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Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 13/01/2019, domingo, 17h30.
Competição: Amistoso – Troféu Gylmar dos Santos Neves
Local: Arena Corinthians, o Itaquerão, em São Paulo, SP.
Público: 33.173 total
Renda: R$ 868.451,00
Árbitro: Vinícius Furlan (SP)
Auxiliares: Marco Antônio de Andrade e Evandro de Melo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Ramiro, Thiaguinho, Araos (C); Victor Ferraz, Guilherme Nunes, Yuri Alberto e Daniel Guedes (S).
Gols: Gustavo (05-1) e Pedro Henrique (25-1, contra).

CORINTHIANS
Cássio (Walter); Fagner (Michel Macedo), Pedro Henrique (Léo Santos), Henrique (Marllon) e Danilo Avelar (Douglas); Richard (Thiaguinho), Ramiro (Araos), Jadson (Mateus Vital) e Sornoza (Marquinhos); André Luis (Gustavo Mosquito) e Gustagol (Roger).
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe (Noguera), Gustavo Henrique e Orinho (Yuri); Alison (Guilherme Nunes), Pituca (Copete) e Jean Mota (Arthur Gomes); Derlis González (Carlos Sanchez), Felippe Cardoso (Sasha) e Bruno Henrique (Yuri Alberto).
Técnico: Jorge Sampaoli


Querétaro 0 x 0 Santos

Data: 10/07/2018, terça-feira, 23h20.
Competição: Amistoso
Local: Estádio Corregidora, em Querétaro, México.
Cartões amarelos: Gómez (Q); Dodô e Victor Ferraz (S).
Cartão vermelho: Dodô (S, 41-2).

QUERÉTARO
Tiago Volpi; Andrés Pérez (Paul Uscanga), Hiram Mier, Luis Romo (Milke), Diego Novarretti e Miguel Samudio (Hernández); Jaime Gómez, Erbin Trejo (Arellano) e Daniel Villalva (Everaldo); Matías Brito e Camilo Sanvezzo (Cortizo).
Técnico: Rafael Puente del Rio

SANTOS
Vanderlei (Vladimir); Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz (Luiz Felipe) e Dodô; Yuri (Léo Cittadini) (Gabriel Calabres), Diego Pituca e Jean Mota; Copete (Yuri Alberto), Rodrygo (Vitor Bueno) e Eduardo Sasha (Fernando Medeiros).
Técnico: Jair Ventura



Santos empata com o Querétaro em amistoso no México

O Santos empatou com o Querétaro em 0 a 0 no amistoso realizado na noite desta terça-feira, no Estádio Corregidora, no México. Essa foi a segunda das duas partidas da turnê do Peixe. Na primeira, derrota por 1 a 0 para o Monterrey, no último sábado.

O alvinegro foi melhor em boa parte do jogo e poderia ter vencido. O pior momento foi no fim da primeira etapa, quando Dodô chegou a evitar, em cima da linha, gol do atacante brasileiro Sanvezzo.

No segundo tempo, o Santos criou boas chances com Copete e Eduardo Sasha, mas não abriu o placar. O técnico Jair Ventura fez alguns testes e deu minutos para Vladimir, Luiz Felipe, Léo Cittadini, Fernando Medeiros, Gabriel Calabres, Vitor Bueno e Yuri Alberto.

Depois da pausa para a Copa do Mundo na Rússia, o Peixe voltará a campo de forma oficial para enfrentar o Palmeiras, no dia 19, no Pacaembu, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo:

O primeiro tempo foi bem movimentado. O Santos começou melhor, quase marcou com Rodrygo, aos 11, e viu um gol anulado de Copete após falta em rebote de chute de Jean Mota, aos 21.

Depois de resistir à pressão, o Querétaro melhorou e passou a entrar com facilidade na defesa dos visitantes. O goleiro Vanderlei reclamou dos companheiros em várias oportunidades.

A principal chance veio com o brasileiro Sanvezzo, aos 43 minutos. O atacante avançou pela direita, encobriu Vanderlei e Dodô tirou em cima da linha. Os mexicanos pediram o gol.

O técnico Jair Ventura voltou para a segunda etapa com Vladimir na vaga de Vanderlei e Léo Cittadini no lugar de Yuri. Outros testes foram feitos no decorrer dos 45 minutos: Yuri Alberto no Copete, Luiz Felipe no David Braz, Vitor Bueno no Rodrygo, Fernando Medeiros no Eduardo Sasha e Gabriel Calabres no Cittadini.

Depois de muita movimentação no primeiro tempo, o jogo esfriou. O Santos só criou a primeira chance clara aos 16, quando Dodô cruzou rasteiro, Léo Cittadini passou da bola e Copete chutou por cima do travessão. Sete minutos depois, Yuri encontrou Sasha na área, mas o atacante chutou no meio do gol.

O Peixe seguiu melhor, com a posse de bola e perto do gol, mas não foi efetivo e manteve o zero no placar, sem balançar as redes nos dois jogos no México. E aos 39, o Querétaro quase fez. Britos arrancou sozinho e acertou o travessão de Vladimir. Antes do apito final, Dodô foi expulso após cotovelada.

Bastidores – Santos TV:

Jair diz que Santos poderia ter vencido o Querétaro por 5 a 2

O Santos só empatou em 0 a 0 com o Querétaro no amistoso realizado nesta terça-feira, no Estádio Corregidora, no México, mas o técnico Jair Ventura gostou da atuação do Peixe.

Na avaliação do treinador em entrevista coletiva, pelas oportunidades criadas ao longo da partida, o alvinegro poderia ter goleado os mexicanos por 5 a 2.

