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Palmeiras 0 x 0 Santos

Data: 23/02/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 8ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 33.980
Renda: R$ 2.144.518,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Tatiane Sacilotti.
Cartões amarelos: Weverton e Antonio Carlos (P); Yuri, Jean Lucas e Cueva (S).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan (Antonio Carlos), Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos, Moisés (Bruno Henrique) e Raphael Veiga (Ricardo Goulart); Felipe Pires, Dudu e Borja.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Everson; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Copete (Orinho); Yuri, Jean Lucas, Diego Pituca (Carlos Sánchez) e Cueva; Rodrygo e Derlis González (Jean Mota).
Técnico: Jorge Sampaoli



Borja perde gol incrível, goleiros brilham e Palmeiras e Santos empatam sem gols

Palmeiras e Santos fizeram um bom clássico neste domingo, no Allianz Parque, mas não conseguiram balançar as redes. Depois de um primeiro tempo apenas com duelos táticos e novo gol incrível perdido por Borja, a partida ganhou emoção na etapa final e os dois times pararam em grandes defesas de Weverton e Everson. Pior para o Verdão que viu os quase 34 mil pagantes vaiarem após o apito final.

Com o empate, o Palmeiras segue líder do Grupo B com 15 pontos. O Verdão volta a campo diante do Ituano, na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. O Santos também lidera sua chave, soma 19 pontos e só volta a jogar pelo Paulistão no sábado, diante do Oeste, às 19h, no Pacaembu. Antes, o Peixe encara o River Plate pela Copa Sul-Americana, às 19h15 também no Pacaembu.

O jogo

O clássico começou interessante no Allianz Parque. As duas equipes buscaram a marcação no campo ofensivo, mas a pressão dos mandantes durou poucos minutos. Logo, a apatia de Miguel Borja e o despreparo físico de Raphael Veiga pesaram para que o Verdão desse espaço ao Santos.

Isso, somado à boa ‘saída de três’ armada por Sampaoli, com Yuri recuado quase como terceiro zagueiro, deu espaço para Jean Lucas, o melhor do Peixe aparecer no jogo. Quando Moisés avançava para tentar acirrar a marcação, o camisa 30 do, hoje dourado, Santos aparecia bem às costas dos volantes palestrinos, mas nada que evoluísse para jogadas claras de gol.

O Alviverde, por sua vez, tentava copiar a fórmula de saída de bola adversária, mas o passe de Thiago Santos dificultou o recurso. Foi o primeiro time misto do Maior Campeão do Brasil na temporada. Ao invés das já conhecidas formações ‘A’ e ‘B’, Felipão misturou suas duas escalações e o Verdão sofreu.

Apenas Felipe Pires conseguiu destaque, infernizando o inseguro Copete pelo lado direito. Dudu tentou dobradinha com Victor Luis na esquerda, mas pouco apareceu, enquanto Raphael Veiga e Borja fizeram nova péssima partida. Com todo este cenário, a única real oportunidade de gol do clássico saiu após 40 minutos já jogados.

Dudu tentou jogada individual pela esquerda, perdeu a bola e ela sobrou para Victor Luis, que avançou até a área e cruzou rasteiro. Everson e Raphael Veiga tentaram alcançar, mas a bola chegou no segundo poste, onde Borja entrou livre. O colombiano deu um carrinho com o pé direito, mas ela bateu em seu pé esquerdo e foi fraca na direção do gol. Em cima da linha, Gustavo Henrique afastou.

O panorama da etapa final foi diferente. Por erros de passe, botes e cobertura, os dois times conseguiram criar. Com apenas três minutos, Derlis González teve espaço para arriscar de fora da área, e Yuri entregou bola para Raphael Veiga dominar sozinho, na meia-lua e finalizar duas vezes em cima da zaga. Felipe Pires, livre pela direita, esbravejou muito com o companheiro.

O Alvinegro, por sua vez, reclamou de duas penalidades. Primeiro, de um toque de mão de Gustavo Gómez em finalização de Jean Lucas. Depois, de um empurrão em Jean Mota após cruzamento na área.

Contando com as falhas visitantes e abusando das jogadas pelas pontas, o Palmeiras foi encurralando o Santos, mas abrindo espaço para os contra-ataques. Tentando armar, o Peixe só conseguia respiro quando seus dois zagueiros, além de Yuri, tocavam a bola.

Com 14 jogados, após cruzamento de Dudu, três palmeirenses tocaram de cabeça, mas ninguém mandou para as redes. Pouco depois, o camisa 7 levantou mais uma área, Felipe Pires finalizou, mas a bola estava muito alta e foi para fora.

A esperança verde aumentou com a entrada de Ricardo Goulart, já metade do segundo tempo. As arquibancadas vibraram quando o camisa 11 foi chamado por Felipão, mas chiaram quando a placa indicou que Raphael Veiga era quem deixaria o campo, ao invés de Borja. Ambos fizeram péssima jornada e o último reforço do ano melhorou o Verdão.

