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Santos 0 x 0 Bahia

Data: 18/08/2013, quarta-feira, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 12.909 presentes, sendo 10.247 pagantes.
Renda: R$ 389.850,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Carolina Romanholi Melo (CE).
Cartões amarelos: Aranha, Cicinho e Mena (S); Raul e Titi (B).
Cartões vermelhos: Titi (B).

BAHIA
Marcelo Lomba; Madson, Lucas Fonseca, Titi e Raúl; Fahel, Rafael Miranda e Hélder; Marquinhos (William Barbio), Wallyson (Anderson Talisca) e Fernandão.
Técnico: Cristóvão Borges

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Alison (Alan Santos), Marcos Assunção, Cícero e Léo Citadini (Leandrinho); Montillo e Willian José (Thiago Ribeiro).
Técnico: Claudinei Oliveira



Em jogo fraco tecnicamente, Bahia e Santos não saem do zero

Bahia volta a somar e agora aparece com 20 pontos, enquanto o Santos não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento, com 16 pontos

Em uma partida fraca tecnicamente, Bahia e Santos ficaram no 0 a 0 na Arena Fonte Nova, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, as equipes aumentaram a série de jogos sem vencer na competição nacional.

O Bahia, que vinha de três derrotas consecutivas, conseguiu ao menos voltar a somar, e agora aparece com 20 pontos na tabela de classificação. Já o Santos, que não vence desde a 7ª rodada, chegou ao quarto empate consecutivo e não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento. Os santistas agora têm 16 pontos somados.

A partida marcou o retorno de Marcos Assunção à equipe santista. Pouco utilizado durante esta temporada, o experiente volante de 38 anos tinha feito seu último jogo contra o Atlético-MG, dia 12 de junho, quando o Santos venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro. Segundo o técnico Claudinei Oliveira, Assunção foi premiado pela boa exibição nos treinamentos.

As duas equipes sofreram baixas para os próximos compromissos no Brasileirão. O Bahia não terá Titi, que foi expulso por reclamação no fim do jogo. Pelo lado do Santos, Cicinho recebeu o terceiro cartão amarelo e também cumprirá suspensão.

O jogo

A primeira chance do jogo foi dos donos da casa. Após boa troca de passes do ataque tricolor, a bola sobrou para Hélder, que chutou de perna esquerda para o gol, obrigando Aranha a fazer boa defesa e ceder escanteio ao Bahia.

A primeira finalização santista foi do experiente Marcos Assunção, que voltou ao time neste domingo depois de longo período sem jogar. O volante aproveitou uma sobra de bola e arriscou de primeira, mas o chute passou longe de gol defendido por Marcelo Lomba. Uma boa oportunidade de abrir o placar foi perdida pelo Santos aos 27 minutos. A equipe paulista saiu rápido em contra-ataque, William José avançou sozinho e chutou de longe, para defesa de Marcelo Lomba. Cicinho, livre de marcação na ponta direita, reclamou muito com o companheiro.

Aos 34 minutos, Montillo avançou pela esquerda, livrou-se da marcação de Lucas Fonseca, invadiu a área e chutou cruzado, mas nenhum santista apareceu para finalizar o lance.

O Bahia respondeu com perigo aos 40 minutos. Madson avançou pela direita e cruzou para Wallyson, que cabeceou para o gol. Aranha espalmou para a frente, Wallyson teve nova chance no rebote, mas o goleiro santista se recuperou da falha e evitou o gol tricolor.

O panorama do primeiro tempo se manteve na segunda etapa, com as duas equipes valorizando a marcação. A primeira chance de perigo saiu somente aos 12 minutos, quando Titi apareceu livre na pequena área após cobrança de escanteio. O zagueiro do Bahia não conseguiu desviar para o gol, e a bola só pegou de raspão em sua cabeça, saindo pela linha de fundo.

O Tricolor chegou novamente com perigo aos 18, quando Rafael Miranda apareceu livre na área após cruzamento da esquerda. O meio-campista tricolor dominou mal a bola, e acabou proporcionando a chegada de Aranha, que fechou o ângulo e evitou o gol do adversário.

Recém-contratado, Thiago Ribeiro foi o autor da melhor chance de gol do Santos até então. Aos 23 minutos, o atacante recebeu belo passe de Cícero na ponta esquerda, cortou para o meio da área e chutou, acertando a trave direita de Marcelo Lomba.

