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Inter de Limeira 1 x 2 Santos

Data: 25/03/2000, sábado.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Major José Levy Sobrinho, em Limeira, SP.
Público e renda: N/D
Árbitros: Ilson Honorato dos Santos e Tadeu Bosco da Cruz.
Cartões vermelhos: Samuel (I) e Claudiomiro (S).
Gols: Valdir (46-1), Edmundo (06-2) e Caio (46-2).

INTER DE LIMEIRA
Régis; Dirlei (Carlos Roberto), Jorginho, Samuel e Creisler; Daniel Frasson, Élder (Danilo), Émerson e Luciano; Paulinho e Edmundo (Marquinhos).
Técnico: Basílio

SANTOS
Carlos Germano; Michel, Galván, Márcio Santos e Dutra (Rubens Cardoso); Baiano (Anderson Luiz), Claudiomiro, Valdo e Robert (Caio); Valdir Bigode e Dodô.
Técnico: Carlos Alberto Silva



Sem Rincón, Santos ofensivo coloca sua recuperação à prova (Em 25/03/2000)

Sem o volante Rincón, convocado para a seleção colombiana, o Santos joga hoje em Limeira, contra a Inter, com o objetivo de provar que a goleada de 7 a 2 sobre o Araçatuba não decorreu apenas da fragilidade do rival.

O esforço para consolidar a recuperação da equipe deverá levar o técnico Carlos Alberto Silva a dispensar a armação tática defensiva que ele normalmente costuma utilizar em jogos fora de casa.

A tendência de Silva para o jogo de hoje é usar, no lugar de Rincón, o atacante Caio, atualmente na reserva, e escalar Valdo, que vinha atuando como meia avançado, na posição ocupada pelo colombiano.

Foi essa a alternativa que o técnico adotou quando, a fim de se poupar, Rincón pediu para sair durante a partida contra o Araçatuba. “O Valdo foi muito bem. Não sabia que ele jogava tanto como volante”, disse o treinador.

Valdo disse que não terá dificuldades se for escalado no setor. “Já atuei assim no Cruzeiro, na Europa e no Japão.”

A partida de hoje será a primeira do Santos no campeonato sem Rincón. “Ele vai fazer muita falta, mas a disputa por um lugar no time é grande. Quem entrar vai querer se manter na equipe, então acabará suprindo a ausência”, disse o lateral Dutra.

A outra opção de Carlos Alberto Silva para armar o time sem Rincón seria a solução convencional de fechar o meio-campo, com a substituição do colombiano por um dos dois volantes de marcação, Claudiomiro ou Anderson, que voltaram a ter condição de jogo após cumprirem suspensão contra o Araçatuba.

Embora a preferência seja por Valdo, o técnico não quis antecipar sua decisão e disse que só confirmará qual formação colocará em campo depois de conhecer a escalação da Inter de Limeira, que disputa com o Santos a liderança do Grupo 6 -ambos têm sete pontos.

O procedimento de esconder a equipe é quase uma praxe do treinador. No vestiário do Morumbi, antes do clássico em que foi goleado por 5 a 1 pelo Corinthians, Silva segurou o quanto pôde a divulgação do papel com a lista dos titulares. A menos de dez minutos do início da partida, a escalação não tinha sido anunciada.

Na Inter, o ambiente é de euforia. “O Basílio (técnico da equipe) mudou o esquema aqui e o astral. Temos até brincadeira entre o grupo agora”, afirmou o lateral Carlos Roberto.

Sem querer ficar com a responsabilidade pela boa fase, Basílio diz que o incentivo é a melhor arma para a classificação. “Todos são de fundamental importância, e os jogadores têm que saber que o Paulista é a vitrine do futebol”, afirmou.


Santos 1 x 0 Ponte Preta

Data: 12/03/2000, domingo.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.806 pagantes
Renda: R$ 123.480,00
Árbitros: Romildo Correa e Marcelo Cansian
Gol: Caio (08-1).

SANTOS
Carlos Germano; Baiano, Márcio Santos, Galván e Dutra; Anderson Luiz, Rincón, Robert e Caio (Eduardo Marques); Dodô (Claudiomiro) e Valdir (Deivid).
Técnico: Carlos Alberto Silva

PONTE PRETA
Adriano; Alex, André Santos, Ronaldão e Clodoaldo (Adrianinho); Dionísio (Macedo), Fabinho, Mineiro e Vânder; Narcizio (Claudinho) e Fabiano.
Técnico: Estevam Soares



Santos supera a Ponte em “jogo limpo”

Mesmo com vitória, torcida santista vaia equipe e pede a demissão do técnico Carlos Alberto Silva

O Santos sofreu no segundo tempo da partida de ontem à tarde, na Vila Belmiro, para conseguir garantir a magra vitória de 1 a 0 sobre a Ponte Preta.

