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Santos 1 x 0 Atlético-PR

Data: 10/08/2017, quinta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.360 pagantes
Renda: R$ 622.995,00
Árbitro: Mauro Viglian (ARG)
Auxiliares: Diego Bonda e Gabriel Chade (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Guilherme (A).
Gol: Bruno Henrique (32-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison (Daniel Guedes), Yuri (Jean Mota) e Lucas Lima; Copete (Thiago Ribeiro), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi

ATLÉTICO-PR
Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Fabrício; Rossetto (Bruno Guimarães), Lucho e Nikão, Sidcley (Pablo) e Guilherme; Ribamar (Ederson).
Técnico: Fabiano Soares



Santos é dominado pelo Atlético-PR, mas marca no fim e avança na Libertadores

Parece repetitivo escrever que o futebol não é uma ciência exata. Porém, o duelo entre Santos e Atlético-PR, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, apenas expõe como esse é um esporte inexplicável. Completamente dominado dentro de seu estádio, o time comandado por Levir Culpi foi posto ‘na roda’ e viu o Furacão pressionar, parando em Vanderlei, Veríssimo e na trave. E quando a pressão atleticana parecia que daria resultado, foi o alvinegro que marcou com Bruno Henrique, na reta final do segundo tempo, e confirmou a classificação para as quartas de final da Libertadores.

Com a vaga garantida, o Peixe agora se prepara para encarar o Barcelona de Guayaquil na próxima fase da competição continental. Porém, como o embate só acontecerá em setembro, a equipe comandada por Levir Culpi precisa ‘virar a chavinha’ e pensar no Campeonato Brasileiro, já que pega o Fluminense na próxima segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Pacaembu.

O Furacão, por sua vez, esquece de vez a Libertadores e mira suas forças apenas na luta para chegar no G6 do Brasileirão. No próximo domingo, o time paranaense recebe o Bahia, às 19h, pela 20ª rodada do torneio nacional.

O jogo:

O jogo começou truncado na Vila Belmiro, como uma decisão de Libertadores. Precisando reverter a vantagem, o Atlético-PR demonstrou mais ímpeto no início e teve a primeira boa chegada do duelo. Aos 9 minutos, Nikão driblou Victor Ferraz no lado esquerdo e bateu. A bola desviou na zaga e assustou Vanderlei.

No lance seguinte, Nikão avançou novamente pela esquerda e cruzou na área. David Braz furou ao tentar afastar, mas o camisa 1 do Peixe salvou.

As duas chegadas atleticanas ‘acordaram’ o Santos, que respondeu na sequência, quando Bruno Henrique recebeu de Ricardo Oliveira e bateu de longe, passando perto do travessão de Weverton.

Porém, após a primeira chance desperdiçada, o alvinegro recuou e entregou a bola para o Furacão, esperando por um contra-ataque. O time de Curitiba, por sua vez, passou a dominar as ações e só não abriu o placar porque o Peixe tinha Vanderlei embaixo da trave.

Mostrando nenhum abatimento por ficar fora da lista de convocados da Seleção Brasileira, o goleiro santista fez três grandes defesas em um minuto e salvou o Santos novamente na Vila.

A pressão atleticana continuou. Aproveitando-se da fragilidade no meio-campo santista com Yuri e Alison, a equipe comandada por Fabiano Soares botou o Peixe ‘na roda’. Aos 37 minutos, Jonathan avançou com facilidade pelo lado direito e cruzou para o meio da área. Sidcley, completamente sozinho, bateu no meio do gol. Porém, se Vanderlei estava vendido no lance, foi a vez de Lucas Veríssimo colocar o peito na bola, em cima da linha, e livrar o alvinegro de ir para o intervalo em desvantagem no marcador.

Mesmo com a entrada de Jean Mota na vaga de Yuri, o segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro: com o Atlético-PR dominando completamente o Santos dentro da Vila. Aos 13 minutos, Jonathan cruzou para Ribamar, mas Lucas Veríssimo dividiu com o atacante e afastou o perigo.

Dois minutos depois, porém, o Peixe finalmente assustou o goleiro Weverton. Após lindo lançamento de Jean Mota, Veríssimo desviou de cabeça e a bola tirou tinta da trave esquerda do arqueiro atleticano.

A chance desperdiçada pelo alvinegro não diminuiu o ímpeto do Furacão, que seguiu dominando e pressionando em plena Vila Belmiro. Aos 26 minutos, Sidcley mandou de fora da área e obrigou Vanderlei a fazer mais uma boa defesa.

No lance seguinte, quem salvou o Santos foi a trave. Após cruzamento de Nikão, Jonathan apareceu livre na área e cabeceou na trave. Logo depois, Sidcley também avançou sem marcação e só parou em Vanderlei.