O placar só não foi alterado na reta final pela bela defesa de Weverton, em finalização de Matheus Ribeiro e o brilho de Everson. O goleiro do Santos fez um milagre para defender a cabeçada de Dudu e mostrou reflexo para parar Gustavo Gómez, em nova jogada pelo alto.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli elogia Everson, mas banca Vanderlei na Sul-Americana

O técnico Jorge Sampaoli elogiou Everson depois do empate do Santos em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, mas bancou o retorno de Vanderlei diante do River Plate-URU, terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Sul-Americana.

Everson foi o grande destaque do Peixe no empate do clássico. O goleiro ainda reserva fez pelo menos três grandes defesas e ainda mostrou categoria na reposição e tranquilidade nos recuos.

“Era uma partida importante para Everson demonstrar seu potencial, mostrar que está pronto. Na terça-feira vai jogar Vanderlei. É bom saber que Everson também tem nível para estar no time”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sampaoli analisa um rodízio entre Vanderlei e Everson, mas, antes disso, dará algumas chances esporádicas ao jogador ex-Ceará.

Na decisão de terça, o Santos contará com o retorno de Alison, suspenso pelo terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras. Rodrygo, por punição da Conmebol, e Cueva e Jean Lucas, não inscritos a tempo, serão desfalques.

Victor Ferraz, Carlos Sánchez e Jean Mota, poupados neste sábado, estarão à disposição. Soteldo, com dores musculares na coxa direita, é dúvida.

Jean Lucas ganha elogios de Sampaoli e diz: “Jogador sem personalidade não joga”

Jean Lucas foi um dos destaques do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O ex-flamenguista marcou e apoiou com qualidade e quase fez o gol da vitória nos acréscimos em finalização de fora da área.

A boa atuação e a personalidade chamaram a atenção do técnico Jorge Sampaoli.

“Jean Lucas jogou uma boa partida. Mesmo com pouca experiência jogou bem num palco muito grande. Esta à altura de poder jogar neste time”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Antes de deixar a arena palmeirense, Jean Lucas disse que está contente com suas atuações.

“Estou feliz e tenho muito a melhorar. E jogador sem personalidade não joga hoje em dia”, concluiu.

Jean Lucas não foi inscrito a tempo e será desfalque diante do River Plate-URU na terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Copa Sul-Americana.

Everson explica sugestão aceita por Sampaoli e diz que ainda não pediu para bater falta

Destaque do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, Everson também chamou a atenção pela leitura tática.

Quando Cueva foi derrubado na meia-lua, o goleiro correu para o banco de reservas na direção do técnico Jorge Sampaoli. Parecia um pedido para cobrar falta, algo feito no Ceará, mas foi uma sugestão.

Everson viu Yuri, o líbero, recuado na defesa santista e pediu para o volante adiantar e ele próprio fazer a função de terceiro zagueiro.

“Foi uma questão tática, gostamos da saída de três e Yuri estava afundado e eu acabava apertado. Falei para o Yuri adiantar e eu fazer o terceiro homem, e ele concordou. Yuri foi flutuar e eu fiz o terceiro homem com a bola nos pés”, disse o goleiro, antes de analisar a sua atuação.

“Foi um bom jogo, seguro, nas coberturas que eu fiz, pude sair bem no jogo aéreo e debaixo do gol, sorte no lance do Borja e finalização fraca, fiz boas defesas e separo a cabeçada do Dudu, rápida. Marcos Rocha bateu lateral, sabíamos da jogada e vacilamos. Cabeceio não ia tanto no campo, mas foi para o chão, difícil e nunca é fácil prever onde a bola vai”, completou.

Ainda reserva de Vanderlei, Everson afirmou que ainda não pediu a Sampaoli para cobrar faltas.

“Vim muito focado em defender o Santos e cavar espaço aos poucos e mais para frente, com confiança e liberdade, vou pedir liberação para treinar e bater falta. Hoje fico feliz pela contribuição lá atrás”, concluiu.


Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 03/11/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 38.938 pagantes
Renda: R$ 2.723.126,86
Árbitro: Braulio Machado
Auxiliares: Kleber Lucio Gil e Neuza Ines Back.
Cartões amarelos: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima (P); Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel (S).
Cartão vermelho: Diego Pituca (S).
Gols: Dudu (13-1) e Edu Dracena (39-1); Copete (09-2), Dodô (19-2) e Victor Luis (25-2).

PALMEIRAS
Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Palmeiras passa sufoco, mas vence Santos e abre sete pontos na liderança

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada.

O jogo

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

Cuca elogia gringos e manda recado aos santistas: “Não podem ficar decepcionados”

Autêntico, como quase sempre costuma ser, Cuca não escondeu seus sentimentos após a derrota do Santos para o Palmeiras no clássico desse sábado, no Allianz Parque. A reação alvinegra depois do rival abrir dois gols de vantagem mexeu com o brio do técnico santista, que mesmo frustrado, fez questão de passar o orgulho que sua equipe lhe deu na etapa final.

