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São Paulo 1 x 0 Santos

Data: 20/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 40.465 pagantes
Renda: R$ 954.725,00.
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Neuza Inês Back (ambos de SC).
Cartões amarelos: Anderson Martins (2), Militão, Reinaldo, Hudson (SP); Yuri Alberto e David Braz (S).
Cartão vermelho: Anderson Martins (SP).
Gols: Diego Souza (10-2).

SÃO PAULO
Sidão; Militão, Anderson Martins, Bruno Alves e Reinaldo (Edimar); Jucilei, Hudson, Marcos Guilherme, Everton (Liziero) e Nenê; Diego Souza (Tréllez).
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison (Jean Mota), Renato e Vitor Bueno (Yuri Alberto); Gabigol, Rodrygo e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jair Ventura



Diego Souza marca, São Paulo bate o Santos e salta na tabela

O São Paulo entrou em campo nesse domingo na 10ª colocação, mas vai terminar o fim de semana em 5º lugar, a um ponto do Palmeiras (10 e 11), primeiro membro do G4 no Campeonato Brasileiro depois de seis rodadas disputadas. Tudo por causa de uma vitória contundente, apesar do placar de 1 a 0, em cima do Santos, diante de 40.465 torcedores no Morumbi. Já são nove jogos de invencibilidade e o fim da série de quatro empates seguidos.

E os três pontos no clássico podem mais uma vez caírem na conta de Diego Souza. O camisa 9 fez as pazes de vez com a torcida tricolor ao marcar o terceiro gol pela terceira vez consecutiva na casa são-paulina.

O passe veio de Everton, da ponta de esquerda, pelo alto. Diego Souza, como digno centroavante, ganhou de David Braz e contou com tarde pouco inspirada de Vanderlei para estufar as redes. Agora são seis gols em 21 partidas do artilheiro do São Paulo na temporada. Detalhe que só um foi marcado longe do Cícero Pompeu de Toledo.

O tento dos mandantes aos 10 minutos da etapa final liquidou um jogo pragmático e de muita falta de criatividade pelo lado santista, principalmente no primeiro quando, quando os comandados de Jair Ventura limitaram-se a se defender.

O próprio Diego Souza, além de Nenê, Militão e Reinaldo tiveram chances claríssimas para abrir o placar antes do intervalo. Nenê, aliás, carimbou a trave do Peixe em chute de longe.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos do menino Rodrygo, que não se escondeu, mas esbarrou na marcação quase sempre dupla de seus marcados. Gabriel, Vitor Bueno e Sasha praticamente não foram vistos em campo.

Quando teve de correr atrás o prejuízo, o Alvinegro Praiano até assustou em chute de longa distância de Jean Mota, defendido por Sidão, e depois com Yuri Alberto, dessa vez por causa de falha do goleiro do São Paulo, que não encaixou uma bola fácil na saída do gol. Nem mesmo a expulsão de Anderson Martins nos minutos finais serviu para os visitantes exercerem alguma pressão em busca do empate.

De qualquer forma, foi pouco para o Peixe, que depois de perder para o Luverdense com muitos reservas, foi para o Morumbi com o que tinha de melhor e não fez frente ao São Paulo. Com seis pontos, o Santos cai para a 14ª colocação na tabela de classificação.

Bastidores – Santos TV:

Jair resume derrota no San-São em “detalhes” e não vê time retraído

Jair Ventura usou a velha frase dos “clássicos decididos em detalhes” para resumir a derrota do Santos por 1 a 0 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico valorizou o rival, citou a posse de bola santista (55×45%) e já pediu pela reação na Libertadores – o Peixe enfrentará o Real Garcilaso-PER, quinta-feira, na Vila Belmiro, para vencer e terminar a primeira fase na liderança do Grupo 6.

“Aquela velha máxima que o clássico é decidido em detalhes. E o São Paulo marcou o gol em uma bobeira nossa. Sabemos que clássico é assim, com torcida empurrando. O São Paulo é o único invicto no Brasileiro. O Santos é o único a ganhar do São Paulo aqui no ano e hoje infelizmente não conseguimos. Importante trabalhar para na Libertadores ficar com a primeira colocação do grupo”, disse Jair, em entrevista coletiva.

“A gente não tem conseguido jogar fora de casa. O Santos teve mais posse de bola, então não fomos retraídos, e sim foi uma derrota”, completou.

O Santos teve menos posse de bola do que o São Paulo enquanto esteve atrás do placar. A partir dos 10 minutos do segundo tempo, com o gol de Diego Souza, o Peixe foi ao ataque e ensaiou uma pressão, mas não surtiu efeito.

Jair volta a pedir um 10, descarta Bruno Henrique e comenta pressão no Santos

A derrota do Santos por 1 a 0 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, voltou a mostrar a deficiência do Santos na armação. Vitor Bueno foi mantido e não foi bem. Jean Mota entrou e não melhorou o time. No fim das contas, o atacante Rodrygo foi quem terminou o clássico na função.

O técnico Jair Ventura voltou a pedir por um camisa 10 e afirmou que está procurando soluções no elenco enquanto esse atleta não chega.

“Estamos buscando esse homem de ligação, já que não adianta ter muito atacante só. Hoje, não temos esse camisa 10 no elenco e crio alternativa. O Vitor Bueno faz essa função, mas não tenho opção. Rodrygo e Sasha já improvisaram e será assim enquanto não acharmos um camisa 10 no mercado. Mas temos de dar solução. Nem sempre vamos conseguir, principalmente quando perde. Bueno está com mais chances e vamos buscar. de repente, vamos jogar com esse 10. É uma carência como falamos desde o primeiro jogo. Mas competições não param e estamos vivos em todas, apesar de não ganhar fora. No Brasileiro, temos um jogo a menos e não tem nem um quarto do campeonato. Incomoda não vencer em casa, nós nos cobramos bastante por isso, e tentamos não ficar agoniados e com ânsia de vencer fora. E não podemos perder 100% em casa. Temos de vencer em casa e fora para brigar lá em cima”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador ainda descartou Bruno Henrique para a partida contra o Real Garcilaso-PER, quinta-feira, na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores da América. Com o camisa 11 a disposição, Jair pensa escalar quatro atacantes e Rodrygo mais recuado.

