Navegando Posts marcados como Alison

Altos-PI 1 x 7 Santos

Data: 06/02/2019, quarta-feira, 19h15.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase
Local: Estádio Albertão, em Teresina, PI.
Público 4.407
Renda: R$ 84.940,00
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Cartões amarelos: Renato Santos (A).
Gols: Luizão (05-1), Luiz Felipe (11-1), Derlis González (24-1), Alison (25-1), Carlos Sánchez (28-1), Carlos Sánchez (40-1); Soteldo (27-2) e Diego Pituca (37-2).

ALTOS
Andrade; Caíque, Renato Santos (Netinho), Ramon Baiano e Tiaguinho; Dos Santos, Jorginho, Júnior Paraíba, Ancelmo (Wesley) e Eder Guerreiro; Luizão (Raphael Freitas).
Técnico: Leandro Campos

SANTOS
Vanderlei; Luiz Felipe, Aguilar e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Alison, Diego Pituca, Jean Mota (Soteldo), Carlos Sánchez (Eduardo Sasha) e Copete; Derlis González (Sandry).
Técnico: Jorge Sampaoli



Santos goleia o Altos em ritmo de treino e avança na Copa do Brasil

O Santos se reabilitou depois de perder para o Ituano por 5 a 1, pelo Campeonato Paulista, e goleou o Altos por 7 a 1 nesta quarta-feira, no Estádio Albertão, no Piauí. Com o resultado, o Peixe avançou para a segunda fase da Copa do Brasil.

Os gols foram marcados por Carlos Sánchez (2), Luiz Felipe, Derlis González, Alison, Soteldo e Diego Pituca. Luizão descontou para o Altos.

Na próxima fase da Copa do Brasil, o Peixe enfrentará o América-RN. A eliminatória será, mais uma vez, com jogo único, com mando do Alvinegro e decisão nos pênaltis em caso de empate.

O jogo

O Santos sofreu um susto logo aos cinco minutos, quando Ancelmo cobrou falta na área, Sánchez furou e Luizão marcou na pequena área. O Peixe, porém, não se abalou.

O Alvinegro reagiu rápido, logo aos 11, com Luiz Felipe, e depois passeou. Ainda na primeira etapa, Derlis, Alison e Carlos Sánchez, duas vezes, marcaram.

Na segunda etapa, os visitantes mantiveram o ritmo, mas pecaram na pontaria e, em ritmo de treino, “só” fizeram mais dois, com Soteldo e Diego Pituca. No fim do jogo, o Santos administrou a goleada e o Altos torceu para o jogo acabar.

Bastidores – Santos TV:


São Paulo 2 x 1 Santos

Data: 28/10/2017, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 40.004 presentes (34.461 pagantes)
Renda: R$ 954.807,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS-Fifa)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Jucilei (SP); Matheus Jesus, Bruno Henrique, Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Jean Mota e Serginho (S).
Gols: Marcos Guilherme (16-1), Christian Cueva (21-1) e Alison (33-1).

SÃO PAULO
Sidão; Eder Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei; Petros, Hernanes, Cueva (Gomez) e Marcos Guilherme (Denilson); Lucas Pratto.
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison (Serginho), Matheus Jesus (Kayke) e Renato; Lucas Lima (Copete), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi



São Paulo domina, vence o Santos e se mantém 100% no Pacaembu

O risco de rebaixamento é um assunto quase superado no São Paulo. Na tarde deste sábado, com Hernanes inspirado, o Tricolor se impôs e venceu o clássico com o Santos, por 2 a 1, em duelo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, mantendo-se com 100% de aproveitamento no Pacaembu neste ano – três vitórias em três jogos.

Empurrado por 40 mil torcedores, o São Paulo abriu 2 a 0, com Marcos Guilherme e Cueva, graças a duas assistências de Hernanes. O Santos diminuiu ainda no primeiro tempo, com Alison. Com uma marcação implacável de Jucilei em Lucas Lima, o time de Dorival Júnior não sofreu grandes sustos e segurou o placar na etapa complementar, conquistando a sua segunda vitória consecutiva, o que não ocorria desde maio.

Com o resultado, o clube do Morumbi ganhou três posições e assumiu provisoriamente o 11º lugar, com 40 pontos, sete acima da zona de descenso. Já o terceiro colocado Peixe sai do clássico enfraquecido na luta pelo título. Com 53 pontos, a equipe treinada por Levir Culpi pode ver Corinthians (59) e Palmeiras (53) se distanciarem no complemento da rodada.

