Navegando Posts marcados como Arena Condá

Chapecoense 0 x 1 Santos

Data: 31/08/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC.
Público: 9.053 pagantes
Renda: R$ 236.995,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Thiago Henrique Neto e Daniel do Espirito Santo Parro (ambos do RJ).
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Cartões amarelos: Arthur Gomes e Eduardo (C); Pituca, Everson e Soteldo (S).
Gol: Gum (38-1, contra).

CHAPECOENSE
Tiepo; Eduardo, Gum (Diego Torres), Maurício Ramos e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Campanharo, Rafael Pereira (Henrique Almeida) e Camilo (Aylon); Arthur Gomes e Everaldo.
Técnico: Emerson Cris

SANTOS
Everson; Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Evandro (Jean Mota) e Diego Pituca; Felipe Jonatan (Carlos Sánchez), Derlis González (Alison), Soteldo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jorge Sampaoli



Santos vence graças a gol contra, volta à ponta e seca o Flamengo

O Santos não vencia há três rodadas no Campeonato Brasileiro. A seca de triunfos terminou na noite desse sábado, na Arena Condá, graças a um gol contra de Gum. O zagueiro da Chapecoense garantiu o placar de 1 a 0 para o Peixe nessa 17ª rodada.

O resultado leva o Santos aos 36 pontos e à liderança da competição. O Flamengo, que neste domingo recebe o Palmeiras, só tira os paulistas da ponta se somar três pontos no Maracanã.

A Chapecoense, por sua vez, segue sua campanha de risco. Os catarinenses estacionaram nos 14 pontos e estão na 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento, podendo cair ainda mais na tabela até o fim da rodada.

O jogo:

Para buscar a reação na competição, Jorge Sampaoli voltou a apostar em uma escalação sem Carlos Sánchez entre os titulares. De imediato, a estratégia não deu muito certo. Eduardo, pela direita, e Arthur Gomes, que pertence ao Santos e atuou pela esquerda do ataque da Chape, atormentaram os defensores visitantes.

Nem parecia que a Chape luta para não ser rebaixada. Era um time ambicioso, inclusive com jogadas individuais abusadas. Mas, o tempo foi passando e o Peixe foi não só equilibrando como tomando o controle do jogo.

De mais emocionante até o intervalo foram dois lances, um para cada lado. Primeiro, os mandantes ficaram pedindo pênalti de Veríssimo em cima de Everaldo. O árbitro até apelou à TV, mas continuou sem enxergar falta no lance.

Quando todos imaginam um intervalo ainda zerado, uma jogada inusitada colocou o Peixe na frente do marcador. Felipe Jonatan se livrou de Eduardo e serviu Soteldo na ponta esquerda. O venezuelano cruzou e contou com Gum para sair para o abraço. Havia um impedimento no início da jogada, mas o auxiliar não parou a jogada.

O gol contra fez com que os catarinenses se lançassem ao ataque no segundo tempo. Na melhor das oportunidades de empate, Henrique tirou demais de Everaldo e mandou para fora. Sasha também teve a sua chance. O jogo, no entanto, não teve mais gols. Melhor para os santistas.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli condiciona briga pelo título a padrão tático no Santos

O Santos venceu a Chapecoense por 1 a 0 na noite desse sábado sem grande brilho, graças a um gol polêmico e contra, marcado pelo zagueiro Gum, da equipe verde.

O resultado colocou o Peixe na ponta da tabela do Brasileirão até a definição da partida entre Flamengo e Palmeiras.

“Feliz de ganhar uma equipe tão difícil como essa. Uma partida muito disputada. Tivemos de jogar, eles se saíram muito bem com um 5-4-1 com pouco espaço entre as linhas, nós não sofremos quase nada defensivamente. Depois, no segundo tempo, a equipe pôde jogar com mais espaço e chegamos mais no gol adversário”, avaliou o técnico Jorge Sampaoli.

O resultado em si e os pontos na tabela foram minimizados pelo argentino. O comandante santista está mesmo é focado em fazer sua equipe adotar de vez seu estilo de jogo. Sampaoli sabe que precisa de tempo, mas acredita que só assim poderá disputar o título contra clubes de elenco mais caro e renomado.

“Agora é pensar na próxima partida, sabendo que temos de melhorar e seguir tentando provocar um estilo que nos permita defendê-lo em cada partida, e isso seguramente vai demorar um pouco de tempo”, comentou.

“A liderança momentânea é uma emoção de pouca duração. O importante é que a equipe tem se armado para lutar, brigar por um torneio muito complexo, difícil, de muitas obrigações, e nós temos de tentar ser uma equipe que se comprometa com as ideias coletivas. Assim teremos mais possibilidades de competir contra equipes que podem contar com figuras de grande nível”, concluiu.

Victor Ferraz desabafa com vitória do Santos: “Aguento pressão”

O Santos se reencontrou com a vitória na noite desse sábado depois de três rodadas seguidas tropeçando no Campeonato Brasileiro. O triunfo sobre a Chapecoense na Arena Condá serviu para Victor Ferraz desabafar. Tudo por causa das críticas sofridas tanto pelo lateral quanto pela equipe depois do empate em casa com o Fortaleza.

“Importante voltar à liderança, nem que seja provisória. Foi um jogo muito importante pra gente, pra voltar a mostrar para o nosso torcedor, que ficou magoado”, lembrou, em entrevista ao Premiere ainda na saída do campo rumo ao vestiário.

“Nós, jogadores, fomos duramente criticados, deixamos… Deixamos, não. Não vou tirar o mérito do Fortaleza, mas dentro de casa a gente não pode levar empate daquele jeito. Fomos criticados, uma crítica justa, mas fomos homem”, continuou, antes de citar seu drama pessoal com a situação.

“Eu particularmente fui muito hostilizado, eu que tenho quase 280 jogos pelo clube, mas meu pai me criou muito homem para assumir, sou capitão da equipe e aguento pressão, cara. Vim aqui, provei, fiz uma partida muito boa, e a prova é que a gente está na liderança”, afirmou.