O Bahia respondeu da mesma forma seis minutos depois. Raul encontrou uma brecha na defesa santista, avançou pela esquerda e arriscou de fora da área, obrigando Aranha a se esticar para dar um toque sutil na bola, que ainda tocou na trave direita antes de sair para escanteio.

A principal arma de Marcos Assunção quase deu resultado para o Santos. Aos 45, o volante cobrou escanteio e Alan Santos, livre de marcação, subiu e cabeceou para o chão. A bola quicou e subiu, passando muito perto do travessão de Marcelo Lomba.

Autor de bola na trave pelo Santos, Thiago Ribeiro lamenta chances perdidas

“É complicado, né? Quando a fase não está boa, pega na trave, a gente cabeceia no gol e a bola bate no chão e vai pra fora”, disse o atacante

Após o empate sem gols do Santos contra o Bahia , neste domingo, na Arena Fonte Nova, o atacante santista Thiago Ribeiro lamentou as chances de gols perdidas pela equipe paulista no segundo tempo do jogo.

“Tivemos, no meu modo de ver, duas chances muito claras. Aquele meu chute na trave e o escanteio agora, no final. É complicado, né? Quando a fase não está boa, pega na trave, a gente cabeceia no gol e a bola bate no chão e vai pra fora”, disse o atacante.

Aos 23 minutos da etapa final, Thiago Ribeiro, que entrou no lugar de William José, recebeu bom passe de Cícero, puxou para o meio e acertou a trave em chute de direita. No fim da partida, aos 45, o Santos teve nova chance de evitar o quarto empate consecutivo, quando Marcos Assunção cobrou escanteio e Alan Santos, sozinho, cabeceou para o chão, vendo a bola passar muito perto do travessão defendido por Marcelo Lomba.

“Acho que poderíamos ter saído com a vitória, mas empatamos. Estamos empatando muito. Na minha opinião, não jogamos mal. Tivemos chances de gol. Infelizmente, a bola está insistindo em não entrar”, disse Thiago Ribeiro.


Vídeos: (1) Gols e (2) Melhores momentos.

Santos 1 x 3 Bahia

Data: 29/08/2012, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.612 pagantes
Renda: R$ 186.425,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Rodrigo Henrique Correa (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Bruno Peres (S); Jussandro e Danny Morais (B).
Gols: André (14-1); Souza (13-2), Neto (17-2) e Gabriel (27-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano (Bill), Arouca, Patito Rodríguez (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André (Victor Andrade).
Técnico: Muricy Ramalho

BAHIA
Omar; Neto, Titi, Danny Morais e Jussandro; Fahel, Diones, Hélder (Mancini) e Zé Roberto (Caio); Gabriel e Souza (Lucas Fonseca).
Técnico: Jorginho



Bahia espanta má fase e derrota o Santos em noite de mais vaias para Ganso

Depois de vitória parcial no intervalo, Santos não vê a cor da bola e leva virada em casa

Próximo à zona do rebaixamento e estreando o técnico Jorginho, o Bahia surpreendeu o Santos , e fez por 3 a 1, na noite desta quarta, na Vila Belmiro. O time baiano interrompeu a série de três vitórias consecutivas dos santistas no Campeonato Brasileiro , vencendo de virada, com gols de Souza, Neto e Gabriel. André abriu o placar para os donos da casa.

Depois do jogo, os torcedores santistas se mostraram revoltados com o resultado e jogaram moedas contra os jogadores do Santos. O principal alvo foi Paulo Henrique Ganso, chamado de mercenário pelos santistas.

O resultado conquistado fora de casa manteve o Bahia na 16° posição, com 20 pontos. Já o Santos permanece no 10° lugar, com 26 pontos ganhos, mas pode cair algumas colocações na Série A, dependendo dos demais resultados da rodada.

Na próxima rodada, o Alvinegro Praiano volta a campo contra o Sport, domingo, às 16 horas (horário de Brasília), na Ilha do Retiro. Enquanto isso, os nordestinos recebem o São Paulo, no mesmo dia e horário, no Pituaçu.

O jogo

Com o Bahia adotando a proposta de jogar fechado na defesa, o Santos apostou na troca de passes curtos e rápidos para ameaçar o gol de Omar, no começo da partida.

Aos oito minutos, Neymar iniciou a jogada, tabelando com Ganso e, depois com André, antes de entrar na área e ver a bola tocar em um defensor, sobrando para a finalização do centroavante. O arremate do camisa 9 passou rente a trave de Omar.

