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Figueirense 0 x 2 Santos

Data: 11/05/2014, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio do Café, em Londrina, PR.
Público: 8.518 pagantes
Renda: R$ 258.885,00
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL-FIFA)
Auxiliares: Carlos Jorge Titara da Rocha e Thalis Augusto S Monteiro (ambos de AL).
Cartões amarelos: Nem (F) e Cicinho (S).
Cartões vermelhos: Raul (F) e Cicinho (S).
Gols: Gabriel (44-1) e Arouca (16-2).

FIGUEIRENSE
Tiago Volpi; Artur (Leandro Silva), Marquinhos, Raul e Guilherme Lazaroni; Nem, Luan e Marco Antônio (Rivaldo); Dudu, Everton Santos (Vitor Junior) e Ricardo Bueno.
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Jubal, David Braz e Emerson Palmieri (Zeca); Alison (Leandrinho), Arouca, Cícero e Lucas Lima (Geuvânio); Thiago Ribeiro e Gabriel.
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Com Damião no banco, Santos bate o Figueirense e vence a primeira no Brasileiro

Centroavante ficou como suplente durante todo triunfo santista por 2 a 0, na cidade de Londrina

Em jogo de arbitragem polêmica, o Santos fez 2 a 0 no Figueirense, em Londrina, no Paraná, com gols de Gabriel e Arouca, e acabou com a série de três empates seguidos no Brasileirão, vencendo a primeira na competição. Enquanto isso, o time catarinense segue como lanterna do torneio com quatro derrotas e nenhum gol marcado até aqui.

A primeira polêmica do jogo aconteceu em lance a favor dos mandantes. Gabriel atropelou Arthur dentro da área, mas o árbitro mandou o lance seguir. Pouco tempo depois, o atacante santista abriu o placar em posição irregular, mas dessa vez o árbitro validou o lance. No segundo tempo, nova polêmica com a arbitragem e com Gabriel. A revelação alvinegra fez uma ‘graça’ após o gol de Arouca e levou uma trombada. Francisco Carlos do Nascimento foi rigoroso e expulsou o jogador do Figueirense.

Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Atlético-MG na Arena Pantanal, em Cuiabá. O jogo não será na Vila Belmiro porque o estádio santista já estará à disposição da Costa Rica para treinos visando a Copa do Mundo. Já o Figueirense, também no domingo, pegará o Corinthians no primeiro jogo oficial da Arena que será palco da abertura do Mundial, em Itaquera. Antes disso, porém, o Peixe faz o segundo jogo contra o Princesa do Solimões, na Vila, em duelo que vale vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O jogo

A paciência com Leandro Damião parece estar acabando. Com apenas 5 gols em 17 jogos pelo Santos, sendo que o último foi no longínquo 30 de março, o atacante começou o jogo deste domingo no banco de reservas. No seu lugar entrou Lucas Lima, o meia que vem agradando a cada vez que entra no time, como disse o técnico Oswaldo de Oliveira antes da partida, ao explicar a mudança na escalação. “Mais tecnicamente do que taticamente. O Lucas Lima toda vez que entrou a equipe jogou melhor”.

Mesmo com o abandono do 4-3-3 pelo 4-4-2, o Peixe não ficou menos ofensivo. Desde o apito do árbitro, o alvinegro praiano partiu para cima do Figueirense em busca da primeira vitória no Campeonato Brasileiro.

Os paulistas chegavam chutando de fora da área, pelas laterais, criavam perigo em escanteios e quando perdiam a bola, pressionavam a marcação já no campo de defesa do adversário. Dessa maneira, não sofria perigo e ficava com a posse da bola.Mas estava difícil ser efetivo. Lanterna do Brasileirão com três derrotas em três rodadas, o Figueirense formou duas linhas à frente da área, uma com 4 e outra com 5 homens, deixando apenas Ricardo Bueno avançado.

Mesmo assim, em uma rara tentativa de ataque do time mandante, o Santos saiu rápido para o contra-ataque com Thiago Ribeiro, que rolou para Lucas Lima. O meia chegou batendo no gol, mas desperdiçou a principal chance santista até então.

