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Santos 1 x 2 Cruzeiro

Data: 30/10/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público e renda: jogo realizado com portões fechados.
Árbitro: Carlos Eugenio Simon (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann e José Otávio Dias Bitencourt (ambos do RS)
Cartões amarelos: Kleber, Paulo César e Diego (S); Wagner (C).
Gols: Irineu (18-1) e Basílio (23-1); Alecsandro (13-2).

SANTOS
Saulo; Paulo César, Ávalos, Halisson e Kleber (Wendel); Fabinho (Cláudio Pitbull), Heleno, Ricardinho e Léo Lima (Diego); Basílio e Geílson.
Técnico: Nelsinho Baptista

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Irineu, Marcelo Batatais e Wagner; Fábio Santos, Diogo, Adriano e Kelly (Francismar); Diego (Marabá) e Alecsandro (Wando).
Técnico: Paulo César Gusmão



Cruzeiro ‘freia’ Santos e sonha com a Libertadores

O Cruzeiro manteve vivo o sonho de chegar à Libertadores ao vencer o Santos por 2 a 1, neste domingo, em São Paulo, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro – o jogo aconteceu no Parque Antarctica de portões fechados. Com o resultado, o time mineiro encostou um pouco mais na zona de classificação para o torneio sul-americano e ainda atrapalhou o alvinegro, que é um adversário direto na briga por uma vaga.

Com a vitória, o Cruzeiro foi a 54 pontos, pulou para a sétima posição e ficou a sete pontos do quarto colocado, o Goiás. Ao mesmo tempo, a equipe encostou no Santos, que ficou com 55 pontos, uma posição acima.

O resultado positivo deste domingo resgatou a esperança do Cruzeiro em chegar à Libertadores. O time passou a sonhar com essa possibilidade depois de ficar invicto por seis jogos, mas perdeu o jogo remarcado com o Paysandu, válido pelo primeiro turno, e se complicou.

Entretanto, o Cruzeiro venceu seus dois jogos seguintes, contra o Paysandu (segundo turno) e o Coritiba, e voltou a se encher de esperanças. Desta forma, a equipe conquistou sua terceira vitória seguida neste domingo e alimentou ainda mais a sua expectativa.

“Temos que pensar a cada jogo. Se a gente continuar com o aproveitamento nas últimas 11 partidas, temos uma grande possibilidade de conquistar uma vaga na Libertadores”, comentou o goleiro Fábio.

Enquanto isso, o Santos não conseguiu embalar depois do “trauma” da derrota para o Corinthians no clássico remarcado, válido pelo primeiro turno, que havia sido vencido pelo alvinegro praiano no dia 31 de julho.

O time se recuperou ao ficar invicto por três partidas – empatou com o Goiás e venceu os dois últimos jogos, contra São Paulo e Vasco. Mas a derrota deste domingo foi um balde de água fria na tentativa do Santos de dar uma arrancada rumo à Libertadores.

Santos e Cruzeiro voltam a campo na próxima quarta-feira, às 21h45, para a disputa da 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto o time paulista enfrenta a Ponte Preta, em Campinas, o mineiro encara o Corinthians, em Belo Horizonte.

O jogo

A ausência de torcida no Parque Antarctica pareceu ter esfriado os ânimos das equipes, que fizeram um jogo sonolento até os 15min, quando o Santos finalmente deu o primeiro susto. Geílson recebeu na grande área, driblou o goleiro Fábio e chutou, mas Irineu salvou de carrinho.

Entretanto, foi o Cruzeiro que abriu o placar aos 18min. Após cobrança de escanteio da esquerda, Irineu subiu mais alto do que os adversários e cabeceou no canto esquerdo de Saulo.

Mas o Santos não se abateu e empatou o jogo aos 23min. Geílson recebeu lançamento na ponta esquerda e cruzou na medida para Basílio, livre na grande área. Ele mergulhou de peixinho e colocou a bola no fundo do gol.

O jogo melhorou e o Cruzeiro chegou novamente com perigo aos 26min. Fábio Santos cruzou da direita, à meia altura e Jonathan, quase na pequena área, pegou de primeira. Mas o goleiro Saulo espalmou no susto e a defesa santista afastou para longe na seqüência.

