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Bahia 1 x 0 Santos

Data: 21/04/2018, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 15.875 presentes (15.588 pagantes e 287 não pagantes).
Renda: R$ 317.748,00
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (ambos do SE).
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios e Ailton Farias da Silva (SE).
Cartões amarelos: Douglas, Nino Paraíba, Régis e Marco Antônio (B); David Braz, Léo Cittadini e Dodô (S).
Gol: Junior Brumado (49-2)

BAHIA
Douglas, Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore e Elton; Zé Rafael (Allione), Vinícius (Régis) e Marco Antônio (Brumado); Edigar Junio.
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Diego Pituca) e Jean Mota; Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Rodrygo (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Bahia marca gol aos 49 e Santos perde a primeira no Brasileirão

O Santos conseguiu suportar uma forte pressão do Bahia no primeiro tempo, quando Vanderlei e a trave salvaram o time da Baixada Santista, mas acabou pagando caro por não aproveitar as chances claras em contra-ataques na etapa final do confronto com o Bahia na noite desse sábado. No último lance da partida, aos 49 minutos, a defesa santista se perdeu em cobrança de escanteio e Junior Brumado garantiu a vitória do tricolor por 1 a 0 na Fonte Nova, em Salvador, onde os santistas não sabem o que é triunfar desde 2003.

O resultado interrompe a série de três vitórias seguidas da equipe de Jair Ventura e impede que o Alvinegro Praiano alcance a liderança provisória do Campeonato Brasileiro após duas rodadas. Por enquanto, o Peixe fica na quinta posição, com três pontos. O Bahia se recupera da derrota na estreia, mas ocupa a nona posição neste momento.

A partida também marcou o retorno de Bruno Henrique aos gramados. O atacante se lesionou em janeiro, logo em sua primeira partida na temporada. Desde então, lutou contra uma lesão na retina de seu olho. Por outro lado, Gabriel, mais uma vez titular, chegou ao oitavo jogo sem balançar as redes pelo Santos.

O jogo

Apesar de uma escalação de certa forma ofensiva no papel, o Santos decepcionou seu torcedor no primeiro tempo. Os primeiros 25 minutos de jogo foram de pressão total dos donos da casa. O Peixe se viu encurralado e sem posse de bola.

Vanderlei precisou aparecer com uma grande defesa logo aos quatro minutos. Pouco depois, Elton chegou a balançar as redes, mas cometeu falta em Alison e o lance foi anulado, o que não tirou o ímpeto dos tricolores. Aos oito minutos, Vanderlei pegou, no contrapé, chute de Nino Paraíba. No rebote, Edigar Junior mandou na trave.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos de Rodrygo. O jovem se apresentava como único jogador de ataque do Peixe a dar trabalho aos seus marcados. E dos pés dele por muito pouco o Santos não abriu o placar aos 22, depois de drible desconcertante e tabela com Gabriel.

Mas foi só. Apesar do Bahia aos poucos diminuir o ritmo de forma natural, os tricolores seguiram até o intervalo com o comando das ações, enquanto os visitantes limitaram-se a se defender com muita eficiência.

O panorama não mudou depois do intervalo. No primeiro minuto de boal rolando, novamente Vanderlei teve de mostrar toda sua agilidade em chute rasante de Zé Rafael.

Demorou, mas o Santos cresceu na partida após os dez minutos. Jair Ventura conseguiu organizar sua equipe de uma forma que o Bahia até continuou com o domínio das ações, mas o alvinegro passou a ser perigoso nos contra-ataques.

Rodrygo, Gabriel tiveram oportunidades claras, mas falharam na pontaria. Do outro lado, Zé Rafael seguindo sendo o jogador mais incisivo dos mandantes, mas Vanderlei parecia uma parede no gol.

O jogo ficou tenso do lado de fora. O Árbitro Claudio Francisco Lima e Silva acabou expulsando o técnico Guto Ferreira e o auxiliar de Jair Ventura. Mesmo assim, as duas comissões técnicas apostaram nos jogadores oriundos do banco de reservas em busca do gol da vitória.

O destaque ficou por conta de Bruno Henrique, que não atuava desde janeiro por causa de uma lesão na retina do olho. Os santistas que compareceram a Fonte Nova só não aprovaram a saída de Rodrygo. Vaias também puderam ser ouvidas quando o Bahia decidiu trocar Zé Rafael por Allione.

Com as mexidas, o jogo ficou franco, imprevisível e emocionante em seus minutos finais. O Santos desperdiçou dois contragolpes e pagou caro. No último segundo de jogo, o Bahia chegou ao gol da vitória. Allione cobrou escanteio baixo, Elton tocou de calcanhar e Junior Brumado escorou, à queima roupa com Vanderlei, para o fundo do gol.

Na próxima rodada, o Bahia tem nova oportunidade em casa no domingo, diante do Atlético-PR, às 16 horas. Já o Santos, como teve seu duelo com o Vasco adiado, só volta a atuar pelo nacional por pontos corridos contra o Grêmio, dia 6 de maio, em Porto Alegre, em jogo válido pela quarta rodada. Antes, o alvinegro terá o Estudiantes na Vila, na próxima terça, e o Nacional, no Uruguai, dia 1º maio, pela Copa Libertadores da América.

Bastidores – Santos TV:

Jair admite primeiro tempo ruim do Santos e lamenta “falta de gordura”

Depois de vencer o Ceará na estreia do Campeonato Brasileiro, o Santos conheceu sua primeira derrota na competição na noite desse sábado ao cair por 1 a 0 diante do Bahia, na Fonte Nova. Agora, o time só volta a campo pelo nacional na quarta rodada, frente ao Grêmio, em Porto Alegre, em confronto marcado para o dia 6 de maio. Isso porque a partida contra o Vasco, que aconteceria nessa segunda, no Pacaembu, foi adiada para julho.

Sendo assim, o Peixe tem grandes chances de ficar na parte de baixo da tabela, com apenas três pontos somados até lá. O empate em Salvador, que escapou por muito pouco, poderia lhe dar uma condição um pouco melhor. E o fato foi lamentado por Jair Ventura em entrevista coletiva.

“Isso atrapalhou nossos objetivos. Como o jogo com o Vasco acabou adiado e sofremos essa derrota, não ficaremos entre os primeiros. Queríamos ter gordura para brigarmos na parte de cima da tabela, mas, não será possível”, comentou o técnico santista, que analisou a atuação de seus comandados nesse sábado de forma bastante realista.

