Navegando Posts marcados como Baiano

Santos 3 x 0 Juventude

Data: 31/05/2000, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.621 pagantes
Renda: R$
Árbitro: Jamir Carlos Garcez (DF).
Cartões amarelos: Lauro, Carlão e Luiz Antonio (J).
Gols: Rubens Cardoso (33-1), Valdo (29-2) e Baiano (39-2).

SANTOS
Fábio Costa; Baiano, Preto, André Luis e Rubens Cardoso; Rincón (Márcio Santos), Anderson Luiz, Valdo e Robert (Canindé); Dodô e Deivid (Eduardo Marques).
Técnico: Giba

JUVENTUDE
Wellerson; Denis, Luiz Oscar, Carlão (Clairton), Vanderlei; Mabília (Kiko), Lauro, Wallace, Luiz Antonio; Luciano Fonseca (Cris) e Adriano Chuva.
Técnico: Flávio Campos



Santos vence Juventude e pega o Fla na próxima fase

Jogando com uma equipe quase só formada por reservas, para poupar os titulares para a semifinal do Paulista, o Santos classificou-se às quartas-de-final da Copa do Brasil ao vencer o Juventude por 3 a 0, na Vila Belmiro.

Os gols foram marcados por Wanderley, contra, Valdo e Baiano. Na partida de ida, os santistas haviam vencido por 3 a 1.

Nas quartas-de-final, o Santos irá enfrentar o Flamengo, que ontem empatou com o Bahia em 1 a 1, no Maracanã, após ter vencido o primeiro jogo por 3 a 1.

Dos jogadores que reivindicam um lugar na equipe, os atacantes Dodô e Deivid e os meias Robert e Valdo, só este teve uma atuação destacada. Dodô, o principal insatisfeito com o banco, repetiu suas últimas atuações, com pouca mobilidade e disposição para divididas, sendo vaiado outra vez.
No primeiro tempo, as duas equipes criaram duas chances de gol cada, sempre aproveitando erros dos defensores do adversário -as do Santos em lances de bola parada e as do Juventude na saída para o ataque.

Mas logo o jogo tornou-se mais lento e truncado. O Juventude recuou e o Santos dominava a bola, mas não ameaçava o gol gaúcho. Aos 33min, porém, o zagueiro Wanderley, do Juventude, “resolveu” o problema santista.

Rubens Cardoso foi à linha de fundo e cruzou. O zagueiro se antecipou ao goleiro Wellerson e desviou para as próprias redes.

O Juventude só voltou a ameaçar numa cobrança de falta, aos 41min, que Fábio Costa desviou para escanteio.

No segundo tempo, o jogo ficou no mesmo ritmo morno. O principal momento de emoção aconteceu aos 21min, quando o goleiro Fábio Costa fez duas defesas importantes em poucos segundos, em finalizações dos gaúchos dentro da pequena área.

Aos 29min, Valdo dividiu uma bola na entrada da área do Juventude e bateu, aproveitando a má colocação do goleiro Wellerson, ampliando o placar.

No final, o Juventude desistiu da reação, e o Santos, por meio de um sem-pulo de Baiano, aos 39min, chegou aos 3 a 0.


Santos 3 x 0 Portuguesa

Data: 20/05/2000, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.894 pagantes
Renda: R$ 47.735,00
Árbitros: Paulo César de Oliveira e Edilson Pereira de Carvalho.
Cartões amarelos: Valdir, Eduardo Marques, Caio e Robert (S); Denílson, Fabrício e Emerson (P).
Gols: Caio (10-1), Baiano (11-2) e Valdir (13-2).

SANTOS
Carlos Germano; Baiano, Galván, André Luis e Dutra (Robert); Claudiomiro, Rincón, Anderson Luiz e Eduardo Marques (Valdo); Caio e Valdir (Dodô).
Técnico: Giba

PORTUGUESA
Fabiano; Denílson (Cafu), Emerson, Fabrício e Wagner; Simão, Elson, Marquinhos e Evandro (Alexandre); Bendinho (Da Silva) e Jean.
Técnico: Nelsinho Baptista



“Novo” Santos vence e confirma ascensão

Superando a Lusa, time do litoral faz 13 pontos e se classifica para as semifinais na frente do rival São Paulo

O Santos confirmou a sua ascensão e venceu a Lusa por 3 a 0, na Vila Belmiro, se classificando para as semifinais do Campeonato Paulista em primeiro lugar no Grupo 7, com 13 pontos. A Lusa, que não obtém um título desde 1973, mais uma vez perdeu num momento decisivo.

