Navegando Posts marcados como Benfica

Santos 1 x 1 Benfica

Data: 08/10/2016, sábado, 16h05.
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.149
Renda: R$ 575.152,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S).
Gols: Salvio (01-2, de pênalti) e Fábian Noguera (42-2).

SANTOS
Vanderlei (John/João Paulo), Victor Ferraz (Daniel Guedes), David Braz (Lucas Veríssimo), Luiz Felipe (Fábian Noguera) e Zeca (Caju); Renato (Yuri/Fernando Medeiros), Thiago Maia (Léo Cittadini/Walterson), e Elano (Vecchio/Matheus Oliveira); Jean Mota (Paulinho/Joel), Copete (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Giovanni/Rodrigão/Léo).
Técnico: Dorival Junior

BENFICA
Ederson; André Almeida (Alan Benitez), Luisão, Lisandro López (Rúben Diaz) e Eliseu (Yuri Ribeiro); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio); Salvio, Carrillo (Léo/Diego Gonçalves) e Luka Jovic (José Gomes).
Técnico: Rui Vitória



Santos arranca empate com Benfica e garante festa para ídolos

O Estádio Urbano Caldeira foi palco de um evento especial para os torcedores do Santos neste sábado. Após proporcionar muitas alegrias aos santistas, foi a vez da Vila Belmiro receber uma homenagem. O ‘Alçapão’, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, recebeu um amistoso do alvinegro contra o Benfica. Além disso, o clube também preparou uma grande festa para homenagear seus ídolos Léo e Giovanni. Mas faltou avisar os portugueses. Cobrando pênalti no início do segundo tempo, Salvio marcou e quase estragou a festa alvinegra. Porém, no apagar das luzes, o zagueiro Fábian Noguera deixou tudo igual no duelo.

O ex-lateral esquerdo jogou os 10 minutos finais da primeira etapa pela equipe portuguesa. Já pelo Peixe, Léo entrou na reta final do duelo e viu de perto o empate com o alvinegro. Outro ídolo, o ex-meia Giovanni entrou também no fim do primeiro tempo, foi homenageado no intervalo, e ainda jogou mais alguns minutos. Os dois pouco acrescentaram na partida. Mas o que valeu foi a festa na Vila Belmiro.

O jogo

Jogo bom no início, confusão e homenagens

Assim que a bola rolou na Vila Belmiro, a primeira boa oportunidade do amistoso foi do Santos. Logo aos dois minutos, Celis recuou mal e Ricardo Oliveira apareceu livre na entrada da área. O atacante, porém, tentou driblar o goleiro Ederson e foi interceptado. O Benfica não deixou barato e respondeu com duas chances claras logo em seguida. Primeiro, Salvio chutou de fora da área e a bola passou por cima do travessão. Na sequência, Eliseu cruzou na marca do pênalti e Cervi certou um bonito voleio, assusta Vanderlei.

Após a pressão inicial dos portugueses, o Santos cresceu no jogo e equilibrou as ações. Tanto que aos 14 minutos, Ricardo Oliveira mandou uma bomba de fora da área, quase abrindo o placar na Vila. No lance seguinte, o próprio camisa 9 arriscou mais uma de longe. O goleiro Ederson rebateu e Copete isolou.

E se alguém pensava que os times iriam entrar de forma ‘leve’ por ser um amistoso, o meia Cervi tratou de acabar com esse papo. Aos 24 minutos, o argentino deu uma entrada dura em Renato. O volante ficou no chão por alguns segundos e pediu para ser substituído após a pancada. Yuri entrou em seu lugar. Após o choque, Luisão discutiu com Luiz Felipe e os jogadores se estranharam.

O clima seguiu tenso. Aos 29 minutos, o zagueiro Luiz Felipe revidou a falta em Cervi e levou cartão amarelo. E para amenizar os ânimos, só a presença de um ‘Messias’ em campo. No minuto seguinte, o Santos promoveu a entrada de Giovanni na vaga de Ricardo Oliveira. Com G10 em campo, o jogo voltou ao normal e ficou mais com cara de amistoso. Porém, as equipes diminuíram o ritmo e o duelo perdeu intensidade.