“Um primeiro tempo onde encontramos muita dificuldade de jogar, não fizemos nosso jogo apoiado, de sair da pressão do Bahia. Conseguimos jogar no segundo, equiparar o volume de jogo. O Jogo ficou muito aberto, mas muito faltoso. Isso para um time leve como o Santos atrapalha. No último minuto, um escanteio rasteiro, a bola quica e sofremos o gol. Estamos tristes pela derrota”.

Apesar de identificar erros, Jair Ventura evitou críticas pesadas pelo lance que gerou o gol do Bahia aos 49 minutos do segundo tempo e lembrou que esse tipo de emoção sempre vai acontecer no futebol, para o bem ou para o mal.

“Não tivemos próximos do que temos apresentado, o segundo tempo mostra que não vínhamos bem no primeiro. O primeiro tempo não foi bom, mas oscilações acontecem. Mudamos de postura no segundo tempo, criamos, colocamos a bola no chão, a equipe criou e o jogo ficou aberto e no último minuto a gente nem conseguiu dar a saída de bola. Dói tomar gol no último minuto, mas são coisas do futebol, quando a gente faz, a gente comemora, quando é contra é muito triste”, concluiu.

Zagueiro do Santos reclama do ataque depois de derrota para o Bahia

O Santos sofreu uma dolorosa derrota na noite desse sábado. O time estava prestes levar um ponto para casa como visitante, chegar à liderança provisória no Campeonato Brasileiro e manter uma invencibilidade de quatro partidas quando acabou levando um gol do Bahia no último lance do confronto na Fonte Nova.

O baque pela derrota por 1 a 0 foi notório e, após o apito final, o zagueiro Lucas Veríssimo não escondeu sua irritação. O defensor lembrou as oportunidades desperdiçadas pelo setor ofensivo, principalmente no segundo tempo e pouco antes da equipe levar o gol em cobrança de escanteio.

“Um lance que não pode acontecer, a equipe vinha bem, faltou matar, criamos oportunidades, sabíamos que seria difícil. Esse gol no finalzinho não poderia acontecer, o time teria de estar atento. Vamos corrigir para não voltar a acontecer”, declarou o jogador do Peixe.

Bruno Henrique é a boa notícia em derrota do Santos. Mas, quem sai?

O Santos teve nesse sábado, em campo, seu principal jogador de volta. Depois de pouco mais de três meses, Bruno Henrique pisou no gramado com a camisa do Alvinegro Praiano. A substituição até gerou controvérsias diante da escolha de Jair Ventura pela saída de Rodrygo. Mas, a empolgação pelo retorno do camisa 11 ofuscou até mesmo as críticas em cima do técnico santista.

Uma bolada logo no início da partida contra o Linense, no estádio Gilbertão, em Lins, pela primeira rodada do Estadual, acabou causando uma lesão na retina do olho direito do jogador, que passou por cirurgia no local e teve de concluir seu tratamento na Alemanha.

O veloz e habilidoso atacante ficou em campo por cerca de 25 minutos e não conseguiu evitar a dolorosa derrota para o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Foram dois cruzamentos errados, nenhuma finalização a gol e cinco passes certos de oito tentados, além de uma falta cometida.

Os números, no entanto, pouco importam. O que o torcedor espera é que em pouco tempo Bruno Henrique volte ao ritmo de 2017, quando terminou a temporada com 53 jogos, 18 gols, 11 assistências e muitos dribles desconcertantes.

“A grande novidade, uma boa notícia, apesar da derrota, é a volta do Bruno Henrique. A gente sentiu que ele ainda está um pouco sem ritmo. Normal, ele só jogou oito minutos do primeiro jogo do Campeonato (Paulista). Entrou em um jogo quente, pesado, de força, e correspondeu. Criou algumas chances, deu passes, dribles. O Santos ganha com o retorno desse jogador e vai ficar mais forte quando ele estiver 100%”, avaliou o técnico Jair Ventura.

A tendência é que Bruno Henrique volte ao time titular aos poucos, mas, no clube é consenso que é questão de tempo até o atacante recuperar seu espaço entre os 11. Nesse sábado, Jair optou por sacar Rodrygo, mas o jovem vem se destacando e sua saída certamente pode gerar muita reclamação dos torcedores.

O quebra-cabeça tem outras duas peças: Eduardo Sasha e Gabriel. O segundo é cria do clube, ostenta a camisa 10 e representa um alto investimento. O problema é que Gabriel não balança a rede há oito jogos. Por outro lado, Sasha tem se mostrado tão importante que a diretoria santista topou até envolver Zeca na negociação com o Internacional para segurar o jogador na Vila Belmiro.

Correndo por fora está Arthur Gomes, que apesar de reserva no momento, atuou nos últimos nos 20 jogos do Santos no ano, acabou ficando de fora apenas de uma partida, prova da confiança do treinador em seu futebol.

O problema é todo de Jair Ventura a partir de agora. O que interessa para os santistas é que Bruno Henrique, enfim, está de volta e certamente o grupo alvinegro fica mais forte e ambicioso para a temporada com o camisa 11 reintegrado.


Santos 3 x 0 Bahia

Data: 23/07/2017, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 16ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 35.769 presentes (32.869 pagantes e 2.900 não pagantes)
Renda: R$ 1.282.430,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Eduardo (B) e Daniel Guedes (S).
Gols: Bruno Henrique (28-1), Bruno Henrique (45-1) e Bruno Henrique (30-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Fabián Noguera, David Braz e Jean Mota; Yuri, Vecchio (Rafael Longuine) e Lucas Lima; Copete (Alison), Bruno Henrique e Kayke (Thiago Ribeiro).
Técnico: Levir Culpi

BAHIA
Jean; Eduardo (Éder), Tiago, Lucas Fonseca e Matheus Reis; Renê Júnior, Juninho, Vinicius e Allione (Júnior Brumado); Zé Rafael e João Paulo (Mendoza).
Técnico: Jorginho



Com três de Bruno Henrique, Santos vence e ganha moral para decisão

O Santos está se firmando cada vez mais no G4 do Campeonato Brasileiro. Empurrado por um lotado Pacaembu nesta ensolarada manhã de domingo, o Peixe derrotou o Bahia, por 3 a 0, em duelo válido pela 16ª rodada do torneio nacional. Foi a quarta vitória nos últimos seis jogos da equipe da Baixada, que mantém os líderes Corinthians e Grêmio no radar da tabela de classificação.

Com três gols de Bruno Henrique, o Santos recuperou o terceiro lugar, perdido no sábado com a vitória do Flamengo, ao alcançar os 30 pontos ganhos, um a menos que o Grêmio e a dez do Corinthians. Os gaúchos, porém, ainda jogam contra o São Paulo no encerramento da rodada. O Bahia, por sua vez, caiu para a 13ª posição, com 19 pontos.