A equipe do litoral teve que superar também a péssima arbitragem de Edílson Pereira dos Santos, que errou claramente contra o Santos em dois lances no primeiro tempo, quando o jogo estava apenas 1 a 0.

O Santos começou melhor e chegou ao ataque com mais frequência do que o rival. Aos 6min, o lateral Baiano, do Santos, chutou forte de fora da área e o goleiro Fabiano fez boa defesa.

Aos 10min, Caio passou por três zagueiros adversários e chutou de fora da área. Num lance de sorte, a bola quicou num montinho e enganou Fabiano, que já caía para a defesa, encobrindo-o.

Por alguns instantes, a Lusa se desarticulou. Três minutos depois do gol, Caio lançou Valdir que, sozinho diante de Fabiano, perdeu a chance.

A Lusa tinha dificuldades em chegar ao ataque, porque o Santos estava bem armado na defesa.

A partir dos 30min, a equipe do Canindé assumiu o controle do jogo e teve maior posse de bola, embora não ameaçasse o adversário, por sentir a falta de um “”matador”. Bentinho esteve sonolento no primeiro tempo e Jean não se encontrou em campo.

No fim do primeiro tempo, a Lusa quase marcou em jogadas de bola parada. Carlos Germano evitou o empate.

Aos 41min, Valdir recebeu livre pela direita e foi derrubado por Fabiano fora da área. Além de não marcar a infração, o juiz deu cartão amarelo a Valdir, a quem acusou de simular a falta.

Um minuto depois, Elson cometeu pênalti claro sobre Valdir, e Edílson Pereira dos Santos mais uma vez não marcou. Por terem reclamado, Eduardo Marques e Caio receberam cartão amarelo.

Para o começo do segundo tempo, o técnico Nelsinho, da Lusa, pôs Cafu no lugar de Denílson.

A Lusa começou bem, mas, aos 11min, Baiano aproveitou um rebote e a má colocação de Fabiano, adiantado, para encobrir o goleiro e fazer o segundo do Santos.

Dois minutos depois, Fabiano falhou novamente. Após cruzamento de Robert pela esquerda, Valdir se antecipou a ele e tocou para o gol.

Da Silva e Alexandre entraram nos lugares de Bentinho e Evandro. A Lusa melhorou, criando mais oportunidades. Marquinhos cabeceou uma bola na trave, e Da Silva obrigou Germano a fazer duas boas defesas.

O Santos, em contra-ataques, ameaçava. No fim do jogo, com a vitória praticamente assegurada, a torcida santista gritou “olé” enquanto os jogadores do time da casa trocavam passes.

Valdir marca e põe fim a jejum de 13 jogos sem gols

O atacante Valdir acabou ontem com um jejum de 13 jogos sem marcar. A ausência dos gols incomodava Valdir, apesar dos elogios do treinador e dos torcedores. O jogador deixou o campo aplaudido pela torcida.

“Jogava bem e cumpria o que o Giba (técnico) pedia, mas faltava o gol. Estava me sentindo abafado e tirei um peso das costas”, disse.

Outro jogador que deixou o campo ovacionado foi o goleiro Carlos Germano. “É muito importante a primeira colocação no grupo. Dá moral para a próxima fase”, afirmou.

Convocado para os amistosos da seleção brasileira na Europa, Germano será substituído por Fábio Costa quarta-feira, no jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil.

O técnico Giba elogiou a seriedade do time e cumprimentou o atacante Dodô, que substituiu Valdir. “Dodô sabe que tem lugar no time”, disse Giba.

O atacante manteve a frieza. “Não preciso provar nada. Estou na reserva por opção do treinador. Quando ele achar que tenho condições de ser titular, estarei pronto.”, afirmou.


