Navegando Posts marcados como Cerro Porteño

Cerro Porteño 3 x 3 Santos

Data: 01/06/2011, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio General Pablo Rojas, La Olla Azulgrana, em Assunção, Paraguai.
Público e renda: N/D
Árbitro: Wilmar Roldán (COL).
Auxiliares: Abrahan González e Eduardo Diaz (ambos da COL).
Cartões amarelos: Iturbe, Uglessich (CP); Alex Sandro, Jonathan, Elano, Rafael e Edu Dracena (S)
Cartão vermelho: Edu Dracena (S)
Gols: Zé Eduardo (02-1), Barreto (27-1, contra), César Benítez, (31-1) e Neymar (46-1); Juan Lucero (15-2) e Fabbro (36-2).

CERRO PORTEÑO
Barreto, Piris, Uglessich, Pedro Benítez e César Benítez; Cáceres, Júlio dos Santos, Burgos (Juan Lucero) e Ivan Torres (Iturbe); Fabbro e Bareiro (Nani).
Técnico: Leonardo Astrada

SANTOS
Rafael, Jonathan (Pará), Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Elano (Possebon); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite).
Técnico: Muricy Ramalho



Santos empata e após oito anos volta a final da Libertadores

Um dos clubes mais tradicionais do País, o Santos está de volta à final da Copa Libertadores da América após oito anos sem alcançar tal fase. Na noite desta quarta-feira, o clube suportou uma grande pressão do Cerro Porteño, conseguiu um empate por 3 a 3, em pleno Estádio La Olla, e triunfou no confronto. Zé Eduardo, Diego Barreto (contra) e Neymar marcaram para a agremiação brasileira.

O resultado no Paraguai classificou o Santos em virtude da vitória por 1 a 0 conquistada na última semana, no Estádio do Pacaembu. Na decisão, o Santos buscará sorte melhor do que em 2003, quando encarou o Boca Juniors e acabou como vice-campeão após derrota por 3 a 1 em pleno Estádio Morumbi.

Agora, a equipe da Vila Belmiro aguarda o adversário da decisão, que sairá do duelo entre Vélez Sarsfield e Peñarol – o segundo jogo será realizado nesta quinta, e o clube uruguaio jogará por um simples empate, já que venceu no Estádio Centenário por 1 a 0.

Muricy Ramalho durante toda a semana alertou sobre as bolas aéreas do Cerro, e até trabalhou a formação da defesa nesta jogada. No entanto, justamente por intermédio de um levantamento, o Santos saiu à frente no Paraguai. Logo com 2min de jogo, Elano levantou e encontrou Zé Eduardo, que desviou do goleiro Diego Barreto e pôs fim a um jejum de 13 jogos sem gols, marca que cansou a torcida santista no último jogo pela Libertadores.

O Santos se manteve melhor e “jogou bola”, como gostou de ressaltar Muricy Ramalho antes do confronto. A melhor qualidade do clube alvinegro e a fragilidade do sistema defensivo paraguaio praticamente colocaram o time na final. Aos 27min, após trapalhada do goleiro Diego Barreto, Neymar apenas viu a bola entrar para comemorar. Minutos depois, César Benítez, de cabeça, diminuiu.

No entanto, o Santos tem Neymar. O craque se posicionou na ponta esquerda e recebeu ótimo passe de Arouca. No mano a mano com a marcação adversária, o atacante da Seleção Brasileira não teve trabalho de cortar para a direita e colocar a bola nas redes, isso aos 46min do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o placar dilatado permitiu ao Santos apenas segurar o adversário. Recuado, o clube brasileiro ocupou os espaços para minar as jogadas ofensivas do Cerro. Tal posicionamento resultou em uma pressão paraguaia. Aos 15min, Lucero diminuiu. Aos 36min, Fabbro marcou um golaço e empatou.