“Ele volta a treinar com bola nesta semana, fica muito em cima, requer adaptação ao campo e companheiros., Infelizmente, não joga na quinta. Perdemos Arthur, hoje Alison, e perdemos mais dois agora. Vamos extraindo, tirando o máximo para alcançar nossos objetivos, mesmo sem ser fácil. É lógico que não jogamos o melhor futebol do Brasil, mas temos as nossas responsalidades e faremos sempre o máximo para levar o Santos na frente, como temos feito”, explicou.

Por fim, o comandante do Santos analisou a pressão no comando após resultados ruins. Em 2018, mesmo com a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista e as classificações para as oitavas de final da Libertadores e quartas da Copa do Brasil, são 11 derrotas em 28 jogos, além de 12 vitórias e cinco empates.

“Eu já temia meu futuro antes de chegar. A vida de técnico sempre está em xeque, faz parte da nossa profissão. O percentual é baixo, mas as classificações foram alcançadas. O Santos junto com outros times está fazendo frente em todos os campeonatos. O melhor percentual do Paulista não foi campeão (Palmeiras), então o aproveitamento não vai te levar aos seus objetivos. O Santos está alcançando seus objetivos”, concluiu.

Presidente do Santos banca Jair e quer reavaliá-lo após reforços

O Santos é o clube da Série A do Campeonato Brasileiro com mais derrotas em 2018. O Peixe não perdia 11 vezes em 28 jogos desde 1954. Mesmo assim, o técnico Jair Ventura segue prestigiado no alvinegro depois do último tropeço – 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, em clássico no último domingo.

O presidente José Carlos Peres entende que Jair faz o possível com as opções disponíveis no elenco. A ideia é trazer contratações importantes durante o período da Copa do Mundo na Rússia, entre junho e julho, e reavaliá-lo após os reforços.

Depois da goleada por 5 a 1 para o Grêmio, em Porto Alegre, o Comitê de Gestão se reuniu e votou pela permanência de Jair Ventura. A opinião do colegiado é importante, mas a prerrogativa de admitir ou demitir é do presidente Peres. O dirigente busca apenas o aval dos oito demais membros.

O Santos contratou três reforços em 2018 – os titulares Dodô, Eduardo Sasha e Gabigol. Sem grandes recursos financeiros, o Peixe aposta na criatividade para gastar pouco e não errar. A prioridade é por atletas para o ataque, principalmente um novo camisa 10.

Em entrevista coletiva depois da derrota para o São Paulo, o técnico Jair Ventura afirmou que se sente pressionado desde antes de assumir o cargo em janeiro.

“Eu já temia meu futuro antes de chegar. A vida de técnico sempre está em xeque, faz parte da nossa profissão. O percentual é baixo, mas as classificações foram alcançadas. O Santos junto com outros times está fazendo frente em todos os campeonatos. O melhor percentual do Paulista não foi campeão (Palmeiras), então o aproveitamento não vai te levar aos seus objetivos. O Santos está alcançando seus objetivos”, explicou.

Maior derrotado da Série A, Santos não perdia tanto desde ano da estreia de Pepe

Com a derrota para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, o Santos se tornou a equipe da Série A do Campeonato Brasileiro com mais resultados negativos em 2018. O Peixe perdeu 11 vezes em 28 jogos na temporada – mesmo número de Vasco e Vitória, porém, os times têm 30 e 34 partidas, respectivamente. O alvinegro ainda tem 12 vitórias e cinco empates.

O alto número de derrotas em compromissos oficiais não é comum na vitoriosa história do Santos. O último ano com tantos revezes foi o de 1954 – 12 em 28 oportunidades. O período marcou a estreia de dois ídolos bicampeões mundiais pelo Peixe: o atacante José Macia, o Pepe, em maio, e o técnico Lula, em junho.

Mesmo com tantas derrotas, o alvinegro se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência, está nas quartas de final da Copa do Brasil e foi eliminado apenas na semifinal do Campeonato Paulista. No Brasileirão, após cinco jogos (um a menos), o clube da Vila Belmiro ocupa a 14ª colocação.

Veja abaixo o levantamento feito pela Gazeta Esportiva:

