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Santos 8 x 0 Bolívar

Data: 10/05/2012, quinta-feira, 19h30.
Competição: Copa Santander Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 15.060 pagantes
Renda: R$ 535.445,00
Árbitro: Martín Vázquez (URU).
Auxiliares: Carlos Pastorino e Carlos Changala (ambos do URU).
Cartões amarelos: Flores, Campos, Canteros e Valverde (B).
Gols: Elano (06-1), Neymar (21-1, de pênalti), Ganso (27-1), Alan Kardec (29-1) e Neymar (36-1); Elano (05-2), Ganso (07-2) e Borges (14-2).

SANTOS
Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Ibson), Elano (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec (Borges).
Técnico: Muricy Ramalho

BOLIVAR-BOL
Argüello; Rodríguez, Frontini e Valverde; Alvarez (Siquita), Flores, Cardozo (Miranda), Campos e Lizio; Arce e Cantero (Reyes).
Técnico: Guillermo Ángel Hoyos



Santos revive era Pelé, dá show e atropela o Bolívar na Libertadores por 8 a 0

Ganso faz gol de letra, Neymar quebra recorde e Santos se vinga de bolivianos com verdadeiro massacre

O Santos reviveu nesta quinta-feira os tempos aúreos da era Pelé e provou por que é considerado um dos favoritos para conquistar a Taça Libertadores. Com direito a uma bela atuação de Neymar e uma pintura de Ganso, a equipe paulista deu um verdadeiro espetáculo para a torcida que compareceu à Vila Belmiro, massacrou o Bolívar por 8 a 0 e se classificou para as quartas de final da competição. Na próxima fase, o Santos encara o Vélez Sarsfield, da Argentina.

Após perder a partida ida por 2 a 1, na Bolívia, o time da Baixada Santista precisava de uma vitória simples para avançar. O time paulista não fez por menos, se aproveitou da fragilidade dos bolivianos e fez um primeiro tempo avassalador, abrindo 5 a 0. Destaque para Neymar, que marcou o seu 106º gol pelo Santos e ultrapassou Serginho Chulapa e João Paulo como maior artilheiro do time na era pós-Pelé. Ganso ainda marcou um golaço de letra. A exibição de gala santista teve continuidade na segunda etapa e o Santos lembrou os tempos áureos de Pelé, cravando 8 a 0.

A goleada desta quinta-feira é a sexta maior da história da Libertadores e remete à temporada de 2010, quando o Santos colecionou placares históricos como as humilhantes vitórias contra Naviraiense (10 a 1) e Guarani (8 a 1), ambos pela Copa do Brasil e passeio frente o Ituano (9 a 1).

Nas quartas de final, o atual campeão da Libertadores terá uma parada dura pela frente. Os santistas enfrentam os argentinos do Vélez Sarsfield na próxima fase. A primeira partida acontece na semana que vem na Argentina e o Santos terá a vantagem de decidir a vaga em casa.

Com a vaga assegurada nas quartas do torneio continental, o time de Muricy Ramalho volta as suas atenções para a final do Campeonato Paulista. O Santos tem uma mão na taça, pois venceu o Guarani por 3 a 0 no jogo de ida e decide o título neste domingo, às 16hs, no Morumbi.

O jogo

Precisando de uma vitória simples para se classificar, o Santos começou a partida a todo vapor e abriu o placar aos 5 minutos. Elano aproveitou ajeitada de cabeça de Neymar e fez o primeiro do Santos em belo chute de fora da área.

O Bolívar logo acusou o golpe e começou a apelar. Arouca e Ganso levaram entradas duras de Campos e Canteros, respectivamente, e tomaram amarelo. Substituindo Fucile na lateral direita, o volante Henrique escapou sozinho pela direita e Argüello fez bela defesa para o Bolívar.

Após a bela intervenção, veio o vacilo do goleiro boliviano. Após escanteio, Argüello empurrou “bisonhamente” Edu Dracena dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Neymar bateu no canto esquerdo do goleiro e fez o seu 105º gol pelo time da Baixada, ultrapassando Serginho Chulapa e João Paulo no status de maior artilheiro do Santos na era pós-Pelé.

