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Atlético-PR 0 x 2 Santos

Data: 11/06/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 18.112 pagantes
Renda: R$ 386.600,00
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Michael Correia (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Paulo André (A); Daniel Guedes (S).
Cartão vermelho: Daniel Guedes (S).
Gols: Kayke (26-1) e Kayke (35-1).

ATLÉTICO-PR
Santos; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Lucho Gonzalez e Matheus Rossetto (Ederson); Nikão, Pablo (Felipe Gedoz) e Douglas Coutinho (Grafite).
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia (Alison) e Vitor Bueno (Cleber); Bruno Henrique, Copete e Kayke (Leandro Donizete).
Técnico: Elano Blumer (interino)


Santos afunda o Furacão na Baixada na despedida de Elano

Na despedida de Elano no comando interino do time, o Santos foi à Arena da Baixada, em Curitiba, e bateu o Atlético Paranaense por 2 a 0, subindo na classificação do Campeonato Brasileiro 2017. Com o resultado, o Peixe chegou aos nove pontos, na 10ª colocação, enquanto o Furacão, sem vencer nenhuma na competição, ocupa a lanterna, com dois pontos ganhos.

A equipe alvinegra fez dois gols na primeira etapa utilizando o contra-ataque, a principal arma na partida. As duas vezes, aliás, com a bola sobrando para Kayke marcar, aos 26 minutos e, na sequência, aos 35 minutos.

O jogo

O jogo começou com as duas equipes tentando impor o ritmo, com o Furacão enfrentado um pouco mais de dificuldade para criar. Aos cinco minutos, Daniel Guedes cobrou falta da intermediária e Santos defendeu com tranquilidade. Na resposta, Douglas Coutinho colocou na cabeça de Nikão, que testou pela linha de fundo.

A primeira grande chance do Rubro-Negro aconteceu aos 14 minutos, com Lucho González, que pegou sobra de bola e mandou uma bomba, pela linha de fundo, mas raspando o poste. O time da casa tentava ficar com a posse de bola, mas não passava da intermediária adversária. Até que, aos 26 minutos, o Peixe finalmente conseguiu encaixar o contra-ataque, com Thiago Maia recebendo e encontrando Kayke, que tocou na saída de Santos para abrir a contagem.

O gol aumentou a tensão na Baixada e parecia refletir no time atleticano. Aos 31 minutos, Sidcley pegou rebote na entrada da área e finalizou rasteiro, pela linha de fundo. Mais Furacão no ataque, aos 34 minutos, com Nikão deixando a defesa para trás e chutando para grande defesa de Vanderlei. Aos 35 minutos, mais um contra-ataque mortal e desta vez Kayke recebeu de Bruno Henrique antes de estufar a rede. O Peixe era cirúrgico.

Depois do intervalo, o Furacão retornou com Grafite e Ederson nos lugares de Matheus Rosseto e Douglas Coutinho. E a primeira boa oportunidade foi com Ederson, aos quatro minutos, cobrando falta colocada, com muito perigo. O Peixe estava mais recuado e chamava o Atlético para seu campo. Aos 12 minutos, Lucho desviou de cabeça após cobrança de falta pra a rede, mas o arbitro anulou o lance.

Os times reclamavam muito com a arbitragem, como aos 16 minutos, com Kayke sendo derrubado na área, mas nada marcado. Mais um gol impedido aos 20 minutos, desta vez com Grafite. Aos 27 minutos, Bruno Henrique lançou para Alison, que chegou na área para finalizar e parou nas mãos do goleiro Santos.

Em uma rara chegada na segunda etapa, o Santos quase ampliou com Jean Mota, que dominou, abriu espaço e bateu forte para defesa do arqueiro atleticano. O troco veio com Nikão, aos 33 minutos, pegando sobra de bola, mas desperdiçando a chance. Nas arquibancadas, a paciência do torcedor rubro-negro acabou. Aos 40 minutos, Daniel Guedes recebeu o segundo amarelo, por cera, e foi expulso. O Peixe, entretanto, administrou bem e garantiu os três pontos.

Elano esclarece expulsão de Guedes e elogia time por vitória

Elano encerrou sua breve passagem como técnico interino do Santos com uma vitória sobre o Atlético-PR na noite deste domingo. Além de elogiar o time pelo triunfo na Arena da Baixada, o ex-meia assumiu a responsabilidade pela expulsão de Daniel Guedes.

Encarregado de suceder Dorival Júnior, Elano estreou como interino na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo com um gol marcado por Victor Ferraz nos acréscimos. Se o primeiro triunfo foi sofrido, o segundo, alcançado com dois gols de Kayke logo na etapa inicial, deixou o ex-meia satisfeito.

“O importante do jogo contra o Botafogo foi o resultado. Aqui, foi o diferente. Além do resultado, conseguimos jogar bem, tanto no ataque quanto na defesa. Sofremos algumas situações, como é natural contra o Atlético-PR na Arena da Baixada. Mas o time se comportou bem em todos os aspectos”, elogiou.

Elano ainda comentou a expulsão de Daniel Guedes. Posicionado para bater uma falta nos minutos finais da partida, ele atendeu instrução do treinador e deixou a cobrança para Lucas Veríssimo. Já advertido com o amarelo, o jogador acabou expulso por retardar o reinício da partida pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.

