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Santos 3 x 0 Atlético-MG

Data: 14/08/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.250 torcedores
Renda: R$ 410.170,00
Árbitro: Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Auxiliares: Luis Cláudio Regazone (RJ) e Flávio Rodrigues de Souza (SP).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Luiz Felipe, Yuri e Gustavo Henrique (S); Victor, Fábio Santos, Rafael Carioca e Fred (A).
Gols: Gustavo Henrique (12-1); Ricardo Oliveira (23-2) e Ricardo Oliveira (50-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato (David Braz), Leo Cittadini (Rafael Longuini), Jean Mota (Yuri) e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior.

ATLÉTICO-MG
Victor; Carlos César, Erazo, Leonardo Silva e Fábio Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete e Maicosuel (Carlos); Robinho (Clayton), Lucas Pratto e Fred (Otero).
Técnico: Marcelo Oliveira



Com Robinho apagado, Santos arrasa o Galo com dois de Ricardo Oliveira

Na primeira vez em que Robinho esteve na Vila Belmiro como adversário do Santos, o atacante teve o dissabor de provar um característica bem familiar dos tempos em que atuava com a camisa santista: a mística a Vila Belmiro. Neste domingo, com uma tímida atuação, o atacante permaneceu 85 minutos em campo e transpareceu estar incomodado com o ambiente desfavorável de vaias dos torcedores santistas.

Por outro lado, o Peixe soube se impor em casa e tomou conta da partida em boa parte do tempo, com uma vitória por 3 a 0. A tática planejada antes da bola rolar, de explorar seu poderio ofensivo e a fragilidade da retaguarda adversária surtiu efeito. O Alvinegro praiano, agora, é detentor do melhor ataque da competição, com 35 gols.

Simbólico pelo fato de estar sem cinco titulares (Zeca, Thiago Maia, Gabriel, Vanderlei e Lucas Lima), o triunfo fez a equipe ultrapassar um forte concorrente direto ao título e de quebra colocou pressão no Palmeiras, na luta pelo primeiro lugar da tabela.

O jogo

O Santos começou a partida em um ritmo alucinante. Com toques envolventes, sem prender a bola, a equipe tomou conta da partida e criou várias oportunidades que pararam nas mãos ou defesas do goleiro atleticano Victor.

O Atlético-MG demorou para entender a sistemática do jogo e em meio aos muitos desencontros em campo, Gustavo Henrique aproveitou o descuido de Leonardo Silva na marcação, e subiu muito de cabeça para testar firme no gol de Victor, aos

Robinho, tímido e muito vaiado, caindo pela esquerda e Maicosuel pela esquerda não produziam nada. Fred se quer pegou na bola. Somente o argentino Pratto é quem demonstrou mobilidade e teve uma ótima oportunidade após uma cobrança de escanteio que terminou no travessão de Vladimir.

No andamento da etapa, o Santos mudou a estratégia de estar bastante presente no ataque e passou a apostar nos contra-ataques, o que proporcionou um relativo equilíbrio das ações dos dois times, mas que em todo momento teve o Peixe como equipe superior em campo.

Vale destacar que Ricardo Oliveira ainda teve duas ótimas oportunidades desperdiçadas de frente para o goleiro do time mineiro.

O Atlético-MG voltou como uma postura diferente na segunda etapa. Com mais movimentação no ataque e pressão na saída de bola santista, o time mineiro começou a incomodar os donos da casa.

Porém, com o passar do tempo, o Santos voltou a equilibrar as ações e novamente foi fatal na cobrança de escanteio. Aos 23 minutos, Ricardo Oliveira se desvencilhou da marcação de Pratto e cabeceou rasante para assinalar o seu primeiro gol no Brasileirão deste ano.

O gol desestabilizou o Atlético-MG, que passou a se enervar nas disputas de bola e deixou de levar perigo ao gol santista.

O Santos, por sua vez, manteve o toque de bola e administrou com sucesso a vantagem. Até que no minuto final, com o time mineiro completamente lançado no ataque, o Peixe foi cirúrgico no contra-ataque, com rápida troca de passes e finalização de Ricardo Oliveira.

Bastidores – Santos TV:

Decisivo contra o Galo, Ricardo Oliveira segue dominante na Vila

Ricardo Oliveira funciona para o Santos como uma espécie de talismã na Vila Belmiro. Com o atacante em campo, o Peixe mantem-se invicto em casa na temporada.

De fora dos gramados por um longo período de tempo, após sentir uma lesão no joelho, na final do Campeonato Paulista, o camisa 9 só atuou em quatro partidas no Brasileirão e desencantou justamente no estádio santista, com dois gols no triunfo sobre o Atlético-MG, por 3 a 0, neste domingo.

“Acho que o meu papel dentro do time é dar o meu máximo, meu melhor. Hoje meu melhor foi fazer dois gols, uma participação tática e, ao mesmo tempo, sendo efetivo nas oportunidades que tive, apesar de ter duas claras no primeiro tempo. No segundo tempo pude fazer dois gols”, comentou o artilheiro.

Na temporada, Ricardo Oliveira balançou as redes em 12 oportunidades nas 20 partidas em que esteve em campo. Pelo Santos, nas duas passagens em que esteve no Santos, o atacante marcou 70 gols em 114 jogos.

Dorival credita bom desempenho à semana cheia de trabalho

Após encarar uma sequência de três partidas em oito dias, o elenco santista teve uma semana inteira para trabalhar antes de encarar o Atlético-MG. O técnico Dorival Júnior apontou que o intervalo foi fundamental para a equipe conquistar os três pontos diante dos mineiros neste domingo.

“O Santos soube aproveitar essa parada e tivemos melhoras em muitos aspectos”, disse.

A recuperação física, principalmente em relação aos jogadores mais experientes, como o volante Renato e o atacante Ricardo Oliveira, foi possível por conta do intervalo determinante para a melhora de qualidade da equipe, segundo o treinador.