2018 – 11 derrotas em 28 jogos
2017 – 8 derrotas em 28 jogos
2016 – 4 derrotas em 28 jogos
2015 – 4 derrotas em 28 jogos
2014 – 3 derrotas em 28 jogos
2013 – 3 derrotas em 28 jogos
2012 – 6 derrotas em 28 jogos
2011 – 4 derrotas em 28 jogos
2010 – 4 derrotas em 28 jogos
2009 – 6 derrotas em 28 jogos
2008 – 9 derrotas em 28 jogos
2007 – 1 derrota em 28 jogos
2006 – 4 derrotas em 28 jogos
2005 – 4 derrotas em 28 jogos
2004 – 7 derrotas em 28 jogos
2003 – 4 derrotas em 28 jogos
2002 – 8 derrotas em 28 jogos
2001 – 9 derrotas em 28 jogos
2000 – 7 derrotas em 28 jogos
1999 – 7 derrotas em 28 jogos
1998 – 4 derrotas em 28 jogos
1997 – 5 derrotas em 28 jogos
1996 – 10 derrotas em 28 jogos
1995 – 5 derrotas em 28 jogos
1994 – 6 derrotas em 28 jogos
1993 – 7 derrotas em 28 jogos
1992 – 6 derrotas em 28 jogos
1991 – 8 derrotas em 28 jogos
1990 – 5 derrotas em 28 jogos
1989 – 6 derrotas em 28 jogos
1988 – 8 derrotas em 28 jogos
1987 – 4 derrotas em 28 jogos
1986 – 10 derrotas em 28 jogos
1985 – 8 derrotas em 28 jogos
1984 – 6 derrotas em 28 jogos
1983 – 4 derrotas em 28 jogos
1982 – 9 derrotas em 28 jogos
1981 – 7 derrotas em 28 jogos
1980 – 5 derrotas em 28 jogos
1979 – 9 derrotas em 28 jogos
1978 – 10 derrotas em 28 jogos
1977 – 8 derrotas em 28 jogos
1976 – 7 derrotas em 28 jogos
1975 – 10 derrotas em 28 jogos
1974 – 6 derrotas em 28 jogos
1973 – 5 derrotas em 28 jogos
1972 – 9 derrotas em 28 jogos
1971 – 5 derrotas em 28 jogos
1970 – 8 derrotas em 28 jogos
1969 – 7 derrotas em 28 jogos
1968 – 4 derrotas em 28 jogos
1967 – 5 derrotas em 28 jogos
1966 – 7 derrotas em 28 jogos
1965 – 6 derrotas em 28 jogos
1964 – 5 derrotas em 28 jogos
1963 – 4 derrotas em 28 jogos
1962 – 4 derrotas em 28 jogos
1961 – 5 derrotas em 28 jogos
1960 – 8 derrotas em 28 jogos
1959 – 3 derrotas em 28 jogos
1958 – 6 derrotas em 28 jogos
1957 – 8 derrotas em 28 jogos
1956 – 3 derrotas em 28 jogos
1955 – 9 derrotas em 28 jogos
1954 – 12 derrotas em 28 jogos


Santos 3 x 1 Paraná

Data: 13/05/2018, domingo, 19h00.
competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.971 pessoas
Renda: R$ 140.110,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Torito Gonzáles e Vitor Feijão (P); Gabriel (S).
Gols: Rodrygo (02-2), Gabriel (13-2), Gabriel (31-2) e Silvinho (47-2)

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Vecchio), Jean Mota e Vitor Bueno (Diego Pituca); Eduardo Sasha, Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

PARANÁ
David; Alemão, Jesiel, Rayan e Igor (Júnior); Wesley Dias, Torito Gonzáles (Alex Santana) e Caio Henrique; Léo Itaperuna (Vitor Feijão), Silvinho e Carlos.
Técnico: Rogerio Micale



Gabigol faz dois, Rodrygo deixa o seu e Santos faz 3 a 1 no Paraná

Dois tempos bem distintos e um resultado positivo. Esse pode ser um resumo rápido da vitória por 3 a 1 do Santos sobre o Paraná neste domingo, na Vila Belmiro. Depois de um primeiro tempo que deixou a desejar, os comandados de Jair Ventura tiveram grande atuação nos 45 minutos finais e, em dia inspirado de Gabigol, autor de dois gols, conquistaram mais um triunfo no Campeonato Brasileiro.

As vaias no fim do primeiro tempo puderam dizer muito a respeito dos 45 minutos iniciais do Santos. Sonolento, o time de Jair Ventura pouco criou ofensivamente, apesar da movimentação constante dos jogadores da frente. Errando muitos passe, a alternativa se tornou os lançamentos, que consagraram a defesa do Paraná. O time de Micale, por sinal, foi quem esteve mais perto de abrir o placar, com duas finalizações nos minutos finais.

O segundo tempo começou com o Santos disposto a apagar a má imagem do tempo inicial e logo no primeiro minuto Rodrygo fez questão de deixar a situação mais tranquila marcando seu primeiro tento na Vila Belmiro. O jovem “raio” aproveitou o desviou de Sasha para abrir o placar. A partir de então, brilhou a estrela de Gabigol. O camisa 10 marcou nos dois gols seguintes e se consagrou como “o cara” da noite. Silvinho ainda marcou o gol de honra.

O jogo

Os primeiros minutos da partida na Vila Belmiro foram sonolentos, com as duas equipes abusando dos lançamentos em profundidade e dos erros de passe, que fizeram com que os dois goleiros nem aparecessem na partida. O primeiro a tocar na bola foi justamente Vanderlei, mas para corrigir a trapalhada de Lucas Veríssimo, que recuou estranho e obrigou o arqueiro do Peixe a rifar a bola.

Apesar da mobilidade dos atacantes, que trocavam de posição a fim de tentar surpreender a defesa do Paraná, o time da casa pouco criava no campo ofensivo. As melhores chances eram por levantamentos para área e dessa forma os comandados de Jair Ventura quase abriram o placar aos 27 minutos. Rodrygo aproveitou o cruzamento de Dodô e testou para a defesa de David.

Sem conseguir penetrar na defesa do visitante, o Peixe passou a ver o Paraná ficar com a bola e trocar passes, criando a partir de triangulações jogadas de perigo. A primeira do time de Rogério Micale veio aos 41 minutos, quando Alemão tabelou com Carlos pelo lado direito e ficou cara a cara com Vanderlei, que sobressaiu e espalmou para escanteio. Na segunda chance, Silvinho aproveitou o rebote do escanteio e jogou para fora.

As vaias no fim do primeiro tempo parecem ter deixado o time do Santos mais motivado para a reta final e a pressão foi desde a saída de bola. Logo no primeiro minuto, Gabriel arriscou de fora da área, Sasha desviou de cabeça e a bola sobrou para Rodrygo, que tocou para as redes e marcou seu primeiro gol no templo sagrado da baixada.