Cruzeiro 1 x 2 Santos

Data: 02/08/1998, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 13.367 pagantes
Renda: R$ 116.277,00
Árbitro: Antonio Pereira da Silva (GO).
Cartões amarelos: Claudiomiro, Argel e Sandro (S)
Gols: Müller (45-1); Viola (05-2) e Baiano (47-2).

CRUZEIRO
Dida; Gustavo, Marcelo Paulista, Wilson Gottardo e Valdir; Gilberto, Ricardinho (Fábio Júnior), Djair e Valdo; Müller e Marcelo Ramos (Marcos Paulo).
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima (Baiano), Argel, Sandro e Athirson (Élder); Claudiomiro, Marcos Bazílio, Jorginho e Lúcio; Adiel (Alessandro) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Viola, salvador, garante virada santista

Atacante empata jogo, assume co-artilharia do Brasileiro-98 e serve Baiano no gol da vitória sobre Cruzeiro

Com um gol e uma assistência de Viola, o Santos venceu ontem o Cruzeiro, em Belo Horizonte, de virada, por 2 a 1.

O gol decisivo foi marcado aos 47min do segundo tempo, por Baiano. Muller fez o gol do Cruzeiro, na primeira partida que disputou contra seu ex-time.

Na última quarta, o atacante santista Viola marcara o gol de empate contra o Atlético-PR, em casa, aos 41min do segundo tempo. Em seu gol, ontem, aos 5min do segundo tempo, Viola subiu pela direita, aproveitou falha da defesa cruzeirense e chutou, quase sem ângulo, para o gol de Dida.

Ele assumiu a co-artilharia do torneio ao lado de Ranielli, Valdir e Marcelinho, com três gols.

No segundo gol santista, também houve falha da zaga cruzeirense. Viola passou por Gottardo e Marcelo Paulista, cruzando em seguida, para Baiano marcar.

O técnico Leão disse que a equipe conseguiu aproveitar as falhas cruzeirenses. “Jogar na velocidade em cima da zaga é uma característica nossa.”

O primeiro gol, do Cruzeiro, só saiu aos 45min do primeiro tempo. Fábio Júnior passou para Valdir, que colocou a bola na pequena área, onde Muller concluiu a jogada, chutando forte.

Ele foi contratado ao Santos, em junho último, por R$ 3,5 milhões, e é o principal reforço do Cruzeiro para a atual temporada.

Com a vitória de ontem, o Santos soma agora sete pontos em três partidas no Brasileiro. O Cruzeiro, que jogou a segunda partida, é o único time mineiro a continuar sem vitória: tem só um ponto.

Zaga mineira falha nos 2 gols

O Cruzeiro voltou a apresentar vulnerabilidade na defesa, provocada pela mudança de esquema tático implantada na estréia da equipe no Brasileiro.
Os gols do Santos decorreram de falhas da zaga. Em vez do 4-4-2, o técnico Levir Culpi usa o esquema 3-5-2, com o objetivo de deixar a equipe mais ofensiva.

Na estréia, empatou com o Atlético-MG em 1 a 1. Na quarta, pela Copa Mercosul, perdeu para o San Lorenzo (Argentina) por 2 a 1.
O técnico Levir Culpi admite a dificuldade de posicionamento da defesa e do ataque em função do 3-5-2, mas não associou a derrota a isso. Ele responsabilizou a perda de oportunidades.

“Foram muitas para apenas um gol”, disse.

Para Levir Culpi, o Cruzeiro teve mais volume de jogo e merecia a vitória. “Foram duas na trave. Seríamos merecedores da vitória.”



Para evitar risco, Santos se fecha hoje contra Cruzeiro ( Em 02/08/1998 )

Leão preza marcação enquanto busca dar um padrão de jogo ao time

Embora com um jogo a mais que a maioria das equipes, o Santos (4 pontos) vai buscar a liderança do Brasileiro contra o Cruzeiro (1 ponto) evitando riscos.

Na primeira partida que o time disputará fora de casa na competição, o técnico Emerson Leão vai privilegiar a marcação e tentar surpreender nos contra-ataques.

