Navegando Posts marcados como briga


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem do Globo Esporte.

Palmeiras 1 x 2 Santos

Data: 18/04/2009, sábado.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Parque Antarctica, em São Paulo.
Público: 26.447 torcedores
Renda: R$ 1.071.800,00
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Giovani Cesar Canzian (SP)
Cartões amarelos: Maurício Ramos 2, Marcão (P); Roberto Brum, Fabão, Madson e Neymar (S).
Cartões vermelhos: Maurício Ramos e Diego Souza, (P); Domingos (S).
Gols: Madson (17-1); Kléber Pereira (06-2, de pênalti) e Pierre (29-2).

PALMEIRAS
Marcos; Fabinho Capixaba, Danilo, Maurício Ramos e Pablo Armero; Pierre, Jumar (Ortigoza), Evandro (Marcão) e Diego Souza; Lenny (Deyvid Sacconi) e Keirrison
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Fábio Costa; Luizinho, Fabão, Fabiano Eller e Triguinho; Germano, Roberto Brum (Pará), Madson, Paulo Henrique Lima; Neymar (Domingos) e Kléber Pereira (Roni)
Técnico: Vagner Mancini



Com briga e confusão, Santos bate Palmeiras e vai à final do Paulista

O Santos começou a temporada desacreditado, com atuações irregulares e com problemas no elenco. Mas quando chegou a fase decisiva do Campeonato Paulista, a equipe mostrou sua força. Neste sábado, o time de Vagner Mancini não se intimidou com a pressão do Parque Antarctica lotado e aplicou 2 a 1 no Palmeiras para avançar à final depois de um confronto marcado pelo clima tenso e por uma confusão generalizada.

Em meio a uma partida com atletas nervosos, o duelo precisou ser parado no fim do segundo tempo graças a uma briga de Diego Souza e Domingos. Por pouco, outros jogadores não aderiram à disputa, e a confusão não tomou proporções maiores. No fim, o Santos levou a melhor e agora enfrenta o Corinthians, que eliminou o São Paulo no domingo, no Morumbi.

“A confusão não pode tirar o brilho da vitória do Santos. Fomos totalmente superiores ao Palmeiras e fizemos por merecer. Não jogamos na defesa e isso fez a diferença”, comemorou Vagner Mancini, que vai à primeira final de Paulista como técnico depois de dois triunfos por 2 a 1 na semi.

Com 11 vitórias, quatro empates e quatro derrotas na primeira fase, o Santos teve um longo caminho até a decisão. Depois de começar o ano com um técnico novato (Márcio Fernandes) e ver até uma briga no elenco – entre Fabiano Eller e Fábio Costa -, o time praiano precisou lidar com uma forte desconfiança da torcida.

Entretanto, a chegada de Vagner Mancini aliada à ascensão de Neymar e Paulo Henrique recolocou o Santos na disputa. A partir da semifinal, a reação se consolidou com duas boas apresentações diante dos atuais campeões. Ao mesmo tempo, o Palmeiras fica em um clima ainda mais conturbado. O time volta suas atenções à Libertadores, torneio em que também vive uma situação difícil.

Mesmo com o estádio completamente tomado pela torcida alviverde, o Palmeiras teve dificuldades no início do confronto e viu o Santos tomar a iniciativa com mais posse de bola. Após os dez minutos iniciais, os anfitriões entraram no clima na torcida. Com isso, começaram a pressão sobre o clube alvinegro.

Até que aos 17min, Madson aproveitou falha generalizada da zaga alviverde após tiro de meta de Fábio Costa e passe de Neymar e abriu o placar para o Santos. O gol conteve os avanços dos donos da casa, enquanto os visitantes continuaram levando perigo à meta de Marcos. Nervoso, o Palmeiras não mostrou reação e ficou praticamente sem criação ofensiva até o fim do primeiro tempo.

“Não nos achamos dentro de campo. Precisamos mudar e também entrar mais no clima de decisão se quisermos ir para a final”, lamentou Pierre antes de se dirigir aos vestiários. “Se melhorarmos a movimentação, podemos fazer mais”, destacou Madson logo em seguida.

