Navegando Posts marcados como campeão

Goleiros:
Fábio Costa
Roger
Felipe


Laterais:
Pedro
Kléber
Dênis
Carlinhos
Neto
Thiago Carleto


Zagueiros:
Adaílton
Antônio Carlos
Ávalos
Domingos
Marcelo
Leonardo


Volantes:
Maldonado
Rodrigo Souto
Adriano
Dionísio
Vinícius


Meias:
Zé Roberto
Cléber Santana
Pedrinho
Rodrigo Tabata
Vitor Júnior
Fabinho


Atacantes:
Fabiano
Marcos Aurélio
Jonas
Rodrigo Tiuí
Júnior
Renatinho
Moraes


Técnico:
Vanderlei Luxemburgo



Santos Futebol Clube

– Presidente: Marcelo Teixeira (2006-2007)
– Patrocínio: Semp Toshiba (master) e Bombril (mangas).
– Fornecedor: Umbro

Elenco:

G – Fabio Costa
G – Roger José de Noronha Silva
G – Felipe Garcia dos Prazeres

LD – Pedro Alves da Silva
LE, M – Kléber de Carvalho Correia
LD – Dênis Oliveira de Souza
LE – Carlos Andrade Souza (Carlinhos)
LD – Darcy Dolce Neto
LE – Thiago Carleto Alves

Z – Adaílton dos Santos Filho
Z – Antônio Carlos Zago
Z – Cristiano Ávalos dos Passos
Z – Domingos Nascimento dos Santos Filho
Z – Marcelo Antônio Guedes Filho
Z – Leonardo José Aparecido Moura

V – Cláudio Andrés Maldonado Rivera
V – Rodrigo Ribeiro Souto
V – Adriano Bispo Santos
V – Dionísio de Oliveira Alves
V – Vinícius Rodrigues Tomaz da Silva Almeida

M – José Roberto da Silva Júnior (Zé Roberto)
M – Cléber Santana Loureiro
M – Pedro Paulo de Oliveira (Pedrinho)
M – Rodrigo Barbosa Tabata
M – Vítor Silva Assis de Oliveira Júnior
M – Fabio Leonardo de Souza (Fabinho)

A – Fabiano Vieira Soares
A – Marcos Aurélio de Oliveira Lima
A – Jonas Gonçalves Oliveira
A – Rodrigo Bonifácio da Rocha (Rodrigo Tiuí)
A – José Artur de Melo Júnior
A – Renato Carlos Martins Júnior (Renatinho)
A – Aluísio Chaves Ribeiro Moraes Júnior

T – Vanderlei Luxemburgo da Silva



Histórico:

Data: 09/04/2006
Competição: Campeonato Paulista – 19ª rodada – Último jogo
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 19.658
Renda: R$ 308.590,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Cartões amarelos: Esley (POR), Ronaldo (SAN)
Gols: Cléber Santana (23-1) e Leonardo (29-1, contra).

SANTOS
Fábio Costa, Ronaldo, Ávalos e Wendel; Fabinho, Maldonado (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima (Tabata) e Kléber; Geílson (Magnum) e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PORTUGUESA
Gléguer; Jackson, Émerson, Bruno e Leonardo; Sandro, Alexandre, Rai (Esley), Cléber (Joãozinho) e Diogo; Johnson (Anderson).
Técnico: Edinho Nazaré.



Santos vence a Portuguesa e quebra jejum no Campeonato Paulista

O Santos não falhou em sua última oportunidade de conquistar o Campeonato Paulista deste ano. Venceu a Portuguesa por 2 a 0, neste domingo, na Vila Belmiro, e encerrou com um jejum de títulos estaduais que se arrastava desde 1984.

Nem mesmo a vitória do São Paulo –único que também tinha chance de ser campeão– sobre o Ituano por 2 a 0, em Mogi, foi suficiente para evitar o 16º título santista no Paulista. Chegou aos 43 pontos e evitou que o rival do Morumbi, que terminou com um ponto a menos, chegasse ao bi estadual.

