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Santos 2 x 0 Paysandu

Data: 20/08/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.631 pagantes
Renda: R$ 41.458,00
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Auxiliares: Renilson Nunes Freire (SE) e Almidrovando da Silva Lima (SE).
Cartões amarelos: André Luís e Val Baiano (S); Borges Neto e Zé Augusto (P).
Gols: Alex (17-2) e Diego (19-2, de pênalti).

SANTOS
Fabio Costa; Reginaldo Araújo (Val Baiano), André Luís, Alex, e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho (Jerri) e Fabiano.
Técnico: Emerson Leão

PAYSANDU
Carlos Germano; Borges Neto, Jorginho (Lima), André Dias e Luís Fernando; Vanderson, Sandro (Jairo), Magnum e Vélber (Lecheva); Zé Augusto e Aldrovani.
Técnico: Ivo Wortmann



Diego comanda vitória do Santos sobre o Paysandu

Diego ficou. E decidiu o jogo do Santos contra o Paysandu, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro. Pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time paulista bateu o paraense por 2 a 0.

Foi o primeiro jogo do Santos após a tentativa fracassada do Tottenham, da Inglaterra, em contratar o meia Diego. Mostrando que não ficou abalado com as negociações, o camisa dez mostrou muita vontade em campo e bom futebol.

Foi dos pés de Diego que partiu o cruzamento, em cobrança de escanteio, para Alex marcar o primeiro gol da partida. E o próprio meia sofreu pênalti e converteu, fechando o placar na Vila Belmiro.

Com a vitória, o Santos voltou a se aproximar do Cruzeiro, líder do Brasileirão. O time mineiro, que empatou com o Coritiba por 2 a 2, tem 52 pontos, contra 51 do Santos. O São Paulo, em terceiro lugar, tem 50. Já o Paysandu fica com 33.

Susto

O começo do jogo foi um sufoco para o Santos. Aos 6min, a bola foi cruzada da direita e Vélber chegou um pouco atrasado, tocando por cima do gol. Dois minutos depois, o mesmo Vélber ficou livre pela esquerda, cortou um zagueiro e bateu. Fábio Costa fez boa defesa.

O Santos acordou a partir dos 10min, após cobrança de falta de Alex, Carlos Germano espalmou para escanteio. O Paysandu começou a recuar, enquanto o time alvinegro tomou conta do jogo.

Bem em campo, o Santos parou novamente no goleiro Carlos Germano aos 24min. Diego fez boa jogada e passou para Robinho, na direita. O atacante chegou batendo de primeira, no canto, mas o goleiro do Paysandu espalmou.

Mesmo mantendo-se no campo de ataque, o Santos foi perdendo força. Assim, a equipe paulista passou a cercar o Paysandu, chegar até a área adversária, mas não ameaçar mais o gol paraense no primeiro tempo.

O segundo tempo começou como o primeiro, com o Paysandu perdendo um gol. Aos 4min, Zé Augusto avançou livre com a bola e bateu forte. Fábio Costa novamente fez ótima defesa, espalmando para escanteio.

A zaga santista não se encontrou e o time visitante teve outra boa chance aos 9min. Vélber fez jogada pela direita e virou o jogo para Magnum. Pela esquerda, o meia bateu forte da entrada da área, mandando por cima do gol.

A resposta santista aconteceu no mesmo minuto. Diego ganhou da zaga, invadiu a área e bateu forte, mas para fora do gol. Novamente os donos da casa passaram a controlar o jogo, com a bola cruzando a área do Paysandu.

Desta vez, porém, o Santos marcou. Aos 17min, Diego cobrou escanteio pela direita e Alex, de cabeça, abriu o placar. Dois minutos depois, Diego sofrou pênalti duvidoso. Ele mesmo cobrou e ampliou a vantagem santista.

Com os 2 a 0 no placar, o Santos diminuiu o ritmo, mesmo com o Paysandu jogando mais aberto. A equipe visitante ainda tentou pressionar nos cinco minutos finais, mas o time alvinegro controlou bem a partida até o final.

Paraná 1 x 2 Santos

Data: 09/08/2003, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 7.884 pagantes
Renda: R$ 112.912,50
Árbitro: Jorge Fernando Rabello (RJ)
Auxiliares: Eurivaldo Faria Lima (RJ) e Mário Jorge Marques Oliveira (RJ)
Cartões amarelos: Léo, Elano, Paulo Almeida, Jerri (S), Renaldo, Rodrigo Silva (P)
Cartão vermelho: André Luís (S)
Gols: Alex (03-1), Renaldo (05-1); Alex (05-2).

PARANÁ
Flávio; Fernando Lombardi, Rodrigo Silva e Cristiano Ávalos; Goiano, Emerson (Flávio Guilherme), Fernando Miguel, Marquinhos e Caio; Renaldo e Maurílio (Fernandinho)
Técnico: Saulo de Freitas

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Alexandre), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Jerri); Fabiano e Val Baiano (Preto)
Técnico: Emerson Leão



Santos vence Paraná e se iguala ao Cruzeiro em número de pontos

Com dois gols do zagueiro Alex, o Santos chegou a 48 pontos, o mesmo número do que o líder Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, após vencer o Paraná por 2 a 1, na tarde deste sábado, em Curitiba.