“Dominamos o segundo tempo inteiro, posse de bola foi o dobro e tivemos a chance de fazer o 3 a 3, mesmo tomando gol numa infelicidade. A bola desviou em algum jogador o efeito acabou traindo o Vanderlei”, avaliou Cuca, responsável por uma mudança tática do Peixe para os últimos 45 minutos do jogo. .

“Mesmo com 2 o 2, a gente sentiu o Palmeiras fechar o time, pondo marcador, tirando meia, porque o jogo estava para nós, e com o Bruno (Henrique) para entrar. Íamos para ganhar o jogo”, explicou, antes de mandar um recado direcionado aos torcedores.

“Lamentamos a derrota, mas jogamos para ganhar. O torcedor pode ficar triste, mas não decepcionado. Ficamos com um a menos (Pituca expulso), e ficamos com o segundo a menos com a lesão muscular do Luiz Felipe. E, mesmo com nove, o jogo estava perigoso para o Palmeiras até o fim”, disse.

“Não acho que estava um pouco melhor, a gente estava bem melhor. O jogo estava a nossa feição, se desenhando e tínhamos mais uma troca para fazer. O jogo estava para nós. A fatalidade nos tirou os três pontos”, completou.

Cuca também falou sobre as participações de Bryan Ruiz e Copete. O costarriquenho e o colombiano foram, talvez, os grandes responsáveis por uma mudança de postura do Santos no jogo e pela busca do empate em pouco tempo. O primeiro a receber elogios foi Bryan Ruiz.

“Entrou bem no jogo, estava difícil o controle da bola, campo molhando, adiantamos o Sánchez, pusemos o Pituca como primeiro volante, o Palmeiras sentiu isso, tanto que colocou um volante, desafogou um pouco. Ele está melhorando no aspecto físico, daqui a pouco ele tem condição de jogar um jogo inteiro”.

As sequência, Cuca falou sobre Copete.

“Ele está trenando bem, está pedindo para jogar e nós vamos dar um jeito de fazer ele jogar. Chega nessa época aqui, quem está com mais força é quem vai jogar. Entrou bem, em um jogo que precisava de força, de bola aérea. Melhoramos muito, perdeu gol, fez outro, é profissional que treina bem e não reclama de nada”, concluiu o treinador.

Cuca avalia falha de Vanderlei e admite preocupação com desfalques

O prejuízo do Santos no primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras durou pouco tempo. Com nova postura e um time modificado, os santistas rapidamente chegaram à igualdade na etapa final. O que ninguém esperava é que uma falha de Vanderlei pudesse garantir a vitória alviverde no Allianz Parque.

A frustração foi inevitável depois do camisa 1 aceitar cobrança de falta de Vitor Luis, mas Cuca fez questão de sair em defesa de seu goleiro na entrevista coletiva concedida logo após o revés nessa 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“A bola desviou na barreira, campo molhado. O Vanderlei tem muito crédito, nos salvou muitas vezes, como no primeiro tempo. São coisas que ocorrem”, resumiu o técnico do Peixe, preocupado mesmo é com os desfalques para o confronto com a Chapecoense, na próxima rodada.

“Agora, vamos nos mobilizar. Perdemos jogadores suspensos, machucados, mas vamos fazer força para atingir objetivo, que é a vaga na Libertadores”.

Gabriel, Victor Ferraz e Pituca terão de cumprir suspensão. Além do trio, o zagueiro Luiz Felipe sentiu uma lesão muscular no clássico e Lucas Veríssimo ainda não está 100% recuperado.

Evitando pegar pesado com o árbitro Braulio Machado, Cuca não concordou principalmente com o cartão apresentado ao seu camisa 10.

“(Deu cartão) porque ele (Gabriel) jogou a bola, disse o árbitro. Mas ele não jogou a bola. A arbitragem foi boa, mas foi muito rigorosa nos cartões. Os jogadores estão todos pendurados nessa fase, mas é cartão, cartão. Mas, ele não apitou mal, não”.

Foi a primeira vez de Cuca no Allianz Parque desde que largou o comando do clube alviverde, equipe por onde atuou como jogador e também conquistou, como técnico, o título Brasileiro de 2016. Em uma rápida análise do hoje rival, Cuca ainda não enxerga o campeonato encaminhado ao Verdão.

“Para mim, foi prazeroso. Lugar muito bom, tive uma conquista maravilhosa aqui. Foi bom, podia ser melhor, se tivesse um resultado melhor, mas fica um orgulho por ter representado o Santos hoje. Tinha quatro (pontos de diferença para o vice-líder), passou a sete, pode voltar a quatro, mas no futebol tudo pode acontecer. Próximo jogo é lá em Minas, não tem nada definido. Tem muita coisa para rolar”, concluiu.


Palmeiras 2 x 1 Santos

Data: 04/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 37.867 pagantes
Renda: R$ 2.821.680,24
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Daniel Luis Marques (SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima, Tchê Tchê, Felipe Melo e Victor Luis (P); Caju, Arthur Gomes, Alison e Copete (S).
Gols: Antônio Carlos (02-1), Borja (04-2) e Renato (17-2).