Antes de pensar no Brasileirão, o time comandado por Levir Culpi se preocupará com um mata-mata. Às 21h45 (de Brasília) da próxima quarta-feira, o Peixe, embalado e com moral pela boa vitória conquistada neste domingo, receberá o Flamengo na Vila Belmiro, precisando reverter uma desvantagem de 2 a 0 para avançar às semifinais da Copa do Brasil.

O jogo:

Bem marcado pelo Bahia, o Santos começou cometendo falhas na defesa e, em uma delas, por pouco não saiu atrás no placar. Aos cinco minutos, David Braz saiu mal pela esquerda e perdeu a bola para o atacante Zé Rafael, que bateu forte e cruzado, exigindo grande defesa de Vanderlei. O time da casa não demorou a responder. Aos 13, Jean Mota roubou a bola pela esquerda e fez ótimo passe para Copete, que invadiu a área e bateu forte, mas na rede pelo lado de fora.

Dez minutos depois, polêmica: após boa triangulação santista, Lucas Lima entrou na área e caiu em dividida com o zagueiro Tiago. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães apontou a marca da cal, mas logo em seguida voltou atrás na decisão depois de conversar com o auxiliar de linha de fundo e sinalizou apenas escanteio.

A ira de torcida e jogadores alvinegros em função da marcação do juiz durou pouco, no entanto. Aos 28 minutos, Copete foi acionado na direita e tocou para Kayke, que bateu forte e cruzado. O goleiro Jean não agarrou e, no rebote, o até então apagado Bruno Henrique apareceu sozinho na esquerda e só teve o trabalho de empurrar para a rede, colocando o Peixe à frente no marcador.

Já mais à vontade em campo, após sofrer no início com o estilo cadenciado do Bahia, o Santos ainda aumentou a sua vantagem antes do intervalo. E foi com um golaço. Aos 45, Vecchio, com um belo chapéu no meio-campo, puxou o contra-ataque e passou para Lucas Lima, que deu uma ‘caneta’ no lateral direito Eduardo e finalizou para defesa parcial de Jean. No rebote, mais uma vez, Bruno Henrique marcou o seu segundo tento na partida, tendo o nome gritado pela torcida em seguida.

Precisando voltar para o jogo, o Bahia se lançou ao ataque no começo da etapa final. E a estratégia quase deu certo aos oito minutos, quando o ex-Corinthians Mendoza recebeu na esquerda, se livrou de três marcadores e rasteiro na área para Vinicius girar e bater. O meia, porém, não contava com mais uma ótima defesa de Vanderlei, que saltou no canto esquerdo para salvar.

Mais agressivo, o Tricolor baiano chegou perigosamente de novo quatro minutos depois: Vinicius ganhou de Noguera na dividida e arriscou de fora da área. A bola passou tirando tinta da trave de Vanderlei. Aos 21, o arqueiro alvinegro voltou a trabalhar ao mandar para escanteio uma pancada do volante Juninho em cobrança de falta.

Apesar da atuação mais apagada no segundo tempo, o Santos liquidou a partida aos 30 minutos. De novo com Bruno Henrique, que aproveitou cruzamento de Daniel Guedes e sobra em dividida de Noguera com o zagueiro do Bahia para finalizar livre de marcação e marcar o seu terceiro gol no jogo.

No fim, o Santos ainda se safou de levar ao menos um gol nas boas chances que o Bahia criou na base do abafa. No entanto, a equipe da Baixada conseguiu administrar o placar trocando passes, com direito a “olé” da torcida, que deixou contente o Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

David Braz põe Santos “na briga” pelo título e promete secar líderes

O Santos entrou de vez na briga pelo título do Campeonato Brasileiro 2017. Feita após a vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, neste domingo, no Pacaembu, a declaração é do zagueiro David Braz, que ainda promete secar pelos tropeços dos rivais e líderes Corinthians e Grêmio.

Com o triunfo sobre os baianos, o Santos chegou aos 30 pontos ganhos, mantendo os dois primeiros colocados à sua vista na tabela de classificação.

“Estamos na briga. Agora é torcer pelo tropeço do Grêmio para ficarmos mais próximos do que nunca dos primeiros colocados. Fizemos o dever de casa contra o Bahia. É ficar na torcida para os dois tropeçarem para ficarmos na briga pelo título”, afirmou o defensor.

Quem também está confiante na conquista do título é Levir Culpi. Mas, para isso, o comandante alvinegro pede união entre todos os envolvidos. “Queremos ganhar tudo. O objetivo é o título, mas para ganhar tem que estar fechado, a torcida empurrando, os jogadores brilhando e em boa forma física. São vários os fatores que precisam caminhar para o mesmo lugar”, avaliou.

União é o que não falta no elenco santista, garante o meia Lucas Lima. “Nosso grupo é muito fechado, muito alegre. O ambiente é o melhor possível. Quando fora tem alegria, dentro também tem. Temos muito a crescer ainda, é manter os pés no chão que vamos longe”, projetou o camisa 10.

Elogiado por Levir Culpi após a partida, o meia argentino Vecchio aprovou a atuação do Santos neste domingo. “Sabíamos que seria um jogo muito difícil, contra um time que venceu os últimos jogos fora. Fizemos um primeiro tempo muito sólido e depois no segundo manejamos o jogo”, analisou.

Levir brinca com aplausos a Vecchio e vê Bruno Henrique como um dos piores

Protagonista de várias coletivas de imprensa bem-humoradas, o técnico Levir Culpi voltou a arrancar risadas dos jornalistas neste domingo, dia em que o Santos venceu o Bahia por 3 a 0, no Pacaembu. Questionado sobre os dois destaques de sua equipe na partida, o treinador surpreendeu nas respostas.

Autor dos três gols do Peixe, Bruno Henrique foi eleito “um dos piores em campo” pelo comandante alvinegro, que ressaltou a necessidade de o atacante evoluir taticamente, apesar de ter elogiado o poder de decisão do artilheiro santista na temporada, com dez tentos.

“Hoje ele foi decisivo, mas foi um dos piores em campo. Acredita nisso (risos)?”, indagou, antes de ponderar. “Fez três gols e com categoria. Ele pode ser um dos melhores atacantes do futebol brasileiro, tem muita qualidade técnica, mas precisa aprender muitas coisas, como foi com o Neymar quando foi para a Espanha”, exemplificou.

O tom brincalhão de Levir continuou ao comentar a atuação do meia Vecchio. O argentino, que iniciou a jogada do segundo gol ao dar um ‘chapéu’ no marcador no meio-campo, foi substituído por Rafael Longuine no segundo tempo e deixou o gramado ovacionado pelos mais de 30 mil santistas presentes no Pacaembu.