A vitória fora de casa, porém, não foi suficiente para o time paulista assumir a liderança do Brasileirão. No critério de desempate, os cruzeirenses levam a melhor.

Foi a segunda derrota consecutiva do Paraná na competição – na rodada passada, perdeu o clássico regional para o Atlético-PR.

O Santos começou a partida arrasador. Logo aos 4min, Alex, em cobrança de falta, colocou o time paulista na frente. Mas a alegria não durou muito. Na saída de bola, bobeada da defesa santista e Renaldo deixou tudo igual.

Mesmo com o gol de empate dos paranaenses, o Santos não se abalou e continuou melhor na partida. Logo no início do segundo tempo, Alex, agora de cabeça, colocou o Santos na frente do marcador novamente.

Para a próxima partida no Brasileirão, contra o Figueirense, no sábado, em Florianópolis, o técnico Emerson Leão continuará com problemas para escalar a equipe. Léo e Paulo Almeida, com três cartões amarelos, e André Luís, expulso, desfalcam o time.

O jogo

A partida começou muito movimentada. Elano, antes do primeiro minuto de jogo, assustou o goleiro Flávio ao arrancar pela direita e arriscar da entrada da área. A bola passou próxima ao travessão.

O time paulista, um pouco superior dentro de campo, chegou ao gol logo aos 4min. Alex cobrou falta de fora da área, com muita força, e abriu o placar para o Santos.

O Paraná empatou um minuto depois. Na saída de bola, Renaldo recebeu bola na direita e, dentro da área, chutou cruzado, rasteiro. Fábio Costa não conseguiu defender: 1 a 1.

Aos 18min, Diego cobrou falta da esquerda, a bola quicou na área e quase enganou o goleiro do Paraná. No lance seguinte, mais Santos. O estreante Val Baiano recebeu bola e, dentro da área, tentou encobrir o goleiro Flávio. A bola saiu muito alta.

O alvinegro continuou a pressionar. Aos 21min, outra boa oportunidade. Reginaldo Araújo recebeu lançamento na direita, invadiu a área e chutou forte. Mas o goleiro Flávio espalmou, afastando o perigo.

Aos 31min, Fabiano recebeu bola dentro da área, mas chutou muito alto, por cima do gol defendido por Flávio.

O jogo continuou movimentado, com ambas as equipes criando jogadas de ataque. Até que, no final do primeiro tempo, o árbitro carioca Jorge Fernando Rabello decidiu interferir.

Aos 39min, Val Baiano foi derrubado dentro da área e o carioca não marcou pênalti. Na seqüência, aos 41min, Renaldo teve um gol legal anulado devido a um impedimento inexistente.

O treinador Leão não gostou da atuação do meia Diego na primeira etapa e colocou Jerri, outra revelação das categorias de base, em seu lugar.

Aos 5min, após cobrança de escanteio, Alex, sem marcação na pequena área, cabeceou e fez o segundo dele e o segundo do Santos na partida.

O Paraná perdeu a chance de empatar a partida aos 13min. Caio recebeu bola na entrada da área, de frente para o gol, e chutou fraco, fácil para a defesa de Fábio Costa.

O Santos respondeu dois minutos depois. Jerri disparou pela esquerda e cruzou para a grande área. Atento, o goleiro Flávio se antecipou e evitou que a bola

Aos 18min, Val Baiano tabela de cabeça com Fabiano e, quando recebe bola de volta, sozinho de frente para o gol, chuta muito mal, à direita do goleiro do Paraná.

O goleiro Fábio Costa evitou o gol de empate do Paraná em duas oportunidades. A primeira, aos 25min, em chute de Caio. A segunda, aos 28min, em chute à queima-roupa de Marquinhos. Neste último lance, André Luís agrediu o jogador do Paraná e foi expulso.

O Paraná tomou conta do jogo após o gol do Santos, mas não conseguiu marcar.

Santos 1 x 3 Boca Juniors

Data: 02/07/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 74.395 pagantes
Renda: R$ 1.221.687,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Cartões amarelos: Léo, Fabiano e Fábio Costa (S); Cascini (BJ)
Gols: Tévez (21-1); Alex (30-2), Delgado (39-2) e Schiavi (49-2).

SANTOS
Fábio Costa; Wellington (Nenê), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Fabiano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira (Douglas).
Técnico: Emerson Leão

BOCA JUNIORS
Abbondanzieri; Ibarra, Schiavi, Burdisso e Rodriguez; Battaglia, Cascini, Cagna (Caneo) e Villareal (Jérez); Delgado e Tévez (Canjelico).
Técnico: Carlos Bianchi



Boca Juniors conquista a Libertadores e vira o maior algoz brasileiro

O Boca Juniors venceu o Santos por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Morumbi, em São Paulo, no jogo de volta da decisão da Libertadores, e conquistou seu quinto título continental, o terceiro nos últimos quatro anos.

O resultado frustrou os planos da equipe de Robinho e Diego de voltar a vencer o torneio 40 anos depois do bi conquistado pelo time de Pelé, sobre o próprio Boca, em 1963.