Porém, mesmo sendo completamente amassado na Vila, o Peixe conseguiu encaixar o tão esperado contra-ataque e matou o confronto. Aos 32 minutos, Lucas Lima lançou para Ricardo Oliveira na direita. O atacante cruzou na medida para Bruno Henrique apenas escorar e decretar a classificação santista na Libertadores.

Bastidores – Santos TV:

Herói do Santos, Vanderlei esquece seleção: ‘Estou em um grande clube’

Já virou rotina escrever que Vanderlei foi o herói do Santos. Nesta quinta-feira, o camisa 1 foi decisivo mais uma vez, fez diversas defesas importantes e segurou a pressão do Atlético-PR em plena Vila Belmiro, garantindo a classificação santista para as quartas de final da Libertadores.

Antes de ser protagonista do alvinegro de noite, o goleiro viu o técnico Tite deixá-lo de fora da lista de convocados da seleção brasileira para a os jogos contra o Equador, no próximo dia 31, em Porto Alegre, e Colômbia, no dia 5 de setembro, fora de casa, válidos pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Esquecido pelo comandante da amarelinha, Vanderlei valorizou seu momento no Santos.

“Não tenho o que reclamar de nada (sobre a não convocação). Estou em um grande clube, jogando grandes campeonatos. Tenho consciência de que tenho feito o meu melhor”, disse o camisa 1 após a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR, na Vila Belmiro.

Com a vaga garantida, o Santos agora se prepara para encarar o Barcelona de Guayaquil nas quartas de final da competição continental. O embate acontecerá em setembro.

“A gente precisava dessa classificação. Eles (Atlético-PR) fizeram uma bela partida, mas o importante é passar de fase. O Barcelona é um adversário difícil. Precisamos fazer um bom jogo fora de casa para ficarmos mais tranquilos na Vila”, concluiu Vanderlei.


Atlético-PR 2 x 3 Santos

Data: 05/07/2017, quarta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Vila Capanema, em Curitiba, PR.
Público: 13.770 pagantes
Renda: R$ 243.395,00
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Auxiliares: Marcelo Barraza e Claudio Rios (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Otávio, Thiago Heleno (A).
Gols: Nikão (06-1), Kayke (25-1); Bruno Henrique (11-2), Kayke (22-2) e Ederson (26-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Cascardo, Thiago Heleno, Paulo André e Sidcley; Otávio, Lucho Gonzalez (Pablo), Rosseto (Gefita), Coutinho (Carlos Alberto); Nikão e Ederson.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Vecchio); Copete, Bruno Henrique e Kayke (Fabián Noguera).
Técnico: Levir Culpi



De virada, Peixe bate o Furacão e consegue vantagem para volta

Em uma partida repleta de alternativas na Vila Capanema, em Curitiba, o Santos venceu o Atlético Paranaense por 3 a 2, pelo primeiro encontro valendo pelas oitavas de final da Libertadores da América. Com o resultado, a equipe alvinegra vai levar para a casa a vantagem de poder garantir a vaga para a sequência da competição mesmo com um empate.

O Furacão começou embalado e, aos seis minutos, Nikao aproveitou cruzamento para estufar a rede e abrir o placar. O Peixe chegou ao empate aos 25 minutos, com Kayke tocando por cima de Weverton. A virada veio na segunda etapa, com Bruno Henrique, aos 11 minutos, Kayke, com um golaço, aumentou a vantagem e Ederson descontou para o Rubro-Negro.

As equipes se encontram novamente para o jogo de volta no dia 10 de agosto, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos.

O jogo

O Furacão começou a partida pressionando, sufocando o Peixe. Aos dois minutos, Ederson fez a jogada individual e cruzou, mas ninguém conseguiu alcançar. A pressão deu resultado aos seis minutos, depois que Sidcley chegou pela lateral e cruzou rasteiro para Lucho, que furou, mas contou com a chegada de Nikão, que bateu de primeira e abriu contagem.

O gol animou ainda mais o torcedor, que empurrou o time para chegar perto do segundo, aos oito minutos, com Thiago Heleno subindo para testar por cima da meta de Vanderlei. A marcação rubro-negra estava adiantada, acuando o Santos. Aos 16 minutos, a primeira chegada de perigo da equipe alvinegra, com Kayke cabeceando para o meio da área e Bruno Henrique errando a finalização.

O Peixe equilibrou as ações e, aos 25 minutos, Jean Mota iniciou a jogada, trabalhando com Lucas Lima, que lançou Kayke. O atacante invadiu a área e tocou por cima de Weverton para deixar tudo igual. O jogo mudou depois do empate, ficando mais restrito ao meio-campo. Aos 32 minutos, Lucho recebeu na área foi travado e ficou pedindo pênalti, sem ser atendido. Aos 35 minutos, Vanderlei trabalhou bem ao parar cruzamento errado de Otávio. Furacão no ataque, aos 44 minutos, mas o chute de Lucho parou na trave após desvio de Vanderlei.