Melhor em campo e com o adversário sentindo a pressão para conquistar um bom resultado, devido ao seu momento ruim no Brasileirão, o Santos logo chegou ao gol. Aos 14, Juan começou o lance, acionou Neymar, que primeiro chutou no vácuo, antes de cruzar na primeira trave, onde André estava pronto para completar e balançar as redes: 1 a 0.

Os santistas quase ampliaram o marcador em jogada envolvendo Patrício “Patito” Rodríguez e Ganso. Aos 17, o meia-atacante fez boa jogada individual, entrando na grande área e rolando para trás, nos pés do camisa 10 alvinegro. Mas Paulo Henrique Ganso não aproveitou bem a chance e chutou à direita do gol de Omar.

Em seu primeiro bom ataque, o Bahia quase empatou, aos 21. O centroavante Souza recebeu levantamento de Diones, na entrada da área, avançou e mandou a bola pela linha de fundo.

O Santos quase ampliou quando Neymar, aos 37, arrancou em velocidade e tocou para André, que frente a frente com Omar, bateu em cima do goleiro, desperdiçando uma boa oportunidade de ampliar o placar para o seu time.

O Bahia respondeu no minuto seguinte, com o volante Hélder, que soltou uma bomba de fora da área, de perna esquerda, acertando o travessão do goleiro santista Rafael. No rebote, a arbitragem parou o lance, alegando impedimento.

No início da etapa complementar, o Bahia teve uma grande chance para empatar o jogo. Aos três, Gabriel cruzou para Souza, a bola desviou na zaga santista, e Souza completou, de perna esquerda, por cima do gol de Rafael

Melhor no segundo tempo, o Bahia pressionou até chegar ao empate. Aos 13, Neto cruzou da direita, Zé Roberto dividiu e a bola sobrou para Souza emendar para o fundo do gol, deixando tudo igual na Vila Belmiro.

Animado, o Bahia alcançou a virada, quatro minutos mais tarde. Em cobrança de falta, o lateral direito Neto, que defendeu o Santos em 2006, cobrou falta com precisão e Rafael não conseguiu evitar o segundo gol nordestino na Vila.

Com a desvantagem, o Alvinegro Praiano passou a se lançar no ataque, mas esbarrava na falta de precisão no último passe, antes das conclusões.

Desta forma, o Bahia marcava forte e tinha espaços para contra-atacar com rapidez. Aos 27, os visitantes chegaram ao seu terceiro gol. Souza recebeu cruzamento e ajeitou para Gabriel, que com um arremate forte de dentro da área, acertou o canto esquerdo de Rafael: 3 a 1 para o Bahia.

O resultado negativo fez o técnico Muricy Ramalho queimar as suas três alterações rapidamente. Aos 30, Victor Andrade entrou na vaga de André. Sete minutos mais tarde, Felipe Anderson substituiu “Patito” Rodríguez e Bill foi para o jogo, no lugar de Adriano.

O Santos ainda teve a última chance para descontar e “incendiar” os minutos finais do confronto, porém, a cobrança de falta de Neymar, da intermediária, acertou a trave.

Ganso é chamado de mercenário e diz que seu salário é um dos menores do Santos

Meia viu “chuva” de moedas cair na sua cabeça após derrota para o Bahia na Vila Belmiro

A permanência de Paulo Henrique no Santos é cada vez mais difícil. O jogador foi mais uma vez vaiado e hostilizado pelos torcedores santistas. Desta vez ele foi o principal alvo de protestos dos presentes na derrota do Santos para o Bahia por 3 a 1 nesta quarta-feira na Vila Belmiro. Das arquibancadas, o grito hostil para Ganso estava recheado de palavrões. O mais publicável foi “mercenário”. Para esta ofensa, o meia apresentou uma resposta pronta.

“Tenho um dos salários mais baixos do elenco do Santos e sou chamado de mercenário. Infelizmente essa é a cultura do nosso país”, disse Ganso, que ganha R$ 130 mil por mês no Santos. A diretoria informa que já apresentou um aumento salarial ao jogador, mas ele não teria aceitado. Ganso nega que tenha recebido qualquer oferta.

Perguntado se a manifestação da torcida (que atirou moedas contra o jogador na saída do campo) representava o fim da linha na relação dele com o Santos, Ganso preferiu responder de forma vaga. “Quem tem que decidir é comando do clube”, disse. Seu contrato com o Santos é válido até 2015.