A pressão santista continuou e Gabigol parecia motivado a corroborar o apelido que ganhou desde os tempos de Menino da Vila. Primeiro, tentou cavar um pênalti e acabou levando o amarelo. Aos 13 minutos, ele não perdoou. Victor Ferraz cruzou para área, Eduardo Sasha ajeitou de cabeça e o camisa 10 completou para o fundo das redes, ampliando o placar.

A vantagem do Peixe deixou o jogo mais movimentado e animado para os torcedores presentes. Precisando da primeira vitória no Campeonato Brasileiro, o Paraná passou a chegar mais, mas com chutes de longa distância que pouco assustavam Vanderlei. Do outro lado, Vitor Bueno finalizou de primeira e a bola passou raspando a trave de David, em sua última jogada antes de dar lugar a Diego Pituca.

A estrela de Gabigol brilhou pela segunda vez na partida em lance digno de atacante, aos 30 minutos. Depois de grande jogada individual de Arthur Gomes, que substituiu Rodrygo, o camisa 10 teve apenas o trabalho de empurrar para as redes. No último lance, Silvinho ainda marcou o gol de honra do Paraná, mas insuficiente para reverter a desvantagem.



Grêmio 5 x 1 Santos

Data: 06/05/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS.
Público: 27.844
Renda: R$ 822.966,00
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Auxiliares: Cleberson do Nascimento Leite e Marcelino Castro de Nazare (ambos do PE).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo, Dodô e Alison (S).
Gols: Maicon (30-1), Jean Mota (32-1) e Everton (46-2); Maicon (09-2), André (24-2) e Arthur (34-2).

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Léo Moura (Madson), Pedro Geromel, Kannemann e Bruno Cortez (Marcelo Oliveira); Maicon, Arthur, Ramiro, Luan e Everton; André (Jael).
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Copete) e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo (Vitor Bueno) e Gabriel (Arthur Gomes).
Técnico: Jair Ventura



Retranca não funciona, e Santos é goleado pelo Grêmio

O Grêmio goleou o Santos por 5 a 1 na noite deste domingo, em sua arena, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor superou a retranca do Peixe com tranquilidade e marcou com Maicon (2), Everton, André e Arthur. O de honra foi de Jean Mota.

Os gaúchos dominaram o jogo desde o início e viram um alvinegro de certa forma covarde, tentando se defender e se desfazendo da bola com rapidez. No primeiro tempo, o Santos perdeu “apenas” por 2 a 1. Na segunda etapa, com a mesma postura, os visitantes sucumbiram à pressão.

O Grêmio, insaciável, tentou aumentar a goleada a todo tempo. O Santos, nocauteado, tentou não ser humilhado. A derrota teve gritos de olé desde cedo e até uma discussão calorosa entre os companheiros Vanderlei e Alison.

O jogo:

O Grêmio teve domínio total nos primeiros 48 minutos de jogo. A postura do Santos, desde o pontapé inicial, ficou clara: defender e tentar se contra-atacar. O problema foi uma retranca incompetente e a dificuldade para trocar três passes consecutivos quando a bola, poucas vezes, ficou nos pés dos alvinegros.

Com o Peixe quase todo na defesa, o Tricolor teve calma para rodar a bola e tentar encontrar espaços. Em boa parte da etapa inicial, a saída foi finalizar de fora da área. Com o tempo, porém, os atalhos foram encontrados, principalmente depois do primeiro gol. E um golaço. Aos 30 minutos, Maicon recebeu na intermediária ofensiva. O capitão teve tempo para dominar, olhar pensar e… brilhar. Um chute indefensável, no ângulo de Vanderlei.

Ao tomar o gol, o alvinegro teve que abdicar de sua postura conservadora. Mas durou pouco. Dois minutos depois, Rodrygo acelerou e Léo Cittadini tocou para Jean Mota achar um gol. O meia chutou fraco, com a perna direita (ruim) e contou com o desvio em Kannemann para pegar Marcelo Grohe no contrapé.

Com a igualdade no placar, o Santos poderia ter tentado incomodar mais o Grêmio, mas voltou para a estratégia inicial: se defender. E não deu certo: O Grêmio empilhou chances, viu Luan acertar o travessão, e aos 46 minutos, a justiça foi feita, quando Everton recebeu de Léo Moura na área e deslocou Vanderlei. Alison e Lucas Veríssimo não foram bem na jogada.

Depois de perder por pouco no primeiro tempo, o Santos sucumbiu na segunda etapa. A conversa no vestiário deve ter sido a mesma da preleção e, mesmo com a desvantagem, a postura foi a mesma: tentar se defender e atacar quando der.

O Grêmio, insaciável, ampliou novamente com Maicon, em cobrança de falta perfeita aos 9 minutos. Sem qualquer indício de reação, o Peixe tinha um novo objetivo: não ser goleado. E a missão não foi alcançada. Depois de várias chances criadas, André fez valer a ‘Lei do Ex’ e empurrou após passe de Luan aos 24 minutos. E aos 34′, Arthur, com todo o espaço do mundo, deslocou Vanderlei em mais uma tentativa de fora da área.

Em todo esse tempo relatado acima, o Santos foi incapaz de criar uma chance clara de gol. E a jogada do quarto do Grêmio resume o que foi a partida, com gritos de olé desde cedo: Daniel Guedes invadiu a área e chutou o chão. Na sequência, contra-ataque concluído por André.

Nos minutos finais, o Peixe, nocauteado, correu o risco de uma goleada histórica. O Grêmio, melhor time do futebol brasileiro, teve o luxo de preservar Léo Moura, Bruno Cortez e André. O alvinegro tentou melhorar com as entradas de Copete, Arthur Gomes e Vitor Bueno, mas não melhorou. Nem perto disso.

Jair nega vexame, mas admite noite ruim do Santos após goleada

O Santos foi goleado por 5 a 1 pelo Grêmio neste domingo, em Porto Alegre, mas Jair Ventura não acredita que tenha sido um vexame. O técnico, porém, admitiu a noite ruim do Peixe.

