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Santos 2 x 4 Fluminense

Data: 02/12/2007
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.377 pagantes
Renda: R$ 98.754,00
Árbitro: Edson Esperidião (ES).
Auxiliares: Cleidy Mary Santos Nunes Ribeiro (SC) e Flávio Gilberto Kanitz (GO).
Cartões amarelos: Domingos, Rodrigo Tabata e Alessandro (S)
Gols: Rodrigo Souto (31-1), Adriano Magrão (32-1) e Luiz Alberto (40-1); Thiago Neves (02-2), Alessandro (17-2) e Arouca (25-2).

SANTOS
Felipe; Domingos (Petkovic), Adaílton e Antônio Carlos (Pedrinho); Alessandro, Maldonado, Rodrigo Souto, Rodrigo Tabata e Kléber; Marcos Aurélio (Renatinho) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FLUMINENSE
Fernando Henrique, Luiz Alberto, Thiago Silva e Roger; Gabriel, Maurício, Arouca (David), Thiago Neves (Rodrigo Tiuí) e Júnior César; Cícero e Adriano Magrão (Romeu).
Técnico: Renato Gaúcho



Santos perde do Fluminense, mas é vice-campeão nacional

Nem parecia que Santos e Fluminense já haviam definido suas situações dentro do Campeonato Brasileiro e já estavam classificados para a Taça Libertadores. Num duelo movimentadíssimo e que marcou a despedida do zagueiro Antonio Carlos, os cariocas venceram por 4 a 2, na Vila Belmiro. Apesar do tropeço, os paulistas terminam como vice-campeões Nacional-07, graças à derrota do Flamengo para o Náutico por 1 a 0, no Recife.

O Santos encerra sua participação com 62 pontos, um à frente do Flamengo. Por isso vai receber uma boa bonificação. Os paulistas ganharão do Clube dos 13 R$ 1,125 mi. Já o Fluminense, que acabou um jejum de 14 anos sem vencer o rival no Estado de São Paulo, ficou em quarto lugar, com 61 pontos, e faturará R$ 800 mil.

Paralelo à classificação e à premiação, as duas equipes já começam a pensar na próxima temporada. Do lado santista, o Antonio Carlos anunciou o fim da sua carreira. Como homenagem, entrou em campo neste domingo como capitão e usando a camisa 10, que foi eternizada por Pelé.

“Jogar com a camisa do maior do mundo e ser capitão num dia desses é muito emocionante. Quero agradecer a todos por essa carreira maravilhosa”, disse um emocionado zagueiro, que deverá ser confirmado nos próximos dias como diretor do Corinthians. Por outro lado, o técnico Vanderlei Luxemburgo ainda não definiu se continuará no comando dos paulistas.

Se ainda existe indefinição no Santos, o Fluminense já trabalha com alguns nomes para reforçar seu elenco para a Libertadores. O atacante Dodô, que deixou recentemente o rival Botafogo, deverá ser anunciado nos próximos dias como o primeiro reforço para a temporada 2008.

O jogo

Apesar da tranqüilidade das duas equipes, o duelo deste domingo foi movimentado desde o seu início. Para se ter idéia, o Fluminense teve duas grandes oportunidades e todas pararam na trave de Felipe. Na primeira, logo a 1min, o atacante Adriano Magrão, livre e dentro da pequena área, errou o alvo e o acertou o travessão santista. Depois, aos 19min, foi a vez de Gabriel arriscar e acertar a trave.

Já o Santos foi mais eficiente em um de suas primeiras chances. Aos 31min, Rodrigo Tabata cobrou falta para área e encontrou o volante Rodrigo Souto, que desviou e abriu o placar. Mas a equipe paulista teve pouco tempo para comemorar. Um minuto depois, Thiago Neves encontrou Adriano Magrão, que desta vez não falhou e tocou no canto direito de Felipe: 1 a 1.

Melhor em campo, a equipe carioca virou, aos 40min. Em jogada ensaiada com Thiago Neves, Junior César cruzou e encontrou Luiz Alberto, que, sem marcação, teve apenas o trabalho de cabecear para o fundo das redes. Esse domínio da equipe de Renato Gaúcho continuou e chegou ao terceiro. Aos 2min, Thiago Neves recebeu de Cícero, driblou Domingos e anotou seu 12º gol no Campeonato Brasileiro.

Atrás no placar, Luxemburgo decidiu mudar sua equipe. Colocou o rápido Renatinho e o experiente Petkovic nos lugares de Marcos Aurélio e Domingos, respectivamente. Desta forma, passou a pressionar o rival e chegou ao segundo gol, com o lateral Alessandro, aos 18min.

Quando parecia que o Santos chegaria ao empate, Arouca anotou o quarto, aproveitando rebote de Felipe, aos 25min, e definiu o marcador: 4 a 2.

Corinthians 5 x 1 Santos

Data: 23/05/1999, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2ª fase – 15ª rodada (penúltima)
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira.
Cartões amarelos: Marcelinho e Ricardinho (C); Jorginho, Narciso, Rodrigo, Aristizábal e CLaudiomiro (S).
Cartão vermelho: Vampeta (C).
Gols: Alessandro (21-1), Marcelinho (29-1) e Edílson (32-1); Marcelinho (38-2, de pênalti), Marcelinho (40-2) e Amaral (46-2).

CORINTHIANS
Maurício; Índio, Gamarra (Márcio Costa), Nenê e Silvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edílson (Dinei) e Fernando Baiano (Amaral).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Sugawara (Aristizábal), Narciso, Jorginho e Caíco (Rodrigo); Alessandro (Lúcio) e Viola.
Técnico: Émerson Leão



Goleada leva Corinthians a semifinal e “salva” o primeiro semestre

Depois de ser eliminado na Copa do Brasil e na Libertadores, time goleia o Santos e se classifica no Paulista-99

O Corinthians conseguiu, por enquanto, “salvar” seu primeiro semestre. Com a vitória por 5 a 1 contra o Santos, ontem, no Morumbi, e o empate em 2 a 2 entre Barbarense e Mogi Mirim, não só obteve a segunda vaga do Grupo 4 para as semifinais do Paulista como pode até ficar em primeiro.