Na terça-feira, o presidente santista Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro disse estar de saco cheio da situação com Ganso e que não trataria mais do assunto . O São Paulo apresentou proposta pelo meia, mas o Santos recusou.

Triste com ofensas a Ganso, Neymar defende amigo e cobra definição

Atacante diz que camisa 10 não merece ser chamado de “mercenário” pelos torcedores

Os protestos da maior organizada do Santos contra o meia Paulo Henrique Ganso , após a derrota por 3 a 1 para o Bahia na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, refletiram nos demais integrantes do time alvinegro. Principal destaque da equipe, o atacante Neymar , grande amigo do camisa 10, se mostrou chateado com a situação e saiu em defesa de Ganso .

Para o astro santista, o “maestro” não merece ser chamado de “mercenário”, pois sempre se dedicou ao Santos, ajudando os alvinegros a conquistar cinco títulos nós últimos três anos. “É uma coisa chata, muito chata. Demos muitos títulos ao Santos. Na minha opinião, não tem razão para esse protesto todo”, afirmou.

Neymar cobrou uma postura da diretoria, no que diz respeito as negociações envolvendo a possível ida de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo . O camisa 11 alvinegro crê que uma definição sobre o assunto deve ser tomada logo. “É o caso de se sentar com a diretoria. Isso precisa ser resolvido. Eu ficaria bem triste se ele saísse. Espero que essa novela termine logo”, encerrou Neymar.

Sobre o resultado da partida, o atacante ressaltou que o Santos perdeu nos detalhes para o Tricolor de Aço. “Perdemos em três detalhes. Acabamos dando ‘mole’. O time estava vencendo, vinha bem. É ruim perder. Vínhamos de uma sequência boa, mas infelizmente perdemos”, concluiu.

Após vaias e protestos, Muricy promete apoio a Ganso: “Não vou virar as costas”

O protesto da torcida do Santos , que entoou o coro de “mercenário” e atirou moedas na direção do meia Paulo Henrique Ganso após a derrota por 3 a 1 para o Bahia , na qaurta-feira, pelo Campeonato Brasileiro , gerou mais uma manifestação de apoio do técnico Muricy Ramalho ao jogador. O comandante santista, que já havia defendido o camisa 10 depois da vitória sobre o Palmeiras , no último sábado, declarou que o momento é de ficar ao lado do atleta que, em sua avaliação, não se escondeu da partida em nenhum instante.

“A gente tem que ficar ao lado dele, que é profissional que sempre nos ajudou muito. Não pode dar as costas para ninguém e não vai mudar nada. Vamos continuar trabalhando com ele e pedindo ao Ganso que jogue o que ele sabe jogar. Ele tem muita personalidade e, em nenhum momento, deixou de jogar, procurar o jogo. Ele mostrou a personalidade que tem o tempo todo”, disse Muricy, depois do revés para o Bahia.

Para o treinador, Ganso não foi o único a ter uma atuação abaixo do esperado na equipe e, compreendendo a situação do meia, Muricy Ramalho manteve o jogador durante os 90 minutos em campo: “A coisa não estava boa, o time inteiro não estava bem. O que podemos fazer é confortar o cara, por isso eu não pensei em tirá-lo. Por isso eu não o substitui. A torcida vem, paga o ingresso, tem o direito de reclamar. Mas eu jamais iria colocar a responsabilidade toda em cima dele. Não sou cara de fazer uma coisa dessas”, comentou.

Indagado se a situação do camisa 10 estaria insustentável no Santos, Muricy evitou dar uma opinião mais concreta, mas destacou acreditar que Ganso pode reverter a antipatia de parte da torcida por ele. “A única chance que o profissional tem de reverter uma situação como essa é jogar e conquistar o carinho do torcedor de novo. Ganhar os jogos também é fundamental, porque perder realmente dá margem a isso. Mas se ele continuar se dedicando, como vem fazendo nos treinamentos e nos jogos, certamente ele vai reverter esse problema”, encerrou.

Torcida santista volta a pressionar Ganso e picha muro pedindo a saída do meia

A situação deixou o atleta bastante preocupado, tanto que foi preciso um reforço na sua segurança

A permanência do meia Paulo Henrique Ganso está cada vez mais complicada no Santos. Isto porque, além do protesto contra o jogador, chamando-o de mercenário e atirando moedas em sua direção, após a derrota para o Bahia por 3 a 1 , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, torcedores estenderam as manifestações até o CT Rei Pelé. No local onde costumam ficar os carros dos atletas, o camisa 10, mais uma vez, foi alvo da ira dos torcedores.