Além do fim da “fila”, o técnico Vanderlei Luxemburgo alcançou seu sexto título na história do Campeonato Paulista –antes, havia vencido com o Bragantino (1990), Palmeiras (1993, 1994 e 1996) e Corinthians (2001).

Luxemburgo perde apenas para Luís Alonso Peres, o Lula, que ganhou oito campeonatos com o Santos nas décadas de 50 e 60, e para Oswaldo Brandão, que faturou o troféu em sete oportunidades.

A conquista deste domingo também remete ao passado. O Santos voltou a vencer um Paulista na Vila Belmiro. A última vez tinha sido em 1965, quando Pelé (três gols) e Coutinho (um) aniquilaram o Juventus com um 4 a 0. De lá pra cá, apenas o Santos B, na Copa FPF (Federação Paulista de Futebol) de 2004, foi campeão no estádio da Baixada Santista.

A Vila Belmiro, aliás, foi um trunfo fundamental na campanha da equipe nesta temporada: tem 100% de aproveitamento em casa. Em 11 jogos, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo venceu todos, sendo dez pelo Paulista e um pela Copa do Brasil.

Enquanto o Santos comemora, a Portuguesa amarga o rebaixamento para Série A-2 em 2007 –o time do Canindé, que já disputa da segunda divisão do Brasileiro, ficou entre os quatro piores do Paulista.

O jogo

Como fizera em algumas partidas neste Paulista, o tecnico Vanderlei Luxemburgo escondeu a escalação. Desta vez optou pelo atacante Geílson no lugar de Rodrigo Tabata. “Precisamos vencer e, por isso, escolhi dois atacantes natos [Reinaldo e Geílson]”. Parece que o treinador santista estava prevendo algo.

Antes do começo do jogo, torcedores e jogadores já sabiam que o São Paulo vencia o Ituano por 1 a 0. A pressão por uma vitória em casa ficou ainda maior. Com menos de 5min de jogo na Vila Belmiro, o time do Morumbi já vencia por 2 a 0.

Nos primeiros minutos era nítido um Santos nervoso. Não conseguia acertar passes e nem sequer chegava com perigo ao gol de Gléguer. Porém, após a metade da etapa inicial, o elenco santista se mostrou mais paciente, beneficiado por uma Portuguesa pouca inspirada.

Foi assim que o Santos abriu o placar, aos 23min, quando Léo Lima cobrou escanteio e Cléber Santana subiu mais alto que a defesa adversária, cabeceando para o fundo da rede.

A abertura de marcador foi um balde de água fria nas pretensões da Portuguesa, que não pensava em outro resultado que não fosse um triunfo. E pior: não demorou para sofrer o segundo. Aos 29min, Kléber cruzou e o lateral Leonardo anotou gol contra.

No segundo tempo, o Santos pouco pressionou. Apenas jogadas esporádicas, porém sem muito perigo. Na verdade, a equipe da Baixada Santista apenas esperou o apito final do árbitro para comemorar o título de campeão paulista de 2006.

Santos é campeão Paulista após 22 anos

Última conquista na competição havia sido em 1984, com gol de Serginho Chulapa

Em pé: Galvão, Jardel, Heleno Faísca, Cléber Santana, Wendel, Roger, Àvalos, Ronaldo Guiaro e Fabinho. Agachados: Magnum, Maldonado, Geílson, Rodrigo Tabata, Kléber, Neto, Reinaldo, Léo Lima e Fábio Costa.



História:

Por Leonardo Devezas

O Santos não conquista um título Paulista desde 1984 quando Serginho Chulapa mandava para as redes corintianas a bola do décimo quinto título Paulista. Desde o surgimento da segunda geração dos Meninos da Vila em 2002 e a conquista do bicampeonato Brasileiro, a maior sina do Santos é o jejum Paulista.