“Vínhamos em uma sequência absurda de jogos (antes do América-MG). A equipe não tinha forças. Tínhamos jogado contra o Flamengo antes, na quarta. Em algum momento o rendimento seria prejudicado. Tivemos poder de reação. O Vladimir teve atuação maravilhosa.”, comentou sobre o comparativo do time diante do América na semana passada e domingo, contra o Galo.

Santos supera desfalques olímpicos e tem melhor aproveitamento sem trio

O técnico Dorival Júnior costuma adotar um discurso padrão quando é questionado sobre as ausências do trio de jogadores que estão fora do Santos por conta da seleção brasileira que disputa as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Na opinião do treinador, Zeca, Thiago Maia e Gabriel estão fazendo muita falta e são desfalques que podem comprometer o desempenho santista no Campeonato Brasileiro.

Porém, os números tem demonstrado justamente o contrário. Sem o trio olímpico, o Santos tem demonstrado superação e até apresenta um desempenho superior após a saída momentânea dos três jogadores.

Até ver seus atletas se apresentarem a seleção brasileira, o Peixe tinha realizado 15 partidas, com oito vitórias, dois empates e cinco derrotas. Um aproveitamento de 57%, com 27 gols marcados e 14 sofridos – médias de 1,8 gol marcado e 0,9 gol sofrido.

Sem o trio, porém, o Santos tem se virado bem. Nos últimos cinco jogos e contando com a vitória neste fim de semana, diante do Atlético-MG, a equipe obteve três triunfos, além de um empate e apenas uma derrota. O aproveitamento é de 66%, com oito gols marcados e três sofridos (médias de 1,6 gol assinalado e 0,6 gol sofrido). Ou seja, somente no critério gol marcado o Peixe mostrou-se superior com o trio de jogadores selecionáveis.

Zeca, Thiago Maia e Gabriel devem retornar ao Santos em uma semana, após a participação da seleção olímpica nos Jogos do Rio.

Atlético-MG 1 x 0 Santos

Data: 14/05/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 5.403 pagantes
Renda: R$ 87.565,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA).
Cartões amarelos: Cazares e Carlos Eduardo (A); David Braz e Gustavo Henrique (S).
Gol: Cazares (14-1).

ATLÉTICO-MG
Uilson; Gabriel, Tiago, Edcarlos e Carlos César; Lucas Cândido, Eduardo, Carlos Eduardo (Pablo Diogo) e Cazares; Hyuri (Yago) e Clayton.
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato (Maxi Rolón), Thiago Maia, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Matheus Nolasco); Paulinho (Serginho) e Gabriel.
Técnico: Dorival Junior



Santos perde para reservas do Galo e segue mal em estreias no Brasileiro

A sina do Santos em estreias no Campeonato Brasileiro continua. Na noite deste sábado, o atual bicampeão paulista sentiu as ausências do meia Lucas Lima, em recuperação de uma lesão no tornozelo direito, e do centroavante Ricardo Oliveira, com dores no joelho direito, e não foi páreo para o time reserva do Atlético-MG, que venceu por 1 a 0, com gol do equatoriano Cazares, feito no início da partida realizada no Estádio Independência, em Belo Horizonte.

Com o resultado, o Peixe completa 11 anos sem vencer pela primeira rodada do principal torneio nacional. A última vitória no duelo de estreia ocorreu em 2005, quando o time da Baixada Santista goleou o Paysandu por 4 a 1, na Vila Belmiro.

Dessa forma, o Santos se junta a Sport, Atlético-PR e Cruzeiro no grupo dos derrotados da rodada deste sábado. O Galo, por sua vez, repete o que Flamengo, Palmeiras e Coritiba fizeram e se apresenta na parte de cima da tabela.

O jogo

O Santos mostrou problemas com seu desempenho fora de casa logo nos instantes iniciais da partida. Em menos de cinco minutos, o Galo já havia perdido duas boas chances de gol com o garoto Hyuri. O Peixe, que não conseguia ter a tão almejada posse de bola, só foi aparecer no ataque aos 12, mas Uilson defendeu bem o chute de Paulinho.

De tanto pressionar a saída de bola santista, os mandantes conseguiram provocar o erro adversário e abrir o placar. Aos 14, Gabriel fez lançamento longo, David Braz errou o tempo de bola, que ficou com Cazares. O meia equatoriano, em posição legal apesar da reclamação dos jogadores do Santos, bateu forte no ângulo, sem chances para Vanderlei.

Muito acionado pela esquerda, o autor do gol continuou infernizando a zaga santista. Aos 24 minutos, o equatoriano fez belo lançamento para Carlos Eduardo, que receberia livre na área. Mas, o meia não conseguiu dominar a bola e o segundo do Galo não saiu.

Sentindo a falta da boa articulação de Lucas Lima, o atual bicampeão paulista, na primeira vez que obteve sucesso na troca de passes, aos 31, deixou Paulinho na cara do gol, porém o bandeirinha assinalou erradamente impedimento do atacante, que teria a chance de empatar o duelo. Três minutos depois, foi a vez de os atleticanos reclamarem da arbitragem, já que Hyuri estava em posição legal após bom passe de Cazares na ponta esquerda.

O ímpeto do Galo não baixou e o time de Diego Aguirre seguiu marcando forte a saída do Peixe, que não conseguia manter a bola em seus pés e por pouco não foi para o vestiário com uma desvantagem maior, uma vez que Clayton e Eduardo chegaram com perigo na área santista.

Precisando ganhar volume no meio-campo, o Santos voltou para a etapa final com Serginho no lugar de Paulinho. No primeiro lance, os visitantes quase empataram depois de uma bomba de fora da área de Gabriel, passando rente ao travessão.

A reação santista, porém, parou por aí. A equipe de Dorival Júnior até saiu mais para o jogo, mas sem criatividade, dando mais espaço para os comandados de Aguirre trabalhar a bola em contra-ataque. O técnico do Peixe, então, sacou o apagado Ronaldo Mendes, aos 19, para promover a estreia profissional do garoto Matheus Nolasco.