Para a segunda etapa, as equipes voltaram sem modificações. Logo no primeiro minuto, Rosseto perdeu a bola para Thiago Maia, que encontrou Kayke que, sozinho, parou na defesa de Weverton. A resposta veio aos cinco minutos, em contra-ataque com Douglas Coutinho, que bateu cruzado, para fora. Porém, aos 11 minutos, Victor Ferraz fez a jogada, Weverton não agarrou o chute e Bruno Henrique, em cima da linha, empurrou para a rede para decretar a virada.

O Atlético voltou a pedir pênalti, aos 19 minutos, depois que Carlos Alberto fez fila e foi tocado por Jean Motta. O jogo seguiu. A partida voltou a ficar pegada e equilibrada. Até que, aos 22 minutos, Kayke recebeu cruzamento rasteiro e de letra apareceu para desviar e marcar um golaço na Vila. A torcida atleticana, mostrando irritação, começou a pedir a queda de Eduardo Baptista.

Porém, era um confronto com muitas alternativas e, aos 26 minutos, Sidcley cruzou, Rosseto escorou e Ederson apareceu para desviar e descontar para o Rubro-Negro. Aos 31 minutos, Lucas Lima cobrou falta, a defesa afastou e, na sobra, Bruno Henrique chutou cruzado em cima da zaga. Aos 38 minutos, Bruno Henrique invadiu a área, fez a fila e chutou pela linha de fundo. O Atlético estava aberto, mas não conseguia forçar, facilitando o trabalho do Peixe, que segurou a vantagem para a volta.

Kayke valoriza jogo ‘sábio’ do Santos e torce por dupla com Oliveira

A ‘decisão’ contra o Atlético-PR começou da pior maneira possível para os santistas. Antes mesmo dos 10 minutos de jogo, o Furacão já vencia por 1 a 0, na Vila Capanema. Porém, mesmo com a desvantagem no placar, o Santos soube manter a tranquilidade e buscou a virada por 3 a 2, nesta quarta-feira, no confronto de ida das oitavas de final da Libertadores.

E o triunfo no Paraná só foi possível graças a Kayke. Oportunista, o atacante marcou duas vezes, sendo que o último foi um golaço de letra. Porém, mesmo após a bela apresentação, o camisa 11 preferiu valorizar a partida inteligente do alvinegro.

“É um recurso (gol de letra). O Bruno Henrique foi feliz no drible. Vimos o gol rapidinho no vestiário após o jogo e fico feliz por ser auxiliado pelo Bruno, Copete, Lucas Lima. Fica mais fácil com eles. Temos que dar valor ao nosso jogo. Jogamos de forma sábia e saímos daqui com o que esperávamos”, explicou Kayke.

Vale lembrar que o camisa 11 só assumiu a titularidade do Peixe após problemas de Ricardo Oliveira. O centroavante sentiu contusão no tornozelo depois do clássico contra o Corinthians, no dia de 3 de junho. Além disso, ele também foi acometido com uma pneumonia.

Porém, o camisa 9 já está recuperado e voltou a treinar no CT Rei Pelé. Aproveitando a boa fase, Kayke não se intimida com o retorno de Oliveira e até projeta uma dupla de ataque com o capitão do santista. “Estou esperando pelo retorno do Ricardo. É um grande jogador e meu amigo. Já já ele voltará e podemos tranquilamente jogar juntos também”, disse.

Com a vitória, o Santos leva uma imensa vantagem para o jogo de volta. Agora, o Peixe pode até ser derrotado por 1 a 0 ou 2 a 1, na Vila Belmiro, no próximo dia 10 de agosto, que consegue a classificação para as quartas de final da Libertadores.

“Temos que esquecer a vantagem. Atlético-PR pode reverter, mas não podemos deixar. Ainda não passamos de fase”, concluiu Kayke.

‘Dono do jogo’, Lucas Lima valoriza dedicação do Santos: “Honramos”

Lucas Lima foi o ‘dono’ da partida entre Santos e Atlético-PR, nesta quarta-feira, na Vila Capanema. Inspirado, o camisa 10 chamou a responsabilidade, colocou a bola no chão e conduziu o Peixe na virada por 3 a 2 sobre o Furacão, no confronto de ida das oitavas de final da Libertadores.

O meia, inclusive, foi eleito o melhor em campo pelos organizadores da competição. Porém, mesmo assim, Lucas Lima acabou sendo substituído por Emiliano Vecchio aos 42 minutos do segundo tempo. Incomodado com a saída, ele chegou a reclamar com a comissão técnica, mas negou qualquer atrito com Levir Culpi e exaltou a raça dos santistas no Paraná.

“Foi mais uma situação que nossa defesa estava pedindo um volante para proteger mais o setor, foi só no calor da partida mesmo. O mais importante foi o empenho e a dedicação da nossa equipe, honramos aí com o apoio da nossa torcida maravilhosa e conseguimos um grande resultado”, disse o meia na saída do gramado.