“Tive uma falha muito grave. A expulsão do Guedes foi uma falha minha. Ele estava na bola e pedi para sair. Queria esclarecer isso para que o torcedor entenda. Não lembrei que já estava com o cartão amarelo e fiquei muito chateado”, justificou o treinador interino, que entregará o cargo para Levir Culpi.

Quando Elano falava sobre o clássico contra o Palmeiras, marcado para as 21h45 (de Brasília) de quarta-feira, a entrevista foi interrompida por um protesto de torcedores do Atlético-PR do lado de fora. “Eu me sinto com o dever cumprido hoje. Amanhã, já é um novo dia”, disse, antes de encerrar a coletiva. “Devido a segurança, fui”, despediu-se.




Santos 1 x 0 Botafogo

Data: 07/06/2017, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 14.486 presentes (12.190 pagantes e 2.296 não pagantes)
Renda: R$ 349.190,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Alessandro A. Rocha de Matos e Elicarlos Franco de Oliveira (ambos da BA).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo, Thiago Maia e Vitor Bueno (S); Arnaldo (B).
Gol: Victor Ferraz (50-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro (Jean Mota); Renato, Thiago Maia e Vecchio (Rodrigão); Vitor Bueno (Vladimir Hernández), Arthur Gomes e Kayke.
Técnico: Elano (interino)

BOTAFOGO
Helton Leite; Arnaldo, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso (Dudu Cearense), Fernandes (Montillo), Matheus Fernandes e João Paulo; Rodrigo Pimpão (Pachu) e Roger.
Técnico: Jair Ventura



Sob olhares de Levir, Santos joga mal, mas vence o Fogão no Paca

Após a saída de Dorival Júnior, demitido no último domingo, o Santos agiu rápido e confirmou a contratação de Levir Culpi na última terça. O novo treinador esteve no Pacaembu, nesta quarta-feira, mas não deve ter gostado do que viu no duelo contra o Botafogo, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Afinal, ele deixou o estádio quando o placar ainda apontava 0 a 0. Desorganizado e errando muitos passes, o Peixe não conseguiu produzir. E quando que o empate parecia certo, Victor Ferraz acertou bela cobrança de falta e contou com falha de Helton Leite para aliviar a tensão no estádio paulistano.

Com a vitória magra, o Peixe espantou a crise, chegou aos 6 pontos e fugiu da zona de rebaixamento. Já o Fogão estacionou nos sete pontos e ficou na oitava colocação.

No próximo domingo, o Alvinegro Praiano será comandado pela última vez pelo interino Elano no duelo contra o Atlético-PR, às 19h (de Brasília), em Curitiba. Depois, Levir Culpi assume o comando da equipe. Também no domingo, mas às 11h, o Fogão recebe o Coritiba no Engenhão.

O jogo

Apesar da saída de Dorival Júnior e de todas as mudanças implantadas pelo interino Elano, o Peixe começou o duelo contra o Botafogo mantendo o estilo de jogo e apostando na posse de bola. E logo aos três minutos, o alvinegro quase abriu o marcador no Pacaembu. Matheus Ribeiro cruzou para a área e Vitor Bueno escorou de cabeça para Thiago Maia. O volante soltou uma bomba da entrada da área, mas o goleiro Helton Leite salvou.

O Santos continuou com mantendo a bola e buscando os espaços para furar o retrancado Botafogo, que apenas apostava nos contra-ataques. E foi exatamente em um deles que o Fogão perdeu uma chance inacreditável. Pimpão roubou a bola de Matheus Ribeiro no círculo central e ficou na frente de Vanderlei. Com o arqueiro fechando bem o ângulo, o atacante tentou tocar para Roger, mas bateu muito mal na bola. Antes que o centroavante pudesse mandar o fundo das redes, Thiago Maia apareceu como um raio para salvar o Peixe no Pacaembu.

Mesmo após assustar os santistas, o Botafogo seguiu aguardando o Alvinegro Praiano em seu campo de defesa. Já o time comandado por Elano, por sua vez, até demonstrava intensidade para tentar reverter a má fase. Porém, a equipe esbarrava nos vários erros de passe e pouco conseguia chegar no gol de Helton Leite. Tanto que a melhor oportunidade no restante do primeiro tempo foi um chute de longa distância de Thiago Maia, que passou perto da trave do arqueiro botafoguense.

Na volta do intervalo, o Botafogo mudou a postura e passou a se lançar mais ao ataque. O Santos, por sua vez, retornou ainda mais desorganizado que no primeiro tempo. Afobada, a equipe comandada por Elano errava muitos passes e não conseguia assustar Helton Leite.

A partida foi tão sofrida que a melhor oportunidade saiu apenas aos 29 minutos da segunda etapa, quando Arthur Gomes tocou para Kayke no lado esquerdo da área e o camisa 11 bateu para fora.

Irritados com a fraca apresentação, os torcedores do Peixe começaram a protestar no Pacaembu. Mesmo sem jogar bem e sofrendo a pressão de todo o estádio, o Santos conseguiu chegar ao gol da vitória. Aos 50 minutos, Victor Ferraz bateu falta com categoria e tirou o zero do placar, garantindo o segundo triunfo santista no Brasileirão.