O jogo foi o único desta fase do Paulista que não teve nenhum cartão amarelo nem vermelho.

O time santista teve um desempenho satisfatório no primeiro tempo, quando marcou o único gol da partida. A equipe saiu para o intervalo aplaudida, mas, na segunda etapa, teve de suportar as vaias da torcida e a pressão do adversário para segurar o resultado.

Apesar da vitória, o técnico Carlos Alberto Silva continua em situação delicada. Pouco antes do final do jogo, os torcedores entoaram o coro “ô, ô, ô, queremos treinador” e xingaram Silva de “burro”, a exemplo do que ocorreu no amistoso contra o Atlético-PR, empatado em 0 a 0.

No primeiro tempo, o Santos dominou a partida e criou várias chances de gol. Com o adversário fechado na defesa, o time trocava passes na intermediária, à espera da abertura de espaços que permitissem lançamentos para os meias Caio e Robert e para os atacantes Dodô e Valdir, todos em constante movimentação.

No meio-campo, a bola passava necessariamente pelos pés do capitão Rincón, que estreou na Vila Belmiro e atuou mais recuado, à frente da zaga, comandando o time e orientando o posicionamento, como fazia no Corinthians.

O gol santista saiu aos 7min, em um lance fortuito. Baiano errou uma cobrança de falta da direita. A bola bateu na barreira e saiu. Na cobrança do escanteio, pelo próprio Baiano, Caio se adiantou aos zagueiros e marcou de cabeça.

Mesmo depois de sofrer o gol, o time campineiro se manteve atrás, arriscando chutes de longa distância ou tentando surpreender em contra-ataques.
Em dois desses lances, quase empatou. No primeiro, aos 26min, Fabiano recebeu a bola dentro da área, driblou Márcio Santos, mas, quando ia concluir, foi travado por Rincón.

No segundo, em novo contragolpe dois minutos depois, o chute de Vander passou perto da trave direita de Germano.

O destaque santista era o meia Robert, principal articulador das jogadas ofensivas do time, com lançamentos perfeitos e boas arrancadas com a bola dominada.

Homenageado antes da partida por um “gol de placa” que marcou contra o Rio Branco em 96, em sua primeira passagem pelo Santos, Robert quase fez outro.

Aos 48min, recebeu de Baiano na entrada da área, viu o goleiro Adriano adiantado e tentou encobri-lo, mas a bola passou por cima do travessão.

No segundo tempo, a Ponte voltou pressionando em busca do empate. E quase conseguiu, aos 7min. Após descida de Alex pela direita, Fabiano recebeu sozinho na entrada da pequena área e acertou o travessão do goleiro Carlos Germano.

Dominado e já recebendo vaias da torcida, o Santos só conseguiu reagir aos 14min. Em um contra-ataque, Dodô lançou Valdir entre os zagueiros. Livre, o atacante chutou, o goleiro Adriano rebateu, mas o ataque santista desperdiçou o lance.

Na sequência, porém, o time continuou desorganizado e exibindo um futebol bastante inferior ao da primeira etapa. Não conseguia trocar passes, e a bola saía da defesa diretamente para o ataque, em chutões dos zagueiros e do goleiro Carlos Germano.

Com as entradas dos meias Adrianinho e Claudinho e do atacante Macedo na Ponte, os papéis se inverteram entre as duas equipes. O time campineiro passou a acuar o Santos em seu campo, e a equipe da Vila tentava sobreviver à custa de contra-ataques.

O coro de “burro” gritado pela torcida para o técnico Carlos Alberto Silva começou aos 38min, quando, a fim de tentar garantir o resultado, ele trocou o atacante Dodô pelo volante de marcação Claudiomiro. Aos 49min, à beira do campo, o técnico gritava para os árbitros, pedindo o encerramento da partida.

Para técnico, vencer é o que importa

O técnico Carlos Alberto Silva e os jogadores do Santos adotaram o mesmo discurso após a partida, de que mais importante do que o desempenho irregular da equipe foram os três pontos conquistados.