“Vamos correr menos riscos (do que nos dois primeiros jogos) porque não podemos ficar nos expondo”, declarou o treinador.

Segundo o volante Claudiomiro, os cuidados na marcação têm de ser redobrados porque o Cruzeiro vem de um empate no Brasileiro e uma derrota na Copa Mercosul, devendo partir para o atacar.

“Precisaremos ter calma, marcar certo e atuar nos contra-ataques”, disse o volante santista.

Leão quer tentar consolidar o padrão de jogo da equipe, evitando as alterações que diz estar sendo obrigado a fazer em função do desempenho irregular do time durante as partidas.

“Estamos substituindo muito e acertando pouco. Vamos ver se conseguimos manter uma mesma equipe por mais tempo”, afirmou.

Para ele, a dificuldade de manter uma mesma formação decorre do fato de alguns jogadores não estarem rendendo o esperado, caso do meia Lúcio, contratado do Flamengo por empréstimo.

Segundo Leão, Lúcio vem até agora repetindo a trajetória do meia Caíco, titular durante o primeiro semestre, atualmente barrado e cujo futebol foi classificado como “mesmice” pelo técnico.

“Não gosto de tirar todo dia os mesmos jogadores. O Lúcio está embolando pelo meio. As costas do lateral são oferecidas a ele, e ele não está aproveitando”, disse.

Mesmo quando tenta modificar a equipe, as opções do técnico são escassas. A diretoria não contratou reforços -à exceção do novato Fernandes, meia-atacante emprestado até o final do ano- e a maioria dos jogadores no banco de reservas são ex-juniores.

A última tentativa de reforço foi o colombiano Aristizábal, do São Paulo, por empréstimo, mas o acerto salarial com o jogador inviabilizou a negociação. Ele teria pedido a mesma importância que reivindicou para renovar contrato com o São Paulo (R$ 110 mil).

Na partida de hoje, o time poderá ter o desfalque do zagueiro Argel, que sente dores no tórax devido a uma pancada sofrida na partida contra o Atlético-PR. Se ele não puder jogar, entra Sandro.

Muller enfrenta sua ex-equipe

Hoje será o primeiro confronto do atacante Muller com seu ex-clube. Após 15 meses, Muller deixou o Santos, negociado por R$ 3,5 milhões. Ele chegara ao clube em março de 97, contratado do Perugia (Itália) por US$ 2 milhões.

O técnico Leão afirma que não haverá marcação especial sobre o ex-santista. “O Cruzeiro é um time com o qual não se pode tomar cuidado só com um jogador.”

No Cruzeiro, os atletas tentam se adaptar ao novo esquema tático para o Brasileiro, o 3-5-2.


Corinthians 3 x 1 Santos

Data: 06/04/1997, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 33.422 pagantes
Renda: R$ 237.618,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP)
Cartões amarelos: Marcos Assunção (S); Rodrigo, Marcelinho e Henrique (C)
Gols: Henrique (04-1), Mirandinha (10-1) e Túlio (38-1); Baiano (23-2).

CORINTHIANS
Ronaldo; Rodrigo, Célio Silva, Henrique e André; Silvinho, Romeu, Marcelinho e Souza; Mirandinha e Túlio.
Técnico: Nelsinho Batista

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Sandro (Baiano), Ronaldão e Rogério Seves; Marcos Assunção, Narciso, Vágner (Alexandre) e Robert (Caíco); João Fumaça e Macedo.
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Corintiano vence disputa tática com improvisação

O técnico Nelsinho Batista, do Corinthians, venceu ontem o duelo tático contra Wanderley Luxemburgo, do Santos. Ambos os treinadores tiveram que fazer improvisações no meio-campo.

A solução do treinador corintiano foi mais eficiente, o que resultou no placar de 3 a 1. O lateral-esquerdo Silvinho fez uma boa marcação e foi efetivo no apoio ao ataque.

Luxemburgo não teve o mesmo sucesso. Mostrou-se equivocada a opção pelo zagueiro Narciso, que falhou nos gols do rival. Por isso, aos 27min, o técnico colocou o volante Baiano no lugar do zagueiro Sandro, com quem havia gritado várias vezes, recuando Narciso para a zaga.