O show do Santos no 1º tempo não parou por aí. Aos 28 minutos Neymar avançou pela esquerda e cruzou na área, Ganso tocou de letra e fez um golaço na Vila Belmiro. O fôlego do Santos era interminável. Um minuto depois, Allan Kardec marcou o quarto em chute rasteiro de fora da área. Antes do fim do 1º tempo, Neymar ainda marcou mais um para o time da Vila Belmiro, após passe de Juan e o time de Muricy abriu 5 a 0 na primeira etapa, levando a sua torcida ao delírio.

O segundo tempo mal começou e o show do Santos continuou. Aos 4 minutos, Neymar fez bela jogada pela esquerda e tocou para Elano, que basteu rasteiro para ampliar. Ganso fez o sétimo em cobrança de falta. Ainda teve tempo para Borges, substituto de Allan Kardec, marcar o oitavo e fechar a atuação história do Santos nesta noite de quinta-feira. Uma noite inesquecível para os torcedores santistas.

Bastidores – Santos TV:

‘Mordido’, Neymar decreta: ‘Quando jogamos bola, não tem para ninguém’

Craque lembra dos episódios ocorridos em La Paz, onde foi atingido por uma laranja arremessada da torcida, e afirma que Peixe deu o troco

Foi fácil perceber. O Santos entrou de forma diferente em campo para encarar o Bolívar, na goleada desta quinta-feira, por 8 a 0, na Vila Belmiro, pela partida de volta das oitavas de final da Libertadores. Claramente motivado pelos episódios ocorridos no jogo de ida em La Paz, onde o Peixe perdeu por 2 a 1, Neymar, Ganso & Cia deram um show de técnica e eficiência.

Depois da partida, o camisa 11, autor de dois gols, admitiu a motivação especial para o jogo na Vila. Alvo de uma laranja arremessada pela torcida na Bolívia, o atacante já tinha avisado ao sair de campo em La Paz que “teria volta no Brasil”. Mas, mesmo assim, repetiu o discurso do treinador Muricy Ramalho e revelou que o objetivo do time era responder a tudo só com futebol.

– Quando o Santos joga bola, não tem para ninguém. Estávamos mordidos e devolvemos na bola. O Santos não sabe brigar ou guerrear, viemos para jogar e devolver na bola tudo o que fizeram lá – afirmou o craque.

As bolas na rede do atacante o elevaram ao posto de maior artilheiro isolado após a era Pelé, com 106 gols marcados. De quebra, Neymar também virou o 16º maior goleador da história do Peixe, ao lado de Álvaro. Ao comemorar o seu primeiro contra o Bolívar, de pênalti, o craque formou com os braços o T em alusão à expressão ‘É Tois’, criada a partir da gíria ‘É nós’, para celebrar a união com seus amigos.

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No Twitter, Neymar ironiza técnico do Bolívar: ‘Muito prazer’

Antes do primeiro jogo, em La Paz, treinador Ángel Guillermo Hoyos havia dito não conhecer o atacante santista. Resposta veio na bola

O técnico do Bolívar, Ángel Guillermo Hoyos, cutucou uma onça com vara curta. Antes do primeiro jogo contra o Santos, válido pelas oitavas de final da Libertadores, em La Paz, ele disse à imprensa boliviana que não conhecia Neymar. O atacante santista encarou a declaração como uma provocação. Na altitude de 3.660 metros da capital boliviana, e em meio a um clima hostil – com botinadas dos zagueiros e objetivos atirados da arquibancada no gramado -, Neymar não conseguiu render bem. Nesta quinta-feira, porém, ele deu a resposta. E em grande estilo.

O camisa 11 comandou o massacre na Vila Belmiro: 8 a 0, resultado que foi a sexta maior goleada da história da Libertadores. Neymar fez “só” dois gols. Na comemoração, fez uma reverência, como se estivesse se apresentando a alguém desconhecido. Parecia a resposta certa a Ángel Guillermo Hoyos.