Silva demonstrou conformismo com as vaias endereçadas a ele, “desde que os jogadores sejam poupados”.

“Isso já virou festa aqui em Santos porque outros treinadores que passaram pelo clube também já sofreram. Acho que um time que chutou 21 bolas ao gol teve boa participação”, declarou.

Para o treinador, a Ponte Preta explorou no segundo tempo a intranquilidade que as vaias provocaram no time. “A equipe estava tentando jogar, mas isso provoca ansiedade, e o adversário tirou proveito.”

“O torcedor quer mais porque o clube fez muitas contratações. Mas ainda falta muita coisa”, afirmou o goleiro Carlos Germano.

O atacante Valdir, que, a exemplo de Rincón, estreou ontem na Vila Belmiro, disse ter estranhado as críticas. “Acho que o torcedor tem direito de se manifestar, mas na vitória é difícil entender.”

A esperança de Carlos Alberto Silva para uma melhora significativa no time está agora no meia Valdo, que estreará no clássico de domingo contra o Corinthians.

Juiz e Rincón irritam campineiros

A Ponte Preta culpou pela derrota a arbitragem e a manobra política do Santos, que conseguiu antecipar o julgamento do volante Rincón, expulso contra a Matonense e absolvido pelo Tribunal de Justiça Desportiva.

O técnico Estevam Soares disse que o time ficou emocionalmente abatido quando recebeu a notícia, após o treino de sexta-feira.

“O Santos não precisava disso. Não que o Rincón seja um Pelé, mas ele controla a equipe. Treinamos sem prever essa situação e os garotos sentiram o que poderia vir pela frente”, declarou.

O treinador e os jogadores também reclamaram um gol anulado aos 14min do primeiro tempo. “Foi legítimo”, disse o lateral Alex. “Quando entraram os grandes, a coisa começou a complicar, já na segunda rodada”, afirmou Estevam Soares.


Botafogo 0 x 2 Santos

Data: 06/02/2000, domingo, 19h00.
Competição: Torneio Rio São Paulo
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 7.140 pagantes
Renda: R$ 55.073,00
Árbitro: Sérgio Corrêa da Silva (SP).
Assistentes: Mário Luiz Augusto (SP) e José Cláudio Paranhos (RJ).
Cartões amarelos: Anderson (S) e Sandro (B)
Gols: Dodô (39-1) e Caio (23-2).

BOTAFOGO
Wágner; Marcelinho, Sandro, Váldson e Misso; Renato (Róbson), Reidner, Djair e Sérgio Manoel (Alexandre Gaúcho); Rodrigo e Zé Carlos (Caio).
Técnico: Joel Santana

SANTOS
Nei; Michel, Galván, Márcio Santos (Jean) e Rubens Cardoso; Anderson Luis, Dutra (Élder), Adiel e Caio; Dodô e Weldon (Deivid).
Técnico: Carlos Alberto Silva



Santos conquista primeira vitória

O Santos conquistou a sua primeira vitória no Torneio Rio-São Paulo, no estádio do Maracanã, contra o Botafogo, por 2 a 0.

Apesar do resultado, ainda são remotas as chances de classificação da equipe, que continua em último lugar no Grupo A, com quatro pontos -um a menos que o Flamengo.

O São Paulo lidera com 12 pontos, seguido do Botafogo, com 7, que sofreu ontem a sua segunda derrota na competição.

Além de comemorar a primeira vitória após uma série de três derrotas e um empate nas rodadas iniciais do Rio-São Paulo, o Santos tem uma festa programada para hoje, às 11h30, para receber o goleiro Carlos Germano, contratado junto ao Vasco.

O técnico santista, Carlos Alberto Silva,que havia anunciado uma formação defensiva, com três zagueiros, mudou de idéia de última hora e escalou Dutra no meio-campo, em vez de Jean na defesa, como estava planejado.

Cautelosos, um estudando o outro, os dois times tiveram um desempenho fraco no primeiro tempo da partida.

A tática para tentar chegar ao gol era a mesma em ambas as equipes. O Botafogo apostava na velocidade de Zé Carlos nos contra-ataques. O Santos, na velocidade de Weldon.

O time carioca por pouco não abriu o placar aos 22min. O atacante Zé Carlos superou o zagueiro Márcio Santos (que fazia a sua estréia no time santista), ao receber um lançamento na área, mas, no cabeceio, mandou a bola na trave superior do goleiro Nei.