Aos 30, outra chance do Santos com Cícero, que bateu de fora da área e a bola passou perto. No lance seguinte, Cícero quase marcou ‘sem querer’. Ao tentar afastar o perigo, o goleiro Tiago Volpi socou a bola nas costas do jogador santista. E o gol só não saiu porque o zagueiro Raul salvou em cima da linha.

Com 38 minutos de jogo, o Figueirense reclamou muito de um pênalti após uma disputa entre Arthur e Gabriel, mas o árbitro mandou seguir.

Já no fim da primeira etapa, aos 44, o Santos, de tanto tentar, balançou as redes. Lucas Lima serviu Emeron na esquerda. O lateral cruzou na cabeça de Gabriel, que não perdoou. O artilheiro do Santos na temporada estava avançado, impedido no lance, mas o assistente não assinalou e validou o gol irregular do Peixe.

No último lance do primeiro tempo, uma notícia ruim para Oswaldo de Oliveira. Emerson sentiu a coxa esquerda e teve que ser substituído por Zé Carlos. Já o Figueirense terminou os primeiros 45 minutos da partida sem chutar uma única bola ao gol.

Apesar de mais lento, o segundo tempo começou com o mesmo panorama. O Santos com mais posse de bola e mandando no jogo, enquanto o Figueirense só se defendia, que sabe, apostando em um contra-ataque.

Com 5 minutos, Alison arriscou de longe e obrigou Tiago Volpi a fazer boa defesa. Aos 11, Lucas Lima lançou Gabriel. Cara a cara com o goleiro, o jovem atacante santista isolou ao tentar encobrir o goleiro.

Com 16 minutos, o Santos praticamente garantiu a vitória com mais um gol. Arouca chegou como elemento surpresa, recebeu passe de Thiago Ribeiro pela direita, deu uma finta de corpo no adversário e bateu de pé esquerdo, rasteiro, para marcar o segundo tento do Peixe no jogo.

Apenas cinco minutos depois, Gabriel protagonizou mais uma lance polêmico no jogo. Após driblar um adversário e tocar a bola olhando para o lado oposto, o jogador irritou Raul, marcador do Figueirense que entendeu o lance como uma provocação e deu uma trombada em Gabriel. Depois de muita discussão, o árbitro expulsou Raul e complicou ainda mais o lanterna do Brasileirão.

Com vantagem no placar e numérica, o Santos passou a administrar o resultado. No fim do jogo, teve uma grande chance de fazer o terceiro gol com Gabriel, mas o goleiro do Figueirense fez um milagre e evitou uma derrota ainda pior.

Já nos acréscimos, Cicinho cometeu uma falta de jogo, levou o cartão amarelo e em seguida o vermelho, aparentemente, por reclamação.

Bastidores – Santos TV:




Santos 3 x 0 Mixto-MT

Data: 16/04/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.321 pagantes
Renda: R$ 71.754,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino e Marcos Rogério da Silva (ambos do PR).
Cartões amarelos: Alan Santos e Cicinho (S); Ruy, João Paulo, Denilson, Ricardo Ehle, Igor e Ferreira (M).
Gols: Arouca (14-2), e Gabriel (24-2, de pênalti) e Gabriel (38-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Alan Santos, Arouca (Alison), Geuvânio, Thiago Ribeiro (Stéfano Yuri), Gabriel e Diego Cardoso (Lucas Lima).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

MIXTO
Igor; Denílson, Ricardo Ehle, Robinho, Ítalo, Kiko, Paulo Almeida (Edilson), Gabriel (Leandrinho), Ruy, Fogaça (Ferreira) e João Paulo.
Técnico: Ary Marques



Baqueado pelo vice, Santos faz 3 a 0 e avança na Copa do Brasil

Time da Vila Belmiro entrou em campo ainda com o sentimento da derrota para o Ituano e não teve dificuldade em eliminar o Mixto na Copa do Brasil

Ainda abalado pela derrota para o Ituano na final do Campeonato Paulista, o Santos voltou à Vila Belmiro na noite desta quarta-feira e produziu o suficiente para se classificar à segunda fase da Copa do Brasil. O time dirigido por Oswaldo de Oliveira não encantou, mas contou com gols do volante Arouca e do atacante Gabriel (dois, um de pênalti) para eliminar o Mixto com uma vitória por 3 a 0.