Atlético-PR 0 x 2 Santos

Data: 11/06/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 18.112 pagantes
Renda: R$ 386.600,00
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Michael Correia (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Paulo André (A); Daniel Guedes (S).
Cartão vermelho: Daniel Guedes (S).
Gols: Kayke (26-1) e Kayke (35-1).

ATLÉTICO-PR
Santos; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Lucho Gonzalez e Matheus Rossetto (Ederson); Nikão, Pablo (Felipe Gedoz) e Douglas Coutinho (Grafite).
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia (Alison) e Vitor Bueno (Cleber); Bruno Henrique, Copete e Kayke (Leandro Donizete).
Técnico: Elano Blumer (interino)


Santos afunda o Furacão na Baixada na despedida de Elano

Na despedida de Elano no comando interino do time, o Santos foi à Arena da Baixada, em Curitiba, e bateu o Atlético Paranaense por 2 a 0, subindo na classificação do Campeonato Brasileiro 2017. Com o resultado, o Peixe chegou aos nove pontos, na 10ª colocação, enquanto o Furacão, sem vencer nenhuma na competição, ocupa a lanterna, com dois pontos ganhos.

A equipe alvinegra fez dois gols na primeira etapa utilizando o contra-ataque, a principal arma na partida. As duas vezes, aliás, com a bola sobrando para Kayke marcar, aos 26 minutos e, na sequência, aos 35 minutos.

O jogo

O jogo começou com as duas equipes tentando impor o ritmo, com o Furacão enfrentado um pouco mais de dificuldade para criar. Aos cinco minutos, Daniel Guedes cobrou falta da intermediária e Santos defendeu com tranquilidade. Na resposta, Douglas Coutinho colocou na cabeça de Nikão, que testou pela linha de fundo.

A primeira grande chance do Rubro-Negro aconteceu aos 14 minutos, com Lucho González, que pegou sobra de bola e mandou uma bomba, pela linha de fundo, mas raspando o poste. O time da casa tentava ficar com a posse de bola, mas não passava da intermediária adversária. Até que, aos 26 minutos, o Peixe finalmente conseguiu encaixar o contra-ataque, com Thiago Maia recebendo e encontrando Kayke, que tocou na saída de Santos para abrir a contagem.

O gol aumentou a tensão na Baixada e parecia refletir no time atleticano. Aos 31 minutos, Sidcley pegou rebote na entrada da área e finalizou rasteiro, pela linha de fundo. Mais Furacão no ataque, aos 34 minutos, com Nikão deixando a defesa para trás e chutando para grande defesa de Vanderlei. Aos 35 minutos, mais um contra-ataque mortal e desta vez Kayke recebeu de Bruno Henrique antes de estufar a rede. O Peixe era cirúrgico.

Depois do intervalo, o Furacão retornou com Grafite e Ederson nos lugares de Matheus Rosseto e Douglas Coutinho. E a primeira boa oportunidade foi com Ederson, aos quatro minutos, cobrando falta colocada, com muito perigo. O Peixe estava mais recuado e chamava o Atlético para seu campo. Aos 12 minutos, Lucho desviou de cabeça após cobrança de falta pra a rede, mas o arbitro anulou o lance.

Os times reclamavam muito com a arbitragem, como aos 16 minutos, com Kayke sendo derrubado na área, mas nada marcado. Mais um gol impedido aos 20 minutos, desta vez com Grafite. Aos 27 minutos, Bruno Henrique lançou para Alison, que chegou na área para finalizar e parou nas mãos do goleiro Santos.

Em uma rara chegada na segunda etapa, o Santos quase ampliou com Jean Mota, que dominou, abriu espaço e bateu forte para defesa do arqueiro atleticano. O troco veio com Nikão, aos 33 minutos, pegando sobra de bola, mas desperdiçando a chance. Nas arquibancadas, a paciência do torcedor rubro-negro acabou. Aos 40 minutos, Daniel Guedes recebeu o segundo amarelo, por cera, e foi expulso. O Peixe, entretanto, administrou bem e garantiu os três pontos.

Elano esclarece expulsão de Guedes e elogia time por vitória

Elano encerrou sua breve passagem como técnico interino do Santos com uma vitória sobre o Atlético-PR na noite deste domingo. Além de elogiar o time pelo triunfo na Arena da Baixada, o ex-meia assumiu a responsabilidade pela expulsão de Daniel Guedes.

Encarregado de suceder Dorival Júnior, Elano estreou como interino na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo com um gol marcado por Victor Ferraz nos acréscimos. Se o primeiro triunfo foi sofrido, o segundo, alcançado com dois gols de Kayke logo na etapa inicial, deixou o ex-meia satisfeito.