Aos 33min, em cobrança de falta de Sérgio Manoel, Nei levou outro susto. A bola passou rente à trave e foi para fora.

Na única oportunidade do Santos na etapa inicial, em uma cobrança de falta em frente à entrada da área, Dodô marcou o primeiro gol da partida, aos 39min. Ele bateu com perfeição, por cima da barreira, no canto direito do goleiro Vágner, que tinha um outro adversário para a defesa: a chuva forte que atingiu o Maracanã a partir dos 37min.

Jogadores de ambos os times deixaram o campo no intervalo demonstrando irritação com o futebol que suas equipes estavam apresentando.

“Não estamos jogando nada. Está faltando vontade. O time está devagar. Desse jeito não vamos nos classificar nunca”, afirmou o botafoguense Djair.

“Abrimos o placar no primeiro tempo, mas sabemos que não estamos bem”, afirmou Dodô.

As reclamações demonstraram ter surtido efeito no segundo tempo, com um jogo bem mais movimentado, dominado pelo time da casa, que entrou pressionando. Em busca de uma reação, o técnico Joel Santana trocou Renato por Róbson para tentar dar mais força ao ataque do Botafogo.

Com a alteração, os cariocas criaram a primeira chance concreta de gol aos 9min, em uma jogada individual de Zé Carlos. Ele driblou os zagueiros Márcio Santos e Galván. Na hora de finalizar, no entanto, Nei estava bem posicionado e defendeu.

Zé Carlos desperdiçou nova oportunidade aos 16min, depois de o goleiro Nei, em uma defesa, rebater a bola nos seus pés, dentro da área. No arremate, ele chutou forte para o alto.

Apesar do amplo domínio botafoguense, a sorte estava com o Santos, que conseguiu converter em gol o seu primeiro contra-ataque na segunda etapa, aos 23min.

Rubens Cardoso fez um cruzamento da esquerda, a bola desviou no braço de Sandro e sobrou na medida para Caio, que vinha de trás, pelo meio, ampliar.

Por pouco o Botafogo não marcou aos 41min, após cobrança de falta feita por Sandro. A bola ficou rebatendo na área até o juiz marcar uma falta de ataque.

O Santos, que cresceu em campo após o segundo gol, ainda criou outras duas oportunidades de gol antes do apito final.





Santos monta retranca no Rio (Em 06/02/2000)

O Santos deverá usar três zagueiros, em uma formação mais defensiva, na partida contra o Botafogo no Maracanã, apesar da “necessidade moral” de uma vitória, segundo o técnico Carlos Alberto Silva.

O time, cujas chances de classificação para a próxima fase do Torneio Rio-São Paulo são remotas, faz uma péssima campanha na competição: conquistou apenas um ponto em quatro jogos.

A partida marca a estréia do zagueiro Márcio Santos (ex-São Paulo). Se o técnico decidir por três zagueiros, Márcio Santos atuará como líbero, ao lado Galván e Jean.

O jogador disse que encara com tranquilidade a estréia no Santos, apesar, segundo ele próprio, de não estar na melhor forma física.

Sobre a possibilidade de jogar como líbero, Márcio Santos falou que não terá nenhum problema, pois já atuou nessa posição quando defendeu o Ajax, da Holanda.

Contratado do América de Rio Preto por R$ 1 milhão, o atacante Weldon, 19 anos, que disputou a Taça São Paulo pelo Santos, deve sair jogando ao lado de Dodô.

As declarações do goleiro Nei, que nos últimos dias expressou sua insatisfação com a contratação do goleiro Carlos Germano, levou a diretoria do Santos a divulgar uma carta oficial de censura à atitude do jogador.

Na nota, a diretoria do clube diz que “cabe a cada um dos atletas mostrar competência e profissionalismo para, exclusivamente dentro de campo, conquistar uma vaga de titular no time”.


São Paulo 5 x 2 Santos

Data: 26/01/2000, quarta-feira, 20h30.
Competição: Torneio Rio SP – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 3.070 pagantes
Renda: R$ 26.759,00
Árbitro: Léo Feldman (RJ)
Auxiliares: Francisco Augusto (RJ) e Jovair Miranda (SP).
Cartões amarelos: Beletti e Wilson (SP); Anderson Lima, Marcelo Silva, Claudiomiro e Eduardo Marques (S).
Gols: França (20-1), França (22-1), Dodô (34-1, de pênalti) e Evair (45-1); França (02-2), Evair (17-2) e Caio (47-2).

