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Botafogo-SP 4 x 0 Santos

Data: 20/03/2019, quarta-feira, 21h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada (última)
Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, SP.
Público: 6.029 pagantes
Renda: R$ 87.200,00
Arbitragem: Raphael Claus
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira.
Cartões amarelos: Pará (B): Lucas Veríssimo e Matheus Ribeiro (S).
Cartão vermelho: Lucas Veríssimo (S).
Gols: Rafael Costa (01-1) e Plínio (18-1); Rafael Costa (05-2) e (43-2).

BOTAFOGO-SP
Darley; Bruno José (Evandro), Naylhor, Plínio e Pará; Willian Oliveira, Marlon Freitas e Nadson (Wellington Bruno); Rafael Costa, Felipe Saraiva e Erick (Ednei).
Técnico: Roberto Cavalo

SANTOS
Vanderlei; Matheus Ribeiro, Luiz Felipe (Rodrygo), Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Copete; Yuri, Jean Lucas (Felipe Jonatan) e Diego Pituca; Eduardo Sasha e Felippe Cardoso (Orinho).
Técnico: Jorge Sampaoli



Com reservas, Santos é goleado em Ribeirão Preto e Botafogo se salva de rebaixamento

O time reserva do Santos jogou muito mal e perdeu por 3 a 0 para o Botafogo na noite desta quarta-feira, em Ribeirão Preto, pela 12ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista. Os gols foram marcados por Rafael Silva (3) e Plínio.

Com a derrota, o Peixe fechou a etapa inicial do Estadual na segunda colocação do Grupo A e terceiro no geral, ultrapassado pelo Palmeiras e atrás do líder Red Bull Brasil, seu adversário das quartas de final – o Alvinegro decidirá fora de casa.

O Botinha ultrapassou Mirassol e Bragantino e se livrou do rebaixamento. A equipe do interior foi lanterna do Grupo D, com 11 pontos.

O jogo

Seria normal o Santos, completamente reserva, não começar bem o jogo contra o Botafogo em Ribeirão Preto. Mas um início tão ruim nem o torcedor mais pessimista esperava.

Logo no primeiro minuto, Copete errou na saída da defesa, o Botafogo martelou pelo alto e abriu o placar com Rafael Costa. E o Peixe não reagiu depois da bola balançar as redes.

Os donos da casa seguiram em cima e empilharam chances contra um assustado Peixe. Aos 18, veio o segundo. Após ponte aérea em escanteio, Plínio desviou, sozinho na pequena área.

Com três zagueiros e três volantes, o Alvinegro foi frágil na defesa e inofensivo no meio-campo. A única chance chegou no minuto 43, quando Gustavo Henrique acertou o travessão.

Sampaoli desfez a linha de três zagueiros e sacou Luiz Felipe para a entrada de Rodrygo. Não funcionou e o terceiro gol veio logo aos cinco minutos.

Como num fim de pelada, a defesa do Santos ficou toda exposta em contra-ataque e Rafael Costa chutou por baixo de Vanderlei para marcar o segundo dele.

Com 0-3 no placar, o Peixe se desorganizou mais ainda e abusou da ligação direta para tentar reagir. O time até levou perigo com Eduardo Sasha e Jean Lucas, mas foi pouco. E aos 32, na expulsão de Lucas Veríssimo após o segundo cartão amarelo, qualquer chance de pontuar acabou.

E ainda deu tempo de Rafael Costa fazer seu hat-trick. Centroavante, sozinho contra a exposta defesa santista, deslocou Vanderlei e fechou o placar aos 43 minutos. Goleada e vexame alvinegro.

Após goleada, Sampaoli analisa 1ª fase “favorável” do Santos no Paulistão

Mesmo com a goleada de 4 a 0 para o Botafogo-SP e a queda para o terceiro lugar geral no Campeonato Paulista, o técnico Jorge Sampaoli analisa como “favorável” a primeira fase do Santos.

O Peixe terminou na segunda colocação do Grupo A, com 23 pontos, quatro atrás do Red Bull Brasil, seu adversário nas quartas de final. O Palmeiras foi o segundo no geral, com 25.

“Nossa primeira fase foi favorável no processo, mas sabendo que temos proposta nova, com muitos jovens e temos que implementar e melhorar. Sabendo que isso só se melhora com o trabalho, com essa condição. Chegamos aqui e agora temos bem claro o que temos e o que precisamos para enfrentar o que temos. E isso depende de outros fatores para sabermos o que se sucede”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sobre a derrota para o Botinha, Sampaoli lamentou o desempenho dos reservas e a falta de variações no elenco para o mata-mata.

“Preocupa, além de tudo, a forma (da derrota). Mais do que a alternância de hoje, queríamos jogar a bola, com variantes para tudo que vem pela frente, e não tivemos o jogo que pensávamos. Agora é pensar na partida de daqui a três dias e nos prepararmos bem”, analisou..

“Não temos um elenco grande e ele é jovem. A falta dos selecionados para os dois jogos contra o Red Bull nos incomoda, mas é a realidade. Temos que enfrentar com o que temos e pensar rápido no jogo do fim de semana”, completou.

Cueva, Derlis González e Soteldo, convocados para Peru, Paraguai e Venezuela, respectivamente, serão desfalques diante do Red Bull. O Santos decidirá fora de casa.

A Federação Paulista definirá em congresso técnico na manhã desta quinta-feira as datas, horários e mandos. As partidas de ida serão no sábado e domingo. E as de volta na terça e quarta.

Sampaoli confirma devolução de salário e pede diretoria “à altura do Santos”

O técnico Jorge Sampaoli confirmou a devolução do seu salário ao Santos. Como a comissão recebeu e o elenco não, o argentino optou por não ficar com o dinheiro. A informação foi antecipada pela Gazeta Esportiva na última segunda-feira.

O treinador disse que a diretoria precisa estar à altura da história do clube para resolver o problema financeiro. Os salários de fevereiro não foram pagos e há atraso de dois meses no direito de imagem.

“A condição financeira do clube não tenho motivo para saber. Cheguei com o conhecimento do elenco, da necessidade que tinha, da necessidade da equipe. É uma realidade que o clube tinha que resolver. Santos é um clube de grande história, e o clube tem que estar à altura, os dirigentes também”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva depois da goleada sofrida para o Botafogo-SP, nesta quarta-feira.

