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Portuguesa 1 x 2 Santos

Data: 15/09/1999, quarta-feira.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 7.069 pagantes
Renda: R$ 68.635,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP).
Gols: Aílton (05-1); Cláudio (10-2) e Gustavo Nery (11-2).

SANTOS
Zetti; Michel, Andrei, Claudio e Gustavo Nery; Élson, Narciso, Lúcio (Aílton) e Eduardo Marques (Marcos Bazílio); Dodô e Rodrigão (Marcelo Silva).
Técnico: Paulo Autuori

PORTUGUESA
Adinan; Marcio Goiano (Edu), Emerson, Fabrício e Marcelo Santos; Simão, França (Marcelo Borges), Alexandre e Evandro; Leandro e Ailton.
Técnico: Zagallo



Santos bate Lusa e amplia chance

O Santos venceu a Lusa ontem à noite de virada por 2 a 1, no estádio do Canindé, pelo Campeonato Brasileiro, e ficou mais próximo da zona de classificação.

O time do técnico Paulo Autuori chegou a 15 pontos e aumentou suas chances de passagem à próxima fase. Já a Lusa fica em situação delicada, com dez pontos, e começa a temer o rebaixamento.

Precisando da vitória, a Lusa foi ao ataque com vontade no início. Logo aos 3min, Leandro tocou de cabeça após cruzamento de Evandro e quase marcou.

Três minutos depois, o placar foi aberto pela Lusa. Aílton recebeu sozinho na área, driblou Andrei e tocou na saída de Zetti.

Desorganizado, o Santos ameaçava apenas em lances de bola parada. O zagueiro Cláudio, que fazia a sua estréia, teve três chances de cabeça só na primeira etapa. Na terceira, aos 21min, cabeceou forte no canto esquerdo de Adinam e empatou a partida.

A partir daí, o jogo ficou equilibrado. Leandro, sem ritmo de jogo, perdeu grande chance aos 25min ao furar, quase na pequena área, um cruzamento de Aílton.

No minuto seguinte, Eduardo Marques avançou pela direita e finalizou bem, mas Adinam conseguiu espalmar para escanteio.

O jogo corria quase que só no meio-campo, e os zagueiros de ambos os lados procuravam mais os ” chutões” para a frente do que tentar sair jogando.
Os chutes de fora da área eram a solução. E França, aos 42min, quase marcou dessa forma.

No segundo tempo, os times voltaram sem alterações. O jogo seguiu concentrado no meio.

Os lances de bola parada continuavam proporcionando as melhores chances de gol. Aos 8min, França quase acertou o ângulo direito de Zetti em uma falta.

O troco do Santos acabou em gol. Dois minutos depois, Gustavo acertou um forte chute de fora da área. A bola entrou no ângulo, sem chances para Adinam. Após o gol, o jogador santista chorou.

O Santos passou a jogar em contra-ataques. A Lusa pressionou no final, sem resultado.

Santos tenta hoje ser 50% (Em 15/09/1999)

O Santos lutará no jogo de hoje para se tornar um time 50% no Brasileiro. Se o Corinthians conseguiu até a sétima rodada conquistar 100% dos pontos disputados (hoje tem 80%), o Santos precisa da vitória para alcançar a metade desse aproveitamento.

O técnico Paulo Autuori avalia que a média de 50% garante a permanência do time próximo da zona de classificação, que envolve os oito primeiros colocados.

Ao ganhar do Botafogo-SP por 2 a 0 e interromper uma sequência de seis jogos sem vencer no Brasileiro, o Santos conseguiu saltar do 18º para o 15º lugar, obtendo 44,4% dos pontos que jogou.

“A vitória (contra a Lusa) nos colocará de novo com 50% dos pontos disputados, o que é excelente. Você vê que a distância entre céu e inferno neste Brasileiro é muito curta”, declarou Autuori.

O meia Lúcio acredita que a “tranquilidade” proporcionada pela vitória sobre o Botafogo-SP ajudará na reação do time. “Recuperamos a tranquilidade para tocarmos mais a bola e fazermos jogadas individuais”, disse.

