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Vídeo: (1) Melhores momentos e (2) Repostagem Globo Esporte.

Santos 2 x 0 Universidad de Chile

Data: 26/09/2012, quarta-feira, 19h00.
Competição: Recopa Sul-Americana – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 23.876 presentes (22.388 pagantes).
Renda: R$ 651.890,00
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa e Miguel Nievas (ambos do URU).
Cartões amarelos: Adriano e Durval (S); Rojas, Martínez, Gonzalez e Lorenzetti (U).
Gols: Neymar (27-1); Bruno Rodrigo (15-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (Éwerthon Páscoa), Bruno Rodrigo, Durval e Léo (Gérson Magrão); Adriano, Arouca, Felipe Anderson e Patito Rodríguez (Miralles); Neymar e André.
Técnico: Muricy Ramalho

UNIVERSIDAD DE CHILE
Jhonny Herrera; Acevedo (Paulo Magalhães), González, Rojas, Mena; Martínez, Rodríguez (Francisco Castro), Aránguiz (Marino) e Lorenzetti; Ubilla e Gutiérrez.
Técnico: Jorge Sampaoli



Santos bate La U, conquista inédita Recopa e volta a sorrir em seu centenário

Neymar perde pênalti, mas deixa sua marca e decide partida complicada contra time chileno

Em meio a um Campeonato Brasileiro decepcionante e vivendo dias turbulentos desde a saída de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo , o Santos arrumou novamente um motivo para sorrir no ano de seu centenário. Após conquistar o tricampeonato paulista no começo do ano, o time praiano venceu nesta quarta-feira a Universidad de Chile por 2 a 0 e faturou a Recopa Sul-Americana, disputada entre os campeões da Libertadores e da Copa Sul-Americana 2011. O título inédito é a sexta taça continental levantada pelo clube da Baixada, que agora vai aparecer na liderança do ranking da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) na próxima atualização.

Em um Pacaembu com temperatura congelante, mas com boa presença de público , o time de Muricy Ramalho começou o jogo sendo dominado pela equipe estrangeira, que esteve perto de marcar em várias ocasiões. Uma linda jogada entre Léo, André e Neymar, porém, terminou em gol do camisa 11, que ainda perdeu um pênalti no final do primeiro tempo. Na etapa complementar, porém, o zagueiro Bruno Rodrigo fez de cabeça aos 15min e tranquilizou o Santos e sua torcida, que comemoraram mais uma conquista internacional. Foi o 94° título da equipe praiana em sua história.

Sem tempo para comemorar muito, o Santos agora volta suas atenções para o Brasileirão, torneio no qual ocupa a modesta 11ª colocação. Na próxima rodada, o clube da Baixada viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio, que briga por posições no topo da tabela. A partida está marcada para domingo, às 18h30 (horário de Brasília). A equipe praiana está 11 pontos atrás do Vasco, 4° colocado e último integrante do G4, que classifica para a próxima edição da Libertadores.

O jogo

Aos gritos de “vai pra cima deles, Neymar”, o craque do Santos começou o duelo dando susto logo nos primeiros segundos: ele bateu da meia-lua e por pouco não venceu Johnny Herrera. “La U”, porém, não se intimidou, e partiu para cima em seguida, exigindo saída arrojada de Rafael para salvar investida pelo meio da área. Com marcação por pressão, a equipe chilena impedia o toque de bola do Santos, deixando os atacantes Neymar e André isolados e tendo que voltar a para buscar a bola. Além de fechar os espaços, a equipe azul atacava com perigo, e por pouco não marcou com Martínez – por centímetros, o meia não alcançou um cruzamento perigoso. Depois, aos 13min, o time estrangeiro chegou novamente em boa tabela pela esquerda, mas a zaga afastou o perigo na pequena área.

Acuado, o Santos arriscava jogadas pelas pontas, com Neymar pela esquerda e Pato Rodríguez pela direita. Os chilenos, porém, seguiam marcando bem. Marcar Neymar, todavia, é tarefa complicada, e o craque apareceu aos 27min para abrir o placar: após Léo dar linda caneta na lateral e começar a jogada, o camisa 11 tocou para André, que fez o pivô e devolveu na medida para o parceiro de ataque tocar fora do alcance de Johnny Herrera e fazer o Pacaembu explodir de alegria. Minutos depois, “La U” tentou empate com cruzamento perigoso, mas quase levou mais um em rápido contra-ataque puxado por Felipe Anderson. A finalização do meia não entrou por centímetros.