O jogo

O placar magro no Estádio do Pacaembu evitou qualquer tipo de ideia defensiva por parte de Muricy Ramalho. Logo no primeiro minuto, Neymar fez grande jogada pela ponta esquerda e sofreu falta perto da grande área. Na bola, Elano cobrou para dentro da pequena área e Zé Eduardo, bem colocado, se antecipou ao goleiro Barreto e finalizou um período de 13 partidas sem marcar.

O gol marcado pelo camisa 20 trouxe ainda mais tranquilidade para o Santos em Assunção. Como prometera durante toda a semana Muricy Ramalho, a equipe praiana não se limitou a segurar o Cerro Porteño e procurou o jogo de uma forma madura. O bom trabalho já seria suficiente para aproximar a equipe da decisão da América; contudo, a sorte também apareceu e facilitou ainda mais a tarefa.

Aos 27min, Edu Dracena dominou no campo defensivo e lançou na direção de Neymar. Possivelmente assustado com a presença do craque santista, Pedro Benítez recuou de cabeça para Diego Barreto, que cometeu uma falha poucas vezes vista no futebol. O goleiro tentou dar um soco na bola e simplesmente a colocou para entrar.

O segundo gol quebrou qualquer tipo de ímpeto da torcida paraguaia. A pressão exercida nos primeiros minutos cessou. Contudo, o Cerro não. Aproveitando a enorme tranquilidade santista, o clube paraguaio cresceu dentro de campo e passou a exercer grande pressão sobre a defesa de Muricy Ramalho.

Tal postura do clube paraguaio acabou recompensada aos 31min. A revelação argentina Iturbe, que entrou em campo logo ao 10min de jogo, cobrou escanteio da ponta esquerda na medida para César Benítez tocar de cabeça e diminuir.

O gol mudou a partida, mudou o comportamento da torcida e mudou o comportamento do Santos. Contudo, o tento paraguaio não modificou Neymar. Sempre decisivo durante a campanha santista na Copa Libertadores, o jovem atacante aliviou a situação do clube praiano aos 46min. Arouca puxou contra-ataque e abriu na esquerda para o camisa 11, que cortou para o pé direito e bateu firme para marcar o terceiro.

O gol de Neymar no final da primeira etapa obrigou o Cerro Porteño só pensar em uma pressão ofensiva durante a segunda etapa. Desde o apito do árbitro, o Santos recuou completamente e permitiu ao time paraguaio dominar a posse de bola e rondar a área do goleiro Rafael.

O cenário tranquilo no Estádio La Olla começou a mudar aos 15min. Depois de boa jogada pela direita, Fabbro tentou desviar de cabeça e viu a bola sobrar para Lucera. O camisa 7 do Cerro Porteño acertou um belo chute e diminuiu a vantagem santista.

Precisando de mais dois gols para reverter a enorme vantagem da equipe de Muricy Ramalho, o Cerro Porteño recorreu ao atacante Nanni, artilheiro do clube na Libertadores com sete gols. Com a presença de área do jogador, a zaga do Santos passou a ter mais trabalho e permitiu mais espaços para o adversário.

Resultado, gol do Cerro. Aos 35, Fabbro passou por dois marcadores e chutou de longe para marcar um golaço. Contudo, o lindo gol não mudou o panorama da partida. Após uma enorme pressão, uma bola no travessão nos acréscimos e a expulsão de Edu Dracena, o Santos, enfim, pôde comemorar a tão sonhada vaga à final da Libertadores.

Santos 1 x 0 Cerro Porteño

Data: 25/05/2011, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa Libertadores – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 31.434 pagantes
Renda: R$ 1.286.140,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño e William Casavieja (ambos do URU).
Cartões amarelos: Villareal, Cáceres, Ivan Torres, Nanni (CP); Arouca e Neymar (S).
Gol: Edu Dracena (43-1).