O Santos já estava classificado.

Marcelinho, com três gols marcados, e Edílson foram os destaques da partida.

Neste ano, a equipe do técnico Oswaldo de Oliveira já havia sido eliminada da Copa do Brasil, pelo Juventude, e da Taça Libertadores da América, pelo Palmeiras, além do Rio-São Paulo.

Precisando dos três pontos, o Corinthians começou a partida mais ofensivo do que o rival. A equipe tentava explorar, principalmente, as jogadas pelas laterais, com os avanços de Índio, pela direita, e Silvinho, pela esquerda.

Mas, apesar de ter tomado a iniciativa do jogo e de o Santos ter apresentado problemas na marcação, dando muito espaço a Edílson, o Corinthians não conseguia criar chances de gol.

A primeira jogada de perigo foi da equipe de Emerson Leão, que acabou marcando. Aproveitando erro na saída de bola do Corinthians -o terceiro no jogo- e falha de Silvinho, que cabeceou mal, nos pés de Alessandro, o atacante santista, aos 21min, abriu o placar.

Em desvantagem, o Corinthians voltou ao ataque e chegou ao empate com Marcelinho, aos 29min, com o meia-atacante aproveitando cruzamento de Edílson.

Três minutos mais tarde, o mesmo Edílson cruzou para a área adversária, a bola desviou no zagueiro Argel e entrou, colocando o Corinthians à frente no placar.

Com a desvantagem no placar, o técnico santista decidiu escalar para o segundo tempo dois meia-atacantes: Rodrigo e Lúcio, no lugar de Caíco e Alessandro.

A situação do Corinthians complicou-se aos 15min, quando o volante Vampeta foi expulso após fazer uma falta em Jorginho. Imediatamente, Leão colocou mais um atacante em campo: Aristizábal, no lugar de Sugawara.

Já Oliveira tomou uma postura contrária -tirou o atacante Fernando e escalou o volante Amaral.

Mesmo com uma atleta a menos em campo, o Corinthians foi mais perigoso, principalmente com os contra-ataques comandados por Marcelinho e Edílson.

Aos 35min, Edílson entrou na área e sofreu falta de Argel. Marcelinho, aos 38min, cobrou sem chances para o goleiro Zetti: 3 a 1.

Logo depois, aos 40min, Edílson puxou um contra-ataque em velocidade e tocou para Marcelinho marcar: 4 a 1.

Nos acréscimos, aos 46min, Amaral recebeu passe de Marcelinho e ampliou: 5 a 1.

Leão tenta evitar um “racha”

Além do abatimento, o técnico do Santos, Emerson Leão, tenta evitar que a goleada sofrida contra o Corinthians, ontem, no Morumbi por 5 a 1, crie um “racha” no grupo de jogadores da equipe.

Após o término da partida, o técnico correu em direção do goleiro Zetti para tentar acalmá-lo. “Após um resultado desse, pode haver uma explosão”, disse Leão.

Com o conselho do treinador, o goleiro foi muito ponderado em seus comentários após o final do jogo. “Esquecemos da marcação. O contra-ataque do Corinthians foi o grande diferencial”, disse.

O meia Jorginho, um dos atletas mais experientes do Santos, concorda com a posição de Leão. “Não adianta criar um clima ruim dentro do grupo. Quem não tem inteligência é melhor ficar calado”, disse o meia santista.

O clima entre os jogadores do Santos pode piorar nesta semana. Amanhã, a diretoria do clube vai apresentar oficialmente o atacante Paulo Rink, que disputará apenas a fase final do Paulista-99.

Com isso, o time terá que abrir mão de um atleta emprestado nos jogos. Pelo regulamento do Campeonato Paulista, por partida só podem ser relacionados quatro “emprestados”. Ontem, o time teve cinco -Viola, Rodrigo, Lúcio, Aristizábal e Sugawara.

José Paulo de Andrade, diretor de futebol do Santos, disse que o volante japonês, por ser dono de seu passe, abre uma brecha para a sua participação nas partidas.

Sem culpados

Sobre a performance da equipe, Leão preferiu não eleger os culpados pela goleada. “Não vou instalar uma caça às bruxas, falando o nome de dois ou três jogadores.”

Segundo o treinador, foi “bom a equipe ficar com a cabeça baixa” depois da goleada de ontem, já que não poderia ter errado tantos lances como na partida contra o Corinthians. “Criamos muito pouco. Tivemos uma performance horrível”, completou Leão.

O volante Narciso foi mais incisivo nas críticas. “A equipe não soube atacar, defender ou criar jogadas. Quando isso acontece, não tem jeito mesmo”, disse. “O Santos vem cochilando nas últimas partidas. Hoje (ontem), não criamos nem 5% do que fazemos normalmente”, completou o volante.

O meia Jorginho teve uma postura semelhante. “Não conseguimos fazer nada em campo. Agora é que veremos a hombridade de cada jogador”, disse.



Santos joga para ter vantagem

Embora classificado por antecipação, o técnico Emerson Leão exige vitória hoje para que sua equipe entre nas semifinais com vantagem em relação ao segundo colocado da outra chave.

Uma derrota no clássico e vitória de Lusa e Palmeiras em seus jogos de hoje obrigarão o Santos a depender dos resultados da última rodada para garantir a vantagem. Nesse caso, o time terá que ganhar do Guarani no próximo domingo e torcer por um empate entre os dois rivais, que disputam a segunda colocação do Grupo 4.

De acordo com o regulamento do Paulista-99, a vantagem do empate nas etapas semifinal e final é da equipe com melhor campanha na fase anterior. O Santos lidera o Grupo 4, com 28 pontos. No 3, a Lusa é a segunda, com 27, e o Palmeiras, o terceiro com 26.