O clube argentino transformou-se ainda no maior carrasco do futebol brasileiro em decisões do principal interclubes da América do Sul.

Três das cinco conquistas boquenses aconteceram contra rivais do Brasil. Em 1977, superou o Cruzeiro, e, em 2000, foi campeão em cima do Palmeiras.

O técnico do Boca, Carlos Bianchi, que faturou sua quarta taça, sendo o treinador de maior sucesso na história da Libertadores, também tem contra os brasileiros seu melhor retrospecto. Curiosamente, conseguiu três dos títulos jogando contra times do Brasil e no estádio do Morumbi.

Em 1994, o atual técnico do Boca conduziu o Vélez Sarsfield a sua única conquista, sobre o São Paulo. Em 2000, já no comando do Boca, viu o time superar os palmeirenses.

Apesar da pressão da torcida santista que lotou o Morumbi (74.395 torcedores), o time argentino superou a pressão do rival nos primeiros minutos e, na única vez que chegou ao gol de Fábio Costa no primeiro tempo, abriu o placar.

O lance aconteceu aos 21min. Após falha em saída de bola de Alex, o Boca Juniors puxou o contra-ataque, e, próximo à área, Tévez tabelou com Bataglia e chutou para fazer 1 a 0.

O Santos, que precisava ganhar por dois gols de diferença para forçar, pelo menos, os pênaltis, criou uma ótima chance para marcar aos 7min, mas Villarreal salvou em cima da linha a cabeçada do zagueiro André Luís.

Após sofrer o gol, o time de Emerson Leão encontrou dificuldades para superar o bloqueio do rival. Os jogadores santistas também abusaram dos cruzamentos na área e facilitaram para a marcação boquense.

O empate do time da Vila Belmiro veio com o zagueiro Alex, que havia falhado no lance do gol argentino. Aos 30min, o defensor santista arriscou de fora da área e acertou o canto direito do gol de Abbondanzieri.

No entanto, aos 39min, no contra-ataque, Delgado, que fez o ótimo jogo pela equipe e vai jogar na próxima temporada no mexicano Cruz Azul, recebeu livre, logo após o meio campo, e tocou na saída de Fábio Costa.

Aos 49min, o goleiro Fábio Costa entrou violento, com os dois pés, em cima de Jérez, que recebeu livre na área, e o juiz Jorge Larrionda marcou pênalti. Schiavi cobrou e definiu o placar: 3 a 1.



Time da Vila usa 23 atletas e se repete apenas uma vez

Suspensão, contusão e tática levam Leão a banalizar noção de titularidade

A participação do Santos na Taça Libertadores de 2003 contradisse um rótulo que o time da Vila Belmiro carrega desde o Campeonato Brasileiro do ano passado: o de não possuir reservas capazes de substituir os titulares e manter o padrão de jogo da equipe.

Suspensões, contusões e opção tática, nessa ordem, fizeram o técnico Emerson Leão utilizar 23 dos 26 atletas inscritos pelo clube na competição continental, tornando o revezamento de jogadores uma constante.

Até mesmo quando não houve motivo de força maior (suspensão ou contusão), Leão mudou a equipe em busca de variações.

“Estamos provando que aqui todos sabem que são titulares e que podem ser aproveitados a qualquer momento”, afirmou o meio-campista Renato.

De fato, apesar de tantas mudanças, o clube chegou invicto à final, ostentando também o melhor ataque do torneio (29 gols).

No meio do percurso, ainda teve de driblar contratempos como a lesão que afastou Ricardo Oliveira por três jogos. Mesmo assim, o atacante se manteve na ponta da artilharia (nove gols).

Em apenas um jogo -contra o 12 de Octubre, no Paraguai, ainda na primeira fase do torneio- o técnico Leão conseguiu repetir a escalação do confronto anterior.

Na decisão de hoje, contra o Boca Juniors, o revezamento continua: com a expulsão de Reginaldo Araújo no jogo de ida, em Buenos Aires, mais uma vez o Santos será diferente. E, sem Elano, terá de procurar outro “polivalente”.

“Temos uma reserva de qualidade que auxilia o treinador. Tenho certeza de que quem se colocar ali [no lugar de Elano] vai se ofertar de maneira muito intensa”, afirmou Leão.

Roda-viva

A lateral direita é a posição na qual o rodízio foi mais frequente. Nada menos que quatro jogadores passaram pelo setor, entre eles Michel (que nem sequer está mais no elenco).

Se teve problemas em algumas posições, em outras Leão fez apostas altas e bancou seus jogadores menos famosos. Como a decisão de manter o goleiro Júlio Sérgio no jogo de volta das quartas-de-final, contra o Cruz Azul, mesmo após o titular, Fábio Costa, ter se recuperado de uma lesão.

Foi também diante da equipe mexicana que o zagueiro Pereira acabou saindo do limbo. Ele substituiu André Luiz, contundido, e não saiu mais do time titular.

Outro reserva, Fabiano, entrou para substituir Ricardo Oliveira e acabou se transformando numa espécie de 12º titular (foi dele um dos gols contra o Independiente Medellín, na semifinal).