“O importante do jogo contra o Botafogo foi o resultado. Aqui, foi o diferente. Além do resultado, conseguimos jogar bem, tanto no ataque quanto na defesa. Sofremos algumas situações, como é natural contra o Atlético-PR na Arena da Baixada. Mas o time se comportou bem em todos os aspectos”, elogiou.

Elano ainda comentou a expulsão de Daniel Guedes. Posicionado para bater uma falta nos minutos finais da partida, ele atendeu instrução do treinador e deixou a cobrança para Lucas Veríssimo. Já advertido com o amarelo, o jogador acabou expulso por retardar o reinício da partida pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.

“Tive uma falha muito grave. A expulsão do Guedes foi uma falha minha. Ele estava na bola e pedi para sair. Queria esclarecer isso para que o torcedor entenda. Não lembrei que já estava com o cartão amarelo e fiquei muito chateado”, justificou o treinador interino, que entregará o cargo para Levir Culpi.

Quando Elano falava sobre o clássico contra o Palmeiras, marcado para as 21h45 (de Brasília) de quarta-feira, a entrevista foi interrompida por um protesto de torcedores do Atlético-PR do lado de fora. “Eu me sinto com o dever cumprido hoje. Amanhã, já é um novo dia”, disse, antes de encerrar a coletiva. “Devido a segurança, fui”, despediu-se.




Santos 2 x 0 Atlético-PR

Data: 01/10/2016, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.764
Renda: R$ 173.620,00
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Auxiliares: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE).
Cartões amarelos: Lucas Lima e David Braz (S); Weverton (A).
Gols: Ricardo Oliveira (29-1, de pênalti) e Paulinho (37-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Luiz Felipe e Zeca; Renato e Thiago Maia; Lucas Lima e Vecchio (Jean Mota); Copete (Paulinho) e Ricardo Oliveira (Yuri).
Técnico: Dorival Junior

ATLÉTICO-PR
Weverton; Rafael Galhardo, Paulo André, Thiago Heleno e Nicolas; Otávio e Hernani; Lucho González (Luan), Lucas Fernandes (Marcos Guilherme) e Matheus Rosseto; Pablo.
Técnico: Paulo Autuori



Em retorno de Ricardo Oliveira, Santos bate o Atlético-PR e segue no G4

No retorno de Ricardo Oliveira, o Santos bateu o Atlético-PR por 2 a 0, na Vila Belmiro, em jogo valido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Fora dos últimos três jogos do Peixe, o veterano centroavante marcou de pênalti, ainda no primeiro tempo, e Paulinho fechou o placar na segunda etapa.

Além de comemorar seu retorno com gol, fundamental para o Peixe permanecer no G4, o tento foi um alívio para Ricardo Oliveira, que não balançava as redes desde o dia oito de setembro, quando anotou o único gol do Santos na derrota por 2 a 1 para o Internacional, na Vila Belmiro. Desde então, foram seis jogos do Peixe, sendo que o veterano não atuou em três destes.

Com o resultado, o Santos chegou aos 48 pontos, assegurando a quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-PR estacionou nos 42 pontos ganhos, ficando na quarta posição. O quinto, que pode fechar um possível G5 do Brasileirão, é o Fluminense, com 46 pontos.

O jogo

Apesar de as duas equipes estarem brigando pelo G4 do Campeonato Brasileiro, o primeiro tempo não fez jus à colocação dos times e teve poucas emoções na Vila Belmiro. A primeira chance de gol aconteceu apenas aos 14 minutos, quando o volante Otávio pegou sobra da zaga santista e arrisca chutou de muito longe, mas Vanderlei espalmou por cima do travessão.

No lance de perigo seguinte, o Santos respondeu e abriu o placar aos 28 minutos, de pênalti. Vecchio disparou pelo meio e acertou bom passe para Lucas Lima na direita. O meia virou o jogo e devolveu para o argentino, que foi derrubado pelo goleiro Weverton dentro da área. Na cobrança da penalidade, Ricardo Oliveira não titubeou e mandou para as redes.

O Segundo tempo, no entanto, começou com bem mais emoção na Vila Belmiro. Logo aos três minutos, o Atlético-PR quase chegou ao empate em cobrança de falta de Herrnani. De frente para o gol, o volante cobrou por cima da barreira e Vanderlei apenas observou a bola explodir no travessão.

O Santos respondeu já no minuto seguinte. Em contra-ataque, Thiago Maia arriscou o chute, Weverton não segurou e deu rebote, que ficou com Lucas Lima. O meia cruzou boa bola para o meio, mas ninguém do Peixe chegou para mandar para as redes.

O Atlético-PR seguiu em busca do empate e teve nova chance aos 24 minutos. Hernani fez ótimo cruzamento pela esquerda, Lucho González saltou para tentar desviar, e Vanderlei espalmou.