E se alguém ainda tinha dúvida, Neymar matou a charada no Twitter, logo após o jogo, quando postou a foto abaixo com a seguinte legenda:

– Muito prazer.

Goleada do Santos no Bolívar é a 6ª maior da história da Libertadores

Neymar e companhia colocaram mais uma vitória santista na galeria de maiores do torneio

Faltou um gol para o Santos superar sua maior goleada na história da Libertadores, mas os 8 a 0 em cima do Bolívar nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, já foram suficientes para colocar este jogo na sexta colocação entre as maiores goleadas da história do torneio sul-americano.

O Santos tem também a quarta colocação nesse ranking. Em 1962, com Pelé e companhia, fez 9 a 1 no Cerro Porteño na Vila Belmiro. A maior goleada da história ainda é do Peñarol, que em 1970 fez 11 a 2 no Valencia da Venezuela. O Santos tem agora as três maiores goleadas de um time brasileiro na Libertadores.

Em 2008, outro time boliviano sofreu nas mãos do Santos. O San José tomou 7 a 0, placar igual a de outras goleadas de Palmeiras e Cruzeiro na competição.

Veja as maiores goleadas da história da Libertadores:
1º – Peñarol (URU) 11 x 2 Valencia (VEN) – 15/03/1970
2º – River Plate (ARG) 9 x 0 Universitário (BOL) – 11/03/1970
Peñarol 9 x 0 The Strongest (BOL) – 22/03/1971
4º – Santos 9 x 1 Cerro Porteño (PAR) – 28/02/1962
Peñarol 9 x 1 Everest (EQU) – 07/07/1963
6º – Santos 8 x 0 Bolívar – 10/05/2012
Blooming (BOL) 8 x 0 Deportivo Italia (VEN) – 07/04/1985

Bolívar 2 x 1 Santos

Data: 25/04/2012, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondria e Carlos Astroza (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Frontini e Arce (B); Durval, Edu Dracena e Rafael (S).
Gols: Campos (01-1) e Maranhão (34-1); Campos (29-2).

BOLÍVAR-BOL
Argüello; Rodríguez, Frontini, Valverde e Álvarez; Flores, Campos (Eguino), Lizio e Cardoso; Ferreira (Cantero) e Arce.
Técnico: Ángel Guillermo Hoyos

SANTOS
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano (Ibson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho



Santos não suporta altitude e perde do Bolívar com dois de falta

Jogando em casa e com a altitude de 3.660 metros de La Paz a seu favor, o Bolívar (Bolívia) venceu o Santos, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Estádio Hernando Siles. La Academia ganhou com dois gols de falta, marcados por Campos, com Maranhão descontando para o Peixe, no duelo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América.

Agora, os alvinegros recebem os bolivianos no confronto de volta no dia 10 de maio, na Vila Belmiro ou no Pacaembu – a direção santista ainda não decidiu em qual estádio irá exercer o seu mando de campo.

O jogo

O Bolívar começou a partida da melhor maneira possível. Logo no primeiro minuto de jogo, em cobrança de falta no bico esquerdo da grande área, Campos soltou a bomba, que explodiu na trave e, na volta, bateu nas costas do goleiro Rafael, antes de ir para o fundo das redes: 1 a 0 para La Academia.

Melhor em campo no começo do duelo, o time boliviano quase ampliou a sua vantagem, aos oito. Campos trocou passes com Arce, antes de arriscar da entrada da área e obrigar Rafael a fazer uma boa defesa.

Apesar do domínio no início do confronto, o Bolívar sofreu um duro golpe ao perder o seu principal jogador, o atacante uruguaio Ferreira, que voltou a sentir uma lesão na coxa esquerda. Aos 20, o paraguaio Cantero substituiu Ferreira.

Depois dessa alteração de La Academia, o Santos passou a crescer em campo, acertando melhor a sua marcação e se arriscando no campo de ataque, principalmente em arrancadas e dribles do atacante Neymar.