Estivemos perto da conquista em 2000, 2001 e 2004, mas o título não veio, parece que o Santos não estava destinado a conquistar o Estado mesmo obtendo êxito nas esferas Nacional e Internacional. Visando o projeto da quebra do jejum, o Santos traz de volta o técnico Wanderlei Luxemburgo, recém-saído do Real Madrid. Após a confusão do Campeonato Brasileiro de 2005, com muitos investimentos e poucos resultados, Luxemburgo dispensa diversos jogadores do elenco, inclusive o ídolo Giovanni.

Para o lugar de jogadores como Luizão e Cláudio “Pitbull”, Luxemburgo sugere alguns jogadores do clube paranaense Iraty, que é ligado ao sócio de Luxemburgo, Sérgio Malucceli, e o famoso empresário Juan Figger. Essa atitude gera alguns protestos na Vila Belmiro, principalmente pelos jogadores pouco conhecidos que chegaram a Cidade: Cléber Santana, Gilmar, Galvão, Leandro, entre outros.

Além da parceria Santos-Iraty, chegam ao clube os atacantes: Reinaldo (Kashima Reysol) e Jonas (Guarani); o meia: Rodrigo Tabata (Goiás) e o zagueiro Julio Manzur (Club Guarani-PAR). Outro fato marcante foi o retorno do goleiro Fábio Costa, que havia jogado o Brasileiro pelo Corinthians no ano anterior.

Após a contratação de praticamente um time inteiro, o Santos inicia sob muita desconfiança o Campeonato Paulista, tanto por parte da Imprensa como da própria torcida. Porém, essa desconfiança não dura muito tempo. Depois de um início instável, o Santos engata uma série de vitórias consecutivas pela vantagem mínima, fazendo com que seus torcedores acreditassem na conquista do tão esperado título. Alguns jogadores se destacam na campanha como Manzur e Maldonado pela segurança defensiva e Jonas que chegou fazendo gols logo em seus primeiros jogos.

O sistema tático do Santos era forte e compacto, o time não brilhava, totalmente contrário a sua história, mas encantava pela aplicação e dedicação em campo. Jonas acaba se machucando e um outro atacante assume a posição de jogador decisivo, Reinaldo. O atacante que já havia passado por outros grandes do Brasil, resolve o jogo que seria o do “título”, a vitória sobre o Juventus em um Pacaembú completamente lotado.

Na sequência do campeonato o Santos teria mais três jogos a realizar, contra Bragantino, São Paulo e Portuguesa na Vila. O duelo contra o Bragantino foi mais tranqüilo, vitória por 3 x 1 contra um time arrumado, que no ano seguinte decidiria uma vaga na final contra o próprio Santos. O jogo contra o São Paulo poderia decidir o título antecipadamente, caso o Santos vencesse, abriria larga vantagem e não poderia mais ser alcançado. O São Paulo, tendo a obrigação de vencer, acaba conquistando a vitória e o sentimento dos santistas é de frustração e a sina da “fila” paulista volta a assombrar a Vila Belmiro. Todos se lembram dos confrontos com o São Paulo em 2000, Corinthians em 2001 e São Caetano em 2004, “será que bateremos na trave novamente?”.

Era dia 09/04/2006, o aniversário do Santos se aproximava, apenas cinco dias separavam a celebração dos 94 anos de história para o jogo decisivo do Paulistão 2006. O Santos entra no gramado perto das 16h, a Vila Belmiro lotada com milhares de santistas com o coração na mão e os mais temidos e esperançosos pensamentos vagando nas mentes alvinegras. Dias antes, outro tabu é lembrado pela Imprensa, desde 1965 o Santos não levanta uma taça na Vila. Mais pressão, mais questionamentos e para balancear, mais esperanças, o Santos joga contra a Portuguesa que briga contra o rebaixamento.

