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Santos 2 x 1 Grêmio

Data: 11/10/2020, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kleber Gil e Éder Alexandre (ambos de SC).
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Jobson e Marinho (S); Robinho, David Braz e Rodrigues (G).
Cartão vermelho: David Braz (G).
Gols: Marinho (19-1, de pênalti); Diego Souza (27-2) e Marinho (33-2, de pênalti).

SANTOS
João Paulo; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Laércio); Diego Pituca, Jobson e Jean Mota (Madson); Marinho, Arthur Gomes e Kaio Jorge (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuca

GRÊMIO
Vanderlei; Orejuela, Paulo Miranda (Rodrigues), David Braz e Bruno Cortez (Diogo Barbosa); Lucas Silva (Maicon), Thaciano e Robinho (Isaque); Luiz Fernando, Pepê e Diego Souza (Everton).
Técnico: Renato Gaúcho



Com dois gols de Marinho, Santos vence Grêmio e entra no G6 do Brasileiro

Neste domingo, o Santos recebeu o Grêmio na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, e saiu com a vitória pelo placar de 2 a 1. Com dois gols marcados por Marinho, o Peixe conquistou os três pontos e chegou ao 12º jogo consecutivo sem derrota. Diego Souza fez para os visitantes.

Com o resultado, a equipe comandada pelo técnico Cuca chega a 24 pontos conquistados e sobe para a sexta colocação, entrando na zona de classificação para a próxima edição da Copa Libertadores. O Tricolor Gaúcho, por sua vez, estaciona nos 17 pontos e aguarda os outros resultados para saber qual posição vai ocupar ao final da rodada.

O jogo

O Santos criou a primeira boa chance da partida logo aos dois minutos. quando Arthur Gomes cabeceou por cima do gol após cruzamento na medida de Pará. Aos 13, o Peixe chegou bem mais uma vez. Kaio Jorge dominou na entrada da área depois de desvio da defesa, ajeitou e bateu com força para boa defesa de Vanderlei.

E aos 17 minutos, os donos da casa não perdoaram. Kaio Jorge recebeu em profundidade pelo lado direito, tentou fazer o cruzamento e viu a bola bater no braço de Paulo Miranda. O árbitro Braulio da Silva Machado viu a infração e marcou a penalidade máxima, cobrada e convertida pelo atacante Marinho.

O Grêmio quase deixou tudo igual aos 31 minutos. Robinho bateu escanteio fechado, Diego Souza subiu sozinho e, de cabeça, mandou raspando no pé da trave. Pouco depois, o Santos respondeu com Jean Mota, que chutou colocado após passe de Kaio Jorge e acertou o poste.

Diego Pituca, em bela finalização de letra para completar cruzamento de Marinho, e Lucas Silva, em chute forte da entrada da área, ainda criaram boas chances para suas equipes. Contudo, o placar de 1 a 0 persistiu até a saída para o intervalo.

O Alvinegro Praiano quase ampliou a vantagem aos cinco minutos do segundo tempo. Arthur Gomes arrancou em velocidade e soltou para Jean Mota, que fez o cruzamento rasteiro, para trás, e achou Marinho. Na marca do pênalti, o camisa 11 bateu de primeira e acertou o travessão.

No entanto, foi o Tricolor Gaúcho que marcou o segundo gol do jogo. Aos 27 minutos, Diogo Barbosa fez boa jogada e encontrou Isaque, que rolou para Pepê. O atacante tocou na entrada da área para a chegada de Diego Souza, que chegou batendo firme, de primeira, e acertou o canto esquerdo de João Paulo, sem chances para o goleiro alvinegro.

Cinco minutos depois, porém, o árbitro viu, com o auxílio do VAR, uma falta de David Braz em Marinho dentro da área e assinalou outro pênalti para o Santos. O artilheiro do Peixe foi para a cobrança, deslocou Vanderlei e recolocou os donos da casa na frente.

O arqueiro gremista ainda salvou os visitantes em duas oportunidades, ao defender finalização de Madson após cruzamento rasteiro de Marinho e cabeceio de Lucas Veríssimo em cobrança de escanteio do camisa 11. Nos acréscimos, foi a vez de João Paulo evitar o gol adversário em belo chute de Maicon e garantiu a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Cuca elogia atuação do Santos contra o Grêmio e comenta contratação de Robinho

Neste domingo, o Santos conseguiu uma boa vitória contra o Grêmio, na Vila Belmiro, pelo placar de 2 a 1, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Cuca elogiou a atuação da equipe alvinegra no confronto, apesar da dificuldade imposta pelos adversários na segunda etapa.

“Eu vi um bom jogo, um jogo bem jogado, bem disputado, com duas equipes tentando a vitória. Nós, lógico, por estarmos jogando em casa, saímos para o jogo. O primeiro tempo foi muito bem jogado por parte do Santos. A gente teve saída de bola, chegadas pelos dois lados, infiltrações, diagonais. Fizemos um gol, pecamos em não fazer o segundo, e quando você joga contra uma equipe como o Grêmio, você pode ser surpreendido a qualquer momento”, declarou o comandante.

“O segundo tempo foi mais difícil. O Renato é um cara que tem o time na mão, já está há muitos anos à frente do Grêmio. Ele sentiu que tinha que jogar mais à frente. E tudo isso vai surtindo efeito, são grandes jogadores. Um jogo bem pensado pelo treinador do outro lado também. Tivemos uma dificuldade maior, mas, mesmo tomando o gol de empate, continuamos a jogar e buscar o gol. Criamos chances, botamos duas bolas na trave e acabamos sendo premiados com o segundo gol”, acrescentou.

Por outro lado, Cuca lamentou as oportunidades perdidas pelo Peixe, que poderiam ter deixado a situação dos donos da casa mais tranquila. O treinador citou os chutes na trave de Marinho e Jean Mota, e a finalização de letra de Diego Pituca como bolas que “eram para entrar”.