Preocupado com a sequência do Peixe no Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior promoveu alterações por atacado na equipe. Victor Ferraz, Zeca, Elano, Luiz Felipe, Thiago Maia e Jean Mota saíram e deram a vaga para Daniel Guedes, Caju, Vecchio, Fábian Noguera, Léo Cittadini e Paulinho, respectivamente.

Como já veio com o time remendado, o Benfica promoveu apenas uma mudança antes do intervalo. E foi a substituição mais esperada do dia. Aos 39 minutos, Léo entrou na vaga de Carrilo na equipe portuguesa. Porém, o ex-lateral teve pouco tempo para mostrar alguma coisa e o primeiro tempo terminou 0 a 0 na Vila Belmiro.

Mais homenagens e redenção no fim

Após o apito de Raphael Claus, o ex-meia Giovanni foi ovacionado pela torcida alvinegra e recebeu algumas homenagens no gramado. Mesmo assim, o ‘Messias’ retornou para o segundo tempo na Vila, mas saiu logo aos quatro minutos, sendo novamente reverenciado pelos santistas. Mas antes disso, o Benfica já havia jogado água no chopp do Peixe.

Logo no primeiro minuto, José Gomes entrou na área e foi derrubado por Lucas Veríssimo. Pênalti para os Encarnados. Salvio bateu no meio e abriu o placar na Vila. Após o gol, o jogo ficou lento, praticamente parado.

As duas equipes promoveram diversas alterações e o bom ritmo da primeira etapa desapareceu. O Santos ainda assustou após bom passe de Rafael Longuine para Rodrigão. O centroavante dominou e bateu forte. A bola passou perto do travessão. Mesmo assim, a partida ficou arrastada na Vila Belmiro.

Após boa parte do segundo tempo passar sem emoção, José Gomes foi mais uma vez pra cima de Lucas Veríssimo. E o zagueiro cometeu outro pênalti claro. O próprio centroavante do Benfica bateu. Mas desta vez, o goleiro João Paulo salvou os santistas.

Quando parecia que a vitória ficaria com os portugueses, o zagueiro Fábian Noguera aproveitou cobrança de falta de Matheus Oliveira, subiu mais que todo mundo e escorou para o gol. O defensor ainda contou a falha do goleiro Ederson para marcar seu primeiro tento com a camisa do Peixe e garantir a festa na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Léo agradece despedida com festa na Vila: “Passa um filme”

A despedida oficial de Léo com a camisa do Santos foi exatamente do jeito que o ex-lateral queria. Apesar do Benfica quase ter estragado a festa realizada neste sábado, na Vila Belmiro, o gol de Fábian Noguera no fim garantiu a igualdade no marcador e deixou a comemoração perfeita para o eterno camisa 3.

“Eu fiquei meio temeroso, porque o jogo estava muito rápido e até um pouco violento. Acabou que deu tudo certo. Agora nós fechamos o ciclo com chave se ouro”, afirmou Léo, em entrevista coletiva após o amistoso contra a equipe portuguesa.

Em 2014, ano em que encerrou sua carreira, o ex-lateral-esquerdo viveu um litígio com a diretoria que comandava o Peixe naquela época. Tanto que o “Guerreiro da Vila”, como é conhecido pela torcida, acabou se aposentando discretamente. Sua última partida oficial pelo alvinegro foi contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Arena Pantanal. Porém, após mais de dois anos, Léo vibrou com a festa de despedida.

“É a minha segunda casa, é minha vida esse clube. Eu fiquei andando ali no gramado da Vila e já não tinha mais ninguém. Passa um filme de tudo o que vivi. Vitórias, derrotas, conquistas, frustrações. Mas a sensação é de dever cumprido e de agora estar com a cabeça mais tranquila, mais leve, sabendo que deixei um legado”, disse.

Maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, o ex-lateral-esquerdo conquistou oito títulos: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, duas edições do Campeonato Brasileiro e três do Paulistão. Com a camisa alvinegra, foram 455 jogos oficiais entre os anos de 2000 e 2005 e de 2009 a 2014.