Quando o Santos parecia satisfeito em levar o 1 a 0 para o intervalo, Neymar, sempre ele, apareceu de maneira decisiva novamente. Ele recebeu pela direita, completamente livre, e entortou o zagueiro Rojas, que passou uma rapa: pênalti. Na cobrança, porém, bateu muito mal, e Johnny Herrera espalmou sem dar rebote, encerrando a etapa inicial.

A defesa do pênalti pareceu motivar a Universidad de Chile, que voltou dos vestiários disposta a igualar o placar. Atacando pelas avenidas deixadas por Léo e Bruno Peres nas laterais do Santos, a equipe azul cruzava com insistência na área, com Bruno Rodrigo e Durval tendo que se desdobrar para afastar. Bem na defesa, Bruno Rodrigo ainda arrumou tempo para ir ao ataque e ampliar o placar no Pacaembu: aos 15min, após levantemento perfeito de Felipe Anderson, o zagueiro cabeceou no canto de Johnny Herrera, que ficou estático.

Após sofrer mais um gol, o ímpeto de “La U” finalmente esfriou, e o Santos passou a controlar o duelo com tranquilidade. Mesmo com mais espaço, porém, o time do técnico Muricy Ramalho não criou mais chances claras de gols, mas via sua zaga segurar com tranquilidade as investidas do adversário. Com o 2 a 0 no placar, bastou, então, tocar a bola e assitir as tentativas de dribles de Neymar, que infernizava a vida do lateral esquerdo Mena com cortes e pedaladas. Ao apito final, festa alvinegra no Pacaembu, e finalmente um novo motivo para sorrir no conturbado centenário santista.

Bastidores – Santos TV:

Neymar dá volta olímpica sozinho, minimiza faixa de capitão e vibra: ‘A gente dá trabalho’

Neymar é o grande diferencial do Santos atualmente. Nesta quarta-feira, não foi diferente. Com a faixa de capitão no braço, Neymar fez um gol e comandou a vitória santista por 2 a 0 sobre a Universidad de Chile, que garantiu ao time paulista o troféu da Recopa Sul-Americana. Segundo revelou o técnico Muricy Ramalho, o próprio Neymar pediu para ser o capitão da equipe no duelo. Mesmo assim, o jovem jogador minimizou o fato.

“Já fui (capitão) outras vezes. Não faz diferença. Independente do capitão, todo o time tem que conversar em campo. (A faixa) Serve mais para tirar a moedinha (antes do jogo). Não é que sou um capitão bonzinho, só tento ajudar todo mundo. É uma emoção muito grande levantar a taça, fico feliz, é um sonho que tenho desde pequeno. É um clube que eu amo, e hoje estar sendo o capitão é muito importante”, disse Neymar.

Após o término da partida, uma cena curiosa foi vista no Pacaembu. Neymar, durante muito tempo, deu a volta olímpica sozinho, saudando os torcedores santistas nas arquibancadas. E o jogador comemorou bastante o título alcançado nesta quarta-feira.

“Estou muito feliz, é mais um título. Só tenho que agradecer a todos que torceram. Muita gente não dá valor (para a Recopa), mas para quem está disputando vale muito, e pra quem não tinha, hoje temos o título”, vibrou Neymar, contente com a média de títulos do Santos dos últimos anos.

“A gente dá um pouco de trabalho para todo mundo. É o terceiro ano seguido que a gente consegue essa média (de duas taças por ano), e está todo mundo de parabéns”, completou Neymar.

No duelo desta quarta-feira, o placar a favor do Santos só não foi mais elástico porque Neymar desperdiçou uma penalidade no fim da primeira etapa. O jogador, por sinal, também perdeu um pênalti no jogo de ida, no Chile, que acabou empatado em 0 a 0. Por isso, Neymar brincou com o goleiro Johnny Herrera ao fim da partida. Nesta quarta, o ex-arqueiro do Corinthians defendeu a batida de Neymar.

“Falei para o goleiro: ainda vou fazer um gol de pênalti em você. Ele deu risada”, contou Neymar, que ainda dedicou o título da Recopa ao amigo Paulo Henrique Ganso, que se transferiu recentemente para o rival São Paulo.