“Queremos entrar na fase decisiva com moral. Se conseguirmos os três pontos contra o Corinthians, ficaremos com grande possibilidade de ter o empate a nosso favor na semifinal”, afirmou o meia Jorginho, capitão do time.

Uma eventual vitória sobre o Corinthians, mais tradicional rival dos santistas, também servirá como reabilitação, após o fraco desempenho da equipe nos dois empates em casa contra Barbarente (2 a 2) e Mogi Mirim (1 a 1).

Esses resultados levaram Leão a modificar o time para o clássico de hoje. O meia Rodrigo e o volante Marcos Bazílio perderam seus lugares para Caíco e o japonês Sugawara, respectivamente.

Chegada de Rink tumultua o ambiente na Vila

A contratação de Paulo Rink exclusivamente para a disputa da etapa decisiva do Paulista provocou mal-estar entre os atacantes reservas do Santos.

Emprestado pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha, Rink, cuja apresentação oficial será terça, terá lugar cativo na equipe.

O técnico Emerson Leão, que trabalhou com ele no Atlético-PR, afirmou que pretende escalá-lo já no próximo domingo, contra o Guarani. “Sei do que ele é capaz, e ele sabe do que eu gosto.”

A situação descontentou principalmente Lúcio e Aristizábal. Desde que voltaram ao futebol, recuperados de contusão, os dois, no máximo, entraram no segundo tempo dos jogos do Santos.

“Não temos nada contra o jogador que está chegando, mas éramos titulares e agora não temos mais oportunidade”, lamentou Lúcio, emprestado pelo Flamengo. “Se estão contratando, é porque não confiam mais na gente.”

O tom da queixa do colombiano Aristizábal, emprestado pelo São Paulo, é o mesmo. “O Santos tem oito atacantes de qualidade. E ainda trazem mais um. Eu me sinto desprestigiado.”


Santos 2 x 2 União Barbarense

Data: 09/05/1999, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.995 pagantes
Renda: R$ 43.337,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Gols: Viola (15-1, de pênalti), Wilson (20-1); Edinan (21-2) e Alessandro (45-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Andrei e Gustavo Nery; Marcos Bazílio, Narciso, Jorginho (Caíco) e Rodrigo Fabri (Aristizábal); Alessando e Viola.
Técnico: Emerson Leão

UNIÃO AGRÍCOLA BARBARENSE
Alexandre; Edinan, Wilson, Cléber Lima e Cleomir; Élson, Caniggia, Beto e Bira (Henrique); Alaor e Mazinho Loyola.
Técnico: Jair Picerni



Santos garante a vaga no último minuto

Gol de Alessandro evita derrota em casa e leva equipe às semifinais; resultado mantém chances do Barbarense

O Santos marcou ontem no último minuto para empatar com o União Barbarense em 2 a 2 e se classificar para a segunda fase do Campeonato Paulista.

O empate, no entanto, evitou que o Santos assegurasse por antecipação a primeira colocação do Grupo 4. A equipe do litoral tem agora oito pontos de vantagem sobre o Corinthians, segundo colocado, faltando três rodadas para o final desta fase do Paulista. Seus próximos jogos serão contra Mogi Mirim (em casa, no próximo domingo), Corinthians (fora) e Guarani (em casa).

O Barbarense, por sua vez, está agora com dois pontos de desvantagem para o Corinthians, com quem disputa a outra vaga da chave para as semifinais. A equipe do interior terá pela frente o Guarani (fora, no domingo), o Mogi Mirim (em casa) e a Santista (fora).

Para o Santos, o resultado de ontem frustrou a esperada revanche contra o Barbarense, único time do interior que conseguiu vencê-lo.

No jogo de ontem, o Santos abusou do jogo aéreo, mas encontrou uma defesa bem posicionada. Logo a 1min de jogo, em cobrança de falta, Ânderson cruzou na área, mas Rodrigo errou.

Lutando pela classificação, o Barbarense -time que mais finaliza no torneio (24,7 vezes em média por jogo)- não se intimidou por estar jogando na Vila Belmiro e foi à frente. Aos 8min, Bira bateu de fora da área, mas Zetti pegou.

Três minutos depois, nova chance do time do interior, com Cleomir batendo falta no canto esquerdo de Zetti, que defendeu.

Em seguida, Rodrigo, do Santos, caiu na área em lance com Cléber, mas não foi marcado pênalti.

Aos 14 min, Ânderson cruzou a bola da direita. Élson, do Barbarense, fez pênalti ao segurar o zagueiro Argel, que tentava completar o lance. Viola cobrou o pênalti no canto esquerdo de Alexandre -que quase fez a defesa- para marcar 1 a 0.

A reação do Barbarense veio sete minutos mais tarde, com Wilson, em cobrança de escanteio, cabeceando no canto esquerdo de Zetti para empatar.

No primeiro tempo, o Santos ainda teria duas boas chances em cruzamentos, desperdiçadas por Alessandro e Rodrigo.

Pressionado pelo empate, o time do técnico Emerson Leão voltou mais afobado para a segunda etapa, permitindo ao Barbarense alguma tranquilidade na partida.

Logo após Leão colocar em campo Caíco e Aristizábal, numa tentativa de tornar seu time mais ofensivo, a equipe do interior obteve a virada. Num forte chute de fora da área, aos 21min, Edinan fez 2 a 1 para o Barbarense.

O mesmo Edinan teve a chance de fazer o terceiro gol do Barbarense, em cobrança de falta aos 25min, mas Zetti defendeu.

Aos 34min, Alessandro recebeu a bola dentro da área, mas chutou por cima.

Dez minutos depois, o mesmo Alessandro aproveitou uma sobra de bola dentro da área para empatar a partida e garantir a vaga do time santista nas semifinais.