Agora oficialmente aposentado, Léo já participa de algumas ações nos bastidores do Santos e não pretende abandonar o futebol. “Vou procurar trabalhar fora de campo para tentar retribuir de alguma forma o que o clube me deu. Pretendo ir para a Europa. Passar, não sei, seis meses ou um ano indo aos clubes europeus para ver como é feita a gestão, a logística. Faz-se necessário. O futebol exige isso. Quanto mais conhecimento tiver é melhor”, completou o ex-lateral santista.

Convidado de honra da festa, Giovanni vibra com amistoso: “Foi fácil aceitar”

Apesar da festa que o Santos promoveu neste sábado ser direcionada para a Vila Belmiro, que completa 100 anos na próxima quarta-feira, e para o ex-lateral-esquerdo Léo, que ganhou sua despedida oficial, o amistoso contra o Benfica também teve uma presença ilustre e que roubou os holofotes no empate em 1 a 1.

Convidado por Léo, o ídolo Giovanni entrou aos 30 minutos do primeiro tempo e saiu de campo no começo da segunda etapa. O ‘Messias’, como ficou conhecido pela torcida, também recebeu algumas homenagens no intervalo do duelo. Apesar do jeito tímido e de preferir não aparecer muito, o ex-camisa afirmou que não foi difícil aceitar participar da festa.

“Estou muito feliz. Foi um pouco inesperado. Eu realmente não tinha a noção do que seria essa festa. Passa muita coisa na cabeça. A gente relembra todos os jogos, não só dentro de campo. No vestiário, tive a oportunidade de estar no CT, almoçar com o pessoal. A gente sempre relembra tudo aquilo que nós vivenciamos. Eu tinha que aceitar. A escolha foi fácil”, brincou Giovanni.

Autor do convite, Léo retrucou logo na sequência. “Nunca corri tanto atrás de alguém como corri atrás dele. Mas é um ídolo que eu tenho e ele não poderia ficar fora”.

Aposentado desde 2010, Giovanni surpreendeu e superou as expectativas. Afinal, estava previsto que o ex-meia jogaria apenas alguns minutos no final do primeiro tempo e depois pararia. Porém, G10 ainda voltou do intervalo e fez algumas jogadas antes de ser substituído por Rodrigão.

“Tem muito atleta que quando para tem uma outra mentalidade. Mas eu sempre mantenho minha parte física e jogo minhas peladas por aí. Mas no meu caso, eu sabia que não estava carregando nenhum peso. O pessoal iria entender errasse um passe, coisa que não acontece com quem está começando. Temos de aproveitar sempre o momento, porque passa. Eu sempre ouvia isso quando era jovem. E passa mesmo, muito rápido. Agora, a gente fica só olhando”, afirmou Giovanni.

Ao contrário do amigo Léo, que afirmou pretender continuar no futebol, o ‘Messias’ prefere seguir sua vida longe das quatro linhas. “Não posso dizer ‘nunca’, mas no momento meu pensamento é de estar em casa com a minha família. Sabemos que o futebol tem um desgaste muito grande, viagens. Meu pensamento é de permanecer como estou”, concluiu.

Noguera estreia com gol e afirma estar pronto para jogar no Santos

Após passar três meses apenas treinando com o elenco do Santos, o zagueiro Fabián Noguera finalmente fez sua estreia com a camisa do novo clube. E logo no primeiro compromisso, o defensor mostrou que tem estrela. Quando o amistoso contra o Benfica, neste sábado, na Vila Belmiro, caminhava para uma derrota santista, o argentino escorou de cabeça e contou com a falha do goleiro Ederson para empatar o duelo.

Depois de um período de adaptação e recondicionamento físico, Noguera vibrou com o tento marcado e disse estar pronto para ganhar mais oportunidades na equipe comandada por Dorival Júnior.

“Foi um gol muito importante. Quando um jogador espera sua estreia, sonha com gol. Fiquei muito tempo parado, sem jogar, mas agora já estou pronto. Quando o Dorival precisar, estou à disposição. Tem três meses que estou aqui treinando com o grupo. Tive uma pequena lesão, mas não foi nada”, disse.

