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Santos 3 x 0 Deportivo Pasto

Data: 19/04/2007, quinta-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 8 – 6ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: R$ 44.1170,00
Público: 3.225 pagantes
Árbitro: Óscar Maldonado (BOL)
Auxiliares: Iván Gamboia e Juan Carlos Arroyo (ambos da BOL)
Cartões amarelos: Rebolledo (DP) e Jonas (S).
Gols: Carlinhos (07-1), Pedrinho (46-1) e Rodrigo Tiuí (42-2).

SANTOS
Fábio Costa; Denis, Leonardo, Marcelo e Carlinhos; Maldonado (Rodrigo Souto), Cléber Santana (Zé Roberto), Pedrinho e Rodrigo Tabata; Marcos Aurélio (Rodrigo Tiuí) e Jonas
Técnico: Wanderley Luxemburgo

DEPORTIVO PASTO
Carlos Barahona (Jamell Ramos); Viveros, Walden Vargas, Carlos Saa e Luis Lora; Juan Rebolledo, Jhonatan Rosero (Ferley Villamil), Luis Valencia e Rolan De la Cruz; Carlos Roda (Martínez) e Juan García
Técnico: Álvaro de Jesús Gómez



Santos vence e avança na Libertadores com 100% de aproveitamento

Time de melhor aproveitamento na Taça Libertadores-2007, o Santos se despediu da primeira fase do torneio com uma vitória sobre o Deportivo Pasto (Colômbia) por 3 a 0, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro.

Com a vitória, o Santos chegou aos 18 pontos no Grupo 8 e avançou com 100% de aproveitamento –como prêmio, terá a vantagem de pegar o pior segundo colocado no cruzamento das oitavas-de-final.

Além disso, o time de Vanderlei Luxemburgo igualou uma façanha que até então havia sido alcançada apenas pelo Vasco. Desde 2000, ano em que a fase principal da Libertadores sofreu um “inchaço” e aumentou de 20 para 32 participantes, apenas o time de São Januário, na edição de 2001, conseguiu vencer todos os seus jogos na fase de grupos.

Naquele ano, dirigido por Joel Santana, o Vasco obteve oito vitórias seguidas, já que venceu nas oitavas-de-final duas vezes o Deportes Concepción, do Chile, depois perdeu os dois jogos das quartas-de-final para o Boca Juniors, da Argentina.

A série vascaína de oito triunfos consecutivos foi alcançada pelos santistas hoje se forem considerados os dois jogos que o time fez contra o Blooming, da Bolívia, pela fase preliminar.

Em campo, o Santos mostrou desde o início que a preocupação do momento é a partida decisiva de domingo contra o Bragantino, que vale vaga na decisão do Campeonato Paulista-2007.

Por isso, Luxemburgo iniciou a partida preservando jogadores importantes como o lateral Kléber, o zagueiro Antônio Carlos, o meio-campista Zé Roberto e o atacante Rodrigo Tiuí.

Classificado e diante de um adversário já eliminado, o Santos iniciou o jogo no campo de ataque e precisou de apenas sete minutos para abrir o placar. O lateral Carlinhos tabelou, recebeu passe na frente, se livrou do goleiro e bateu para o gol vazio, 1 a 0.

Aos 21min, o time da Baixada quase ampliou num chute de Rodrigo Tabata, que passou raspando o travessão colombiano. Aos 39min, Tabata bateu forte e o goleiro Barahona evitou o gol.

Já nos acréscimos, aos 47min, o Santos chegou ao segundo gol. Pedrinho escapou livre pelo lado direito do ataque e bateu colocado, de pé esquerdo, sem chance de defesa para o goleiro adversário.

Para a etapa final, Luxemburgo colocou em campo Rodrigo Souto e Zé Roberto, pois Maldonado e Cléber Santana foram poupados nos 45 minutos finais. Aos 17min, Rodrigo Tiuí entrou na vaga de Marcos Aurélio.

O Santos passou a maior parte do segundo tempo no ataque e chegou ao terceiro gol aos 42min da etapa final, com Rodrigo Tiuí, que pegou um rebote dentro da área e bateu cruzado para marcar.