PALMEIRAS
Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo; Willian, Lucas Lima (Gustavo Scarpa), Tchê Tchê (Bruno Henrique) e Dudu (Keno); Borja.
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe (Robson Bambu), David Braz e Caju (Rodrygo); Alison; Copete, Renato, Vecchio e Arthur Gomes; Eduardo Sasha (Rodrigão).
Técnico: Jair Ventura



Palmeiras mantém 100% e Lucas Lima reencontra Santos com vitória

O Palmeiras manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista durante a tarde deste domingo. Na partida que marcou o reencontro do meia Lucas Lima com o Santos, disputada no Estádio Palestra Itália, o time alviverde ganhou do rival praiano por 2 a 1.

Com 15 pontos em cinco jogos disputados, a equipe dirigida pelo técnico Roger Machado figura no primeiro lugar do Grupo C do Campeonato Paulista. O São Bento, com oito pontos, é o segundo colocado. No Grupo D, o Santos lidera com sete pontos, um a mais que Botafogo-SP e Red Bull.

O jogo:

Superior nos instantes iniciais, o Palmeiras investiu em subidas pela direita e, logo aos 2 minutos do primeiro tempo, conseguiu um escanteio. O atacante Dudu levantou a bola na área e o zagueiro Antônio Carlos cabeceou com sucesso para abrir o placar.

O Palmeiras manteve o domínio das ações logo após sair na frente e voltou a levar perigo ao gol defendido por Vanderlei em uma jogada de bola parada pela direita. Mesmo com pouco ângulo, Lucas Lima bateu falta direto para o gol e acertou a trave adversária.

O Santos assustou pela única vez na etapa inicial em um vacilo da zaga palmeirense na saída de bola. Arthur Gomes escapou pela direita e chutou para Jailson espalmar pela linha de fundo. Daniel Guedes cobrou o escanteio e Sasha cabeceou firme, mas parou no goleiro palestrino.

A exemplo do que fez no primeiro tempo, o Palmeiras iniciou a etapa complementar aceso e ampliou sua vantagem logo aos 4 minutos. Em jogada individual pelo meio, Willian passou por dois adversários e adiantou um pouco. Borja completou com um chute preciso, no canto esquerdo do goleiro Vanderlei.

Em um deus seus primeiros ataques no segundo tempo, o Santos diminuiu a vantagem. Aos 17 minutos, Daniel Guedes cruzou da esquerda e o veterano Renato desviou com um leve toque de cabeça, suficiente para matar o goleiro Jailson. A bola havia saído pela linha de fundo no lance que originou o gol, mas a arbitragem não marcou.

O Santos melhorou após o gol de Renato e equilibrou as ações no Allianz Parque, mas não conseguiu criar oportunidades para empatar o marcador. Nos minutos finais, Roger Machado ainda promoveu a estreia do meia Gustavo Scarpa ao colocá-lo no lugar de Lucas Lima.

Jair diz que derrota foi injusta e vê Santos no “caminho certo”

O Santos não mereceu perder por 2 a 1 para o Palmeiras na tarde deste domingo, no Palestra Itália, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. A avaliação é do técnico Jair Ventura, para quem o time alvinegro está no “caminho certo”.

“Avaliando performance e resultado, não bate. Mas é início de temporada, terminamos o jogo com seis da base, e temos jogadores importantes que perdemos, como Bruno Henrique, que é uma referência técnica. Sofremos com isso, mas buscamos alternativas”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva.

Apesar de lamentar os desfalques e as lesões de Luiz Felipe e Eduardo Sasha durante o clássico, Ventura elogiou a postura do Santos na casa do rival, principalmente após o gol sofrido aos dois minutos de jogo.

“Gol cedo mudou toda estratégia, mas o time não sentiu. Foi um bom primeiro tempo, com volume, mesmo perdendo. Vanderlei não fez defesa. Fiquei com mãos atadas por substituições por lesão, terceiro zagueiro que machuca. O Rodrygo entraria no intervalo, mas, pela lesão do Sasha, troquei 9 por outro e, depois, corri risco de ficar com um a menos”, analisou.

“Criamos, lutamos, mas não foi suficiente. Sempre difícil jogar fora de casa, mas a equipe lutou. Não vi Palmeiras com superioridade. É sempre muito ruim perder, principalmente para um rival, mas o Santos segue vivo. Também estamos tristes, mas temos jogo fora para vencer e classificar”, acrescentou.

Após a volta do intervalo, a situação pioraria aos cinco minutos da etapa final, quando Borja ampliou a vantagem para os mandantes. Aos 17, porém, Renato, de cabeça, recolocou o Peixe no jogo. A partir de então, o time alvinegro teve mais posse de bola, mas não conseguiu criar chances para empatar o confronto.

“A derrota nunca dá moral. Precisa separar resultado da performance. Mas time não sentiu, mesmo com gol cedo e sabendo da força do Palmeiras, e chegamos a nos sentir à vontade. Ter mais posse jogando na casa do adversário não é para menosprezar. Quando ganha e não joga bem, liga alerta. Quando perde jogando bem, sabe que é caminho certo”, concluiu.