O Santos voltou para o segundo tempo disposto a virar o jogo e criou uma boa chance logo aos 4min. Basílio recebeu livre na entrada área, mas chutou em cima de Fábio, que espalmou.

Mas numa falha individual, o Santos deu um gol de presente para o Cruzeiro, aos 13min. Ávalos pisou na bola e armou o contra-ataque para o adversário. Diego invadiu a grande área pela esquerda e rolou no meio para Alecsandro, que, totalmente livre, só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol.

O gol animou o Cruzeiro, que deu um susto aos 18min. Diego arrancou pela ponta esquerda, invadiu a grande área, deu um drible num adversário e chutou cruzado. A bola passou rente à trave esquerda de Saulo.

O Cruzeiro passou a criar várias chances de gol e tomou conta do jogo. Aos 25min, Irineu cruzou da direita para a grande área e Diego, livre, cabeceou para o chão, mas a bola quicou no gramado e encobriu o travessão de Saulo.

O Santos só acordou aos 34min. Após cruzamento da direita, Cláudio Pitbull pegou a sobra dentro da grande área e chutou rasteiro, mas Fábio espalmou. No rebote, a bola voltou para o atacante santista, mas o goleiro do Cruzeiro salvou de novo, garantindo a vitória para o seu time.

Jogo sem torcida

A partida entre Santos e Cruzeiro foi disputada no Parque Antarctica sem a presença de torcida em função de pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao alvinegro praiano.

O clube perdeu três mandos de campo e pagou multa de R$ 175 mil pela invasão de sua torcida ao gramado da Vila Belmiro durante clássico com o Corinthians, no dia 13 deste mês. Por isso, ainda vai enfrentar o Internacional e o Paraná Clube com portões fechados.

Peixe mantém meta, mas tempo é menor

Nelsinho Baptista mantém objetivo de completar 18 pontos nas dez últimas rodadas. Restam 12 pontos e sete jogos.

A derrota para o Cruzeiro neste domingo foi péssima para as pretensões do Santos no Campeonato Brasileiro. Além de ficar a seis pontos da zona de classificação para a Copa Libertadores da América, o time alvinegro viu os mineiros encostarem na briga pela vaga.

O tropeço, porém, não abalou muito o técnico Nelsinho Baptista, que mantém a mesma meta de duas rodadas atrás, quando iniciou a série dos dez últimos jogos da competição – na ocasião, vitória por 2 a 1 sobre o arqui-rival São Paulo.

“Nossa meta ainda são os 18 pontos [para chegar à Libertadores]. Dentro das dez [últimas] rodadas, queríamos seis vitórias. Agora terão de ser quatro triunfos em sete partidas”, declarou o comandante do Santos, que também venceu o Vasco nessa “caminhada final”.

Nelsinho Baptista não considerou que o cansaço do elenco tenha sido determinante para a derrota por 2 a 1 para o time de Belo Horizonte. Ele deu explicações táticas para o tropeço no estádio do Parque Antarctica – o Peixe jogou lá por causa de uma punição do STJD.

“Não faltou perna. No segundo tempo, nós tivemos de abrir o jogo [entrou um atacante no lugar de um volante] e isso proporciona espaços e contra-ataques ao adversário. Não foi um problema físico. Apenas não conseguimos traduzir em gols as chances”, comentou o treinador.

Vasco 1 x 3 Santos

Data: 26/10/2005
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 16.965 pagantes
Renda: R$ 170.487,50
Gols: Geílson, Ricardinho e Basílio. Romário descontou para o Vasco.

VASCO
Roberto, Wagner Diniz, Fábio Braz, anderson do Ó e Jorginho Paulista (Rodrigo); Ives, Osmar (Bruno Meneghel), Abedi e Morais, Alex Dias (William) e Romário.
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Saulo, Paulo César, Luís Alberto (Halisson), Rogério e Kléber; Fabinho, Gavião (Wendel), Luciano Henrique (Léo Lima) e Ricardinho; Basílio e Geilson.
Técnico: Nelsinho Baptista.