O defensor não atuava desde outubro do ano passado, quando foi afastado pelo Banfield, da Argentina, por ter recusado a renovação contratual. Ele acertou um pré-contrato com o Santos e foi apresentado no dia 6 de julho. Aos 23 anos, o zagueiro tem a concorrência no elenco alvinegro de David Braz, Gustavo Henrique (que rompeu o ligamento do joelho e só volta em 2017), Luiz Felipe e Lucas Veríssimo.

Agora, Noguera vive a expectativa de ser relacionado para o seu primeiro jogo oficial com a camisa alvinegra. E isso pode acontecer já na próxima quinta-feira, quando o Santos encara o São Paulo, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Léo brinca com provocação ao Barça em 2011: “Não me arrependo”

Apesar de ser o maior campeão pelo Santos após a ‘Era Pelé’, conquistando oito títulos, como Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, entre outros, o ex-lateral-esquerdo Léo também marcado pela sua postura fora de campo. Fora das quatro linhas, ele gostava de sempre provocar os adversários. Tanto que é lembrado até hoje pelos rivais por uma frase que disse após levantar a taça da Liberta, em 2011.

“No Japão, a gente se encontra lá. Vamos pegar o Barcelona lá, vamos ver se é tudo isso”, disse o ex-camisa 3 na ocasião, na festa que o clube fazia dentro da Vila Belmiro após a conquista.

Depois do empate em 1 a 1 com o Benfica, em amistoso que faz parte das comemorações pelos 100 anos da Vila Belmiro, Léo riu da famosa provocação ao Barcelona e não perdeu a oportunidade de dar uma ‘cutucada’ nos rivais do alvinegro. “Não me arrependo, não. Eu paguei para ver, paguei mesmo. Eu tive a oportunidade… Quero ver se outros vão ter, né”, disse o ex-jogador, soltando uma larga risada logo em seguida.

Após a provocação de Léo, o Santos encarou o Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011 e voltou ao Brasil seu o título e com uma sonora goleada de 4 a 0 na bagagem.

Passada a derrota para o Barça, o ex-lateral seguiu jogando no Peixe e encerrou sua carreira em 2014 de forma discreta, pois estava em litígio com a diretoria que comandava o clube na época. Na tarde deste sábado, mais de dois anos após pendurar as chuteiras, finalmente ganhou sua despedida no alvinegro.

Em amistoso do Santos contra o Benfica, que terminou empatado em 1 a 1, o ídolo jogou dez minutos pelo Peixe e outros dez pela equipe portuguesa, clube onde também virou referência nos quatro anos em que atuou. No intervalo do amistoso, ele recebeu uma placa do ex-presidente santista Marcelo Teixeira.

“Desde a minha chegada, tive uma identificação muito grande com esse clube. Sempre fui muito preso a esse clube. Quando voltei (ao Brasil), já estava certo com outro clube e recebi uma ligação do Santos. Abri mão de tudo para vir para cá. Eu tenho prazer de estar aqui. É a minha segunda casa, é minha vida esse clube”, completou o ex-lateral.

Santos FC x SL Benfica
Santos Futebol Clube x Sport Lisboa e Benfica


Retrospecto:

08 jogos
06 vitórias
02 empates
00 derrota
29 gols pró
15 gols contra
14 saldo

Resultados:

23/07/1957 – Santos 3 x 2 Benfica – Amistoso – Vila Belmiro, Brasil
15/06/1961 – Santos 6 x 3 Benfica – Torneio de Paris – Parc des Princes, Paris, França
19/09/1962 – Santos 3 x 2 Benfica – Mundial Interclubes – Maracanã, Brasil
11/10/1962 – Santos 5 x 2 Benfica – Mundial Interclubes – Estádio da Luz, Lisboa, Portugal
21/08/1966 – Santos 4 x 0 Benfica – Torneio de New York – Randall’s Island, EUA
18/08/1968 – Santos 4 x 2 Benfica – Torneio Pentagonal – Buenos Aires, Argentina
01/09/1968 – Santos 3 x 3 Benfica – Amistoso – New York, EUA
08/10/2016 – Santos 1 x 1 Benfica – Amistoso – Vila Belmiro, Brasil