Passadas cinco rodadas, o Santos lidera o Grupo D do Paulistão, com sete pontos ganhos, apenas um a mais que o Botafogo-SP, segundo colocado da chave. O próximo compromisso do Peixe é o duelo com a Ferroviária, marcado para as 16h30 (de Brasília) do sábado, na Fonte Luminosa, em Araraquara.

Vecchio minimiza revés em clássico: “O melhor está para acontecer”

O meia Emiliano Vecchio reiterou o técnico Jair Ventura ao dizer que o Santos não mereceu perder para o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Palestra Itália. Apesar da derrota por 2 a 1, o argentino elogiou a atuação de seus companheiros e projetou um futuro vitorioso ao time alvinegro.

“Eles chutaram duas vezes e fizeram dois gols. Infelizmente perdemos um clássico que não merecíamos perder”, lamentou o meio-campista, na saída de campo. “Demonstramos que somos um time forte independentemente do resultado. O Santos tentou jogar, acho que só está começando, falta muito e o melhor está para acontecer”, previu, na zona mista da arena.

De acordo com os santistas, o time reagiu bem à desvantagem no placar e teve chances até de buscar a igualdade no fim. O Santos sofreu o primeiro gol logo aos dois minutos de jogo, em cabeçada de Antônio Carlos após cobrança de escanteio.

Aos cinco da etapa final, Borja ampliou em chute de fora da área. Pouco depois, Renato, de cabeça, diminuiu, mas o Peixe não conseguiu empatar o duelo. O zagueiro David Braz, que falhou no primeiro gol alviverde, também foi elogioso ao futebol do Santos no Palestra Itália.

“A gente não se entregou, brigamos até o final, conseguimos diminuir e tivemos chance de empatar. Criamos jogadas, colocamos a bola na área adversária, mas infelizmente não conseguimos empatar a partida”, avaliou.

A exemplo de Vecchio, o defensor discursou confiante. “É levantar a cabeça, tem muita coisa para acontecer. Vamos trabalhar para vencer a próxima partida”, avisou.

Jair explica ausência de Gabigol e comenta possível saída de Veríssimo

Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, neste domingo, no Palestra Itália, o técnico Jair Ventura, do Santos, explicou por que não relacionou o atacante Gabigol para o clássico. Durante a semana, havia a expectativa de o jogador estrear diante do rival, e o treinador manteve o mistério até a véspera do duelo, mas a comissão técnica optou por vetá-lo.

“Temos o planejamento, futebol é feito de paixão, mas também de profissionais. Nós temos que preservar a integridade física do atleta. Ele não fez pré-temporada, por isso não veio para o clássico. Já estava definido desde o início que ele não viria. Ele já sabia”, esclareceu o treinador, em entrevista coletiva.

“Pode ter afetado na derrota? Sim, mas devia fazer algumas observações. Venho perdendo muitos jogadores nesses cinco jogos. É hora de fazer testes. Temos que correr riscos para conhecer bem o elenco e usar a base”, acrescentou.

Durante a entrevista, Jair Ventura também comentou a situação de outro atleta: Lucas Veríssimo. Alvo do Spartak Moscou, da Rússia, o zagueiro pode estar de saída. Caso a venda se concretize, o treinador teria mais um desfalque na defesa, uma vez que Gustavo Henrique, Cléber Reis e Luiz Felipe têm problemas com lesões.

“Caso (a venda) aconteça será uma perda técnica. Ainda não sei da proposta, mas, se chegar a proposta, sendo bom para o clube e jogador, será difícil segurar”, resignou-se Jair. “Faz parte do mercado. Se perder, bola para frente. Temos Gustavo (Henrique) e (Robson) Bambu. Não pode se lamentar, já temos jogo no sábado”, avaliou.

Copete e Alison levam o terceiro amarelo e desfalcam o Santos

O Santos terá ao menos dois desfalques para a partida contra a Ferroviária, no próximo sábado, em Araraquara, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Durante a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Palestra Itália, o volante Alison e o atacante Jonathan Copete levaram o terceiro cartão amarelo e terão de cumprir suspensão automática no final de semana que vem.

Alison foi advertido por entrada dura em Dudu, aos 26 minutos da segunda etapa. Pouco depois, aos 34, Copete foi punido pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza por falta em Willian.

Para substituir o volante, o técnico Jair Ventura tem Matheus Jesus como opção. Com a suspensão de Copete, o garoto Rodrygo pode ser titular diante da Ferroviária. Ainda aprimorando a forma física e técnica, Gabigol também pode ficar à disposição do treinador.

Embora tenha a semana livre para preparar a equipe, Jair Ventura poderá ter mais problemas para montar time. Isso porque o zagueiro Luiz Felipe saiu com dores na coxa esquerda ainda no primeiro tempo, ao passo que o atacante Eduardo Sasha não voltou para a etapa complementar após uma pancada na cabeça.

Em entrevista coletiva concedida após a partida, Jair Ventura despistou ao ser indagado sobre os possíveis substitutos da dupla suspensa. “Posso mudar, treino variáveis, mas só vou revelar no próximo jogo. Os adversários nos escutam”, afirmou o treinador.