Santos atropela Vasco e entra na briga pela Libertadores

O Santos venceu o Vasco por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, e entrou na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2006. O atual campeão brasileiro está empatado com o Palmeiras na quinta posição, ambos com 55 pontos. O time do Parque Antarctica leva vantagem no saldo de gols.

Após duas vitórias consecutivas em clássicos, o Vasco voltou a ficar ameaçado pelo rebaixamento. O time carioca está na 16ª posição, com 39 pontos. O Paysandu, primeira equipe na zona de risco, tem 35.

O jogo começou quente. Logo aos 40s, o Santos quase marcou, com um corte errado de Anderson do Ó. Na jogada seguinte, Geilson aproveitou o escanteio de Ricardinho e abriu o placar.

Romário empatou aos 7min. Em cobrança de falta na entrada da área, o atacante chutou forte, a bola desviou na zaga e bateu na trave direita, antes de entrar: 1 a 1.

A partida seguia com várias oportunidades de ambos os lados. O Santos explorava com Kléber e Basílio os espaços deixados por Wágner Diniz e pressionava mais. Em um desses avanços, o atacante do Santos entrou na área e foi derrubado. Pênalti que Ricardinho cobrou com perfeição, no canto direito, sem chances para Roberto. Santos 2 a 1.

Antes de o time vascaíno tentar assimilar o gol, a equipe paulista marcou mais um, no minuto seguinte. Após falha de Fábio Braz, Geilson dominou sozinho dentro da área e chutou. Roberto defendeu a primeira tentativa, mas Basílio pegou o rebote e acertou belo voleio para fazer 3 a 1.

Se a situação para o Vasco era ruim, ficou ainda pior com a lesão de Alex Dias. O artilheiro do time carioca no Brasileiro, com 19 gols, tentou puxar um contra-ataque e se machucou. Ele saiu de campo sentindo dores musculares e deve desfalcar a equipe nas próximas partidas.

O Santos, com a experiência de Ricardinho, administrava o jogo e quase ampliou aos 26min. Paulo César cruzou errado e acertou a trave. No rebote, Geilson tocou de cabeça na trave novamente e, por fim, Basílio concluiu para fora no último toque.

Romário, bastante inconformado, deu uma bronca na zaga vascaína tentando dar um jeito para o Vasco não levar mais gols. Pelo menos, até o fim do primeiro tempo, o time carioca conseguiu conter as investidas santistas.

No segundo tempo, o Santos teve a chance de decidir logo o resultado com outro pênalti logo aos 5min. Mas, Ricardinho deixou a cobrança para Paulo César e o lateral cobrou para fora. Com isso, o Vasco cresceu na partida e partiu para cima em busca do empate. Romário chegou a balançar a rede santista, mas o gol foi anulado porque o auxiliar marcou impedimento.

O time carioca deixou espaços na defesa que o Santos tratou logo de aproveitar. Em duas oportunidades, uma com Paulo César e outra com Geilson, Roberto salvou o Vasco com duas defesas importantes. No entanto, aos 22min, o clube carioca teve a chance de descontar. A bola bateu na mão de Halisson fora da área, mas o árbitro marca pênalti. Romário, porém, perdeu o pênalti e a situação da partida permaneceu a mesma.

Nem a tentativa do Renato Gaúcho de deixar o Vasco mais ofensivo adiantou. Os santistas tocaram a bola até o apito final. Agora, o Vasco tem a difícil missão de se recuperar do resultado negativo e deixar a assombração do rebaixamento longe contra o líder Corinthians, fora de casa, no próximo domingo. O Santos jogará no Parque Antarctica, com portões fechados, contra o Cruzeiro, também no domingo.

Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 21/09/2005
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.491 pagantes
Renda: R$ 140.450,00
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (FIFA-SP)
Auxiliares: Valter José dos Reis e Ednilson Corona (ambos FIFA-SP).
Cartões amarelos: Zé Elias e Rogério (S); André Cunha, Baiano e Marcinho (P).
Gols: Frontini (17-1); Marcinho (30-2) e Basílio (32-2).