“Queríamos vencer e fazer gols, mas maior objetivo foi preparação para o Palmeiras, não perdemos jogadores e vejo a falta de gols, mas com controle de jogo. Tivemos cinco ou seis chances de gol e Querétaro teve duas, poderíamos ter perdido. Se todos tivessem feito, seria 5 a 2. Dentro de uma projeção física, foi bom. Vemos como importante esse intercâmbio, trazer a marca gigante. Estava conversando com um mexicano e me contava sobre muitos anos sem um clube brasileiro aqui. Para a gente é gratificante. Apesar de não vencermos, saímos fortes e é secundário por não valer três pontos, mesmo nós sendo muito competitivos. Vimos evolução física, técnica e tática. Fizemos várias mudanças, Fernando (Medeiros) jogou, teve oportunidade, olhamos jogadores mais de perto. E agora é voltar para o grande objetivo, que é o Campeonato Brasileiro e o clássico. Vamos com mais vontade ainda de vencer o Palmeiras”.

O Santos não venceu e nem fez gols na turnê no México, com a derrota por 1 a 0 para o Monterrey, no último sábado, no Estádio BBVA Bancomer, e o empate em 0 a 0 com o Querétaro nesta terça.


Monterrey 1 x 0 Santos

Data: 07/07/2018, sábado, 23h00 (de Brasília).
Competição: Amistoso
Local: Estádio BBVA Bancomere, em Monterrey, México.
Árbitro: Alejandro Funk Villafañe
Auxiliares: Pedro Emmanuel Ramírez Puga e Jonathan Maximiliano Gómez Olmos.
Cartões amarelos: Vangioni (M) e Rodrygo (S).
Gol: Hurtado (12-1).

MONTERREY
Marcelo Barovero (Carrizzo); Stefan Medina (Gutiérrez), Jesús Molina, José Basanta e Leonel Vangioni; Jonathan González (Sanchez), Rodolfo Pizarro e Celso Ortiz (Alvarado); Dorlan Pabon (Cantú), Jorge Benítez (González) e Avilés Hurtado (Rodríguez).
Técnico: Diego Alonso

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Yuri (Diego Pituca), Renato (Jean Mota) e Léo Cittadini (Copete); Bruno Henrique, Rodrygo (Vitor Bueno) e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura



Santos é dominado pelo Monterrey e perde amistoso no México

Com a elite do futebol brasileiro paralisada durante a Copa do Mundo da Rússia, o Santos marcou dois amistosos no México. Na primeira partida, disputada na madrugada de sábado para domingo, o time alvinegro acabou dominado pelo Monterrey e perdeu por 1 a 0.

Na etapa inicial da partida disputada no moderno Estádio BBVA Bancomer, o colombiano Avilés Hurtado colocou a equipe mandante em vantagem. No segundo tempo, marcado por uma série de substituições, os dois times criaram chances, mas a vitória mexicana permaneceu.

Em seu segundo e último compromisso no México, o Santos volta a campo para enfrentar o Querétaro às 23 horas (de Brasília) desta terça-feira, no Estádio Corregidora. Às 20 horas de 19 de julho, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time alvinegro pega o Palmeiras, no Pacaembu.

O jogo:

O Monterrey sufocou o Santos no começo da partida e conseguiu inaugurar o marcador logo aos 12 minutos da etapa inicial. Após cruzamento de Pabon da direita, Hurtado se antecipou a Renato, tabelou com Benitez e finalizou com sucesso diante do goleiro Vanderlei.

O time comandado por Jair Ventura, dominado pelo Monterrey, não conseguiu ameaçar o gol defendido por Barovero no primeiro tempo. Os velozes Bruno Henrique e Rodrygo tentaram algumas jogadas individuais, especialmente pelo lado esquerdo, sem sucesso.

O time mexicano ainda teve mais duas chances claras para ampliar. Primeiro, Basanta conseguiu furar rebote de Vanderlei em chute de Benitez e permitiu a recuperação do goleiro. Para completar, o mesmo Benitez aproveitou sobra de rebatida ruim de Gustavo Henrique para acertar a trave.

O Monterrey retornou atento para a etapa complementar e voltou a assustar Vanderlei nos primeiros instantes. Medina desceu pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área. Sem ser incomodado, Pizarro completou para o gol, com muito perigo para a meta brasileira.

O Santos esboçou uma melhora e criou sua melhor oportunidade para empatar em uma jogada do lado direito. Victor Ferraz levou até a linha de fundo e rolou rasteiro para chute forte de Rodrygo. Colocado no intervalo no lugar de Barovero, Carrizzo saiu bem e defendeu.

Durante a etapa complementar, os técnicos Jair Ventura e Diego Alonso aproveitaram para fazer uma série de mudanças nas respectivas equipes, já que não havia limite de substituições. Na última chance do Santos, já nos acréscimos, Jean Mota cobrou escanteio pela esquerda e Gustavo Henrique, de cabeça, quase empatou.

Bastidores – Santos TV:

Jair comenta derrota para o Monterrey e alerta para parte física do Santos

O Santos foi derrotado pelo Monterrey no primeiro dos dois amistosos que realizará no México, em meio ao recesso motivado pela Copa do Mundo da Rússia. Na madrugada deste sábado para este domingo, no Estádio BBVA Bancomer, o Alvinegro praiano foi sufocado pelos donos da casa no início do jogo, levou o gol com 12 minutos de bola rolando e não conseguiu igualar o marcador. Após o apito final, o técnico Jair Ventura comentou a partida, exaltando a oportunidade de fazer um teste diante de um adversário tão qualificado.