Leão vê gosto de derrota

O empate em casa teve um “gosto amargo de derrota”, segundo o técnico do Santos, Emerson Leão.

“O Santos esqueceu da técnica e da tática. Perdemos o meio-campo e fomos jogar na base do entusiasmo, da pressão e do coração. E foi só com o coração que conseguimos empatar”, declarou o treinador.

O diagnóstico do zagueiro Argel coincidiu com o de Leão. Para ele, a equipe foi mal porque não conseguiu ganhar o meio-campo.

“Perdemos bastante o meio-campo e isso complica. Temos também de dar mérito ao União Barbarense, que veio aqui e jogou um futebol de toque, com estilo. Mas dos males o menor: conseguimos ao menos o empate”, afirmou.

Viola deixou o campo indignado com o resultado, reclamando do fato de, segundo ele, o time ter dado espaços e proporcionado em vários momentos ao Barbarense o domínio.

Claudiomiro faz time voltar à rotina de contusões

Depois de conseguir se manter durante uma semana no mês passado sem jogadores contundidos no grupo, o Santos volta a viver a rotina de lesões.

Há uma semana, o volante Marcos Assunção se recupera de uma fratura no dedo mínimo da perna esquerda. Ontem, foi a vez do zagueiro Claudiomiro.
Ele teve de ser cortado do jogo contra o Barbarense devido às dores que começou a sentir na panturrilha da perna esquerda antes do treino coletivo de sábado.

O problema de Claudiomiro obrigou o técnico Leão a abrir mão do meia-atacante Lúcio, que ficaria no banco de reservas e ontem teve de atuar no time de aspirantes, na partida preliminar.

Lúcio, cujo passe pertence ao Flamengo, foi sacado porque o Santos tem cinco jogadores emprestados por outros clubes e o regulamento do Paulista só permite o aproveitamento, entre titulares e reservas, de quatro emprestados.

Claudiomiro foi substituído por Andrei, cedido pelo Betis (Espanha). Os outros emprestados são Viola (Palmeiras), Rodrigo (Real Madrid) e Aristizábal (São Paulo).



Santos quer vingar tropeço interiorano (Em 09/05/1999)

Líder, time de Leão recebe em seu estádio o Barbarense, que já venceu os santistas e precisa de novo triunfo

O Santos tenta na partida de hoje contra o Barbarense, na Vila Belmiro, recuperar os três pontos perdidos para o adversário no jogo de ida, em Santa Bárbara d’Oeste.

É consenso entre os jogadores que aquela foi a pior apresentação da equipe no Paulista. O time perdeu por 2 a 0, na única vez em que o ataque santista não conseguiu marcar na competição.

A derrota foi uma do par sofrido pelo Santos no campeonato -a outra foi o 2 a 1 para o São Paulo- e a única para um time do interior.

“Temos de descontar os três pontos que perdemos naquela tarde em que não existimos. O time esteve realmente muito mal, e ninguém conseguiu se destacar”, afirmou o meia e capitão Jorginho.

Segundo ele, a “sonolência” da equipe naquele jogo decretou a derrota. Para o jogador, o time sucumbiu à rígida marcação e aos contra-ataques do adversário.

“Não estivemos no nosso normal, porque demos muita chance. Desta vez, vamos fazer uma marcação forte no campo deles, para diminuir os espaços”, declarou.

O técnico Emerson Leão também criticou o comportamento do Santos naquele jogo, mas ressalvou que, mesmo quando atua mal, o time consegue criar situações de gol. “Não deixamos de perder gols contra o Barbarense, sinal de que tivemos criatividade mesmo em um dia ruim”, declarou.

Além de tentar apagar a má impressão deixada no primeiro jogo contra o Barbarense, o Santos poderá ter uma dose adicional de estímulo para vencer a partida. A equipe entrará em campo, às 18h30, já sabendo do resultado do clássico entre Palmeiras e São Paulo, que jogarão às 16h, no Morumbi.
Um eventual insucesso do São Paulo proporciona ao Santos a chance de se aproximar do rival na classificação geral.

Santos e São Paulo lideram seus grupos -o Santos, com 26 pontos, no Grupo 4, e o São Paulo, com 32, no 3. Por considerar que a classificação para a semifinal já está garantida, o time tem como nova meta o primeiro lugar na soma geral de pontos da segunda fase.

O regulamento do Paulista garante a classificação e o título de campeão à equipe com melhor desempenho na fase anterior, em caso de dois empates contra os adversários da semifinal e final.

Por seu lado, o Barbarense precisa da vitória para se distanciar do Corinthians, que o derrotou por 3 a 1 anteontem e o alcançou na vice-liderança do Grupo 4. O time de Santa Bárbara, porém, tem a vantagem no saldo de gols.

Mudança faz equipe adotar receita do jogo aéreo

O atacante Viola se tornou o principal beneficiário do jogo aéreo do Santos depois que retornou à equipe. Ele marcou três dos seus cinco gols no Paulista de cabeça -em cruzamentos de Rodrigo (dois) e Alessandro.

As bolas alçadas na área adversária estão entre as principais alternativas ofensivas utilizadas pelo Santos no campeonato. Jogadores fizeram gols de cabeça -a partir de cruzamentos na área- em 7 dos 12 jogos disputados pelo Santos. Os gols de cabeça representam 25,8% do total de 31 que o time marcou na competição.

O atacante Alessandro afirma que o esquema tático adotado pelo técnico Leão favorece esse tipo de jogo. Quando o Santos está no ataque, ele e o meia Rodrigo frequentemente se posicionam como pontas ao estilo antigo.

“Como somos velocistas, conseguimos fazer a jogada de linha de fundo e cruzar a bola alta para o Viola”, afirmou Alessandro.

Rodrigo, cuja escalação para o jogo de hoje não estava garantida, vem se adaptando a uma função diferente da qual estava habituado e está se tornando um dos principais assistentes do Santos.