A presença de torcedores, que voltaram a chamá-lo de mercenário, na porta do CT deixou Ganso preocupado. Além disso, o muro do local foi pichado, com a seguinte frase: “Fora Ganso”. A mensagem foi colocada em diferentes pontos do CT Rei Pelé.

A situação deixou o atleta bastante preocupado, tanto que foi preciso um reforço na sua segurança, para que ele deixasse o local sem maiores problemas. Cinco seguranças fizeram a escolta do “maestro” santista, na sua saída do CT. No entanto, não houve agressões por parte dos torcedores.

Com mais esse protesto, Paulo Henrique Ganso se sente desamparado pela diretoria santista. Temeroso pela sua segurança, o meia acredita que a nota oficial lançada pelo Alvinegro Praiano, em seu site oficial, na última sexta, criticando a sua declaração de que “seria um prazer jogar no São Paulo”, equipe que tentou contratá-lo, e as palavras do presidente Luis Álvaro de Oliveira, dizendo que esse assunto “já havia enchido o saco”, contribuíram para as manifestações da torcida.

Tanto que, na saída do gramado da Vila, depois da derrota para o Tricolor de Aço, Ganso deixou no ar uma possível manipulação para aumentar o clima de pressão sobre ele no clube.

“Sou um dos salários mais baixos da equipe e a torcida está gritando que eu sou mercenário. Se bem que se você prestar a atenção, foi só uma parte da torcida que gritou isso. Como eu falei, essa não é a primeira vez que estou passando por isso. Eu tenho que manter a cabeça tranquila porque é até difícil falar a verdade. É triste ouvir isso (ofensas da torcida), porque sempre me dediquei ao extremo pelo clube, fiz muitos gols e ganhei muitos títulos pelo Santos”, disse o camisa 10.

Solidário ao jogador, o técnico Muricy Ramalho, vendo os protestos da torcida, ainda reuniu o time inteiro no gramado da Vila Belmiro, após o apito final da partida, para que todos saíssem juntos, evitando manifestações contra Paulo Henrique Ganso. A medida, porém, não foi eficaz e uma “chuva de moedas” foi direcionada ao meia.

Nos vestiários, o treinador defendeu Ganso e destacou que “não vai virar as costas” para o atleta. O atacante Neymar, grande amigo do meio-campista no elenco, também se posicionou a favor do jogador e cobrou uma definição do imbróglio, por parte da diretoria.

Santos rejeita oferta são-paulina por Ganso e reforça valor mínimo por negócio

Clube da Vila Belmiro reafirma que jogador só será vendido por R$ 53 milhões, valor da multa rescisória

O São Paulo aumentou a oferta para ter Paulo Henrique Ganso neste Campeonato Brasileiro, mas o Santos mais uma vez rejeitou a proposta. Em nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira, o Santos reiterou que uma negociação para a saída do jogador só terá um desfecho satisfatório para o clube que oferecer R$ 53 milhões, valor da multa rescisória do jogador.

“O Santos vem a público, mais uma vez, afirmar que a nota oficial publicada na última sexta-feira sobre o atleta Paulo Henrique Ganso continua mais válida e atual do que nunca: seus direitos federativos não estão à venda. O meia está sob contrato até fevereiro de 2015 e o documento prevê multas tanto para o exterior quanto para o Brasil. Times interessados devem realizar o depósito relativo ao valor integral da multa na conta corrente do Santos e enviar o comprovante por fax à presidência”, disse o Santos em nota oficial.

O São Paulo ofereceu R$ 28 milhões nesta quinta-feira . O Santos lamentou a oferta são-paulina, segundo o clube, muito menor do que o desejado. “Lamentamos a insistência do São Paulo FC em enviar propostas com cifras muito abaixo do valor da multa, ignorando a nota oficial do Santos FC. Mais ainda: um dia depois do São Paulo ter desistido da negociação em conversa telefônica entre o seu diretor Adalberto Baptista e o membro do Comitê de Gestão do Santos FC, Pedro Luiz Nunes Conceição. Por conta disso, tal como da primeira investida, rejeitamos liminarmente a segunda proposta encaminhada”, prossegue a nota santista.

O Santos teria direito a 45% do valor da multa. Os outros 55% são do grupo DIS, que controla a carreira de Ganso. Com contrato vigente até 2015, o Santos promete jogar duro para liberar seu camisa 10. Com cinco jogos no Brasileiro, Ganso pode fazer apenas mais uma partida pelo Santos se quiser ser negociado ainda este ano.