Na próxima rodada, Victor Ferraz não poderá ajudar o Santos contra o Athletico. O experiente jogador levou mais um cartão amarelo e terá de cumprir suspensão.

Santos tem cinco desfalques para enfrentar o Athletico-PR

O Santos voltou a vencer no Campeonato Brasileiro, acabou com um jejum de três rodadas e manteve pressão sobre o Flamengo. Mas, para se manter em alta terá suportar a ausência de pelo menos cinco jogadores no duelo contra o Athletico-PR, agendado para domingo, na Vila Belmiro.

Jorge Sampaoli não poderá contar com o venezuelano Soteldo, o colombiano Felipe Aguilar e paraguaio Derlis González. Todos convocados por suas respectivas seleções nacionais.

Além do trio, Jorge também foi chamado por Tite e será desfalque pela segunda rodada seguida, pois teve de cumprir suspensão frente a Chape, neste sábado.

Não bastasse isso, Victor Ferraz levou o terceiro cartão amarelo em Santa Catarina e vai se juntar aos jogadores que poderão ficar só na torcida na 18ª rodada do Brasileirão.

A boa notícia é que Marinho, outro que não pôde enfrentar a Chapecoense por causa de uma suspensão, está de volta a partir de agora, à disposição do treinador argentino.


Chapecoense 0 x 0 Santos

Data: 22/07/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC.
Público: 7.100 presentes (6.558 pagantes e 542 não pagantes)
Renda: R$ 167.150,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Bruno Raphael Pires (GO) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Wellington Paulista (C); Jean Mota, Arthur Gomes e David Braz (S).

CHAPECOENSE
Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Elicarlos, Márcio Araújo (Canteros), Luiz Antônio e Bruno Silva (Guilherme); Leandro Pereira (Osman) e Wellington Paulista.
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Dodô; Diego Pituca, Renato e Jean Mota (Vecchio); Gabriel (Arthur Gomes), Bruno Henrique (Copete) e Eduardo Sasha.
Técnico: Jair Ventura



Em outro jogo ruim, Santos fica no zero com a Chape na Arena Condá

Apenas três dias depois de decepcionar e ser até vaiado pelo seu torcedor, o Santos voltou a mostrar um futebol muito abaixo das expectativas na noite deste domingo, na Arena Condá. Depois de um primeiro tempo igual e um segundo com clara superioridade dos donos da casa, o Peixe ao menos segurou um 0 a 0 contra a Chapecoense, na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, os praianos seguem um ponto atrás dos catarinenses, que têm 16, mas possuem uma partida a menos que os seus concorrentes. O América-MG, primeiro time da zona de descenso à Série B do Brasileiro, está com 14.

O jogo:

A etapa inicial do embate na Arena Condá poderá ser usada no futuro como uma aula do que não fazer para correr riscos e ganhar um jogo. Com ambos os times mais preocupados em não perder do que em vencer, os primeiros 45 minutos foram uma sucessão de jogadas mal trabalhadas e desperdiçadas em chutes sem pretensão.

Escalado com Renato, Pituca e Jean Mota no meio, o Peixe careceu de um armador, mostrando o mesmo buraco entre defesa e ataque apresentado no clássico contra o Palmeiras. Do outro lado, a Chape não fez a menor questão de ficar ela coma posse, normalmente rifando sempre que tinha essa possibilidade.

O único lance digno de nota se deu em uma rara arrancada de Dodô, que teve trabalho para marcar Eduardo, mas conseguiu escapar da marcação em contra-ataque. Com calma, o lateral serviu Bruno Henrique, que rolou para Gabigol. Mesmo com espaço, o canhoto chutou de primeira, mal, por cima do gol.

O segundo tempo mostrou uma Chapecoense mais a fim de de jogo, principalmente com a entrada de Osman na vaga de Leandro Pereira. Mais rápido, ele fez boa dupla com o habilidoso Bruno Silva na armação, dando trabalho para que o Peixe ajustasse a marcação. O primeiro lance veio num chute de longe de Elicarlos, espalmado por Vanderlei.

Pouco depois, Bruno Pacheco cruzou na área e Vanderlei afastou. No rebote, Osman tentou novo levantamento, Gustavo Henrique desviou para trás e Bruno Silva, livre na pequena área, chutou do jeio que conseguiu, pegando muito embaixo e mandando para cima do gol.

Jair ainda tentou mudar com Vecchio, Copete e Arthur Gomes, mas nenhum dos três conseguiu ser efetivo nas suas tentativas. O destaque seguiu com os anfitriões, que só não saíram vitoriosos por centímetros. Wellington Paulista cabeceou bem aos 42 minutos e venceu Vanderlei, mas estava com o tronco projetado à frente.

Bastidores – Santos TV:

Jair avalia jogo como morno e espera por “reposições”

O técnico Jair Ventura não gostou do empate do Santos contra a Chapecoense, na noite deste domingo, na Arena Condá. Para o treinador, faltou à sua equipe desempenhar um futebol um pouco menos burocrático na casa do adversário, fugindo do jogo morno proposto pelos catarinenses.

“Criamos pouco, jogo muito morno e, nas poucas chances que tivemos, não concluímos da melhor maneira. Entramos no jogo morno da Chape, sabemos da dificuldade de jogar aqui, onde eles estão invictos, mas poderíamos ter feito um pouco a mais”, disse, sem ver um possível vencedor pelo desempenho apresentado.

“Eles chegaram em muitos cruzamentos e escanteios. Resultado não é bom para o Santos, empatar nunca vai ser bom pela grandeza do clube. Respeitamos a Chape, mas o Santos é gigante e não pode jogar pensando em empatar. A gente busca sempre o equilíbrio. Todos os times do mundo querem jogar bem os dois tempos, mas nem sempre é possível”, explicou.