“A gente vem de uma inter-temporada, enquanto o Monterrey já fez dois amistosos, com duas vitórias. Eu fiz um treino específico para cada situação do jogo, de organização, de marcação, de bola parada. Apenas um treino. Vai ser de maneira gradativa que a gente vai alcançar nosso melhor desempenho. Lógico que sabemos da força do Monterrey, do investimento feito no futebol mexicano, e é um prazer poder encarar este grande jogo, contra uma grande equipe”, afirmou o comandante, em coletiva de imprensa pós-jogo.

Por mais que os mexicanos tenham dominado o primeiro tempo, pressionando o Peixe e inviabilizando a criação de jogadas por parte dos brasileiros, Jair não ficou tão incomodado com a atuação de seus jogadores. Segundo o treinador, já era de se esperar um confronto difícil.

“Se nós quiséssemos algum jogo mais fácil, simplesmente pela vitória, teríamos ficado no Rio, procurando um time de terceira, quarta divisão, para vencer e achar que está tudo certo. Nosso objetivo foi encarar uma equipe forte como a que encaramos hoje. O jogo foi muito igual, em que o Monterrey começou com uma pressão muito forte e conseguiu fazer o gol. Depois, explorou bem as transições, contra-ataques, e o jogo ficou muito bom, aberto, com chances para os dois lados”, apontou.

O desgaste físico foi grande por parte dos santistas, que não atuavam desde a vitória sobre o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 13 de junho. Como esperado, o técnico aproveitou a ocasião para rodar o elenco e dar chance a atletas que não vinham sendo tão utilizados nesta temporada. Porém, independentemente de quem esteve em campo, o que realmente incomodou Ventura foi o resultado negativo.

“A gente sabe que tem muita coisa a melhorar, na parte física também. Muitos jogadores cansados, com dificuldade de sustentar o jogo, e a gente fez diversas mudanças. O que eu menos gostei foi o resultado, porque somos extremamente competitivos, e quando você trabalha no Santos você tem que entrar para vencer, mesmo com um ou dois dias de treino”, admitiu.

Jair também aproveitou o amistoso para testar uma ‘nova’ formação de ataque. Pela primeira vez, o treinador pôde escalar duas de suas principais peças ofensivas em campo: Bruno Henrique e Rodrygo. Reconhecendo que a parceria precisa de tempo para afinar o entrosamento, o comandante alvinegro também ressaltou a necessidade de utilizar um deles fora da posição de origem, como meia armador, camisa 10, já que ambos gostam de atuar pelo lado esquerdo.

“Tenho certeza de que, com mais jogos e treinamentos, a gente vai conseguir um entrosamento melhor e um rendimento melhor. Principalmente ali na frente, já que foi a primeira vez que o Rodrygo e o Bruno (Henrique) jogaram juntos. A gente ainda está encaixando a melhor formação, já que são dois jogadores que gostam de atuar pelo mesmo lado do campo e, por vez, alguém vai ter que exercer a função de camisa 10, esse meia que estamos procurando. Enquanto não o temos, alguém tem que exercer essa função”, frisou.



Santos 5 x 1 Kenitra

Data: 28/01/2017, sábado, 18h30.
Competição: Amistoso internacional
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 15.330 presentes (10.775 pagantes)
Renda: R$ 259.085,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Miguel Ziolli e Daniel Ribeiro da Costa (ambos de SP).
Cartões amarelos: Yuri (S); Chihani e Dahhmani (K).
Gols: Rodrigão (31-1) e Vitor Bueno (34-1); Vitor Bueno (16-2), Hamza (24-2), Vladimir Hernández (30-2) e Thiago Ribeiro (37-2).

SANTOS
Vanderlei (João Paulo, 21-2); Victor Ferraz (Matheus Ribeiro, 17-2), Lucas Veríssimo (Léo Cittadini, 17-2), Yuri (Rafael Longuine, 17-2) e Zeca (Noguera, 17-2); Renato (Caju, 17-2), Thiago Maia (Thiago Ribeiro, 21-2) e Lucas Lima (Jean Mota, 21-2) (Thaciano, 38-2); Vitor Bueno (Arthur Gomes, 21-2), Copete (Vladimir Hernández, 21-2) e Rodrigão (Kayke, 21-2).
Técnico: Dorival Junior

KENITRA
Ali Grouni, Chibi Mohammed, Kacher Mehdi e Chihani; Mesyaf Mehdi, Armani (Khalid), Dahhmani, Bilal e Sefsaf; Lekhal (Abderragak) e Daaraoui (Hamza).
Técnico: Youssef El Mrini



Com facilidade e golaço de reforço, Santos goleia Kenitra no Pacaembu

O Santos começou 2017 com o pé direito. No primeiro teste oficial do ano, o Peixe não encontrou dificuldade para fazer 5 a 1 no Kenitra, do Marrocos, em amistoso internacional neste sábado, no Pacaembu. Na etapa inicial, o destaque ficou por conta de Rodrigão. Substituto de Ricardo Oliveira, o atacante abriu o placar e perdeu outras duas oportunidades. O meia Vitor Bueno marcou dois tentos, e no segundo tempo, o colombiano Vladimir Hernández roubou a cena, marcando um golaço de bicicleta e dando um passe de letra para Thiago Ribeiro deixar o seu.

Além do jogo em si, o amistoso também marcou o lançamento da camisa principal do clube para 2017. Por fim, o alvinegro ainda abriu a ‘maior bandeira do mundo’ no intervalo da partida, no gramado do estádio paulistano.