SANTOS
Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Danilo e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite).
Técnico: Muricy Ramalho

CERRO PORTEÑO
Barreto, Piris, Uglesich, Pedro Benítez e César Benítez; Cáceres, Júlio dos Santos, Villareal (Burgos) e Ivan Torres (Nuñes); Fabbro e Bareiro (Nanni).
Técnico: Leonardo Astrada



Santos bate Cerro e fica a um empate da decisão

O Santos está a um empate da quarta final da Copa Libertadores em sua história. Diante do Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, a equipe santista teve dificuldades, mas conseguiu o que mais precisava: vencer por 1 a 0 e garantir vantagem para o jogo de volta. Edu Dracena, em jogada toda construída por Neymar, foi o herói para os pouco mais de 31 mil torcedores que foram ao Pacaembu.

Um desses torcedores, inclusive, muito especial: Robinho, de férias no Milan. Ao lado do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ele levou sorte para o Santos. Acompanhou o jogo das tribunas, vibrou como santista que é e foi para casa feliz. Com um empate no Paraguai, a geração de Neymar repete 2003 e também chega à decisão continental. Se marcar um gol em Assunção, a derrota por diferença mínima também classifica o time brasileiro.

Santos e Cerro Porteño se reencontram já na próxima quarta-feira. O palco do jogo que define o finalista ainda não está definido, mas a maior possibilidade é que ocorra no tradicional Defensores del Chaco. O Estádio Ola Azulgrana, mais acanhado, corre por fora. Nesta quinta-feira, Vélez Sarsfield e Peñarol abrem a outra semifinal em território uruguaio.

No Paraguai, onde reencontra o Cerro, o Santos venceu por 2 a 1 na fase de grupos, encaminhando uma classificação que parecia improvável naquele momento. Contra a equipe de Leonardo Astrada, inclusive, os santistas conservam invencibilidade, já que empataram no outro confronto disputado na Vila Belmiro e, claro, venceram nesta quarta. O jogo mais importante será em Assunção.

Com um futebol pragmático e de poucos riscos, o Santos jogou fiel ao retrato de seu treinador. Bem marcado na primeira etapa, o time santista esbarrou em suas dificuldades para articular, mas chegou ao gol por conta de jogada de Neymar e finalização de Edu Dracena, fazendo as vezes de centroavante. No segundo tempo, Rafael praticamente não trabalhou, e manteve o incrível número da defesa santista com Muricy: só cinco gols sofridos em 14 jogos.

Primeiro tempo: capitão garante vantagem em jogo duro

Dificuldades e algo com o qual o Santos não está habituado: criar poucas oportunidades. Essa foi a marca do primeiro tempo contra o Cerro Porteño, no Pacaembu, em que os santistas não sobraram, mas souberam conquistar uma vantagem providencial. Graças a Edu Dracena e, mais uma vez, Neymar, o arquiteto do gol isolado da etapa inicial.

Parte das limitações para chegar ao gol adversário apareceram por conta da escalação, já que Muricy Ramalho, sem tantas opções, optou por três volantes no meio-campo: Arouca, Adriano e Danilo, que foi incumbido de atuar mais à frente para auxiliar Elano na armação. Ainda sem Jonathan e especialmente Paulo Henrique Ganso, o Santos não chegou tantas vezes ao gol do Cerro Porteño, que compactou seus homens de meio e surpreendentemente não teve o centroavante Nanni. De última hora, o treinador argentino Astrada optou por Bareiro.

A rigor, foram quatro as chances de gol do Santos, que chegou pela primeira vez aos 15min. Neymar serviu Léo, que esbarrou na boa intervenção do goleiro Barreto em lance cara a cara. O time da casa só chegaria de novo graças à pontaria afiada de Elano. Em falta de longe, aos 28min, ele soltou a bomba e a bola passou rente ao travessão.

Em um jogo extremamente tenso, o Santos ainda se enervou por conta da atuação infeliz do árbitro uruguaio Jorge Larrionda, marcado pela falha no jogo entre Alemanha e Inglaterra na última Copa do Mundo. Invertendo faltas e sem coibir a violência do time da casa, dificultou o trabalho dos santistas. Outro que atrapalha o Santos nos últimos tempos é Zé Eduardo, com agora 13 partidas de jejum. Aos 34min, Durval recolheu bola na área e passou por elevação para Danilo. Zé se antecipou e acabou batendo por cima.