“Agora não tem que ficar chorando o leite derramado. Ele está feliz. Desejo tudo de bom para ele. Paulinho: você faz parte disso, porque jogou a primeira final”, disse Neymar.

Santos 2 x 1 Peñarol

Data: 22/06/2011, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 40.157 pessoas (37.984 pagantes e 2.173 não pagantes)
Renda: R$ 4.266.670,00
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG).
Auxiliares: Ricardo Casas e Hernán Maidana (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Neymar e Zé Eduardo (S); González e Corujo (P).
Gols: Neymar (01-2), Danilo (23-2) e Durval (34-2, contra).

SANTOS
Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso (Pará); Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Muricy Ramalho

PEÑAROL
Sosa; González (Albín), Valdéz, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Corujo, Aguiar, Freitas e Mier (Urretaviscaya); Martinuccio e Olivera.
Técnico: Diego Aguirre



Santos novamente conquista a América: tricampeão

O torcedor santista por muitos anos foi rotulado de “viúva de Pelé” por torcidas rivais. A geração liderada por Neymar e Paulo Henrique Ganso provou mais uma vez nesta quarta-feira contra o Peñarol que a chacota não faz sentido e que o clube a quase uma década vai muito além de Pelé. Voltou a ser vencedor e conquistar muitos títulos. Com o Pacaembu lotado, o time alvinegro venceu por 2 a 1 em jogo dramático e conquistou o tricampeonato da Libertadores.

Logo depois do apito final, os jogadores dos dois times começaram uma pancadaria generalizada dentro de campo. Até mesmo o atacante Neymar entrou no quebra-quebra, recebendo e desferindo golpes contra os atletas do Peñarol.

Os gols aconteceram na segunda etapa. Neymar marcou em uma jogada que contou com lindo passe de letra de Ganso. Danilo completou a festa santista no Pacaembu. Durval, contra, fez o gol do Peñarol.

O feito consagra a atual geração dos Meninos da Vila, que já havia conquistado dois Paulistas e uma Copa do Brasil. O Santos voltou a faturar a Libertadores após 48 anos. As duas outras estrelas sobre o escudo santista foram obtidas na era Pelé. O ex-camisa 10, aliás, conferiu a decisão do camarote do Pacaembu.

O título credenciou o Santos ao Mundial de Clubes, que acontece em dezembro no Japão. O Barcelona, campeão europeu, também assegurou presença na competição.

De volta após mais de um mês ausente em virtude de uma grave lesão muscular, Ganso ditou o ritmo do time no primeiro tempo, mas tinha dificuldade para criar as jogadas.

Quando Ganso encontrava um santista se infiltrando, os uruguaios paravam com falta. E sobraram oportunidades para Elano nas bolas paradas na primeira etapa. Na principal delas, Sosa fez ótima defesa, espalmando para escanteio.

O Peñarol deixou claro sua intenção de jogo: três zagueiros, com marcação individual em Neymar e busca de contragolpes certeiros. Rafael foi pouco incomodado nos 45 min iniciais.

Léo perdeu a melhor chance do primeiro tempo. Dentro da área, o lateral chutou para fora.

O segundo tempo começou como o Santos queria. Logo com 1 min, Ganso encaixou lindo passe de letra para Arouca. O volante viu Neymar se aproximando. O camisa 11 chutou rasteiro, rente a trave. Gol do Santos!

Bem marcado na etapa inicial, Neymar chamou o jogo no segundo tempo. O camisa 11 fez gol, se soltou em campo, arriscando dribles e retornava para roubar a bola dos adversários.

Obrigado a sair depois do gol santista, o Peñarol sentia a falta de criatividade. Adriano colecionou desarmes. Já o Santos passou a investir em contra-ataques. Mas Zé Eduardo insistia em estragar contragolpes alvinegros no segundo tempo.

Em jogada individual, Danilo fez o segundo do Santos. O lateral driblou o marcador, invadiu a área e chutou de esquerda. Do camarote, Pelé e o presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro comemoravam juntos.

O Peñarol descontou aos 34 min. Durval desviou erradamente cruzamento de Estoyanoff e fez contra.

A partida ficou dramática. O Santos recuou. O time uruguaio abusou do chuveirinho. Neymar quase fez o terceiro. Elano fez o possível para segurar o jogo e aguardar o apito do juiz.