Para o comandante, agora é o momento de o clube se adaptar o mais rápido à chegada das contratações idealizadas. Ou melhor: reposições. Além do meia Bryan Ruiz, que desembarcou no Brasil neste domingo e integra o elenco na segunda-feira, os meio-campistas Carlos Sánchez e Derlis Gonzáles também deve reforçar o Peixe.

“Nós e os reforços que estão chegando podemos reverter essa situação para o Santos. Reforços, não. Reforços seriam se eu tivesse o mesmo grupo do ano passado. Saíram 23 jogadores e chegaram três, então são apenas reposições”, continuou Jair, sendo complacente com a demora na chegada de nomes.

“Isso está sendo feito agora porque agora… Vão falar: “Pô, agora, no mês 7?”. É, o Santos viveu mudança de três pilares, na direção, no corpo técnico, no elenco. Nessa mudança de gestão nosso presidente teve de quitar todas as dívidas passadas, por isso demorou”, concluiu.

Dodô admite incômodo com Z4, mas valoriza empate em Chapecó

O lateral esquerdo Dodô valorizou o empate do Santos com a Chapecoense, na Arena Condá, mas reconheceu que a proximidade da zona de rebaixamento incomoda. Com o resultado, os praianos seguem um ponto atrás dos catarinenses, que têm 16, mas possuem uma partida a menos que os seus concorrentes. O América-MG, primeiro time da zona de descenso à Série B do Brasileiro, está com 14.

“Incomoda bastante. Fizemos um jogo bem difícil hoje (domingo). O time deles é forte fisicamente. É uma situação que incomoda, mas temos de trabalhar para sair dali. Estamos trabalhando bastante para recuperar as posições”, disse, justificando seus bons olhos ao analisar o 0 a 0.

“Acho que um ponto não é ruim. É o segundo jogo que saímos sem perder fora de casa. Temos melhorado, mas não é o suficiente. Não é o que a gente quer. Temos de trabalhar para sair dessa situação na tabela”, continuou o defensor alvinegro.

David Braz e Jean Mota levam terceiro amarelo e não enfrentam o Flamengo

O zagueiro David Braz e o meia Jean Mota foram advertidos com o cartão amarelo na noite deste domingo, no empate por 0 a 0 com a Chapecoense, na Arena Condá, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com isso, a dupla acumulou o terceiro na competição e não poderá enfrentar o Flamengo, nesta quarta-feira, ás 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro.

O meio-campista levou o amarelo ainda no primeiro tempo ao parar contra-ataque do adversário pela direita após erro de passe de Victor Ferraz. O segundo vai perder o embate frente ao cariocas por causa de uma falta cometida em Wellington Paulista na metade da etapa final, na entrada da área.

Os prováveis substitutos da dupla só devem ser conhecidos no treinamento de terça-feira, mas os favoritos são Lucas Veríssimo, que perdeu a vaga após não viajar para a inter-temporada no México, e Vecchio, que entrou justamente na vaga de Mota em Chapecó.


Chapecoense 2 x 0 Santos

Data: 13/11/2017, segunda-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC.
Público: 11.301
Renda: R$ 272.030,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos e Elicarlos Franco de Oliveira (ambos da BA).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Serginho (S).
Gols: Wellington Paulista (13-1) e Arthur Caike (21-2).

CHAPECOENSE
Jandrei; Apodi, Douglas, Fabricio Bruno e Reinaldo; Amaral, Moisés Ribeiro, Luiz Antônio (João Pedro) e Canteros (Nenén); Arthur Caike e Wellington Paulista (Túlio de Melo).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Victor Ferraz; Alison, Renato e Matheus Jesus (Serginho); Lucas Lima (Jean Mota), Arthur Gomes e Ricardo Oliveira.
Técnico: Elano Blumer



Santos joga mal, perde da Chape e dá adeus ao título do Brasileirão

O Santos está oficialmente fora da briga pelo título do Campeonato Brasileiro. E pelo jogo que fez contra a Chapecoense, nesta segunda-feira, na Arena Condá, o fim do sonho pela taça foi mais do que merecido. Desorganizado e nulo no ataque, o Peixe viu o Verdão do Oeste vencer por 2 a 0 com muita facilidade, em duelo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o revés, o alvinegro caiu para a quarta colocação, com 56 pontos, atrás de Grêmio e Palmeiras. E como o líder Corinthians chegou aos 68, os santistas podem até igualar a pontuação, já que faltam quatro jogos para o término do Brasileirão. Mesmo assim, a equipe comandada por Elano perderia para o Timão no número de vitórias.

A Chape, por sua vez, subiu para a 13ª posição, com 44, e ficou bem próxima de fugir completamente da luta contra o rebaixamento.

O jogo

Ainda com sol às 20h, o jogo começou bem morno em Chapecó, com as duas equipes se estudando bastante. Porém, os donos da casa foram fatais quando decidiram atacar o Santos. Aos 7 minutos, Luiz Antonio lançou Arthur Caike em velocidade por trás da zaga. Mas antes do atacante chegar, Vanderlei saiu para afastar o perigo.

A Chape repetiu a jogada aos 11. Desta vez, porém, Luiz Antonio lançou Arthur Caike pelo alto e Lucas Veríssimo colocou a mão na bola dentro da área. Pênalti! Na cobrança, Wellington Paulista deslocou Vanderlei e abriu o placar na Arena Condá.

Apesar da desvantagem, o Santos seguiu sofrendo para sair jogando e viu a Chape dominar a posse de bola. Aos 25, o Verdão mandou bola na área e ela sobrou para Canteros, que deixou Arthur Caike livre dentro da área. O atacante, porém, bateu fraco e Vanderlei encaixou.

O Peixe, por sua vez, chegou pela primeira vez apenas aos 26, quando Arthur Gomes arriscou de longe e assustou o goleiro Jandrei.

Mesmo assim, a partida seguiu morna. A Chape, satisfeita com a vitória mínima, pouco se arriscava. Já o Santos não demonstrava nenhuma capacidade para alcançar o empate. E em ritmo de treino, a etapa inicial terminou com o Verdão do Oeste vencendo por 1 a 0.