Sete minutos depois, o Peixe finalmente chutou em direção ao gol de Uilson, que defendeu em dois tempos o chute de Victor Ferraz. Pouco tempo depois, o treinador santista usou sua última carta na manga, mandando o argentino Maxi Rolón para o lugar de Renato.

De fato, o Santos cresceu e chegou a ter 62% de posse de bola nos últimos dez minutos de jogo. Aos 37, a melhor chance do Peixe no jogo: após bate-rebate na área atleticana, Victor Ferraz bateu firme, mas Uilson caiu bem para salvar o Galo.

Dorival alerta sobre necessidade de reforços e minimiza revés em estreia

Desfalcado dos lesionados Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o Santos acabou derrotado pelo time reserva do Atlético-MG, por 1 a 0, em Belo Horizonte, em sua estreia no Campeonato Brasileiro. Após a derrota deste sábado, o técnico Dorival Júnior alertou para a necessidade de a diretoria santista trazer reforços para o restante da temporada, levando-se em conta que o Peixe terá mais ausências no decorrer do campeonato.

Além de Lucas e Ricardo, o atual bicampeão paulista não poderá contar com o atacante Gabriel, que também estará servindo a Seleção Brasileira durante a realização da Copa América Centenário. Dessa forma, o Santos não terá o trio à disposição por até nove rodadas do principal torneio nacional. Esse número dobra no caso de Gabriel, que tem idade olímpica e tem como certa sua participação nos Jogos, em agosto, no Rio de Janeiro.

“Estamos trabalhando nesse sentido, a diretoria tem consciência de que nós precisamos de reforços pro restante da competição. Enquanto isso, vamos trabalhar com o que temos. É uma equipe que tem qualidade pra buscar uma recuperação e melhorarmos com o andamento do campeonato”, explicou o comandante santista, que até agora viu a diretoria acertar com o argentino Emiliano Vecchio até o fim de 2020.Yuri, do vice-campeão paulista Grêmio Osasco Audax, deve chegar por empréstimo.

Dorival ressaltou que a evolução da equipe durante o Brasileiro pode ser um pouco mais lenta, uma vez que as prováveis contratações ocorrerão em meio ao torneio, dificultando e atrasando o entrosamento do time. “O campeonato está em andamento, é natural que o ideal seria que nós já tivéssemos os jogadores em condições de trabalho para que a adaptação pudesse ser um pouco mais rápida”, argumentou Dorival, lamentando a possibilidade de o Santos fazer uma campanha irregular neste início de competição, algo recorrente nos últimos anos do clube.

“Contratar é uma coisa. Colocar os jogadores em condição de jogo é uma coisa completamente diferente e esse período não pode ser demorado, porque fatalmente, aí sim, nós estaremos abrindo uma possibilidade que o Campeonato Brasileiro acabe penalizando quem deixa de fazer pontos principalmente nessas rodadas iniciais”, afirmou.

Esta foi a 11ª estreia consecutiva em Brasileiros que o Peixe sai de campo sem vitória. A última aconteceu em 2005, quando o time da Vila Belmiro goleou o Paysandu por 4 a 1, em casa. “É a primeira (rodada) do campeonato. Nos jogos do Paulista, jogamos em alto nível tanto dentro quanto fora. Não é por uma derrota que vamos generalizar a competição”, concluiu.

Santos 4 x 0 Atlético-MG

Data: 16/09/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.179 torcedores
Renda: R$ 235.610,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil (SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO).
Cartões amarelos: David Braz (S); Giovanni Augusto (A).
Gols: Gabriel (37-1); Gabriel (09-2), Ricardo Oliveira (25-2) e Marquinhos Gabriel (47-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Leandro); Marquinhos Gabriel, Gabriel (Marquinhos), Ricardo Oliveira (Vitor Bueno).
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-MG
Victor; Patric, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Dátolo, Luan (Cárdenas), Giovanni Augusto (Dodô) e Carlos (Thiago Ribeiro); Pratto.
Técnico: Levir Culpi



Santos goleia e Atlético-MG perde a chance de encostar no Corinthians

O Santos não deixou a derrota para a Ponte Preta abalar a boa fase da equipe e, nesta quarta-feira, bateu o Atlético-MG por 4 a 0, ampliando sua série para dez vitórias seguidas na Vila Belmiro. Assim, o Peixe mostrou que segue vivo na briga por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro ao chegar aos 40 pontos. O quarto colocado segue sendo o Flamengo, que tem 41 e recebe o Coritiba nesta quinta, em Brasília. Já para o Galo a derrota foi péssima, principalmente porque o Grêmio bateu o Atlético-PR, em Curitiba, e agora tem apenas um ponto a menos que o time mineiro (48 a 49). Para o alívio dos mineiros, o Corinthians foi derrotado pelo Inter, no Beira-Rio, e estacionou nos 54 pontos, mantendo cinco à frente, na liderança do campeonato.

O confronto desta quarta, na Baixada Santista, expôs as maiores características dos dois times: o ataque. O primeiro tempo foi marcado por muitas chances de gols criadas tanto por Santos quanto por Atlético e acabou com a vitória parcial dos donos da casa graças a um belo chute de fora da área de Gabriel.

Já na segunda etapa, o Galo praticamente não jogou e foi completamente dominado pelo Peixe. Assim, Gabriel ampliou a vantagem ao sair cara a cara com Vitor, que completou 200 jogos com a camisa do Atlético-MG nesta quarta, e Ricardo Oliveira também deixou o seu. Agora, o artilheiro do Brasileirão tem 17 gols marcados em 26 rodadas. Nos acréscimos, Marquinhos Gabriel fez o quarto e decretou a goleada na Vila Belmiro.

Neste fim de semana, as duas equipes têm confrontos complicados pela 30ª rodada. O Peixe visita o líder Corinthians, às 11 horas, na Arena do rival, em Itaquera. Já o Atlético-MG joga em casa, às 16 horas, no estádio Independência, mas o adversário é o Flamengo, que chega embalado pela briga no G4.

O jogo

Santos e Atlético-MG fizeram, em campo, exatamente o que os torcedores aguardavam antes da partida. Com muita vibração, técnica e com poucas faltas, o primeiro tempo foi aberto, com grandes oportunidades de gol para os dois lados e que terminou com a vitória parcial do Peixe.