Quando aparentava conquistar apenas um empate, o Santos conseguiu sua jogada mais inspirada em 45 minutos e o gol que precisava. Elano tramou na entrada da área com Neymar, que disparou pela esquerda, passou por dois marcadores e cruzou na pequena área. Edu Dracena, quase na risca, escorou para dentro mesmo cercado por marcadores. Aos 43min, era o lance que o Pacaembu precisava para soltar o grito de gol.

Na base do abafa, o Cerro ainda fez Rafael dar sua contribuição para a vitória parcial. Julio dos Santos alçou na área, Benítez desviou bem e o goleiro santista pegou com os pés, assegurando a tranquilidade para o segundo tempo.

Segundo tempo: na raça, Santos conserva a vantagem

Santos e Cerro Porteño seguiram em toada similar após o intervalo. Em um jogo competitivo e de poucas oportunidades, os paraguaios é que tentaram assumir as rédeas da partida em busca de um valioso gol como visitante. Os santistas, com cautela, sabiam da importância de preservar o 1 a 0 para o jogo de volta em Assunção.

Só com 15min é que pintou a primeira chance de gol do segundo tempo, mas a maré ruim pareceu pesar contra Zé Eduardo. Com inteligência, o Santos abriu a defesa do Cerro e, da direita, Elano cruzou seco rente ao chão. De carrinho, Zé Love ficou a centímetros de alcançar a bola embaixo do travessão.

Trocando passes em frente a área do Santos, o Cerro era bem controlado pela marcação santista. Tanto que só aos 26min uma finalização do time visitante ameaçou Rafael. Da entrada da área, Julio dos Santos chutou firme, mas por cima. Em seguida, Neymar respondeu de forma similar, com bom arremate de longe.

Nos minutos finais, o Cerro se mexeu para tentar empatar, mas Burgos, Niñez e nem o centroavante Nanni, homem de sete gols na Libertadores, conseguiram marcar. No último lance do jogo, Alan Patrick desperdiçou uma chance inacreditável. Da esquerda, Neymar avançou e centrou para Alan, que perdeu da entrada da pequena área, parado por Barreto. E o Santos confirmou importante vantagem para tentar confirmar sua vaga na decisão.

Santos FC x C Cerro Porteño
Santos Futebol Clube x Club Cerro Porteño


Retrospecto:

06 jogos
03 vitórias
03 empates
00 derrota
17 gols pró
07 gols contra
10 saldo

Resultados:

25/02/1962 – Santos 1 x 1 Cerro Porteño – Libertadores – Defensores del Chaco
28/02/1962 – Santos 9 x 1 Cerro Porteño – Libertadores – Vila Belmiro
02/03/2011 – Santos 1 x 1 Cerro Porteño – Libertadores – Vila Belmiro
14/04/2011 – Santos 2 x 1 Cerro Porteño – Libertadores – La Olla Azulgrana
25/05/2011 – Santos 1 x 0 Cerro Porteño – Libertadores – Pacaembu
01/06/2011 – Santos 3 x 3 Cerro Porteño – Libertadores – La Olla Azulgrana

Cerro Porteño 1 x 2 Santos

Data: 14/04/2011, quinta-feira, 20h30.
Competição: Copa Libertadores – 5ª rodada
Local: Estádio General Pablo Rojas (La Olla Azulgrana), em Assunção, Paraguai.
Público e renda: Não divulgados
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino e William Casavieja (ambos do URU).
Cartões amarelos: Burgos e Cardozo (CP); Adriano e Arouca (S).
Gols: Danilo (11-1); Maikon Leite (03-2) e Benitez (48-2).

CERRO PORTEÑO
Barreto, Piris, Cardozo, Benítez e Formica (Iturbe); Burgos, Villarreal, Rojas (Nuñez) e Torres (Lucero); Fabbro e Nanni.
Técnico: Leonardo Astrada.

SANTOS
Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca (Pará), Danilo e Paulo Henrique Ganso; Diogo (Maikon Leite) e Keirrison (Alex Sandro).
Técnico: Muricy Ramalho.



