Navegando Posts marcados como Campeonato Paulista

São Paulo 2 x 1 Santos

Data: 14/03/2020, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público e renda: Não foi permitida entrada de torcedores.
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Tchê Tchê, Arboleda e Pablo (SP); Jobson e Arthur Gomes (S).
Cartão vermelho: Jobson (S, 45-1).
Gols: Arthur Gomes (29-1); Pablo (07-2) e Pablo (21-2).

SÃO PAULO
Lucas Perri; Juanfran, Bruno Alves (Pablo), Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Igor Gomes (Hernanes); Antony, Alexandre Pato e Vitor Bueno.
Técnico: Fernando Diniz

SANTOS
Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson, Carlos Sánchez (Evandro) e Diego Pituca; Arthur Gomes, Soteldo (Tailson) e Yuri Alberto (Madson).
Técnico: Jesualdo Ferreira



São Paulo vira em cima do Santos graças a gols de Pablo e expulsão de Jobson

O São Paulo venceu seu primeiro clássico em 2020 na noite deste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista. Com portões fechados para os torcedores devido ao Coronavírus, o Tricolor fez 2 a 1 em cima do Santos, de virada, no Morumbi praticamente vazio e encaminhou a vaga antecipada às quartas de final.

Pablo foi o nome do San-São. O camisa 9, que tinha apenas um gol na temporada, este anotado logo na estreia do time, entrou no segundo tempo e precisou de 21 minutos para ir às redes duas vezes. Primeiro, aproveitou falha de Everson na saída do gol. Depois, completou cruzamento de Pato e marcou, de cabeça, em lance oriundo de uma sobra de bola após batida de escanteio.

O Peixe jogava bem e estava à frente no placar graças a um belo gol de Arthur Gomes ao melhor estilo Fernando Diniz, técnico são-paulino. Antony saiu jogando errado, Felipe Jonatan tomou a bola e Arthur Gomes deu de letra para Sánchez, que serviu Pará. O lateral devolveu de primeira e o atacante completou.

No entanto, no último lance antes do intervalo, Jobson levou um lindo chapéu de Daniel Alves e ergueu demais a perna. A marca das travas da chuteira da coxa do camisa 10 tricolor renderam o cartão vermelho ao volante santista.

Jobson saiu de campo cobrindo o rosto e chegou a sentar na escadaria de acesso ao vestiário, desolado e inconformado. Nada que evitasse a pressão que o Peixe viria a sofrer até tomar a virada.

O Santos termina, assim, a primeira fase do Campeonato Paulista sem vencer clássicos. O time praiano acumulou derrotas para Corinthians e Santos, além de um empate com o Palmeiras. O gol de Arthur Gomes, neste sábado, foi o único anotado pela equipe contra os maiores rivais.

O resultado levou o São Paulo aos 18 pontos, na liderança geral do Grupo C. Se o Ituano não vencer o Corinthians neste domingo, na Arena, o Tricolor garante a vaga antecipada. O Peixe, apesar do revés, também tem a ponta do Grupo A, com 15 pontos.

Caso o Paulistão não seja interrompido por causa do Coronavírus, o São Paulo voltará a campo para pegar o Bragantino no sábado, de novo no Morumbi. No mesmo dia, o Santos receberá o Santo André na Arena Barueri.

Veríssimo responsabiliza “gols bestas” por derrota do Santos para o São Paulo

Depois de sair na frente, mas ficar com um a menos desde o primeiro tempo, o Santos levou a virada para o São Paulo, no Morumbi, neste sábado. Na saída de campo, Lucas Veríssimo não responsabilizou a expulsão de Jobson pela derrota, mas sim os gols sofridos de bola parada.

“Tomamos dois gols bestas, de bola parada. Acredito que a gente tem que corrigir isso porque não é de hoje. Vamos conversar com o professor e corrigir, porque não pode, em um clássico, a gente perder por dois gols de bola parada”, opinou o zagueiro do Peixe aos canais Premiere.

O Santos até abriu o placar, com Arthur Gomes, aos 29 da segunda etapa. Antes do intervalo, aos 45, Jobson deu entrada dura em Daniel Alves e acabou expulso.

Em desvantagem numérica no segundo tempo, o Peixe praticamente só se defendeu e levou dois gols de bola aérea. No primeiro, Everson saiu mal na cobrança de falta e Pablo empatou o jogo. No segundo, o atacante são-paulino recebeu sozinho o cruzamento de Pato para virar.

Com a derrota, o Santos perdeu a chance de se classificar de maneira antecipada para as quartas de final do Campeonato Paulista. O Peixe ainda lidera o Grupo A com 15 pontos.

Arthur Gomes comemora gol, mas lamenta derrota no San-São

O Santos levou a virada para o São Paulo, neste sábado, mas um atleta conseguiu destaque. Substituto de Sasha, que foi desfalque por lesão no músculo posterior da coxa esquerda, Arthur Gomes marcou o gol do Peixe. Depois da partida, o atacante comemorou o tento anotado, que foi o seu primeiro em clássico.

“É uma jogada que a gente treina bastante. Quando eu não jogo, vejo que o Sasha faz essa movimentação por dentro. O professor falou para eu vir de fora para dentro. Não conseguimos a vitória, que era o mais importante, mas estou feliz pelo gol. Meu primeiro gol em clássico, fico feliz por isso e vamos seguir trabalhando para fazer mais para a torcida”, disse o jogador após a partida.