O jogo

O Santos começou esboçando uma pressão, mas foi o São Paulo quem teve a primeira chance de marcar. Logo aos dois minutos, Cueva cobrou escanteio e Hernanes, livre na marca do pênalti, cabeceou com perigo, por cima do gol de Vanderlei.

Aos poucos, o Tricolor foi dominando completamente as ações e abriu o placar aos 16 minutos: Hernanes fez ótimo lançamento para Marcos Guilherme, que ficou na cara do goleiro Vanderlei e o encobriu com um toque de categoria.

Aí o time de Dorival Júnior passou a apostar ainda mais nos contra-ataques. E, em um deles, ampliou a sua vantagem. Aos 21, Cueva tabelou com Pratto, que encontrou Hernanes. Em mais uma assistência do Profeta, o peruano tocou na saída de Vanderlei e viu a bola entrar lentamente no gol.

O Santos acordou com o segundo gol e descontou aos 33 minutos: após cobrança de escanteio, o volante Alison aproveitou a sobra da zaga e, de primeira, soltou a bomba da entrada da área, sem chances para Sidão. Aos 45, Arboleda recebeu cruzamento de Cueva e testou rente à trave, quase marcando o terceiro dos mandantes.

O São Paulo voltou mais recuado para etapa complementar e passou por apuros logo aos quatro minutos, quando a bola foi recuada para Sidão, que quase perdeu a sua posse em dividida com Ricardo Oliveira, assustando a torcida.

Buscando o empate através de jogadas pela linha de fundo, o Peixe se deparou com o forte sistema de marcação são-paulino, que fechou bem as laterais. Parar piorar, Lucas Lima, o principal armador do time alvinegro, foi implacavelmente marcado por Jucilei.

Aos 32 minutos, Hernanes quase deu sua terceira assistência no jogo. O problema é que o volante Petros não aproveitou o passe perfeito e mandou na trave esquerda de Vanderlei. Aos 36, Arboleda perdeu nova oportunidade de ampliar ao cabecear, sem marcação, para fora.

Bastidores – Santos TV:

Levir Culpi é demitido após derrota do Santos para o São Paulo

Agora é de verdade. Levir Culpi não é mais técnico do Santos. Por volta das 20h45 desse sábado, pouco depois da derrota do Peixe para o São Paulo no Pacaembu, o clube divulgou uma nota oficial em que confirma a demissão do treinador. O auxiliar Luiz Matter e o preparador físico Rodolfo Mehl também foram desligados. Elano comandará o time no próximo sábado, contra o Atlético-MG, de forma interina.

Não é a primeira vez que a diretoria decide demitir Levir Culpi. Recentemente, o presidente Modesto Roma Júnior foi demovido da ideia após uma reunião com os jogadores. O próprio técnico já chegou a afirmar que pensou em ‘abandonar o barco’ e, nesse sábado, reclamou de uma cobrança excessiva, na sua visão, em cima da equipe alvinegra.

Sob o comando de Levir Culpi desde o início de junho, o Santos fez 25 jogos, conquistou 11 vitórias, 11 empates e sofreu apenas três derrotas. A equipe acabou eliminada pelo Flamengo, na Copa do Brasil, e pelo Barcelona-EQU, na Copa Libertadores da América, ambas nas quartas de final em plena Vila Belmiro.

No Campeonato Brasileiro, Levir deixa o time provisoriamente na terceira colocação, com 53 pontos. Os quatro tropeços nos últimos cinco jogos da competição por pontos corridos acabaram frustrando os santistas que ainda sonham em buscar o líder Corinthians e pesaram na decisão da diretoria.

Confira a nota oficial do Santos:

“O técnico Levir Culpi não é mais o treinador do Santos FC. Logo após a partida contra o São Paulo, na noite deste sábado (28), válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o ex-comandante foi desligado do comando do Peixe pelo presidente Modesto Roma Júnior. Além do técnico, o auxiliar Luiz Matter e o preparador físico Rodolfo Mehl também foram demitidos. Elano assume o time até o término do Campeonato Brasileiro.”