O segundo tempo começou do mesmo jeito que acabou o primeiro: com um Santos preguiçoso e a Chape assustando mais. A única diferença é que desta vez, a equipe comandada por Elano pelo menos tinha a posse de bola. O problema é que o Peixe não sabia como avançar e ainda viu o Verdão do Oeste crescer com a possibilidade dos contra-ataques.

E em um deles, aos 11, Arthur Caike recebeu pelo lado direito, avançou e chutou cruzado. A bola passou pertinho da trave de Vanderlei.

Desorganizado em campo, o Santos seguiu sem oferecer perigo ao goleiro Jandrei e ainda viu a Chape ampliar. Aos 21, Wellington Paulista avançou pela direita e cruzou para Arthur Caike, que apareceu livre dentro da área e só deu um toquinho para bater Vanderlei e fazer 2 a 0.

Na reta final da partida, os santistas até ameaçaram uma pressão, com direito a bola na trave de Ricardo Oliveira e chance inacreditável perdida por Lucas Veríssimo. Porém, nada que alterasse o placar, decretando a derrota e o fim do sonho santista no Brasileirão.

Bastidores – Santos TV:

Elano lamenta ‘noite triste’ no Santos e foge de polêmica com Lucas Lima

O Santos está oficialmente fora da briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Jogando muito mal, o Peixe viu a Chapecoense vencer por 2 a 0 com extrema facilidade nesta segunda-feira, na Arena Condá, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico Elano, Peixe não foi tão ruim e só perdeu porque o Verdão do Oeste aproveitou as duas boas oportunidades que teve durante a partida.

“Uma noite triste. Temos grandes objetivos, que é chegar à Libertadores o mais rápido possível. Tivemos equilíbrio do jogo no segundo tempo. Jogar aqui (Chapecó) é assim. Sai gol, fica correndo atrás e tem que criar situações. Eles tiveram duas grandes oportunidades e aproveitaram”, disse o comandante em entrevista ao canal SporTV.

Além da derrota, que tirou matematicamente o Peixe da disputa pela taça, também chamou atenção a saída de Lucas Lima logo aos sete minutos do segundo tempo para a entrada de Jean Mota. Na última semana, após a derrota para o Vasco na Vila, Elano, afirmou que ‘gostaria de poder dizer tudo o que queria’ sobre o camisa 10. Após o jogo desta segunda, o treinador voltou a fugir de uma possível polêmica com o meia.

“Trato a todos igual. Fiz uma mudança técnica. O Jean treina pelo lado e tentamos criar alternativas. Não é nada direcionado a ele (Lucas Lima). Foi uma decisão técnica. Achei que aquele momento seria melhor par ao Santos. Criamos no segundo tempo, mas a Chapecoense foi mais certeira. Mas a situação dele é: faz o que quer em janeiro, mas enquanto estiver aqui, cobro dele o que for melhor para o Santos”, concluiu Elano.

Vanderlei critica ‘péssimo jogo’ do Santos em Chapecó: “Não fizemos nada”

Contra a Chapecoense, o Santos fez uma de suas piores partidas no ano. Desorganizado e pouco efetivo no ataque, o Peixe viu o time catarinense vencer por 2 a 0 com muita facilidade nesta segunda-feira, na Arena Condá, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na saída do gramado, o goleiro Vanderlei criticou a postura do Peixe e acredita que a equipe comandada por Elano precisa de uma mudança se quiser continuar no G4 do torneio nacional.

“Inexplicável. Fizemos péssima partida. Não fizemos nada, Chapecoense tomou conta. Precisamos de mais. Estamos no G4. Tem que ter cabeça no lugar e saber que podemos fazer mais. Temos que terminar o ano de maneira decente”, explicou o camisa 1 do alvinegro.

Com o revés, o Santos encerrou caiu para a quarta colocação, com 56 pontos, atrás de Grêmio e Palmeiras. E como o líder Corinthians chegou aos 68 pontos, os santistas podem até igualar a pontuação, já que faltam apenas quatro jogos para o término do Brasileirão. Mesmo assim, a equipe comandada por Elano perderia para o Timão no número de vitórias.


Chapecoense 0 x 1 Santos

Data: 23/10/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC.
Público: 7.459 pessoas
Renda: R$ 141.065,00
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Marcelino Castro de Nazare e Bruno Cesar Chaves Vieira (ambos de PE).
Cartões amarelos: Gimenez (C); Victor Ferraz, Luiz Felipe e Vanderlei (S)
Gol: Lucas Lima (03-1).

CHAPECOENSE
Danilo; Gimenez (Hyoran), Thiego, Neto e Dener Assunção; Matheus Biteco, Gil, Cleber Santana; Tiaguinho (Arthur Maia), Ananias e Kempes (Bruno Rangel).
Técnico: Caio Júnior

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Yuri); Jean Mota, Copete (Fabián Noguera) e Ricardo Oliveira (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Santos não empolga, mas bate Chapecoense e se consolida no G6

No aniversário de 76 anos de Pelé, seu maior ídolo, o Santos recebeu um belo presente do goleiro Danilo para vencer a Chapecoense por 1 a 0, na noite deste domingo, na Arena Condá, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Logo no início do duelo, o arqueiro saiu mal e deixou Lucas Lima livre para marcar o único gol da partida. Apesar de fazer mais um jogo apático, o Peixe conseguiu recuperar-se da eliminação na Copa do Brasil e segue na briga para entrar no G3 do Brasileirão.

Apesar do triunfo, os santistas seguem em quarto, com 58 pontos, pois o Atlético-MG também bateu o Figueirense neste domingo e chegou aos 59.