O gol de Arthur Gomes, entretanto, não foi suficiente. Isso porque, ainda no primeiro tempo, Jobson acabou expulso e o Santos jogou a etapa final com um a menos. Em desvantagem numérica, o Peixe viu o São Paulo virar a partida com dois gols de Pablo.

O atacante santista ainda lamentou a derrota, que segundo ele foi decidida nos detalhes e nos erros do Alvinegro Praiano.

“O clássico é decidido em detalhes, e infelizmente a gente acabou perdendo em campo. São coisas do jogo. Eles aproveitaram os nossos erros nas bolas paradas, e acabamos perdendo. Vamos voltar, ver os vídeos que o professor vai passar para que a gente não volte a ter esses erros”.

Derrota no clássico adia classificação antecipada do Santos no Paulistão

Com a derrota de virada para o São Paulo, no último sábado, o Santos perdeu a chance de se tranquilizar no Campeonato Paulista. Sem os três pontos, o Peixe adiou a classificação para as quartas de final da competição.

O Grupo A da competição tem o Peixe na liderança com 15 pontos, seguido de Oeste e Água Santa com 10. A Ponte Preta aparece na lanterna com 7, mas ainda joga na rodada, contra o Guarani, na segunda-feira.

Uma vitória simples poderia garantir a vaga antecipada para o Santos, caso a Ponte não vencesse o clássico campineiro. Com o revés no San-São, entretanto, o Peixe ainda corre atrás de conseguir a classificação na próxima rodada.


Santos 3 x 1 Mirassol

Data: 07/03/2020, sábado, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.762 pagantes
Renda: R$ 275.792,50
Árbitro: Ilbert Estevam da Silva
Auxiliares: Fabrini Bevilaqua Costa e Risser Jarussi Corrêa.
Cartões amarelos: Madson, Diego Pituca, Soteldo e Everson (S); Matheus Rocha e Luiz Otávio (M).
Gols: Diego Pituca (03-1), Yuri Alberto (18-1), Sasha (22-1) e Rafael Silva (31-1).

SANTOS
Everson; Madson (Pará), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Jobson, Diego Pituca e Carlos Sánchez; Yuri Alberto (Kaio Jorge), Soteldo e Eduardo Sasha (Arthur Gomes).
Técnico: Jesualdo Ferreira

MIRASSOL
Kewin; Daniel Borges, Luiz Otávio, Reniê e Ernandes; Luís Oyama, Neto Moura (André Castro) e Camilo; Matheus Rocha (Maranhão), Chico (Dellatorre) Rafael Silva.
Técnico: Ricardo Catalá



Santos vence Mirassol na Vila Belmiro e embala no Campeonato Paulista

O Santos embalou pela primeira vez na temporada. O Alvinegro recebeu o Mirassol neste sábado e venceu por 3 a 1, em duelo válido pela 9ª rodada do Campeonato Paulista. Após vitória de meio de semana pela estreia na Libertadores, o triunfo pelo Estadual consolida a melhor fase da equipe sob comando de Jesualdo Ferreira.

Com facilidade para criar espaços e chegar ao ataque, o Peixe amassou a equipe do interior no primeiro tempo, abrindo 3 a 0 de vantagem em 22 minutos. Os visitantes diminuíram em lance de bola parada ainda antes do intervalo.

No segundo tempo, o time da casa voltou pior; reduziu a velocidade, criou menos, mas fez o suficiente para manter o resultado e sair com a vitória.

Com a vitória, o Santos abriu vantagem na liderança do grupo A, com 15 pontos, contra o nove do 2º colocado Água Santa, que ainda joga na rodada. Em caso de tropeço da 3ª colocada Ponte Preta, o Peixe só precisará de uma vitória nos últimos três jogos para assegurar uma vaga para as quartas de final.

Já o Mirassol se manteve na vice-liderança do grupo C com 13 pontos, dois a menos que o São Paulo e quatro acima do 3º colocado Inter de Limeira.

O jogo

Embalado com a vitória de meio de semana sobre o Defensa y Justicia na Argentina, o Santos não demorou para achar o caminho das redes.

Na primeira chance do jogo, logo aos três minutos, Felipe Jonatan recuperou bola do adversário, deixou com o Soteldo e correu para receber em profundidade pelo corredor esquerdo. O lateral então tocou para Pituca, que cortou o marcador na entrada da área e bateu com perfeição no ângulo esquerdo. Golaço do volante.

Os mandantes seguiram pressionando e tiveram nova chance aos cinco minutos. Soteldo cruzou da esquerda, a bola acabou desviando no zagueiro do Mirassol e atrapalhou Yuri Alberto, que cabeceou para fora. O atacante, porém, teria nova chance aos 18. Sánchez abriu para Pituca na esquerda. O volante cruzou, a defesa do Mirassol cortou mal e a bola se ofereceu para Yuri Alberto. O atacante dominou e bateu firme no contrapé para ampliar.

O terceiro saiu ainda antes da primeira meia hora de jogo. Aos 22 minutos, Yuri Alberto encontrou Sasha na meia-lua. O atacante fez o domínio já girando o corpo e bateu firme, entre dois marcadores, para acertar o canto esquerdo da meta. 3 a 0 e monólogo santista.

Os visitantes descontaram aproveitando o ponto fraco da equipe de Jesualdo neste sábado: a bola parada. Aos 31, Camilo cobrou falta pela esquerda e Rafael Silva subiu sozinho entre quatro santistas. O atacante testou para baixo no canto direito de Everson, que até chegou na bola, mas não conseguiu fazer a defesa.