Ituano 1 x 2 Santos

Data: 18/03/2007, domingo, 16h00.
Competição: Campeonto Paulista – 14ª rodada
Local: Estádio Novelli Junior, em Itu, SP.
Público: 4.799 pagantes
Renda: R$ 79.980,00
Árbitro: Philippe Lombard
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e Matheus Camolesi
Cartões amarelos: Flávio, Márcio Goiano e Adoniran (I); Rodrigo Souto, Maldonado, Rodrigo Tabata e Zé Roberto (S).
Cartão vermelho: Rogério (I)
Gol: Márcio Goiano (16-1) e Carlinhos (40-1); Marcos Aurélio (16-2).

ITUANO
Márcio, Rogério, João Paulo, Diego e Jéferson; Márcio Goiano, Adoniran, Flávio e Vander (Hugo Leonardo); Tony Carvalho (Flavinho) e Sorato (Elionar).
Técnico: Edson Porto

SANTOS
Fábio Costa, Leonardo (Marcos Aurélio), Ávalos e Adailton; Pedro, Maldonado (Zé Roberto), Rodrigo Souto (Cléber Santana), Pedrinho e Carlinhos; Jonas e Rodrigo Tabata.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com reservas, Santos vence de virada e volta à liderança

A aposta feita por Vanderlei Luxemburgo na partida contra o Ituano deu resultado. Na tarde deste domingo, o Santos entrou em campo com oito reservas e venceu a equipe do interior paulista por 2 a 1, fora de casa. O resultado positivo, porém, só começou a ser construído após a entrada do atacante titular Marcos Aurélio, autor do gol da vitória santista.

O triunfo recolocou o time da Vila Belmiro na primeira colocação do Estadual, agora com 35 pontos – com a vitória do São Paulo sobre a Ponte Preta por 1 a 0, neste sábado, o time do Morumbi havia assumido provisoriamente a liderança da competição.

“Procuro dar espaço para todo mundo. O grupo todo, não só aqueles que jogam a Libertadores, têm que estar preparados para entrar e decidir as partidas”, afirmou o treinador.

Para a partida deste domingo, Vanderlei Luxemburgo cogitou a hipótese de utilizar a maioria de seus titulares, já pensando no clássico contra o Corinthians, dia 29 de março, na Vila Belmiro. Isso porque alguns deles estão pendurados com o segundo cartão amarelo e, se fossem advertidos contra o Ituano, cumpririam suspensão contra o Rio Claro, no próximo domingo, e estariam liberados para o jogo contra o rival.

Entretanto, o técnico santista preferiu repetir a fórmula que já havia sido utilizada em outros jogos com sucesso (em duas partidas com time misto, duas vitórias) e escalou uma equipe quase toda formada por reservas. Dos jogadores que vinham iniciando as últimas partidas do Santos, apenas Fábio Costa, Maldonado e Rodrigo Souto entraram em campo contra o Ituano.

Os reservas, porém, não começaram bem a partida e sofreram com a pressão inicial dos donos da casa. O Ituano chegava com perigo em lançamentos para o veterano Sorato, até que, aos 16min, Márcio Goiano abriu o placar para a equipe de Itu. O lateral avançou pelo lado esquerdo da grande área e, mesmo sem ângulo, chutou forte, no alto do gol alvinegro.

Preocupado com o domínio do time anfitrião, Luxemburgo então trocou o zagueiro Leonardo pelo atacante Marcos Aurélio, ainda aos 30min da etapa inicial. A mudança surtiu efeito e, dez minutos depois, o Santos igualou o placar após chute rasteiro de Carlinhos, da entrada da área, resultado mantido até o final da primeira etapa.

No começo do segundo tempo, a equipe alvinegra não levava perigo à defesa do Ituano, mas, aos 16min, a alteração promovida por Vanderlei Luxemburgo fez a diferença. Marcos Aurélio acertou chute de fora da área no ângulo de Márcio e definiu a partida a favor do Santos com um belo gol.


Vídeos: (1) Gols e (2) Melhores momentos.

Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 11/03/2007, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 16.811 torcedores
Renda: R$ 387.380,00
Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado
Auxiliares: Ana Paula da Silva Oliveira e João Bourgalber N. Chaves
Cartões amarelos: Rodrigo Souto, Maldonado, Rodrigo Tiuí, Kléber e Jonas (S); Souza (SP).
Gols: Ilsinho (30-1); Carlinhos (46-2).