“Até estranhei. Nunca vi 34 mil brasileiros aplaudirem um argentino. É uma decepção incrível (risos). Mas ele realmente está muito bem. Ele sentiu a falta de jogo. Tem o passe ótimo e está sendo muito importante no campeonato. Fiquei feliz por ele”, brincou o técnico.

Questionado sobre a atuação de sua equipe, Levir Culpi mais uma vez foi sincero e atribuiu a si a culpa pelo Bahia ter crescido na reta final do confronto – ele promoveu as entradas de Rafael Longuine e Alison nos lugares de Vecchio e Copete, respectivamente.

“O jogo não mereceu o 3 a 0. O Bahia também esteve muito perto do gol. Escapamos de tomá-los. Poderia ter sido 2 a 2, 3 a 3. Foi um jogo equilibrado. É automático cuidar mais da defesa depois de abrir 3 a 0, mas aí o Bahia começou a criar chances. A mexida não foi legal, queria mexer na parte física, mas a gente sempre erra”, resignou-se.

O certo é que, com a vitória, o Santos chegou aos 30 pontos ganhos e manteve-se no terceiro lugar do Campeonato Brasileiro. Antes de enfrentar o Grêmio no próximo domingo pelo torneio de pontos corridos, o time comandado por Levir Culpi receberá na quarta-feira o Flamengo, na Vila Belmiro, precisando reverter uma desvantagem de 2 a 0 para avançar às semifinais da Copa do Brasil.


Bahia 2 x 2 Santos

Data: 23/01/2016, sábado, 19h30.
Competição: Amistoso
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 10.429 pagantes
Renda: R$ 250.561,50
Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)
Auxiliares: Dijalma Silva Ferreira Júnior e Marcos Welb Rocha de Amorim (ambos da BA).
Cartões amarelos: Paulo Roberto, Gustavo, Hayner e Paulo Roberto (B); Victor Ferraz, Alison, Lucas Lima e Caju (S).
Cartão vermelho: Caju (S)
Gols: Gabriel (24-1); Hernane (03-2), Hernane (10-2) e Serginho (46-2).

BAHIA
Marcelo Lomba; Cicinho (Hayner), Robson (Dedé), Gustavo (Éder) e João Paulo (Júnior); Paulo Roberto (Yuri), Danilo Pires (Gustavo Blanco) e Juninho (Rômulo); Luisinho (Mario), Hernane (Jeam) e Edgar Junio (Zé Roberto)
Técnico: Doriva

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Caju), Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca (Léo Cittadini); Alison (Rafael Longuini), Thiago Maia (Lucas Otávio) e Lucas Lima (Ronaldo Mendes); Paulinho (Vitor Bueno), Gabriel (Marquinhos) e Joel (Serginho).
Técnico: Dorival Júnior



Bahia e Santos empatam em amistoso comemorativo na Fonte Nova

A festa pelos 85 anos do Bahia foi quase completa. Neste sábado, o amistoso comemorativo com o Santos terminou empatado por 2 a 2. Gabriel abriu o placar para o Peixe, no primeiro tempo. O Bahia virou o jogo com dois gols de Hernane Brocador, no início da etapa final, mas nos últimos minutos, o Santos igualou o marcador com Serginho.

A partida marcou a apresentação oficial do uniforme e do elenco do Bahia para a temporada de 2016, além de celebrar o aniversário do clube. Antes de a bola rolar, teve jogo entre o time máster do Bahia e o Ypiranga e show da banda Ara Ketu.

O jogo

A partida começou equilibrada, com as duas equipes marcando forte e dificultando as ações ofensivas do adversário. Os donos da casa controlavam a posse de bola no início e buscavam o ataque, principalmente pelo lado direito. Aos seis minutos, Luisinho fez boa jogada e deixou com Cicinho, que cruzou para a área. A zaga do Santos afastou o perigo, mas a bola sobrou para Danilo Pires, que chutou de primeira. A bola desviou na marcação santista e ficou tranquila para a defesa de Vanderlei.

O Santos se fechava na defesa e apostava no contra-ataque. Na marca de sete minutos, Gabriel puxou o contragolpe e acionou Joel, que caiu pela direita. O camaronês cruzou rasteiro para a área e Marcelo Lomba interceptou, mandando para escanteio. Paulinho aparecia na segunda trave pronto para empurrar para o gol.

O Bahia seguia mais presente no campo de ataque, criando oportunidades de marcar. Aos oito minutos, Hernane avançou pelo meio e tocou em profundidade para Luisinho, que se projetou na área. Vanderlei saiu nos pés do atacante tricolor e abafou a jogada. Em outra jogada dos donos da casa, Cicinho recebeu de Luisinho na direita, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Hernane chegou batendo, mas mandou por cima do gol.

O Santos suportava a pressão do adversário e também chegava ao ataque. Aos 18 minutos, Thiago Maia recebeu pelo meio, se livrou da marcação e chutou no canto de Marcelo Lomba, que defendeu com firmeza. O Bahia respondeu na sequência, com Juninho. O meia arriscou de longa distância e carimbou o travessão de Vanderlei.

O Santos mantinha a estratégia de dar campo ao Bahia e avançar em velocidade nos contra-ataques. Na marca de 21 minutos, Lucas Lima avançou pelo meio e acionou Paulinho na esquerda. O atacante puxou para dentro e bateu forte. Marcelo Lomba fez a defesa. A marcação forte do Peixe deu resultado aos 24 minutos, quando Lucas Lima desarmou Paulo Roberto e lançou para Joel, que foi em direção ao gol e, na saída de Lomba, rolou para Gabriel empurrar para o fundo das redes.

O gol sofrido não mudou a maneira do Bahia atuar, que teve duas boas chances de empatar a partida em sequência. Aos 25, João Paulo desceu pela esquerda e cruzou na medida para Juninho, que cabeceou forte buscando o canto esquerdo de Vanderlei. A bola bateu no chão e encobriu a meta alvinegra. Dois minutos depois, Luisinho finalizou de fora da área e a bola passou perto da trave esquerda do arqueiro santista.

O Bahia voltou para o segundo tempo com a mesma intensidade no ataque e rapidamente conseguiu o empate. Logo com três minutos de bola rolando, Hayner passou por Caju, foi à linha de fundo e cruzou para Hernane, que bateu de primeira no canto direito de Vanderlei, que nada pôde fazer para evitar o gol.

A virada do Tricolor do Aço não demorou a acontecer. Aos nove minutos, Danilo Pires fez jogada individual pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado por Caju. O árbitro marcou pênalti. Hernane deslocou Vanderlei na cobrança e colocou o Bahia em vantagem na partida.