O jogador simboliza o estilo mutante do time de Leão: polivalente, já atuou no meio e pode até jogar na lateral hoje.

Dois atacantes questionados pela torcida, William e Douglas, tiveram a chance de sair jogando contra o Cruz Azul, um em cada jogo. Não se firmaram, mas deram sua contribuição.

No Brasileiro, os reservas também fazem sucesso. No sábado passado, enquanto os titulares eram poupados para a final, o “segundo quadro” goleava o Bahia por 4 a 0. A atuação mereceu elogios dos titulares. “Aqui, muitas vezes alguém entra no time e vira destaque”, disse o zagueiro Alex.

Alguns atletas do elenco, entretanto, não participaram do rodízio. São os casos do lateral Léo, do meia Diego e do atacante Robinho, titulares nos 13 jogos realizados pelo Santos na Libertadores.

Alex, Paulo Almeida, Renato e Elano, com 12 presenças, vêm logo a seguir. O goleiro Fábio Costa participou de 11 partidas, e o atacante Ricardo Oliveira, de dez.





Independiente Medellín 2 x 3 Santos

Data: 18/06/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Toyota Libertadores – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, Colômbia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Gilberto Hidalgo (PER)
Cartões amarelos: Fábio Costa (S) e Jaramillo (DIM)
Gols: Moreno (14-1) e Alex (37-1); Fabiano (17-2), Molina (36-2) e Léo (42-2).

INDEPENDIENTE DE MEDELLÍN
González; Vásques (Álvarez), Baloy, Perea e Calle; Cortés, Restrepo, Jaramillo e Montoya (Serna); Molina e Moreno (Diego Álvarez).
Técnico: Víctor Luna

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo (Andre Luís), Pereira, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Fabiano)e Diego; Ricardo Oliveira e Robinho (Douglas).
Técnico: Emerson Leão



Santos tem 180 minutos para fazer a história voltar

Time vence em Medellín e tenta, após 40 anos de espera, o inédito tricampeonato da Libertadores

O Santos voltou a fazer história. A equipe bateu o Independiente Medellín, na Colômbia, por 3 a 2, e depois de 40 anos retorna à final de uma Taça Libertadores.

A última vez em que tinha chegado à decisão do torneio continental foi na era Pelé, em 1963, quando se sagrou bicampeão -já havia vencido a competição no ano anterior.

Se ganhar a final -contra Boca Juniors, da Argentina, ou América de Cali, da Colômbia-, voltará a ser o time brasileiro com mais títulos da Libertadores. Com duas conquistas, está empatado com São Paulo, Cruzeiro e Grêmio.

Com a vitória de ontem, mantém acesa a chance de ser campeão invicto -não perdeu nenhum dos 12 jogos que disputou.

Até hoje apenas seis vezes um time ganhou a Libertadores sem derrotas. Depois de 1988, quando começaram as quatro fases de mata-mata da competição, nenhum time foi campeão invicto.

Na partida de ontem, os novos Meninos da Vila, que no ano passado já conquistaram um inédito Brasileiro para o Santos, tiveram alguns problemas em campo.

Liberado pelo departamento médico momentos antes do início do jogo, Ricardo Oliveira começou como titular, mas não se saiu bem. Fabiano, que sete horas antes estava escalado para seu lugar, ficou na reserva.

Aos 23min, no entanto, quando o Santos perdia por 1 a 0, gol de Moreno, que encobriu Fábio Costa em falha da defesa santista, Elano se contundiu. Emerson Leão resolveu, então, substituí-lo por Fabiano, 25. E o genro de Wanderley Luxemburgo, que já defendeu São Paulo, Lusa e Internacional, tornou-se um dos nomes do jogo em Medellín.

Autor do segundo gol da equipe da Vila e do cruzamento que resultou no terceiro e decisivo gol, marcado por Léo, foi um dos responsáveis pela classificação do time à final da Libertadores.

“Ele é um pé-quente danado. Entrou para resolver a partida”, disse Léo logo depois do jogo, referindo-se ao novo herói santista.
Com Fabiano em campo, os brasileiros chegaram ao empate aos 37min, quando Alex, de peito, marcou e desestabilizou o rival.

A equipe colombiana ficou tensa em campo, e a torcida respondeu agressivamente na arquibancada. Passou a jogar pedras no gramado, o que fez o juiz interromper duas vezes a partida.

No segundo tempo, o confronto recomeçou movimentado. Ricardo Oliveira chutou uma bola no travessão, aos 5min, e dois minutos depois foi a vez de Molina fazer o mesmo, quase desempatando para os colombianos.

Mas, aos 17min, Fabiano fez uma jogada individual, entrou pela direita do ataque santista e chutou cruzado, anotando 2 a 1.

Com a vantagem do Santos, o nervosismo da equipe colombiana aumentou, e a torcida chegou a ensaiar algumas vaias.

Aos 35min, no entanto, voltou a ter esperanças. O atacante Molina chutou rasteiro, de longe, e Fábio Costa, herói na classificação contra o Nacional, do Uruguai, nas oitavas-de-final, falhou. Foi mal na bola e permitiu o empate.