Quatro jogadores entrarão no time. Um deles, o zagueiro Cláudio, estreará no lugar do titular Jean, que ficará pelo menos 15 dias afastado por uma lesão nos ligamentos do joelho direito. Na frente, Rodrigão, que entrou no meio do último jogo, será mantido. No meio, Eduardo Marques ganhou o lugar de Fumagalli O volante Elson cumpriu suspensão e volta. Sai Marcos Bazílio.

Reforços animam Zagallo

O técnico Zagallo poderá contar hoje com dois importantes reforços: o atacante Leandro e o zagueiro Emerson. Os dois jogadores sofreram graves contusões no Campeonato Paulista e voltam após meses de afastamento.

“O setor defensivo e o setor de ataque ficarão mais reforçados agora. Eles vêm treinando bem”, disse Zagallo, mais otimista com as chances de sua equipe.

“Temos a obrigação de vencer. Precisamos chegar logo no 13”, disse o treinador, referindo-se à pontuação de seu time, que soma dez pontos no Brasileiro e, com uma vitória, chega a 13 pontos.

O técnico entende que seu time deve produzir o mesmo jogo que fez contra o São Paulo para vencer o Santos no Canindé. Zagallo lamentou os pontos perdidos contra time médios, como o Vitória.

O otimismo também tomou conta de quem está voltando. “Com duas vitórias, ficamos entre os oito melhores do campeonato”, disse Emerson.

Zagallo não poderá contar com o meia Evandro, suspenso. Em seu lugar, deverá atuar Marcelo Borges. Segundo o treinador, a CBF foi muito rigorosa ao suspender Evandro por mais de um jogo -ele foi expulso na partida contra o São Paulo.

A diretoria da Lusa tentava até ontem conseguir efeito suspensivo para a punição de Evandro.

Os diretores também tentam garantir que o clássico contra o Corinthians seja no Canindé -o rival quer jogar no Morumbi.

Lusa joga hoje em nome do Timor

A Lusa planeja fazer hoje, no clássico contra o Santos, no Canindé, uma lembrança à crise por que está passando o Timor Leste, ex-colônia de Portugal que busca a independência da Indonésia.

“Estamos pedindo à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) uma autorização para mostrarmos no jogo algumas faixas de apoio ao povo do Timor Leste. Não é uma manifestação política. É uma manifestação humanitária”, disse o vice-presidente de futebol do clube, Ilídio Lico.

A CBF decidiu proibir manifestações políticas nos jogos do Brasileiro após jogadores exibirem camisas com mensagens.

Ilídio Lico disse que a idéia das faixas foi da presidência do clube, mas a iniciativa teve inspiração no futebol europeu.

A seleção de Portugal enfrentou a Romênia na quarta-feira passada pelas eliminatórias da Eurocopa-2000 com uma tarja negra na camisa lembrando a crise no Timor Leste. Nos últimos dias, os clubes portugueses têm feito manifestações semelhantes.

A Uefa, entidade que controla o futebol europeu, porém, proibiu ontem o Boavista de fazer mensagens alusivas à crise em Timor Leste em jogo pela Copa dos Campeões, contra o Rosenborg.

O órgão máximo do futebol na Europa entendeu que as mensagens teriam conotação política, e não humanitária -a Uefa também proíbe mensagens políticas em partidas de futebol.

Ilídio Lico confessou não saber bem o que está acontecendo em Timor Leste. “”Não estou bem por dentro do que está acontecendo lá. Mas sou contra a violência, sou contra as guerras. Não gostaria que o Brasil enviasse tropas ao Timor Leste para lutar. Só se for para manter a paz”, disse.

Relatos de organizações de direitos humanos falam em quase 200 mil mortos em 20 anos de conflitos no território.

As faixas que devem ser exibidas hoje no estádio do Canindé também foram elaboradas por outras entidades ligadas à comunidade portuguesa em São Paulo.

Até o fechamento da edição, a Lusa não havia conseguido autorização para a manifestação.