“A gente tem pecado na definição. Temos criado muitas chances, mas pecamos na definição. A gente tem trabalhado nesse quesito, o pouco que dá, porque não tem tempo. Tem dia que o jogador vai ser feliz na conclusão, e tem dia que ele não vai ser tão feliz. A bola do Jean Mota era uma bola para entrar e bateu na trave, a bola do Marinho era para entrar e deu na trave, a bola do Pituca de letra era para entrar e passou a meio metro. São pequenas diferenças que fazem o resultado final”, disse.

O comandante santista ainda comentou a contratação do atacante Robinho. Para o técnico, o jogador de 36 anos, condenado a nove anos de prisão por violência sexual na Itália, em 2017, pode ajudar a equipe “dentro e fora de campo”.

“Eu recebi (a notícia) ontem (sábado) à tarde. Eu estava na Vila, reunido com o pessoal e recebi a notícia dele lá. A gente espera que ele nos ajude muito dentro e fora de campo. Como é uma pessoa de índole e caráter maravilhoso, sem dúvida nenhuma vai nos ajudar. Ainda não pensei em como utilizar o Robinho, requer um tempo, ele tem que entrar em condição de jogo primeiro. Tudo isso tem tempo para depois a gente conversar e entender o que é melhor”, apontou Cuca.


Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 07/10/2020, quarta-feira, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Neo Química Arena, em São Paulo, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do RJ).
VAR: Rodrigo Carvalhães de Miranda
Cartões amarelos: Roni e Danilo Avelar (C); Lucas Braga, Lucas Lourenço e John (S).
Gols: Madson (10-1) e Danilo Avelar (45-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Gil, Danilo Avelar e Lucas Píton; Gabriel, Roni (Camacho) e Luan (Cazares); Gustavo Mantuan (Mateus Vital), Léo Natel (Gustavo Mosquito) e Jô (Boselli).
Técnico: Dyego Coelho

SANTOS
João Paulo; Pará, Luiz Felipe (Marcos Leonardo), Luan Peres e Felipe Jonatan (Wagner Leonardo); Diego Pituca, Jobson, Madson e Lucas Braga (Ivonei); Jean Mota (Tailson) e Kaio Jorge (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuquinha (auxiliar técncico)



Santos sai na frente, mas Corinthians arranca o empate em Itaquera

Corinthians e Santos ficaram no empate por 1 a 1, nesta quarta-feira, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena. O Timão acumulou, com isso, quatro partidas seguidas sem vencer, enquanto o Peixe aumentou a série de invencibilidade para 11 jogos.

Com a igualdade, o Corinthians chega aos 15 pontos, ainda muito perto da zona de rebaixamento, na 14ª colocação, que ainda pode mudar até o fim da rodada. Já o Santos é o quinto colocado, com 21 pontos, e também pode cair na tabela.

O jogo

Fora de casa, sem seus principais jogadores e com o desfalque até de Cuca no banco de reservas. Nada disso foi problema para o Santos no primeiro tempo. O domínio amplo a partir do apito inicial foi coroado com um gol logo aos 10 minutos. Jean Mota cruzou da esquerda e Madson venceu Piton já dentro da pequena área.

O Corinthians, espaçado em campo, perdido, com a sexta escalação diferente em seis jogos sob o comando de Dyego Coelho, se mostrava preza fácil naquele momento.

Inexplicavelmente, o Peixe não soube aproveitar o momento e preferiu diminuir o ritmo. Assim, mesmo com enorme dificuldade, o Timão passou a ocupar mais o campo de ataque.

O castigo aos santistas veio no último lance agudo antes do intervalo. Gil ganhou de Luiz Felipe no alto, depois de cobrança de escanteio, e o goleiro João Paulo perdeu para Danilo Avelar no alto. Um gol bizarro, que gerou muita reclamação dos visitantes, consulta do VAR, mas, no fim, foi validado.

Na etapa final, o resultado de substituições dos técnicos foi favorável ao Corinthians, que apresentou evolução pelo que vinha fazendo em campo. O Santos se manteve organizado, mas passou a ficar mais tempo no campo de defesa, com dificuldade em chegar ao gol de Cássio.

A partida teve uma nova polêmica por causa de uma falta marcada pelo juiz em cima de Gustavo Mosquito. A princípio, a dúvida era se a infração tinha ocorrido dentro ou fora da área. O árbitro, porém, voltou atrás e não deu a falta após consultar o replay. Em tese, o VAR não pode ser usado para este fim.

A partir disso, o jogo não apresentou mais grandes emoções. Mateus Vital, nos acréscimos, exigiu uma linda defesa de João Paulo. E foi só.

Bastidores – Santos TV:

Após maratona, Santos ganha respiro na tabela: “Importantíssimo”

Após maratona de jogos e viagens, o Santos tem um respiro na tabela do Campeonato Brasileiro após o empate em 1 a 1 com o Corinthians na última quarta-feira, na Neo Química Arena, pela 14ª rodada.

O Peixe terá quinta, sexta e sábado antes de enfrentar o Grêmio no domingo, às 16h. A partida ocorrerá diante do Atlético-GO, na quarta, novamente na Vila Belmiro.

O Santos teve três jogos consecutivos fora de casa em uma semana, com duas viagens longas: Olimpia, no Paraguai, Goiás, em Goiânia, e Corinthians, em São Paulo.

“Importantíssimo. Haja visto segundo tempo como não mantivemos o nível, marcar pressão, chegar com qualidade (no clássico). Tempo é fundamental para trabalhar. Temos que enaltecer os meninos, terminamos com cinco meninos. São polivalentes, de um lado e do outro e ajudam. É muito desgaste. Passamos muito tempo fora de Santos. 11 partidas de invencibilidade não é fácil. Temos que enaltecer o trabalho bem feito, essa dedicação dos meninos. Tudo isso nos deixa orgulhosos”, disse o auxiliar Cuquinha, em entrevista coletiva.

O Santos se reapresenta para treinamento na tarde desta quinta, no CT Rei Pelé. O Peixe não perde há 11 partidas e é o sétimo no Brasileirão, com 21 pontos.