Bastidores – Santos TV:

Ferraz admite cavar falta contra o Fogão: “Estava difícil de outra maneira”

O Santos não jogava bem, empatava em 0 a 0, e sofria com as vaias da torcida no duelo contra o Botafogo, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, aos 49 minutos do segundo tempo, Victor Ferraz caiu na entrada da área e a arbitragem marcou a falta. O próprio lateral-direito foi para a cobrança e bateu no canto esquerdo para tirar o sufoco do Peixe e garantir a segunda vitória do Peixe na competição.

Na saída do gramado, Ferraz admitiu que ‘cavou’ a infração e reconheceu que o alvinegro não estava tendo uma boa apresentação no Pacaembu.

“Estava difícil entrar de outra maneira, a equipe do Botafogo é muito bem treinada, está confiante, está bem. Prendi a bola para sofrer a fota e dedico a minha esposa e a minha filha, essa semana vou ser pai, então dedico a ela e a Jesus. Eu fico muito perto da bola para bater, em curta distância. Eu ia bater por cima da barreira, mas ela andou muito, não ia passar. Sabia que o Helton não ia ver a bola. Bati no cantinho onde seria indefensável e fui feliz”, comentou o camisa 4.

Levir vai ao Pacaembu, mas ‘perde’ gol do Santos contra o Botafogo

Novo técnico do Santos, Levir Culpi esteve no Pacaembu para assistir ao jogo contra o Botafogo, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. Porém, o comandante deve ter saído desanimado, afinal, e deixou o estádio antes do gol salvador de Victor Ferraz, aos 50 minutos do segundo tempo, que deu a vitória ao Peixe por 1 a 0, no duelo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

Mesmo já acertado com o alvinegro desde terça-feira, o novo treinador será anunciado apenas nesta quinta e iniciará os trabalhos na próxima segunda. A estreia do comandante está marcada para o clássico contra o Palmeiras, na quarta que vem, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Por conta disso, Elano terá mais um jogo como técnico do Peixe. Inicialmente, o ex-jogador ficaria no comando somente no embate frente o Fogão. Agora, o auxiliar ficará como interino também contra o Atlético-PR, no próximo domingo, em Curitiba. Como possui uma residência na capital do Paraná, Levir provavelmente também assistirá o jogo na Arena da Baixada.

Com 64 anos, o técnico estava desempregado desde novembro de 2016, quando foi demitido do Fluminense. Nos últimos anos, Levir ficou marcado por barrar Fred no time carioca e também por ter um atrito com Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG.

Apesar da extensa carreira, com passagens por diversos clubes do futebol brasileiro, Culpi vai dirigir o Peixe pela primeira vez. Ele seguirá no clube até o final do ano. Seus títulos de maior expressão são os da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, em 1996, e pelo Galo, em 2014.

Corinthians 2 x 0 Santos

Data: 03/06/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo, SP.
Público: 40.169 pagantes (total de 40.436)
Renda: R$ 2.110.601,50
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos de RS).
Cartão amarelo: Vitor Bueno (S)
Cartão vermelho: Bruno Henrique (S)
Gols: Romero (24-1) e Jô (29-1).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Camacho), Jadson (Clayson), Rodriguinho (Fellipe Bastos) e Romero; Jô.
Técnico: Fábio Carille

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Yuri) e Copete; Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Rafael Longuine); Vitor Bueno, Ricardo Oliveira (Rodrigão) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Corinthians complica o Santos e isola-se provisoriamente na ponta

O Corinthians continua com rendimento quase irrepreensível nos clássicos disputados em 2017. Na noite deste sábado, fez um grande segundo tempo para vencer o Santos por 2 a 0 em Itaquera. Os gols de Romero e Jô – Rodriguinho e Pedro Henrique também colocaram a bola na rede, mas a arbitragem assinalou impedimento – asseguraram a liderança isolada do Campeonato Brasileiro à equipe campeã paulista. Ao menos por um dia.

Com 10 pontos ganhos, o Corinthians deixou para trás Cruzeiro e Chapecoense, que também iniciaram a quarta rodada com 7 e irão se enfrentar no domingo, no Mineirão. Coritiba e Fluminense, vitoriosos diante de Atlético-PR e Vitória respectivamente, neste sábado, têm 9 cada. Em situação complicada, o Santos soma apenas 3 e está próximo da zona de rebaixamento.

O jogo

Enquanto a torcida do Corinthians gritava que “lugar de peixe é dentro do aquário”, o Santos começava a se mostrar à vontade fora dos seus domínios. Assustou o rival logo aos seis minutos, quando Pablo furou feio em um cruzamento vindo da direita. A bola ficou nos pés de Bruno Henrique, que chutou em cima de Pedro Henrique.

Com pouco mais de 30% de posse de bola até então, o Corinthians adotou a tranquilidade para reverter o panorama da partida. Trocou muitos passes, à procura dos melhores espaços para incomodar o Santos. Foi assim que, aos 16 minutos, Jô apareceu livre do lado esquerdo da área e rolou para trás. A zaga cortou antes que Rodriguinho pudesse concluir a jogada.

Seria pela direita, contudo, que o Corinthians criaria as suas melhores oportunidades de gol, conforme Fábio Carille não demorou a perceber. Por ali, a marcação do lateral esquerdo improvisado Copete era bastante deficiente – o atacante colombiano foi iludido mais de uma vez por dribles de corpo de Fagner e ainda contava com pouco apoio defensivo de Bruno Henrique.