“Sobre os salários, a comissão recebeu e qualquer um teria feito o mesmo (de devolver). Tem que pagar o salário na mesma data para todos”, completou.

O Santos terminou a primeira fase como segundo colocado do Grupo A e terceiro no geral, atrás de Palmeiras e Red Bull Brasil. O RB será o adversário nas quartas de final. A Federação Paulista definirá em congresso técnico na manhã desta quinta-feira as datas, horários e mandos As partidas de ida serão no sábado e domingo. E as de volta na terça e quarta.

Sasha vê derrota justa do Santos e fala em “erguer a cabeça” antes do mata-mata

Eduardo Sasha, um dos reservas na goleada de 4 a 0 sofrida pelo Santos diante do Botafogo, em Ribeirão Preto, vê derrota merecida e pede para o time erguer a cabeça antes do mata-mata.

O Peixe enfrentará o Red Bull, melhor campanha da primeira fase do Campeonato Paulista, nas quartas de final. O Alvinegro decidirá fora de casa.

“Independentemente do time que entra, cada um tem que mostrar seu valor. Entrosamento atrapalha, mas temos que compensar na vontade. Agora é ver o que erramos, merecemos a derrota. É erguer a cabeça”, disse Sasha, ao Premiere.

“Temos jogo importante no fim de semana e temos tudo para retomar e fazer um bom jogo”, completou.


Santos 0 x 0 Botafogo-SP – 3 x 1 pênaltis

Data: 21/03/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.209 pagantes
Renda: R$ 166.630,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxilieres: Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli.
Cartão amarelo: Diones (B).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Vitor Bueno), Léo Cittadini, Jean Mota (Diogo Vitor) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

BOTAFOGO-SP
Tiago Cardoso; Marcos Martins, Naylhor, Plínio (Carlos Henrique) e Mascarenhas; Willian Oliveira, Diones, Lucas Taylor (Jheimy), Danielzinho (Cafu) e Dodô; Bruno Moraes.
Técnico: Léo Condé



Santos elimina o Botafogo nos pênaltis e avança à semifinal

Depois de 0 a 0 em 180 minutos, o Santos eliminou o Botafogo nos pênaltis, por 3 a 1, na Vila Belmiro. Arthur Gomes converteu a penalidade decisiva depois de Vitor Bueno e Lucas Veríssimo errarem. A equipe de Ribeirão Preto chutou três para fora.

O Peixe agora aguarda pelo adversário na semifinal. Palmeiras e Novorizontino se enfrentam nesta quarta-feira. O Corinthians recebe o Bragantino nesta quinta.

O jogo:

Os primeiros minutos do jogo empolgaram, mas a animação parou em pouco tempo. Depois de chances em sequência do Santos, o Botafogo acertou a marcação e a partida ficou monótona, com poucas oportunidades.

Aos 19 minutos, o Botinha teve seu melhor momento na etapa inicial. Danielzinho encontrou Bruno Moraes, que parou em Vanderlei. No rebote, o centroavante tentou de novo, e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro.

Depois de algumas finalizações de fora da área, o Santos teve a melhor chance nos minutos finais, quando Daniel Guedes cruzou e Dodô, no segundo pau, bateu de primeira e quase marcou.

Nos 45 minutos finais, o jogo foi um pouco mais movimentado. O Santos diminuiu os cruzamentos para tentar infiltrações e finalizações de fora da área. Gabigol teve duas chances. Na primeira, aos 4, chutou por cima do gol. Na segunda, arrancou sozinho, não teve força para ganhar dos defensores e tentou cavar pênalti.

No segundo tempo, o Botafogo ofereceu menos perigo, mas o Peixe seguiu sem criatividade. O time abusou dos cruzamentos e só levou perigo em finalizações de fora da área, principalmente com chutes de Arthur Gomes, aos 38 e 44, defendidos por Tiago Cardoso. Pouco antes, Gabigol recebeu bom passe de Daniel Guedes, mas tentou um gol improvável e não servir Eduardo Sasha, que estava sozinho.

Penalidades máximas

Gabigol converteu o primeiro pênalti, Jheimy empatou, Vitor Bueno e Bruno Moraes desperdiçaram, Diogo Vitor colocou o Santos na frente, antes de Dodô chutar longe. Lucas Veríssimo assustou a torcida ao bater por cima, mas Willian Oliveira errou e Arthur Gomes classificou o Peixe para a semifinal.

Bastidores – Santos TV:

Jair analisa classificação e pede um 10 no Santos: “É evidente”

O Santos teve dificuldade para eliminar o Botafogo e avançar à semifinal do Campeonato Paulista. Depois de 0 a 0 no Santa Cruz e na Vila Belmiro, o Peixe avançou por 3 a 1 nos pênaltis. Mesmo assim, o técnico Jair Ventura valoriza a classificação e cita a eliminação na mesma fase da competição em 2017.

“É o sentimento de um trabalho em início, mas a classificação é importante. Sentimos a atmosfera do clube… E fomos eliminados na mesma fase no ano passado (para a Ponte Preta), com equipe que não estava em formação. Dos 10 da linha, só dois jogaram (David Braz e Lucas Veríssimo) mais o Vanderlei. Demos passo à frente, mas ainda pouco pelo tamanho do Santos. Agora não vamos analisar adversário. A parte do Santos foi feita. Primeiro tempo não foi nosso melhor jogo, melhoramos no segundo, criamos mais chances. Não vencemos no tempo normal, mas tivemos eficiência e controle emocional nos pênaltis. Agora vamos esperar o adversário”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Depois de criar poucas chances em 180 minutos, Jair voltou a pedir um camisa 10 no Peixe. Para o técnico, a necessidade de um armador é “evidente”.

“Fica evidente. Estamos buscando um camisa 10. Jean, Vecchio, Bueno jogaram e estão tentando segurar a 10. Eu brinco com eles, brinquei com o Vecchio… Tem que ser o cara para ser titular absoluto. Enquanto não achamos, vamos buscar. Diogo (Vitor) entrou bem pelo meio, com característica diferente. Queria esse poder pelo meio. Ele entrou, foi bem, fiz a mudança do Sasha, que pediu para sair. Queria tirar um volante para colocar um atacante, mas não consegui. Botafogo veio bem postado, na transição, sem tirar seu mérito. Tivemos dificuldade de entrar nesse equipe. Com as duas linhas de quatro, é muito difícil”, completou.