O jogo

O Santos começou 2017 da mesma forma que terminou 2016: tocando a bola. Aproveitando-se da fragilidade do Kenitra, o Peixe começou a partida sem pressa, buscando os espaços de forma natural. As primeiras boas oportunidades surgiram nos pés de Rodrigão.

Substituindo o titular Ricardo Oliveira, que começou a pré-temporada com duas semanas de atraso por conta de uma caxumba, o atacante arriscou de longe aos 10 minutos e acertou a rede pelo lado de fora. Na sequência, ele recebeu belo passe de Thiago Maia e bateu no canto, mas a bola passou perto da trave esquerda.

Se a boa troca de passes continuou no Peixe em 2017, a ausência de finalizações também seguiu nos minutos iniciais do amistoso. Dominando completamente as ações, os santistas pouco arriscavam de longe, buscando o gol apenas quando entravam na área. E foi assim que o placar foi aberto no Pacaembu.

Aos 31 minutos, Copete dominou na lateral esquerda, driblou o marcador e cruzou na cabeça de Rodrigão, que só tocou para fazer o primeiro tento do alvinegro no ano. Sem perder tempo, o clube de Vila Belmiro ampliou o marcador.

Após boa troca de passes, Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e bateu fraco. A bola, porém, desviou na zaga e caiu nos pés de Vitor Bueno. O meia só teve o trabalho de tocar para o fundo das redes e fazer 2 a 0 no Pacaembu.

Na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior não promoveu nenhuma alteração. Porém, os titulares diminuíram um pouco o ritmo e viram o time marroquino acertar uma bola no travessão. Mesmo assim, que ampliou o marcador foi o alvinegro.

Tocando a bola com facilidade, Lucas Lima encontrou Vitor Bueno livre dentro da área. Na marca do pênalti, o meia teve tempo de dominar e soltar uma pancada no canto para fazer 3 a 0.

Com o duelo definido, Dorival promoveu substituições por atacado no Pacaembu. O comandante tirou todos os jogadores da primeira etapa e colocou em campo um time completamente novo, promovendo as estreias dos reforços Matheus Ribeiro, Kayke e Vladimir Hernández, além do retorno de Thiago Ribeiro.

A nova formação foi com: João Paulo; Matheus Ribeiro, Rafael Longuine, Léo Cittadini, Fabián Noguera. e Caju; Jean Mota, Arthur Gomes, Thiago Ribeiro e Vladimir Hernández; Kayke.

Enquanto os novos jogadores santistas ainda acertavam o posicionamento, o Kenitra aproveitou para diminuir o placar. Aos 24 minutos, o atacante Hamza recebeu cruzamento e aproveitou falha de Noguera para marcar o gol de honra dos marroquinos.

Os santistas, porém, não tiveram nem tempo de lamentar o tento sofridos. Aos 30 minutos, Arthur Gomes fez bela logada pela lateral direita e tocou para Vladimir Hernández. O colombiano dominou e bola acabou subindo. Quando parecia que a jogada estava complicada, ele mandou uma bicicleta e marcou um golaço no Pacaembu.

O baixinho de 1,60m não parou por aí. Após cobrança de lateral, aos 37 minutos, ele dominou e tocou de letra para Thiago Ribeiro. O atacante, que voltou após empréstimo para o Bahia, soltou a bomba e definiu a goleada de 5 a 1 do Peixe.

Bastidores – Santos TV:

Hernández se diz confiante após golaço e afirma: “Já tinha feito outro”

A goleada do Santos por 5 a 1 sobre o Kenitra, em amistoso realizado neste sábado, no Pacaembu, teve vários candidatos a destaques. Na primeira etapa, Rodrigão marcou o seu e apareceu bem. Depois, Vitor Bueno anotou outros dois tentos. Porém, quem roubou a cena foi o baixinho Vladimir Hernández. Um dos seis reforços para a temporada, o colombiano entrou no decorrer do segundo tempo e marcou um golaço de bicicleta. Na sequência, ele deu passe de letra para Thiago Ribeiro anotar o seu.

Convocado pela Seleção da Colômbia para o amistoso contra o Brasil na última quarta, Hernández fez sua estreia com a camisa do Peixe, já que não havia entrado em campo no jogo-treino contra o Nacional-SP, na última terça-feira, vencido por 9 a 1, no CT Rei Pelé.

Perguntado sobre a pintura que marcou neste sábado, o atacante de 1,60m explicou que já tinha anotado uma bicicleta enquanto jogava pelo Junior Barranquilla, da Colômbia, e disse que o tento dá mais confiança para buscar seu espaço no alvinegro.

“Muito feliz por poder marcar o gol. Me dá muita confiança para a sequência. Já tinha feito um gol de bicicleta lá na Colômbia. Desde que cheguei fui muito bem recebido, da melhor maneira possível. Agora é dar sequência ao trabalho”, afirmou Hernández, na saída do gramado após o amistoso.

Após retorno com gol, Thiago Ribeiro agradece confiança de Dorival

Se a goleada do Santos por 5 a 1 sobre o Kenitra teve o colombiano Vladimir Hernández como grande destaque, marcando um golaço de bicicleta e dando uma assistência, o atacante Thiago Ribeiro também não irá esquecer tão cedo o amistoso deste sábado, no Pacaembu.

De volta ao Peixe após passar dois anos emprestado para Atlético-MG e Bahia, respectivamente, o atleta foi o autor do último gol diante dos marroquinos. Mas segundo Thiago, o tento foi o que menos importou para ele neste sábado.