Santos 2 x 1 Corinthians

Data: 15/05/2011, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: R$ 745.610,00
Público: 14.322
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira.
Auxiliares: David Botelho Barbosa e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.
Cartões amarelos: Chicão, Fábio Santos, Liedson (C); Elano, Pará, Léo (S).
Gols: Arouca (16-1); Neymar (38-2) e Morais (41-2).

SANTOS
Rafael; Jonathan (Pará), Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Alan Patrick (Possebon); Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS
Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Ramires), Bruno César (Morais) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian) e Liedson.
Técnico: Tite



Santos vence o Corinthians por 2 a 1 e é bicampeão paulista

Alvinegro chega ao seu 19° título estadual

Um ano depois de encantar o Brasil com muitos gols, o Santos adotou o estilo do vitorioso técnico Muricy Ramalho para conquistar o bicampeonato paulista. Neste domingo, o time da Baixada marcou dois gols, se trancou na defesa, levou um, ganhou do Corinthians por 2 a 1 e fez a festa na Vila Belmiro.

O primeiro gol saiu dos pés de quem menos se esperava. Arouca, que nunca havia marcado em 65 partidas pelo Santos, fez 1 a 0, logo aos 16min. No segundo tempo, quando o Corinthians pressionava, Neymar anotou o segundo, em falha de Júlio César. Do outro lado, Rafael também falhou, Morais diminuiu aos 40min do segundo tempo e tornou emocionante os instantes finais.

Com o triunfo sobre o arquirrival, o Santos conquista o quarto título estadual neste início de século 21 (2006, 2007, 2010 e 2011) e deixa o Corinthians para trás com três (2001, 2003 e 2009). Além disso, dá o troco em relação a 2009, quando Ronaldo & Cia fizeram a festa na Vila.

No embalo da torcida, os donos da casa tomaram a iniciativa do jogo nos minutos iniciais. Os visitantes marcavam com quase todos os jogadores no campo de defesa.

As jogadas pelas laterais foram a solução encontrada pelos santistas para superar a retranca do rival. Jonathan era nome frequente pela direita e Zé Eduardo aparecia mais por aquele lado. Neymar, como de costume, atuou pela esquerda.

E foi em um apoio de Leo que surgiu o primeiro gol. O lateral-esquerdo tentou o passe nas costas da zaga, a bola desviou e sobrou para Zé Eduardo. O camisa 9 bateu cruzado, Arouca apareceu no caminho e desviou.

A vantagem no placar fez com que os santistas recuassem um pouco e os corintianos saíssem mais para o ataque. Jonathan saiu machucado minutos depois do gol.

O confronto ficou movimentado, e a equipe de Muricy teve as melhores chances. Arouca carimbou a trave, e Neymar perdeu um gol incrível, na cara de Júlio César, mas chutou em cima do goleiro. O conjunto de Tite assustava em lances de bola parada.

Tite mexeu no time na volta para o segundo tempo, quando sacou Dentinho para a entrada de Willian.

O Corinthians foi todo ataque, e o Santos abdicou de jogar. Chegou poucas vezes, principalmente graças a Neymar, que balançou as redes aos 38min. Morais diminuiu dois minutos depois.

Apesar dos sustos e da pressão corintiana, a equipe litorânea conseguiu segurar o resultado.

Predestinado, Arouca cumpre ‘profecia’ e marca sonhado gol na final

“Sonhei que marquei o gol do título contra o Corinthians, e todos vieram me abraçar”. A incrível profecia de Arouca virou realidade. Foram 65 jogos sem marcar um gol sequer com a camisa do Santos, e o esperado momento aconteceu justamente na decisão contra o Corinthians, fazendo o volante deixar o campo como o herói do bicampeonato santista.

“Vinha mentalizando essa possibilidade de marcar o gol do título”, disse Arouca ainda no intervalo da partida.

O volante revelou em entrevista coletiva na última sexta-feira ter sonhado coma experiência. Arouca tentou minimizar a possibilidade defendendo ser mais importante a conquista do título, no entanto, o sonho ficou registrado.

O volante santista que chegou ao clube no início do ano passado, em troca por Rodrigo Souto com o São Paulo, logo tornou-se o titular da camisa 5, e ganhou a admiração da torcida santista.