Santos 8 x 2 União São João

Data: 06/04/1996, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2º turno – 1ª rodada
Local: Estádio Dr. Hermínio Ometto, em Araras, SP.
Público: 3.566 pagantes
Renda: R$ 17.995,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP)
Cartões amarelos: Fabrício e Edson Rodrigues (U); Robert, Sandro, Marco Paulo e Giovanni (S).
Cartões vermelhos: Fabinho e Cilinho (U).
Gols: Giovanni (02-1), Giovanni (09-1), Giovanni (32-1) e Clóvis (36-1); Giovanni (11-2, de pênalti), Cleomar (13-2), Vágner (34-2), Cleomar (36-2, de pênalti), Cláudio (44-2) e Jamelli (46-2).

UNIÃO SÃO JOÃO
Adinan; Luciano Baiano, Fabinho, Édson Rodrigues e Pedrinho; Marcelo Lopes (Odair Júnior), Fabrício (Robinho) e Cleomar; Valdo e Silvinho (Cilinho).
Técnico: Play Freitas

SANTOS
Edinho; Cláudio, Sandro, Ronaldo Marconato e Marcos Paulo; Gallo, Vágner, Jamelli e Giovanni; Robert (Batista) e Clóvis (Macedo).
Técnico: Orlando Amarelo



Giovanni faz 4 e Santos goleia União São João

Com quatro gols do meia-atacante Giovanni, o Santos goleou o União São João por 8 a 2 em Araras, na primeira rodada do segundo turno do Paulista.

Giovanni, artilheiro da equipe com 11 gols, não poderá disputar a próxima partida contra o Juventus, por ter recebido o terceiro cartão amarelo.

Clóvis, Vágner, Cláudio e Jamelli fizeram os outros gols santistas. Os dois gols do União foram marcados pelo meia Cleomar.

Foi a segunda goleada consecutiva do Santos, que no último domingo derrotou o Botafogo por 5 a 1 na Vila Belmiro, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista.

Goleada mantém o treinador do Santos

A goleada de 8 a 2 sobre o União São João, anteontem, em Araras, garantiu a permanência do técnico Orlando Amarelo, que estava com o cargo ameaçado no Santos.

A seu favor agora Amarelo tem duas goleadas consecutivas obtidas pela equipe, que terminou o primeiro turno do Campeonato Paulista na oitava posição, com 20 pontos conquistados.

Antes de bater o União, o time da Vila Belmiro tinha vencido o Botafogo por 5 a 1.

O meia-atacante Giovanni comandou a goleada de anteontem, marcando quatro gols e participando diretamente das jogadas que resultaram nos gols do atacante Clóvis e do lateral Cláudio.

Giovanni tem 11 gols e é o artilheiro do time na competição. Mas tomou seu terceiro cartão amarelo e está fora do próximo jogo do Santos, contra o Juventus, nesta quarta-feira.

Segundo o meia Jamelli, que marcou o seu segundo gol no campeonato, anteontem, em Araras, o Santos tem melhorado de produção porque, agora, está podendo contar com quase todos os seus titulares nas partidas.

“Fomos muito prejudicados no primeiro turno do Paulista por causa dos desfalques”, afirmou.

O treinador do União São João, Play Freitas, lamentou a derrota em seu estádio. “O time esteve irreconhecível. Foi um vexame.”



Santos parte para o ataque contra União ( Em 06/04/1996 )

O Santos joga contra o União São João, hoje, às 16h, em Araras, e o técnico Orlando Amarelo, ainda ameaçado no cargo, decidiu armar o time no ataque.

No lugar do volante Baiano, suspenso, o treinador vai escalar Macedo ou Clóvis (ambos atacantes).

A equipe atuará apenas com um meia defensivo, Gallo, e vai procurar, já na estréia do segundo turno, apagar a má impressão deixada na primeira etapa do Paulista.

Além de Baiano, o Santos terá mais dois desfalques na partida de hoje. O zagueiro Narciso e o lateral-esquerdo Marcos Adriano estão suspensos e devem ser substituídos por Sandro e Marcos Paulo, respectivamente.

A equipe do União esteve concentrada em Águas da Prata (228 km a norte de São Paulo) desde a última quarta-feira. O técnico Play Freitas vai poder contar com todos os titulares.