No final, reclamou do estado do gramado. “Não falhei no segundo gol, a bola desviou no chão e me atrapalhou”, afirmou.

Com os 2 a 2, o Independiente foi com tudo para cima dos brasileiros, tentando o terceiro gol, que levaria a partida aos pênaltis -o Santos vencera o primeiro jogo, na Vila, por 1 a 0. Só que quem marcou foi o Santos. Fabiano avançou pela direita, cruzou para a área, a bola resvalou na defesa e sobrou para Léo, que precisou chutar duas vezes para marcar.

Classificado para a final, o Santos espera o adversário. Se pegar o Boca, repete a final de 1963. Batendo os argentinos, repete a do Mundial interclubes, contra o Milan, também 40 anos depois.

Coadjuvantes levam Santos à final da Libertadores após 40 anos

O Santos arrancou uma vitória de virada por 3 a 2 sobre o Independiente de Medellín, na Colômbia, e se classificou para voltar a disputar a decisão da Taça Libertadores depois de 40 anos. O rival só sairá nesta quinta-feira, entre Boca Juniors e América de Cali. Caso o time argentino avance, também se repetirá o adversário da final de 1963.

O atacante Ricardo Oliveira, que vem de uma contusão, só foi definido na última hora para a segunda partida das semifinais, mas os gols santistas foram de três coadjuvantes: o zagueiro Alex, o lateral Léo e o meia Fabiano, que seria o substituto do artilheiro. Robinho, o outro titular do ataque, deixou o campo lesionado.

O jogo começou disputado, mas sem objetividade. O primeiro chute a gol só veio aos 9 min, com Montoya, que, de longe, mandou para fora. Na seqüência, Reginaldo Araújo entrou livre na área e, com Ricardo Oliveira sozinho ao seu lado, chutou por cima.

Depois da chance desperdiçada pelo Santos, o Independiente partiu em contra-ataque rápido e abriu o placar aos 14min, com Moreno, que tocou por cima de Fábio Costa, na saída do goleiro.

A situação ficou mais complicada para o Santos com a saída de Elano, que teve de ceder o lugar a Fabiano depois de se contundir ao sofrer uma falta violenta.

Apesar da necessidade de empatar, o time brasileiro não conseguia criar chances e continuava a sofrer com as investidas do adversário, que ameaçava mais.

Só aos 36min, depois de uma cobrança de falta de Alex, a bola sobrou na área para Fabiano, que chutou prensado por cima. Em seguida, ao 37min, o Santos empatou em um lance involuntário de Alex, que viu a bola bater em seu peito e entrar, após cruzamento de Diego da direita.

No segundo tempo, o Independiente já ameaçou logo no início, em cobrança de Montoya que só foi defendida por Fábio Costa em dois tempos. O Santos deu a resposta rapidamente. Robinho fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Ricardo Oliveira, que chutou no travessão. O rival não deixou por menos e também colocou uma bola na trave superior, em cobrança de falta de Molina.

Com a obrigação de marcar mais um gol para não ser eliminado, o Independiente manteve a pressão, mas também continuou a ser ameaçado pelo Santos. Aos 17min, Reginaldo Araújo tabelou com Fabiano, que entrou na área e chutou cruzado para fazer 2 a 1.

Quando era a equipe brasileira que levava mais perigo, o Independiente conseguiu o empate, aos 36min, em um chute de longe de Molina. Sob muita pressão do rival a partir daí, o Santos ainda fez o terceiro gol aos 42min, com Léo, após duas tentativas de frente para o goleiro González.

Diego e Robinho dão espaço para os mais velhos

No jogo que marcou a passagem do Santos para a final da Libertadores, as figuras mais destacadas não foram os mais badalados Meninos da Vila, fato que já está marcando a campanha santista no torneio.

Robinho, 19, que saiu aplaudido de campo em sua primeira passagem pela Colômbia (5 a 1 no América de Cali), teve atuação discreta e acabou substituído após uma entrada mais dura no segundo tempo.

Diego, 18, o principal condutor da equipe, esteve bem marcado na primeira etapa e ameaçou o rival praticamente só nas jogadas de bolas paradas (cobranças de faltas e escanteios).

O meia Fabiano, 25, que vem atuando como atacante no time, mais uma vez brilhou -esteve na confusão na área que gerou o primeiro gol, de Alex, 20, e fez o segundo. O jogador começou na reserva devido ao aproveitamento de Ricardo Oliveira, 23, mas teve participação decisiva.

O lateral-esquerdo Léo, 27, também apareceu bem no time santista ontem. Conseguiu o gol da classificação, em momento crucial da partida.

Ricardo Oliveira tem roubado a cena nesta Libertadores. Com nove gols e recuperado para a final, tem tudo para inscrever seu nome na lista dos goleadores da competição.

No jogo de ida contra o Independiente, o reserva Nenê, 21, foi o salvador. O goleiro Fábio Costa, 25, que ontem falhou no segundo gol do rival, foi o herói santista nas oitavas-de-final, quando defendeu três pênaltis.