O segundo tempo foi marcado por muitas alterações em ambas as equipes, que serviram os técnicos avaliarem o restante do elenco. Com isso, a partida perdeu em intensidade e não teve tantos lances de perigo quanto na etapa inicial. O Peixe conseguiu o empate nos acréscimos, com Serginho. O volante fez jogada individual, girou sob o marcador e chutou de longe, de perna esquerda, no ângulo de Marcelo Lomba, que se esticou todo, mas não conseguiu fazer a defesa.

Bastidores – Santos TV:

Serginho comemora primeiro gol como profissional do Santos

O amistoso de pré-temporada contra o Bahia, neste sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador, consagrou o volante Serginho, que marcou seu primeiro gol como profissional vestindo a camisa do Santos. O jogador entrou no segundo tempo e empatou o jogo já nos acréscimos, acertando um chute de fora da área no ângulo direito do goleiro Marcelo Lomba.

“Estou muito feliz por fazer esse gol muito lindo, meu primeiro gol como profissional e só tenho a agradecer a Deus por tudo”, disse Serginho ao Esporte Interativo no final da partida.

O jogador revelou que está de contrato novo com o Peixe e agradeceu ao clube pela extensão do vínculo. “Eu renovei até 2018 e fico muito feliz pelo Santos acreditar no meu potencial”, disse Serginho, que ainda comentou sobre uma possível volta de Robinho à Vila Belmiro.

“O Robinho é um ídolo no Santos. A equipe vai recebe-lo de braços abertos, estamos trocendo para ele vir para o time para dar uma amadurecida no time, temos muitos garotos novos e estamos esperando ele. Só depende dele e o Santos está de braços abertos”, concluiu.

O gol de Serginho rendeu elogios de Lucas Lima, o maestro do time, que iniciou a jogada do primeiro gol santista, marcado por Gabriel no primeiro tempo. O camisa 20 do Peixe viu o gol do companheiro do banco de reservas, pois deu lugar a Ronaldo Mendes.

“Foi um golaço do Serginho, jogador muito promissor que vem mostrando sua qualidade. Fico feliz pelo gol dele, porque conseguimos o empate no final do jogo”, disse Lucas Lima.

Dorival aponta falhas do Santos, mas aprova desempenho no amistoso

Dorival Júnior avaliou positivamente o desempenho do Santos no amistoso de pré-temporada contra o Bahia, neste sábado, na Arena Fonte Nova, em Salvador. De acordo com o treinador santista, a partida foi boa, pois as duas equipes procuraram jogar a todo o momento, buscando sempre o ataque e os gols.

“Acima de tudo foi um belo espetáculo, com as duas equipes procurando jogar. Era isso que nós queríamos ver. O resultado não tem muita importância, a não ser para o torcedor que comparece. O que nós queríamos ver era isso, duas equipes exigindo uma da outra e fizemos um espetáculo a altura”, pontuou Dorival ao Esporte Interativo, após o término do jogo.

Apesar de aprovar a atuação do Santos no amistoso, o comandante alvinegro fez questão de apontar o que considerou como falhas no jogo santista. Para Dorival, o Peixe começou a partida devagar, apresentando dificuldades na criação das jogadas ofensivas. O técnico santista cobrou mais participação dos zagueiros, dos volantes e dos laterais na transição da defesa para o ataque.

“Nossa transição esteve muito lenta no primeiro tempo em razão da pouca saída de bola que tivemos com os volantes e a necessidade do Lucas Lima vir buscar essa bola, praticamente precisando tirar a bola dos pés dos volantes. A equipe precisa ter uma transição mais alta, fora do campo de defesa. Esse início de jogada tem que passar obrigatoriamente pelos pés dos volantes ou dos zagueiros ou dos laterais para aí sim começarmos a abastecer os jogadores de meio e de frente. E isso não aconteceu. Mas no geral nosso desempenho teve mais aspectos positivos do que negativos”, avaliou.

Santos 0 x 0 Bahia

Data: 18/08/2013, quarta-feira, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 12.909 presentes, sendo 10.247 pagantes.
Renda: R$ 389.850,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Carolina Romanholi Melo (CE).
Cartões amarelos: Aranha, Cicinho e Mena (S); Raul e Titi (B).
Cartões vermelhos: Titi (B).

BAHIA
Marcelo Lomba; Madson, Lucas Fonseca, Titi e Raúl; Fahel, Rafael Miranda e Hélder; Marquinhos (William Barbio), Wallyson (Anderson Talisca) e Fernandão.
Técnico: Cristóvão Borges

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Alison (Alan Santos), Marcos Assunção, Cícero e Léo Citadini (Leandrinho); Montillo e Willian José (Thiago Ribeiro).
Técnico: Claudinei Oliveira



Em jogo fraco tecnicamente, Bahia e Santos não saem do zero

Bahia volta a somar e agora aparece com 20 pontos, enquanto o Santos não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento, com 16 pontos

Em uma partida fraca tecnicamente, Bahia e Santos ficaram no 0 a 0 na Arena Fonte Nova, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, as equipes aumentaram a série de jogos sem vencer na competição nacional.

O Bahia, que vinha de três derrotas consecutivas, conseguiu ao menos voltar a somar, e agora aparece com 20 pontos na tabela de classificação. Já o Santos, que não vence desde a 7ª rodada, chegou ao quarto empate consecutivo e não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento. Os santistas agora têm 16 pontos somados.

A partida marcou o retorno de Marcos Assunção à equipe santista. Pouco utilizado durante esta temporada, o experiente volante de 38 anos tinha feito seu último jogo contra o Atlético-MG, dia 12 de junho, quando o Santos venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro. Segundo o técnico Claudinei Oliveira, Assunção foi premiado pela boa exibição nos treinamentos.

As duas equipes sofreram baixas para os próximos compromissos no Brasileirão. O Bahia não terá Titi, que foi expulso por reclamação no fim do jogo. Pelo lado do Santos, Cicinho recebeu o terceiro cartão amarelo e também cumprirá suspensão.

O jogo

A primeira chance do jogo foi dos donos da casa. Após boa troca de passes do ataque tricolor, a bola sobrou para Hélder, que chutou de perna esquerda para o gol, obrigando Aranha a fazer boa defesa e ceder escanteio ao Bahia.