Com facilidade para penetrar na defesa do Santos, o Corinthians não teve dificuldades de chegar a 2 a 0, em dez minutos.

O zagueiro Henrique, aos 4min, e o atacante Mirandinha, aos 10min, completaram, de cabeça, cruzamentos do meia-atacante Marcelinho, que comandou as ações ofensivas da equipe.

Mesmo com o domínio territorial, o Corinthians só marcou seu terceiro gol no final do primeiro tempo, aos 38min. Numa bela jogada de todo ataque corintiano, Túlio chutou de fora da área, após receber passe de Mirandinha, sem chances para o goleiro Zetti, do Santos.

O atacante comandou outros jogadores numa coreografia: todos deitados, simulando que estavam nadando -no segundo gol, ele e Mirandinha já haviam simulado uma pescaria. As coreografias são referências aos fato de o Santos ter sede numa cidade de praia e ser conhecido como o “peixe”.

No segundo tempo, para tentar mudar o placar, Wanderley Luxemburgo substituiu o volante Vágner pelo meia Alexandre. A modificação teve êxito parcial. Deu mais agilidade ao ataque santista, mas ela se traduziu em apenas um gol. Aos 23min, após desarme de Henrique sobre Caíco, Baiano aproveitou uma sobra na área e marcou: 3 a 1.

O Corinthians, mais lento que no primeiro tempo, levou perigo apenas em contra-ataques. Porém, seus atacantes erraram nas conclusões.

Zetti fica irritado com o rival

O goleiro Zetti, do Santos, mostrou muita irritação após a vitória do Corinthians. O jogador não aprovou os comentários feitos pelo meia-atacante Marcelinho durante a semana passada.

O jogador corintiano havia afirmado que gostaria de marcar cinco gols contra o Santos, atingindo a marca de cem feitos na equipe.

“Ele deveria respeitar mais o Santos. Não foi correto fazer esses comentários”, disse o goleiro. Zetti afirmou não ter ficado chateado com os gritos de “olé” da torcida do Corinthians no final da partida. “Isso é normal.”

O zagueiro Ronaldão disse que, mesmo com a derrota, o Santos ainda acredita na classificação para a próxima fase do Paulista. “Vamos esfriar a cabeça e só pensar na classificação. Como estamos fora da Copa do Brasil, vamos apostar todas as fichas no Paulista”, afirmou.

O diretor de futebol do Santos, José Paulo Fernandes, achou a derrota “normal”. O dirigente acredita que Muller poderá fazer sua estréia na próxima quinta-feira, contra o Araçatuba.

“Vamos enviar amanhã (hoje) a primeira parcela do pagamento do passe e a fiança bancária. Aí, o Perugia envia a liberação por fax.”

Fernandes negou que o Santos vá contratar o atacante Evair, atualmente no Atlético-MG. Hoje, o time mineiro deve oficializar a dispensa do jogador. “Está praticamente descartado. Ele teve várias chances de vir no começo do ano, mas não acertou.”

Luxemburgo crê na vaga

O técnico do Santos, Wanderley Luxemburgo, disse que os dois primeiros gols do Corinthians acabaram com o seu planejamento tático. Mesmo com a derrota, Luxemburgo acha que o Santos está “no caminho certo” e espera que o time se classifique.

Repórter – Que fatores fizeram o Santos ser derrotado?
Wanderley Luxemburgo – Perdemos para uma grande equipe. Tínhamos um planejamento tático, com o Narciso no meio-campo, que foi desfigurado com os dois gols de bola parada. Não podemos tomar gols como esses.

Repórter – Antes do jogo você havia afirmado que esperava André como volante. A escalação de Silvinho na posição surpreendeu?
Luxemburgo – Pensei que seria o André pela sua qualidade técnica e por ele já ter executado essa função no São Paulo. Mas tudo que estava planejado para o André foi executado para o Silvinho.

Repórter – A derrota diminuiu as chances do Santos se classificar?
Luxemburgo – Não. Estamos nas primeiras colocações de nosso grupo. Acho que o time está no caminho certo.