Cuquinha nega ordem para recuar e elogia dedicação do Santos: “Bonito de ver”

Técnico do Santos na ausência de Cuca por suspensão, o auxiliar Cuquinha valorizou o empate em 1 a 1 com o Corinthians nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe começou bem, abriu o placar e depois diminuiu o ritmo. O segundo tempo dos donos da casa foi melhor.

“Proposta foi vencer, fazer pressão e conseguir vitória no primeiro tempo. Fizemos isso bem até 30/35 minutos, foi caindo. Viagens, jogos, fomos sentindo. Tomamos o gol no fim do primeiro tempo e depois foi outro jogo. Não encaixamos bem, mas fizemos segundo tempo digno, com algumas oportunidades. Corinthians foi um pouco melhor no segundo tempo, nós muito melhores em 30 minutos. Resultado acabou justo. E não há nenhum pedido para recuar. Jogadores sentem um pouco, é normal”, disse Cuquinha.

“Corinthians pressionado, fora de casa, inúmeras baixas. Não podemos desprezar um ponto. Poderíamos ter ganho, mas não é fácil. Adrenalina toma conta dos guris, perna pesa, não dormem à noite. Estamos felizes com o resultado. Poderia ter sido melhor, mas foi um resultado justo”, completou.

Cuquinha também valorizou o esforço do elenco diante das dificuldades. O Santos utilizou sete Meninos da Vila ao longo do clássico: João Paulo, Kaio Jorge, Ivonei, Marcos Leonardo, Lucas Lourenço, Tailson e Wagner Leonardo.

“Nossa realidade é a final de domingo contra o Grêmio. Cada jogo é uma final. Se a gente se programar para depois, vamos perder parte do foco. Temos que somar pontos e estar na parte de cima, onde o Santos merece. Sabemos da dificuldade dentro e fora de campo, mas é trabalhar e enaltecer os meninos. Dedicação é algo bonito de ver, nunca falta. Se entregam, banco joga junto. Isso constrói 11 jogos de invencibilidade e quem sabe 12 ou 13 e assim por diante?”, concluiu o auxiliar.

Pituca vê bom clássico do Santos e diz: “Empate vai ajudar lá na frente”

Diego Pituca aprovou a atuação e valorizou o empate do Santos em 1 a 1 com o Corinthians nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe teve nove desfalques: o técnico Cuca, Lucas Veríssimo, Marinho, Alison, Raniel, Carlos Sánchez, Soteldo, Arthur Gomes, Vladimir e Renyer.

“Entramos muito desfalcados, sim, mas quem entrou ajudou. Fizemos um bom jogo, sabíamos que seria difícil contra o Corinthians. Mas o empate vai nos ajudar lá na frente”, disse Pituca, ao Premiere.


Goiás 2 x 3 Santos

Data: 04/10/2020, domingo, 18h15.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Estádio: Estádio da Serrinha, em Goiânia, GO.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Jucimar dos Santos Dias (BA).
VAR: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Cartões amarelos: David Duarte, Sandro, Daniel Bessa e Victor Andrade (G); Cuca, Pará e Marcos Leonardo (S).
Cartões vermelhos: David Duarte (G) e Arthur Gomes (S).
Gols: Vinícius (05-1) e Marinho (18-1, de pênalti); Jefferson (09-2, contra), Marcos Leonardo (31-2) e Victor Andrade (39-2).

GOIÁS
Tadeu; Edílson (Yago Rocha), David Duarte, Fábio Sanches e Jefferson (Caju); Breno, Sandro (Daniel Oliveira) e Daniel Bessa (Mike); Vinícius, Keko (Victor Andrade) e Rafael Moura.
Técnico: Enderson Moreira

SANTOS
João Paulo; Pará, Alison, Luan Peres e Felipe Jonatan (Wagner Leonardo); Diego Pituca, Jobson, Arthur Gomes e Marinho (Marcos Leonardo); Lucas Braga (Jean Mota) e Kaio Jorge (Madson).
Técnico: Cuca



Santos leva susto no fim, mas vence o Goiás em jogo polêmico na Serrinha

O Santos venceu o Goiás por 3 a 2 neste domingo, na Serrinha, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, em jogo polêmico e com emoção até o fim.

Os gols do Peixe foram de Marinho, Jefferson (contra) e Marcos Leonardo. O Esmeraldino marcou com os atacantes Vinícius e Victor Andrade. O Menino da Vila diminuiu aos 39 minutos do segundo tempo e teve gol anulado nos acréscimos.

No primeiro tempo, o Santos teve um pênalti marcado e convertido por Marinho com auxílio do VAR. Na sequência, porém, Sandro tocou com o braço e a penalidade não foi assinalada. E ainda na etapa inicial, Arthur Gomes foi expulso. O atacante saiu de campo chorando.

Nos 45 minutos finais, o Peixe virou com o gol contra de Jefferson e, logo depois, viu David Duarte receber o segundo amarelo e também ser expulso. E quando a vitória parecia certa, o Goiás diminuiu e só não empatou porque o juiz viu impedimento de Rafael Moura no início do lance que terminaria no segundo gol de Victor Andrade.

Com a vitória, o Santos é o sexto colocado no Brasileirão, com 20 pontos. O Goiás segue na lanterna, com nove (e três partidas a menos).

O jogo

O Goiás abriu o placar logo aos cinco minutos, quando Keko recebeu lançamento pela direita e cruzou para Vinícius marcar. Felipe Jonatan e Alison “dormiram” na marcação.

No minuto 15, o primeiro de vários lances polêmicos do árbitro Marielson Alves Silva. Lucas Braga recebeu de Jobson na área e foi deslocado por David Duarte. Pênalti confirmado com auxílio do VAR e Marinho converteu. 1 a 1.

Quando o placar marcava 22 jogados, Sandro aproveitou bola rebatida e chutou cruzado com a canhota. Passou bem perto da trave esquerda de João Paulo…

Aos 27, outra polêmica. Marinho cobrou escanteio e Sandro tocou com o braço. O juiz reviu o lance e mandou seguir. E no minuto 32, o lance mais controverso.