O jogo

Para conseguir uma recuperação após ser eliminado pelo Inter na Copa do Brasil, o Santos precisaria vir para cima da Chapecoense mesmo jogando fora de casa. Porém, isso nem foi preciso. Logo aos três minutos de jogo, o goleiro Danilo fez uma verdadeira lambança ao tentar cortar Ricardo Oliveira. Após divida com Jean Mota, a bola ficou livre para Copete. O colombiano deu um passe açucarado para Lucas Lima. Com o arqueiro fora do gol, o meia tocou por cobertura e abriu o placar na Arena Condá.

O tento logo no início aliviou a pressão nas costas dos santistas, que passaram a controlar o jogo e tocar a bola com tranquilidade, sem se expor muito no campo de defesa, mas também sem buscar ampliar o marcador. O Verdão do Oeste, por sua vez, não mostrava força para empatar e pouco assustava a equipe de Vila Belmiro.

Esses fatores fizeram o jogo ficar lento e chato em Chapecó. Tanto que a primeira boa oportunidade após o gol só veio aos 23 minutos. Após cruzamento na área santista, a bola ficou livre para Kempes. Na hora do chute, ele foi travado por Luiz Felipe. Na sequência, Victor Ferraz afasta o perigo de vez.

Apesar de vencer pelo placar mínimo, o Santos sentou na vantagem e não arriscou mais durante todo o primeiro tempo. A única finalização dos santistas foi exatamente no lance do gol, logo no início da partida. Antes do intervalo, a Chape ainda teve uma boa chance de empatar. Aos 45 minutos, Matheus Biteco soltou uma bomba de fora da área, obrigando o goleiro Vanderlei a fazer bela defesa, salvando o alvinegro.

Apesar das entradas de Bruno Rangel e Hyoran nos lugares de Kempes e Gimenez, respectivamente, a Chape seguia sem assustar e o Peixe também não mostrava muita vontade de ampliar o marcador. Sendo assim, o segundo tempo começou na mesma tônica da primeira etapa.

O Verdão do Oeste chegou com contundência mesmo só aos 12 minutos. Após cruzamento pela direita, David Braz desviou sem querer para trás e Vanderlei consegue fazer a defesa. Na sequência, o Santos teve sua primeira boa oportunidade desde a abertura do placar. Ricardo Oliveira recebeu de Victor Ferraz e cruzou com muito perigo para Copete, que por pouco não marcou o segundo.

As duas boas chegadas animaram o jogo e acordaram a Chapecoense. Em quatro minutos, os comandados de Caio Júnior impuseram uma blitz e desperdiçaram três oportunidades. Na primeira, Bruno Rangel recebeu completamente livre dentro da área, mas parou no goleiro Vanderlei. Logo depois, o arqueiro santista trabalhou novamente após lindo chute de Gil. Por último, Cleber Santana soltou uma bomba e bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Ao contrário do primeiro tempo, a segunda etapa passou a ficar movimentada e com boas chances de gol. O detalhe é que praticamente todas elas foram perdidas pela Chape. O Santos, que perdeu Ricardo Oliveira por lesão aos 20 minutos, limitava-se a ficar no campo de defesa e dependendo da inspiração do goleiro Vanderlei.

Nos minutos finais do duelo, o Peixe seguiu recuado, mas conseguiu segurar o ímpeto do Verdão do Oeste e saiu de Chapecó com mais três pontos na bagagem, mesmo sem convencer.

Bastidores – Santos TV:

Dorival cita Botafogo, admite sofrimento, mas comemora triunfo

A vitória do Santos por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no último domingo, na Arena Condá, não convenceu a torcida alvinegra. Na partida, válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Peixe abriu o placar logo aos três minutos, com Lucas Lima, e pouco assustou os donos da casa. Além disso, a equipe foi pressionada em boa parte do segundo tempo e quase saiu de Chapecó sem os três pontos.

O técnico Dorival Júnior, porém, mostrou satisfação com a apresentação do time diante do Verdão do Oeste. Para exemplificar a importância do resultado, o comandante citou a vitória do Alvinegro sobre o Botafogo, também por 1 a 0, no Rio de Janeiro, no dia 14 de setembro.

“Foi um jogo difícil, complicado. Poucas equipes ganharam aqui, como poucas ganharam do Botafogo no Rio (o Santos ganhou). Alcançamos uma recuperação em relação ao meio de semana, quando tivemos um dissabor (eliminação para o Inter na Copa do Brasil). Lá, jogamos com posse de bola e não conseguimos o resultado. Aqui, foi ao contrário e conseguimos o resultado importante para o campeonato”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva após a partida em Chapecó.

Acostumado a ter sempre o domínio no meio de campo, o Santos em Chapecó. Tanto que a Chape teve posse de bola de 54% durante toda a partida. Apesar disso, Dorival exaltou a força da equipe, mesmo jogando sem suas principais características.

“A partir de um momento, não conseguimos mais ter a bola. Sofremos, sim, mas soubemos suportar, administrar. Tivemos a consciência de trabalhar a bola no campo defensivo. Naturalmente, tivemos dificuldades. O futebol é assim: quando não encontramos um caminho, temos de ir para o outro. De repente, as coisas se inverteram”, concluiu o comandante.

O triunfo em Chapecó manteve os santistas vivos na luta para ficar entre os três primeiros do Brasileirão. A vitória manteve o Peixe em quarto, com 58 pontos. Na próxima rodada, o alvinegro encara o clássico contra o líder Palmeiras, na Vila Belmiro, no sábado, às 19h30 (de Brasília).

Renato lamenta pressão sofrida, mas vibra com vitória sobre a Chape

Apesar de ter vencido a Chapecoense por 1 a 0, neste domingo, na Arena Condá, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos ainda não conseguiu animar seu torcedor. Demonstrando a mesma apatia que causou a eliminação do clube na Copa Brasil, na última quarta-feira, o Peixe abriu o placar logo no início, com Lucas Lima, mas foi muito pressionado durante toda a partida.

Porém, o Alvinegro contou com a grande atuação do goleiro Vanderlei para sair do Sul com os três pontos na bagagem. Para o volante Renato, os santistas pecaram em não ampliar o marcador e matar o jogo em Chapecó, evitando a pressão imposta pelo adversário.