O São Paulo joga em Itu, contra o time da casa e não tem outra possibilidade senão vencer. A bola rola, um sol escaldante ilumina o Templo Sagrado do futebol, em campo não são mais “reis” que desfilam, mas súditos dedicados que honram a camisa branca. Após 23 minutos de apreensão, principalmente quando os alto-falantes anunciaram o gol do São Paulo contra o Ituano, uma das contratações contestadas no início do ano abre o caminho para o tão aguardado título santista, Cléber Santana. O Estádio explode em alegria e o temor vai se dissipando pouco a pouco. Não demora muito e o time que durante todo o campeonato fez valer de sua defesa o melhor ataque, conseguiu um gol bem apropriado para o futebol do Santos no ano, em uma bola lançada para Reinaldo o zagueiro da Lusa joga para suas próprias redes.

O São Paulo também amplia e vai fazendo sua parte, mas a Taça já era do Santos. Em uma novidade lançada pela FPF, a taça viria do “céu”. Um helicóptero fica no aguardo dos resultados das partidas de Santos e Itu para saber aonde deverá entregar o tão cobiçado troféu. As emissoras de TV acompanham o trajeto feito pelo representante da FPF enquanto os jogos caminham para o fim, após o apito final, a Taça desce no gramado da Vila, que há 31 anos não via alguém erguê-la em suas terras. Os santistas vêem um título Paulista após 21 anos e era só o começo de uma hegemonia que perdura até então.



Elenco:
Clique aqui e conheça o elenco que conquistou o Paulistão de 2006.



Resultados:

#
Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1 12/01/2006 São Bento 1 x 1 Santos Walter Ribeiro
2 15/01/2006 Santos 2 x 0 Mogi Mirim Vila Belmiro
3 19/01/2006 Paulista 3 x 1 Santos Jaime Cintra
4 22/01/2006 Santos 3 x 2 Marília Vila Belmiro
5 29/01/2006 América 2 x 3 Santos Teixeirão
6 02/02/2006 Santos 3 x 0 Santo André Vila Belmiro
7 05/02/2006 Port. Santista 2 x 1 Santos Anacleto Campanella
8 08/02/2006 Santos 1 x 0 Noroeste Vila Belmiro
9 12/02/2006 Corinthians 0 x 1 Santos Morumbi
10 19/02/2006 Santos 1 x 0 Ponte Preta Vila Belmiro
11 25/02/2006 Santos 1 x 0 Rio Branco Vila Belmiro
12 01/03/2006 São Caetano 2 x 3 Santos Anacleto Campanella
13 05/03/2006 Santos 1 x 0 Palmeiras Vila Belmiro
14 12/03/2006 Guarani 2 x 1 Santos Brinco de Ouro
15 19/03/2006 Santos 2 x 0 Ituano Vila Belmiro
16 25/03/2006 Juventus 1 x 2 Santos Pacaembu
17 29/03/2006 Santos 3 x 1 Bragantino Vila Belmiro
18 02/04/2006 São Paulo 3 x 1 Santos Morumbi
19 09/04/2006 Santos 2 x 0 Portuguesa Vila Belmiro


Classificação Final
   
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Santos
43
19
14
1
4
33
19
14
75.4
2 São Paulo
42
19
13
3
3
46
21
25
73.7
3 Palmeiras
36
19
11
3
5
37
28
9
63.2
4 Noroeste
34
19
10
4
5
34
26
8
59.6
5 São Caetano
32
19
9
5
5
26
23
3
56.1
6 Corinthians
31
19
9
4
6
43
24
19
54.4
7 Rio Branco
30
19
9
3
7
34
28
6
52.6
8 Juventus
27
19
8
3
8
31
28
3
47.4
9 Ituano
27
19
7
6
6
27
23
4
47.4
10 América
25
19
8
1
10
25
30
-5
43.9
11 São Bento
25
19
7
4
8
23
27
-4
43.9
12 Paulista
25
19
7
4
8
28
33
-5
43.9
13 Ponte Preta
25
19
6
7
6
24
24
0
43.9
14 Bragantino
24
19
6
6
7
24
26
-2
42.1
15 Santo André
21
19
6
3
10
26
38
-12
36.9
16 Marília
20
19
5
5
9
25
34
-9
35.1
17 Guarani
19
19
4
7
8
24
31
-7
33.3
18 Portuguesa
18
19
5
3
11
21
30
-9
31.6
19 Portuguesa Santista
17
19
5
2
12
22
38
-16
29.8
20 Mogi Mirim
10
19
2
4
13
18
40
-22
17.5