Na segunda etapa, menos emoção para os dois lados. Na primeira meia hora, o Mirassol foi para cima em busca do empate e foi o responsável pelas melhores chances, embora nenhuma muito clara. Aos 13, Camilo dominou na entrada da área e bateu com perigo, para boa defesa de Everson.

Sem conseguir reduzir o placar, os visitantes viram o time da casa retomar o controle do jogo nos minutos finais, aproveitando as entradas de Arthur Gomes e Kaio Jorge. Aos 36, Arthur Gomes recebeu na área, girou e cruzou para Sánchez empurrar para as redes. O uruguaio, porém, estava impedido e o lance foi anulado.

Ainda antes do fim, o goleiro Everson tentou aproveitar a noite artilheira da equipe para guardar o seu. O goleiro cobrou falta da entrada da área aos 43 minutos, mas o chute ficou na barreira. No último lance, Kaio Jorge recebeu com muito espaço, avançou para dentro da área, mas ao invés de rolar para Soteldo livre, tentou mais um corte e a batida para o gol. A bola subiu e passou por cima da meta.

Bastidores – Santos TV:

Felipe Jonatan comenta evolução do Santos e desentediamento de Pituca e Soteldo

O Santos venceu o Mirassol neste sábado pelo Campeonato Paulista. Em boa atuação, o time de Jesualdo Ferreira mostrou evolução em relação às primeiras rodadas e anotou três gols pela primeira vez no ano.

“A gente está feliz pelos três pontos, que era o mais importante no momento. A gente vem de uma sequência boa desde o clássico contra o Palmeiras, a gente vem evoluindo, crescendo com o trabalho do professor Jesualdo”, contou Felipe Jonatan aos canais Premiere na saída de campo.

O lateral ainda comentou sopre o desentendimento entre Soteldo e Pituca, na saída do time para o vestiário ao fim do primeiro tempo.

“Em questão do Soteldo e do Pituca, é cobrança normal de time. Time grande tem que ter cobrança. Mas está tudo resolvido, dentro do vestiário mesmo apaziguamos tudo e fizemos uma ótima atuação. Sabemos que tem que mudar muito ainda, mas aos poucos a gente vai evoluindo”, concluiu.

Jesualdo elogia poder ofensivo de Madson em estreia no Santos

Um dos poucos reforços para a temporada de 2020, o lateral direito Madson estreou pelo Santos neste sábado, pela 9ª rodada do Campeonato Paulista, na vitória contra o Mirassol, na Vila Belmiro. Apesar de ter começado a partida como titular, o jogador de 28 anos ainda se adapta ao trabalho do técnico Jesualdo Ferreira, que relatou estar conhecendo o atleta.

“Vocês conhecem o Madson melhor que eu. Conheço pouco, com todo respeito. Em dois dias de trabalho ele sentiu, e decidi que deveria fazer recuperação adequada. É um lateral diferente do Pará, que tem mais experiência. Ele entrou e nada ocorreu, é mais jovem, tem a profundidade que às vezes é necessária. Está com ele, no corpo e na cabeça, a resposta necessária da lesão que teve”, afirmou.

Mesmo assim, o treinador português comentou sobre as características do lateral-direito e elogiou o desempenho do elenco santista, assim como o poder ofensivo de Madson.

“(Ele é um) lateral para frente, que vai e vem, para trás é mais difícil. Na frente vai muito bem. É preciso tirar vantagens disso. Temos dois laterais-direitos e falta o esquerdo. Temos tido respostas dentro do elenco, é uma das coisas que mais têm me dado prazer. Encontrar respostas para ter um elenco competitivo e bom. Vamos chegar lá”, concluiu.

Madson chegou ao Santos no início de 2020, mas ainda não havia atuado, já que não possuía as melhores condições físicas para entrar em campo. O lateral-direito chegou ao Peixe após uma troca com o Grêmio por Victo Ferraz, mas foi jogador do Athletico-PR em 2019.

Jesualdo exalta Pituca no Santos: “Qualidade física e força mental”

O técnico Jesualdo Ferreira deu sequência para Diego Pituca no meio-campo do Santos mesmo em meio a atuações irregulares. E deu certo.

Pituca demorou a se adaptar à função mais ofensiva, mais próximo do gol adversário e às vezes até como ponta. Jesualdo explicou a mudança tática depois da vitória sobre o Mirassol, com o primeiro gol marcado pelo meio-campista, em bonito chute de fora da área.

“Pituca é curioso. Como é possível jogar com três volantes falaram…. E eu não entendi. O meio era esse ano passado. Santos jogava no ano passado com três volantes e era ofensivo? Querem ser um pouco treinador e me explicar isso? Sempre pensei no Pituca como interior, médio interior de características ofensivas. Box to box em 90 minutos, qualidade física e força mental. Por que volante? Tinha que estar mais posicional (no ano passado). Mas gosto dele assim, até na direita como na parte final do jogo (contra o Mirassol). É um jogador que gosto muito, tem vantagem de fazer ala esquerda no 4-4-2, lateral como fez se tiver problema… Quando é para jogar só um (volante), também joga”, explicou Jesualdo.

Pituca é meia de origem, mas se acostumou a atuar como primeiro ou segundo volante no Peixe nos últimos anos. Jesualdo Ferreira enxerga o esquema tático 4-3-3, seu preferido, com um camisa 5, um 8 e um 10, à moda antiga, com um meia pela esquerda e outro pela direita. Nesse desenho, Pituca foi à frente.