Jair admite exagero em cruzamentos no Santos: “Vamos corrigir”

Com dificuldades para encontrar espaços na defesa do Botafogo-SP e a chuva forte na Vila Belmiro, o Santos abusou dos cruzamentos e não se deu bem antes da partida terminar em 0 a 0 e a classificação para a semifinal do Campeonato Paulista vir nos pênaltis.

O Peixe cruzou 43 vezes. 31 erradas. Vários dos levantamentos foram feitos da intermediária, sem jogadas até a linha de fundo, facilitando para a defesa adversária, que fica de frente para a bola.

O técnico Jair Ventura admite que, nesse duelo, os cruzamentos foram exagerados, mas destaca a importância do fundamento para o alvinegro no Paulistão.

“A gente tem o levantamento do Campeonato Paulista. Santos é a equipe que mais acerta cruzamentos. Cruzamentos que terminam em lance de gol. Não é aleatório como o Nacional-URU. Tentamos triangulações com campo apoiado. Foi mais pela chuva e boa defesa do Botafogo… Concordo que houve um pouco de exagero, mas vamos corrigir”, explicou o treinador.

Enquanto a defesa se mantém segura, o Santos não fez gols em 180 minutos contra o Botafogo. O Peixe precisará melhorar o desempenho ofensivo para a sequência do Paulistão. O adversário na semifinal será definido nesta quinta-feira e pode ser Palmeiras, o mais provável, ou São Paulo.

Arthur ressalta volta por cima e Gabigol cita luta em campo no Santos

Arthur Gomes lavou a alma nesta quarta-feira, ao converter o pênalti da classificação do Santos contra o Botafogo, na Vila Belmiro. O atacante perdeu uma penalidade na vitória sobre o Nacional, pela Libertadores.

“Não se pode abaixar a cabeça. Foi mais importante a cobrança hoje, era decisão. Todo dia que venho jogar futebol eu sinto que algo diferente vai acontecer. Eu faço o que eu amo”, disse o atacante, ao Premiere, antes de ser defendido pelo técnico Jair Ventura.

“Quando Arthur perdeu pênalti, recebi críticas pelo menino bater. E fico feliz por ele ter dado a volta por cima. Fico feliz. Ele merece”, afirmou o treinador.

Gabigol também converteu seu pênalti, mas não se destacou durante os 90 minutos. Depois de desperdiçar algumas chances, o camisa 10 valoriza sua luta em campo.

“Tentei lutar bastante. Centroavante hoje não é mais só gol, tem que ajudar na marcação. Foi um jogo difícil, mas importante é a vitória”, explicou o atacante.

Diogo Vitor agrada como meia e vira nova opção no Santos de Jair

O maior desafio do Santos de Jair Ventura é encontrar o meia titular. Sem reforço para o setor, Jair Ventura já testou Vecchio, Jean Mota, Vitor Bueno… E a nova opção é Diogo Vitor.

Com características de ponta, Diogo também pode atuar centralizado, como na partida contra o Botafogo-SP, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. O jogador foi elogiado pelo técnico.

“Estamos buscando um camisa 10. Jean, Vecchio, Bueno, e eles estão tentando segurar a 10. Eu brinco com eles, brinquei com o Vecchio… Tem que ser o cara para ser titular absoluto. Enquanto não achamos, vamos buscar. Diogo (Vitor) entrou bem pelo meio, com característica diferente. Queria esse poder pelo meio. Ele entrou e foi bem”, disse Jair.

Sem ter o passe como principal fundamento, Diogo Vitor conduz mais a bola e tem o drible e o chute de fora da área como característica, diferentemente dos concorrentes de posição. Nos treinamentos, o atleta tem sido adaptado ao papel de camisa 10, número que vestia no Santos B, mas sem exercer o papel de armador.

O Peixe tentou Lucas Zelarayán, do Tigres-MEX, e Marquinhos Gabriel, do Corinthians, mas sem sucesso. Ganso, do Sevilla-ESP, interessa caso consiga rescindir o contrato com o clube espanhol.


Botafogo-SP 0 x 0 Santos

Data: 18/03/2018, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de ida (13ª rodada)
Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, SP.
Público: 11.933 pagantes
Renda: R$ 344.315,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Alex Eng Ribeiro e Rogério Pablos Zanardo
Cartôes amarelos: Dodô e Plínio (B); Jean Mota (S).

BOTAFOGO
Tiago Cardoso; Marcos Martins, Naylhor, Plínio e Mascarenhas; Willian Oliveira, Diones, Lucas Taylor (Wesley), Danielzinho (Cafu) e Dodô; Bruno Moraes (Jheimy).
Técnico: Léo Condé

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Diogo Vitor), Léo Cittadini (Vitor Bueno), Jean Mota e Rodrygo (Arthur); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Santos e Botafogo-SP iniciam briga por vaga na semi com empate

Santos e Botafogo fizeram uma partida com poucas emoções durante a noite deste domingo. No Estádio Santa Cruz, as duas equipes protagonizaram o único confronto pelas quartas de final do Campeonato Paulista encerrado com um empate por 0 a 0.

Na briga por uma vaga na semi, o duelo decisivo entre Santos e Botafogo-SP está marcado para as 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, no Estádio da Vila Belmiro. Em caso de novo empate, o classificado será conhecido nos pênaltis.

Em uma partida com raras chances de gol, o Santos teve sua melhor oportunidade logo no início, mas o jovem Rodrygo mandou a bola na trave. O nível do jogo caiu durante a etapa complementar, marcada por exibições de pouca inspiração de ambas as equipes.

Bastidores – Santos TV:

O jogo:

Em um começo de partida movimentado no Estádio Santa Cruz, Cittadini deixou Gabriel na cara do gol. Em posição de impedimento, não marcado pela arbitragem, o atacante chutou para defesa de Tiago Cardoso. No rebote, Rodrygo acertou a trave.