O Alvinegro Praiano agradece o trabalho de Levir Culpi nestes quatro meses no clube e deseja boa sorte ao treinador que comandou o Peixe no Campeonato Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Levir Culpi vê Santos tão cobrado quanto Barcelona e Real Madrid

O Santos perdeu o clássico para o São Paulo nesse sábado e mais uma chance de encostar no líder Corinthians. Ao fim do jogo no Pacaembu, Levir Culpi foi o único integrante da delegação alvinegra a atender a imprensa e demostrou parte da irritação de toda a equipe com as cobranças em cima do time, seja ela feita por jornalistas especializados, torcedores ou até mesmo pelo viés político, já que esse é um ano eleitoral no clube.

“Foi um resultado normal, se não fossem essas coisas extra-campo. Não estou contente com o resultado, mas o time correu muito e procurou. Hoje tivemos dificuldade com o gramado, sentiram a dificuldade no passe, porque nosso jogo é rápido. O gramado não foi molhado como sempre é aqui, e não sei por quê”, disse o treinador, antes de se aprofundar no clima pesado que o Santos tem tido em seus bastidores.

“Quem acompanha mais de perto entende como funciona, a dificuldade hoje faz parte do campeonato, semana que vem vai ser uma dificuldade e muito parecida. As entrevistas, as críticas caminham junto com o campeonato, tudo normal. O anormal é o desespero das pessoas em desestabilizar o clube, que desde o início está brigando lá em cima”, comentou, para em seguida comparar a cobrança em cima do Peixe com o que sofrem dois dos maiores clubes do mundo.

“Não existe disparidade grande, não estamos jogando na Espanha. A cobrança no Santos é pertinente ao Barcelona e ao Real Madrid, porque só tem dois times na Espanha, os outros times têm 1% da folha (salarial de Barcelona e Real Madrid). Mas aqui não. Vai jogar contra a Ponte Preta para você ver… E a cobrança em time grande é inexplicável, para mim. Não existe essa superioridade aqui, isso está meio chato, não que não tenhamos problemas, não que não tenhamos erros, mas os críticos têm que se colocar no lugar das pessoas”, reclamou.

Levir Culpi chegou a pedir, de forma indireta, uma trégua aos críticos, questionou o posicionamento dos comentários feitos sobre seus jogadores e admitiu que todo esse clima tem pesado na atitude dos atletas em campo nessa reta final de Campeonato Brasileiro.

“É uma somatória. Nosso jogo também não foi tão bom hoje, o problema é o final, tem que chegar na torcida, o desrespeito à perda do emprego, a malhação, o julgamento precoce, isso que deixa um pouco irritado todos os profissionais, mas os tropeços nós estamos acostumados, vamos continuar brigando para chegar lá em cima, não quero que os jogadores percam essa esperança, mas nem todos conseguem fazer tudo muito bem, sempre vai ter gente ali passivo de crítica. É logico que o time se desestabilize, porque somos muito emocionais”, avisou Levir, incomodado.

Santistas decidem não falar com a imprensa e Levir explica motivo

Nenhum jogador do Santos deu entrevista no Pacaembu nem antes, nem no intervalo e nem após a derrota para o São Paulo pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Todas as explicações couberam a Levir Culpi, que também teve de esclarecer o motivo pelo qual o elenco tomou a decisão de silenciar.

“Os jogadores não querem falar à beira do gramado. Estou com eles. O que se ouve é ofensa à beira do gramado… É agressivo. Após o jogo temos pessoas determinadas para dar entrevista, eu mesmo não me lembro de ter recusado nenhuma entrevista”, afirmou o comandante santista, surpreso pelo ‘pacto’ ter sido mantido também para o pós-jogo. “Estão todos liberados para falar”, completou, deixando claro de que não há nenhuma ordem superior.

Logo após o apito final no clássico, alguns jogadores do Santos chegaram a discutir asperamente. Percebeu-se um clima de irritação alto. Levir Culpi, no entanto, fez questão de minimizar o fato.

“Vivemos muito o emocional, faz parte do trabalho. Cansei de vencer e ver briga no vestiário, faz parte, todos estão nervosos. Mesmo quando ganha, acontece”, argumentou.

Por fim, o técnico revelou uma conversa que teve com seu grupo de jogadores e mostrou que o pensamento da equipe é de se fechar ao máximo na tentativa de blindar as críticas e as cobranças que têm chego de fora, de todas as maneiras.