SANTOS
Fábio Costa; Denis (Pedrinho), Adaílton, Antônio Carlos e Kleber; Rodrigo Souto (Carlinhos), Maldonado, Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Rodrigo Tiuí (Jonas)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda e Edcarlos; Ilsinho (Reasco), Josué, Fredson (Hugo), Souza (Hernanes) e Jadílson; Leandro e Aloísio
Técnico: Muricy Ramalho



Santos empata no fim e mantém liderança do Paulista

Donos das melhores campanhas do Campeonato Paulista, Santos e São Paulo fizeram neste domingo o confronto mais aguardado da competição. O clássico valia a primeira colocação da tabela e o status de melhor equipe do estado atualmente. Nesse cenário, a insistência do time do litoral foi premiada com um empate por 1 a 1 na Vila Belmiro.

O placar, conquistado graças a um gol do lateral-esquerdo Carlinhos nos acréscimos do segundo tempo, manteve o clube alvinegro na liderança.

O Santos chegou aos 32 pontos e ratificou a soberania na tabela do Campeonato Paulista. O São Paulo, único invicto da competição, aparece logo atrás – a equipe de Muricy Ramalho, que não perde uma partida sequer há 28 jogos, conquistou 31 pontos até aqui.

“Nós tínhamos tudo para sair com a vitória hoje [domingo], mas recuamos demais e vimos o Santos crescer. Quem quer ser campeão não pode perder pontos assim”, reclamou o meio-campista Hugo, que entrou no primeiro tempo e deu o passe para Ilsinho marcar o gol tricolor.

Apesar do sentimento de derrota por ter sofrido um gol nos acréscimos, o São Paulo manteve o histórico favorável diante do Santos em duelos válidos pelo Campeonato Paulista.

O último revés tricolor aconteceu em maio de 2000. Desde então, em oito clássicos disputados, houve quatro triunfos da equipe do Morumbi e quatro empates.

“Sabíamos que esse jogo seria importantíssimo para as nossas pretensões. Enfrentamos uma das melhores equipes do Brasil e o resultado mostra que o Campeonato Paulista é uma competição equilibrada demais”, ponderou o meio-campista Souza, do São Paulo.

Enquanto o São Paulo se dividiu entre os elogios ao Santos e a reclamação por conta do empate, o time da Vila Belmiro preferiu comemorar.

A equipe de Vanderlei Luxemburgo saiu perdendo, mas cresceu demais depois da entrada do meia Pedrinho no lugar do lateral-direito Denis (Maldonado foi deslocado para a ala) e dominou completamente o segundo tempo.

“Nós podíamos até ter vencido o jogo. Criamos oportunidades e fizemos por merecer um resultado positivo. Demos um vacilo no primeiro tempo, mas quem quer ser campeão precisa mostrar vontade e foi isso que nós fizemos”, comemorou o zagueiro Antônio Carlos.

Nenhum dos jogadores alvinegros, contudo, comemorou mais do que o lateral-esquerdo Carlinhos. Pela segunda vez na carreira, o jogador decidiu um confronto com o São Paulo.

Em 2005, ele havia acertado um chute de fora da área no fim do segundo tempo e definido um triunfo alvinegro por 2 a 1 no Campeonato Brasileiro (no dia 17 de julho). Neste domingo, em outra conclusão de longa distância, ele impediu o segundo revés de sua equipe nesta temporada.

“Foi um lance de muita felicidade. Eu limpei para o meio e chutei com força. Isso mostra o valor dos treinos durante a semana. A gente trabalha muito as finalizações, de pé esquerdo e de pé direito, e isso acabou dando esse empate importante para o Santos hoje [domingo]”, lembrou o lateral.

Santos 2 x 1 Goiás

Data: 26/08/2006
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.048 pagantes
Renda: R$ 55.875,00
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Auxiliares: Enio Ferreira de Carvalho e Eremilson Xavier Macedo (ambos do DF)
Cartões amarelos: Ronaldo Guiaro, Carlinhos, Domingos, Manzur, Rodrigo Tabata e Maldonado (S); Cléber, Welliton, Aldo, Johnson, Amaral e Cléber Gaúcho (G).
Gols: Souza (37-1); Kléber (10-2) e Carlinhos (17-2).