Pouco criativo no primeiro tempo, assim como havia ocorrido no empate sem gols do jogo de ida (quando utilizou um time considerado reserva), o Santos se soltou um pouco mais no segundo e construiu o resultado positivo contra o fechado Mixto. Na próxima etapa do torneio, enfrentará o vencedor do duelo entre Princesa e Brasiliense.

O jogo:

O Santos parecia ainda abatido pelo vice-campeonato paulista em seu retorno à Vila Belmiro. Sem os atacantes Leandro Damião e Rildo e o meio-campista Cícero, lesionados, o time de Oswaldo de Oliveira foi pouco incisivo nos primeiros minutos de partida com o Mixto.

Quem mais estava disposto no setor ofensivo do Santos era o jovem Gabriel, de volta ao time titular em função dos desfalques. Sempre que podia, o prata da casa girava diante da marcação do Mixto e chutava com força. O goleiro Igor, no entanto, mostrou-se atento para fazer as defesas.

No Mixto, a estratégia foi a mesma do jogo de ida. A equipe visitante se preocupou primeiro em defender. Quando ia à frente, o encarregado da criação era o veterano Ruy Cabeção, que chegou a ser punido com um cartão amarelo pelo excesso de determinação na Vila Belmiro.

No final do primeiro tempo, o Santos aumentou a pressão sobre o Mixto. Os atacantes Geuvânio e Thiago Ribeiro seguiram o exemplo de Gabriel e também passaram a tentar encurtar o caminho para o gol com mais conclusões, porém sem a precisão suficiente para abrir o marcador da partida.

Apesar das dificuldades encontradas pelo Santos, Oswaldo de Oliveira evitou mudar a formação de sua equipe no intervalo. A ordem foi buscar uma maior movimentação para furar o bloqueio do Mixto, que já havia trocado o contundido atacante Fogaça por Ferreira no primeiro tempo.

O Santos, contudo, continuou sem criatividade. Começou a forçar lançamentos longos, depender excessivamente das aparições dos volantes Arouca e Alan Santos e a ver o Mixto mais presente no ataque. Na tentativa de resolver o problema, Oswaldo recorreu a entrada de Lucas Lima no lugar de Diego Cardoso.

A mudança deu resultado. A jogada que culminou no gol santista passou pelos pés de Lucas Lima. Acionado na direita, aos 14 minutos, Cicinho fez o cruzamento que encontrou Arouca na segunda trave. O volante escorou a bola para a rede e comemorou bastante.

Obrigado a sair um pouco mais do campo defensivo, o Mixto procurou se reorganizar com a entrada de Edílson na vaga de Paulo Almeida. O volante foi bastante aplaudido pela torcida do clube pelo qual foi campeão brasileiro de 2002, que teria mais a comemorar nos minutos seguintes.

Aos 20, Thiago Ribeiro caiu dentro da área ao disputar a bola com Ricardo Ehle, e o árbitro Braulio da Silva Machado não hesitou em assinalar o pênalti – apesar das reclamações dos jogadores do Mixto. Gabriel bateu bem, no canto, e ampliou o placar para o Santos.

Com 2 a 0, o Santos finalmente começou a desfrutar de tranquilidade em campo. O Mixto, ao contrário, exaltou-se com protestos contra a arbitragem e faltas mais duras. Com Stéfano Yuri e Alison nas posições de Diego Cardoso e Arouca, o time da casa aproveitou para anotar o terceiro gol. Aos 38 minutos, Gabriel recebeu enfiada de bola de Geuvânio e completou na saída de Igor.

Bastidores – Santos TV:

Artilheiro santista em 2014, Gabriel não se vê como sombra de Damião

Boa fase da promessa contrasta com momento irregular do centroavante, poupado contra o Mixto. Mesmo assim, ele minimiza concorrência: ‘Deixamos com o Oswaldo’

O atacante Gabriel foi o destaque da vitória do Santos por 3 a 0 sobre o Mixto, na Vila Belmiro, que classificou a equipe para a segunda fase da Copa do Brasil. Com os dois gols marcados nesta quarta-feira, ele chegou a nono no ano, igualando-se ao meia Cícero na artilharia do Peixe.

O jovem, porém, não acredita que os gols e a fase goleadora o tornem uma sombra a Leandro Damião. O centroavante, que custou R$ 42 milhões ao Santos e foi poupado contra o Mixto por conta de dores na coxa, fez cinco gols até o momento e ainda não convenceu a torcida santista. Gabriel, então, deixou a decisão sobre quem deve atuar ou não nas mãos do técnico Oswaldo de Oliveira.