Jesualdo vê Alison e Jobson como o 5, Diego Pituca e Jobson como o 8 e Sánchez e Evandro como o 10. Diante da instabilidade nas últimas semanas e a ausência do capitão, o português fez algumas trocas, como Pituca ao lado de Jobson e Evandro de 5.

O treinador tem conversado com Diego Pituca para que resgate as características de armador do início da carreira e use sua força física pelo lado do campo. O jogador, antes desanimado com as críticas do torcedor, tem se sentido mais à vontade e espera por desempenho ainda melhor na sequência da temporada.

Jesualdo pede reforço, mas relata prazer em “achar respostas” no elenco do Santos

O técnico Jesualdo Ferreira reforçou o pedido pela contratação de um lateral-esquerdo no Santos. Ao mesmo tempo, porém, falou em “prazer” por encontrar “respostas” dentro do próprio clube.

“Temos dois laterais-direitos e falta o esquerdo, vamos chegar se Deus quiser. Temos tido respostas dentro do elenco. É uma das coisas que mais têm me dado prazer. Muitos jovens, como o (Anderson) Ceará hoje (no banco). Encontrar respostas para ter um elenco competitivo e bom. E vamos chegar lá”, disse o técnico, em entrevista coletiva depois da vitória sobre o Mirassol.

Jesualdo tem avaliado diversos jogadores da base e do time B de perto. Anderson Ceará e Ivonei, meio-campistas, foram inscritos no Campeonato Paulista e devem ganhar oportunidade em breve.

Yuri Alberto e Kaio Jorge, desprestigiados em 2019, têm atuado com frequência, assim como Arthur Gomes, “reforço” depois do empréstimo à Chapecoense.

A diretoria do Santos busca uma “sombra” para Felipe Jonatan, mas a falta de dinheiro e a janela internacional de transferências fechada na maior parte dos países da Europa dificulta a contratação.

Jesualdo avalia trabalho após dois meses no Santos: “Nunca tive dúvida”

Jesualdo Ferreira avaliou o trabalho da comissão técnica após dois meses no Santos – o português foi apresentado oficialmente em 8 de janeiro e tem cinco vitórias, três empates e duas derrotas.

O treinador faz avaliação positiva e diz nunca ter duvidado de estar no caminho certo, mesmo em meio à pressão por melhor desempenho.

“Temos 50% de vitórias, gostaríamos de ter mais. Não há forma de conseguir sem tempo e trabalho. Fui claro no início quando falei sobre isso. Nunca tive dúvida sobre nosso trabalho, a cada dia sabia que esse é o caminho. Críticas aqui são normais, talvez aqui mais cedo do que estou acostumado. Equipe acreditou no que está a fazer. Quando olham para as imagens e veem o nível que não esperavam, percebem evolução, fica difícil olhar para trás. São passos para frente. É como defender, quando se perde a bola tem que pensar em passo à frente, não atrás, sem medo. São passos à frente para dar”, disse Jesualdo, em entrevista coletiva.

“São 10 jogos, tempo de trabalho é pouco e jogos foram muitos. É preciso analisar o treino, melhorar, e espaço é curto. Jogador dificilmente consegue estar no 100%, limite sem recuperar, mas é a tônica do futebol brasileiro. Jogadores sabem o que existe e o que é futuro. Estou habituado, joguei a cada três dias com frequência. É preciso encontrar os equilíbrios da equipe para que o rendimento seja mais ou menos alto independentemente dos jogadores utilizados. É a nossa tarefa agora”, emendou.

Jesualdo cita Ceni ao falar de Everson como cobrador do Santos: “Brasil tem grande exemplo”

Everson chegou ao Santos no início de 2019 com status de bom goleiro e também com a fama de bom cobrador de faltas no Ceará. E a primeira tentativa só ocorreu no último sábado, contra o Mirassol, depois de um ano.

A falta parou na barreira, mas o goleiro “quebrou o gelo” e deve ter novas oportunidades. O técnico apoia e cita Rogério Ceni como argumento.

“Ele bate bem… Foi uma pena a falta não ser do outro lado (esquerdo). Se fosse na esquerda poderia ter entrado. Brasil tem grande exemplo como Ceni, ele bate bem e tem que continuar treinando. Alguns batem bem, como Soteldo e Sánchez também, mas está tudo no princípio. Não é fácil tirarmos conclusões”, disse Jesualdo, em entrevista coletiva.

Aos 29 anos, Everson tem três gols na carreira: dois de pênalti e um de falta. O de falta foi marcado contra o Corinthians, em 2018, pelo Vozão.


Santos 0 x 0 Palmeiras

Data: 29/02/2020, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.371 presentes (18.662 pagantes e 1.709 não pagantes)
Renda: R$ 752.580,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Felipe Jonatan, Lucas Veríssimo e Sanchez (S); Felipe Melo (P).

SANTOS
Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Luiz Felipe); Alison (Jobson), Carlos Sánchez e Diego Pituca (Arthur Gomes); Yuri Alberto, Soteldo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jesualdo Ferreira

PALMEIRAS
Weverton; Gabriel Menino, Felipe Melo, Gustavo Gomez e Viña (Diogo Barbosa); Bruno Henrique, Zé Rafael e Raphael Veiga (Gabriel Veron); Dudu, Willian e Luiz Adriano (Rony).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos e Palmeiras fazem jogo franco no final, mas ficam no empate

O Estádio do Pacaembu recebeu um clássico com poucas emoções até o final do segundo tempo na tarde deste sábado, pelo Campeonato Paulista. Santos e Palmeiras fizeram uma disputa franca nos últimos minutos, mas o duelo que marcou a esperada estreia de Rony terminou com empate por 0 a 0.