O placar, porém, começou a ser definido aos 30 minutos, quando Paulinho entrou no lugar de Copete. Sete minutos depois, o atacante aproveitou cruzamento de Renato para o meio da área, antecipou Paulo André, e desviou de cabeça para mandar a bola no canto esquerdo de Weverton e ampliar a vantagem do Peixe.

Bastidores – Santos TV:

Ricardo Oliveira marca em retorno e dedica gol a Gustavo Henrique

O gol de pênalti marcado por Ricardo Oliveira neste sábado, não apenas abriu caminho para a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-PR, mas representou o fim do jejum do centroavante e a realização de uma promessa. O camisa 9 do Santos disse ao companheiro Gustavo Henrique, lesionado na última rodada contra o Sport, que balançaria as redes nesta tarde na Vila Belmiro.

“Minha função dentro do time é ser efetivo, fazer os gols, buscar participar. Eu quero aproveitar essa oportunidade. Eu havia prometido para o Gustavo Henrique, que sofreu uma lesão. Estamos juntos, Gu, em breve você está de volta”, disse o matador.

Ricardo Oliveira não marcava há um mês, desde o dia oito de setembro, quando anotou o único gol do Santos na derrota por 2 a 1 para o Internacional, na Vila Belmiro. Fora há três partidas, o veterano precisou superar o goleiro Weverton, convocado por Tite para a Seleção Brasileira, para inaugurar o marcador na vitória do Peixe.

“Importante voltar a marcar. Às vezes a gente erra, acerta… Sabia que tinha um grande goleiro na frente, mas fui feliz de fazer o gol e observar bem ele. Ressaltamos o trabalho coletivo e um resultado importantíssimo. Nos dá folga no G4”, completou.

Com o resultado, o Santos chegou aos 48 pontos, assegurando a quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-PR estacionou nos 42 pontos ganhos, ficando na quarta posição. O quinto, que pode fechar um possível G5 do Brasileirão, é o Fluminense, com 46 pontos.

Dorival celebra atuação de Paulinho após “problemas particulares”

Tendo entrado nas duas últimas partidas do Santos – vitória por 2 a 1 contra o Internacional, pela Copa do Brasil, e triunfo sobre o Atlético-PR por 2 a 0, neste sábado, pelo Brasileirão – o meia-atacante Paulinho vem retomando a confiança no Peixe, e foi dele o gol que garantiu os três pontos ao Alvinegro contra o Furacão, O técnico Dorival Júnior celebrou a retomada do jogador e lembrou que já havia tentado sua contratação.

“Eu trouxe o Paulinho não por acaso. Sempre acreditei nele. Um pouco antes dele ir ao Flamengo (quando estava no XV de Piracicaba), já havia conversado sobre ele no Flamengo mesmo. Ele pode se doar ainda mais, vem melhorando a cada momento. Espero que se reencontre de vez”, disse o treinador.

Antes dos dois últimos jogos em que participou, Paulinho não atuava desde o dia sete de agosto. No período, foram 11 jogos em que o meia-atacante não entrou em campo e, segundo Dorival Júnior, “problemas pessoais” influenciaram no período inativo.

“Ele teve problemas particulares que geram uma intranquilidade ao atleta. Acaba caindo taticamente.”, completou o comandante.

Após a partida, Paulinho também concedeu entrevistas e comemorou por voltar a marcar. O último gol pelo Santos havia sido no dia cinco de junho, em vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, na Vila Belmiro.

“Fiquei muito tempo fora da equipe, tive pés no chão, respeito quem está muito na minha frente ainda. Ajudei e estou feliz. Fiquei fora, mas treinando. Focado, na esperança de voltar”, disse o meia-atacante.

Dorival elogia atuação do desgastado Santos e projeta decisão contra o Flu

O Santos conseguiu superar o desgaste físico e teve atuação segura neste sábado para vencer o Atlético-PR por 2 a 0, na Vila Belmiro, e se manter no G4 do Brasileirão. Na quarta-feira, o Peixe venceu o Internacional por 2 a 1, em jogo pela Copa do Brasil, e o técnico Dorival Júnior elogiou a manutenção no nível de atuação do Alvinegro.

“Foi um grande jogo. Jogamos de maneira equilibrada depois do desgaste do meio de semana. O Atlético não jogou (durante a semana) e é uma equipe rápida, veloz, com variações grandes de jogadas. Criam muitas dificuldades na marcação. Fizemos um jogo seguro acima de tudo e fomos agudos em momentos importantes”, celebrou o técnico.

Na próxima quarta-feira, às 21h (de Brasília), na Vila Belmiro, o Santos terá mais um duelo direto para se manter no G4 do Brasileirão. Depois de bater o Furacão, que ficou na sexta posição com 42 pontos, o Peixe encara o Fluminense, quinto colocado com 46 pontos, dois a menos que o Alvinegro.