Arthur Gomes acertou o rosto de Edilson ao tentar girar sob a marcação e levou cartão amarelo. O árbitro foi até o vídeo e expulsou o atacante, que saiu de campo chorando.

O Goiás voltou para a etapa final com a posse de bola e à procura de espaços na defesa do Santos. Mas foi o Peixe quem criou primeiro.

Aos oito minutos, Marinho cruzou e Kaio Jorge bateu em cima da defesa. Segundos depois, Kaio achou Pará, que tentou cruzar. A bola bateu em Jefferson e entrou. Virada com um a menos para o Alvinegro.

E no minuto 13, a situação do Santos ficou mais tranquila. David Duarte levou o segundo cartão amarelo e também foi expulso em Goiânia.

Com 10 contra 10, o Santos se sobressaiu tecnicamente e ampliou no minuto 31, quando Madson cruzou para o primeiro gol como profissional de Marcos Leonardo.

Só que quando o placar marcava 39 jogados, pintou a “Lei do Ex”. Victor Andrade, revelado pelo Santos, dominou na esquerda e bateu bonito para diminuir. Ele não comemorou.

E nos acréscimos, aos 45 minutos, Victor acertou bonito chute de fora da área e empatou. A arbitragem, porém, reviu o lance e assinalou impedimento de Rafael Moura no início da jogada.

Bastidores – Santos TV:

Cuca enaltece elenco, mas pede reforços ao Santos: “Olho para o amanhã”

Cuca enalteceu o elenco do Santos após a vitória por 3 a 2 sobre o Goiás neste domingo, na Serrinha, mas não deixou de fazer um pedido à diretoria.

O técnico quer reforços diante de tantos problemas físicos no grupo profissional. Para isso, o Peixe precisa sanar dívidas na Fifa. A principal delas é de quase R$ 30 milhões com o Hamburgo, da Alemanha, por Cleber Reis. O zagueiro Laércio e o atacante Copete aguardam pela regularização.

“Fizemos hoje o nono jogo em 27 dias se não me engano. É muita coisa. E não é só jogo, é a viagem. Estou feliz, torcedor está feliz, todos estão felizes. Mas quero deixar um recado importante para a diretoria atual, antiga, e para todos. Temos que comemorar a vitória, mas não sentar nela. Temos que reforçar nosso elenco”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Perdemos o Sánchez (lesão no joelho) por nove meses, Raniel (trombose) não sei por quanto, Soteldo selecionado (Venezuela), Lucas Veríssimo machucado (edema na panturrilha). Elenco está enxugando, hoje foi o Marinho (saiu com dor na coxa). Tenho essa ambição e para isso temos que pagar nossa dívida. Temos que reforçar nosso elenco. Hoje estou feliz com elenco, mas olho para o amanhã. Botafogo jogava muito em 2007 e 2008 e perdeu alguns jogadores e parou. Temos que reforçar esse grupo maravilhoso e todos aqui sabem disso. Se temos ambição de conquistar, temos que nos fortalecer”, completou.

Invicto há 10 jogos, o Santos voltará a campo para enfrentar o Corinthians, quarta-feira, na Neo Química Arena, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe ocupa a sexta colocação, com 20 pontos.

Marcos Leonardo comemora 1º gol pelo Santos: “Sempre fui um sonhador”

Aos 17 anos, Marcos Leonardo fez o primeiro gol como jogador profissional do Santos neste domingo, na vitória por 3 a 2 sobre o Goiás, na Serrinha, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Menino da Vila lembrou do sonho do pai ao comemorar o primeiro gol pelo Peixe.

“Agradeço primeiramente a Deus. Ele sabe do sofrimento que eu e família passamos. Felicidade é imensa, não há como explicar. Foi sonho do meu pai ser jogador, isso eu não carrego só para mim, carrego para ele e para a família inteira”, disse o centroavante.

“Sempre fui um sonhador. Desde a Copa São Paulo eu tinha a meta de subir, era um divisor de águas. Fiz uma boa Copinha, fui para o profissional e agradeço pelo gol. Agora é sequência e tudo vai dar certo”, completou.

Marcos Leonardo também agradeceu à comissão técnica e foi mais um a dedicar a vitória a Carlos Sánchez e Raniel.

“Cuca, para nós, é um paizão. Agradeço a ele e comissão pelo apoio desde a minha chegada. Agradeço a eles e dedico a vitória ao Sánchez e Raniel”, concluiu.

Promovido ao elenco profissional em 2020, Marcos Leonardo tem oito jogos pelo Santos. Ele é uma das maiores promessas recentes das categorias de base.

Cuca recebe 3º cartão amarelo e desfalca o Santos contra o Corinthians

O técnico Cuca não estará no banco de reservas do Santos na partida contra o Corinthians, quarta-feira, na Neo Química Arena, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cuca recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória do Peixe sobre o Goiás neste domingo, em Goiânia. O treinador ficou irritado com a expulsão de Arthur Gomes.

Sem Cuca, o Alvinegro deve ser dirigido pelo auxiliar Cuquinha. Os demais desfalques são Carlos Sánchez (lesão no joelho esquerdo), Raniel (trombose na perna direita), Soteldo (convocado pela seleção venezuelana) e Arthur Gomes (suspenso).

Marinho pediu substituição na metade final do segundo tempo contra o Goiâs. Ele levou a mão à entre a coxa e a virilha e deu um soco no carrinho da maca. Atacante será avaliado pelo departamento médico.

Lucas Veríssimo (edema na panturrilha esquerda) e Luiz Felipe (lesão na coxa esquerda) estão em fase final de recuperação e podem ficar à disposição.


Santos 1 x 1 Fortaleza

Data: 27/09/2020, domingo, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC).
Auxiliares: Alex dos Santos e Thiaggo Americano Labes.
VAR: Rafael Traci
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (S); Romarinho (F).
Gols: Madson (41-1) e Gabriel Dias (02-2).