“O clube aproveita a oportunidade para manifestar total apoio a Paulo Henrique Ganso por conta das manifestações ocorridas ao final da partida contra o Bahia, na noite de ontem. Continuamos confiando no talento e na identificação do jogador com a camisa do Santos, que permanece sendo um ídolo do clube”, diz a nota do Santos.

Bahia 0 x 0 Santos

Data: 20/05/2012, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador, BA.
Público: 8.908 pagantes
Renda: R$ 154.875,00
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia e José Carlos Dias Passos (ambos do PR).
Cartões amarelos: Fabinho (B); Bruno Rodrigo (S).

BAHIA
Marcelo Lomba; Fabinho, Rafael Donato, Titi e Gerley; Fahel, Helder, Gabriel e Morais (Magno); Lulinha (Zé Roberto) e Ciro (Júnior).
Técnico: Paulo Roberto Falcão

SANTOS
Aranha; Galhardo (Maranhão), Bruno Rodrigo, David Braz (Vinicius) e Léo; Ewerton Páscoa, Gérson Magrão, Bernardo e Felipe Anderson; Rentería (Alan Santos) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho



Debaixo de chuva, Santos e Bahia empatam sem gols

Escalado com reservas, time paulista mostra desentrosamento e fica sem balançar as redes pelo segundo jogo seguido

O Santos foi até Salvador na noite deste domingo para encarar o Bahia, no estádio de Pituaçu, com cinco caras novas entre seus titulares. Como era de se esperar, mostrou pouco entrosamento e ainda viu Borges perder dois gols no fim, empatando por 0 a 0 na estreia do Campeonato Brasileiro. Foi o segundo jogo seguido da equipe sem marcar gols.

Na próxima rodada, os paulistas recebem o Sport na Vila Belmiro, domingo, mas a cabeça de todos está no Vélez Sarsfield. Na quinta-feira, às 20h (de Brasília), os comandados de Muricy Ramalho precisam vencer por dois gols de diferença o time argentino para se classificarem às semifinais da Copa Libertadores.

O Bahia também não está totalmente voltado para o segundo confronto do Brasileirão, domingo, diante do São Paulo, no Morumbi. Na mesma quinta, ele encara o Grêmio a partir das 21h, precisando derrotar o rival por dois gols para avançar à semifinal, só que da Copa do Brasil. O embate será no estádio Olímpico.

O Jogo

Atrapalhado pela chuva torrencial que atingia a cidade de Salvador durante todo o dia, o jogo começou com a bola pipocando muito nos pés dos atletas e com os times não conseguindo armar grandes jogadas de ataque. Recheado de estreias (cinco no total), o Santos visivelmente diminuiu o ritmo para tentar colocar os reforços no ritmo do jogo.

Os melhores lances santistas, por sinal, saíram dos pés de um contratado: o meia Bernardo, que treina há um bom tempo no CT Rei Pelé, mas ainda não havia tido a oportunidade de entrar em campo. Aos 11, ele levantou bola na cabeça de David Braz, que carimbou a trave. Na sequência, outro levantamento, só que para Bruno Rodrigo, que mandou na rede pelo lado de fora.

Na resposta, os baianos contavam com a velocidade do participativo Lulinha, que só pecava no excesso de passes errados. Em falta sofrida por ele quase na linha da grande área, Gerley bateu firme e exigiu boa defesa de Aranha.

Depois, no entanto, a empolgação pareceu ter diminuído e o nível da apresentação caiu drasticamente. Uma má notícia para o Santos foi a lesão de David Braz, que, antes do intervalo, saiu machucado com suspeita de um estiramento na coxa.

Na etapa final, com a diminuição da chuva, a expectativa era de que o embate melhorasse, mas isso acabou não ocorrendo. Desentrosado, o Santos seguia sem ameaçar. Mais inteiro, o time da casa abusava dos lances pela lateral e das bolas jogadas na área.

Na melhor das oportunidades, no entanto, Ciro recebeu na frente e bateu cruzado, mas parou em Aranha. Substituto do centroavante, Junior, pouco depois, recebeu e, de primeira, mandou forte. A bola passou por cima do gol.

No fim, Borges ainda teve duas chances para desempatar, mas errou o chute na primeira vez, mandando rente à trave, e depois parou em boa defesa de Marcelo Lomba, já nos acréscimos.