“Nosso time joga regularmente bem. Hoje, por exemplo, a diferença técnica foi muito igual. O resultado é o que pesa na balança. Minha preocupação com eles foi fazer o seguinte: ‘vamos jogar e procurar fazer o melhor dentro de campo, não julguem as pessoas, não julguem esses que estão querendo matar a gente, vamos jogar por nós, não adianta retribuir com a mesma raiva, a gente não ganha nunca. É procurar entender as pessoas e viver melhor’. Mas futebol é um jogo. Todo mundo correu, procurou fazer o melhor e dentro disso está tudo bem para mim”, encerrou.

Modesto comenta demissão de Levir Culpi, e descarta efetivar Elano

Diante da demissão de Levir Culpi no sábado, após a derrota por 2 a 1 no clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, afirmou ter desligado o treinador “na hora certa” e ainda descartou uma possível efetivação de Elano no próximo ano, em entrevista neste domingo.

“Eu não me arrependo e acho que as coisas têm que chegar e ter uma maturação. Foi feita essa maturação. A questão não é resultado, é toda uma contingência que leva a isso. O momento para a demissão era esse. Algumas pessoas acharam que era antes, como isso é recorrente no futebol”, disse em entrevista ao Fox Sports.

Questionado sobre a forma com que se deu o desligamento do técnico, horas depois do San-São, o mandatário garantiu ter agido de maneira racional: “A decisão é um conjunto de situações, e a gente tem que analisar tudo quando tem que tomar uma decisão. A decisão não é emocional. Ela é baseada em fatos. Conversei com o Levir depois do jogo e entendemos que era um momento de encerrar o ciclo”, explicou.

Com a saída do experiente treinador de 64 anos, abre-se uma ‘brecha’ para Elano, que comandará o Peixe nos sete jogos finais do Campeonato Brasileiro. O ex-atleta terá sua comissão técnica formada com dois auxiliares também do clube: Marcelo Fernandes e Serginho Chulapa.

Apesar de já ter revelado publicamente a vontade de tornar-se treinador de futebol, Elano terá de esperar – ao menos busque pelo desafio em outro clube. Isso porque, durante a entrevista, Modesto ainda disse que ele participará da montagem da equipe para o próximo ano, mas não será efetivado até por estar tirando todas as licenças que serão obrigatórias a partir de 2019.

“O Elano vai assumir a responsabilidade até o final do ano. O planejamento de 2018 está mantido. Neste momento, o grupo está bem servido com o Elano. Na comissão técnica ele fica, 2018 é o ano que ele vai fazer a formação dele, tirar todas as licenças que passam a ser obrigatórias em 2019”, assegurou.

Elano comandou o Alvinegro Praiano somente em duas oportunidades, neste Brasileirão, quando a direção optou por demitir Dorival Júnior. À época, o ex-meia demonstrou personalidade, fez algumas alterações a gosto e conquistou duas vitórias em dois jogos: venceu o Botafogo por 1 a 0 no Pacaembu e bateu o Atlético-PR por 2 a 0 em plena Arena da Baixada.

Vale lembrar que pouco se fala sobre possíveis substitutos de Levir Culpi porque o Santos está em período eleitoral. Com a votação para se conhecer o presidente para os próximos três anos marcada para o dia 9 de dezembro, é bem provável que esta incumbência seja destinada ao novo dirigente.

Além da tentativa de reeleição de Modesto, os candidatos à presidência do Santos em 2014, José Carlos Peres e Orlando Rollo, uniram-se e serão uma opção. Andres Rueda Garcia é o outro candidato de oposição.


Santos 3 x 2 Flamengo

Data: 02/08/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 18ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 27.030 presentes (24.707 pagantes e 2.323 não pagantes)
Renda: R$ 870.640,00
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadao (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO).
Cartões amarelos: Yuri e Lucas Lima (S); Rodinei, Diego, Everton (F).
Cartões vermelhos: Rodinei (F) e David Braz (S).
Gols: Bruno Henrique (08-2), Éverton Ribeiro (11-2), Felipe Vizeu (21-2), Alison (39-2) e Ricardo Oliveira (43-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota (Kayke); Yuri (Zeca), Renato (Alison) e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi

FLAMENGO
Diego Alves; Rodinei, Réver, Juan e Renê (Berrío); Márcio Araújo, Willian Arão, Diego (Pará) e Éverton Ribeiro; Everton e Guerrero (Felipe Vizeu).
Técnico: Zé Ricardo