Viola atrai com marketing

Os gols e o marketing pessoal do atacante Viola devolveram ao jogador -após um período de 29 dias de afastamento devido a uma lesão muscular- a condição de principal alvo do assédio de torcida e da imprensa dentre os integrantes do grupo santista.

Antes da lesão, Viola havia participado de apenas quatro jogos pelo Paulista, sem conseguir fazer gols. Desde que retornou, duas semanas atrás, na vitória por 4 a 2 sobre o Corinthians, ele marcou em todas as três partidas e já é o artilheiro do Santos no Paulista, com cinco gols.

Depois dos três que fez na última quarta-feira contra a Portuguesa Santista, o atacante, cujo empréstimo termina em junho, passou a concentrar as atenções após declarar que o Betis (Espanha) e o Corinthians pretendiam contratá-lo -informação desmentida pela Parmalat, multinacional italiana que patrocina o Palmeiras e é proprietária de seu passe.

O técnico Leão atribui o estilo peculiar de Viola a uma estratégia de autopromoção e ao interesse em se valorizar, às vésperas do encerramento do seu atual contrato.

Dias antes do clássico contra o Corinthians, o treinador chegou a afirmar que o atacante estava “sentindo falta de jornal” depois de Viola dar a impressão de ter se machucado, ao cair no gramado durante um treino.

Para o técnico, Viola não vai fazer bom negócio se trocar o Santos por outro clube. “O que o Viola encontrou aqui não vai achar em lugar nenhum. Só fizemos bem ao Viola”, declarou Leão, em referência ao ambiente do jogador no clube e na cidade.

Viola diz que sua permanência depende exclusivamente do Santos, que tem a prioridade de compra do seu passe, avaliado em R$ 5 milhões.
Como já pagou R$ 800 mil pelo empréstimo, o clube teria de pagar outros R$ 4,2 milhões.

“A partir do momento em que terminar meu contrato e nenhuma das partes me chamar para conversar, vou deixar o número do meu telefone, pegar meus familiares e viajar para a Espanha. Estarei curtindo Valencia, e quem quiser poderá me encontrar lá”, afirmou o jogador.


Santos 2 x 0 Mogi Mirim

Data: 21/04/1999, quarta-feira.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Wilson Fernandes de Barros, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Romildo Correia (SP).
Gols: Alessandro (07-1) e Rodrigão (13-1).

MOGI MIRIM
Anselmo; Paulão, Marcelo Batatais, Alexandre (Ariel) e Ronaldo; Márcio, Misso, Luis Mário e Rogerinho (Fábio Paulista); Tiago (Kempis) e Alex.
Técnico: José Carlos Serrão

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho (Aristizábal) e Rodrigo Fabri (Marcos Bazílio); Alessandro e Rodrigão (Lúcio).
Técnico: Emerson Leão



Santos derrota o Mogi e segue líder

O Santos venceu ontem à tarde o Mogi Mirim por 2 a 0, no estádio Wilson de Barros, em Mogi Mirim. O resultado mantém o Santos na liderança isolada do Grupo 4, com 17 pontos. Já o Mogi Mirim permanece na quarta colocação, com cinco pontos, ao lado do Guarani.

O Santos dominou toda a partida e soube aproveitar as falhas do sistema defensivo do Mogi Mirim.

A equipe de Leão fez os dois gols na primeira etapa, com o atacante Alessandro, aos 7min, e depois com Rodrigão, aos 13min.

No primeiro gol, o meia Jorginho cruzou da esquerda, e o atacante Alessandro marcou de cabeça. No segundo, o lateral Ânderson cruzou da direita, e Alessandro arrumou para o atacante Rodrigão chutar forte e ampliar. A bola passou por baixo do goleiro Anselmo.

Na segunda etapa, o Mogi Mirim começou pressionando. Nos dez primeiros minutos, o time da casa teve pelo menos quatro chances de gol, mas o ataque não demonstrou objetividade.

A partir dos 15min, o Santos começou a recuperar o domínio da partida com jogadas rápidas articuladas por Jorginho.

Aos 15min, o meia fez uma boa jogada e deixou Rodrigão próximo ao gol, mas o atacante chutou a bola na rede pelo lado de fora.

A partir da metade do segundo tempo, o Santos passou a cadenciar as jogadas com toques de bola e bloquear as tentativas de ataque do Mogi Mirim.

A partida caiu de rendimento, com o Santos anulando as jogadas do adversário e aproveitando os contra-ataques.

Aos 42min, no entanto, o atacante Kempes conseguiu driblar o zagueiro Argel e chutou forte na esquerda da grande área, mas o goleiro Zetti conseguiu evitar o gol.

Após o jogo, Leão disse que seu time poderia ter vencido por um placar de maior vantagem se não desperdiçasse as oportunidades de gol. “Fomos merecedores da vitória e reconquistamos a confiança necessária para o Santos.”

Para o técnico, o time ganhou confiança para disputar o clássico contra o Corinthians, no domingo.



Santos muda para retornar às origens (Em 21/04/1999)

O Santos quer transformar o jogo contra o Mogi Mirim, hoje, em Mogi, no retorno às “origens”.

Na avaliação do técnico Emerson Leão e dos jogadores mais experientes, o time perdeu no sábado para o Barbarense por ter abandonado sua principal qualidade, o futebol solidário, de “pegada” e marcação forte sobre o adversário.

A primeira providência adotada ontem pelo técnico foi promover antes do treinamento uma reunião de 35 minutos com os jogadores, no gramado do CT do clube.

A segunda foi modificar a equipe. O zagueiro Andrei saiu para a entrada de Claudiomiro, recuperado de contusão. Na lateral direita, Michel perdeu o lugar para Ânderson, de quem havia conquistado a posição. O outro zagueiro, Jean, sai para o retorno, após suspensão, do titular Argel.

Jean e Michel, que recentemente defenderam a seleção brasileira sub-23, voltam para o banco de suplentes. Andrei nem viajará.