“Sabemos que o Brasileiro, no fim, é complicado, então temos de valorizar os três pontos. Infelizmente, não conseguimos fazer o segundo para termos tranquilidade, mas o resultado foi importante”, afirmou o camisa 8, na saída do gramado.

O triunfo na Arena Condá fez o Peixe continuar na cola do Atlético-MG. Com 58 pontos, os santistas seguem na quarta colocação e lutam para ficar entre os três primeiros colocados do Brasileirão. Caso isso aconteça. o Santos entra direto nos grupos da Libertadores. Mas se ficar entre quarto e sexto, o clube precisará disputar a primeira fase da competição continental que, no próximo ano, terá dois duelos de mata-mata.

Segundo Renato, a vitória sobre o Verdão serviu para o Santos dar uma resposta após a eliminação na Copa do Brasil, na última quarta-feira. “Era um jogo complicado. Sabíamos disso. A Chape aperta bastante. Conseguimos apertar no começo, tanto que o gol saiu da pressão que fizemos. A equipe correu e lutou muito. Sabíamos que era importante a vitória, pois vínhamos de contestação”, concluiu.

Na próxima rodada, o Alvinegro encara o clássico contra o líder Palmeiras, na Vila Belmiro, no sábado, às 19h30 (de Brasília), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Paredão, Vanderlei leva cusparadas da torcida da Chape e desabafa

Se o Santos saiu da Arena Condá com os três pontos na noite deste domingo, muito se deve a Vanderlei. Fechando a meta, o goleiro foi o principal nome do Santos na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, na saída do gramado, o arqueiro santista disse ter levado cusparadas das arquibancadas e reclamou da torcida rival.

“Sempre falo: ‘a torcida pode vaiar e xingar’. Mas cuspiram em mim. É falta de educação. Queremos ver espetáculo. Se não sabem torcer e cospem nas pessoas, ficamos tristes com isso. A gente fica triste com isso”, lamentou Vanderlei.

Apesar de ter aberto o placar logo aos três minutos de jogo, com Lucas Lima, o Santos recuou bastante durante toda a partida e contou com a inspiração de seu goleiro. Com pelo menos três defesas importantes, o Vanderlei salvou o Peixe de levar o empate e até a virada em Chapecó.

“Acho que o Brasileiro é muito difícil, está muito equilibrado. Sabíamos que viriam para a pressão, ainda mais por terem saído atrás. Eles tiveram mais chances em bola parada. Acho que se caprichássemos um pouco mais na bola de linha de fundo, faríamos o segundo, mas na atual situação do campeonato o que vale é a vitória”, concluiu o arqueiro da equipe de Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira deixa jogo com dores na coxa e preocupa para o clássico

Apesar da vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, neste domingo, na Arena Condá, o Santos saiu do Sul com pelo menos um motivo para se preocupar. Aos 20 minutos do segundo tempo, o atacante Ricardo Oliveira sentiu uma fisgada na coxa direita e precisou ser substituído por Joel.

Por conta da lesão, o centroavante começou o tratamento ainda no gramado, colocando uma bolsa de gelo na coxa enquanto estava no banco de reservas da partida, válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O problema é que o próximo compromisso do Peixe no Brasileirão é justamente o clássico contra o Palmeiras. No sábado, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, os santistas entram em campo diante do Verdão, pela 33ª rodada da competição nacional.

Nesta segunda-feira, Ricardo Oliveira irá passar por uma bateria de exames para saber se realmente teve algum tipo de lesão. Caso seja constatado algum problema, o atacante pode desfalcar o alvinegro. Se isso acontecer, Rodrigão é o mais cotado para ser seu substituto. Porém, Joel foi o escolhido para entrar no lugar do centroavante contra a Chapecoense, neste domingo.

O ponto positivo é que Ricardo Oliveira terá a semana livre para recuperar-se. Como o Santos foi eliminado da Copa do Brasil na última quarta-feira, após derrota por 2 a 0 para o Internacional, o clube ficará treinando no CT Rei Pelé até o próximo sábado, visando o clássico contra o Verdão.

Chapecoense 1 x 0 Santos

Data: 24/05/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC.
Público: 6.374 pagantes
Renda: R$ 101.360,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Bruno Raphael Pires (GO) e José Reinaldo Nascimento Junior (DF).
Cartões amarelos: Rafael Lima, Gil, Vilson, Elicarlos e Hyoran (C); Ricardo Oliveira, Geuvânio, Lucas Otávio, Robinho, Lucas Lima, Chiquinho (S).
Gol: Apodi (20-1).

CHAPECOENSE
Danilo; Apodi, Rafael Lima, Vilson e Dener; Bruno Silva, Elicarlos, Gil e Camilo (Hyoran); Roger (Edmílson) e Ananias (Vagner).
Técnico: Marcos Benato / Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valencia (Lucas Otávio); Leandrinho (Rafael Longuine) e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Em tarde de Apodi, Chapecoense bate o Santos em casa

O torcedor santista não tem boas lembranças de Apodi, hoje lateral direito da Chapecoense. O jogador fez apenas 12 jogos sem brilho com a camisa do Peixe em 2008 e nunca deixou saudades. Na tarde deste domingo, porém, Apodi foi o grande nome do duelo válido pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral infernizou o sistema defensivo do Santos durante todo o jogo, participou de quase todas as jogadas de perigo do time de Santa Catarina e marcou um belo gol para decretar a vitória da Chapecoense por 1 a 0, na Arena Condá.

Bastante disputado, o jogo teve um festival de cartões amarelos. Foram 11 no total, sendo seis para atletas do time da Vila Belmiro. Robinho, grande estrela do plantel alvinegro, encontrou muita dificuldade em se livrar da marcação, teve a torcida local pegando no seu pé durante toda a partida e desperdiçou a grande oportunidade de gol do Santos no jogo.