Mas só as triangulações entre Jadson e Fagner do lado direito foram insuficientes para o Corinthians fazer o goleiro Vanderlei trabalhar. Apesar de ter melhorado consideravelmente, o Corinthians passou a abusar do jogo aéreo para encurtar o caminho para o gol, e a área santista, ao contrário do setor onde estava Copete, permanecia muito povoada.

Nesse novo cenário, o Santos se apegou aos contra-ataques para surpreender o rival. Bruno Henrique se provou uma boa opção para avançar em velocidade pela esquerda, mas o apagado Vladimir Hernández estava longe de acompanhar o ritmo pelo meio. Pela direita, Vitor Bueno quase abriu o placar aos 28, quando correu entre os zagueiros corintianos e esbarrou em uma saída de gol providencial de Cássio.

Antes do intervalo, houve mais uma chance para cada lado. Primeiro, aos 40, Fagner inverteu o jogo para a esquerda, e Victor Ferraz deixou a bola passar. Rodriguinho dominou e soltou o pé – foi o primeiro chute do Corinthians na direção do gol –, parando em defesa de Vanderlei. Três minutos mais tarde, o lateral direito santista tentou se redimir com uma conclusão de primeira. A bola passou perto da meta.

Sem fazer alterações no intervalo, Carille se viu obrigado a mexer no Corinthians com menos de cinco minutos da etapa complementar. Maycon reclamou de dores e cedeu lugar a Camacho, que foi a campo com a missão de dar mais qualidade à saída de bola dos donos da casa. Dorival Júnior, em pé na sua área técnica desde o início do clássico, preferiu aguardar para responder.

Era melhor agir logo. Com outro ímpeto, o Corinthians se lançou ao ataque e acuou o Santos. Teve dois gols anulados em menos de cinco minutos. Aos 11, Rodriguinho completou para dentro em posição irregular. Aos 15, Pedro Henrique cabeceou para a rede, mas o assistente considerou que Romero, impedido, atrapalhou a ação de Vanderlei – para revolta de quem já comemorava nas arquibancadas.

Preocupado, Dorival trocou o apático Hernández por Rafael Longuine. Não adiantou. Ainda em cima do Santos, o Corinthians finalmente fez o assistente correr para o centro do campo, aos 24 minutos. Jô desviou a bola de cabeça depois de levantamento de Fagner, e Romero se esticou para finalizar cruzado, premiando a boa apresentação do seu time no segundo tempo.

Cabia mais. Depois de o artilheiro de Itaquera aumentar a sua marca para 19 gols no estádio, o algoz de todos os rivais do Corinthians empolgou-se para confirmar a fama de carrasco – em grande estilo. Aos 29 minutos, Jô girou muito bonito dentro da área do Santos, no ar, para aproveitar a bola ajeitada por Rodriguinho e superar Vanderlei.

O clássico estava definido. Ainda assim, Carille entrou em ação novamente, substituindo Jadson por Clayson. No Santos, Ricardo Oliveira e David Braz haviam deixado o gramado da Zona Leste paulistana para as entradas de Rodrigão e Yuri. Com eles, as esperanças de Dorival se foram de vez após uma cotovelada de Bruno Henrique, punido com a expulsão, em Romero.

Nos minutos finais, já com Fellipe Bastos no posto de Rodriguinho, o Corinthians tocou a bola tranquilo, ao som de “olé”. Entre os torcedores organizados, houve também quem festejasse a vitória sobre o Santos com sinalizadores, gesto repreendido com violência pela Polícia Militar.

Bastidores – Santos TV:

Após derrota, Dorival diz que resultados são ‘questão de tempo’

Depois de três derrotas e apenas uma vitória no Brasileirão, o técnico do Santos, Dorival Júnior, reconhece o momento ruim do time alvinegro e criticou as oscilações da equipe nas últimas partidas do torneio. Neste sábado, a equipe perdeu para o Corinthians por 2 a 0 em Itaquera, pela 4ª rodada da competição, com gols marcados no segundo tempo de jogo, depois de uma primeira etapa equilibrada.

“Quem vê (somente) o primeiro tempo contra o Corinthians, acaba até questionando o resultado. Fizemos um primeiro tempo bom, mas o segundo ruim. No domingo passado (contra o Cruzeiro), foi o inverso. Essas oscilações comprometem”, disse o treinador, em coletiva de imprensa depois da derrota na Arena Corinthians.

Dorival negou que a derrota possa pressionar sua situação como comandante do clube e espera resultados melhores nas próximas rodadas. “Acredito e confio no trabalho que está sendo desenvolvido. É questão de tempo para que os resultados aconteçam. Sempre que tem derrota é natural que a responsabilidade recaia sobre o treinador”.

A derrota fez o Santos cair para a 15ª posição na tabela do Brasileirão depois dos resultados deste sábado, com apenas três pontos conquistados.

Santistas picham subsede após revés e prometem ‘café amigável’ no CT

O Santos já estava sendo alvo de críticas por parte da torcida há muito tempo. Porém, a gota d’água aconteceu neste sábado, quando a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu para o Corinthians por 2 a 0, em Itaquera, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Após o revés, um grupo de cerca de 15 torcedores esperou o ônibus com a delegação para protestar no CT Rei Pelé.