“Mais que o gol, eu estou muito feliz de retornar ao Santos, de estar jogando, pois faziam sete meses que eu não entrava em campo. É motivo de muita alegria. Agradeço a Deus e as pessoas que estavam comigo”, explicou o atacante.

Nos últimos anos, Thiago Ribeiro sofreu com depressão. O jogador, porém, diz ter superado a doença e não vê mais problema em falar sobre ela publicamente. Antes de confirmar seu retorno ao Peixe, ele também viveu um período de incertezas. Por conta do alto salário que recebe (cerca de R$ 300 mil), a diretoria santista não tinha a pretensão de continuar com ele no elenco de 2017.

No final do ano passado, o Atlético-PR chegou a demonstrar interesse em seu futebol, mas acabou desistindo, praticamente obrigando o alvinegro a repatriá-lo. Segundo Thiago, o técnico Dorival Júnior foi fundamental para que ele ganhasse uma segunda chance na equipe de Vila Belmiro.

“O Dorival me deu muita força. É a primeira vez que estou trabalhando com ele. Sem dúvida nenhuma ele teve participação nessa retomada minha aqui no Santos e espero retribuir em campo toda essa confiança”, concluiu o atacante.

Mesmo satisfeito com goleada, Dorival diz: “Precisamos melhorar muito”

O Santos não sofreu para passar bem pelo seu primeiro teste em 2017. Sem dificuldade, o Peixe fez 5 a 1 no Kenitra, do Marrocos, em amistoso internacional neste sábado, no Pacaembu. Na etapa inicial, Rodrigão e Vitor Bueno marcaram. No segundo tempo, o meia guardou mais um, mas quem roubou a cena foi o colombiano Vladimir Hernández, que marcou um golaço de bicicleta e deu uma assistência letra para Thiago Ribeiro deixar o seu.

Segundo o técnico Dorival Júnior, porém, o alvinegro ainda não está totalmente pronto para a estreia no Campeonato Paulista, contra o Linense, na próxima sexta-feira, às 21h (de Brasília), na Vila Belmiro.

“Tivemos coisas bem melhores em relação ao jogo-treino contra o Nacional-SP. Sentimos o time ainda pouquinho amarrado. Ainda aguardo uma melhora física deles e teremos lá na frente um futebol jogado com mais naturalidade. Precisamos melhorar muito ainda para a estreia no Paulista.”, explicou o comandante.

No amistoso deste sábado, o Peixe teve vários desfalques importantes. O atacante Ricardo Oliveira começou a pré-temporada apenas na última quarta-feira, após sofrer com caxumba. Já o zagueiro Cleber e o volante Leandro Donizete foram poupados dos treinamentos e não entraram em campo. Por fim, o atacante Bruno Henrique, anunciado como reforço na última sexta-feira, foi para a Alemanha resolver questões da mudança e deve iniciar os treinamentos com o grupo após segunda-feira.

“Nós mantemos a postura que a equipe sempre teve, marcando forte e seguindo na troca de passes. Estou satisfeito com o grupo, mas ainda não temos todos os jogadores à disposição. Na semana que vem devemos ter o Cleber e o Donizete. Assim ficaremos apenas esperando o Braz, que se recupera de lesão, e o Bruno Henrique”, concluiu o treinador.

De contrato renovado com o Santos, Vanderlei vibra: “Estou realizado”

O gol do Santos seguirá bem protegido pelas próximas quatro temporadas. Isso porque o Peixe renovou o contrato com o goleiro Vanderlei até 31 de dezembro de 2020. No clube desde 2015, o arqueiro santista demonstrou bastante felicidade ao estender seu vínculo com o time de Vila Belmiro.

“Estou realizado por ter oportunidade de ficar mais um tempo no Santos, um clube que todo atleta quer jogar, clube de tanta expressão. Fico feliz de renovar e poder dar sequência no meu trabalho. Creio que será um grande ano para todos. O Santos vem contratando muito bem e também manteve a base. Espero estar nesse projeto também, com a assinatura do contrato, fazendo o meu melhor para ajudar”, disse o camisa 1.

Antes de renovar, Vanderlei tinha contrato com o Peixe até o final desta temporada. Sabendo do grande carinho que a torcida santista tem pelo goleiro, os dirigentes do clube não hesitaram na hora de oferecer um vínculo longo e com aumento nos salários. As negociações entre as partes já estavam em andamento desde os primeiros dias do ano.

Com 113 jogos disputados, o arqueiro é um dos líderes do elenco comandado pelo técnico Dorival Júnior. Desde quando chegou do Coritiba, em 2015, Vanderlei ainda não havia recebido uma valorização salarial. Com o novo contrato, a cúpula do alvinegro espera que ele encerre sua carreira na Vila Belmiro com status de ídolo. Ao término do vínculo, ele terá 35 anos.

Em dois anos de Santos, o goleiro conquistou duas edições do Campeonato Paulista e foi um dos grandes destaques da equipe que ficou com o vice do Brasileirão no ano passado. Agora, o camisa 1 acredita que o Peixe vem forte para a disputa da Copa Libertadores da América.

“O Santos vem se estruturando em todos os setores, fazendo um grande projeto. Depois de um longo tempo volta à Libertadores, algo que era um sonho da diretoria. Com o elenco, comissão técnica e todo o trabalho da diretoria, queremos fazer o melhor ano possível”, concluiu Vanderlei.