Com o resultado, o Peixe estaciona nos quatro pontos e segue com dificuldade de vencer quando joga longe de seus domínios. Por outro lado, a equipe de Chapecó chega a sua segundo vitória no Campeonato Brasileiro. Em casa, nesta temporada, já são nove vitórias, dois empates e apenas duas derrotas até aqui. As duas equipes agora têm a semana inteira livre antes do próximo desafio.

O jogo

Como manda a cartilha, a Chapecoense cumpriu bem seu papel de mandante e pressionou o Santos desde o apito inicial do árbitro. Com o apoio da torcida, ficou claro desde o começo que as jogadas pela direita, com o apoio de Apodi, eram a grande arma da equipe de Santa Catarina. Em poucos minutos, o lateral já dava canseira em Chiquinho, que sofria para frear as subidas de seu adversário.

Aos 8 minutos, em um dos lances envolvendo Apodi, David Braz afastou mal e por pouco a bola não sobrou dentro da área para Roger. No lance seguinte, após boa trama de passes do time de Chapecó, Bruno Silva arriscou de fora da área, mas isolou. Roger também arriscou chute de longe, mas Vladimir encaixou sem dificuldade.

Aos 18 minutos, o clima ficou quente. Valencia perdeu a bola no meio de campo e fez falta. A torcida e o time inteiro da Chapecoense cobraram um cartão amarelo para o santista, mas foram ignorados. No lance, o colombiano sentiu uma lesão e ficou no chão, porém, mesmo assim, os donos da casa cobraram a falta e pegaram a zaga alvinegra de surpresa. Apodi saiu cara a cara com Vladimir, mas o goleiro salvou o Peixe na primeira e, no rebote, Roger bateu na rede, pelo lado de fora.

Valencia precisou sair do jogo por causa da lesão e foi a vez do time do Santos cobrar o árbitro da partida por ter autorizado a sequência da jogada. E, de tanto ofender o quarto árbitro, o técnico Marcelo Fernandes acabou expulso. Passada toda a confusão, a Chapecoense voltou ao ritmo intenso e abriu o placar. Novamente ele: Apodi. O lateral partiu para cima de Chiquinho, cortou para dentro e acertou um lindo chute de perna esquerda. Golaço.

O Peixe, então, partiu em busca do empate e passou a ficar mais com a bola em seu domínio. Danilo precisou trabalhar pelo menos duas vezes, mas melhor chance dos visitantes veio aos 44, quando Ricardo Oliveira recebeu boa bola de Robinho e, já dentro da área, isolou, desperdiçando uma grande oportunidade de marcar.

O segundo tempo começou quente. Precisando do resultado, o Santos claramente adotou a postura de pressionar a Chapecoense desde a marcação na saída de bola. Porém, nervoso, o time santista acabou recebendo três cartões amarelos em sete minutos.

Geuvânio, Lucas Otávio e Robinho, depois de se desentender com o zagueiro Vilson, foram advertidos pela arbitragem.

Na bola, o Santos chegou com perigo aos 10 minutos, mas Geuvânio cabeceou nas mãos do goleiro Danilo. Pouco depois, Rafael Longuine, revelação do Campeonato Paulista, entrou na vaga de Leandrinho para fazer sua estreia com a camisa santista. Era o Peixe partindo de vez para cima, enquanto a Chapecoense apenas aguardava uma oportunidade de surpreender no contra-ataque.

Aos 20 minutos, o gol de empate não saiu graças a um milagre de Danilo. Lucas Lima fez boa jogada individual e enfiou a bola para Ricardo Oliveira, pela esquerda. O Centroavante só rolou para Robinho, que chegou batendo, mas o goleiro de Chapecó abafou e defendeu de forma espetacular. Imediatamente a torcida local gritou o nome do seu camisa 1 com entusiasmo.

Seis minutos depois, Victor Ferraz passou em velocidade e recebeu já dentro da área. O lateral do Peixe tocou por cima do goleiro Danilo e a bola sobrou limpa para Longuine, que não pegou em cheio. Robinho ainda dominou a sobra, mas Apodi afastou o perigo e, de novo, a Chapecoense se livrou por pouco de levar o gol.

Apenas aos 32, a equipe mandante chegou a assustar o gol de Vladimir. Werley perdeu a bola no campo de defesa e a Chapecoense rodou a bola de forma rápida até Apodi ter a chance de finalizar. O lateral pegou de primeira e viu a bola raspar a trave direita do goleiro santista.

Os minutos finais foram de muita emoção, com o jogo aberto. A Chapecoense teve duas chances claras de matar o jogo, mas seus atacantes finalizaram mal. E o castigo quase veio em lance de Ricardo Oliveira, que girou bonito e bateu forte. Danilo voou na bola, que tirou tinta da trave e calou o estádio por alguns segundos. Desta forma, sem gols, a Chapecoense confirmou sua vitória em casa.

Ricardo Oliveira refuta descontrole e reclama de rigor do árbitro

O Santos conheceu sua primeira derrota no Campeonato Brasileiro na tarde deste domingo. A queda em Santa Catarina para o time da Chapecoense, por 1 a 0, deixou o time da Vila Belmiro com apenas quatro pontos em três jogos e ainda sem vencer fora de casa na competição. Porém, a peculiaridade do confronto na Arena Condá se deu pelo clima quente dentro de campo, aparentemente com um nervosismo acima do normal dos jogadores alvinegros.

Na saída de campo, Ricardo Oliveira garantiu que o time estava com a cabeça tranquila e culpou o critério do árbitro baiano Jailson Macedo Freitas pelo excesso de confusão durante o jogo.

“Não, não estava (nervoso). Vocês podem fazer uma análise, futebol é um jogo de contato corporal, sempre houve. Está sendo muito rigoroso. Eu disputei um lance com o ombro e ele (o árbitro) apita falta e me dá cartão. Em outro lance, mais ríspido, ele só da falta”, reclamou o camisa 9 santista, que dificilmente externa comentários sobre arbitragem.