O apreço foi conquistado mesmo Arouca sendo o único titular de linha sem ter marcado gol com a camisa do Santos. Pelo jejum, o volante também sofria diversas gozações dos companheiros.

No fim do ano passado, Neymar & Cia chegaram a criar uma campanha “marca Arouca” pelo Twitter, e diziam estar dispostos a ajudar o volante. O gol chegou no jogo de número 66 após passe de Zé Eduardo.

Neymar esquece filho em comemoração, tira a camisa e desperta ira da Fiel

Após assumir publicamente ter engravidado uma jovem, Neymar não fez a tradicional comemoração de um jogador ‘papai’ ao marcar o gol do título na final contra o Corinthians, e sim, tirou a camisa, e despertou a ira da torcida corintiana ao festejar com os companheiros embaixo do lugar destinado aos torcedores visitantes.

Ao ver a bola entrar, Neymar logo tirou a camisa e a atirou no chão. O atacante foi até bem próximo da marcação de escanteio do lado esquerdo da defesa corintiana, e logo acabou cercado pelos companheiros.

Durante boa parte da comemoração, os santistas foram alvejados por sinalizadores da torcida corintiana. Diversos objetos também foram atirados no gramado.

Em direção ao banco de reservas para comemorar com Muricy Ramalho e o restante dos jogadores, Neymar passou pelos camarotes da Vila Belmiro festejando. A mesma reação que ele teve antes de voltar ao local do chute para buscar a camisa.

Pela comemoração retirando o uniforme, Neymar foi punido por Luiz Flávio de Oliveira com o cartão amarelo. O arbitro ainda tentou fazer o atacante buscar a camisa retornando por fora do campo de jogo, mas não conseguiu evitar que ele entrasse na área corintiana acenando para a torcida santista antes de pegar a camisa.

Assim que o árbitro encerrou o jogo, a primeira atitude de Neymar foi novamente tirar a camisa do Santos, e caminhar em direção aos camarotes do estádio. O jovem foi muito abraçado pelos companheiros, e outra vez não fez nenhuma menção ao futuro filho.

Muricy comemora título “merecido”, mas já pensa na Libertadores

O técnico Muricy Ramalho não poupou as palavras para falar da superioridade do Santos na grande final do Campeonato Paulista, disputada neste domingo, na Vila Belmiro. Após a vitória por 2 a 1 e o 20º título estadual da equipe santista na história, o treinador considerou o triunfo mais do que merecido, considerando até o gol do Corinthians como um acidente no jogo.

“Sinceramente, o Corinthians não teve chances, se teve alguém que merecia ganhar esse jogo era o Santos. Tomamos o gol sem querer, e tivemos chance para aumentar”, disse o vitorioso treinador, que afirmou nem lembrar mais quantos títulos tem na carreira. “Não sei, bastante…”, brincou o comandante santista, que fez apenas a sua 11ª partida à frente da equipe.

Mas Muricy, que não é muito de festa, já aproveitou para lembrar que o Santos não pode perder o foco na Copa Libertadores, na qual é o único representante brasileiro nas quartas de final. “Não pode ser muita festa, por que a gente tem que descansar. Dá tempo de dar um beijo na esposa e voltar para a concentração”, exemplificou o treinador.

O Santos já volta a campo nesta quarta-feira, quando recebe o Once Caldas no Pacaembu. A equipe santista venceu a partida de ida, na Colômbia, por 1 a 0, e pode até empatar para chegar às semifinais da Libertadores, competição que não conquista desde 1963.

Santos 2 x 0 São Caetano

Data: 06/05/2007, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 58.953 pagantes
Renda: R$ 1.028.550,00
Árbitro: José Henrique de Carvalho
Auxiliares: Ednilson Corona e Ana Paula da Silva Oliveira.
Cartões amarelos: Fábio Costa, Ávalos, Jonas, Moraes e Adaílton (S); Canindé, Triguinho, Douglas, Luís Alberto, Paulo Sérgio, Luiz e Ademir Sopa (SC).
Cartão vermelho: Luiz Alberto (SC)
Gols: Adaílton (24-1) e Moraes (36-2).