Os santistas cobraram mais raça da equipe, além de pedirem a saída de Dorival. Os indivíduos chegaram até a atirar pedras na direção do veículo. O grupo saiu do local apenas após a chegada de uma viatura da Polícia Militar. Logo na sequência, os jogadores e o treinador conseguiram ir embora.

Além disso, os torcedores da capital também mostraram sua indignação com o momento do time. Isso porque a subsede alvinegra, localizada na avenida Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo, amanheceu pichada e com um vidro quebrado neste domingo. Frases como “acabou a paz”, “time covarde” e “mais raça”, foram estampadas nos muros e portões do local.

E as manifestações não devem parar por aí. Nas redes sociais, os santistas estão se organizando para um ‘cafezinho amigável’ na reapresentação do time no CT Rei Pelé, que acontece na tarde desta segunda-feira. Mais de 600 pessoas confirmaram presença em um evento criado no Facebook.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a torcida se revolta com o time nesta temporada. Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no Paulistão, os muros da Vila Belmiro foram pichados.

Santos não tolera derrota para o Corinthians e demite Dorival Júnior

Dorival Júnior não é mais técnico do Santos. A derrota para o Corinthians, em Itaquera, foi a gota d’água para a cúpula santista, que resolveu interromper o trabalho do treinador para buscar um novo profissional. Modesto Roma Júnior, presidente do clube, seguia com o pensamento de manter o treinador no comando da equipe, mesmo com o mau momento do time, mas acabou ficando isolado e cedeu à pressão de dirigentes, conselheiros e torcedores. Em uma reunião na tarde desse domingo, Dorival foi comunicado oficialmente e pessoalmente de sua demissão. Levir Culpi, sem clube atualmente, é um nome que agrada a diretoria do Peixe, mas ainda não houve qualquer contato. Por enquanto, Elano comandará o time de forma interina.

Desde o apito final no clássico deste sábado, o clima de instabilidade e incertezas passou a pairar na Vila Belmiro. Cartolas e pessoas influentes na rotina do clube passaram a trocar mensagens e ligações e até uma reunião chegou a ser feita na Baixada Santista durante a noite para avaliar qual postura seria adotada.

No CT Rei Pelé, o elenco foi recebido com muito protesto de torcedores que aguardaram a viagem da equipe de volta a Santos. A subsede do clube na Capital Paulista também amanheceu com pichações nos muros e portões, assim como já havia ocorrido durante o Campeonato Paulista, em reflexo a uma derrota para o Palmeiras.

Dorival Júnior não tinha qualquer problema com o elenco para desenvolver seu trabalho e contava com a confiança de Modesto Roma Júnior. O que pesou foi a pressão externa, que diante dos resultados insatisfatórios na temporada, se tornou insustentável para o mandatário santista. Mesmo contra vontade, Modesto foi convencido a demitir Dorival Júnior.

Em 2017, o Peixe conseguiu 15 vitórias, quatro empates e oito derrotas sob o comando do agora ex-treinador. Apesar do Santos ser o único clube brasileiro invicto na Libertadores da América e estar classificado na Copa do Brasil, a queda nas quartas de final do Campeonato Paulista, o início ruim no Campeonato Brasileiro e principalmente o fato de não ter vencido nenhum clássico no ano culminaram para um descontentamento quase que generalizado com o trabalho que vinha sendo feito.

Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 28/05/2017, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.025 pagantes
Renda: R$ 198.775,00
Árbitro: Eduardo Tomas de Aquino Valadão (GO)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO).
Cartões amarelos: Henrique e Léo (C); Copete (S).
Gols: Thiago Neves (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca (Copete); Renato, Thiago Maia e Vladimir Hernández (Jean Mota); Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

CRUZEIRO
Fábio; Lucas Romero, Dedé (Caicedo), Léo e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral, Hudson (Ábila), Arrascaeta (Thiago Neves) e Alisson; Rafael Marques.
Técnico: Mano Menezes



Thiago Neves garante vitória celeste sobre o Santos na Vila Belmiro

O Santos não conseguiu fazer prevalecer o mando de campo neste domingo e acabou derrotado por 1 a 0 pelo Cruzeiro, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Após a vitória no último fim de semana sobre o Coritiba, o Peixe queria aproveitar o embalo para não deixar os primeiros colocados se distanciarem, no entanto, sofreu com a falta de poder ofensivo na Vila Belmiro.

Sem Lucas Lima, se recuperando de um estiramento na coxa direita, e Dorival Júnior, suspenso por conta da expulsão na última rodada, o Santos teve dificuldades para criar jogadas de perigo e, inclusive, foi inferior ao rival mineiro em boa parte do primeiro tempo. Com Copete os donos da casa melhoraram no segundo tempo e agrediram mais o Cruzeiro, porém, o goleio Fábio seguiu trabalhando pouco na Vila Belmiro.

Se o Santos estava sem Lucas Lima, o Cruzeiro também sofreu com a ausência de grandes nomes, como Ábila e Thiago Neves, que só entraram no segundo tempo por opção de Mano Menezes e acabaram garantindo a vitória celeste com uma bela jogada já na reta final da partida.

O jogo

O Cruzeiro mandou no início do primeiro tempo. Mesmo atuando fora de casa, a equipe comandada pelo técnico Mano Menezes não se intimidou e foi para cima do Santos, no entanto, esbarrou no forte esquema defensivo dos anfitriões.