“Temos que procurar essa regularidade daqui para a frente. O resultado de hoje, mais o resultado na quarta-feira é fundamental para que nos mantenhamos e busquemos uma arrancada. Fluminense vem em crescente, ganhou os últimos três jogos, dois fora de casa. Isso tudo mostra o que será a decisão neste momento do campeonato. É fundamental vencer para se manter na parte de cima da tabela”, completou o técnico.

Para esta decisão, o Santos não poderá contar com Lucas Lima, convocado por Tite para dois jogos pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018. Jean Mota será o substituto. O Santos folga neste domingo e volta a treinar na tarde de segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Sem Vitor Bueno, Dorival celebra desempenho de Vecchio e Jean Mota

Sem Vitor Bueno há dois jogos – vitórias contra Internacional, pela Copa do Brasil, e Atlético-PR no Campeonato Brasileiro – e com a saída de Gabigol para a Internazionale, Dorival Júnior vai se virando com as peças que tem para armar o meio de campo do Santos. Nos dois últimos jogos, o treinador deu oportunidades para o argentino Vecchio entre os titulares e Jean Mota também teve chances e mostrou bom desempenho. Assim, o comandante comemora as novas opções no Peixe.

“O Jean é um jogador que pode mudar o ritmo de uma partida. E o Vecchio precisa de uma sequência. Desde que chegou, vinha sendo pouco aproveitado e treinava com força. Mereceu as chances nos últimos jogos”, disse Dorival Júnior.

Ao lado dos estrangeiros Vecchio e Copete, Lucas Lima segue absoluto na armação do Santos. Após um período em que apresentou uma queda de rendimento, o que foi motivo de críticas da torcida, o meia vem retomando um bom futebol e também foi elogiado por Dorival Júnior.

“O Lucas Lima vem trabalhando muito forte. Há seis partidas que vem em uma crescente. Às vezes não se tem paciência para uma recuperação. Ele tem encontrado uma nova condição e é fundamental à equipe”, completou o treinador, lembrando de contusões em sequência que atrapalharam o camisa 10.

Atlético-PR 1 x 0 Santos

Data: 18/06/2016, sábado, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 9ª rodada
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 15.359 pagantes (17.464 presentes)
Renda: R$ 395.520,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Bruno Raphael Pires (GO) e Alexandre A Pruinelli Kleiniche (RS).
Cartões amarelos: Giovanny e Sidcley (AP); Renato (S).
Gol: Paulo André (43-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Deivid, Giovanny e Ewandro (Pablo); Walter (Vinicius) e André Lima.
Técnico: Paulo Autuori

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Yuri e Zeca; Renato, Thiago Maia (Alison), Léo Cittadini (Paulinho) e Vitor Bueno; Gabriel e Joel (Diogo Vitor).
Técnico: Dorival Junior



Atlético-PR marca no fim e bate o Santos, que perde vaga no G4

Um gol de Paulo André, ex-zagueiro corinthiano, acabou com a série de três vitórias seguidas do Santos no Campeonato Brasileiro neste sábado à noite. Em uma partida muito equilibrada na Arena da Baixada, em Curitiba, em que o Peixe mandou duas na trave, mas também teve a sua carimbada e viu Vanderlei aparecer com destaque no segundo tempo, o Atlético-PR acabou sendo premiado pela postura ofensiva na etapa final, quando Dorival Júnior recuou o alvinegro e acabou pagando caro após escanteio já aos 43 minutos do segundo tempo.

A derrota por 1 a 0 também acabou com o objetivo santista de alcançar a quarta vitória seguida no Brasileirão. Marca que a equipe não alcança desde a edição de 2011. Assim, o Peixe se mantém com 13 pontos e, apesar de dormir na 4ª colocação, vai perder sua vaga no G4 ainda nesta 9ª rodada inevitavelmente em função dos confrontos deste domingo. Por outro lado, o Furacão descola da zona de rebaixamento ao se juntar ao bolo de times que também marcam os mesmos 13 pontos.

O jogo

Neste sábado, talvez a fria noite de Curitiba, que apontava temperatura próxima dos 12ºC na hora do jogo, fez com que as equipes começassem o duelo sem muito ímpeto, demorando a engrenar. A verdade é que a primeira metade da etapa inicial foi dura de assistir, com Santos e Atlético-PR sendo inofensivos no ataque e abusando dos chutões.

O clima só esquentou na Arena da Baixada aos 28 minutos, quando Vitor Bueno, com espaço na entrada da área, arrematou e acertou a trave de Weverton, que ainda viu a bola correr próxima a linha do gol até sair pela linha de fundo, do lado o oposto.

A resposta veio cinco minutos depois, com Giovanny. Após rápido contra-ataque do Furacão, a bola chegou no meia atleticano pela esquerda, nas costas de Victor Ferraz, mas Vanderlei espalmou a finalização para escanteio.