Jogos inesquecíveis:


Santos 4 x 0 Benfica

Data: 21/08/1966, domingo.
Competição: Torneio Triangular de New York (EUA) / US Cup of Champions
Local: Randall’s Island Stadium, em New York, EUA.
Público: 25.670
Árbitro: John de Salvatore
Gols: Toninho Guerreiro (16-1); Edu (13-2), Edu (19-2) e Pelé (22-1).

SANTOS
Gilmar; Carlos Alberto, Oberdan, Orlando Peçanha e Lima; Zito (Joel Camargo) e Mengálvio; Dorval (Amauri), Toninho, Pelé (Salomão) e Edu.
Técnico: Lula

SL BENFICA-POR
Costa Pereira; Caven, Raul, Jacinto e Cruz; Jaime Graça e Coluna; José Augusto (Iaúca), Torres (Nelson), Eusébio e Simões.
Técnico: Fernando Riera

Ocorrências: O início do prélio foi retardado porque grande número de torcedores invadiu o campo para cumprimentar os jogadores das duas equipes. Os assistentes que estavam nas arquibancadas arremessaram, então, verdadeira chuva de latas de cerveja sobre os intrusos. No intervalo do primeiro para o segundo tempo, mesmo pouco depois deste haver sido iniciado, repetiram-se essas ocorrências com chuva de latas de cerveja, uma das quais atingiu o jogador Demetrius Papalannou, da equipe grega AEK, terceiro participante da competição. Para que os torcedores abandonassem o campo foi preciso que o sistema de alto-falantes do estádio anunciasse que o jogo seria suspenso se o campo não fosse evacuado. Ainda assim, houve correrias e trocas de socos entre os assistentes.



1966-08-21-santos-4-x-0-benfica-torneio-de-new-york

Santos goleia Benfica e vinga Brasil

Em pouco menos de um mês após a precoce eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 1966, o sentimento era que a hegemonia brasileira (bicampeão mundial em 1958 e 1962) havia acabado. Mais ainda. Muitos diziam que Pelé estava acabado e que o novo rei do futebol seria Eusébio, craque moçambicano que atuava pela seleção lusitana.

O Santos então leva a campo para este embate 5 jogadores que foram para a Copa do Mundo de 1966: Gilmar, Orlando Peçanha, Zito, Lima, Edu e Pelé. Já pelo Benfica atuariam nada menos do que 7 jogadores que acabaram com o sonho do tricampeonato em Londres: Costa Pereira, Coluna, Graça, Augusto, Torres, Simões e Eusébio. Em campo eram nada menos que 12 jogadores que haviam disputado aquele mundial, isso sem contar o Carlos Alberto Torres (futuro capitão de 1970), Toninho Guerreiro, Dorval, Mengálvio… Dá para dimensionar a importância de Santos e Benfica no cenário do futebol mundial à época.

O Santos conquistou o título do minitorneio após vitórias contra o AEK (1×0, gol de Toninho) e da Internazionale (4×1, gols de Toninho, Pelé, Edu e Mengálvio). A vitória santista contra os lusos provocou nos brasileiros satisfação e consternação, foi a prova de que com o mínimo de organização e sem politicagem na convocação, teria sido possível ir muito mais longe na Copa de 66. Talvez se o menino Edu (16) tivesse tido oportunidade de jogar na Copa (foi o único que não jogou, ao lado de Zito, contundido). Ou se Toninho Guerreiro tivesse sido convocado…

Na volta dos EUA, Pelé (25) reiterou o que já havia afirmado em Londres após a eliminação: continuaria jogando pela seleção por algum tempo, mas nunca mais disputaria uma Copa do Mundo.

O jogo

Perante 25 mil espectadores, na maioria de colônia portuguesa, o Santos derrotou o Benfica na primeira rodada do torneio triangular internacional de futebol a ser disputado em New York, nos Estados Unidos.