“Temos de voltar à nossa origem, de raça, disposição e fibra. Fomos bem no Rio-São Paulo porque nossa equipe marcava, falava muito em campo. O time deu uma acomodada”, afirmou Argel.

Para Leão, o problema já havia se manifestado em jogos anteriores, mas se acentuou na partida de Santa Bárbara, na qual, segundo ele, “tudo estava errado”.

“Acho que houve uma mudança momentânea de comportamento tático. Por isso, perdemos nossas origens por 24 horas”, afirmou o treinador.

A única mudança no Mogi Mirim deve ser a substituição de Nelsinho por Ronaldo na defesa da equipe.

Ânderson busca reabilitação

O lateral-direito Ânderson ganhou hoje a oportunidade de recuperar a condição de titular da posição no Santos, depois de um mês na reserva de Michel.

Após ter sido convocado por Wanderley Luxemburgo para a seleção brasileira em 98, Ânderson sofreu uma lesão muscular, que o manteve afastado por quatro meses. Ao se recuperar, em fevereiro, ele recebeu de volta a condição de titular, apesar do bom desempenho de Michel.

Após uma série de atuações irregulares em nove partidas consecutivas (pelo Rio-São Paulo, a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista), Ânderson foi novamente sacado do time, para a volta de Michel, que acabou sendo convocado para a seleção brasileira sub-23.

Ele atribuiu as fracas atuações às consequências psicológicas provocadas pela lesão. Especialista em cobranças de faltas e escanteios, o jogador disse ter retornado à equipe sem a mesma confiança para bater com força na bola.

Segundo o lateral, a lesão atingiu 70% de um músculo da coxa direita e quase o obrigou a se submeter a uma cirurgia. “Quando voltei, ainda sentia dores, que incomodavam”, afirmou.

Sobre a disputa com Michel pela posição, Ânderson disse pretender ratificar sua nova condição com um bom desempenho no jogo de hoje, em Mogi Mirim. “Sempre fui titular do Santos. Se saí, é porque estava faltando alguma coisa, e respeitei a posição do professor (Leão)”, declarou.


Palmeiras 1 x 1 Santos

Data: 07/03/1999, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 7.015 pagantes
Renda: R$ 103.800,00
Árbitro: Alfredo dos Santos Loebeling
Cartões vermelhos: Roque Júnior (P); Viola e Argel (S).
Gols: Alessandro (39-1) e Júnior Baiano (25-2).

PALMEIRAS
Velloso; Arce (Juliano), Júnior Baiano, Roque Júnior e Rubens Júnior (Júnior); Galeano, Rogério, Thiago e Jackson (Alex); Paulo Nunes e Oséas.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima (Rodrigão), Argel, Sandro e Gustavo Nery; Claudiomiro, Marcos Bazílio (Michel), Jorginho e Rodrigo Fabri (Jean); Alessandro e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Expulsões marcam clássico no Morumbi

Palmeiras e Santos empatam em 1 a 1 no primeiro jogo das duas equipes no Campeonato Paulista de 1999

O primeiro clássico do Paulista-99 teve três expulsões, duas no Santos e uma no Palmeiras, que foram decisivas para que o jogo terminasse empatado em 1 a 1.

Logo a 1min40s de partida, o árbitro Alfredo Santos Loebeling expulsou o palmeirense Roque Júnior e o atacante santista Viola.

As expulsões fizeram com que ambos os técnicos modificassem suas equipes. As mudanças feitas pelo técnico Emerson Leão deixaram o Santos mais ofensivo.

Por outro lado, as alterações feitas por Luiz Felipe Scolari tornaram o Palmeiras mais defensivo.

Com a sua perda, o treinador palmeirense recuou o volante Galeano para a zaga, o que obrigou o meia Tiago a mudar também o seu posicionamento -que se tornou mais defensivo.

O santista Emerson Leão, por sua vez, não quis sacrificar o seu ataque: tirou um defensor, o lateral-direito Anderson, para colocar outro jogador de frente, o jovem Rodrigão, 20. Ou seja, o Santos ficou com mais jogadores do meio-campo para a frente. Leão justificou a mudança afirmando que uma das principais características de seu time é o cruzamento sobre a área.

Mesmo assim, foi o Palmeiras quem teve as primeiras chances de abrir o marcador. Aos 12min, o lateral Arce cobrou falta de longa distância da esquerda, e o zagueiro Júnior Baiano quase marcou.

Paulo Nunes, que completou a sua 12ª partida sem marcar gols, quase quebra o jejum aos 17min. Ele fez jogada individual pela esquerda e chutou cruzado para a defesa do goleiro Zetti.

Mudança

A partir dos 20min do primeiro tempo, o Santos passou a dominar a partida. O primeiro sinal foi um chute do lateral Gustavo Nery na trave direita de Velloso, aos 22min, após a defesa palmeirense perder a bola.

Aos 25min, num contra-ataque puxado por Rodrigão, o atacante Alessandro prendeu demais a bola e acabou perdendo a jogada, quando Rodrigo, livre de marcação, pedia para ser acionado.

Sandro, cobrando falta de fora da área com força, aos 27min, obrigou Velloso a fazer boa defesa.

Aos 31min foi a vez de Rodrigão desperdiçar outra oportunidade, completando de cabeça, por cima do travessão, cruzamento de Gustavo da esquerda.
A sequência de ataques santistas foi quebrada por um chute forte de longa distância de Tiago, aos 36min, que passou próximo à trave esquerda de Zetti.

O predomínio do Santos na primeira etapa -deteve mais a posse de bola (16min1s contra 15min21s do Palmeiras), desarmou mais (63 contra 51), acertou mais passes (87% de aproveitamento contra 83%) e foi mais eficiente nas finalizações (três certas, contra duas)- foi premiado em uma jogada de categoria. Aos 39min, Jorginho fez ótimo lançamento em profundidade para Alessandro.