SANTOS
Fábio Costa; Manzur, Ronaldo Guiaro (Carlinhos) e Domingos; Denis, Maldonado, Cléber Santana, André e Kléber; Jonas (Rodrigo Tabata) e Leandro (Wellington Paulista).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GOIÁS
Harlei; Cléber, Rogério Corrêa (Amaral) e Aldo (Johnson); Vítor, Cléber Gaúcho, Danilo Portugal (Juliano), Fábio Bahia e Luciano Almeida; Welliton e Souza.
Técnico: Geninho



Santos supera primeiro desesperado e reduz diferença para ponta

Em duas oportunidades, o Santos falhou ao tentar superar rivais que vinham mal no Campeonato Brasileiro. Neste sábado, a equipe alvinegra chegou a dar indícios de que repetiria a série, começou perdendo para o Goiás e recebeu vaias de sua torcida. Contudo, virou para 2 a 1 e diminuiu para dois pontos a desvantagem para o líder São Paulo, que tem dois jogos a menos.

Dono da melhor defesa do Campeonato Brasileiro (foi vazado apenas 18 vezes), o Santos chegou neste sábado a 35 pontos em 20 partidas e manteve a segunda colocação do torneio nacional. O time são-paulino, que somou 37 pontos até aqui e teve um jogo adiado (contra o Atlético-PR) em função da disputa da decisão da Copa Libertadores, enfrentará o Flamengo no domingo.

Além de ter diminuído a desvantagem para o São Paulo, o Santos encerrou uma fase negativa. O time alvinegro havia enfrentado dois adversários que viviam momentos ruins nas rodadas passadas e acumulou um revés (2 a 0 para o Vasco, que ostentava três partidas sem vencer) e um empate (1 a 1 com o Santa Cruz, que tinha um jejum de triunfos de quatro partidas).

Em razão dos insucessos que colecionou nas rodadas anteriores, o Santos entrou em campo sob desconfiança neste sábado. O clima se intensificou depois que o Goiás abriu o placar, com o centroavante Souza, aos 37min do primeiro tempo. “O torcedor tem o direito de cobrar e vaiar, mas tem que saber que estamos fazendo o melhor para conseguirmos os resultados positivos”, defendeu-se o lateral-direito Denis.

A reação do Santos corroborou o péssimo momento que o Goiás vive no Campeonato Brasileiro. O time esmeraldino não vence um jogo sequer desde o dia 1º de junho, quando fez 1 a 0 sobre o Corinthians. Desde então, nas 11 partidas que disputou, acumulou sete derrotas e quatro empates.

Único time que ainda não venceu no Campeonato Brasileiro depois da paralisação da competição em virtude da Copa do Mundo, o Goiás estacionou nos 21 pontos e vê a zona de rebaixamento da competição nacional cada vez mais próxima. Terceiro colocado na temporada passada, o time esmeraldino pode cair até para a penúltima posição no complemento da rodada, neste domingo.

“Estamos em uma situação difícil e jogamos contra um grande adversário. É sempre complicado jogar contra o Santos, ainda mais quando eles estão em um momento como esse. Eles não foram bem nas rodadas passadas e isso gerou uma necessidade de reação”, lamentou o técnico Geninho, que somou dois empates e duas derrotas desde que retornou ao time do Cerrado.

Agora, as duas equipes voltarão a campo na próxima quarta-feira. O Goiás receberá o Fluminense, às 19h30, no estádio Serra Dourada. Já o Santos jogará fora de casa contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 22h.

O jogo

Ao contrário do que havia feito nas três últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo escalou o Santos com três zagueiros neste sábado. “A intenção foi dar um pouco mais de consistência à equipe para encarar o Goiás, que tem muita velocidade no contra-ataque e preenche bem os espaços do meio-campo”, explicou o comandante alvinegro, que aproximou demais o desenho tático de seu time ao do visitante esmeraldino.

A grande diferença tática existente entre Santos e Goiás é que, enquanto o time paulista preferiu montar um meio-campo marcador no lado esquerdo e liberou o lateral Kléber para percorrer todo o campo, o time esmeraldino concentrou sua cobertura na ala direita e deu espaço para o avanço de Vítor em diagonal.