PG: Pontos – J: Jogos – V: Vitórias – E: Empates – D: Derrotas – GP: Gols pró – GC: Gols contra – SG: Saldo de gols – %: Aproveitamento



Artilharia do Campeonato:
18 gols – Nilmar (Corinthians)
10 gols – Thiago (São Paulo)
09 gols – Marcos Aurélio (Bragantino) e Fabiano Gadelha (Rio Branco)

Artilheiros do Santos FC:
05 gols – Léo Lima
04 gols – Jonas e Luiz Alberto
03 gols – Cléber Santana, Magnum e Reinaldo
02 gols – Fabinho, Geílson, Manzur e Rodrigo Tabata
01 gol – Luciano Henrique e Wendel

Regulamento:
O Campeonato Paulista de 2006 foi disputado por 20 equipes em pontos corridos, num turno único de 19 rodadas em que todas os times jogaram entre si.

Seria campeã a equipe que somasse mais pontos. Em caso de empate entre dois ou mais times, o vencedor seria definido obedecendo os seguintes critérios, nesta ordem: maior número de vitórias, melhor saldo de gols, maior número de gols marcados, vantagem no confronto direto (exclusivo quando o empate ocorrer apenas entre dois clubes), sorteio público na sede da FPF.

Ao final da competição, as quatro equipes que somassem menos pontos seriam rebaixadas à Série A-2 do Campeonato Paulista. Em caso de igualdade em pontos, seriam observados os mesmos critérios de desempate que determinam o campeão.



Galeria de fotos:
Para mais fotos vire as páginas que estão abaixo da galeria.

Créditos:
Fontes: Jornal Diário de Sâo Paulo, Jornal Folha de São Paulo e UOL.
Fotos: internet
Vídeos: Site oficial do Santos, TV Tribuna, Globo e UOL.
Colaborou: Leonardo Devezas

Data: 19/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 46º rodada (última)
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Público: 36.000
Renda: R$ 445.000,00
Árbitro: Leonardo Garciba (RS)
Auxiliares: Sérgio Buttes Cordeiro Filho (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartão amarelo: Ygor (V).
Gols: Ricardinho (05-1) e Elano (30-1); Marco Brito (01-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano (Marcinho); Robinho (Basílio) e Deivid (William)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VASCO
Everton; Henrique, Fabiano (Gomes) e Daniel; Claudemir, Ygor, Coutinho, Júnior (Rubens), Rodrigo Souto (Rafael) e Diego; Marco Brito
Técnico: Joel Santana



Santos vence o Vasco e conquista o bicampeonato brasileiro

Completo, inclusive com o atacante Robinho, o Santos venceu o Vasco por 2 a 1, neste domingo, no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), e tornou-se bicampeão do Campeonato Brasileiro, na última rodada da competição.

Com o triunfo, o time da Baixada Santista, clube que mais liderou o torneio (20 das 46 rodadas), totalizou 89 pontos. O Atlético-PR, único outro time que poderia levantar o troféu, ficou no 1 a 1 com o Botafogo, em Curitiba.

Herói do primeiro título santista, conquistado em 2002, Robinho voltou a ser o centro das atenções na partida decisiva por voltar ao time. O joigador ficou seis partidas afastado devido ao seqüestro de sua mãe, Marina, que terminou nna sexta após 41 dias.

O título nacional de 2004 rendeu ao Santos a melhor seqüência no topo do Brasileiro na história. Após ter sido campeão há dois anos, também foi vice em 2003, no primeiro ano da fórmula que premiou a equipe que computou mais pontos após turno e returno. Com isso, o time superou o São Paulo, que foi duas vezes vice e uma campeão entre 1989 e 1991.