Santos vira na raça, bate Flamengo e segue em terceiro no Brasileirão

O início de Santos e Flamengo nesta quarta-feira não foi nada animador. Porém, o segundo tempo foi digno do embate que aconteceu entre as equipes na última semana. Em mais um confronto recheado de alternativas, o Peixe abriu o placar, viu o Rubro-Negro marcar duas vezes, mas buscou a virada novamente na raça e venceu por 3 a 2, no Pacaembu, em duelo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com a vitória, o alvinegro chegou aos 34 pontos e manteve-se na terceira posição. Já o Mengão ficou estacionado com 29 e termina a rodada em quinto.

O jogo:

No primeiro tempo, Santos e Flamengo não conseguiram repetir o ótimo duelo que aconteceu na semana passada, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. Com pouca inspiração, as duas equipes fizeram uma primeira etapa bastante truncada no Pacaembu.

Porém, o Rubro-Negro conseguiu ser superior ao Peixe. Tanto que as duas chances mais claras foram do time carioca. Aos 23 minutos, Guerrero recebeu bom cruzamento de Rodinei, mas falhou na hora de bater e perdeu ótimo oportunidade de frente para o gol.

Já aos 34 minutos, Willian Arão desviou cobrança de escanteio na primeira trave e Juan apareceu completamente livre dentro da área, mas cabeceou para fora. No ataque seguinte, Diego arriscou de longe e Vanderlei salvou. No rebote, Felipe Vizeu dominou, limpou a marcação e mandou na trave, assustando os santistas no Pacaembu.

O Santos, por sua vez, apostava na velocidade de Bruno Henrique, mas pouco conseguiu penetrar na zaga flamenguista e não assustou o goleiro Diego Alves em toda a primeira etapa.

Os primeiros momentos depois do intervalo não davam demonstrações de que o jogo seria melhor. Porém, Bruno Henrique tratou de colocar emoção ao jogo logo aos 8 minutos. Após chute de Ricardo Oliveira, a bola desviou em Márcio Araújo e caiu nos pés de Bruno Henrique, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes e abrir o placar no Pacaembu.

Mas a alegria dos santistas durou pouco. Três minutos após fazer 1 a 0, o Peixe viu o Mengão chegar ao empate em grande estilo. Éverton Ribeiro recebeu de Rodinei na entrada da área e soltou uma bomba. A redonda desviou levemente na zaga e enganou Vanderlei. Golaço e 1 a 1 no marcador.

O tento animou os flamenguistas, que partiram para cima e aproveitaram falha defensiva do Santos para virar o jogo em dez minutos. Aos 21, Willian Arão encontrou um buraco no meio da zaga e achou Felipe Vizeu. De frente com Vanderlei, o atacante bateu de esquerda e colocou o Rubro-Negro na frente.

Após sofrer a virada, o Peixe começou a mostrar nervosismo e não conseguiu melhorar nem com a expulsão de Rodinei, aos 28, após forte entrada em Jean Mota.

Porém, o futebol é um esporte imprevisível. Justamente em seu pior momento no jogo, o Santos chegou ao 2 a 2 após chutaço de longe de Alison. E quando parecia que o empate estava decretado, Daniel Guedes cruzou na cabeça de Ricardo Oliveira, que venceu Diego Alves e decretou a virada santista no Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

Virada heroica no fim salva invencibilidade do Santos no Pacaembu

Parecia que a noite de 2 de agosto de 2017 ficaria marcada como o dia em que a invencibilidade do Santos no Pacaembu chegou ao fim. Parecia! Perdendo para o Flamengo por 2 a 1 até os 39 minutos do segundo tempo, o Peixe buscou uma virada heroica nos últimos momentos do confronto, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, e manteve o retrospecto quase perfeito no estádio paulistano.

A última derrota do alvinegro na ‘segunda casa’ foi em abril de 2014, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, contra o Ituano. De lá pra cá, o alvinegro já disputou 23 jogos no estádio, sendo 22 vitórias e apenas um empate.

“Gostamos muito do Pacaembu. Sempre jogamos para frente aqui”, disse o volante Renato, que voltou ao Peixe após ficar ausente sem seis partidas na temporada.

E além de manter a série invicta, a vitória sobre o Fla fez o Santos chegar ao seu décimo jogo seguido sem derrota em 2017, terminando a 18ª rodada na terceira colocação do Brasileiro, com 34 pontos.