O primeiro lance de perigo do jogo foi um chute de Giovanni Augusto, depois de assistência de Lucas Pratto. Apesar de não levar perigo, a jogada mostrou que o Galo não ficaria esperando os donos da casa em seu campo de defesa.

Em seguida, porém, Gabriel perdeu uma chance incrível, praticamente embaixo da trave, sem goleiro. Lucas Lima cruzou rasteiro e o camisa 10 bateu por cima.

A resposta atleticana veio com Carlos, que apareceu sozinho, no miolo da zaga santista, e cabeceou para fora o cruzamento de Patric. Grande chance desperdiçada.

A partida era corrida e o ‘lá e cá’ não dava trégua. Aos 10, Zeca testou Vitor, que defendeu chute de longe. Três minutos depois, Marquinhos Gabriel recebeu livre na grande, girou e isolou. Aos 15, Patric abandonou a lateral e apareceu no meio de campo também para arriscar chute de fora da área, mas, mais uma vez Vanderlei fez seu trabalho sem grandes problemas.

A partir dos 30 minutos, a velocidade do jogo diminuiu, muito em função do ritmo alucinante que os times vinham impondo, e passou a ser mais estudada. E em um momento de desatenção do time mineiro, Gabriel não perdoou.

Depois de perder um gol inacreditável no início do confronto, o jovem de 19 anos recebeu na intermediária, avançou sozinho, limpou Jemerson e bateu forte, rasteiro. Sem chance para Vitor.

O gol aliviou os donos da casa e acabou freando um pouco do ímpeto atleticano. Assim, o ótimo primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para o Peixe.

O segundo tempo não começou diferente da etapa inicial. Dorival e Levir mantiveram suas equipes ofensivas e em busca de uma vitória importante tanto para um quanto para o outro. Mas o Peixe voltou mais ligado.

Aos 6 minutos, Gabriel deu um lindo toque de calcanhar para Thiago Maia chegar ao ataque como elemento surpreso e servir Ricardo Oliveira. O camisa 9 pegou de primeira, com Vitor já batido, mas a bola saiu pela linha de fundo. Uma chance que normalmente o artilheiro do Campeonato Brasileiro não costuma perder.

Mas, se o Galo se livrou de levar o segundo gol dos pés de Ricardo Oliveira, Gabriel então fez o trabalho na Vila Belmiro. Com a zaga atleticana toda avançada, Leonardo Silva deu condição para o atacante santista receber passe de Lucas Lima e, depois de correr do meio de campo até o gol sem marcação, o camisa 10 só teve o trabalho de deslocar Vitor e ampliar a vantagem do Santos.

O Atlético sentiu o gol e, mesmo com as alterações de Levir Culpi, não conseguia mais sequer levar perigo ao gol de Vanderlei, que depois de trabalhar muito no primeiro tempo, passou quase toda a segunda etapa assistindo o jogo.

Enquanto isso, o Peixe não amoleceu e seguiu martelando em busca de mais gols. Com a zaga do Galo batendo cabeça, o time de Dorival chegou ao terceiro gol depois de uma lambança na saída de bola do vice-líder do Brasileiro. Ricardo Oliveira tabelou com Lucas Lima e desta vez não desperdiçou. 3 a 0.

Com a vitória garantida, Dorival Júnior sacou Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, já pensando no clássico contra o líder Corinthians, no domingo de manhã. Por outro lado, o Atlético-MG percebeu que a noite não seria sua mesmo em dois lances seguidos.

Primeiro Vanderlei fez grande defesa em chute de Dátolo. Em seguida, Leonardo Silva cabeceou firme, mas a bola explodiu no travessão, pingou na linha e não entrou. Thiago Ribeiro também teve uma grande oportunidade, sozinho, de frente para Vanderlei. O goleiro, no entanto, evitou o gol de honra dos visitante.

Já nos acréscimos, Marquinhos Gabriel aproveitou o desleixo da defesa do Galo e, com liberdade, bateu para marcar o quarto gol e decretar a goleada e também a nona vitória seguida dos donos da casa, na Vila.

Bastidores – Santos TV:

Santistas comemoram “vitória para dar moral” em cima do Atlético-MG

Muita gente aguardava um grande jogo entre Santos e Atlético-MG, na Vila Belmiro, na noite desta quarta-feira. Mas, o que ninguém esperava era que uma goleada por 4 a 0 decretasse o placar. Mas foi assim que o Peixe superou o vice-líder do Campeonato Brasileiro e manteve vivo o sonho de chegar ao G4.

“Vai ser assim até o final, espero que a gente consiga o objetivo de chegar ao G4. É o nosso objetivo. Muitas equipes estão oscilando e está é a nossa chance”, comentou David Braz.

Ricardo Oliveira saiu de campo feliz em ter marcado seu 17º gol na competição, se isolando ainda mais na artilharia, e admitiu que o time chega motivado para o clássico contra o Corinthians, domingo, em Itaquera.

“Importante sempre marcar, ver o time vencendo, cooperar para os três pontos. Uma partida com muita diferença, um placar de 4 a 0 contra o vice líder do campeonato, dá confiança, sim”, analisou o camisa 9, antes de completar.

“Meu trabalho é esse, sempre com muita ambição, muita vontade de ajudar o time e hoje tive a felicidade de marcar um gol que contribuiu com os três pontos”.

Gabriel, autor de dois gols, terminou o jogo rindo à toa, mas evitou demostrar muita empolgação quando falou aos microfones.

“Nosso pensamento é esse, G4, mas claro que a gente pensa jogo a jogo, cada jogo é uma final”, afirmou Gabriel, revelando que ‘tirou o pé’ em algumas jogadas para não correr o risco de levar o terceiro cartão amarelo e ficar de fora do confronto contra o Corinthians.

“Com certeza. Eu amo jogar clássico. É contra nosso maior rival. Tirei o pé para não levar o cartão e sguir ajudando”, finalizou.