A primeira finalização santista foi do experiente Marcos Assunção, que voltou ao time neste domingo depois de longo período sem jogar. O volante aproveitou uma sobra de bola e arriscou de primeira, mas o chute passou longe de gol defendido por Marcelo Lomba. Uma boa oportunidade de abrir o placar foi perdida pelo Santos aos 27 minutos. A equipe paulista saiu rápido em contra-ataque, William José avançou sozinho e chutou de longe, para defesa de Marcelo Lomba. Cicinho, livre de marcação na ponta direita, reclamou muito com o companheiro.

Aos 34 minutos, Montillo avançou pela esquerda, livrou-se da marcação de Lucas Fonseca, invadiu a área e chutou cruzado, mas nenhum santista apareceu para finalizar o lance.

O Bahia respondeu com perigo aos 40 minutos. Madson avançou pela direita e cruzou para Wallyson, que cabeceou para o gol. Aranha espalmou para a frente, Wallyson teve nova chance no rebote, mas o goleiro santista se recuperou da falha e evitou o gol tricolor.

O panorama do primeiro tempo se manteve na segunda etapa, com as duas equipes valorizando a marcação. A primeira chance de perigo saiu somente aos 12 minutos, quando Titi apareceu livre na pequena área após cobrança de escanteio. O zagueiro do Bahia não conseguiu desviar para o gol, e a bola só pegou de raspão em sua cabeça, saindo pela linha de fundo.

O Tricolor chegou novamente com perigo aos 18, quando Rafael Miranda apareceu livre na área após cruzamento da esquerda. O meio-campista tricolor dominou mal a bola, e acabou proporcionando a chegada de Aranha, que fechou o ângulo e evitou o gol do adversário.

Recém-contratado, Thiago Ribeiro foi o autor da melhor chance de gol do Santos até então. Aos 23 minutos, o atacante recebeu belo passe de Cícero na ponta esquerda, cortou para o meio da área e chutou, acertando a trave direita de Marcelo Lomba.

O Bahia respondeu da mesma forma seis minutos depois. Raul encontrou uma brecha na defesa santista, avançou pela esquerda e arriscou de fora da área, obrigando Aranha a se esticar para dar um toque sutil na bola, que ainda tocou na trave direita antes de sair para escanteio.

A principal arma de Marcos Assunção quase deu resultado para o Santos. Aos 45, o volante cobrou escanteio e Alan Santos, livre de marcação, subiu e cabeceou para o chão. A bola quicou e subiu, passando muito perto do travessão de Marcelo Lomba.

Autor de bola na trave pelo Santos, Thiago Ribeiro lamenta chances perdidas

“É complicado, né? Quando a fase não está boa, pega na trave, a gente cabeceia no gol e a bola bate no chão e vai pra fora”, disse o atacante

Após o empate sem gols do Santos contra o Bahia , neste domingo, na Arena Fonte Nova, o atacante santista Thiago Ribeiro lamentou as chances de gols perdidas pela equipe paulista no segundo tempo do jogo.

“Tivemos, no meu modo de ver, duas chances muito claras. Aquele meu chute na trave e o escanteio agora, no final. É complicado, né? Quando a fase não está boa, pega na trave, a gente cabeceia no gol e a bola bate no chão e vai pra fora”, disse o atacante.

Aos 23 minutos da etapa final, Thiago Ribeiro, que entrou no lugar de William José, recebeu bom passe de Cícero, puxou para o meio e acertou a trave em chute de direita. No fim da partida, aos 45, o Santos teve nova chance de evitar o quarto empate consecutivo, quando Marcos Assunção cobrou escanteio e Alan Santos, sozinho, cabeceou para o chão, vendo a bola passar muito perto do travessão defendido por Marcelo Lomba.

“Acho que poderíamos ter saído com a vitória, mas empatamos. Estamos empatando muito. Na minha opinião, não jogamos mal. Tivemos chances de gol. Infelizmente, a bola está insistindo em não entrar”, disse Thiago Ribeiro.


Vídeos: (1) Gols e (2) Melhores momentos.

Santos 1 x 3 Bahia

Data: 29/08/2012, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.612 pagantes
Renda: R$ 186.425,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Rodrigo Henrique Correa (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Bruno Peres (S); Jussandro e Danny Morais (B).
Gols: André (14-1); Souza (13-2), Neto (17-2) e Gabriel (27-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano (Bill), Arouca, Patito Rodríguez (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André (Victor Andrade).
Técnico: Muricy Ramalho

BAHIA
Omar; Neto, Titi, Danny Morais e Jussandro; Fahel, Diones, Hélder (Mancini) e Zé Roberto (Caio); Gabriel e Souza (Lucas Fonseca).
Técnico: Jorginho



Bahia espanta má fase e derrota o Santos em noite de mais vaias para Ganso

Depois de vitória parcial no intervalo, Santos não vê a cor da bola e leva virada em casa

Próximo à zona do rebaixamento e estreando o técnico Jorginho, o Bahia surpreendeu o Santos , e fez por 3 a 1, na noite desta quarta, na Vila Belmiro. O time baiano interrompeu a série de três vitórias consecutivas dos santistas no Campeonato Brasileiro , vencendo de virada, com gols de Souza, Neto e Gabriel. André abriu o placar para os donos da casa.

Depois do jogo, os torcedores santistas se mostraram revoltados com o resultado e jogaram moedas contra os jogadores do Santos. O principal alvo foi Paulo Henrique Ganso, chamado de mercenário pelos santistas.

O resultado conquistado fora de casa manteve o Bahia na 16° posição, com 20 pontos. Já o Santos permanece no 10° lugar, com 26 pontos ganhos, mas pode cair algumas colocações na Série A, dependendo dos demais resultados da rodada.

Na próxima rodada, o Alvinegro Praiano volta a campo contra o Sport, domingo, às 16 horas (horário de Brasília), na Ilha do Retiro. Enquanto isso, os nordestinos recebem o São Paulo, no mesmo dia e horário, no Pituaçu.

O jogo

Com o Bahia adotando a proposta de jogar fechado na defesa, o Santos apostou na troca de passes curtos e rápidos para ameaçar o gol de Omar, no começo da partida.

Aos oito minutos, Neymar iniciou a jogada, tabelando com Ganso e, depois com André, antes de entrar na área e ver a bola tocar em um defensor, sobrando para a finalização do centroavante. O arremate do camisa 9 passou rente a trave de Omar.

Melhor em campo e com o adversário sentindo a pressão para conquistar um bom resultado, devido ao seu momento ruim no Brasileirão, o Santos logo chegou ao gol. Aos 14, Juan começou o lance, acionou Neymar, que primeiro chutou no vácuo, antes de cruzar na primeira trave, onde André estava pronto para completar e balançar as redes: 1 a 0.