O técnico Leão já chegou a destacar após jogo no México que Robinho, comparado a Pelé em quase todos os países que visita, estava caindo de rendimento. Diego fez um gol importante contra o Cruz Azul fora de casa, mas também não tem conseguido repetir as atuações brilhantes do Brasileiro.

Em grandes momentos da história do Santos, os grandes protagonistas deram espaço para coadjuvantes. Na final do Mundial contra o Milan, em 63, por exemplo, Pelé não atuou nos dois jogos no Brasil -no primeiro, Pepe salvou; no segundo, Dalmo fez o único gol.

Leão já fala em decidir na Vila Belmiro

Emerson Leão iniciou a sua campanha para fazer a final da Libertadores na Vila Belmiro. Pela tabela da competição, os santistas são mandantes no segundo jogo.

“Nossa casa é a Vila, temos que começar a falar isso desde já. Nosso estádio tem condições de receber a final”, afirmou o técnico.

Pelo regulamento, a decisão tem que ser em estádios com capacidade mínima de 40 mil pessoas. A Vila pode receber 20 mil. Nas semifinais, porém, em que eram exigidos estádios para 25 mil torcedores, o clube foi autorizado pela Conmebol a atuar em casa.

Os jogadores querem voltar logo ao Brasil para reencontrar a torcida. Mas o clube pode ficar na Colômbia até quarta, dia da primeira final, caso o América de Cali se classifique hoje contra o Boca. Se o time argentino for o finalista, o Santos retorna amanhã.



Invicto, Santos tenta final e recordes na Libertadores (Em 18/06/2003)

Em Medellín, empate leva time de volta à decisão após 40 anos e reforça a marca de imbatível

O Santos pode, sim, ser campeão da Taça Libertadores da América pela terceira vez. Mas, mais que isso, o time pode ganhar o título de maneira épica.

Invicto há 11 jogos no mais importante interclubes do continente, a equipe joga por um empate hoje na Colômbia contra o Independiente Medellín para voltar à final do torneio após 40 anos.

Apenas seis vezes um time ganhou a Libertadores sem ser derrotado. Tal feito só foi obtido antes de 1988, quando teve início as quatro fases de mata-mata que perduram até os dias atuais.

Se o Santos for campeão neste ano -chegando à final, vai decidir em casa-, irá fazer 14 jogos, o dobro de partidas que Peñarol (URU) e Independiente (ARG) fizeram nas campanhas invictas de 1960 e 1964, respectivamente.

O único clube brasileiro que venceu a Libertadores sem ser batido foi o próprio Santos, em 1963. Porém naquele ano a equipe de Pelé fez só quatro partidas.

Desde 1978, quando o Boca Juniors ganhou a taça com quatro vitórias e dois empates, um time não sente o gosto de ser campeão continental sem nenhum revés.

A partir dos anos 90, a Libertadores passou a ser o objeto maior do desejo dos clubes nacionais, que chegaram até com frequência ao título, mas conquistaram a taça sempre com derrotas.

O Cruzeiro foi campeão em 1997 apesar de seis tropeços, três nos três primeiros jogos do time. O Palmeiras ganhou em 1999 com cinco derrotas. O São Paulo também foi batido cinco vezes no seu bicampeonato (1992 e 1993).

A campanha santista deste ano mostra seis vitórias e cinco empates. Com 26 gols marcados, o time do técnico Leão, que já atuou na Colômbia, no Equador, no Paraguai, no Uruguai e no México, tem o melhor ataque do torneio.

Para coroar ainda mais a campanha, Ricardo Oliveira é o artilheiro do torneio. Ele viajou à Colômbia, mas não deve jogar.

“Não queremos pressa. Ele só volta se realmente estiver bem para jogar”, disse o técnico Leão.

Fabiano deve seguir no ataque.

Depois de bater o Independiente Medellín na Vila Belmiro por 1 a 0, a ordem é simplesmente não perder na Colômbia. O Santos pode até avançar à decisão perdendo por um gol de diferença, mas teria que vencer nos pênaltis.

“Eles vão usar todos os artifícios para reverter a nossa vantagem, inclusive nos provocando. Saberemos lidar com isso”, disse Léo.

Os jogadores acham que basta acertar a pontaria, o que não aconteceu no primeiro jogo, para ganhar a vaga. “Teremos que explorar os espaços deixados por eles. Não podemos desperdiçar tantas chances”, disse Elano.

A volta do Santos ao cenário internacional em grande estilo, possibilitada pela conquista do Brasileiro no ano passado, pode culminar com uma final contra o Boca Juniors na América do Sul e uma decisão com o Milan no Mundial interclubes, o que repetiria épicos confrontos de 40 anos atrás.

Nenhum clube brasileiro até hoje conseguiu ser três vezes campeão continental nem três vezes campeão mundial. O Santos, o São Paulo, o Cruzeiro e o Grêmio têm duas Libertadores cada um.

E o adversário santista de hoje é o único semifinalista que nunca fez uma final sequer do torneio.

Campeão ou até mesmo vice invicto, o Santos estabeleceria com 14 jogos a maior série sem derrotas de um time brasileiro na Libertadores. E poderia quebrar na primeira fase da edição do ano que vem a maior invencibilidade de todos os tempos (entre 1962 e 1969, o Sporting Cristal fez 17 partidas no torneio e não perdeu).