Técnico do Peixe admite que não esperava uma goleada sobre o Galo

Quatro a zero. Foi assim que o Santos despachou o vice-líder do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro. A atuação da equipe depois da dolorida derrota para a Ponte Preta, na última rodada, surpreendeu até mesmo ao técnico Dorival Júnior.

“Não esperava. Enfrentamos uma equipe muito boa. E o Santos voltou a ter uma boa atuação. Hoje fizemos uma grande partida. Gostaria de enaltecer a participação de todos os jogadores, que se entregaram”, comentou o treinador, logo após o duelo desta quarta-feira, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Esse grande resultado vem valorizar ainda mais. Não pelo número de gols, porque isso é consequência, mas pela postura, agressividade que apresentou. A equipe foi coletiva do início ao fim. Tivemos dificuldades no início. O primeiro gol saiu de um lance individual e os outros três de jogadas coletivas. Essa é a cara do Santos”, disse Dorival.

Com os três pontos conquistados na nona vitória seguida na Vila Belmiro, o alvinegro praiano mais uma vez colou no pelotão de cima. Com 40 pontos, o Peixe está a um do Flamengo, quarto colocado, que nesta quinta enfrenta o Coritiba, em Brasília. Por causa disso, Dorival Júnior não quer saber de “desespero” para entrar no G4.

“Isso vai acontecer de forma natural. Não pode ser obsessão. No momento certo, adequado, quem sabe possamos dar uma alavancada, buscar uma posição, no momento que não dê mais chance para que outro se recupere. A aproximação tem sido importante. Ainda não define nada. O campeonato longo. Muita coisa ainda vai acontecer. Por isso, temos de estar atentos, focados, preparados para o fim do campeonato, até pelo desgaste”, explicou o técnico.

E a goleada ainda mereceu um elogiou a Lucas Lima. Dorival não costuma analisar seus atletas de maneira individual após as partidas, mas, nesta quarta, abriu uma exceção para falar do meia, que vive expectativa de ser convocado por Dunga nesta quinta-feira.

“É isso que queremos. É um jogador que precisa ter o contato (com a bola), ele precisa ter a participação que vem tendo. Quanto mais vezes pegue na bola, é natural que mais oportunidades vamos criar. É isso que todos nós gostaríamos de ver sempre. A partida dele foi muito boa”, finalizou o comandante do Peixe.

Lucas Lima fica na torcida por convocação: “Espero estar na lista”

Depois de dois amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, Dunga convoca nesta quinta, às 11 horas, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o elenco que abrirá as Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. No Santos, Lucas Lima, que viveu suas primeiras experiências justamente nos últimos testes, já vive uma nova ansiedade em ser chamado mais uma vez.

“Sonhamos em chegar à Seleção. Eu permaneci no Santos para tentar essa chance e ela aconteceu. Hoje, eu vejo que fiz a escolha certa. É fruto do trabalho. Desde o começo do ano venho trabalhando forte para isso acontecer”, comentou o meia, que após atuar pelo Brasil, esteve em campo com a camisa do Peixe nos jogos contra a Ponte Preta e Atlético-MG e já percebeu uma cobrança extra.

“A responsabilidade sempre vai ser maior por chegar à Seleção”, explicou. Mas, pelo que apresentou contra o Galo, Lucas Lima pode ficar confiante em mais uma convocação. “Meu futebol está crescendo. Eu procuro fazer minha parte aqui. Tomara que ele veja os melhores momentos. Os gols, pelo menos”, brincou o jogador, ao ser informado que Dunga este no Maracanã nesta quarta para assistir Fluminense x Palmeiras.

A Seleção Brasileira encara o Chile, fora de casa, dia 8 de outubro (quinta-feira), às 20h30. Dia 13 (terça-feira), em casa, o time de Dunga recebe a Venezuela às 22 horas.

Com a rodada dupla das Eliminatórias, o Campeonato Brasileiro sofrerá uma pausa. A 29ª rodada, que será disputada nos dias 3 e 4, será a última antes dos jogos da Seleção. Na ocasião, o Peixe encara o Fluminense. Depois a competição segue com a rodada 30, dias 14 e 15. Na quinta, dia 15, o alvinegro praiano visitará o Grêmio, no Sul. Se for convocado, Lucas Lima terá apenas dois dias de descanso. Mesmo assim, nada disso é encarado como obstáculo, na visão de Lucas Lima.

“Tinha certeza de que quem entrasse daria conta do recado”, comentou o jogador santista, lembrando que na sua ausência o Santos ganhou de Chapecoense e São Paulo e empatou com o Sport. “Nos treinamentos, quem entrava dava conta do recado. Agora, é esperar a convocação. Espero estar na lista, sim. Vamos ver o que Deus tem planejado”, finalizou.

Nos amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, Lucas Lima recebeu a oportunidade de começar jogando e, em ambos, acabou substituído no segundo tempo. Também é importante destacar que Neymar, principal estrela brasileira, cumprirá suspensão nas Eliminatórias e, assim, não encara Chile e Venezuela.

Atlético-MG 2 x 2 Santos

Data: 10/06/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 10.536 pagantes
Renda: R$ 346.240,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR).
Cartões amarelos: Guilherme (A); Lucas Lima, Werley, Gustavo e Vladimir (S).
Gols: Ricardo Oliveira (18-1), Werley (27-1, contra) e Dátolo (42-1); Gabriel (08-2).

ATLÉTICO-MG
Victor; Patric; Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Dátolo, Giovanni Augusto (Guilherme) e Carlos (Maicosuel); Thiago Ribeiro e Lucas Pratto (Jô).
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes, Werley, Gustavo e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Elano (Rafael Longuine) e Lucas Lima; Geuvânio (Thiago Maia), Ricardo Oliveira e Gabriel (Leandrinho).
Técnico: Marcelo Fernandes



Atlético-MG e Santos empatam em jogo movimentado no Independência

O torcedor que foi ao Independência nesta quarta-feira, para acompanhar o duelo entre Atlético-MG e Santos, assistiu a um jogo muito movimentado. As duas equipes oscilaram bons e maus momentos com um equilíbrio que se refletiu até no placar. O Peixe saiu na frente em falha atleticana que resultou em contra-ataque, o Galo empatou e virou em erros dos visitantes, que voltaram a empatar, 2 a 2, no Horto.