– O Damião tem trabalhado muito, assim como eu. Os dois lutando. Já jogamos junto, também. Estamos trabalhando firme. Deixamos isso (sobre quem deve atuar) com o Oswaldo – disse.



Santos fecha patrocínio para partida contra o Mixto pela Copa do Brasil (Em 16/04/2014)

Gomes da Costa, empresa de alimentos, estampará sua marca no uniforme do Peixe, a exemplo do que aconteceu nos dois jogos da decisão do Campeonato Paulista

O Santos fechou patrocínio com a empresa de alimentos Gomes da Costa para o jogo contra o Mixto, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela primeira fase da Copa do Brasil. Ela estampará sua marca no peito e nas costas da camisa alvinegra.

O acerto com o Peixe servirá como experiência para a patrocinadora. Antes do duelo desta quarta-feira, a Gomes da Costa estampou as costas da camisa e o calção nas duas partidas da final do Campeonato Paulista.

– Temos certeza que a visibilidade alcançada nos jogos das finais e os resultados obtidos foram decisivos para darmos continuidade a essa parceria. É mais uma exposição, desta vez em um campeonato nacional – comemorou o gerente de marketing do Santos, Fernando Montanha.

Luis Manglano, gerente de marketing da Gomes da Costa, também exaltou a parceria com o clube paulista e até brincou.

– Essa nova parceria mostra que o nosso mar está mesmo para peixe – disse, fazendo um trocadilho com o slogan da Gomes da Costa: “O melhor do mar para você”.


Mogi Mirim 2 x 5 Santos

Data: 06/03/2014, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 12ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos : Geuvânio, Cícero, Aranha e Rildo (S); Edson Ratinho (MM).
Gols: Fernando Baiano (22-1), Emerson Palmieri (42-1); Leandro Damião (11-2), Magrão (21-2), Rildo (23-2), Arouca (37-2) e Lucas Lima (45-2).

MOGI MIRIM
Reynaldo; Valdir, Wagner Silva (Henrique), Mirita e Leonardo; Olberdam, Everton Sena, Everton Heleno e Edson Ratinho; Serginho (Rivaldinho) e Fernando Baiano (Magrão)
Técnico: Márcio Goiano

SANTOS
Aranha; Cicinho, Jubal, Neto e Emerson Palmieri; Arouca e Cícero; Gabriel (Lucas Lima), Geuvânio (Rildo), Thiago Ribeiro e Leandro Damião (Stéfano Yuri).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Ataque segue brilhando, Santos goleia Mogi Mirim e garante classificação

Equipe chega a 30 gols no Campeonato Paulista e conquista uma vaga nas quartas de final da competição

Mais uma goleada, e o Santos voltou a vencer e mostrar o seu poderio ofensivo, que com 30 gols marcados, continua sendo o melhor ataque do Campeonato Paulista. A vítima da vez foi o Mogi Mirim, que mesmo atuando em casa, não resistiu e foi derrotado por 5 a 2. Os tentos foram marcados por Emerson, Leandro Damião, Rildo, Arouca e Lucas Lima. Fernando Baiano e Magrão descontaram.

Rildo e Lucas Lima marcaram os seus primeiros gols com a camisa do Santos, e mais uma vez vindo do banco de reservas, o atacante e o meia deram mais velocidade à equipe na segunda etapa, que mesmo com o placar vantajoso, não refletiu o que foi a partida, até os 25 minutos do segundo tempo.

A vitória garante a vaga antecipada às quartas de final para o Santos, que ao lado de São Paulo e Palmeiras já planeja um descanso nas próximas rodadas visando a fase final da competição. Durante o triunfo, os atacantes Geuvânio e Rildo, e o goleiro Aranha receberam o terceiro cartão amarelo e serão desfalques na próxima partida.

Já o Mogi Mirim, do presidente e jogador Rivaldo, permanece com 12 pontos, e mesmo com treinador novo segue na luta pela permanência na Primeira Divisão. Restando três partidas para o término da primeira fase, continua em uma situação delicada no campeonato, entretanto fora da zona de rebaixamento.