Com essa melhora, o Peixe não demorou para empatar o jogo. Aos 34, Elano cobrou bem uma falta sofrida por Neymar, Argüello salvou parcialmente, espalmando a bola na trave direita, só que o lateral Maranhão acompanhava o lance e estufou as redes no rebote, deixando tudo igual no placar.

Antes do intervalo, no último minuto do primeiro tempo, o Bolívar quase chegou ao seu segundo gol, em mais uma cobrança de falta na entrada da área, mas Campos não teve a mesma precisão da jogada do gol e mandou a bola ao lado da meta santista.

Na volta para a etapa complementar, quem levou perigo em cobrança de falta foi o Alvinegro Praiano. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Elano arriscou de longa distância e quase surpreendeu Argüello, que se esticou para tocar na bola e evitar o segundo gol dos brasileiros na partida.

La Academia voltou a assustar aos 20, em cobrança de escanteio. O zagueiro Frontini foi ao ataque e de cabeça, aproveitando cruzamento vindo da direita, quase recolocou os bolivianos no comando do marcador.

No minuto seguinte, procurando aumentar a estatura de sua equipe no gramado. Alan Kardec entrou na vaga de Borges. Pouco depois, foi a vez do volante Ibson ir para o jogo, no lugar de Elano.

Em busca do segundo gol, o Bolívar teve mais uma grande oportunidade de gol, aos 24. Campos cruzou da direita, a zaga do Santos desviou e Arce tentou acertar a finalização de primeira, só que a bola passou por cima do gol.

O Peixe quase passou a frente no placar, aos 27, quando Paulo Henrique Ganso cruzou na medida para cabeça de Edu Dracena, mas a bola passou muito próximo ao gol de La Academia.

Dois minutos após a boa chance desperdiçada pelos santistas, os bolivianos voltaram a ficar na frente no marcador. E, de novo, em cobrança de falta de Campos. O meia do Bolívar acertou um belo chute no canto esquerdo de Rafael.

Logo após o gol de La Academia, o clima esquentou quando um objeto arremessado da arquibancada foi atirado no campo e atingiu Neymar. A polícia teve que entrar no gramado para proteger a Joia e o árbitro teve trabalho para conter os ânimos dos jogadores das duas equipes.

No final, os santistas quase chegaram ao empate, com 40 minutos. O volante Arouca puxou rápido contra-ataque, a bola sobrou para Neymar, que cortou para dentro e bateu forte, exigindo grande defesa de Argüello.


Santos FC x Club Bolivar



Santos Futebol Clube x Club Bolívar


Retrospecto:

05 jogos
03 vitórias
00 empate
02 derrotas
22 gols pró
06 gols contra
16 saldo

Resultados:

16/01/1971 – Santos 4 x 0 Bolívar – Amistoso – Hernando Siles
16/02/2005 – Santos 3 x 4 Bolívar – Libertadores – Hernando Siles
11/05/2005 – Santos 6 x 0 Bolívar – Libertadores – Vila Belmiro
25/04/2012 – Santos 1 x 2 Bolívar – Libertadores – Hernando Siles
10/05/2012 – Santos 8 x 0 Bolívar – Libertadores – Vila Belmiro



Galeria de fotos:

Santos 6 x 0 Bolívar

Data: 11/05/2005, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 6ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP, Brasil.
Público: 17.906 pagantes
Renda: R$ 220.276,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Edgardo Acosta e Marcelo Gadea (ambos do URU).
Cartões amarelos: Halisson e Léo (S).
Gols: Bóvio (02-1), Ávalos (13-1) e Paulo César (42-1); Ricardinho (13-2), Basílio (25-2) e Deivid (30-2).

SANTOS
Henao, Paulo César (Flávio), Ávalos, Hallisson e Léo; Fabinho, Bóvio (Basílio); Zé Elias e Ricardinho; Deivid e Robinho.
Técnico: Gallo

BOLÍVAR
Caballero; Sánchez (Peña), Torrico, Ferreira e Pachi; Galindo, Ângulo, Reyes e Zermatten; Fischer (Cabrera) e Gutiérrez.
Técnico: Vladimir Soria



Santos massacra Bolívar e se classifica em primeiro

O Santos se classificou para a segunda fase e ainda ratificou nesta quarta-feira a primeira posição do Grupo 2 da Copa Libertadores. Jogando na Vila Belmiro, o time da casa aproveitou o momento conturbado do Bolívar e goleou o adversário por 6 a 0.