Nos últimos minutos, mais duas chances, uma para cada time, de novo. Primeiro, Giovanny testou novamente Vanderlei, em chute praticamente da mesma posição. Mas o arqueiro alvinegro fez seu bem trabalho. Em seguida, Gabriel recebeu lançamento pela direita e, quase sem ângulo, tocou por cobertura de Weverton, que ainda voltou e se esticou todo, mas foi salvo pelo travessão.

Assim, depois de 47 minutos muito equilibrados, sem grandes emoções, o placar seguiu inalterado para o segundo tempo, que pelo menos começou diferente, com os dois times mais ligados e partindo para o ataque. A curiosidade é que os lances de perigo eram sempre criados em sequência. E a coincidência valia até para as polêmicas.

Logo nos minutos iniciais, Vitor Bueno caiu dentro da área e ficou pedindo pênalti, mas o árbitro ignorou. No lance seguinte, André Lima recebeu dentro da área santista e foi tocado por Vanderlei. Foi a vez dos donos da casa pedirem a bola na marca da cal, mas o árbitro novamente nada marcou.

O jogo sofria alguns apagões. Após criarem oportunidades claras de gol, Atlético-PR e Santos passavam muitos minutos entre o perde e ganha no meio campo. Mas, batava um se arriscar para o outro responder imediatamente. Assim foi aos 21 minutos, quando André Lima, Ewandro e Vinicius fizeram boa triangulação. Zeca salvou o Peixe ao travar chute do último atleticano. Um minuto depois, Gabriel recebeu dentro da área e encheu o pé, para boa defesa de Weverton.

A partir daí o Furacão partiu de vez para o ataque e o Santos passou a se postar mais recuado. Assim, Vanderlei salvou o alvinegro depois de finalização de carrinho de Vinicius. E, aos 30, tirou com os olhos uma bomba de Pablo que explodiu na trave. Seria um golaço.

E o castigo santista por ter recuado demais chegou aos 43 minutos, quando o Atlético-PR acabou premiado por sua ousadia ofensiva. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Paulo André subiu com liberdade e testou para o fundo do gol de Vanderlei. Foi o golpe final de uma partida muito igual, mas que acabou com a festa dos donos da casa.

Dorival não se conforma com mais um gol de bola parada no fim do jogo

A derrota do Santos para o Atlético-PR neste sábado não foi bem digerida por Dorival Júnior. Após o duelo na Arena da Baixada, em Curitiba, o técnico concedeu entrevista coletiva inconformado pela equipe ter levado um gol aos 43 minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio. Paulo André foi o responsável por tirar o sono do técnico alvinegro, que não perdoou seus comandados e culpou exclusivamente a falha na bola parada pela quebra da série de três vitórias seguidas do Peixe no Campeonato Brasileiro.

“Eu não vi inversão do processo que aconteceu no primeiro tempo, tanto que a posse de bola mostra como o Santos teve o jogo sob seu comando. O terceiro jogo que tomamos gol após os 40 minutos. E isso está nos tirando o sono, porque a bola parada tem nos tirado pontos importantes, diferente da bola em jogo, bola rolando, que não nos causa problema. Em compensação, a bola parada está nos tirando pontos importantes e fazendo com que nossa campanha seja prejudicada”, reclamou Dorival, discordando dos jornalistas que analisaram o Santos recuado na etapa final.

“67% de posse de bola (pelo footstats, foram 62%). Nós criamos, buscamos o gol, batemos em gol… A equipe do Atlético estava muito bem postada, mesmo assim tentávamos o último passe. Fizemos um jogo de uma maneira correta. Infelizmente, não conseguimos o resultado em função de uma postura na bola parada”, continuou.

Neste sábado, Dorival Júnior só contou com um zagueiro de ofício, que foi Luiz Felipe. Yuri atuou improvisado no setor, mas, isso não foi visto como fator determinante, na visão do treinador. Vale destacar que era o atacante Paulinho que estava na marcação do zagueiro Paulo André no momento do gol atleticano.

“De maneira nenhuma (culpa da falta de zagueiros). Não tivemos problema nenhum durante a partida. Posicionamento perfeito, uma atuação muito boa em todos os aspectos, em todos os sentidos, em exceção nesses quatro, cinco minutos em que fomos penalizados com uma bola parada”, repetiu o técnico, já de olho nos próximos desafios. “Treinar, trabalhar, porque, eventualmente, uma jogada ou outra que aconteça, tudo bem. Mas, estamos tendo esse problema e isso vem realmente preocupando. Com a bola no chão, dificilmente existe uma penetração na nossa área”, explicou.

Antes das três vitórias seguidas do Santos nas últimas três rodadas, contra Botafogo, Santa Cruz e Sport, respectivamente, o time da Baixada perdeu para Internacional, empatou com o Figueirense e caiu diante do Corinthians. Nos três jogos, o alvinegro levou gol nos minutos finais e oriundos e bola parada. E esse é o motivo da irritação de Dorival Júnior.