Lucas Lima reconhece 2016 ruim e evita falar sobre renovação

Além da atuação brilhante de Vladimir Hernández, que fez um golaço de bicicleta e ainda deu uma assistência de letra para Thiago Ribeiro marcar, o Santos contou com outras gratas surpresas na goleada por 5 a 1 sobre o Kenitra, do Marrocos, em amistoso realizado neste sábado, no Pacaembu. E uma delas foi Lucas Lima.

O camisa 10 santista, que conviveu com críticas da torcida por conta de suas fracas atuações em 2016, começou o ano querendo mostrar serviço. Buscando jogo, o meia sofreu com faltas e participou de várias ações de ataque. Em uma delas, Vitor Bueno aproveitou desvio da zaga marroquina e anotou um dos gols. Buscando retomar a boa fase em 2017, Lucas Lima admitiu que esteve abaixo da média na última temporada.

“Muita gente me criticou no ano passado, muita gente falando na minha orelha, mas eu sei que oscilei. Minha autocrítica é muito grande. Quero mostrar o meu potencial. Sei os motivos pelos quais eu oscilei, mas não quero falar disso. Ano novo, vida nova”, afirmou o meia.

Além de recuperar seu bom futebol, Lucas Lima precisará resolver um outro problema em 2017. Com contrato em vigência até dezembro deste ano, o jogador pode assinar um pré-acordo no meio do ano com qualquer equipe. O Santos já demonstrou interesse em uma renovação. Já o meia, que sonha em jogar na Europa e também recebeu propostas da China, desconversa sobre o assunto.

“Estou focado em jogar a Libertadores bem. Sobre a renovação a gente conversou um pouco no ano passado, mas estou muito tranquilo. Agora é o momento de focar apenas nos campeonatos que vamos disputar e ajudar o time”, concluiu Lucas Lima.

Santos 1 x 1 Benfica

Data: 08/10/2016, sábado, 16h05.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.149
Renda: R$ 575.152,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S).
Gols: Salvio (01-2, de pênalti) e Fábian Noguera (42-2).

SANTOS
Vanderlei (John/João Paulo), Victor Ferraz (Daniel Guedes), David Braz (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe (Fábian Noguera) e Zeca (Caju); Renato (Yuri/Fernando Medeiros), Thiago Maia (Léo Cittadini/Walterson), e Elano (Vecchio/Matheus Oliveira); Jean Mota (Paulinho/Joel), Copete (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Giovanni/Rodrigão/Léo).
Técnico: Dorival Junior

BENFICA
Ederson; André Almeida (Alan Benitez), Luisão, Lisandro López (Rúben Diaz) e Eliseu (Yuri Ribeiro); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio); Salvio, Carrillo (Léo/Diego Gonçalves) e Luka Jovic (José Gomes).
Técnico: Rui Vitória



Santos arranca empate com Benfica e garante festa para ídolos

O Estádio Urbano Caldeira foi palco de um evento especial para os torcedores do Santos neste sábado. Após proporcionar muitas alegrias aos santistas, foi a vez da Vila Belmiro receber uma homenagem. O ‘Alçapão’, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, recebeu um amistoso do alvinegro contra o Benfica. Além disso, o clube também preparou uma grande festa para homenagear seus ídolos Léo e Giovanni. Mas faltou avisar os portugueses. Cobrando pênalti no início do segundo tempo, Salvio marcou e quase estragou a festa alvinegra. Porém, no apagar das luzes, o zagueiro Fábian Noguera deixou tudo igual no duelo.

O ex-lateral esquerdo jogou os 10 minutos finais da primeira etapa pela equipe portuguesa. Já pelo Peixe, Léo entrou na reta final do duelo e viu de perto o empate com o alvinegro. Outro ídolo, o ex-meia Giovanni entrou também no fim do primeiro tempo, foi homenageado no intervalo, e ainda jogou mais alguns minutos. Os dois pouco acrescentaram na partida. Mas o que valeu foi a festa na Vila Belmiro.

O jogo

Jogo bom no início, confusão e homenagens

Assim que a bola rolou na Vila Belmiro, a primeira boa oportunidade do amistoso foi do Santos. Logo aos dois minutos, Celis recuou mal e Ricardo Oliveira apareceu livre na entrada da área. O atacante, porém, tentou driblar o goleiro Ederson e foi interceptado. O Benfica não deixou barato e respondeu com duas chances claras logo em seguida. Primeiro, Salvio chutou de fora da área e a bola passou por cima do travessão. Na sequência, Eliseu cruzou na marca do pênalti e Cervi certou um bonito voleio, assusta Vanderlei.

Após a pressão inicial dos portugueses, o Santos cresceu no jogo e equilibrou as ações. Tanto que aos 14 minutos, Ricardo Oliveira mandou uma bomba de fora da área, quase abrindo o placar na Vila. No lance seguinte, o próprio camisa 9 arriscou mais uma de longe. O goleiro Ederson rebateu e Copete isolou.

E se alguém pensava que os times iriam entrar de forma ‘leve’ por ser um amistoso, o meia Cervi tratou de acabar com esse papo. Aos 24 minutos, o argentino deu uma entrada dura em Renato. O volante ficou no chão por alguns segundos e pediu para ser substituído após a pancada. Yuri entrou em seu lugar. Após o choque, Luisão discutiu com Luiz Felipe e os jogadores se estranharam.

O clima seguiu tenso. Aos 29 minutos, o zagueiro Luiz Felipe revidou a falta em Cervi e levou cartão amarelo. E para amenizar os ânimos, só a presença de um ‘Messias’ em campo. No minuto seguinte, o Santos promoveu a entrada de Giovanni na vaga de Ricardo Oliveira. Com G10 em campo, o jogo voltou ao normal e ficou mais com cara de amistoso. Porém, as equipes diminuíram o ritmo e o duelo perdeu intensidade.