Com 12 pontos, três a mais do que o Água Santa, o Santos permanece na liderança do Grupo A do torneio estadual. Já o Palmeiras desperdiçou a chance de estabelecer a melhor campanha e, com 17 pontos, fica no segundo posto do Grupo B, dois atrás do Santo André.

O jogo:

Palmeiras e Santos fizeram um primeiro tempo sem grandes oportunidades de gol no Estádio do Pacaembu. Após vacilo de Felipe Jonatan na saída de bola, Zé Rafael poderia ter acionado Luiz Adriano livre pela direita, mas preferiu chutar em cima da marcação.

Pouco depois, foi Bruno Henrique quem falhou na saída de bola e proporcionou um momento de perigo ao Santos. Soteldo recebeu de Yuri Alberto e, de frente para o gol, chutou de fora da área. A bola, porém, não saiu muito forte e passou à direita de Weverton.

Em mais uma chegada do Santos, Yuri Alberto sofreu falta de Felipe Melo na entrada da área. Sanchez bateu direto e Weverton defendeu. O time alvinegro dominou durante a maior parte do primeiro tempo, mas o Palmeiras conseguiu equilibrar nos minutos finais.

Colocado no lugar de Luiz Adriano, o estreante Rony recebeu lançamento longo de Weverton logo no começo do segundo tempo e tentou dominar. A bola bateu no braço de Pará dentro da área e o árbitro pensou em marcar pênalti, mas o assistente apontou impedimento do atacante palmeirense de forma equivocada.

O Santos contou com vacilo de Diogo Barbosa para responder. Ao cortar lançamento de Sanchez para Soteldo, o lateral esquerdo, colocado no lugar de Viña, acabou ajeitando na entrada da área. Atento, Sasha completou e a viu a bola passar à direita do gol defendido por Weverton.

Com Dudu como articulador desde a entrada de Gabriel no Veron no lugar de Raphael Veiga, o Palmeiras cresceu. Na melhor chance da partida, Willian recebeu do camisa 7 pela esquerda e bateu cruzado, com muito perigo. O clássico foi aberto nos minutos finais, mas não teve gols.

Soteldo se vê mais protagonista em 2020 e diz que Santos ganhou confiança no clássico

O Santos ficou apenas no empate com o Palmeiras neste sábado, porém a avaliação da comissão técnica e do elenco foi positiva. Além de Jesualdo ter elogiado a performance da equipe, Soteldo destacou a confiança que o Peixe ganhou após o clássico e ressaltou que não ficou surpreso pelo Alvinegro ter encarado o Alviverde de igual para igual.

“Não surpreendeu. Gostei, porque a gente conseguiu um pouco do ano passado. Para mim foi bom, apesar do 0 a 0, o que o time mais precisava era ganhar confiança”, afirmou o atacante.

Neste sábado, Soteldo atuou aberto pela direita. O atacante fez questão de demonstrar que está disposto a jogar em posições diferentes, além de dizer que ganhou um maior protagonismo em 2020.

“Estou pegando mais na bola. Agora sou mais protagonista do que no ano passado, quando jogava mais aberto. Tenho que me adaptar às posições de cada jogo”, completou.

Com o resultado deste sábado, o Santos chegou aos 12 pontos, ainda na liderança do grupo A do Paulistão.

Sánchez enxerga mudanças após semana de trabalho e vê Santos no caminho certo

Com uma semana inteira livre para se preparar após a derrota para o Ituano, o Santos apresentou uma melhora no desempenho neste sábado, no clássico com o Palmeiras. Para Carlos Sánchez, o Peixe teve uma postura diferente durante os dias que antecederam a partida e essas mudanças tiveram impacto na performance contra o Alviverde.

“Nessa semana, já tivemos uma mudança muito grande em relação ao que vínhamos fazenda. Trabalhamos muito ligados, com todos concentrados, sabendo do que queríamos. Acho que hoje foram vistas as mudanças da semana”, afirmou o uruguaio.

Sánchez lamentou o fato do Santos não ter saído do Pacaembu com os três pontos, porém acredita que a equipe está evoluindo.

“Fizemos um grande clássico. Não conseguimos chegar à vitória, que era muito importante, mas sabemos que temos coisas importantes pela frente. Temos que manter a tranquilidade, porque estamos no caminho correto”, finalizou.

Jesualdo rebate críticas recebidas no Santos: “Atingem os jogadores”

Desde que chegou ao Santos, Jesualdo Ferreira ainda não conseguiu tornar o Santos regular em campo e, por conta do desempenho abaixo do esperado, já recebeu diversas críticas. Apesar de ser o grande alvo das reclamações, o treinador prefere mostrar preocupação com o impacto delas nos jogadores.

Na entrevista concedida após o empate com o Palmeiras, destacou que as críticas atrapalham o desenvolvimento técnico do elenco, que acaba perdendo confiança.

“Eu tenho que ficar com aquilo que a gente faz e com aquilo que os jogadores fazem. Porque essas críticas não me atingem, atingem os jogadores. Eles sofrem com as críticas e acabam tendo menos tranquilidade para jogarem no nível em que são capazes”, afirmou o treinador.

Jesualdo avaliou positivamente seu trabalho à frente do Santos até o momento. Além disso, o técnico condenou a avaliação feita apenas focada nos resultados obtidos pela sua equipe.