O curioso é que esta é apenas a quarta vez nesta temporada em que o Santos faz mais de três gols. Antes disso, o time da Vila Belmiro havia superado esta marca contra Portuguesa (5 a 1), Mogi Mirim (4 a 2) e Paysandu (4 a 1).

A goleada desta quarta-feira ainda confirma a excelente campanha de Gallo como técnico do Santos. Ele dirigiu a equipe em 11 oportunidades. Neste período, conquistou oito vitórias e três empates.

O último placar negativo do Santos aconteceu no dia 23 de março, quando a equipe foi comandada pelo interino Serginho Chulapa. Jogando contra o Santo André, fora de casa, o clube do litoral perdeu por 3 a 2.

Nesta quarta-feira, chamou atenção a ausência de Robinho na lista dos goleadores do Santos. Balançaram as redes o volante Bóvio, o zagueiro Ávalos, o lateral-direito Paulo César, o meia Ricardinho e os atacantes Basílio e Deivid.

Contudo, nem mesmo a falta de gols criou um ambiente ruim para o camisa 7. O atacante foi muito aplaudido pela torcida do Santos, que pediu a permanência dele no clube. “Fica Robinho”, gritaram os torcedores.

O excelente momento de Robinho, porém, não é compartilhado pelo Bolívar. O time boliviano vive um período de crise financeira e ameaçou até não disputar o confronto com o Santos.

Descontentes com o não recebimento de US$ 90 mil que a diretoria lhes devia, os atletas do Bolívar, como forma de protesto, boicotaram o vôo da manhã de terça-feira, se ausentando do embarque no aeroporto de El Alto.

Para convencer os atletas a seguirem viagem, a diretoria do Bolívar prometeu saldar parte da quantia pendente. Com isso, o Bolívar chegou ao Brasil nesta quarta-feira. “Foi muito complicado. Viemos na correria e nem concentramos direito”, confessou o zagueiro brasileiro Ferreira.

Com isso, o Bolívar termina a primeira fase na lanterna do Grupo 2 da Libertadores. E o Santos, que ficou com a liderança, aguarda agora o complemento da última rodada para conhecer seu adversário nas oitavas-de-final.

Antes disso, porém, o Santos precisa se preocupar com o Campeonato Brasileiro. O time da Vila Belmiro entra em campo pela competição nacional no próximo domingo, às 18h10, fora de casa. O adversário será o Flamengo, que somou quatro pontos nas três primeiras rodadas do torneio.

O jogo

Em casa, contra um adversário desfigurado, o Santos não demorou para mostrar imensa superioridade técnica. Logo aos 2min, Robinho lançou na esquerda para Léo e o lateral cruzou de primeira. Bóvio apareceu dentro da pequena área e completou de pé direito, no ângulo direito do goleiro Caballero.

O gol deu ainda mais tranqüilidade ao Santos, que apenas trocou passes na intermediária até encontrar espaços na defesa do Bolívar. Isso aconteceu aos 13min, quando Paulo César cobrou falta da esquerda e Ávalos, livre de marcação, cabeceou para ampliar a vantagem dos donos da casa.

Assustado, o Bolívar só conseguiu ameaçar o gol do Santos em bolas paradas. Aos 18min, por exemplo, Zermatten cobrou falta da intermediária e o chute passou perto da trave esquerda de Henao.

Com a bola rolando, porém, o Santos foi muito superior. O time da casa tocou a bola na zona intermediária, mas faltou criatividade ao meio-campo da equipe brasileira. Com isso, o time da Vila Belmiro só conseguiu chegar ao terceiro gol em um lance de pura sorte.

