, o meia-atacante, que na véspera do jogo foi recebido em Santos com faixas de protesto pelos torcedores organizados do clube, fez a única comemoração mais exaltada da partida. Na primeira fase, as celebrações das duas partes geraram muita confusão.

A partir desse momento, o ritmo do jogo diminuiu bastante e mais faltas passaram a acontecer, fazendo com que Simon exibisse três amarelos.

Pelo retrospecto da primeira fase, vencer por dois gols de diferença não é uma tarefa das mais difíceis para o São Paulo: até agora, o time ganhou nove vezes por dois gols ou mais de vantagem sobre o rival.

Em compensação, o Santos, nas 25 vezes que entrou em campo na fase de classificação, só perdeu por mais de um gol de diferença em três oportunidades.

Fontes: UOL e Revista Lance.

São Caetano 3 x 2 Santos

Data: 17/11/2002, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 25ª rodada (última)
Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano, SP.
Público e Renda: não divulgados
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Cartões amarelos: Iriney, Serginho, Capixaba, Alexandre e Claudecir (SC)
Gols: Claudecir (40-1); Capixaba (08-2), Alex (13-2), Claudecir (18-2) e Alberto (43-2).

SÃO CAETANO
Sílvio Luiz; Marlon, Serginho, Dininho e Lúcio; Claudecir, Iriney Magrão e Luiz Carlos Capixaba; Edu Sales e Wágner.
Técnico: Mário Sérgio.

SANTOS
Rafael; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Alexandre, Renato, Elano e Douglas; Diego e Robinho.
Técnico: Emerson Leão.


Santos perde para o São Caetano, é ajudado pelo Gama e fica em 8º

O Santos quase se complicou na rodada final e garantiu a última vaga para as quartas-de-final do Campeonato Brasileiro graças ao rebaixado Gama. A equipe da Baixada perdeu por 3 a 2 para o São Caetano, neste domingo, no ABC, e só não foi eliminada precocemente por causa da derrota do Coritiba para o Gama.

Os santistas terminaram a fase classificatória com 39 pontos, mesma soma do Cruzeiro, que apesar da vitória de 2 a 0 sobre o Goiás, ficou com saldo de gols inferior ao dos paulistas: 1 contra 10. O Vitória, com os 4 a 3 sobre o Palmeiras, ficou com 37.

O Coritiba, se tivesse vencido o Gama, chegaria aos 39 e superaria o Santos no número de vitórias: 12 contra 11. Mas com a surpreendente goleada de 4 a 0 sofrida no Distrito Federal, terminou em décimo lugar.

Nas quartas-de-final o Santos enfrentará o São Paulo, melhor time da primeira fase e que conquistou 52 pontos. O time do Morumbi terá a vantagem de jogar por dois empates e sempre disputará o segundo jogo em casa. O primeiro clássico deverá ser realizado na Vila Belmiro, caso o estádio seja liberado pela CBF.

O São Caetano ficou com a vice-liderança, com 47 pontos, e terá o Fluminense, sétimo colocado, como próximo adversário. O time do ABC jogará o segundo jogo no Anacleto Campanella até as semifinais.

O grande destaque da partida deste domingo foi o volante Claudecir, autor de dois gols. O outro foi feito por Luis Carlos Capixada. O zagueiro Alex e o atacante Alberto, em cobrança de pênalti, marcaram os gols santistas.

O Santos atrasou a partida em cinco minutos, cadenciou o jogo e montou esquema defensivo, mas foi derrotado por 3 a 2 pelo São Caetano, com dois gols do volante artilheiro Claudecir no estádio Anacleto Campanella.

Mesmo caindo duas posições na tabela (da sexta para a oitava), o Santos acabou com a última vaga entre os classificados para as quartas-de-final, quando encara o líder do Brasileiro, o São Paulo.

O atraso da partida foi encarado como normal pelos dois técnicos. “Não atrasamos. Estava quente, tinha gente tomando água, outros rezando, outros ouvindo as últimas instruções no túnel”, justificou Emerson Leão.

Já o treinador do ABC, Mário Sérgio, disse entender o expediente do colega de profissão. “Acho que é o direito do Leão. Ele quer conhecer o resultado dos outros jogos antes que termine essa partida. Nós não precisamos de nada disso”, afirmou o treinador da equipe do ABC.

A partida começou em ritmo lento, com os dois times jogando de forma cadenciada, com passes laterais, balões e muita defesa. O São Caetano, jogando sua invencibilidade em casa (dez vitórias e dois empates), era a equipe que mais se arriscava no ataque.

Foi assim para a equipe aos 3min, em chute de Lúcio, e aos 9min, em voleio de Claudecir. Já o Santos só levou perigo ao gol de Silvio Luiz com duas cabeçadas e um chute de fora da área.

O clima, que começou com sol intenso e 32C, virou aos 33min, com chuva e vento fortes. O gramado molhado aumentou a velocidade e diminuiu o controle de bola. O Santos, com seu estilo estudado, acabou punido.

Aos 41min, o lateral Marlon cruzou da direita para Claudecir, que se antecipou à zaga santista e desviou para marcar seu gol.