O Peixe abriu o placar com Ricardo Oliveira, mas Werley, com um gol contra, e Dátolo aproveitando cruzamento de Patric viraram o jogo para o Atlético-MG. No segundo tempo, o Santos empatou com Gabriel. Matematicamente, o resultado não foi bom para nenhum dos lados, já que o Galo deixa de entrar no G4, ficando com 11 pontos, contra 7 do Santos, que briga na parte de baixo da tabela.

Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG vai visitar o Flamengo, no Maracanã, mas como teve o duelo contra o Santos antecipado, o confronto contra os cariocas será realizado somente no dia 20 deste mês. Na mesma data, o Peixe terá compromisso contra o Corinthians, na Vila Belmiro.

O jogo

O duelo no Horto começou movimentado, com o Santos procurando agredir o Atlético-MG, que demorou um pouco para acordar, mas depois passou a imprimir o ritmo da partida. Sem se limitar a ficar no campo de defesa, o Peixe também tentou jogar, deixando o confronto equilibrado com um pouco mais de volume para o Galo.

Com Luan fora do jogo por conta de lesão muscular, Levir Culpi escalou Thiago Ribeiro para cumprir a função tática de Luan, e o jogador deu muito trabalho para a defesa santista. Com menos de 15 minutos, o experiente Elano acusou um problema muscular e teve que deixar o campo visivelmente chateado para entrada de Rafael Longuine.

Aos 18, o Galo avançou com praticamente todo o time para o ataque, o Santos encaixou o contra-ataque com Ricardo Oliveira, que ganhou de Leonardo Silva na velocidade e tocou na saída de Victor, abrindo o placar no Independência. O Atlético-MG tentou esboçar uma reação imediata, mas esbarrou no excesso de erros de passes, que começaram a aparecer, mostrando instabilidade da equipe mineira.

A tranquilidade atleticana só voltou a normalidade aos 27 minutos, quando Thiago Ribeiro chegou à linha de fundo e cruzou para a área, Werley, ex-zagueiro do Galo tentou cortar e mandou contra o patrimônio, empatando o jogo no Horto e renovando as esperanças da torcida. Com a igualdade, o time mineiro melhorou na partida e passou a pressionar um pouco mais.

A virada quase veio em cabeça de Jemerson, que obrigou Vladimir a se esticar todo para mandar para escanteio. Aos 42, o Atlético-MG passou a frente no marcador em jogada muito bem trabalhada, que começou com uma roubada de bola de Rafael Carioca e terminou com um cruzamento de Patric para o argentino Dátolo na posição de centroavante estufar as redes.

Vencendo a partida, o Atlético-MG voltou para o segundo tempo com um ritmo mais cadenciado, trocando passes de forma lenta, o que permitiu ao Santos ser mais agressivo até voltar a empatar o jogo. Aos oito minutos, a defesa atleticana deixou Gabriel livre, que quase da marca do pênalti teve liberdade para escolher o canto antes de fuzilar Victor.

Logo na sequência, o Atlético-MG desperdiçou chance clara de marcar com Dátolo, que sozinho, dentro da área, conseguiu mandar sobre o travessão de Vladimir. Com o empate do time de Marcelo Fernandes, o Galo voltou a acordar perseguindo o terceiro gol, mas se arriscando muito e correndo riscos excessivos.

Na base do tudo ou nada, Levir Culpi mandou para o campo o meia-atacante Guilherme e o avante Jô, deixando o time totalmente ofensivo. Com isso, a pressão ficou grande, com o goleiro santista Vladimir se destacando com boas defesas. Apesar dos esforços, o gol da vitória não saiu para nenhum dos lados no Horto.

Bastidores – Santos TV:

Herói, Vladimir divide méritos e garante time fechado com Fernandes

O Santos sofreu para segurar a pressão atleticana no primeiro tempo da partida desta quarta-feira, no estádio Independência. Mesmo depois de abrir o placar com Ricardo Oliveira, o Peixe não suportou as fortes investidas do Galo, principalmente com Thiago Ribeiro, ex-atacante do alvinegro praiano, e acabou sofrendo dois gols. Porém, não fossem as intervenções do goleiro Vladimir, o time poderia ter descido para os vestiários já sem chances no duelo.

“Não foi o resultado que queríamos, mas estamos de parabéns, lutamos até o fim, sabemos da dificuldade, desde o primeiro momento buscamos vencer, não conseguimos segurar, voltamos (para o 2º tempo) com outra postura”, analisou Vladimir, após a partida.

Na etapa complementar, o time da Vila Belmiro conseguiu equilibrar o jogo e chegou ao empate com Gabriel. Mesmo assim, Vladimir acabou sendo até mais exigido nos 45 minutos finais e provou que estava em grande noite ao evitar a derrota e, assim, aliviar um pouco dos questionamentos em cima do técnico Marcelo Fernandes, ameaçado no cargo devido aos, agora, seis jogos sem vitória do clube.

“O Marcelo está fazendo o trabalho dele, tem o nosso respaldo, da diretoria, torcida e do elenco. Agora é buscar subir cada vez mais na tabela, dando continuidade”, comentou o goleiro.

Ricardo Oliveira reclama de ‘velhos erros’ e Gabriel valoriza empate fora

Com o empate por 2 a 2, no estádio Independência, nesta quarta-feira, o Santos chegou ao sexto jogo seguido sem vitória. Agora com sete pontos, o Peixe subiu temporariamente para a 14ª colocação na tabela, mas, após os jogos do fim de semana, pode terminar a 7ª rodada dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Para Ricardo Oliveira, centroavante que marcou o primeiro gol do jogo em bela jogada individual, a equipe voltou a repetir as falhas dos últimos jogos.