É muita história em jogo hoje.

Clube mantém força política e posterga partida

O Santos comprovou mais uma vez estar com grande força política. O clube conseguiu adiar a partida que faria no final de semana pelo Brasileiro.

Confiante na classificação para a final da Libertadores, talvez contra o América de Cali, a diretoria santista cogita passar uma semana na Colômbia.

Isso mesmo correndo o risco de não estar na decisão e de o primeiro jogo da final ser em Buenos Aires, pois o Boca Juniors já fez 2 a 0 no América.

Independentemente do resultado de hoje, o Santos só voltaria ao Brasil no sábado, véspera do jogo com o Atlético-PR. A diretoria então solicitou à CBF o adiamento do jogo no Paraná, alegando que é preciso dar prioridade à Libertadores.

Marcelo Teixeira, presidente do Santos, é um dos dirigentes mais afinados com a CBF -foi um dos que apoiaram movimento para parar o Brasileiro.
Na Libertadores, o Santos também está bem respaldado politicamente. Teixeira se aproximou de Nicolás Leoz, presidente da Conmebol -o paraguaio foi condecorado como “peixeiro emérito” e ganhou homenagens da prefeitura e de universidade de Santos.

O técnico e os dirigentes do Independiente já falaram de suposto favorecimento ao Santos -usou a Vila Belmiro nas semifinais mesmo sem que ela comporte 30 mil pessoas.

“Se o Santos jogasse contra um time argentino, isso não iria ocorrer” disse Víctor Luna, técnico do Independiente.

Javier Velázquez, presidente do time, reclamou do tratamento que a delegação de seu time recebeu no Brasil, mas disse que o Santos seria bem tratado no jogo de volta.

O técnico santista, Leão, afirmou estar preparado para tudo. “Depois de muitos anos, estamos perto de uma final da Libertadores. Temos que conquistar a vaga de qualquer maneira”, disse o treinador.


Nacional 4 x 4 Santos

Data: 23/04/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.
Público e renda: N/D
Árbitro: Horácio Elizondo (ARG)
Cartões amarelos: Benoit, Dadomo, Eguren e Juarez (N); André Luis (S).
Gols: Alex (05-1) e Ricardo Oliveira (44-1); Guerrero (12-2), Robinho (20-2), Peralta (26-2), Scotti (36-2), Ricardo Oliveira (39-2, de pênalti) e Benoit (50-2).

NACIONAL
Munúa; Benoit, Lembo, Leites e Dadomo (Peralta); Vanzini, Eguren (Scotti), Morales e O’Neill; Guerrero (Juarez) e Alvez
Técnico: Daniel Carreño

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Alex, André Luís e Léo (Rubens Cardoso); Paulo Almeida, Renato (Alexandre), Elano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira
Técnico: Leão



Gol aos 50min do segundo tempo evita vitória do Santos no Uruguai

Numa partida cheia de gols, o Santos empatou com o Nacional (Uruguai) por 4 a 4 pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores. Mesmo jogando no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai), o atual campeão brasileiro dominou o confronto, mas sucumbiu no final e sofreu um gol aos 50min do segundo tempo.

A partida de volta ocorre no dia 7, na Vila Belmiro,e o Santos se classifica para as quartas-de-final com uma vitória. Novo empate leva a decisão da vaga vai para os pênaltis.

O time brasileiro não precisou de muitos minutos para mostrar que era superior ao adversário: logo aos 5min, numa cobrança de falta, a bola bateu no travessão e no solo duas vezes antes de o zagueiro Alex escorar para abrir o placar.

Fraco tecnicamente, o Nacional não tinha nenhum jogada em seu repertório além das bolas alçadas para a área que a defesa santista conseguiu, invariavelmente, afastar.

Com a vantagem no placar, os espaços foram surgindo e o Santos, nos contragolpes, perdendo chances. Até que, aos 44min, Ricardo Oliveira recebeu na área e bateu no ângulo do goleiro Munúa, ampliando o marcador.

Foi o sétimo gol de Ricardo Oliveira, que, além de assumir a artilharia isolada da competição continental, igualou-se a Pelé em gols marcados em uma única Libertadores.

No segundo tempo, nada mudou. Tranquilo, o Santos levou um gol aos 12min após falha da defesa _a bola sobrou para o desengonçado atacante Alvez, que empurrou para o gol ao mesmo tempo em que Guerrero. O árbitro deu o gol para Guerrero.

Muito pouco para animar o Nacional que, oito minutos depois, manteve sua defesa toda no chão e permitiu a Robinho marcar um dos poucos gols de cabeça em sua carreira.

Com domínio territorial absoluto, o Santos se descuidou na defesa e permitiu que os uruguaios diminuíssem mais uma vez aos 26min, quando Alvez desviou de cabeça para Peralta marcar um belo gol. Depois disso, o Nacional se entusiasmou e conseguiu buscar o empate num chute de Scotti, aos 36min.

Mas o placar era injusto. Dois minutos depois, Diego foi derrubado na área e Ricardo Oliveira cobrou com categoria. A equipe uruguaia partiu toda para o ataque e Fábio Costa fez uma defesa milagrosa nos minutos finais.