SANTOS
João Paulo; Madson (Pará), Alex, Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Jean Mota (Carlos Sánchez) e Arthur Gomes (Raniel); Marinho, Soteldo (Lucas Braga) e Kaio Jorge (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuca

FORTALEZA
Felipe Alves; Gabriel Dias, Jackson, Paulão e Carlinhos; Felipe (Fragapane), Juninho e David (Marlon); Romarinho, Osvaldo (Ronald) e Wellington Paulista (Yuri César).
Técnico: Rogério Ceni



Santos sai na frente, mas cede empate ao Fortaleza na Vila Belmiro

Neste domingo, Santos e Fortaleza se enfrentaram na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em jogo movimentado, com boas chances para ambos os lados, as equipes ficaram no empate em 1 a 1. Madson abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Gabriel Dias deixou tudo igual na segunda etapa.

Com o resultado, o Peixe fica com 17 pontos conquistados e segue na oitava colocação da tabela. O Sport tem mesma pontuação, mas fica na frente pelo número de vitórias (5 a 4). Com um ponto a menos, o Leão do Pici aparece logo atrás, na nona posição.

O jogo

Jogando em casa, o Santos levou o primeiro perigo ao gol defendido por Felipe Alves logo aos sete minutos de partida. Após cobrança de escanteio de Soteldo, Paulão cabeceou para trás, e a bola sobrou para Marinho, que emendou de primeira. O goleiro tricolor caiu bem e espalmou.

O Fortaleza respondeu aos 11 minutos, em chute de Osvaldo que passou à esquerda, próximo da meta santista. Pouco depois, novamente foi a vez do Santos de ameaçar. Felipe Jonatan recebeu cruzamento longo de Madson e bateu forte, mas mandou para fora.

Aos 30 minutos, o Leão do Pici assustou ao acertar uma bola na trave. Osvaldo fez o cruzamento para a área, Welligton Paulista não conseguiu encostar, e a bola carimbou o poste, mas o auxiliar assinalou impedimento. Aos 40, Kaio Jorge desviou de cabeça e também mandou na trave.

Marcando em cima e forçando muitos erros de passe dos adversários, o Santos conseguiu tirar o zero do placar aos 41. Em cobrança de falta, Marinho alçou na área leonina, Madson acertou um belo peixinho e balançou as redes para colocar os donos da casa em vantagem antes do intervalo.

Com Yuri César no lugar de Wellington Paulista, a equipe comandada por Rogério Ceni voltou ligada e chegou ao empate logo aos dois minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Juninho, o zagueiro Gabriel Dias subiu sozinho e completou de cabeça para deixar tudo igual na Vila Belmiro.

O Peixe quase retomou a liderança do marcador aos cinco minutos, em bela jogada de Arthur Gomes. O camisa 23 recebeu na área, deu um chapéu em Paulão, outro em Carlinhos, e bateu, exigindo boa defesa de Felipe Alves. Cinco minutos depois, Marinho tentou um voleio na pequena área após cruzamento de Soteldo e mandou perto da trave.

Ao longo da segunda etapa, o cansaço começou a afetar os jogadores de ambos os times. O Alvinegro tentou pressionar em busca do gol da vitória e até criou boas chances, mas o Fortaleza conseguiu segurar o ímpeto santista. Assim, o empate persistiu até o apito final.

Cuca fala em “jogo ideal” do Santos, mas lamenta chances desperdiçadas

Apesar do empate em casa contra o Fortaleza, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca afirmou que o Santos fez o “jogo ideal” na Vila Belmiro. Em entrevista coletiva virtual, o comandante elogiou a atuação do Peixe e afirmou estar contente com a produção do elenco alvinegro na partida.

“Foi o jogo ideal. esse é o jogo. A gente tem jogado assim quase todos os jogos. Mesmo nas derrotas a gente tem sido melhor que o adversário, tido mais posse de bola. Estamos construindo um padrão de jogo bacana, interessante. Tem dias que o jogador não consegue jogar na alta intensidade que eles têm. Tem fatores que atrapalham, cansaço, desgaste, dor, então temos que saber que eles são seres humanos. Estou contente com o que eles produziram hoje”, declarou o treinador.

No entanto, Cuca lamentou as diversas chances perdidas pelo Santos, que poderiam dar a vitória aos donos da casa. Na segunda etapa, o Alvinegro Praiano chegou perto de voltar a ter vantagem no placar, mas os atacantes não conseguiram completar para as redes.

“Nós mexemos, jogamos o time mais para frente. Depois dos 15, 20 minutos, eles tiveram até uma ou outra chance, mas nós perdemos gols incríveis, com Soteldo, Raniel, Marinho, com todos os atacantes, porque criamos muitas chances. Ao meu ver, era para termos vencido, uma partida que tivemos grande parte do controle, sofremos alguns contra-ataques que é natural sofrer, e não fomos felizes na finalização. Esse foi o fator que nos tirou dois pontos”, explicou.

Além disso, o técnico santista também apontou a ausência de Lucas Veríssimo, com edema na panturrilha, como determinante para o gol marcado pelo Fortaleza. Gabriel Dias deixou tudo igual aos três minutos da etapa final, após cobrança de escanteio de Juninho.

“Eles fizeram o gol em uma bola que não tínhamos nosso pilar, nossa estrutura maior, que é o Lucas (Veríssimo). Ele é o homem que pega essa bola. Nosso homem da bola foi tirado pelo jogador deles, e eles fizeram o gol aos três minutos”, disse.

Com o resultado, o Santos fica com 17 pontos conquistados e segue na oitava colocação da tabela do Brasileirão.

Cuca cita chances criadas e vê “jogo bem jogado” contra o Fortaleza

Após o empate entre Santos e Fortaleza no último domingo, o técnico Cuca avaliou a atuação de sua equipe. O treinador citou as chances de gol criadas pelo Peixe, mas reconheceu o bom desempenho defensivo do time de Rogério Ceni.

De acordo com Cuca, o desgaste pela sequência de jogos não atrapalhou o desempenho do Santos, que conseguiu criar chances suficientes para sair de campo com a vitória.