O Botafogo-SP não precisou de muito tempo para dar trabalho a Vanderlei em Ribeirão Preto. Pelo lado direito, Lucas Taylor descolou belo passe para Danielzinho. O meia girou e bateu firme, mas o goleiro santista, bem colocado, conseguiu espalmar com segurança.

Após um início de partida movimentado, os dois times diminuíram a intensidade e as oportunidades de gol escassearam. Com Santos e Botafogo-SP sem conseguir articular jogadas consistentes no campo de ataque, o primeiro tempo acabou com o placar inalterado.

A primeira oportunidade do Santos durante a etapa complementar veio após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo. Posicionado na segunda trave, Lucas Veríssimo usou a cabeça para completar. A bola cruzou a área e David Braz tentou alcançar, sem sucesso.

O Botafogo-SP procurou responder em uma jogada de bola parada. Em cobrança de falta frontal, da intermediária, o lateral Mascarenhas resolveu bater direto para o gol. O tiro saiu forte e rasteiro, mas passou à esquerda da meta defendida por Vanderlei.

Na tentativa de mudar o panorama da partida, o técnico Jair Ventura resolveu mexer e promoveu as entradas de Diogo Vitor, Vitor Bueno e Arthur nos lugares de Eduardo Sasha, Léo Cittadini e Rodrygo, respectivamente. Ainda assim, o placar acabou em 0 a 0.

Jair Ventura entende que Santos sentiu cansaço por Libertadores

Com dificuldades para criar chances de gol, o Santos ficou no empate por 0 a 0 diante do Botafogo-SP na noite deste domingo, no Estádio Santa Cruz. De acordo com o técnico Jair Ventura, seu time sentiu o cansaço acumulado no recente triunfo sobre o Nacional-URU, pela Copa Libertadores.

Na noite da última quinta-feira, no Estádio do Pacaembu, o atacante Gabriel foi expulso de maneira infantil logo no primeiro tempo. Ainda assim, o Santos conseguiu ganhar por 3 a 1 do tradicional Nacional pela Libertadores, mesmo em desvantagem numérica.

“Lógico que pesou. Tivemos o jogo da Libertadores com um homem a menos, com desgaste emocional. Contra um time multicampeão da Libertadores, foi uma partida dificílima. Com um a menos, fizemos dois gols. Então, o desgaste é grande”, declarou Jair Ventura.

O Palmeiras, algoz do Novorizontino, foi o único grande que venceu na abertura das quartas de final do Campeonato Paulista, uma vez que o Corinthians perdeu do Bragantino e o São Paulo, do São Caetano. Questionado se considera o empate fora de casa um bom resultado, o técnico santista negou.

“Para essa camisa que estou vestindo, o único bom resultado é vencer. Aqui, estamos sempre acostumados a vencer. Se você não vence e não perde, não é o pior resultado. Mas o resultado (ideal) seria a vitória. Jogamos para vencer, mas não conseguimos”, declarou, habituado com a pressão em seu cargo.

“Existe cobrança sempre. A cobrança no futebol é diária. Saímos exaltados do último jogo e, no penúltimo, crucificados. No futebol, o céu e o inferno vivem muito perto. A cada jogo, você tem que provar. Mas faz parte. Foi o que escolhi para minha vida e vamos lidando assim. Espero que possa ter mais vitórias do que derrotas”, declarou.

Jair elogia Cittadini e explica Renato fora: “Joga quem está melhor”

Capitão do Santos no começo de 2018, Renato agora é opção no banco de reservas. O ídolo foi barrado para a entrada de Léo Cittadini no time titular. O técnico Jair Ventura elogia o garoto e explica a opção.

“Tivemos chances claras com Gabriel e Rodrygo que poderiam mudar a história do jogo. Mas não tiro o mérito do Léo, que organiza muito bem a sua equipe, muito difícil ter uma infiltração na linha dele. Tivemos mais posse de bola, as chances mais claras do jogos…”, disse Jair, quando questionado sobre o empate em 0 a 0 com o Botafogo, neste domingo, em Ribeirão Preto.

“É uma briga saudável (entre os dois), como em todas as equipes do mundo. Sempre com respeito. Conheço Renato desde o Botafogo, está buscando espaço, assim como Léo e todos. E o Santos vai crescendo assim, jogando quem está melhor”, completou.

Com Alison e Léo Cittadini em alta, Jair Ventura precisa definir o terceiro homem do meio-campo. Jean Mota não foi bem diante do Botafogo. A opção é Vecchio, que também foi para o banco para a entrada de Dodô na lateral esquerda. A prioridade da diretoria é trazer um meia para, enfim, substituir Lucas Lima.

Depois do empate em Ribeirão Preto, o Santos precisa de uma vitória simples para avançar às semifinais do Campeonato Paulista. Uma nova igualdade levaria a decisão para os pênaltis.

Vitor Bueno admite jogo apático: “Não é a cara do Santos”

Em um jogo monótono, disputado na noite deste domingo, o Santos ficou no empate sem gols contra o Botafogo-SP, no Estádio Santa Cruz. Vitor Bueno admitiu a exibição abaixo do esperado, mas apostou na classificação à semifinal do Campeonato Paulista na Vila Belmiro.

Na melhor chance da partida, ainda no primeiro tempo, Gabriel chutou para defesa do goleiro Tiago Cardoso e, no rebote, o jovem Rodrygo acertou a trave. O nível das duas equipes caiu durante a etapa completar e as oportunidades escassearam em Ribeirão Preto.

“Acho que (o jogo) ficou um pouco moroso, sim. Apático. Não é a cara do Santos, mas foi essa a tática que nos pediram para fazer e, dentro disso, executamos bem”, declarou Vitor Bueno ao Sportv, sobre a estratégia do time dirigido por Jair Ventura de não se expor jogando no Estádio Santa Cruz.

“Quando um time grande enfrenta um adversário do interior, eles tendem a se fechar mesmo. Foi sempre assim. Quando perdemos do Bragantino, foi desse jeito. Eles jogaram no nosso erro e saíram em um contra-ataque para fazer o gol. Então, é desse jeito”, analisou Bueno.

O confronto decisivo entre Santos e Botafogo-SP está marcado para as 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, no Estádio da Vila Belmiro. Em caso de novo empate, o classificado à semifinal do Campeonato Paulista será conhecido a partir de cobranças de pênalti.