“Só tenho que olhar para o meu trabalho. Estou feliz, acho que fizemos um grande trabalho até agora, com boa capacidade de adaptação. Estamos trabalhando com jogadores que não conhecíamos, assim como não conheciam a gente”, pontuou Jesualdo.

“Pouca gente se lembra das dificuldades que enfrentamos desde o início do ano, das ausências dos jogadores. Fico feliz quando fazemos o jogo que fizemos hoje, apesar de analisarem apenas os resultados. Já percebi que ganhar, empatar ou perder gera sempre críticas negativas”, completou.


Ituano 2 x 0 Santos

Data: 22/02/2020, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio Novelli Junior, em Itu, SP.
Público 3.959 pagantes
Renda: R$ 166.680,00
Árbitro: Edina Alves Batista
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Gabriel Tagliari, Luizinho e Suéliton (I); Soteldo e Jean Mota (S).
Gols: Yago (11-1) e Corrêa (26-1).

ITUANO
Pegorari; Pacheco, Ricardo Silva, Suéliton e Breno Lopes; Baralhas, Marcos Serrato e Corrêa; Yago (Gabriel Barros), Luizinho (Léo Duarte) e Gabriel Tagliari (Luiz Paulo).
Técnico: Vinicius Bergantin

SANTOS
Everson; Pará (Lucas Venuto), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca (Jean Mota) e Carlos Sánchez; Arthur Gomes (Renyer), Soteldo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jesualdo Ferreira



Santos de Jesualdo não evolui e perde para o Ituano antes de decisões

O Santos perdeu por 2 a 0 para o Ituano neste sábado, em Itu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Os gols foram marcados por Yago e Corrêa, ainda no primeiro tempo.

O Peixe não apresentou evolução depois de atuação ruim diante da Ferroviária e preocupa o torcedor antes das partidas contra o Palmeiras, pelo próprio Paulistão, e a estreia na Libertadores da América frente ao Defensa y Justicia, na Argentina.

Mesmo com desempenho instável, o Alvinegro lidera o Grupo A do Estadual, com 11 pontos. O Ituano ainda é o lanterna do D, com nove.

O jogo

O Santos teve bom início e chegou a animar o torcedor depois de partida muito ruim contra a Ferroviária. A empolgação, porém, durou pouco.

Aos 11 minutos, Yago recebeu pela direita sozinho. Soteldo não voltou para marcar o lateral Pacheco, Diego Pituca estava distante e Felipe Jonatan ficou com dois na marcação. Resultado: o meia-atacante teve tempo de ajeitar, pensar e colocar a bola no ângulo direito de Everson.

O gol desestabilizou o Peixe, que ficou inofensivo. Desorganizada, a equipe não conseguia trocar três passes consecutivos para frente. Para piorar, o Ituano ampliou em golaço de falta do veterano Corrêa aos 26 minutos.

O Santos se lançou ao ataque na etapa final, porém, seguiu sem organização suficiente para aproximações, tabelas, atacantes no mano a mano. O técnico Jesualdo Ferreira optou pelas entradas de Jean Mota e Renyer nos lugares de Diego Pituca e Arthur Gomes no intervalo. E não funcionou.

A correria não foi suficiente e o Peixe terminou o jogo com poucas chances claras. Na melhor delas, Jean Mota acertou a trave perto do fim. Alerta ligado antes das partidas contra Palmeiras e a estreia na Libertadores.

Jesualdo vê 2º tempo em derrota como “futuro do Santos” e minimiza cobranças

O técnico Jesualdo Ferreira admitiu a atuação ruim do Santos, principalmente no primeiro tempo da derrota por 2 a 0 para o Ituano neste sábado, em Itu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

“Foi o jogo típico de uma equipe que não foi feliz. Na primeira parte, tínhamos controlado. A equipe do Ituano é difícil. Até que surgiram Yago e Correa com dois gols fora do contexto, dois grandes gols. A partir do primeiro gol, a equipe perdeu a confiança, não foi a mesma equipe. Na segunda parte, vocês todos perceberam a reação da equipe, a intensidade, a agressividade, o controle de bola, a criação de algumas situações. Se tivesse acontecido um gol, o jogo poderia ter outra cor e poderíamos ter um resultado melhor. Mas prefiro reter as coisas que fizemos bem. A equipe está muito mais forte fisicamente, muito mais capaz, e a equipe é capaz, quando tem confiança, quando perde a timidez, de subir, de pressionar, de jogar bem, de criar dificuldades para o adversário”, analisou.

“Na primeira parte o que marcou a diferença foi o 1º gol. No segundo tempo, demos uma resposta que eu pretendo que seja o futuro do Santos. Que vai ser o futuro do Santos. Quando os jogadores acreditarem que podem jogar bem melhor que na primeira parte”, completou.

Jesualdo ainda projetou o clássico contra o Palmeiras, sábado, no Pacaembu, e minimizou a cobrança do torcedor.

“O jogo com o Palmeiras é diferente. Tem que ser sempre diferente quando queremos evoluir. A resposta é que temos uma semana para evoluir e sermos melhores no próximo jogo. Aqui, fica um pedido: vamos jogar em São Paulo, temos muitos torcedores, e espero que incentivem a equipe por um jogo melhor e um resultado melhor. É diferente o jogo. Acho que é bom o próximo jogo ser o Palmeiras. Acho ótimo”, avaliou.

“Eu vejo essa cobrança em qualquer lugar. Vi no Corinthians, no São Paulo, teve no Palmeiras e agora acabou. É normal e não me preocupa. Essa questão me preocupa mais quando é feita em cima dos jogadores. A mim não. Acho que é normal. Não sei se cobra mais ou não (do que na Europa), mas no Brasil se cobra bastante”, concluiu.