Aos 42min, Paulo César recebeu na direita e cruzou para a área. Caballero saiu mal do gol e não conseguiu cortar. Com isso, a bola entrou no ângulo direito do camisa 12 do Bolívar. “Eu não tentei chutar para o gol. Fiz o lançamento, mas dei sorte e ela entrou”, confessou o ala do Santos.

No segundo tempo, devido à ampla vantagem do Santos, o Bolívar resolveu sair mais para o ataque. Com isso, deu espaços para o contra-golpe da equipe da casa, que conseguiu construir a goleada.

Aos 13min, Ricardinho tabelou com Deivid e chutou de primeira, de pé esquerdo. A bola foi no canto direito baixo de Caballero, que cometeu uma falha incrível e permitiu o terceiro gol do Santos.

Quando o técnico Gallo trocou o volante Bóvio pelo atacante Basílio, o Santos aumentou a goleada. Logo aos 25min, o camisa 18 aproveitou um cruzamento de Flávio para marcar de cabeça. E Deivid completou a vitória aos 30min, ao arrematar de pé direito um cruzamento rasteiro de Robinho da direita.

Pior Santos, melhor ataque

A campanha do Santos na primeira fase da Copa Libertadores 2005 é a pior das últimas três temporadas. O clube brasileiro somou 12 pontos no período de classificação deste ano contra 16 de 2004 e 14 de 2003.

No entanto, este é o melhor ataque do Santos na Libertadores nas últimas três temporadas. A equipe 2005 marcou 18 vezes na primeira fase e superou os dois anos anteriores, quando marcou 16 gols na classificação.


Bolívar 4 x 3 Santos

Data: 16/02/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 1ª rodada
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, Bolívia.
Público e renda:
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Cartoes amarelos: Pizzarro e Angulo (B); Paulo César (S).
Gols: Zermatten (02-1) e Deivid (25-1); Zermatten (09-2), Deivid (11-2), Zermatten (40-2), Cabrera (42-1) e Robinho (45-2).

BOLÍVAR
Mauro Machado; Pachi, Sandy, Sanchez e Colque; Pizzarro, Angulo, Galindo e Zermatten; Andaveris (Guirberguis) e Cabrera.
Técnico: Vladimir Soria

SANTOS
Henao; Paulo César (Flávio), Ávalos, Domingos e Léo; Fabinho, Bóvio, Tcheco (Leonardo) e Basílio; Deivid (Rossini) e Robinho.
Técnico: Osvaldo de Oliveira



Santos perde do Bolívar na estréia da Libertadores

Um Santos com uma postura bem diferente daquele que bateu o Corinthians no final de semana foi derrotado por 4 a 3 pelo Bolívar nesta quarta-feira, no estádio Hernando Siles de Milaflores, em La Paz, na Bolívia. A partida marcou a estréia do time brasileiro na Libertadores 2005.

Com este resultado, a equipe da Vila Belmiro segue com um retrospecto ruim quando joga na altitude. Desde 2003, quando o clube voltou a disputar a competição internacional (e também a Sul-Americana), foram duas vitórias, dois empates e cinco derrotas.

No confronto com o Bolívar, a derrota do alvinegro foi consolidada em apenas dois minutos. Depois de estar atrás no placar em duas oportunidades, o Santos conseguiu empatar, mas vacilou no final da partida e sofreu dois gols: um aos 40min e outro aos 42min.

O destaque do Santos neste duelo foi o atacante Deivid, que marcou dois gols (Robinho marcou o outro). No entanto, ele saiu de campo no segundo tempo sentindo os efeitos da altitude.

Do lado boliviano, o ponto positivo foi a atuação do meia Zermatten, que infernizou os zagueiros santistas e ainda marcou três dos quatro gols da equipe do Bolívar.

Quanto ao colombiano Henao, que ganhou a preferência do treinador para defender o gol alvinegro na Libertadores, sua atuação foi razoável. Inseguro em alguns lances, ele falhou no primeiro gol.