“Foi um jogo onde uma equipe fez uma excelente partida e nós não fizemos. Todo mundo tem a liberdade de expressão, mas vejo placar elástico de uma equipe com treinador há muito tempo, e em contrapartida o Santos longe de seu melhor jogo. Não acho que seria essa palavra (vexame), mas você (repórter) tem total liberdade de falar”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador não achou que errou em sua estratégia de jogo, de marcar bem e buscar contra-ataque. Na visão de Jair, o Peixe já venceu assim em outras oportunidades.

“Sobre a estratégia, foi a mesma de quando ganhamos, mas hoje não deu certo por uma noite muito boa do Grêmio e uma não boa do Santos. Poderíamos ter saído com outro placar, poderia ter sido diferente, agora é fácil falar. Temos que fazer diferente na próxima oportunidade”, completou.

Braz “elogia” discussão entre Vanderlei e Alison após goleada e critica arbitragem

A goleada por 5 a 1 para o Grêmio neste domingo, em Porto Alegre, causou até uma discussão entre companheiros do Santos. Vanderlei e Alison bateram boca de forma calorosa pouco antes do apito final.

Capitão, David Braz viu o lado bom da discussão entre os santistas. A reportagem do SporTV tentou ouvir Vanderlei, mas o zagueiro pediu para falar no lugar do camisa 1.

“Às vezes acontece isso pelo resultado e jogo ruim. Faz parte. São grandes amigos. É até bom por ninguém estar contente com o resultado. Vamos nos cobrar e o resultado diz tudo”, disse o camisa 14.

Braz elogiou o futebol do Grêmio e admitiu a inferioridade do Santos nessa partida, mas também reclamou da arbitragem de Pericles Bassols Pegado Cortez (PE).

“Grêmio vem jogando bem, tem o fator casa, mas tem a ajudinha da arbitragem também. Pelo amor de Deus. Gol de falta no Maicon não foi. André grita e é falta. Grêmio se animou com esse gol e a gente saiu para a frente, tentou ir para cima e aproveitaram o contra-ataque. Agora tem que ter cabeça fria, é difícil, e teremos decisão na Copa do Brasil”, concluiu o defensor.

Presidente do Santos apoia Jair e promete reforços para ajudá-lo

A derrota por 5 a 1 para o Grêmio não faz o Santos cogitar a demissão de Jair Ventura. Pelo contrário. O presidente José Carlos Peres e os demais dirigentes aprovam o trabalho do técnico e veem parcela de culpa nas dificuldades neste início de temporada.

A principal dívida com Jair é a ausência de um meia para substituir Lucas Lima. E esse armador só virá depois da Copa do Mundo, a partir de julho, na reabertura da janela internacional de transferências e a retomada do futebol no país.

“Não há nenhuma possibilidade de demissão”, disse Peres, em rápido contato com a reportagem da Gazeta Esportiva, antes de responder o que pode fazer para ajudar Jair Ventura.

“Reforços! Mas dependemos da janela se desejarmos qualidade”, completou o presidente, indicando que as soluções não virão do mercado nacional.

O Comitê de Gestão do Santos se reunirá na noite desta segunda-feira, na Vila Belmiro, para tratar de reforços e outros assuntos. A ideia é definir os alvos e encaminhar as negociações. Um volante, um meia e um centroavante estão nos planos. Até o momento, Dodô, Gabigol e Eduardo Sasha, três titulares, foram contratados.

Uma das preocupações do Peixe é a postura do elenco nas derrotas para o Nacional-URU e Grêmio. A apatia é vista como incomum, além da discussão em campo entre Vanderlei e Alison e a cera feita pelos atletas desde os primeiros minutos. Uma conversa da diretoria com os jogadores está prevista para os próximos dias.


Bahia 1 x 0 Santos

Data: 21/04/2018, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 15.875 presentes (15.588 pagantes e 287 não pagantes).
Renda: R$ 317.748,00
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (ambos do SE).
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios e Ailton Farias da Silva (SE).
Cartões amarelos: Douglas, Nino Paraíba, Régis e Marco Antônio (B); David Braz, Léo Cittadini e Dodô (S).
Gol: Junior Brumado (49-2)

BAHIA
Douglas, Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore e Elton; Zé Rafael (Allione), Vinícius (Régis) e Marco Antônio (Brumado); Edigar Junio.
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Diego Pituca) e Jean Mota; Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Rodrygo (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Bahia marca gol aos 49 e Santos perde a primeira no Brasileirão

O Santos conseguiu suportar uma forte pressão do Bahia no primeiro tempo, quando Vanderlei e a trave salvaram o time da Baixada Santista, mas acabou pagando caro por não aproveitar as chances claras em contra-ataques na etapa final do confronto com o Bahia na noite desse sábado. No último lance da partida, aos 49 minutos, a defesa santista se perdeu em cobrança de escanteio e Junior Brumado garantiu a vitória do tricolor por 1 a 0 na Fonte Nova, em Salvador, onde os santistas não sabem o que é triunfar desde 2003.

O resultado interrompe a série de três vitórias seguidas da equipe de Jair Ventura e impede que o Alvinegro Praiano alcance a liderança provisória do Campeonato Brasileiro após duas rodadas. Por enquanto, o Peixe fica na quinta posição, com três pontos. O Bahia se recupera da derrota na estreia, mas ocupa a nona posição neste momento.

A partida também marcou o retorno de Bruno Henrique aos gramados. O atacante se lesionou em janeiro, logo em sua primeira partida na temporada. Desde então, lutou contra uma lesão na retina de seu olho. Por outro lado, Gabriel, mais uma vez titular, chegou ao oitavo jogo sem balançar as redes pelo Santos.