O jogo

Aos 14 minutos o primeiro grande momento da partida foi do time mandante. Em falha do lateral-direito Cicinho, o atacante Serginho invadiu a área santista e bateu de esquerda, para boa defesa de Aranha. A resposta veio no lance seguinte, quando Geuvânio recebeu de Gabriel, levou para a direita e, mesmo sem ângulo chutou. Bem posicionado, o goleiro Reynaldo mandou para escanteio.

Quem abriu o marcador foi o Mogi Mirim. Aos 22 minutos, Fernando Baiano marcou. Aproveitando a ausência de Émerson – que era atendido fora de campo -, o meia Everton Sena apareceu livre de marcação pelo lado direito e cruzou na medida para o centroavante completar a gol com estilo, após lindo toque de letra.

Aos 38 minutos, Arouca desperdiçou uma boa oportunidade para o Santos empatar a partida. O volante puxou um rápido contra-ataque, e avançou o meio de campo, com a vantagem de dois jogadores, porém errou o passe para Thiago Ribeiro, que estava esperando a bola um pouco mais para trás. No lance seguinte, Geuvânio fez fila, levou para o meio e chutou fraco, nas mãos do goleiro Reynaldo.

Depois de alguns bons ataques, o Santos chegou ao empate aos 42 minutos, por meio do lateral-esquerdo Emerson, que fez o seu gol na competição. Após arrancar pelo meio, o ala tocou para Thiago Ribeiro, que encontrou Gabriel dentro da área. Com um lindo toque de calcanhar, o atacante deixou Emerson na cara do gol, que já chegou fuzilando e empatando a partida.

No segundo tempo, a partida permanecia equilibrada, com a maioria das jogadas sendo realizadas no meio de campo. Porém, aos 10 minutos, Leandro Damião virou. Após Cícero soltar uma bomba de perna esquerda, e o goleiro espalmar para o meio da área, o atacante estava lá para aproveitar o rebote e marcar o seu terceiro gol com a camisa santista.

Aos 21 minutos, o empate do Mogi Mirim. Em falha grave da defesa do Santos, mais uma vez Everton Sena apareceu livre dentro da área e completou o cruzamento de cabeça. Aranha não conseguiu defender e acabou espalmando a bola nos pés de Magrão, que havia acabado de entrar no lugar de Fernando Baiano, e só precisou empurrar para as redes e igualar o marcador no Romildão.

No minuto seguinte, mais um jogador que veio do banco de reservas deixou a sua marca, dessa vez para o Santos, que voltou à frente no marcador. Rildo completou cruzamento de Cicinho com um chute rasteiro. Na comemoração, o atacante tirou a camiseta e levou o terceiro cartão amarelo na competição.

Aos 28 minutos, Leandro Damião quase marcou o seu segundo gol na partida. Thiago Ribeiro recebeu de Cicinho na linha de fundo e mandou na cabeça do atacante, que se antecipou a zaga, porém cabeceou para fora. A resposta do Mogi veio aos 32. Everton Heleno acertou uma bomba no ângulo esquerdo, mas Aranha voou para espalmar e evitar o empate.

Antes do fim da partida, deu tempo para Arouca marcar um lindo gol e ampliar o placar para o Santos. Aos 37 minutos, após novo cruzamento de Thiago Ribeiro, o volante aproveitou a sobra de Leandro Damião e emendou um voleio de primeira para fazer 4 a 2.

Aos 45 minutos, quando os torcedores já estavam indo embora, Lucas Lima fez o quinto do Santos. Cícero fez invertida perfeita para Cicinho, que dominou e encontrou o meia, que havia entrado a poucos minutos.

Volante Arouca, do Santos, é vítima de racismo em Mogi Mirim

Principal jogador do Santos na vitória por 5 a 2 sobre o Mogi Mirim (veja os gols ao lado), na noite desta quinta-feira, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, o volante Arouca foi chamado de “macaco” após o duelo. A manifestação de racismo foi flagrada pela rádio “ESPN”. O camisa 5 preferiu não dar levar muito em conta o xingamento, apesar de ter se mostrado triste. O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Marcos Marinho, esperava que o episódio tivesse sido relatado na súmula para dar início a uma investigação, mas o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não fez nenhuma observação sobre o caso no relatório do duelo.