As entradas de Deyvid Sacconi e Ortigoza deixaram o Palmeiras mais ofensivo na etapa final. Mas logo aos 8min o Santos esfriou as pretensões alviverdes novamente. Neymar foi derrubado dentro da área por Maurício Ramos, que foi expulso pelo lance. Na sequência, Kléber Pereira acertou o pênalti e aumentou a vantagem alvinegra.

Foi quando as vaias aumentaram no Parque Antarctica. Apagado, Keirrison foi um dos mais criticados pela torcida, assim como o técnico Vanderlei Luxemburgo. Quando parecia que o Santos não teria mais dificuldades, Pierre arriscou de fora da área aos 29min e contou um frango clamoroso de Fábio Costa para descontar.

Com ânimos renovados, os anfitriões voltaram ao jogo. Até que Domingos entrou na vaga de Neymar aos 35min e entrou em discussão Diego Souza quase no mesmo instante. Nervoso, o meia respondeu e logo em seguida o árbitro expulsou os dois. Foi o suficiente para começar a confusão. Domingos caiu no gramado após ser empurrado e simulou uma agressão mais forte, o que deixou o camisa 7 do Palmeiras inconformado.

Mesmo segurado por uma série de jogadores, Diego Souza correu para cima do defensor novamente e o agrediu com uma rasteira. Após uma paralisação de cinco minutos, o zagueiro deixou a confusão sorrindo, ao mesmo tempo em que Diego Souza finalmente retornou para os vestiários. Depois disso, não sobrou mais tempo para o placar ser alterado.

Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 09/07/2003, quarta-feira, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Árbitro: Sálvio Spindola Fagundes Filho (SP)
Auxiliares: Valter José dos Reis (SP) e Ednílson Corona (SP)
Cartões amarelos: Fabrício, Fábio Luciano, Vinícius, Renato (C); Pereira, Fabiano, Fábio Costa, Elano, Alexandre (S)
Gols: Nenê (13-1) e Leandro Amaral (45-2).

CORINTHIANS
Doni; Rogério, Fábio Luciano, César e Vinícius; Fabinho, Fabrício (Leandro Amaral), Fumagalli e Jorge Wagner (Renato); Liedson e Gil
Técnico: Geninho

SANTOS
Fábio Costa; Elano (Reginaldo Araújo), André Luís, Pereira (Preto) e Léo; Alexandre, Renato, Jerri (Rubens Cardoso) e Fabiano; Ricardo Oliveira e Nenê
Técnico: Émerson Leão



Corinthians empata com o Santos no final e clássico acaba com confusão

No primeiro clássico entre Corinthians e Santos na temporada, a partida acabou empatada por 1 a 1. O time praiano vencia a partida até os 45min do segundo tempo, quando Leandro Amaral fez o gol.

Mesmo com esse vacilo no final, o Santos assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro, com 31 pontos. O Corinthians, por sua vez, soma agora 24 pontos e está na oitava colocação.

Além do gol no final, o time de Parque São Jorge conseguiu acabar com uma série de cinco derrotas consecutivas contra os santistas. Todas essas partidas aconteceram no ano passado e duas delas valeram pela decisão do Brasileirão.

No final da partida, o goleiro santista Fábio Costa se desentendeu com o atacante Liedson e gerou uma confusão que durou mais de cinco minutos.

O espetáculo teve um público aquém das expectativas principalmente pelo excesso de desfalques. O Santos não pôde contar com Alex, Diego, Robinho e Paulo Almeida, todos na Seleção Brasileira Sub-23. No Corinthians, Geninho ficou sem Kléber e Pingo, contundidos, além de Ânderson, Moreno e Leandro, suspensos.

O jogo

A grande novidade para o time da Baixada Santista foi o retorno de Elano, que foi improvisado na lateral e criou as jogadas mais perigosas dos primeiros minutos.

Aos 3min, Elano lançou Nenê, que perdeu um gol incrível, mas o lance já estava paralisado porque o atacante estava impedido. Seis minutos mais tarde, ele cobrou escanteio na cabeça de André Luís, que mandou no meio do gol para fácil defesa de Doni.

No melhor lance do time de Parque São Jorge, o atacante Liédson aproveitou um cruzamento do lateral Vinícius e, da pequena área, cabeceou por cima do gol.