Samir pediu calção xadrez ( Em 09/04/1996 )

Foi o presidente do Santos, Samir Jorge Abdul-Hak, 55 anos, quem teve a idéia de mandar fazer um calção quadriculado em branco e preto para o time.

“Foi um pedido meu, já que o calção preto, que vinha sendo utilizado, não foi aprovado. Mas o novo modelo está apenas em teste”, afirmou.

Repórter – Qual a sua opinião sobre o novo calção?
Samir Jorge Abdul-Hak – Foi uma idéia minha. Mas ainda não tenho uma opinião formada sobre ele.

O calção ainda está em teste. Se agradar à maioria, será mantido nos jogos em que não pudermos usar o calção branco. Mas vamos experimentar outros modelos, como o listrado, para sentir qual é o melhor.

Repórter – É verdade que o Santos evitou usar o calção preto porque o uniforme ficou muito parecido com o do Corinthians?
Samir – Isso é o que os torcedores dizem. A verdade é que eu acho o calção preto feio. Só isso.

Repórter – Você acha que a torcida pode associar o calção quadriculado à goleada sobre o União e pedir que ele seja efetivado?
Samir – Pode ser. Mas uma coisa não está relacionada com a outra. O Santos venceu porque está subindo de produção e não por causa do calção.

Diretor pede um estilista e propõe fazer plebiscito

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Edmon Atik, propôs ontem a realização de um plebiscito entre torcedores, conselheiros, diretores e jogadores para a escolha de um novo desenho para os calções do Santos.

“Primeiro foram os calções negros, que deixaram o Santos parecido com o Corinthians. Agora é o quadriculado. Estamos vivendo um drama”, afirmou o dirigente.

“Talvez seja necessário um plebiscito ou a contratação de um estilista”, acrescentou.

O uso do calção quadriculado foi uma opção dos jogadores, antes do jogo contra o União.

“Muitos não gostaram e deram risada quando viram. Mas, dentro de campo, parece que o União ficou hipnotizado”, disse Robert.

“Apelidamos o uniforme de Fórmula 1”, afirmou Narciso. “Com o tempo a torcida se acostuma e acaba gostando”, disse Giovanni.

Para o ex-atacante santista Aluízio Guerreiro, 39, os calções quadriculados podem virar moda. Proprietário de uma loja de material esportivo em Santos, ele disse já ter clientes interessados no novo calção.

Santos ‘desfila’ listras contra São Paulo

Após surpreender sua torcida ao usar um calção quadriculado na goleada de 8 a 2 sobre o União, sábado, em Araras, o Santos preparou outras novidades no uniforme do time para o jogo contra o São Paulo, domingo, no Pacaembu.

A equipe irá atuar de calções listrados, em preto e branco, acompanhando a camisa reserva do time, que também tem listras verticais pretas e brancas. O São Paulo também estreará novo uniforme.

“O calção listrado também foi elaborado pelo nosso departamento de criação e aprovado pelo Santos”, disse Joélson de Souza Prado, diretor comercial da Rhumell, empresa que fornece material esportivo ao clube.

Segundo Prado, a iniciativa do Santos “é inovadora e se inspira nos clubes europeus, que usam uniformes reservas com desenhos e cores diferentes”.

“Estamos testando alguns modelos e aquele que agradar à maioria será adotado, quando não pudermos usar o calção branco”, disse o presidente do Santos, Samir Abdul-Hak. Foi ele quem pediu a confecção do calção xadrez (leia texto ao lado).

Regulamento

Pelo regulamento do Campeonato Paulista, “quando houver coincidência de uniforme, a equipe visitante será obrigada a trocar o uniforme completo, inclusive meias e calções, sob pena de o árbitro não realizar a partida”.

Por isso, o Santos está testando alternativas para quando não puder utilizar o calção branco titular.

Isso deve acontecer domingo, contra o São Paulo, e também nos jogos contra Palmeiras (dia 26 de maio) e Botafogo (dia 29 de maio).