“Não, o desgaste não atrapalhou. Eu trabalhei com dois meias, o Arthur e o Jean Mota, um centroavante, mais dois pontas, então era para criar por dentro. No segundo tempo ainda mais com as entradas do Lucas Lourenço, do Sánchez, tentando fazer o jogo. No primeiro tempo fomos bem pelo lado direito, no segundo foi trabalhado mais pelo esquerdo porque foi onde se encontrou espaço, e uma vez no fundo de campo, você tem que fazer o cruzamento”, disse o treinador.

“Desses cruzamentos nós tivemos muitas oportunidades, com Jean Mota, Marinho, Raniel, uma de cabeça muito clara. Diversas com o próprio Madson chegando na linha de fundo, e a gente errando o último movimento. Então, foi criando muitas alternativas de jogo, foi um jogo bem jogado, em que o adversário se postou muito bem defensivamente e teve ainda alguns contra-ataques perigosos”, completou.

Ainda falando sobre a criação de jogadas, Cuca negou que sinta falta de um meia armador do elenco, relembrando também que o Peixe está impedido de fazer contratações por conta de uma punição da Fifa.

“Eu estou contente com o que tenho. Tenho esses meninos e estou fechado com eles. Não adianta falar que não tem isso, não tem aquilo, até porque não pode contratar, então não vai resolver nossa vida. Meu grupo é esse aí e está bom”, concluiu.

Cuca diz que Santos não tem time titular e reforça rodízio : “Vou usar todo mundo”

O técnico Cuca comentou as alterações nos onze iniciais do Santos que enfrentaram o Fortaleza, no empate por 1 a 1 na noite de domingo, em relação ao time que entrou em campo na Copa Libertadores e venceu o Delfín na quinta-feita.

Foram três mudanças: na lateral-direita, saiu Pará e entrou Madson; na zaga, saiu Lucas Veríssimo e entrou Alex; no meio-campo, saiu Sánchez e entrou Jean Mota.

“Do jeito que a gente está jogando, viajando, se desgastando, a gente não tem uma titularidade. A gente tem diversos jogadores que a gente vai usando”, afirmou o treinador.

“A gente tem essa maratona de jogos e não vai parar por aí. Eu jogo quinta-feira à noite no Paraguai, aí viajo do Paraguai à Goiânia para jogar no domingo. Então, sai de madrugada de Goiânia para ir pegar o Corinthians. Na quarta, volta, troca de roupa e pega o Grêmio. Então, vou usar todo mundo, não tem onze titulares. Eles têm trabalhado bem, não temos perdido jogador por lesão, graças a Deus, senão seria bem pior”, completou.

Sobre Kaio Jorge, que começou jogando pela segunda partida consecutiva, Cuca se mostrou satisfeito com o desempenho do garoto de apenas 18 anos. “Ele está cooperando muito, abrindo espaço, vindo buscar, às vezes tem jogado como segundo atacante com o Raniel, cabeceou uma bola na trave hoje. Daqui a pouco a bola dele entra, e ele pega mais confiança”, disse.

O mesmo vale para outro jovem do elenco, o zagueiro Alex. Cuca já adiantou que ele será titular no jogo do meio de semana contra o Olimpia, pela Libertadores. “Ele vai jogar e vamos ver o companheiro dele. Não tenho Luan Peres, nem Lucas Veríssimo, o Alison está machucado, então vamos ver. Vou fazer o melhor que eu puder. Quinta-feira é decisão”, ressaltou.

Santos tem pior início de Brasileirão como mandante dos últimos 20 anos

Antes grande arma do Santos, a Vila Belmiro não vem fazendo a diferença para o Peixe na temporada de 2020. Com o empate de domingo contra o Fortaleza, o Alvinegro Praiano registrou o pior início de Campeonato Brasileiro como mandante dos últimos 20 anos.

Em sete partidas disputadas na Vila nesta edição da competição nacional, a equipe comandada pelo técnico Cuca conquistou apenas dez pontos. Foram duas vitórias (contra Athletico-PR e Atlético-MG), quatro empates (contra RB Bragantino, Vasco, São Paulo e Fortaleza) e uma derrota (contra o Flamengo).

Em 1999, o Santos somou nove pontos nos sete jogos iniciais como mandante no Brasileirão (duas vitórias, três empates e duas derrotas). Desde então, o Peixe sempre fez mais de dez pontos nas sete primeiras partidas em que teve o mando de campo, não necessariamente na Vila Belmiro.

O duelo com os cearenses também representou o terceiro jogo seguido do Alvinegro sem vitória na Baixada Santista, incluindo o empate com o Olimpia, pela Copa Libertadores. Com Cuca, a equipe paulista venceu apenas duas vezes, empatou cinco e perdeu uma em oito compromissos na Baixada, totalizando um aproveitamento de 45,83%.

Cuca lamenta crise política no Santos e pede mais paz: “Querendo ou não, afeta em campo”

Após o empate em 1 a 1 no domingo contra o Fortaleza, o Santos terá uma segunda-feira decisiva na política do clube.

Como adiantou a Gazeta Esportiva, o Conselho Deliberativo vota hoje o parecer do pedido de afastamento imediato do presidente José Carlos Peres e de sete membros do Comitê de Gestão: Anilton Perão, Bruno Carbone, Estevam Juhas, Fábio Gaia, Matheus Rodrigues, Paulo Schiff e Pedro Dória.

O técnico Cuca, em coletiva pós-jogo, revelou incômodo em relação ao momento. “Eu, particularmente, tive um dia muito ruim, porque amanhã a gente tem um dia conturbado aqui no Santos, pode ocorrer uma série de coisas politicamente, e a gente está à mercê disso. Por mais que o Doria, o Mateus, o Jorge estejam com a gente, estejam trabalhando junto, amanhã tudo pode acontecer e, de repente, cambiar tudo”, comentou.