Borges perde duas chances no fim, mas nega má fase

Atacante se mostrou incomodado quando questionado pelos poucos gols e lembrou que vem ficando na reserva

O Santos parecia conformado com o empate por 0 a 0 no Pituaçu e pouca força fazia para atacar o Bahia, mas, aos 43 minutos, uma bola cabeceada por Felipe Anderson acabou caindo nos pés de Borges, que girou sobre o zagueiro e bateu colocado. Tudo certo para uma redenção do atacante, mas a redonda acabou indo para fora, rente à trave de Marcelo Lomba.

O centroavante, que ainda perdeu outra oportunidade nos acréscimos, essa mais atrapalhado pelo zagueiro e com o goleiro próximo de si, se mostrou um pouco incomodado ao comentar sobre o lance na saída de campo, principalmente ao falar sobre uma “má fase”.

“Não tem esse negócio de má fase, não tem nada disso. Eu marquei um gol dois jogos atrás, estou na reserva por opção do treinador”, garantiu o jogador, lembrando o tento marcado na goleada por 8 a 0 diante do Bolívar, pela Copa Libertadores.

O atleta ainda disse que o resultado acabou ficando de bom tamanho apenas para o Bahia. “Tive duas chances: uma a bola não entrou e na outra o mérito foi do Lomba, porque eu toquei por cima dele e ela foi para fora”, encerrou.

Muricy vê time “no caminho certo” e elenco melhor que o de 2011

Técnico santista elogiou time, apesar do empate frustrante dos reservas contra o Bahia no domingo

A estreia do Santos no Campeonato Brasileiro acabou esvaziada no último domingo, com o pensamento alvinegro voltado para o duelo de quinta-feira diante do Vélez, nas quartas de final da Libertadores, e apenas reservas dentro de campo para encarar o Bahia.

Tendo em conta tudo isso, o técnico Muricy Ramalho considerou bom o resultado de 0 a 0 conquistado no Pituaçu. Para ele, ainda não se pode exigir muito dos atletas contratados. Cinco deles (Bernardo, Gerson Magrão, Ewerton Páscoa, David Braz e Rafael Galhardo) estrearam no fim de semana.

“O David entrou bem, mostrou a experiência que tem em alguns lances e conseguiu fazer um bom jogo. Sentiu um pouco o gramado pesado e teve que sair antes. Bernardo mostrou que bate muito bem na bola. Foi uma primeira impressão, mas temos que dar tempo para eles demonstrarem tudo que podem”, comentou.

Para o treinador, com os novos nomes focados no Nacional, apenas Gerson Magrão, a princípio, pode jogar a Libertadores, o clube larga na frente em relação à campanha feita no ano passado na competição.

“O Santos está melhorando o seu plantel. Nessa competição, se você não tiver plantel, você não consegue ir bem. Esse ano estamos melhores, sofremos demais em 2011 quando necessitamos de reposição. Estamos no caminho certo para fazer um bom Brasileiro”, analisou.

A carreira de Muricy dá o aval para as suas análises, já que ele ostenta um tetracampeonato nacional (2006, 2007, 2008 pelo São Paulo e 2010 pelo Fluminense). Além disso, o fato de o Santos já ter conquistado quase todos os títulos possíveis na Era Neymar, menos o Brasileirão e o Mundial, aumentam a vontade do clube da Vila Belmiro em erguer esta taça.

Santos 1 x 1 Bahia

Data: 27/11/2011, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, Santos, SP.
Público: 12.052 torcedores
Renda: R$
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e José A. Chaves Franco Filho (RS).
Cartões amarelos: Bruno Rodrigo e Paulo Henrique Ganso (S); Paulo Miranda, Diones e Ricardinho (B).
Gols: Souza (08-1) e Neymar (32-1).

SANTOS
Rafael, Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo (Léo) e Durval; Henrique, Arouca, Elano (Alan Kardec) e Ganso (Ibson); Neymar e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho.

BAHIA
Marcelo Lomba; Marcos, Titi, Paulo Miranda, Ávine; Fahel, Fabinho, Diones, Ricardinho (Carlos Alberto); Lulinha e Souza.
Técnico: Joel Santana.

Bahia 1 x 2 Santos

Data: 21/08/2011, domingo, 18h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio de Pituaçu, em Salvador, BA.
Público: 32.157 pagantes
Renda: R$ 782.407,50
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Nadine Scharam Camara Bastos (SC).
Cartões amarelos: Léo e Adriano (S); Marcone, Fahel e Carlos Alberto (B).
Gols: Neymar (04-1), Junior (29-1) e Alan Kardec (36-2).