Os santistas quase ampliaram o marcador em jogada envolvendo Patrício “Patito” Rodríguez e Ganso. Aos 17, o meia-atacante fez boa jogada individual, entrando na grande área e rolando para trás, nos pés do camisa 10 alvinegro. Mas Paulo Henrique Ganso não aproveitou bem a chance e chutou à direita do gol de Omar.

Em seu primeiro bom ataque, o Bahia quase empatou, aos 21. O centroavante Souza recebeu levantamento de Diones, na entrada da área, avançou e mandou a bola pela linha de fundo.

O Santos quase ampliou quando Neymar, aos 37, arrancou em velocidade e tocou para André, que frente a frente com Omar, bateu em cima do goleiro, desperdiçando uma boa oportunidade de ampliar o placar para o seu time.

O Bahia respondeu no minuto seguinte, com o volante Hélder, que soltou uma bomba de fora da área, de perna esquerda, acertando o travessão do goleiro santista Rafael. No rebote, a arbitragem parou o lance, alegando impedimento.

No início da etapa complementar, o Bahia teve uma grande chance para empatar o jogo. Aos três, Gabriel cruzou para Souza, a bola desviou na zaga santista, e Souza completou, de perna esquerda, por cima do gol de Rafael

Melhor no segundo tempo, o Bahia pressionou até chegar ao empate. Aos 13, Neto cruzou da direita, Zé Roberto dividiu e a bola sobrou para Souza emendar para o fundo do gol, deixando tudo igual na Vila Belmiro.

Animado, o Bahia alcançou a virada, quatro minutos mais tarde. Em cobrança de falta, o lateral direito Neto, que defendeu o Santos em 2006, cobrou falta com precisão e Rafael não conseguiu evitar o segundo gol nordestino na Vila.

Com a desvantagem, o Alvinegro Praiano passou a se lançar no ataque, mas esbarrava na falta de precisão no último passe, antes das conclusões.

Desta forma, o Bahia marcava forte e tinha espaços para contra-atacar com rapidez. Aos 27, os visitantes chegaram ao seu terceiro gol. Souza recebeu cruzamento e ajeitou para Gabriel, que com um arremate forte de dentro da área, acertou o canto esquerdo de Rafael: 3 a 1 para o Bahia.

O resultado negativo fez o técnico Muricy Ramalho queimar as suas três alterações rapidamente. Aos 30, Victor Andrade entrou na vaga de André. Sete minutos mais tarde, Felipe Anderson substituiu “Patito” Rodríguez e Bill foi para o jogo, no lugar de Adriano.

O Santos ainda teve a última chance para descontar e “incendiar” os minutos finais do confronto, porém, a cobrança de falta de Neymar, da intermediária, acertou a trave.

Ganso é chamado de mercenário e diz que seu salário é um dos menores do Santos

Meia viu “chuva” de moedas cair na sua cabeça após derrota para o Bahia na Vila Belmiro

A permanência de Paulo Henrique no Santos é cada vez mais difícil. O jogador foi mais uma vez vaiado e hostilizado pelos torcedores santistas. Desta vez ele foi o principal alvo de protestos dos presentes na derrota do Santos para o Bahia por 3 a 1 nesta quarta-feira na Vila Belmiro. Das arquibancadas, o grito hostil para Ganso estava recheado de palavrões. O mais publicável foi “mercenário”. Para esta ofensa, o meia apresentou uma resposta pronta.

“Tenho um dos salários mais baixos do elenco do Santos e sou chamado de mercenário. Infelizmente essa é a cultura do nosso país”, disse Ganso, que ganha R$ 130 mil por mês no Santos. A diretoria informa que já apresentou um aumento salarial ao jogador, mas ele não teria aceitado. Ganso nega que tenha recebido qualquer oferta.

Perguntado se a manifestação da torcida (que atirou moedas contra o jogador na saída do campo) representava o fim da linha na relação dele com o Santos, Ganso preferiu responder de forma vaga. “Quem tem que decidir é comando do clube”, disse. Seu contrato com o Santos é válido até 2015.

Na terça-feira, o presidente santista Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro disse estar de saco cheio da situação com Ganso e que não trataria mais do assunto . O São Paulo apresentou proposta pelo meia, mas o Santos recusou.

Triste com ofensas a Ganso, Neymar defende amigo e cobra definição

Atacante diz que camisa 10 não merece ser chamado de “mercenário” pelos torcedores

Os protestos da maior organizada do Santos contra o meia Paulo Henrique Ganso , após a derrota por 3 a 1 para o Bahia na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, refletiram nos demais integrantes do time alvinegro. Principal destaque da equipe, o atacante Neymar , grande amigo do camisa 10, se mostrou chateado com a situação e saiu em defesa de Ganso .

Para o astro santista, o “maestro” não merece ser chamado de “mercenário”, pois sempre se dedicou ao Santos, ajudando os alvinegros a conquistar cinco títulos nós últimos três anos. “É uma coisa chata, muito chata. Demos muitos títulos ao Santos. Na minha opinião, não tem razão para esse protesto todo”, afirmou.

Neymar cobrou uma postura da diretoria, no que diz respeito as negociações envolvendo a possível ida de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo . O camisa 11 alvinegro crê que uma definição sobre o assunto deve ser tomada logo. “É o caso de se sentar com a diretoria. Isso precisa ser resolvido. Eu ficaria bem triste se ele saísse. Espero que essa novela termine logo”, encerrou Neymar.

Sobre o resultado da partida, o atacante ressaltou que o Santos perdeu nos detalhes para o Tricolor de Aço. “Perdemos em três detalhes. Acabamos dando ‘mole’. O time estava vencendo, vinha bem. É ruim perder. Vínhamos de uma sequência boa, mas infelizmente perdemos”, concluiu.

Após vaias e protestos, Muricy promete apoio a Ganso: “Não vou virar as costas”

O protesto da torcida do Santos , que entoou o coro de “mercenário” e atirou moedas na direção do meia Paulo Henrique Ganso após a derrota por 3 a 1 para o Bahia , na qaurta-feira, pelo Campeonato Brasileiro , gerou mais uma manifestação de apoio do técnico Muricy Ramalho ao jogador. O comandante santista, que já havia defendido o camisa 10 depois da vitória sobre o Palmeiras , no último sábado, declarou que o momento é de ficar ao lado do atleta que, em sua avaliação, não se escondeu da partida em nenhum instante.

“A gente tem que ficar ao lado dele, que é profissional que sempre nos ajudou muito. Não pode dar as costas para ninguém e não vai mudar nada. Vamos continuar trabalhando com ele e pedindo ao Ganso que jogue o que ele sabe jogar. Ele tem muita personalidade e, em nenhum momento, deixou de jogar, procurar o jogo. Ele mostrou a personalidade que tem o tempo todo”, disse Muricy, depois do revés para o Bahia.