Consistente, o Santos não fazia um grande jogo, mas também não permitia que os adversários pudessem levar perigo. Sem poder contar com seu treinador à beira do campo, cumprindo suspensão por ter sido expulso no duelo contra o Coritiba na rodada passada, o Peixe se fechou e aos poucos foi equilibrando a partida.

Aos 32 minutos Bruno Henrique desperdiçou a melhor chance do primeiro tempo. O atacante saiu de trás do meio-campo, ganhou a disputa mano a mano com o zagueiro Léo, no entanto, ao entrar na área teve seu arremate defendido pelo goleiro Fábio.

No segundo tempo o jogo ficou mais violento. Copete, pelo lado do Santos, e Léo, pelo lado do Cruzeiro, foram advertidos com cartão amarelo logo nos primeiros dez minutos da etapa complementar, enquanto as equipes seguiam com dificuldades de furar o bloqueio defensivo. Mano Menezes ainda perdeu o zagueiro Dedé, que sentiu um desconforto e teve de ser substituído por Luis Caicedo.

Posteriormente, Thiago Neves entrou no lugar de Arrascaeta e mostrou serviço. Aos 31 minutos Ábila acionou o meia livre em contra-ataque, deixando-o cara a cara com Vanderlei. Ele tentou tocar na saída do goleiro, porém, teve seu arremate bloqueado pelo santista, desperdiçando a melhor chance do segundo tempo.

Seis minutos depois de frustrar a torcida celeste, Thiago Neves se redimiu. Ábila novamente o acionou dentro da área e dessa vez a bola acabou parando no fundo das redes. Vindo de trás, o meia não titubeou na frente de Vanderlei e garantiu a importante vitória da equipe mineira fora de casa.

Bastidores – Santos TV:

Filho de Dorival esquece desfalque de Lucas Lima e crê em derrota injusta
Substituindo Dorival Jr, suspenso, Lucas Silvestre não estreou com pé direito no comando técnico do Santos

A derrota para o Cruzeiro na Vila Belmiro foi inevitavelmente relacionada à ausência de Lucas Lima em campo neste domingo. Se recuperando de um estiramento no músculo posterior da coxa direita, o meia deve voltar a reunir condições físicas para ir a campo apenas às vésperas do clássico contra o Palmeiras, no próximo dia 14 de junho, em duelo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

“O Lucas Lima faria falta em qualquer time do Brasil. Temos um grupo forte, que pode suprir essa ausência. Se o juiz tivesse dado um pênalti no Bruno [Henrique], talvez não terminasse o jogo com uma derrota. A última vez que conversei com o médico, ele tinha dito algo para ele voltar próximo ao jogo contra o Palmeiras”, disse o auxiliar técnico Lucas Silvestre, filho de Dorival Jr, na coletiva de imprensa após o jogo.

Além de Lucas Lima, quem também não subiu as escadas que dão acesso ao gramado foi Dorival Jr. O treinador santista foi expulso no duelo contra o Coritiba, na última rodada, e foi substituído neste domingo pelo seu filho Lucas Silvestre. Tentando seguir as instruções do pai, o auxiliar técnico do Peixe, no entanto, não conseguiu voltar para casa com os três pontos.

Embora o Santos tenha demonstrado a mesma fragilidade de outros jogos que ficou sem Lucas Lima, todo o elenco preferiu encarar a derrota com outros olhos. Tentando se livrar da dependência do camisa 10 do Peixe, o grupo crê que o resultado deste domingo foi construído muito por conta da grande consistência defensiva do Cruzeiro.

“Não tivemos uma atuação ruim. Infelizmente não aproveitamos as chances de gol. Eles aproveitaram”, afirmou Lucas Silvestre.

“Enfrentamos uma grande equipe, que briga pelo título. O Vanderlei fez uma grande defesa. Não vi uma disparidade grande entre as duas equipes. Dentro do que o Cruzeiro propôs, se defendeu bem”, concluiu.


Santos 1 x 0 Coritiba

Data: 20/05/2017, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.921 pagantes
Renda: R$ 175.450,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos de RJ).
Cartões amarelos: Vladimir Hernández, Thiago Maia, Leandro Donizete, Rafael Longuine e Copete (S); Neto Berola, Jonas e Matheus Galdezani (C).
Gols: David Braz (07-1).

SANTOS
Vanderlei; Matheus Ribeiro (Copete), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Lucas Lima (Rafael Longuine); Vladimir Hernández (Jean Mota), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

CORITIBA
Wilson; Dodô, Werley, Walisson Maia (Marcio) e William Matheus; Jonas, Matheus Galdezani e Tomas Bastos; Henrique Almeida (Alecsandro), Kleber e Neto Berola (Getterson).
Técnico: Pachequinho



Vanderlei faz partida milagrosa, Santos segura pressão e vence Coxa

Após o empate heroico contra o The Strongest, na última quarta, pela Libertadores, os quase 6 mil torcedores que foram até a Vila Belmiro na tarde deste sábado, no duelo contra o Coritiba, esperavam um show de Bruno Henrique, Lucas Lima e cia. Porém, quem brilhou (e muito) foi Vanderlei. Inspirado, o goleiro santista teve uma atuação de gala, ‘fechou’ a meta durante toda a partida, fez pelo menos cinco defesas milagrosas e ainda defendeu um pênalti de Alecsandro, garantindo a primeira vitória do Peixe no Campeonato Brasileiro. O único tento do jogo foi marcado por David Braz, logo no início do primeiro tempo.