SANTOS
Saulo; Paulo César, Rogério (Ávalos), Luís Alberto e Kleber; Zé Elias, Fabinho, Bóvio (Wendell) e Ricardinho; Frontini (Basílio) e Geílson
Técnico: Gallo

PALMEIRAS
Sérgio; André Cunha, Daniel, Gamarra e Baiano; Roger, Correa, Juninho Paulista (Pedrinho) e Diego Souza (Warley); Marcinho e Gioino
Técnico: Emerson Leão



Gallo supera Leão e Santos vence o Palmeiras

Campeão brasileiro em 2002 e vice da Libertadores em 2003, Emerson Leão deixou a Vila Belmiro com status de estrela. Por conta disso, a sombra do atual comandante do Palmeiras sempre atormentou Gallo, que dirige o Santos. Nesta quarta-feira, porém, o novato venceu o duelo particular dos treinadores e o time do litoral paulista superou a equipe alviverde por 2 a 1 dentro de casa, na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos vencia por 1 a 0 no segundo tempo e o Palmeiras reagiu graças a duas alterações promovidas por Emerson Leão, que trocou os meias Juninho Paulista e Diego Souza por Pedrinho e Warley. Entretanto, o time da Vila Belmiro passou novamente à frente com um gol de Basílio, que Gallo colocou em campo na etapa final.

“Tive uma fase muito boa com o Leão e tenho ótimas recordações do período em que ele estava aqui. Fico feliz por ter conseguido decidir e manter o Santos na briga pelo título do Campeonato Brasileiro”, comemorou Basílio, autor do gol da vitória dos donos da casa.

Este foi o primeiro confronto entre Gallo e Emerson Leão como treinadores desde que o atual comandante do Santos acusou o treinador do Palmeiras, então no São Paulo, de tentar “roubar” seu emprego. A rixa entre os dois ficou evidente no clássico desta quarta-feira, quando eles não trocaram sequer cumprimentos cordiais.

A vitória de Gallo sobre Leão mantém o Santos entre os líderes do Campeonato Brasileiro. O time da Vila Belmiro chega a 47 pontos e segue com três de desvantagem para o Internacional, líder do torneio nacional.

A situação do Palmeiras é pior. O time do Parque Antarctica, que havia sido derrotado apenas uma vez desde a chegada de Emerson Leão e ostentava três partidas de invencibilidade, estaciona nos 42 pontos e se distancia do pelotão de elite do Brasileiro.

“Assim como nós não ficamos deslumbrados quando ficamos sem perder, não podemos achar que esse resultado mostra que a nossa equipe é fraca. Ainda temos condições de evoluir bastante na tabela de classificação”, garantiu o meia Juninho Paulista.

As duas equipes voltam a campo no domingo, ambas às 18h10. O Santos vai a Volta Redonda para encarar o Fluminense, no estádio Raulino de Oliveira, e o Palmeiras recebe o Goiás no estádio Parque Antarctica, em São Paulo.

O jogo

Mais bem distribuído em campo, o Santos começou melhor que o Palmeiras no duelo desta quarta-feira. O time da casa soube utilizar seus laterais e exerceu forte marcação sobre a saída de bola dos visitantes.

E foi exatamente por meio das laterais do gramado que o Santos chegou ao primeiro gol. Zé Elias apareceu pela esquerda aos 17min e cruzou no primeiro pau. Frontini se antecipou ao zagueiro Gamarra e tocou de cabeça para inaugurar o marcador.

“A marcação sobre o Ricardinho estava muito forte e eu tive um pouco mais liberdade para jogar, principalmente pelo lado esquerdo. Fico feliz porque conseguimos aproveitar esse espaço e transformar isso em gol”, comemorou Zé Elias.

Em vantagem, o Santos se retraiu e deixou de marcar o Palmeiras como havia feito no início do confronto. O time visitante teve mais liberdade para tocar a bola em seu campo de defesa, equilibrou o duelo no meio e começou a criar oportunidades para marcar.

“Não foi nem uma mudança tática, mas uma mudança de postura. Começamos completamente apáticos e deixamos o Santos nos dominar. Mas conseguimos reagir e equilibrar a partida”, contou o meia Juninho Paulista, do Palmeiras.

Só que as oportunidades criadas pelo Palmeiras esbarraram na grande atuação de Saulo. O goleiro do Santos, inspirado, defendeu até uma penalidade cobrada por Marcinho aos 42min da etapa inicial.