“Estamos persistindo nos erros que já vimos, conversamos a respeito. Fizemos um gol, conseguimos sair na frente e, no momento melhor de administrar, jogar a torcida contra, jogar no erro deles, tomamos um gol e a virada”, reclamou o camisa 9, após o primeiro tempo do confronto contra o Atlético-MG.

As reclamações de Ricardo Oliveira respingam em Gabriel, responsável por perder a bola no meio de campo, sozinho, no lance que originou o segundo gol atleticano. O vacilo na saída do time para o ataque tem resultado em gol dos adversário nas última partidas e vem constantemente sendo cobradas por Marcelo Fernandes.

Na segunda etapa, porém, o Santos empatou o jogo justamente com Gabriel. O camisa 10 não marcava desde 29 de março, contra o São Bento, pela 13ª rodada do Campeonato Paulista.

“Acho que em todos os jogos a gente acabou tomando gol no finalzinho, jogos na mão e acabamos tomando empate. Lógico que a gente quer vencer, mas (empatar) é melhor que perder, somar pontos é sempre importante”, disse o jovem atacante, já projetando o confronto contra o Corinthians, dia 20, na Vila Belmiro. “Acho que o time nunca duvidou do nosso potencial, a pressão vem de fora, hoje mostramos que o Santos tem muito para dar nesse Brasileiro. Agora é descansar, trabalhar e esperar o clássico”, encerrou.

Marcelo Fernandes elogia postura santista no Horto e detona CBF

Apesar de passar a semana toda dizendo que não estava preocupado com a pressão sobre seu cargo, Marcelo Fernandes sabia que uma derrota frente ao Atlético-MG nesta quarta-feira poderia encerrar seu ciclo como técnico do Santos. No entanto, a equipe alvinegra mostrou muita força e, mesmo sem conquistar a vitória, arrancou um empate por 2 a 2 de forma aguerrido em pleno estádio Independência.

“Eu sou um cara que falo a verdade. Da mesma forma que eu sentei lá na sala de imprensa contra o Sport e a Ponte, que nós perdemos dois pontos, eu não saio daqui feliz com o empate. Mas hoje o time jogou como uma grande equipe, como tem que jogar, como o Santos tem que jogar, de igual para igual. Hoje ganhamos um ponto em uma partida difícil. Quero ver quem vai vir aqui no Independência e vai conseguir empatar ou até vencer”, comentou o técnico, após o jogo.

“Procuramos vencer, sim. Tentei jogar só com um volante, tentando fazer com que os meias encostassem. No segundo tempo, melhoramos bastante e é isso ai. Hoje a equipe mostrou que está muito focada no campeonato. Volto a dizer, não foi o resultado que nós esperávamos, mas a equipe está de parabéns porque encarou de igual para igual o Atlético”, analisou o treinador, feliz com seus comandados e mostrando até um certo alívio.

Elano pediu substituição logo aos 12 minutos do primeiro tempo. O jogador sentiu uma lesão na panturrilha e deixou o campo muito irritado. Depois da partida contra o Galo, Marcelo Fernandes falou sobre o assunto e culpou a CBF pela lesão de seu jogador, já que o time foi proibido de realizar o tradicional aquecimento em campo, antes do jogo.

“Foi bom tocar nesse assunto. Vou isentar totalmente o Atlético, porque eles também fizeram o aquecimento dentro do vestiário. Só os goleiros foram para o campo. A CBF tem tanto protocolo, tanta coisa em estádio, não pode isso e aquilo, tem tanto protocolo. Eu acho assim: o Santos vai jogar em São José do Rio Preto. Olha, o jogo poder ser lá, se tiver vestiário, se puder aquecer no campo, tem que ter”, disparou o técnico do Peixe.

“Não tem condição, a sala de aquecimento é só isso aqui (apontou para o vestiário). É ruim para o atleta, sim. Não é só porque machucou o Elano. Depois tem aquele protocolo de passar pelo meio do campo, aquelas coisas igual na Europa…. eu acho que a CBF tem que pensar nisso, sim, pois o protocolo é muito bonito, mas aquecer no campo é muito mais importante para que o profissional exerça sua profissão melhor. Volto a dizer, Atlético não tem nada a ver com isso”, reclamou Marcelo Fernandes.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Atlético-MG 3 x 1 Santos

Data: 29/09/2013, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 8.465 pagantes
Renda: R$ 260.650,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Marcos Rocha e Neto Berola (A); Gustavo Henrique e Mena (S).
Gols: Cicinho (14-1), Luan (17-1) e Marcos Rocha (35-1); Alecsandro (42-2).

ATLÉTICO-MG
Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Josué, Tardelli e Luan (Dátolo); Fernandinho (Neto Berola) e Jô (Alecsandro).
Técnico: Cuca

SANTOS
Aranha; Bruno Peres (Everton Costa), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Cicinho, Renato Abreu (Willian José) e Cícero; Thiago Ribeiro (Giva).
Técnico: Claudinei Oliveira



Atlético-MG bate Santos de virada no Horto e sobe para quinta posição

Com gols de Luan, Marcos Rocha e Alecsandro, time mineiro vence por 3 a 1, segue em boa fase e alcança os 35 pontos no Brasileirão

O torcedor do Atlético-MG que compareceu ao Horto neste domingo deve ter gostado do que viu. O time mineiro recebeu a visita do Santos e saiu atrás no placar, mas rapidamente reagiu e saiu de campo com uma vitória por 3 a 1 que confirma a boa fase no Campeonato Brasileiro e o leva ao quinto lugar da competição.

Os santistas abriram o placar com Cicinho, completando cruzamento de Mena. Os atleticanos empataram na sequência com Luan, que recebeu ótima assistência de Fernandinho antes de igualar o marcador. Ainda no primeiro tempo, Marcos Rocha acertou o ângulo de Aranha e virou o placar. No fim do jogo, Alecsandro fechou o marcador.

Com o triunfo, o Atlético-MG chega aos 35 pontos e é o quinto lugar. Na quinte-feira, o time recebe a visita da Ponte Preta, em duelo adiado da oitava rodada. No domingo, também em casa, encara o Corinthians. Já o Santos, estacionado nos 33 pontos, cai para a nona posição do Brasileirão e tentará a reabilitação na quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o São Paulo.