Preocupado com a sequência do Peixe no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior promoveu alterações por atacado na equipe. Victor Ferraz, Zeca, Elano, Luiz Felipe, Thiago Maia e Jean Mota saíram e deram a vaga para Daniel Guedes, Caju, Vecchio, Fábian Noguera, Léo Cittadini e Paulinho, respectivamente.

Como já veio com o time remendado, o Benfica promoveu apenas uma mudança antes do intervalo. E foi a substituição mais esperada do dia. Aos 39 minutos, Léo entrou na vaga de Carrilo na equipe portuguesa. Porém, o ex-lateral teve pouco tempo para mostrar alguma coisa e o primeiro tempo terminou 0 a 0 na Vila Belmiro.

Mais homenagens e redenção no fim

Após o apito de Raphael Claus, o ex-meia Giovanni foi ovacionado pela torcida alvinegra e recebeu algumas homenagens no gramado. Mesmo assim, o ‘Messias’ retornou para o segundo tempo na Vila, mas saiu logo aos quatro minutos, sendo novamente reverenciado pelos santistas. Mas antes disso, o Benfica já havia jogado água no chopp do Peixe.

Logo no primeiro minuto, José Gomes entrou na área e foi derrubado por Lucas Veríssimo. Pênalti para os Encarnados. Salvio bateu no meio e abriu o placar na Vila. Após o gol, o jogo ficou lento, praticamente parado.

As duas equipes promoveram diversas alterações e o bom ritmo da primeira etapa desapareceu. O Santos ainda assustou após bom passe de Rafael Longuine para Rodrigão. O centroavante dominou e bateu forte. A bola passou perto do travessão. Mesmo assim, a partida ficou arrastada na Vila Belmiro.

Após boa parte do segundo tempo passar sem emoção, José Gomes foi mais uma vez pra cima de Lucas Veríssimo. E o zagueiro cometeu outro pênalti claro. O próprio centroavante do Benfica bateu. Mas desta vez, o goleiro João Paulo salvou os santistas.

Quando parecia que a vitória ficaria com os portugueses, o zagueiro Fábian Noguera aproveitou cobrança de falta de Matheus Oliveira, subiu mais que todo mundo e escorou para o gol. O defensor ainda contou a falha do goleiro Ederson para marcar seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantir a festa na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Léo agradece despedida com festa na Vila: “Passa um filme”

A despedida oficial de Léo com a camisa do Santos foi exatamente do jeito que o ex-lateral queria. Apesar do Benfica quase ter estragado a festa realizada neste sábado, na Vila Belmiro, o gol de Fábian Noguera no fim garantiu a igualdade no marcador e deixou a comemoração perfeita para o eterno camisa 3.

“Eu fiquei meio temeroso, porque o jogo estava muito rápido e até um pouco violento. Acabou que deu tudo certo. Agora nós fechamos o ciclo com chave se ouro”, afirmou Léo, em entrevista coletiva após o amistoso contra a equipe portuguesa.

Em 2014, ano em que encerrou sua carreira, o ex-lateral-esquerdo viveu um litígio com a diretoria que comandava o Peixe naquela época. Tanto que o “Guerreiro da Vila”, como é conhecido pela torcida, acabou se aposentando discretamente. Sua última partida oficial pelo alvinegro foi contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Arena Pantanal. Porém, após mais de dois anos, Léo vibrou com a festa de despedida.

“É a minha segunda casa, é minha vida esse clube. Eu fiquei andando ali no gramado da Vila e já não tinha mais ninguém. Passa um filme de tudo o que vivi. Vitórias, derrotas, conquistas, frustrações. Mas a sensação é de dever cumprido e de agora estar com a cabeça mais tranquila, mais leve, sabendo que deixei um legado”, disse.

Maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, o ex-lateral-esquerdo conquistou oito títulos: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, duas edições do Campeonato Brasileiro e três do Paulistão. Com a camisa alvinegra, foram 455 jogos oficiais entre os anos de 2000 e 2005 e de 2009 a 2014.

Agora oficialmente aposentado, Léo já participa de algumas ações nos bastidores do Santos e não pretende abandonar o futebol. “Vou procurar trabalhar fora de campo para tentar retribuir de alguma forma o que o clube me deu. Pretendo ir para a Europa. Passar, não sei, seis meses ou um ano indo aos clubes europeus para ver como é feita a gestão, a logística. Faz-se necessário. O futebol exige isso. Quanto mais conhecimento tiver é melhor”, completou o ex-lateral santista.

Convidado de honra da festa, Giovanni vibra com amistoso: “Foi fácil aceitar”

Apesar da festa que o Santos promoveu neste sábado ser direcionada para a Vila Belmiro, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, e para o ex-lateral-esquerdo Léo, que ganhou sua despedida oficial, o amistoso contra o Benfica também teve uma presença ilustre e que roubou os holofotes no empate em 1 a 1.

Convidado por Léo, o ídolo Giovanni entrou aos 30 minutos do primeiro tempo e saiu de campo no começo da segunda etapa. O ‘Messias’, como ficou conhecido pela torcida, também recebeu algumas homenagens no intervalo do duelo. Apesar do jeito tímido e de preferir não aparecer muito, o ex-camisa afirmou que não foi difícil aceitar participar da festa.