Felipe Jonatan revela temor por goleada e diz que “tudo vai mudar” no Santos

Felipe Jonatan foi sincero na avaliação da derrota do Santos por 2 a 0 para o Ituano neste sábado, em Itu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

O lateral-esquerdo falou sobre o temor de nova goleada – o Ituano fez 5 a 1 no ano passado -, e prometeu “vida nova” no Peixe.

“Equilíbrio (foi o papo no vestiário). Não poderíamos sair daqui como o Santos no ano passado. Professor pediu equilíbrio, disse que poderíamos reverter, mas goleiro deles estava numa tarde inspirada. Temos que evoluir muito”, disse Felipe.

“No clássico tudo vai mudar. Vamos nos empenhar para mudar esse quadro no fim de semana”, emendou – lembrando que o Alvinegro enfrentará o Verdão sábado, no Pacaembu.

Felipe Jonatan também comparou os times de Jesualdo Ferreira em 2020 e Jorge Sampaoli em 2019.

“Tudo se resume ao trabalho. Estamos dando a nossa vida, mas as coisas precisam de tempo. Fizemos boa campanha ano passado no Brasileiro, método do Jesualdo é diferente. Sampaoli mais agressivo na marcação, time mais em cima. Jesualdo pede para esperarmos um pouco mais, mas ele já falou que isso vai mudar durante os treinamentos. Nessa semana mudamos um pouco, fomos mais agressivos no segundo tempo. Ele pediu isso no intervalo. Ele pediu para guardarmos esse segundo tempo para a gente”, concluiu.

Santos tem pior início ofensivo do século; compare ano a ano

O Santos de Jesualdo Ferreira tem o pior início de ano em termos ofensivos no século – mais precisamente, desde 1994, temporada do tetra da seleção brasileira.

O Peixe fez seis gols em sete partidas do Campeonato Paulista, menos de um por jogo em média. Esse desempenho só foi pior há 26 anos, quando o Alvinegro marcou quatro vezes.

Em termos defensivos, o Santos não está mal. São cinco gols sofridos, melhor retrospecto desde 2015. Para efeito de comparação, o Peixe de Sampaoli teve 20 pró e sete contra no mesmo período do ano passado.

O Alvinegro voltará a campo para enfrentar o Palmeiras, sábado, no Pacaembu, pela oitava rodada do Estadual. O presidente José Carlos Peres prometeu nova chance a Jesualdo, mesmo com o futebol ruim apresentado.

Veja abaixo o retrospecto nos sete primeiros jogos de cada ano desde 1994:

2020: 06 feitos e 05 sofridos
2019: 20 feitos e 07 sofridos
2018: 11 feitos e 07 sofridos
2017: 12 feitos e 09 sofridos
2016: 12 feitos e 08 sofridos
2015: 13 feitos e 04 sofridos
2014: 17 feitos e 04 sofridos
2013: 15 feitos e 09 sofridos
2012: 14 feitos e 08 sofridos
2011: 19 feitos e 08 sofridos
2010: 18 feitos e 07 sofridos
2009: 08 feitos e 09 sofridos
2008: 06 feitos e 08 sofridos
2007: 14 feitos e 07 sofridos
2006: 14 feitos e 09 sofridos
2005: 16 feitos e 05 sofridos
2004: 22 feitos e 08 sofridos
2003: 17 feitos e 10 sofridos
2002: 11 feitos e 08 sofridos
2001: 19 feitos e 06 sofridos
2000: 08 feitos e 16 sofridos
1999: 14 feitos e 08 sofridos
1998: 17 feitos e 11 sofridos
1997: 15 feitos e 11 sofridos
1996: 13 feitos e 10 sofridos
1995: 12 feitos e 07 sofridos
1994: 04 feitos e 08 sofridos


Ferroviária 0 x 0 Santos

Data: 16/02/2020, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, SP.
Público: 6.904 presentes
Renda: R$ 255.810,00.
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Evandro de Melo Lima.
Cartões amarelos: Luiz Felipe (S); Max (2), Lucas Mandes e Mazinho (F).
Cartão vermelho: Max (F).

FERROVIÁRIA
Saulo; Lucas Mendes, Max, Elton e Bruno Recife; Mazinho, Tony e Claudinho; Felipe Ferreira (Patrick), Henan (Yuri) e Hygor (Léo Artur).
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Everson; Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca (Jean Mota) e Carlos Sánchez; Raniel (Arthur Gomes), Soteldo e Eduardo Sasha (Kaio Jorge).
Técnico: Jesualdo Ferreira



Santos sofre para segurar empate com a Ferroviária

Em uma atuação sofrível na noite deste domingo, o Santos segurou o empate por 0 a 0 com a Ferroviária pela sexta rodada do Campeonato Paulista. A equipe da casa pressionou e mereceu os três pontos na Fonte Luminosa, mas a trave e Everson impediram o triunfo dos mandantes em Araraquara.

O resultado levou o Peixe aos 11 pontos, na ponta do Grupo A. Já a Ferroviária segue na lanterna do Grupo D, com cinco pontos.

O jogo

Jesualdo Ferreira promoveu o retorno de Everson ao gol e, com a sombra de Vladimir, o goleiro mostrou serviço ao treinador português. Isso porque o Santos foi amassado pela Ferroviária durante todo o primeiro tempo.