– Bom nem ouvir, nem dar ouvido a essas pessoas. Nem sei se pode chamar de pessoa. É uma situação difícil de comentar, mas acontece não só no futebol. Espero que alguém possa tomar providência muito severa porque isso é lamentável – comentou o jogador.

Após a partida, durante entrevista coletiva, o técnico Oswaldo de Oliveira se mostrou bastante irritado com a situação exatamente no dia que Arouca teve mais uma grande atuação e marcou seu segundo gol na temporada.

– Não é por não adiantar nada. Mas a minha resposta para isso é o silêncio.

Marcos Marinho, entretanto, prefere aguardar a súmula do jogo para saber que providências tomar.

– Amanhã mesmo vou verificar os relatórios. Se alguém presenciou e comunicou, vamos comunicar ao Tribunal de Justiça Desportiva. Existe uma punição ao clube com multas e até mando de campo em jogos no regulamento – disse, em entrevista à rádio Globo.

Apesar da “exigência” de Marcos Marinho, o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não relatou a manifestação racista na súmula. No relatório do jogo, ele citou apenas os acréscimos dados no primeiro e no segundo tempos. Além disso, escreveu “Nada houve de anormal” na parte destinada a ocorrências e observações.


Santos 5 x 1 Corinthians

Data: 29/01/2014, quarta-feira – 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.050 pagantes
Renda: R$ 238.820,00
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira
Auxiliares: Émerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse
Cartões amarelos: Leandrinho (S); Emerson e Paolo Guerrero (C).
Gols: Arouca (12-1), Gabriel (21-1) e Guilherme (23-1); Thiago Ribeiro (02-2), Bruno Peres (18-2) e Thiago Ribeiro (32-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Gustavo Henrique, Neto e Mena (Bruno Peres); Alan Santos (Leandrinho), Arouca e Cícero; Thiago Ribeiro. Geuvânio e Gabriel (Stefano Yuri).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

CORINTHIANS
Walter; Diego Macedo, Gil, Paulo André e Uendel; Ralf, Guilherme, Rodriguinho (Douglas) e Danilo (Emerson Sheik); Romarinho e Guerrero (Alexandre Pato).
Técnico: Mano Menezes



Santos dá “olé” e goleia o Corinthians no 1º clássico da temporada

Santos e Corinthians chegaram ao primeiro clássico em patamar de igualdade, tendo desagrado quase que igualmente as suas torcidas até então. Os donos da casa mudaram isso com louvor em 90 minutos. Com Arouca inspirado, a equipe de Oswaldo de Oliveira teve uma atuação de gala, deu “olé” nos rivais e goleou por 5 a 1 na Vila Belmiro.

A vitória deixa o Santos com dez pontos, na liderança do Grupo C, considerado o mais difícil do Campeonato Paulista. O Corinthians, com a segunda derrota seguida, já está três pontos atrás do Botafogo-SP, líder da chave B.

A posição na tabela, porém, é o de menos para os comandados de Mano Menezes. O que preocupa o torcedor é a fragilidade do sistema defensivo e a má forma individual de alguns pilares do time, como Gil, Paulo André e Ralf. A facilidade oferecida ao ataque do Santos, a tônica da partida, abalou até uma partida razoável do ataque, que criou chances ao longo do jogo.

Para os santistas, fica a empolgação de uma bela atuação diante do maior rival. Nenhuma novidade para Oswaldo de Oliveira. Em 2005, na primeira passagem do treinador pela Vila, o primeiro clássico também foi contra o Corinthians, e a partida terminou 3 a 0 para o time praiano com uma das melhores atuações da carreira de Robinho, contra o time de Tevez.

Nesta quarta, não teve Robinho, mas o sucesso foi inegável. O Santos começou o jogo empolgado e se aproveitando do maior problema do Corinthians: seus buracos pelas laterais. Gabriel e Thiago Ribeiro exploraram Diego Macedo e Uendel municiados por Cícero, e encontraram Arouca como homem-surpresa dentro da área.

Sobrecarregados, Gil e Paulo André não conseguiram segurar os rivais. O placar foi mexido aos 12 minutos, quando Walter fez uma defesa impressionante em cabeçada à queima-roupa de Alan Santos. Na sobra, porém, Arouca arriscou de fora da área, contou com um desvio em Ralf e viu a bola morrer no canto direito do gol corintiano.