O atacante -destaque da equipe do Santos no Torneio Rio-São Paulo, do qual foi o artilheiro- tirou Velloso com um leve toque e finalizou para o gol vazio: 1 a 0. No total, Alessandro finalizou três vezes- duas certas. Além disso, o atacante foi o atleta santista mais acionado durante o jogo, com 35 bolas recebidas.

Já nos acréscimos, aos 47min, Oséas protagonizou um dos mais belos lances da partida: ele recebeu dentro da grande área, ajeitou e finalizou de bicicleta, mas o goleiro Zetti fez uma boa defesa.

O Santos seguiu melhor nos minutos iniciais do segundo tempo, situação que se modificou aos 12min. O zagueiro Argel, que já tinha cartão amarelo, fez falta em Oséas e foi expulso. Leão, com nove jogadores em campo, foi obrigado a reforçar a sua defesa, tirando o meia-atacante Rodrigo e fazendo entrar o zagueiro Jean.

Durante todo o jogo, Argel fez quatro faltas. No total, o Santos cometeu 28 faltas, contra 29 dos rivais palmeirenses.

O Palmeiras passou a pressionar, e a torcida chegou a gritar gol quando, aos 14min, Galeano cabeceou nas redes, mas pelo lado de fora. Aos 18min, o lateral Júnior desceu pela esquerda, deu um corte em Marcos Bazílio e chutou, mas Zetti fez boa defesa.

Mesmo entrando na partida no segundo tempo, Júnior foi um dos atletas palmeirenses mais acionados, com 23 bolas recebidas. O volante Rogério foi o mais acionado, com 34 bolas.

O empate palmeirense surgiu de uma falta duvidosa em Juliano feita próxima à meia-lua da área santista. Rogério cobrou, a bola bateu na barreira e, no rebote, Júnior Baiano pegou com força, no ângulo esquerdo de Zetti. Nos últimos três jogos do Palmeiras- Olimpia, Cerro Porteño e Santos-, o zagueiro fez cinco gols. Ontem, chutou duas vezes.

Os dois times ainda criaram chances para vencer -o Santos com Alessandro, o Palmeiras com Alex-, mas falharam na hora da finalização.

Arbitragem é contestada

A partida de ontem teve três expulsões, todas contestadas.

No segundo minuto da partida, o zagueiro Roque Júnior e o atacante Viola se enroscaram no chão após o santista cair sobre o palmeirense num cruzamento perto da grande área.

O bandeirinha Arthur Alves Júnior, 42, que estava próximo do lance, chamou o juiz Alfredo Santos Loebeling e contou que os dois tinham se agredido. Na saída, ambos criticaram o juiz.

“Eu e o Viola vamos nos agredir por quê?”, ironizou Roque Júnior.

“O bandeirinha disse que eu fui agredido e revidei? Não acredito. O Roque Júnior é meu amigo. Já comeu churrasco na minha casa. Como é que a gente ia se agredir com um minuto de jogo?”, disse Viola, do outro lado do campo, no mesmo tom.

Após deixarem o campo, os dois foram assistir juntos à partida, nas cadeiras cativas.

No intervalo, o meia Jorginho acusou o juiz de ter “estragado” o jogo.

Aos 13min, o juiz deu o segundo cartão amarelo e expulsou o zagueiro Argel, alegando que ele dera uma cotovelada em Oséas. A expulsão provocou a saída de Rodrigo Fabri, para dar lugar ao zagueiro Jean.

Viola quer que bandeirinha seja afastado

O atacante Viola pediu ontem o afastamento do bandeirinha Arthur Alves Júnior, que foi o pivô da expulsão do santista e do zagueiro palmeirense Roque Júnior.

“Gostaria muito que o senhor presidente (da FPF, Eduardo José) Farah tomasse providência para que esse bandeirinha nunca mais possa bandeirar (sic) nenhum jogo.”

O presidente do Santos, Samir Abdul Hak, disse que, por ele, tiraria o time do campeonato. “É claro que eu não vou fazer isso, mas alguma coisa tem que ser feita.”

Adiante, Hak disse que se sentia “atado” diante dessa situação. “Não sei a quem apelar. Me ajudem. Façam um levantamento e, se der que o Santos não é o time mais prejudicado pela arbitragem, eu me penitencio”, disse aos jornalistas.

Aí, dizendo falar como “torcedor”, o dirigente afirmou que o Santos é vítima de um complô de Corinthians, São Paulo e Palmeiras para não deixá-lo vencer. “Nós fazemos um investimento enorme e nos acontece isso. Assim, se é para perder de qualquer jeito, é melhor montar um time só de juvenis, sem gasto nenhum.”

O zagueiro Argel também mostrava-se inconformado. “Ele disse que eu dei uma cotovelada. Não dei. Foi de ombro. Eu sabia que estava com cartão amarelo. Como é que não ia tomar cuidado?”

Argel acrescentou que, na sua opinião, o juiz também precisava levar o fato em conta. “Ele sabia que eu tinha o amarelo, que no seguinte eu iria ser expulso. Ele só podia me dar outro cartão se eu fizesse uma falta violenta.”

Só o técnico Leão não reclamou ostensivamente do juiz. Orientado pela diretoria a assumir uma posição mais tranquila, Leão não mencionou as palavras “juiz” ou “arbitragem” nenhuma vez, mas não deixou de dar indiretas.

“Estou muito satisfeito com a atitude dos meus jogadores, não com o resultado. Ele poderia ter sido nosso, mas não deixaram.”

Leão elogiou o meia-atacante Rodrigo Fabri, que ontem fez sua estréia pelo time santista. “Ele foi bem. Só saiu porque o Argel foi expulso.”

“O juiz erra e eu sou prejudicado”, acrescentou Rodrigo Fabri, que também discordou da expulsão de Argel. “Eu estava no lance e não vi nenhuma cotovelada.”