SANTOS
Nei; Anderson Lima, Galván, Jean e Rubens Cardoso; Claudiomiro, Marcelo Silva, Eduardo Marques (Michel) e Adiel (Caíco); Caio e Dodô (Rodrigão).
Técnico: Carlos Alberto Silva.

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Beletti, Wilson, Paulão e Ricardinho; Edmílson, Vagner, Souza (Raí) e Marcelinho (Alexandre); França e Evair (Carlos Miguel).
Técnico: Levir Culpi



Santos falha, e São Paulo goleia

Aproveitando as falhas da defesa do Santos, o São Paulo venceu o clássico de ontem, no Morumbi, por 5 a 2, com três gols de Evair e dois de França.

Foi a segunda derrota seguida do time da Vila Belmiro no Rio-São Paulo. Na estréia, os santistas perderam em casa para o Botafogo-RJ por 3 a 0.

Além de vencer a partida com facilidade, os jogadores do São Paulo conseguiram cumprir a ordem do técnico Levir Culpi de evitar os cartões vermelhos.

O jogo começou com as duas equipes errando muito passes. Os erros da zaga santista, que teve a estréia do argentino Galván, começaram a comprometer aos 20min, quando aconteceu o primeiro gol da partida.

França recebeu de Evair, livrou-se com facilidade do zagueiro Jean e tocou por cima do goleiro Nei para fazer 1 a 0.

O Santos sentiu o baque e sofreu o segundo gol dois minutos depois. Claudiomiro falhou ao tentar afastar a bola, Evair não conseguiu pegar, mas França, que estava livre, marcou.

Com a vantagem, o São Paulo diminuiu o ritmo. O juiz Léo Feldman marcou pênalti de Ricardinho em Ânderson, aos 34min. Dodô cobrou no canto esquerdo de Rogério, que foi na bola, mas não defendeu. Os são-paulinos não se conformaram com a marcação.

A pressão santista aumentou, mas outra falha da defesa enterrou os planos de conseguir o empate ainda no primeiro tempo.

Aos 45min, Claudiomiro falhou outra vez ao tentar cortar um cruzamento, e Evair ficou sozinho para marcar.

Logo aos 2min do segundo tempo, o São Paulo fez o quarto, em outra falha de marcação. Belletti chutou de fora da área, Nei espalmou para frente, e França, sozinho, marcou seu terceiro.

A jogada do quinto gol começou com Marcelinho, que chutou forte. A bola desviou em França e sobrou para Evair, livre, marcar. Nos descontos, Caio fez o segundo do Santos.


Goiás 2 x 5 Santos

Data: 19/02/1998, quinta-feira, 21h40.
Competição: Copa do Brasil – Primeira fase – Jogo de ida
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 7.968 pagantes
Renda: R$ 69.640,00
Árbitro: César Gilberto Pastro
Gols: Caio (08-1), Ânderson Lima (17-1) e Müller (33-1); Dill (17-2), Müller (20-2), Ânderson Lima (26-2) e Luis Paulo (45-2).

GOIÁS
Kléber (Marcos); Andrei, Silvio Criciúma e Marquinhos; Betinho (Araujo), Tulio, Josué e Reidner; Aloísio, Alex Dias (Luis Paulo) e Dill.
Técnico: Amado Bucar

SANTOS
Zetti; Narciso (Élder), Ronaldão e Argel; Ânderson Lima, Marcos Assunção, Jorginho (Arinélson), Caíco e Dutra (Ronaldo Marconato); Caio e Müller.
Técnico: Emerson Leão



Leão supera Luxemburgo em eficiência

Apesar de custar menos, atual treinador santista tem desempenho estatístico melhor do que seu antecessor

Além de melhores resultados, o Santos de Emerson Leão é mais eficiente do que o comandado por Wanderley Luxemburgo em quase todos os critérios estatísticos.

Com apenas duas novidades em relação ao time do Brasileiro de 1997 – o zagueiro Argel e o meia Jorginho-, o Santos atual comete menos faltas do que o anterior, faz mais assistências e finalizações e perde menos bolas.

Também, a equipe joga melhor fora de seu estádio, a Vila Belmiro. Antes da partida de ontem, contra o Goiás, o Santos já venceu três dos quatro jogos que fez fora de seus domínios, ou 75% do total.