O Santos também terminou a irretocável campanha deste ano com um recorde. Chegou a 103 gols e superou em um tento a marca do Cruzeiro, campeão em 2003, na época com Luxemburgo no comando.

Neste ano, Luxemburgo chegou a seu quinto título nacional e ampliou o recorde de treinador que mais conquistou Brasileiros na história. Além de ter ganho em 2003, foi campeão com o Palmeiras em 1993 e 1994 e com o Corinthians em 1998.

Apesar disso, o futuro de Luxemburgo na Vila Belmiro em 2005 ainda é incerto. Ele recebe R$ 400 mil por mês no Santos, mas tem proposta da MSI (Media Sports Investiments) para ir para o Corinthians, onde ganharia cerca de R$ 600 mil.

Outro que pode ter feito sua despedida do Santos é Robinho. O jogador tem propostas de clubes da Europa, como o Real Madrid, da Espanha.

Apesar disso, o presidente santista, Marcelo Teixeira quer a permanência do craque para o primeiro semestre de 2005, quando o clube irá disputar a Libertadores. O contrato de Robinho com o Santos vai até 2008 e multa rescisória de US$ 50 milhões.

1º tempo

Com o estádio cheio (mais de 36 mil torcedores) o Santos teve pela frente o Vasco, rival que após ter se livrado da ameaça de rebaixamento e garantido sua permanência na elite do Nacional na rodada passada, quando venceu o Atlético-PR (1 a 0), deu mostras de que não iria endurecer o jogo contra o Santos.

Prova disso, foi a ausência do craque do time carioca, o meia sérvio Petkovic, que estaria se transferindo para o Fluminense. Além disso, o técnico Joel Santana escalou a equipe com três zagueiros, seis no meio e apenas um na frente.

Apesar da falta de ritmo de jogo, Robinho –que jogou até os 20 minutos do segundo tempo para a entrada de Basílio–, teve a primeira chance de gol da partida. Aos 2min, Robinho, de cabeça, quase marcou, mas o goleiro vascaíno Everton defendeu à queima roupa.

“Graças a Deus ficou tudo bem. Meu negócio é jogar futebol”, dizia Robinho, antes do jogo, em referência ao fim do seqüestro de sua mãe, Maria de Souza, que ficou 41 dias no cativeiro e foi libertada na última sexta. Durante esse período, Robinho deixou de atuar em seis jogos do time no Nacional. Ele é co-artilheiro do time ao lado do atacante Deivid, ambos com 21 gols.

Aos 5min, o Santos chegou ao gol após cobrança de falta perto da área. O meia canhoto Ricardinho, capitão do time, colocou a bola no ângulo esquerdo.

O Vasco só assustou aos 14min, com Junior que arriscou da entrada da área, mas errou a mira.

O segundo gol santista surgiu aos 29min, quando Preto Casagrande cruzou da direita e Elano, de dentro da área, cabeceou para o fundo das redes. Na comemoração, ele homenageou Narciso, com uma camiseta com o nome do zagueiro, que está internado por problemas de saúde.

2º tempo

Aos 14min da etapa final, Robinho marcou após receber lançamento e pedalar para cima do goleiro Everton, mas o bandeira Paulo Ricardo Conceição, anulou o gol ao anotar impedimento inexistente do atacante, que estava na mesma linha do marcador.

Um minuto depois, o atacante vascaíno Marco Brito cortou o zagueiro e diminuiu.

O Santos teve que passar mandar o jogo no interior depois que o STJD lhe tirou o mando pelo mau comportamento de sua torcida, que lançou fogos de artifício e copos d’água no gramado da Vila Belmiro. Com isso, além de pagar multa, o Santos foi obrigado a jogar a 150 km de sua sede, no mínimo.