O domínio do Palmeiras persistiu também depois do intervalo. Assim como persistiu o brilho de Saulo. Do outro lado, Sérgio brilhou apenas uma vez. Aos 18min, Geílson cruzou da esquerda, Frontini desviou de cabeça e encontrou Ricardinho livre no meio. O camisa 8 tocou de primeira e o goleiro do Palmeiras, no reflexo, praticou a defesa.

Depois disso, o nível técnico do jogo caiu. Diante deste panorama, o técnico Emerson Leão lançou o Palmeiras ao ataque e colocou em campo Pedrinho e Warley. A ousadia foi premiada aos 30min. Daniel não dominou a bola e ela sobrou para Marcinho, que limpou a marcação e chutou de pé esquerdo para empatar a partida.

A reação do Palmeiras, contudo, durou pouco. Dois minutos depois do empate, Basílio aproveitou cruzamento da direita que Sérgio não cortou e tocou de cabeça para colocar o Santos novamente em vantagem.

Paraná 1 x 1 Santos

Data: 07/08/2005, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 18ª rodada
Local: Estádio Willie Davids, em Maringá, PR.
Público: 19.797 pagantes
Renda: R$ 486.662,50
Árbitro: Alicio Pena Junior (Fifa-MG)
Auxiliares: Marco Antônio Gomes (Fifa-MG) e Rodrigo Otávio Baeta (MG)
Cartões amarelos: Daniel Marques e Borges (P); Halisson, Zé Elias e Basílio (S).
Cartão vermelho: Wendell (S).
Gols: Daniel Marques (19-1); Basílio (07-2).

PARANÁ
Flávio; Daniel Marques (João Paulo), Aderaldo e Marcos; Neto, Beto, Rafael Mussamba, Mário César (Welington Paulista) e Vicente; Flávio Alex (Maicosuel) e Borges.
Técnico: Lori Sandri

SANTOS
Saulo; Paulo César, Ávalos, Halisson e Wendell; Rogério, Zé Elias (Flávio), Giovanni e Luciano Henrique (Léo Lima); Robinho e Frontini (Basílio).
Técnico: Gallo



Empate frustra embalos de Santos e Paraná

Paraná e Santos perderam o embalo na tarde deste domingo. Animados por seqüências vitoriosas nas rodadas anteriores, os dois times ficaram no 1 a 1 no estádio Willie Davids, em Maringá, e desperdiçaram boa chance de se aproximar da liderança do Campeonato Brasileiro.

Pelos visitantes, Robinho não conseguiu conduzir a equipe paulista ao terceiro triunfo seguido desde que retornou após ser negociado com o Real Madrid, da Espanha.

O atacante voltou no clássico contra o Corinthians e marcou o único gol na vitória sobre o Internacional. Neste domingo, passou em branco, mas conformou-se com o resultado.

“Não era o resultado que queríamos, mas o empate não é tão mau assim”, disse o camisa 7. “Já estou com 80% de minhas condições”, continuou Robinho, que se apresenta ao Real Madrid no final de agosto, quando termina o primeiro turno do Brasileiro.

Já o Paraná perdeu a oportunidade de alcançar feito inédito em sua história. Após conquistar uma série de quatro triunfos, igualando algo obtido nas edições de 1997 e 2001, o time tricolor deixou escapar a que seria sua maior seqüência vitoriosa válida pela competição nacional.

Com a igualdade, o Paraná se mantém à frente do Santos na classificação geral. Totalizando 32 pontos, o time tricolor sobe para a terceira colocação. A equipe paulista vai a 31 e mantém a quinta posição.

No meio de semana, os dois times voltam a campo na próxima quinta-feira. O Paraná visita o Flamengo no Rio de Janeiro. A equipe paulista, por sua vez, enfrenta o Brasiliense diante de sua torcida, na Vila Belmiro.

O jogo

O Santos começou a partida esboçando uma pressão. E com dois minutos de bola rolando já desperdiçou um gol. Rogério deixou Frontini na cara de Flávio, mas o atacante argentino pegou mal na bola e mandou sobre o travessão.

O troco dos anfitriões aconteceu pouco depois. Mário César aproveitou rebote fora da área, ajeitou e mandou uma bomba. Saulo ficou olhando e viu a bola explodir no travessão. O Paraná, então, cresceu no jogo e tomou a iniciativa. Os lances de bola parada levavam perigo constante à meta de Saulo.