O problema é que, como as duas equipes apostaram nos avanços de seus alas em diagonal e montaram o meio-campo com cinco homens, o jogo ficou muito concentrado e sem espaços para a criação de lances ofensivos. A morosidade da partida só mudou em duas jogadas individuais do atacante Welliton, aos 18min e aos 20min do primeiro tempo. Em ambos os lances, o camisa 11 dos visitantes levou vantagem sobre Manzur na velocidade e chutou cruzado de perna direita, mas mandou a bola perto da trave direita de Fábio Costa.

Melhor em campo, o Goiás inaugurou o marcador aos 37min da etapa inicial. Vítor carregou a bola em diagonal, desde o campo de defesa, e tocou na esquerda para Souza. O centroavante driblou Maldonado para o meio e concluiu de pé direito, de chapa, no canto esquerdo alto de Fábio Costa. “Foi um grande lance do Vítor e eu vi a posição do goleiro antes de bater. Fui muito feliz e o importante é que consegui ajudar minha equipe”, comemorou o camisa 9 da equipe esmeraldina, que chegou a nove gols no Campeonato Brasileiro e empatou com o ex-botafoguense Dodô e o cruzeirense Wagner na artilharia.

O gol fez o técnico Vanderlei Luxemburgo dar mais liberdade ao lateral-esquerdo Kléber, principal jogador do Santos no jogo, que criou a melhor oportunidade do time paulista na primeira etapa em uma cobrança de falta, aos 47min, que Harlei desviou para escanteio em seu canto esquerdo alto. A facilidade de movimentação do camisa 3 se intensificou depois do intervalo, já que o comandante alvinegro trocou o zagueiro Ronaldo Guiaro e o atacante Jonas, respectivamente, pelo lateral-esquerdo Carlinhos e o meia Rodrigo Tabata.

Com Kléber à vontade, o Santos cresceu e passou a dominar o Goiás. E então, evidenciou o nervosismo da equipe esmeraldina. O time visitante se limitou a afastar as investidas alvinegras e não conseguiu armar jogadas em sua intermediária. Assim, ofereceu o domínio do confronto aos paulistas.

O panorama do jogo ficou ainda mais favorável ao Santos aos 10min, quando Kléber cobrou falta da meia direita, com categoria, e colocou a bola no ângulo esquerdo de Harlei para igualar o placar na Vila Belmiro.

O gol desmontou o Goiás, que se perdeu na marcação do Santos. Prova disso é que o time da casa chegou à virada aos 17min, em jogada individual de Carlinhos. O lateral-esquerdo conduziu a bola, driblou Cléber para o meio e chutou cruzado, de fora da área, no canto esquerdo baixo de Harlei, para anotar o segundo do time alvinegro e determinar a vitória.

Santistas voltam a falar sobre o título

Com a vitória, santistas voltam a pensar novamente no título do Brasileiro, e não querem deixar o líder São Paulo se distanciar.

Após duas rodadas sem vencer, o Santos voltou a conquistar três pontos na tabela, e agora, está a apenas dois atrás do líder São Paulo (porém, com duas partidas a mais). O sonho de conquistar o título voltou a ser comentado pelos santistas.

“Conseguimos ter tranqüilidade para sair dessa fase de dois jogos negativos e essa vitória contra o Goiás embala a equipe pra seguir em busca do título do campeonato”, analisou o lateral-esquerdo Kléber, que atuou a maior parte da partida no meio-de-campo.

Porém, segundo o meia Cléber Santana, o pensamento nos líderes tem que ser esquecido. O importante para o Santos é pensar somente em si mesmo e conseguir as vitórias dentro de campo.

“Temos que fazer a nossa parte em campo e sempre jogar buscando a vitória. Sabemos que os líderes não costumam perder pontos, então temos que estar preparados em caso de tropeço para alcançá-los”, disse Santana.

Ao recuperar a vitória, o Santos volta também a sentir a pressão de alcançar os líderes e buscar o título do Campeonato Brasileiro. Para Luxemburgo, isso é mais do que normal.

“Pressão para ganhar, para chegar à primeira classificação, tem que ter mesmo. Quem joga no Santos tem que estar preparado para tudo isso. Duro é pressão para cair”, completou Luxa.