Santos 2 x 0 Palmeiras

Data: 17/07/2014, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.774 pagantes
Renda: R$ 205.310,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Marcio Luiz Augusto (ambos de SP).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Wellington, Marcelo Oliveira e Wesley (P).
Gols: Bruno Uvini (23-1) e Alison (23-2).

SANTOS
Aranha; Victor Ferraz (Zé Carlos), Bruno Uvini (Paulo Ricardo), David Braz e Mena; Alison, Arouca (Souza) e Lucas Lima; Geuvânio, Rildo e Gabriel.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

PALMEIRAS
Fábio; Wendel, Tobio, Wellington e Marcelo Oliveira; Renato, Wesley, Josimar (Mendieta) e Bruno César (Érik); Diogo e Leandro (Eduardo Júnior).
Técnico: Ricardo Gareca



Na Vila, Santos bate Palmeiras na estreia de Gareca e encosta no G4

Técnico argentino iniciou seu trabalho com derrota para o time da Baixada Santista, gols de Bruno Uvini e Alison

Santos e Palmeiras retomaram a disputa do Campeonato Brasileiro em clássico na Vila Belmiro, nesta quinta-feira. A intertemporada parece ter sido melhor aproveitada pelo time comandado por Oswaldo de Oliveira, que dominou o jogo e venceu pelo placar de 2 a 0, com gols de Bruno Uvini e Alison e uma grande partida de Lucas Lima. O jogo marcou a estreia do técnico argentino Ricardo Gareca pelo clube da capital paulista.

Gareca terá muito trabalho para acertar o time, que teve muita dificuldade no clássico. No fim da partida, a torcida santista gritou “olé” a cada passe de seus jogadores e o Palmeiras, rendido em campo, nada pôde fazer.

Com a vitória nesta 10ª rodada, o Santos, que iniciou o clássico em décimo lugar na tabela, encostou de vez no G4 da competição, com 17 pontos. Enquanto isso, o Palmeiras, que só tinha um ponto a menos que os santistas, caiu uma posição e é o 12º.

O jogo

O clássico na Vila Belmiro começou com muita expectativa. Após pouco mais de um mês de pauta por causa da Copa do Mundo, Santos e Palmeiras tentariam colocar em campo tudo o que treinaram durante todo esse tempo de intertemporada.

E o primeiro tempo mostrou o alvinegro praiano muito melhor preparado. O time de Ricardo Gareca passou a primeira meia hora de jogo perdido em campo e sofrendo pressão do Peixe, que reclamou de um pênalti logo aos 4 minutos de jogo. Marcelo Oliveira tropeçou com a bola perto da área e viu Gabriel avançar em direção ao gol. No entanto, após a chegada do zagueiro Wellington, o atacante santista caiu, mas o árbitro, além de não marcar a penalidade, ainda puniu Gabriel com um cartão amarelo por simulação.

Mas a pressão santista deu resultado logo aos 23 minutos. Lucas Lima, melhor jogador em campo até então, alçou bola na área em cobrança de falta e Bruno Uvini cabeceou para o fundo do gol. O goleiro Fábio foi traído pelo quique da bola e acabou aceitando.

O Palmeiras, que atuou com um uniforme todo azul, de goleiro, em homenagem a Oberdan Cattani, que faleceu há um mês, passou a participar mais do jogo.

Wesley comandava o meio de campo e armava as jogadas de maior perigo, mas Leandro, muito mal em todo o primeiro tempo, não aproveitava.

Mesmo assim, aos 37 minutos, Diogo, em rápido contra-ataque teve a chance de empatar a peleja, mas chutou o chão, já dentro a área e perdeu uma boa oportunidade de gol. Aos 40, Leandro, no único momento de lucidez no jogo, arriscou belo chute da entrada da área e forçou Aranha a realizar uma boa defesa no gol do placar da Vila Belmiro, que na noite desta quinta-feira teve as redes “padrão Fifa”, que foram utilizadas pela Costa Rica durante o Mundial e acabaram ficando no lugar das tradicionais redes caídas que ficavam nas traves.