Santos domina jogo no Paraguai, vence Cerro por 2 a 1 e muda panorama na Libertadores

O Santos entrou em campo na noite desta quinta-feira, no Paraguai, em situação crítica na Libertadores, e saiu dele bem próximo da vaga às oitavas-de-final. Isso porque a equipe controlou o jogo diante do Cerro Porteño, venceu por 2 a 1, e precisa de um novo triunfo diante do já eliminado Deportivo Táchira –VEN na última rodada do grupo cinco para selar a classificação.

O duelo diante do Táchira ocorre na próxima quarta-feira, no Pacaembu. O Santos também pode se classificar com um empate no jogo, desde que haja um vencedor no confronto entre Colo-Colo e Cerro Porteño, em Santiago, no Chile.

Diante do Cerro, Danilo e Maikon Leite garantiram o triunfo do Santos com um gol em cada tempo. A equipe não demonstrou sentir o peso das ausências de Elano, Neymar e Zé Eduardo, e passeou em campo sob o comando de Paulo Henrique Ganso. Pedro Benitez diminuiu para o Cerro no minuto final.

Essa foi a primeira partida de Muricy Ramalho comandando o Santos na Libertadores. O alvinegro fecha a quinta rodada do grupo na terceira colocação, com oito pontos. O Cerro tem a mesma pontuação, porém, com um saldo de gols maior (4 contra 1). O líder é o Colo-Colo, com nove. O Táchira tem apenas dois.

Muricy optou por levar a campo os três jogadores recém liberados pelo departamento médico. Jonathan, Arouca e Diogo iniciaram o jogo como titulares mesmo sem entrosamento com o restante da equipe.

A falta de treinamentos coletivos sob o comando de Muricy foi compensada com uma aplicação tática incrível. Keirrison auxiliava a marcação seguindo os alas, Arouca era utilizado como meia pela direita quando o time estava com a bola, e Ganso ditava o ritimo com a tradicional calma.

O Santos não teve trabalho no primeiro tempo, criou as melhores chances, e marcou o primeiro gol em uma bela jogada individual de Danilo, aos 11 minutos. O versátil jogador limpou dos adversários e marcou um golaço em chute de longe.

O alvinegro seguiu ditando o ritmo de jogo, e ainda contou com a entrada do velocista Maikon Leite aos 30 minutos do primeiro tempo – Diogo pediu para sair por conta de dores na região lombar -.

O novo atacante desperdiçou uma chance incrível aos 38 minutos ao driblar o goleiro Diego Barreto e finalizar nas pernas do zagueiro Piris. O gol perdido fez o Santos levar o drama de apenas um gol de vantagem para o segundo tempo.

Insatisfeito, o treinador do Cerro Porteño, Leonardo Astrada, realizou duas modificações após o intervalo. No entanto, o Santos não deixou nem testar o efeito das alterações, e aumentou a vantagem logo aos dois minutos com Maikon Leite.

O Santos ganhou uma grande tranquilidade para seguir no comando da partida, e controlou a posse de bola esperando o tempo passar. A equipe foi pouco pressionada pelo adversário, e só sofreu o gol de Pedro Benitez no minuto final do jogo.

No dia 14 de abril, o Santos completou 99 anos de fundação, e deu de presente para o torcedor uma importante vitória no Paraguai. O alvinegro evitou a eliminação, e de quebra se aproximou da próxima fase.

Data: 02/03/2011
Competição: Copa Libertadores
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.735 pagantes
Renda: R$ 475.300,00
Árbitro: Hector Baldasse, auxiliado por Ricardo Casas e Alejo Castany (trio argentino)
Cartões amarelos: Elano, Léo, Zé Eduardo, Neymar (S); Formica, Burgos, Diego Barreto, César Benítez (CP).
Gols: Elano (10-2) e Nanni (47-2).