Mas o Santos estava melhor e conseguiu abrir o placar aos 13min: o atacante Nenê avançou pela esquerda e bateu cruzado para a bola ainda desviar em Fábio Luciano antes de entrar no cantinho.

Atrás no marcador, o Corinthians partiu para cima do adversário e passou a criar as chances mais perigosas. O goleiro Fábio Costa foi exigido em três lances seguidos e fez grandes defesas. Na mais importante delas, aos 29min, Gil aproveitou um bate-rebate e chutou da entrada da área para Fábio Costa operar um milagre.

O Santos se encolheu bastante e praticamente não teve mais nenhum lance. A única chance aconteceu em um cruzamento de Elano para Ricardo Oliveira acertar a trave, mas o atacante estava em posição irregular.

A última jogada da primeira etapa aconteceu aos 42min, quando o lateral do Corinthians Rogério desperdiçou uma grande oportunidade ao cobrar falta por cima do gol.

Os visitantes voltaram do intervalo com uma alteração do intervalo: o técnico Emerson Leão colocou o zagueiro Preto no lugar de Pereira, que já havia recebido um cartão amarelo no primeiro tempo.

Com o setor defensivo santista mais bem postado, o Santos equilibrou a partida, que ficou sem grandes lances de emoção no início da segunda etapa. Aos 8min, o corintiano Gil subiu mais que a zaga rival e cabeceou para fora depois de cobrança de escanteio.

Elano, que foi uma das principais peças na armação de jogadas, sentiu cansaço depois de 20 dias afastado dos gramados e foi substituído pelo lateral Reginaldo Araújo. Leão aproveitou e, aos 25min, colocou Rubens Cardoso no lugar do meia Jerri, que não esteve bem na partida.

Geninho resolveu colocar o Corinthians no ataque e fez duas alterações, colocando o meia Renato e o atacante Leandro Amaral nos lugares de Jorge Wagner e Fabrício. A torcida não poupou o treinador e o chamou de burro.

Até que, no último minutos, os dois jogadores salvaram seu comandante. Leandro Amaral empatou a partida depois de aproveitar o rebote de Fábio Costa em uma falta cobrada por Renato. Nos acréscimos, uma confusão generalizada tomou conta do gramado e interrompeu a partida por cinco minutos.

Paysandu 2 x 1 Santos

Data: 23/10/2002, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 20ª rodada
Local: Estádio do Mangueirão, em Belém, PA.
Público: 34.023
Renda: N/D
Árbitro: Antonio Pereira da Silva (GO)
Cartões amarelos: Sandro, Márcio e Jóbson (P); Alberto e Robert (S).
Cartão vermelho: Diego (S).
Gols: Zé Augusto (11-1) e Elano (13-1); Vandick (42-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Maurinho (Pereira), Preto, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Wellington) e Robert (Bernardi); Diego e Alberto.
Técnico: Emerson Leão

PAYSANDU
Marcão; Marcos, Gino, Márcio e Souza; Sandro (Vandick), Vânderson, Jóbson e Wélber (Valdomiro); Zé Augusto e Balão (Albertinho)
Técnico: Hélio dos Anjos


Em jogo tumultuado, Santos perde do Paysandu em Belém

Em uma partida que terminou de forma tumultuada, o Paysandu venceu o Santos por 2 a 1, hoje, estádio Mangueirão, em Belém do Pará, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a terceira derrota consecutiva do Santos, que tem 32 pontos. O Paysandu, que briga para sair do rebaixamento, tem 22.

A confusão começou aos 42min do segundo tempo, quando Jóbson lançou Vandick, que marcou o segundo gol do Paysandu. Os jogadores reclamaram muito de impedimento -que não existiu- e partiram para cima do auxiliar.

Os policiais correram para protegê-lo. Na confusão, o zagueiro Preto levou uma forte pancada na cabeça, caiu sangrando em campo e precisou ser levado de ambulância para fora do estádio. O técnico Émerson Leão foi atingido por gás de pimenta nos olhos. A partida ficou interrompida por 28 minutos.