“Não era o que nós queríamos. Queríamos sair já com uma vitória, para levar a vantagem à Vila Belmiro, mas, infelizmente, não conseguimos. De todo modo, não perdemos nem tomamos gol. Quarta-feira, que possamos fazer um grande jogo e sair classificados”, disse Bueno.

Rodrygo, após bola na trave no Santos: “Estou devendo um gol”

O Santos empatou em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, em Ribeirão Preto, pelo jogo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. E se não fosse pelo azar de Rodrygo, a história seria diferente.

Logo nos primeiros minutos da partida, Léo Cittadini deu excelente passe para Gabigol chutar de primeira. No rebote, Rodrygo, quase na pequena área e com o goleiro Tiago Cardoso no chão, acertou a trave. Em seu Twitter, a joia lamentou o ocorrido.

“Estou devendo um gol para vocês, nação”, escreveu o atacante.


Santos 2 x 0 Botafogo-SP

Data: 25/02/2017, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.208
Renda: R$ 160.730,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Vitor Carmona Metestaine.
Cartões amarelos: Bruno Henrique (S); Diego Pituca, Fernando Medeiros e Fernandinho (B).
Gols: Vitor Bueno (17-2) e Rafael Longuine (46-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri (Cleber) e Zeca; Leandro Donizete (Rafael Longuine), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique (Arthur Gomes), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

BOTAFOGO-SP
Neneca; Samuel Santos, Caio Ruan, Filipe e Fernandinho; Bileu, Marcão Silva, Diego Pituca (Fernando Medeiros) e Rafael Bastos (Bernardo); Francis e Wesley (Kauê).
Técnico: Moacir Júnior



Mesmo sem brilho, Santos bate o Botafogo-SP e ganha um pouco de tranquilidade

O Santos tirou um peso enorme das costas neste Carnaval. Após duas derrotas e um empate, contra São Paulo, Ferroviária e Ituano, respectivamente, o Peixe bateu o Botafogo-SP por 2 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro, conseguiu superar as vaias da torcida e se recuperou no Campeonato Paulista. Mesmo ainda previsível e sem apresentar um grande futebol, o alvinegro contou com as falhas do goleiro Neneca, e o brilho de Vitor Bueno e Rafael Longuine para acabar com um jejum de mais de 320 minutos sem gols e retomar o caminho das vitórias dentro de casa.

Com o triunfo, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 10 pontos e voltaram momentaneamente para a segunda colocação do grupo D do Paulistão. Porém, com a vitória de 1 a 0 da Ponte Preta sobre São Bernardo, também neste sábado, em Campinas, o alvinegro terminou em terceiro. Já o Botafogo-SP, por sua vez, estacionou nos sete pontos e segue na terceira posição da chave A, liderada pelo Corinthians.

O jogo

Após a previsibilidade e a lentidão dos últimos os jogos, o Santos até começou o duelo deste sábado de forma mais incisiva. Logo no primeiro lance, Leandro Donizete rolou para Bruno Henrique, que parou em Neneca. Na cobrança de escanteio, Vitor Bueno tentou um gol olímpico e o goleiro do Botafogo-SP salvou mais uma.

Apesar do bom início, o Peixe acabou diminuindo o ritmo com o passar do jogo e a equipe de Ribeiro Preto cresceu. Aos 15 minutos, Fernandinho mandou cruzou na área santista, Caio Ruan desviou de cabeça e a bola passou por cima do gol de Vanderlei.

Depois de algum tempo relembrando a fraca apresentação no empate diante do Ituano, na última terça-feira, o alvinegro ‘acordou’ na Vila Belmiro e assustou Neneca após cruzamento de Bruno Henrique. Na sequência, Copete aproveitou desvio após escanteio, mas bateu por cima. Dois minutos depois, o volante Leandro Donizete fez longo lançamento para Ricardo Oliveira. Sozinho, o centroavante desviou de cabeça, mas errou o alvo por muito.

O meia Vitor Bueno, apagado como armador do time, arriscou de fora de área. A bola veio quente, mas Neneca segurou firme e impediu a abertura do marcador. Apesar de ainda ter criado algumas oportunidades, o Santos mais uma vez foi lento, pouco criativo e não saiu do zero no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior precisou sacar Yuri, que sentiu uma pancada nas costas e não tinha mais condições de jogo. Com isso, o zagueiro Cleber, expulso contra a Ferroviária no último sábado, entrou em campo.

A mudança não surtiu efeito algum e o Santos continuou fazendo uma partida morosa e sem objetividade. Buscando recuperar a armação do time, perdida com a ausência de Lucas Lima e a fraca apresentação de Vitor Bueno, o comandante do Peixe sacou Leandro Donizete e colocou Rafael Longuine em campo.

A falta de brilho era tanta, que o alvinegro conseguiu assustar o Botafogo-SP apenas aos 15 minutos da segunda etapa. Após belo lançamento de Victor Ferraz, Bruno Henrique cruzou rasteiro para Copete. O colombiano, porém, chegou atrasado e não conseguiu concluir a jogada.

Após a boa chance perdida, o Santos acordou e conseguiu abrir o placar na Vila Belmiro. Ricardo Oliveira arriscou de fora da área e o goleiro Neneca bateu roupa. No rebote, o meia Vitor Bueno apareceu sozinho e só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes, acabando com um jejum de 317 minutos sem o Peixe anotar um tento na temporada.

Bastidores – Santos TV:

Bueno vibra com fim de má fase e vê Santos confiante antes do clássico

O Santos ‘tirou a zica’ e voltou a vencer na tarde deste sábado, contra o Botafogo-SP, na Vila Belmiro. O triunfo de 2 a 0, válido pela sexta rodada do Campeonato Paulista, serviu para encerrar uma sequência de duas derrotas e um empate, para São Paulo, Ferroviária e Ituano, respectivamente. Ainda sem mostrar um grande futebol, o Peixe contou com a estrela de Vitor Bueno para retomar a boa fase.