Palmeiras 0 x 1 Santos

Data: 30/09/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Renda: R$ 2.760.716,34
Público: 37.527 pagantes
Árbitro: Marcelo Aparecido R. de Souza (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luan, Mayke e Fernando Prass (P); Matheus Jesus, Jean Mota, Zeca, Alisson e Bruno Henrique (S).
Gol: Ricardo Oliveira (30-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Mayke, Luan, Juninho e Zé Roberto (Thiago Santos); Tchê Tchê, Jean (Guerra), Moisés e Dudu; Willian (Borja) e Deyverson.
Técnico: Cuca

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Matheus Jesus e Jean Mota (Serginho); Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Levir Culpi



Com gol de Oliveira, Santos bate Palmeiras e mantém perseguição

O Santos defendeu a segunda posição do Campeonato Brasileiro com sucesso na noite deste sábado. No Estádio Palestra Itália, com um gol do centroavante Ricardo Oliveira, o time alvinegro ganhou do Palmeiras por 1 a 0, mantendo a perseguição ao líder Corinthians.

Com 47 pontos ganhos, o Santos encurta provisoriamente para sete a vantagem do Corinthians, que enfrenta o Cruzeiro às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Mineirão. Já o Palmeiras segue com os mesmos 43 pontos, no quarto lugar do Campeonato Brasileiro.

O jogo:

A chuva que castigou a região da arena palmeirense durante a noite deste sábado comprometeu a parte do gramado mais próxima aos bancos de reservas, na qual os atletas tinham dificuldades para conduzir a bola. O primeiro tempo do clássico foi disputado, mas com poucas chances de gol.

A melhor jogada de ataque do Palmeiras durante a etapa inicial diante do Santos foi um chute de longa distância. Após cobrança de escanteio de Dudu pela esquerda, a zaga alvinegra afastou. Jean aproveitou a sobra e bateu de fora da área, à direita da meta de Vanderlei.

Já o Santos levou perigo durante os acréscimos do primeiro tempo. Daniel Guedes invadiu a área pela direita e cruzou. Após vacilo de Luan e Jean, a bola sobrou para finalização de Ricardo Oliveira, mas o experiente Fernando Prass conseguiu salvar com o pé.

Durante o intervalo, funcionários da arena palmeirense usaram um equipamento para tentar melhorar as áreas do gramado mais comprometidas pelo acúmulo de água. A chuva continuou, e Cuca voltou para o segundo tempo com Thiago Santos no lugar de Zé Roberto, deslocando Tchê Tchê para a lateral esquerda.

Pouco depois de Guerra substituir Jean, Moisés recebeu pela direita e cruzou. Deyverson furou na primeira trave e Dudu também não conseguiu completar na segunda. O Palmeiras cresceu no jogo e, empurrado pela torcida, partiu em busca da vitória.

Jogando de maneira cirúrgica, o Santos aproveitou um de seus poucos ataques no segundo tempo para decidir o jogo. Aos 30 minutos, Bruno Henrique recebeu pela esquerda e cruzou para cabeçada certeira de Ricardo Oliveira. Desesperado em busca do empate, o Palmeiras perdeu sua última chance com Dudu após lançamento de Juninho.

Bastidores – Santos TV:

Levir exalta superação do Santos e evita fazer contas por título

O Santos venceu o Palmeiras por 1 a 0 na noite deste sábado e se colocou como principal candidato a maior perseguidor do líder Corinthians no Campeonato Brasileiro. Ainda assim, o técnico Levir Culpi prefere não fazer contas pelo título. O comandante santista, porém, traçou uma meta ousada para o time da Baixada: não perder até o fim do torneio.

Com o triunfo, o primeiro no reformado Palestra Itália, o Santos chegou aos 47 pontos, sete atrás do Corinthians, que enfrenta o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão. De quebra, o time de Levir abriu uma vantagem de quatro pontos para o quarto colocado Palmeiras.

“Não gosto de fazer contas. Tenho pavor disso, porque existe matemática, lógica. Mas se deve encarar os três próximos pontos. Acho possível um time como o Santos vencer todos os jogos. Coloquei uma meta aos jogadores, depois do jogo do Barcelona, de terminarmos a competição de forma invicta, porque garantimos a Libertadores do ano que vem e todos saem valorizados. (O título) é possível. Tudo pode acontecer na matemática. Por isso não faço contas”, explicou Levir, em entrevista coletiva, após a partida.

O treinador disse ainda não ter se surpreendido com a vitória, apesar dos desfalques de Lucas Lima, Renato, Gustavo Henrique e Victor Ferraz. Também elogiou a atuação defensiva do Santos e a superação com o gramado encharcado pela chuva que caiu incessantemente desde o início da tarde em São Paulo.

“Eu esperava (a vitória). Nunca deixei de citar a qualidade do elenco do Santos. Há pouco tempo, o meio de campo tinha Thiago Maia, Lucas Lima e Renato. Os três não jogaram hoje. É muito difícil você dar um padrão novamente com três ou quatro desfalques”, avaliou.