Goleiros:
Mauro
Tápia
Júlio Sérgio


Laterais:
Paulo César
Léo
Flávio
Marcio Careca
Marco Aurélio


Zagueiros:
André Luis
Antonio Carlos
Ávalos
Domingos
Leonardo
Narciso
Alex
Pereira
Alcides


Volantes:
Fabinho
Preto Casagrande
Ricardo Bóvio
Zé Elias
Lelo
Paulo Almeida
Renato
Claiton
Daniel


Meias:
Elano
Ricardinho
Luis Augusto
Marcinho
Diego
Lopes


Atacantes:
Robinho
Deivid
Basílio
William
Leandro Machado


Técnicos:
Vanderlei Luxemburgo
Emerson Leão



Santos Futebol Clube

– Presidente: Marcelo Teixeira (2004-2005)
– Patrocínio: Bombril (Master) e Helios Carbex (mangas).
– Fornecedor: Umbro

Elenco:

G – Mauro José Mestriner
G – Nélson Antônio Tápia Rios
G – Júlio Sérgio Bertagnoli

LD – Marco Aurélio Barbosa
LD – Paulo César Arruda Parente
LD – Flávio Pinto de Souza
LE – Leonardo Lourenço Bastos (Léo)
LE – Márcio Ferreira (Márcio Careca)

Z – Alex Rodrigo Dias da Costa
Z – Fábio Pereira da Cruz
Z – Alcides Eduardo Mendes de Araújo Alves
Z – André Luís Garcia
Z – Antônio Carlos Zago
Z – Cristiano Ávalos dos Passos
Z – Leonardo José Aparecido Moura
Z – Domingos Nascimento dos Santos Filho
Z – Narciso dos Santos

V – Paulo Almeida Santos
V – Renato Dirnei Florêncio
V – Claiton Alberto Fontoura
V – Ricardo Souza Bóvio
V – Fábio de Jesus (Fabinho)
V – Carlos Eduardo Casagrande (Preto Casagrande)
V – José Elias Moedim Júnior (Zé Elias)
V – Wellington Carlos de Amorim (Lelo)

MD – Diego Ribas da Cunha
MD – Elano Blumer
MD – Ricardo Luis Pozzi Rodrigues (Ricardinho)
M – Luís Augusto Osório Romão
M – Márcio Ivanildo da Silva (Marcinho)
M – Wellington Nogueira Lopes de Avellar

A – Robson de Souza (Robinho)
A – Deivid de Souza
A – Valdeci Basílio da Silva
CA – William Salles de Lima Souza Júnior
A – Luís Carlos Fernandes (Luisinho)
CA – Leandro Machado

T – Émerson Leão / T – Vanderlei Luxemburgo



Quem chegou: Deivid (A, Bordeaux-FRA, 01/05), Vanderlei Luxemburgo (T, Livre, 08/05), Ricardinho (M, Livre, 18/05), Tápia (G, Cobreloa-CHI, 15/06), Flávio (LD, Chernomorets-RUS, 15/06), Ricardo Bóvio (V, Chernomorets-RUS, 15/06), Marcinho, (M, CRB-AL), Ávalos (Z, Suwon Samsung Bluewings-KOR, 29/06), Fabinho (V, Shimizu S-Pulse-JPN, 16/07), Antônio Carlos (Z, Livre, 05/08), Zé Elias (V, Livre, 13/08).

Quem saiu: Jerri (M, Figueirense, 09/04), Róbson (CA, Livre, 14/04), Doni (G, Livre, 14/04), Marco Aurélio (A, Cruzeiro, 24/06), Leandro Machado (CA, Livre, 24/06), Daniel (V, Livre, 06/07), Renato (V, Sevilla-ESP, 06/07), Lopes (M, Juventude, 16/07), Diego (M, Porto-POR, 25/07), Pereira, (Z, Vasco, 23/08), Alex (Z, Chelsea-ING), Paulo Almeida (V, Benfica-POR), Claiton (V, Nagoya Grampus-JP, 29/06).

Time-base: Mauro; Paulo Cesar,