Previsível e lento, o alvinegro não dava demonstrações de que conseguiria acabar com o jejum na tarde deste sábado. Porém, o camisa 7, apagado na função de armar o time, apareceu bem como um centroavante para aproveitar o rebote do goleiro Neneca e abrir o placar na Vila, encerrando uma seca de mais de 320 minutos sem gols santistas na temporada. Decisivo, o meia comemorou a recuperação alvinegra no Paulista.

“É uma vitória muito importante depois de três jogos tropeçando. A gente conseguiu um placar positivo. Não estava no nosso planejamento esses três jogos sem ganhar. Graças a Deus a fase ruim passou”, afirmou Bueno na saída do gramado.

Com o triunfo, os santistas chegaram aos 10 pontos e ficaram momentaneamente em segundo no grupo D do Paulistão. Porém, com a vitória da Ponte Preta sobre o São Bernardo, também neste sábado, em Campinas, o alvinegro voltou para a terceira posição. Na sétima rodada, o Peixe pega o Corinthians, no próximo sábado, às 18h30 (de Brasília), em Itaquera. Para Bueno, a vitória deste sábado fortalece para o elenco encarar o clássico diante do Timão.

“Esse resultado positivo nos dá confiança para o próximo jogo, esse próximo jogo é clássico (contra o Corinthians). Sabemos que ‘clássico é clássico’, mas tem que enaltecer nosso grupo, vamos em busca de outro resultado positivo”, concluiu Bueno.

Dorival vê Santos jogando bem e lamenta ‘memória curta’ da torcida

Após duas derrotas e um empate, para São Paulo, Ferroviária e Ituano, respectivamente, o Santos bateu o Botafogo-SP por 2 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro, e retomou o caminho das vitórias no Campeonato Paulista. Apesar do triunfo, o Peixe não convenceu os mais de 5 mil torcedores presentes no estádio. Depois de vaias durante todo o duelo, a torcida esperou o apito final para cobrar “mais raça” e afirmar que “Libertadores é obrigação”. Para o técnico Dorival Júnior, porém, o alvinegro está se apresentando bem e vai melhorar ainda mais nos próximos duelos na temporada.

“O Santos não tem feito jogos tão ruins assim. O importante é que os jogadores são fortes aqui dentro e estão concentrados. Aos poucos a equipe readquire confiança, o que estava faltando. Naturalmente ainda um pouco longe do que queremos. Mas o torcedor pode ficar sossegado. O time é de honra, vibração, encara tudo e que vai se recompor”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após o jogo deste sábado.

A vitória contra o Botafogo-SP, inclusive, foi a centésima de Dorival no comando do Peixe. Apesar do número positivo, o técnico lamentou a falta de memória de torcida, que vem pressionando a equipe desde a derrota para o São Paulo, no último dia 15.

“Eu nem me lembrava desse detalhe (da centésima vitória). Mas pessoas esquecem muito fácil aqui no Brasil. Isso acontece em todo o futebol brasileiro e não só no Santos. Lamento por essa situação. Do dia pra noite você passa a não ter mais valor e as coisas não são mais lembradas. É a cultura de um povo que não tem cultura”, concluiu Dorival.

Zeca critica torcedores do Santos em áudio: “Não vou abaixar a cabeça”

Mesmo com a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, na tarde deste sábado, os mais de cinco mil torcedores do Santos presentes no jogo não ficaram felizes após o apito final na Vila Belmiro. Depois do triunfo, que foi repleto de vaias durante os 90 minutos, a torcida cobrou “mais raça” e cantou que a “Libertadores é obrigação”. Na saída do gramados, os jogadores mostraram descontentamento com a atitude. Mais exaltado, Zeca chutou uma bola para a arquibancada. O auxiliar Lucas Silvestre foi ao encontro do lateral-esquerdo e apartou a situação.

Após a partida, com os ânimos mais acalmados, o jovem de 22 anos se explicou com os santistas em áudio enviado para um grupo de Whatsapp. O jogador pediu desculpas pelo ato, mas deixou clara sua chateação com a torcida e afirmou que não vai aceitar os protestos com o time vencendo.

“Manda para os caras aí que eu sou homem e não sou moleque. Gosto de todo mundo. Amo a torcida do Santos, mas com todo o respeito, os caras lá atrás do gol apoiam a gente do começo ao fim, mas os caras de onde eu chutei a bola não dá para aguentar. Eu até peço desculpa por isso. Tenho uma família no Santos, e a minha família é o grupo. Como ficam xingando os caras ali, o Dorival e um monte de gente? Pelo amor de Deus, vamos ter um pouco de respeito, nós ganhamos o jogo. Peço desculpa se eles não entenderam ou ficaram bravos. Mas um coisa eu falo: não vou abaixar a cabeça porque eu sou homem. Meu pai e minha mãe me deram educação e me ensinaram a ser homem. Nós assumimos quando estávamos perdendo. Demos a cara para bater. Os caras tem que assumir quando ganhamos também. Pegar e apoiar o time, não ficar xingando. Quando perde a gente sabe escutar, mas quando ganhamos eles querem ficar xingando também?”, disse Zeca.

Além do lateral-esquerdo, o técnico Dorival Júnior também foi alvo dos torcedores após o segundo gol do Santos na Vila, marcado por Rafael Longuine, aos 46 minutos do segundo tempo. “Eu estava pedindo calma. Tem três ou quatro engraçadinhos que ficam brigando com os jogadores. Quiseram iniciar discussão com dois jogadores que foram comemorar. Pedi calma”, explicou o comandante.

Vaiado na Vila, Donizete é defendido por Dorival: “Vai provar em campo”

Apesar da vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, neste sábado, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Paulista, o Santos não convenceu os mais de 5 mil torcedores presentes no estádio. Depois de vaias durante todo o duelo, a torcida esperou o apito final para cobrar “mais raça” e afirmar que “Libertadores é obrigação”.

Substituto do lesionado Renato, Leandro Donizete foi um dos principais alvos dos santistas. Contratado junto ao Atlético-MG no final de 2016, o volante, que vem sendo titular desde a partida contra o Red Bull Brasil, até fez um bom primeiro tempo neste sábado, desarmando na defesa e ajudando no ataque, tanto que fez bons passes para Bruno Henrique e Ricardo Oliveira, respectivamente. Mesmo assim, ele não escapou da ira dos torcedores e foi vaiado quando deixou o campo para a entrada de Rafael Longuine. Para o técnico Dorival Júnior, as críticas para o camisa 30 são injustas.