E foi dessa maneira que o Paraná abriu o placar. Aos 19min, após cobrança de escanteio de Vicente, Daniel Marques contou com desvio no meio do caminho e cabeceou com firmeza para superar Saulo.

Até o final do primeiro tempo, quem se destacou foi o goleiro Saulo. Depois de impedir o segundo gol dos paranaenses em novo toque de cabeça, o camisa 1 do Santos fez a defesa mais bonita da etapa inicial aos 43min, em falta batida com categoria pelo lateral Neto.

Após o intervalo, as entradas de Léo Lima e Basílio deram novo ânimo ao time alvinegro. No primeiro lance de perigo, Robinho fez bela jogada pelo meio e deixou Wendell sem marcação dentro da área, mas o lateral escorregou e não pôde concluir.

Aos 7min, para tristeza dos paranaenses, Basílio fez o papel de talismã e empatou a partida. Novamente depois de jogada iniciada por Robinho na esquerda, Basílio precisou tentar duas vezes para finalmente vencer Flávio, em dividida na área.

A reação santista acabou prejudicada aos 20min, quando Wendell fez falta dura na intermediária e recebeu o cartão vermelho, deixando os visitantes com dez homens em campo. Mesmo assim, os comandados de Gallo ainda tentaram a virada, apostando sobretudo nos arranques de Robinho e Basílio.

Em vantagem numérica, o Paraná também partiu com tudo para cima. Com dificuldades para furar a defesa paulista, o time tricolor explorou os cruzamentos na área procurando o artilheiro Borges, que neste domingo não conseguiu estufar a rede adversária.

Jogadores do Santos criticam arbitragem

Para atletas do Peixe, árbitro Alicio Pena Júnior teve influência direta no resultado e impediu a seqüência de vitórias da equipe.

Os jogadores do Santos saíram de campo reclamando da atuação do árbitro Alicio Pena Junior. Segundo os alvinegros, as marcações da arbitragem foram responsáveis pelo término da seqüência de vitórias da equipe.

“Tivemos um pênalti em cima de mim que ele não deu”, reclamou o atacante Robinho, que acabou passando em branco na partida deste domingo.

No lance comentado por Robinho, o atacante ganhou na corrida do zagueiro e foi empurrado, fora da área, pelo jogador do Paraná. Porém, o árbitro não marcou nem falta.

Um dos destaques do Peixe na partida, o goleiro Saulo deixou o campo revoltado com Pena Júnior. “O problema do Santos foi o árbitro”, disparou o camisa 1 do Peixe.

O outro lance muito “chorado” pelos santistas foi a expulsão de Wendell. Improvisado na lateral-esquerda, o jogador cometeu uma falta no meio-campo e, mesmo sem ter recebido cartão amarelo no jogo, ganhou o vermelho.

Mesmo considerando injusto o resultado, os atletas do Santos não acharam de todo ruim o empate obtido em Maringá. “Ficou melhor do que a derrota. Podíamos ter vencido, mas valeu um ponto fora de casa”, afirmou Saulo.

Robinho tem nome gritado em Maringá

Ignorado pelos torcedores de Santos, o atacante recebeu o carinho dos santistas que moram no Paraná.

Mesmo com o empate e de ter passado em branco, o atacante Robinho teve motivos para sorrir na partida deste domingo contra o Paraná. Após dois jogos sendo ignorado pelos torcedores, ele voltou a ter o nome gritado pelas arquibancadas.

Optando por jogar em Maringá, o Paraná viu a torcida do Santos ser a grande maioria no estádio Willie Davids. Composta por pessoas que queriam aproveitar uma das últimas chances de ver o atacante com a camisa do Peixe, os santistas vibraram a cada lance de efeito de Robinho. Em alguns momentos, ele retribuiu o carinho dos torcedores, fazendo gestos e pedindo para incentivarem o time.

Apesar de ter o nome gritado longe da Vila Belmiro, o craque vibrou com a volta do apoio das arquibancadas e se derreteu em elogios aos torcedores de Maringá. “Parecia que nós estávamos jogando em casa. Valeu pelo torcedor que compareceu”, afirmou Robinho.