O jogo

Apesar de uma escalação de certa forma ofensiva no papel, o Santos decepcionou seu torcedor no primeiro tempo. Os primeiros 25 minutos de jogo foram de pressão total dos donos da casa. O Peixe se viu encurralado e sem posse de bola.

Vanderlei precisou aparecer com uma grande defesa logo aos quatro minutos. Pouco depois, Elton chegou a balançar as redes, mas cometeu falta em Alison e o lance foi anulado, o que não tirou o ímpeto dos tricolores. Aos oito minutos, Vanderlei pegou, no contrapé, chute de Nino Paraíba. No rebote, Edigar Junior mandou na trave.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos de Rodrygo. O jovem se apresentava como único jogador de ataque do Peixe a dar trabalho aos seus marcados. E dos pés dele por muito pouco o Santos não abriu o placar aos 22, depois de drible desconcertante e tabela com Gabriel.

Mas foi só. Apesar do Bahia aos poucos diminuir o ritmo de forma natural, os tricolores seguiram até o intervalo com o comando das ações, enquanto os visitantes limitaram-se a se defender com muita eficiência.

O panorama não mudou depois do intervalo. No primeiro minuto de boal rolando, novamente Vanderlei teve de mostrar toda sua agilidade em chute rasante de Zé Rafael.

Demorou, mas o Santos cresceu na partida após os dez minutos. Jair Ventura conseguiu organizar sua equipe de uma forma que o Bahia até continuou com o domínio das ações, mas o alvinegro passou a ser perigoso nos contra-ataques.

Rodrygo, Gabriel tiveram oportunidades claras, mas falharam na pontaria. Do outro lado, Zé Rafael seguindo sendo o jogador mais incisivo dos mandantes, mas Vanderlei parecia uma parede no gol.

O jogo ficou tenso do lado de fora. O Árbitro Claudio Francisco Lima e Silva acabou expulsando o técnico Guto Ferreira e o auxiliar de Jair Ventura. Mesmo assim, as duas comissões técnicas apostaram nos jogadores oriundos do banco de reservas em busca do gol da vitória.

O destaque ficou por conta de Bruno Henrique, que não atuava desde janeiro por causa de uma lesão na retina do olho. Os santistas que compareceram a Fonte Nova só não aprovaram a saída de Rodrygo. Vaias também puderam ser ouvidas quando o Bahia decidiu trocar Zé Rafael por Allione.

Com as mexidas, o jogo ficou franco, imprevisível e emocionante em seus minutos finais. O Santos desperdiçou dois contragolpes e pagou caro. No último segundo de jogo, o Bahia chegou ao gol da vitória. Allione cobrou escanteio baixo, Elton tocou de calcanhar e Junior Brumado escorou, à queima roupa com Vanderlei, para o fundo do gol.

Na próxima rodada, o Bahia tem nova oportunidade em casa no domingo, diante do Atlético-PR, às 16 horas. Já o Santos, como teve seu duelo com o Vasco adiado, só volta a atuar pelo nacional por pontos corridos contra o Grêmio, dia 6 de maio, em Porto Alegre, em jogo válido pela quarta rodada. Antes, o alvinegro terá o Estudiantes na Vila, na próxima terça, e o Nacional, no Uruguai, dia 1º maio, pela Copa Libertadores da América.

Bastidores – Santos TV:

Jair admite primeiro tempo ruim do Santos e lamenta “falta de gordura”

Depois de vencer o Ceará na estreia do Campeonato Brasileiro, o Santos conheceu sua primeira derrota na competição na noite desse sábado ao cair por 1 a 0 diante do Bahia, na Fonte Nova. Agora, o time só volta a campo pelo nacional na quarta rodada, frente ao Grêmio, em Porto Alegre, em confronto marcado para o dia 6 de maio. Isso porque a partida contra o Vasco, que aconteceria nessa segunda, no Pacaembu, foi adiada para julho.

Sendo assim, o Peixe tem grandes chances de ficar na parte de baixo da tabela, com apenas três pontos somados até lá. O empate em Salvador, que escapou por muito pouco, poderia lhe dar uma condição um pouco melhor. E o fato foi lamentado por Jair Ventura em entrevista coletiva.

“Isso atrapalhou nossos objetivos. Como o jogo com o Vasco acabou adiado e sofremos essa derrota, não ficaremos entre os primeiros. Queríamos ter gordura para brigarmos na parte de cima da tabela, mas, não será possível”, comentou o técnico santista, que analisou a atuação de seus comandados nesse sábado de forma bastante realista.

“Um primeiro tempo onde encontramos muita dificuldade de jogar, não fizemos nosso jogo apoiado, de sair da pressão do Bahia. Conseguimos jogar no segundo, equiparar o volume de jogo. O Jogo ficou muito aberto, mas muito faltoso. Isso para um time leve como o Santos atrapalha. No último minuto, um escanteio rasteiro, a bola quica e sofremos o gol. Estamos tristes pela derrota”.

Apesar de identificar erros, Jair Ventura evitou críticas pesadas pelo lance que gerou o gol do Bahia aos 49 minutos do segundo tempo e lembrou que esse tipo de emoção sempre vai acontecer no futebol, para o bem ou para o mal.

“Não tivemos próximos do que temos apresentado, o segundo tempo mostra que não vínhamos bem no primeiro. O primeiro tempo não foi bom, mas oscilações acontecem. Mudamos de postura no segundo tempo, criamos, colocamos a bola no chão, a equipe criou e o jogo ficou aberto e no último minuto a gente nem conseguiu dar a saída de bola. Dói tomar gol no último minuto, mas são coisas do futebol, quando a gente faz, a gente comemora, quando é contra é muito triste”, concluiu.

Zagueiro do Santos reclama do ataque depois de derrota para o Bahia

O Santos sofreu uma dolorosa derrota na noite desse sábado. O time estava prestes levar um ponto para casa como visitante, chegar à liderança provisória no Campeonato Brasileiro e manter uma invencibilidade de quatro partidas quando acabou levando um gol do Bahia no último lance do confronto na Fonte Nova.