O começo do primeiro tempo foi muito movimentado. Logo a 1min, o lateral-esquerdo Léo derrubou Balão dentro da área e o árbitro goiano Antonio Pereira da Silva marcou a penalidade.

Para sorte do Santos, Jóbson cobrou muito fraco, no canto esquerdo de Júlio Sérgio, que defendeu com facilidade.

Apesar da chance desperdiçada, o Paysandu não desanimou e continuou buscando o primeiro gol da partida. Aos 11min, o lateral-direito Marcos cruzou da direita, Júlio Sérgio não conseguiu afastar e a bola sobrou para Zé Augusto, que completou de pé esquerdo com o gol vazio.

Mas o Santos não demorou muito para chegar ao empate. Dois minutos depois, Robert, que substituiu o suspenso Robinho, cruzou na cabeça de Preto, que ajeitou para Elano, completamente livre, tocar de cabeça.

O Paysandu foi perigoso no primeiro tempo, mas os erros de passe impediram a equipe paraense de chegar com mais frequência ao ataque.

Aos 38min, o Santos perdeu Diego. Ele revidou uma entrada de Sandro com um pontapé. O árbitro viu e colocou o meio-campista santista para fora da partida.

Com um jogador a menos, o Santos passou o segundo tempo inteiro se defendendo. O Paysandu, apesar de dominar a partida, errava muito os passes e não conseguia chegar na área do adversário.

Aos 42min, o Paysandu fez o gol que que lhe garantiu os três pontos -e criou todo o tumulto.



Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Diego pisando no escudo do São Paulo.

São Paulo 3 x 2 Santos

Data: 16/10/2002, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 18ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 54.023
Renda: R$ 535.995,00
Árbitro: Cleber Wellington Abade (SP)
Cartões amarelos: Maldonado, Luís Fabiano e Rogério Ceni (SP); André Luís e Júlio Sérgio (S).
Cartões vermelhos: Paulo Almeida (S); Ameli e Kaká (SP).
Gols: Luís Fabiano (12-2), Reinaldo (14-2), Robert (26-2), Diego (38-2, de pênalti) e Ricardinho (44-2, de pênalti).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Gabriel, Ameli, Jean e Jorginho Paulista; Maldonado, Fábio Simplício, Kaká e Ricardinho; Luís Fabiano (Júlio Santos) e Reinaldo
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Júlio Sérgio; Maurinho (Robert), André Luís, Alex (Pereira) e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (William) e Diego; Robinho e Alberto
Técnico: Émerson Leão


Em jogo dramático, São Paulo vence o Santos e assume a liderança

O clássico paulista entre São Paulo e Santos sugeria um jogo cheio de gols. E foi. A badalação que envolvia o confronto entre os dois times mais ofensivos do país apontava uma noite emocionante. E foi mais do que isso. Além da chuva de gols, a partida teve a dramaticidade que caracteriza os grandes clássicos e terminou em polêmica.

Diante de um Morumbi lotado, o São Paulo derrotou o Santos por 3 a 2, ultrapassou o rival na tabela de classificação e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, com 34 pontos, dois a mais do que o adversário, que tem o mesmo número que o São Caetano. O time do ABC joga nesta quinta contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

Luis Fabiano e Ricardinho, ambos de pênalti, e Reinaldo marcaram os gols para os anfitriões. Robert, em chute de primeira da entrada da área, e Diego, também de pênalti, fizeram para os visitantes.

No duelo das reveleções, os santistas foram melhor no primeiro tempo. Diego e Robinho infernizaram a defesa são-paulina, mas não consegiram reverter em gols as boas jogadas.

No segundo tempo, foi a vez de o São Paulo dominar, comandado por Kaká. O meia-atacante sofreu o pênalti batido por Luis Fabiano e, em seguida, deu o passe para Reinaldo marcar.

Mas, assim como destacou-se positivamente, a maior revelação são-paulina dos últimos anos também se sobressaiu negativamente. Kaká fez o pênalti que levou o Santos ao empate e, logo depois, foi expulso de campo. O argentino Ameli e o santista Paulo Almeida também receberam o cartão vermelho.