“O Leandro está no mesmo nível dos outros jogadores. Ele iniciou a pré-temporada e em seguida ficou alguns dias afastado. Teve que jogar de repente e topou. Assumiu bem a função do Renato. Ele não tem que provar nada para ninguém. Daqui a pouco eles (torcedores) vão ver o quanto esse rapaz pode ajudar. Sei que ele vai provar isso em campo. Eu não preciso ficar aqui falando aqui. Um cara não fica cindo anos e ganha tudo no Atlético-MG por acaso. Em campo ele vai responder essa desconfiança generalizada. Esse é um problema do Brasil. Nós avaliamos muito rapidamente sem conhecer o profissional. Isso acontece em qualquer área de atuação, não só no futebol”, explicou o comandante.

Com o triunfo sobre o Botafogo-SP, os santistas chegaram aos 10 pontos e ficaram momentaneamente em segundo no grupo D do Paulistão. Porém, com a vitória da Ponte Preta sobre o São Bernardo, também neste sábado, em Campinas, o alvinegro voltou para a terceira posição. Na sétima rodada, o Peixe pega o Corinthians, no próximo sábado, às 18h30 (de Brasília), em Itaquera. Para Bueno, a vitória deste sábado dá mais confiança para o alvinegro encarar o clássico diante do Timão.

Oliveira leva 15 pontos na cabeça, mas não será desfalque no clássico

A torcida do Santos levou um susto na vitória sobre o Botafogo-SP, neste sábado, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Após uma trombada com Francis, o atacante Ricardo Oliveira chegou a sair do gramado aos 31 minutos do segundo tempo, mas voltou para restante da partida com uma touca. Depois do apito final, foi constatado um corte profundo na cabeça do camisa 9 e ele recebeu 15 pontos na região da orelha.

Medicado e liberado para ir para sua casa, Oliveira será reavaliado durante a semana. Porém, a assessoria de imprensa do Peixe confirmou que o atacante não será desfalque para o técnico Dorival Júnior no clássico contra o Corinthians, no próximo sábado, às 18h30 (de Brasília), em Itaquera, pela sétima rodada do Paulistão.

Porém, existe a possibilidade do centroavante jogar com uma proteção especial na cabeça. Vale lembrar que Oliveira já foi completamente liberado pela comissão técnica do alvinegro e não será mais poupado na temporada, como aconteceu contra o Ituano, na última terça-feira. O camisa 9 perdeu o início da pré-temporada por conta de uma caxumba.

Após quase sair, Longuine ‘renasce’ no Santos e luta para renovar contrato

Neste começo de temporada, Rafael Longuine viveu um período de incertezas no Santos. Com contrato em vigência somente até o final do Campeonato Paulista, o jogador quase foi liberado pelo clube para acertar uma transferência ao Coritiba. Porém, o técnico Dorival Júnior pediu sua permanência, acreditando que ele pode ser importante para a equipe durante a temporada. O meia correspondeu às expectativas do comandante neste sábado, quando entrou bem e marcou o gol que decretou a vitória santista por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do torneio estadual.

“Nós não estávamos tendo transição. Estávamos tendo dificuldade nos passes iniciais. O Rafael sempre tem recebeu uma contestação ou outra, eu sempre ouço algo a respeito dele. Mas é um jogador muito útil. Na grande maioria das vezes que ele entrou acabou nos ajudando. Teve paciência e chegou no gol. Se ele joga nesse nível que nos mostrou hoje, tem capacidade de produzir mais. Está adaptado à nossa maneira de jogar. Espero que continue sendo tão efetivo”, disse Dorival, em entrevista coletiva após o triunfo diante do Pantera.

Apesar do voto de confiança do treinador, Longuine ainda não foi procurado pela diretoria do alvinegro para renovar seu contrato. O meia já demonstrou inúmeras vezes que tem a intenção de permanecer na Vila Belmiro.

Inicialmente, a cúpula pretendia estender o vínculo para emprestá-lo durante o Paulistão, como fez com Fernando Medeiros, Alison, Serginho e Lucas Crispim. Porém, como o meia acabou sendo inscrito no torneio nacional, os dirigentes vão acompanhar o desempenho dele para só depois conversarem sobre a renovação.

Eleito revelação do Campeonato Paulista de 2015, o jogador de 26 anos chegou como uma boa aposta no Santos. Porém, ele ainda não não vingou e nunca engatou uma boa sequência como titular da equipe.

Botafogo-SP 0 x 3 Santos

Data: 08/03/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, SP.
Público: 7.243 pagantes (7.328 no total)
Renda: R$ 270.430,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Daniel Luis Marques e Márcio Dias dos Santos
Cartões amarelos: Gimenez, Wesley e Denis (B); Vanderlei (S).
Gols: Werley (22-1); Ricardo Oliveira (24-2) e Ricardo Oliveira (46-2).

BOTAFOGO-SP
Renan Rocha; Roniery (Henrique Santos), Eli Sabiá, Bruno Costa e Dênis; Gimenez, André Rocha, André Santos (Zé Roberto) e Rodrigo Andrade; Wesley (Diogo Campos) e Giancarlo.
Técnico: Mazola Júnior

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, Gustavo Henrique e Victor Ferraz; Valencia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Elano), Gabriel (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes (interino)



Sem Robinho, Santos bate Botafogo-SP no primeiro teste pós-Enderson

Nesse primeiro momento, a demissão de Enderson Moreira parece ter feito bem ao time do Santos. Pelo menos, é o que indica a vitória da equipe em seu primeiro jogo após a saída do treinador, contra o Botafogo-SP, por 3 a 0, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

Com o triunfo – que encerra a oitava rodada –, o Peixe segue invicto e líder do grupo 4 do Campeonato Paulista, com 20 pontos somados. Para efeito de comparação, o segundo colocado Capivariano tem apenas nove. Já o Botafogo-SP segue estacionado na terceira posição do grupo 3 (o mesmo de Palmeiras e Portuguesa), também com nove.