Mano percebeu o problema na lateral, mudou o posicionamento defensivo da equipe e viu seus comandados reagirem. A mudança seguinte no placar, porém, foi santista novamente. Aos 22 minutos, Arouca fez nova jogada nas costas de Diego Macedo e viu Gabriel livre, em uma falha de marcação de Ralf. Sozinho, o jovem atacante cabeceou e abriu 2 a 0.

A reação do Corinthians, desta vez, foi imediata. Um minuto depois, uma jogada trabalhada do Corinthians terminou com um belo chute de Guilherme, de fora da área, que recolocou a equipe da capital na partida.

Daí até o fim do primeiro tempo, a arbitragem foi o principal tema da partida. Guerrero, às turras com os zagueiros santistas, reclamou de um suposto pênalti de Gustavo Henrique quando estava de frente para Aranha e caiu após a chegada da marcação por trás. Do outro lado, Cicinho foi a “vítima”, após uma dividida de ombro com Ralf em que o lateral santista levou a pior.

O intervalo não reduziu o ritmo do jogo, frenético. O Santos de Arouca, cada vez mais dono do meio-campo, ampliou logo aos 2 minutos, em jogada que começou nos pés do volante, passou por Bruno Peres e encontrou Thiago Ribeiro do outro lado da grande área, depois de uma furada estranha de Uendel na marcação.

A desvantagem fez Mano agir com mais dureza. Douglas e Emerson, que estavam no banco, substituíram Rodriguinho e Danilo, respectivamente. Na primeira chance que teve, o Sheik encontrou Guerrero livre, e o peruano exigiu uma bela defesa de Aranha em uma cabeçada. E foi só.

O Santos, no contra-ataque, voltou a se aproveitar do mau começo de ano da zaga do Corinthians. Aos 18 minutos, Geuvânio deu um drible da vaca em Ralf, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para trás. Completamente livre, Bruno Peres tocou no canto de Walter.

Com uma goleada diante de si, o Corinthians perdeu a calma. Emerson e, principalmente, Guerrero se desentenderam com seus marcadores e despertaram a torcida na Vila, que começou a gritar “olé”.

Extenuado, o Corinthians passou a assistir. Aos 32 minutos, o Santos, de novo com Arouca, encontrou o gol pela quinta vez, com Thiago Ribeiro passando fácil por Guilherme e batendo na saída de Walter e fechando o marcador.

Bastidores – Santos TV:

Guarani 0 x 2 Santos

Data: 29/02/2012, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 11ª rodada
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, SP.
Público: 10.720 pagantes
Renda: R$ 160.047,00
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Alexandre Basílio Vasconcellos e Rodrigo Soares Aragão
Adicionais: Leandro Bizzio Marinho e Welton Orlando Wohnrath
Cartões amarelos: Juan (S).
Gols: Ibson (06-1) e Arouca (44-2).

GUARANI
Emerson; Bruno Peres (Max Pardalzinho), Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro (André Leone), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Fumagalli; Fabinho e Ronaldo (Bruno Mendes).
Técnico: Oswaldo Alvarez

SANTOS
Aranha; Crystian (Anderson Carvalho), Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique, Arouca, Ibson (Tiago Alves) e Elano; Alan Kardec e Dimba (Felipe Anderson).
Técnico: Muricy Ramalho



Desfalcado, Santos supera o Guarani e vence a sexta seguida

Mesmo sem Neymar e Ganso, que jogaram pela seleção brasileira na terça-feira, o time da Baixada fez 2 a 0 em Campinas

Repleto de desfalques, o Santos encontrou muitas dificuldades, mas conseguiu sair vitorioso da partida contra o Guarani. Com gols dos volantes Ibson e Arouca, o time da Vila Belmiro derrotou o Bugre, por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.

Com essa vitória, independentemente dos demais resultados da rodada, os santistas ultrapassaram o Guarani na tabela de classificação. O Alvinegro Praiano alcançou os 24 pontos e, provisoriamente, ocupa a segunda posição. O Bugre, com 22 pontos ganhos, também foi ultrapassado pelo Mogi Mirim e é o quarto colocado.