A Comissão de Inquérito e Sindicância concordou com o Conselho Fiscal sobre irregularidades na gestão de Peres. O Peixe teve as contas de 2019 reprovadas – houve superávit de R$ 23,5 milhões de superávit no ano passado, mas o clube contou com contabilização da venda de Rodrygo ao Real Madrid, da Espanha, por R$ 190 mi.

“Passei falando com advogado, muitas vezes pensando que está um peso muito grande e que as coisas têm que se organizar também para que fora de campo a gente tenha um pouco mais de paz. Querendo ou não, afeta dentro, a gente fica sabendo de tudo que ocorre, e isso também afeta um pouco. Vamos torcer para que as coisas andem de um jeito que seja bom para o Santos e que a gente fique ileso disso, para quinta-feira fazer um jogo decisivo com o Olimpia”, ressaltou Cuca.

Cuca explica escolha de Marinho como capitão: “Prêmio pelo que ele tem representado”

O atacante Marinho carregou a faixa de capitão do Santos pela primeira vez no empate contra o Fortaleza, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva virtual, o técnico Cuca explicou que a escolha veio como “prêmio” pelo momento do camisa 11 e pelo que ele representa para o Peixe.

“É um prêmio pelo que ele vive e pelo que ele tem representado também. É um jogador que tem muitos ‘memes’ com ele, mas é um cara que tem uma liderança perante o grupo, então ele mereceu a faixa. Uma pena ela não ter vindo com a vitória”, declarou o comandante.

Cuca também afirmou ter conversado com o jogador por conta das brincadeiras envolvendo seu nome. Na saída do gramado, Marinho quebrou o silêncio após um tempo sem dar entrevistas e afirmou que quer “ser lembrado apenas pelo trabalho e não por ‘meme’”,

“Eu já falei com ele. O Marinho é um pacote. É aquele Marinho extrovertido, alegre, brincalhão, que o povo brinca, e isso faz ele ter empatia de todo mundo. Isso ele não pode perder. Agora, junto disso tem um jogador que é uma liderança também. Eu já conversei sobre isso com ele. Ele não pode ficar bravo, ele tem que curtir essas coisas. Eu curto um monte de coisa minha. Faz parte do pacote”, disse o treinador.

Marinho diz que quer ser lembrado pelo trabalho no Santos e não por “meme”

Marinho quebrou o silêncio ao dar entrevista logo depois do empate do Santos com o Fortaleza, na Vila Belmiro, neste domingo.

Em grande fase com a camisa do Peixe, o atacante sabe que se tornou também um personagem folclórico no futebol e, por isso, tem preferido evitar os microfones.

“O silêncio é justamente para focar mais pelo meu trabalho, para todo mundo falar do Marinho pelo que ele faz em campo. Respeito a todos vocês da imprensa, mas era o momento, para que meu nome venha a ser lembrado apenas pelo meu trabalho e não por ‘meme’, mas pelo trabalho que venho fazendo”.

Na entrevista ao Premiere, o camisa 11 aproveitou para explicar os minutos em que ficou no gramado do Estádio Nilton Santos, sozinho, depois do empate por 0 a 0 com o Botafogo, na rodada anterior do Campeonato Brasileiro.

“A gente fica mal. Pelo que a gente criou, eu fico mal quando a gente perde, empata. Pra mim foi um empate com gosto de derrota, fiquei num momento meu ali, porque às vezes você chega no vestiário e quer quebrar tudo, eu fiquei irritado comigo mesmo, algumas jogadas que, de repetente, poderia ter caprichado mais”.

Ciente de que havia certa expectativa pela sua convocação à Seleção Brasileira, Marinho evitou falar em frustração por não ter sido lembrado pelo técnico Tite na última lista.

“Uma coisa que não me frustra, Deus sabe de todas as coisas, sigo trabalhando no Santos, tenho que fazer meu melhor aqui e, se tiver que acontecer, vai ser um lucro muito grande”.

Marinho não foi convocado, mas ostentou a faixa de capitão do Santos pela primeira vez neste sábado.

“O orgulho maior é vestir essa camisa. Complicado falar, a emoção é grande, ser capitão do time. Costumo falar que capitão são os 11 jogadores que estão aqui, buscando, trabalhando”.

Apesar da boa fase, o experiente santista não conseguiu levar a equipe alvinegra a uma vitória em cima do Fortaleza.

“A gente acabou saindo ganhando, tomamos gol muito cedo no segundo tempo, criamos oportunidades, mas vamos seguir, já temos que virar a chave, porque já tem Libertadores na quinta-feira”.


Botafogo 0 x 0 Santos

Data: 20/09/2020, domingo, 18h15.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Sidmar dos Santos Meuer (ambos do PR).
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Gatito, Fernando, Caio Alexandre e Davi Araújo (B); Carlos Sánchez (S).

BOTAFOGO
Gatito Fernández; Fernando (Barrandeguy), Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luís (Hugo); Rentería (Luiz Otávio), Caio Alexandre (Rafael Forster) e Davi Araújo (Honda); Rhuan, Kalou e Matheus Babi.
Técnico: Paulo Autuori

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Jean Mota (Tailson) e Carlos Sánchez (Ivonei); Marinho, Arthur Gomes (Lucas Lourenço) e Raniel (Kaio Jorge).
Técnico: Cuca



Santos joga melhor, mas esbarra em Gatito e só empata com o Botafogo

O Santos criou as melhores chances, mas só empatou em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe esbarrou na falta de pontaria e na ótima atuação do goleiro Gatito. Os donos da casa chegaram com perigo em raras oportunidades. O Alvinegro finalizou cinco vezes mais.

Com o empate, o Santos é o sétimo colocado no Brasileirão, com 16 pontos. O Botafogo ocupa o 18º lugar, com 10, e segue na zona do rebaixamento.

O jogo

Os primeiros minutos foram equilibrados, de estudo de parte a parte. Logo depois, o Santos melhorou e criou as principais chances de gol.

Arthur Gomes, o melhor da etapa inicial, deu trabalho para Gatito em cruzamento rasteiro aos 7′. No minuto 13, Arthur tabelou com Marinho e encobriu o goleiro do Botafogo. A zaga afastou na linha, mas o lance foi invalidado por impedimento.