Melhor fisicamente, o atacante foi um dos destaques do Peixe contra o Paraná. Além de participar do lance do gol do Santos, ele se movimentou bastante e criou várias oportunidades para o Alvinegro.

“Estou 80%. Quanto mais eu jogo, mais eu fico bem fisicamente e vou pegando ritmo”, disse Robinho, que só fará mais quatro jogos pelo Peixe antes de se apresentar ao Real Madrid.

Goiás 3 x 4 Santos

Data: 10/07/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia,GO.
Público: 6.450 pagantes
Renda: R$ 75.790,00
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Gomes e Guilherme Dias Camilo (ambos de MG).
Cartões amarelos: Cléber Gaúcho, Romerito, Aldo, Roni (G); Fabinho e Wendell (S).
Cartão vermelho: Cléber Gaúcho (G).
Gols: Douglas (06-1), Aldo (09-1), Souza (37-1), Douglas (39-1), Basílio (45-1); Ricardinho (11-2), Jorge Mutt (26-2).

GOIÁS
Harlei; Paulo Baier (Vitor), Aldo, André Leone e Jadílson; Cléber Gaúcho, Marcelo Silva (Thiago), Romerito e Rodrigo Tabata; Roni e Souza (Jorge Mutt).
Técnico: Édson Gaúcho

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Altair e Carlinhos; Fabinho (Halison), Bóvio, Ricardinho e Giovanni; Douglas (Wendell) e Basílio (Danilo).
Técnico: Gallo



Santos ‘ignora’ ausência de estrelas e bate Goiás

Os substitutos do Santos, ao menos provisoriamente, deram conta do recado. Neste domingo, com grande atuação de Douglas e Basílio, o time alvinegro bateu o Goiás por 4 a 3, fora de casa, e retornou “aos eixos” no Campeonato Brasileiro.

Douglas, autor de dois gols, era o reserva de Deivid, enquanto Basílio, que marcou uma vez, vivia à sombra de Robinho. A antiga dupla de ataque santista fizera 44 dos 80 gols do time até este domingo. A marca correspondia a 55% do total de bolas na rede.

Porém, atuando nos contra-ataques, o time paulista foi efetivo e conseguiu derrotar pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro o Goiás como mandante. Anteriormente, o clube da região centro-oeste tinha o retrospecto de três vitórias e dois empates.

O bom resultado leva o time comandado por Gallo aos 21 pontos e o aproxima dos líderes da competição. Os quatro gols marcados também deixaram o Santos com o melhor ataque da competição, com 22 gols. A vitória ameniza também o clima na Vila Belmiro, que nos últimos dias andou tenso por causa da iminente saída de grandes pilares.

Além do imbróglio Robinho-Real Madrid, o atacante Deivid está à espera de uma decisão do Bordeaux, da França, sobre o seu futuro. Já o lateral-esquerdo Léo anunciou sexta-feira que está deixando a Vila.

Em contrapartida, o atacante Denílson, do Bétis, pode ser anunciado como novo reforço nesta semana. Outros que interessam são o atacante Nilmar e o lateral-esquerdo Kléber.

Com 17 pontos, o Goiás, que vinha de duas vitórias, segue na faixa intermediária da tabela. A derrota em casa deteriorou um pouco a relação entre a torcida e o técnico Edson Gaúcho. Neste domingo, ele foi constantemente vaiado e chamado de “burro” durante parte do segundo tempo do duelo.

A próxima rodada será de clássicos para ambos. Sábado, o Goiás faz o duelo da região centro-oeste contra o Brasiliense, às 16h, no estádio Serra Dourada. Domingo, no mesmo horário, o Santos enfrentará o São Paulo, na Vila Belmiro.

O jogo

O Goiás começou superior, apostando nos avanços do lateral-esquerdo Jadílson. Porém, em um contragolpe, os visitantes abriram o placar. Aos 6min, Carlinhos encontrou Basílio livre na ponta esquerda. O atacante recebeu e rolou para Douglas, livre, tocar para o gol.