Com ataque afobado, zagueiro Werley marca seu primeiro pelo Peixe – Embora o favoritismo pertencesse ao Santos, os primeiros lances de perigo do duelo foram protagonizados por Giancarlo, do Botafogo. O centroavante seguiu pela intermediária e arriscou o chute da entrada da área, mas a conclusão torta decepcionou a torcida presente no Estádio Santa Cruz. Depois, aproveitou cruzamento de Denis pela direita e tocou de cabeça para o gol, vendo a bola raspar a trave esquerda de Vanderlei.

Em seguida, aos 13 minutos, o jovem Gabriel – um dos pivôs da demissão de Enderson, que não o escalava para os jogos com frequência – driblou quatro adversários em uma jogada tão promissora quanto o seu futebol, mas cuja finalização, fraca demais, deixou a desejar. Melhor para o goleiro Renan Rocha, que segurou com firmeza e tranquilidade. Na sequência, o garoto trabalhou a bola com Ricardo Oliveira e cruzou para Geuvânio, que tentou um voleio de primeiro na entrada da área e acertou apenas a zaga do Botinha.

Se o ataque não se entendia no último toque, o zagueiro Werley subiu ao ataque para, enfim, furar o bloqueio do Fogão do interior. Aos 22, Lucas Lima cobrou escanteio pela direita e o beque nem precisou pular para vencer a defesa adversária e tocar de cabeça para o gol, abrindo o placar para o Santos.

Cinco minutos depois, os anfitriões tentaram reagir rapidamente com André Santos. Hoje responsável pela armação do Botinha, o ex-lateral esquerdo do Corinthians arriscou uma bomba de fora da área e viu Vanderlei espalmar no susto para evitar o empate. Logo depois, Rodrigo Andrade tabelou com André Santos e saiu livre na cara do goleiro santista, mas pareceu não acreditar quando errou o alvo, tocando para fora. Dessa forma, com o Santos acomodado com o placar parcial, foi encerrado o primeiro tempo.

Passe de Lucas Lima encanta torcida e Ricardo Oliveira desencanta – Se os primeiros 45 minutos já foram carentes de lances bonitos, a etapa final começou nervosa, truncada e cheia de faltas. Nos primeiros seis minutos, foram assinaladas seis faltas. Quando a bola rolou normalmente, por outro lado, Gabriel finalmente acertou o último passe, ao rolar com perfeição para Geuvânio, que sairia livre na cara de Renan Rocha. O único problema é que Ricardo Oliveira, em posição irregular, entendeu mal a jogada e tentou dominar a bola, gerando o impedimento na boa jogada santista.

Em seguida, foi a vez de Lucas Lima tentar o seu, ao invés de servir os companheiros. O meia venceu a marcação e cortou para o meio, visando o chute com a direita, que passou raspando a trave de Renan Rocha – já vencido no lance. Já que o seu gol não saía, o camisa 20 enfim conseguiu servir um companheiro aos 24, quando deu uma bela assistência para Ricardo Oliveira. O centroavante, livre na frente da meta, só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro e comemorar.

Na marca dos 30 minutos, o Botinha chegou com perigo em um cruzamento pela direita, que resultou na cabeçada venenosa de Bruno Costa. Mais uma vez atento, o goleiro Vanderlei espalmou com categoria – e para o alívio da torcida santista, que já gritava “olé” em Ribeirão Preto. Logo depois, tempo para cobrança de falta de Elano, que vive sua terceira passagem pelo Santos e não fazia boa partida. Aos 40, o meia assumiu a responsabilidade e tentou o chute direto para a meta, mas a batida do ídolo alvinegro foi prejudicada pelo desvio da barreira, encaixando com facilidade nas mãos do goleiro Renan Rocha.

Ainda houve tempo para mais um gol santista, no apagar das luzes do duelo. Aos 46, a dupla Lucas Lima e Lucas Otávio trabalhou bem e a bola ficou com Ricardo Oliveira, que soltou a bomba em frente ao arqueiro adversário e fechou a conta alvinegra: 3 a 0, olé, e vitória reafirmativa do invicto Santos no primeiro teste após a queda de Enderson Moreira.

Bastidores – Santos TV:

Interino, Fernandes nega grupo rachado e admite interesse no cargo

Substituto temporário – ou não, uma vez que ele se declara pronto para assumir a equipe – de Enderson Moreira no comando do Santos, Marcelo Fernandes classificou a vitória do Peixe por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP como uma “experiência maravilhosa”.

“O grupo me deixou muito à vontade quanto ao jogo de hoje, foi uma experiência maravilhosa e muito marcante para a minha vida. Tenho vontade sim de ser treinador, mas sou funcionário do Santos de um jeito ou de outro e respeito a decisão da diretoria. Estou muito tranquilo, o jogo passou e fiz bem o meu papel nesse momento”, declarou o interino, aproveitando para negar um suposto “racha” no elenco santista, que teria culminado na demissão de Enderson.

“Nunca existiu racha nenhum, o elenco sempre trabalhou de forma séria com todo treinador que passou por aqui. Temos o Robinho, por exemplo, que veio do Manchester City e chegou dando carrinho, lutando, chamando todo mundo pro jogo. Com os meninos mais novos isso não é diferente de jeito nenhum. É um elenco maravilhoso, esses problemas nunca existiram”, garantiu Marcelo.

Durante a semana, o presidente Modesto Roma Júnior chegou a manifestar interesse na contratação dos técnicos Dorival Júnior e Vagner Mancini, que curiosamente estão juntos em uma excursão europeia. Independentemente da escolha do novo comandante alvinegro, Marcelo Fernandes confia na capacidade do elenco de manter a sequência de bons resultados – o Peixe segue invicto na disputa do Campeonato Paulista.

“Ele vaio pegar um elenco muito bom, totalmente qualificado. Hoje, o Santos tem um elenco e um banco muito forte, com boas opções em qualquer posição e para qualquer situação. Então o treinador que chegar vai ter tranquilidade para trabalhar, vai implantar a sua filosofia. Esses garotos tem tudo para ajudar qualquer um que chegar”, concluiu.

Na próxima rodada, o Santos recebe o rival Palmeiras na Vila Belmiro, na quarta-feira, às 22 horas (de Brasília). Atualmente, o Peixe lidera o grupo 4 com sobras, somando 20 pontos na tabela – 11 a mais do que o Capivariano, segundo colocado.