O jogo

O Santos começou o duelo com um motivo para comemorar e outro para lamentar. A notícia boa foi que logo aos sete minutos, Bruno Henrique escorou cruzamento de cabeça e a bola ficou livre para David Braz empurrar para o fundo da rede e abrir o placar na Vila Belmiro.

O problema é que logo na sequência, Lucas Lima precisou ser substituído por Rafael Longuine. O camisa 10 começou a sentir dores antes mesmo do Peixe marcar o primeiro e não aguentou ficar no gramado.

Atrás no placar, o Coxa se lançou ao ataque e passou a pressionar o alvinegro mesmo dentro da Vila Belmiro. O empate só não veio porque Vanderlei estava inspirado. Aos 12 minutos, o goleiro salvou o chuta de Kleber à queima roupa dentro da área.

Cinco minutos depois, o camisa 1 se esticou todo para defender o chute de William Matheus. No lance seguinte, o arqueiro apareceu mais uma vez e pegou cobrança de falta de Tomas Bastos.

Apesar do Coritiba estar bem melhor dentro de campo, foi o Santos que perdeu a chance mais clara do primeiro tempo. Aos 25 minutos, Vladimir Hernández fez bela jogada e deixou Ricardo Oliveira na cara do gol. O centroavante, porém, chutou em cima do goleiro Wilson e desperdiçou uma oportunidade inacreditável na Vila.

Após o tento perdido, o Peixe equilibrou as ações e jogo ficou aberto, com chances para os dois lados. Porém, o primeiro tempo terminou mesmo no 1 a 0 para o alvinegro.

A segunda etapa começou em um ritmo mais lento na Vila Belmiro. Porém, a tônica seguiu parecida com a do primeiro tempo, já que o Coxa seguia em cima e Vanderlei continuava salvando. Logo aos sete minutos, Matheus Galdezani fez fila na defesa santista e só parou no camisa 1, que teve seu nome gritado em todo o estádio.

Aos 11, porém, o Santos quase chegou ampliou em um contra-ataque. Ricardo Oliveira avançou pelo lado direito e cruzou para Bruno Henrique. Em velocidade, o atacante bateu no contrapé de Wilson, mas errou o alvo.

A chance perdida não melhorou o ímpeto do time santista, que seguiu sendo bastante pressionado pelo Coxa durante o segundo tempo. Aos 30 minutos, o alviverde finalmente conseguiu bater Vanderlei. Porém, após driblar o camisa 1 e sair na cara do gol, Matheus Galdezani foi travado por Zeca na hora do chute.

E quando parecia que Vanderlei não poderia brilhar mais na Vila, David Braz cometeu um pênalti infantil em Alecsandro. O próprio atacante foi para a cobrança a parou no goleiro santista, que decretou a vitória do Peixe na Vila.

Bastidores – Santos TV:

Vanderlei chora após atuação de gala e diz: “Se me convocar, estarei pronto”

Os torcedores do Santos que foram até a Vila Belmiro na tarde desta sábado ainda devem estar perplexos com a atuação de Vanderlei no embate contra o Coritiba. Impenetrável, o arqueiro santista teve uma atuação de gala, ‘fechou’ a meta durante toda a partida, fez pelo menos cinco defesas milagrosas e ainda defendeu um pênalti de Alecsandro, garantindo a primeira vitória do Peixe no Campeonato Brasileiro.

Ovacionado por toda a Vila Belmiro, inclusive pelos torcedores do Coxa, seu ex-time, o camisa 1 não segurou a emoção na saída do gramado e chorou após o triunfo do alvinegro.

“A gente sempre sonha em fazer uma grande partida, ainda mais contra a minha ex-equipe. Tenho muitos amigos ali, um carinho grande. Estou muito feliz. Toda defesa para o goleiro é importante. O Coritiba valorizou muito a nossa vitória. Felizmente deu tudo certo”, falou o goleiro.

Após a atuação de Vanderlei, os companheiros de Santos fizeram questão de ‘cobrarem’ uma convocação do arqueiro para a Seleção Brasileira. Sempre comedido com as palavras, o camisa 1 pregou respeito ao técnico Tite, mas mandou um recado.

“A Seleção é o ápice de todo atleta, mas temos que respeitar os outros goleiros que estão lá. Não acho que falta marketing para mim. Acredito que para o atleta ser convocado, ele tem que fazer o melhor em campo. É difícil falar se esse é o meu melhor momento, mas se eu fosse o Tite me convocaria, pois tenho que acreditar no meu trabalho. Se ele me convocar algum dia, eu estarei pronto”, concluiu Vanderlei na saída do gramado.

Santistas clamam por Vanderlei na Seleção: “Merece ser titular”

Inevitavelmente, Vanderlei foi o nome mais comentado pelos jogadores do Santos na saída do gramado da Vila Belmiro após a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Inspirado, o goleiro fez belas defesas durante a partida e ainda defendeu um pênalti de Alecsandro, garantindo o triunfo santista.

Após a partida, os atletas do alvinegro rasgaram elogios ao camisa 1 e praticamente cobraram uma convocação dele para a Seleção Brasileira. Quem puxou a fila foi Ricardo Oliveira.