Três minutos depois, o time alviverde empatou. Jadílson cruzou da esquerda, Souza escorou e Aldo, de cabeça, marcou. Após os dois gols, a partida caiu bruscamente de ritmo.

Apenas aos 34min, Roni esteve perto de marcar, mas a bola passou por cima do travessão. No mesmo minuto, André Leone cabeceou livre na entrada da pequena área e Mauro defendeu.

De tanto insistir, o Goiás conseguiu a virada. Aos 37min, Romerito rolou para dentro da área, Rodrigo Tabata deu lindo toque de calcanhar e Souza completou de primeira para o gol.

A vantagem do clube do centro-oeste só durou dois minutos. Aos 39min, Douglas recebeu na ponta direita e encobriu Harlei. Antes de a bola entrar, Cléber Gaúcho ainda tentou salvar, mas ele acabou colocando-a para dentro do gol.

No último lance do primeiro tempo, o Santos ficou novamente à frente no placar. Carlinhos avançou pela esquerda e passou para Giovanni. O meia encontrou Basílio, livre, na entrada da área e o atacante recebeu e bateu na saída de Harlei.

Logo nos segundos iniciais da segunda etapa, o Goiás assustou. Roni foi ao fundo e chutou cruzado. Souza tentou desviar, mas a cabeçada foi para fora.

Enquanto os anfitriões apertavam, o Santos assustou aos 5min. Ricardo Bóvio entrou driblando na área e chutou com perigo. A situação dos goianos ficou ainda mais complicada aos 9min. Cléber Gaúcho fez falta em Basílio, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Goiás com um jogador a mais.

Logo na seqüência, aos 11min, Douglas chutou e Harlei defendeu. No rebote, o mesmo Douglas cruzou e Ricardinho pegou de primeira e marcou um belo gol. Desestruturado, o Goiás quase sofreu o quinto aos 18min. Basílio recebeu cara-a-cara com Harlei, mas o camisa 1 goiano fez a defesa.

Quando o quinto gol santista parecia questão de tempo, o Goiás diminuiu. Aos 26min, Jorge Mutt recebeu na entrada da área e acertou o ângulo direito de Mauro.

O gol reacendeu o Goiás, que pressionou. Aos 38min, Rodrigo Tabata cobrou falta na trave esquerda de Mauro. Três minutos depois, Roni desviou de cabeça, Mauro falhou, mas a bola foi para fora.

Aos 44min, Roni chutou, Fabinho cortou com a mão dentro da área, mas o árbitro Alicio Pena Júnior não marcou o pênalti.

Sem Robinho, Santos continua sem perder

Depois que o craque se apresentou à seleção brasileira e não atuou mais pelo Peixe, a equipe não perdeu mais no Brasileiro.

Apesar de não contar com sua maior estrela nas últimas partidas, o Santos se mantém invicto no Brasileirão. Sem Robinho no elenco, em cinco partidas, o Alvinegro conquistou duas vitórias e três empates.

Na única derrota do Santos na competição sem a presença do atacante, 2 a 1 para o Palmeiras, o jogador foi poupado para a primeira partida das quartas-de-final da Copa Libertadores da América, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Após esse jogo, Robinho se apresentou à seleção brasileira e não voltou a jogar pelo Alvinegro.

Mesmo com a saída de seu craque, o Peixe continua fazendo muitos gols. Com os quatro gols marcados neste domingo, a equipe chega a oito gols sem Robinho. Somente em duas ocasiões, nos empates por 0 a 0 com Fortaleza e Juventude, o time não marcou.

Um dos responsáveis pela boa fase do Peixe é o meia-atacante Giovanni. Recém contratado do futebol grego, ele acredita que a equipe tem a obrigação de manter o bom desempenho, mesmo sem Robinho.

“Não só eu, mas toda a equipe tem que encarar essa responsabilidade. É sempre bom mantermos a regularidade, mesmo sem ele”, afirmou Giovanni.

A situação de Robinho continua indefinida. Apesar das ordens da diretoria do Santos, o jogador faltou a todos os treinamentos da equipe nesta última semana e deve ser punido.

Segundo o jornal espanhol Marca, o presidente do Real Madrid, Florentino Peres, deve embarcar para o Brasil para acertar, junto aos dirigentes do Peixe, a transferência do atacante.