Aos 16, Arthur Gomes apareceu de novo. Ele soltou uma bomba com a perna direita para Gatito espalmar. No escanteio, o goleiro ia fazendo uma lambança, mas conseguiu evitar o “gol contra”.

Quando o placar marcava 22, os donos da casa criaram a primeira oportunidade clara. Davi Araújo recebeu lançamento, conseguiu encobrir o goleiro João Paulo e Luan Peres afastou.

Aos 33, Arthur, de novo ele, recebeu pela esquerda, clareou o lance e bateu colocado, muito perto da trave esquerda de Gatito Fernández.

E no minuto 38, rolou uma polêmica da arbitragem. Caio Alexandre fez falta dura em Diego Pituca e o juiz Igor Benevenuto, sem pensar duas vezes, deu cartão vermelho. O VAR foi consultado e, após checagem no vídeo, a decisão foi alterada. Amarelo para o botafoguense.

Desta vez, a primeira chance foi do Botafogo. Aos quatro minutos, Marcelo Benevenuto subiu mais que todo mundo e ficou perto de abrir o placar.

Depois, o Santos pressionou. Aos 11, o zagueiro Luan Peres mostrou categoria e bateu colocado com perigo. No escanteio, Marinho ajeitou para a pequena área e ninguém apareceu. A bola sobrou para Sánchez, que finalizou bonito para grande defesa de Gatito.

Quando o placar marcava 29 jogados no Engenhão, Carlos Sánchez cruzou bem e Kaio Jorge cabeceou bonito. A bola passou raspando a trave novamente.

Aos 35, Felipe Jonatan fez boa jogada individual e cruzou. O jovem Kaio Jorge, na pequena área, girou e bateu por cima do travessão. Já nos acréscimos, Madson inverteu e Ivonei, sozinho, obrigou Gatito a fazer outro milagre.

Nos minutos finais, o Santos seguiu na pressão, mas não conseguiu a vitória. O Peixe foi bem melhor que o Botafogo, mas não impediu o empate.

Bastidores – Santos TV:

Cuca ‘esquece’ punições do Santos e diz: “Eu cuido dos meninos e só”

O Santos foi punido pela segunda vez na Fifa e não pode contratar jogadores em função da dívida de R$ 30 milhões com o Hamburgo, da Alemanha, e outros R$ 18 milhões com o Huachipato, da Venezuela. Enquanto isso, Cuca tenta pensar apenas em campo.

O técnico valoriza os Meninos da Vila e não cria expectativa por reforços.

“Eu cuido dos meninos e só, não quero saber de mais nada. Meu trabalho foi tentar ajustar os casos na Justiça do Everson e Sasha (reforços do Atlético-MG), deu certo. Quitamos parte das pendências e não penso em reforço porque tenho que cuidar dos meninos. Me queixo de nada. Vou dar meu máximo, não vou lamentar punição. Colocar culpa em um ou outro… Isso não ajudaria. No dia 30 de setembro, não se pode mais contratar ou vender via Estatuto. São 10 dias. Tirando sábado e domingo, sobram oito”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

Como a Gazeta Esportiva publicou, Cuca conversou com o zagueiro Laércio e o meio-campista Elias e falou sobre a possibilidade de não esperarem pela regularização.

E como citou o treinador na entrevista, o Estatuto Social prevê anuência do Conselho Deliberativo a partir de outubro, três meses antes da eleição. A relação do presidente José Carlos Peres é ruim com a maior parte dos conselheiros.

Marinho desabafa sozinho após empate do Santos, e Cuca diz: “Torcedor tem que valorizar”

Marinho chamou a atenção não apenas durante o jogo, mas principalmente depois do apito final de Botafogo 0 x 0 Santos no último domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O camisa 11 ficou no gramado por alguns minutos e foi o último do elenco a sair. Ele falou sozinho, socou o gramado, olhou para o céu e abriu os braços e, por fim, sentou no campo, na chuva, por alguns minutos.

Em entrevista coletiva, o técnico Cuca valorizou o atacante.

“Chorou, socou o gramado, ficou desolado. E não é só ele. São todos. O torcedor tem que valorizar esse tipo de profissional. Esses meninos, e Marinho também, com espírito jovem, passam dificuldade enorme. Ninguém reclama de atraso ou outras coisas”, disse Cuca.

“Estamos construindo uma família. Quando fazemos partida tão bela e não ganhamos, entra o emotivo. Por essa razão imagino o motivo de ter ficado bravo. E como fazemos tudo e mais um pouco, também fico sentido. Temos que valorizar o jogo ao invés de reclamar”, completou.

Cuca elogia Arthur Gomes e valoriza jogo do Santos: “Controladíssimo”

Cuca elogiou Arthur Gomes, um dos destaques no empate do Santos em 0 a 0 com o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O atacante substituiu Soteldo e criou várias chances, principalmente no primeiro tempo.

“Jogamos com dois meias (Carlos Sánchez e Jean Mota), tivemos mais criatividade, mais jogo pelo meio. Arthur Gomes fez uma grande partida. Faltou fazer o gol. Se faz o gol, coroa uma atuação tão bela como a de hoje. Empate deixa uma dúvida mesmo com essa atuação. Procuro diferenciar resultado da atuação. Atuação foi muito boa. Resultado muito ruim”, disse Cuca, em entrevista coletiva. .

“Poderíamos ter feito o gol e termos uma vitória tranquila. Infelizmente não fizemos o gol e perdemos dois pontos. Era jogo para ter vencido. Estamos consolados pelo jogo que fizemos. Fizemos jogo ruim contra o Internacional, nos outros tivemos mais posse e no mínimo igualdade com os adversários. Jogamos muito, perdemos oportunidades e Gatito foi o melhor não à toa. Um jogo muito bem jogado da nossa parte. Jogo controladíssimo, com posse de bola, com movimentações interessantes, bonitas, envolvendo adversário e criando muitas chances, tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Mais de 20. Saímos tristes por deixar dois pontos aqui”, completou.