A próxima partida do Santos será quinta-feira, contra o Juventus, em Santo André. Gallo, Cláudio e Giovanni, suspensos, não jogam.

O melhor da rodada foi o pijama do Santos
Por MATINAS SUZUKI JR, Editor Executivo da Folha

Meus amigos, meus inimigos, de fato, o calção do Santos ficou mais para pijama quadriculado que mamãe me deu, “underwear” de grife do Mundo Mix ou bermuda de fantasia de um Pierrô veneziano, do que indumentária propriamente futebolística.

Não sei quem foi o Ocimar Versolatto que desenhou o bermudão dominó do Santos.

Alega o Santos que, ao adotar o calção preto com a camisa branca, o uniforme, além de tirar a identidade da alvura tradicional do traje peixeiro, fica muito parecido com o do arqui-rival Corinthians.

OK, por mero exercício retórico, vamos admitir que o Santos tenha razão.

Porém, o fato de um time se sentir prejudicado em sua simbologia não significa que uma regra que é benéfica para a maioria deva ser abolida.

O futebol brasileiro não suporta mais ser vítima dos casuísmos clubísticos.

Além disso, ao Santos, resta muita alternativa, a saber:

1) Hoje em dia, os bons fabricantes de uniformes esportivos têm estilistas de nível para sugerir um calção mais bonito e mais de acordo com o princípio da regra de que o quadriculado de Araras (que, por deixar muito espaço em branco, acaba, na prática, não produzindo o efeito desejado de diferenciar do branco do calção adversário. Pela TV, com as tomadas de câmeras mais recuadas, a impressão era a de que o calção do Santos também era totalmente branco);

2) Para fugir do efeito Corinthians, quando usar o calção preto e a camisa do time adversário permitir, o Santos ainda tem a opção de usar a sua camisa número dois, a das listras verticais, que é nitidamente diferente da camisa listrada do Corinthians;

3) Mas, mais do que tudo e em vez de ficar se lamentando ou tomando medidas que repercutem mal, o Santos poderia adotar uma atitude verdadeiramente moderna. Poderia, por exemplo, usar um segundo uniforme, com outras cores, tal como a também alvinegra Juventus, de Turim, que veste um vistoso azul de casa real na roupa opcional.

Ou, como o grande Barcelona, que adota um tom esverdeado como a indumentária que substitui o lendário azul e vermelho (e se o Barça, que tem uma das torcidas mais apegadas à tradição do mundo do fut pode, qualquer outro time também poderá) por um belo tom esverdeado.

Ou, ainda, o Ajax, que troca o conhecidíssimo vermelho e o branco por um tom elegantemente escuro do azul avermelhado, quase chegando na também nobre cor púrpura.

Prefiro acreditar que a opção do Santos pelo ridículo calção quadriculado foi assumida pelo espírito jovem que marca o time e a sua torcida (e, de qualquer forma, é sempre melhor experimentar e arriscar, do que insistir em um tradicionalismo imobilista).

Uniformes à parte, o mais importante é que o Santos reencontrou a vereda do gol e a trilha do bom futebol. Não foi apenas o calção quadriculado que deu sorte.


Fontes:
Estadão
Jornal Folha de SP
Créditos vídeo: Hugo Quinteiro. Indicado por Danilo Barbosa.

Santos 3 x 1 Grêmio

Data: 27/11/1968, quarta-feira.
Competição: Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata (Campeonato Brasileiro)
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público: 3.487 pessoas
Renda: NCr$ 20.581,00
Árbitro: Agomar Martins (RS)
Expulso: Pelé (S, 25-2)
Gols: Carlos Alberto (41-1); Pelé (06-2), Toninho (40-2) e Sérgio Lopes (45-2).

SANTOS
Claudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; CLodoaldo e Lima; Edu (Manoel Maria, 29-2), Toninho, Pelé e Abel (Edu, 29-2).
Técnico: Antoninho

GRÊMIO
Alberto; Renato, Paulo Sousa, Aureo e Everaldo; Jadir e Sérgio Lopes; Babá (Leal, 14-2), Cleo (Joãozinho, 29-2), Volmir e Loiv.
Técnico: Sérgio Moacir Torres

Ocorrências: Aos 04-1, Renato cobrou mal uma penalidade máxima, propiciando a defesa do goleiro Claudio. Aos 25-2, Pelé foi expulso de campo depois de jogada perfeitamente normal com Paulo Sousa, interpretada pelo juiz como jogo violento.