Na próxima rodada, o Santos joga pela primeira vez em sua casa, recebendo o Corinthians, domingo, às 16 horas (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já os campineiros visitam o Bragantino, um dia antes, no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

O jogo

Mesmo com os desfalques de Rafael, Fucile, Ganso, Neymar e Borges – o goleiro, o meia e o atacante com a seleção brasileira e o lateral uruguaio com a Seleção de seu país –, os santistas começaram melhor a partida e abriu o placar logo no começo do jogo. Aos seis minutos, o jovem Dimba, substituto de Borges, gripado, ajeitou um levantamento vindo da esquerda com o peito para a finalização precisa do volante Ibson: 1 a 0.

Entusiasmado com a vantagem aberta sobre oi Guarani, o Peixe quase ampliou, aos 12. O lateral esquerdo Juan arriscou da intermediária, exigindo uma boa defesa do goleiro Emerson. Atento, o camisa 1 do Bugre espalmou a bola, afastando o perigo em volta do seu gol.

Os donos da casa responderam aos 17, quase chegando ao empate. Fumagalli lançou Fabinho em profundidade, o atacante levou a melhor sobre a zaga rival, mas a sua finalização não foi correta e a bola saiu ao lado do gol de Aranha.

Minutos mais tarde, aos 26, o Guarani assustou mais uma vez. Danilo cruzou pela esquerda, Fumagalli subiu mais alto que a defesa alvinegra e a bola passou raspando a trave dos visitantes.

Com o Santos encontrando dificuldades para se articular no meio-campo na parte final do primeiro tempo, o Bugre aproveitou o bom momento e começou a tentar o gol de todas as formas. Aos 33, Wellington Monteiro soltou a bomba, Aranha quase foi traído pela curva da bola, mas se recuperou a tempo de fazer a defesa.

Pressionando o Peixe em busca do empate, o Guarani desperdiçou mais uma grande oportunidade aos 39. Explorando as costas do lateral Crystian, Bruno Recife cruzou na medida para Ronaldo, mas o centroavante da equipe campineira cabeceou mal, perdendo a chance de empatar o confronto para o Bugre.

Insatisfeito com a produção de Dimba, mesmo com o jovem atacante tendo feito a assistência para o gol de Ibson, o técnico Muricy Ramalho lhe retirou do jogo. Aos 44, o meia Felipe Anderson entrou no lugar de Dimba, com a missão de jogar em cima de Bruno Recife, impedindo as suas constantes subidas ao campo de ataque.

Na etapa complementar, o panorama do duelo continuou o mesmo. Só que com os ajustes feitos por Muricy, a pressão do Guarani já não tinha o mesmo grau de intensidade, apesar do esforço dos donos da casa.

Com 21 minutos, o Alvinegro Praiano perdeu o lateral direito Crystian, lesionado. O volante Anderson Carvalho entrou na sua vaga, com Henrique sendo deslocado do meio-campo para a ala. Pouco depois, o técnico do Bugre, Oswaldo Alvarez, o Vadão, resolveu mexer no seu time. Max Pardalzinho e Bruno Mendes entraram nos lugares de Bruno Peres e Ronaldo, respectivamente.

Com as alterações, o time da casa melhorou e quase chegou ao empate, aos 28. O zagueiro Domingos, ex-Santos, fez boa jogada pelo lado direito e cruzou para a área, em busca de Bruno Mendes. O centroavante do Guarani ganhou na disputa aérea de Aranha e quase deixou a sua marca.

Na pressão, o Bugre assustou novamente, desta vez em cobrança de falta. O veterano Fumagalli bateu com perigo para o gol e Aranha, atento, salvou a sua equipe de sofrer o gol de empate.

Vendo o adversário sufocando o seu time, Muricy Ramalho resolveu tentar colocar o Peixe um pouco mais a frente, com a entrada do atacante Tiago Alves na vaga de Ibson, aos 39.
Só que o Guarani continuou pressionando e o gol de empate quase saiu, aos 42. Danilo Sacramento arriscou da entrada da área e quase empatou a partida.

E, além de se defender bem, os santistas ainda encontraram tempo para voltar a balançar as redes, antes do apito final. Aos 44, em rápido contra-ataque, Alan Kardec deu a assistência para Arouca driblar o goleiro e completar para o gol, decretando a sexta vitória consecutiva dos alvinegros no Paulistão.