SANTOS
Fábio Costa; Maldonado, Adaílton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Cléber Santana (Carlinhos), Pedrinho (Rodrigo Tabata) e Zé Roberto; Jonas (Moraes) e Marcos Aurélio.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO CAETANO
Luiz Silva; Paulo Sérgio, Maurício, Thiago e Triguinho; Luís Alberto, Glaydson (Ademir Sopa), Canindé (Galiardo) e Douglas; Luiz Henrique (Marcelinho) e Somália.
Técnico: Dorival Júnior



Santos ‘dá troco’ no São Caetano e conquista bicampeonato

A vontade e o poder de superação do Santos falaram mais alto neste domingo. Com um gol do atacante Moraes, de 20 anos, aos 36min do segundo tempo (Adaílton abriu o placar na etapa inicial), o time alvinegro devolveu a derrota por 2 a 0 para o São Caetano no primeiro jogo da final e conquistou o bicampeonato paulista. Este foi o 17° título estadual da história do clube.

“A equipe inteira lutou até o fim e mereceu. No meu caso, foi muito emocionante fazer esse gol tão importante. Vinha a semana toda planejando isso, mas o objetivo mesmo era ajudar o time a ser campeão. Tenho que agradecer ao professor [Luxemburgo] por essa oportunidade”, comemorou o herói santista Moraes.

Para chegar à conquista, o Santos precisou comprovar por que teve campanha absoluta ao longo de toda a competição, com 17 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. Contando com tarde inspirada de Zé Roberto e apoio incondicional de sua torcida (o Morumbi contou com quase 60 mil torcedores, maior público da competição), o time da Baixada mostrou grande raça para acabar com a vantagem da equipe adversária.

O esforço foi compensado por uma conquista que a torcida alvinegra não comemorava desde a “era Pelé”. Isso porque o Santos não conseguia vencer dois Campeonatos Paulistas consecutivos havia quase quarenta anos. A última vez que isso tinha acontecido foi em 1968. No ano seguinte, a equipe levantaria o tri.

E para atingir o feito, a equipe de Vanderlei Luxemburgo precisou ser a primeira a superar o São Caetano em uma fase de mata-mata no Estadual. Até o jogo deste domingo, o clube do ABC estava invicto nessa modalidade de disputa. Além disso, a vantagem de 2 a 0 nunca havia sido invertida em uma decisão de Paulista.

Antes do confronto, o Santos ainda passou por uma semana conturbada, na qual perdeu o zagueiro Antônio Carlos e o ala-direito Denis por lesões. Somado a isso, o atacante Rodrigo Tiuí e o lateral Pedro deixaram o clube trocando acusações com Luxemburgo. Já seu adversário teve mais tranqüilidade e ainda contou com os reforços de Canindé e Glaydson, que estavam suspensos.

Logo no início da partida, o time santista imprimiu forte ritmo, se lançou ao ataque e criou inúmeras oportunidades, em especial com Marcos Aurélio. O empenho foi coroado com o gol de cabeça do zagueiro Adaílton, aos 24min. O segundo poderia ter até saído na etapa inicial, não fosse um defesa do goleiro Luiz em chute de Zé Roberto e a trave, que salvou o São Caetano em uma conclusão de Jonas.

No intervalo, o técnico Dorival Júnior se dirigiu ao árbitro José Henrique de Carvalho para se queixar de sua atuação, o que gerou repúdio de Luxemburgo. O treinador santista também correu em direção ao juiz para reclamar da atitude do comandante do São Caetano.

No início do segundo tempo, o Santos encontrou dificuldades para se aproximar da meta adversária, apesar de manter o domínio da posse de bola. Com o decorrer do jogo, o time alvinegro passou a explorar mais as jogadas pelo alto, principalmente com Kléber. E foi assim que o atacante Moraes, que havia entrado no segundo tempo, marcou de cabeça aos 36min (seu segundo pelo time) para selar mais uma conquista da equipe praiana.

Agora, o Santos se concentra na busca do seu terceiro título da Copa Libertadores. Na quinta-feira, a equipe receberá o Caracas-VEN, na Vila Belmiro, pelas oitavas-de-final da competição. Um empate por 0 a 0, ou até 1 a 1, dará classificação ao time, já que no jogo de ida houve igualdade de 2 a 2. O São Caetano, por sua vez, voltará a atuar no próximo sábado, já pela estréia na Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Criciúma.