“Ele está jogando assim há anos no Brasil. É nível de Seleção Brasileira. Não sei porque não é convocado. Não estou dizendo que os outros goleiros que estão na lá não merecem, mas vocês viram o que o Vanderlei fez hoje aqui. Merece demais estar na seleção”, comentou o centroavante.

O zagueiro David Braz, que cometeu o pênalti em Alecsandro e foi ‘salvo’ por Vanderlei, foi além e disse que o camisa 1 merece a titularidade na amarelinha.

“Nós respeitamos a opinião do Tite. Já trabalhei com ele e é um grande treinador. Tenho certeza que está olhando tudo. Um dia ele vai perceber que o Vanderlei merece uma oportunidade. Mostrou que pode ser titular da Seleção”, bradou o defensor santista, autor do único gol diante do Coxa.

Dorival minimiza má atuação do Santos na Vila e enaltece Vanderlei

Quando o goleiro é o principal destaque da sua equipe, isso significa que alguma coisa está errada. Neste sábado não foi diferente. Na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Coritiba, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o grande destaque foi Vanderlei, que fez várias defesas milagrosas durante o jogo e ainda pegou um pênalti de Alecsandro no fim.

O técnico Dorival Júnior admitiu que o alvinegro não teve uma boa apresentação contra o Coxa. O comandante, porém, vê a atuação ruim como normal, já que o Peixe vem de uma maratona de três jogos fora de casa (diante de Paysandu, Fluminense e The Strongest) e cerca de 13 mil quilômetros percorridos em apenas uma semana.

“O que esses jogadores se doaram e se dedicaram em busca do resultado… Eu só tenho que enaltecer. Eu não tenho como cobrar uma equipe que teve a semana e o desgaste que tivemos. Semana passada, contra o Fluminense, o Santos não deixou nada a desejar. Foi injusto o resultado, pois perdemos diversas oportunidades. Hoje realmente o Coritiba dominou. Tínhamos a consciência de que o Coritiba estava inteiro na partida. O Santos estava preparado para contra-atacar. Foi um jogo de uma entrega excepcional. Não tem como deixar de enaltecer o espírito que a equipe teve. O importante é a resposta que os jogadores tem dado, para que melhores resultados aconteçam”, explicou Dorival em coletiva na Vila Belmiro.

O comandante também aproveitou a entrevista para rasgar elogios ao ‘paredão’ Vanderlei. Além disso, o treinador também enalteceu o trabalho do reserva Vladimir e de Arzul, o preparador de goleiros do Peixe.

“Não é uma injustiça (ele não ter sido convocado). Dentro do país tem inúmeros goleiros com muitas qualidades. Vanderlei está entre esses e está muito regular. Fico feliz pelo esforço e trabalho. Temos um excelente profissional. O Arzul é um dos grandes profissionais que eu conheci dentro do futebol e tem feito um trabalho brilhante com os goleiros. Vladimir quando entra sempre dá uma resposta muito positiva. Muito do mérito é dos profissionais por trás disso também”, concluiu Dorival.

Braz admite pênalti em Alecsandro, mas diz: “Fui empurrado antes”

Mesmo sem fazer um bom jogo, o Santos segurava a pressão do Coritiba e conquistava a vitória parcial por 1 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro. Porém, aos 45 minutos do segundo tempo, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães marcou pênalti de David Braz em Alecsandro. E quando o empate parecia certo, Vanderlei coroou sua bela apresentação e defendeu a cobrança do atacante do Coxa, garantindo o primeiro triunfo santista no Campeonato Brasileiro.

Antes de cometer a penalidade, David Braz estava sendo apontado como um dos heróis do alvinegro neste sábado, já que anotou o único tento do jogo, ainda no primeiro tempo. Aliviado após a defesa do arqueiro, o defensor do Peixe admitiu que cometeu a infração dentro da área, mas alertou que sofreu uma falta antes.

“Foi pênalti sim. Esses tipos de lance acontecem umas 100 vezes na partida. Ali o árbitro viu e marcou. Mas antes de ter segurado o Alecsandro, eu fui empurrado. Só que o Vanderlei foi lá e fez uma grande defesa”, comentou o zagueiro na saída do gramado.

Lucas Lima sente lesão, passará por exames e vira dúvida na Liberta

Os quase 6 mil santistas que foram até a Vila Belmiro no último sábado puderam ver Lucas Lima em campo por apenas quatro minutos. Na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Coritiba, o camisa 10 disputou um lance no meio de campo, se machucou sozinho e precisou ser substituído por Rafael Longuine.

A saída repentina do meia, que sentiu dores na parte posterior da coxa direita, preocupa a comissão técnica do Peixe. Ele passará por exames nesta segunda-feira para saber da gravidade da lesão e virou dúvida para o duelo contra o Sporting Cristal, na próxima terça, às 21h45 (de Brasília), na Vila, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

“Ele deu um tranco na chão. Espero que não seja nada”, disse o volante Renato na saída de campo.

Principal garçom do Santos no ano, com 11 assistências, Lucas Lima foi convocado na última sexta-feira para a Seleção Brasileira. Lembrado pelo técnico Tite, o camisa 10 foi chamado para os amistosos contra Argentina e Austrália, que serão disputado nos dias 9 e 13 de junho, respectivamente, na cidade de Melbourne, na Austrália.