A camisa do Nacional, tricampeão da Libertadores, acabou falando mais alto aos 50min (o árbitro deu cinco minutos de acréscimo), quando o camaronês Benoît conseguiu empatar de cabeça. Nem seus torcedores mais fanáticos acreditaram.

Em jogo de oito gols, Santos cede empate

Após 38 anos, santistas voltam ao mata-mata da Libertadores com a vocação ofensiva que fez fama nos anos 60

A volta do Santos ao mata-mata da Libertadores foi eletrizante.

Desde 31 de março de 1965 o time da Vila Belmiro não atuava em uma fase decisiva do principal interclubes do continente. Ontem, diante do Nacional do Uruguai, em Montevidéu, um placar dos tempos de Pelé: 4 a 4.

Com o resultado, o atual campeão brasileiro precisa vencer o campeão uruguaio no jogo de volta para avançar às quartas-de-final -um novo empate levará a decisão para os pênaltis.

O melhor ataque da primeira fase da Libertadores abriu o placar no estádio Centenário logo aos 6min com um gol de um defensor. O zagueiro Alex empurrou de cabeça a bola para o gol após um chute de Ricardo Oliveira que explodiu no travessão -a bola havia quicado em cima da linha.

O Nacional era empurrado por uma torcida fanática, mas insistiu quase todo o jogo em bolas alçadas à área de qualquer lugar do campo. As “torres gêmeas” santistas, André Luís e Alex, tratavam de escorar esses cruzamentos.

Trocando passes com facilidade, o time do técnico Leão criou seguidas oportunidades para ampliar na primeira etapa. O segundo gol, porém, só veio aos 44min. Diego serviu bem Ricardo Oliveira na área. O atacante virou e colocou a bola com estilo no ângulo direito do gol de Munua.

O lateral-esquerdo Léo, um dos santistas caçados em campo, teve que dar lugar a Rubens Cardoso. Robinho, outro jogador que recebeu atenção especial dos uruguaios, até deu alguns de seus dribles famosos, mas não encontrou a liberdade que teve em Cali, contra o América, na fase inicial.
O jogo parecia tranquilo para o Santos, mas o Nacional, na base da vontade, marca maior dos uruguaios, pôs a equipe brasileira em dificuldades na segunda etapa.

O clube de Montevidéu descontou aos 12min em um lance confuso. Alvez trombou com Fábio Costa e, mesmo de costas para o gol, conseguiu puxar a bola. Foi apenas um dos lances esquisitos na área santista -o goleiro Fábio Costa foi mal em várias jogadas, mas também fez seus milagres.

Robinho, coisa rara em sua ainda breve carreira, marcou o terceiro gol santista de cabeça. A vitória mais uma vez parecia estar assegurada, mas Peralta e Scott concluíram com perfeição boas tramas ofensivas e empataram a partida. Mas tinha mais emoção.

Sem mostrar abatimento, os novos Meninos da Vila partiram para o ataque e conseguiram um pênalti. Diego foi derrubado escandalosamente na área. Ricardo Oliveira bateu bem a penalidade e colocou de novo o Santos em vantagem -com oito gols, alcançou Pelé e é agora o maior artilheiro santista em uma Libertadores.

O juiz argentino Horacio Elizondo, porém, queria mais jogo. E muito mais jogo. Ele resolveu dar cinco minutos de acréscimo. E o camaronês Benoit, com a raça uruguaia, marcou de cabeça aos 51min. O estádio Centenário quase veio abaixo, porém o sufoco continuaria mais alguns minutos.

O Nacional teve tempo de atacar de novo, mas, após estar perdendo por dois gols de diferença e reconhecer a superioridade técnica do Santos, comemorou o heróico empate. Na Libertadores, gol em casa e gol fora têm mesmo peso.

Santos diz que foi até mordido no Uruguai

Jogadores do Santos atribuíram à violência do Nacional o empate em 4 a 4 na noite de anteontem, em Montevidéu (Uruguai), pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores, e prometeram dar o troco “na bola” na partida de volta.

“Eles dão muita porrada e são desleais. Mas, para garantir aqui nossa classificação, vamos só jogar futebol”, disse o atacante Ricardo Oliveira após a chegada da delegação, na manhã de ontem.

O meia Diego chegou a ter seu dedo mordido. “O zagueiro deles estava me xingando, dizendo que eu tinha tentado cavar um pênalti. Apontei para ele e para o juiz, ele veio até mim, mordeu meu dedo e não queria soltar mais”, disse.

Por duas vezes, o Santos teve vantagem de dois gols no placar (2 a 0 e 3 a 1), mas permitiu a reação do Nacional, que fez o quarto aos 50min do segundo tempo. No dia 7, na Vila Belmiro, os santistas necessitam de uma vitória simples para passar à próxima fase.

“Tecnicamente, eles não têm como enfrentar a gente. Por isso, partiram para a violência. Só que na volta vão encontrar um Santos muito mais aguerrido”, disse Léo, dúvida para o jogo de domingo, com o Fortaleza, pelo Brasileiro, por causa de uma pancada.