Hean, Felipe Ferreira e Hygor perderam chance atrás de chance e o intervalo chegou para o alívio dos santistas.

Na etapa final, os visitantes até conseguiram ficar mais tempo com a bola. Ainda assim, com apenas nove minutos, Patrick acertou a trave de Everson depois de linda caneta em cima da Pará.

Nos minutos finais, Max foi expulso e o Santos conseguiu impor pressão. Jean Mota por pouco não marcou.

E acabou assim, sem gols. E vaia para os dois times oriundas das arquibancadas.

Sánchez admite que faltou atitude ao Santos contra a Ferroviária

O Santos ficou no 0 a 0 com a Ferroviária neste domingo. O placar, por si só, já não é bom, mas o desempenho do Peixe em campo foi pior ainda. Carlos Sánchez admitiu, na saída de campo, que a equipe praiana ficou devendo em Araraquara.

“Faltou atitude. Com time grande isso não pode acontecer, temos que trabalhar, fizemos uma partida difícil hoje. Temos que trabalhar e não ter desculpas, porque ainda faltam coisas. São pontos que às vezes valem muito. É levantar a cabeça, apesar de não ter saído com a vitória”, disse, ao Premiere.

No intervalo do confronto, Sánchez fez pelo menos a alegria de um torcedor santista que levou uma grande faixa ao estádio, escrita em espanhol, e que pedia uma camisa do uruguaio.

“Sim, com coisas pequenas fazemos crianças, torcedores, muito felizes. Eles sabem que podemos dar mais e assim temos de seguir trabalhando”, concluiu.

Jesualdo fala em pior jogo do Santos e não consegue explicar o motivo

Jesualdo Ferreira não escondeu sua insatisfação pelo desempenho do Santos na noite deste domingo, no empate com a Ferroviária por 0 a 0. Em entrevista coletiva ainda no estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara, o técnico português não conseguiu explicar o motivo dos santistas terem jogado tão mal.

“Foi nosso pior jogo, eu esperava que fosse a continuação do jogo anterior e a verdade é que isso não aconteceu. Muitas vezes não consigo explicar muito bem, os jogadores não conseguem explicar como as coisas aconteceram. Não começamos bem o jogo e depois não tivemos a capacidade para fazer o gol e controlar as situações, como vínhamos fazendo”, avaliou.

“Acabamos por ter um resultado que não é positivo para nós. É um jogo para nós conversarmos, tentar encontrar as razões. Muitas vezes as coisas não acontecem na lógica que queremos. Foi um jogo fora da lógica em função do que fizemos lá atrás”,
Agora, o Santos vai visitar o Ituano, sábado que vem. E Jesualdo espera que a resposta seja imediata.

“Jogamos mal, isso acontece, mas vamos trabalhar para o próximo jogo já, se possível, que as coisas sejam melhores”, concluiu.

Sánchez revela discussão no vestiário do Santos após empate com a Ferroviária

Após o empate do Santos em 0 a 0 com a Ferroviária, pela 6ª rodada do Campeonato Paulista, Carlos Sánchez deu uma entrevista polêmica na saída do gramado, dizendo que faltou atitude da equipe e que isso não poderia acontecer em um time grande. Nesta terça-feira, em entrevista coletiva, o meio-campista voltou a comentar sobre o tema e revelou que teve cobrança no vestiário.

“A discussão foi grande no vestiário. Era um jogo que não podíamos deixar de jogar o que havíamos planejado. Foi difícil. Um primeiro tempo muito ruim de todos, em que não conseguimos achar a forma, atuar como estávamos nas outras partidas”, disse.

Em Araraquara, o Peixe não fez uma boa partida e graças a boa atuação do goleiro Everson, o time de Jesualdo Ferreira não conheceu sua segunda derrota no estadual.

Apesar da crítica, Sánchez fez questão de frisar que não faltou entrega dos companheiros e reconheceu que é necessária uma melhora para a sequência.

Sánchez freia empolgação com Jesualdo e culpa jogadores por não apresentar melhor futebol

O futebol do Santos segue sendo alvo de críticas. Com o pouco tempo de trabalho, Jesualdo Ferreira ainda não conseguiu implementar sua ideias de jogo. Carlos Sánchez acredita que os principais responsáveis pelas atuações do Peixe são os próprios jogadores.

“Ainda não encontramos a forma de jogar, mas isso é nossa culpa, por ainda não se adaptar ao estilo de Jesualdo. Vamos trabalhar melhor, concentrar mais para que não aconteça lá na frente o que aconteceu domingo contra a Ferroviária”, comentou.

O uruguaio não poupou críticas ao futebol apresentado pelo Santos no empate do último domingo, em Araraquara. Na saída do gramado, o meio-campista alegou que faltou atitude ao time e que isso não deveria se repetir.

Apesar da falas contundentes, Sánchez acredita que o momento se deve pelo período de adaptação do novo treinador à frente do Alvinegro da Vila Belmiro. Evitando comparações, o atleta de 35 anos lembrou o começo de Sampaoli, em que a equipe também recebeu críticas e depois deslanchou.

“Todo início tem um período de adaptação. No começo do Sampaoli, nós também não conseguíamos fazer tudo que ele pediu e foi um bom amadurecimento. Agora acontece a mesma coisa. São sistemas diferentes, formas diferentes de se trabalhar, sem querer fazer comparação”, disse.

Em seis jogos, Jesualdo tem 61,1% de aproveitamento, com três vitórias, dois empates e uma derrota. O próximo desafio será diante do Ituano, em Itu, no sábado, às 16h30.