No Brasileiro-97, quando era treinado por Luxemburgo, o time venceu 1 das 15 partidas que jogou fora, ou apenas 6% do total,
Leão também consegue virar mais jogos que Luxemburgo.

No ano passado, treinando o Atlético-MG no torneio nacional, o treinador conseguiu vencer seis partidas em que sua equipe estava perdendo, contra apenas duas de Luxemburgo.

Na primeira fase do Rio-São Paulo, em duas partidas que o Santos perdia, contra São Paulo e Fluminense, fez alterações, e os jogadores que entraram marcaram os gols de empate.

O Santos atual é mais equilibrado na defesa e no ataque.

No Torneio Rio-São Paulo, a equipe tem médias de 1,71 gol marcado e 0,85 sofrido. No último Campeonato Brasileiro, essas médias foram de 1,55 no ataque e 1,39 na defesa.

Contratado no final do ano passado, depois do pedido de demissão de Luxemburgo, que passou ao Corinthians, Leão também trouxe economia ao clube.

O técnico recebe cerca de R$ 75 mil mensais, ou 25% menos que seu antecessor.

O presidente do Santos, Samir Abdul Hak, não faz comparações de trabalho, mas se entusiasma com o trabalho de Leão e discorda que o técnico não tenha a fama do ex-treinador do time.

“Ele é excepcional e tem até mais nome que o Luxemburgo”, diz o dirigente.

“Mudei jeito de pensar”

Depois de passagens pelo futebol japonês e da boa campanha com o Atlético-MG no Brasileiro do ano passado, o técnico Emerson Leão volta a trabalhar numa grande equipe do futebol paulista.

Antes, treinou o Palmeiras, mas, ainda sem as contratações milionárias da Parmalat, não conseguiu ser campeão no clube que o projetou como jogador.

Da concentração do Santos em um hotel de Goiânia, onde o time jogaria ontem contra o Goiás, pela Copa do Brasil, o técnico falou à Folha.

Repórter – Com praticamente o mesmo time, o Santos melhorou muito em relação a 97. O que mudou?
Emerson Leão – Nesse pouco tempo, nós já mudamos um pouco a forma de pensar dos jogadores.
O Santos tem tradição de futebol-arte, e isso deve continuar, mas hoje você precisa de um sentido de equipe. Num time com poucas estrelas, os atletas devem ter mais responsabilidades, e isso os atletas entenderam.

Repórter – Em dois jogos do Rio-São Paulo que o time perdia, você fez alterações, e os jogadores que entraram marcaram os gols de empate. A que você atribui esse fato?
Leão – Eu nunca me omito. Mudo o time toda vez que necessário e, com isso, mostro aos reservas que eles não são enfeites.



Leão limita folgas de Carnaval depois de partida contra Goiás

O técnico Emerson Leão decidiu diminuir as folgas de Carnaval dos atletas do Santos. Hoje, a equipe enfrenta o Goiás, às 21h40, em Goiânia, pela Copa do Brasil.

Segundo o treinador, a equipe precisa um tempo maior de preparação para enfrentar o Botafogo, na próxima semana, no jogo de volta das semifinais do Torneio Rio-São Paulo.

Anteontem, o Santos conseguiu um bom empate, em 0 a 0, no Rio de Janeiro, com a equipe carioca.

Após a partida de hoje, os jogadores santistas terão apenas dois dias para aproveitar o feriado do Carnaval -amanhã e sábado. Voltam aos treinos no domingo.

“Estamos enfrentando uma maratona de jogos. Por isso, precisamos treinar mais para manter o ritmo em todas competições”, afirmou o treinador.

O Santos terá a volta hoje do meia Marcos Assunção, que estava com a seleção brasileira nos EUA, disputando a Copa Ouro.

A principal preocupação do técnico do Goiás, Amado Bucar, é o apoio que os laterais Dutra (esquerdo) e Ânderson (direito) dão ao ataque do Santos.

“Se deixar os laterais atuarem como nas últimas partidas, tudo complica”, afirmou o treinador do time goiano.

Bucar armou sua equipe para tentar barrar as jogadas de linha de fundo de Dutra e Ânderson e pediu atenção especial sobre Jorginho e Müller.

“O Santos, ao lado do Palmeiras, é que tem apresentado o melhor futebol neste início de temporada. Não se pode dar espaço”, afirmou o técnico.

O único desfalque no time é o centroavante Fernandão, 19, campeão mundial sub-20 e que sofreu uma entorse no tornozelo.