No intervalo, os torcedores do Santos (maioria no estádio) brigaram entre si, o técnico santista decidiu pela entrada do atacante Alberto, e os jogadores falavam em pressionar (“Temos que arriscar mais”, afirmou o volante Renatinho; “Vamos pressionar”, disse o lateral Léo).

Mas o que se viu no início da segunda etapa foi o São Caetano dominando a partida. Enquanto a torcida santista pedia em coro a entrada do experiente meia Robert, o time da casa ampliava o placar com gol de Luis Carlos Capixaba, aos 8min.

O Santos diminuiu a diferença três minutos depois, em cobrança de falta de Elano desviada de cabeça pelo zagueiro Alex.

Mas o São Caetano daria nova prova de sua superioridade, com o terceiro gol, aos 16min. Novamente, o volante artilheiro Claudecir marcou. Dessa vez, ele marcou de cabeça após cruzamento.

No final, com o sol de volta ao céu, o Santos voltou a reduzir a vantagem rival, com um gol de pênalti, marcado por Alberto. O time ainda pressionou, mas não conseguiu empatar.

Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.



Santos 3 x 2 Atlético-MG

Data: 09/10/2002, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 16ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.631
Renda: R$ 127.640,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS).
Cartões amarelos: Preto (S); Paulinho e Mancini (A).
Gols: Alberto (27-1); Souza (10-2), Alex (40-2), Robinho (43-2) e Kim (48-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Michel (Wellington), Preto, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Robert); Robinho e Alberto (Willian).
Técnico: Emerson Leão.

ATLÉTICO-MG
Eduardo; Neguete, Nem e Batata; Mancini, Genalvo, Paulinho, Souza (Cleison) e Michel; Marques (Renaldo) e Washington (Kim).
Técnico: Geninho


Santos vence de novo na Vila e vai a 3º lugar

A fama de bom visitante do Atlético-MG não foi capaz de acabar com a invencibilidade do Santos na Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro. Em uma partida com final eletrizante, o time do litoral venceu os mineiros por 3 a 2 e completou o nono jogo sem derrota no seu estádio no Nacional.

O resultado fez ainda o time subir na classificação. Agora, o Santos é o terceiro colocado, com o mesmo número de pontos que o São Caetano (29). É superado, porém, pelos critérios de desempate.

Mesmo restando mais de um terço da primeira fase, os santistas já igualaram a maior marca de vitórias (nove) do clube na fase inicial de um Brasileiro desde 1999.

Já o Atlético-MG, que ganhou 62% de seus pontos fora de casa, continua, apesar da terceira derrota consecutiva, dentro da zona de classificação (é o oitavo).

As previsões do comando santista, que previa um jogo difícil, se confirmaram ontem à noite. Contra o esquema de três zagueiros do técnico Geninho, mantido apesar dos desfalques, o jovem ataque do clube paulista não conseguia criar o grande número de oportunidades de suas outras partidas, marca registrada da equipe santista neste semestre.

Sem força para penetrar na zaga mineira trocando passes, o Santos precisou de um lance de bola parada para abrir o placar.

Aos 28min, Diego cobrou escanteio, o zagueiro Alex cabeceou para Alberto, que antecipou-se ao goleiro Eduardo e marcou, também com a cabeça, seu sétimo gol no Brasileiro-02.

A partir desse momento, os mineiros começaram a deixar espaços, que foram aproveitados pelos atacantes rivais. A situação complicou-se ainda mais quando Marques, principal atacante do time, deixou o campo machucado.

Antes do início da segunda etapa, o técnico do Santos, Emerson Leão, mostrava-se preocupado com a força do adversário.

“Não podemos permitir os avanços deles”, disse o treinador, que não teve seu desejo atendido.

O empate saiu logo aos 11min, com um belo gol. O atacante Washington dominou dentro da área e tocou para o meia Souza, que antes da bola tocar o chão chutou forte para vazar Júlio Sérgio.

A igualdade deixou o Santos perdido em campo. O Atlético-MG seguiu pressionando, mas esbarrou nas defesas do goleiro da equipe paulista.
Para tentar mudar o panorama da partida, o técnico Leão tirou o lateral-direito Michel, que voltava ao time depois de cumprir suspensão por doping, e Alberto, colocando, respectivamente, Wellington e William.

Mas foi só com sua terceira substituição que Leão teve resultado. No seu primeiro lance, aos 39min, Robert, que havia entrado no lugar de Diego, chutou da entrada da área, a bola rebateu na zaga e depois de muita confusão na área, Alex chutou forte para desempatar o confronto.

Com o Atlético-MG todo no ataque, o Santos teve espaço para fazer o terceiro, aos 44min, em forte chute de Robinho, que colocou a bola no ângulo do gol defendido pelo goleiro Eduardo.

Enquanto a torcida, que mais uma vez encheu a Vila Belmiro, comemorava, o Santos teve um momento de desatenção e viu o Atlético-MG descontar, com Paulinho, aos 47min.



Fontes: Jornal Folha de São Paulo e Revista Lance.