Nelsinho critica 2º tempo

Apesar do resultado, o técnico Nelsinho Batista ainda não está totalmente satisfeito. Segundo o treinador, “o time poderia ter jogado mais, principalmente no segundo tempo”. Apesar disso, ele garante que o time vem melhorando.

Repórter – Como você analisa a atuação do time hoje?
Nelsinho – Tivemos um bom primeiro tempo, mas no segundo só fizemos o suficiente para manter o resultado.

Repórter – E sobre a atuação da equipe nos últimos jogos?
Nelsinho – Estamos melhorando a cada jogo. Uma partida muito importante foi a contra o Guarani (vitória corintiana por 8 a 2). Foi a primeira vez que tivemos uma atuação boa em todos os setores. Mas ainda não atingimos o máximo.

Repórter – E sobre a chegada do Antônio Carlos?
Nelsinho – Ele vai ser um reforço importante, pois precisamos de mais de um bom jogador para cada posição. Você pode ver por esse exemplo agora: nós perdemos o Marcelinho (terceiro amarelo) para o próximo jogo, mas temos o Donizete para voltar.

Repórter – Foi justo o resultado de hoje?
Nelsinho – Pelo que o Corinthians jogou, foi.



Times procuram reverter contratempos ( Em 06/04/1997 )

Corinthians e Santos entram em campo hoje, no Morumbi, em situações distintas, mas ambos tentando superar problemas eclodidos na última quinta-feira.

O Corinthians, líder do Grupo 2 do Paulista, com 24 pontos, conquistou na última quinta-feira, uma vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil.

Mas a estabilidade dentro de campo não acontece fora. Antes do empate em 1 a 1 com o Atlético-MG, o clube perdeu o Grupo de Apoio à Presidência (GAP), que foi formado com o objetivo de captar recursos para a equipe.

O Santos, vice-líder do Grupo 1, mas oito pontos atrás do Palmeiras -que tem 28-, jogou mal e foi o primeiro paulista a deixar a Copa do Brasil, mesmo tendo vencido o Inter-RS no jogo de ida, por 2 a 0.

“Nossos planos serão remanejados. Agora, vamos tirar a liderança do Palmeiras. Teremos tempo para recuperar os jogadores contundidos”, disse Luxemburgo.

A maior reclamação da comissão técnica, jogadores e torcedores, a falta de atacantes, foi solucionada nesta semana com a confirmação de Muller e Careca.

A paciência de todos, no entanto, terá que durar mais um tempo. O último, fora de forma, não tem previsão de estréia.

Muller ainda depende da agilidade da diretoria do clube para pagar o time italiano Perugia e regularizar sua documentação.

O Corinthians tem três desfalques para a partida: os volantes Fábio Augusto e Gilmar e o meia Donizete -todos suspensos.

No meio-campo, Marcelinho, que cumpriu suspensão contra o Atlético-MG, na quinta, volta no lugar de Donizete.

No meio, Nelsinho irá improvisar, deslocando Silvinho ou Carlos Roberto (laterais) para atuar ao lado de Romeu.

“Desde o jogo contra o Guarani (vitória do Corinthians por 8 a 2), o time vem ganhando auto-confiança. Uma vitória num clássico pode ajudar ainda mais”, disse Nelsinho.

Improviso

Na ausência dos dois titulares ofensivos -Alessandro, machucado, e Muller -, Luxemburgo poderá optar, ao lado de Macedo, pelo atacante Caíco ou os meias Robert, Alexandre e Vágner alternados no setor.

Nesse último esquema, o zagueiro Narciso seria improvisado como volante. E Sandro entraria para fazer dupla com Ronaldão.

“Gostei dessa formação no último jogo contra o Inter-RS”, afirmou o técnico.

O Santos terá o retorno do lateral-esquerdo Cássio, que se recuperou da lesão muscular na coxa.

Luxemburgo quer time de elite

Wanderley Luxemburgo quer entrar para a história do futebol brasileiro como um treinador tático e ético.

No Santos, o técnico diz que seu maior objetivo é devolver à equipe a grandeza de sua época de ouro.