O jogo

Jogando em casa, o Atlético-MG não teve dificuldades para controlar a posse de bola, mas o Galo não conseguiu imprimir um ritmo acelerado devido a marcação do Santos, que marcou os mineiros no campo defensivo, aguardando uma chance de emplacar um contra-ataque. Sem espaços para finalizar dentro da área do Peixe, a primeira conclusão em gol foi do volante Josué, em chute de longa distância.

Aos poucos, o Galo começou a explorar mais os lados do campo, principalmente com Fernandinho e Tardelli, que deram muito trabalho para os defensores santistas. Centralizado, o avante Jô procurou fazer o pivô para os jogadores que chegam do meio-campo, jogada tradicional da equipe mineira, mas que sempre preocupa os adversários.

Até os 14 minutos, o Santos ainda não tinha conseguido agredir o time da casa com perigo, mas na primeira oportunidade, os visitantes chegaram ao gol com Cicinho, que apareceu livre na área para escorar cruzamento de Mena pela esquerda, em uma falha do setor defensivo atleticano. A resposta do Galo não demorou e veio com Luan, que completou cruzamento de Fernandinho, que passou com facilidade pelos marcadores para dar assistência perfeita para o empate alvinegro.

Os dois gols incendiaram a partida no Horto, que ficou mais aberta com as duas equipes perseguindo a vitória. Aos 19, o Santos quase marcou o segundo com Cícero, que encontrou espaços na área do Galo e fuzilou o goleiro Giovanni, que fez grande defesa. A torcida atleticana passou a empurrar a equipe em busca da virada, deixando o duelo eletrizante e muito bem jogado.

Atuando em casa, o Atlético-MG procurou ter o controle da partida nas mãos, mas o time da Vila Belmiro se mostrou muito perigoso na saída para o ataque. A insistência do Galo foi coroada com uma bela trama ofensiva, que terminou aos 35 minutos, com uma finalização de rara felicidade do lateral Marcos Rocha, que de fora da área, acertou o ângulo de Aranha, levando o Independência à loucura.

Mesmo em desvantagem, o Santos não mudou o jeito de jogar, esperando o Atlético-MG chegar para tentar encaixar um ataque em velocidade. Com essa postura, a partida perdeu um pouco em intensidade na etapa final, mas seguiu disputada em grande nível e com jogadas de qualidade.

Melhor no jogo, os atleticanos foram aos poucos acuando o rival no campo defensivo e agredindo com mais força. Preocupado com o recuou do Santos, o técnico Claudinei Oliveira resolveu trocar Renato Abreu, figura apagada no jogo, por Willian José na tentativa que os visitantes adiantassem as linhas de marcação.

Correndo riscos de sofrer o terceiro gol, os paulistas passaram a sair um pouco mais do campo defensivo, criando algumas chances de empatar, mas os mineiros continuaram com as rédeas do jogo. Somente na parte final da partida é que o Atlético-MG passou a administrar o resultado, mesmo assim, Alecsandro ainda encontrou tempo para anotar o terceiro gol da equipe da casa, fechando o placar.

Nova derrota abala confiança de Claudinei em briga por vaga na Libertadores

Ao perder por 3 a 1 do Atlético-MG neste domingo, Santos ficou estacionado nos 33 pontos e vê grupo dos quatro melhores do Brasileirão cada vez mais longe

A derrota de virada para o Atlético-MG por 3 a 1 neste domingo abalou a confiança do técnico Claudinei Oliveira no que diz respeito às chances do Santos de brigar por vaga na Libertadores. O revés fez o time cair para o nono lugar do Brasileirão e perder a chance de se aproximar do Atlético-PR, quarto colocado, que também foi derrotado.

“A gente lamenta. Se tivéssemos feito quatro pontos nas últimas duas rodadas, estaríamos numa situação muito boa na competição. Se a gente começar a ganhar os jogos, sim (sobre a possibilidade de chegar ao G4). Se a gente parar nesta situação, fica complicado”, declarou.

O treinador elegeu o lateral esquerdo Mena como melhor do Santos na partida contra os mineiros e disse que a equipe pode tirar lições da postura do adversário. “Quando o Atlético fez 2 a 1, não deu o contra-ataque em nenhum momento. Quando o jogo estava empatado em 1 a 1, nós ficamos no campo de ataque, não terminamos a jogada como deveríamos e tomamos o gol no contra-ataque”, afirmou.

A vitória deixaria o Santos na quinta colocação do Campeonato Brasileiro, a cinco pontos do Atlético-PR, quarto colocado. Com a derrota, a equipe caiu para o nono lugar e estacionou nos 33 pontos – oito a menos que os paranenses.

Santos diz que rápida reação do Atlético-MG determinou derrota em Minas

Equipe paulista saiu na frente no primeiro tempo, mas levou o empate apenas 3 minutos depois e acabou sofrendo a virada

Os santistas foram unânimes ao apontar a velocidade com que o time sofreu o gol de empate diante do Atlético-MG como principal fator para a derrota neste domingo. Em partida disputada no estádio Independência, válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos abriu o placar com Cicinho, aos 14 minutos do primeiro tempo, mas três minutos depois sofreu o empate, em gol de Luan. Alecsandro determinou a vitória atleticana aos 42 minutos do segundo tempo

“Infelizmente, logo na sequência do nosso gol tomamos o empate. Não conseguimos aproveitar o que poderia ser o jogo antes de tomar o gol. Tivemos uma ocasião muito boa com o Cícero (quando a partida estava empatada em 1 a 1), mas depois o jogo ficou aberto”, disse o atacante Thiago Ribeiro após o jogo.

O capitão santista, Edu Dracena, também lamentou o primeiro gol atleticano e disse que houve falha da marcação do time paulista no lance. “O gol saiu por causa de um mau posicionamento. É lógico que jogamos contra o campeão da América, mas poderíamos ter tido um resultado bem melhor”, afirmou Dracena.