Data: 09/04/2006
Competição: Campeonato Paulista – 19ª rodada – Último jogo
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 19.658
Renda: R$ 308.590,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Cartões amarelos: Esley (POR), Ronaldo (SAN)
Gols: Cléber Santana (23-1) e Leonardo (29-1, contra).

SANTOS
Fábio Costa, Ronaldo, Ávalos e Wendel; Fabinho, Maldonado (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima (Tabata) e Kléber; Geílson (Magnum) e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PORTUGUESA
Gléguer; Jackson, Émerson, Bruno e Leonardo; Sandro, Alexandre, Rai (Esley), Cléber (Joãozinho) e Diogo; Johnson (Anderson).
Técnico: Edinho Nazaré.



Santos vence a Portuguesa e quebra jejum no Campeonato Paulista

O Santos não falhou em sua última oportunidade de conquistar o Campeonato Paulista deste ano. Venceu a Portuguesa por 2 a 0, neste domingo, na Vila Belmiro, e encerrou com um jejum de títulos estaduais que se arrastava desde 1984.

Nem mesmo a vitória do São Paulo –único que também tinha chance de ser campeão– sobre o Ituano por 2 a 0, em Mogi, foi suficiente para evitar o 16º título santista no Paulista. Chegou aos 43 pontos e evitou que o rival do Morumbi, que terminou com um ponto a menos, chegasse ao bi estadual.

Além do fim da “fila”, o técnico Vanderlei Luxemburgo alcançou seu sexto título na história do Campeonato Paulista –antes, havia vencido com o Bragantino (1990), Palmeiras (1993, 1994 e 1996) e Corinthians (2001).

Luxemburgo perde apenas para Luís Alonso Peres, o Lula, que ganhou oito campeonatos com o Santos nas décadas de 50 e 60, e para Oswaldo Brandão, que faturou o troféu em sete oportunidades.

A conquista deste domingo também remete ao passado. O Santos voltou a vencer um Paulista na Vila Belmiro. A última vez tinha sido em 1965, quando Pelé (três gols) e Coutinho (um) aniquilaram o Juventus com um 4 a 0. De lá pra cá, apenas o Santos B, na Copa FPF (Federação Paulista de Futebol) de 2004, foi campeão no estádio da Baixada Santista.

A Vila Belmiro, aliás, foi um trunfo fundamental na campanha da equipe nesta temporada: tem 100% de aproveitamento em casa. Em 11 jogos, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo venceu todos, sendo dez pelo Paulista e um pela Copa do Brasil.

Enquanto o Santos comemora, a Portuguesa amarga o rebaixamento para Série A-2 em 2007 –o time do Canindé, que já disputa da segunda divisão do Brasileiro, ficou entre os quatro piores do Paulista.

O jogo

Como fizera em algumas partidas neste Paulista, o tecnico Vanderlei Luxemburgo escondeu a escalação. Desta vez optou pelo atacante Geílson no lugar de Rodrigo Tabata. “Precisamos vencer e, por isso, escolhi dois atacantes natos [Reinaldo e Geílson]”. Parece que o treinador santista estava prevendo algo.

Antes do começo do jogo, torcedores e jogadores já sabiam que o São Paulo vencia o Ituano por 1 a 0. A pressão por uma vitória em casa ficou ainda maior. Com menos de 5min de jogo na Vila Belmiro, o time do Morumbi já vencia por 2 a 0.

Nos primeiros minutos era nítido um Santos nervoso. Não conseguia acertar passes e nem sequer chegava com perigo ao gol de Gléguer. Porém, após a metade da etapa inicial, o elenco santista se mostrou mais paciente, beneficiado por uma Portuguesa pouca inspirada.

Foi assim que o Santos abriu o placar, aos 23min, quando Léo Lima cobrou escanteio e Cléber Santana subiu mais alto que a defesa adversária, cabeceando para o fundo da rede.

A abertura de marcador foi um balde de água fria nas pretensões da Portuguesa, que não pensava em outro resultado que não fosse um triunfo. E pior: não demorou para sofrer o segundo. Aos 29min, Kléber cruzou e o lateral Leonardo anotou gol contra.

No segundo tempo, o Santos pouco pressionou. Apenas jogadas esporádicas, porém sem muito perigo. Na verdade, a equipe da Baixada Santista apenas esperou o apito final do árbitro para comemorar o título de campeão paulista de 2006.