Durante os 95 minutos de bola rolando, foram distribuídos 11 cartões amarelos. O Peixe foi responsável por seis deste total. Ricardo Oliveira, Geuvânio, Lucas Otávio, Robinho, Lucas Lima e Chiquinho foram advertidos. Lucas Lima, assim como na quarta-feira, contra o Sport, mais uma vez recebeu um cartão por reclamação. E Robinho foi punido após uma discussão ríspida com o zagueiro Vilson.

Além disso, Marcelo Fernandes foi expulso logo aos 18 minutos do primeiro tempo depois se revoltar com o juiz e ofender o 4º árbitro.

“Muito rigoroso, falou com ele é (cartão) amarelo. Não perdemos controle emocional, não sou de falar isso. Violência tem que ser coibida, mas falta de jogo tem que ser melhor analisada porque o jogo fica feio”, criticou Ricardo Oliveira.

Apesar de tudo, Marcelo Fernandes ainda não tem jogadores suspensos e, no próximo domingo, contra o Sport, pela 4ª rodada do Brasileirão, poderá usar força máxima novamente.

Para técnico, Santos cresceu após apagão e merecia gol de empate

A Chapecoense surpreendeu o Santos com uma pressão inicial muito forte, na Arena Condá, na tarde deste domingo. Explorando o lado direito, com Apodi, o time de Santa Catarina chegou ao gol da vitória ainda no primeiro tempo e soube administrar o resultado. Depois da partida, Marcelo Fernandes admitiu que sua equipe sofreu uma ‘apagão’, mas viu o Peixe melhor em campo após o gol.

“Minha equipe teve os 20 minutos muito ruins, desatenta. Mas, depois o grupo inteiro levantou, tivemos várias chances, jogamos até melhor que a Chapecoense dos 20 minutos do primeiro tempo em diante e, infelizmente, não conseguimos o empate. Mas vale aqui mais uma lição”, comentou o técnico.

Depois de três rodadas, o Santos ainda não conseguiu vencer fora de casa. Empatou com o Avaí, na Ressacada, e, neste domingo, perdeu para o time de Chapecó. Pela Copa do Brasil, na quarta, o alvinegro também tropeçou longe da Vila ao ser derrotado pelo Sport, em Recife.

Apesar de apontar pontos positivos, Marcelo Fernandes admitiu que o novo tropeço não estava no planejamento para o começo da competição.

“A Chapecoense é uma grande equipe, nos seus domínios mostrou isso, não foi diferente hoje, só que o Santos fez um grande jogo, perdeu inúmeras chances, a bola não entrou e mais um aprendizado para a gente. Foi o que a gente falou no vestiário, o pessoal estava se cobrando muito, todo mundo muito chateado, porque sabia que aqui pelo menos tinha que ter saído com um empate hoje”, finalizou.

Expulso, Marcelo Fernandes detona árbitro e fair play: “palhaçada”

A arbitragem do baiano Jailson Macedo Freitas definitivamente não agradou os santistas no duelo deste domingo, contra a Chapecoense, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Além de aplicar seis cartões amarelos para os atletas do Peixe durante a derrota por 1 a 0, o árbitro expulsou o técnico Marcelo Fernandes ainda antes dos 20 minutos do primeiro tempo, o que gerou uma revolta do treinador no momento do acontecimento e após a partida.

No lance que envolveu toda a confusão, Valencia fez uma falta no meio de campo e ficou caído. Mesmo assim, o time da Chapecoense cobrou a falta, pegando o time do Santos de surpresa, e só não fez o gol porque Vladimir fez uma grande defesa.

“Hoje, mais uma vez eu fui expulso por reclamar com o banco da Chapecoense, pelo fair play que não foi dado quando o Valencia caiu. E não tem nada a ver com o jogo, mas poderia ter, sim. Se sai o gol, com certeza os jogadores iam reclamar e ele (o árbitro), como é um juiz enérgico, com certeza ia colocar jogador para fora”, reclamou Marcelo Fernandes.

O comandante santista ainda lembrou de uma reunião feita antes da competição começar com todos os técnicos, na qual foi discutido e acordado de que forma se deve agir em casos semelhantes ao de Valencia, neste domingo, na Arena Condá.

“O quarto árbitro (Evandro Tiago Bender, de Santa Catarina) achou foi para ele que eu gesticulei e me pôs para fora. Eu não falei uma palavra. Então, essa palhaçada de fair play, agora, tem que ser cumprida ou não ser cumprida. O que eu passei para os meus jogadores desde o início foi tudo que foi passado pra mim pela CBF, e nós procuramos fazer tudo aquilo que foi passado. Mas eu acho que esse é o terceiro jogo que eu fui prejudicado depois dessa reunião”, esbravejou.

Revoltado, Marcelo Fernandes ainda levantou a ideia de mudar a postura dos atletas, em campo, na hora de devolver a posse de bola para o time adversário por causa de alguma eventualidade da partida.

“Teve um encontro de cavalheiros na CBF e ninguém cumpre o que teve no encontro. Eu acho isso uma tremenda de uma palhaçada porque meus jogadores procuram fazer o tempo inteiro aquilo que foi tratado entre os treinadores na CBF. Então é melhor acabar com isso e fazer aquilo que é o normal, todo mundo devolver a bola para o goleiro ou devolver a bola no meio de campo, independente de onde ela saia”, disse.

Os seis cartões amarelos para jogadores da sua equipe também incomodaram o treinador. Depois de Ricardo Oliveira criticar a postura rigorosa do árbitro, foi a vez de Marcelo Fernandes cobrar critério nas avaliações das jogadas.

“Ele deu um monte de cartão amarelo, mas na hora de dar um para o Gil ele não deu, porque o Gil seria expulso. Todo mundo falou com ele e ele falou ‘calma, calma’”, concluiu.

No próximo domingo, o Peixe recebe o Sport, na Vila Belmiro, às 11 horas e buscará sua reabilitação no campeonato após a primeira derrota. Apesar de todos os cartões, nenhum jogador está suspenso para o jogo da 4ª rodada.