Para o treinador, Ganso não foi o único a ter uma atuação abaixo do esperado na equipe e, compreendendo a situação do meia, Muricy Ramalho manteve o jogador durante os 90 minutos em campo: “A coisa não estava boa, o time inteiro não estava bem. O que podemos fazer é confortar o cara, por isso eu não pensei em tirá-lo. Por isso eu não o substitui. A torcida vem, paga o ingresso, tem o direito de reclamar. Mas eu jamais iria colocar a responsabilidade toda em cima dele. Não sou cara de fazer uma coisa dessas”, comentou.

Indagado se a situação do camisa 10 estaria insustentável no Santos, Muricy evitou dar uma opinião mais concreta, mas destacou acreditar que Ganso pode reverter a antipatia de parte da torcida por ele. “A única chance que o profissional tem de reverter uma situação como essa é jogar e conquistar o carinho do torcedor de novo. Ganhar os jogos também é fundamental, porque perder realmente dá margem a isso. Mas se ele continuar se dedicando, como vem fazendo nos treinamentos e nos jogos, certamente ele vai reverter esse problema”, encerrou.

Torcida santista volta a pressionar Ganso e picha muro pedindo a saída do meia

A situação deixou o atleta bastante preocupado, tanto que foi preciso um reforço na sua segurança

A permanência do meia Paulo Henrique Ganso está cada vez mais complicada no Santos. Isto porque, além do protesto contra o jogador, chamando-o de mercenário e atirando moedas em sua direção, após a derrota para o Bahia por 3 a 1 , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, torcedores estenderam as manifestações até o CT Rei Pelé. No local onde costumam ficar os carros dos atletas, o camisa 10, mais uma vez, foi alvo da ira dos torcedores.

A presença de torcedores, que voltaram a chamá-lo de mercenário, na porta do CT deixou Ganso preocupado. Além disso, o muro do local foi pichado, com a seguinte frase: “Fora Ganso”. A mensagem foi colocada em diferentes pontos do CT Rei Pelé.

A situação deixou o atleta bastante preocupado, tanto que foi preciso um reforço na sua segurança, para que ele deixasse o local sem maiores problemas. Cinco seguranças fizeram a escolta do “maestro” santista, na sua saída do CT. No entanto, não houve agressões por parte dos torcedores.

Com mais esse protesto, Paulo Henrique Ganso se sente desamparado pela diretoria santista. Temeroso pela sua segurança, o meia acredita que a nota oficial lançada pelo Alvinegro Praiano, em seu site oficial, na última sexta, criticando a sua declaração de que “seria um prazer jogar no São Paulo”, equipe que tentou contratá-lo, e as palavras do presidente Luis Álvaro de Oliveira, dizendo que esse assunto “já havia enchido o saco”, contribuíram para as manifestações da torcida.

Tanto que, na saída do gramado da Vila, depois da derrota para o Tricolor de Aço, Ganso deixou no ar uma possível manipulação para aumentar o clima de pressão sobre ele no clube.

“Sou um dos salários mais baixos da equipe e a torcida está gritando que eu sou mercenário. Se bem que se você prestar a atenção, foi só uma parte da torcida que gritou isso. Como eu falei, essa não é a primeira vez que estou passando por isso. Eu tenho que manter a cabeça tranquila porque é até difícil falar a verdade. É triste ouvir isso (ofensas da torcida), porque sempre me dediquei ao extremo pelo clube, fiz muitos gols e ganhei muitos títulos pelo Santos”, disse o camisa 10.

Solidário ao jogador, o técnico Muricy Ramalho, vendo os protestos da torcida, ainda reuniu o time inteiro no gramado da Vila Belmiro, após o apito final da partida, para que todos saíssem juntos, evitando manifestações contra Paulo Henrique Ganso. A medida, porém, não foi eficaz e uma “chuva de moedas” foi direcionada ao meia.

Nos vestiários, o treinador defendeu Ganso e destacou que “não vai virar as costas” para o atleta. O atacante Neymar, grande amigo do meio-campista no elenco, também se posicionou a favor do jogador e cobrou uma definição do imbróglio, por parte da diretoria.

Santos rejeita oferta são-paulina por Ganso e reforça valor mínimo por negócio

Clube da Vila Belmiro reafirma que jogador só será vendido por R$ 53 milhões, valor da multa rescisória

O São Paulo aumentou a oferta para ter Paulo Henrique Ganso neste Campeonato Brasileiro, mas o Santos mais uma vez rejeitou a proposta. Em nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira, o Santos reiterou que uma negociação para a saída do jogador só terá um desfecho satisfatório para o clube que oferecer R$ 53 milhões, valor da multa rescisória do jogador.

“O Santos vem a público, mais uma vez, afirmar que a nota oficial publicada na última sexta-feira sobre o atleta Paulo Henrique Ganso continua mais válida e atual do que nunca: seus direitos federativos não estão à venda. O meia está sob contrato até fevereiro de 2015 e o documento prevê multas tanto para o exterior quanto para o Brasil. Times interessados devem realizar o depósito relativo ao valor integral da multa na conta corrente do Santos e enviar o comprovante por fax à presidência”, disse o Santos em nota oficial.

O São Paulo ofereceu R$ 28 milhões nesta quinta-feira . O Santos lamentou a oferta são-paulina, segundo o clube, muito menor do que o desejado. “Lamentamos a insistência do São Paulo FC em enviar propostas com cifras muito abaixo do valor da multa, ignorando a nota oficial do Santos FC. Mais ainda: um dia depois do São Paulo ter desistido da negociação em conversa telefônica entre o seu diretor Adalberto Baptista e o membro do Comitê de Gestão do Santos FC, Pedro Luiz Nunes Conceição. Por conta disso, tal como da primeira investida, rejeitamos liminarmente a segunda proposta encaminhada”, prossegue a nota santista.

O Santos teria direito a 45% do valor da multa. Os outros 55% são do grupo DIS, que controla a carreira de Ganso. Com contrato vigente até 2015, o Santos promete jogar duro para liberar seu camisa 10. Com cinco jogos no Brasileiro, Ganso pode fazer apenas mais uma partida pelo Santos se quiser ser negociado ainda este ano.

“O clube aproveita a oportunidade para manifestar total apoio a Paulo Henrique Ganso por conta das manifestações ocorridas ao final da partida contra o Bahia, na noite de ontem. Continuamos confiando no talento e na identificação do jogador com a camisa do Santos, que permanece sendo um ídolo do clube”, diz a nota do Santos.