Santos vence Grêmio e está classificado para fase final

Créditos:
Vídeo: TV Tupi
Ficha técnica: Jornal Folha de São Paulo
Fonte: http://acervo.folha.com.br/fsp/1968/11/28/2//5256954

Santos 1 x 1 Juventus – 3 x 2 nos escanteios

Data: 14/03/1943, domingo, 13h22.
Competição: Torneio Início Paulista
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Renda: Cr$ 105.625,00
Expulso: Celeste (J) por jogo violento.
Gols: Claudio (07-1); King (08-2).

SANTOS
Cyro; Américo e Gradim; Ayala, Ary Silva e Anthero; Claudio, Antoninho, Mottinha, Aupercio e Echevarrieta.
Técnico:

JUVENTUS
Robertinho; Ditão e Sordi; Laurindo, Celeste e Nico; King, Paulo, Chiquinho (Caio) e Zali.
Técnico:



O Santos eliminou o Juventus do “Torneio Mirim de 1943”.

Fonte: http://acervo.folha.com.br/fdm/1943/03/16/142//226926

Santos 10 x 3 Coritiba

Data: 20/05/1941
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Árbitro: José Alexandrino
Gols: Carabina (6), Bonge, Pio e Gabardo (2); Raul, Cláudio e Tom Mix.

SANTOS
Victor Lovecchio; Neves e Ary Fernandes; Botelho, Elesbão e Laurindo; Cláudio, Orestes (Antoninho), Raul, Sarabina, Bonge e Tom Mix.

CORITIBA
Ary; Nei e Augusto; Biguá, Cansado (Tonico) e Jango; Baptista, Pio, Tonico (Neno), Gabardo e Saul.



Pela espetacular contagem de 10 a 3 o Santos derrotou o Coritiba

Extenuados fisicamente os visitantes fracassaram por completo no 2º tempo da partida

O Santos conquistou espetacular vitória contra o Coritiba FC, do Paraná. Atuando soberbamente, o Clube de Vila Belmiro venceu pela esmagadora contagem de 10 a 3.

Impressionando bastante a maneira pela qual jogou a ofensiva alvi-negra, onde Carabina, em noite das mais felizes, foi o artilheiro, tendo marcado 6 pontos.

Quanto ao Coritiba, com seus elementos esgotados e o arquiro jogando com uma das mãos contundidas, não pode evitar a derrocada.

1º tempo

A luta ofereceu no primeiro tempo uma colheita de tentos das mais fartas, sendo marcados nada menos que 6 pontos, sendo 4 para o Santos e 2 para o Coritiba.

Carabina, que apareceu no comando da ofensiva do quadro de Vila Belmiro foi a nota de sensação do jogo. Conquistou 3 dos tentos do Santos, além de desenvolver um jogo cheio de utilidade para o conjunto.

Bonge foi o autor do outro tento santista dessa fase. Pio e Gabardo marcaram os tentos do Coritiba.

2º tempo

No período derradeiro os paranaenses começaram com muita disposição e depois de alguns minutos Gabardo marcava o 3º tento dos seus. O Coritiba, assim, ficou na espectativa de um empate. Pouco depois, porém, Carabina conseguiu fazer o 5º ponto do Santos, aumentando outra vez para dois pontos a vantagem dos praianos sobre os visitantes.

Daí por diante o cansaço apoderou-se completamente dos paranaenses, e então o Santos passou a dominar inteiramente o jogo, marcando mais 5 pontos. A peleja assim terminou com a vitória esmagadora pela contagem de 10 a 3.

Carabina continuou felicíssimo nos arrematesa meta e marcou mais dois pontos, totalizando assim 6 tentos enquanto que Raul, Cláudio e Tom Mix fizeram os demais.