BAHIA
Marcelo Lomba, Marcos (Gabirel), Titi, Paulo Miranda e Ávine; Fahel, Marcone, Diones e Carlos Alberto; Jones (Ricardinho) e Júnior (Reinaldo).
Técnico: René Simões.

SANTOS
Rafael (Vladmir), Arouca, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Elano (Bruno Aguiar) e Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho.



Com gol salvador de Alan Kardec, Santos bate Bahia e deixa degola

Equipe santista sofre pressão, mas conquista primeira vitória fora de casa e sobe na tabela

O Santos sofreu uma forte pressão do Bahia no duelo deste domingo, no estádio Pituaçu, em Salvador, mas venceu o adversário por 2 a 1. Alan Kardec marcou o gol da vitória santista no final da partida e garantiu os três pontos que tiraram o time da Vila Belmiro da zona de rebaixamento.

Além de deixar a zona de risco, o Santos conseguiu vencer o jogo como visitante no Campeonato Brasileiro. Antes de vencer o Bahia, a equipe santista havia conquistado apenas um ponto. Agora, são seis derrotas, uma vitória e um empate, jogando fora de casa.

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O Santos não contou com o goleiro Rafael no segundo tempo. Após fazer diversas defesas na primeira etapa e salvar o time de uma goleada, o camisa 1 sofreu um corte na testa em dividida com o meia Carlos Alberto e foi substituído por Vladmir no intervalo do jogo.

O jogo

A partida começou com o Bahia apostando na velocidade para surpreender o Santos. Logo aos dois minutos, Carlos Alberto puxou contra-ataque e lançou Ávine na esquerda, que finalizou forte da entrada da área, mas não acertou o gol. No entanto, um minuto depois, Borges deu encontrou Ganso livre dentro da área, o meia foi derrubado e o árbitro marcou pênalti.

Na cobrança, Neymar espantou o “fantasma” dos pênaltis desperdiçados da equipe santista, chutou forte e rasteiro no canto esquerdo do goleiro Marcelo Lomba para abrir o marcador. Apesar de sofrer o gol, o Bahia continuava perigoso. Júnior recebeu a bola sem marcação dentro da área, chutou forte e Rafael fez uma grande defesa.

No entanto, o Santos apostava nos contra-ataques. Aos seis minutos, Neymar entra livre dentro da área, driblou o goleiro e chutou em cima do zagueiro, no rebote Borges chutou para fora. A partida continuava movimentada. Aos 13 minutos, Júnior aproveitou cruzamento da esquerda e desviou de cabeça para o gol, mas a bola bateu na trave. Jones também arriscou de fora da área cinco minutos depois e assustou Rafael.

Aos 24 minutos, o Bahia teve um gol anulado pelo árbitro. Após cobrança de escanteio, Fahel cabeceia no chão e Rafael fez grande defesa, no rebote Júnior fez o gol em posição irregular. Os baianos continuavam pressionando o Santos. Jones invade a área e chuta cruzado para grande defesa de Rafael.

De tanto insistir, o Bahia empatou o jogo. Aos 29 minutos, Marcos fez boa jogada pela direita e chutou cruzado para defesa de Rafael, no rebote Júnior chutou da pequena área para empatar a partida. Na segunda etapa, o Santos voltou sem o goleiro Rafael, que sofreu um corte na testa e foi substituído por Vladmir.

Depois de sofrer muita pressão no primeiro tempo, o Santos quase desempatou o jogo no inicio da segunda etapa. Após a defesa do Bahia sair jogando errado, a bola sobrou para Ganso, que arriscou um chute da intermediária e a bola acertou o travessão. Porém, o Bahia continuam dominando as ações da partida.

Aos 17 minutos, Jones recebeu passe de Ávine dentro da área, ajeitou a bola para o pé direito e chutou cruzado, a bola passou perto do gol de Vladmir. Os baianos continuam buscando o segundo gol. Aos 28 minutos, Gabriel ficou a frente de Vladmir, mas chutou em cima do goleiro. Quatro minutos depois, Reinaldo recebeu lançamento de Ricardinho, invadiu a área e chutou forte, mas a bola subiu demais.

Apesar da pressão do Bahia, Alan Kardec pegou sobra dentro da área e chutou de primeira para fazer o segundo gol do Santos na partida. O resultado tirou o Santos da zona de rebaixamento.