O resultado encarado como uma revanche à derrota sofrida no Mundial de Londres pela seleção brasileira ante Portugal, pois muitos dos jogadores deste selecionado formaram hoje no quadro do Benfica.

A partida começou com o Santos no ataque, enquanto das arquibancadas partiam os gritos de “Benfica, Benfica”. Logo de início o quadro brasileiro perdeu duas oportunidades para marcar, e o Benfica respondeu em um contra-ataque de Eusébio, que chutou mal, de ângulo muito fechado.

Voltou o Santos a atacar e aos 13 minutos, Pelé atira contra o poste direito de Costa Pereira. Três minutos depois, Toninho faz 1 a 0: invadiu pela esquerda, driblou dois adversários e chutou no canto direito.

Depois do gol o Benfica reagiu e passou a atacar com insistência, mas a defesa do Santos estava bem e o primeiro tempo terminou 1 a 0. Nesta fase, intensamente disputada (houve lances violentos de parte a parte) o clube brasileiro esteve bem, prendeu a bola e aproveitava-se dos ataques do Benfica para partir em contra-ataques bem organizados.

2º Tempo

Reiniciado o jogo, o Santos manteve o domínio das ações e aos 13 minutos, Edu marca. Pelé, numa pontada rápida, passa a bola para Edu sozinho, diante do gol. Ele dominou e chutou forte de esquerda: 2 a 0.

Acentuou-se o domínio do Santos FC, e aos 19 minutos Edu volta a marcar. Recolheu a bola no meio do campo, passou a Pelé e correu para receber. Pelé estendeu-lhe a bola e Edu, na corrida, atirou forte no canto superior direito de Costa Pereira.

Pelé marcou o quarto gol aos 22 minutos: recebeu passe de Toninho, enganou com o corpo vários adversários e chutou alto e violento, no ângulo superior do gol português.



Veja abaixo o vídeo da partida Portugal 3 x 1 Brasil, válida pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 1966, que decretou a eliminação prematura da seleção canarinho.

19/07/1966 – Portugal 3 x 1 Brasil – Copa do Mundo:


Créditos:
Imagens: Transmissão original da TV Excelsior, com narração de Geraldo José de Almeida. Compacto da TV Cultura.
Ficha técnica: Prof. Guilherme Nascimento
Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/1966/08/22/2//5001928

Jogos inesquecíveis


Benfica 2 x 5 Santos

Data: 11/10/1962, quinta-feira, 18h00.
Competição: Mundial Interclubes / Intercontinental Cup – Final – Partida de volta
Local: Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.
Público: 73.000
Renda: 2.500.000 escudos (Cr$ 42.000.000,00)
Árbitro: Pierre Schwinté (FRA).
Auxiliares: Steiner e Boalilou.
Gols: Pelé (17-1), Pelé (27-1); Coutinho (03-2), Pelé (20-2), Pepe (32-2), Eusébio (41-2) e Simões (44-2).

BENFICA
Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Cavem e Jacinto, José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões.
Técnico: Fernando Riera

SANTOS
Gylmar; Olavo, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula



Santos levantou o título mundial goleando o Benfica

Era o único título que faltava ao Santos FC.

Fonte: Jornal Folha de SP

Santos 3 x 2 Benfica-POR

Data: 19/09/1962, quarta-feira.
Competição: Mundial Interclubes / Intercontinental Cup – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Renda: Cr$ 31.205.110,00 (recorde nacional)
Público: 84.459 pagantes
Árbitro: Ruben Cabrera (PAR).
Auxiliares: Isidio Alvarez e Venceslau Zarate.
Gols: Pelé (31-1); Santana (15-2), Coutinho (20-2), Pelé (42-2) e Santana (43-2).

SANTOS
Gylmar; Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe
Técnico: Lula

BENFICA
José Rita; Angelo, Humberto, Raúl e Cruz; Cavem e Coluna; José Augusto, Santana, Eusébio e Simões.
Técnico: Fernando Riera



O Benfica ofereceu resistência mas o Santos venceu com méritos: 3 a 2

Fonte: Jornal Folha de SP