O baque pela derrota por 1 a 0 foi notório e, após o apito final, o zagueiro Lucas Veríssimo não escondeu sua irritação. O defensor lembrou as oportunidades desperdiçadas pelo setor ofensivo, principalmente no segundo tempo e pouco antes da equipe levar o gol em cobrança de escanteio.

“Um lance que não pode acontecer, a equipe vinha bem, faltou matar, criamos oportunidades, sabíamos que seria difícil. Esse gol no finalzinho não poderia acontecer, o time teria de estar atento. Vamos corrigir para não voltar a acontecer”, declarou o jogador do Peixe.

Bruno Henrique é a boa notícia em derrota do Santos. Mas, quem sai?

O Santos teve nesse sábado, em campo, seu principal jogador de volta. Depois de pouco mais de três meses, Bruno Henrique pisou no gramado com a camisa do Alvinegro Praiano. A substituição até gerou controvérsias diante da escolha de Jair Ventura pela saída de Rodrygo. Mas, a empolgação pelo retorno do camisa 11 ofuscou até mesmo as críticas em cima do técnico santista.

Uma bolada logo no início da partida contra o Linense, no estádio Gilbertão, em Lins, pela primeira rodada do Estadual, acabou causando uma lesão na retina do olho direito do jogador, que passou por cirurgia no local e teve de concluir seu tratamento na Alemanha.

O veloz e habilidoso atacante ficou em campo por cerca de 25 minutos e não conseguiu evitar a dolorosa derrota para o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Foram dois cruzamentos errados, nenhuma finalização a gol e cinco passes certos de oito tentados, além de uma falta cometida.

Os números, no entanto, pouco importam. O que o torcedor espera é que em pouco tempo Bruno Henrique volte ao ritmo de 2017, quando terminou a temporada com 53 jogos, 18 gols, 11 assistências e muitos dribles desconcertantes.

“A grande novidade, uma boa notícia, apesar da derrota, é a volta do Bruno Henrique. A gente sentiu que ele ainda está um pouco sem ritmo. Normal, ele só jogou oito minutos do primeiro jogo do Campeonato (Paulista). Entrou em um jogo quente, pesado, de força, e correspondeu. Criou algumas chances, deu passes, dribles. O Santos ganha com o retorno desse jogador e vai ficar mais forte quando ele estiver 100%”, avaliou o técnico Jair Ventura.

A tendência é que Bruno Henrique volte ao time titular aos poucos, mas, no clube é consenso que é questão de tempo até o atacante recuperar seu espaço entre os 11. Nesse sábado, Jair optou por sacar Rodrygo, mas o jovem vem se destacando e sua saída certamente pode gerar muita reclamação dos torcedores.

O quebra-cabeça tem outras duas peças: Eduardo Sasha e Gabriel. O segundo é cria do clube, ostenta a camisa 10 e representa um alto investimento. O problema é que Gabriel não balança a rede há oito jogos. Por outro lado, Sasha tem se mostrado tão importante que a diretoria santista topou até envolver Zeca na negociação com o Internacional para segurar o jogador na Vila Belmiro.

Correndo por fora está Arthur Gomes, que apesar de reserva no momento, atuou nos últimos nos 20 jogos do Santos no ano, acabou ficando de fora apenas de uma partida, prova da confiança do treinador em seu futebol.

O problema é todo de Jair Ventura a partir de agora. O que interessa para os santistas é que Bruno Henrique, enfim, está de volta e certamente o grupo alvinegro fica mais forte e ambicioso para a temporada com o camisa 11 reintegrado.


Santos 2 x 0 Ceará

Data: 14/04/2018, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 15.513 presentes (12.268 pagantes e 3.245 não pagantes).
Renda: R$ 526.550,00
Árbitro: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC).
Auxiliares: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes (ambos de SC).
Cartões amarelos: Rafael Carioca (C).
Gols: Pio (41-1, contra) e Rodrygo (05-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Vitor Bueno) e Jean Mota (Diego Pituca); Eduardo Sasha, Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

CEARÁ
Éverson; Pio, Valdo, Luiz Otávio e Rafael Carioca; Ernandes, Juninho e Ricardinho (Reina); Wescley (Roberto), Felipe Azevedo (Arnaldo) e Arthur
Técnico: Marcelo Chamusca



Aniversariante, Santos domina o Ceará e vence em estreia no Brasileirão

No dia do aniversário de 106 anos, o Santos controlou todo o jogo e venceu o Ceará neste sábado por 2 a 0, no Pacaembu, pela estreia no Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Pio (contra) e Rodrygo, um em cada tempo.

O Peixe fez valer o fator casa e dominou as ações desde os primeiros minutos. Se Gabigol estivesse inspirado, a goleada certamente viria. Léo Cittadini foi o destaque santista. Arthur, artilheiro do Brasil em 2018, com 16 gols, não se destacou pelo Vozão.

O jogo

Em dia de festa pelo aniversário de 106 anos, o Santos não deixou o convidado Ceará se sentir confortável no Pacaembu. O Peixe assumiu o controle do jogo desde os primeiros minutos, sofreu pouco na defesa e criou boas chances.

Léo Cittadini quase abriu o placar aos 24 minutos, em chute de fora da área. Lucas Veríssimo fez a bola raspar a trave em cabeceio aos 31. E depois de martelar, o alvinegro saiu na frente aos 41.

Daniel Guedes recebeu bom passe de Jean Mota e cruzou bonito, Rodrygo tentou de letra, mas furou, e Dodô desviou no segundo pau. Pio se atrapalhou com o goleiro Éverson marcou contra.