“Mas esses caras estão provando o contrário. Temos conseguido bons resultados com atuações convincentes. O time foi firme. Não tinha favorável nada para o Santos aqui, inclusive o gramado. Tivemos méritos, sim. Fiquei muito feliz com a atuação dentro dessas circunstancias”, comemorou.

Por fim, Levir Culpi lembrou das dificuldades encontradas após a eliminação na Copa Libertadores para o Barcelona-QUE e, em tom de desabafo, dedicou a inédita vitória a todos no Santos.

“A derrota na Libertadores magoou muito a gente. Logo depois tínhamos Atlético-PR e o time respondeu bem. Um empenho elogiável e digno de eu ficar orgulhoso de fazer parte desse grupo. Dedico essa vitória aos familiares dos jogadores, aos funcionários do Santos – foi a primeira vitória no Allianz Parque. Gostaria de dividir essa alegria, foi uma vitória muito marcante pelas dificuldades criadas”, encerrou.

Cuca reprova juiz, lamenta chances perdidas e considera revés injusto

No 1000º clássico de sua história, disputado na noite deste sábado, o Palmeiras acabou derrotado por 1 a 0 pelo Santos, no Estádio Palestra Itália. O técnico Cuca, além de reprovar a arbitragem, lamentou as chances perdidas por seu time e considerou o resultado injusto.

Com o gramado prejudicado pela chuva que atingiu a região do Estádio Palestra Itália, o primeiro tempo foi de poucas emoções. O Palmeiras dominou as ações durante a etapa complementar, mas não aproveitou as oportunidades criadas e acabou vazado por Ricardo Oliveira.

“O time encorpou no segundo tempo e colocou o Santos no campo de defesa. Jogamos muito bem em todos os sentidos, mas a bola não entrou. Perdemos gols incríveis, o Deyverson e o Dudu poderiam ter marcado na mesma jogada. E fomos penalizados na única chance do Santos, a meu ver injustamente”, analisou o treinador.

Os palmeirenses reclamaram intensamente da arbitragem de Marcelo Aparecido de Souza. Cuca não viu falta em Alejandro Guerra na jogada que originou o gol de Ricardo Oliveira, mas considerou pênalti sobre Miguel Borja nos minutos finais do confronto.

“Vi o lance. Quando o rapaz joga o corpo em cima do Borja, ele não tinha outra opção, a não ser cair. A arbitragem penalizou o Luan com o amarelo, mas o lateral direito deles fez cinco faltas no Dudu e não levou. Houve diferença de critérios. Foi o responsável pelo placar? Não, mas o critério dele nos prejudicou”, afirmou Cuca.

O lateral direito Mayke e o zagueiro Luan, advertidos com o terceiro cartão amarelo diante do Santos, são desfalques certos para o treinador no confronto com o Bahia. Por outro lado, o zagueiro Edu Dracena e o lateral esquerdo Egídio retornam após suspensão automática.


Palmeiras 1 x 1 Santos

Data: 12/07/2016, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 40.035 pagantes
Renda: R$ 2.847.298,80
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP).
Cartões amarelos: Moisés, Erik e Arouca (P); Gabriel e Lucas Lima (S).
Gols: Mina (06-1) e Gabriel (10-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Mina (Edu Dracena), Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Tchê Tchê e Moisés (Arouca); Erik, Dudu e Lucas Barrios (Leandro Pereira).
Técnico: Cuca

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Copete) e Lucas Lima; Gabriel (Yuri) e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Palmeiras cede empate ao Santos e vê vantagem diminuir para o Corinthians

O Palmeiras não conseguiu segurar uma vantagem construída no início do primeiro tempo e cedeu o empate por 1 a 1 ao Santos, nesta terça-feira, no Palestra Itália. Diante de 40.035 torcedores – o maior público desde a reforma do estádio, o Verdão viu sua estratégia ruir após as lesões de Moisés e Mina. A igualdade nesta 14ª rodada do Campeonato Brasileiro manteve o time na liderança, mas diminuiu para um ponto a distância do rival Corinthians. No momento, o time de Cuca está com 29 pontos.

As contusões de Moisés e Mina são novas dores de cabeça para Cuca, já que eles poderão desfalcar a equipe nas próximas rodadas. O caso do colombiano é mais sério, pois se trata de uma lesão no músculo posterior da coxa. Como levará ao menos três semanas para se recuperar o zagueiro de 21 anos deverá ser cortado da seleção colombiana que disputará as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O gol palmeirense foi marcado justamente por Mina, em uma cabeçada aos seis minutos do primeiro tempo. O Santos, contudo, ganhou terreno no segundo tempo e igualou com Gabriel. Aos dez, ele arriscou um chute de fora da área e superou o goleiro Fernando Prass graças a um desvio no zagueiro Vitor Hugo. O empate fez o Verdão perder os primeiros pontos em casa no torneio sob o comando de Cuca. O time havia vencido os sete jogos anteriores em seus domínios.