SANTOS
Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Possebon (Adriano), Danilo, Elano e Diogo (Alex Sandro); Neymar e Zé Eduardo (Keirrison).
Técnico: Marcelo Martelotte

CERRO PORTEÑO
Diego Barreto, Ivan Piris, Pedro Benítez, Luis Cardozo (Bareiro), César Benítez; Jorge Nuñes, Luis Cáceres (Júlio dos Santos), Burgos e Formica (Torres); Nanni e Iturbe.
Técnico: Blas Cristaldo



Santos joga mal, sofre empate do Cerro no fim e entra em risco na Libertadores

O Santos voltou a apresentar um fraco futebol e sofreu um castigo merecido diante do Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, no segundo jogo da Libertadores, o primeiro em casa. O Cerro marcou o gol de empate por 1 a 1 no último minuto do jogo, e deixou o alvinegro na terceira posição do grupo 5, com dois pontos – o líder é o próprio Cerro, com quatro.

A equipe santista sofreu com o mesmo problema apresentado nos últimos jogos da era-Adilson Batista, a falta de criatividade, e só saiu na frente no placar graças ao gol de pênalti de Elano, aos 10 minutos. Da mesma forma, o Cerro empatou com Nani, aos 47 minutos.

Agora, o Santos soma dois pontos no grupo 5, e ainda vê o Colo Colo-CHI, o próximo adversário, dia 16, no Chile, à frente, com três. O lanterna é o Deportivo Táchira-VEN, que tem apenas um.

Além do futebol ruim, o Santos sofreu com a Vila vazia contra o Cerro. Apenas 6.735 torcedores pagaram o caro ingresso para comparecer ao jogo. Antes da partida, fanáticos protestaram contra o valor da entrada.

Sem Adilson Batista, a esperança do torcedor santista era a de ver a equipe melhorar a produção ofensiva, em queda nos últimos jogos. No entanto, os problemas na criação das jogadas foram novamente apresentados, e Neymar passou em branco pela quarta vez na temporada.

O jovem santista não conseguiu igualar o duelo direto contra a estrela argentina Juan Iturbe, apelidado de ‘novo Messi’. O atacante do Cerro havia vencido o santista no embate Brasil x Argentina no Sul-Americano sub-20.

O primeiro tempo passou sem o Santos executar nenhuma finalização perigosa. O alvinegro dava sinais de cansaço desde o início do jogo, e o tão cobrado esquema 4-3-3 não surtiu o efeito desejado.

Neymar arriscou poucas jogadas individuais, sofreu com a marcação dura do adversário, e teve as diversas reclamações ignoradas pelo árbitro argentino Hector Baldassi.

Já o rival direto do jovem santista, Juan Iturbe, foi mais incisivo na primeira etapa. A opção de velocidade para os contra-ataques do Cerro criou a melhor chance do primeiro tempo, aos 37 minutos, em jogada rápida pela direita da área, e cruzamento na cabeça Nuñes, que concluiu para fora.

O Santos foi para o intervalo do jogo deixando uma impressão ruim, mas, ao menos, foi poupado pela pouca torcida presente. Os fanáticos não vaiaram os jogadores, e tímidos gritos de apoio foram ouvidos.

Horas antes da partida, o departamento médico do Santos vetou Maikon Leite por conta de um inchaço apresentado no joelho direito. Opção de velocidade santista para o segundo tempo no banco de reservas era inexistente. O drama ia aumentando consideravelmente com o passar do tempo.

Com as mesmas peças em campo, Martelotte procurou dar velocidade ao time, trouxe Diogo para o meio, e jogando neste setor do campo ele deu o passe para Zé Eduardo no lance em que sofreu o pênalti do goleiro Diego Barreto. Elano cobrou no canto direito e abriu o placar.

O Cerro Porteño não mostrou nenhum poder de reação. A equipe paraguaia continuou à espera de contra-ataques, e como teve poucos, os santistas poucos sofreram enquanto estiveram em vantagem.

Mesmo assim, o castigo no minuto final ainda foi merecido. O Cerro empatou o jogo e prolongou a presença na liderança do grupo, agora com quatro pontos. O Santos se vê obrigado a pelo menos ganhar um jogo fora de casa para sonhar com a classificação.