O Santos volta a campo no próximo domingo, dia 20, quando enfrenta o Ituano, às 18h, no estádio Novelli Junior, em Itu, pela oitava rodada do Paulista. O alvinegro está na segunda colocação do certame com 17 pontos, dois a menos que o líder São Paulo.

O jogo

Desde que soube que jogaria sua primeira partida na Copa Libertadores da América na altitude de La Paz, na Bolívia, o Santos logo se preocupou com as consequências que isso teria, principalmente com relação ao fôlego dos atletas e também dos chutes.

Foi até por isso que o técnico Oswaldo de Oliveira optou por colocar o goleiro Henao como titular. “Ele é um goleiro que já está acostumado a jogar na altitude e também é experiente na Libertadores”, comentou o treinado alvinegro no final de semana.

A preocupação do Santos, porém, aumentou logo no primeiro minuto da partida. Em cobrança de falta da ala esquerda, o meia do Bolívar Zermatten chutou cruzado, a bola passou por toda a zaga e enganou o camisa 1 do time brasileiro.

Empolgados com a vantagem no placar, os bolivianos começaram a explora bastante os chutes de fora da área. Aos 9min, Angulo avançou pelo meio e chutou de longe. Henao, bem colocado, espalmou por cima do gol.

O time do téncico Oswaldo de Oliveira, no entanto, não se intimidou e partiu para cima. Só que os atacantes santistas pararam na forte marcação dos zagueiros da equipe boliviana.

A melhor jogada do alvinegro antes dos 20min aconteceu com Tcheco, que, aos 14min, avançou sozinho pela direita, passou por vários marcadores e cruzou para a área. A bola saiu sem direção e ficou nas mãos do goleiro Mauro Machado.

Sem desistir, o clube da Vila Belmiro conseguiu chegar ao empate ainda na primeira etapa. Aos 24min, após cruzamento da direita, a bola sobrou para Basílio, que chutou em cima do zagueiro. No rebote, o atacante Deivid acertou o gol.

Dez minutos depois, o Santos teve uma excelente oportunidade de ampliar. O atacante Robinho avançou no contra-ataque e tocou para Deivid, que dominou mal na grande área e permitiu o corte da zaga adversária.

Após sofrer o gol de empate, o Bolívar voltou a arriscar os chutes de longa distância, mas sem sucesso. A última tentativa da etapa incial aconteceu aos 37min, quando Galindo chutou rente à trave direita de Henao.

No segundo tempo, ambas as equipes voltaram com a mesma formação e postura do primeiro tempo: o Bolívar com forte marcação e o Santos tocando bastante a bola e cadenciando o jogo.

Apesar da melhor técnica santista, o time da casa ampliou primeiro. Aos 8min, o meia Zermatten recebeu a bola na grande área e, sem a marcação de Domingos, que lhe deu espaço, chutou cruzado.

A equipe brasileira mais uma vez não se abalou e conquistou o empate aos 11min. Em cobrança de tiro livre indireto de dentro da área, o atacante Robinho rolou para Deivid acertar um forte chute rasteio no canto direito de Mauro Machado.

Sentindo a pressão do Bolívar após o empate, o técnico Oswaldo de Oliveira preferiu adotar o esquema 3-5-2. Aos 25min, ele sacou o meia Tcheco e colocou o zagueiro Leonardo.

Depois de dez minutos, o Santos perdeu mais uma ótima oportunidade de ficar à frente no placar. O atacante Robinho avançou pela direita, passou por três marcadores e cruzou para Basílio, que, de frente para o gol, chutou em cima da zaga.

O Bolívar, por sua vez, não desperdiçou quando teve uma chance. Após chute de Pachi no travessão, o meia Zermatten aproveitou novo rebote e marcou seu terceiro gol no jogo.

Dois minutos depois, o time da casa ainda marcou mais um. O atacante Cabrera avançou pela esquerda e chutou de fora da área. A bola entrou no canto direito do goleiro Henao.

O Santos ainda encontrou forças para diminuir. Aos 45min, o atacante Robinho avançou no contra-ataque e chutou na saída do goleiro Mauro Mendonça. A reação, no entanto, foi tardia.