“Estou muito feliz. Foi um pouco inesperado. Eu realmente não tinha a noção do que seria essa festa. Passa muita coisa na cabeça. A gente relembra todos os jogos, não só dentro de campo. No vestiário, tive a oportunidade de estar no CT, almoçar com o pessoal. A gente sempre relembra tudo aquilo que nós vivenciamos. Eu tinha que aceitar. A escolha foi fácil”, brincou Giovanni.

Autor do convite, Léo retrucou logo na sequência. “Nunca corri tanto atrás de alguém como corri atrás dele. Mas é um ídolo que eu tenho e ele não poderia ficar fora”.

Aposentado desde 2010, Giovanni surpreendeu e superou as expectativas. Afinal, estava previsto que o ex-meia jogaria apenas alguns minutos no final do primeiro tempo e depois pararia. Porém, G10 ainda voltou do intervalo e fez algumas jogadas antes de ser substituído por Rodrigão.

“Tem muito atleta que quando para tem uma outra mentalidade. Mas eu sempre mantenho minha parte física e jogo minhas peladas por aí. Mas no meu caso, eu sabia que não estava carregando nenhum peso. O pessoal iria entender errasse um passe, coisa que não acontece com quem está começando. Temos de aproveitar sempre o momento, porque passa. Eu sempre ouvia isso quando era jovem. E passa mesmo, muito rápido. Agora, a gente fica só olhando”, afirmou Giovanni.

Ao contrário do amigo Léo, que afirmou pretender continuar no futebol, o ‘Messias’ prefere seguir sua vida longe das quatro linhas. “Não posso dizer ‘nunca’, mas no momento meu pensamento é de estar em casa com a minha família. Sabemos que o futebol tem um desgaste muito grande, viagens. Meu pensamento é de permanecer como estou”, concluiu.

Noguera estreia com gol e afirma estar pronto para jogar no Santos

Após passar três meses apenas treinando com o elenco do Santos, o zagueiro Fabián Noguera finalmente fez sua estreia com a camisa do novo clube. E logo no primeiro compromisso, o defensor mostrou que tem estrela. Quando o amistoso contra o Benfica, neste sábado, na Vila Belmiro, caminhava para uma derrota santista, o argentino escorou de cabeça e contou com a falha do goleiro Ederson para empatar o duelo.

Depois de um período de adaptação e recondicionamento físico, Noguera vibrou com o tento marcado e disse estar pronto para ganhar mais oportunidades na equipe comandada por Dorival Júnior.

“Foi um gol muito importante. Quando um jogador espera sua estreia, sonha com gol. Fiquei muito tempo parado, sem jogar, mas agora já estou pronto. Quando o Dorival precisar, estou à disposição. Tem três meses que estou aqui treinando com o grupo. Tive uma pequena lesão, mas não foi nada”, disse.

O defensor não atuava desde outubro do ano passado, quando foi afastado pelo Banfield, da Argentina, por ter recusado a renovação contratual. Ele acertou um pré-contrato com o Santos e foi apresentado no dia 6 de julho. Aos 23 anos, o zagueiro tem a concorrência no elenco alvinegro de David Braz, Gustavo Henrique (que rompeu o ligamento do joelho e só volta em 2017), Luiz Felipe e Lucas Veríssimo.

Agora, Noguera vive a expectativa de ser relacionado para o seu primeiro jogo oficial com a camisa alvinegra. E isso pode acontecer já na próxima quinta-feira, quando o Santos encara o São Paulo, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Léo brinca com provocação ao Barça em 2011: “Não me arrependo”

Apesar de ser o maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, conquistando oito títulos, como Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, entre outros, o ex-lateral-esquerdo Léo também marcado pela sua postura fora de campo. Fora das quatro linhas, ele gostava de sempre provocar os adversários. Tanto que é lembrado até hoje pelos rivais por uma frase que disse após levantar a taça da Liberta, em 2011.

“No Japão, a gente se encontra lá. Vamos pegar o Barcelona lá, vamos ver se é tudo isso”, disse o ex-camisa 3 na ocasião, na festa que o clube fazia dentro da Vila Belmiro após a conquista.

Depois do empate em 1 a 1 com o Benfica, em amistoso que faz parte das comemorações pelos 100 anos da Vila Belmiro, Léo riu da famosa provocação ao Barcelona e não perdeu a oportunidade de dar uma ‘cutucada’ nos rivais do alvinegro. “Não me arrependo, não. Eu paguei para ver, paguei mesmo. Eu tive a oportunidade… Quero ver se outros vão ter, né”, disse o ex-jogador, soltando uma larga risada logo em seguida.

Após a provocação de Léo, o Santos encarou o Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011 e voltou ao Brasil seu o título e com uma sonora goleada de 4 a 0 na bagagem.

Passada a derrota para o Barça, o ex-lateral seguiu jogando no Peixe e encerrou sua carreira em 2014 de forma discreta, pois estava em litígio com a diretoria que comandava o clube na época. Na tarde deste sábado, mais de dois anos após pendurar as chuteiras, finalmente ganhou sua despedida no alvinegro.

Em amistoso do Santos contra o Benfica, que terminou empatado em 1 a 1, o ídolo jogou dez minutos pelo Peixe e outros dez pela equipe portuguesa, clube onde também virou referência nos quatro anos em que atuou. No intervalo do amistoso, ele recebeu uma placa do ex-presidente santista Marcelo Teixeira.

“Desde a minha chegada, tive uma identificação muito grande com esse clube. Sempre fui muito preso a esse clube. Quando voltei (ao Brasil), já estava certo com outro clube e recebi uma ligação do Santos. Abri mão de tudo para vir para cá. Eu tenho prazer de estar aqui. É a minha segunda casa, é minha vida esse clube”, completou o ex-lateral.