Santos 2 x 1 São Paulo

Data: 17/07/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.648 pagantes
Renda: R$ 109.382,00
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Auxiliares: Ana Paula da Silva Oliveira (Fifa-SP) e Aline Lopes Lambert (SP).
Cartões amarelos: Bóvio e Mauro (S); Jean, Fábio Santos e Roger (SP).
Cartões vermelhos: Flávio Donizetti (SP); Ávalos (S).
Gols: Halisson (18-1) e Hernanes (36-1); Carlinhos (43-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Hallisson e Carlinhos; Fabinho (Altair), Bóvio, Ricardinho e Giovanni; Basílio (Geílson) e Douglas (Danilo).
Técnico: Gallo

SÃO PAULO
Flávio; Adriano, Flávio Donizetti e Edcarlos; Jean, Renan, Marco Antônio (Artur), Souza, Hernanes e Fábio Santos; Diego Tardelli (Roger).
Técnico: Paulo Autuori



Com chuteira de Robinho, Carlinhos decide o clássico

A chuteira de Robinho, a camisa de Léo. Com este figurino, o lateral-esquerdo Carlinhos, 18 anos, decidiu neste domingo o clássico entre Santos e São Paulo, na Vila Belmiro. O jogador da equipe do litoral marcou o segundo gol dos donos da casa, aos 43min do período complementar, e definiu a vitória de seu time por 2 a 1.

“A chuteira era do Robinho. Foi um presente dele para mim. Fico muito feliz por ter ajudado a minha equipe, ainda mais porque o gol aconteceu em um momento importante”, contou o novo dono da camisa 3 do Santos.

Carlinhos, aliás, foi uma das principais novidades do Santos nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Com a saída do titular Léo, que foi para o Benfica, o jogador promovido das categorias de base herdou a camisa 3.

Com a vitória deste domingo, Carlinhos começa a consolidar a imagem de um novo Santos para a torcida do litoral paulista. Afinal, as três principais estrelas da equipe não atuaram (além de Léo, Deivid retornou para o Bordeaux e Robinho alegou não ter condições psicológicas de entrar em campo).

Para o São Paulo, a derrota deste domingo representa a ratificação de uma campanha irregular. Os reservas do Morumbi, que foram titulares nas últimas rodadas do Brasileiro (os principais nomes da equipe foram poupados devido à disputa da Libertadores), disputaram cinco partidas e acumularam duas vitórias (sobre Botafogo e Flamengo) e três derrotas (para Internacional, Ponte Preta e Santos).

O São Paulo ainda mostra desempenho muito fraco nas partidas que fez fora de casa neste Campeonato Brasileiro. A única vitória do clube como visitante aconteceu no Morumbi, no dia 8 de maio, quando o time de Autuori venceu o clássico contra o Corinthians por 5 a 1.

O único ponto positivo para o São Paulo é que, assim como o Santos, o time do Morumbi confirmou neste clássico a presença de uma boa revelação na equipe. O gol dos visitantes foi marcado pelo meia Hernanes, que disputou a quinta partida como profissional e balançou as redes pela segunda vez.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira, às 21h45. O Santos volta a jogar em casa e recebe o Vasco na Vila Belmiro. O São Paulo viaja ao Distrito Federal para encarar o Brasiliense.

Festa frustrada

O clássico deste domingo foi a primeira partida do São Paulo depois que a equipe de Paulo Autuori conquistou o terceiro título de sua história na Copa Libertadores. A decisão do torneio sul-americano aconteceu na última quinta-feira, no Morumbi, e os donos da casa golearam o Atlético-PR por sonoros 4 a 0.

Assim, o Santos frustra a festa da torcida do São Paulo pela segunda vez na temporada. No Campeonato Paulista, o time do Morumbi precisava apenas de um empate no clássico para ficar com o título e a equipe da Vila Belmiro mudou o local do confronto para Mogi Mirim. Tudo para evitar que os torcedores rivais comemorassem no estádio do litoral.

Expectativa frustrada

O Santos é o atual campeão do Brasileiro. O São Paulo é o atual campeão da Copa Libertadores, maior torneio de clubes da América do Sul. No confronto entre estas duas equipes, contudo, chamou atenção o baixo nível técnico.