O Palmeiras tentará recuperar a vantagem para o vice-líder Corinthians às 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, diante do Internacional, no Beira-Rio. Já o Santos, que se manteve no G4 com o ponto conquistado, enfrentará a Ponte Preta, às 18h30 de sábado, na Vila Belmiro. O time comandado por Dorival Júnior é o quarto colocado, com 23 pontos conquistados.

O jogo

Os telões do Palestra Itália marcavam apenas seis minutos quando Mina colocou o Palmeiras à frente no placar. Dudu cobrou escanteio da direita e viu o colombiano de 1,95m subir no centro da área e cabecear para o gol sem ser incomodado pela defesa santista. Na comemoração, o zagueiro cumpriu a promessa feita à torcida e mostrou uma de suas famosas – e desengonçadas – danças.

Pouco tempo se passou até a alegria de Cuca dar lugar à preocupação. O meio-campista Moisés sentiu uma lesão, aos dez minutos, e teve de ser substituído pelo volante Arouca. Ele era dúvida antes do jogo e só foi escalado porque apresentou melhoras após fazer um tratamento intensivo durante a última semana.

No lance seguinte, o Santos assustou com um chute de Victor Bueno que passou rente à trave esquerda de Prass. Barrios, aos 19, respondeu ao se antecipar em um recuo de bola e concluir antes da chegada de Vanderlei, à direita do gol. Aos 26, o lateral alvinegro Victor Ferraz fez um cruzamento perigoso à meia altura, obrigando Prass a praticar uma defesa com os pés.

A disputa seguiu aberta até o intervalo. Lucas Lima, aos 40, apareceu pela primeira vez no jogo ao cobrar uma falta da direita. A tentativa de cruzamento passou por toda extensão da área e quase entrou no gol alviverde. Aos 45, o Palmeiras sofreu um duro golpe com a contusão de Mina. O zagueiro sentiu uma lesão no músculo posterior da coxa e saiu de campo chorando.

Cuca, então, colocou Edu Dracena em campo. O Santos aproveitou a baque no time palmeirense e quase empatou o jogo, após Lucas Lima surgir na frente do gol e desviar para fora. Na volta do intervalo, o Verdão começou melhor e assustou duas vezes no primeiro minuto. Erik e Dracena, em finalizações defendidas por Vanderlei, levantaram a torcida nas arquibancadas.

Mas aos poucos o Santos recuperou o domínio do jogo. Foi numa jogada despretensiosa, aos dez minutos, que Gabriel empatou o duelo. Após pegar a sobra de uma cobrança de falta, o atacante arriscou de longe e contou com um desvio em Vitor Hugo para superar Prass. O revés levou Cuca a mexer pela última vez no Verdão, tirando Barrios para promover a reestreia de Leandro Pereira.

Na primeira vez em que pegou na bola, aos 15 minutos, Leandro Pereira arrancou pela direita e chutou por cima do gol. Para não deixar o Palmeiras crescer, Dorival Júnior sacou Vitor Bueno para a entrada de Copete. Foi Dudu, no entanto, quem levou perigo ao gol. Aos 24, ele sambou na frente da defesa e arriscou a finalização, defendida com segurança por Vanderlei.

Em rápido contra-ataque, aos 33 minutos, Victor Ferraz cruzou da direita e Gabriel furou ao tentar concluir de letra. No mesmo lance, Thiago Maia tentou a conclusão e mandou por cima do gol. A jogada foi a última de perigo na partida. O Palmeiras tratou de se defender para evitar uma derrota, enquanto o Santos não teve competência para converter em gols a superioridade em campo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival elogia a postura santista mesmo com o empate no clássico

O técnico Dorival Júnior avalia que o Santos está em plena evolução quando atua como visitante. No empate desta terça-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália, o treinador aprovou a postura de sua equipe, principalmente no segundo tempo, quando esteve mais perto de conseguir a vitória

“Fomos buscar o resultado a todo o momento, mesmo com o estádio lotado pela torcida adversária. Buscamos jogar dentro das nossas características e isso foi muito importante”, avaliou Dorival.

O momento destoante, na avaliação do treinador, foi atuação do Peixe durante boa parte do primeiro tempo. “Tivemos um mal início, talvez pela insegurança de começo de jogo. Mas nos recuperamos ainda na primeira etapa. No segundo tempo, mudou completamente a postura do time e passamos a predominar e levar muito mais perigo do que o Palmeiras”, opinou.

O lateral-direito Vitor Ferraz concorda com o treinador e vê o Santos muito mais preparado em atuar como visitante em relação ao ano passado. “O time tem amadurecido. Ano passado nossa equipe era muito nova, com uns 10 jogadores disputando seu primeiro Brasileiro naquele momento. O brasileiro é um campeonato que ganha na imposição e essa experiência é importante você ter. Hoje o time está mais maduro e com condições de disputar o titulo”, enfatiza o lateral.

O atacante Gabriel também valorizou a boa postura do Peixe, principalmente na etapa final. “Poderíamos ter vencido. Fomos melhores. Sabemos inverter o jogo, mas faltou o último passe para conseguir a vitória. Mas fora de casa um empate não é mal resultado”, disse.