O Santos não recuou depois de sair na frente e ampliou logo aos quatro minutos, na primeira grande jogada de Gabigol. O camisa 10 roubou a bola no ataque e acionou Sasha antes de assistência na cabeça de Rodrygo, livre, só para empurrar. Quinto gol do raio em 2018, o quarto no Pacaembu e o segundo de cabeça.

Com a desvantagem, o Ceará se expôs e o Peixe teve muito espaço para contra-atacar. O goleiro salvou o Vozão em dois lances consecutivos, aos sete e 12 minutos, em chute de fora da área de Jean Mota e cruzamento de Rodrygo para Gabigol, sozinho.

Depois de alguns minutos de calmaria, o jogo voltou a ficar eletrizante aos 24, quando Daniel Guedes cruzou na cabeça e Léo Cittadini cabeceou por cima do travessão. Aos 26, Arthur finalizou de fora da área para a primeira boa defesa de Vanderlei. Segundos depois, Gabigol arrancou e arriscou da entrada da área, colocado, e a bola beijou a trave.

Sem forças pela reação, o Ceará “administrou a derrota”, sem pressionar nos minutos finais. o Santos, com a vitória assegurada, criou poucas chances nos minutos finais e perdeu a chance de golear na estreia do Brasileirão.

Bastidores – Santos TV:

Jair comemora trinca, elogia Cittadini e prevê céu como limite para Rodrygo

O Santos venceu a terceira partida consecutiva neste sábado, no Pacaembu, ao derrotar o Ceará por 2 a 0. Mais do que os três pontos e a boa sequência, o técnico Jair Ventura comemora a evolução do time e o controle do jogo válido pela estreia no Campeonato Brasileiro.

“Implementamos jogo apoiado, tivemos controle do jogo, mais oportunidades de um placar elástico. É cedo, primeira rodada, mas estou falando dos 20 jogos que estou no comando do Santos e vejo evolução a cada jogo. Concretizamos nossa terceira vitória, Palmeiras, Estudiantes e Ceará, dois jogos fora… Tendência é crescer”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

Jair aproveitou a oportunidade para elogiar Léo Cittadini e comentar a boa fase de Rodrygo. Para o treinador, o garoto de 17 anos tem potencial para chegar longe. Muito longe.

“Fez partida fantástica. Treinou muito bem nessa semana. Saiu por conta de lesão. Voltou na Libertadores, ficou em cima e hoje sustentou. Teve grande partida junto com todo o time. Coletivo foi muito forte. Implementamos bem o que treinamos durante a semana”, analisou.

“É difícil falar onde o Rodrygo pode chegar. Céu é o limite para quem tem essa qualidade. É uma joia!”, completou.

Rodrygo comenta habilidade e gol em estreia: “Estou acostumado”

Rodrygo tem 17 anos e estreou pelo Campeonato Brasileiro com louvor. O atacante fez um dos gols do Santos na vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, neste sábado, no Pacaembu.

Foi o quinto gol da joia em 2018, o quarto no Pacaembu e o segundo de cabeça. Nada mal para quem foi recém-promovido ao elenco profissional e possui 1,73 m de altura. E isso tudo não parece ser novidade para ele.

“Ficha não caiu. Continuo trabalhando para fazer gols. Espero fazer muitos nesse Brasileirão”, disse Rodrygo, ao Premiere, antes de comentar sobre ‘jogar fácil’.

“Tem que jogar, né? Estou acostumado a jogar assim, para frente, habilidoso”, completou.

Depois de se tornar titular aos poucos com o técnico Jair Ventura, entrando no segundo tempo dos jogos, Rodrygo se firmou na equipe e vem de boas atuações em sequência. E o ano está só no começo…

Gabigol perde chances, mas aprova atuação: “Participei dos gols”

Gabigol não teve uma noite inspirada neste sábado, na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Ceará, no Pacaembu. É verdade que o camisa 10 iniciou a jogada do segundo gol, mas desperdiçou várias chances em contra-ataques.

O atacante prefere valorizar sua participação como um todo e o resultado na estreia no Campeonato Brasileiro, que encerra um jejum de 12 anos sem vencer na primeira rodada.

“Tentei fazer o gol, tive algumas chances, mas importante é a vitória, participei dos dois gols. O mais importante às vezes não é o gol. Estou feliz pela minha participação e pela vitória”, disse Gabigol, ao Premiere.

“Era ideal sair ganhando, foi uma bela vitória. Não ganhava há muito tempo na estreia. Conseguimos quebrar esse tabu”, completou.

Jair lança Pituca, encerra testes e prevê sequência para time titular

O Santos estreou mais um jogador profissional neste sábado: Diego Pituca entrou nos minutos finais da vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, no Pacaembu. O meia de 25 anos vinha apenas treinando no CT Rei Pelé depois de ser promovido do time B no início de 2018.

O técnico Jair Ventura elogia, mas avisa: os testes acabaram. A tendência é a manutenção do time titular com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol.

“Pituca foi o 32º jogador no ano. Estava treinando bem, buscou espaço, acabou não inscrito no Paulista e teve sua chance. Em vez de lamentar, treinador tem que achar alternativas e isso que eu gosto de fazer. A estreia dele é importante, no gelo. Jogou no Santos B, mas sem estrear no time principal. Ele entrou, foi bem, tirou essa situação da estreia. Fico feliz e ele está também. Santos ganha mais um jogador”, disse Jair.

“Testes acabaram, sei o que podem dar, e agora farei substituições com que o jogo pedir. Briga está aberta, mas tendência é manutenção. Tive mudança de suspensão e ordem médica (Gabigol e Léo Cittadini). Mudanças necessárias. Então a tendência é que consigamos dar sequência e padrão ao time. Não foram mudanças, foram voltas”, completou.



Obs.: O primeiro gol do Santos conforme o replay foi realmente do Dodô mas o árbitro deu gol contra do Pio.