Isso porque os dois goleiros trabalharam pouco no clássico deste domingo, sobretudo no segundo tempo. Demonstrando clara falta de entrosamento, Santos e São Paulo erraram muitos passes na intermediária e quase não conseguiram fazer a bola chegar a seus atacantes.

O clássico ficou ainda mais pobre em emoções depois da expulsão do zagueiro Ávalos, do Santos, aos 43min da etapa inicial. Isso porque o técnico Gallo decidiu remontar a defesa e seu time recuou demais no período complementar.

Nenhum dos três gols do clássico deste domingo saiu de um atacante. O Santos marcou com o zagueiro Halisson e o lateral-esquerdo Carlinhos. O São Paulo balançou as redes com o meia Hernanes.

Por isso, chamou atenção a participação negativa dos jogadores ofensivos das duas equipes. No Santos, Basílio e Douglas foram figuras apagadas e pouco fizeram para levar perigo ao goleiro Flávio.

A situação foi ainda pior no São Paulo. Isolado na frente, Diego Tardelli pouco tocou na bola durante o clássico. O problema é que o camisa 19 era o único titular entre os atletas que a equipe do Morumbi levou a campo neste domingo (depois da saída de Luizão para o futebol japonês, o técnico Paulo Autuori confirmou que o jogador será o companheiro de Amoroso na frente).

Enquanto isso, Giovanni foi o jogador ofensivo mais perigoso no Santos. O camisa 10 mostrou muita categoria e participou da maioria dos lances ofensivos dos donos da casa. Entretanto, não encontrou alguém para corresponder.

O jogo

Carlinhos arrancou pela esquerda, driblou para o fundo e tomou um carrinho de Flávio Donizetti. O lance aconteceu a 1min do primeiro tempo e rendeu cartão vermelho ao defensor do São Paulo. Com isso, o time visitante atuou com apenas dez homens durante quase todo o clássico deste domingo.

No entanto, o São Paulo ignorou a inferioridade numérica. E assim, assumiu o controle do jogo. Prova disso é que o time do Morumbi poderia ter aberto o placar aos 6min. Diego Tardelli fez grande jogada individual pelo meio e tocou na direita para Souza. Dentro da área, o meia teve espaço para concluir e bateu fraco, no meio do gol, para defesa de Mauro.

Quando o São Paulo era melhor, contudo, o Santos inaugurou o marcador em uma bola parada. Ricardinho cobrou escanteio da esquerda aos 18min. Halisson subiu dentro da área e tocou de cabeça, no canto direito do goleiro estreante Flávio.

O gol acabou com o ímpeto do São Paulo e, a partir de então, o Santos passou a ter mais posse de bola. Porém, os donos da casa erraram muitos passes no campo de ataque e não conseguiram levar perigo ao gol adversário.

Assim, o Santos foi castigado em um contra-ataque. Jean recebeu na direita aos 36min e cruzou. A bola passou por toda a área e encontrou Hernanes. O meia driblou Fabinho duas vezes e chutou de pé direito, no canto direito baixo do goleiro Mauro, que não conseguiu alcançar.

Na comemoração, Hernanes fez como se estivesse embalando um bebê e depois deu uma série de piruetas no ar. “Foram duas coisas diferentes. A primeira foi uma homenagem para a minha prima, que vai nascer em Pernambuco daqui a algum tempo. A outra foi a minha característica”, contou.

A situação do jogo, que já era boa para o São Paulo, ficou ainda melhor aos 43min. Ávalos deu carrinho em Hernanes junto à linha lateral. Por conta disso, foi expulso de campo e deixou o Santos com somente dez homens em campo.

Para recuperar o equilíbrio do Santos, o técnico Gallo recompôs a defesa (entrou o zagueiro Altair no lugar do volante Fabinho) e trocou o atacante Douglas pelo velocista meia Danilo, de 18 anos.

Só que as mudanças de Gallo arrumaram apenas o setor defensivo do Santos. Na frente, o time da Vila Belmiro seguiu ineficiente e não levou perigo ao São Paulo. E os visitantes, que encontraram uma zaga bem acertada, também não conseguiram produzir.

Neste momento, o Santos contou com um lance individual para desempatar. Carlinhos carregou a bola da esquerda para o meio aos 43min e chutou de fora da área, rasteiro, no canto esquerdo do goleiro Flávio.