O jogo

No primeiro tempo só deu Santos. A equipe da Baixada Santista desperdiçou pelo menos uma chamce clara de gol aos 22min, quando Robinho ganhou na velocidade da zaga são-paulina, ficou cara a cara com Rogério Ceni, mas chutou à esquerda do goleiro.

A etapa final foi tão movimentada quanto a primeira, mas repleta de gols. O São Paulo abriu o placar aos 14min do segundo tempo. Reinaldo lançou Kaká na entrada da área; o meia entrou em velocidade e driblou o goleiro Júlio Sérgio, que o derrubou. O árbitro Cleber Wellington Abade marcou pênalti, que Luis Fabiano converteu no canto esquerdo alto do goleiro.

O gol desestruturou o time da cidade litorânea, e os anfitriões marcaram o segundo dois minutos depois. Kaká fez boa jogada pelo meio e enfiou para Reinaldo na esquerda, que bateu cruzado, na saída de Júlio Sérgio; a bola ainda tocou na trave esquerda do goleiro antes de entrar.

Aos 19min, o volante Paulo Almeida foi expulso após cometer falta em Kaká.

Mas a festa são-paulina durou pouco. Aos 26min, o Santos empatou em uma jogada pela esquerda de Léo, que Robert completou no ângulo direito de Rogério.

Era o começo da reação santista e a vez do São Paulo se desestabilizar. No lance seguinte, novamente em uma arrancada de Léo pela esquerda, o argentino Ameli foi expulso após um carrinho violento.

Aos 33min, Kaká, que havia recebido um amarelo dez minutos antes, cometeu falta em Léo na área e também foi expulso. O juiz marcou pênalti, e teve início uma grande polêmica.

“Fiz um pênalti infantil, na hora que não precisava”, lamentou o principal astro são-paulino.

O garoto Diego, de 17 anos, principal revelação do time santista, cobrou, Rogério se adiantou e defendeu. O árbitro, atendendo marcação do bandeirinha, mandou voltar a cobrança. O goleiro são-paulino, capitão da equipe, chegou a empurrar o juiz, mas levou apenas o amarelo. Desta vez Diego bateu forte, no canto esquerdo do goleiro são-paulino e empatou o jogo.

Enquanto os donos da casa reclamavam com a arbitragem, Diego tirou a
camisa e foi comemorar o gol sambando em cima do símbolo do São Paulo, que fica na beira do gramado. A atitude do meia revoltou a torcida e os jogadores rivais. Santistas e são-paulinos trocaram tapas e empurrões e retardaram o reinício da partida em cinco minutos.

Aos 44min, inflamado pela torcida, o São Paulo chegou ao gol da vitória novamente de pênalti, cometido por Léo em Reinaldo, na entrada da área.

Ricardinho cobrou no canto esquerdo rasteiro do goleiro Júlio Sérgio. Na comemoração, o meia, principal contratação do clube nos últimos anos, ajoelhou-se sobre o mesmo símbolo que Diego festejou o gol, e saudou sua torcida.

Diego samba no escudo tricolor causando a fúria dos adversários e o delírio da torcida santista














Fontes:
– Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/2002/10/17/20//66990
– Revista Lance.

Santos 0 x 1 São Paulo

Data: 25/03/1990, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 15.622 pagantes
Renda: Cr$ 1.680.600,00
Árbitro: Osvaldo dos Santos Ramos
Cartões vermelhos: Márcio Rossini e Serginho Chulapa (S); Zé Teodoro (SP).
Gol: Ney Bala (03-1).

SANTOS
Sérgio; Índio, Márcio Rossini, Luiz Carlos e Marcelo Veiga; César Sampaio, Axel e Derval (Kazu); Zé Humberto, Paulinho McLaren e Sérgio Manoel (Camilo).
Técnico: Pepe

SÃO PAULO
Gilmar; Zé Teodoro, Adílson, Ricardo Rocha e Nelsinho; Vizoli, Raí e Bobô; Mário Tilico, Ney Bala (Márcio) e Renatinho (Cafu).
Técnico: Carlos Alberto Silva



São Paulo bate Santos em clássico tumultuado

Briga protagonizada por Serginho Chulapa e Zé Teodoro resulta em três expulsões.

Fonte: Jornal Folha de SP