“Quando cheguei, pedi três atletas: Evair, Muller e Zinho (Japão). Hoje, só eles seriam capazes de devolver o status do Santos de Pelé, Zito e Durval.”

Repórter – O título do Rio-São Paulo foi creditado a você. Você vence jogo?
Wanderley Luxemburgo – Sei que sou importante, mas 70% da vitória devem ser creditados aos jogadores e 70% da derrota ao técnico.

Repórter – Por quê?
Luxemburgo – Porque os atletas não têm o preparo mental para superar uma derrota como eu.

Repórter – Você é conhecido como uma pessoa fria, que não demonstra muita simpatia. Como quer ser conhecido no futebol?
Luxemburgo – Sou fechado porque sou um homem público. Profissionalmente, cobro disciplina, mas gosto de pagode e tomar uma cerveja com meus jogadores. Quero ser conhecido como tático e ético. Alguém que criou uma filosofia de trabalho. Acho que já criei minha identidade.

Repórter – A seleção não continua sendo um objetivo de sua carreira?
Luxemburgo – Acho que um dia vou ser técnico da seleção, mas, se não for, não vou me frustrar. Hoje sou auxiliar técnico do Zagallo, como todos os treinadores de clubes do país. Crio táticas que servem de exemplo para ele. Não pretendo derrubá-lo, mas quando o cargo estiver vago, eu estarei pronto.


Palmeiras 1 x 3 Santos

Data: 28/01/1997, terça-feira
Competição: Torneio Rio SP – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público: 10.456
Renda: R$ 126.230,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP)
Cartão amarelo: Djalminha e Rincón (P); Robert e Alessandro (S)
Cartões vermelhos: Leandro (P) e Sandro (S).
Gols: Baiano (43-1); Djalminha (25-2), Marcos Assunção (43-2, de pênalti) e Robert (47-2).

PALMEIRAS
Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior; Marquinhos (Rogério), Leandro, Rincón e Djalminha; Viola (Sérgio Soares) e Luizão.
Técnico: Márcio Araújo.

SANTOS
Zetti; Baiano (Rogério Seves), Sandro, Ronaldão e Dutra; Marcos Assunção, Vágner, Piá (Eduardo Marques) e Robert: Macedo (João Fumaça) e Alessandro.
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Luxemburgo brilha e vence ex-time

O Santos venceu o Palmeiras por 3 a 1, ontem, no Parque Antarctica, pelas semifinais do Rio-São Paulo. O técnico santista Wanderley Luxemburgo foi o personagem da partida, conseguindo anular seu ex-time. Luxemburgo foi recepcionado com palavrões pela torcida palmeirense, e apenas Cafu, Rincón, Luizão e Viola foram cumprimentá-lo antes do jogo.

Em campo, armou o Santos muito bem, conseguindo deter os principais jogadores do Palmeiras, Rincón e Djalminha, e exigindo que seus atacantes acompanhassem os laterais adversários. Sua instrução para o time evitar tantas faltas como nos últimos jogos, também deu resultado. O Santos fez apenas quatro no primeiro tempo. O único defeito do time, que dominou o jogo, foi a falta de um finalizador.

O Palmeiras viveu de lances individuais. Teve uma boa chance logo aos 4min, quando Viola cabeceou para fora, com Zetti já batido, e só melhorou após o tempo técnico.

O Santos marcou aos 43min. O lateral improvisado Baiano tabelou com Piá e chutou sem defesa para Velloso.

Nervoso, o Palmeiras abusou dos passes errados no segundo tempo. Aos 22min, Júnior acertou o travessão de Zetti.

Três minutos depois, Djalminha empatou o jogo numa cobrança de falta, “salvando a pele” do técnico Márcio Araújo. Momentos antes, o treinador havia substituído o atacante Viola pelo volante Sérgio Soares. Foi chamado de burro pela torcida, que pedia a volta de Edmundo.

Quando o jogo caminhava para o empate, Leandro cometeu pênalti em Alessandro. Marcos Assunção converteu para o Santos.

Aos 45min, Robert chutou de fora da área e definiu o placar. O jogo de volta será sábado, em São José do Rio Preto. O Santos, que pode perder por um gol de diferença, quer mudar o local.