No intervalo de jogo, Bruno Uvini comemorou o gol pelo Santos e Wesley lamentou a falha de marcação do Verdão. “Felicidade muito grande, meu primeiro gol como profissional, logo em um clássico, uma jogada que a gente trabalhou essa semana, esse mês. Mérito para o Lucas (Lima), que bateu a falta, e para o professor (Oswaldo de Oliveira) que treinou a jogada”, disse o zagueiro. “Uma bola que a gente não teve atenção, demoramos para definir e acabamos tomando um gol. O time tem que ter mais personalidade e ficar com a bola no pé”, explicou o volante.

A segunda etapa começou eletrizante. O Palmeiras percebeu que precisava buscar mais o jogo e partiu para cima. O Peixe apostava nas bolas de Lucas Lima, que chamava o jogo e tentava armar os ataques da equipe.

Aos 13, a segunda polêmica do jogo. Após cobrança de escanteio e confusão na área, o estreante Tóbio cabeceou para o meio e Marcelo Oliveira botou a bola para dentro. Era o gol de empate do Verdão, caso o auxiliar não assinalasse impedimento.

O lance gerou muita revolta dos palmeirenses. A jogada era duvidosa, mas o arbitragem anulou o gol e os santistas comemoram muito.

Após primeira metade da etapa complementar, o técnico argentino do Palmeiras tentou mexer na equipe colocando Mendieta e o jovem Érik, mas quem cresceu na partida foi o time da casa, que passou a rondar o gol de Fábio.

E aos 23, Alison desafogou o placar. Gabriel recebeu na ponta esquerda e, inteligente, rolou para trás. O volante do Peixe apareceu sozinho, como elemento surpresa, e não perdoou, bateu seco, para o fundo do gol.

O Palmeiras sentiu o gol. Mas teve uma grande chance de diminuir o saldo após o jovem Erick entrar na área e fuzilar Aranha, que espalmou, mas Leandro, desligado na partida, não aproveitou o rebote com o gol aberto.

Foi o último grande lance em Vila Belmiro. O Santos passou a administrar o placar e o Palmeiras não tinha de onde tirar forças para reagir. Fim de jogo com vitória do Peixe, que se credencia a lutar pelo título, enquanto o Verdão terá muito trabalho pela frente para não voltar a lutar contra o rebaixamento.

Bastidores – Santos TV:

Alison e Bruno Uvini festejam evolução e primeiros gols pelo Santos

Jogadores que garantiram a vitória por 2 a 0 diante do Palmeiras marcaram pela primeira vez com a camisa do clube

A vitória por 2 a 0 em cima do Palmeiras mostrou que o Santos evoluiu durante a pausa do Campeonato Brasileiro e ainda deixou o time próximo do pelotão de cima da tabela. Além de comemorar o momento, o zagueiro Bruno Uvini destacou um momento especial: seu primeiro gol como profissional, ao abrir o placar, de cabeça.

“A emoção é muito grande, pois é o meu primeiro gol como profissional, logo em um clássico e em uma jogada que trabalhamos tanto na semana, nesse mês. Méritos ao professor Oswaldo, que insistiu nisso e deu certo”, disse Bruno Uvini, que atuou no confronto porque Edu Dracena, Gustavo Henrique, Jubal e Neto estão fora de ação.

“Gol sempre é bom, há um bom tempo não tinha uma chance como titular, me preparei bastante, sem jogar muitos jogos no ano não é fácil. Ajudei com um gol e fiz com que a equipe a não tomar gols, mas o mais importante foi sair com a vitória no clássico”, completou o zagueiro, que está emprestado pelo Napoli, da Itália.

Arouca, aplaudido de pé pela torcida ao ser substituído no fim da partida, também ressaltou a importância de ter aproveitado a intertemporada para corrigir erros e aperfeiçoar o time em campo.

“A equipe evoluiu bastante, o Oswaldo teve o tempo de trabalho. Contando com a volta de alguns jogadores, vamos em busca de um objetivo grande no campeonato”, avisou. “Vínhamos trabalhando forte nesses 30 dias, foram trabalhos bem feitos e, graças a Deus, colocamos tudo em prática”, completou Geuvânio.

Outro que deixou o gramado muito feliz foi o volante Alison, que além da vitória no clássico, marcou seu primeiro gol pelo Peixe. “Inesquecível, muito feliz, acho que é importante lembrar que o mais importante de tudo foi a vitória e não o meu gol. Mas eu, que tenho mais o dever de proteger a zaga, marcar, hoje pude chegar e concluir em gol”, disse o jogador.