“Grandes” também usam torcida virtual

Mesmo com a entrada dos “grandes”, a segunda fase do Campeonato Paulista começou como a primeira, com os clubes precisando comprar ingressos para cobrir a diferença entre o público presente e o mínimo exigido pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Os casos mais graves aconteceram nos três jogos da capital, em que foram anunciados públicos bem maiores do que os realmente presentes. No total, cerca de 70 mil ingressos foram comprados por Lusa, Palmeiras e São Paulo.

Caso não tenham o público mínimo, de 20 mil pagantes para os cinco “grandes” e de 7.000 para os “pequenos”, os clubes não recebem a cota integral oferecida pela FPF, que, para as equipes “grandes”, é de R$ 600 mil por mando.

No Morumbi, no sábado, o São Paulo anunciou um público de 30.015 pagantes no seu jogo contra o Guarani, mesmo com o estádio com menos de 10 mil pessoas.

Caso tenha comprado 20 mil ingressos, o clube gastou R$ 120 mil, já que a FPF cobra R$ 6,00 por entrada para os clubes.

No Canindé, a Lusa, pela sexta vez no Paulista-99, precisou comprar ingressos no seu jogo contra a Portuguesa Santista. O clube anunciou um público de 29.983 pagantes, quando, na verdade, o Canindé não tinha mais do que 10 mil pessoas.

O público anunciado foi até maior do que a capacidade total do Canindé, de 25 mil lugares.

A Lusa gasta, em média, R$ 80 mil por partida para completar o público mínimo exigido pela FPF.

Ontem, no clássico Palmeiras e Santos, no Morumbi, foi anunciado um público de 40.009 pagantes, quando apenas 7.015 torcedores estavam no estádio.
Dentro de campo, a principal consequência da entrada dos “grandes” foi na média de gols.

Nos seis jogos da rodada, foram marcados 24 gols, média de quatro por partida. Na primeira fase da competição, a média ficou em 3,23 por jogo.
As partidas envolvendo as equipes “grandes” foram mais violentas -média de 54 faltas por partida. No geral, os jogos do Paulista-99 têm média de 51 infrações por jogo realizado.



Leão condiciona força total à volta de contundidos (Em 07/03/1999)

O técnico Leão afirmou que o Santos só terá “força total” em 30 ou 40 dias, quando os jogadores Aristizábal, Lúcio, Marcos Assunção e Andrei estiverem à disposição do treinador para jogar.

Os três primeiros se recuperam de contusões e estão voltando devagar aos treinamentos com bola.

O caso mais complicado é o do atacante Aristizábal, que sofreu uma ruptura dos ligamentos no Brasileiro-98. O jogador passou por uma cirurgia e só deve voltar a jogar em abril.

O meia-atacante Lúcio é o que está mais próximo de ser aproveitado por Leão. Recuperado de uma torção com rompimento de ligamentos no tornozelo direito, ele treinou várias vezes entre os reservas durante a semana que passou.

Marcos Assunção, que sofreu uma luxação no ombro direito, ficará com o braço imobilizado por mais uma semana. O zagueiro Andrei ainda está fora de forma, mas já treina com bola.

“Quando tiver todos esses atletas à disposição poderei falar que temos um grande grupo, com amplas chances de disputar o título. O problema é que temos de vencer partidas já”, disse Leão.

Um mês após contratação, Rodrigo faz sua estréia

Trocado com o Flamengo pelo volante Narciso no início de fevereiro, o meia-atacante Rodrigo só hoje fará a sua estréia com a camisa do Santos. Seu passe pertence ao Real Madrid e seu contrato com o Santos vai até o meio do ano.

Rodrigo vai entrar no lugar de Caíco e jogará pelo lado esquerdo do meio-campo santista, ao lado de Jorginho, fazendo a ligação com os atacantes Viola e Alessandro.

O jogador não acredita que terá dificuldade em se entrosar com a nova equipe. “É diferente quando ocorrem várias mudanças no time, mas no meu caso é só uma peça que o treinador está mudando.”

Disse que recebeu de Leão liberdade para atacar quando o Santos estiver com a bola. “Mas terei que voltar marcando o adversário.”

O técnico prevê um começo difícil para Rodrigo. “Seria melhor se ele pudesse ter atuado no Rio-São Paulo, porque já teria um melhor aprendizado do jogo da equipe.”

O regulamento do torneio não permitiu que Rodrigo jogasse pelo Santos, porque ele já havia atuado pelo Flamengo. “Ele está há algum tempo sem jogar e vai estrear justamente no maior clássico de São Paulo”, disse Leão.

Tabela agrada a santistas

A sequência de clássicos que o Santos começa a disputar hoje, situação criticada pelo técnico Leão, agrada aos jogadores santistas.

Três dos quatro primeiros jogos do Santos no Campeonato Paulista serão contra os chamados “grandes” do futebol paulista.

Além de Palmeiras hoje, o Santos jogará contra a Lusa no dia 20 de março, provavelmente no Canindé, e no dia 24 contra o São Paulo, na Vila Belmiro.

O time terá um jogo teoricamente mais fácil só no dia 13 de março, quando jogará em casa com a Matonense.

O técnico do Santos já afirmou que não gostou da tabela, principalmente pelo jogo de hoje. “Nós começamos de cara contra o Palmeiras, em São Paulo, e, como não há returno, não teremos a chance de enfrentá-los em casa”, disse.

Já o meia Jorginho não se importa com a sequência de clássicos. “É bom porque já vamos medindo forças. Saberemos o nosso potencial e teremos uma idéia de até onde podemos ir”, disse.

O atacante Alessandro, destaque do time no Rio-São Paulo, também gostou da tabela. “Eu acho bom começar o campeonato com clássicos. Vamos enfrentar jogadores de alto nível, que vão jogar e deixar jogar. Mas é importante que comecemos bem”, afirmou o jogador.